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Expansão Marítima

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Expansão Marítima – O que foi

Expansão Marítima ocorreu em duas ondas distintas.

A primeira, de 1415 a 1600, sob hegemonia de Portugal e Espanha, e a segunda, entre 1600 e 1800, sob a hegemonia da Holanda, Inglaterra e França.

A retração do século XIV na Europa foi decorrente do monopólio de especiarias e artigos de luxo pelos italianos e árabes, além do processo de superprodução e subconsumo do mercado, esgotamento das jazidas de metais da Europa, a Guerra dos 100 anos e das pestes do Oriente.

A saída para a crise surge com as grandes navegações, onde homens partem para grande aventura dos mares, carregando um imaginário ainda medieval de lendas e monstros.

Os objetivos desta expansão eram:

a) atingir o centro fornecedor de especiarias, acabando com o antigo monopólio
b)
 ampliar o mercado consumidor, sintonizando produção e consumo
c) 
conquistar novas jazidas minerais.

A PRECOCIDADE DOS PORTUGUESES NA EXPANSÃO

Diversos fatores concorreram para que este pequeno país tomasse a dianteira do processo expansionista, como a localização geográfica favorável; a tradição pesqueira; o contato com os mouros que traziam tecnologia náutica e divulgavam a filosofia grega Tc…, no entanto, o principal motivo desta fase mercantilista lusitana se deve a sua condição de primeiro Estado centralizado da modernidade.

O processo de centralização portuguesa está ligado as guerras de conquista (ações militares dos cristãos influenciados pelas cruzadas com objetivo de expulsar os muçulmanos da Península Ibérica).

Os reinos católicos de Leão, Castela, Navarra e Aragão pediram auxílio aos Borgonhas franceses liderados por Raimundo e Henrique que dominaram judeus e mouros da parte ocidental da Península, e foram recompensados com o casamento com as filhas do rei Afonso de Castela, além de terras.

Henrique casado com Teresa fundou o Condado Portucalense, e seu filho Afonso Henrique estabeleceu a independência de Portugal se tornando seu primeiro rei.

Dois séculos depois, um descendente remoto do primeiro rei, D. Pedro I morre deixando dois filhos. Um legítimo D. Fernando e um bastardo D. João (Filho da amante famosa dona Inês de Castro).

D. Fernando ao assumir, inicia uma política perigosa de aproximação com o reino de Castela, casando com uma nobre de Castela, Dona Leonor Telles, e prometendo sua única filha, Beatriz, em casamento ao rei de Castela.

Após a morte de D. Fernando, a burguesia assustada com a possibilidade do casamento de Beatriz significar o retorno de anexação de Portugal por Castela, acaba realizando a revolução de 1383-1385, onde na Guerra de Aljubarrota, destrona a rainha, colocando no poder D. João I, mestre de Avis, primeiro rei absolutista da modernidade.

CICLO ORIENTAL DE NAVEGAÇÃO – PORTUGAL

Este ciclo apresenta duas etapas distintas. A primeira com objetivo de devassamento do litoral africano foi articulado pelo infante D. Henrique, fundador da Escola Náutica de Sagres. Nesta fase tivemos 4 reis (D. João I, D. Duarte, D. Pedro II, D. Afonso V). Acontece o contorno do Cabo do Bojador por Gil Eanes (1433); a descoberta das Ilhas Atlânticas; e a chegada em Guiné.

Com D. João II inicia a 2º fase de busca do caminho para à Índia, e financiado pela burguesia, contrata Diogo Cão para descobrir o contorno da África, e apesar deste não conseguir, atinge o Congo e Angola. Bartolomeu Dias consegue definitivamente o périplo africano contornando o Cabo das Tormentas (Cabo da Boa Esperança – Atual Cidade do Cabo).

No governo de D. Manoel I, o venturoso, acontece a chegada de Vasco da Gama em Calicute na Índia; o descobrimento do Brasil por Pedro Alvares Cabral em 1500 e a chegada dos portugueses no extremo oriente, apesar da aproximação do monarca português com a burocracia aristocrática e a marginalização da burguesia.

Expansão Portuguesa

O reino português existia desde 1139. Surgiu, juntamente com outros quatro remos cristãos no atual território da Espanha, durante a guerra de Reconquista, movida pela nobreza para expulsar os árabes da península Ibérica. Mas Portugal foi um reino tipicamente feudal, em que o poder era partilhado por inúmeras autoridades locais. Sua unificação completou-se em 1385, quando a burguesia portuguesa, unida em torno da monarquia, realizou uma revolução em que o rei saiu fortalecido.

O reino português possuía uma tradição marítimo-comercial em função de sua localização geográfica: estava voltado para o oceano Atlântico. No século XIV, ao tornar-se o primeiro Estado moderno da Europa com o apoio de sua burguesia mercantil, Portugal reunia condições necessárias para entrar na grande aventura da expansão marítima.

Ao longo do século XV, os portugueses foram conquistando posições na costa oeste da África. Em 1498, o navegador português Vasco da Gama contornou o continente africano e, navegando através do oceano Indico, atingiu a Índia, no Oriente. A partir desse momento, os interesses da burguesia portuguesa voltaram-se para a organização de um Império Colonial no Oriente, que lhe garantisse o monopólio do comércio de especiarias frente a outros concorrentes e em substituição aos mercadores italianos.

Em 1500, os navegantes portugueses comandados por Pedro Álvares Cabral atravessaram o Atlântico e ancoraram suas caravelas em terras até então desconhecidas.

Acabavam de descobrir o que viria a ser nosso país. Foi assim que o Brasil entrou na história da Europa ocidental.

Características da expansão de Portugal e de outros países

O processo histórico dos descobrimentos e da expansão dos portugueses por todo o Mundo se deu de forma diversificada, de acordo com os lugares para onde foram e com o período em que o fizeram.

De forma simplificada, podemos considerar que a expansão dos portugueses pelo Mundo teve por característica básica a ocupação muito dispersa de posições junto ao litoral de quase todos os continentes.

O avanço para o interior ocorria em raras ocasiões, quando os objetivos eram a exploração de riquezas naturais como nos casos do Brasil e de algumas regiões de África e a realização de missões religiosas ou diplomáticas na Ásia.

Podemos considerar que a estruturação das ações além mar dos portugueses podem ser inseridas com mais propriedade no conceito de Talassocracia de que no conceito clássico de império.

Este esteve mais próximo da concepção espanhola, pois a ação dos castelhanos visou fundamentalmente a ocupação de vastos espaços no interior do continente americano, tendo desintegrado violentamente Estados existentes, como os casos da destruição dos impérios Inca e Asteca.

A noção de talossocracia prende-se ao poder que os portugueses tiveram em vários pontos próximos da costa, de forma a dominar os mares e a sua navegação.

Eles dependiam das ligações marítimas que mantinham com seu próprio país e com as várias posições que ocupavam no litoral, pois o interior era habitado por populações muito numerosas que eles não tinham capacidade para dominar.

Além do denominador comum da dispersão e da litoralidade, os portugueses tiveram três tipos de atitudes fundamentais no decurso da sua expansão:

1. O início da expansão portuguesa, ainda no período medieval, visou à ocupação pela força de cidades em Marrocos, que foram mantidas graças a um considerável esforço militar e à construção de fortes estruturas defensivas. Foi o que aconteceu desde Ceuta, conquistada em 1415, até a fortificação de Mazagão, que se manteve até 1739. Ocupações de cidades após conquista verificaram-se em poucos casos na Ásia, onde se centraram as atenções portuguesas no século XVI.  Os exemplos mais importantes foram o de Goa e Malaca, a primeira em 1510, contra os muçulmanos ? que a tinham conquistado aos hindus em 1471? e a segunda em 1511, por as autoridades locais hostilizarem os portugueses e se recusarem a negociar com eles.
2. 
A situação mais comum na expansão portuguesa, tanto na África quanto na Ásia, nos séculos XV a XVII, foi a dos portugueses negociarem com os poderes locais a autorização do estabelecimento de feitorias para a realização de operações mercantis. Para assegurar a segurança dos que lá ficavam, eram também negociadas autorizações mediante tratados de paz para a construção de fortalezas. Foi o que aconteceu em inúmeros casos, como em Cochim, Cananor, Coulão, Diu etc. Tal situação já se verificara na África com a construção da fortaleza de São Jorge da Mina em 1482. O mesmo aconteceu com outros locais como Macau e Nagasaqui, onde só na primeira cidade, e muito tardiamente, foram construídas estruturas defensivas para resistência contra os ataques dos holandeses.
3. 
A terceira atitude dos portugueses, que se diferenciou das ocupações militares e da fixação para a realização de operações mercantis, foi o povoamento de territórios desertos ou pouco povoados.  O estabelecimento visava criar condições de vida idênticas às de Portugal, mediante a exploração de bens que se produziam com grandes vantagens nesses locais. É nessa dinâmica de povoamento que ocupa um lugar privilegiado a produção e comercialização de açúcar e de outros produtos. Estamos diante de uma economia de base produtiva e não apenas de natureza mercantil, como acontecia no Oriente. Esta realidade verificou-se inicialmente no século XV em ilhas do Atlântico que estavam desertas, como a Madeira, os Açores, Cabo Verde e São Tomé e depois, nos séculos XVI e XVII, com uma dimensão muito superior na fixação de portugueses em larga escala no Brasil.

Outra característica fundamental da expansão dos portugueses pelo mundo é a de que ela precedeu todas as outras por muitos anos. Exceto a Espanha, cuja expansão se iniciou de fato em 1492,  a espansão dos franceses, ingleses e holandeses só foi iniciada em períodos muito adiantados do século XVI. Os holandeses, por exemplo, só cem anos depois de Vasco da Gama é que se começaram a se dirigir com armadas para o Oriente.

Nos Descobrimentos Portugueses, eram claras instruções superiores desde 1446, segundo as quais não se podia agir contra populações estabelecidas nos locais para onde se dirigiam, como se viu na África, no Brasil e na Ásia. Só agiam violentamente usando recurso sua superioridade naval e de armamento contra aqueles que provocavam incidentes e desde o momento em que se verificavam alvo de agressões.

Tais princípios foram cumpridos de maneira geral, tendo apenas a assinalar a situação relativa a uma política mais agressiva contra poderes muçulmanos, por eles tradicionalmente serem inimigos dos cristãos.

Expansão Marítima – Descobrimento do Brasil

Foi avistada terra, recebeu o nome de Monte Pascoal, mais tarde Ilha de Vera Cruz, aí então para Terra de Santa Cruz. A partir de 1503, deu-se o nome de Brasil

Expansão Marítima – Portugal pioneiro

Durante o reinado de Dom João I (1385-1433), o governo português era forte. Tornou-se o primeiro país europeu a constituir um Estado Moderno, dedicado à atividade comercial- marítima, assumindo práticas mercantilistas.

A burguesia comercial queria enriquecer, mas havia um obstáculo: genovezes e venezianos que monopolizavam o comércio de especiarias. A solução era entrar em contato direto com os fornecedores, isso não poderia ser feito através do mediterrâneo, só restava expandir-se pelo Atlântico. Navegar era preciso.

Os fatores que favoreceram para o pioneirismo português foram:

1. centralização do poder
2.
 mercantilismo
3. 
ausência de guerras
4.
 posição geográfica favorável
5. 
crise agrícola

Expansão Marítima – Portugal X Espanha

Enquanto os portugueses estavam em expedições pela África, os espanhóis ainda lutavam para expulsar os mouros (árabes) de seus territórios. Essa situação durou até 1492. Os reis espanhóis Fernando (de Aragão) e Isabel (de Castela) patrocinaram a viagem de Cristóvão Colombo, que sabia que a Terra é redonda, pretendia viajar de oeste para leste, porém ele desconhecia a existência de um continente entre a Europa e a Ásia.

Com três caravelas

Santa Mara, Pinta e Niña, Colombo da Espanha, em 4 de agosto de 1492, e em 12 de outubro de 1492, chega à Ilha de Guanaani ( América), pensando ter atingido as Índias.

CICLO OCIDENTAL DE NAVEGAÇÃO – ESPANHA

Expansão Marítima

Se inicia com a unificação da Espanha através da Guerra de Reconquista e do casamento de Isabel de Castela com Fernando do reino de Aragão.

O genovês Cristóvão Colombo a serviço da Espanha partiu com três caravelas: Santa Maria, Pinta e Niña, descobrindo à América em 1492, pensando tratar-se da Índia.

Hernán Cortez dominou os astecas liderados por Montezuma, os Maias e outros grupos; e juntamente com Pizarro que derrotou os Incas, conquistaram as maiores jazidas do Novo mundo.

Outros movimentos importantes foram:

Vicente Pinzón chega ao foz do Amazonas em 1498
Vasco Nuñes Balboa descobre a passagem do Panamá, ligando o Atlântico ao Pacífico
Fernão de Magalhães com auxílio de Sebastião El Cano realiza a 1ª viagem de circunavegação.

TRATADOS DIPLOMÁTICOS NA EXPANSÃO

O primeiro tratado foi o de Toledo que dividia a Terra de forma latitudinal. Em seguida foi estabelecida a bula intercoetera (1493) estabelecendo uma nova divisão desta vez de forma longitudinal, tendo como referência 100 léguas da Ilha de Cabo Verde. Esta bula foi substituída pelo Tratado de Tordesilhas que mantinha a mesma estrutura da divisão, mais ampliava o limite para 370 léguas da Ilha de Cabo Verde.

No lado oriental foi estabelecida a capitulação de Saragoça tendo como referência as Ilhas Moluscas.

Tratado de Tordesilhas

Os reis de Espanha para garantir seus direitos de posse sobre a nova terra. Para isso, com a ajuda do Papa Alexandre VI, estabeleceram uma linha demarcatória e imaginária, tudo que estivesses a leste pertenceria a Portugal e a oeste a Espanha. Em 1494, Tratado de Tordesilhas, foi traçada uma linha imaginária, de 370 léguas a oeste das Ilhas do Cabo Verde.

INTENCIONALIDADE DA DESCOBERTA DO BRASIL

A substituição da bula intercoetera pelo Tratado de Tordesilhas; a necessidade de ocidentalização para contornar o Cabo das Tormentas; a demora entre o contorno do Cabo das tormentas e a chegada na Índia; o estudo das correntes marítimas demonstrando que neste mês da descoberta haveria uma repulsa e não atração das caravelas; chegada de Pinzón no Foz do Amazonas; descoberta da América etc…

CONSEQÜÊNCIAS DA EXPANSÃO:

Deslocamento do eixo econômico do mar Mediterrâneo para o Oceano Atlântico e o Índico.
Perda do poder econômico da Itália.
Estabelecimento da acumulação primitiva do capital.
Formação do Sistema Colonial Tradicional com utilização do trabalho compulsório africano.
Processo de europeização e cristianização do mundo.
Fortalecimento do Estado Moderno absolutista.

Expansão Marítima – Descobrimentos portugueses

As causas do pioneirismo português podem ser atribuídas à sua neutralidade nos confrontos europeus, centralização política, posição geográfica privilegiada e ao desenvolvimento da indústria naval.

A fundação da Escola de Sagres forma pilotos para a navegação em alto-mar.

Expansão Marítima – Conquista de Ceuta

Sua conquista, em 1415, é o ponto de partida para as descobertas portuguesas na África ocidental. Em 1419 os portugueses chegam ao arquipélago da Madeira e, em 1431, desembarcam nos Açores. Em 1445 atingem as ilhas de Cabo Verde e, em 1482, a desembocadura do rio Congo.

Expansão Marítima teve seu início com a conquista da cidade de Ceuta.

Localizada no norte da África, importante centro comercial, lá eram negociadas vários tipos de mercadorias: seda, marfim, ouro e escravos. (Além do interesse comercial, significava também a continuidade da reconquista cristã, pois ajudou a libertar a navegação comercial europeia dos piratas marroquinos, donos da conquista de Ceuta.)

O infante Dom Henrique, filho de D. João I, participou da conquista de Ceuta, em 1416, fundou no extremo sul do país, um centro de estudos e pesquisas de navegação que ficou conhecida como Escola de Sagres. Ali, reuniu uma competente equipe de astrônomos, geógrafos, matemáticos, construtores de instrumentos náuticos, cartógrafos e navegadores.

A Escola de Sagres tornou-se o mais avançado centro de estudos de navegação da época. Atingir o Oriente e apossar-se de seu comércio foi, desde o início, o objetivo.

Os turcos

Em 1453, a cidade de Constantinopla,(hoje Istambul) importante centro comercial, foi conquistada pelos turcos (muçulmanos). Os turcos proibiram o comércio existentes na cidade, tornou-se então importante a descoberta do caminho para o Oriente (Índias).

Principais etapas: Navegando pelo litoral do continente africano, os portugueses foram estabelecendo feitorias (postos comerciais) nas quais realizavam comércio de ouro, sal, marfim, pimenta e escravos.

1415 – Conquista de Ceuta 1419 – Ilha da Madeira 1431 – Açores
1434 –
 Cabo Borjador 1445 – Senegal 1482 – Zaire
1488 – 
Sul da África – Cabo da Tormentas…… Cabo da Boa Esperança ( D. João II).

Contorno do Cabo da Boa Esperança

No extremo meridional da África, por Bartolomeu Dias, em 1487, abrindo caminho para as costas orientais do continente africano e para as Índias. Entre 1505 e 1515, caravelas lusas exploram o litoral leste da África, aportando em Sena, Moçambique, Zanzibar, Pemba e outros pontos.

Expansão Marítima – Índias e América

Em 1498 Vasco da Gama aporta em Calicute (Índia ). Em 1500 uma frota portuguesa comandada por Pedro Álvares Cabral chega às costas americanas do Atlântico sul, descobrindo o Brasil. Em 1543 os portugueses chegam ao Japão.

Expansão Marítima – Navegações espanholas

A Espanha tenta chegar às Índias através do Atlântico. Opta pela direção ocidental, sob a influência dos navegadores genoveses Cristóvão Colombo e Américo Vespúcio, na suposição correta da esfericidade da Terra.

Expansão MarítimaExpansão Marítima

Fatores que contribuíram para a expansão marítima europeia:

Era a solução para o fortalecimento dos Estados nacionais europeus e de sua burguesia
O conhecimento de novas técnicas (astrolábio, bússola, caravelas, mapas, imprensa, pólvora)
A necessidade de um novo caminho marítimo para as índias
Com o renascimento do comércio houve falta de metais preciosos e de matérias-primas

O pioneirismo português

Portugal foi o primeiro país a centralizar-se politicamente, pois já ocorrera a Reconquista
Localização privilegiada de Lisboa e do Porto, e a tradição marítima em função da pesca
Fortalecimento da burguesia e a vinda de mercadores e banqueiros estrangeiros a Portugal
Escola de Sagres (astrônomos, geógrafos, navegadores, cartógrafos, matemáticos, etc.)

Cronologia da expansão marítima portuguesa:

1415 ? Conquista de Ceuta (porto de confluência de mercadorias e muçulmano)
1427 ?
 Conquista do arquipélago de Açores (açúcar e escravidão)
1446 ? 
O ouro da Guiné (estabelecimento de feitorias)
Marfim, pimenta e escravos (escravidão moderna ? crença religiosa e cor da pele)
1488 ?
 Cabo das Tormentas (Bartolomeu Dias)
1494 ?
 Tratado de Tordesilhas
1498 ?
 Viagem de Vasco da Gama (6000 % de lucros)
1500 ?
 Viagem de Pedro Álvares Cabral para garantir o monopólio português (Brasil)
1513 ? 
Chegada à China e, em seguida, ao Japão

O atraso espanhol

A Espanha inicia sua expansão praticamente 80 anos após Portugal
Ausência de unidade política e territorial e presença dos mouros no sul do país
Os espanhóis não tinham o conhecimento que os portugueses tinham da costa africana
Cristovão Colombo, navegador genovês (Teoria da esfericidade) ofereceu seus serviços primeiro a Portugal; D. João II os rejeitou; convenceu então os reis católicos da Espanha
Santa Maria, Pinta e Niña ? San Salvador, Cuba e Hispaniola
Na 2ª viagem, Colombo já volta melhor aparelhado; padres, militares, armas, cães e cavalos
Colombo fez 4 viagens à América, achando ter chegado às Índias e não a um novo continente
Bula Intercoetera X Tratado de Tordesilhas (Papa Alexandre VI)
Américo Vespúcio (continente e Rio Amazonas)

Cronologia da expansão marítima espanhola

1500 ? Vicente Pinzón
1513 ? 
Vasco Nuñes Balboa (Pacífico)
1519 ? 
Fernão de Magalhães e Sebastião D?El Caño (circunavegação)
1519 ?
 Hernan Cortez (Conquista do México ? astecas)
1531 ?
 Francisco Pizarro (Conquista do Peru ? incas).

A expansão espanhola

Os espanhóis estavam atrasados em relação aos portugueses, no processo de expansão marítimo-comercial. Sua unidade política só foi conseguida em 1469, graças ao casamento de Fernando, herdeiro do trono de Aragão, com Isabel, irmã do rei de Leão e Castela.

Em 1492, o navegador italiano Cristóvão Colombo ofereceu ao rei e à rainha da Espanha o projeto de alcançar as Índias navegando para o ocidente. Com isso, ele pretendia acabar com o monopólio português no Oriente e comprovar que a Terra era esférica. Mas em sua viagem para atingir o Oriente, navegando sempre em direção ao ocidente, Replica da caravela Santa Maria de Cristovão Colombo

Colombo encontrou, no meio do caminho, novas terras, que ele pensou serem as Índias. Na realidade, havia descoberto um novo continente, que depois foi chamado de América. Entre 1519 e 1522, o navegador espanhol Fernão de Magalhães empreendeu a primeira viagem de navegação ao redor do mundo.

No século XVI, a descoberta e exploração de metais preciosos no Novo Mundo, em terras pertencentes aos reis espanhóis, transformou a Espanha na grande potência européia da época.

Descobrimento da América

Em 1492 a frota de Colombo aporta na ilha Guanahani (São Salvador) e investiga as ilhas Juana (Cuba) e Hispaniola (São Domingos). Pensa ter chegado às Índias.

Em 1500, Pinzón descobre a embocadura do rio Amazonas. Entre 1503 e 1513, Vespúcio e outros navegadores exploram as Antilhas e todo o litoral atlântico ao sul dos territórios descobertos.

Concluem tratar-se de um novo continente, que passa a se chamar América em homenagem a Vespúcio. Em 1508 chegam ao Yucatan e em 1512 à Flórida e ao delta do Mississíppi.

Cristóvão Colombo (1451-1506), navegador e descobridor da América, nasce em Gênova, na Itália. Filho de um tecelão, interessa-se pelos estudos geográficos e pelas narrações de viagens de Plínio, Marco Polo e Toscanelli. Em 1477 estabelece-se em Lisboa, junto a seu irmão Bartolomeu, um cartógrafo. Convencido da esfericidade da Terra, propõe a Portugal alcançar as Índias pelo Atlântico. Rechaçado, propõe ao rei espanhol o mesmo projeto, em 1485. Inicia sua primeira viagem em 1492. Sai do porto de Palos com as caravelas Pinta, Niña e Santa Maria. Um ano depois retorna à Espanha, onde é acolhido triunfalmente, com o título de “almirante do mar oceano”. Realiza mais três viagens à América. Morre pobre e esquecido.

Primeira viagem de circunavegação

Em 1513 Vasco de Balboa cruza o istmo do Panamá e descobre o oceano Pacífico. Em 1517, Fernão de Magalhães, um navegador português a serviço de Castela, atinge o extremo sul do continente americano e atravesssa o estreito ligando os dois oceanos. A nau Vitória, da expedição de Magalhães, continua viagem pelo Pacífico e realiza a primeira circunavegação do globo, chegando a Sevilha dois anos depois. Magalhães descobre parte do arquipélago das ilhas Marshall, Marianas, Filipinas e Bornéu. Em 1522, a nau Vitória descobre a Nova Guiné. Entre 1543 e 1545 os espanhóis chegam ao Hawai e ilhas Carolinas.

Em 1566 descobrem as Marquesas e em 1605 e 1606 as Novas Hébridas e a Austrália.

A expansão inglesa e francesa

As guerras internas, como a das Duas Rosas, na Inglaterra, e a dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra, além do demorado pro­cesso de centralização do poder nas mãos do rei, atrasaram e dificultaram a conquista de novas terras por parte desses dois países.

Mas, estimulados pelo êxito de portugueses e espanhóis, vários navegadores a serviço dos reis da França e da Inglaterra exploraram a costa atlântica da América do Norte. Contudo, a ocupação e exploração econômica dessas terras só aconteceria nos inícios do século XVII. ”

Conquistas inglesas

Iniciam-se pelo Atlântico norte, em 1499. A partir de 1558 os ingleses voltam-se para a pirataria e o comércio negreiro, apoiados pelo poder real. Em 1584 Walter Raleigh funda Virgínia, a primeira colônia inglesa no continente americano. Entre 1607 e 1640 ocorre uma transferência em massa de colonos para o litoral atlântico. Em 1612 começa a colonização da Índia.

Expansão francesa

Nas Antilhas instala bases de pirataria em São Cristóvão, São Domingos, Guadalupe, Martinica e Haiti, entre 1625 e 1655. Na América do Norte toma posse da Terranova, Nova Escócia e Nova França, no Canadá, em 1603. Funda Quebec em 1608, Montreal em 1643, e impulsiona a migração de colonos para a região.

Em 1682 funda uma colônia no território do Mississíppi (Louisiana). A partir de 1643 volta-se para o Índico e instala bases em Reunião e Madagascar, na África. Funda feitorias na Índia, em 1664.

Descobertas holandesas

A partir de 1619 os holandeses estabelecem bases comerciais e militares em Timor, Celebes, Java, Sumatra, Bornéu e península do Sião. Em 1630 consegue dominar o território nordeste do Brasil.

Conquista Curaçau e a Guiana em 1634. Entre 1642 e 1659, descobre as ilhas Maurício, Tasmânia, Nova Zelândia e o noroeste da Nova Guiné.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br/www.objetivoitajuba.com.br/www.reginaclaro.ubbi.com.br/www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

 

 

 

 

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