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Revolução Intelectual

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Revolução Intelectual – O que foi

Durante a Idade Média os pensamentos gregos como do filósofo Aristóteles (séc. III a.C.) era a base da ciência, mas já no renascimento os cientistas passaram a criticar esta visão de mundo, dizendo que era muito confusa. Já estudamos que no Renascimento a observação da natureza e a experimentação eram importantes para entender como ocorriam os fenômenos do mundo.

E no século XVII vai dar início a Ciência Moderna, baseada no empirismo, ou seja, na experiência e na observação sensível para se chegar a verdade.

Uma crítica dos cientistas modernos aos aristotélicos (que seguiam a lógica de Aristóteles) é que eles procuravam apenas a descrever os fenômenos naturais e não explicá-los. Foi Galileu Galilei que iniciou o modo experimental durante o renascimento e René Descartes (1596-1650) pensador francês que acreditou que a matemática pode ser usada para descrever as formas e movimentos a chamada Geometria Analítica e criou o gráfico cartesiano, também ele defendeu o questionamento como forma de se chegar ao conhecimento.

Para entender melhor Descartes partiu de que tudo deve ser posto em dúvida, ou seja, seria possível que tudo o que vemos seria uma ilusão do que realmente é, e o mais importante é que ao duvidarmos estamos pensando e que nenhum pensamento existe por si mesmo, o pensamento é fruto de alguém que pensa. Portanto se você pensa logo você existe!

René Descartes
René Descartes (1596 – 1650) Filósofo e Matemático Iluminista

Para Descartes o “Penso, logo existo” é uma verdade inquestionável e a partir do comparar, experimentar, duvidar e pensar cria-se um raciocínio capaz de desvendar todas as verdades do conhecimento humano.

Desta forma, para descartes tudo o que era tradicional e vinha da Idade Média, podia ser esquecido, visto que o homem por sua própria capacidade de raciocinar é capaz de desvendar a verdade.

Por isso a razão foi e é tão importante para Descartes e para a ciência. Chamamos de racionalismo cartesiano o uso da razão e é muito importante para a ciência hoje.

Mas foi o pensador inglês Francis Bacon (1561-1626), que complementou o pensamento de Descartes ao dizer que a experiência é importante, pois podemos raciocinar ao observar as experiências, ou seja, é uma lógica indutiva, o raciocínio sobre o que se observa (a experiência científica).

Outro pensador importante do século XVII foi o inglês Isaac Newton (1642-1727), que além de sua genialidade, trabalhou muito na observação dos fenômenos físicos e em sua obra ele desvendou o estudo dos movimentos dos corpos, as ações e reações que agem sobre os corpos.

Foi dele a descoberta da lei de gravitação universal, que existe uma força de atração entre os corpos. Newton revolucionou a Física o que proporcionou o desenvolvimento das máquinas e demais tecnologias.

Revolução Intelectual – Aristóteles

Os ensinamentos clássicos de Aristóteles instigaram uma revolução acadêmica contra a Igreja Católica e a doutrina cristã estabelecida.

Entre 1210 e 1277, os bispos de Paris ordenaram três condenações oficiais da Universidade de Paris.

Eles declararam hereges estudiosos notáveis e mancharam os pensamentos recém-descobertos da universidade sobre a natureza, a forma e a existência de Deus. A partir desse discurso, este trabalho dará a conhecer que os anos entre os séculos V e XV, a chamada “Idade das Trevas”, não foram destituídos de conversas filosóficas.

Essas condenações foram, na verdade, uma resposta a um renascimento intelectual maior nos séculos XII e XIII, a Renascença do século XII.

Argumento Básico para uma Revolução Intelectual

Aqui está um esboço do argumento para a necessidade urgente de provocar uma revolução nos objetivos e métodos da investigação acadêmica, em todo o seu caráter e estrutura, de modo que assuma a tarefa adequada de promover a sabedoria, em vez de apenas adquirir conhecimento.

A academia, tal como existe hoje, é o produto de duas grandes revoluções intelectuais passadas.

A primeira é a revolução científica dos séculos 16 e 17, associada a Galileu, Kepler, Descartes, Boyle, Newton e muitos outros, que de fato criaram a ciência moderna.

Foi descoberto um método para a aquisição progressiva de conhecimento, o famoso método empírico da ciência.

A segunda revolução é a do Iluminismo, especialmente do Iluminismo francês, no século XVIII. Voltaire, Diderot, Condorcet e os outros philosophes tinham a ideia profundamente importante de que seria possível aprender com o progresso científico como alcançar o progresso social em direção a um mundo esclarecido.

Eles não tiveram apenas a ideia: fizeram tudo o que puderam para colocar a ideia em prática em suas vidas. Eles lutaram contra o poder ditatorial, a superstição e a injustiça com armas não mais letais do que as do argumento e da inteligência. Eles apoiaram as virtudes da tolerância, abertura à dúvida, prontidão para aprender com as críticas e com a experiência.

Corajosamente e energicamente, eles trabalharam para promover a razão e a iluminação na vida pessoal e social.

Revolução Intelectual – Método científico

Revolução Intelectual

Primeiro, os filósofos falharam em captar corretamente os métodos de realização de progresso das ciências naturais. De D’Alembert no século 18 a Popper no 20, a visão amplamente aceita, tanto entre cientistas e filósofos, foi (e continua sendo) que a ciência avança avaliando teorias imparcialmente à luz de evidências, nenhuma suposição permanente sendo aceito pela ciência sobre o universo independentemente de evidências.

Mas essa visão empirista padrão é insustentável. Se tomado literalmente, isso levaria a ciência instantaneamente a uma paralisação. Pois, dada qualquer teoria científica aceita, T, teoria newtoniana, ou teoria quântica, infinitamente muitos rivais podem ser inventados que concordam com T sobre fenômenos observados, mas discordam arbitrariamente sobre alguns fenômenos não observados.

A ciência seria afogada em um oceano de tais teorias rivais empiricamente bem-sucedidas.

Na prática, esses rivais são excluídos porque estão desastrosamente desunificados.

Duas considerações governam a aceitação de teorias na ciência: sucesso empírico e unidade.

Mas ao aceitar persistentemente as teorias unificadas, a ponto de rejeitar rivais desunificados que são tão ou mais empiricamente bem-sucedidos, a ciência faz uma grande e persistente suposição sobre o universo.

O universo é tal que todas as teorias desunificadas são falsas. Tem algum tipo de estrutura dinâmica unificada.

É fisicamente compreensível no sentido de que existem explicações para os fenômenos para serem descobertas.

Mas essa suposição não testável (e, portanto, metafísica) de que o universo é compreensível é profundamente problemática. A ciência é obrigada a assumir, mas não sabe, que o universo é compreensível.

Muito menos sabe que o universo é compreensível desta ou daquela maneira.

Uma olhada na história da física revela que as ideias mudaram dramaticamente com o tempo. No século 17 existia a ideia de que o universo consistia em corpúsculos, pequenas bolas de bilhar, que interagem apenas por contato. Isso deu lugar à ideia de que o universo consiste em partículas pontuais rodeadas por campos de força rígidos e esfericamente simétricos, que por sua vez deu lugar à ideia de que existe um campo unificado de auto-interação, variando suavemente ao longo do espaço e do tempo. Hoje em dia, temos a ideia de que tudo é feito de minúsculas cordas quânticas embutidas em dez ou onze dimensões do espaço-tempo.

Algum tipo de suposição ao longo dessas linhas deve ser feita, mas, dado o registro histórico, e dado que tal suposição diz respeito à natureza última do universo, aquela da qual somos mais ignorantes, é razoável concluir que é quase limitado ser falso.

A maneira de superar esse dilema fundamental inerente ao empreendimento científico é interpretar a ciência como fazendo uma hierarquia de suposições metafísicas relativas à compreensibilidade e cognoscibilidade do universo, essas suposições afirmando-se cada vez menos conforme se sobe na hierarquia, tornando-se assim mais e mais provável de ser verdade.

Desta forma, uma estrutura de suposições fixas e relativamente insubstanciais, não problemáticas e métodos associados é criada dentro da qual suposições muito mais substanciais e problemáticas e métodos associados podem ser alterados, e de fato melhorados, conforme o conhecimento científico melhora.

Dito de outra forma, uma estrutura de objetivos e métodos relativamente inespecíficos, não problemáticos e fixos é criada dentro da qual objetivos e métodos muito mais específicos e problemáticos evoluem à medida que o conhecimento científico evolui. (Um objetivo básico da ciência é descobrir de que maneira precisa o universo é compreensível, esse objetivo evoluindo conforme as suposições sobre a compreensibilidade evoluem.)

Há um feedback positivo entre o aprimoramento do conhecimento e o aprimoramento dos objetivos e métodos, aprimorando o conhecimento-sobre-como-melhorar-o-conhecimento. Este é o cerne da racionalidade científica, a chave metodológica para o sucesso sem precedentes da ciência.

Revolução Intelectual – Racionalidade

Revolução Intelectual

Em segundo lugar, tendo falhado em identificar os métodos da ciência corretamente, os philosophes naturalmente falharam em generalizar esses métodos de maneira adequada.

Eles falharam em avaliar que a ideia de representar os objetivos problemáticos (e métodos associados) da ciência na forma de uma hierarquia pode ser generalizada e aplicada com frutos a outros empreendimentos valiosos além da ciência.

Muitas outras empresas têm objetivos problemáticos; estes se beneficiariam do emprego de uma metodologia hierárquica, generalizada a partir da ciência, possibilitando o aprimoramento de objetivos e métodos à medida que a empresa avança.

Espera-se que, desse modo, parte do surpreendente sucesso da ciência seja exportado para outros empreendimentos humanos valiosos, com objetivos bem diferentes dos da ciência.

Fonte: Frederico Czar (Professor de História)

 

 

 

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