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Império Gupta

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No Império Gupta (entre 320 e 480 d.C.), quando grande parte do norte da Índia esteve subjugada a um único poder, o hinduísmo clássico encontrou sua máxima expressão: codificaram-se as leis sagradas, iniciou-se a construção dos grandes templos e preservaram-se os mitos e rituais nos Puranas.

Durante o período seguinte ao da Dinastia Gupta, surgiu um hinduísmo menos rígido e mais eclético, formado por seitas dissidentes.

Muitas das seitas surgidas entre 800 e 1800 são movimentos que ainda perduram na Índia.

O reinado da Dinastia Gupta era conhecido como Idade de Ouro da Índia.

Fim

O Império Gupta terminou no final do século V, embora a família continuasse a governar por muitos séculos com autoridade reduzida. Seu fim foi determinado pela invasão dos hunos brancos ou neftalitas, que conquistaram a maior parte do país. A dissolução do império Gupta, considerado o período da Índia clássica, conduziu à idade média indiana, na qual o país dividiu-se em centenas de estados independentes.

Essa época, que se prolongou até o século XIII, caracterizou-se pelo triunfo dos guerreiros e o declínio dos comerciantes e pela perseguição aos fiéis do jainismo e do budismo. Os brâmanes recuperaram sua antiga autoridade religiosa e impuseram o hinduísmo sincrético que se formara com o tempo a partir de elementos védicos e pós-védicos, não arianos e por uma multiplicidade de cultos, práticas particulares e preceitos de pureza, não-violência e vegetarianismo, tomados do jainismo e do budismo.

O hinduísmo culminou na coexistência de três deuses máximos: Brahma, o criador do mundo, Vishnu, o conservador, e Shiva, o destruidor. Mais do que uma religião, o hinduísmo é uma ordem social e, sobretudo, o fundamento da civilização indiana, a tal ponto que conserva sua vitalidade na Índia contemporânea.

O islamismo entrou no país a partir da conquista de Sind, no século VI, e da fundação posterior de colônias mercantis na costa de Malabar, mas não logrou o domínio global do subcontinente.

O Império Gupta e a Índia Clássica

Após invasões estrangeiras, a história política do país conheceu um período de relativa obscuridade, situação que permaneceu até a ascensão de Chandragupta, fundador da Dinastia Gupta, em 320.

Seu filho e sucessor Samudragupta (c. 340-380), que realizou conquistas no Norte e no Sul, foi grande protetor das artes e da Literatura.

O Império Gupta alcançou seu apogeu sob Chandragupta II Vikramaditya, filho de Samudragupta, que expandiu mais ainda o império com a conquista do Reino Saka, de Ujjaim, e outros territórios.

Após os reinados de Kumaragupta I e Skandagupta, o período imperial dos guptas terminou, embora a família tivesse continuado a governar com autoridade reduzida durante séculos. O império dividiu-se e surgiram novas dinastias.

Início do império Gupta na Índia

Antigos vassalos dos kushanas, os guptas passaram a dominar o vale do Ganges por volta de 320, por meio de conquista e aliança por casamentos.

O período gupta foi marcado por tolerância religiosa e pouca violência.

Foi a época de ouro da civilização índia, com avanços notáveis na medicina e grande desenvolvimento cultural.

Os guptas foram uma dinastia nativa da Índia que se opôs aos invasores de noroeste. Nos séculos IV e V, a dinastia gupta unificou a Índia setentrional.

Naquele período, conhecido como a Idade do Ouro indiana, a cultura, a política e a administração hindus atingiram patamares sem precedentes. Com o colapso do império no século VI, a Índia voltou a ser governada por diversos reinos regionais. Suas origens são, em grande medida, desconhecidas. O viajante chinês I-tsing fornece a mais antiga prova da existência de um reino gupta em Magadha.

Acredita-se que os puranas védicos foram redigidos naquela época; deve-se ao Império Gupta, também, a invenção dos conceitos de zero e infinito e os símbolos para o que viria a ser conhecido como os algarismos arábicos (1-9). O império chegou ao fim com o ataque dos hunos brancos provenientes da Ásia Central. Uma linhagem menor do clã gupta, que continuou a reinar em Magadha após a desintegração do império, foi finalmente destronada pelo Harshavardhana, que reunificou o norte do subcontinente na primeira metade do século VII.

Invasão dos hunos brancos

Os hunos brancos aparentemente integravam o grupo heftalita que se estabeleceu no território correspondente ao Afeganistão na primeira metade do século V, com capital em Bamiyan. Foram os responsáveis pela queda do Império Gupta, encerrando o que os historiadores consideram uma Idade do Ouro da Índia setentrional. Entretanto, grande parte do Decão e a Índia meridional mantiveram-se ao largo dos sobresaltos ocorridos ao norte. O imperador gupta Skandagupta repeliu uma invasão huna em 455, mas os hunos brancos continuaram a pressionar a fronteira noroeste (atual Paquistão) e terminaram por penetrar o norte da Índia no final do século V, de maneira a acelerar a desintegração do Império Gupta.

Após o século VI, há poucos registros na Índia acerca dos hunos.

Seu destino é incerto: alguns estudiosos pensam que os invasores foram assimilados pela população local; outros sugeriram que os hunos seriam os ancestrais dos rajaputros.

Reinos médios primitivos – a Idade de Ouro

Os chamados reinos médios da Índia foram entidades políticas existentes no período histórico entre o declínio do Império Maurya, no século II a.C. – e a correspondente ascensão dos andaras (ou satavahanas) -, até a queda do Império Vijaynagar, no século XIII, com a correlata invasão muçulmana da Índia. Pode ser dividido em dois períodos, o primitivo e o tardio, separados pela queda do Império Gupta (século VII). A dinastia gupta costuma ser apontada como a Idade de Ouro da cultura indiana.

O período dos reinos médios foi caracterizado por ondas de invasões provenientes da Pérsia e da Ásia Central, começou com a expansão do budismo a partir da Índia e terminou com a conquista islâmica do subcontinente indiano.

Invasões de noroeste

Na esteira da desintegração do Império Maurya, durante o século II a.C., o sul da Ásia tornou-se uma colcha de retalhos de potências regionais com fronteiras sobrepostas. O Vale do Indo e as planícies gangéticas atraíram uma série de invasões entre 200 a.C. e 300 d.C. Tanto os andaras quanto, posteriormente, o Império Gupta, tentaram conter as invasões sucessivas, terminando, ambos, por entrar em colapso devido às pressões exercidas por tais guerras.

O budismo floresceu tanto sob o governo dos invasores, que adotaram aquela religião, quanto sob os andaras e os guptas, passando a representar uma ponte cultural entre as duas culturas que levou os invasores a tornarse “indianizados”. O período foi marcado por feitos intelectuais e artísticos inspirados pela difusão e pelo sincretismo culturais ocorridos em novos reinos localizados na Rota da Seda.

Dinastia Gupta

A dinastia Gupta foi fundada em 320 por Chandragupta I, no Norte da Índia, no Biar. Originalmente, Chandragupta I, era um chefe sem grande importância, mas, por casamento e conquista, estendeu o seu território assumindo o título de Rei e adoptando o seu nome que fora usado pelo fundador do Império Mauria, seiscentos anos antes. Os seus sucessores, acrescentaram todos a terminação “gupta” (protegido), aos seus nomes.

Na sucessão, Chandragupta I, foi seguido pelo seu filho, Samudragupta, cujo reinado durou 45 anos até 375. Este lançou-se numa política de conquista, aumentando grandemente o seu império, que incluiu a maior parte de Bengala. Chandragupta II, seu filho, aumentou ainda mais o império, até este abranger a maior parte do Norte da Índia, conservando esta dinastia estas terras até ao fim dos anos 400, aquando da invasão dos Hunos brancos.

Com esta dinastia, a vida foi livre de restrições burocráticas e as multas constituíam o castigo para a maioria das ofensas. A maior parte da população era vegetariana. Foi um período de grande arte e bela literatura, e entre os escritores conta-se Kalidasa, considerado o melhor poeta da Índia. Ergueram-se também nesta época, muitas e belas cidades.

Império Gupta
Buda

A dinastia gupta marca a idade de ouro da arte hindu.

A prosperidade, a pureza dos costumes, a liberdade, a clemência na justiça, encontram-se unidas a um espírito de curiosidade universal favorecido pelo desenvolvimento de uma sociedade profunda influenciada pelo budismo.

A imagem de Buda da época guta – escola de Sârnâth – reflete este estado de alma.

O drapeado, totalmente transparente, permite ao artista idealizar as formas humanas de Buda. O rosto esboça apenas um sorriso, enquanto os braços, suavemente flectidos, parecem sustentar as mãos de dedos ágeis como um ramo de estranhas flores. Uma impressão de extrema serenidade, de profunda paz interior, emana desta figura, uma das obras-primas mais significativas de toda a arte da Índia.

Origem

A dinastia Gupta foi fundada em 320 por Chandragupta I, no Norte da Índia, no Biar.

Originalmente, Chandragupta I, era um chefe sem grande importância, mas, por casamento e conquista, estendeu o seu território assumindo o título de Rei e adoptando o seu nome que fora usado pelo fundador do Império Mauria, seiscentos anos antes. Os seus sucessores, acrescentaram todos a terminação ?gupta? (protegido), aos seus nomes.

Na sucessão, Chandragupta I, foi seguido pelo seu filho, Samudragupta, cujo reinado durou 45 anos até 375. Este lançou-se numa política de conquista, aumentando grandemente o seu império, que incluiu a maior parte de Bengala. Chandragupta II, seu filho, aumentou ainda mais o império, até este abranger a maior parte do Norte da Índia, conservando esta dinastia estas terras até ao fim dos anos 400, aquando da invasão dos Hunos brancos.

Com esta dinastia, a vida foi livre de restrições burocráticas e as multas constituíam o castigo para a maioria das ofensas. A maior parte da população era vegetariana. Foi um período de grande arte e bela literatura, e entre os escritores conta-se Kalidasa, considerado o melhor poeta da Índia.

Ergueram-se também nesta época, muitas e belas cidades.

História

Império Gupta
Dorso de Bodhisattva, estilo Gupta séc. V em arenito rosado, alt.87 cm. Museu Victória e Alberto, Londres

Entre as civilizações do Extremo-Oriente, a Índia foi a mais aberta às influências ocidentais. Os primeiros invasores foram os arianos, em 11.500 a.C., procedentes do planalto iraniano, que penetraram no país pelo nordeste e se estabeleceram em Punjab.

Neste tempo remoto a civilização local era influenciada pelas civilizações sumeriana e elamita, sendo altamente desenvolvida. Os arianos destruíram várias cidades do vale dos Indus, empurrando os habitantes naturais para o sul. Esta invasão introduziu ali o idioma sânscrito, a religião védica e outros elementos que contribuíram para a formação cultural.

No século VI ocorreram novas invasões, os arquemênidas, primeiro sob o comando de Ciro (559-529) e depois Dario (521-485). Durante dois séculos a região ficou sob o domínio do Império Persa, que influenciou muito a arquitetura indiana, e que explica os temas tipicamente aquemênios que influíram no acervo artístico da escultura indiana. No ano de 326 a.C. Alexandre, o Grande, conquistou o vale, levando para o país uma poderosa influência grega.

Mas, não somente invasores passavam pelas fronteiras do nordeste e noroeste, mas também os comerciantes, que estabeleceram uma rota regular. O intercâmbio comercial aumentou bastante com o início da era cristã. Já no século I a.C. haviam estabelecido um tráfego marítimo regular entre a Índia e o Egito. A comercialização se estendeu até o Ceilão e depois a Birmânia, Indochina, península da Malaia, atingindo Bornéo. As obras de arte eram extremamente valorizadas nas transações. No ano 80 a.C. os Sakas tomaram o domínio dos sátrapas gregos nas províncias do noroeste e nos séculos I e II da Era Cristã, os Kushans ergueram um grande império que ia desde Oxus até a o Vale do Ganges, abrangendo os territórios helenizados e arianos. Este domínio caiu sob os ataques do Irã sassânico que bloqueou as rotas entre a Ásia Oriental e o mundo Mediterrâneo, isolando a Índia do Ocidente. Finalmente no século V a Índia foi unificada sob a dinastia dos Gupta.

Somente mais tarde, no ano 1000, o território indiano voltaria a ser atacado, desta vez por mulçumanos.

Dinastia Maurya

Um jovem general chamado Chandragupta, conhecido pelos gregos pelo nome de Sandrakottos, foi o fundador da dinastia Maurya. Entre os anos 313 e 312 a.C. ele subiu ao trono de Magadha, derrubando a dinastia de Nanda, criando o primeiro império panindiano, que ia do Rio Indu até o Ganges. O sátrapa Seleucus, conquistador da Babilônia, fundador do reinado e dinastia dos seleucidas, ao chegar no Punjab, estabeleceu uma aliança com Chandragupta e lhe concedeu a mão de uma princesa grega em casamento.

Foi quando a Índia começou a se destacar, emergindo como uma das grandes potências mundiais.

Bindusara, o filho de Chandragupta, que lhe sucedeu no poder, conquistou a Índia Central e grande parte do Deccan. A capital do império, Pataliputra, situada na confluência do Ganges com o rio Son, tinha uma extensão de 15 quilômetros de comprimento e três de largura e os edifícios públicos, o palácio (inspirado no de Dario em Persépolis) e as grandes muralhas da cidade eram construídas, na sua maioria, com madeira, pois o país possuía imensas florestas e na época tinha carência de pedreiras exploráveis.

Mas foi o filho de Bindusara, o Imperador Asoka (264-227 a.C.) que a dinastia Maurya atingiu seu apogeu. Depois da sangrenta conquista de Kalinga (região que se estendia do delta do Godavari até o de Mahanadi), o soberano passou por uma crise espiritual e se converteu ao budismo. Esta conversão provocou importantes mudanças na Índia, influindo fortemente na cultura.

Império Gupta
Afresco decorativo (detalhe) da parede esquerda da entrada da Gruta I em Ajanta, sécs. V e VI – conta a História do príncipe Mahajanaka

O fato é que as primeiras obras de arte de arte hindu são por completo impregnadas do fervor budista. Os santuários principais, espécies de mausoléus-relicários, denominavamse “stupas”. Eles se elevavam acima do chão como montes de terra de formato hemisférico, tinham um aspecto desgracioso e ao redor uma muralha onde existiam portas originalmente de madeira. Existem ainda templos escavados na rocha, com planta basilical, cujo altar devia ter sido substituído por um “stupa” em miniatura.

A fachada desses templos é carregada de ornatos, possuindo aberturas com pequenos arcos que continuam no interior formando uma falsa abóbada com arcos torais que parece sustentada por colunas cujos capitéis são ornados de figuras de animais, como os capitéis persas. Existem também mosteiros subterrâneos com sala central quadrangular. Essas cavernas artificiais, construídas como santuários e moradias para monges, eram escavadas principalmente nas colinas de Barabar.

Foi no período de Asoka que a escultura indiana atingiu uma condição de autenticidade artística, empregando matéria prima de durabilidade. A escultura é muito superior à arquitetura. Ela é narrativa, carregada e frequentemente voluptuosa. Os artistas da época contavam belas histórias, inclusive a de Buda, enriquecendo a superfície trabalhada com motivos ornamentais caprichosos e uma rígida ordenação. De pedreiras descobertas em Benaras, obtiveram material para a confecção de colunas comemorativas que atingiam até 12 metros de altura e que eram espalhadas por todo o império.

Os fustes dessas colunas eram encimados por capitéis em forma de sino, tendo no topo um ou diversos animais, a cabeça de um touro, leões, etc. Destaque para o capitel de um monumento de Sarnath onde se encontram, justapostos sem se misturarem, os leões persas hieráticos e os elefantes indígenas. Em uma porta de uma “stupa” de Santchi encontram-se suspensas fadas de graça um pouco pesadas, mas insinuante. Os hindus estão entre os amantes mais requintados do corpo da mulher, as esculturas apresentando linhas harmoniosas, maleabilidade e voluptuosidade. É constante a parte superior do corpo se apresentar bastante delgada.

Os artistas desse período aprenderam muito com os mestres iranianos e gregos, mas mantiveram sempre o espírito indiano. Eles deixaram também muitas estatuetas em terracota.

Nas construções ao ar livre era comum o uso de madeira e tijolos. Os fragmentos do palácio de Asoka em Pataliputra atestam um progresso técnico notável. As plataformas de teca, por exemplo, mediam nove metros de comprimento, sendo compostas de vigas emparelhadas com extrema precisão. As paredes externas do templo de Beirat, do século III a.C. revelam que os tijolos daquela época tinham grandes dimensões, cerca de 47,5 por 30 centímetros e uma espessura de apenas 5 centímetros.

Império Gupta
Incursão ao Ganges, séc. VII – Relêvo de Mamallapuran. O rio, disfarçado em homem-serpente, é o centro da composição; todos os outros elementos para êle convergem

Escolas Antigas

O império da dinastia Maurya começou a decair depois da morte de Asoka. Reinos indogregos foram fundados em várias regiões, entre eles Bactria, Gandhara e Kapisa. O centro do poder deixou de ser Pataliputra e foi para o oeste, para Malwa e Magadha em 176-64 a.C., sob o domínio da dinastia dos Sungas. Foram eles que levaram os indo-gregos além do Vale dos Indus. A seguir, em 75-30 a.C., reinou a dinastia dos Kanvas.

Foi um período conturbado, complexo em seus relacionamentos políticos, com invasões oriundas da Ásia Central. Mesmo assim foi um período fértil para a arte da escultura. Nesta época foram fundados os grandes estilos da arte indiana, a criação e evolução gradual da iconografia budista. Ao mesmo tempo ocorreu a fusão de influências estrangeiras com elementos tipicamente indianos.

Embora as obras deste período sejam exclusivamente budistas, são acima de tudo indianas.

O budismo emprestou sua graça e amável brandura, mas as criações continuaram sendo uma expressão fiel da vida e do temperamento do povo da Índia.

Duas categorias da arquitetura indiana estão representadas neste período: a monolítica, talhada na rocha, e as construções feitas livremente.

Embora os princípios básicos da arquitetura talhada tenham sido lançados pelo bramanismo e jainismo, a verdade é que o budismo foi responsável pelo seu desenvolvimento, acrescentando as características de arte desconhecidas pelas outras religiões.

A técnica usada na escavação e entalhe não é descrita na literatura da época. Os santuários tinham um pavimento térreo basilar, com uma nave central e duas semi-naves laterais com tetos baixos. Eram ladeados Por pilares, fustes simples talhados na rocha, sem base nem capitéis. Acima de largo friso e acompanhando as pilastras, está a curva de uma abóbada semi-cilíndrica. Estes santuários são abertos, na direção da fachada, numa espécie de vestíbulo em forma de ferradura.

As construções livres estão representadas nas stupas feitas de pedra e tijolo e destinavamse a guardar relíquias sagradas. Consistiam de uma calota hemisférica pousada sobre uma base ou pedestal retangular e encimada por uma espécie de balcão com balaústres.

A stupa também é circundada por balaústres com interrupções e grandes portões. Os relevos narrativos que decoravam os balaústres tinham por finalidade instruir os visitantes sobre as virtudes do budismo. Estas ilustrações são consideradas jóias da arte indiana.

O artista indiano começa a mostrar seus dons como retratista de animais, uma característica da história nacional de sua arte. Em obediência a uma lei iconográfica indefinida, o Buda individualmente nunca era retratado; sua presença era representada por símbolos.

As estátuas desse período eram talhadas num bloco de pedra, os detalhes do vestuário e ornamentos sendo cuidadosamente observados. Além da estatuária em grande escala havia estatuetas de pedra ou terracota que revelavam mais espontaneidade.

Dinastia Kushans e os estilos de transição

No primeiro século da era cristã os nômades Tokharianos, os Kushans provenientes da Ásia Central, dominaram todo o Punjab, expandindo depois os seus domínios até a planície do Ganges. Conquistaram também as antigas possessões dos Sunga e dos indo-gregos. O auge do poder coincidiu com o reinado de Kanishka, o terceiro da dinastia, que se converteu ao budismo, sendo o primeiro soberano a mandar cunhar a imagem de Buda em suas moedas.

Império Gupta
Siva Vinadhara, em bronze – séc. XI. Alt. 69 cm – Museu Guimet – Paris. Representação mostrando o deus como o “mestre das artes”, no caso músico porque na tradição indiana a música é a inspiração de toda a criação.

Kanishka adotou o título imperial indiano de Maharaja (Grande Rei), o título partiano de Rajatiraja (Rei dos Reis) e o chinês de Davaputra (Filho do Céu). A arte budista contemporânea em seu reinado conservou o estilo primitivo, sem nenhuma influência externa. Sua grande obra foi a construção do templo de Surkh Kotal, erigido no alto de uma colina e ao qual se tinha acesso através de três pátios contíguos.

No sul da Índia o mais importante reino surgido nessa época foi o de Andhras, que ocupou o Decão, uma região localizada entre os extremos sulinos do Godavari e do Kistna. Restos de uma magnífica civilização em Amaravati comprovam a existência de um Estado poderoso que conquistou os Satavahana que reinavam naquela região, chegando a atingir Malwa e Maharastra.

Império Gupta
Mosteiro Budista de Ratnagiri, séc. IX, em Arissa

A arte bramânica apareceu no cenário cultural da Índia nessa época, muito embora suas características fossem essencialmente budistas. O período que se seguiu (denominado de “transitório”), foi muito produtivo, sendo criado novos temas iconográficos com o desenvolvimento de uma nova característica estética. A arte passou a refletir com mais exatidão, não somente a complexidade política da época, como também o triunfo do budismo. Cobrindo toda a Índia, o budismo atingiu a sua plenitude mas conservando o precioso caráter narrativo.

O aparecimento da imagem de Buda, pela primeira vez representado figurativamente, foi o aspecto mais importante desta arte.

Três escolas artísticas se destacaram: a das possessões indo-gregas (atual Paquistão e Afeganistão), chamada de escola de Ghandhara; a de Amaravati, no território dos Andhras e a de Mathura, da planície do Ganges que correspondia ao território dos Kushans. O aparecimento da imagem de Buda se deu simultaneamente em Gandhara e Mathura, e em Amaravati, um tempo depois. Afora isso, o número de temas usado na arte não sofreu grande alteração.

Na escola greco-budista de Gandhara, a figura de Buda inicialmente apresenta as características helenísticas habituais, mescladas com traços fisionômicos orientais (foto).

O “Iluminado” é representado como um tipo apolínio e as marcas de sua natureza sagrada estão representadas: a urna, ou madeixa encaracolada está entre os olhos e nas mãos fica o chakra – círculo sagrado que simboliza a evolução da lei budista. Os cabelos são presos por um nó no alto da cabeça e a divindade traja o quimono monástico e o manto drapeado.

A escola de Mathura também mostra um Buda apolínio, mais robusto, mas com a cabeça redonda, uma expressão sorridente e, na cabeça calva, um barrete esconde o ushnisha.

O traje monástico sugere um material de mais qualidade com o ombro direito deixado descoberto. O Buda de Amaravati, igualmente ao de Mathura, é profundamente indiano, o rosto alongado, a cabeça coberta por pequenos anéis de cabelo e o manto monástico também deixa um ombro nu caindo em panejamento preso no ombro esquerdo. A mão direita esboça o gesto de destemor (abhaya-mudra). Imagens do Buda no estilo Maravati foram encontradas em quase todas as regiões da Ásia.

Império Gupta
Pastores e seus rebanhos- copia mughal de obra européia mostrando os pastores com fisionomia indiana. Museu Guimet

Transição

Apesar das variações, os historiadores admitem que houve unidade na arte do período de transição.

As formas arquitetônicas e as características da escultura e pintura possuem elementos que são comuns a todas as três escolas já mencionadas no artigo anterior: Gandhara, Mathura e Amaravati. As diferenças existiram em função dos costumes e hábitos regionais.

Por causa de sua ligação com o mundo helenístico, a escola de Gandhara se afastou da principal corrente de desenvolvimento estético indiano, o que se comprova pela quantidade de decoração clássica eternizada pelo enfoque de figuras secundárias que acompanhavam Buda. A sua variada escultura foi a que mais chegou perto da perfeição.

A arte da escola Mathura refletiu a austeridade dos reis de Kushan, destacando-se, na escultura, a sensualidade das mulheres indianas apresentadas em pose ritual. Placas de marfim gravadas ou entalhadas com requinte mostram o mesmo estilo, confirmando a fama dos artífices indianos elogiados na literatura antiga.

A escola Amaravati teve um estilo requintado e dinâmico, se sobressaindo bastante no relevo narrativo executado em pedra calcária semelhante ao mármore. As figuras apresentam poses muito elegantes, entre elas a prosternação que é considerada a mais bela na arte da Índia. As mesmas características são encontradas na pintura.

Estilos Clássicos

Os estilos considerados clássicos na arte indiana são: Gupta, Pós-Gupta e Pala-Sena.

O Gupta surgiu no ano 320, após um período de turbulência política surgida no final do período de transição, que debilitou o vigor intelectual e artístico do país. A dinastia dos Gupta se originou em Magadha, considerada a terra sagrada do Budismo, onde fica localizada Pataliputra com o seu palácio de Asoka. Coincidência ou não, seu fundador se chamava Chandragupta, o mesmo nome do fundador da dinastia Maurya que construiu o referido palácio.

A Dinastia Gupta atingiu o apogeu nos reinados de Chandragupta II (375-414) e Kamargupta I (414-455), a Índia desfrutando de um dos mais gloriosos períodos de sua história, civilização e cultura. A tolerância religiosa permitiu o surgimento de numerosas seitas, todas caracterizadas por forte tendência ao sincretismo e misticismo. Floresceram igualmente as artes plásticas, a filosofia, a música e a literatura. Foram escritos tratados sobre estética que definiram os cânones sobre os quais seriam baseados todas as normas e regras futuras de arte, onde a pureza de formas e linhas mereceu toda a importância.

Do ponto de vista artístico, o período Gupta se destacou pelo aparecimento de um estilo novo que, entretanto, se relacionava com os estilos precedentes.

Pode-se apreciar, diante de numerosas obras-primas desse período, as mudanças progressivas, tão características dos indianos, nas quais um único tema decorativo proporciona uma grande variedade de interpretações.

Império Gupta
Templo de Muktsvara, bruvanesvar – séc. IX e X.

Em pleno apogeu, a Dinastia Gupta tinha expandido o império para uma imensa parte da Índia e pelos mares do Sul, quando começou a sofrer os ataques dos hunos brancos da Bactria. Mesmo sendo rechaçados por Kamargupta (455-67), essa invasão significou o início do enfraquecimento do poderio Gupta. Com a confusão a família imperial ficou fragmentada e sem capacidade para resistir aos seguidos avanços das hordas bárbaras que voltavam cada vez mais revigoradas.

Os invasores se espalharam pelo Vale do Ganges e durante cinqüenta anos promoveram grande destruição. Mosteiros e universidades foram arrasados e os sacerdotes perseguidos.

Os hunos destruíram praticamente todas as stupas deste período. As mais antigas, Charsada e Mirpur Khas tinham sido construídas com tijolos e recobertas de estuque, eram uma seqüência do estilo Gandhara. Outras foram feitas de tijolos e pedras, apresentando fisionomia modificada com a cúpula adquirindo um formato de sino, um estilo de construção que seria eternizado por todo o Sudoeste Asiático.

Aproveitando o enfraquecimento dos Gupta, os Estados do norte se tornaram independentes, entre eles Thanesar, no extremo leste de Doab, uma região entre o Ganges e seu afluente Jumna. Kanauj se tornou a capital deste novo império comandado pelo rei Harsha (605-47), que unificou a Índia do Norte e centro do país pela última vez antes do período medieval. O mérito de Harsha foi conservar as tradições artísticas e culturais dos Gupta. Foi considerado um rei eclético, tolerante e protetor da cultura religiosa. A magnitude imperial da Índia que ele restaurou, entretanto, não sobreviveu, desmoronando depois da sua morte.

Paralelamente, os reinados do Decão continuaram expandindo seu poder, principalmente nas regiões de Tamil e Chalukya ocidentais em Maharastra. Estes reinados ganharam tesouros artísticos de inestimável valor, entre eles Ajanta, Badami, Nasik e Elefanta.

É exatamente em Ajanta que se encontra a flor suprema da arte budista da Índia, nos ciclos de pinturas das cavernas de Ajanta, que datam de diversas épocas, mas cujas obras mais perfeitas foram executadas entre 600 e 650 aproximadamente. O traço e admirável flexibilidade, assumem extraordinária pureza nesta arte Gupta que a Índia não logrará ultrapassar.

O Estilo Pala-Sena e o Período Medieval

Devido às invasões e à influência bramânica, Bengala se tornou um bastião do Budismo. Os soberanos Pala que dominaram de 765 a 1086, estimularam a prosperidade da universidade de Nalanda, onde construíram mosteiros. Seus sucessores, os Sena, protegeram mais o hinduísmo. Este estilo deve ser considerado como o verdadeiro repositório do estilo Gupta, mesmo sem a criatividade de seu precursor. Ele evoluiu sozinho sem nenhuma influência externa que interferisse nas suas normas convencionais. Mas a invasão mulçumana, que se dirigiu para essa região, não encontrou capacidade de reação do império Pala-Sena, que foi dominado.

O prolongamento do período Gupta levou a arte indiana até o período medieval (séculos IX-XVI). Os estados que progrediram depois do fim do império Harsha, se envolveram em disputas por supremacia. Houve muita luta entre eles e dentro desse clima político as artes obtiveram grande ajuda e proteção. Cada dinastia se esforçava para superar as outras em número, tamanho e esplendor de seus templos. O Sul da Índia seguiu tendências diversas das do Norte.

Entre os estados que se destacaram, Kashmir, comandado pela dinastia Uptala, construiu alguns dos mais interessantes templos da região. Em Kathiawad e Gujarat, sob a dinastia Solanki, foram erguidos belíssimos santuários., A dinastia Paramara, de Malwa, promoveu um verdadeiro renascimento literário, principalmente no reinado do soberano-poeta Bhoja. Em Bundelkhand a dinastia Chandella construiu os famosos mil templos de Khajuraho. Manarastra assistiu uma seqüência de grandes dinastias, desde os Chalukya e os Rahtrakuta, até os Cholas e os Pandyas. Os Cholas foram os responsáveis pela construção do célebre templo de Tanjore.

A arte se desenvolveu, observando-se o abandono progressivo da arquitetura talhada na rocha. A arquitetura passou a ser planejada sobre estruturas livres com a aplicação de material durável, como a pedra e o tijolo. As características das construções dos períodos antecedentes foram encontradas em todas as regiões. A maioria das edificações apresenta um aposento térreo quadrangular coberto por um telhado piramidal ou curvilíneo. A preocupação de erguer uma obra que ocupasse um espaço restrito e que fosse, ao mesmo tempo, bela e baseada nas normas tradicionais, fez o arquiteto hindu apurar o bom gosto e precisão, criar um conjunto de nichos, pilastras e cúspides foliformes, quebrando assim a monotonia das linhas gerais pelo acréscimo de detalhes de escultura arquitetônica e ornamental.

A escultura se tornou, mais do que nunca, parte integrante da arquitetura, povoando as paredes dos santuários. Os escultores indianos da época medieval, principalmente os do Norte, atingiram a perfeição técnica. A estilização das figuras se revela nas feições, nariz grosso, olhos grandes e saltados, puxados para as têmporas, lábios sensuais e expressão fisionômica ao mesmo tempo estática e intensa. As imagens sagradas obedeciam a uma iconografia muito severa, sem prescindir das qualidades estéticas. Mostravam notável pureza de forma e extraordinária noção de equilíbrio e movimento.

A invasão mulçumana nos séculos XIV e XV marcou o início da decadência da arte no Norte e no Sul. A arte do relevo foi a que mais sofreu, mas a pintura mural ainda se manteve, sem a mesma qualidade, na função decorativa de templos e palácios.

Arte Muçulmana

A evolução cultural da Índia foi interrompida de forma traumática pelas invasões muçulmanas. Os conquistadores chegaram ao Punjab em 775 e gradativamente foram dominando todos os Estados indianos. A presença dos muçulmanos provocou uma reorganização religiosa e política no país, atingindo o desenvolvimento artístico que a partir do século XIV começou a declinar.

Impondo o estilo que haviam criado na Pérsia, os invasores deixaram na Índia um grande número de construções suntuosas. Foram palácios, mesquitas, fortificações, túmulos e pórticos monumentais. Embora em alguns estados o puro estilo persa se impôs, em outras regiões ele recebeu componentes indianos, surgindo um estilo que pode ser chamado de indo-islamita.

As mesquitas de Jamá e de Kuwwat al-Islam em Kana, e o minarete construído em Delhi nos séculos XIII e XIV, tiveram inspiração persa, enquanto as mesquitas de Gujarat, Sind e Kathiawad receberam material retirado dos templos hindus. Assim sendo, os principais elementos do estilo hindu, como pilares, cúpulas e grossas paredes de alvenaria, foram utilizados. O resultado foram templos com padrões islamitas no exterior e características indianas no interior.

O império Mughal, fundado pelo turco Babur, fez nascer o estilo do mesmo nome, com puro padrão islamita. As regiões do norte da Índia, principalmente Agra, Lahore e Delhi, foram beneficiadas com edificações luxuosas e avantajadas. É exatamente em Agra que se localiza a mais famosa destas construções, o magnífico Taj Mahal,* que Shah Jahan mandou erigir para ser o túmulo de sua esposa, a princesa Muntaz-i Mahal.

No período Mughal as chamadas “artes menores” foram desenvolvidas. Surgiram mosaicos de pedra e cerâmica, azulejos coloridos com desenhos de animais, flores e padrões geométricos, assim como outras técnicas artesanais. Os trabalhos de ourivesaria e marcenaria, que os indianos já dominavam, tiveram um reflorescimento, destacando-se também os trabalhos com jade. Os muçulmanos implantaram a fabricação do vidro que se mostrou de alta qualidade. Na marcenaria passaram a ser empregadas as incrustações e marchetarias, com resultados surpreendentes. Também originário da Pérsia, os esmaltes executados em champlevé sobre ouro e prata merecem destaque.

A maior contribuição que a arte indiana recebeu do estilo Mughal foi no campo da ilustração de livros e manuscritos, facilitado pelo aparecimento do papel que veio do Irã por volta do século XIV. A técnica do afresco continuou a ser empregada, e a escola de Gujarat se notabilizou pela execução de miniaturas. Esta arte recebeu influências da China e do Afeganistão e mais tarde da Europa. Foi durante o império Mughal que se iniciou a penetração européia na Índia, pelos portugueses no século XV. A influência ocidental foi transmitida pelas cópias de gravuras, bíblicas ou seculares, pela introdução na miniatura Mughal da perspectiva ocidental, pelo relevo, e pelo claro-escuro das escolas italiana, francesa e holandesa.

A partir do final do século XVIII, a pintura indiana entrou em decadência. Só no final do século XIX, com um movimento iniciado em Bengala, houve uma tentativa de reabilitar esta arte na Índia, libertando-a da influência européia, sendo necessário muito trabalho para recuperar a arte da pintura indiana. Durante os séculos XVI a XIX, a arte indiana teve alguma influência na Europa (Portugal, França e Holanda), principalmente na arquitetura e nas artes menores. Também um grande número de objetos de arte, destinados à Europa, foram produzidos na Índia. A arte da Índia teve uma forte influência em todo o sudeste asiático.

Religião na índia

A religião era a base da estrutura social na Índia antiga, comandando desde o comportamento humano até a administração pública. As noções remotas dos credos religiosos estão nos escritos sagrados conhecidos como Veda. Sua expressão essencial e seu objetivo eram o sacrifício.

Os deuses védicos representavam as forças e fenômenos da natureza: a terra, o céu, a água, o fogo, o vento, as estrelas, a aurora. A denominação dos deuses era semelhante aos da Avesta Iraniana, o que nos leva a crer que tiveram a mesma origem. A veneração popular a Rudra-Siva teria longa história na Índia.

Houve um período não determinado em que o Vedismo ficou tão obscuro que se tornou necessário tratados explicativos. Os tratados Brama, Upanishada e Aranyaka deram origem a um novo credo, o vedismo-bramanismo, que se tornou a mais indiana de todas as religiões, substituindo o sacrifício por celebrações e o conceito sobre a alma individual passou a ter maior importância. A identificação da alma individual com o Ser Universal ficou sendo a base da nova religião.

O ensinamento do bramanismo era um privilégio exclusivo dos iniciados, eles guardavam para si mesmo os procedimentos sagrados e estimulavam uma atmosfera de mistério sobre os conhecimentos. A religião regulava a hierarquia da estrutura social, garantia o direito divino do imperador e determinava as leis sociais.

Reagindo ao rigor do bramanismo, duas novas religiões surgiram no século XV a.C.: o Jainismo, fundado por Vardhamana, também conhecido por Mahavira – o grande Herói, ou Jina – o Vitorioso, que pregava a não violência; e o Budismo, que teve um futuro de maior importância e que ultrapassou as fronteiras do país e se espalhou pelo mundo.

O fundador do budismo foi um príncipe de Sakya, que vivia entre as fronteiras do Nepal e da Maghada. Por ter atingido a luz espiritual, ficou conhecido como Buda – o Iluminado.

Ele pregava a caridade e todas as criaturas, igualdade para as pessoas e a prática da moderação. Rejeitava o conceito de classes, mas manteve o conceito de transmigração da alma do bramanismo. O budismo não rejeitava as outras religiões, o que significava que ao adotar budismo a pessoa não precisava renunciar a suas crenças, desde que não fossem contrárias às práticas budistas. A religião oferecia uma evolução, através de reencarnações sucessivas que, pela prática da caridade culminaria na libertação permanente. O budismo é um sistema religioso ético dotado de um espírito missionário e evangélico e bastante ilustrado de histórias edificantes.

Fonte: www.colegiosaofrancisco.com.br

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