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China Imperial

A ECONOMIA SOCIALISTA DE MERCADO

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A China é hoje um país com 2 sistemas econômicos. Existe um único sistema político (ditadura do partido único).

A China é a economia que, ao longo dos anos 90, mais tem crescido no mundo, enquanto a União Soviética, seu modelo inicial desapareceu. O país já é uma das maiores economias do planeta e cada vez mais o mercado mundial é invadido por produtos made in China.

DA CHINA IMPERIAL À CHINA COMUNISTA

A China é um país milenar e foi governada ao longo do século por várias dinastias. Podemos fazer um paralelo com o Japão, dentro daquela idéia da “importância de não nascer importante”. O Japão não tinha importância para as potências estrangeiras, tendo permanecido isolado durante séculos, ao passo que a China tinha muita importância e sucumbia ao imperialismo, notadamente britânico.

No início do século XX, surgiu um movimento nacionalista hostil a dinastia Manchu e a dominação estrangeira sob a liderança de um jovem médico chamado Sun Yat-sen. Em 1911, houve uma revolução que atingiu as principais cidades do país. Em 1912, instaura a República. Sob a direção de Sun Yat-Sen, foi organizado o Partido Nacional Chinês (KUOMINTANG).

Nessa época é que surgiu uma incipiente industrialização com a chegada de capitais estrangeiros interessados em aproveitar a mão-de-obra muito barata e abundância de matérias-primas. Teve destaque nessa industrialização, Xangai. Uma industrialização dependente caminhava lentamente e a China continuava um país de camponeses dominado por estrangeiros.

Desiludida com ideologia liberal, ganharam força as idéias revolucionárias. Além de receber influência da Revolução Russa, essas idéias juntaram-se aos sentimentos nacionalistas e anticolonial que fez surgir, em 1921, o Partido Comunista Chinês (PCC), tendo como um dos fundadores Mao Tse-Tung (seu futuro líder).

Em 1925, Sun Yat-Sen morreu e o Kuomintang (Partido Nacional Chinês) passou a ser controlado por CHIANG KAI-SHEK. Em 1927, o governo nacionalista colocou o PCC na ilegalidade, iniciando uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas que se estenderia com breves interrupções para combater os japoneses até o fim da década de 40. Depois de unificar o país, em 1928, Chiang Kai-Shek passou a liderar o governo nacionalista da China com mão-de-ferro.

Depois de 22 anos de guerras civil, com breves interrupções, os comunistas do Exército de Libertação Popular, liderados por Mao Tse-Tung, finalmente saíram vitoriosos. Em outubro de 1949, foi proclamada a República Popular da China. O país foi unificado sob o controle comunista por Mao. Surgia então a China Comunista. Os nacionalistas, comandados por Chiang Kai-Shek, ao se refugiarem na ilha de formosa, fundaram a República da China Nacionalista (Taiwan).

O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO

Seguiu o modelo soviético (o Estado passou a planificar a economia). Em 1957, Mao Tse-Tung lançou um ambicioso plano, conhecido como “o grande salto à frente”. Esse plano pretendia queimar etapas na consolidação do socialismo por meio de um parque industrial amplo e diversificado. Passou a priorizar investimentos na industria de base, na indústria bélica e em obras de infra-estrutura. O “grande salto à frente” mostrou-se um grande fracasso, desarticulando totalmente a economia industrial e agrícola do país.

A industrialização acabou padecendo do mesmo jeito do modelo soviético: baixa produtividade, produção insuficiente, baixa qualidade, concentração de capitais no setor armamentista, burocratização etc.

Além disso, a Revolução Cultural Maoísta (1966-1976) acabou por agravar a crise econômica, gerando um verdadeiro caos político.

Um esforço de transformação ideológica contra o revisionismo soviético, uma violenta perseguição dos contra-revolucionários além de isolamento econômico em relação ao exterior.

Em 1976, Mao Ttse-Tung faleceu. Foi substituído por Deng Xiaoping que fez críticas a Revolução Cultural iniciando um processo de desmaoização na China.

“ECONOMIA SOCIALISTA DE MERCADO”

É o nome dado pelos líderes chineses a um sistema que tenta compatibilizar uma economia cada vez mais aberta aos investidores estrangeiros e que, por isso, a tem de conviver com a iniciativa privada e mesmo com a propriedade privada, mas que continua, porém, sob o controle do Estado. Atualmente, 48,3% das indústrias são estatais, 38% são de propriedade coletivas e 13,7% são empresas privadas nacionais e multinacionais. Trata-se, portaNto, da tentativa de compatibilizar uma economia cada vez mais aberta, mas com suas rédeas nas mãos do Estado, com um regime político monolítico e fechado.

Deng Xiaoping iniciou em 1978, um processo de reforma econômica no campo e na cidade, paralelamente à abertura da economia chinesa no exterior:

JUNTAR A ABERTURA ECONÔMICA COM A DITADURA DO PARTIDO ÚNICO.

Bibliografia

SENE, Eustáqui; MOREIRA, João Carlos. Geografia Geral e do Brasil – Espaço geográfico e globalização. Scipione: São Paulo, 2000 .

Fonte: www.geocities.com

China Imperial

A China Imperial é dividido em dois períodos.

A China imperial se estende da Dinastia Qin (221-207 aC) até a Dinastia Tang (618-907 dC) e, mais tarde a China imperial da dinastia Song (960-1279 dC) através do Qing Dynasty (AD 1644-1911).

A história imperial chinesa é marcada pela ascensão e queda de muitas dinastias e ocasionais períodos de desunião, mas no geral a idade era notavelmente estável e marcado por um sofisticado sistema de governo que incluía o conceito de meritocracia.

Cada dinastia tinha suas próprias características distintas e, em muitos eras encontros com influências culturais e políticos estrangeiros através da expansão territorial e ondas de imigração também trouxe novo estímulo para a China.

A China era uma sociedade altamente letrada que muito valorizado poesia e escrita-caligrafia da escova, que junto com a pintura, foram chamados os Três Perfeições, refletindo a posição estimada das artes na vida chinês.

A China Imperial produziu muitos avanços tecnológicos que enriqueceram o mundo, incluindo papel e a porcelana.

Confucionismo, taoísmo e do budismo foram os ensinamentos dominantes ou religiões na China Imperial e a maioria dos indivíduos combinavam todos os três em suas vidas diárias.

Cada um desses ensinamentos é representada por pinturas no Museu, principalmente por as admoestações do rolo após a Gu Kaizhi e o cache de pinturas budistas rolagem do oitavo ao décimo século que tinha sido enrolado e selado no século XI em Cave 17, em Caves de Dunhuang dos Mil Budas.

Cerâmicas foram produzidos em todo o país em grande número.

Na dinastia Song, coletores valorizados aqueles com verde para esmaltes azuis, como biscoitos Ru acima de todos os outros.

Fonte: www.britishmuseum.org

China Imperial

CHINA: “A ECONOMIA SOCIALISTA DE MERCADO”

A China é hoje um país com dois sistemas econômicos: o socialista, que resiste nas regiões mais distantes dos grandes centros e sobretudo nas relações de propriedade – os meios de produção, em sua maioria, permanecem nas mãos do Estado -, e o capitalista, que organiza cada vez mais as relações de produção e de trabalho, sobretudo nas regiões mais modernas.

Esses dois modelos econômicos estão amalgamados por um sistema político próprio: a ditadura do partido único, o Partido Comunista Chinês.

A economia chinesa foi a que mais cresceu no mundo ao longo dos anos 1980 e 1990, enquanto a da União Soviética, seu modelo inspirador, encolheu de maneira significativa. O país já é a segunda economia do planeta, e o mercado mundial é invadido num ritmo crescente por produtos made in China (“feitos na China”). Como explicar claramente esses fatos? Para isso, é fun­damental que se faça uma retrospectiva, embora rápida, de sua história. .

Da China imperial à China comunista

A China é um país milenar.

Ao longo de séculos de história, alternou períodos de maior ou menor produção tecnológica, cultural e artística: basta lembrar a pólvora e a bússola, ali desen­volvidas durante a Idade Média européia, ou a Grande Muralha e as cerca de 7 000 estátuas dos guerreiros de Xi’an, construídas dois séculos antes da era cristã e descobertas somente em 1974. Várias dinastias governaram a China, mas no final do século XIX, sob o governo da dinastia Manchu, o império estava decadente. A figura do imperador era apenas pro forma, decorativa, porque naquela época o país fora partilhado entre várias potências estrangeiras.

No início do século XX, sob a liderança de um jovem médico chamado Sun Yat-sen, foi organizado um movimento nacionalista hostil à dinastia Manchu e à dominação estrangeira. Esse movimento culminou em uma revolução, em 1911, que atingiu as principais cidades do país. Tal revolução pôs fim ao império e instau­rou a república em 1912. Sob a direção de Sun Yat-sen, foi organizado o Partido Nacionalista, o Kuomintang.

Apesar da proclamação da República, o país continuava mergulhado no caos político, eco­nômico e social. O poder permanecia fragmentado. Muitas regiões estavam sob o controle de li­deranças locais, os chamados “senhores da guerra”. Pequim controlava apenas uma pequena parte do país, e mantinham-se os laços de dependência com as potências estrangeiras.

Foi por aquela época que começou a se desenvolver uma incipiente industrialização, com a chegada de capitais estrangeiros interessados em aproveitar a mão-de-obra muito barata e a grande disponibilidade de matérias-primas. Começaram a ser instaladas algumas fábricas nas principais cidades do país, sobretudo em Xangai. No conjunto, porém, a China continuava a ser um país de camponeses dominado por estrangeiros. A tímida industrialização foi interrompida pela invasão e ocupação da China pelo Japão, na década de 1930, e pela guerra civil, que se estendeu de 1927 até 1949. Entre os intelectuais chineses, desiludidos com a ideologia liberal, e ante a impossibilidade de desenvolvimento dentro de um modelo capitalista dependente, as idéias revolucionárias ganharam força. Além de receber influência da Revolução Russa, essas idéias agora se juntavam ao sentimento nacionalista e anticolonial que deu origem, em 1921, ao Partido Comunista Chinês (PCC), do qual fazia parte, entre seus fundadores, Mao Tse-tung, seu futuro líder.

Com a morte de Sun Yat-sen, em 1925, o Kuomintang passou a ser controlado por Chiang Kai­shek. Depois de uma curta convivência pacífica, em 1927 o governo nacionalista colocou o PCC na ilegalidade, iniciando uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas que se estenderia, com breves interrupções para combater os japoneses, até o fim da década de 1940. Depois de unificar o país, em 1928, Chiang Kai-shek passou a liderar o Governo Nacional da China com mão-de-ferro. Assim, na década de 1930, paralelamente à ocupação japonesa na Manchúria (região onde se localiza Pequim, atual capital chinesa, também conhecida por Beijing), o enfrentamento entre comunistas e nacionalistas persistia. Em 1934, os japoneses implantaram na Manchúria, com a conivência das potências ocidentais, o Manchukuo (Reino Manchu), um país apenas formalmente independente, tendo como governante Pu Yi, o último imperador chinês, que ficara aprisionado ainda criança na Cidade Proibida desde a pro­clamação da República, em 1912. Pu Yi, po­rém, era um imperador fantoche. Quem gover­nava Manchukuo de fato eram os japoneses, que tinham se apoderado de uma das regiões mais ricas em minérios e combustíveis fósseis de toda a China.

Em 1937, os japoneses declararam guerra total contra a China, atacando-a maciçamente. Chegaram a ocupar, próximo do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, cerca de dois terços do território chinês. As cidades mais importantes do país estavam sob seu controle. Somente nesse curto período houve um apaziguamento entre comunistas e nacionalistas, empenhados em derrotar os invasores japoneses. Bastou, no entanto, que o Japão assinasse sua rendição para que o conflito interno na China se agravasse.

Depois de 22 anos de guerra civil, com breves interrupções, os comunistas do Exército de Libertação Popular, liderados por Mao Tse-tung, saíram vitoriosos. Em outubro de 1949 foi proclamada a República Popular da China.

O país foi unificado sob o controle dos comunistas, comandados por Mao, então secretário-geral do PCC: nascia a China Comunista. Os membros do Kuomintang, comandados por Chiang Kai-shek, ao se refugiarem na Ilha de Formosa, ali fun­daram a República da China Nacionalista, também conhecida como Taiwan.

A China comunista

A Revolução Chinesa de 1949 foi um grande divisor de águas na história do país, e isso já ficara evidente quando Mao Tse-tung, em discurso feito durante a proclamação da República, afirmou para uma multidão em Pequim: “O povo chinês se levantou (…); ninguém nos insultará novamente” .

Pelo menos no início, até mesmo por falta de opção, a China revolucionária seguiu o modelo político-econômico vigente na antiga União Soviética. Com base na ideologia marxista-leninista, implantou-se um regime político centralizado sob o controle do Partido Comunista Chinês, cujo líder máximo era o secretário-geral, Mao Tse-tung. Economicamente, como resultado da coletivização das terras, implantaram-se de modo gradativo as comunas populares, que seguiam, em linhas gerais, o modelo das fazendas coletivas da União Soviética. O Estado passou a con­trolar também todas as fábricas e recursos naturais. É oportuno lembrar que a Revolução Chinesa, de modo diverso da Russa, foi essencialmente camponesa. Para se ter uma idéia, nessa época havia na China em torno de 3,2 milhões de operários, o que equivalia a apenas 0,6% da população (cerca de 540 milhões de habitantes). Assim, somente após a revolução é que a China reiniciou seu conturbado processo de industrialização.

O processo de industrialização

Seguindo o modelo soviético, inicialmente o Estado chinês passou a planificar a economia. Em 1957, Mao Tse-tung lançou um ambicioso plano, conhecido como o Grande Salto à Frente, que se estenderia até 1961. Esse plano pretendia queimar etapas na consolidação do socialismo por meio da implantação de um parque industrial amplo e diversificado. Para tanto, a China passou a priorizar investimentos na indústria de base, na indústria bélica e em obras de infra-estrutura que sustentassem o processo de industrialização. Apesar de dispor de numerosa mão-de-obra e de abundantes recursos minerais e energéticos (veja a tabela abaixo), a industrialização chinesa teve idas e vindas. O Grande Salto à Frente mostrou-se um grande fracasso, desarticulando totalmente a economia industrial e agrícola do país.

A industrialização chinesa padeceu dos mesmos males do modelo soviético: baixa produti­vidade, produção insuficiente, baixa qualidade, concentração de capitais no setor armamentista, burocratização etc.

Com o fracasso do Grande Salto, os opositores de Mao Tse-tung dentro do Partido Comu­nista, liderados por Deng Xiaoping, se fortaleceram. Para tentar reverter essa situação, Mao lançou o movimento conhecido como Revolução Cultural (1966-1976), que agravou a crise econômica do país e o enfrentamento político dentro do partido. Esse movimento, além de tentar enfraquecer os burocratas do PCC, adversários de Mao Tse-tung, buscava combater o modelo soviético que então imperava na economia chinesa. A Revolução Cultural foi marcada por vio­lenta perseguição aos supostos contra-revolucionários e por isolamento econômico em relação ao exterior.

As divergências e as desconfianças entre os líderes dos dois principais países socialistas aumentavam cada vez mais. Em 1964, a China detonou sua primeira bomba atômica e, três anos depois, a de hidrogênio. A União Soviética, por sua vez, não admitia perder a hegemonia nuclear no bloco socialista. Esse fato decisivo, somado às divergências quanto ao modelo de socialismo, acabou provocando o rompimento entre a União Soviética e a China, em 1965. Como conse­qüência, Moscou retirou todos os assessores e técnicos soviéticos que mantinha na China, agra­vando ainda mais os problemas econômicos desta. O rompimento sino-soviético abriu caminho para a aproximação sino-americana, iniciada com a viagem do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, à China, em 1972. Foi nessa época que a República Popular da China foi admitida na ONU, em substituição a Taiwan*, tornando-se membro permanente do Conselho de Segurança.

Com a morte de Mao Tse-tung, em 1976, ascendeu ao poder Deng Xiaoping. O novo líder pôs fim à Revolução Cultural e iniciou um processo de desmaoização na China. Uma nova revolução estava por acontecer.

Fonte: files.pzaj.webnode.com.b

China Imperial

Da China Imperial à China Comunista

A China é um país milenar e ao longo de séculos de historia, alternou períodos de maior ou menor produção tecnológica, cultural e artística: A pólvora e a bússola foram desenvolvidas durante a Idade Média européia, a Grande Muralha e as cerca de 7000 estatuas dos Guerreiros de Xi`an , construídas dois séculos antes da era crista e descobertas apenas em 1974.

Varias dinastias governaram a china, mas no final do século XIX, sob o governo da dinastia Manchu, o Império estava decadente. Naquela época, o país fora partilhado entre varias potencias estrangeiras.

No inicio do século XX, sob a liderança de um jovem medico chamado Sun Yat-sen, foi organizado um movimento nacionalista hostil à  dinastia Manchu e à dominação estrangeira, movimento esse que culminou em uma revolução em 1911, atingindo as principais cidades do país, colocando fim ao Império e instaurando a Republica em 1912. Sob a direção de Sun Yat-sen, foi organizado o Partido Nacionalista, o Kuomintang.

 A tímida industrialização iniciada naquela época foi interrompida pela invasão e ocupação da China pelo Japão, na década de 1930, e pela guerra civil, que se estendeu de 1927 até 1949. Entre os intelectuais chineses, desiludidos com a ideologia liberal, e ante a impossibilidade do desenvolvimento dentro de um modelo capitalista dependente; as idéias revolucionárias ganharam forças.

Além de receber influencia da Revolução Russa, essas idéias se juntaram aos sentimentos nacionalista e anticolonial, que originou, em 1921, o Partido Comunista Chinês – PCC, do qual fazia parte, entre seus fundadores, Mao Tse-tung, seu futuro líder.

 Com a morte de Sun Yat-sen, em 1925, o Kuomintang passou a ser controlado por Chiang Kai-shek e, depois de uma curta convivência pacifica, em 1927, o governo nacionalista colocou o PCC na ilegalidade, iniciando uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas que se estendeu, com breves interrupções para combater os japoneses, até o fim da década de 1940.

Depois de unificar o país, em 1928, Chiang Kai-shek passou a liderar o Governo Nacional da China com mãos de ferro.

Fonte: www.cienciashumanas.com.br

China Imperial

Colapso do sistema imperial e o advento da República

Na ausência de obrigações feudais surge, na China imperial, controlada pela dinastia Manchu, a questão de se saber como a classe de proprietários fundiários conseguia obrigar os camponeses a trabalharem na terra. De acordo com estudiosos do período, o trabalho dos camponeses era baseado em contratos de arrendamento de tipo capitalista. Evidentemente, havia variações regionais, mas pode-se dizer que na maioria das zonas agrícolas o proprietário fundiário fornecia a terra e os camponeses, a mão-de-obra.

Sabe-se que, por volta de 1810, cerca de 80% das terras cultivadas na China estavam em poder da classe dos grandes senhores fundiários e o restante, 20%, pertencia aos camponeses. A colheita era dividida entre ambos e ao que tudo indica a troca em espécie prevalecia até mesmo nos pagamentos de impostos devidos ao imperador.

Superpopulação de camponeses

A existência de uma superpopulação de camponeses interessava diretamente aos senhores proprietários fundiários, pois facilitava o arrendamento das terras através de um maior grau de extração de excedente econômico. Ou seja, num contexto social de superpopulação, a competição entre os camponeses diante da necessidade de prover o próprio sustento levava-os a trabalhar nas terras por níveis cada vez mais baixos de remuneração (neste caso, a porção de alimento produzido).

As pressões da grande massa de camponeses sobre as terras cultiváveis aumentaram consideravelmente no final do século 18 e se agravaram nas décadas seguintes, transformando-se num fator importante a contribuir para minar a estrutura social.

Urbanização e industrialização

A urbanização e a industrialização ocorreram tardiamente na China. O sistema imperial, em particular a burocracia administrativa, impediu o quanto pôde a modernização do país, evitando a adoção da agricultura comercial, o surgimento de uma burguesia comercial e núcleos urbanos autônomos capazes de contrapor-se aos grandes proprietários fundiários (como ocorreu na Europa Ocidental na última fase do feudalismo).

Avanços na urbanização e industrialização começaram a ganhar fôlego no final do século 18 diante de dois processos concomitantes: a decadência da máquina administrativa imperial e as pressões externas provenientes das nações européias ocidentais, que tinham interesses militares e comerciais na China.

O domínio tradicional da classe culta de funcionários-intelectuais declinou nas zonas costeiras, permitindo assim o surgimento de núcleos urbanos e o aparecimento de uma burguesia comercial nativa que se opôs às pretensões de centralização do poder político sob o sistema imperial.

Novas forças sociais

O sistema imperial tentou em vão controlar as novas forças sociais e econômicas que se desenvolviam rapidamente e ameaçavam a manutenção da unidade política e territorial da China. Mesmo assim, foi somente em 1910 que se verificou um nítido impulso no sentido das classes comerciais burguesas se libertarem da influência da burocracia imperial.

De qualquer modo, as áreas territoriais mais avançadas urbana e industrialmente permaneceram sob controle estrangeiro até a segunda metade do século 20. E até a data mencionada, a sociedade chinesa permaneceu predominantemente agrária, com uma classe média numericamente insignificante e politicamente dependente.

Colapso do sistema imperial

O sistema imperial chinês foi minado por forças internas que tinham interesses conflitantes.

Essa situação levou o país a um período de anarquia, que resultou na mudança do regime político: a proclamação da República.

Quais as contradições sociais responsáveis pelo colapso do sistema imperial? Pode-se afirmar que, até o final do século 19, as classes dominantes chinesas (ou seja, os proprietários fundiários) continuaram a ser a base de sustentação de todo o sistema imperial. Fatores externos, sobretudo ligados às pressões militares de nações européias, levaram, no entanto, a classe dominante chinesa a se dissociar.

O principal fator de desintegração do sistema imperial emergiu diante das necessidades crescentes dos últimos governantes da dinastia Manchu de concentrar recursos materiais e financeiros para fazer frente às rebeliões internas e aos inimigos externos. As necessidades materiais e financeiras só puderam ser atendidas a partir da destruição do amplo sistema de privilégios que unia a burocracia administrativa e a classe fundiária.

Renato Cancian

Fonte: dc401.4shared.com

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