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Guerra do Golfo

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Guerra do Golfo
Guerra do Golfo

O QUE FOI?

Conflito militar ocorrido inicialmente entre o Kuweit e o Iraque de 2 de agosto de 1990 a 27 de fevereiro de 1991, que acaba por envolver outros países.

A crise começa quando o Iraque, liderado pelo presidente Saddam Hussein (1937-), invade o Kuweit. Como pretexto, o líder iraquiano acusa o Kuweit de provocar a baixa no preço do petróleo ao vender mais que a cota estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Hussein exige que o Kuweit perdoe a dívida de US$ 10 bilhões contraída pelo Iraque durante a guerra com o Irã (1980) e também cobra indenização de US$ 2,4 bilhões, alegando que os kuweitianos extraíram petróleo de campos iraquianos na região fronteiriça de Rumaila. Estão ainda em jogo antigas questões de limites, como o controle dos portos de Bubiyan e Uarba, que dariam ao Iraque novo acesso ao Golfo Pérsico.

A invasão acontece apesar das tentativas de mediação da Arábia Saudita, do Egito e da Liga Árabe. As reações internacionais são imediatas. O Kuweit é grande produtor de petróleo e país estratégico para as economias industrializadas na região.

Em 6 de agosto, a ONU impõe um boicote econômico ao Iraque. No dia 28, Hussein proclama a anexação do Kuweit como sua 19ª província. Aumenta a pressão norte-americana para a ONU autorizar o uso de força. Hussein tenta em vão unir os árabes em torno de sua causa ao vincular a retirada de tropas do Kuweit à criação de um Estado palestino.

A Arábia Saudita torna-se base temporária para as forças dos EUA, do Reino Unido, da França, do Egito, da Síria e de países que formam a coalizão anti-Hussein. Fracassam as tentativas de solução diplomática, e, em 29 de novembro, a ONU autoriza o ataque contra o Iraque, caso seu Exército não se retire do Kuweit até 15 de janeiro de 1991.

Em 16 de janeiro, as forças coligadas de 28 países liderados pelos EUA dão início ao bombardeio aéreo de Bagdá, que se rende em 27 de fevereiro. Como parte do acordo de cessar-fogo, o Iraque permite a inspeção de suas instalações nucleares.

Conseqüências

O número estimado de mortos durante a guerra é de 100 mil soldados e 7 mil civis iraquianos, 30 mil kuweitianos e 510 homens da coalizão. Após a rendição, o Iraque enfrenta problemas internos, como a rebelião dos curdos ao norte, dos xiitas ao sul e de facções rivais do partido oficial na capital. O Kuweit perde US$ 8,5 bilhões com a queda da produção petrolífera. Os poços de petróleo incendiados pelas tropas iraquianas em retirada do Kuweit e o óleo jogado no golfo provocam um grande desastre ambiental.

Tecnologia na guerra

A Guerra do Golfo Pérsico introduz recursos tecnológicos sofisticados, tanto no campo bélico como em seu acompanhamento pelo resto do planeta. A TV transmite o ataque a Bagdá ao vivo, e informações instantâneas sobre o desenrolar da guerra espalham-se por todo o mundo. A propaganda norte-americana anuncia o emprego de ataques cirúrgicos, que conseguiriam acertar o alvo militar sem causar danos a civis próximos. Tanques e outros veículos blindados têm visores que enxergam no escuro graças a detectores de radiação infravermelha ou a sensores capazes de ampliar a luz das estrelas. Mas o maior destaque é o avião norte-americano F-117, o caça invisível, projetado para minimizar sua detecção pelo radar inimigo.

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

Guerra do Golfo

1991

Em maio de 1990, Saddam Hussein, presidente do Iraque, iniciou uma campanha de pressão contra seu vizinho Kuwait. Em agosto, ordenou a invasão do país, mobilizou tropas na fronteira com a Arábia Saudita e anunciou a anexação do Kuwait. O mundo condenou a ação iraquiana e exigiu o recuo das tropas. Saddam desprezou o ultimato. O presidente dos EUA, George Bush, decidiu intervir.Saddam ambicionava ampliar seu território, obter acesso ao Golfo Pérsico, incorporar os poços de petróleo do Kuwait e ganhar poder na região. A intervenção dos americanos (que anunciaram que ajudariam a Arábia Saudita a se proteger) revoltou o ditador, que declarou uma “guerra santa” contra os EUA e Israel, seu aliado. A troca de ameaças durou de agosto de 1990 a janeiro de 1991.

Combate

Em 17 de janeiro, um ataque aéreo contra Bagdá deu início à Guerra do Golfo Pérsico. Os Estados Unidos haviam articulado uma coalizão com 33 países. Mais de meio milhão de soldados das nações aliadas foram mobilizados na região. Com recursos militares modestos, Saddam retaliou destruindo poços de petróleo no Kuwait e despejando combustível no mar. Suas tropas, porém, não resistiram.Em 24 de fevereiro, os americanos iniciaram o combate em terra. Dois dias depois, Saddam anunciou a retirada das tropas do Kuwait. Os soldados iraquianos se rendem.

Em 27 de fevereiro de 1991, a guerra termina – apenas 100 horas depois do começo da batalha terrestre e seis semanas depois do início da campanha.

No total, 293 americanos e cerca de 100.000 iraquianos morreram na guerra.

Saldo

O custo oficial da guerra foi de 61 bilhões de dólares, mas 53 bilhões foram levantados pelos países aliados – em especial as nações árabes (36 bilhões) e Alemanha e Japão (16 bilhões). Mais de 70.000 prisioneiros de guerra foram capturados e a maior parte do arsenal militar do Iraque foi destruído.

George Bush foi derrotado por Bill Clinton em 1992 e não se reelegeu.Mais de uma década depois do fim da guerra, Saddam Hussein continua no poder, ainda não enfrenta qualquer grupo de oposição expressivo e continua desafiando a comunidade internacional. O líder iraquiano comemorou o décimo aniversário do conflito, em janeiro de 2001, dizendo que seu país venceu a guerra. Neste período, as sanções impostas pela ONU agravaram a miséria da população.

Fonte: www.escolavesper.com.br

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O litígio sobre a determinação de fronteiras é a causa mais remota para a invasão iraquiana do Kuweit em agosto de 1990.

Embora tivesse renunciado, em 1963, a reivindicações dessa natureza, o Iraque continua reclamando os portos de Bubián e Uarba, que lhe dariam novos acessos ao golfo Pérsico. Além disso, exige que o Kuweit perdoe uma dívida de US$ 10 bilhões contraída durante a guerra com o Irã e lhe pague uma “compensação” de US$ 2,4 bilhões, alegando que, durante aquele conflito, os kuweitianos extraíram petróleo em seus campos fronteiriços de Rumalia. O estopim para a invasão é, em julho, a acusação de Saddam Hussein de que o Kuweit pratica uma política de superextração de petróleo, para fazer o preço do produto cair no mercado internacional e, conseqüentemente, prejudicar a economia iraquiana.

A invasão

As tentativas de mediação da Arábia Saudita, do Egito e da Liga Árabe não conseguem impedir que, em 2/8/1990, as forças de Bagdá entrem no Kuweit, de onde o emir Jaber al-Ahmed al-Sabah e o primeiro-ministro, príncipe Saad al-Sabah, fogem, refugiando-se na Arábia Saudita. Em 8 de agosto, desafiando a imposição de sanções pela ONU, o Governo Provisório do Kuweit Livre, empossado por Saddam, proclama a República e declara o Kuweit uma província iraquiana. Em resposta, os EUA deslocam para o território da Arábia Saudita o maior efetivo militar desde a Guerra do Vietnã. Até o final de 1990, multiplicam-se as tentativas sem sucesso de encontrar uma solução negociada. Em 29 de novembro, o Conselho de Segurança da ONU autoriza os EUA e seus aliados a atacarem o Iraque, caso ele não se retire do Kuweit até 15/1/1991.

O conflito

Em 16 de janeiro, vencido o prazo desse ultimato, as hostilidades começam; Saddam Hussein se rende incondicionalmente em 27 de fevereiro, após ordenar a retirada de suas tropas do país ocupado. O primeiro-ministro Saad al-Sabah retorna em 4 de março e dá início à tarefa de reconstrução. A opinião pública internacional critica a forma como a guerra foi conduzida, contestando a imagem dos “ataques de precisão cirúrgica”, atingindo apenas alvos militares, que a coalizão aliada quer fazer passar; 400 civis morreram, por exemplo, no bombardeio, em 3 de fevereiro, de um abrigo antiáreo em Bagdá, sob o pretexto de se tratar de um centro de comunicações.

No final da guerra, a estimativa do número de mortos é muito desigual: 100 mil soldados e 6 mil civis iraquianos; e 30 mil cidadãos kuweitianos, contra um número pequeno de baixas entre os homens da coalizão.

O pós-guerra

Os incêndios ateados pelos iraquianos nos poços de petróleo do Kuweit, antes da retirada, são extintos até 5 de novembro de 1991, graças ao trabalho articulado de 27 empresas internacionais. Os danos causados à ecologia são ainda difíceis de calcular. Nos meses seguintes ao fim da guerra Saddam ordena a repressão às rebeliões dos xiitas e curdos, que, aproveitando-se da desordem interna causada pela guerra tentam derrubá-lo. Na metade do ano, 500 mil curdos, fugindo à perseguição, ficam ao desabrigo na região montanhosa da fronteira com a Turquia, onde estão expostos aos bombardeios da aviação iraquiana. A resistência de Bagdá à exigência da ONU de que sejam desmantelados seus arsenais de armas de destruição maciça, e a permitir que missões da AIEA inspecionem suas instalações nucleares, cria novos atritos com o Ocidente, renovando-se, até o fim do ano, a ameaça norte-americana de uma nova intervenção caso as condições de rendição não sejam obedecidas.

Conseqüências

O Kuweit perde US$ 8,5 bilhões com a quebra na produção de petróleo, sem contar os danos estruturais e sociais causados por pilhagens, sabotagens e arbitrariedades contra a população. Além da dívida de US$ 22 bilhões gerada pela guerra, a reconstrução é estimada em US$ 30 bilhões; e o emir é também forçado pela população a fazer concessões no plano político.

OLP

Tendo apoiado o Iraque, a Organização para Libertação da Palestina também sai derrotada: os países do golfo cortam a ajuda aos membros da OLP que moram no Kuweit e, que são, também, duramente reprimidos pelo governo do emir.

Irã

Mantendo-se neutro, respeita o bloqueio da ONU e é duplamente beneficiado: o Iraque retira os últimos soldados que tinha em seu território, aceita o tratado de 1975 de partilha das águas do Chatt-el-Arab e liberta 37 mil prisioneiros de guerra iranianos: e o seu comércio com a Europa e o Japão aumenta em 50%. E, pela primeira vez desde 1987, os EUA permitem que companhias americanas comprem seu petróleo.

A reação popular à política moderada de Rafsandjani é claramente expressa nas urnas, nas eleições legislativas de 10 de abril de 1992: o grupo Ruhaniyat (União Combatente), do presidente, que prega reformas graduais rumo à economia de mercado, derrota o Ruhaniyum (Sociedade Clerical Combatente), do presidente do Majilis (Parlamento), Mehdi Karrubi, favorável ao isolamento antiocidental e ao rígido controle estatal da economia. Apesar das “advertências” que Rafsandjani recebe, em agosto, do aiatolá Khamenei, quanto ao risco de se afastar dos “caminhos da revolução islâmica”, isso não impede que alguns passos importantes sejam dados no sentido da abertura econômica para o exterior (assinatura de joint-ventures com empresários da Alemanha, Japão, França e Itália).

Síria

O presidente Hafez Assad, durante anos considerado um terrorista pelo Ocidente, transforma-se num aliado e, tendo colaborado para derrotar o rival que disputava com ele a liderança no Oriente Médio, consolida a hegemonia síria no Líbano; e torna-se um interlocutor obrigatório no processo de paz para a região.

Israel

A atitude de não responder aos ataques iraquianos permite a unidade da coalizão, pois os aliados árabes dos EUA não se vêem forçados a reagir a um eventual ataque judeu a um país irmão. Terminada a guerra, porém, o governo Shamir é pressionado pelos EUA para aceitar negociações sobre a crise do Oriente Médio.

As conversações iniciadas em Madri, em 30 de setembro de 1991, não trazem nenhum resultado imediato, mas constituem a primeira conferência de paz desde o início do conflito árabe-israelense. O desenvolvimento dessas conversações é tortuoso e sujeito a idas e vindas, em função de problemas como a Intifada (a rebelião palestina nos territórios ocupados) ou os ataques israelenses no sul do Líbano – principalmente depois que, em 16/2/1992, o bombardeio a um comboio xiita mata o xeque Abbas Mussáui, líder do grupo extremista Hezbolá. Os conflitos, dentro do Likud, em torno dessas negociações são os responsáveis pela crise aberta, em janeiro de 1992, com a saída dos partidos ultranacionais Tehiya e Moledet da coalizão. As eleições são antecipadas e, em 23 de junho, o Partido Trabalhista é vitorioso, pondo fim a 15 anos de domínio do Likud. Yitzhak Rabin assume, em julho, o cargo de primeiro-ministro.

Curdistão

Desde o século XIV, esse povo de origem indo-européia – espalhado entre as fronteiras do Irã, Iraque e Turquia e oprimido pelos governos desses três países – vem lutando por sua independência, recusada pelo fato de estarem em uma região muita rica em petróleo. No final da Guerra do Golfo Pérsico, Bagdá responde com violência a uma nova tentativa de emancipação, forçando 1,5 milhão de pessoas a fugirem, pelas montanhas, durante o inverno, para o lado turco e iraniano da fronteira. Só depois que 15 mil soldados ocidentais são enviados, no fim de 1991, para criar uma zona de segurança, é que elas podem retornar a seu local de origem. Garantidos pela presença dessas tropas, o Partido dos Trabalhadores Curdos, de Jalal Talebano, e o Partido Democrático do Curdistão, de Massud Barzani, decidem realizar, em 19/5/1992, em Irbil, eleições para um Parlamento curdo, que são veementemente condenadas por Bagdá, Ancara e Teerã. Saddam Hussein declara nulo esse pleito, mas recebe dos EUA a advertência de não interferir. Tendo tido resultados equivalentes, os dois líderes são obrigados a entrar em coalizão.

Mas o novo Parlamento, inaugurado em 4 de junho, enfrenta de saída vários problemas: Talebani é favorável a negociar com o Iraque uma fórmula de autonomia regional; Barzani é um separatista radical; e ambos estão em choque com os xiitas, contrários à independência total.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Guerra do Golfo

O Iraque provocou um conflito internacional ao invadir o Kuweit, em agosto de 1990.

Saddam Hussein responsabiliza o país vizinho pela baixa no preço do petróleo ao vender mais do que a cota estipulada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

A ONU condenou o ataque contra o Kuweit – aliado do Ocidente – e decretou embargo comercial ao Iraque.

Saddam Hussein anexou o Kuweit como sua 19ª província. Fracassam as tentativas de solução diplomática e, em 16 de janeiro de 1991, forças coligadas de cerca de 30 nações, lideradas pelos EUA, iniciaram os bombardeios contra o Iraque, na Operação Tempestade no Deserto.

Em 24 de fevereiro, a coalizão lançou um ataque por terra que destruiu boa parte do Exército iraquiano e pôs fim à ocupação do Kuweit.

Em 28 de fevereiro foi assinado o cessar-fogo.

O número estimado de mortos na guerra é de 100 mil soldados e 7 mil civis iraquianos, 30 mil kuweitianos e 510 homens da coalizão.

Guerra do Golfo – História

Conflito militar ocorrido inicialmente entre o Kuwait e o Iraque de 2 de agosto de 1990 a 27 de fevereiro de 1991, que acaba por envolver outros países. A crise começa quando o Iraque, liderado pelo presidente Saddam Hussein (1937-), invade o Kuwait. Como pretexto, o líder iraquiano acusa o Kuwait de provocar a baixa no preço do petróleo ao vender mais que a cota estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Hussein exige que o Kuwait perdoe a dívida de US$ 10 bilhões contraída pelo Iraque durante a guerra com o Irã (1980) e também cobra indenização de US$ 2,4 bilhões, alegando que os kuweitianos extraíram petróleo de campos iraquianos na região fronteiriça de Rumaila. Estão ainda em jogo antigas questões de limites, como o controle dos portos de Bubiyan e Uarba, que dariam ao Iraque novo acesso ao Golfo Pérsico.

A invasão acontece apesar das tentativas de mediação da Arábia Saudita, do Egito e da Liga Árabe. As reações internacionais são imediatas. O Kuwait é grande produtor de petróleo e país estratégico para as economias industrializadas na região. Em 6 de agosto, a ONU impõe um boicote econômico ao Iraque. No dia 28, Hussein proclama a anexação do Kuwait como sua 19ª província. Aumenta a pressão norte-americana para a ONU autorizar o uso de força. Hussein tenta em vão unir os árabes em torno de sua causa ao vincular a retirada de tropas do Kuwait à criação de um Estado palestino. A Arábia Saudita torna-se base temporária para as forças dos EUA, do Reino Unido, da França, do Egito, da Síria e de países que formam a coalizão anti-Hussein. Fracassam as tentativas de solução diplomática, e, em 29 de novembro, a ONU autoriza o ataque contra o Iraque, caso seu Exército não se retire do Kuwait até 15 de janeiro de 1991.

Em 16 de janeiro, as forças coligadas de 28 países liderados pelos EUA dão início ao bombardeio aéreo de Bagdá, que se rende em 27 de fevereiro. Como parte do acordo de cessar-fogo, o Iraque permite a inspeção de suas instalações nucleares.

Conseqüências

O número estimado de mortos durante a guerra é de 100 mil soldados e 7 mil civis iraquianos, 30 mil kuweitianos e 510 homens da coalizão. Após a rendição, o Iraque enfrenta problemas internos, como a rebelião dos curdos ao norte, dos xiitas ao sul e de facções rivais do partido oficial na capital. O Kuwait perde US$ 8,5 bilhões com a queda da produção petrolífera. Os poços de petróleo incendiados pelas tropas iraquianas em retirada do Kuwait e o óleo jogado no golfo provocam um grande desastre ambiental.

Tecnologia na guerra

A Guerra do Golfo Pérsico introduz recursos tecnológicos sofisticados, tanto no campo bélico como em seu acompanhamento pelo resto do planeta. A TV transmite o ataque a Bagdá ao vivo, e informações instantâneas sobre o desenrolar da guerra espalham-se por todo o mundo. A propaganda norte-americana anuncia o emprego de ataques cirúrgicos, que conseguiriam acertar o alvo militar sem causar danos a civis próximos. Tanques e outros veículos blindados têm visores que enxergam no escuro graças a detectores de radiação infravermelha ou a sensores capazes de ampliar a luz das estrelas. Mas o maior destaque é o avião norte-americano F-117, o caça invisível, projetado para minimizar sua detecção pelo radar inimigo.

RAPOSA DO DESERTO

A ação militar que ficou conhecida como Operação Raposa do Deserto, começou no dia 17 de dezembro de 1998. Foram quatro dias de bombardeios aéreos dos EUA e do Reino Unido contra o Iraque, com o objetivo de debilitar a capacidade iraquiana de fazer e usar armas de destruição em massa após Bagdá ter sido acusada de interromper a cooperação com os inspetores de armas da ONU.

Em reação, os EUA e o Reino Unido lançam a maior ofensiva militar contra o Iraque desde a Guerra do Golfo Pérsico, em dezembro de 1998, com o objetivo de “debilitar a capacidade iraquiana de produzir e usar armas de destruição em massa”. Durante 70 horas, o país é alvo de bombardeios e mísseis que destroem instalações militares e civis. Setenta pessoas morrem, de acordo com o governo iraquiano

A ofensiva é seguida de embates no decorrer de 1999, nas zonas de exclusão aérea criadas após a Guerra do Golfo Pérsico. O Iraque declara essas zonas ilegais e passa a atacar aviões ocidentais que patrulham a região.

A Força Aérea norte-americana e a britânica respondem com bombardeios contra alvos estratégicos. Em janeiro, uma ofensiva contra a cidade de Basra mata 11 civis, de acordo com o Iraque.

Em outubro de 1999, a ONU autoriza o Iraque a aumentar suas exportações de petróleo, de 5,3 para 8,3 bilhões de dólares ao ano, em troca de alimentos e medicamentos. Um terço da receita obtida fica com a ONU, para o pagamento de reparações referentes à Guerra do Golfo Pérsico. Dois meses depois, a ONU cria um novo corpo de inspeção dos armamentos iraquianos, a Unmovic, e dá a Saddam Hussein prazo de 120 dias para autorizar o reinício das vistorias. O governante não aceita. Em junho de 2000, a ONU prolonga o programa “petróleo por comida” por mais seis meses. De acordo com o jornal científico britânico The Lancet, a mortalidade infantil no país mais do que dobrou desde o início do embargo.

Crescem os problemas internos de Saddam Hussein. O brigadeiro-general-do-ar Sami Ahmad al-Samarri’I e vários outros oficiais da Força Aérea são executados em outubro de 1999, sob acusação de planejar um golpe de Estado. Eleições parciais realizadas em março de 2000 – sem oposição – dão ao Baath 165 das 220 cadeiras em disputa no Legislativo. O filho de Saddam, Uday Hussein, é o candidato mais votado.

Aumentam também as tensões com o vizinho Irã. Várias pessoas ficam feridas, em maio, em um ataque com foguetes contra o palácio presidencial, em Bagdá, aparentemente realizado por grupos guerrilheiros pró-Irã.

Fonte: www.tendarabe.hpg.ig.com.br

Guerra do Golfo

Logo após ter-se envolvido numa desgastante guerra de fronteiras com o Irã, que estendeu-se de 1980 a 1988, o ditador iraquiano Saddam Hussein, pleiteando pelas armas o controle total do canal Chat al-Arab, resolveu ocupar o Kuwait, seu vizinho.

Considerado um dos maiores produtores de petróleo do mundo, Saddam transformou o emirado, antiga reivindicação de Bagdá, na 19 província da Republica do Iraque. Iniciou-se então a sexta crise do petróleo do após- Guerra.

O Kuwait, secionado da Mesopotâmia Otomana desde 1756, e protetorado dos britânicos desde 1899, é um pequeno pedaço de terra de 18 mil km2 estendido sobre um subsolo que abriga um verdadeiro mar de petróleo, que até hoje é um dos fornecedores estratégicos dos Estados Unidos. A ocupação dele pelos iraquianos fez com que os norte-americanos temessem que Saddam Hussein, caso viesse a expandir-se depois para a Arábia Saudita, pudesse querer açambarcar o controle de mais da metade do fornecimento do petróleo da região.

Conseguiram então fazer com que a ONU autorizasse uma operação militar visando a imediata desocupação iraquiana do Kuwait. Em 1991, liderando uma força multinacional (composta por ingleses, franceses, italianos e árabes, num total de 28 países) ,as tropas dos Estados Unidos reconquistaram o emirado, expulsando com facilidade as tropas iraquianas de volta para suas fronteiras. Ao bater em retirada os iraquianos incendiaram 232 poços de extração do Kuwait provocando uma das maiores catástrofes ecológicas do mundo, fazendo com que parte considerável da vida animal do Golfo Pérsico fosse destruída. As feridas abertas pela guerra iraquiana-iraniana de 1980-88, seguida da Primeira Guerra do Golfo de 1991, estão longe ainda de cicatrizarem. Na verdade, trava-se entre Saddam Hussein e os Estados Unidos um conflito pela hegemonia completa sobre aquela região. Luta que tem seus desdobramentos com a invasão do Iraque iniciada em 19 de março de 2003 pelas duas potências anglo-saxãs que ambicionam o controle definitivo das reservas petrolíferas do Oriente Médio.

As guerras do Golfo Pérsico

Tida por muitos séculos como uma região desimportante sob o ponto de vista econômico, a região do Golfo Pérsico, especialmente depois da IIª Guerra Mundial, passou a deter as atenções do mundo inteiro pela importância cada vez maior que o petróleo passou a assumir no século XX. A riqueza impressionante do seu subsolo, que acolhe mais de 60% das reservas de óleo cru conhecidas, terminou por gerar cobiças e desejos de conquista e dominação, fazendo do Golfo Pérsico uma interminável praça de guerra.

A região do Golfo Pérsico foi, por séculos a fio, uma área pobre, esquecida e abandonada do mundo. Só despertava o interesse das expedições arqueológicas, visto ser o epicentro das imemoriais culturas mesopotâmicas, nascidas nas margens dos rios Tigre e Eufrates (como a da caldéia, da assíria e da babilônia, consideradas matrizes da civilização). Historicamente, ela separa o mundo árabe dos persas, e, até 1918, fazia a fronteira entre o reino da Pérsia e o Império Turco Otomano, a verdadeira potência daquela região. Até então, o Império Britânico tinha uma pequena presença por lá, limitando-se a tutelar, desde o século XVIII, o emirado do Kuwait e controlar o estreito de Omã.

Algo espetacular, porém, ocorreu em 1908. No subsolo da Pérsia, encontrou-se um rico lençol de petróleo, o suficiente para que a Royal Navy, a esquadra britânica, substituísse, a partir de 1914, o carvão por óleo, como o principal combustível dos seus navios, tornando o Golfo Pérsico um lugar estratégico importantíssimo. Em 1917, os britânicos, em guerra contra o Império Turco, conquistam Bagdá, tornado-a sede do seu domínio sobre a antiga Mesopotâmia.

Novos lençóis de petróleo foram encontrados nos anos vinte e trinta do século XX no Iraque, no Kuwait, nos Emirados Árabes, e também na Arábia Saudita, sendo explorados por companhias britânicas e depois americanas. Entrementes, com a explosão da indústria automobilística e a subsequente revolução dos transportes, o petróleo do Golfo Pérsico passou ser mais importante ainda. Hoje, estima-se que o subsolo da região abrigue 2/3 das reservas mundiais, ou seja 696.2 bilhões de barris.

Principal importador e dono dos maiores contratos de exploração da região, os Estados Unidos, potência vencedora da Segunda Guerra Mundial, fizeram do Golfo Pérsico a sua área estratégica preferencial, concentrando ali um número impressionante de bases militares, terrestres, aéreas e navais. Para melhor protegê-la, apoiaram os regimes monárquicos locais (o reino saudita e o xarado do Irã), sobre os quais exerciam tutela política e militar.

Revolução e guerra

O controle ocidental sobre o Golfo Pérsico começou a ser ameaçado devido a dois acontecimentos espetaculares que estão entrelaçados: em 1979 o xarado do Irã, principal aliado de Washington, foi derrubado por uma revolução popular liderada pelos chefes religiosos iranianos, os aiatolás, que imediatamente voltam-se contra os americanos (denominado por eles como os agentes do “Grande Satã”). Quase em seguida, no ano de 1980, estoura a Primeira Guerra do Golfo, ocasião em que o vizinho Iraque, dominado por Saddam Hussein, ataca o Irã de surpresa, querendo aproveitar-se do caos em que o país se encontrava, devido à revolução xiita, então em andamento. A partir daquele momento, o Golfo Pérsico vai conhecer uma instabilidade quase que permanente.

A emergência do Iraque

Ocupada pelos britânicos em 1917, a Mesopotâmia – num acerto com os franceses combinado no Tratado de Sèvres, de 1920 – , tornou-se um protetorado da Coroa de Sua Majestade. Em 1921, os ocupantes entregaram o trono do Iraque ao rei Faisal I, da família Hachemita . a mesma que governava a Arábia e a Jordânia. Na verdade, tratava-se de um reino títere, pois os britânicos controlavam o exército, a força pública e os poços de petróleo (através da Irak Petroleum Company, fundada em 1927). Em 1932, juntando as províncias de Mossul, Bagdá e Basra, a monarquia iraquiana alcançou uma independência pró-forma sem que isso abalasse os interesses britânicos na região, mas voltou a ser reocupada por ordem de Londres em 1941, para evitar que os nazistas conquistassem seus poços de petróleo.

A monarquia Hachemita pró-britânica, foi finalmente derrubada por um sangrento golpe republicano em 1958, ocasião em que o rei Faisal II e seu filho Abdula foram mortos por ordem do general Karim Kassem. Naquela época, o Oriente Médio, tal como a maior parte do Terceiro Mundo colonizado, fora sacudido pela onda nacionalista que insurgiu-se contra o domínio dos impérios coloniais europeus. Desencadeado por primeiro no Egito, onde era forte a presença britânica, o movimento nacionalista árabe liderado por Gamal Nasser tomou o poder no Cairo em 1953 (oportunidade em que aboliram com a monarquia colaboracionista do rei Farouk). Desde então, o nasserismo (nacionalismo + autoritarismo) serviu como modelo para os demais militares nacionalistas do Oriente Médio na sua busca pela autodeterminação política e liberdade econômica, servindo como exemplo a ser seguido na Argélia, no Iraque, no Iêmen, no Sudão e na Líbia.

Durante os dez anos seguintes, de 1958 a 1968, o Iraque viu-se palco de terríveis lutas internas, nas quais os nacionalistas do partido Baaz (fundado antes na Síria, por Michael Aflak nos anos 40) conseguiram impor-se sobre seus rivais, a ferro e a fogo. Sendo um mosaico de etnias (árabes, assírios, iranianos, curdos, etc…) e de rivalidades religiosas (sunitas versus xiitas), o poder no Iraque quase sempre foi disputado a tiros e mantido por meio de repressão e de massacres.

Duas medidas nacionalista então atingiram os interesses da companhias anglo-americanas: a primeira delas foi a nacionalização do petroleo iraquiano, ocorrida em 1966, e a segunda foi a estatização da Irak Petroleum, em 1972.

Um nome então começou a despontar dentro do partido Baaz, o de Saddam Hussein, um ex-pistoleiro que participara do fracassado atentado ao general Kassem (acusado pelos nacionalistas árabes de ser muito próximo dos comunistas), e que dali por diante, como chefe do CMR (o Comitê Militar Revolucionário, órgão dirigente supremo do Iraque) se manteria no poder por meios repressivos e violentos. Nos anos 70, ele tornou-se o verdadeiro homem-forte do Iraque, desenvolvendo, graças aos lucros do petróleo, uma intensa politica de modernização do país (ensino público e saúde gratuitas, investimentos em infra-estrutura, hospitais, pontes, estradas de rodagem e de ferro, inclusive energia nuclear, liberalização feminina, etc.).

A Guerra do Golfo começou em agosto de 1990 com a tentativa do Iraque de anexar seu vizinho Kuwait. Os Estados Unidos, que até então eram aliados do Iraque contra o Irã, decidiram intervir na região.

Com a guerra, o golfo pérsico foi fechado e os EUA perderam dois fornecedores de petróleo: Iraque e o Kuwait.

As especulações sobre o desenrolar da guerra levaram os preços do petróleo a subir ao patamar próximo aos US$ 40 atuais.

Um total de 467.539 militares foram mobilizados para a Operação Tempestade no Deserto. Houve 336 mortes entre as tropas norte-americanas e 467 soldados dos EUA ficaram feridos.

Cem navios, 1.800 aviões de combate e milhares de mísseis dos EUA também foram utilizados. Quatorze outros países também forneceram tropas de combate e 16 cederam aviões e navios.

Até 24 de fevereiro, os combates foram apenas aéreos. Naquela data, começaram as ações em terra, que duraram cem horas e acabaram com a rendição do Iraque.

As tropas dos EUA e seus aliados saíram da Arábia Saudita em direção ao Kuait, muitas delas via território iraquiano. Mas os EUA resolveram não avançar até Bagdá.

A Guerra do Golfo elevou a popularidade do então presidente George Bush, que alcançou os maiores índices de aprovação desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Com a rendição de Saddam Husseim, os preços do petróleo voltaram a cair.

Guerra do Kuwait Golfo

Em julho de 1990, Saddam Hussein, homem forte do Iraque, acusou o Kuwait de causar a queda dos preços do petróleo e retomou antigas questões de limites, além de exigir indenizações. Como o Kuwait não cedeu, em 2 de agosto de 1990, tropas iraquianas invadiram o Kuwait, com a exigência do presidente Saddam Hussein de controlar seus vastos e valiosos campos de petróleo. Este acontecimento provocou uma reação imediata da comunidade internacional. Os bens do emirado árabe foram bloqueados no exterior e as Nações Unidas condenaram a invasão. Dois dias após a invasão (4 de Agosto), cerca de 6 mil cidadãos ocidentais foram feitos reféns e conduzidos ao Iraque, onde alguns deles foram colocados em áreas estratégicas. Nesse dia, o Conselho de Segurança da ONU impôs o boicote comercial, financeiro e militar ao Iraque. Em 28 de Agosto, Saddam respondeu a essa decisão com a anexação do Kuwait como a 19ª província do Iraque. Perante os desenvolvimentos do conflito, a ONU, em 29 de Agosto, autorizou o uso da força, caso o Iraque não abandonasse o território do Kuwait até 15 de Janeiro de 1991. Uma coalizão de 29 países, liderada pelos EUA, foi mobilizada. A atividade diplomática intensa fracassou, e em 17 de janeiro de 1991 um massivo ataque aéreo foi iniciado. Do conjunto de nações participantes, destacam-se os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França, a Arábia Saudita, o Egito e a Síria. Quase no limite do prazo dado pela ONU para a retirada do Kuwait, o Irã e a União Soviética fizeram um último esforço para a paz.

Desenrolar da Guerra

O então presidente norte-americano George Bush visita as tropas norte-americanas na Arábia Saudita em 22 de novembro de 1990 (Dia de Ação de Graças).

Durante uma década o Iraque fora um aliado do Ocidente na guerra contra o Irã (1980-1988), um conflito que, para o líder iraquiano, parecia trazer uma excelente oportunidade para tirar dividendos dos países que havia protegido. O Iraque começou por invadir o Norte do Kuwait, para ter um acesso mais rápido ao mar, mas fracassou, embora não desistisse dos seus intentos. A riqueza do Kuweit era a saída ideal para a salvação das finanças do país e possibilitava o sonho de unir o mundo árabe em seu proveito, uma ideia que justificava com o passado glorioso dos Califas de Bagdá e com o apelo à hostilidade contra o velho inimigo israelita. Saddam Hussein tinha os meios para agir. Possuía um exército bem apetrechado, sentia-se apoiado pela população e contava com a falta de interesse do mundo ocidental. Ao contrário do que esperava, a comunidade internacional reagiu de imediato, e de uma forma bastante firme, à ofensiva iraquiana.

Foram enviadas para a Arábia Saudita e para o Golfo Pérsico forças aliadas de cerca de 750.000 homens (lideradas pelos EUA, apoiadas pela ONU, pela OTAN e por outros Estados árabes) acompanhados de carros blindados, aviões e navios.

Operação Tempestade no Deserto

Em 24 de janeiro, as forças aliadas haviam estabelecido a supremacia aérea, bombardeando as forças iraquianas que não podiam abrigar-se nos desertos do sul do Iraque. As forças da ONU, sob as ordens do comandante-em-chefe, general Norman Schwartzkopf, desencadearam a denominada “Operação Tempestade no Deserto” (nome por que ficou conhecida), que durou de 24 a 28 de fevereiro, na qual as forças iraquianas sofreram fragorosa derrota. No final da operação, o Kuwait foi libertado.

A Mãe de Todas as Batalhas

Até 24 de Fevereiro os aliados bombardearam com alta tecnologia alvos militares no Kuwait e no Iraque e em seguida, até 2 de Março, lançaram uma operação terrestre que resultou na reconquista do Kuwait e na entrada no Iraque. A guerra em terra foi denominada por Hussein de “mãe de todas as batalhas”. Em poucas semanas as defesas aéreas iraquianas estavam destruídas, bem como grande parte das redes de comunicações, dos edifícios públicos, dos depósitos de armamento e das refinarias de petróleo. Em 27 de Fevereiro, a maior parte da Guarda Republicana de elite do Iraque fora destruída. Em 28 de Fevereiro, o presidente norte-americano, George Bush, declarou o cessar-fogo. A independência do Kuwait fora restaurada, mas o embargo econômico das Nações Unidas ao Iraque tornou-se ainda mais severo.

Armamentos, Equipamentos e Estratégias

Pelo lado aliado, a guerra contou com importante equipamento eletrônico, principalmente os caças F-117, bombas guiadas a laser e mísseis teleguiados. O sistema de defesa iraquiano, que incluía armas químicas e biológicas, e foi planejado para lançar mísseis SCUD soviéticos, mostrou-se ineficaz diante do poder de fogo dos aliados, e seus mísseis foram interceptados, principalmente por mísseis terra-ar e antiaéreos. O Iraque não usou, como ameaçara, o gás de combate. Os mísseis SCUD que mandara lançar sobre Israel também falharam o seu intento de fazer com que este país entrasse no conflito, por forma a reunir o apoio das nações árabes. A superioridade tecnológica do Ocidente era avassaladora. Saddam estava isolado e em pouco tempo foi derrotado.

Desfecho

No final de fevereiro de 1991, Hussein, que havia ateado fogo em mais de 700 poços de petróleo kuwaitianos, aceitou os termos do cessar-fogo proposto pela ONU, mas zombava abertamente dele no princípio de 1993. Apesar da derrota, Saddam Hussein conseguiu manter-se no poder. Nesta guerra seguida atentamente pela comunicação social, em especial pela cadeia televisiva norte-americana CNN, registaram-se poucas baixas militares do lado da coligação liderada pelos EUA, comparativamente às baixas iraquianas. As perdas finais da guerra chegaram a 33.000 kuwaitianos mortos ou capturados, 234 entre os aliados e baixas de 85.000 a 100.000 soldados iraquianos.

À data do cessar-fogo (2 de Março de 1991), rebentou uma guerra civil no Iraque. Os xiitas (no Sul) e os Curdos (no Norte) foram esmagados pelos iraquianos, enquanto os Curdos civis fugiam para a Turquia e para o Irã, receando o regresso de massacres semelhantes aos de 1985. Fora do alcance do exército de Bagdá formaram-se campos de refugiados nas montanhas, onde as pessoas vivem no limiar da sobrevivência. O Ocidente, tão ansioso para libertar o Kuwait, nada fez para sustar a repressão aos curdos e xiitas, opositores de Hussein. No Kuwait, o país contabilizou os danos provocados pela guerra que afetou os seus poços de petróleo. Saddam Hussein, apesar de ter sido derrotado, continuou a ser o líder incontestado do Iraque, tendo sido um dos dirigentes mundiais há mais tempo no poder. Governava um país que sofria os efeitos devastadores de um embargo comercial, lançado para o forçar a revelar o local onde guardava o equipamento militar e nuclear. Este embargo foi parcialmente levantado em 1996, devido à pressão da opinião pública, chocada com o sofrimento das vítimas civis.

A primeira Guerra do Golfo Pérsico (1980-88)

A tensão entre os dois vizinhos, o Irã revolucionário-teocrático e o Iraque baazista-secular, foi quase que instantânea. Líderes religiosos mandavam mensagens de Teerã insuflando os xiitas do sul do Iraque a livrarem-se do governante “ímpio” de Bagdá. As ameaças de ambos os lados fizeram com que Saddam Hussein tomasse a iniciativa. Ao mesmo tempo em que isso se dava, o Egito, que até então fora a nação símbolo da emancipação do Oriente Médio, fora expulso da Liga Árabe em 1979, devido a sua política de reconhecimento do Estado de Israel. Fato que atiçou Saddam Hussein a empunhar o bastão da liderança árabe parecendo ao Mundo Sunita como o seu novo campeão numa guerra bem sucedida. Além disso, ao lutar contra o velho inimigo persa, a guerra serviria para forjar um real sentimento patriótico em todos os iraquianos, ao tempo em que projetava a liderança absoluta de Saddam Hussein sobre todo o país.

O botim, o prêmio da guerra, seria a anexação de uns 200 quilômetros da região da fronteira que abrangia o Chatt-al-Arab, o Canal dos Árabes, região rica em petróleo controlada pelos iranianos, área historicamente reivindicada pelo Iraque que ampliaria o seu acesso ao Golfo Pérsico. Num primeiro momento, bem armado e equipado com material bélico soviético, o Iraque, executando um ataque de surpresa em setembro de 1980, com 190 mil homens, 2.200 tanques e 450 aviões, conseguiu penetrar ao longo de toda a fronteira iraniana numa profundidade de 200 quilômetros. Mas não demorou para ser detido por um enorme esforço dos iranianos.

Os aiatolás conseguiram mobilizar milhares de combates, formando a Pasdaran (a Guarda Revolucionária) e os Basijs (voluntários mártires do exército popular), jogando-os em ondas humanas contra as posições iraquianas. A guerra que começara móvel, com tanques e aviões, tornou-se então uma dura luta de trincheiras, uma brutal guerra de atrito. Em 1982, o Iraque, vendo frustrada a sua guerra relâmpago, foi obrigado a recuar. O aiatolá Khomeini não aceitou nenhuma solicitação de trégua e a guerra continuou, ainda que tivesse provocado a morte de 120 mil iranianos e 60 mil iraquianos. Só que a partir de 1984, com a Operação Ramadã desencadeada pelo Irã, ela foi travada no território iraquiano, concluindo com o grande cerco de Basra, feito por meio milhão de iranianos, onde se deu uma das maiores batalhas desde a Segunda Guerra Mundial.

Somente em 1986 com milhares de perdas, é que o Iraque, reforçando seu equipamento bélico, recorrendo inclusive aos gases venenosos, conseguiu reverter o desastre, fazendo que por fim, em agosto de 1988, o Irã, reduzido à inoperância, aceitasse as determinações da resolução 598 da ONU, pondo fim ao longo e mortífero conflito que no total, causou a perda de quase um milhão de iranianos (300 mil mortos e 500 mil feridos) e de 375 mil iraquianos.

Etapas da primeira guerra do Golfo:

1980-82 – Ofensiva do Iraque ao longo da fronteira iraniana.
1982-84 – Contra-ofensiva iraniana, recuo do Iraque para os limites originais.
1984-87 – Guerra de atrito em solo iraquiano. Guerra de trincheiras. Batalha de Basra.
1987-88 – Contra-ofensiva iraquiana obriga o Irã a aceitar a paz, assinada em 22 de agosto de 1988.

A segunda Guerra do Golfo Pérsico (1990-91)

Mesmo tendo sido bem sucedido no campo de batalha, Saddam Hussein teve um vitória de Pirro. A não ser reforçar sua autoridade sobre o Iraque, nada usufruiu do resultado final de oito anos de terríveis combates, pois não integrou nenhum dos territórios pretendidos. Endividado em 85 bilhões de dólares com as monarquias vizinhas, numa guerra cujos gastos gerais de reconstrução atingiram 230 bilhões de dólares, e só recebendo 14,2 bilhões da conta das exportações, o ditador começou a pressionar o Emirado do Kuwait.

Queria que elevasse os preços do petróleo para o Iraque poder pagar seus compromissos. Exigiu também receber uma vultosa indenização pelas perdas que o Iraque tinha na exploração em conjunto com o Kuwait de certos poços de petróleo em Ramaillah, na embocadura do Golfo Pérsico. Além disso, Saddam Hussein pediu à família Al-Sabat, que domina o Kuwait, que concordasse com uma moratória da dívida iraquiana. Como não foi atendido em nenhum dos dois casos, Saddam Hussein decidiu punir o Kuwait com uma invasão militar, seguida de total ocupação. No dia 2 de agosto de 1990, um exército de cem mil iraquianos adonou-se do Emirado.

Golfo: intervenção norte-americana

Apoiado na resolução nº 678 da ONU – que ordenava ao Iraque a imediata evacuação do Kuwait até o dia 15 de janeiro de 1991 – , o presidente dos Estados Unidos, George Bush mobilizou a opinião publica mundial contra Saddam Hussein. Era indefensável a guerra de anexação que o ditador se lançara. Organizando a Operação Escudo do Deserto, o presidente americano conseguiu a adesão de 28 países na sua campanha anti-Iraque, fazendo também com que as despesas da operação fossem pagas por diversos países interessados na estabilidade do Golfo Pérsico (especialmente o Japão e a Europa Ocidental).

Como Saddam Hussein não podia voltar a trás sob pena de desmoralizar-se frente à coalizão ocidental, (especialmente das tropas anglo-americanas), no dia 17 de janeiro teve início a Operação Tempestade do Deserto. Durante 47 dias, Bagdá e outras cidades importantes do Iraque foram bombardeadas, sendo que o exército iraquiano capitulou no dia 27 de fevereiro depois de um devastador ataque dos anglo-saxãos, sob o comando do general Norman Schwartkopf. Batendo em retirada, Saddam Hussein determinou a destruição e o incêndio de mais de 300 poços de petroleo do Kuwait, o que causou uma descomunal tragédia ecológica no Golfo Pérsico.

Os Estados Unidos ocupam a região

A ação bem sucedida dos americanos devia-se a um motivo bem simples. Por razões estratégicas, econômicas e geopoliticas, os Estados Unidos, a única hiperpotência do planeta e o maior consumidor de petróleo do mundo (*), não podiam aceitar que as mais importantes reservas do ouro negro de toda a Terra caíssem no controle de um homem só. A conseqüência direta disso foi que os Estados Unidos resolveram então acampar definitivamente ao redor da Península Arábica, montando bases militares, terrestres, aéreas e navais, nos emirados da região (no Kuwait, no Catar, no Bahrain, no Iêmen e em Omã, e igualmente na Arábia Saudita).

Com a poderosa 6º frota navegando no Mar Mediterrâneo e outra esquadra dominado o Mar Arábico e o Golfo Pérsico, o mundo árabe viu-se cercado por todos os lados. Exatamente por isso, por não retirar suas tropas depois da Guerra do Golfo em 1991, os Estados Unidos se viram alvos de atentados dos fundamentalistas muçulmanos, liderados por Osama Bin Laden, que consideram a presença dos soldados americanos uma profanação ao Ummã, a terra sagrada do Islã.

(*) o consumo de petróleo dos EUA é de 33/barris-dias por habitante. O da Europa é 22 barris/p/habitante e o do Brasil é de 4.

A punição ao Iraque

Além de ter estimulado os xiitas no sul e os curdos no norte a rebelarem-se contra Saddam Hussein, os Estados Unidos fizeram com que fossem adotadas severíssimas sanções contra o regime iraquiano, isolando-o do mundo. Duas Zonas de Exclusão Aérea foram fixadas no Iraque, uma no paralelo 33° e outra no paralelo 36°, a pretexto de proteger os curdos e os xiitas de um possível ataque aéreo. Elas se tornaram uma verdadeira camisa de força na qual o Iraque ficou preso. Além disso, o Iraque somente poderia exportar petróleo no valor de 5 a 6 bilhões de dólares/ano, valor insuficiente para atender as necessidades alimentares e as carências gerais da população iraquiana.

Medidas essas que fizeram com que, em dez anos de embargo, de 500 a 600 mil crianças perdessem a vida por falta de assistência e de remédios. E, como humilhação definitiva, o Iraque deveria acolher uma equipe de inspetores da ONU para verificarem e supervisionarem in loco o desmantelamento de todas as possíveis armas de destruição em massa que ainda teriam restado nas mãos do regime de Saddam Hussein (químicas, biológicas ou nucleares). Em 1998, os inspetores da ONU foram denunciados por acolherem em seu meio espiões a serviço da CIA e o Iraque exigiu então que eles fossem expulsos do país. De fato, eles recolheram informações que serviram aos bombardeios pontuais que a aviação anglo-americana continuou fazendo sobre alvos iraquianos nas Zonas de Exclusão Aérea, além de tentarem inutilmente localizar o paradeiro de Saddam Hussein para que um comando especial pudesse vir a assassiná-lo.

A terceira Guerra do Golfo Pérsico (2003)

Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando as Torres Gêmeas do World Trade Center de Nova Iorque e o edifício do Pentágono em Washington foram alvo de um espetacular atentado cometido pelos sahids, os suicidas mártires do grupo Al Qaeda, o Iraque voltou a ordem do dia. O governo do presidente George W.Bush, em nome da “ guerra global contra o terrorismo”, passou a acusar Saddam Hussein de esconder armas de destruição em massa e de desprezar as resoluções da ONU que exigiam o desarme total e completo do país. Alegou que mais tarde ou mais cedo, o ditador alcançaria aquelas armas a grupos terroristas e esse as usariam contra cidadãos americanos. De fato, o grupo de falcões – direitistas chamados de neoconservadores – que faz parte do governo republicano (Donald Rumsfeld, Paul Wolffowitz, Dick Cheney), homens do Pentágono sedentos de vingança, tem planos de recolonizar o Oriente Médio, submetendo toda a região ao controle direto ou indireto dos Estados Unidos.

Depois de que o Conselho de Segurança da ONU negou-se a autorizar uma guerra preventiva contra o Iraque, especialmente pela atuação da França e da Alemanha, por entender que o país não representava nenhum tipo de ameaça aos seus vizinhos, os governos anglo-americanos de George W.Bush e Tony Blair resolveram mesmo assim ir em frente. Concentrando 242 mil soldados no Kuwait, aviões, grandes navios, inclusive cinco porta-aviões, cercando o debilitado Iraque por todos os lados, a ofensiva anglo-americana, iniciada em 19 de março de 2003, não teve dificuldades em, movendo-se diretamente para Bagdá, liquidar com a resistência iraquiana ao completar 25 dias de combates.

A desproporção de forças foi incomensurável. De um lado estavam duas das maiores potências militares do mundo, donas de um arsenal convencional e nuclear capaz de arrasar com a vida no planeta, do outro um empobrecido e debilitado país do Terceiro Mundo sem as mínimas condições de opor uma resistência efetiva. Despejando sobre Bagdá e outras cidades mais de 20 mil bombas e mísseis, o ataque da coligação anglo-americana literalmente pulverizou o regime de Saddam Hussein, deixando que suas cidades fossem submetidas ao saque e a pilhagem por multidões famintas e humilhadas.

Golfo Pérsico: conclusões

A luta contra o terrorismo, pretexto utilizado pelos Estados Unidos na guerra contra o Iraque, tornou-se o grande motivo para que a hiperpotência americana ocupasse militarmente parte do Oriente Médio nos moldes do colonialismo do século 19, ocasião em que um império qualquer daqueles tempos, ocultando seus interesses econômicos ou estratégicos, ocupava um pais do Terceiro Mundo a pretexto de querer civilizá-lo ou dotá-lo de instituições políticas avançadas. Para tanto, o presidente encontrou respaldo na aprovação feita pelo Congresso norte-americano, no ano de 2002, da nova Estratégia da Segurança Nacional, que defende, sem o necessário consentimento de nenhuma organização mundial, o princípio do direito à guerra preventiva. Princípio diga-se, impossível de ser sustentado aos olhos do direito internacional. Entrementes, o Iraque, dividido em três grandes áreas de ocupação, será administrado futuramente, por generais e diplomatas americanos.

Fonte: petroleo.50webs.com

Guerra do Golfo

Período 1990-1991

Área do conflito Oriente Médio

Protagonistas Estados Unidos e Iraque.

Forças da Coalizão: Grã-Bretanha, França, Arábia Saudita, Egito e pequenos contingentes de diversas nações arábes.

Histórico A intenção de Saddam Hussein de a longo prazo controlar as reservas petrolíferas da Península Arábica levou-o a invadir o Kuwait, em 2 de agosto de 1990, numa ação coordenada, iniciada pelo avanço de duas divisões blindadas iraquianas através da fronteira, ataques executados por forças de assalto especiais na capital kuwaitiana, por unidades anfíbias e por helicópteros. Apesar de alguns focos de resistência, os bravos kuwaitianos foram facilmente sobrepujados pela investida furiosa da Guarda Republicana de Saddam. A seguir outras divisões foram enviadas para garantir a ocupação do país vizinho.

A preocupação com a possibilidade de que o Iraque viesse a dominar as principais reservas de petróleo do mundo, inclusive invadindo outros países da região, levaram os Estados Unidos a preparar uma resposta armada, com apoio da ONU e aliados como Grã-Bretanha, França, Egito e Arábia Saudita. As tropas iraquianas então começaram a reforçar suas defesas, cavando profundos fossos anti-tanques, campos minados, trincheiras e extensas cercas de arame farpado nos acessos ao Kuwait. Em novembro de 1990 haviam 430.000 soldados e 4.000 tanques iraquianos naquele teatro de operações. Os americanos, por outro lado, haviam reunido a mais poderosa força militar desde a invasão da Normandia, no dia D em junho de 1944, para por em andamento o plano de liberação do Kuwait, a Operação Tempestade do Deserto.

A batalha começou com intensos bombardeios a alvos estratégicos cuidadosamente escolhidos no Iraque, em 16 de janeiro de 1991, utilizando-se das mais sofisticadas armas do arsenal americano, como bombas guiadas a laser (LGB), mísseis de cruzeiro Tomahawk (290 mísseis disparados com 242 acertos) e os caças F-117 Night Hawk (stealth), com o intuito de quebrar a cadeia de comando dos iraquianos, destruir centros de comunicação (17 destruídos de um total de 26), usinas elétricas ( 50% ficaram inoperantes), pontes, bases aéreas (pistas inutilizadas e 70 abrigos aniquilados), lançadores de mísseis Scud e as baterias de mísseis anti-aéreos. No final de janeiro, os aliados tinham o controle incontestável do espaço aéreo e do mar e haviam cortado boa parte das linhas de suprimento das tropas iraquianas de ocupação. Esperando um ataque anfíbio em grande escala, o Exército iraquiano concentrou suas forças junto ao litoral, deixando as tropas da Guarda Republicana na retaguarda.

A estratégia dos Aliados, no entanto, consistia em criar tantas frentes de penetração que o inimigo não saberia de onde viria o ataque principal, até ser tarde demais para reagir. Desviando-se dos pontos fortificados dos iraquianos, atacando pelos flancos para isolar o adversário, as tropas aliadas, iniciaram a grande ofensiva em 24 de fevereiro de 1991, com as Forças Árabes e os Marines á esquerda da linha de frente, a 1a.Div.Cavalaria, o 7° Corpo de Exército, o 3° Regimento Blindado, a 24a. Div.Infantaria e as 82a. e a 101a. Div.Aerotransportadas à direita. A cidade de As Salman, defendida pela 45a. Div.Inf.iraquiana, foi liberada numa atuação fulminante de tropas francesas e americanas (82a.), com apoio de helicópteros de ataque e tanques, fazendo 2.900 prisioneiros. Os marines da 1a.Divisão conseguiram dominar a área dos campos petrolíferos de Burgan, apesar dos tanques T-72 iraquianos e do ar empregnado de petróleo dos poços incendiados pelo inimigo. No setor do 7° Corpo, britânicos e americanos avançaram pelas brechas da linha defensiva, conhecida como Linha Saddam, e em Busayya enfrentaram a 12a.Div.Blindada iraquiana, destruindo 200 tanques, 100 veículos blindados, 100 peças de artilharia e fazendo 5.000 prisioneiros. O clímax da guerra viria ao longo da chamada linha 73 norte-sul, onde de 26 a 28 de fevereiro, o 7° Corpo dizimou a Guarda Republicana, tropa de elite que apesar dos intensos ataques aéreos ainda tinha 75% de seu poderio intacto.

Percebendo a derrota próxima, Saddam ordenou que as tropas que restavam no Kuwait batessem em retirada, mas foram emboscados ao longo da rodovia que leva a Basra, numa ação em que durante horas os pilotos aliados destruiram centenas de veículos com uma precisão devastadora.

O local ficou conhecido como “meio do deserto, para discutir os Rodovia para o Inferno”. No início de março de 1991, americanos e iraquianos se reuniram em Safwan, um lugar isolado no termos da rendição do Iraque.

Principais forças envolvidas Estados Unidos: 82a. e 101a.Div.Aerotransportada; 3° Regimento de Cav.Blindada; 24a. Div.Inf. Mecanizada; 45.000 marines; 719 aviões de combate de diversos tipos; cerca de 200 helicópteros de ataque e transporte; 120 navios de guerra; unidades das forças especiais Rangers, Boinas Verdes e SEAL.

Iraque: 570.000 soldados ( 4 Div.Mec., 9 Div.Blindadas e 29 Div.Inf.); 4.500 tanques (3.847 destruídos); 2.880 veículos blindados (1.450 destruídos); 3.257 peças de artilharia (2.917 destruídas); 500 aviões de combate.

Principais batalhas Batalhas de As Salman, dos campos petrolíferos de Burgan, de Busayya, da Linha 73 norte-sul e de Medina Ridge.

Resultado final Rendição incondicional do Iraque (com atraso de pelo menos 10 anos em sua capacidade de produzir armas de destruição em massa e eliminação de seu poderio ofensivo), libertação do Kuwait, criação da zona de exclusão aérea ao sul do Iraque e embargo econômico. Mas Saddam Hussein continuava vivo e governando o país.

Fonte: www.militarypower.com.br

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