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História da Máquina de Escrever

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História da Máquina de Escrever
Máquina de Escrever

História da Máquina de EscreverChristopher Latham Sholes, inventor que deu início à indústria de máquinas de
escrever. Sholes acreditava que sua invenção fora fundamental na
emancipação feminina, pois possibilitou que a mulher ingressasse no
mercado de trabalho dos escritórios

É difícil precisar quando a máquina de escrever foi “inventada”; e também é difícil precisar quando ela começou a ser fabricada.

A primeira patente para uma máquina de escrever foi concedida na Inglaterra para Henry Mills em 1713.

Não havia detalhes sobre a máquina em si ou sobre exemplares fabricados, portanto ainda paira a dúvida se a patente foi concedida realmente para uma máquina de escrever.

Segundo o historiador Michael Adler, a primeira máquina de escrever documentada foi fabricada por um nobre italiano chamado Pellegrino Turri por volta de 1808.

Ele fabricou um artefato para que uma amiga, cega, pudesse se corresponder com ele. A máquina em si já não existe, mas algumas das cartas sim.

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Mechanical Typographer, inventado por John Jones.
(Milwaukee Public Museum)

Outras patentes importantes foram concedidas aos norte-americanos John Burt em 1829 e Charles Tubber em 1843, ao italiano Giusseppi Ravizza em 1855 e ao austríaco Peter Mitterhoffer em 1864.

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Burt Typographer; a primeira máquina de escrever americana (London Science Museum, foto Bob Moran)

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Mitterhoffer, toda feita em madeira (Dresden Technical University, Dresden, Alemanha)

Nessa época surgiram muitos inventores e protótipos, incluindo a máquina brasileira inventada pelo padre Francisco Azevedo em 1861.

Essa máquina foi apresentada na feira Internacional de Recife daquele ano e gerou muito interesse.

Infelizmente, nunca chegou a ser fabricada em série e o protótipo que aparece na ilustração foi destruído.

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Maquina do Padre Azevedo (Escritório de Patentes do Brasil)

A primeira máquina realmente produzida em série e utilizada em diversos escritórios, foi sem dúvida a Skrivekugle, ou Malling Hansen.

Foi inventada e desenvolvida pelo Pastor Johan Rasmus Malling Hansen, da Dinamarca, diretor do Instituto Para Cegos e Surdos de Copenhagen.

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Skrivekugle ou Malling Hansen. Fabricada na Dinamarca em 1870, é a primeira máquina a ser produzida em série. Danmarks Tekniske Museum, foto Jan Slot-Carlsen

Em 1865 foi produzido o primeiro modelo, que se destacava por uma semi-esfera, onde as barras de tipo eram colocadas de forma radial, a tecla em uma ponta e o tipo na outra, todos convergindo para um único ponto onde ocorria a impressão.

A ação de imprimir era direta e livre, sem nenhuma das ligações e conexões que tanto atrapalharam as máquinas rivais.

Após diversos aprimoramentos, chegou-se ao modelo da ilustração acima; é uma máquina maravilhosa, precisa e infinitamente superior a muitas das máquinas que a sucederam.

Já naquela época apresentava uma série de características que só viriam surgir muito depois nas outras máquinas: retorno do carro automático, avanço de linha automático, barra de espaço e índice para parágrafos, campainha para sinalizar fim da linha, reversão da fita e escrita semi-visível, bastando levantar-se o carro.

Os tipos e símbolos eram esculpidos individualmente na extremidade das barras pelos artesãos da época.

Algumas centenas dessas fascinantes máquinas foram produzidas, e conhece-se aproximadamente 30 exemplares que sobreviveram, a maioria em museus. Estima-se que aproximadamente 6 ou 7 estejam em coleções particulares.

Se a Malling Hansen foi a primeira máquina a ser produzida em série, a Sholes & Glidden foi a máquina que deu início à indústria da máquina de escrever.

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A história desta máquina inicia-se em 1868 quando Christopher Latham Sholes desenvolveu a idéia que serviu de fundamento à indústria de máquinas de escrever.

Trabalhando com um grupo de amigos em uma oficina primitiva em Milwaukee, nos EUA, Sholes criou, 5 anos mais tarde, uma máquina que foi apresentada aos famosos fabricantes de armas Remington & Sons, de Ilion, Nova York. Carlos Glidden era um associado de Sholes e detinha participação no empreendimento, e foi assim que teve seu nome associado à máquina Sholes & Glidden.

As primeiras máquinas começaram a ser fabricadas em 1874 pela Remington; tinham sua própria mesa e eram decoradas com motivos florais e detalhes dourados. Pareciam um pouco com as máquinas de costura da época, influência, sem dúvida, do departamento de máquinas de costura da Remington.

O objetivo da decoração era apresentar um produto com uma aparência agradável.

A Sholes & Glidden escrevia somente em maiúsculas, e as barras moviam-se de baixo para cima. Para ver o que estava sendo escrito, era necessário levantar o carro.

Uma curiosidade desta máquina: Sholes foi o responsável pelo teclado QWERTY.

O nome foi dado porque essa é a sequência das primeiras letras da fileira de cima do teclado. O teclado QWERTY continua presente até hoje nos teclados de computadores.

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A razão para a escolha deste teclado é muito prosaica: dentro da máquina, as barras de tipo operavam muito perto umas das outras, podendo colidir e emperrar.

Para evitar ao máximo o problema, Sholes analisou as palavras mais utilizadas na língua inglesa e dispôs as barras dentro da máquina a fim de minimizar a probabilidade de colisão.

A Sholes & Glidden não foi um sucesso imediato; era cara e apresentava problemas; além do mais, era hábito da época que as cartas fossem escritas à mão.

Pouco a pouco, surgiram os primeiros operadores destas máquinas, mulheres principalmente. Foi assim que a máquina de escrever contribuiu enormemente para o ingresso das mulheres no ambiente de trabalho nos escritórios.

Aproximadamente 5.000 Sholes & Glidden foram fabricadas; o modelo inicial com flores e decorações foi substituído por um modelo preto com decoração mais sóbria.

Em 1878 a Remington lançou a Remington 2, com inúmeros aperfeiçoamentos, inclusive dotada de mecanismo que possibilitava datilografar maiúsculas e minúsculas.

A máquina era eficiente e durável e, após um início incerto, as vendas finalmente decolaram, atraindo então o interesse de outros fabricantes; a concorrência apareceu e a indústria de máquinas de escrever instalou-se.

Um aspecto fascinante do desenvolvimento das máquinas de escrever é o relacionado às patentes. Como os concorrentes não podiam infringir as patentes registradas, tinham de inventar características especiais para que fossem patenteadas.

Esse fato explica a enorme variedade de tipos de mecanismos das máquinas de escrever. É fascinante observar essa variedade e analisar essa evolução.

Tanto a Malling Hansen quanto a Sholes & Glidden são máquinas extremamente desejadas pelos colecionadores.

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Cartão postal do início do século XX; a palavra typewriter, à época, significava tanto “máquina de escrever” como “datilógrafa”. O título, portanto, “Ocupado com uma typewriter”, é de duplo sentido e um exemplo do humor da época.

E O “PADRE DA MÁQUINA” FOI ESQUECIDO

O padre paraibano Francisco João de Azevedo morreu há 100 anos sem realizar seu maior sonho: Conseguir a patente de uma máquina de escrever de madeira feita à mão, com auxilio de lixa e canivete.

Doze anos depois, em 1873, três americanos receberam autorização para produzir em escala industrial uma máquina quase igual à do brasileiro João de Azevedo.

O modelo americano era uma cópia do brasileiro que continou a ser apenas uma peça de artesanato.

Escritores, jornalistas e historiadores garantem que o modelo da máquina de escrever brasileira foi transferida para os Estados Unidos ou Inglaterra por um estrangeiro, com autorização do padre Azevedo.

Hoje, o Brasil – que não se interessou pelo invento do padre brasileiro – é o maior produtor mundial de máquinas de escrever, com seis fábricas, das quais cinco são multinacionais, instaladas no País. Seu inventor, porém, continua esquecido pela maioria dos brasileiros.

COM LIXA E CANIVETE

No início. sua utilização foi muito restrita. Apenas os cegos, os que escreviam mal e os que sofriam das mãos deveriam adquiri-la.Os demais teriam de continuar redigindo documentos com suas longas penas de ganso.

Logo, porém, elas foram substituídas pelas máquinas de escrever que se espalharam por quase todos os locais de trabalho.

Atualmente, o Brasil é o maior fabricante mundial de máquinas de escrever, com uma produçao anual de 7oo mil unidades. Ontem comeremorou se o centenário da morte de seu inventor, o padre Francisco João de Azevedo. Italianos, americanos e ingleses reivindicam a autoria do invento, mas o padre José de Azevedo foi o único que, em 1861, concluiu um modelo de máquina funcional e em condições de ser produzido em escala industrial.

Houve outros modêlos de máquinas de escrever que se antecederam ao do inventor paraibano – diz o professor Ataliba Nogueira, um especialista no assunto, mas nenhum pôde ser industrializado “pois para tanto não se prestavam”. Com seus óculos de aros de ferro presos por um cordão, padre Francisco trabalhou com canivete e lixa durante meses, recortando letras de jornais, para colocá-las sobre as teclas, e tirando as arestas dos tipos de madeira.

Antes da conclusão do projeto, o inventor fez importantes revelaçõeses a Aloisio de Carvalho, médico e antigo presidente da Intendência do Rio de Janeiro:

“Resolvido esse problema, não é uma grande revolução que faço no mundo, a de escrever por máquina? Mas que quer meu amigo, nao terei esse gosto. Nao tenho dinheiro, nem quem me queira emprestar para levar meu invento à Europa, e fundí- lo em aço.” Mesmo com toda as dificuldades, essa “revolução”se concretizou. Hoje, só na cidade de São Paulo, há mais de 8o mil secretárias, além de datilógrafas e auxliares de escritório.
As máquinas de escrever, porém quase provocaram a extinção das escolas de caligrafia. Edison D. Franco, professor há 40 anos,é o responsável pela única escola de caligrafia existente no País. “Com o surgimento das máquinas, as escolas foram sendo abandonadas. As pessoas, entao passaram a achar que fazer curso de caligrafia é coisa supérflua. Mas no passado, escrever com clareza era uma necessidade”. Franco acha, porém, que “mecanizar o ato de escrever” facilitando a reproduçao gráfica, nao significa a extinçao das escolas de caligafia”.

A máquina fotográfica não acabou com a pintura, nem os equipamentos de modelagem industrial eliminaram os escultores O invento da máquina de escrever veio facilitar tarefas humanas, permitindo a execuçãao mais rápida e uniforme ds trabalhos, que se conservarãoo sempre, impessoais”. Quando a máquina de escrever foi inventada, muitos a consideraram desnecessária.

Estevão Pinto ironizou o invento, lembrando que ele poderia ser criticado por alguma beata: “Ora essa, então por que foi que Nosso Senhor deu os dedos à gente, senão para escrever com eles mesmos?”

Outros comentavam que “ninguém deixaria de lado uma bela caligrafia manual que custva poucas patacas semanais, por uma máquina que deveria custar muito diheiro a um empregado melhor aquinhoado.

As críticas porém, tiveram curta duraçao. O padre Francisco João de Azevedo apresentou sua máquina de escrever na Exposicao Nacional que, em dezembro de 1861, reuniou os melhores trabalhos de todos os Estados.

Ela foi premiada com a medalha de ouro, entregue por D.Pedro II, ao padre paraibano, e deveria ser exibida em Londres na Exposicão Internacional, o que nao ocorreu “por falta de espaço para acomadar os originais no local destinado aos produtos do Brasil”. A máquina de escrever do padre Azevedo – afirma o livro de ATALIBA NOGUEIRA – precedeu de 12 anos, o primeiro engenho industrializado, a máquina norte americana.O próprio autor revela que a máquina pode ter sido transferida para o Exterior contra a vontade de seu inventor, ou alguém ter se apropriado de seus segredos, transferindo- os para outro país.

Outro escritor, Miguel Milano, responsável pela biografia do inventor, diz que “o simples confronto entre as duas máquinas ( a brasileira e a americana de Cristóvão Sholes), não deixou a menor dúvida de que se tratava da mesma máquina. Nem o pedal lhe foi suprimido, apesar de perfeitamente disponível”.

Os artigos de escritores e jornalistas americanos não fazem sequer comentários sobre a vida e obra do padre João de Azevedo.

O Inventor brasileiro não estimulou a discussão. A contrário, esperou até 1872, 11 anos depois da Exposição Nacional, para que a Assembléia Provincial autorizasse um empréstimo, que nao chegou a ser concedido, para “aperfeiçoamento e construção das máquinas de sua invenção” Tarde demais. Os modelos de máquinas americanas foram patenteados e colocados pela primeira vez no mercado em 1873″.

Três anos depois, o jornal A PROVÍNCIA DE SÃO PAULO, publicava a seguinte notícia:

“Lemos em uma folha da Capital do reino A Companhia Alliança de Crédito e Auxílio das Artes Portuguezas, estabelecida no Porto, mandou vir da Inglaterra uma machina de escrever tão engenhosa quanto simples e perfeita”. E os anúncios publicitários davam ênfase à importância da máquina de escrever, ao contrário do que acontecia no passado: “Contra a preguiça de escrever, a perda da vista e os desvios da espinha, use a máquina de escrever”.

HOJE SÓ RESTOU O NOME DE RUA

Francisco João de Azevedo, o inventor da máquina de escrever, é hoje apenas nome de rua, de loja maçonica e de uma escola de datilografia na cidade onde nasceu, Joao Pessôa. No Recife, onde viveu a maior parte de sua vida e se ordenou padre, nao há referências ao inventor nos museus do Estado.

Nem mesmo sua sepultura foi localizada, na Paraíba, mas o historiador Desdedith Leitao tem uma explicação para o mistério: “Naquela época, costumavam enterrar as pessoas em valas comuns, de dífil identificação posterior”.

Na Paraíba e no Recife são poucos os que se lembram do padre Frnacisco Joao de Azevedo.

A maioria das citações sobre o inventor pode ser encontrada em livros, como o de um de seus biógrafos, o escritor Sebastiao de Azevedo Bastos: “A glória não lhe veio em vida, mas muito tempo depois de sua morte. Vivo, tudo conspirava contra ele”. Alguns paraibanos o vêem como uma pessôa de espírito engenhoso, nao obstante injustiçado pelos poderosos do antigo Império”.

Sebastião Bastos resume a vida do padre inventor: “Um singular e modesto paraibano, pacífico sacerdote, porém grande professor de matemática, maçon convicto”.

Além da máquina Francisco João de Azevedo desenvolveu outros inventos: Um veículo para o mar, acionado pela força das ondas, e outro para a terra, movido pelas correntes aéreas”.

Mas as dificuldades foram as mesmas.

Em carta a jornais de Recife, em seis de outubro de 1875, o padre fazia uma confissão: ” O acanhamento, a timidez de minha índole, a falta de meios e o retiro em que vivo nao me facilitam o acesso aos gabinetes, onde se fabricam reputacões e se dá diploma de suficiência. Dai vem que minhas pobres invenções definhem, morram crestadas pela indiferença e minha falta de jeito”. Francisco João de Azevedo deixou ainda um repertório de músicas sacras que até recentemente eram executadas em festas religiosas.

Depois que os americanos passaram a produzir as máquinas de escrever em escala industrial, muitos escritores e publicações se preocuparam em defender o padre João de Azevedo. Um deles, o escritor SILVIO ROMERO, enviou uma carta ao jornal GAZETA DE NOTÍCIAS, esclarecendo que “vi a cançar a máchina de escrever admiravelmente feita de madeira, capaz de reproduzir qualquer trecho falado ou escripto”.

O jornal “A Paraíba”, de 31 de julho de 1880,diz que “o padre Azevedo inventara uma máquina de escrever”, enquanto o Diário de Pernambuco explica que “ele inventou uma máquina taquigráfica e outra de escrever, que encheu de pasmo e admiraçao a Europa civilizada”. A Revista Ilustrada, do Rio de Janeiro, foi mais objetiva, reivindicando ao padre brasileiro os direitos e a prioridade à invenção.

O artigo publicado em 1876 comenta que “as primeiras máquinas americanas começam a entrar no mercado europeu, chegando até aqui os ecos de seu sucesso, através da apreciação das folhas”.

O professor Ataliba Nogueira completa: “Tanto mais valor tem esse brado de alarma (da revista Ilustrada) quanto considerarmos que o padre Azevedo estava vivo, entregue às suas ocupações docentes”.

Era uma crônico irônica, Angelo Agostini, revela sua revolta com o abandono do invento do padre João Azevedo. “O brasileiro não tem o direito de inventar, de descobrir, de empreender uma idéia engenhosa, profícuo, útil, de realizar um melhoramento do qual se aproveita o País ou o mundo”.

“Crie a sua imaginação um invento, gaste seus dias em estudá-lo, coordená-lo, realizá-lo e apresentá-lo, porque encontrará três antagonistas desapiedados: a indiferença, a incredulidade e a inveja que o aniquilam, nulificam e estraçam-lhe as suas esperanças mais bem fundadas, fazendo-lhes perder o fruto de longas vigílias e, quem sabe, de enormes dispêndios”. Miguel Milano, o biógrafo do inventor fez um comentário após sua morte: “Digno por todos os títulos de ser apontado ao reconhecimento da humanidade em geral e dos brasileiros em particular, nada se fez até hoje, que se perpetue a memória do grande paraibano”.

E Ataliba Nogueira, no seu livro “A máquina de escrever, invento brasileiro” confirma as afirmações de Miguel Milano: “Em vão se procurará o nome de Francisco João de Azevedo na história da máquina de escrever escrito por estrangeiros. Se o inventor brasileiro é desconhecido na sua pátria,onde apenas vagamente existe a memória do seu feito na consciência popular, não é sem razão que o ignore completamente o historiador peregrino, mais preocupado com as glórias de sua nação”.

Padre Francisco João de Azevedo (1814 – 1880)

Padre Francisco João de Azevedo

Padre paraibano nascido em João Pessoa, então chamada Paraíba, na Provóncia da Oaraíba, que inventou e construiu pioneiramente (1861) um modelo de máquina de escrever que funcionava perfeitamente, um protótipo que era acionado por um sistema de pedais, como as antigas máquinas de costura.

Pouco se sabe sobre a sua infância, além do que cedo perdeu o pai, Francisco João de Azevedo, mas não se conhece o nome de sua mãe.

Seus primeiros anos não foram nada fáceis, não só pela situação da viuvez de sua mãe, quanto pelo fato do Nordeste atravessar terríveis secas naqueles anos.

Aprendeu as primeiras letras em a escola próxima do seminário dos extintos jesuítas, onde aprendeu a ler, contar, escrever, rezar e latim.

Durante uma visita pastoral à Paraíba (1834), D. João da Purificação Marques Perdigão, o bispo diocesano de Olinda conheceu aquele jovem promissor, e sabendo de sua pobreza, convidou-o para o Seminário Diocesano e ele partiu para Pernambuco, onde foi aprovado nos exames preliminares com e se matriculou no histórico Seminário de Olinda (1835).

Ordenou-se padre (1838), pelo Seminário de Recife, onde passou a residir e lecionou cursos técnicos geometria mecânica e desenho no Arsenal de Guerra de Pernambuco, notabilizando-se com um sistema de gravação em aço.

Lá também desenvolveria sua invenção revolucionária: uma máquina de escrever.

Anos depois voltou a capital da província paraibana (1863), onde, por mais vários anos, foi professor de cursos técnicos de geometria.

Depois (1868) tornou-se professor de aritmética e geometria no Colégio das Artes, anexo à Faculdade de Direito do Recife.

Morreu e foi enterrado na atual capital paraibana. Sua notável invenção era um móvel de jacarandá equipado com teclado de dezesseis tipos e pedal, de aparência de um piano.

Cada tecla de sua máquina acionava uma haste comprida com uma letra na ponta. Combinando-se duas ou mais teclas era possível reproduzir todo o alfabeto, além dos outros sinais ortográficos.

O pedal servia para o datilógrafo mudar de linha no papel.

A máquina era um sucesso por onde passava e em uma exposição do Rio de Janeiro (1861), na presença do imperador Pedro II, o padre recebeu uma medalha de ouro dos juízes em reconhecimento a seu projeto revolucionário.

Em seguida, para sua decepção, lhe comunicaram que sua máquina não seria levada à Exposição de Londres (1862), por dificuldades de acomodação (?!).

Ainda assim, na Segunda Exposição Provincial (1866) ganhou medalha de prata pela invenção de um elipsígrafo.

Segundo um seu biógrafo, Ataliba Nogueira, o padre foi enganado e seus desenhos roubados por um estrangeiro, o que o desestimulou a continuar no desenvolvimento da invenção e a idéia foi esquecida.

As suspeitas é que tais desenhos tenham ido parar nas mãos do tipógrafo estadunidense Christopher Latham Sholes (1819-1890) que teria aperfeiçoado o projeto e apresentado como seu e ganho os louros históricos como o criador da máquina de datilografia (1867).

A glória como na maioria das inventos, não foi para a máquina pioneira em funcionamento, mas para quem produziu o modelo que serviu de base à produção industrial do equipamento.

O invento do brasileiro porém já era bastante conhecido no Brasil, tanto que os primeiros cursos de datilografia no Brasil exibiam na parede retratos do padre e tornou-se o patrono nacional da máquina de escrever.

O que é uma máquina de escrever?

Uma máquina de escrever é um dispositivo que imprime letras uma de cada vez em um meio como o papel, quando o usuário pressiona as teclas do teclado.

Antes do advento dos processadores de texto e computadores, a máquina de escrever era a única maneira de as pessoas produzirem textos impressos de maneira eficiente e rápida, e as máquinas de escrever continuam a ser usadas em alguns escritórios hoje. Muitos bons exemplos de máquinas de escrever antigas podem ser vistos em alguns museus, junto com exemplos de inovações como máquinas de escrever elétricas e tipográficas.

As primeiras versões da máquina de escrever começaram a aparecer por volta de 1700, mas o desenvolvimento da máquina de escrever realmente floresceu em 1800 e, embora o design tenha sido um pouco refinado em 1900, ele permaneceu fundamentalmente o mesmo.

Existem várias partes principais na máquina de escrever: o teclado, as alavancas de digitação, uma fita de tinta e o cilindro, todos envoltos em uma caixa que protege as entranhas da máquina de escrever.

O cilindro é a seção da máquina de escrever que contém o papel. A maioria dos rolos de impressão são rolos que avançam o papel a cada linha, para que o digitador possa se concentrar na digitação.

Para usar a máquina de escrever, o digitador pressiona uma tecla que ativa uma alavanca ligada à letra, número ou símbolo correspondente. Quando a alavanca é empurrada para frente, ela atinge uma fita que está impregnada de tinta e, em seguida, o papel, deixando a impressão do símbolo desejado.

Os primeiros digitadores muitas vezes lutavam com congestionamentos, especialmente quando digitavam rapidamente, porque as alavancas não podiam retornar às suas posições de descanso com rapidez suficiente.

Como resultado, as empresas de máquinas de escrever desenvolveram layouts de teclado deliberadamente projetados para atrasar os digitadores; o teclado QWERTY perdura até hoje, apesar dos layouts de teclado muito mais eficientes que podem ser usados com processadores de texto.

Uma das primeiras grandes inovações para a máquina de escrever foi o desenvolvimento de uma bola de digitação, que montava todas as letras em uma esfera, eliminando congestionamentos.

A outra coisa conveniente sobre typeballs é que eles são removíveis, permitindo que as pessoas mudem para diferentes alfabetos e typeballs com caracteres especiais.

As máquinas de escrever posteriores usaram impulsos elétricos para enviar sinais, em vez de criar uma conexão mecânica, e isso acabou resultando em máquinas de escrever com memória, onde os digitadores podiam inserir um determinado número de caracteres que seriam impressos de uma só vez. Esses processadores de texto rudimentares se tornaram cada vez mais sofisticados, até que os computadores dominaram o mercado com sua infinidade de recursos, além do processamento de texto.

Um dos principais problemas com o uso de máquinas de escrever é que a correção de erros consome muito tempo. Existem várias maneiras de corrigir erros com uma máquina de escrever, desde usar uma fita de correção em máquinas de escrever mais modernas até apagar a tinta e digitar sobre ela. Os datilógrafos com pressa podem simplesmente recapitular o erro e eliminá-lo com um X, embora isso seja desaprovado para correspondência real. Como as máquinas de escrever não perdoam tanto quanto os processadores de texto, a precisão e a velocidade são cruciais para os digitadores.

Muitas pessoas têm associações românticas com a máquina de escrever, graças a uma infinidade de autores famosos dos séculos 19 e 20 que trabalharam com máquinas de escrever, e alguns autores ainda têm a sensação de usar uma máquina de escrever. É muito fácil encontrar máquinas de escrever vintage bem conservadas à venda em vários locais, e algumas empresas continuam a produzir máquinas de escrever para o público. Uma das principais vantagens de uma máquina de escrever clássica é que ela funciona mesmo quando não há eletricidade, permitindo que as pessoas produzam materiais impressos polidos rapidamente em uma ampla variedade de ambientes.

Fonte: wwww.maquinasdeescreverantigas.com.br/www.geocities.com/rogerioantoniorosa.spaces.live.com

 

 

 

 

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