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Doutrina Monroe

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O que é

A Doutrina Monroe teve na América Latina acolhidas distintas.

As nações hispânicas nunca a reconheceram oficialmente, nem lhe deram legitimidade.

O Brasil, pelo contrário, demonstrou receptividade cordial com a doutrina. Logo após o Presidente James Monroe ter recomendado aos europeus que se afastassem dos assuntos internos do Hemisfério Americano, o governo brasileiro reconhecia a doutrina e já declarava apoio aos EUA.

O Brasil via nessa doutrina uma forma de defesa de sua recente independência e uma proteção de sua soberania contra agressões européias.

A partir de então, a Doutrina Monroe tornou-se presente nas declarações dos governos brasileiros.

O país, entretanto, tinha sua própria interpretação da doutrina, dando acepção multilateral as palavras de Monroe, já que na concepção original, a Doutrina Monroe era afirmação unilateral dos EUA, proibindo a interferência européia nos assuntos do “condomínio” norte-americano.

Décadas após o pronunciamento do Presidente James Monroe, o Brasil por meio do Chanceler Rio Branco descobriu a utilidade da doutrina na disputa fronteiriça com a França, na Guiana Francesa, percebendo que a disposição francesa pelo recurso da arbitragem decorria mais do respeito pela Doutrina Monroe do que por afinidade pelo recurso do arbitramento.

A primeira vez, entretanto, que o Barão evocou a doutrina diretamente foi contra o Bolivian Syndicate, observando que o consórcio poderia cair em mãos européias e constituir um enclave no coração da América do Sul.

A Doutrina Monroe

Os Estados Unidos tinham assumido uma política de isolamento em relação aos assuntos que se passavam na Europa, isso vinha desde o governo de Washington.

Os líderes norte-americanos não concordavam com as práticas de intervenção dos europeus e com isso se distanciou da Europa, tudo isso depois da Santa Aliança em 1815.

Diante da insatisfação do governo americano o então presidente, James Monroe, elaborou a chamada Doutrina de Monroe, o seu objetivo consistia em desaprovar o direito de intervenção da Santa Aliança nos países da América do Sul, a teoria tinha como base os princípios:

Todos os países americanos, por serem livres e independentes, não poderiam se sujeitar a dominação das potências européias em possíveis colonizações.
O sistema político das principais potências da Europa se diferenciava do americano, qualquer nação que tentasse privilegiar o seu sistema era considerada um ameaça.
Se por ventura os países europeus participassem de uma guerra e o motivo dessa fosse de exclusivo interesse deles, os americanos de forma alguma iriam fazer parte.
A Doutrina Monroe, resumida na frase “América para os americanos”, tende a ser considerada como o embrião do pan-americanismo, que reforça ainda mais o isolamento norte americano, que favoreceu o crescimento da hegemonia na América Latina.

Referências

BURNS, E. Bradford. A Aliança não Escrita: O Barão do Rio Branco e as Relações Brasil-Estados Unidos. Rio de Janeiro: EMC, 2003, p. 185-186.

História

 

Começando com o 16º século ao tempo de Português e Espanhol colonial regra os problemas da América Latina países possam ser rastreados, mas a maioria delas é datada de volta para as guerras da liberdade no início do século XIX.

A política externa da E.U.A. na América Latina pode ser subdividida em três temas distintos: intervenção direta e dominação, vizinhança e mutualidade, económica e ajuda, enquanto os indivíduos dessas relações pode ser verificada em um determinado ponto no tempo.

Na perspectiva de acontecimentos históricos, Doutrina Monroe foi o primeiro registro em E.U. – América Latina interação, que lançou as bases para o êxito das três políticas. De acordo com a Doutrina Monroe, a Europa tinha poderes para impedir interrelações com as relações de Américas.

Enquanto o governo dos Estados Unidos estava indo para ficar neutro quando ele veio a conflitos entre potências da Europa e as colônias, em caso de potências européias colonizadoras Américas, tal ato teria sido considerado como hostil.

O Corolário Roosevelt deu início a um importante objetivo para a Doutrina Monroe, uma vez que os Estados Unidos no momento em que tive o privilégio de me envolver na América Latina relações intercontinentais exerce uma força policial.

Os Estados Unidos naquele momento visualizadas na América Latina, como a organização de uma maior distribuição dos interesses dos Estados Unidos.

A ação foi examinado como um imperialista e intervencionista política externa. Tem que ser acrescentado, que a América Latina nunca foi oficialmente aceite a Doutrina Monroe, como Doutrina Monroe foi aceite um esforço por parte dos Estados Unidos para expandir seu alcance global e tornar segura posições.

Por si só, a doutrina Monroe funcionava como um direito de participação sobre as terras da América Latina.

Tudo através da Guerra Fria, os E.U. estava oferecendo inteligência e ajuda militar a países que declararam que estavam ameaçadas pelos comunistas onde era a América Latina.

O importante é que a posição da Doutrina Monroe tinham diferentes interpretações e significados, dependendo da variável e preferências políticas e todos juntos permaneceu um apoio quando ele veio a expressão de os E.U. finalidades e objetivos.

 Doutrina Monroe

Na América do Sul, sobretudo, o período das primeiras décadas do século XIX foi marcado pela declaração de independência política e afirmação nacional de novos países.

Os norte-americanos observavam com atenção as lutas pela independência, mas, embora com apenas menos de meio século de sua revolução contra a Inglaterra, os Estados Unidos não quiseram se lançar numa cruzada libertária na América Latina.

Em 1823, quando a Doutrina Monroe é divulgada, os EUA eram ainda uma nação jovem, mas que já desejava a expansão das fronteiras econômicas rumo ao oeste

Mantiveram sua condição de isolacionismo e não envolvimento que já praticavam em relação à Europa. Mas havia ameaças para as novas nações do continente. Na década de 20 do século XIX, as nações européias, tendo já exilado Napoleão, reagiam severamente às doutrinas democráticas geradas pela Revolução Francesa e pela expansão napoleônica.

Em 1823, quando a Doutrina Monroe é divulgada, os EUA eram ainda uma nação jovem, embora tendo sobrevivido a duas guerras com a Inglaterra. Recuperada daqueles conflitos e politicamente organizada, entrou num surto de expansão de fronteiras econômicas rumo ao oeste que já lhe permitia se imaginar possuindo um grande destino.

Em 2 de Dezembro de 1823, na mensagem anual ao Congresso, o Presidente James Monroe enuncia o que viria a ser conhecido como a Doutrina Monroe: Compromisso de respeito ao “status quo” dos países americanos, e compromisso de não permitir a interferência das potências européias na América. Era a doutrina cujo slogan foi “A América para os americanos”. Não se tratava de um ato de solidariedade continental ou de outro princípio do idealismo político, e sim uma expressão da nova estratégia de segurança nacional dos EUA.

O discurso

“Nós estamos, necessariamente, muito mais ligados aos movimentos deste continente, pelas razões que devem parecer óbvias a qualquer observador informado e imparcial. Os sistemas políticos dos poderes aliados (Europeus) são, neste aspecto, essencialmente diferentes do nosso. Estas diferenças provêm da natureza daqueles governos, e do fato de que a defesa do nosso somente foi lograda com a perda de tanto sangue e riquezas, e amadurecida pela sabedoria dos nossos mais ilustrados cidadãos, que nos legaram uma nação, sob a qual gozamos de uma felicidade sem comparação. Nós estamos no dever, portanto, em função das relações amigáveis e sinceras que existem entre os Estados Unidos e aqueles poderes, de declarar que consideraremos, qualquer tentativa de sua parte, de estender o seu sistema a qualquer porção deste hemisfério, como atentatórias à nossa paz e segurança.

Em 2 de Dezembro de 1823, na mensagem anual ao Congresso, o Presidente James Monroe enuncia o que viria a ser conhecido como a Doutrina Monroe:

“Nós não interferimos, nem vamos interferir com as atuais colônias ou dependências de qualquer nação européia. Mas, em relação àqueles governos que declararam sua independência e a mantiveram, independência esta que nós encaramos com grande consideração e baseadas em princípios justos, não podemos ver qualquer ação com o propósito de oprimi-las, ou, de qualquer outra forma, tentar controlar o seu destino, de outra forma a não ser como a manifestação de uma disposição hostil em relação aos EUA.

Nossa política em relação à Europa permanece a mesma: a de não interferir nos assuntos internos de qualquer país; de considerar o governo “de fato” como governo legítimo, e de cultivar relações amistosas, preservar estas relações, apoiando em todos os casos as justas demandas de cada nação, mas não se submetendo a injúrias de nenhuma.

Mas, no que respeita a este continente, as circunstâncias são eminentemente e conspícuamente diferentes. É impossível que os poderes aliados possam estender seus sistemas políticos para qualquer região do continente, sem ameaçar a nossa paz e felicidade. É, pois, igualmente impossível para nós encarar tais interferências com indiferença.”

Fonte:  relacoesdiplomaticas.wordpress.com/ www.ipadiponeipod.com/www.politicaecotidiano.com

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