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História do Vinho

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vinho é uma bebida popular da humanidade há milhares de anos. Nossa predileção natural por esta bebida deriva de seu sabor maravilhoso, suas propriedades nutritivas e não menos importante seus efeitos psicotrópicos (intoxicantes).

De todas as bebidas alcoólicas, nenhuma teve tanto impacto na sociedade.

O comércio de vinho entre culturas abriu canais para as idéias religiosas e filosóficas se espalharem pela Europa. O vinho também é freqüentemente mencionado na Bíblia, desde Noé e suas vinhas até Jesus, como talvez o melhor vinicultor até hoje.

vinho é até hoje usado na Igreja Católica como um substituto do sangue de Cristo, o que é uma indicação do papel fundamental que a bebida desempenhou em anos passados. Séculos atrás, a indústria do vinho era também a marca de um país previdente, pois somente as sociedades desenvolvidas poderiam sustentar uma indústria do vinho próspera e competitiva.

Costuma-se dizer que a sociedade ocidental construiu seus alicerces sobre o vinho.

Vinho

Quando o vinho foi criado?

Ninguém pode ter certeza, mas existe uma antiga fábula persa que reconhece a mulher como a descobridora do vinho. De acordo com a fábula, ela era uma princesa que havia perdido as boas graças do rei.

A vergonha foi tão grande que ela comeu algumas uvas de mesa que haviam estragado na jarra na tentativa de acabar com sua vida.

Seu suicídio não saiu como planejado – em vez de cair no sono eterno, ela ficou tonta, intoxicada e depois desmaiou. Ao acordar, descobriu que todos os problemas de sua vida pareciam ter passado.

Ela continuou a comer as uvas estragadas e seu humor mudou tanto que ela recuperou o favor do rei.

Embora esta seja uma história agradável, a descoberta acidental do vinho provavelmente aconteceu algumas vezes em diferentes regiões, mas o que é certo é que a invenção do vinho é pura sorte.

Vinho – Fósseis de 60 milhões de anos

O primeiro sinal do vinho que todos conhecemos e amamos remonta a fósseis de 60 milhões de anos, o que significa que nossos ancestrais pré-humanos podem muito bem ter percebido que uvas mais velhas seriam mais desejáveis. Também podemos observar isso com nossos amigos animais de hoje, que tendem a preferir frutas mais maduras.

Os primeiros vestígios de vinho foram descobertos no local de Hajji Firuz Tepe, no norte das montanhas de Zagros, no Irã. O vinho datava do período Neolítico (8500-4000 a.C.).

A datação por carbono confirmou que o vinho era de cerca de 5400-5000 a.C.

Embora ainda tenham sido encontrados vinhos com datas anteriores a essa, acredita-se que a arte de fazer vinho tenha começado pouco depois de 6.000 a.C. acredita-se que esta seja a data de uma das criações mais importantes da humanidade, porque os povos dessas regiões conseguiram criar assentamentos permanentes por meio da domesticação de animais e plantas.

Esta era uma situação de vida muito mais estável do que o modo de vida Nômade, que a maioria dos humanos estava empregando atualmente.

Essa estabilidade permitiu que as pessoas experimentassem sua culinária e suas bebidas. Alguns dos nossos pratos e bebidas preferidos de que ainda hoje gostamos foram desenvolvidos nesta época, incluindo a cerveja e, claro, o vinho.

Esta era uma situação de vida muito mais estável do que o modo de vida Nômade, que a maioria dos humanos estava empregando atualmente.

Essa estabilidade permitiu que as pessoas experimentassem sua culinária e bebidas. Alguns dos nossos pratos e bebidas preferidos de que ainda hoje gostamos foram desenvolvidos nesta época, incluindo a cerveja e, claro, o vinho.

Vinho e os antigos egípcios

Agora, avançamos alguns milhares de anos até a era pré-dinástica dos faraós egípcios, quando o vinho estava se espalhando pelo mundo antigo. Os hieróglifos dessa época mostram que talvez o consumo excessivo de álcool não seja um problema tão moderno, já que, aparentemente, os Faraós não pareciam se importar muito com a qualidade – mas mais com a quantidade.

Até os faraós têm dias ruins!

No entanto, o vinho que os egípcios bebiam era um parente distante do vinho que conhecemos hoje. Os egípcios usavam uvas brancas, rosa, verdes, vermelhas e azuis escuras, além de figos, palmeiras, tâmaras e romãs.

Como você pode imaginar, o sabor teria sido completamente diferente do que esperaríamos ao ser servido vinho hoje. Produzir vinho a partir de várias frutas é essencialmente igual ao das uvas, exceto que o açúcar é adicionado para ajudar na fermentação.

Os egípcios usavam treliças, que eram protegidas da luz solar (porque a luz é muito intensa no Egito) e também sabiam que os últimos 100 dias antes da colheita eram os mais vitais.

Após a vindima (colheita da uva), as uvas foram encaminhadas para uma grande cuba de prensagem. Os egípcios pressionavam as uvas pisando-as, em vez de usar uma prensa de pedra para esmagar as sementes e os caules, adicionando um sabor amargo ao vinho resultante.

Em seguida, fez-se uma segunda prensagem do vinho numa camada de linho oblonga. Esta lama foi esticada sobre uma sólida estrutura de madeira enquanto quatro homens de um lado esticavam o linho, enquanto um quinto se certificava de que nenhum vinho precioso fosse derramado.

O processo de fermentação egípcia

fermentação é a conversão do açúcar das uvas em álcool. Durante esse processo, a levedura libera enzimas que se ligam e reagem com o açúcar para formar o álcool (etanol). A quantidade de álcool obviamente depende da quantidade de açúcar.

A porcentagem máxima de álcool em que a levedura pode sobreviver é de aproximadamente 15%. Qualquer açúcar restante adicionará doçura à bebida. Para conseguir uma bebida com consistência leve, ela seria fermentada por pouco tempo (alguns dias). Já se você quiser um produto final pesado, ele deve fermentar por muito tempo (várias semanas), além de ser aquecido, pois isso acelera a conversão do açúcar.

Para dar cor e amargor ao vinho, as sementes, talos e talos podem ter ficado no mosto. Isso significa que, para fazer um vinho tinto, a cor não seria apenas devido à cor da uva.

Os compostos da videira foram incluídos no mosto. O vinho um tanto arenoso seria então filtrado através do linho para descartar os talos e outros sólidos. O vinho foi então engarrafado e selado com lama e junco.

vinho seria selado alguns dias antes de virar vinagre.

Nessa época, o vinho era quase exclusivamente para a realeza e servido apenas em ocasiões especiais, como festivais. No entanto, também tinha usos médicos, como sedar mulheres durante o parto e como anti-séptico.

Ao selar seu vinho, os egípcios deixavam uma impressão na cera. Eram equivalentes aos rótulos de vinicultores que temos hoje.

Gregos e seu caso de amor com o vinho

As próximas pessoas a carregar a tocha deste grande comércio foram os gregos. Os primeiros sinais do vinho na Grécia foram as réplicas de prensas de vinho encontradas nos túmulos de Creta e datam de 3000 aC a 2000 aC.

Acredita-se que os comerciantes fenícios introduziram os gregos às alegrias do vinho. Depois que os fenícios fizeram esse favor aos gregos, as indústrias do vinho foram estabelecidas na maior parte da Europa Ocidental. Alexandre, o Grande, também introduziu a bebida na Ásia (um homem verdadeiramente GRANDE).

Então, da próxima vez que você encontrar um grego, agradeça-o por nos fazer o maior favor de todos os tempos. Os gregos conheciam os benefícios nutricionais de beber vinho, que é uma desculpa que todos usamos até hoje! Na Grécia antiga, o vinho era tão importante que desenvolveu um status religioso. Eles valorizavam muito o vinho e se referiam a ele como “O suco dos Deuses”.

Não poderia ter sido descrito melhor. Há também o deus grego do vinho, Dionísio, que é filho de Zeus e um dos deuses mais adorados.

Os gregos usavam o vinho para obter clareza mental quando participavam de um simpósio (uma reunião em que temas filosóficos predeterminados eram discutidos).

Eles nunca beberiam vinho como algumas pessoas fazem hoje e a embriaguez era mal vista. Esta é uma grande indicação de como as tradições do vinho estavam profundamente enraizadas na cultura.

Outra boa indicação disso é o épico de Homero, a “Ilíada”, e a frequente menção ao vinho nele.

Observando os países em que os gregos introduziram a vinificação, podemos ter uma vaga idéia de como os antigos gregos faziam o vinho e como ele pode ter seu sabor.

Outra pista para o sabor do vinho são as variedades gregas sobreviventes, como Limnio, Athiri, Aidani e Muscat.

antigo vinho grego tornou-se tão popular na Europa que as mudas de videiras das uvas da Grécia, para que eles pudessem cultivar seu próprio vinho de qualidade. Isso, é claro, significa que muitas das variedades de uvas que conhecemos hoje foram geradas pelas variedades gregas.

É sabido que as regiões de Hios, Thassos e Levos produziam vinhos de alta qualidade, enquanto os vinhos de Samos eram de baixa qualidade.

Todos os gregos perceberam que o ecossistema desempenhou um papel fundamental nas características do vinho resultante. Eles foram os primeiros a criar suas próprias denominações de origem, qualquer pessoa flagrada as violando recebia uma pena severa.

Os antigos gregos valorizavam muito o vinho doce, assim como os gregos atuais. Isso pode ter sido devido ao seu poder de permanência, mas é mais provável que sua popularidade derivasse da doçura e da maior porcentagem de álcool. Não é um segredo bem guardado que os gregos gostam de misturar seu vinho com água (incluindo água do mar, surpreendentemente) e adicionar mel e especiarias. Isso nos mostra como as tradições do vinho estavam profundamente enraizadas na cultura.

Os antigos gregos costumavam revestir as ânforas com resina de árvore, o que lhes dava um sabor muito característico.

Pensa-se que se desenvolveu no vinho que os gregos e grande parte do mundo bebem e apreciam hoje, conhecido como retsina.

Gregos e sua história recente do vinho

Durante a ocupação turca, a indústria do vinho da Grécia foi quase extinta, pois os turcos muçulmanos desencorajaram a produção de vinho e tributaram pesadamente os produtores de vinho.

Isso significava que muitos fazendeiros faliram e as únicas pessoas excluídas do pesado imposto eram monges.

Felizmente, os mosteiros mantiveram a embarcação viva na Grécia durante os 400 anos em que esteve ocupada. Os gregos então alcançaram a independência em 1821.

Os fazendeiros gregos começaram a substituir suas vinhas por vinhas produtoras de uvas passas, pois havia uma grande demanda por elas da França, cujas vinhas haviam sido devastadas pelo inseto Filoxera.

Depois que a França se recuperou, a demanda por passas diminuiu e os gregos começaram a cultivar vinhas novamente. Infelizmente, houve uma série de guerras (WW1, WW2 e a Guerra Civil Grega).

Isso impediu que um comércio de vinho estável fosse estabelecido até 1949.

Uva

No início, os produtores de vinho apenas produziam vinho de mesa padrão e parecia que a nação que produziu vinhos finos nunca mais voltaria à sua antiga glória. Felizmente, porém, os vinicultores gregos estão em alta e com um arsenal de 300 variedades de uvas nativas diferentes – cada uma com sabores muito distintos – eles logo retomarão sua posição como um dos principais produtores e distribuidores mundiais de vinho de qualidade.

A única coisa que resta para o retorno triunfante dos gregos ao topo é a promoção da produção de vinhos finos para os fazendeiros gregos e deixar o mundo saber que os gregos estão de volta.

A jornada do vinho romano

O próximo grupo a começar a desenvolver a vinificação e o crescimento real da videira por volta de 1000 aC foi, na verdade, uma colônia grega que havia se tornado tão forte que se tornou independente dos gregos.

Se você ainda não adivinhou, estou me referindo aos romanos. Os romanos deram grandes contribuições à ciência da vinificação. Eles deram passos enormes para a classificação de muitas variedades de uvas.

Eles também inventaram o barril de vinho de madeira. Este foi um grande desenvolvimento, considerando que o tipo de madeira usada para fazer o barril confere seus próprios sabores distintos ao vinho. Além disso, os barris permitem que o vinho evapore um pouco durante o processo de envelhecimento.

Voltarei ao processo de envelhecimento em caixões quando cobrirmos os franceses, pois eles aperfeiçoaram a técnica. É importante lembrar que os romanos estabeleceram as bases.

Os romanos também são considerados os primeiros a usar garrafas de vidro para o vinho. A garrafa de vinho mais antiga encontrada foi datada de 325 DC. A rolha havia sido inventada naquela época, mas os romanos preferiam preservar seu vinho colocando uma camada de azeite de oliva sobre ele. Eles classificaram muitas doenças que afligem as uvas.

No início, os romanos não gostavam de vinho e enviaram qualquer produto produzido nos Alpes aos bárbaros gauleses, que gostavam tanto da bebida. A bebida preferida dos romanos era cerveja e hidromel, por causa de seu passado guerreiro. O vinho realmente não decolou até a demissão de Cartago em 146 aC, porque com a demissão eles também adquiriram o primeiro livro sobre vinificação.

Então Cato, (que suspeitamente havia pressionado pelo ataque a Cartago) escreveu um livro sobre vinificação (que lhe rendeu uma fortuna), chamado ‘De Agi Cultura’. Graças a este livro, cerveja e hidromel eram coisas do passado e o vinho era a bebida do futuro.

Depois de mais cem anos, haveria regiões definidas para a produção de vinho. Aparentemente, as regiões mais desejadas eram Falernian e Cecuban, mas desapareceram depois de apenas 50 anos devido às obras públicas de Neronian. Se o vinho era tão bom quanto afirmam, isso prova conclusivamente que a condição mental do imperador Nero era realmente muito pobre.

Os romanos, assim como os gregos, gostavam de festas com bebidas onde ocorriam debates filosóficos e leituras de poesia.

A diferença nessas festas era que os romanos costumavam ficar muito bêbados e dançarinas e orgias também eram uma parte padrão da noite.

O mestre de cerimônias escolheria o tipo ou mistura de vinho, quanta água deveria ser misturada com o vinho e convocaria os brindes. Resumindo, ele teve o melhor trabalho na festa.

As pessoas que compareciam a essas festas eram ricas, mas os pobres também recebiam uma boa porção de vinho. No teatro e nos jogos, havia uma bebida chamada muslum, que consistia em vinho barato misturado com mel. Isso foi fornecido por políticos que precisavam de apoio para as próximas eleições. Se ao menos nosso MP fizesse o mesmo!

vinho não era apenas para diversão e também tinha um papel importante na religião. Também era muito consumido nas festas fúnebres à beira do túmulo.

vinho era derramado em orifícios especialmente projetados nas tumbas, para que os mortos pudessem compartilhar o vinho com os vivos. O vinho continuou a desempenhar um papel significativo na religião católica.

Ninguém pode realmente dizer qual era o gosto do vinho romano, mas como com os gregos, podemos ter uma boa idéia pelo sabor do vinho feito com as variedades de uvas sobreviventes.

Pessoalmente, prefiro deixar o mistério do sabor do vinho romano assim; um mistério. A outra grande contribuição que os romanos deram à vinificação foi que todas as províncias que conquistaram, então a maior parte da Europa Ocidental, eles estabeleceram uma indústria vinícola. À medida que o império crescia, o vinho em sua província começou a rivalizar com os vinhos feitos em Roma, especialmente em Portugal, que se tornou famoso por seu vinho.

Os romanos, portanto, deram-lhe a honra de chamá-lo de Lusitânia, em homenagem ao seu Deus do vinho Lyssa (Baco). A quantidade de vinho produzida era tão grande que em 92 DC o imperador Domiciano decretou que metade das videiras fora de Roma deveriam ser arrancadas.

O vinho ainda é uma parte importante da cultura italiana e é levado muito a sério, o que este provérbio italiano mostra muito bem: “Um barril de vinho pode fazer mais milagres do que uma igreja cheia de santos”.

Quando o Império Romano caiu em 476 DC, a Europa Ocidental mergulhou na Idade das Trevas e a produção de vinho só foi mantida viva pela Igreja Católica Romana.

Até os monges eram defensores do vinho

Monges (particularmente monges beneditinos) espalharam o conhecimento do vinho ainda mais, pois o vinho era necessário para a Sagrada Comunhão. A Igreja o transportou por toda a Europa, espalhando as “boas novas” por assim dizer.

O único problema era que o vinho que eles distribuíam estava bastante aguado, já que a Igreja não gostava da embriaguez (desmancha-prazeres). Por fim, a aristocracia francesa assumiu a tarefa de vinificar ao lado da igreja.

Em 1725, Bordeaux já havia classificado os melhores vinhos tintos que produzia, mas uma classificação oficial com base nos preços não foi criada até 1855. Essa classificação dividia os vinhos em até 5 classes ou crus.

Tudo isso teve um fim abrupto no início da Revolução Francesa em 1789, no final da qual em 1799 o poder estava com o povo. Mais importante, porém, eram os vinhedos.

A recém-fundada República Francesa removeu todos os privilégios feudais que o clero católico e os nobres possuíam. Quaisquer nobres que não conseguiram fugir também perderam a cabeça.

Toda a igreja e terras nobres foram retomadas e os vinhedos agora estavam nas mãos dos camponeses. Isso foi crucial para o desenvolvimento do vinho, já que agora os vinhedos estavam em competição e todo o sustento dos proprietários dependia do sucesso dos vinhedos.

A origem do vinho

Origem do Vinho

origem do vinho é tão controversa e imprecisa que situá-la em uma linha de tempo é muito difícil e as suposições nos levam até nossa pré-história.

Podemos imaginar que o homem primitivo, animal que aprendia constantemente com a natureza, tenha se deparado com o suco gerado pela queda de cachos de uva da videira e em algum momento tenha tentado reproduzir tal acontecimento, observando as alterações fermentativas sofridas por este suco ao passar dos dias.

Especula-se que o homem de Cro-Magnon que habitava a área que hoje chamamos de França já possuía habilidades para criar um vinho rudimentar.

Existem indícios de que havia produção de vinho com espécies silvestres em 8000 a.C. nas regiões que hoje chamamos de Turquia, Síria, Líbano e Jordânia e produção de vinho de videiras cultivadas em 7000 a.C. na hoje Geórgia Soviética. Contudo,especula-se que o primeiro vinho de uvas silvestres foi produzido no sopé das montanhas do Cáucaso, mais precisamente na Geórgia.

No Egito, em 3000 a.C. já existia um método para classificar os vinhos que eram elaborados e, em 1500 a.C, estes já eram identificados com safra, vinhedo, proprietário e responsável pela fabricação, não muito diferente da identificação atual que além destas informações apresenta também a casta da uva.

Eram diferentes

Em seus primórdios, os vinhos eram extremamente diferentes dos que bebemos nos dias de hoje. Acredita-se que eram espessos, com alto teor alcoólico e com muitos sedimentos.

Frequentemente eram diluídos em água, às vezes do mar, em proporções de até uma parte de vinho para 20 partes de água.

Tecnicamente o vinho é resultado da fermentação do açúcar existente no suco produzido com uvas. Além do álcool decorrente de tal processo, o etanol, encontramos açúcares, acetatos, ácidos e várias outras substâncias.

Por sua composição singular o vinho foi utilizado no passado como medicamento, substância anti-séptica, anestésico e até mesmo como método químico para tornar a água potável. Hipócrates, o precursor da medicina, no século IV a.C já prescrevia vinho para tratamento de reações alérgicas, como antitérmico, diurético e reenergizante.

Na antiguidade o álcool era tido como método importante tanto para conectar-se com os deuses quanto para aliviar as agruras de uma vida curta e, não raro, violenta. Na Grécia antiga, a depender da dose ingerida, o vinho podia ser considerado remédio ou veneno.

Difundia-se que até três doses de vinho era o recomendado para desfrutar dos benefícios do vinho. É interessante notar que o tamanho adotado para a maioria das garrafas de vinho atuais comporta seis doses, ou seja, três doses para duas pessoas.

A primeira menção de vinho de qualidade superior de um vinhedo específico (Premier Cru) data de 121 a.C. e refere-se ao Opimiano de Falerno, vinho da Campânia, na Itália, que de tão raro e caro era considerado um vinho para reis.

O deus Dionísio

vinho era tão importante para as civilizações antigas que havia um deus que o representava, o deus Dionísio (chamado de Baco na Lídia e em Roma).

Vários festivais eram realizados e templos construídos em seu nome.

Na maioria das civilizações era proibido às mulheres beber o vinho, apesar de ser função quase exclusivamente feminina a venda de tal produto.

Esta bebida também era importante mercadoria no comércio entre as civilizações antigas e frequentemente considerado uma espécie de ouro líquido. Nem mesmo a cerveja, muito consumida na antiguidade, conseguia o status do vinho. Este era considerado divino, tratado com distinção e associado aos momentos especiais, de prazer e de amor. Nada diferente do que é hoje.

Apesar de ser de conhecimento público os malefícios ocasionados pelo consumo excessivo de álcool, existem hoje vários estudos mostrando os efeitos benéficos do vinho, especialmente o tinto,quando ingerido de forma moderada, comprovando as antigas crenças sobre os poderes e auspícios desta bebida.

A Uva

História do Vinho

Num copo de vinho o que encontramos nada mais é que “suco de uva” transformado pela fermentação, pelo trabalho na cantina e pelo tempo.

Não existe tecnologia capaz de transformar uma uva medíocre num grande vinho. Está, portanto, na qualidade dos cachos da uva que se vai produzir, a premissa necessária para um grande vinho, um vinho de valor.

É fundamental a escolha da variedade que melhor se adapte a cada contexto geográfico e ambiental específico. É uma escolha difícil para o viticultor, que deve levar em conta inclusive as tendências do mercado futuro, tentando com isto antecipar suas previsões. Não podemos esquecer que um novo vinhedo, por exemplo, só começa a produzir uva de qualidade a partir do terceiro ano.

A variedade da uva, claro, é importantíssima no vinho. Os franceses espalharam o Cabernet e clonaram variedades e tipologias específicas. Os clones são numerados. O Cabernet clone 170, para exemplificar, faz um cacho diferente de um outro. É importante, sobretudo, escolher a variedade correta, de acordo com o sistema de cultivo adequado, além do que as operações no vinhedo devem ajustar-se à produção que se deseja obter.

O Pinot Negro é típico e nos facilita compreender os diversos fatores que concorrem para uma viticultura de qualidade. Esta uva, da casca preta, é uma das protagonistas do champagne e de muitos outros espumantes, método clássico, mas é também a uva da qual são produzidos vinhos tintos dentre os melhores do mundo, como os Borgognas da França e muitos italianos também.

No primeiro caso, obviamente, as uvas são vinificadas em branco, ou seja, sem a casca, responsável pela cor dos vinhos e no segundo com ela. Os clones porém não serão os mesmos.

Existem variedades de Pinot Negro indicadas para espumantes, ou, se se puder dizer melhor e assim: para a espumantização. Outras, ideais para a produção de grandes vinhos tintos.

Para espumantes os cachos da uva serão mais cheios e as frutinhas maiores. No caso dos tintos os cachos possuem dimensões reduzidas e as frutinhas serão menores, determinando, contudo, uma boa relação polpa/casca. E é nesta, a rigor, que se esconde, em sua maioria, as substâncias fenólicas, ou os chamados polifenóis, importantíssimos para os vinhos tintos.

Os sistemas de cultivo, ainda no nosso exemplo e também as operações no vinhedo são diferentes. Se a produção se destina a espumantes é possível manter um nível de produção elevado, mas se é para produzir vinho tinto é preciso um sistema de cultivo orientado para a obtenção de baixo rendimento, ou seja, um rendimento menor por hectare para concentrar bem o polifenol nas uvas, tentando-se sempre concentrar as substâncias num número menor de cachos.

No seu ciclo de vida vegetativa, a planta da uva transfere ao fruto um determinado número de substâncias e na medida em que se reduz o número de cachos se obterá, obviamente, uvas mais ricas e concentradas.

O que não se pode é errar no clone ou na variedade escolhida. Continuando com nosso exemplo. Vinificando em tinto, uvas Pinot destinadas à espumantização, obteremos vinhos fracos de estrutura, com pouca cor, poucos taninos e elevada acidez. Ao contrário, a vinificação em branco de cachos de Pinot indicados para a produção de vinhos tinto, proporcionará um vinho com pouca acidez, elemento importantíssimo nos espumantes.

Conclusão, válida para a viticultura em geral: para cada tipologia de vinho existem variedades e clones adequados e regras de cultura especificamente indicadas. É portanto fundamental definir antes, a destinação enológica, ou seja, aquilo que se quer obter de cada vinhedo e respeitá-la.

O objetivo na Cantina será sempre aquele de não “arruinar” a matéria prima que a natureza produziu.

O vinho branco é feito de uvas brancas embora uvas pretas possam ser utilizadas desde que não sejam esmagadas e sim prensadas. Depois de permitir que o sumo tenha se depositado, a fermentação começa.

Este processo é mais longo que o do tinto e a temperatura exata e a sua duração variam dependendo do estilo de vinho.

O processo usado para se fazer o tinto é semelhante ao branco, só que a casca da uva é mantida em contato com o sumo em fermentação, dando assim muito mais intensidade no sabor e na cor do vinho.

A fermentação, que dura de 10 a 30 dias, é a uma temperatura mais alta para os tintos do que para os brancos. O vinho pode ser envelhecido tanto em barris quanto em tinas antes de ser engarrafado.

Vinhos Tintos

Ao contrário dos vinhos brancos, nos tintos o envelhecimento corresponde a uma progressiva diminuição da intensidade da cor. O tinto púrpura distingue os vinhos mais jovens, já aqueles com evidentes reflexos alaranjados, ao contrário, os mais envelhecidos.

O tinto púrpura é intenso, com tendência ao violeta e é típico do vinho jovem. Tem entre 6 e 18 meses.

O tinto rubinado é a cor mais difundida. É um tinto escuro que lembra a pedra preciosa que lhe é homônima. Distinguem-se por serem vinhos para consumo relativamente jovem, mas já acompanhando seu correto estágio evolutivo. Dois a tres anos de repouso.

O tinto grená, ou romã, ou ébano-vermelho, uma cor matizada com sangue é o primeiro sinal de maturidade do vinho.

Um vinho cuja cor tenha esta tendência diz-se que se trata de um vinho já repousado ao menos tres ou quatro anos. Frequentemente indica um boa evolução. De tres a sete anos.

O Tinto matizado com marrom ou marrom. Indica o apogeu nos grandes vinhos. Indicador típico de envelhecimento, estágio evolutivo dos grandes vinhos que chegam ao seu máximo de desenvolvimento com a idade.

Pode indicar, porém, decadência naqueles vinhos sem estrutura para envelhecer.

Vinhos Brancos

Vão dos “quase brancos” aos “quase alaranjados”. É vasta a gama de cores dos vinhos brancos que depende muito do vinhedo, do amadurecimento das uvas e da idade. Recordemos, porém, que, com o envelhecimento, a cor dos vinhos brancos tende a aumentar de intensidade. Deve-se controlar, entretanto, os reflexos acinzentados e as cores muito acesas. São, frequentemente, indicadores negativos.

O branco carta: é um vinho quase incolor, frequentemente distingue vinhos fragrantes e para serem bebidos ainda jovens. Indicam frescor e juventude também os reflexos esverdeados.

O amarelo palha: é típico do amarelo claro, diferencia-se segundo sua maior ou menor intensidade.

Amarelo dourado: é um amarelo intenso, oriundo de vinhedos particulares. É frequentemente encontrado nos brancos importantes, longevos ou envelhecidos na madeira.

Amarelo âmbar: é a cor típica dos vinhos passados, liquorosos e dos vinhos obtidos de uvas muito maduras.

Vinhos Rosados

Também aqui uma ampla gama de tonalidades para os vinhos rosados que dependem do tempo de contato entre o mosto e a casca, quando de seu fabrico.

Tonalidades amarelas-alaranjadas caracterizam envelhecimento que, no caso dos rosados é característica negativa que, ao contrário, distinguem-se pelo frescor e o aroma frutado da juventude.

Diversos rosas são encontrados.

Aqueles cor de pétala de flores, os rosas intensos que lembram cerejas, aqueles escuros que mais parecem tintos que rosados, mas que não possuem a intensidade dos tintos e o rosa intenso com reflexos que o fazem tender para o alaranjado.

A cor do vinho tinto vai do rosa ao quase preto.

A região de origem do vinho também influencia na cor.

O tinto clareia com o tempo. Quanto mais marrom e pálido for a margem mais maduro é o vinho.

Melhor observa-se a margem, inclinando-se o copo na direção oposta a que você se encontra.

Vinhos envelhecidos em carvalho perdem mais cor do que os envelhecidos em garrafa.

A cor desaparece perto da margem, vinho de qualidade media.

Uma cor intensa indica um clima quente.

Uma cor intensa nos brancos indica doçura.

História do Vinho – Resumo

A história nos aponta alguns dados, mas não podemos ter certeza de como, em que local, nem em que data tudo aconteceu e nem tão pouco quem foi o inventor. O vinho é a bebida mais antiga e mais nobre.

A paleontologia (Ciência que estudam fósseis) tem encontrado sinais de ter existido muito antes da existência do homem. Acredita-se que o vinho aconteceu por acidente, as uvas eram colhidas e colocadas em recipientes que pudessem colher seu suco.

Na Turquia, em Damasco, na Síria, no Líbano e na Jordânia, onde foi encontrada semente de uva da idade da pedra cerca de 8000 a.C., mas foi na Geórgia (Rússia) que descobriram as sementes de uva mais antigas, e foram datadas por marcação de carbono por volta de 7000-5000 a.C.

Os hititas (povo da antiguidade que ocupou a Ásia Menor), língua indo-européia, ocuparam por volta de 2000 a.C., na região de Anatólia (Turquia), eles gostavam muito de vinho, vistos pela criação de frascos para beber o vinho.

Os primeiros a registrar os detalhes da vinificação em suas pinturas, por volta de 3000 a 1000 a.C. foram os Egípcios, eles não foram os primeiros a fabricar o vinho. Eles descobriram sem querer que o suco de uva, depois de um certo tempo, tinha um certo teor alcoólico e então foi assim que concretizaram o vinho, mas foram os semitas (indivíduo dos Semitas, família etnográfica que estuda a descrição dos povos, sua língua, raça, religião, dos hebreus, dos assírios, dos aramaicos, dos fenícios e os árabes, em sentido restrito, os judeus) foi então por eles divulgado o uso da fermentação da uva na Europa.

Os primeiros a introduzir o estudo do que diz respeito aos vinhos (enologia) foram os romanos, eles também apresentaram as primeiras técnicas para ter maior quantidade de açúcares, eles cozinhavam o sumo das uvas antes de acabar a fermentação, outro processo era de muchar as uvas das videiras, naquele tempo eles também colocavam mel ao vinho e era considerada uma bebida de luxo.

Teve também lendas de onde começou à produção do vinho, uma delas está escrito no velho testamento, no capitulo 9 de Gênesis, fala que Noé depois de retirar os animais, plantou um vinhedo, fez o vinho, bebeu e se embriagou..

Foi na Grécia entre o século VI e o II a.C., que surgiu a indústria vinícola, foi a Grécia que levou o vinho para o sul da Itália após 800 a.C.

Em Etrúria antiga região da Itália já elaborava o vinho e comercializavam na Gallia em Borgogna.

A videira é considerada como a planta que simboliza a vida humana e o vinho é o melhor presente do senhor.

Os monges tiveram como tradição a prática agrícola, os três conventos franceses importantes dessa época, foram dois em Borgogna, um da ordem de São bento em Cluny, perto de Mâcon em 529, outro da ordem de São Bernardo em Ceteaux perto de Beunne em 1098, e outro em Cayraux na região de Champagne, e ai se deve aos frades, os famosos vinhedos, ai então veio a publico o vinho de Champagne.

Dom Perignon foi o inventor do champagne, foi um monge que teria descoberto por acaso uma outra fermentação desenvolvendo gás e assim ficando frisante.A partir de 1860, pode -se dizer que o conhecimento prático devido à experiência, foi concluído que melhorou muito a qualidade do vinho. Ainda hoje muita gente acha que o produto deve agir naturalmente, mas os produtores e os técnicos estão tendo um equilíbrio para que os consumidores tenham uma boa qualidade de vinho.

Hoje o consumidor do mundo todo pode apreciar os bons vinhos, como os branco, tinto, e rose, os frisantes brancos, tintos e rose de boa qualidade.

Fonte: www.arenaflowers.com/correiogourmand.com.br/www.icout.net/ube-164.pop.com.br/cellar.asia

 

 

 

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