
Foto Machu Pichu
O idioma falado neste império era o Quíchua. No ano de 1200 e 800 a.C., já se dedicavam ao plantio do milho e à cerâmica. Dominou o Peru, a Bolívia e o Chile. Sua capital era Cuzco, a 3000 metros de altitude nos Andes. O governo era teocrático: o inca, primeiro, Manco Capac, era filho do Sol. Viviam basicamente da agricultura, sendo a terra que pertencia ao governo, que entregava ao povo. Em cada distrito os campos eram divididos em três partes:
A produção da primeira parte era dividida entre a comunidade.
A da segunda parte destinava-se ao Culto do Sol.
E a da terceira parte, ao imperador, o qual mantinha os funcionários, o exército, artifices, os doentes, e a garantia de alimentação do povo em épocas de calamidades.

Cultivavam o milho, feijão, batata, algodão, tabaco, e domesticavam a lhama para o transporte desenvolvendo também a tecelagem, cerâmica e ourivesaria. Já nas artes eram inferiores aos Maias e Astecas, mas as suas construções impressionaram pelo tamanho. Contruíram estradas ligando todo império a capital. Deixaram uma escrita ainda não decifrada.

Chimus Povo antigo do Peru, que ocupou a costa do norte em 1200, sobre o território dos mochicas , cuja cultura se desenvolveu no vale de Moche. Dois séculos mais tarde, o estado Chimu, fortemente centralizado, dominou uma grande parte da costa Peruana. Em meados do Séc.XV, o reino foi conquistado pelos incas. Os chimus construíram, geralmente em adobe, grandes cidades, como Chanchán, sua capital. A decoração de sua cerâmica e de suas fazendas é muitas vezes inspirada na cerâmica mochica; a ourivesaria utiliza o ouro, a prata, o cobre e bronze.
A Grandeza Eterna de Machu Pichu

(Texto de Haroldo e Flávia de Faria e Castro - Revista Geográfica Universal, Setembro de 1981)
Machu Pichu não precisa de grandes apresentações. Foi e continua sendo uma fonte inesgotável de comentários, idéias, teorias e poesias, tudo que possa fazer trabalhar a imaginação-e nada melhor que esta para encontrar adjetivos e exaltações em homenagem a esse impressionante conjunto de pedras talhadas.
De fato Machu Pichu que significa em Quéchua montanha ou pico velho, é apenas um nome geográfico, referindo-se ao monte que abriga essas ruínas. Quanto à cidade em si sua identidade, envolta de enigmas e mistérios, é procurada até hoje.
Tudo começou no início do século XX, quando o professor de história das Américas da Universidade de Yale, Estados Unidos, Dr, Hiram Bingham, decidiu estudar mais profundamente a Confederação Incaica. Fortemente intrigado quanto ao desaparecimento desse povo, Bingham procurava uma cidade perdida, a dos Incas de Vilcabamba, último reduto daquela grande confederação, então assolada pela invasão espanhola.


Após repetidas viagens anteriores, nas quais Bingham realiza expedições que aproximam cada vez mais de sua meta, no dia 24 de Julho de 1911 o jovem arqueólogo encontra-se frente a uma surpreendente descoberta: uma cidade magnificamente construída e localizada como um ninho de condor entre as altas escarpas dos Andes. É o próprio Hiram Bingham quem dá esta descrição: " Não existe lugar nos altiplanos peruanos que seja melhor defendido por baluartes naturais: um canhão estupendo cuja rocha é de granito e cujos precipícios são frequentemente escarpados de mil pés, com dificuldades que atemorizam o mais ambicioso dos andinistas modernos". "Para impedir que os inimigos ou visitantes não desejados alcançassem seus santuários e templos, confiaram primeiro nas correntezas do rio Urubamba, que são perigosas mesmo na época de seca e absolutamente intransponíveis durante pelo menos seis meses do ano. Pelos três lados, essa era a sua linha de defesa. Pelo quarto lado, o maciço de Machu Pichu é acessível apenas desde a chapada das alturas e somente por uma trilha estreita como um fio de navalha, flanqueada por precipícios".

Os anos seguintes foram consagrados à limpeza da vegetação que escondia o alvo granito dos muros da cidade, dando-lhe a partir de então a aparência luminosa de uma cidade de mármore. É o momento também das descobertas arqueológicas que nem sempre trariam respostas. Foram recolhidas mais de 500 vasilhas de barro e centenas de peças de bronze que incluíam: facas, cinzéis, estiletes, espelhos, pinças, anéis, pulseiras, sinetes, todos confeccionados por uma liga que comprovada científicamente não-acidental, obedecia a certas regras metalúrgicas segundo o tipo de objeto fabricado. Os notáveis discos de pedra encontrados, de diâmetros crescentes, poderiam formar parte de um sistema de contabilidade ou escrita: sabemos que os Quipos-conjuntos de cordas de diversos nós- como uma de suas linguagens escritas.

Fonte: br.geocities.com