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Reforma Protestante

O que foi a Reforma Protestante

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Durante a Idade Média a Igreja Católica dominou a maneira de se pensar de forma hegemônica na Europa. Todo esse poder acabou gerando abusos por parte dos clérigos: negociava-se desde cargos religiosos, passando por relíquias de santos ou santas até chegar na venda do perdão para os pecados cometidos por uma pessoa, as chamadas indulgências. Garantia-se assim, via pagamento, desde o conforto na vida terrestre até a tranquilidade no paraíso, ou mesmo menos tempo de penitências no purgatório.

O comportamento dos clérigos passava a ser cada vez pior. Além das indulgências, havia ainda a simonia (comercialização de relíquias), por vezes falsas, de algum santo ou personagem importante para o catolicismo. Muitos dos sacerdotes possuíam uma vida mundana (tendo amantes, por exemplo) e desconheciam os preceitos religiosos básicos do catolicismo bem como suas funções religiosas. Isso se deu pois geralmente as famílias de nobres acumulavam títulos diversos, inclusive os de pertencentes à Igreja, sem nunca terem lido a bíblia ou realizado estudos preparatórios para o sacerdócio.

Foi nesse contexto que no início do século XVI, já na Idade Moderna, surgiu na Europa um movimento religioso cristão de caráter reformista conhecido como Reforma Protestante,iniciado pelo monge Martinho Lutero (ou Martin Lutero). Lutero tornou públicas as suas 95 teses, pontos que criticavam as posturas da Igreja, propondo reformas profundas na religião católica.

Esse movimento, no entanto, não surgiu ao acaso. Vários fatores contribuíram para a difusão das críticas à Igreja e a sua conduta, com destaque para a invenção da imprensa de Gutenberg que difundiu a bíblia e a leitura, tornando mais fácil assim o saber. Outro ponto importante a se destacar é o fato de que a crítica ao comportamento do clero surgiu de dentro da Igreja, através de pensadores como Santo Agostinho,que pregava que “a salvação do homem é alcançada pela fé” e São Tomás de Aquino que acreditava que “a salvação do homem é alcançada pela fé e pelas boas ações”– visões nas quais a salvação não passava necessariamente pela Igreja.

As críticas da Reforma Protestante se espalharam, alterando a forma de se pensar do período. Se anteriormente a Igreja Católica condenava a usura (empréstimos a juros) e o lucro excessivo, os reformistas interpretavam esses assuntos de outra maneira. A riqueza material, por exemplo, seria um dos sinais de que você se encontrava no caminho da salvação.  Era um pensamento que agradava (e muito) aos burgueses e aos agiotas, pois não ia de encontro às suas atividades.

As principais correntes protestantes eram duas:

O luteranismo, criado por Martinho Lutero que pregava que a fé (e não necessariamente as obras) seria instrumento para se chegar ao paraíso. Baseava-se na frase de São Paulo “o justo se salvará pela fé, acreditando assim que a fé seria o único caminho para o alcance da salvação eterna. Para tanto seria necessário apenas o conhecimento da bíblia, inclusive através do livre exame da mesma. Ou seja, qualquer pessoa que soubesse ler poderia interpretá-la, já que a salvação estaria contida em suas palavras. O luteranismo negava a autoridade papal, a adoração às imagens religiosas e o culto aos santos.

O calvinismo que acreditava que a salvação eterna era predestinada por Deus. O Criador escolheria de antemão aqueles que mereceriam o paraíso. Pregava o trabalho árduo e que o lucro era legitimo, condenando contudo o desperdício. A prosperidade econômica seria um claro sinal de salvação.

O pensamento reformista e a sua crítica se espalharam com muita força e rapidez por toda a Europa, o que obrigou a Igreja Católica a responder às diversas críticas a sua conduta, através da Contrarreforma. Porém, já era tarde demais: o protestantismo havia se espalhado e se enraizado no pensamento moderno cristão. A Igreja Católica, que havia dominado o pensamento na Idade Média, via seu poder e prestígio se acabando a passos largos.

Vinicius Carlos da Silva

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