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Mochicas

História

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Mochicas foi uma civilização pré-inca que floresceu na costa norte do Peru a partir de sobre o primeiro ao oitavo séculos, conhecido especialmente para seus vasos de cerâmica modelados em figuras humanas e animais naturalistas.

Moches ou Mochicas – de 300 aC a 800 dC

Origem

Na costa norte, os Mochicas (Moche) foram considerados os melhores ceramistas do antigo Peru.

Suass cerâmica com realismo extraordinário representavam divindades, homens, animais, plantas e cenas da vida, incluindo figuras eróticas, o Kama Sutra peruana.

Os mochicas foram também excelentes agricultores e desenvolvendo os canais de irrigação engenhosos no deserto.

Seus edifícios mais antigos eram templos impressionantes Huaca del Sol e Huaca de la Luna (perto de Trujillo).

Os Moches são considerados precursores da ressaca mais de 3.000 anos atrás (antes de os habitantes das ilhas do Pacífico Sul e Havaí), e você ainda pode ver os pescadores deslizando sobre as ondas com seus caballitos de totora (cavalos) de cana.

A tumba do Senhor de Sipán, a descoberta arqueológica mais importante dos últimos 30 anos (1987), data do período Moche.

Mochicas

Mochicas
Cerâmica Mochica

Os mochicas foram contemporâneos com a civilização Nazca (200 aC – 600 dC) mais abaixo da costa, mas, graças à sua conquista de áreas vizinhas, eles foram capazes de acumular a riqueza e o poder necessário para estabelecer-se como um dos mais original e importante culturas início deandinos.

Os mochicas também manifestaram-se na arte com um grau tão elevado de estética que seus murais naturalistas e vibrantes, cerâmica e trabalho em metal estão entre os mais conceituados nas Américas.

A civilização mochicas acredita-se que durou 1.000 anos.

Mochica – Capital

A capital, conhecido simplesmente como mochica e dando seu nome à civilização, que a fundou, situa-se no sopé da montanha Cerro Blanco e já cobriu uma área de 300 hectares.

Além de habitação, praças, armazéns, oficinas e edifícios urbanos, também tem monumentos impressionantes que incluem dois enormes montes de tijolos de adobe da pirâmide.

Estas estruturas monumentais, em seu estado original, exibir traços típicos da arquitetura mochica: vários níveis, rampas de acesso e de cobertura inclinada.

Mochicas
Huaca del Sol, Moche

A maior “pirâmide” é a Huaca del Sol, que tem quatro níveis e fica 40 metros de altura hoje.

Originalmente, ela fica mais de 50 m de altura, cobre uma área de 340 x 160 m, e foi construído utilizando mais de 140 milhões de tijolos.

Uma rampa no lado norte dá acesso ao cume, que é uma plataforma na forma de uma cruz.

A estrutura menor, conhecida como a Huaca de la Luna, fica a 500 metros e foi construída com cerca de 50 milhões de tijolos de adobe. Ele tem três níveis e é decorada com frisos mostrando mitologia e rituais Moche. Toda a estrutura já foi fechado dentro de uma parede de tijolos de adobe alta. Ambas as pirâmides foram construídas por volta de 450 dC, foram originalmente brilhantemente coloridos em vermelho, branco, amarelo e preto, e foram usados como um cenário imponente para realizar rituais e cerimônias.

Os conquistadores espanhóis mais tarde desviaram o Rio Moche, a fim de quebrar a Huaca del Sol e saquear os túmulos dentro, sugerindo que a pirâmide também foi usado pelo Moche por gerações como um mausoléu para pessoas importantes.

Agricultura mochica beneficiou de um amplo sistema de canais, reservatórios e aquedutos.

Religião Moche e arte foram inicialmente influenciada pela anterior cultura Chavin (c 900 -. 200 aC) e nas fases finais da cultura Chimú.

Mochicas – Povos

A descoberta da tumba real de Sipán em Huaca Rajada, e as investigações em Huaca El Brujo, nas tumbas de Sicán e em Huaca de la Luna, provocaram um renascimento do interesse mundial pelas civilizações perdidas do norte peruano, que reconhecem nos Moches, um dos povos de maior influência na América pré-hispânica.

A cultura Moche ou Mochica surge e se desenvolve na longa e estreita margem desértica da costa norte do Peru, entre os séculos I e II, até o século VIII. Esta área o epicentro cerimonial de sua cultura que, em pleno apogeu, abrangeu os atuais territórios de Piura, Lambayeque, La Libertad e Ancash, até o porto de Huarmey.

A sociedade Mochica era estabelecida em hierarquias muito marcadas que, com a falta de haver desenvolvido algum tipo de escritura, ficou refletido em sua abundante produção de cerâmicas ou “huacos” (cemitérios indígenas). A pirâmide desta sociedade teocrática era encabeçada pelos Senhores, com poderes territoriais e religiosos. Os sacerdotes se conformavam com um segundo estrato, que podia ser integrado por mulheres sacerdotisas, assim como os Chimus. O terceiro estrato era o do povo, que realizava os trabalhos de campo e os ofícios. Esta divisão da sociedade em castas, governadas por caciques ou sacerdotes de diferentes vales, se uniu formando um único governo mais tarde.

Os Moches eram evidentemente guerreiros, como mostram as cenas de luta, as multidões de guerra entrelaçadas de maneira heráldica, os escudos nas decorações das vasilhas e as representações esculturais individuais. Os guerreiros gozavam de um status especial e formavam pequenos exércitos profissionais.

Para os Mochicas, amantes da vida, a morte não constituía o fim. Os homens continuavam vivendo em outra esfera do mundo com suas mesmas obrigações ou privilégios, razões que levava ao sepultamento com provisões e bens. Os enterros refletiam assim a função e o lugar de cada homem dentro da sociedade. As tumbas Moches possuem uma decoração muito mais rica do que as de épocas anteriores, e os mortos são sempre colocados sobre as costas. Os grandes personagens eram enterrados juntos a dezenas de vasilhas, garrafas, jarros, bandejas e recipientes com decorações em relevo que representavam frutos, animais, homens e deuses. Os cadáveres levavam valiosos pendentes, mosaicos de turquesa gravada em ouro, colares de contas de ouro e medalhões com rostos humanos.

Mochicas – Arte

Uma dos fatos mais marcantes das culturas pré-colombianas é que praticamente todas, senão todas, realizavam sacrifícios humanos. Recentemente foram descobertos dois túmulos com dezenas de ossadas humanas em uma pirâmide no Peru. Huaca de la Luna como é chamada esta pirâmide, o principal templo mochica, tinha 32 metros de altura. Ela possui um altar no topo de onde eram realizados os sacrifícios e os corpos eram então jogados la de cima.

Os mochicas não possuíam escrita, porem possuíam uma rica iconografia. Nela são pintadas várias tradições de sua cultura como, por exemplo, todo o ritual de sacrifício. Estes começavam com a captura de prisioneiros em batalhas, geralmente travadas no deserto, entre as cidades-estado. Os soldados vencedores batiam com pesados porretes no nariz dos vencidos que então eram despidos e amarrados pelo pescoço para serem conduzidos até a cidade vencedora. Os captores traziam os prisioneiros e desfilavam com eles na praça principal do templo. Ali eram apresentados aos sacerdotes e à imagem de Ai-Apaec, o deus que exigiria o sacrifício e que estava pintada nos muros da grande praça. Os cativos eram então preparados para morte com sementes de coca e alucinógenos. Os prisioneiros eram então levados ao altar da Huaca de la Luna, de onde apenas os lordes e sacerdotes podiam sair vivos. O cativo era degolado pelo sacerdote com uma espátula afiada. Uma sacerdotisa, então, recolhia o sangue em uma taça de cerâmica que era oferecida ao lorde que o bebia. Estima-se que em torno de três humanos eram sacrificados a cada cerimônia.

Os motivos destes rituais eram políticos e religiosos. “Os mochicas fizeram do sacrifício humano um elemento religioso central”, diz Steve Bourget.

Os murais coloridos da Huaca de la Luna mostram uma figura assustadora, com dentes felinos, que traz um machado em uma mão e uma cabeça na outra. Seu nome é Ai-Apaec, também chamado de El Degollador em espanhol. Figura comum entre as culturas andinas, supõe-se que seu culto começou há mais de 3000 anos.

Porem, foram os mochicas que elevaram-no ao posto de divindade máxima. Isso ocorreu por volta do ano 50 de nossa era, quando uma classe de sacerdotes-guerreiros tomou o poder nos vales da costa norte peruana. Esses homens, conhecidos como lordes mochicas, criaram uma confederação de cidades-estado que dominou um território de 400 quilômetros de extensão. “Os lordes criaram uma estrutura social incrivelmente complexa, baseada no controle da autoridade religiosa, política e militar”, diz o arqueólogo Walter Alva.

Assim como os faraós egípcios, eles reinvidicavam para si mesmos o status de divindade. Os cultos sangrentos eram demonstrações publicas intimidadoras. O Estado mochica usava o terror religioso como instrumento de poder político.

Os motivos religiosos eram ajudar Ai-Apaec, o deus da ordem, a enfrentar um puma, representante da desordem. A vitória do todo-poderoso prenunciava boas chuvas e invernos amenos, mas para garantir que ele ganhasse a luta era preciso alimenta-lo com sangue. Dessa forma os sacerdotes afirmavam poder controlar o mundo, o tempo e o clima através dos sacrifícios realizados. E os métodos de execução usados eram muitas vezes tenebrosos. Nas tumbas recentemente escavadas havia sinais claros de tortura antes da morte. “Alguns esqueletos têm marcas de cortes na mão, feitos no mesmo ponto repetidas vezes. Outros parecem ter sidos espetados com varetas entre os dedos do pé”, diz o antropólogo John Verano. Depois da morte os corpos apodreciam a céu aberto.

Mesmo com tamanho horror, os mochicas liderados por seus sacerdotes sanguinários conseguiram realizar grandes feitos. Transformaram enormes faixas de deserto em terras cultiváveis, construindo aquedutos tão eficientes quanto os da Roma antiga e que ate hoje são usados pelos camponeses peruanos. Também ergueram algumas das maiores construções da América pré-colombiana, como as huacas de El Brujo e Del Sol. Esta ultima tinha mais de 40 metros de altura e ocupava uma área superior a da famosa pirâmide de Quéops, a maior do Egito. Sua principal cidade, no vale do rio moche, chegou a ter 15 000 habitantes. La, artesãos e ourives produziram as obras de arte mais espetaculares de toda a América pré-hispanica.

Curiosamente, os mochicas tinha uma sensibilidade estética extraordinária. “Suas obras de arte estão entre as mais espetaculares da América pré-hispanica”, diz o arqueólogo americano Christopher Donnan, “eles alcançaram um grau de realismo nas esculturas de cerâmica que supera de longe os maias, a mais desenvolvida civilização americana”. O estilo mochica clássico é o chamado huaco-retrato, que surgiu no século V na cidade que estava aos pés da Huaca de la Luna. São vasos de gargalo com esculturas que mostram figurões da política, o cotidiano da população e cenas de sexo explicito. Para produzi-los em grande quantidade, os artesãos mochicas foram os primeiros na América do Sul a usar moldes. As peças de ouro e cobre, desenterradas em 1987, formam o conjunto mais rico da ourivesaria pré-hispanica. Assim como a cerâmica decorada, as peças de metal eram de uso exclusivo dos nobres, que prezavam sobretudo o ouro.

Porem, entre os séculos VI e VII, o clima pirou na região. Estima-se que alterações meteorológicas tenham produzido uma sucessão de secas, esgotando os rios que abasteciam as cidades mochicas. Como se não bastasse, depois deste período, veio uma enorme quantidade de chuvas que arrebentaram canais de irrigação e destruíram as casas de barro e palha dos camponeses. Os lordes e sacerdotes, como guardiões da ordem natural das coisas, perderam credibilidade. As dezenas de guerreiros sacrificados de nada adiantaram para apaziguar os dedos. Sem apoio da população, a sociedade liderada pelos sacerdotes entrou em colapso, e assim as ultimas cidades foram abandonadas por volta do século VIII.

Mochicas – Cultura

A cultura mochica foi batizada em homenagem ao vale do Rio Moche, ode o alemão Max Uhle encontrou seus primeiros vestígios em 1899. A palavra siginifica santuário na língua daquele povo, falada até o final do século 18.

Esqueletos por toda a parte no deserto peruano, a maior evidência de sacrifício humano: uma vala comum onde os mochicas, que dominaram a costa norte do Peru entre os séculos 1 e 8 e despejaram as vítimas de seus rituais. Eram guerreiros capturados em combate e imolados em grandes cerimônias públicas.

Eles acreditavam que o sangue humano conteria o El Nino, um fenômeno meteorológico que, de tempos em tempos, enlouquece o clima do planeta. O fenômeno era violento e as cidades sofriam com as chuvas torrenciais e enchentes. Selvagens e ignorantes partiam para o sacrifício humano. Muita gente acreditava que martírios eram pura mitologia. Embora não parecessem tão ignorantes pelas pinturas e objetos artesanais, cometeram um grosseiro equívoco. O Deus sacrificador é uma figura comum entre as culturas andinas. Supõe-se que seu culto tenho começado há mais de 3 mil anos. Transformaram enormes faixas de deserto em terras cultiváveis, construindo, paradoxalmente, aquedutos comparáveis aos de Roma antiga.

Os métodos de execução eram bem atrozes. Numa tumba, havia sinais claros de tortura antes da morte. Depois, os corpos apodreciam ao céu aberto. Os historiadores argumentam que nem só de assassinatos viviam os mochicas, pois suas obras de arte estão entre as mais espetaculares das América pré-hispânica.

Estudos das capas degelo da Cordilheira dos Andes, mostraram que, alterações meteorológicas produziram secas que duraram 30 anos, esgotando os rios que abasteciam as cidades, que entraram em crise. O poder dos senhores mochicas foi ruindo como os seus templos de barro. No final do século 8, as últimas cidades foram abandonadas e o deus pagão não voltaria mais a cortar cabeças.

Fonte: www.ancient.eu/ekso.tripod.com

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