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Destruição da Biblioteca de Alexandria

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A destruição da grande biblioteca de Alexandria foi rematada pelos árabes em 646 da era cristã. Mas essa destruição fora precedida de outras , e o furor com que essa fantástica coleção de saber foi aniquilada é particularmente significativo.

A biblioteca de Alexandria parece ter sido fundada por Ptolomeu ou por Ptolomeu II . A cidade foi fundada , como seu próprio nome diz, por Alexandre, o Grande , entre 331 e 330 a.C. Escoou-se quase mil anos antes de a biblioteca ser destruida.

Alexandria foi, talvez, a primeira cidade do mundo totalmente construida em pedra, sem que se utilizasse nenhuma madeira. A biblioteca compreendia dez grandes salas , e quartos separados para os consultatntes. Discute-se , ainda , a data de sua fundação e o nome de seu fundador, mas o verdadeiro fundador , no sentido de organizador e criador da biblioteca, e não simplesmente do rei que reinava ao tempo de seu surgimento, parece ter sido um personagem de nome Demétrios de Phalère.

Desde o começo , ele agrupou setecentos mil livros e continuou aumentando sempre esse número . Os livros eram comprados às expensas do rei. Esse Demétrios de Phalère , nascido em 354 e 348 a.C. , parece ter conhecido Aristóteles . Apareceu em 324 a.C. como orador público , em 317 foi eleito governador de Atenas e governou-a durante dez anos, de 317 a 307 a.C.

Impôs um certo número de leis , notadamente uma, de redução do luxo nos funerais. Em seu tempo , Atenas contava 90.000 cidadãos , 45.000 estrangeiros e 400.000 escravos. No que concerne à própria figura de Demétrios, a História no-lo apresenta como um juiz de elegancia em seu país; foi o primeiro ateniense a descolorir os cabelos , alourando-os com água oxigenada.

Depois foi banido de seu governo e partiu para Tebas.

Lá escreveu um grande número de obras , uma com título estranho: Sobre o feixe de luz no céu , que é , provavelmente , a primeira obra sobre os disco voadores. Em 297 a. C., o faraó Ptolomeu persuadiu Demétrios a instalar-se em Alexandria. Fundou, então , a biblioteca.

Ptolomeu I morreu em 283 a.C. e seu filho Ptolomeu II exilou Demétrios em Busiris, no Egito. Lá, Demétrios foi mordido por uma serpente venenosa e morreu.

Demétrios tornou-se célebre no Egito como mecenas das ciencias e das artes , em nome do Rei Ptolomeu I, Ptolomeu II continuou a interessar-se pela biblioteca e pelas ciencias, sobretudo pela zoologia. Nomeou como bibliotecário a Zenodotus de Éfeso , nascido em 327 a.C. , e do qual ignoram as circunstancias e data da morte. Depois disso, uma sucessão de bibliotecários , através dos séculos , aumentou a biblioteca, aí acumulando pergaminhos, papiros, gravuras e mesmo livros impressos, se formos cre em certas tradições. A biblioteca continha portanto documentos inestimáveis. Colecionou, igualmente , documentos dos inimigos, notadamente de Roma.

Pela documentação de lá, poder-se-ia constituir uma lista bastante verossímil de todos os bibliotecários até 131 a.C.

Depois disso , as indicações se tornam vagas ,Sabe-se que um bibliotecário se opôs , violentamente, a primeira pilhagem da biblioteca por Júlio Cesar, no ano 47 a.C. , mas a História não tem o seu nome. O que é certo é que já na época de Júlio cesar a biblioteca de Alexandria tinha a reputação corrente de guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado.

Quando Julio César chegou a Alexandria a biblioteca tinha pelo menos setecentos mil manuscritos. Quais ? E por que se começou a temer alguns deles?

Os documentos que sobreviveram dão-nos uma idéica precisa. Havia lá livros em grego.

Evidentemente, tesouros: toda essa parte que nos falta da literatura grega clássica. Mas entre esses manuscritos não deveria aparentemente haver nada de perigoso. Ao contrário , o conjunto de obras de Bérose é que pode inquietar.

Sacerdote babilônico refugiado na Grécia , Bérose nos deixou de um encontro o relato com os extraterrestres: os misteriosos Apkaluus , seres semelhantes a peixes , vivendo em escafrandos e que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos científicos. Bérose viveu no tempo de Alexandre , o Grande , até a época de Ptolomeu I. Foi sacerdote de Bel-Marduk na Babilônia. Era historiador , astrólogo e astrônomo. Inventou o relógio de sol semicircular.

Fez uma teoria dos conflitos entre os raios do Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre a interferencia da luz . Podemos fixar as datas de sua vida em 356 a.C. , nascimento , e 261 , na sua morte. Uma lenda contemporanea diz que a famosa Sybila , que profetizava , era sua filha. A História do Mundo de Bérose , que descrevia seus primeiros contatos com os extraterrestres , foi perdida. Restam alguns fragmentos , mas a totalidade desta obra estava em Alexandria . Nela estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres.

Encontrava-se em Alexandria, também , a obra completa de Manethon . Este , sacerdote e historiador egípcio , contemporaneo de Ptolomeu I e II , conhecera todos os segredos do Egito. Seu nome mesmo pode ser interpretado como “o amado de Thot ” ou “detentor da verdade de Toth”. Era o homem que sabia tudo sobre o Egito , lia os hieroglifos, tinha contato com os ultimos sacerdotes egípcios. Teria ele mesmo escrito oito livros , e reuniu quarenta rolos de pergaminho , em Alexandria , que continham todos os segredos egípcios e provavelmente o Livro de Toth . Se tal coleção tivesse sido conservada , saberíamos , quem sabe , tudo o que seria preciso saber sobre os segredos do Egito. Foi exatamente isto que se quis impedir. A biblioteca de Alexandria continha obras de um historiador fenício, Mochus, ao qual se atribui a invenção da teoria atomica.

Ela continha , ainda , manuscritos indianos extraordináriamente raros e preciosos. De todos esses manuscritos não resta nenhum traço.

Conhecemos o número total dos rolos quando a destruição começou: quinhetos e trinta e dois mil e oitocentos. Sabemos que existiu uma seção que se poderia batizar de “Ciências Matemáticas ” e outra de “Ciências Naturais”. Um catalogo geral igualmente existia . Também este foi destruído. Foi César quem inaugurou estas destruições. Levou um certo número de livros , queimou uma parte e gradou o resto . Uma incerteza persite ainda em nossos dias sobre esse episódio, e 2.000 anos depois da sua morte, Julio César tem ainda partidários e adversários. Seus partidários dizem que ele jamais queimou livros na própria biblioteca; aliás um certo número de livros prontos a ser embarcados para Roma , foi queimado num dos depósitos do cais do porto de Alexandria , mas não foram os romanos que lhe atearam fogo

Ao contrário, certos adversários de Cesar dizem que grande número de livros foi deliberadamente destruído. A estimativa do total varia de 40.000 a 70.000. Uma tese intermediária afirma que as chamas provenientes de um bairro onde se lutava , ganharam a biblioteca e destruiram-na acidentalmente. Parece certo , em todo caso, que tal destruição não foi total. Os adversários e os partidários de Cesar não dão referência precisa , os contemporaneos nada dizem e os escritos mais próximos do acontecimento lhe são posteriores de dois séculos. César mesmo, em suas obras , nada disse .

Parece mesmo que ele se “apoderou” de certos livros que lhe pareciam especialmente interessantes. A maior parte dos especialistas em história egípcia pensa que o edificio da biblioteca deveria ser de grandes dimensões para conter setecentos mil volumes , salas de trabalho , gabinetes particulares , e que um monumento de tal importancia não pode ser totalmente destruído por um principio de incendio . ë possivel que o incêndio tenha consumido estoques de trigo , assim como rolos de papiro virgem. Não é certo que tenha desvastado grande parte da livraria , não é certo que ela tenha sido totalmente aniquilada. É certo , porém , que uma quantidade de livros considerados particularmente perigosos , desapareceu. A ofensiva seguinte , a mais séria contra a livraria , parece ter sido feita pela Imperatriz Zenóbia. Ainda desta vez a destruição não foi total , mas livros importantes desapareceram. Conhecemos a razão da ofensiva que lançou depois dela o Imperiador Diocleciano ( 284-305 d.C.) . Documentos contemporaneos estão de acordo a este respeito.

Diocleciano quis destruir todas as obras que davam os segredos de fabricação do ouro e da prata . Isto é , todas as obras de alquimia . Pois ele pensava que se os egípcios pudessem fabricar à vontade o ouro e a prata , obteriam assim meios para levantar um exército e combater o império. Diocleciano mesmo, filho de escravos, foi proclamado imperador em 17 de setembro de 284.

Era , ao que tudo indica , perseguidor nato e o ultimo decreto que assinou antes de sua abdicação em maio de 305 , ordenava a destruição do cristianismo.

Diocleciano foi de encontro a uma poderosa revolta do Egito e começou em julho de 295 o cerco a Alexandria. Tomou a cidade e nessa ocasião houve massacres inomináveis. Entretanto , segundo a lenda , o cavalo de Diocleciano deu um passo em falso ao entrar na cidade conquistada,e Diocleciano interpretou tal acontecimento como mensagem dos deuses que lhe mandavam poupar a cidade. A tomada de Alexandria foi seguida de pilhagens sucessivas que visavam acabar com os manuscritos de alquimia .

E todos os manuscritos encontrados foram destruidos. Eles continham, ao que parece , as chaves essenciais da alquimia que nos faltam para compreensão dessa ciencia , principalmente agora que sabemos que as transmutações metálicas são possiveis . Não possuímos lista dos manuscritos destruidos , mas a lenda conta que alguns dentre eles eram obras de Pitagoras , de Salomão ou do próprio Hermes. É evidente que isto deve ser tomado com relativa confiança.

Seja como for, documentos indispensáveis davam a chave da alquimia e estão perdidos para sempre: mas a biblioteca continuou. Apesar de todas as destruições sistemáticas que sofreu , ela continuou sua obra até que os árabes a destrtuíssem completamente. E se os árabes o fizeram , sabiam por que o faziam . Já haviam destruido , no próprio Islão — como na Persia — grande número de livros secretos de magia , de alquimia e de astrologia.

A palavra de ordem dos conquistadores era “não há necessidade de outros livros , senão o Livro” , isto é, o Alcorão. Assim , a destruição de 646 d.C. visava não propriamente os livros malditos , mas todos os livros .

O historiador muçulmano Abd al-Latif ( 1160-1231 ) escreveu: “A biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo sob as ordens de Omar , o vencedor”.

Esse Omar se opunha aliás a que se escrevessem livros muçulmanos , seguindo sempre o principio: “o livro de Deus é-nos suficiente”. Era um muçulmano recém-convertido , fanático , odiava os livros e destruiu-os muitas vezes porque não falavam do profeta. É natural que terminasse a obra começada por Julio César , continuada por Diocleciano e outros. Se documentos sobreviveram a esses autos-de-fé, foram cuidadosamente guardados desde 646 d.C. e não mais reapareceram .

E se certos grupos secretos possuem atualmente manuscritos provenientes de Alexandria , dissimulam isto muito bem.

Retomemos , agora, o exame desses acontecimentos à luz da tese que sustentamos: a existencia desse grupo que chamamos de Homens de Negro e que constitui uma organização visando a destruição de determinado tipo de saber. Parece evidente que tal grupo se desmascarou em 391 depois que procurou , sistematicamente , sob Diocleciano , e destruiu as obras de alquimia e magia.

Parece evidente , também , que tal grupo nada teve a ver com os acontecimentos de 646: o fanatismo muçulmano foi suficiente. Em 1692 foi nomeado para o Cairo um consul frances chamado M. de Maillet . Ele assinalou que Alexandria é uma cidade praticamente vazia e sem vida.

Os raros habitantes , que são sobretudo ladrões , se encerram em seus esconderijos. As ruinas das construções estão abandonadas. Parece provável que , se livros sobreviveram ao incendio de 646 , não estavam em Alexandria naquela época; trataram de evacua-los. A partir daí, fica-se reduzido a hipóteses. Fiquemos nesse plano que nos interessa, isto é, o dos livros secretos que dizem respeito às civilizações desaparecidas , à alquimia , à magia ou às técnicas que não mais conhecemos. Deixaremos de lado os clássicos gregos , cuja desaparição é evidentemente lamentável. mas escapa a nosso assunto. Voltemos ao Egito. Se um exemplar do Livro de Toth existiu em Alexandria, César apoderou-se dele como fonte possivel de poder .

Mas o Livro de Toth não era certamente o unico documento egípcio em Alexandria. Todos os enigmas que se colocam ainda sobre o Egito teriam , talvez , solução , se tantos documentos egípcios não tivessem sidos destruidos.

E entre esses documentos, eram particularmente visados e deveriam ser destruídos , no original e nas cópias, depois os resumos: aqueles que descreviam a civilização que precedeu o Egito conhecido. ë possivel que alguns traços subsistam , mas o essencial desapareceu e essa destruição foi tão completa e profunda que os arqueologos racionalistas pretendem , agora , que se pode seguir no Egito o desenvolvimento da civilização do neolítico até as grandes dinastias , sem que nada venha a provar a existencia de uma civilização anterior.

Assim também a História , a ciencia e a situação geográfica dessa civilização anterior nos são totalmente desconhecidas. Formulou-se a hipótese que se tratava de uma civilização de Negros. Nessas condições , as origens do Egito deveriam ser procuradas na äfrica .

Talvez tenham desaparecido em Alexandria , registros , papiros ou livros provenientes dessa civilização desaparecida. Foram igualmente destruidos tratados de alquimia os mais detalhados , aqueles que permitiriam , realmente obter a transmutações dos elementos. Foram destruidas obras de magia. Foram destruidas provas do encontro com extraterrestres do qual Bérose falou, citando os Apkallus. Foram destruidos . . . mas como prosseguir enumerando tudo o que ignoramos ! A destruição tão completa da biblioteca de Alexandria é, certamente, o maior sucesso dos Homens de Negro

Fonte: mywebpage.netscape.com

Destruição da Biblioteca de Alexandria

O MISTÉRIO DA DESTRUIÇÃO DA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA

A destruição da grande biblioteca de Alexandria foi completada pelos árabes em 646 da era cristã. Mas essa destruição fora precedida de outras, e o furor com que essa fantástica coleção de saber foi aniquilada é um mistério que permanece até hoje, os fatos narrados nesta coluna se baseiam em uma ampla pesquisa ligada à existência de uma Ordem Secreta, cujo um dos objetivos é manter a humanidade fora de seu direito de conhecer sua real origem, e seus membros são conhecidos como Os Homens de Negro, tema de minha reportagem anterior.

A biblioteca de Alexandria parece ter sido fundada por Ptolomeu I ou por Ptolomeu II, sendo que com certeza era um oficial de Alexandre, o grande, que após a sua morte se proclamou-se faraó do Egito, dando origem a Dinastia Ptolomaica que durou de 323 a 30 A.C. A cidade foi fundada, como seu próprio nome diz, por Alexandre, o Grande, entre 331 e 330 a.C. E pasaram-se quase mil anos antes da biblioteca ser destruída.

Alexandria foi, talvez, a primeira cidade do mundo totalmente construída em pedra, sem que se utilizasse nenhuma madeira. A biblioteca compreendia dez grandes salas, e quartos separados para os consultantes e pesquisadores, sabe-se através de documentos secretos que foi a partir de sua construção que uma Ordem Secreta foi organizada e estruturada conhecida como Os Bibliotecários, os guardiões do saber ocidental, acredita-se que havia um intercâmbio cultural com diversas Escolas de Mistérios, entre elas, a dos Druidas.

Discute-se, ainda, a data de sua fundação e o nome de seu fundador, mas o verdadeiro fundador, no sentido de organizador e criador da biblioteca, e não simplesmente do Faraó que reinava no tempo de seu surgimento, parece ter sido um personagem de nome Demétrios de Phalère.

Desde o começo, ele agrupou setecentos mil livros e continuou aumentando sempre esse número. Os livros eram comprados às custas do tesouro do Faraó.

Esse Demétrios de Phalère, nascido entre 354 e 348 a.C., parece ter conhecido Aristóteles. Segundo consta sua primeira aparição ocorreu em 324 a.C. como orador público, em 317 foi eleito governador de Atenas e governou-a durante dez anos, de 317 a 307 a.C, como legislador impôs um certo número de leis, notadamente uma, a de redução do luxo nos funerais.

Depois foi banido de seu governo e partiu para Tebas, onde escreveu um grande número de obras, uma com título estranho: SOBRE O FEIXE DE LUZ NO CÉU, que é, provavelmente, a primeira obra relatando sobre os discos voadores.

Em 297 a.C., o faraó Ptolomeu convenceu Demétrios a instalar-se em Alexandria. Reza a lenda que fundou então, a biblioteca. Ptolomeu I morreu em 283 a.C. e seu filho Ptolomeu II exilou Demétrios em Busiris, no Egito, onde foi mordido por uma serpente venenosa e morreu.

Demétrios tornou-se célebre no Egito como mecenas das ciências e das artes, em nome do Rei Ptolomeu I. Ptolomeu II continuou a interessar-se pela biblioteca e pelas ciências, sobretudo pela zoologia. Nomeou como bibliotecário, Zenodotus de Éfeso, nascido em 327 a.C., e do qual ignoram-se as circunstâncias e data da morte. Depois disso, uma sucessão de bibliotecários, através dos séculos, aumentou a biblioteca, acumulando pergaminhos, papiros, gravuras e mesmo livros impressos, se formos crer em certas tradições.

A biblioteca continha portanto documentos inestimáveis. Colecionou, igualmente, documentos dos inimigos, notadamente os de Roma. Sabe-se que um bibliotecário se opôs, violentamente, à primeira pilhagem da biblioteca por Júlio César, no ano 47 a.C., mas a História não tem seu nome.

O que é certo é que já na época de Júlio César a biblioteca de Alexandria tinha a reputação corrente de guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado.

Quando Júlio César chegou a Alexandria, sob o pretexto de prender Marco Antônio e Cleópatra, a biblioteca tinha pelo menos setecentos mil manuscritos. Quais eram? e por que se começou a temer alguns deles?

Os documentos que sobreviveram dão-nos uma idéias precisa. Haviam livros em grego. Evidentemente toda essa parte que nos falta da literatura grega clássica. Mas entre esses manuscritos não deveria aparentemente haver nada de perigoso.

Ao contrário, o conjunto de obras de Bérose é que poderia interessar.

Sacerdote babilônico refugiado na Grécia, Bérose nos deixou o relato de um encontro com extraterrestres: os misteriosos Apkallus, seres semelhantes a peixes, vivendo em escafandros, e que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos científicos.

Bérose viveu no tempo de Alexandre, o Grande, até a época de Ptolomeu I e foi sacerdote de Bel-Marduk na Babilônia. Era historiador, astrólogo e astrônomo.

Inventou o relógio de sol semicircular. Fez uma teoria dos conflitos entre os raios do Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre a interferência da luz. Podemos fixar as datas de sua vida em 356 a.C. nascimento e 261, sua morte. Uma lenda contemporânea diz que a famosa Sybila, que profetizava, era sua filha.

A História do Mundo de Bérose, que descrevia seus primeiros contatos com os extraterrestres, foi perdida. Restam alguns fragmentos, mas a totalidade desta obra estava em Alexandria. Nela estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres.

Encontrava-se em Alexandria, também, o obra completa de Manethon. Este, sacerdote e historiador egípcio, contemporâneo de Ptolomeu I e II, conhecera todos os segredos do Egito. Seu nome mesmo pode ser interpretado como “o amado de Toth” ou “detentor da verdade de Toth”.

Era o homem que sabia tudo sobre o Egito, lia os hieróglifos, e tinha contato com os últimos sacerdotes egípcios. Teria ele mesmo escrito oito livros, e reuniu quarenta rolos de pergaminho, em Alexandria, que continham todos os segredos egípcios, e provavelmente o Livro de Toth. Se tal coleção tivesse sido conservada, saberíamos, quem sabe, tudo o que seria preciso saber sobre os segredos do Egito. Foi exatamente isto que se quis impedir.

A biblioteca de Alexandria continha igualmente obras de um historiador fenícios, Mochus, ao qual se atribui a invenção de teoria atômica, ela continha, ainda, manuscritos indianos extraordinariamente raros e preciosos.

De todos esses manuscritos não resta nenhum traço.

Conhecemos o número total dos rolos quando a destruição começou: quinhentos e trinta e dois mil e oitocentos.

Sabemos que existia uma seção que se poderia batizar de “Ciências Matemáticas” e outra de “Ciências Naturais”. Um Catálogo Geral igualmente existia, mas também foi destruído, teoricamente.

Foi Júlio César quem inaugurou essas destruições e levou um certo número de livros, queimou uma parte e guardou o resto. Uma incerteza persistia ainda em nossos dias sobre esse episódio, e 2.000 anos depois da sua morte, Júlio César tem ainda partidários e adversários.

Seus partidários dizem que ele jamais queimou livros na própria biblioteca; aliás, um certo número de livros prontos a ser embarcados para Roma, foram queimados num dos depósitos do cais do porto de Alexandria, mas não foram os romanos que lhes atearam fogo e ao contrário, certos adversários de César dizem que grande número de livros foi deliberadamente destruído.

A estimativa do total varia de 40.000 a 70.000. Uma tese intermediária afirma que as chamas provenientes de um bairro onde havia uma luta contra os invasores chegaram a biblioteca e destruíram-na acidentalmente.

Parece certo, em todo caso, que tal destruição não foi total. Os adversários e os partidários de César não dão referências precisas, os contemporâneos nada dizem, e os escritos mais próximos do acontecimento lhe são posteriores de dois séculos.

César mesmo em suas obras, nada disse. Parece que ele se “apoderou” de certos livros que lhe pareciam especialmente interessantes.

A maior parte dos especialistas em história egípcia pensa que o edifício da biblioteca deveria ser de grandes dimensões para conter setecentos mil volumes, salas de trabalho, gabinetes particulares, e que um monumento de tal importância não pôde ser totalmente destruído por um princípio de incêndio. É possível que o incêndio tenha consumido estoques de trigo, assim como rolos de papiro virgem. Não é certo que tenha devastado grande parte da biblioteca, não é certo que ela tenha sido totalmente aniquilada. É certo, porém, que uma quantidade de livros considerados particularmente perigosos, desapareceu.

A ofensiva seguinte, a mais séria contra a biblioteca, parece ter sido feita pela Imperatriz Zenóbia. Ainda desta vez a destruição não foi total, mas livros importantes desapareceram. Conhecemos a razão da ofensiva que lançou depois dela o Imperador Diocleciano (284-305 d.C.). Documentos contemporâneos estão de acordo a este respeito.

Diocleciano quis destruir todas as obras que davam os segredos de fabricação do ouro e da prata, isto é, todas as obras de alquimia. Ele pensava que se os egípcios pudessem fabricar à vontade o ouro e a prata, obteriam assim meios para levantar um exército e combater o Império. Diocleciano, mesmo filho de escravos, foi proclamado imperador em 17 de setembro de 284. Era, ao que tudo indica, era um perseguidor nato de todas as Ordens em seu tempo e o último decreto que assinou antes de sua abdicação, em maio de 305, ordenava a destruição do cristianismo.

Diocleciano foi de encontro a uma poderosa revolta do Egito, e começou em julho de 295 o cerco a Alexandria e que tomou a cidade, e nessa ocasião houve massacres inomináveis da população. Entretanto, segundo a lenda, o cavalo de Diocleciano deu um passo em falso ao entrar na cidade conquistada, e Diocleciano interpretou tal acontecimento como mensagem dos deuses que lhe mandavam poupar a cidade.

A tomada de Alexandria foi seguida de pilhagens sucessivas que visavam acabar com os manuscritos de alquimia. E todos os manuscritos encontrados foram destruídos, eles continham, ao que parece, as chaves essenciais da alquimia que nos faltam para a compreensão dessa ciência, principalmente agora que sabemos que as tramitações metálicas são possíveis.

Não possuímos a lista dos manuscritos destruídos, mas a lenda conta que alguns dentre eles eram obras de Pitágoras, de Salomão ou do próprio Hermes. É evidente que isto deve ser tomado com relativa confiança.

Seja como for, documentos indispensáveis davam a chave da alquimia e estão perdidos para sempre: Mas a biblioteca continuou. Apesar de todas as destruições sistemáticas que sofreu, ela continuou sua obra até que os árabes a destruíssem completamente.

E se os árabes o fizeram, sabiam por que o faziam. Já haviam destruído, no próprio Islão, assim como na Pérsia grande número de livros secretos de magia, de alquimia e de astrologia.

A palavra de ordem dos conquistadores era “não há necessidade de outros livros, senão o Livro”, isto é o Alcorão. Assim, a destruição de 646 d.C. visava não propriamente os livros malditos, mas todos os livros.

O historiador muçulmano Abd al-Latif (1160-1231) escreveu: “A biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr Ibn-el-As, agindo sob as ordens de Omar, o vencedor”.

Esse Omar se opunha aliás a que se escrevessem livros muçulmanos, seguindo sempre o princípio: “o livro de Deus é-nos suficiente”. Era um muçulmano recém-convertido, fanático, odiava os livros e destrui-os muitas vezes porque não falavam do profeta.

É natural que terminasse a obra começada por Júlio César, continuada por Diocleciano e outros.

Se documentos sobreviveram a esses autos-de-fé, foram cuidadosamente guardados desde 646 d.C. e não mais reapareceram. E se certos grupos secretos possuem atualmente manuscritos provenientes de Alexandria, dissimulam isto muito bem.

Em 1692 foi nomeado para o Cairo um cônsul francês chamado Mailett. Ele assinalou que Alexandria é uma cidade praticamente vazia e sem vida. Os raros habitantes, que são sobretudo ladrões, e se encerram em seus esconderijos. As ruínas das construções estão abandonadas. Parece provável que, se livros sobreviveram ao incêndio de 646, não estavam em Alexandria naquela época; e supostamente a foram retirados por uma Ordem desconhecida. A partir daí tudo são hipóteses. Fiquemos nesse plano que nos interessa, isto é, o dos livros secretos que dizem respeito às civilizações desaparecidas, alquimia, à magia ou às técnicas que não mais conhecemos. Deixaremos de lado os clássicos gregos, cuja desaparição é evidentemente lamentável, mas escapa a nosso assunto.

Voltemos ao Egito. Se um exemplar do Livro de Toth existiu em Alexandria, César apoderou-se dele como fonte possível de poder. Mas o Livro de Toth não era certamente o único documento egípcio em Alexandria. Todos os enigmas que se colocam ainda sobre o Egito teriam, talvez, solução, se tantos documentos egípcios não tivessem sido destruídos.

E entre esses documentos, eram particularmente visados e deveriam ser destruídos, no original e nas cópias, depois os resumos: aqueles que descreviam a civilização que precedeu o Egito conhecido e deu origem as Escolas de Mistérios.

É possível que alguns traços subsistiam, mas o essencial desapareceu, e essa destruição foi tão completa e profunda que os arqueólogos racionalistas querem agora, que se possa seguir a história do Egito, desde seu inexplicável desenvolvimento da civilização do neolítico até as grandes dinastias, sem que nada venha a provar a existência de uma civilização anterior mais avançada.

Assim também a História, a ciência e a situação geográfica dessa civilização anterior nos são totalmente desconhecidas.

Formulou-se a hipótese que se tratava de civilização de Negros. Nessas condições, as origens do Egito deveriam ser procuradas na África. Talvez tenham desaparecido em Alexandria, registros, papiros ou livros provenientes dessa civilização desaparecida; outra corrente acredita que os chamados Reis Divinos fossem os últimos atlantes, já que o primeiro Faraó humano foi Manés, fundador da primeira dinastia.

Foram igualmente destruídos tratados de alquimia, os mais detalhados, aqueles que permitiram, realmente, obter a transmutação dos elementos. foram destruídas obras de magia. foram destruídas provas do encontro com extraterrestres do qual Bérose falou, citando os Apkallus.

Fonte: www.caminhodeavalon.hpg.com.br

Destruição da Biblioteca de Alexandria

A Biblioteca de Alexandria

Na sexta-feira da lua nova do mês de Moharram, no vigésimo ano da Hégira (isso equivale a 22 de dezembro de 640), o general Amr Ibn al-As, o emir dos agareus, conquistava Alexandria, no Egito, colocando a cidade sob o domínio do califa Omar. Era um dos começos do fim da famosa Biblioteca de Alexandria, construída por Ptolomeu Filadelfo no início do terceiro século a.C. para “reunir os livros de todos os povos da Terra” e destruída mais de mil anos depois.

A idéia de reerguer a mais formidável biblioteca de todos os tempos surgiu no final dos anos 70 na Universidade de Alexandria. Em 1988, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, assentou a pedra fundamental, mas foi só em 1995 que as obras realmente começaram. O suntuoso edifício de 11 andares, que custou US 212 milhões, boa parte dos quais pago pela Unesco, foi concluído no ano passado. Só a sala de leitura da biblioteca principal tem 38.000 m2, a maior do mundo. O acervo, que ainda não foi inteiramente reunido, deverá contar com 5 milhões de livros. Será interessante ver como o governo egípcio, que não é exatamente um entusiasta das liberdades de informação e expressão, administrará as coisas. Haverá, por exemplo, um exemplar dos “Versos Satânicos” (obra de Salman Rushdie, tida como ofensiva ao Islã)? E quanto a livros que critiquem o próprio governo egípcio? Todos os cidadãos terão acesso a todas as obras? Mas não é tanto a nova biblioteca que me interessa, e sim a velha, mais especificamente a sua destruição.

Na verdade, seria mais correto falar em destruições. Como nos mitos, há na extinção da Biblioteca de Alexandria uma série de componentes políticos. A historieta com a qual iniciei esta coluna é uma das versões. É contra os árabes. Existem outras, contra os cristãos, contra os pagãos. Nenhum povo quer ficar com o ônus de ter levado ao desaparecimento da biblioteca que reunia “os livros de todos os povos”. É curioso, a esse respeito, que o site oficial da biblioteca só registre as versões anticristã e antipagã. A contrária aos árabes é descartada sem nem mesmo ser mencionada. Utilizo aqui principalmente informações apresentadas pelo italiano Luciano Canfora, em seu excelente “A Biblioteca Desaparecida”.

Voltemos à velha Alexandria. Amr Ibn al-As não era uma besta inculta, como se poderia esperar de um militar. Quatro anos antes da tomada de Alexandria, em 636, ao ocupar a Síria, Amr chamara o patriarca e lhe propusera questões bastante sutis acerca das Escrituras e da suposta natureza divina de Cristo. Chegou a pedir que se verificasse no original hebraico a exatidão da “Septuaginta”, a tradução grega do Antigo Testamento, em relação a uma passagem do “Gênesis” que surgira na discussão.

Logo que chegou a Alexandria, Amr passou a frequentar João Filopão, um então já avançado em anos comentador de Aristóteles, cristão, da irmandade dos “filopões”. Era também um quase herético, que defendia teses monofisistas, mas essa é outra história.

No curso de uma das longas e eruditas discussões que travavam, Filopão falou a Amr da Biblioteca, contou como ela surgiu, que chegou a reunir quase 1 milhão de manuscritos e pediu a liberação dos livros remanescentes, que, como tudo o mais na cidade, estavam sob poder das tropas do general. O militar afirmou que não poderia dispor dos códices sem antes consultar o califa e prontificou-se a escrever para o soberano.

Algum tempo depois (estou relatando a versão curta da história), o emissário de Omar chegou com a resposta, que não poderia ser mais clara: “Quanto aos livros que mencionaste, eis a resposta; se seu conteúdo está de acordo com o livro de Alá, podemos dispensá-los, visto que, nesse caso, o livro de Alá é mais do que suficiente. Se, pelo contrário, contêm algo que não está de acordo com o livro de Alá, não há nenhuma necessidade de conservá-los. Prossegue e os destrói”.

É o que fez Amr. Dizem que ele distribuiu os livros entre todos os banhos públicos de Alexandria, que eram em número de 4.000, para que fossem usados como combustível. Pelos relatos, foram necessários seis meses para queimar todo aquele material. Apenas os trabalhos de Aristóteles teriam sido poupados.

A história é bonita, mas, como toda história, diz apenas parte da História. Em termos mais objetivos, o mais provável é que a Biblioteca tenha sucumbido a vários incêndios, e muitos deles foram apontados por renomados eruditos como os que causaram a destruição da Biblioteca. O iniciado por Amr a pedido do califa Omar teria sido o último dos últimos e também o mais credível, a confiar em Canfora.

Outro incêndio freqüentemente citado é o que teria sido provocado por Júlio César em 48 a.C., quando o general romano decidiu ajudar Cleópatra, que travava então uma espécie de guerra civil com seu irmão Ptolomeu 13, e ateou fogo à esquadra egípcia. O incêndio teria consumido entre 40 mil e 400 mil livros. Uma outra versão diz que o que sobrara da Biblioteca foi destruído em 391 da Era Cristã. Depois que o imperador Teodósio baixou decreto proibindo as religiões pagãs, o bispo de Alexandria Teófilo (385-412 d.C.) determinou a eliminação das seções que haviam sido poupadas por incêndios anteriores, pois as considerava um incentivo ao paganismo.

Na verdade, todas essas versões merecem alguma consideração e não são necessariamente incompatíveis, pois a Biblioteca, ao longo de mais de dez séculos de existência, foi se espalhando por vários edifícios e depósitos da cidade. O fogo em um deles teria poupado os demais, e vice-versa. (O incêndio provocado por César, por exemplo, ocorreu no porto. Só poderia, segundo Canfora, ter destruído livros recém-chegados ou prontos para ser embarcados, pois os edifícios principais da Biblioteca, o Museum e o Serapeum, ficavam longe do porto).

Fonte: www.estadoanarquista.org

Destruição da Biblioteca de Alexandria

O Racionalismo Cristão na Biblioteca de Alexandria

A literatura racionalista cristã está presente na milenar Biblioteca de Alexandria, cidade mais importante da República Árabe do Egito depois da capital, Cairo, desde sua reinauguração, em 2002.

A presença do Racionalismo Cristão na nova Biblioteca de Alexandria foi por ela entendida, na pessoa do seu diretor, como “um importante símbolo da cooperação internacional, com vista ao enriquecimento da Biblioteca”.

A Biblioteca de Alexandria, fundada por Ptolomeu I, Sóter, no século III a.C., integrava o Museu (à letra, Santuário das Musas) e a grande biblioteca (assim denominada para distingui-la da pequena biblioteca de Serápis, que lhe ficou anexa), mais tarde ampliada por Ptolomeu III, e deve o valor, o prestígio e o esplendor alcançados, principalmente, aos dois primeiros Ptolomeus.

O complexo – museu e biblioteca – formava uma espécie de universidade, a primeira do mundo, e constituía a maior maravilha da bela Alexandria.

A Biblioteca de Alexandria foi o cérebro e a glória – o primeiro verdadeiro instituto de investigação da história do mundo – da mais importante cidade do planeta.

A Biblioteca foi propositadamente destruída, quase na totalidade, no século V da nossa era, quando do assassinato de Hepátia, no ano 415, depois de um período de extraordinário vigor cultural e científico.

O que resta dessa biblioteca lendária é quase nada: uma cave subterrânea do Scrapeu (uma sua sucursal mais popular), o anexo da biblioteca, um antigo templo, posteriormente consagrado à sabedoria, e umas prateleiras bolorentas, talvez os únicos restos materiais (físicos).

Do conteúdo cultural e científico da gloriosa biblioteca não resta um único manuscrito. Em alguns casos apenas se conhecem os aliciantes títulos das obras então destruídas. Na sua maioria, não se conhecem os títulos das obras nem os autores. Sabe-se que, das 123 peças de teatro, de Sófocles, existentes na biblioteca só sete sobreviveram. Uma delas é o Rei Édipo. Igual destruição sofreram as obras de Ésquilo e Eurípedes.

A destruição da Biblioteca foi um crime inqualificável, uma perda incalculável e irreparável para a humanidade, foi como se a civilização inteira tivesse efetuado a sua autodestruição. Com ela extinguiu-se para sempre grande parte dos nossos laços com o passado, com a cultura elaborada, com as descobertas, as idéias fermentadas e as paixões vividas.

Demétrio de Falero (350-238 a.C.), filósofo e amigo de Ptolomeu I, visitou Alexandria em 295 a.C.. Influenciou, possivelmente, o projeto da biblioteca empreendido pelo rei, que não negligenciou os temas do espírito.

Os organizadores da grande biblioteca vasculharam todas as culturas e línguas do mundo. Foram enviadas delegações ao estrangeiro para comprar bibliotecas.

Calímaco (294-224 a.C.), gramático, e Apolônio de Rodes (295-215 a.C.), gramático e poeta épico, terão sido colaboradores iniciais na fundação da biblioteca e organização do fundo documental.

O Museu dispunha de salas de aula, instrumentos astronômicos, dez grandes laboratórios de investigação, cada um deles dedicado a um ramo diferente, fontes e colunatas, jardins botânicos, um jardim zoológico, salas de refeições onde, nos momentos de lazer, se fazia a discussão crítica das idéias.

O Museu dividia-se em departamentos especializados de matemática, astronomia, medicina (que incluía biologia) e literatura, mas não de filosofia. Torna-se, a partir de Ptolomeu II, um centro acadêmico de investigação de ponta.

Mantida pela generosidade dos reis, ali vivem sábios que encontram, no Museu, adequadas condições de trabalho e salário. Parece que nunca houve uma verdadeira biblioteca, no sentido habitual do termo, que não deixa de crescer. Continha 200 mil volumes, 400 mil, quando da morte de Ptolomeu II, que comprou um grande número de livros, especialmente de Aristóteles, e 700 mil, no tempo de César.

Os sábios da Biblioteca estudaram o cosmos. Cosmos com o significado de ordem universal, ordem que implica uma profunda ligação entre todas as coisas e exprime a admiração pelo modo intrincado e sutil como tudo se encontra ligado no universo.

Em torno da Biblioteca viveu uma comunidade de sábios e investigadores de matemática, física, literatura, medicina, astronomia, geografia, filosofia, biologia e engenharia. Ela foi o local onde a humanidade reuniu, pela primeira vez, séria e sistematicamente o conhecimento do mundo.

Naquela instituição onde a ciência e a sabedoria humana atingiram a maioridade de então, floresceu a genialidade que o Homem, na época, consentia e tinha disponível. Foi aqui que, no século III, a lei dos judeus, a Tora, foi, pela primeira vez, traduzida por 70 sábios que conheciam igualmente bem o hebraico e o grego. Era a Bíblia dos Setenta, como ficou conhecida.

O Antigo Testamento chegou até nós, diretamente da tradução grega feita na Biblioteca. Também aqui se desenvolveu a edição crítica. O grande tesouro da Biblioteca foram a inteligência, as atividades cultural e inteletual dos seus agentes, e uma excepcionalmente valorosa e valiosa coleção de manuscritos.

Carl Sagan, que temos vindo a acompanhar, considera ter sido Alexandria – na sua Biblioteca – o local onde os homens iniciaram, num sentido já nítido, a aventura inteletual que nos levou à costa do espaço.

A Biblioteca de Alexandria não se limitou a acumular conhecimentos adquiridos. Foi sempre encorajada a fazer – e nela fomentada – investigação científica.

Ponto de encontro de sábios que renasce das cinzas

Passaram pela Biblioteca de Alexandria muitos eruditos, filósofos e sábios, em torno dos quais se coligaram as primeiras gramáticas, os primeiros léxicos de palavras raras, se fundaram e fundamentaram os alicerces de muitas ciências.

A destruição proposital da Biblioteca de Alexandria foi um crime contra a humanidade, como se a civilização tivesse sido destruída às mãos de um poder sem amor e, portanto, sem moderação, sem ponderação e sem justiça.

As diversas versões, históricas ou não, sobre a destruição e incêndio do recheio da Biblioteca de Alexandria desfocam, variam e dispersam por diferentes personagens históricas o protagonismo na consumação do crime, mas não apagam a opressão e o medo de se poder aprender que foram suporte do ato. Entre outros nomes, são citados os de Júlio César (100 – 44 a.C.), Marco Antonio (83 – 30 a.C.), Cleópatra VII (69 – 30 a.C.), raínha do Egito, os imperadores romanos Aureliano (215 – 275) e Teodósio I (347 – 395), e o califa Omar I (581 – 644).

Certo é que Hepátia (370 – 415), a última grande figura da Biblioteca de Alexandria, foi brutalmente assassinada e queimada por fanáticos.

Hepátia, natural de Alexandria, desenvolveu uma extraordinária atividade, muito diversificada, distinguindo-se na matemática, na astronomia e na física, sendo ainda responsável pela escola de filosofia neoplatônica.

Não obstante, vivíamos uma época em que as mulheres tinham poucas oportunidades e eram tratadas como objetos. Hepátia moveu-se livremente sem se deixar inferiorizar em domínios tradicionalmente exclusivos dos homens.

Alexandria do tempo de Hepátia, já há muito sob o domínio romano, era uma cidade longe do seu esplendor. Vivia-se sob grande pressão. A escravidão tinha retirado à civilização a grande vitalidade que a caracterizava.

Hepátia foi vitima de poderosas forças sociais. Apesar do grande perigo que corria, continuou a ensinar e a publicar, até que, no ano de 415, a caminho do seu trabalho, foi atacada por um grupo de fanáticos. Os agressores arrastaram-na para fora do carro, arrancaram-lhe as roupas e, com conchas de abalone, separaram-lhe a carne dos ossos. Seus restos mortais foram queimados e seus trabalhos, destruídos.

Tudo o que restava da Biblioteca de Alexandria foi destruído e incendiado a seguir à morte de Hepátia. Do conteúdo científico da gloriosa Biblioteca não resta um único manuscrito. A glória da Biblioteca passou a ser, desde então, apenas uma recordação.

Com a destruição da Biblioteca, o vigor da ciência só é retomado, praticamente, a partir da Revolução Científica do século XVII.

Na Alexandria de hoje desapareceram praticamente os vestígios da antiga Alexandria. Há as marcas de uma cidade da civilização industrial.

A nova Biblioteca de Alexandria foi inaugurada a 16 de outubro de 2002, com o patrocínio do governo egípcio e da Unesco.

O teto do edifício tem a forma de um disco solar reclinado, com 160 metros de diâmetro, que parece estar pronto a iluminar o planeta.

A Biblioteca inclui, nomeadamente, quatro bibliotecas especializadas, vários laboratórios e faz parte de um conjunto arquitetônico onde existem um planetário, dois museus e uma sala de congressos e exposições.

A presença do Racionalismo Cristão na nova Biblioteca de Alexandria foi por ela entendida, na pessoa do seu diretor, como “um importante símbolo da cooperação internacional, com vista ao enriquecimento da Biblioteca”.

A presença do Racionalismo Cristão na nova Biblioteca de Alexandria é um testemunho de amor e um novo farol, agora de Luz Astral Puríssima, uma continuadamente nova mensagem de universalidade e universalismo, de espiritualidade e de inteletualidade dirigida a toda a humanidade, para a sua evolução espiritual, simbolicamente entregue à instituição herdeira de um marco inolvidável da História do Homem neste planeta como seu mundo-escola.

Ponto de referência do conhecimento humano

Pela Biblioteca de Alexandria passaram homens como:

Eratóstenes, diretor da grande Biblioteca, era astrônomo, historiador, geógrafo, filósofo, poeta, crítico teatral e matemático. Determinou o perímetro da circunferência da Terra, descobrindo, assim, ser este um planeta pequeno. Trata-se de um cálculo notável pela sua pequeníssima percentagem de erro, embora efetuado há 2.200 anos. Traçou um mapa da Terra e defendeu que se podia atingir a Índia, navegando para Oeste, a partir de Espanha.
Entre os bibliotecários de Alexandria podemos citar Zenódoto de Éfeso, Apolômio de Rodes, Aristófenes de Bizâncio e Aristarco de Samatrácia.
Hiparco, astrônomo que fez o mapa das constelações e determinou o brilho das estrelas. Para ele as estrelas nascem, deslocando-se lentamente ao longo dos séculos, e acabam por morrer. Foi o primeiro a elaborar um catálogo indicativo da posição e magnitude das estrelas, de modo a poder-se detetar as mudanças.
Euclides, o brilhante sistematizador da geometria. Redigiu um tratado de geometria – Elementos – no qual, ainda hoje, aprendemos, passados 24 séculos. Esse trabalho contribui para despertar o interesse científico, nomeadamente, de Kepler, Newton e Einstein. Euclides terá tido oportunidade de dizer ao seu rei que se debatia com um problema matemático: “Não existe qualquer caminho real para a geometria”.
Dionísio de Trácia, que definiu as diferentes partes do discurso. Fez pelo estudo da linguagem o que Euclides fez pelo da geometria.
Herófilo, fisiólogo, identificou, com segurança, o cérebro, em vez do coração, como o órgão por onde a inteligência se exprime.
Galeno, cujos estudos acerca da medicina e da anatomia dominaram a ciência, até ao Renascimento, sendo o seu nome inesquecível.
Herón de Alexandria, inventor das engrenagens de rodas dentadas, dos motores a vapor e autor de Autômata, o primeiro livro sobre autômatos.
Apolônio de Perga, o matemático que estabeleceu as formas das seções cónicas – elipse, parábola e hipérbole –, as formas, tal como agora sabemos, das órbitas dos planetas, cometas e estrelas. Dezessete séculos depois, os escritos de Apolônio sobre as seções cónicas foram usados por Kepler para compreender o movimento dos planetas.
Arquimedes, o maior génio da mecânica até à época de Leonardo da Vinci.
Ptolomeu, astrônomo e geógrafo que compilou muito do que hoje faz parte da pseudociência, a astrologia. O seu universo, centrado na Terra, dominou durante 1500 anos. Verificamos, pois, que a capacidade inteletual não evita erros graves.

Entre esses grandes homens não se pode esquecer uma grande mulher, Hepátia, matemática e astrônoma, a última luz da Biblioteca de Alexandria, cujo martírio até à morte está associado à destruição da Biblioteca, sete séculos depois da sua fundação.

Fonte: www.arazao.net

Destruição da Biblioteca de Alexandria

Fim da biblioteca

Tem-se pensado, sendo esta a versão que ainda figura em muitos manuais de história, que a Biblioteca de Alexandria foi incendiada, pela primeira vez, durante a invasão de César ao Egipto em 47 d.C..

Esta teoria está hoje abandonada. Na altura em que César mandou incendiar os navios do porto, terão ardido simplesmente mercadorias, armazéns, e pacotes de livros que estavam no cais para serem transportados para Roma.

A Biblioteca e o Museu terão sido realmente incendiados, juntamente com o Bruquion, em 273 da era cristã, na época do imperador Aureliano, durante a guerra com a princesa Zenóbia. Depois deste acontecimento, a biblioteca foi reconstruída num Museu mais uma vez renovado.

Em 391 d.C., o famoso templo de Serápis (ornamentado com mármores, ouro e alabastro de primeira qualidade) que também possuía uma biblioteca, foi destruído a mando do Patriarca cristão Teófilo que dirigiu um ataque aos templos pagãos. Todo o bairro onde se situava o templo, Rhaotis, foi então incendiado.

Em 642 d.C., data em que os árabes ocuparam a cidade, não é possível dizer se a Biblioteca e o Museu ainda existiam na sua forma clássica. Pensa-se que terá sido nesta época que os livros da biblioteca terão sido destruídos. Conta-se que o Califa Omar teria ordenado ao Emir Amr Ibn Al que procedesse à destruição dos livros que não estivessem de acordo com o Corão.

Diz-se que o Omar teria justificado a destruição com estas palavras:

Se os escritos dos Gregos concordam com as Sagradas Escrituras, não são necessários; se não concordam, são nocivos e devem ser destruídos».

Mas, também a credibilidade desta história tem sido contestada por muitos estudiosos. De qualquer modo, o magnífico recheio da Biblioteca terá acabado nos fornos que, durante três meses, aqueceram os numerosos banhos públicos da cidade. Apenas terão sido poupados os livros de Arístóteles

O que hoje resta desta lendária biblioteca é uma cave húmida, esquecida nas ruínas do antigo Templo de Serápis e algumas prateleiras bolorentas que sobreviveram até aos nossos dias (cave que Carl Sagan, no 1º programa da série Cosmos, que vivamente recomendamos, nos permite visitar).

Destruição da Biblioteca de Alexandria
A Biblioteca de Sarajevo depois do bombardeamento de que foi alvo em 1992

A destruição da biblioteca de Alexandria é um acontecimento de consequências incalculáveis. Sepultando para sempre a esmagadora maioria das obras da Antiguidade clássica (por exemplo, das 800 peças de comédia grega apenas restam algumas obras de Plauto e Menandro), o incêndio da Biblioteca de Alexandria constitui um dos mais dramáticos acontecimentos de toda a História da cultura.

Como escreve Carl Sagan (1980: 30) “Existem lacunas na História da Humanidade que nunca poderemos vir a preencher. Sabemos, por exemplo, que um sacerdote caldeu chamado Berossus terá escrito uma História do Mundo em três volumes, na qual descrevia os acontecimentos desde a Criação até ao Dilúvio (período que ele calculava ser de 432 mil anos, cerca de cem vezes mais do que a cronologia do Antigo Testamento!). Que segredos poderíamos desvendar se pudéssemos ler aqueles rolos de papiro? Que mistérios sobre o passado da humanidade encerrariam os volumes desta biblioteca?”

Na verdade, segundo diversos historiadores muçulmanos e não muçulmanos, a história do envolvimento de Omar tem pouca credibilidade. A história teria sido inicialmente transmitida pelo muçulmano Abd al-Latif, historiador de Saladino. Saladino, um muçulmano sunita, na sua senda de expulsar os Cruzados e unir os muçulmanos, derrotou os Fatimidas (seita derivada do xiismo, considerados heréticos mesmo pelos xiitas muçulmanos) que reinavam no Egipto, após o que teria mandado destruir os livros heréticos que os Fatimidas tinham na Grande Biblioteca do Cairo. É neste contexto que Abd al-Latif conta a “história” de Omar e da Biblioteca de Alexandria. Mais tarde, em 1663, a história foi retomada por Edward Pococke na sua tradução de “História das Dinastias”. Em 1713, esta mesma história foi considerado uma falsificação por Frei Eusèbe Renaudot, posteriormente suportado por Alfred J. Butler, Victor Chauvin, Paulo Casanova e Eugenio Griffini. Mais recentemente, em 1990, Bernard Lewis, conhecido crítico do Islão, também contestou a história do envolvimento do califa Omar.

Da mesma maneira, e de acordo com o classicista egípcio Mostafa el-Abbadi, Ibn al-Qifti (contemporâneo de Abd al-Latif) teria escrito em 1224 que o recheio da Biblioteca de Alexandria teria terminado nos fornos dos banhos públicos. Segundo el-Abbadi, a história teria sido inventado por al-Qifti para justificar a venda dos recheios das livrarias de Alexandria pelo seu amo Saladino que, assim, teria angariado financiamento para a sua luta contra as Cruzadas. Mas, perguntam muitos, se a Biblioteca já tinha sido queimada, logo no início da conquista do exército de Omar, como explicar a existência de tantos papiros para serem queimados em banhos públicos, e por mais durante três meses? Por outras palavras, se a história de Abd al-Latif não corresponde à verdade, também a de Ibn al-Qifti oferece pouca credibilidade. Acresce ainda que não existem comentários contemporâneos de tal bárbarie. Os escritos da literatura medieval do Islão, das igrejas Coptas e doutras orientações cristãs, assim como os dos Bizantinos e os Judeus, são omissos sobre uma tamanha destruição (informações gentilmente cedidas pelo Sr.Tayeb Habib)

Hoje, 1300 anos depois da sua destruição, a Biblioteca de Alexandria encontra-se em fase de renascimento.

Na verdade, o governo egípcio, em estreita colaboração com a UNESCO, decidiu construir uma nova biblioteca em Alexandria que se prevê que possa vir a constituir um importante foco de cultura, educação e ciência. Foi num memorável encontro realizado em Aswan, em 12 de Fevereiro de 1990, que foi assinada a Declaração de Aswan pelos membros da Comissão Honorária Internacional, incluindo Chefes de Estado e dignatários mundiais.

Digamos que a comunidade internacional, ao apoiar o projeto do renascimento da antiga Biblioteca de Alexandria, deu o primeiro passo no sentido de apagar o desastre causado pelo incêndio que queimou a velha biblioteca, há mais de 1300 anos.

O Projeto tem por objetivo construir uma biblioteca pública universal que patrocinará estudos intensivos sobre a herança histórica e cultural contemporânea da região.

A biblioteca deverá fornecer às comunidades nacionais e internacionais de professores e investigadores todos os conhecimentos relacionados com as civilizações egípcia, alexandrina, antigas e medievais. Possuirá importantes coleções de ciência moderna e recursos tecnológicos para ajudar os estudos de desenvolvimento sócio-econômico e cultural no Egipto e na região.

Localização

A Biblioteca Alexandrina situar-se-á junto à Universidade de Alexandria, Faculdade de Artes, em Shatby, com vista para o Mar Mediterrâneo na maior parte do seu frontão norte. A biblioteca estará pois perto do antigo complexo biblioteca-museu no Bairro Real, no distrito então conhecido por Bruguian, onde recentemente se descobriram marcas da civilização Greco-Romana que estarão em exposição no museu da Biblioteca. Na vista panorâmica da Porta Oriental circular, encontra-se a serena e velha Citadela Mameluke de Qait Bey, erigida em 1480 no local do famoso Farol.

O projeto do novo edifício

O projeto consiste num simples círculo inclinado para o mar, parcialmente submerso numa piscina de água – a imagem do sol egípcio – que em termos contemporâneos iluminará a civilização humana. Desenhado como uma seta, uma passagem elevada liga a Universidade de Alexandria ao Corniche. O edifício está rodeado por uma muralha em granito de Aswan gravado com letras caligráficas e inscrições representativas de todas as civilizações do mundo.

Esta conceptualização pretende simbolizar a herança da região com o pretendido renascimento do brilho cultural de uma Biblioteca que pretende cheguar a todos os cantos do mundo.

Destruição da Biblioteca de Alexandria
Projeto da nova Biblioteca de Alexandria

O complexo inclui ainda um Centro de Conferências (3200 lugares), um museu de ciência, um planetário, uma escola de estudos da informação, um instituto de caligrafia e um museu histórico.

O vencedor do primeiro prémio da competição internacional de arquitetura de 1989 foi o escritório arquitetural de Snohetta. O Consórcio Snohetta/Hamza foi contratado em Outubro de 1993 para o esboço, implementação e supervisão da construção do projeto.

Destruição da Biblioteca de Alexandria
Projeto da nova Biblioteca de Alexandria

No âmbito do apelo dirigido pela UNESCO à comunidade internacional no sentido da sua participação ativa no projeto têm sido recebidas inúmeras contribuições em livros de indivíduos e governos de todo o mundo. Vários seminários e simpósios reunindo peritos e professores de todas as áreas, foram já organizadas com vista à recolha de contributos de toda a espécie para a futura Biblioteca Alexandrina.

Entretanto, por todo o mundo, têm sido constituídas associações de amizade com a Biblioteca Alexandrina: em Alexandria, Espanha, México, Reino Unido, Estados Unidos da América, Grécia e França, que pretendem apoiar o Projeto de diversas maneiras.

Fonte: www.educ.fc.ul.pt

Destruição da Biblioteca de Alexandria

BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA – O SEGREDO DOS LIVROS RAROS

A BÍBLIA DOS 72 – SEPTUAGINTA

Quando Aristeu, aproveitando as boas circunstâncias da autorização de Ptolomeu para a tradução do Pentateuco para o grego, lhe pediu para libertar os judeus cativos desde o tempo de Sóter na campanha da Síria que eram cerca de 100.000.

Não pensou que o soberano aquiescesse de tão bom grado,apesar de Sosíbio de Tarento e André, os dois chefes da guarda pessoal do rei também partilharem desta libertação. Este gesto foi quase uma credencial junto de Eleazar,sumo sacerdote de Jerusalém,e reforçou a chegada da missiva de Ptolomeu onde este dizia que para bem de todos os judeus daqui e doutras partes do mundo, para conhecimento de todos os povos deveria a lei hebraica ser traduzida para o grego e figurar na biblioteca a par dos mais raros dos livros.

Foi ester selar das boas relações entre os dois povos finalizado com a chegada a Alexandria de 72 sábios judeus cuja erudição e escolha foi feita em 6 por cada tribo de Israel.

Foi levado a cabo uma homenagem aos vindos, que durou sete dias com vários banquetes, durante estes Ptolomeu pode aferir do comportamento e frugalidade de pose dos estudiosos que o maravilharam na dialética, perguntava-lhe o soberano:” Como conservar o reino? “; “Como ter o assentimento dos amigos?”; “Como transmitir o reino intacto aos herdeiros?”,e assim por diante. Mnedemo de Erétria, um dos presentes, um dialético que frequentara a Academia de Atenas, foi incapaz de discussão tão estravagante, mas os velhos anciãos não desanimaram e tiveram sempre respostas respeitosas e originais lembrando a idéia da omnipotência divina até mesmo na mais recôndita interrogação da mente humana.

Démetrio o plenipotenciário da biblioteca levou os 72 sábios para a ilha de Faros, num palácio quase junto ao farol,ali em maior sossego do que no Museu , os 72 eruditos fizeram todo o trabalho de tradução em 72 dias. Nasceu a Septuaginta a versão da Bíblia Hebraica para o grego Koiné. Embora com alguma contorvérsia (mais tarde), quanto à existência desta versão pré-cristã do velho testamento em grego , pois nunca foi encontrada nenhuma versão da mesma datada de antes de Orígenes(185-253 d.C.). A Septuaginta foi muito enaltecida na antiguidade,entre várias menções destacam-se as de Filon de Alexandria e de Flávio Josefo.

II APOGEU E DESTRUIÇÃO DA MAIS CÉLEBRE DAS BIBLIOTECAS

Não é só aos árabes que se deve atribuir a destruição da biblioteca de Alexandria em 646 da nossa era.Anteriormente outros actos de destruição puseram em causa todo o acervo de saber acumulado durante séculos. A biblioteca de Alexandria parece ter sido fundada por Ptolomeu I, ou Ptolomeu II. A cidade, como o seu nome indica, por Alexandre o Grande, nos começos do Inverno de 331 a.C. . Alexandria foi talvez a primeira grande cidade do mundo a ser construida unicamente com pedra e quase sem nenhuma utilização de madeira.

A biblioteca compunha-se de dez grandes salas e de câmaras separadas para os sábios, professores e estudiosos acreditados, salas de refeições e jardins. Parece ter sido Demétrio de Falerno,o primeiro plenipotenciário da biblioteca, nascido entre 354 e 348 a.C., contemporâneo e conviva de Aristóteles. Demétrio chegou a ser governador de Atenas durante dez anos.

Homem de grandes horizontes intelectuais, mecenas das artes, e até “um árbitro da elegância”, contam os anais que foi o primeiro homem em Atenas a dar aos seus cabelos a coloração loura Após várias convulsões políticas é banido do governo e parte para Tebas, lá escreve um grande número de obras, das quais uma tinha um título estranho”Acerca de aparições e cintilâncias de luz nos céus”. Talvez a primeira obra sobre Discos Voadores. Em 297 a.C. o Faraó Ptolomeu convida-o a instalar-se em Alexandria e fundar a biblioteca.

Entretanto 14 anos volvidos Ptolomeu I morre, e seu filho Ptolomeu II, que não apreciava muito Demétrio,exila-o em Busiris no Egipto, onde este morre da mordedura de uma serpente. É então nomeado bibliotecário responsável Zénodotus de Efeso.

Depois sucendem-se durante vários séculos outros bibliotecários, tais como: Callimachus de Ciréne, Apollonius de Rodes,Eratosthénes,Aristophanes de Bizâncio,Aristarchus de Samotrácia, tantos quanto é dado saber dos registos.

Durante este período o acervo da biblioteca prospera em numero de obras e raridade das mesmas: pergaminhos,mapas raros ,gravuras.

Para tudo isto contribuia a chegada incessante de barcos com livros para serem copiados e outros originais para aumentarem o acervo, sabia-se quase tudo sobre Roma um inimigo que mais tarde haveria de ser letal.

A primeira delapidação séria ocorre no ano de 47 a.C. aquando da presença de Júlio César e suas legiões no Egipto. A biblioteca estava no seu apogeu no que consta ao acervo,constava nesse tempo, e hoje julgamos ser verdade que existiam codificações raras e secretas, livros que podiam dar um poder quase ilimitado a quem deles se apoderasse.

No momento em que César chega a Alexandria, a biblioteca devia possuir cerca de 700.000 livros,porque existiria tanto medo no que estava exposto nalguns deles?

Alguns documentos raros, de hoje, dão-nos a indicação de que existiam obras de todos os grandes pensadores e escritores gregos clássicos e outros de nomeada: Euclides,Aristarco de Samos,Arquimedes,Galeno, Herófilo,Hipátia,Ptolomeu; mas também obras que se diziam heréticas perigosas e imcompreendidas por algum poder vigente ou correntes religiosas.

A obra de Bérose era uma das que inquietava.

Sacerdote babilônio refugiado na Grécia, descreve numa obra ” História do Mundo” um avistamento e um encontro com o que se póde chamar hoje ” entra-terrestres”: chamava-lhe “Apkallus”,semelhantes a peixes, viviam dentro de um envolucro semelhante a um escafandro. Ainda segundo esta descrição de Bérose, estes homens vindos das estrelas pretendiam entregar aos homens conhecimentos científicos. Bérose tinha vivido no tempo de Alexandre o Grande, e até à época de Ptolomeu I.

Tinha sido sacerdote de Bel-Marduk na Bbilónia. Era historiador, astrónomo e astrólogo. Inventou um calendário solar semi-circular; e o relógio de Sol;escreveu um tratado sobre o antagonismo entre os raio solares e os lunares e seus efeitos, o que se chama hoje inferência da Luz. Há elementos que fazem supor que a famosa Sibila, que profetizava,era sua filha.

Perdeu-se a ” História do Mundo ” de Bérose,restam-nos alguns fragmentos, mas a totalidade da obra estava em Alexandria e relatava o que os enviados do espaço tinham ensinado. Encontrava-se tabém em Alexandria a obra completa de Manéthon,sacerdote e historiador egipcio,contemporâneo de Ptolomeu I e Pltolomeu II,tudo indica que foi o último grande estudioso e codificador de todos os grandes segredos do antigo Egipto.

O seu nome póde-se interpretar como o ” Bem amado de Toth” ou ” Detentor da verdade de Toth”. Este homem sabia tudo sobre o Egipto, estudando todas as formas de escritos hieroglificos, tinha tido ainda contácto com os últimos anciãos dos Templos. Deixou ainda uma obra de 8 livros, e reuniu na biblioteca quarenta rolos de pergaminho cuja escolha e raridade continha todos os segredos do mundo oculto egipcio e provavelmente do livro de Toth.

Se esta coleção não tivesse sido destruida,provavelmente poderiamos hoje saber tudo o que nos falta sobre os segredos dos primórdios do aparecimento do povo que deu lugar ao Egipto. Existia ainda na biblioteca de Alexandria obras do historiador fenício Mochus, que já descrevia muitos elementos que se enquadram hoje na base da Teoria Atómica. De todos estes manuscritos não restou nenhum,sómente referências a fragmentos. Sabemos,também hoje, que existia uma seção “Ciência das Matemáticas”; outra de ” Ciências Naturais”, existia ainda um catálogo geral que também foi destruido. Júlio César começou por ser para a história o primeiro destruidor.

Ainda hoje passados 2000 anos, se levantam partidários da inocência de César e partidários da sua culpa. Na verdade é que há registos que nesse ano de 47 a.C. , com a presença de César em edificios contíguos ao porto, manisfeta-se um grande e violento incêndio; teriam ardido cerca de 70.000 obras ( quantidade que seria difícil de apurar); outros atribuiem que César procurava o ” Livro de Thot” e outros manuscritos egipcios de saber raro, grande parte das preciosidades estavam num armazém do porto contíguo a lugares dos edificios dos silos.

Começam nestes o incêndio de grandes proporções que alastrou ao depósito de papiro virgem e aos livros que deveriam ser embarcados. Mas a ofensiva maior no que toca a destruição começou por ser lançada pela imperatriz Zenóbia,voltam a desaparecer livros muito raros. Depois segue-se outro rude golpe no saber milenar. O Imperador romano Diocleciano (284-305 depois de J.C.), esta intenção de destruição está bem documentada.

Diocleciano queria que fossem destruidas todas as obras que transmitissem os segredos da fabricação de ouro e prata. Portanto todas as obras de Alquimia. Ele receava que os egipcios pudessem fabricar frequentemente ouro e prata e reforçar o exército, dotarem-se de uma armada forte e aliciarem mercenários e alianças com reinos vizinhos contra Roma. Diocleciano além de mandar destruir inúmeras obras raras e de grande saber para a humanidade. Mandou em 295 perpetrar um massacre violentissimo contra todos os cristãos que viviam em Alexandria.

Hoje não temos a lista de manuscritos destruidos,mas seguramente figuravam entre eles obras de Pitágoras,Salomão, e do próprio Hermes. Não obstante tudo isto a Biblioteca continuou a sua obra de se ir recompondo destas perdas até à tomada dos árabes ( os árabes,com algumas excepções,já tinham destruido dentro do próprio Islão-Pérsia, um grande número de livros secretos de magia,alquimia e astrologia).

A palavra de ordem dos conquistadores era: « Não há necessidade de outros livros que o livro, isto é o Corão.

Assim, a destruição de 646 visava a destruição dos livros impuros.

O historiador muçulmano Abb al-Latif (1160-1231) escreve: « A biblioteca de Alexandria foi consumida pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo por ordem de Omar o vencedor.» O próprio Omar era tão fanático que se opunha a que no próprio Islão fossem ensaidas obras sobre o Profeta,confortava-se dando ao intento de destruição um fim de combater o impuro,dado que nenhum daqueles livros falava do Profeta.

Com a ordem de Omar, Amr ibn-el-As mandou retirar milhares de rolos de papiro, e livros,mapas e outras preciosidades da biblioteca,destribuindo-os como combustíveis para as fornalhas das Hammas ( salas de banhos e saunas). Em 1692 o consul de França, M. de Maillet,nomeado no Cairo. Faz grandes pesquizas em Alexandria,diz-se que a cidade era quase vazia e deserta, os únicos habitantes eram compostos de muitos salteadores que viviam nas multiplas ruínas da cidade. Nenhuns livros de interesse foram encontrados, se restaram alguns foram levados para locais incertos.

Certamente escaparam ainda muitos livros raros; parece datar de 391 a última presença de duas sinarquias que lutavam pela guarda dos livros secretos da Biblioteca de Alexandria. A ” Ordem Branca” que os queria perservar e os “Homens de Negro”que se empenhava na sua destruição final.

Não tivesse persistido esta sanha destrutiva no decorrer de largos períodos da história,e talvez hoje tivessemos mais adiantados na resolução dos grandes mistérios da Arqueologia,das Civilizações desaparecidas,da Evolução,da Ciência e do Espaço Estelar.

Resta-nos essa guarda perseverada só conhecida dos últimos dos iniciados,talvez à espera do derradeiro momento das necessidades humanas, dos ensinamentos dos últimos Atlantes virá o derradeiro códice que continuará a vida noutro local.

Fonte: arimateia2117.spaces.live.com

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