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Espiritismo

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Espiritismo
Allan Kardec (1869)

Em 1857 com a publicação de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, pseudônimo de Hypolite Leon Denizard Rivail, pedagogo, filósofo, escritor e cientista, o mundo veio a conhecer o Espiritismo, doutrina de características científicas, filosóficas, e morais.

O século XIX foi escolhido pela espiritualidade para ser um período de aumento do intercâmbio entre o “mundo espiritual” e o “mundo físico”, pois o Homem já estava consciente o suficiente para que entendesse as relações entre os planos de existência, que eram conhecimentos exclusivos de grupos esotéricos fechados.

Com a Doutrina Espírita o mistério da vida e da morte foi revelado em níveis nunca antes tão explícitos, e com o conhecimento advindo de tais revelações, o amor e a confiança em Deus aumentaram sensivelmente, motivados por uma fé raciocinada.

O destino do Homem é ser feliz tornando-se gradativamente ao longo de uma longa jornada evolutiva, livre da dor, do sofrimento e da ignorância, alcançando a angelitude, caminhando para Deus.

Conceitos Básicos do Espiritismo

1. Existência de Deus.
2.
Preexistência e sobrevivência do espírito.
3.
Reencarnação.
4.
Evolução universal.
5.
Comunicabilidade dos espíritos.
6.
Pluralidade dos mundos habitados.

Os postulados básicos da doutrina espírita fazem parte da cultura da humanidade desde eras remotas. O espiritismo tendo se apossado destes princípios, construiu uma nova visão da realidade, incorporando informações colhidas pelo desenvolvimento científico e filosófico realizados nos últimos séculos, somados ao brilhante trabalho experimental e teórico,de Allan Kardec, o luminar de Lion.

Deus é a causa primeira e última de todas as coisas. É eterno, único, onipotente, onisciente, imutável, e imaterial. Colocada de lado a visão antropomórfica de Deus, Ele se revela no íntimo de cada um, como uma sublime inspiração ao bem comum, ao amor incondicional e à fé inabalável.

O espírito é a centelha inteligente do universo. É a luz que cruza a vastidão do tempo, indo do passado ao futuro na carruagem da evolução.

O espírito abraça a matéria numa co-dependência de existência: dá forma ao mineral, sensibilidade ao vegetal, instinto ao animal e inteligência ao homem.

Somos, fomos e seremos sempre espírito, e somos finitos na medida que almejamos e olhamos para o eterno, mas somos imortais e temos a potencialidade de evoluirmos infinitamente, e isto nos coloca próximos a Deus, à sua semelhança.

Em múltiplas vidas, o espírito vai se aperfeiçoando, adquirindo novas experiências e conhecimentos, errando e acertando, caindo e levantando, unindo o passado ao futuro numa cadeia ininterrupta de existências, até o momento do despertar da consciência superior, revelando uma inteligência e moral puras.

Diferentemente da matéria que se organiza de átomos em moléculas, que formam planetas, sóis, galáxias, para depois se desorganizarem e voltarem ao átomo em um ciclo material contínuo, a consciência espiritual evolui sem retrocessos, do instinto à inteligência, à intuição superior, à consciência crística. Fazemos uma marcha inexorável do homem ao anjo, e do anjo a Deus. Saímos da dualidade para a unidade, das sombras para a claridade, do medo para a confiança e a realização plena.

Mediunidade é a porta pela qual o mundo invisível encontra o visível, dividindo o mesmo destino. Através da mediunidade, podemos esquecer um pouco da nossa solidão e sentirmos a companhia de nobres almas que nos visitam como a um país distante. Também nos permite consolar e orientar aqueles que partiram despreparados para a jornada final da alma. Pela mediunidade confirmamos muitos dos nossos sonhos ou certificamos nossos piores medos.

Triste seria o homem que ao olhar o céu noturno e estrelado, nada visse senão grandes astros em fogo eterno, como grandes fornalhas devorando o combustível do universo, ou somente visse estradas abandonadas de poeira cósmica, ou mesmo grandes vastidões frias e silenciosas. Feliz do espiritualista que crendo em Deus, que é todo fecundo e nada cria sem dar um sentido pleno, olha para os astros distantes e vê a antiga morada de seus pais ou a futura casa de seus filhos, que ouve a música das esferas, e percebe um chamado longínquo de milhões de raças, de milhões de vozes, pois vasto é o universo e mais vasto ainda é a distância que a vida alcança.

Fonte: www.terraespiritual.org

Espiritismo

Doutrina Espírita ou Espiritismo

O que é Espiritismo?

É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

É o Consolador prometido, que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que Jesus ensinou, “restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido”, trazendo, assim, à Humanidade as bases reais para sua espiritualização.

O que revela?

Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.

Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da existência terrena e qual a razão da dor e do sofrimento.

Qual a sua abrangência?

Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos.

Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.

O que o Espiritismo ensina?

Pontos fundamentais:

Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.

Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (Homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.

No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.

Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.

Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.

Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos impelem para o mal.

Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela humanidade.

O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.

A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.

A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

Prática Espírita

Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.

A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

O Espiritismo não tem corpo sacerdotal e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: paramentos, bebidas alcoólicas, incenso, fumo, altares, imagens, andores, velas, procissões, talismãs, amuletos, sacramentos, concessões de indulgência, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios, rituais, ou quaisquer outras formas de culto exterior.

O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los.

A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é um dom que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da diretriz doutrinária de vida que adote.

Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.

O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem, trabalha pela confraternização entre todos os homens independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença ou nível cultural e social, e reconhece que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

Palavras de Kardec:

“Nascer, morrer, renascer, ainda, e progredir sempre, tal é a lei.

” “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade”.

“Fora da caridade não há salvação”.

O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita

Histórico do Espiritismo

Por volta de 1848, chamou-se a atenção, nos Estados Unidos da América, para diversos fenômenos estranhos que consistiam em ruídos, batidas e movimento de objetos sem causa conhecida. Esses fenômenos aconteciam com freqüência, espontaneamente, com uma intensidade e persistência singulares; mas notou-se também que ocorriam particularmente sob a influência de certas pessoas, às quais se deu o nome de médiuns, que podiam de certa forma provocá-los à vontade, o que permitiu repetir as experiências. Para isso, usaram-se sobretudo mesas; não que este objeto seja mais favorável que um outro, mas somente porque ele é móvel é mais cômodo, e porque é mais fácil e natural sentar-se em volta de uma mesa que de qualquer outro móvel. Obteve-se dessa forma a rotação da mesa, depois movimentos em todos os sentidos, saltos, reversões, flutuações, golpes dados com violência, etc. O fenômeno foi designado, a princípio, com o nome de mesas girantes ou dança das mesas.

Até então, o fenômeno podia explicar-se perfeitamente por uma corrente elétrica ou magnética, ou pela ação de um fluído desconhecido, e esta foi aliás a primeira opinião formada. Mas não se demorou a reconhecer, nesses fenômenos, efeitos inteligentes; assim, o movimento obedecia à vontade; a mesa ia para a direita ou para a esquerda, em direção a uma pessoa designada, ficava sobre um ou dois pés sob comando, batia no chão o número de vezes pedido, batia regularmente, etc.

Ficou então evidente que a causa não era puramente física e, a partir do axioma: Se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente, concluiu-se que a causa desse fenômeno devia ser uma inteligência.

Qual era a natureza dessa inteligência? Essa era a questão. A primeira idéia foi que podia ser um reflexo da inteligência do médium ou dos assistentes, mas a experiência demonstrou logo a impossibilidade disso, porque se obtiveram coisas completamente fora do pensamento e dos conhecimentos das pessoas presentes, e até em contradição com suas idéias, vontade e desejo; ela só podia, então, pertencer a um ser invisível.

O meio de certificar-se era bem simples: bastava iniciar uma conversa com essa entidade, o que foi feito por meio de um número convencional de batidas significando sim ou não, ou designando as letras do alfabeto; obtiveram-se, dessa forma, respostas para as diversas questões que se lhe dirigiam. O fenômeno foi designado pelo nome de mesas falantes. Todos os seres que se comunicaram dessa forma, interrogados sobre sua natureza, declararam ser Espíritos e pertencer ao mundo invisível. Como se tratava de efeitos produzidos em um grande número de localidades, pela intervenção de pessoas diferentes, e observados por homens muito sérios e esclarecidos, não era possível que fossem joguete de uma ilusão.

Da América, esse fenômeno passou para a França e o resto da Europa onde, durante alguns anos, as mesas girantes e falantes foram a moda e se tornaram o divertimento dos salões; depois, quando as pessoas se cansaram, deixaram-nas de lado para passar a outra distração.

O fenômeno não tardou a se apresentar sob um novo aspecto, que o fez sair do domínio da simples curiosidade. Os limites deste resumo, não nos permitindo segui-lo em todas as suas fases; nós passamos, sem transição, ao que ele oferece de mais característico, ao que fixa sobretudo a atenção das pessoas sérias.

Dizemos, inicialmente, que a realidade do fenômeno encontrou numerosos contraditores; uns, sem levar em conta o desinteresse e a honradez dos experimentadores, não viram mais que hábil jogo de escamoteação. Os que não admitem nada fora da matéria, que só acreditam no mundo visível, que acham que tudo morre com o corpo, os materialistas, em uma palavra; os que se qualificam de espíritos fortes, rejeitaram a existência dos Espíritos invisíveis para o campo das fábulas absurdas; tacharam de loucos os que levavam a coisa a sério, e os cumularam de sarcasmos e zombarias.

Outros, não podendo negar os fatos, e sob o império de certas idéias, atribuíram esses fenômenos à influência exclusiva do diabo e procuraram, por esse meio, assustar os tímidos. Mas hoje o medo do diabo perdeu singularmente seu prestígio; falaram tanto dele, pintaram-no de tantos modos, que as pessoas se familiarizaram com essa idéia e muitos acharam que era preciso aproveitar a ocasião para ver o que ele é realmente. Resultou que, à parte um pequeno número de mulheres timoratas, o anúncio da chegada do verdadeiro diabo tinha algo de picante para aqueles que só o tinham visto em quadros ou no teatro; ele foi para muita gente um poderoso estimulante, de modo que os que quiseram levantar, por esse meio, uma barreira às novas idéias, agiram contra seu próprio objetivo e tornaram-se, sem o querer, agentes propagadores tanto mais eficazes quanto mais forte gritavam.

Os outros críticos não tiveram sucesso maior porque, aos fatos constatados, com raciocínios categóricos, só puderam opor denegações. Lede o que eles publicaram e em toda parte encontrareis prova de ignorância e de falta de observação séria dos fatos, e em nenhuma parte uma demonstração peremptória de sua impossibilidade.

Toda a sua argumentação resume-se assim: “Eu não acredito, então não existe; todos os que acreditam são loucos e somente nós temos o privilégio da razão e do bom senso.” O número dos adeptos feitos pela crítica séria ou burlesca é incalculável, porque em todas elas apenas se encontram opiniões pessoais, vazias de provas contrárias. Continuemos nossa exposição.

As comunicações por batidas eram lentas e incompletas; reconheceu-se que adaptando um lápis a um objeto móvel: cesta, prancheta ou um outro, sobre os quais se colocavam os dedos, esse objeto se colocava em movimento e traçava caracteres. Mais tarde reconheceu-se que esses objetos eram tão-somente acessórios que podiam ser dispensados; a experiência demonstrou que o Espírito, que agia sobre um corpo inerte dirigindo-o à vontade, podia agir da mesma forma sobre o braço ou a mão, para conduzir o lápis. Tivemos então médiuns escritores, ou seja, pessoas que escreviam de modo involuntário, sob a impulsão dos Espíritos, dos quais poderiam ser instrumentos e intérpretes. A partir daí, as comunicações não tiveram mais limites, e a troca de pensamentos pode-se fazer com tanta rapidez e desenvolvimento quanto entre os vivos.

Era um vasto campo aberto à exploração, a descoberta de um mundo novo: o mundo dos invisíveis, como o microscópio havia feito descobrir o mundo dos infinitamente pequenos.

Que são esses Espíritos? Que papel desempenham no universo? Com que objetivo se comunicam com os mortais? Tais as primeiras questões que se teria a resolver. Soube-se logo, por eles mesmos, que não são seres à parte na criação, mas as próprias almas daqueles que viveram na terra ou em outros mundos; que essas almas, depois de terem despojado de seu envoltório corporal, povoam e percorrem o espaço. Não houve mais possibilidade de dúvidas quando se reconheceram, entre eles, parentes e amigos, com os quais se pôde conversar; quando estes vieram dar prova de sua existência, demonstrar que a morte para eles foi somente a do corpo, que sua alma ou Espírito continua a viver, que estão ali junto de nós, vendo-nos e observando-nos como quando eram vivos, cercando de solicitude aqueles que amaram, e cuja lembrança é para eles uma doce satisfação.

Geralmente fazemos dos Espíritos uma idéia completamente falsa; eles não são, como muitos imaginam, seres abstratos, vagos e indefinidos, nem algo como um clarão ou uma centelha; são, ao contrário, seres muito reais, com sua individualidade e uma forma determinada.

Podemos ter uma idéia aproximada pela explicação seguinte:

Há no homem três coisas essenciais:

l.º) a Alma ou Espírito, princípio inteligente em que residem o pensamento, a vontade e o senso moral;

2.º) o corpo, envoltório material, pesado e grosseiro, que coloca o Espírito em relação com o mundo exterior;

3.º) o perispírito, envoltório fluídico, leve, que serve de laço e intermediário entre o Espírito e o corpo. Quando o envoltório exterior está gasto e não pode mais funcionar, ele cai e o Espírito despoja-se dele como o fruto de sua casca, a árvore de sua crosta; em resumo, como se abandona uma roupa velha que não serve mais; é a isso que chamamos morte.

A morte, portanto, não passa da destruição do grosseiro envoltório do Espírito – só o corpo morre, o Espírito não. Durante a vida o Espírito está de certa forma limitado pelos laços da matéria a que está unido e que, muitas vezes, paralisa suas faculdades; a morte do corpo desembaraça-o de seus laços; ele se liberta e recupera sua liberdade, como a borboleta saindo de sua crisálida. Mas ele só abandona o corpo material; conserva o perispírito, que constitui para ele uma espécie de corpo etéreo, vaporoso, imponderável para nós e de forma humana, que parece ser a forma-tipo. Em seu estado normal, o perispírito é invisível, mas o Espírito pode fazer com que sofra certas modificações que o tornam momentaneamente acessíveis à vista e até ao contato, como acontece com o vapor condensado; é assim que eles podem às vezes mostrar-se a nós em aparições. É com a ajuda do perispírito que o Espírito age sobre a matéria inerte e produz os diversos fenômenos de ruído, de movimento, de escrita, etc.

As batidas e movimentos são, para os Espíritos, meios de atestar sua presença e chamar para si a atenção, exatamente como quando uma pessoa bate para avisar que há alguém. Há os que não se limitam a ruídos moderados, mas que chegam a fazer um alarido como de louça quebrando, de portas que se abrem e se fecham, ou de móveis derrubados.

Através de batidas e movimentos combinados eles puderam exprimir seus pensamentos, mas a escrita lhes oferece o meio completo, mais rápido e mais cômodo; é o que eles preferem. Pela mesma razão que podem formar caracteres, podem guiar a mão para traçar desenhos, escrever música, executar uma peça em um instrumento, em resumo, na falta do próprio corpo, que não têm mais, usam o do médium para manifestar-se aos homens de uma maneira sensível.Os Espíritos podem ainda manifestar-se de várias maneiras, entre outras pela visão e pela audição. Certas pessoas, ditas médiuns auditivos, têm a faculdade de ouvi-los e podem, assim, conversar com eles; outras os vêem – são os médiuns videntes. Os Espíritos que se manifestam à visão apresentam- se geralmente sob forma análoga à que tinham quando vivos, porém vaporosa; outras vezes, essa forma tem toda a aparência de um ser vivo, a ponto de iludir completamente, tanto que algumas vezes foram tomados por criaturas de carne e osso, com as quais se pôde conversar e trocar apertos de mãos, sem se suspeitar que se tratava de Espíritos, a não ser em razão de seu desaparecimento súbito.

A visão permanente e geral dos Espíritos é bem rara, mas as aparições individuais são bastante freqüentes, sobretudo no momento da morte; o Espírito liberto parece ter pressa de rever seus parentes e amigos, como para avisá-los que acaba de deixar a terra e dizer-lhes que continua vivendo.

Que cada um junte suas lembranças, e veremos quantos fatos autênticos desse tipo, de que não nos apercebíamos, aconteceram não só à noite, durante o sono, mas em pleno dia e no estado mais completo de vigília. Outrora víamos esses fatos como sobrenaturais e maravilhosos, e os atribuíamos à magia e à feitiçaria; hoje, os incrédulos os atribuem à imaginação; mas desde que a ciência espírita nos deu a chave, sabemos como se produzem e que não saem da ordem dos fenômenos naturais.

Acreditamos ainda que os Espíritos, só pelo fato de serem Espíritos, devem ser donos da soberana ciência e da soberana sabedoria: é um erro que a experiência não tardou a demonstrar. Entre as comunicações feitas pelos Espíritos, algumas são sublimes de profundidade, eloqüência, sabedoria, moral, e só respiram bondade e benevolência; mas, ao lado dessas, há aquelas muito vulgares, fúteis, triviais, grosseiras até, pelas quais o Espírito revela os mais perversos instintos.

Fica então evidente que elas não podem emanar da mesma fonte e que, se há bons Espíritos, há, também, maus. Os Espíritos, não sendo mais que as almas dos homens, naturalmente não podem tornar-se perfeitos ao abandonar seu corpo; até que tenham progredido, conservam as imperfeições da vida corpórea; é por isso que os vemos em todos os graus de bondade e maldade, de saber e ignorância.

Os Espíritos geralmente se comunicam com prazer, constituindo para eles uma satisfação ver que não foram esquecidos; descrevem de boa vontade suas impressões ao deixar a Terra, sua nova situação, a natureza de suas alegrias e sofrimentos no mundo em que se encontram. Uns são muito felizes, outros infelizes, alguns até sofrem horríveis tormentos, segundo a maneira como viveram e o emprego bom ou mau, útil ou inútil que fizeram da vida. Observando-os em todas as fases de sua nova existência, de acordo com a posição que ocuparam na terra, seu tipo de morte, seu caráter e seus hábitos como homens, chegamos a um conhecimento senão completo, pelo menos bastante preciso do mundo invisível, para termos a explicação do nosso estado futuro e pressentir o destino feliz ou infeliz que lá nos espera.

As instruções dadas pelos Espíritos de categoria elevada sobre todos os assuntos que interessam à humanidade, as respostas que eles deram às questões que lhes foram propostas, foram recolhidas e coordenadas com cuidado, constituindo toda uma ciência, toda uma doutrina moral e filosófica, sob o nome de Espiritismo.

O Espiritismo é, pois, a doutrina fundada na existência, nas manifestações e no ensinamento dos Espíritos. Esta doutrina acha-se exposta de modo completo em O Livro dos Espíritos, quanto à sua parte filosófica; em O Livro dos Médiuns, quanto à parte prática e experimental; e em O Evangelho segundo o Espiritismo, quanto à parte moral. Podemos avaliar, pela análise que faremos abaixo dessas obras, a variedade, a extensão e a importância dos assuntos que a doutrina envolve.

Como vimos, o Espiritismo teve seu ponto de partida no fenômeno vulgar das mesas girantes; mas como esses fatos falam mais aos olhos que à inteligência, despertam mais curiosidade que sentimento, satisfeita a curiosidade, fica-se menos interessado, na medida de nossa falta de compreensão. A situação mudou quando a teoria veio explicar a causa; sobretudo quando se viu que dessas mesas girantes com as quais as pessoas se divertiram algum tempo, saia toda uma doutrina moral que fala à alma, dissipando as angústias da dúvida, satisfazendo a todas as aspirações deixadas no vácuo por um ensinamento incompleto sobre o futuro da humanidade, as pessoas sérias acolheram a nova doutrina como um benefício e, a partir de então, longe de declinar, ela cresceu com incrível rapidez. No espaço de alguns anos conseguiu adesões em todos os países do mundo, sobretudo entre as pessoas esclarecidas, inúmeros partidários que aumentam todos os dias em uma proporção extraordinária, de tal forma que hoje pode-se dizer que o Espiritismo conquistou direito de cidadania. Ele está assentado em bases que desafiam os esforços de seus adversários mais ou menos interessados em combatê-lo e a prova é que os ataques e críticas não retardaram sua marcha um só instante – este é um fato obtido da experiência, cujo motivo os oponentes nunca puderam explicar; os espíritas dizem simplesmente que, se ele se propaga apesar da crítica, é que o acham bom e que se prefere seu modo de raciocinar ao de seus contestadores.

O Espiritismo, entretanto, não é uma descoberta moderna; os fatos e princípios sobre os quais ele repousa perdem-se na noite dos tempos, pois encontramos seus vestígios nas crenças de todos os povos, em todas as religiões, na maior parte dos escritores sagrados e profanos; só que os fatos, não completamente observados, foram muitas vezes interpretados segundo as idéias supersticiosas da ignorância, e não foram deduzidas todas as suas conseqüências.

Com efeito, o Espiritismo está fundado sobre a existência dos Espíritos, mas os Espíritos não sendo mais que as almas dos homens, desde que há homens, há Espíritos; o Espiritismo nem os descobriu, nem os inventou. Se as almas ou Espíritos podem manifestar-se aos vivos, é que isso é natural e, portanto, eles devem tê-lo feito todo o tempo; assim, em qualquer época e qualquer lugar encontramos a prova dessas manifestações abundantes, sobretudo nos relatos bíblicos.

O que é moderno é a explicação lógica dos fatos, o conhecimento mais completo da natureza dos Espíritos, de seu papel e seu modo de ação, a revelação de nosso estado futuro, enfim, sua constituição em corpo de ciência e de doutrina e suas diversas aplicações. Os Antigos conheciam o princípio, os Modernos conhecem os detalhes. Na Antigüidade, o estudo desses fenômenos constituía o privilégio de certas castas que só os revelavam aos iniciados em seus mistérios; na Idade Média, os que se ocupavam ostensivamente com isso eram tidos como feiticeiros e, por isso, queimados; mas hoje não há mistérios para ninguém, não se queima mais ninguém; tudo se passa claramente e todo mundo pode esclarecer-se e praticá-lo, pois há médiuns em toda parte.

A própria doutrina que os espíritos ensinam hoje não tem nada de novo; é encontrada em fragmentos na maior parte dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e inteira no ensinamento de Cristo. Então o que vem fazer o Espiritismo? Vem confirmar novos testemunhos, demonstrar, por fatos, verdades desconhecidas ou mal compreendidas, restabelecer em seu verdadeiro sentido as que foram mal interpretadas.

O Espiritismo não ensina nada de novo, é verdade; mas não é nada provar de modo patente, irrecusável, a existência da alma, sua sobrevivência ao corpo, sua individualidade depois da morte, sua imortalidade, as penas e recompensas futuras? Quanta gente acredita nessas coisas, mas acredita com um vago pensamento dissimulado de incerteza, e diz em seu foro íntimo: “E se não fosse assim?” Quantos não foram levados à incredulidade porque lhes apresentaram o futuro sob um aspecto que sua razão não podia admitir? Então, não é nada que o crente vacilante possa dizer: “Agora tenho certeza!”, que o cego reveja a luz? Pelos fatos e por sua lógica, o Espiritismo vem dissipar a ansiedade da dúvida e trazer de volta à fé aquele que dela se afastou; revelando-nos a existência do mundo invisível que nos rodeia, e no meio do qual vivemos sem suspeitar, ele nos dá a conhecer, pelo exemplo dos que viveram, as condições de nossa felicidade ou infelicidade futura; ele nos explica a causa de nossos sofrimentos aqui na terra e o meio de amenizá-los. Sua propagação terá por efeito inevitável a destruição das doutrinas materialistas, que não podem resistir à evidência. O homem, convencido da grandeza e da importância de sua existência futura, que é eterna, compara-a com a incerteza da vida terrestre, que é tão curta, e eleva-se, pelo pensamento, acima das mesquinhas considerações humanas; conhecendo a causa e o propósito de suas misérias, ele as suporta com paciência e resignação, porque sabe que elas são um meio de chegar a um estado melhor.

O exemplo daqueles que vêm do além-túmulo descrever suas alegrias e dores, provando a realidade da vida futura, prova ao mesmo tempo que a justiça de Deus não deixa nenhum vício sem punição e nenhuma virtude sem recompensa. Acrescentemos, finalmente, que as comunicações com os seres queridos que perdemos acarretam uma doce consolação, provando não só que eles existem, mas que estamos menos separados deles que se estivessem vivos num país estrangeiro.

Em resumo, o Espiritismo suaviza a amargura das tristezas da vida; acalma os desesperos e as agitações da alma, dissipa as incertezas ou os terrores do futuro, elimina o pensamento de abreviar a vida pelo suicídio; da mesma forma torna felizes os que aderem a ele, e está aí o grande segredo de sua rápida propagação.

Do ponto de vista religioso, o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e as recompensas futuras; mas é independente de qualquer culto particular. Seu propósito é provar, aos que negam ou duvidam que a alma existe, que ela sobrevive ao corpo, que ela sofre depois da morte as conseqüências ao bem e do mal que fez durante a vida corpórea; ora, isto é de todas as religiões.

Como crença nos espíritos, também não se afasta de qualquer religião, ou de qualquer povo, porque em todo lugar onde há homens há almas ou espíritos; que as manifestações são de todos os tempos, e o relato delas acha-se em todas as religiões, sem exceção. Pode-se, portanto, ser católico, grego ou romano, protestante, judeu ou muçulmano, e acreditar nas manifestações dos espíritos, e conseqüentemente ser Espírita; a prova é que o Espiritismo tem aderentes em todas as seitas.

Como moral, ele é essencialmente cristão, porque a doutrina que ensina é tão-somente o desenvolvimento e a aplicação da do Cristo, a mais pura de todas, cuja superioridade não é contestada por ninguém, prova evidente de que é a lei de Deus; ora, a moral está a serviço de todo mundo.

O Espiritismo, sendo independente de qualquer forma de culto, não prescrevendo nenhum deles, não se ocupando de dogmas particulares, não é uma religião especial, pois não tem nem seus padres nem seus templos.

Aos que indagam se fazem bem em seguir esta ou aquela prática, ele responde: Se sua consciência pede para fazê-lo, faça-o; Deus sempre leva em conta a intenção. Em resumo, ele não se impõe a ninguém; não se destina àqueles que têm fé ou àqueles a quem essa fé basta, mas à numerosa categoria dos inseguros e dos incrédulos; ele não os tira da Igreja, visto que eles se separaram dela moralmente em tudo, ou em parte; ele os faz percorrer os três quartos do caminho para entrar nela; cabe a ela fazer o resto.

O Espiritismo combate, é verdade, certas crenças como a eternidade das penas, o fogo material do inferno, a personalidade do diabo, etc.; mas não é certo que essas crenças, impostas como absolutas, sempre fizeram incrédulos e continuam a fazê-los? Se o Espiritismo, dando desses dogmas e de alguns outros uma interpretação racional, devolve à fé aqueles que dela desertaram não está prestando serviço à religião?

Assim, um venerável eclesiástico dizia a esse respeito: “O Espiritismo faz acreditar em alguma coisa; ora, é melhor acreditar em alguma coisa que não acreditar em absolutamente nada.”

Os Espíritos não sendo senão almas, não se pode negar os Espíritos sem negar a alma.

Sendo admitidas as almas ou Espíritos, a questão reduzida à sua mais simples expressão é esta: As almas dos que morreram podem comunicar-se com os vivos?

O Espiritismo prova a afirmativa pelos fatos materiais; que prova se pode dar de que isso não é possível? Se assim é, todas as negações do mundo não impedirão que assim seja, pois não se trata nem de um sistema, nem de uma teoria, mas de uma lei da natureza; ora, contra as leis da natureza, a vontade do homem é impotente; é preciso, querendo ou não, aceitar suas conseqüências, e adequar suas crenças e seus hábitos.

Conselho Espírita Internacional

Fonte: www.espirito.org.br

Espiritismo

Chega ao Brasil em meados do século XIX, nos estados do Rio de Janeiro, no Ceará, de Pernambuco e da Bahia. Ganha impulso com a formação de grupos de estudo das obras do professor francês Allan Kardec, fundador da corrente espírita conhecida como kardecismo.

Como na época as obras espíritas ainda não estavam traduzidas para o português, os adeptos da nova religião pertenciam a classes sociais mais instruídas.

Em 1884 é fundada a Federação Espírita Brasileira.

Em 1991, o espiritismo reúne cerca de 1,6 milhões de adeptos em todo o país. Em 2000, a Federação Espírita indica um número de 8 milhões de adeptos e cerca de 9 mil centros.

1 – O que é o Espiritismo

Segundo Allan kardec, “o Espiritismo é uma Doutrina filosófica com conseqüências éticas/morais”

2 – Base de apoio do Espiritismo

O Espiritismo é apoiado em uma base de conhecimento, sustentação teórica e experimentação constituída de três “pilares”:

Filosofia;
Ciência;
Ética/moral.

3 – Fundamentos que levam a sustentação teórica do Espiritismo

A existência de Deus;
A imortalidade da alma ou espírito;
Espírito conserva sua individualidade após a morte do corpo físico;
Espírito evolui sempre, passando por vários ciclos de existência no plano material;
Espírito possui o Livre Arbítrio, e o mesmo é inviolável;
A vida está presente em todo o Universo;
É possível a comunicação entre espíritos, mesmo que em planos diferentes;
Todo o Universo está em constante evolução.

4 – Espiritismo como filosofia de vida

A base filosófica do Espiritismo é explicitada inicialmente no Livro dos Espíritos; essa filosofia é calcada em que todos os espíritos são criados por Deus com os mesmos atributos e os mesmos potenciais, tendo por predestinação apenas a constante evolução; os espíritos têm o livre arbítrio, ou seja, são livres para fazer o que querem, sujeitando-se a Lei de Causa e Efeito como conseqüência de seus atos.

Os espíritos são criados para aprenderem a serem felizes, convivendo em harmonia com o universo e com as criaturas.

As Leis Naturais são perfeitas e a evolução do homem de dá a medida que aprende a “transitar” nas Leis Universais.

Tudo no universo está em relação, mesmo que em planos e dimensões diferentes; o espírito passa fases diferentes, na matéria e no plano espiritual, como forma de aprendizado e colaboração na evolução da natureza.

5 – O aspecto científico do Espiritismo

O aspecto científico do espiritismo é desdobrado basicamente no Livro dos Médiuns; estuda-se aí, conceitualmente, metodologicamente e experimentalmente, as relações entre os planos material e espiritual, em especial o processo de comunicação dos espíritos com os encarnados; outro aspecto muito importante que é estudado é a interação dos processos energéticos, interna e externamente ao complexo humano e entre planos.

6 – Os aspectos éticos e morais do Espiritismo

Os aspectos éticos e morais na Doutrina espírita, são desdobrados, desde o Livro dos Espíritos, no Evangelho Segundo o Espiritismo; utilizando como base o Evangelho cristão, Kardec promove uma análise dos fatores éticos necessários à aplicação da filosofia de vida espírita; a partir dos ensinos do Cristo, as Leis Morais de Deus são interpretadas e fundamentadas; mostra-se aí a aplicação da Lei de Amor e sua atualidade prática apresenta-se caminhos para a compreensão de Deus e de nossa relação com este e com toda a Obra da Criação; discute-se como aplicar a Lei de Amor e o porque dos aspectos filosóficos da vivência espírita; apresenta-se, fundamentalmente, os caminhos éticos para a evolução, antigamente chamada de “salvação”; estão colocadas aí as bases morais para o uso do livre arbítrio.

Os aspectos éticos e morais do Espiritismo, por pregarem e promoverem, se bem interpretados e seguidos, a ligação com Deus, definem um aspecto de Religião, mas nunca no sentido de “Igreja”, “Seita” ou “Culto”.

7 – Observações importantes

A separação dos “pilares” da Doutrina Espírita em três segmentos é mais didática do que prática, pois seus fundamentos se interpenetram e interagem; da mesma forma, atribuir conteúdos específicos às obras iniciais de Kardec é complicado, pois o Livro dos Espíritos contém toda a fundamentação necessária, que é desdobrada e detalhada nas demais obras. No entanto, o conteúdo dos Livros básicos da Codificação espírita não é estanque em cada livro, pois eles se interpenetram, pois formam um conjunto, um corpo.

8 – Bibliografia Indicada

O Livro dos espíritos – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec
O Evangelho Segundo o Espiritsmo – Allan Kardec
O que é o Espiritismo – Allan kardec
ABC do Espiritismo – Vitor Ribas Carneiro

Fonte: www.carlosparchen.net

Espiritismo

Espiritismo
Allan Kardec

DISTINÇÃO IMPORTANTE

Qualquer pessoa que acredite na vida espiritual- ou seja, que existe em si algo mais do que a matéria- é espiritualista. A distinção entre espiritualista e espírita se faz porque os Espíritas acreditam nas manifestações dos espíitos e também na Reencarnação como o meio que Deus nos dá para nos redimirmos de nossos erros e buscarmos a evolução.

É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

O ESPIRITISMO nos traz conceitos novos e profundos a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das leis que regem a vida. Nos faz ver quem somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

O Espiritismo abrange todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos.

Os mais importantes pontos da Doutrina Espírita:

Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.

A habitação dos Espíritos encarnados- o planeta Terra, coexiste com o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.

Existem outros mundos habitados, com seres em diferentes graus de evolução: iguais, mais ou menos evoluídos que os homens.

Todas as leis da Natureza são leis divinas,quer sejam físicas ou morais, pois que Deus é o seu autor.

O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo. Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição.

Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aperfeiçoamento. Os Espíritos evoluem sempre e em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem.

Conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado os espíritos podem ser: Espíritos Puros, aqueles que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, aqueles cujo desejo do bem é o que predomina: Espíritos Imperfeitos, são aqueles cuja ignorância, desejo do mal e paixões inferiores ainda predominam.

A interação dos Espíritos com os homens é constante. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos impelem para o mal.

Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que nos deixou é o que há de mais representativo da pura Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é ocaminho seguro para a evolução de todos os homens. assim como é inata a idéia da existência do Criador.

A prece enobrece o homem. Quem ora com fervor e confiança torna-se mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assistí-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

PRÁTICA ESPÍRITA

Toda a prática espírita é gratuita, dentro dos preceitos do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.

A prática Espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, ou quaisquer formas de culto exterior.

O Espiritismo não impõe os seus princípios, mas sim quer que aqueles interessados em conhecê-lo, submetam os seus ensinamentos ao crivo da razão antes de aceitá-los.

A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz de vida que adotem. Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.

O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social.

Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

ESPIRITISMO E AS OUTRAS RELIGIÕES

O Espiritismo é, pois, o mais avançado e perfeito sistema de iniciação espiritual dos tempos modernos, e as claridades dos seus ensinamentos iluminam os caminhos do adepto, como jamais o conseguiram quaisquer das doutrinas até hoje conhecidas e professadas, porque desde o seu advento realizou, entre muitas outras coisas, estas coisas notáveis:

1. colocou as verdades essenciais ao alcance de toda a humanidade, sem distinções de qualquer natureza, salvo as referentes à própria negatividade individual;
2. completou o quadro dos conhecimentos espirituais, compatíveis como entendimento dos homens desta época, transmitindo esclarecimentos ainda não revelados até o presente;
3. eliminou a necessidade de iniciações secretas e sectárias, generalizando seus conhecimentos para toda a massa do povo, sobretudo, popularizando o intercâmbio entre os mundos, pela mediunidade;
4. demonstrou que o progresso espiritual só pode ser realizado em boas condições mediante o desenvolvimento, eqüilibrado e, recíproco, do sentimento e da inteligência;
5. revelou que o Cristo- o Verbo- é o arqutieto da estruturação e da organização da vida neste planeta, medianeiro entre Deus e os homens, e que seu Evangelho é a síntese da mais alta moral e a norma da mais elevada realização espiritual;
6. evidenciou que o conhecimento das coisas de Deus não deve nem pode ser adquirido por métodos contemplativos, no isolament das coisas do mundo, mas, ao contrário, pelo convívio de todos os seres, ao contato das dores, das misérias e das imperfeições de todos os homens, porque a vida, ela mesma é que fornece experiência, sabedoria e elementos de aperfeiçoamento;
7. libertou o homem da escravização religiosa e do esforço, quase sempre improdutivo, da especulação filosófica, ofertando-lhe conhecimentos reais, concludentes, lógicos e completos, todos eles, passíveis de demonstração experimental.

Fonte: www.kardecismoonline.com.br

Espiritismo

A Missão do Espiritismo

1) Espiritismo – Escola de Verdades Espirituais

Diversos registros históricos e bíblicos de tempos antiguíssimos relatam fatos mediúnicos, interpretados como “milagres” ou como “sobrenatural”, com a intervenção de “demônios”.

O Espiritismo veio esclarecer tais fatos explicando haver neles a intervenção de espíritos desencarnados, que nada mais são do que os espíritos dos homens que viveram na matéria, animando corpos físicos e que conservam suas virtudes e seus defeitos. O Espiritismo simplifica e vulgariza as verdades ocultas, colocando a “luz” ao alcance de todos. Todos têm acesso às verdades, basta procurá-las, não é privilegio de alguns “iniciados”.

O Espiritismo é religião no sentido filosófico, porque toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.

Os princípios básicos em que se baseia a doutrina Espírita são – a imortalidade da alma; a lei das existências sucessivas do espírito na matéria (reencarnação); a lei de causa e efeito (carma); a comunicabilidade entre os dois planos da vida (mediunidade). Baseiam-se nos ensinamentos de Jesus.

O Espiritismo não é simplesmente mais uma religião para competir com as demais, mas principalmente uma filosofia com conseqüências religiosas, com a idéia de completar as religiões já existentes na época e não combatê-las. A base do espiritismo é conhecida e vivenciada há milênios no oriente, mas praticamente desconhecida no ocidente.

O espiritismo trouxe à luz do dia o conhecimento de forma simples, objetiva, direta, sem pieguismos religiosos, compreensível a todos.

O Espiritismo não é mediunismo. Trabalhamos como médiuns mas precisamos estudar a doutrina.

Do que trata o espiritismo?

De responder as questões fundamentais de nossa vida como: quem é você? o que está fazendo aqui? de onde vem? e para onde vai depois da morte?

O que é o espiritismo?

É uma doutrina revelada pelos espíritos superiores através de médiuns e organizada (codificada) por um educador francês conhecido por Allan Kardec, em 1857, na França.

Doutrina eminentemente cristã, baseia-se na pureza do cristianismo inicial. O espiritismo não admite rituais, liturgias, templos suntuosos, paramentos, corpo sacerdotal, sacramentos.

A doutrina espírita apóia-se no tripé: Filosofia, Ciência e Religião.

O espiritismo é ciência porque estuda, à luz da razão e dentro dos critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Não existe o sobrenatural no espiritismo. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação cientifica. São, portanto, de ordem natural.

O Espiritismo é filosofia porque a partir dos fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde você veio”, “ o que faz no mundo”, “ para onde vai, após a morte”. Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.

O espiritismo é religião porque ele tem por fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa.

Os cinco livros da codificação: (Pentateuco)

  • O Livro dos Espíritos
  • O Livro dos Médiuns
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo
  • Céu e Inferno – Justiça Divina
  • A Gênese
  • Obs: Obras póstumas – Revista Espírita

    A verdadeira missão do Espiritismo é esclarecer, consolar, instruir, iluminar e mostrar o verdadeiro sentido da vida; fazendo com que a criatura (espírito) encontre o seu caminho para o Criador (religião no sentido de religação).

    Fonte: www.ramatis.com.br

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