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Catolicismo

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Catolicismo – O que é

catolicismo é uma fé cristã caracterizada por um conjunto específico de crenças, práticas e comportamentos. Além de uma crença na divindade de Jesus Cristo, que é compartilhada por todas as religiões cristãs, o catolicismo reconhece a autoridade suprema da Sé Romana, ou Papa, e acredita na transubstanciação do pão e do vinho no corpo e sangue literal de Cristo como a Eucaristia.

catolicismo também apóia a adesão dos praticantes a um conjunto de ações conhecido como sacramentos.

No longo e sangrento caminho da religião ao longo da história, o catolicismo se ramificou em dois segmentos principais: a Igreja Católica Romana, ou Ocidental, e a Igreja Católica Oriental.

Muitos acreditam que o alvorecer do catolicismo foi a ressurreição de Cristo, mas na verdade pode ser rastreada até uma história antiga da Bíblia. Jesus, surpreendendo seus seguidores ao caminhar sobre as águas, os convida a se juntar a ele. Apenas um, Peter, concorda em fazê-lo e realmente realiza a façanha por um momento antes de ficar com medo e afundar.

Jesus está tão satisfeito com a fé de Pedro que declara que Pedro é a rocha sobre a qual “edificarei a minha Igreja” (Mateus 16:18).

Essa história é considerada por muitos como uma declaração de que Pedro é o primeiro papa da Igreja Católica, embora esse termo comum não fosse usado por muitos séculos.

O termo católico vem de uma antiga palavra grega para universal e, por muitos séculos após sua ascensão inicial ao poder, o catolicismo reinou como a fé quase universal do mundo ocidental.

A dissidência contra o poder e as políticas da igreja acabou levando a grandes divisões de fé na Idade Média, muitas vezes resultando em revoluções ensanguentadas.

Os braços oriental e ocidental do catolicismo foram divididos na prática e na tradição desde o início do desenvolvimento da fé, diferenciados um do outro em grande parte pelas grandes divisões de linguagem, tradição cultural e geografia simples que isolaram a prática e o desenvolvimento na reinos oriental e ocidental. Embora ambos os braços da fé permaneçam fiéis a certas crenças centrais, o catolicismo oriental foi influenciado em algum grau pelo desenvolvimento de outras religiões orientais, convulsões políticas e mudanças sociais, assim como a Igreja Católica Ocidental foi influenciada pelo surgimento do protestantismo, o desenvolvimento da democracia e as muitas guerras do mundo ocidental.

Catolicismo
Jesus Cristo

Algumas idéias importantes no catolicismo incluem a aceitação da Santíssima Trindade, uma teoria que sugere que Deus realmente consiste em três presenças: Deus o Criador, Jesus e o Espírito Santo ou Espírito Santo.

catolicismo também insiste na divindade de Jesus, apoiando a ideia de que ele era divino e humano e foi concebido imaculadamente por Maria, sua mãe humana.

Outro ponto importante da religião são os sacramentos, que são sete ações pelas quais os humanos podem compartilhar diretamente da graça de Deus, de acordo com a doutrina. Os sacramentos incluem o batismo, a reconciliação, a comunhão, a confirmação, o matrimônio, o recebimento das sagradas ordens e a unção dos enfermos.

Catolicismo – Religião

Catolicismo é uma religião que surgiu a partir do ano 50 depois de Cristo, a partir da deturpação do verdadeiro Cristianismo.

Jesus Cristo (Yehoshua haMashiach) é judeu, e sempre pregou o Judaísmo, e sempre praticou o Judaísmo.

Portanto, os verdadeiros seguidores de Jesus também pregam e praticam o Judaísmo.

Catolicismo surgiu aproximadamente no ano 50 depois de Cristo, quando alguns dos seguidores de Jesus Cristo começaram a dizer que não é necessário obedecer a certos mandamentos da Lei de Deus (Torah), e assim se tornaram hereges.

A origem mais remota do Catolicismo ocorreu quando Paulo de Tarso começou a dizer aos gentios que estavam se convertendo a Deus que eles não precisavam fazer a circuncisão para serem salvos.

Este fato é mencionado no livro católico de Atos dos Apóstolos, capítulo 15, versículos 1 e 2, onde consta o seguinte:

E alguns que desceram da Judéia ensinavam os irmãos, dizendo: se não fordes circuncidados segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos. Mas havendo resistência e discussão não pouca de Paulo e de Barnabé contra eles, resolveram subir Paulo e Barnabé e alguns outros deles, para os apóstolos e anciãos em Jerusalém, sobre aquela questão.?

Na realidade, os gentios precisam fazer a circuncisão para serem salvos, pois está escrito na Bíblia, em Gênesis 17:9-14 e em Levítico 12:3 que Deus ordenou que todos os homens sejam circuncidados, e está escrito em Êxodo 12:49 e em Números 15:15-16 que Deus disse que a Lei é a mesma para os israelitas e para os estrangeiros, e está escrito em Gênesis 17:9-14 que Deus mandou que fossem circuncidados também os servos estrangeiros de Abraão, e está escrito em Êxodo 12:48 que os estrangeiros também devem fazer a circuncisão, e está escrito em Isaías 51:1 que os incircuncisos não entrarão em Jerusalém, e está escrito em Ezequiel 44:9 que os incircuncisos não entrarão no Santuário de Deus, e está escrito em Isaías 56:3-7 que os estrangeiros que se juntarem a Javé (Yahveh) e abraçarem o Seu pacto, entrarão no Seu Santuário, o que mostra que eles terão feito a circuncisão, pois caso contrário não poderiam entrar no Santuário de Javé (Yahveh), e vemos em Gênesis 17:9-11 que o pacto de Javé (Yahveh) é a circuncisão.

Portanto, vemos que os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo (Yeshua haMashiach) eram aqueles que estavam dizendo aos gentios que eles precisavam fazer a circuncisão para serem salvos (Atos 15:1), e vemos que Paulo de Tarso se desviou do caminho de Deus, e passou a desobedecer aos mandamentos de Deus, e passou a pregar a desobediência aos mandamentos de Deus.

Consta no livro católico de Atos dos Apóstolos que Barnabé, Pedro e Tiago teriam concordado com Paulo de Tarso, mas o trecho Gálatas 2:11-13 mostra que na realidade Tiago, Pedro e Barnabé não concordavam com Paulo de Tarso.

Então ocorreu uma divisão, e aqueles que continuaram obedecendo aos mandamentos de Deus foram posteriormente chamados ebionitas, e aqueles que começaram a dizer que não é necessário obedecer a alguns mandamentos da Lei de Deus, foram mais tarde chamados católicos.

O Catolicismo contém várias doutrinas heréticas, das quais as principais são as seguintes:

1) O antinomismo, doutrina falsa que diz que Jesus Cristo aboliu a Lei de Deus, e que depois de Jesus Cristo mudou tudo, e que alguns mandamentos da Lei de Deus não precisam mais ser obedecidos. Os versículos Mateus 5:17-19 mostram que esta doutrina é falsa.
2) 
O Cristoteísmo, doutrina falsa que diz que Jesus Cristo é Deus. O versículo Deuteronômio 6:4, repetido por Jesus Cristo em Marcos 12:29, mostra que esta doutrina é falsa.
3)
 A doutrina do nascimento virginal de Jesus Cristo. Esta doutrina é falsa, pois as profecias diziam que o Messias seria da semente de Davi (2 Samuel 7:12-16 e 1 Crônicas 17:11-14 e Salmos 89:20-38), e José é que era da semente de Davi, como se vê na genealogia que está em Mateus 1:6-16, de modo que se Jesus não tivesse sido gerado por José, ele não seria da semente de Davi, e conseqüentemente não poderia ser o Messias (ou Cristo), e no manuscrito Codex Sinaiticus, da versão siríaca do Evangelho segundo Mateus, consta que José gerou Jesus, e no livro antigo chamado Dialogus Timothei et Aquila consta a transcrição do versículo Mateus 1:16 com a seguinte redação: Jacó gerou José, e José gerou Jesus.
4)
 A doutrina da Santíssima Trindade, que diz que Deus é três mas é um. Esta doutrina é falsa, pois está escrito em Deuteronômio 6:4 que Deus é um.

Para apoiar estas suas doutrinas heréticas, os católicos fizeram alterações no texto do Evangelho segundo Mateus, e compuseram outros evangelhos, sendo que, para comporem os seus 4 Evangelhos, eles se basearam no verdadeiro Evangelho, que é o texto autêntico do Evangelho segundo Mateus, e acrescentaram várias coisas.

Posteriormente, surgiram outras doutrinas falsas no Catolicismo, como, por exemplo, a doutrina da imaculada conceição de Maria, e a doutrina da ascensão de Maria, doutrinas estas que têm por objetivo endeusar Maria, mãe de Jesus, violando assim o mandamento de Deus que está em Êxodo 20:3, onde está escrito que Deus disse para nós não termos outros deuses diante d?Ele.

Surgiram também várias práticas erradas no Catolicismo, como, por exemplo, a prática de fazer pedidos a pessoas que já morreram, e que são consideradas santas pela Igreja Católica, prática esta que é uma forma de politeísmo, e é uma violação ao mandamento de Deus, que está em Êxodo 20:3, pois as pessoas que fazem pedidos aos santos atribuem a eles poderes sobrenaturais, de modo que os santos são deuses para essas pessoas.

Essa prática é também violação do mandamento de Deus que está em Deuteronômio 18:10-12, onde está escrito que Deus proibiu que façamos pedidos a mortos. Além disso, fazem imagens dos santos, e se inclinam diante das imagens, violando o mandamento de Deus, que está em Êxodo 20:4-5.

Catolicismo versus cristianismo

Católico e Cristão

catolicismo é uma denominação, e é, portanto, um subconjunto do cristianismo. Todos os católicos são cristãos, mas nem todos os cristãos são católicos. Um cristão refere-se a um seguidor de Jesus Cristo, que pode ser um católico, protestante, gnóstico, Mórmon, Evangélica, anglicana ou ortodoxo, ou seguidor de outro ramo da religião.

Um católico refere-se a um cristão que segue a religião católica como é transmitida através da sucessão dos Papas de Roma e do Império do Vaticano ao longo da história.

O Papa é o líder da Igreja Católica.

A Igreja Católica é a maior das Igrejas Cristãs – cerca de 60% dos cristãos são católicos.

Catolicismo – Crenças

Enquanto o catolicismo prega e acredita que a Igreja Católica Romana ser a autoridade suprema, o cristianismo abrange todas as igrejas, bem como indivíduos, sem igrejas, como muitos profissionais modernos podem ser os crentes em Cristo, mas não frequentadores da igreja ativos. Ambos os católicos e outros tipos de cristãos vai estudar a Bíblia, ir à igreja, buscar maneiras de introduzir os ensinamentos de Jesus em sua vida, e se envolver em oração.

Os católicos também seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, mas fazê-lo através da igreja, que eles consideram como o caminho para Jesus. Eles acreditam na autoridade especial do Papa, que outros cristãos podem não acreditar, enquanto que os cristãos são livres para aceitar ou rejeitar os ensinamentos individuais e interpretações da Bíblia.

Católicos e cristãos buscar o perdão por seus pecados pessoais através da fé em Jesus Cristo. O objetivo do cristão e católico é a manifestação do Reino de Deus na Terra e atingir o céu em vida após a morte.

A Igreja Católica ensina as doutrinas de Jesus Cristo como transmitidos no Novo Testamento da Bíblia, bem como os ensinamentos, Salmos, e histórias dos judeus profetas no Antigo Testamento.

O católico Religião preserva uma tradição de Sacerdócio, Monks e Freiras que remontam ao início dos anos Idade Média e antes.

religião católica é baseada em toda a Bíblia, especialmente nos ensinamentos diretos de Jesus dadas no Novo Testamento da Bíblia. Outros textos cristãos não-católicos, com base nos ensinamentos de Jesus incluem os gnósticos Evangelhos.

Catolicismo – Salvação

Cristãos e católicos acreditam que a salvação é um dom, por meio da graça imerecida de Deus, um presente de um Pai Celestial amoroso que enviou Seu Filho unigênito Jesus para ser o seu salvador.

Eles acreditam que, através da fé em Jesus, podemos ser salvos do pecado e da morte eterna.

No entanto, a Bíblia registra em João 3: 3-10 que, para que qualquer pessoa para entrar no Reino dos Céus, é preciso nascer de novo pelo Espírito de Deus.

Este foi ensinado pelo próprio Senhor Jesus Cristo e está registrado nas Escrituras, tanto católicos e protestantes Bíblias.

Os católicos acreditam que um nasce de novo no batismo. Os cristãos acreditam que uma vez que você acreditar e ter fé em Cristo você nasce de novo. Você não tem que ser batizado para ser cristão, mas em todas as Escrituras, as pessoas recebem Cristo, então eles são batizados. O batismo é a representação de morrer com Cristo e sendo levantada com ele.

Catolicismo – Escrituras

Os ensinamentos da Igreja Católica são provenientes de duas fontes, em primeiro lugar, as Sagradas Escrituras ( a Bíblia ) e em segundo lugar a Sagrada Tradição.

Catolicismo, como o cristianismo se refere à Bíblia Sagrada, uma coleção de livros canônicos em duas partes (o Antigo Testamento eo Novo Testamento ) como autoritário: escritos por autores humanos, sob a inspiração do Espírito Santo, e, portanto, a inerrante Palavra de Deus. Então de certa forma ambos seguem a Bíblia como sua escritura central, no entanto, existem nove livros que são deixados de fora de traduções cristãs modernas.

A Igreja Católica Romana

A Igreja Católica é a instituição mais antiga do mundo ocidental. Ele pode traçar a sua história quase 2000 anos.

Hoje, existem mais de um bilhão de católicos no mundo, espalhados por todos os cinco continentes, com concentrações particularmente no Sul da Europa, Estados Unidos, Filipinas e os países da América do Sul e Central. O que une este grupo diversificado de pessoas em conjunto é a sua fé em Jesus Cristo e sua obediência ao papado.

Os católicos acreditam que o Papa, com sede em Roma, é o sucessor de São Pedro, a quem Cristo apontado como o primeiro chefe de Sua Igreja.

Ele, portanto, está em que o catolicismo chama a sucessão apostólica, uma linha ininterrupta de volta para Pedro e tem autoridade suprema. Papas pode falar infalivelmente em questões de fé e moral.

Os credos e o Catolicismo

A palavra católico surge nos principais credos (definições de fé semelhantes a preces) cristãos, nomeadamente no Credo dos Apóstolos e no Credo Niceno.

Os cristãos da maior parte das igrejas, incluindo a maioria dos protestantes, afirmam a sua fé “numa única santa Igreja católica e apostólica”.

Esta crença refere-se à sua crença na unidade última de todas as igrejas sob um Deus e um Salvador. No entanto, neste contexto, a palavra católico é usada pelos crentes num sentido definitivo, e não como o nome de um corpo religioso.

Doutrina católica

Os quatro primeiros concílios ecumênicos definiram as concepções trinitárias e cristológicas, sintetizadas no símbolo conhecido como Credo, adotado no ritual da missa.

O dogma trinitário afirma a crença num só Deus, que se manifesta por meio de uma trindade de pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O dogma cristológico admite que Cristo é o Filho de Deus, encarnação do Verbo divino, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

O advento de Cristo deu-se por meio da Virgem Maria que, segundo o dogma mariológico, concebeu do Espírito Santo. A finalidade da encarnação de Cristo foi salvar a humanidade do pecado original, que enfraqueceu a natureza humana e acentuou sua tendência para o mal, de acordo com o dogma soteriológico.

A doutrina do pecado original e da graça foi elaborada por santo Agostinho nas primeiras décadas do século V. A partir do século XIII, Tomás de Aquino procurou estabelecer uma ponte entre o saber teológico e a filosofia aristotélica, afirmando que as verdades da fé superam a racionalidade humana mas não estão em contradição com ela.

Assim sendo, a filosofia deve estar a serviço da teologia cristã. Tomás de Aquino tornou-se o mestre por excelência da doutrina católica, com a síntese por ele realizada na Suma teológica. No século XVI, o Concílio de Trento definiu dois pontos fundamentais. Em primeiro lugar, a afirmação da doutrina da igreja, considerada como uma sociedade hierárquica, dentro da qual se atribui ao clero o poder de magistério, de ministério do culto e de jurisdição sobre os fiéis.

Em segundo lugar, o concílio definiu a doutrina dos sete sacramentos da igreja (batismo, crisma ou confirmação, confissão, eucaristia, extrema-unção, ordem e matrimônio), além de proclamar a presença real de Cristo na eucaristia, no mistério da transubstanciação.

Ao longo dos séculos XVII e XVIII a teologia católica foi conturbada por polêmicas referentes ao papel da graça e da participação do homem em sua própria salvação, onde se confrontam principalmente os jesuítas e os jansenistas, estes últimos partidários de maior valorização da presença do mistério divino na história humana.

Durante o século XIX, foram proclamadas como verdades de fé a Imaculada Conceição de Maria e a infalibilidade pontifícia.

O primeiro dogma representou uma resposta da Igreja Católica às novas concepções materialistas e hedonistas resultantes da revolução burguesa, paralelas ao processo acelerado de industrialização; o segundo constituiu uma reação ante o avanço das idéias liberais, com afirmação progressiva dos direitos do homem.

O último dogma da Igreja Católica foi proclamado por Pio XII em meados do século XX: a Assunção da Virgem Maria ao céu, com corpo e alma. É necessário ainda ter presente que, desde a Idade Média, com o surgimento do chamado catolicismo popular à margem da igreja oficial, criaram-se também novas versões teológicas mais adequadas à compreensão do povo, cuja influência muito se faz sentir na formação do catolicismo brasileiro.

Catolicismo – Igreja

O maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada.

O termo católico deriva do grego katholikos, universal. Exprime a idéia de uma igreja que pode levar a salvação a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Tem uma rígida hierarquia, centrada na autoridade do papa, que é eleito pelo colegiado superior da Igreja e o representa.

A sede da Igreja fica no Vaticano, um pequeno Estado independente no centro de Roma, Itália.

Um dos pontos históricos de sua doutrina é a canonização dos cristãos que a Igreja acredita terem sido mártires ou realizado atos milagrosos, reconhecendo-os santos.

Os fiéis católicos veneram os santos como intermediários entre os homens e Deus. Maria, mãe de Jesus Cristo, é considerada a maior intermediária entre os fiéis e seu filho. Segundo a doutrina da Imaculada Conceição, a mãe de Jesus teria nascido sem pecado e concebido seu filho virgem. E teria ascendido aos céus viva.

A veneração aos santos e os dogmas de Maria são dois dos principais pontos que distinguem os católicos dos cristãos protestantes.

Catolicismo – Sacramentos

A missa é o principal ato litúrgico católico e seu ponto culminante é a Eucaristia, um dos sete sacramentos da Igreja, momento em que os fiéis ingerem uma hóstia de trigo, embebida ou não em vinho, os quais, de acordo com a liturgia, estão transubstanciados no próprio corpo e no sangue de Jesus Cristo.

Os demais sacramentos são o batismo (ingresso na fé e na comunidade da Igreja com a unção do Espírito Santo, habitualmente no recém-nascido), crisma (confirmação do batismo e da fé), penitência ou confissão, casamento, ordenação e unção dos enfermos. As missas são rezadas em latim até a década de 60, quando o Concílio Vaticano II autoriza o uso da língua de cada país.

Catolicismo – Festas religiosas

Além de Natal, Páscoa e Pentecostes – principais festas cristãs -, existem outras comemorações de grande importância para os católicos. No Corpus Christi, dez dias após o Pentecostes, os fiéis celebram a presença de Jesus Cristo na eucaristia. Em muitos lugares, procissões de fiéis percorrem ruas decoradas com mosaicos coloridos, retratando temas religiosos.

O Dia de Reis, 6 de janeiro, lembra a visita dos três reis magos (Gaspar, Melchior e Baltasar) ao menino Jesus recém-nascido em Belém, quando o presenteiam com ouro, incenso e mirra, substâncias que representam sua realeza, sua divindade e sua humanidade.

A comemoração do Dia de Nossa Senhora de Aparecida, a santa padroeira do Brasil, é restrita ao país. Em 12 de outubro, feriado nacional, milhares de fiéis se dirigem à Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida do Norte (SP), para homenageá-la.

Catolicismo – História e Organização

A história do catolicismo está associada à expansão do Império Romano e ao surgimento dos novos reinos em que este se divide. A partir do século XVI, sua difusão se acentua com as grandes navegações, a chegada dos europeus à Ásia e a colonização da América. Sua administração está estruturada em regiões geográficas autônomas chamadas dioceses, dirigidas por bispos subordinados ao papa e ao colégio de cardeais.

No decorrer de sua história milenar surgem inúmeras ordens religiosas, como a dos Beneditinos e a dos Franciscanos, que possuem monastérios e conventos, objetivos e devoções diferenciados.

O casamento de sacerdotes é proibido desde a Idade Média na maioria absoluta das ordens, salvo em algumas igrejas orientais unidas a Roma, como a maronita. As mulheres são admitidas no trabalho missionário, em monastérios e mosteiros, mas não no sacerdócio.

Catolicismo – Os papas

Desde a Idade Média os papas são eleitos por um colégio especial de cardeais. Com o decreto de Gregório X, no início do século XIII, o conclave torna-se uma votação secreta para evitar a interferência de pressões externas. Atualmente existem cerca de 150 cardeais no mundo, dos quais aproximadamente 120 têm direito a votar.

A escolha do novo papa começa com uma missa solene na Basílica de São Pedro. Depois, os cardeais se dirigem à Capela Sistina, onde é realizada a eleição, que pode durar vários dias. Durante esse processo, eles ficam incomunicáveis e são proibidos de deixar o local da votação.

O primeiro pontífice foi o apóstolo Pedro, no século I. Desde então, a Igreja Católica já teve 264 papas, entre eles João XXIII, um dos mais populares de todos os tempos. Seu papado, de 1958 a 1963, inaugura uma nova era na história do catolicismo, marcada por profunda reforma religiosa e política. João XXIII convoca o Concílio Vaticano II, responsável por mudanças que permitem maior integração da Igreja Católica com o mundo contemporâneo.

Ele busca, também, amenizar a hostilidade no interior do cristianismo, promovendo o diálogo e a união entre suas vertentes (catolicismo, protestantismo e Igreja Ortodoxa). No plano político, enfatiza a necessidade de o papa intervir como conciliador em questões internacionais.

No poder desde 1978, o papa atual, o polonês Karol Wojtyla (1920-), adota o nome de João Paulo II. Ele é o primeiro não italiano a ser eleito para o cargo em 456 anos.

Seu papado procura promover o crescimento do catolicismo, ameaçado pela crescente secularização e pelo crescimento do protestantismo, restaurando a identidade católica.

Ele enfatiza o conteúdo moralizante da doutrina, defendendo o celibato clerical e condenando aos fiéis práticas como o divórcio, o uso de métodos artificiais de contracepção e o aborto.

Também incentiva o lado místico, expresso pelo apoio à corrente Renovação Carismática. Sob sua liderança, a Igreja Católica admite, pela primeira vez, ter cometido erros durante a Inquisição.

Movimentos teológicos recentes

Renovação Carismática Católica – Surge nos Estados Unidos, em meados da década de 60, com o objetivo de reafirmar a presença do Espírito Santo no catolicismo.

Preserva as doutrinas básicas e enfatiza a crença no poder do Espírito Santo, que, segundo os carismáticos, realiza milagres, como a cura de fiéis.

Teologia da Libertação

Surgido na década de 60, principalmente na América Latina, o movimento tem um histórico conflituoso com o Vaticano por associar o cristianismo a questões políticas e sociais.

Defende a luta por justiça social como um compromisso cristão.

O teólogo brasileiro e ex-frade franciscano Leonardo Boff é um dos formuladores do movimento. No livro Jesus Cristo Libertador (1972) admite o emprego das teorias marxistas na análise do atraso das sociedades do terceiro mundo.

Essa posição, apoiada por outros teólogos e sacerdotes latino-americanos, o leva a um conflito com setores conservadores da Igreja. Em 1984 é condenado pelo Vaticano ao silêncio por um ano, sendo proibido de se manifestar publicamente como punição pelas idéias contidas no livro Igreja, Carisma e Poder. Em 1992, ao ser sentenciado a novo período de silêncio, Leonardo Boff renuncia ao sacerdócio.

Catolicismo – Organização e estrutura

catolicismo apresenta duas características que devem ser levadas em conta na análise de suas posições políticas e religiosas. A primeira é a profunda vinculação entre igreja e poder político, iniciada com Constantino no século IV, mantida ao longo de toda a Idade Média e prolongada em diversos estados durante a época moderna, em alguns países até os dias de hoje.

Com muita freqüência, portanto, a organização eclesiástica sofreu a influência das alianças com o poder secular. O segundo aspecto a ser considerado é que a igreja transformou-se, desde o início da Idade Média, num verdadeiro estado político, sendo o papa, portanto, não apenas um chefe religioso mas também um chefe de estado, atribuição que conserva até hoje, não obstante o tamanho reduzido do estado pontifício.

Escolhidos por Jesus para pregar o Evangelho, os primeiros apóstolos eram simples pescadores da Galiléia, homens de pouca instrução. A fim de prepará-los para sua missão, Jesus reuniu-os ao redor de si, transmitindo-lhes pessoalmente seus ensinamentos.

Também os apóstolos e seus primeiros sucessores instruíram os discípulos por meio de contato pessoal, consagrando essa forma de educação sacerdotal nos primeiros séculos da igreja.

Muito contribuiu para a formação do clero a fundação de escolas catequéticas em Alexandria, Antioquia e Cesaréia, desde fins do século II.

A eleição dos clérigos estava a cargo dos apóstolos e seus sucessores, os bispos, mas se costumava ouvir também o parecer da comunidade cristã, a quem competia o sustento dos clérigos, dos quais se exigiam virtudes e qualidades morais.

De início, o celibato não era obrigatório para os clérigos que ingressavam casados no estado eclesiástico. Tampouco se fazia distinção entre os termos bispo e presbítero; havia também as diaconisas, devotadas ao cuidado dos enfermos e instrução das mulheres, mas tal ordem eclesiástica desapareceu no século VII.

Nos primeiros séculos, a comunidade cristã dependia diretamente dos bispos, como atesta Inácio de Antioquia; somente mais tarde foram criadas as paróquias.

A pujança da vida cristã, no início do século IV, é atestada ainda hoje pelas basílicas romanas: São Pedro, São Paulo, Santa Maria Maggiore, São Lourenço, São João do Latrão, São Sebastião e Santa Cruz de Jerusalém. Construídas sob o patrocínio de Constantino e de sua mãe, Helena, são prova do esplendor de que se revestia então o culto litúrgico.

Nos principais centros do Ocidente, como Cartago, Milão e Roma, generalizou-se a praxe da missa cotidiana. Como regra geral, o clero se formava à sombra dos presbitérios e das abadias. Na Itália, sacerdotes de diversas paróquias reuniam em seus presbitérios os aspirantes ao sacerdócio, para instruí-los no serviço divino.

Agostinho e Eusébio de Vercelas reuniam na própria casa episcopal os jovens desejosos de seguir a vocação sacerdotal. Também os mosteiros preparavam um clero seleto. O celibato, prescrito inicialmente para o clero da Espanha e depois estendido para toda a igreja do Ocidente pelo papa Sirício, no sínodo romano de 386, foi rejeitado pelos bispos do Oriente, onde vigorou apenas a proibição de núpcias para os que recebiam solteiros as sagradas ordenações.

Com a queda do Império Romano, a igreja passou a ocupar-se da evangelização e conversão dos povos germânicos, o que deu origem a novos modelos de organização eclesiástica.

Nos reinos dos visigodos e dos francos, ao lado da eleição feita pelo metropolita e avalizada pelo povo, exigia-se desde o século VI a confirmação real para o episcopado.

Tanto a igreja franca como a visigótica assumiram um caráter fortemente nacionalista, acentuando-se sua independência com relação à Santa Sé. Em ambas as cristandades, infiltrou-se o instituto das “igrejas próprias”.

As igrejas rurais passaram a ser consideradas propriedades particulares dos senhores da terra, que se imiscuíam na eleição de párocos e capelães.

Na igreja franca, ao lado de um alto clero político e mundano, surge um clero inferior inculto e desregrado. No reino visigótico, a vida religiosa do clero revitalizou-se no século VII com a convocação de numerosos sínodos. Apesar disso, a prática do celibato foi quase abandonada, a tal ponto que o rei Vitiza julgou-se autorizado a suprimi-la de todo no início do século VIII.

A partir de Pepino o Breve, é notória a ação dos carolíngios em favor da igreja; pode-se mesmo atribuir a essa dinastia o surto reformador do século VIII e seguinte. Carlos Magno e seu filho Luís o Piedoso, em modo particular, deram importância excepcional à reforma da igreja.

Durante o reinado do primeiro, instituíram-se muitas paróquias e bispados, a posição dos bispos nas dioceses foi valorizada pelas visitas pastorais e pelos sínodos e o pagamento dos dízimos consolidou a base econômica das igrejas.

O imperador ordenou também a fundação de escolas ao lado das catedrais, mosteiros e abadias. Embora vinculado aos interesses expansionistas do reino franco, o incremento da atividade religiosa converteu o reinado de Carlos Magno na primeira experiência de construção da cristandade medieval.

Durante a época feudal dos séculos X e XI, houve acentuada decadência da vida cristã, ocasionada, em primeiro lugar, pelas contínuas incursões dos normandos, húngaros e sarracenos, que traziam devastações, desorganização, miséria e fome para o povo.

A conversão em massa da população provocou uma assimilação muito superficial do cristianismo. Além disso, na conversão dos saxões foi utilizada a força armada, gerando-se com isso o ódio e não o amor pela fé cristã.

Assim sendo, desagregado o império carolíngio, o povo retornou à vida primitiva e retomou costumes pagãos: práticas supersticiosas e uso de amuletos e sortilégios.

O paganismo se manifestava na instituição dos ordálios, ou juízos de Deus, resolvidos por meio de duelos, provas de fogo e de água, nas quais se esperava uma intervenção miraculosa da divindade em favor do inocente. Dominava o espírito de vingança, sensualidade e ebriedade, sendo comuns as violações do vínculo matrimonial.

A decadência da vida cristã manifestava-se também na deficiente prática religiosa e sacramental. Aumentava o culto dos santos, eivados muitas vezes de práticas supersticiosas e de ignorância.

Cresceu a veneração indiscriminada das relíquias, que eram da mesma forma comercializadas ou roubadas.

Relíquias falsas eram postas com facilidade em circulação: três localidades da Europa se vangloriavam de possuir entre seus tesouros, a cabeça de são João Batista; chegavam a 33 os cravos da Santa Cruz venerados em diversas igrejas; a abadessa Ermentrude de Jouarre falava em relíquias como o fruto da árvore da ciência do bem e do mal e Angilberto enumera, entre as relíquias do mosteiro de São Ricário, a candeia que se acendeu no nascimento de Jesus, o leite de Nossa Senhora e a barba de são Pedro.

Desde meados do século IX até fins do século XI, a observância do celibato entrou em grande decadência e num abandono quase completo.

Padres e bispos casados preocupavam-se por vezes mais com sua família do que com o ministério pastoral.

Os bens eclesiásticos eram também utilizados para prover parentes, ou transmitidos aos filhos, formando-se uma espécie de dinastia sacerdotal.

Outro abuso de vastas proporções era a compra e venda de benefícios e ministérios eclesiásticos. Houve casos de simonia, ou seja, tráfico de coisas sagradas, na aquisição das dioceses da França, Itália e Alemanha.

A fim de recuperar o dinheiro gasto com a própria nomeação, os bispos eleitos dessa forma não admitiam clérigos às sagradas ordenações senão mediante alguma compensação pecuniária.

Os presbíteros não administravam os sacramentos sem remuneração.

No sínodo realizado em Roma em 1049, o papa Leão IX quis depor os sacerdotes ordenados por bispos considerados simoníacos, mas os casos eram tão numerosos que ele não pôde concretizar sua decisão, pois teria privado de cura de almas um número muito grande de igrejas.

Sob a orientação do papa reformador Gregório VII e de seus sucessores, afirmou-se a autoridade legislativa e administrativa da igreja romana nos séculos XII e XIII. Diminuiu a influência dos costumes germânicos, substituídos pelo direito romano, utilizado sob a forma de direito canônico pela instituição eclesiástica.

O apelativo “papa”, já usado precedentemente pelo bispo de Roma, assumiu significado pleno e exclusivo. Desde o século XI, introduziu-se também o uso da tiara, como símbolo do poder eclesiástico.

Fortaleceu-se a doutrina da autoridade normativa da Sé Apostólica para toda a igreja. A partir de então, apenas o papa podia convocar e aprovar os concílios ecumênicos.

Organizou-se a Cúria Romana para despacho dos negócios referentes ao papa e ao estado pontifício.

Nomearam-se os cardeais, espécie de senadores da igreja, com quem o papa resolvia as questões mais importantes em reuniões denominadas consistórios.

Os cardeais passaram a ser enviados mais amiúde às diversas nações como legados pontifícios. Tal instituição chegou ao máximo desenvolvimento sob Inocêncio III, papa que governou na passagem do século XII para o século XIII e sob o qual o poder de Roma afirmou-se de forma enérgica e intransigente.

O fortalecimento do poder romano induziu os papas a se tornarem os incentivadores da libertação da Terra Santa das mãos dos muçulmanos, dirigindo contra eles as cruzadas ou guerras santas.

A defesa da ortodoxia católica teve também como resultado a criação do tribunal da Santa Inquisição.

Esta apresentava desde o início graves vícios, como a aceitação de denúncias e testemunhos de pessoas cuja identidade era mantida em segredo, a não-admissão de  defensores, o abuso do conceito de heresia, a aplicação da tortura e a pena de morte.

Embora as execuções fossem efetuadas pelas autoridades civis, esse particular não diminui a responsabilidade da igreja; no entanto, o juízo sobre a Inquisição deve levar em conta a mentalidade da época, que considerava a fé cristã como o máximo bem, e a apostasia e a heresia como os piores delitos.

A afirmação política da Santa Sé conduziu os papas a diversos conflitos com reis e príncipes. Em conseqüência disso, os papas passaram a residir em Avignon no século XIV, pressionados pelos monarcas franceses.

Em contraposição aos pontífices de origem francesa, foram eleitos papas italianos, num cisma que se prolongou até 1449.

Em vista dessa situação, os teólogos passaram a questionar a autoridade papal e as doutrinas conciliares ganharam força. A partir de Sisto IV, eleito em 1471, os pontífices passaram a atuar mais como príncipes do que como sacerdotes e se comportavam como dinastas da Itália que, acidentalmente, eram também papas.

A atuação mundana dos papas exigia novas práticas e expedientes: negócios financeiros, vendas de ofícios e favores, artes pouco honestas e o nepotismo (favoritismo aos sobrinhos).

O nepotismo marcou fortemente o pontificado de Sisto IV e seu sucessor, Inocêncio III, que tinha como objetivo dominante enriquecer o filho natural, Franceschetto. Sucedeu-lhe, por tráficos de simonia, o cardeal Rodrigo Borgia, que assumiu no pontificado o nome de Alexandre VI, notório por adultérios, perfídias e crueldades.

Nesse período de crise da igreja, Martinho Lutero iniciou o movimento reformador que culminou na separação das chamadas igrejas protestantes. Só então a igreja romana decidiu-se pela convocação de um concílio (o de Trento), já tão desejado pelos cristãos. Como resultado da assembléia conciliar, houve novo fortalecimento da autoridade pontifícia. O papa tornou-se o verdadeiro orientador e promotor da reforma católica, intervindo em todos os assuntos eclesiásticos.

Para isso, muito contribuiu a nova organização da Cúria Romana e do colégio dos cardeais, realizada por Sisto V. Em 1586, ele fixou em setenta o número de cardeais, só ultrapassado no século XX, a partir do pontificado de Pio XII.

Em 1587, o papa estabeleceu também em 15 o número de congregações romanas na Cúria, como instrumento para implantar a reforma na igreja. Mereceram especial referência a congregação dos bispos, dos religiosos, dos ritos e dos estudos eclesiásticos.

Com as mesmas finalidades de governo, foram estabelecidas de modo definitivo as nunciaturas apostólicas, ou seja, embaixadas papais nas diversas nações católicas. Anteriormente, os representantes do papa junto aos reinos eram designados como legados, muito valorizados pela reforma implantada por Gregório VII.

O Concílio de Trento representou, sem dúvida, um evento de excepcional importância da Igreja Católica e suas repercussões se prolongaram pelos séculos seguintes. Ao lado, porém, dos grandes benefícios advindos em termos de fortalecimento da fé e da moral católica, implantou-se na igreja o espírito apologético, do qual a congregação do Santo Ofício, com a censura de obras consideradas nocivas à religião, foi a expressão mais significativa.

Esse mecanismo autoritário existe até hoje com o nome de Congregação da Doutrina da Fé. O centralismo romano aumentou o espírito conservador e autoritário da igreja, preocupada na época em defender-se contra o avanço protestante e contra a mentalidade humanista. No século XIX, o poder centralizador da Cúria foi reforçado ainda mais, tornando-se os bispos simples agentes das orientações da Santa Sé.

Não obstante a renovação de idéias que marcou o Concílio Vaticano II, a estrutura da Cúria Romana e a organização do estado pontifício permaneceram quase intactos.

Essas instituições serviram de base para o movimento neoconservador posteriormente desencadeado pela Santa Sé, no intuito de frear a modernização da igreja em diversos países, em busca de adaptação ao mundo contemporâneo e às realidades de cada região.

Catolicismo – Reforma católica

Prolongou-se durante todo o segundo reinado o esforço do episcopado por imprimir ao tradicional catolicismo luso-brasileiro as marcas do catolicismo romano.

Os prelados que lideravam esse projeto foram designados bispos reformadores, destacando-se entre eles D. Antônio Ferreira Viçoso, de Mariana MG, D. Antônio Joaquim de Melo, de São Paulo, D. Antônio de Macedo Costa, do Pará, e D. Vital de Oliveira, de Olinda e Recife PE.

Duas foram as principais preocupações dos bispos: a reforma do clero e a reforma do povo cristão. A primeira pretendia a formação de um clero piedoso e santo, observante do celibato eclesiástico e afastado dos negócios seculares e da participação política; visava também à preparação teológica dos clérigos.

Essa formação especificamente doutrinária afastou os clérigos da cultura brasileira e do progresso científico em geral. Multiplicaram-se os seminários menores e maiores, destinados a abrigar desde a meninice os futuros candidatos ao sacerdócio, sob a direção de religiosos vindos da Europa.

Foram os padres lazaristas e capuchinhos franceses, bem como os jesuítas alemães e italianos, os que mais se destacaram na atuação junto aos seminários. O resultado foi um clero de conduta rígida e puritana, com bastante conhecimento da doutrina religiosa, mas com pouca sensibilidade para com os problemas socioculturais do povo brasileiro.

Quanto ao povo cristão, a preocupação fundamental era afastar os fiéis do catolicismo luso-brasileiro, marcadamente devocional, e orientá-los para a prática do catolicismo romano, com ênfase no aspecto doutrinário e sacramental.

A estratégia pastoral do episcopado constituiu em apossar-se dos santuários e centros de devoção popular e entregá-los à direção de institutos religiosos europeus. Proliferavam as missões populares, conhecidas como santas missões, destinadas a inocular a prática sacramental e uma vinculação cada vez maior com a hierarquia eclesiástica.

O processo de romanização do catolicismo não se realizou pacificamente. Muitos padres e irmandades leigas tradicionais resistiram ao avanço do poder autoritário da hierarquia, por meio da imprensa ou mediante conflito aberto com o episcopado. No final do século XIX, no entanto, o movimento dos bispos reformadores podia ser considerado vitorioso.

Reorganização eclesiástica. A proclamação da república marcou o início de uma nova etapa na vida católica no Brasil, em virtude do decreto de separação entre igreja e poder civil. A partir de então, o catolicismo deixou de ser religião oficial e o estado passou a ser considerado leigo. O clero perdeu o direito de subvenção pelos cofres públicos e a igreja do Brasil reforçou sua dependência em relação à Santa Sé.

A fim de fortalecer a instituição clerical, a Cúria Romana desenvolveu atividades em três setores específicos: multiplicação das dioceses, reforma das antigas ordens religiosas e envio de novas congregações para o Brasil.

O pequeno número de dioceses brasileiras no período colonial cresceu pouco no império, quando foram criadas mais cinco: Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Ceará e Diamantina MG. Às 12 dioceses existentes no fim do império acrescentaram-se depois muitas outras, fundadas nas primeiras décadas da república.

Em 1909, por exemplo, São Paulo tornou-se sede metropolitana, sendo seu território dividido entre cinco outras dioceses. Na escolha dos novos prelados, deu-se preferência àqueles que haviam completado a formação em Roma ou em seminários europeus.

Esses bispos caracterizaram-se por uma fidelidade irrestrita à Santa Sé e por uma observância rigorosa das diretrizes da Cúria Romana.

Em vista das restrições levantadas pelo governo imperial para a aceitação de noviços a partir de 1855, as antigas ordens religiosas dos franciscanos, carmelitas e beneditinos se encontravam em situação precária.

O início da crise datava de fins do século XVIII.

A Santa Sé decidiu, por conseguinte, enviar religiosos europeus para que assumissem a direção dos conventos, fortalecendo assim o processo de romanização da igreja no Brasil.

A Cúria Romana incentivou também a vinda de inúmeras outras congregações masculinas e femininas destinadas a colaborar com o episcopado na atividade pastoral, bem como atuar na área educacional e assistencial.

Tanto nas paróquias como nos estabelecimentos educativos, a atuação dos religiosos europeus foi muito importante. As antigas irmandades e confrarias leigas foram substituídas por novas associações religiosas, controladas diretamente pelos clérigos, como o Apostolado da Oração, a Associação das Filhas de Maria e dos Marianos e a Liga Jesus, Maria e José. As crianças foram chamadas a participar da Cruzada Eucarística.

Os religiosos trouxeram também novas devoções: os salesianos promoveram o culto de Nossa Senhora Auxiliadora e de Dom Bosco; os redentoristas, o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e de são Geraldo; e os jesuítas, o de são Luís. A principal  característica dessas novas devoções era a ênfase na prática da confissão e da comunhão freqüente. Nos internatos católicos estabeleceu-se a missa cotidiana, como estímulo aos alunos para a recepção dos sacramentos.

Enquanto a prática do catolicismo luso-brasileiro continuou sendo mantida pelas camadas populares do interior, as classes médias urbanas passaram a adotar cada vez mais o catolicismo romanizado, mais consentâneo com a aspiração de amoldar-se à cultura européia que lhes era familiar.

A difusão dos catecismos preparados pelo episcopado deu maior consistência doutrinária ao modelo de expressão religiosa. Por isso, os bispos passaram a referir-se ao tradicional catolicismo luso-brasileiro como manifestações de ignorância, superstição e fanatismo.

Desamparados pelo clero e marginalizados socialmente pelo avanço do projeto capitalista em áreas rurais, diversos grupos populares se uniram em movimentos de contestação político-religiosa, como em Juazeiro do Norte, Canudos e na região do Contestado, entre o Paraná e Santa Catarina. Tanto em Canudos como no Contestado, os movimentos foram reprimidos pela força militar, com aprovação tácita da igreja.

Fonte: www.diffen.com/www.wisegeek.com/www.bbc.co.uk/www.servosdejave.org.br/www.enciclopediaescolar.hpg.com.br

 

 

 

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