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História do Biquini

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O biquini foi inventado na França em 1946 por um engenheiro Francês chamado Louis Réard. O biquini é uma peça de roupa feminina de banho, composto de um sutiã e uma calcinha.

Ele trabalhava na loja de lingerie de sua mãe. Ele previu que a reação do público seria como uma explosão para a sociedade.

Seu projeto era expor o umbigo pela primeira vez. O biquíni era tão escandaloso na época que nenhuma modelo quis usá-lo. Ele contratou uma dançarina de strip tease para estrea-lo.

Antes de invetar o biquini, as mulheres usavam maios ou roupas de banho inteiras. Os trajes de duas peças eram muito discretas, sempre cobrindo o umbigo, mostrando um pedacinho do abdômen.

Antes disso na virada do século as mulheres usavam trajes de banho volumosos e trocavam suas roupas em cabines de madeira. Essas cabines eram arrastadas até o mar para as mulheres entrarem na água e ninguém poderia vê-las vestida com trajes de banho.

Os biquínis não foram um sucesso nos Estados Unidos. No começo quem usava era classificado como mulher vulgar.

Na década dos anos 60 com a revolução sexual e o movimento feminista o biquini ganhou sua popularidade sendo usado pelas mulheres sem constrangimentos.

Primeiros momentos e evolução

História do Biquini
Marilyn Monroe em 1962.

Quando Reard queria a apresentar na piscina do hotel Melitor, reuniu-se com a desvantagem de que nenhum modelo profissional se atreveu a usar em público, ter que recorrer finalmente para o descascador do Casino de Paris Micheline Bernardini , que lhe advertiu que o desfile previsto para 05 de abril de 1946 ia ser uma bomba mais poderosa do que cinco dias antes havia explodido no Atol de Bikini.

Enquanto na França o uso generaliza quase imediatamente como um símbolo de libertação das mulheres, em outros países como o Estados Unidos ou Espanha , durante o regime de Franco, que vai levar anos para ser aceito.

O início

Enquanto você está em frente ao espelho, pondo seu biquíni, nem passa pela sua (no momento nenhum pouco fértil) imaginação como surgiram essas duas peças. Eu, por exemplo, nunca tinha parado para pensar nisso até um dia em que me indagava sobre coisas sem pé nem cabeça do tipo “quem pôs o nome de mesa na mesa?”. Então, fui procurar um livro que me desse informações e descobri que por trás de duas peças existe uma grande história.

As roupas de banho, acreditem ou não, já foram de lã. Sim, aquele tecido famoso por ser usado em casacos de inverno. Morra de rir: tudo para que o banhista não pegasse um resfriado depois de cair em gélidas águas. E não pára por aí… ainda por cima, os trajes incluíam, para as mulheres, toucas e, para ambos os sexos, sapatos (tamancos ou botinas).

Tendo em vista que essas coisas ridículas eram usadas entre 1800 e pouco fica mais fácil de perdoar… Em 1846 surgiu o calção, peça considerada justa e ousada, que acreditava-se, daria maior liberdade de movimentos aos nadadores.

No começo do século XX, a “ousadia” se limitava somente aos atletas, que podiam (ó!!!) mostrar braços e pernas. Já as mulheres, ridiculamente, cobriam o rosto com véus para não se queimarem – o bronzeado era associado a escravas e índias.

Em 1910, surgia a roupa-bóia (tente visualizar e a diversão será garantida): baseada num uniforme de então, consistia em uma veste larga e uma calça com uma câmara de ar embutida na bainha.

A invenção veio do Brasil e, graças a Deus, não vingou. Até porque, apesar de ter surgido para dar segurança aos banhistas que não se aventuravam a dar braçadas ainda que amadoras, apareceu numa época onde já se queria mostrar o corpo.

As guerras e os concursos de Miss

Com a primeira guerra, as mulheres se libertaram dos espartilhos (que serviram de inspiração para os trajes de banho) e das anáguas. E na segunda guerra, surgia o maiô de nylon, que afinava a cintura, realçava os quadris e ajustava-se melhor ao corpo, devido a um franzido interno. Mas uma roupa de banho feita deste tecido era privilégio das mais abastadas (era cara e geralmente feita sob medida), como as pin ups ou atrizes de Hollywood.

Nos anos 50, eram os concursos de Miss que apresentavam as tendências do verão. Os maiôs das beldades (cujas medidas eram 90-60-90 e tornozelo 21) eram escuros e feitos de Helanca (aquela malha grossa das roupas que usávamos para fazer educação física, lembra?). A lã, finalmente, perdeu terreno.

Em 1946, um pouco antes da euforia dos concursos de Miss, o biquíni foi inventado, pelo estilista Louis Réard. A invenção foi batizada com este nome, porque Louis acreditava que o efeito seria tão explosivo quanto a bomba nuclear (na época em teste no atol de Bikini, no sul do Pacífico). Acertou. Brigitte Bardot foi uma das primeiras adeptas do modelo, que somente só foi virar item básico nos anos 70.

A evolução – do maiô ao biquíni

Nos anos 60, o jogo revela/esconde começou a conquistar garotas de praia. O engana-mamãe, (que quer, mas não consegue voltar) ganhou as areias. Enquanto de frente, parecia um maiô inteiro, a lateral era aberta, o que fazia o maiô parecer de costas um biquíni. Detalhe: no bumbum havia um fecho-éclair.

No Rio, Zilda Maria Costa resolver reduzir seu biquíni, puxando-o para a cintura, enrolando onde podia. Assim foi criada a tanga, que trouxe para o Brasil a fama de criador da moda-praia. Em meio a muita maconha, esteiras, adeptos do Jacaré, palmas para o pôr-do-sol e pentelhos ao léu, as tangas tomavam conta da praia. Quem nunca viu a clássica foto de Fernando Gabeira à la Tarzan?

E enfim, a lycra! Criado pela indústria química Dupont, o tecido que gruda ao corpo ganhou a preferência de todos os fabricantes de moda-praia e de todos os freqüentadores da praia.

Nos anos 80, moldavam o corpo nos modelos asa-delta, de cavas pronunciadas. Muitas vezes esses biquínis (que cá entre nós, não é dos mais propícios ao corpo brasileiro) tinham estampas florais e abstratas, hibiscos havaianos e debruns.

A saída de praia passava do camisão social ou camisetão, para a canga de tear. No final da década (hoje considerada breguérrima), aparecia o fio-dental (sem comentários)….Os surfistas já contavam com o neoprene e os homens usavam sunga.

Depois de tantas mudanças, ainda continuamos fazendo a história do biquíni. Apesar do lacinho-e-cortininha ainda ser o preferido, a praia tornou-se um espaço democrático: vale desde o meia-taça e tomara-que-caia até o sungão e a calcinha com tiras fininhas.

Estampados ou lisos, dividem as praias como os maiôs e os sungões-de-três-dedos usados pelos rapazes que não querem pagar o mico de usar aquelas sungas paga-popinha dos anos 80.

Os tecidos também podem ser os mais variados – laise, algodão, crochê – em 99% das vezes aliados à lycra, porque tudo bem que biquíni foi inventado há mais de cinqüenta anos, mas fundo de areia é coisa do século passado!

Fonte: es.wikipedia.org/ www.cenaurbana.com.br/ colegiosaofrancisco.com.br

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