
A vista da Cidade Proibida, da entrada traseira.
A Cidade Proibida se situa no centro da cidade de Beijing. Ela foi construída na Dinastia Ming (1368-1644) e servia como o complexo de palácios imperial na Dinastia Ming e na Dinastia Qing (1644-1911). A construção do complexo começou no ano 1407 e ficou pronta no ano 1420. Durante a história, catorze imperadores da Dinastia Ming e dez da Dinastia Qing moraram lá e no total, eles tinham governado a China por 491 anos. No ano 1924, o último imperador chinês, Pu Yi, saiu da Cidade Proibida. No ano 1925, a cidade foi aberta para o público.

Fossos circundando a Cidade Proibida. No fundo da foto é uma torre
da cidade.
Ocupando uma área de mais que 720.000 metros quadrados, a Cidade Proibida é o maior e o mais completo complexo de palácios que existe hoje na China. A cidade Beijing foi desenhada na Dinastia Yuan (1271-1368) como uma cidade simétrica e tem até hoje um eixo central. A Cidade Proibida é situada exatamente neste eixo. A Cidade Proibida foi construída na forma de uma cidade retangular, e é circundada por muralhas da altura de 10 metros. A parte de baixo da muralha é da largura de 8,62 metros, e a parte de cima 6,66 metros. Fora da muralha, construíam-se fossos fechados, de largura de 52 metros. A Cidade Proibida tem quatro portões. Dentro da cidade, há mais de nove mil palácios e cômodos.

Segundo o desenho e o uso, a Cidade Proibida consiste em duas partes principais: a parte dianteira, a qual servia para grandes cerimônias e eventos do país; e a parte traseira, a qual servia para o trabalho e a vida diariamente do imperador e da família imperial.

A entrada principal da Cidade Proibida se chama Portão Wu. Ele é situado no lado do sul da cidade. Chamado portão, ele na verdade é uma torre com cinco portões. O portão principal da torre fica no centro da torre. Na época antiga, ele servia somente para o imperador, com poucas exceções. Na cerimônia do casamento do imperador, a imperatriz, pela única vez na vida dela, entrou pelo portão principal. A cada três anos, realizou-se um exame imperial na Cidade Proibida para escolher os intelectuais melhor educados para servirem como funcionários públicos de níveis altos. Depois do exame, os melhores três intelectuais saíram da Cidade Proibida pelo portão principal, com maior honra.
Aos dois lados do portão principal, há mais dois portões, os quais serviam para os ministros e oficiais altos. Na Dinastia Qing, os ministros usavam o primeiro portão lateral do lado esquerdo (tradicionalmente na China, o lado esquerdo é do nível mais alto que o direito); e os duques e os príncipes usavam o primeiro portão lateral do lado direito. Os dois portões nos extremos de ambos os lados estavam abertos somente durante cerimônias e eventos importantes, para funcionários públicos.

Em cima da torre Wu, construíram-se dois pavilhões: o Pavilhão de Tambor e o Pavilhão de Sino, onde se colocaram tambores e sinos. Quando o imperador saiu da Cidade Proibida para adorar os deuses, tocou-se o sino; quando o imperador saiu para visitar o Templo Ancestral Imperial, bateu-se o tambor; no caso de realizar cerimônias ou eventos na Cidade Proibida, tocaram-se o sino e o tambor ao mesmo tempo.
Na primeira foto desta página, os dois pavilhões no extremos de ambos os lados são pavilhões de tambor e de sino.
A parte dianteira fica no lado do sul da Cidade Proibida. Essa parte é governada por três palácios principais: o Palácio Tai He, o Palácio Zhong He e o Palácio Bao He. A parte dianteira era o lugar onde se realizaram grandes cerimônias e eventos do país.