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Império Romano

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Império Romano, em seu apogeu (117 e.C), foi a estrutura política e social mais extensa da civilização ocidental. Por volta de 285 dC, o império havia se tornado muito vasto para ser governado pelo governo central de Roma e, portanto, foi dividido pelo imperador Diocleciano (284-305 dC) em um Império Ocidental e outro Oriental.

Império Romano começou quando Augusto César (27 AC-14 DC) se tornou o primeiro imperador de Roma e terminou, no oeste, quando o último imperador romano, Rômulo Augusto (475-476 DC), foi deposto pelo Rei germânico Odoacro (476-493 dC). No leste, continuou como Império Bizantino até a morte de Constantino XI (1449-1453 CE) e a queda de Constantinopla para os turcos otomanos em 1453 CE. A influência do Império Romano na civilização ocidental foi profunda em suas contribuições duradouras para praticamente todos os aspectos da cultura ocidental.

Um império é um sistema político no qual um grupo de pessoas é governado por um único indivíduo, um imperador ou imperatriz. O Império Romano começou com o reinado do Imperador Augusto.

O poder do Senado foi limitado e tornou-se um órgão de apoio ao imperador.

O período entre Augusto e Diocleciano é chamado de Alto Império, enquanto o Baixo Império é a era entre Diocleciano e a queda do Império Romano no Ocidente.

Império Romano – História

Império Romano

A fundação de Roma aconteceu no décimo primeiro dia antes das calendas de maio. Quanto a esse ponto todos concordam, e os romanos comemoram a data como aniversário de sua pátria.

A História romana começa por um período mais ou menos lendário, durante o qual a tradição clássica faz reinar sete reis sucessivos de 753 a 510 a.C.

Em 510, quando foi proclamada a República, Roma, cuja população resultava da fusão dos Ramnenses (Latinos), dos Ticienses (Sabinos) e dos Lúceres (Etruscos), já possuía um certo número de instituições: patriciado e clientela, assembleia curial, senado…

O estabelecimento da República deu lugar à criação de novas funções. Tais como o consulado e a ditadura.

Os primeiros tempos da República foram preenchidos quase totalmente pela luta dos patrícios e dos plebeus, que terminou no ano 300 pela admissão destes a todas as magistraturas.

Solidamente constituída no interior, Roma pensou então em dilatar o seu território: de 496 a 270, conquistou o resto da Itália; de 264 a 201 fez as duas primeiras guerras púnicas; de 200 a 130, interveio no Oriente, destruiu Cartago (terceira guerra púnica, 146), transformou a Grécia em província romana, passando a experimentar a influência benéfica dos Helenos vencidos.

As lutas internas, porém, perderam a República (rivalidade de Mário e de Sila; triunvirato de César, Pompeu e Crasso; rivalidade de Pompeu e César depois da conquista da Gália; ditadura e assassinato de César; rivalidade de Otávio e Antônio). Vencedor em Áccio em 31 a.C., Otávio ficou exclusivo senhor do mundo antigo; foi proclamado imperador (imperator) sob o nome de Augusto, reunindo nas suas mãos todos os poderes, todas as magistraturas.

O próprio Virgílio, poeta da glória romana, havia apontado a grandiosa missão de Roma, e foi com força civilizadora que ela ascendeu e dominou. Suas maiores conquistas foram completadas nos dias da República.

Em sete séculos, uma aldeia de pastores junto ao Tibre, que se pretende fundada pelos gêmeos Rômulo e Remo em 753 a.C., tornou-se senhora do Mediterrâneo e de grande parte da Europa continental.

Conseguiu-o apenas pelo valor de seus lavradores-soldados, por seu gênio organizador e sua habilidade em fazer que as nações subjugadas se sentissem à vontade sob a águia romana.

Um governo admiravelmente equilibrado, concebido para administrar uma cidade apenas, regia todo o império. O Senado romano, composto de romanos conceituados, supervisionava toda a legislação, controlava os gastos, tratava com potências estrangeiras, decidia sobre guerra e paz e, em conjunto, representava Roma.

A maioria dos patriotas que cravaram seus punhais em Júlio César, nos Idos de Março de 44 a.C., eram senadores. Para eles, o ato sanguinário era o único meio de salvar a República. Contudo, matando o possível monarca, eles não mataram a ambição. O sobrinho-neto e filho adotivo de César, Augusto, logrou êxito onde falhara seu pai de criação. E assim nasceu um império que duraria cinco séculos, protótipo de todos os impérios coloniais dos tempos modernos. Entre seus setenta e tantos imperadores houve homens bons, maus e medíocres, sábios, cruéis, fracos e fortes. Um deles, Marco Aurélio, filósofo, deixou-nos suas Meditações, livro inspirador. Alguns, como Trajano, o Espanhol, provinham de outras terras. Outros, pretendentes rivais ao trono, combateram-se mutuamente até à morte.

Teoricamente, o Imperador era o melhor homem disponível. Na prática, muitas vezes não passava de um reles cavaleiro de fortuna. Seu poder, constituído pela soma total de todos os postos-chave administrativos e eletivos da extinta República, era absoluto. O Senado foi reduzido à impotência. Enquanto gozasse de popularidade junto às forças armadas, o governante pairava acima da lei. O assassinato, única forma de reação a esse governo de um só homem, era usado franca e eficientemente.

Por volta do século III da era cristã, já o Império se estendia desde a Bretanha até à fronteira da Pérsia; do Reno e do Danúbio às areias do Saara. Cerca de 100 milhões de pessoas o habitavam. Um exército de 300.000 legionários bem pagos garantia a sua defesa. Uma rede de estradas  algumas das quais conservam até hoje seus bem construídos pavimentos romanos  entrecruzava-se por todo o vasto domínio.

Naves de guerra patrulhavam as águas. O correio deslocava-se a uma espantosa velocidade de 65 quilômetros por dia. Mercadorias dos extremos da Terra chegavam continuamente a Roma.

À exceção de ocasionais incidentes de fronteira, a famosa Pax Romana permaneceu intacta durante 250 anos. O Império era um lugar seguro para se viver.

Uma civilização uniforme mantinha solidamente unidas as províncias. Em todas as cidades importantes, os deuses romanos eram cultuados nos mesmos grandes templos colunados. Jogos espetaculares e sangrentos combates de gladiadores, corridas de carros, lutas com animais ferozes ? eram promovidos nos mesmos estádios gigantescos. Funcionários civis altamente preparados distribuíam justiça. A propriedade era protegida.

O crime era punido, mas os cidadãos romanos podiam invocar o direito de serem julgados pelo próprio Imperador. Como padrão da arte de governar e de organização, o Império jamais foi suplantado.

Roma era o centro palpitante desse superestado. Com cerca de 19 quilômetros de circunferência, tinha-se tornado a maravilha do mundo. Desde que o primeiro imperador, Augusto, em suas próprias palavras, a encontrou “feita de tijolos e deixei-a feita de mármore”, uma série de governantes havia esbanjado somas fabulosas no embelezamento de Roma. Um estádio, o Circus Maximus, acomodava 250.000 espectadores.

Onze aquedutos traziam diariamente mais de 1,3 bilhões de litros de água fresca das montanhas para a capital. Balneários, cujos grandes átrios abobadados eram milagres de engenharia, enchiam-se, todos os dias, de romanos que trocavam boatos e se distraíam.

Contemplada da Colina de Palatino, suntuoso palácio dos césares, Roma era uma vista tão magnificente que um príncipe persa, visitando-a no ano 357 da nossa era, admirou-se: “As pessoas serão mortais aqui?”

Hoje, porém, sabemos que essa magnificência era, na realidade, pouco mais que uma miragem. A disseminação da riqueza era reduzida; o que faltava a Roma era uma alta classe média.

As estatísticas mostram que a mesma Roma que deslumbrava os visitantes com sua grandeza imperial possuía apenas 1.800 residências particulares suntuosas ao lado de 46.600 cortiços miseráveis.

Um minúsculo grupo de elite social equilibrava-se precariamente sobre um proletariado miserável e fervilhante, que vivia de migalhas imperiais e do proverbial “pão e circo”.

Nem a opulência dos que estavam por cima era tão extravagante ou “obscena” como a imaginam ficcionistas. As aparências eram mantidas quase que só com custosos banquetes.

“Muita tolice tem sido dita sobre o luxo dos romanos como uma das causas de seu declínio”, escreve J. C. Stobart em A Grandeza que foi Roma.

E, se esquecermos a depravação pessoal de certos imperadores, a sociedade romana não parece devassa ou perversa. Crime organizado, drogas, marginais, poluição urbana Roma não tinha realmente qualquer desses problemas. Muito embora, a prostituição, masculina e feminina, fosse um fato da vida, e o divórcio fosse fácil, seria preciso torcer a História para afirmar que Roma “declinou e caiu” por causa da corrupção moral.

Então, que estava errado?

Em primeiro lugar, a busca da felicidade era bloqueada a cada passo por um sistema social inflexível. Poucos conseguiam esgueirar-se através das barreiras sociais. Uma poderosa burocracia, cujos métodos incluíam a tortura, oprimia a população, muitas vezes destruindo lhe as bases da subsistência.

Muitos pequenos agricultores abandonavam as terras de seus antepassados por causa dos impostos esmagadores, indo engrossar as fileiras de uma desesperada população urbana. A escravidão, baseada no trabalho forçado de prisioneiros de guerra, atingiu proporções quase inacreditáveis nos tempos imperiais.

Enquanto os traficantes de escravos vasculhavam continentes distantes na busca de mercadoria humana, mercados como o da Ilha de Delos movimentavam diariamente dezenas de milhares de escravos estrangeiros.

Os trabalhos pesados eram feitos por eles. Eram os escravos que faziam coisas, que consertavam coisas. Tudo isso deixava pouca margem para o progresso e o espírito inventivo. A tecnologia não progrediu. Não havia mercado, nem procura, para produtos manufaturados. Em vez de uma economia em expansão, o que havia era estagnação.

A luxuriante Itália, outrora rico país exportador de agricultura, jazia abandonada. Nos últimos tempos do Império, seus agricultores independentes tinham praticamente desaparecido.

Para que trabalhar a terra, se se podia importar vinhos da Grécia, trigo do Norte da África e azeite da Espanha?

Uma torrente incessante de ouro deixava a Itália para pagar as importações e para financiar obras megalomaníacas em cidades nas províncias. O dinheiro perdeu todo o significado e o povo instituiu um regime de trocas.

Seguiu-se o caos.

Um édito do Imperador Diocleciano, congelando preços e salários, chegou até nós. Estabelece penas severas para os especuladores. Por exemplo, os padeiros que vendessem seu pão acima do preço oficial arriscavam-se a ser executados. Ao mesmo tempo, o exército e a administração eram rigorosamente reformados.

Os filhos eram obrigados a seguir a profissão dos pais. “Disciplina” era a palavra de ordem do dia. As medidas de Diocleciano contiveram a inflação, e quando, forçado por problemas de saúde, renunciou, no ano 305, conquistara o título de “Refundador do Império”.

Cícero falando no Senado Romano

Contudo, faltava ainda alguma coisa. O Império era um colosso à procura de uma alma. Sentia-se uma falta de finalidade em todas as fases da vida. Era como se os antigos deuses tivessem perdido seu poder; poucos pensavam que Júpiter e Vênus fossem mais que estátuas decorativas no Capitólio. Os anseios espirituais das massas não eram satisfeitos.

Nessas condições, foi a corações aflitíssimos que Paulo, Apóstolo das Gentes, trouxe pela primeira vez a mensagem de salvação. Os primeiros cristãos de Roma eram escravos, proscritos, favelados os pobres de espírito. Sem dúvida, a desorientação espiritual do mundo pagão favorecia lhes a causa. Por isso, pouco mais de três séculos após a morte de Cristo, um imperador romano, Constantino, o Grande, abraçou o cristianismo. Fundando a “Nova Roma” ? Constantinopla ? às margens do Bósforo, ele dividiu o Império em dois.

Roma morreu como havia surgido ? pela espada. Nas estepes da Ásia acontecera algo que até hoje continua obscuro. Povos punham-se em marcha. Hordas incontáveis de povos semi-selvagens godos, vândalos, hunos entreram em rota de colisão com Roma. Com um misto de repugnância e respeito, os romanos chamavam-nos bárbaros. Essa palavra assumiu um toque de Juízo Final.

Roma foi três vezes sitiada e saqueada. Numa frenética dança da morte, nove imperadores sucederam-se durante os últimos 20 anos do Império. E quando, em 476, Odoacro, um chefe tribal das florestas do Danúbio, invadiu a Itália e depôs o último Imperador ? um jovem chamado Romulus Augustulus fez-se coroar o primeiro rei bárbaro da Itália.

E poucos contemporâneos se detiveram para registrar que acabava de expirar o maior império do mundo.

“A história da sua ruína é simples e óbvia”, concluiu Gibbons (Declínio e Queda do Império Romano). “E, em vez de perguntar por que foi o Império destruído, deveríamos antes surpreender-nos com o fato de ter subsistido por tanto tempo.”

Que força mágica, bem podemos perguntar, o tinha mantido?

Uma resposta a essa pergunta pode ser achada nas antigas virtudes que inspiraram os grandes romanos do passado. Através dos anos de decadência, persistia uma saudade dos “bons tempos de outrora”. Nomes como os de Cícero e Pompeu viviam na memória dos romanos. Os antigos poetas e filósofos continuavam a ser lidos.

As famosas histórias dos legendários heróis de Roma eram sempre repetidas. Foi esta força das antigas instituições e ideias, presente, de certa forma, no próprio sangue de cada romano, o que conseguiu que se mantivesse vivo o Império muito tempo depois de ele ter perdido sua razão de ser.

Roma simplesmente não podia desaparecer. À medida que antigas províncias  Portugal, França, Itália, Romênia  se transformavam em novas nações, falavam as línguas românicas baseadas no jargão das legiões.

O próprio latim permaneceu como a língua do saber. E o Direito romano, apurado por gerações de grandes juristas, nutriu com seus princípios humanos e equilibrados os sistemas jurídicos do mundo ocidental. Mas, acima de tudo, é o conceito romano da dedicação do homem ao bem comum que até hoje governa a nossa consciência cívica. O servidor público moderno, que é investido na mais digna carreira que a nação pode oferecer, tem uma dívida de gratidão para com Roma.

Manter vivos e transmitir esses valores foi a função histórica do Império Romano. Seu próprio colapso, quando finalmente sobreveio, já não tinha maior importância. Na morte do Império estava a sua vitória.

Sua missão civilizadora estava cumprida.

As origens do Império

Duas figuras dominaram o fim do regime republicano e o início do Império: Julio César e Augusto. Julio César foi um político e general brilhante que usou os problemas de Roma ao seu benefício. Primeiro, ele formou uma aliança de governo com os cônsules Pompeu e Crasso, chamada de O Primeiro Triunvirato.

Depois, após a morte de Crasso, ele declarou a guerra a Pompeu no senado para ganhar o controle total de Roma. Seu erro foi se proclamar ditador  uma decisão que o levou a ser assassinado.

Esse fato levantou mais 14 anos de guerra civil entre o herdeiro de César, Augusto e Marco Antonio, o segundo no poder. Ao vencer Antonio em Actium, em 31 a.C., Augusto conquistou o poder de Roma.

Brilhantemente, Augusto não se proclamou ditador como Julio César, mas foi através da formação do Principado que ele conquistou o poder vitalício, fazendo o senado pensar que tinha algum poder de mando.

Império havia sido criado.

Império Romano – 27 a.c á 476 d.c.

Império Romano

Depois de um século de lutas civis, o mundo romano estava desejoso de paz.

Octavius Augustus se encontrou na situação daquele que detém o poder absoluto num imenso império com suas províncias pacificadas e em cuja capital a aristocracia se encontrava exausta e debilitada.

O Senado não estava em condições de opor-se aos desejos do general, detentor do poder militar. A habilidade de Augustus – nome adotado por Octavius em 27 a.C. – consistiu em conciliar a tradição Republicana de Roma com a de monarquia divinizada dos povos orientais do império. Conhecedor do ódio ancestral dos romanos à instituição monárquica, assumiu o título de imperador, por meio do qual adquiriu o Imperium, poder moral que em Roma se atribuía não ao rei, mas ao general vitorioso. Sob a aparência de um retorno ao passado, Augustus orientou as instituições do estado romano em sentido oposto ao republicano.

A burocracia se multiplicou, de forma que os senadores se tornaram insuficientes para garantir o desempenho de todos os cargos de responsabilidade.

Isso facilitou o ingresso da classe dos cavaleiros na alta administração do império.

Os novos administradores deviam tudo ao imperador e contribuíam para fortalecer seu poder. Pouco a pouco, o Senado – até então domínio exclusivo das antigas grandes famílias romanas – passou a admitir italianos e, mais tarde, representantes de todas as províncias. A cidadania romana ampliou-se lentamente e somente em 212 d.C. o imperador Marcus Aurelius Antoninus, dito Caracalla, reconheceu todos os súditos do império.

O longo período durante o qual Augustus foi senhor dos destinos de Roma, entre 27 a.C. e 14 d.C., caracterizou-se pela paz interna (Pax Romana), pela consolidação das instituições imperiais e pelo desenvolvimento econômico. As fronteiras européias foram fixadas no Reno e no Danúbio, completou-se a dominação das regiões montanhosas dos Alpes e da Península Ibérica e empreendeu-se a conquista da Mauritânia.

O maior problema, porém, que permaneceu sem solução definitiva, foi o da sucessão no poder. Nunca existiu uma ordem sucessória bem definida, nem dinástica nem eletiva. Depois de Augustus, revezaram-se no poder diversos membros de sua família. A história salientou as misérias pessoais e a instabilidade da maior parte dos imperadores da Dinastia Julius-Claudius, como Caius Julius Caesar Germanicus, Caligula, imperador de 37 a 41 d.C., e Nero, de 54 a 68 d.C..

É provável que tenha havido exagero, pois as fontes históricas que chegaram aos tempos modernos são de autores que se opuseram frontalmente a tais imperadores.

Mas se a corrupção e a desordem reinavam nos palácios romanos, o império, solidamente organizado, parecia em nada ressentir-se. O sistema econômico funcionava com eficácia, registrava-se uma paz relativa em quase todas as províncias e além das fronteiras não existiam inimigos capazes de enfrentar o poderio de Roma. Na Europa, Ásia e África, as cidades, bases administrativas do império, cresciam e se tornavam cada vez mais cultas e prósperas. As diferenças culturais e sociais entre as cidades e as zonas rurais que as cercavam eram enormes, mas nunca houve uma tentativa de diminuí-las.

Ao primitivo panteão romano juntaram-se centenas de deuses e, na religião como no vestuário e em outras manifestações culturais, difundiram-se modismos Egípcios e Sírios.

A partir de suas origens obscuras na Judéia, o cristianismo foi-se aos poucos propagando por todo o império, principalmente entre as classes baixas dos núcleos urbanos. Em alguns momentos, o rígido Monoteísmo de Judeus e cristãos se chocou com as conveniências políticas, ao opor-se à divinização, mais ritual que efetiva, do imperador. Registraram-se então perseguições, apesar da ampla tolerância religiosa de uma sociedade que não acreditava verdadeiramente em nada.

império romano só começou a ser rígido e intolerante em matéria religiosa depois que adotou o cristianismo como religião oficial, já no século IV. O século II, conhecido como o Século dos Antoninus, foi considerado pela historiografia tradicional como aquele em que o Império Romano chegou a seu apogeu. De fato, a população, o comércio e o poder do império se encontravam em seu ponto máximo, mas começavam a perceber-se sinais de que o sistema estava à beira do esgotamento. A última grande conquista territorial foi a Dácia e na época de Trajanus (98-117 d.C.) teve início um breve domínio sobre a Mesopotâmia e a Armênia. Depois dessa época, o império não teve mais forças para anexar novos territórios.

Uma questão que os historiadores nunca conseguiram esclarecer de todo foi a da causa da decadência de Roma. Apesar da paz interna e da criação de um grande mercado comercial, a partir do século II não se registrou nenhum desenvolvimento econômico e provavelmente também nenhum crescimento populacional.

Itália continuava a registrar uma queda em sua densidade demográfica, com a emigração de seus habitantes para Roma ou para as longínquas províncias do Oriente e do Ocidente.

A agricultura e a indústria se tornavam mais prósperas quanto mais se afastavam da capital. No fim do século II, começou a registrar-se a decadência.

Havia um número cada vez menor de homens para integrar os exércitos, a ausência de guerras de conquista deixou desprovido o mercado de escravos e o sistema econômico, baseado no trabalho da mão-de-obra escrava, começou a experimentar crises em consequência de sua falta, já que os agricultores e artesãos livres haviam quase desaparecido da região ocidental do império.

Nas fronteiras, os povos bárbaros exerciam uma pressão crescente, na tentativa de penetrar nos territórios do império. Mas se terminaram por consegui-lo, isso não se deveu a sua força e sim à extrema debilidade de Roma.

O século III viu acentuar-se o aspecto Militar dos Imperadores, que acabou por eclipsar todos os demais. Registraram-se diversos períodos de anarquia militar, no transcurso dos quais vários imperadores lutaram entre si devido à divisão do poder e dos territórios. As fronteiras orientais, com a Pérsia, e as do norte, com os povos germânicos, tinham sua segurança ameaçada.

Bretanha, Dácia e parte da Germânia foram abandonadas ante a impossibilidade das autoridades romanas de garantir sua defesa. Cresceu o banditismo no interior, enquanto as cidades, empobrecidas, começavam a fortificar-se, devido à necessidade de defender-se de uma zona rural que já não lhes pertencia. O intercâmbio de mercadorias decaiu e as rotas terrestres e marítimas ficaram abandonadas.

Um acelerado declínio da população ocorreu a partir do ano 252 d.C., em consequência da peste que grassou em Roma.

Os imperadores Aurelianus, regente de 270 a 275 d.C., e Diocletianus, de 284 a 305 d.C., conseguiram apenas conter a crise. Com grande energia, o último tentou reorganizar o império, dividindo-o em duas partes, cada uma das quais foi governado por um augusto, que associou seu governo a um cesar, destinado a ser o seu sucessor. Mas o sistema da Tetrarquia não deu resultados. Com a abdicação de Diocletianus, teve início uma nova guerra civil. Constantinus I favoreceu o cristianismo, que gradativamente passou a ser adotado como religião oficial.

A esclerose do mundo romano era tal que a antiga divisão administrativa se transformou em divisão política a partir de Theodosius I, imperador de 379 a 395 d.C., o último a exercer sua autoridade sobre todo o império. Este adotou a Ortodoxia Católica como religião oficial, obrigatória para todos os súditos, pelo edito de 380 d.C.. Theodosius I conseguiu preservar a integridade imperial tanto ante a ameaça dos bárbaros quanto contra as usurpações.

No entanto, sancionou a futura separação entre o Oriente e o Ocidente do império ao entregar o governo de Roma a seu filho Honorius, e o de Constantinopla, no Oriente, ao primogênito, Arcadius.

A parte oriental conservou uma maior vitalidade demográfica e econômica, enquanto que o império ocidental, no qual diversos povos bárbaros efetuavam incursões, umas vezes como atacantes outras como aliados, se decompôs com rapidez. O rei godo Alarico saqueou Roma no ano 410 d.C.. As forças imperiais, somadas às dos aliados bárbaros, conseguiram entretanto uma última vitória ao derrotar Átila nos Campos Catalaúnicos, em 451 d.C.

O último imperador do Ocidente foi Romulus Augustus, deposto por Odoacrus no ano 476d.C., data que mais tarde viria a ser vista como a do fim da antiguidade. O império oriental prolongou sua existência, com diversas vicissitudes, durante um milênio, até a conquista de Constantinopla pelos Turcos, em 1453.

As primeiras dinastias

Após a Batalha de Actium em 31 AC, Gaius Octavian Thurinus, sobrinho e herdeiro de Júlio César, tornou-se o primeiro imperador de Roma e tomou o nome de Augusto César.

Embora Júlio César seja frequentemente considerado o primeiro imperador de Roma, isso é incorreto; ele nunca teve o título de ‘Imperador’, mas sim de ‘Ditador’, um título que o Senado não pôde deixar de lhe conceder, já que César detinha o poder político e militar supremo na época. Em contraste, o Senado concedeu de bom grado a Augusto o título de imperador, esbanjando elogios e poder sobre ele porque ele havia destruído os inimigos de Roma e trazido a tão necessária estabilidade.

Augusto governou o império de 31 AEC até 14 EC, quando morreu. Naquela época, como ele mesmo disse, ele “achou Roma uma cidade de barro, mas deixou para ela uma cidade de mármore”.

Augusto reformou as leis da cidade e, por extensão, as do império, garantiu as fronteiras de Roma, iniciou vastos projetos de construção (realizados em grande parte por seu fiel general Agripa (l. 63-12 aC), que construiu o primeiro Panteão) e garantiu o império tem um nome duradouro como um dos maiores, senão o maior, poder político e cultural da história. A Pax Romana (Paz Romana), também conhecida como Pax Augusta, por ele iniciada, foi uma época de paz e prosperidade até então desconhecida e que duraria mais de 200 anos.

Após a morte de Augusto, o poder passou para seu herdeiro, Tibério (14-37 dC), que deu continuidade a muitas das políticas do imperador, mas carecia da força de caráter e da visão que tanto definia Augusto.

Essa tendência continuaria, de forma mais ou menos constante, com os imperadores que o seguiram: Calígula (37-41 EC), Cláudio (41-54 EC) e Nero (54-68 EC).

Esses cinco primeiros governantes do império são chamados de Dinastia Julio-Claudiana pelos dois sobrenomes dos quais descendem (por nascimento ou por adoção), Júlio e Cláudio.

Embora Calígula tenha se tornado famoso por sua depravação e aparente insanidade, seu governo inicial foi louvável, assim como o de seu sucessor, Cláudio, que expandiu o poder e o território de Roma na Grã-Bretanha; menos foi o de Nero. Calígula e Cláudio foram assassinados no cargo (Calígula por sua Guarda Pretoriana e Cláudio, aparentemente, por sua esposa).

O suicídio de Nero encerrou a Dinastia Julio-Claudiana e deu início ao período de agitação social conhecido como O Ano dos Quatro Imperadores.

Esses quatro governantes foram Galba, Otho, Vitellius e Vespasiano. Após o suicídio de Nero em 68 EC, Galba assumiu o governo (69 EC) e quase instantaneamente se mostrou inadequado para a responsabilidade.

Ele foi assassinado pela Guarda Pretoriana. Otho o sucedeu rapidamente no mesmo dia de sua morte, e registros antigos indicam que se esperava que ele fosse um bom imperador. O general Vitélio, entretanto, buscou o poder para si e assim iniciou a breve guerra civil que terminou com o suicídio de Oto e a ascensão de Vitélio ao trono.

Vitélio não se mostrou mais apto para governar do que Galba, visto que quase instantaneamente se envolveu em luxuosos entretenimentos e banquetes às custas de seus deveres.

As legiões declararam-se pelo General Vespasiano como imperador e marcharam sobre Roma. Vitélio foi assassinado pelos homens de Vespasiano, e Vespasiano (69-79 EC) assumiu o poder exatamente um ano a partir do dia em que Galba subiu ao trono pela primeira vez.

Vespasiano fundou a Dinastia Flaviana, que se caracterizou por grandes projetos de construção, prosperidade econômica e expansão do império. O reinado de Vespasiano foi próspero, como evidenciado por seus projetos de construção, que incluíram a construção inicial do Anfiteatro Flaviano (o famoso Coliseu de Roma), que seu filho Tito (79-81 EC) iria concluir.

O reinado inicial de Tito viu a erupção do Monte Vesúvio em 79 EC, que enterrou as cidades de Pompéia e Herculano.

Busto de mármore do século I dC do imperador romano Domiciano, 81-96 dC.
(Museu do Louvre, Paris)

Fontes antigas são universais em seus elogios por sua maneira de lidar com esse desastre, bem como o grande incêndio de Roma em 80 EC. Tito morreu de febre em 81 EC e foi sucedido por seu irmão Domiciano (81-96 EC). Domiciano expandiu e assegurou os limites de Roma, reparou os danos à cidade causados pelo grande incêndio, continuou os projetos de construção iniciados por seu irmão e melhorou a economia do império. Mesmo assim, seus métodos e políticas autocráticos o tornaram impopular no Senado Romano, e ele foi assassinado em 96 EC.

Roma Antiga

A partir do século VIII a.C., a Roma Antiga passou de uma pequena cidade no rio Tibre, no centro da Itália, a um império que, em seu pico, abrangia a maior parte da Europa continental, Grã-Bretanha, grande parte do oeste da Ásia, norte da África e ilhas mediterrâneas.

Entre os muitos legados do domínio romano estão o uso difundido das línguas românicas (italiano, francês, espanhol, português e romeno) derivadas do latim, o alfabeto e calendário ocidental moderno e o surgimento do cristianismo como religião mundial importante. Após 450 anos como república, Roma se tornou um império na esteira da ascensão e queda de Júlio César no primeiro século a.C. O longo e triunfante reinado de seu primeiro imperador, Augusto, deu início a uma era de ouro de paz e prosperidade; em contraste, o declínio e queda do Império Romano no século V d.C. foi uma das implosões mais dramáticas da história da civilização humana.

Roma – Origem

Segundo a lenda, Roma foi fundada em 753 a.C. por Rômulo e Remo, filhos gêmeos de Marte, o deus da guerra.

Deixados para se afogar em uma cesta no Tibre por um rei da vizinha Alba Longa e resgatados por uma loba, os gêmeos viveram para derrotar aquele rei e fundaram sua própria cidade nas margens do rio em 753 a.C.

Depois de matar seu irmão, Romulus se tornou o primeiro rei de Roma, que leva o nome dele. Uma linha de reis sabinos, latinos e etruscos (civilizações italianas anteriores) seguiram em uma sucessão não hereditária.

Existem sete reis lendários de Roma: Rômulo, Numa Pompilius, Tullus Hostilius, Ancus Martius, Lucius Tarquinius Priscus (Tarquínio, o Velho), Sérvio Tullius e Tarquínio Superbus, ou Tarquin, o Orgulhoso (534-510 a.C.). Embora fossem chamados de “Rex” ou “Rei” em latim, todos os reis depois de Rômulo foram eleitos pelo Senado.

era de Roma como monarquia terminou em 509 a.C. com a derrubada de seu sétimo rei, Lucius Tarquinius Superbus, a quem os historiadores antigos retrataram como cruel e tirânico, em comparação com seus predecessores benevolentes. Diz-se que uma revolta popular surgiu sobre o estupro de uma nobre virtuosa, Lucretia, pelo filho do rei. Seja qual for a causa, Roma deixou de ser uma monarquia para se tornar uma república, um mundo derivado da res publica, ou “propriedade do povo”.

Roma foi construída sobre sete colinas, conhecidas como “as sete colinas de Roma” – Monte Esquilino, Monte Palatino, Monte Aventino, Monte Capitolino, Monte Quirinal, Monte Viminal e Monte Célio.

Fonte: www.starnews2001.com.br/www.discoverybrasil.com/www.nomismatike.hpg.ig.com.br/www.worldhistory.org/www.history.com

 

 

 

 

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