Breaking News
Home / História Geral / Rainha Vitória

Rainha Vitória

Biografia

PUBLICIDADE

Em 24 de Maio de 1819, no palácio de Kensington, em Londres, nascia Alexandrina Vitoria.

O seu pai, o Duque de Kent, morreu quando ela tinha oito meses.

Vitoria cresceu no Palácio de Kensington sob o cuidado de uma governanta alemã e tutores ingleses e do tio, o Príncipe Leopoldo (que viria a ser Rei da Bélgica).

Vitória aprendeu francês e alemão; estudou história, geografia e religião; aprendeu piano e cultivou o gosto pela pintura (que manteve até aos seus sessenta anos).

Quando o seu tio, rei Guilherme IV falece em Junho de 1837 sem ter filhos, Vitoria torna-se Rainha.

Tinha então 18 anos.

Rainha Vitória
Rainha Vitória

Casou em 1840 com o Príncipe Alberto, de quem teve nove filhos. O casal transmitiu uma imagem de família tranquila e respeitável, que contrastava com os anteriores monarcas. Envolveram-se pessoalmente na educação dos filhos (não deixaram isso apenas a cargo de amas ou tutores). Alberto tornou-se um braço direito da Rainha no que toca aos assuntos de estado; apoiou o desenvolvimento de artes e ciências e foi um grande impulsionador da modernização e fortalecimento do exército britânico; apesar disso, alguns britânicos nunca lhe perdoaram o sotaque alemão.

Após a morte de Alberto em 1861 manteve um luto carregado durante quase 10 anos. Os seus nove filhos foram casando; oito tiveram filhos. Alguns dos seus filhos e netos casaram com membros de casas reais de outros países, nomeadamente Espanha, Rússia, Suécia, Noruega, e Roménia; Devido à sua numerosa descendência, os britânicos ainda gostam de lhe chamar a “Avó da Europa”.

O reinado de Vitória seria o mais longo de um monarca britânico e é frequentemente referido como a “era vitoriana”.

Durante esse tempo o Império fortaleceu-se e desenvolveu-se; Vitória simpatizava com algumas das mudanças e desenvolvimentos a que ia assistindo: o caminho de ferro, a fotografia, a anestesia para parturientes.

Mas tinha dúvida relativamente a outras questões: o direito de voto universal, a criação de escolas públicas e acesso de mulheres a todas as profissões (nomeadamente a medicina). Orgulhava-se de ser chefe de estado do mais vasto império multirracial e multi-religioso do mundo; a sua honestidade, patriotismo e devoção à vida familiar tornaram-na o símbolo máximo de uma era.

Os episódios políticos mais marcantes e conhecidos do seu reinado são a Guerra da Crimeia (1853-1856), a guerra dos Boers na África do Sul (1899-1901) e várias rebeliões na Índia. O incidente do Mapa Cor-de-Rosa também se dá durante o reinado de Vitoria. Do ponto de vista social destaca-se a abolição da escravatura em todo o império britânico (1838), a lei de redução do horário de trabalho (para dez horas) nas industria têxtil (1847) e o “Third Reform Act” que concedia o direito de voto a todos os homens trabalhadores (1884).

A Rainha Vitória reinou durante 63 anos e foi chefe de estado de todo o Império Britânico, que incluía, o Canadá, a Austrália, a Índia, e vastos territórios em África. Personificação do Reino, Vitoria sempre pretendeu que o Império fosse considerado como uma poderosa potência económica e militar e um modelo de civilização. Faleceu em 22 de Janeiro de 1901.

A EPISTOLA REVELADA POR BAHÁ’U’LLÁH

Bahá’u’lláh revelou uma epístola dirigida à Rainha Vitória. Tal como noutras epístolas dirigidas aos reis e governantes do seu tempo, anuncia-lhe o aparecimento de uma nova revelação divina e faz um juízo sobre os atos da Rainha, enquanto governante.

Alguns excertos dessa epístola:

Ó Rainha em Londres! Inclina teu ouvido para a voz de teu Senhor, o Senhor de toda a humanidade, que clama do Loto Divino: Verdadeiramente, nenhum Deus há senão Eu, o Todo-Poderoso, o Omnisciente! Rejeita tudo o que está na terra, e, adorna a cabeça de teu reino com o coroa da lembrança de teu Senhor, o Todo-Glorioso. Ele, em verdade, veio ao mundo na Sua mais grandiosa glória, e tudo o que foi mencionado no Evangelho se cumpriu.

Põe de lado o teu desejo e volta o teu coração para teu Senhor, o Ancião dos Dias. Fazemos menção de ti por amor a Deus e desejamos que o teu nome seja exaltado pela tua comemoração de Deus, o Criador da terra e do céu. Ele, em verdade, dá testemunho daquilo que digo. Fomos informados de que tu proibiste o tráfico de escravos, tanto de homens como de mulheres. Isso, em verdade, é o que Deus ordenou nesta Revelação maravilhosa. Deus, em verdade, destinou-te uma recompensa por isso.

Soubemos também que entregaste as rédeas do conselho nas mãos dos representantes do povo. Em verdade, fizeste bem pois assim os alicerces do edifício de tuas atividades serão fortalecidos, e os corações de todos os que se acham abrigados à tua sombra, sejam de alta ou de baixa condição, serão tranquilizados. Compete-lhes, entretanto, ser dignos de confiança entre Seus servos e considerarem-se a si próprios como os representantes de todos os que habitam na terra.

Existe uma espécie de “tradição oral” entre os bahá’ís, segundo a qual a Rainha Vitória teria sido o único governante que teria respondido a Bahá’u’lláh. A resposta teria sido algo do género “Se essa causa provém de Deus, então não necessita da nossa ajuda para triunfar; mas se não provém de Deus, então cairá por si própria”. No entanto, não há qualquer confirmação sobre a existência dessa resposta.

Marco Oliveira

Fonte: bahai-library.com

Rainha Vitória

Vida

1837-1901

Vitória nasceu no Palácio de Kensington, em Londres, em 24 de maio de 1819.

Ela era a única filha de Edward, duque de Kent, quarto filho de George III.

Seu pai morreu pouco depois de seu nascimento, e ela tornou-se herdeiro do trono porque os três tios que estavam à sua frente em sucessão – George IV, Frederico Duque de York, e William IV – não teve filhos legítimos que sobreviveram.

Calorosa e animada, Vitória tinha um dom para desenho e pintura; educada por uma governanta em casa, ela era uma diarista natural e manteve um diário regular ao longo de sua vida. Com a morte de William IV, em 1837, ela tornou-se rainha com a idade de 18.

Rainha Vitória está associada a grande idade da Grã-Bretanha de expansão industrial, o progresso econômico e, especialmente, império. Na sua morte, dizia-se, a Grã-Bretanha tinha um império mundial no qual o sol nunca se punha.

No início de seu reinado, ela foi influenciada por dois homens: seu primeiro-ministro, Lord Melbourne, e seu marido, o príncipe Albert, com quem se casou em 1840.

Ambos os homens lhe ensinou muito sobre como ser um governante em um ‘monarquia constitucional “, onde o monarca tinha muito poucos poderes, mas poderia usar muita influência.

Albert tinha um interesse ativo nas artes, ciência, comércio e indústria; o projeto para o qual ele é mais lembrado foi a Grande Exposição de 1851, os lucros de que ajudou a estabelecer o complexo de museus de South Kensington, em Londres.

Seu casamento com o príncipe Albert trouxe nove crianças entre 1840 e 1857.

A maioria de seus filhos se casaram com outras famílias reais da Europa.

História

Vitória filha de Eduardo, duque de Kent, quarto filho do rei Jorge III , subira ao Trono com 18 anos, aos 21 se casa com o Primo Alberto de Saxe-Coburgo e Gotha que fora sua grande paixão, assim como o Império britânico.

Com relação ao seu casamento fato interessante foi da própria rainha pedir o primo em casamento, casaram-se por amor, e o que torna mais interessante a união é o fato de Vitória ter acrescentado um véu ao traje nupcial, tradição que perdura até os nossos dias.

O governo da Rainha Vitória foi marcado por uma forte expansão territorial, econômica e militar do império britânico, chegando ao seu auge territorial, nesta época surgiu a expressão: “Sempre há sol no império britânico”, em clara referência à sua extensão. É marcada também uma era de enormes mudanças técnicas em todo império, foi no período vitoriano que surgiu o metrô, o sistema esgoto moderno, os telegrafos, ferrovias mais seguras e rápidas, a tower bridge, a dragagem do Tâmisa. A Rainha vitória tinha apoio de seus súditos, seu governo foi marcado por um expressivo sentimento nacionalista, sucessivas guerras colôniais, também podemos observar em seu contexto um grande crescimento da moral conservadora, em compensação foi o período de grande ascenção da classe média e de maior participação do povo no governo do império. A população britânica duplicou no mesmo período, Londres passou a ser definitivamente o centro comercial do mundo ocidental.

Em termos sociais, o período vitoriano teve um grande impacto, podemos colocar com relação à leis a “Mining act” que proibia o trabalho de mulheres e crianças nas minas de carvão. Nas escolas fora implantada a educação física como parte do programa didático. Os esportes foram levados para escolas e academias militares, onde nasceram o football, rugby entre outros esportes. Na Literatura o período vitoriano foi responsável por parte dos grandes escritores do século XIX, como Sir Arthur Conan Doyle entre outros. Na arquitetura o gótico foi empregado em várias construções por todo Império, No meio científico tivemos a 1º Grande Feira, a expedição de Darwin Galapágos. Na diplomacia o período vitoriano foi marcado pela diplomacia das canhoneiras, e nas sucessivas guerras como citadas acima, principalmente colôniais, embora possamos destacar a participação da Inglaterra na Guerra da Criméia.

A parte negativa do governo de Vitória foi marcada principalmente por causa da Grande Fome da Irlanda e dos Massacres na Índia e no Paquistão.

Infelizmente, após a morte de Alberto, a Rainha não atuou mais tão incisivamente na política do império, alguns pesquisadores atribuem a isso a depressão que a Rainha sentira após a morte de seu amado, Vitória resignou-se ao Luto até sua morte aos 81 anos de idade na ilha de Wigth. Seu Enterro também foi marcado por mais uma transgressão, fora carregada por seus filhos, e fora enterrada com um vestido Branco e seu véu, que usara no casamento. O véu posteriormente fora adicionado à tradição mortuária.

O reinado de Vitória fora tão importante que o período que ela reinou ficou conhecido como era vitoriana, um período marcado pelo crescimento do império britânico à limites nunca antes imaginados do Império.

Reinado

Rainha Vitória
Rainha Vitória

Rainha Vitória
Em 64 anos de reinado a Rainha Vitória viu a Inglaterra se transformar em poteência mundial.

Quem Foi

Alexandrina Vitória foi rainha da Grã-Bretanha e da Irlanda (1837-1901) e imperatriz das Índias (1876-1901).

Originária da casa de Hanover, era filha única do quarto filho de Jorge 3º, duque de Kent. Sucedeu ao tio, Guilherme 4º, em um momento de desprestígio da monarquia. Neta do duque de Saxe-Coburgo, era sobrinha do rei Leopoldo 1º, da Bélgica.

Apesar da forte oposição de Guilherme 4º, Vitória casou-se, em fevereiro de 1840, com seu primo, Alberto de Saxe-Coburgo, de quem teria nove filhos. O início de seu reinado teve marcada influência de William Lamb, lorde Melbourne, primeiro-ministro. A partir de 1841, seu marido passou a ter acentuada participação nos negócios de Estado, como um de seus principais conselheiros.

Agudo senso de dever

As relações de Vitória com seus primeiros-ministros variaram segundo seu gosto pessoal: Melbourne, Robert Peel e, principalmente, Benjamin Disraeli contaram com suas simpatias, enquanto que em relação a lorde Palmerston e William Ewart Gladstone, ela não escondeu seu desagrado.

Foi uma mulher de fibra, que soube afirmar sua autoridade. Passou a intervir pessoalmente em tudo, sobretudo nos negócios externos. Apoiou as Guerras do Ópio (1839 a 1842 e de 1856 a 1860), contra a China, e a Guerra da Criméia (1854-1856), contra os russos, quando criou a Victoria Cross, uma condecoração concedida, pela primeira vez, em 1857.

Depois do Motim de Sepoy, uma rebelião ocorrida na Índia contra o governo da Companhia Britânica das Índias Orientais, Vitória aprovou a dissolução da Companhia e defendeu que a Índia fosse colocada sob administração direta da coroa britânica.

Inicialmente pouco amada pelos súditos, Vitória, por seu puritanismo, austeridade e agudo senso de dever, acabou por se transformar, para as classes médias, num símbolo da monarquia.

É o último soberano inglês a ter marcada influência pessoal na vida política do país. Levada pela admiração por Disraeli, orientou-se num sentido cada vez mais conservador e autoritário.

A morte do marido, em 1861, causou-lhe profundo abalo, levando-a ao semi-isolamento para o resto da vida. Mesmo assim, em 1867, usou sua influência para ver aprovado o Reform Act, de Disraeli, que reformou o sistema eleitoral e favoreceu os conservadores.

Apoiou integralmente o segundo gabinete de Disraeli (1874-1880), durante o qual chegou ao apogeu o imperialismo britânico. A idade avançada não a impediu de ser vigorosamente favorável à Guerra dos Bôeres (os colonos de diferentes nacionalidades que habitavam a África do Sul se rebelaram contra a administração inglesa).

A Era Vitoriana, o mais longo reinado de toda a história inglesa, esteve imersa em plena Revolução Industrial, um período de mudanças significativas que consolidaram a Grã-Bretanha como grande potência mundial.

Fonte: www.royal.gov.uk/Enciclopédia Mirador Internacional

Veja também

Populista

Populista

PUBLICIDADE Definição Populista, em geral, é uma ideologia ou movimento político que mobiliza a população …

Corrida Espacial

Corrida Espacial

PUBLICIDADE Definição A corrida espacial da Guerra Fria (1957 – 1975) foi uma competição na exploração do …

Caso Watergate

Caso Watergate

PUBLICIDADE Watergate Watergate pode ser a história mais famosa na história americana de jornalismo investigativo. Isso …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.