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Civilização htita

Hititas

Civilização htita

Os hititas são um povo nômade procedente do Cáucaso, estabelecem um reino na Capadócia em 1640 a.C., tendo Kussar como capital. Empreendem uma política expansionista em direção à Síria, à Babilônia e ao Egito, mas são dominados pelos gregos (aqueus) em 1200 a.C. Desenvolvem a mineração de ferro, a agricultura, o artesanato e o comércio nos mercados e caravanas. Servos e escravos (prisioneiros de guerra ou por dívidas) encarregam-se do trabalho. Ricos comerciantes e a nobreza administram os negócios do Estado por meio de uma monarquia hereditária. O rei centraliza o poder: é juiz supremo, sumo-sacerdote e chefe do Exército. Possuem normas de direito nas quais são previstas penas pecuniárias (pagas com dinheiro), privação de liberdade e escravidão. Criam as escritas hieroglífica e cuneiforme. Politeístas, cultuam divindades da natureza.

Fonte: www.espirito.com.br

Civilização hitita

Hititas

Foi a chegada dos hititas, em torno do ano 2000 a.C., que deu unidade política à região da Anatólia. Até então, as populações que ali habitavam desde o neolítico haviam alcançado notável desenvolvimento cultural, mas mantinham-se independentes. Os hititas foram um dos vários grupos indo-europeus que atingiram a Anatólia a partir do terceiro milênio a.C. Os hititas souberam assimilar as culturas autóctones da Anatólia para criar um estado poderoso, que resultou da extinção ou subordinação de comunidades isoladas, e uma notável civilização. A integração dos pequenos povos da região em um poderoso estado ocorreu ao tempo do rei Labarna.

Seu filho Hattusilis I reconstruiu a antiga cidade de Hattusa (posteriormente Bogazköy, na Turquia) e dali organizou incursões para o sudeste, chegando até o Eufrates, com intenção de apoderar-se do norte da Síria. Seu herdeiro e continuador, Mursilis I, chegou até a Babilônia, onde derrotou a dinastia amorrita em 1590 a.C. Com a morte de Mursilis I, ocorreram lutas dinásticas, das quais saiu vencedor Telipinus I, que mobilizou o exército hitita para defender suas possessões na Anatólia dos ataques de povos vizinhos. No princípio, os hititas não participaram das lutas entre Egípcios e hurritas na Síria; mais tarde intervieram contra os egípcios, de quem arrebataram Alepo.

No entanto, os hurritas logo depois ocuparam a cidade e uniram-se aos egípcios. O império hitita perdeu o controle da Síria e entrou em processo de decadência, agravado por invasões dos hurritas e de outros povos, como os kaska, do norte.

A capital, Hattusa, foi incendiada durante um ataque. Entre 1380 e 1346 a.C., Suppiluliumas conseguiu reconquistar e repovoar a Anatólia e empreendeu a conquista da Síria. Esse foi o reinado em que a civilização hitita alcançou o ponto culminante. O novo império demonstrou a superioridade de seu exército frente aos egípcios e hurritas. Durante o reinado de Muwatallis, entre 1320 e 1294 a. C., ressurgiu a luta pela conquista da Síria e houve um grande choque entre hititas e egípcios na batalha de Kadesh. Mesmo com a área sob domínio hitita, o faraó Ramsés II proclamou-se vitorioso; a batalha foi representada no famoso relevo do templo egípcio de Karnak. Com Hattusilis III (1275-1250 a.C.), houve um período de estabilização, no qual empreenderam-se grandes construções em Hattusa e restabeleceu-se a amizade com o Egito. Pouco depois do ano 1200 a.C., o império hitita desfez-se, provavelmente devido a incursões dos chamados "povos do mar" e dos frígios no interior.

Algumas zonas da Cilícia e Síria mantiveram a identidade hitita e organizaram-se em pequenos principados independentes que, pouco a pouco, foram incorporados pelos assírios. A história dos hititas foi reconstituída pelos arqueólogos a partir do século XIX, quando Archibald Henry Sayce começou a investigar a existência dos hittiim, a que o Antigo Testamento se refere como habitantes da zona palestina antes dos israelitas. A documentação escrita revelou a história desse povo, mas os períodos mais antigos, anteriores à escrita, permaneceram desconhecidos até achados arqueológicos mais completos. Os documentos hititas, gravados em tábulas e esculturas, demonstraram que a região da Anatólia teve uma notável organização política e social. A principal forma de escrita, de origem Mesopotâmica, era a cuneiforme, embora no norte da Síria também se empregasse um tipo de hieróglifo. A língua hitita era indo-européia, ainda que com raízes de outros ramos lingüísticos.

Desde os tempos mais remotos, os chefes de estado adotavam o título de reis com caráter hereditário. O monarca era legislador, chefe do exército e juiz supremo. A assembléia de nobres, pankus, a cuja jurisdição estava submetido o monarca, foi criação de Telipinus, e sua função era a de um tribunal especial, que regulava a sucessão ao trono.

O estado era do tipo feudal, sendo os familiares do rei os príncipes das cidades e estados vassalos. Em um nível inferior estavam os sacerdotes e os funcionários civis e militares e, abaixo desses, os artesãos e comerciantes das cidades. Nas zonas rurais encontravam-se os agricultores e os pastores, esses últimos habitualmente nômades. Os deportados, reféns de guerra e escravos chegaram a formar um contingente considerável na sociedade hitita. Os colonos povoavam as zonas rurais e recebiam do governo sementes e animais para trabalhar a terra. A administração das aldeias estava a cargo dos anciãos ou notáveis. O exército era numeroso e constava de unidades de infantaria e de carros ligeiros. Hábeis na arte da cavalaria - sobre a qual escreveram um tratado - os hititas alcançaram grande perfeição no manejo de carros dotados de arqueiros, com que atacavam de surpresa seus inimigos e deslocavam-se silenciosamente à noite. Consideravam a guerra como uma decisão divina, se bem que não deixassem de mostrar grande interesse pela justiça e acordos internacionais, como testemunham os numerosos textos legais encontrados. Os hititas respeitaram e toleraram as formas religiosas dos povos autóctones e chegaram a integrar em seu panteão inúmeros deuses de outras procedências. Os mais importantes eram a deusa solar e o deus da tempestade. O rei era também sumo sacerdote, considerado intermediário entre as divindades e os homens. Diversos documentos descrevem as preces e os rituais nos grandes festivais religiosos.

A arte hitita que sobreviveu está ligada geralmente ao culto religioso. Não foram encontrados restos anteriores a 1.400 a.C. Exceção feita para a arquitetura, de tipo ciclópica, da qual existem restos nas tumbas de Alaca Hüyük, bem como nas muralhas e na acrópole de Hattusa, a arte é especialmente abundante em esculturas. Nela manifesta-se a influência de egípcios e babilônios, povos mais avançados. No período do novo império, a escultura destacou-se por apresentar maior originalidade, ainda que conservando a rusticidade do estilo; maior volume e naturalismo aparecem em relevos de um deus da Porta do Rei, em Hattusa. Da Síria os hititas copiaram as esculturas monumentais de animais, como leões e esfinges, protetores das portas das cidades. Alcançaram alto nível artesanal na cerâmica e no trabalho de metais preciosos, assim como na carpintaria.

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

CIVILIZAÇÃO HITITA

HITITAS

Civilização htita
Império hitita na sua máxima expansão, cerca de 1300 a.C.

Os Hititas eram um povo indo-europeu que, no II milénio a.C., fundou um poderoso império na Anatólia central (actual Turquia), cuja queda data dos séculos XIII-XII a.C.. Em sua extensão máxima, o Império Hitita compreendia a Anatólia, o norte e o oeste da Mesopotâmia até a Palestina.

Chamavam-se a si próprios Hatti, e a sua capital era Hattusa. Os registros em baixo relevo e relatos da época descreviam os hititas como homens fortes, de estatura baixa, com barbas e cabelos longos e cerrados, possivelmente usados como proteção para o pescoço. Os cavalos eram venerados como animais nobres. Os encarregados de cuidar dos cavalos assumiam notoriedade na sociedade hitita.

Tal como os antigos egípcios, seus contemporâneos, detinham uma escrita hieroglífica. Sua principal arma eram os temidos carros de guerra com capacidade para três pessoas (um condutor, e dois guerreiros, geralmente um deles utilizando um arco), uma inovação frente aos carros de guerra de 2 pessoas utilizados tradicionalmente por seus vizinhos.

A Batalha de Kadesh é o evento mais famoso da história hitita, quando Muwatallis atacou de assalto o exército de Ramsés II do Egito nas proximidades da cidade de Kadesh. A dramática batalha (segundo relatos egípcios, o próprio faraó precisou usar a espada para salvar sua vida) terminou sem vencedores, mas ambos os lados reinvidicaram a vitória. A batalha é ricamente detalhada em escrituras egípcias, e a descoberta dos sítios hititas na Turquia confirmaram o episódio.

No final do século XIII a.C., uma sucessão de reis fracos fez ruir as bases de Hatti. Foi com rapidez que um conjunto indefinido de povos, que os egípcios chamavam de "povos do mar" invadiou Hatti e destruiu Hattusa, ocupando a partir de então a Anatólia.

De entre os vários reis de Hatti destacaram-se:

Hattusilis I
Hattusilis III
Muwatallis
Suppiluliuma
Mursili II

A civilização Hitita só se tornou conhecida a partir de escavações iniciadas em 1893.

Fonte: pt.wikipedia.org

CIVILIZAÇÃO HITITA

HITITA

Civilização htita

Grande império que enfrentou em termos de igualdade a força dos egípcios dominadores do mundo antigo, os Hititas tiveram criações absolutamente originais de arte e linguagem, mas foi um povo que desapareceu subitamente da história, restando algumas poucas linhas do Velho Testamento como lembrança desse povo. Mas um trabalho de escavações arqueológicas e um intenso esforço na decifração de escritas misteriosas no início do século passado trouxeram de novo à luz a existência de tal civilização.

Hattusa (vide mapa acima) era a capital do reino Hitita. O reinado originou-se de migrações indo-européias sobre a Anatólia, subjugando os nativos. Após inúmeras desavenças entre parentes para alcançar o trono, com fatricídios e parricídios decidindo as sucessões, o que abalava extremamente os fundamentos da monarquia, veio a necessidade de se estabelecer uma linha real legítima para restaurar a ordem.

A idéia de uma sucessão hereditária parece ter nascido com o Rei Telipinus (1525 - 1500 a. C.), o qual teria criado uma espécie de monarquia constitucional: a sucessão através do herdeiro masculino era estabelecida pela lei, mas o direito de julgar o próprio rei era dado ao Pankus, o concílio dos nobres. Esse concílio podia emitir uma advertência, se suspeitasse de ter o rei intenções contra a vida de qualquer de seus familiares. E mais, segundo C.W. Ceram, autor de "O Segredo dos Hititas". Itatiaia. 1973), podia decretar a pena de morte contra o rei, se houvesse prova de que este realmente assassinara qualquer de seus parentes".

A constituição marcou um grande passo à frente sobre a anterior situação política daquele povo. Desde que Telepinus teve poder para reforçar sua autoridade real, as funções do Pankus ficaram limitadas à intervenção apenas no caso de ser um crime cometido pelo rei. Por outro lado, como nenhuma reivindicação se fizesse de serem os reis hititas pessoalmente divinos,nem de lhes ter sido concedida a soberania por um deus, a condição legal do rei procedia, em última análise, do Pankus.

Não é de surpreender que a primeira codificação das leis hititas se verificasse nesse período. Não obstante, um dos temas mais discutidos sobre o chamado "Código Hitita" é sobre se ele vem a ser uma compilação emanada da autoridade do rei, provavelmente sob a direção do próprio Telepinus, ou se é, ao contrário, diferentemente de outros textos legais do Antigo Oriente Próximo como o Código de Hamurabi, uma reunião de sentenças emitidas em diversos casos que foram se incorporando ao direito consuetudinário, formando um tipo de jurisprudência prevalente (Juan Antonio Alvarez; Pedrosa Núñez. .La Estructura Composicional de las Leyes Hititas. Universidade Complutense de Madrid).

A favor do seu caráter de código estaria o fato de que as diversas cópias são amplamente coincidentes entre si, mas a favor de que o "Código Hitita" é uma compilação de sentenças está o fato de que o mesmo não possui a estrutura de uma compilação legal, além do que os parágrafos não estão ordenados de forma coerente. Faltam nas leis hititas a regulamentação sobre certos temas como o matrimônio, a adoção, a herança e até para algumas formas de assassinato, tão amplamente regulamentado no Código de Hamurabi, o que é atribuído à perda irreversível das partes dedicadas a estes aspectos.

Eram inteiramente diferentes de todos os outros códigos de leis orientais, pela suavidade de suas penalidades, e continham muitíssimas inovações legais. Pela redação precisa de cada situação das que nos restou, parece mesmo que o "Código Hitita" é uma compilação de decisões daquela época. Assim, vejamos algumas relacionadas às condenações penais:

"§1. Se alguém mata um homem ou uma mulher em uma disputa, o homicida deve devolver seu corpo a seu descendente, o herdeiro, e dar-lhe 4 cabeças (provavelmente escravos, em compensação), homens ou mulheres; e assim restituirá.

§2. Se alguém assassina um homem ou uma mulher escravos em uma disputa, o homicida deve devolver seu corpo a seu descendente, o herdeiro, e dar 2 cabeças (escravos) homens ou mulheres, e assim restituirá.

§3. Se alguém golpeia um homem ou uma mulher livres de forma que eles morram e ele age somente por erro (sem premeditar), ele (o agressor) deve devolver o corpo a seu descendente o herdeiro e dar-lhe 2 cabeças como compensação.

§4. Se alguém golpeia um homem ou uma mulher escravos de modo que eles morram e ele age sem premeditação, o agressor deve devolver seu corpo a seu descendente o herdeiro e dar uma cabeça e assim restituirá.

§5. Se alguém assassina um comerciante hitita, pagará 100 minas de prata; e assim restituirá. Se o crime foi cometido no país de Luwiya ou no país de Pala, o assassino pagará 100 minas de prata e fará a compensação com seus bens. Se o crime for cometido no país de Hatti, deve (além do anterior) devolver o mesmo corpo do comerciante a seu descendente herdeiro.

§6. Se uma cabeça (pessoa), homem ou mulher, é encontrada morta em outra cidade, aquele em cuja propriedade morreu essa, deverá separar 100 gipessar de sua própria terra e o descendente do defunto deve tomá-la.

§6b. Se um homem é encontrado morto em um campo de outro homem, se o defunto é homem livre (o dono do terreno) deve dar o campo, sua casa, 1 mina e 20 siclos de prata. Se o defunto é uma mulher livre (o dono) pagará 3 minas de prata. Mas se o lugar é um campo de outro, deverão medir 3 milhas em uma direção e 3 milhas em uma direção contrária, e qualquer povoado que estiver incluído dentro, (o herdeiro do defunto) tomará estas gentes e terras. Se não há nenhum povoado dentro desta área, perde sua reclamação..

§7, Se alguém deixa cega uma pessoa livre ou quebra seus dentes, antes pagava 1 mina de prata, mas agora pagará 20 siclos de prata, e assim restituirá.

§7b. Se alguém deixa cego um homem em uma batalha, pagará 1 mina de prata. Se isso ocorre só por azar, pagará 20 siclos de prata.

§8. Se alguém deixa cego um homem ou mulher escravos ou arranca seus dentes pagará 10 siclos de prata; e assim restituirá.

§8b. Se alguém deixa cego um escravo em uma batalha pagará 20 siclos de prata. Se isso ocorre sem intenção pagará 10 siclos de prata.

§8c. Se alguém arranca um dente de um homem livre: se arranca 2 ou 3 dentes pagará 12 siclos de prata. Se é um escravo, pagará 6 siclos de prata.

§9. Se alguém golpeia a cabeça de um homem, antes pagava 6 siclos de prata. O homem ferido recebia 3 siclos e 3 siclos recebia o Palácio. Mas agora o rei aboliu a parte do Palácio e só receberá 3 siclos o homem ferido.

§9b. Se alguém golpeia um homem na cabeça, o homem ferido receberá 3 cilcos de prata.

§10. Se alguém golpeia a cabeça de uma pessoa e ela fica enferma, deve cuidá-la. Em seu lugar deve colocar um homem, que trabalhará por sua conta na casa até que se recupere, deverá pagar 6 siclos de prata e pagar os serviços do médico.

§10b. Se alguém fere a cabeça de um homem livre deve cuidar dele. Deve colocar um homem que no lugar do ferido dirija a família até que se recupere. Quando se recuperar, o agressor pagará 10 siclos de prata ao homem ferido. E como pagamento ao médico, o agressor dará 3 siclos de prata. Se o agressor é um escravo pagará 2 siclos de prata.

§11. Se alguém quebra a mão ou o pé de um homem livre, lhe pagará 20 siclos de prata; e assim restituirá.

§11b. Se alguém quebra a mão ou o pé de um homem livre e este fica mutilado para sempre, o agressor lhe pagará 20 siclos de prata. Se não fica mutilado para sempre, lhe pagará 10 siclos de prata.

§12. Se alguém quebra o pé ou a mão de um escravo, homem ou mulher, pagará 10 siclos de prata; e assim restituirá.

§12b. Se alguém quebra a mão ou o pé de um escravo e ele fica mutilado para sempre, o agressor pagará 10 siclos de prata. Se ele não fica mutilado para sempre pagará 5 siclos de prata.

§13. Se alguém arranca (com uma mordida) o nariz de uma pessoa livre, pagará 1 mina de prata e assim restituirá.

§13b. Se alguém arranca o nariz de um homem livre pagará 30 siclos de prata.

§14. Se alguém arranca o nariz de um escravo, homem ou mulher, pagará 3 siclos de prata; e assim restituirá.

§14b. Se alguém arranca o nariz de um escravo pagará 15 siclos de prata.

§15 y 15 b. Se alguém arranca a orelha de um homem livre, pagará 12 siclos de prata.

§16. Se alguém arranca a orelha de um escravo, homem ou mulher, pagará 3 siclos de prata.

§16b. Se alguém arranca a orelha de um escravo, homem ou mulher, pagará 6 siclos de prata.

§17. Se alguém causa aborto em uma mulher livre; se estava no décimo mês (lunar) de gravidez pagará 10 siclos de prata, se estava no quinto mês, pagará 5 siclos de prata; e assim restituirá.

§18. Se alguém causa aborto em uma mulher escrava, se estava no décimo mês (lunar) de gravidez pagará pagará 5 siclos de prata.

§18b. Se alguém causa aborto em uma mulher escrava, pagará 10 siclos de prata.

§19. Se um luvita sequetra uma pessoa livre, homem ou mulher, de Hattusa à Arzawa, quando seu dono o perseguir e o encontrar, o sequestrador dve dar sua fortuna inteira. Se aqui em Hattusa um hitita sequestra a um levita livre o leva para Luwiya, antes dava 12 escravos, mas agora dara 6 cabeças e assim restituirá.

§20. Se qualquer homem livre hitita rouba um escravo hitita da terra de Lawiya e o traz ao país de Hatti e se o dono descobre, o ladrão deve dar-lhe 12 siclos de prata; e assim restituirá. [...]

§25. Se uma pessoa contamina uma tina de armazém ou uma cisterna, então pagará 6 siclos de prata. À pessoa lesada se pagava 3 siclos de prata. Mas agora o rei renunciou a parte do Palácio e o contaminador só pagará 3 siclos de prata; e assim restituirá.

§26. Se uma mulher repudia a seu marido pagará [...] e a sua linhagem [...]; o homem receberá os filhos. Se, de outra maneira, o homem se divorcia da mulher, ele pode vendê-la. Qualquer um que a compre pagará 12 siclos de prata.

§27. Se um homem livre toma sua esposa e a leva para sua casa, toma seu dote com ela. Se a mulher morre, o homem perde seus bens e fica com o dote. Mas se ela morre na casa de seu pai, e ali estão as crianças, o homem tomará o dote.

§28. Se uma moça está prometida a um homem livre, mas foge com outro, logo após a fuga deve se compensar o primeiro homem pelo que ele tinha dado por ela. Os pais não necessitam dar compensação. Mas se os pais a dão a outro homem, os pais devem dar compensação. E se os pais recusam dar compensação, as autoridades deverão separar a moça de seu segundo homem.

§29. Se a moça está prometida a um homem livre e ele já solicitou o dote e depois os pais rompem o compromisso, os pais podem separar a moça do homem livre, mas devem dar ao homem compensação em dobro do dote.

§30. Se o homem não tomou ainda a moça, pode recusar tomá-la, mas renuncia ao dote que havia solicitado.

§31. Se um homem livre e uma moça escrava chegam a amar-se e vivem juntos e ele a toma como esposa, criam um lugar e têm filhos; se depois se separam deverão dividir os bens do lugar pela metade e o homem pode tomar os filhos, mas a mulher tomará um filho.

§32. Se um escravo toma uma mulher livre como sua esposa, a lei é a mesma para eles.

§33. Se um escravo toma uma moça escrava, a lei é a mesma para eles.

§34. Se um escravo paga o dote por uma mulher livre e a toma como sua esposa, nada pode fazê-la cair na escravidão.

§35. Se guarda ou um pastor foge com uma mulher livre e não paga o dote por ela se converte em escrava durante 3 anos.

§36. Se um escravo paga o dote por um jovem livre e o toma como prometido para sua filha, não pode cair (o jovem) na escravidão.

§37. Se alguém foge com uma mulher e um grupo vai atrás deles; se 2 ou 3 homens morrrem não haverá compensação. Se dirá ao fugido: te convertestes em um lobo (fórmula ritual que lhe converte em inimigo público).

§38. Se vários homens estão em uma disputa e um outro vai ajudar um deles; se o rival irritado na disputa golpeia o chegado e este morre, não haverá compensação."

Civilização htita

Na grande muralha da fortaleza de Huttusa os leões olham para fora, para os inimigos.

"Por volta de 1353 a.c., o império dos hititas só tinha um rival em tamanho e poder: o Egito. Em 1334 a.c. seus domínios compreendiam 675 mil quilômetros quadrados, indo do mar Egeu às montanhas do Líbano, ao sul, e até as cabeceiras do Eufrades, a leste.

As leis hititas não incluíam as crueldades mutiladoras do antigo código babilônico, nem do mais ressente, assírio. Evidentemente, o desafio à autoridade real recebia uma punição draconiana: a casa do infrator era 'reduzida a um monte de pedras' e o criminoso, apedrejado até a morte - junto com a família. Fora disso, a pena de morte era obrigatória apenas para o bestialismo e o estupro, em ralação ao qual se fazia uma estranha distinção entre atacar uma mulher casada 'nas montanhas', que era um crime capital, ou na casa dela. Neste último caso, se ninguém ouvisse a mulher gritar por ajuda, ela seria condenada à morte, talvez com base na teoria de que ela estaria voluntariamente cometendo adultério.

O princípio básico da lei hitita era o da restituição, em vez da retribuição. Por exemplo: exigia-se que os incendiários substituíssem a propriedade que haviam queimado; mesmo os assissinos poderiam ficar em liberdade, se remunerassem os herdeiros da vítima, em geral com prata, escravos, terras ou um cavalo, além das despesas do enterro. Para os hititas, o alcance da lei estendia as relações exteriores; seu império constituía, de fato, uma rede de estados unidos por tratados, geralmente inscritos em lâminas de ouro, prata ou ferro, cujo poder legal era reforçado pelas intensas crenças religiosas do povo. Um tratado típico invocava uma terrível maldição sobre o signatário que não cumprisse suas disposições. Um desses acordos - com um rei vizinho chamado Duppi-Teshub - dizia que se ele não cumprisse o acordo, 'possa essa divina imprecação destruir Duppi-Teshub, sua esposa, seu filho, seu neto, sua casa, sua cidade, sua terra e tudo que a ele pertence'.Como testemunhas, aparecem os nomes de não menos de oitenta deuses e deusas."

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Escultura de dois deuses hititas

Fonte: www.internext.com.br

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Hititas

"Ásia Menor: império hitita (c. 2000-1200 a.C.)"

Hititas (em hebreu, Hittim), antigo povo da Ásia Menor e Oriente Médio, que habitou a terra de Hatti no planalto central, atual Anatólia (Turquia) e algumas regiões do norte da Síria. Os hititas, cuja origem é desconhecida, falavam uma das línguas indo-européias. Invadiram a região, que começou a ser conhecida como Hatti por volta de 1900 a.C., e impuseram seu idioma, cultura e domínio sobre os habitantes originais, que falavam uma língua consolidada que não pertencia ao tronco indo-europeu. A primeira cidade fundada pelos hititas foi Nesa, próxima à atual Kayseri, na Turquia. Pouco depois de 1800 a.C.

conquistaram a cidade de Hattusa, perto da moderna Bogazköy. A história hitita é conhecida, apenas, até o século XVII a.C., quando o líder Labarna (que reinou aproximadamente de 1680-1650 a.C.), ou Tabarna, fundou o denominado Antigo Reino Hitita, tornando Hattusa capital. Labarna conquistou praticamente toda a Anatólia central e estendeu seus domínios até o mar Mediterrâneo. Seus sucessores expandiram as conquistas hititas até o norte da Síria. Mursilis I (que reinou aproximadamente de 1620-1590 a.C.) conquistou o que atualmente é Alepo, na Síria, e destruiu a Babilônia por volta de 1595 a.C. Depois do assassinato de Mursilis houve um período de lutas internas e ameaças externas que terminaram durante o reinado de Telipinus I (que reinou aproximadamente de 1525-1500 a.C.).

Para assegurar a estabilidade do reino, o monarca promulgou uma estrita lei de sucessão e adotou medidas contundentes para suprimir a violência. O rei hitita atuava como sumo sacerdote, chefe militar e juiz principal da terra. O reino era administrado por governantes provinciais que eram substitutos do rei. Os êxitos mais relevantes da civilização hitita se encontram no campo da legislação e da administração da justiça. Os códigos civis dos hititas revelam uma grande influência babilônica, embora seu sistema judicial seja muito mais severo do que o dos babilônios. A economia hitita estava baseada na agricultura e suas técnicas metalúrgicas eram avançadas para a época; provavelmente foi o primeiro povo a utilizar o ferro. Os hititas veneravam numerosas divindades locais.

A mitologia hitita, assim como a religião, supõe uma combinação de elementos que refletem a diversidade de cultos dentro do reino. São de especial interesse alguns poemas épicos que contêm mitos, originalmente hurritas, com motivos babilônicos. Os estudiosos encontraram influência suméria, babilônica, assíria, hurrita, luvita e outras estrangeiras no panteão hitita. A arte e a arquitetura dos hititas foram influenciadas por praticamente todas as culturas contemporâneas do antigo Oriente Médio e, acima de todas, pela cultura babilônica. Apesar disso, os hititas alcançaram certa independência de estilo que torna sua arte distinta. Os materiais de seus edifícios normalmente eram a pedra e o tijolo, embora também usassem colunas de madeira. Os numerosos palácios, templos e fortificações foram com freqüência decorados com relevos estilizados e intrincados, talhados nos muros, portas e entradas.
Fonte: www.coladaweb.com

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