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Civilização Maia

 

Civilização Maia

O Império Maia, centrada nas planícies tropicais do que é hoje a Guatemala, atingiu o auge de seu poder e influência em todo o século VI dC.

Os Maias destacaram-se na agricultura, cerâmica, escrita hieróglifo, calendário de tomada e matemática, e deixarsam para trás uma surpreendente quantidade de arquitetura e obras de arte simbólica.

A maioria das grandes cidades de pedra dos maias foram abandonados por 900 dC, no entanto, e uma vez que os estudiosos do século 19 têm debatido o que pode ter causado esse declínio dramático.

Civilização Maia
Chichen Itza

A civilização maia foi uma das sociedades indígenas mais dominantes da Mesoamérica (um termo usado para descrever o México e América Central antes da conquista espanhola do século 16).

Ao contrário de outras populações indígenas espalhadas da Mesoamérica, os maias foram centradas em um bloco geográfica que abrange toda a Península de Yucatán e moderna Guatemala; Belize e partes dos estados mexicanos de Tabasco e Chiapas ; ea parte ocidental de Honduras e El Salvador. Esta concentração mostrou que a Maya manteve-se relativamente seguro da invasão de outros povos mesoamericanos.

Dentro dessa expansão, os Maias viveram em três sub-áreas distintas com diferenças culturais e ambientais distintas: a norte Maya planícies da Península de Yucatán; as planícies do sul do distrito de Petén, no norte da Guatemala e partes adjacentes do México, Belize e Honduras ocidentais; eo sul Maya Highlands, na região montanhosa do sul da Guatemala.

A mais famosa, são os Maias da região de planície do sul alcançaram seu pico durante o período clássico da civilização maia (AD 250-900), e construíram grandes cidades de pedra e monumentos que têm fascinado exploradores e estudiosos da região.

Os primeiros assentamentos maias datam por volta de 1800 aC, ou o começo do que é chamado de pré-clássico ou Período Formativo.

Os primeiros maias eram agrícola, o cultivo de culturas como o milho (milho), feijão, abóbora e mandioca (mandioca).

Durante o período pré-clássico Médio, que durou até cerca de 300 aC, os agricultores maias começaram a expandir a sua presença tanto nas regiões montanhosas e de várzea.

O período pré-clássico Médio também viu o surgimento da primeira grande civilização mesoamericana, os olmecas.

Assim como outros povos Mesamerican, como a zapoteca, Totonac, Teotihuacán e astecas, os maias derivada uma série de traços culturais e religiosos-, bem como seu sistema numérico e seu famoso calendário, a partir da olmeca.

Além da agricultura, a pré-clássico os Maias também exibiram traços culturais mais avançados, como a construção de pirâmides, cidade e inscrita nos monumentos de pedra.

A cidade pré-clássico tardio de Mirador, no norte de Petén, foi uma das maiores cidades já construídas nas Américas pré-colombianas. O seu tamanho diminuído a capital maia clássica de Tikal, e sua existência prova que a Maya floresceu séculos antes do período clássico.

O período clássico, que começou por volta de 250 dC, foi a era de ouro do Império Maia.

A Civilização maia clássica cresceu para cerca de 40 cidades, incluindo Tikal, Uaxactún, Copán, Bonampak, Dos Pilas, Calakmul, Palenque e Río Bec; cada cidade tinha uma população de entre 5.000 e 50.000 pessoas. No seu auge, a população maia pode ter chegado a 2.000.000.

As escavações de lugares maias desenterraram praças, palácios, templos e pirâmides, bem como tribunais para jogar os jogos de bola que eram ritualmente e politicamente significativo para a cultura Maia. Cidades maias foram cercados e apoiado por uma grande população de agricultores. Embora os maias praticavam um tipo primitivo de agricultura "corte e queima", também exibido evidência de métodos agrícolas mais avançadas, como a irrigação e terraceamento.

Os maias eram profundamente religiosos, e adoraram vários deuses relacionados à natureza, incluindo os deuses do sol, da lua, da chuva e do milho.

No topo da sociedade Maia eram os reis, ou "Ajaw kuhul" (senhores santos), que alegou estar relacionado com deuses e seguiram a sucessão hereditária. Eles foram pensados para servir como mediadores entre os deuses e as pessoas na terra, e realizou as cerimônias religiosas e rituais elaborados tão importante para a cultura Maia.

O Maia clássico construítam muitos de seus templos e palácios em forma de pirâmide de degraus, decorando-os com relevos elaborados e inscrições.

Estas estruturas têm dado aos Maias a sua reputação como os grandes artistas da Mesoamérica.

Guiado por seu ritual religioso, os Maias também fizeram avanços significativos na matemática e na astronomia, incluindo o uso do zero e do desenvolvimento de um sistema de calendário complexo com base em 365 dias.

Embora os primeiros pesquisadores concluíram que os maias eram uma sociedade pacífica dos sacerdotes e escribas, mais tarde em evidências, incluindo uma análise aprofundada da obra de arte e inscrições em suas paredes do templo mostraram o lado menos pacífica da cultura Maia, incluindo a guerra entre a cidade e a religião.

Exploração grave de Maias clássicas começou na década de 1830. No início a meados do século 20, uma pequena parte do seu sistema de escrita hieróglifo tinha sido decifrada, e mais sobre sua história e cultura se tornou conhecido. A maioria do que os historiadores sabem sobre o Maia vem do que resta de sua arquitetura e arte, incluindo esculturas em pedra e inscrições em seus edifícios e monumentos.

Os Maias também fizeram o papel de casca de árvore e escreveram em livros feitos com esse papel, conhecido como códices; quatro desses códices são conhecidos por terem sobrevivido.

Uma das muitas coisas intrigantes sobre os Maias era a sua capacidade de construir uma grande civilização em um clima de floresta tropical.

Tradicionalmente, os povos antigos tinham florescido em climas mais secos, onde a gestão centralizada de recursos hídricos (por meio da irrigação e outras técnicas) formaram a base da sociedade. (Este foi o caso da Teotihuacan das montanhas do México, contemporâneos dos maias Classic.). Nas terras baixas maias do sul, no entanto, havia poucos rios navegáveis para o comércio e transporte, assim como não há necessidade óbvia para um sistema de irrigação.

Até o final do século 20, os pesquisadores concluíram que o clima das terras baixas foi de fato bastante diverso do ambiente. Apesar de invasores estrangeiros ficaram decepcionados com a relativa falta de prata e ouro da região, os Maias aproveitaram muitos recursos naturais da região, incluindo calcário (para construção), a obsidiana rocha vulcânica (para ferramentas e armas) e sal. O ambiente também realizou outros tesouros para os maias, incluindo jade, plumas de quetzal (utilizados para decorar os trajes elaborados da nobreza Maia ) e conchas marinhas, que foram usados como trombetas em cerimônias e guerra.

A partir do oitavo século até o final do século IX, algo desconhecido aconteceu para agitar a civilização Maia para suas fundações. Uma a uma, as cidades clássicas do Baixo Sul foram abandonados, e por 900 dC, a civilização Maia naquela região havia desmoronado. A razão para esta queda misteriosa é desconhecida, embora os estudiosos desenvolveram várias teorias concorrentes.

Alguns acreditam que, até o século IX, os maias tinham esgotado o ambiente ao seu redor, a ponto de que não poderia mais sustentar uma população muito grande.

Outros estudiosos maias afirmam que guerra constante entre as demais cidades-estados levou os militares complicado, familiar (por casamento) e alianças comerciais entre eles para quebrar, junto com o sistema tradicional de poder dinástico. À medida que a estatura dos senhores santos diminuiu, suas tradições complexas de rituais e cerimônias dissolvido no caos.

Finalmente, alguma mudança catastrófica como um período extremamente longo, intenso ambiental da seca pode ter dizimado a civilização maia clássica. Seca teria batido cidades como Tikal onde a água da chuva era necessária para beber, bem como para a cultura de irrigação, especialmente difícil.

Todos os três destes fatores: superpopulação e uso excessivo da terra, a guerra endêmica e seca podem ter desempenhado um papel na queda dos Maias nas planícies do sul. Nas terras altas do Yucatan, alguns Maya cidades como Chichén Itzá, Uxmal e Mayapán continuaram a florescer no período pós-clássico (900-1500 dC).

No momento em que os invasores espanhóis chegaram, no entanto, a maioria Maia estavam vivendo em aldeias agrícolas, seus grandes cidades enterrado sob uma camada de verde floresta.

Fonte: www.history.com

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A descoberta da civilização

A cultura maia só começou a ser explorada durante a primeira metade do séc. XIX pelo americano John Stephens e o desenhista inglês Frederik Catherwood.

Eles descobriram várias cidades sendo que a que mais chamou a atenção Chichen-Itzá. Eles publicaram o resultado de usas pesquisas e foi através destas obras que o povo ficou sabendo que não eram simples índios mas que eles possuíam uma complexa organização, construíram magníficas cidades de pedra e desenvolveram uma escrita própria. Essa escrita se encontra nos diversos edifícios explorados.

Os sacerdotes maias possuíam diversos livros escritos em finas folhas de madeiras cobertas com gesso. Quando os maias foram encontrados por colonizadores, um dos aspectos que ajudou a extinção daquela civilização foi o fato de viverem em lutas constantes. Nessa época os padres espanhóis descobriram que os indios possuíam livros e resolveram destruí-los para evitar a divulgação de sua cultura. O bispo de Yucatán, D. Diego de Landa, ordenou a apreensão ea queima de centenas de volumes de livros chamando isso de um auto-de-fé. Além disso determinou que a utilização daquela "escrita demoníaca" seria punida com a morte.

Esse mesmo bispo quando retornou à Espanha, escreveu um relatório entitulado Relacion de las Cosas de Yucatán, em 1566 para justificar sua ação repressiva. Informou que os livros continham descrições de cerimônias diabólicas e sacrifícios humanos. O relatório ficou esquecido até 1863 até que foi descoberto pelo sacerdote Charles Etienne Brassuer, que era interessado nas culturas pré Colombianas. Este permitiu saber o sistema utilizado pelos maias para a elaboração do calendário e seus numerais.

Salvaram-se apenas 4 livros da destruição, 3 conhecidos há muito tempo e um que apareceu após a segunda guerra mundial. Os livros tratavam de idolatrias que envolviam sacrifícios entre outras práticas similares.

Calendário maia

O calendário maia era superior ao de todos os povos da Antiguidade. Compreendia um ano solar de 365 dias, um ano bissexto de 366 dias e um ano venusiano de 260 dias.

Livros mais antigos eram os seguintes:

Códice Tró- Cortesiano (conservado na Espanha). Encontra-se divididoem duas partes. Na primeira, o Códice Troano, foi lido pelo abade de Bourbong. Ele acreditou ter conseguido desvendar a chave dos hieróglifos maias e a história da destruição de Atlântida, sendo que uma parte do povo teria conseguido escapar e formado a civilização maia. O manuscrito foi escrito por volta de sec, XII ou XIII e se tratava de astronomia e astrologia.

Códice de Dresden e o Códice Peresiano:

Dentre as pessoas que leram as descrições do bispo, um norte-americano se interessou muito sobre a Atlântida e sobre as teorias do abade de Bourbong, Edward Thompson. Ele completou seus estudos e utilizou a influência da família para conseguir ser nomeado cônsul no bispado de Yucatán. Despertou interesse especial por Chichén-Itzá. Ela foi construída por volta de 415 e abandonada um século depois por razões desconhecidas e ocupada novamente por volta do ano 1000.

Durante o Novo Império foram construídos edifícios dedicados a divindades oriundas da região dos toltecas e que exigiam constantes sacrifícios humanos. Edward Thompson explorou os edifícios em melhor estado de conservação.

Construções Maias

O chamado Caracol era um observatório astronômico com seteiras voltadas para Vênus, Marte, Júpiter, a estrela Sírio e a Lua. Havia também o Castelo, que era uma pirâmide com 4 escadas centrais, cada uma com 90 degraus, e mais 5 degraus que levavam até o templo, o que somava 365 degraus. Isso demosntrava a preocupação com o calendário solar...

Logo mais tarde Thompson entrou em descrédito para os arqueólogos pois achava que a civilização maia e egípcia por serem tão parecidas eram descendentes de uma mesma civilização, a Atlântida e os arqueólogos trasdicionalistas não aceitam posições que admitam a existência de Atlântida.

O Poço dos Sacrifícios

Mas Edward estava interessado mesmo em encontrar o poço citado no livro de D. Diogo de Landa. Chichen-Itzá possui 3 grandes poços naturais (cenotes) e outros menores.

Após examina-los, decidiu se concentrar no da extremidade da cidade, por um motivo: para lá se dirigia uma estrada calçada que vinha desde a praça central da cidade. Sua circunferência é de 60 m e a profundidade de 25m. Durante vários dias só retirou madeiras podres e entulhos.

No nono dia apareceu bastões resinosos que ele deixou secarem ao sol e depois incendiou-os: eram incensos de aromas embriagadores. Mais adiante, encontrou facas de pedra, pontas de lanças, tijolos de cerâmica e pedra, jóias, adereços homanos e, por fim, ossos humanos. Os esqueletos eram de mulheres jovens, pois eles costumavam fazer oferendas de virgens. Apenas um esqueleto masculino foi encontrado junto aos das mulheres. Provavelmente era um sacerdote e tivesse sido jogado ou puxado por una das vítimas.

As peças eram feitos com liga de 960 milésimos de ouro puro e alguns objetos oriundos de regiões distantes, o que fez ficar claro que eles tinham contato com as culturas ameríndias. Todas a história chegou aos ouvidos do governo e Thompson foi ameaçado de prisão. Com isso, teve de retornar ao seu país. Uma conspiração se formou para destruir os seus livros. Apenas um se encontra nas livrarias de antiguidades, o chamado People of the Serpent. Porém, os trabalhos que fez sobre a pirâmide-túmulo Chichen-Itzá, o sarcófago e o esqueleto estão desaparecidos. Edward Thompson morreu em 1935, maldito pela ciência e esquecido por todos.

O que se sabe sobre os maias

A história da civilização Maia tem início por volta de 5000 ac. Ocupavam um território ao sul do México, Guatemala e a norte de Belize. Praticavam agricultura e constríam grandes edifícios e pirâmides de pedra. O principal produto era o milho, porém, cultivavam também o feijão, a abóbora, vários tubérculos, o cacau, o mamão e o abacate. Trabalhavam o ouro e o cobre. Um dos aspectos que impede que se conheça mais profundamente a cultura maia antiga é o fato deles possuírem uma escrita extremamente complexa, da qual só se conhece alguns hieróglifos. A grande maioria deles permanece e talvez permanecerá indecifrável.

Distingue-se dois grandes períodos na civilização maia, chamada de antigo império e novo império. O antigo império teve seu centro no norte da Guatemala, mas se estendeu pelo sul do México e tambén por Honduras. O novo império ocupou a metade setentrional da península de Yucatán.

Arquitetura maia

A arquitetura maia era totalmente devotada ao culto; as cidades eram centros religiosos, o povo vivia em choças e casas de adobe. Os templos eram de forma retangular e construídos cobre pirâmides truncadas, acessíveis por escadas laterais. O admirável na arte maia é a combinação da arquitetura com a decoração em relevo de estuque e pedra-sabão.

Organização social

Cada cidade-estado era governada por um chefe ( halch uinic ), que era assistido por um conselho que incluia os principais chefes e sacerdotes. Dentre os chefes se destacavam o Batab, o civil, e o Nacom, o militar. A classe sacerdotal conhecida por Akhim, se dividia em dois grupos. O primeiro velava o culto e o segundo se entregava as artes e ciências. O povo se empregava com a agricultura e com a construção das obras públicas. Os escravos eram os prisioneiros de guerra ou infratores do direito comum até pagar pelo seu crime.

Cultura maia

O crescimento da cultura maia se revela principalmente no terreno intelectual, porém, devido à complexidade da sua escrita, só foram descobertos até agora os simbolos relativos ao tempo. Desenvolveram a aritmética de maneira que ela permitiu cálculos astronômicos de uma exatidãqo admirável. Conheciam o movimento do Sol, da Lua, de Vênus e provavelmente de outros planetas. A numeração escrita era simbolizada por pontos e traços. Inventaram o conceito de abstração matemática, o valor zero fazendo-o intervir nos seus cálculos e cronologias. O calendário se baseava no sistema análogo. O dia ( Kin ) era a unidade de tempo, acima da qual vinha o Uinal, correspondendo a um mês de 28 dias, o Tun equivalia ao ano.

Fonte: members.tripod.com

Civilização Maia

Hoje eles são pouco mais de 3 ou 4 milhões de pessoas espalhadas pelo México, Honduras, Guatemala e El Salvador.

São apenas um traço rápido, descendentes de uma civilização fascinante e ainda misteriosa que, ao longo de mil anos, floresceu e desapareceu na América Central e do Norte, muito antes da chegada de Colombo à nova terra.

Bem mais que índios selvagens ou dóceis, bem mais que homens exóticos e pagãos aos olhos do europeu expansionista e cristão, os Maias foram um povo que deixou um legado inestimável de organização social e política, de conhecimentos ciêntificos - especialmente de engenharia , matemática, as tronomia e calculo, só comparado aos antigos egípcios e suas pirâmides e templos perfeitos.

A civilização Maia tem raízes de miscigenação há 10 mil anos. Tinham deuses severos e implacaveis diante das fraquezas humanas a quem eles deveriam ofertar-lhe o sangue para que a cidade tivesse um bom desenvolvimento.

Morrer para os Maias significava tudo pois eles iam ver a face de KUKULKAN que lhes daria a vida eterna.

Esses sacrifícios ocorriam até no esporte, uma espécie de basquete usando os cotovelos e os joelhos. Se o time ganha-se os jogadores eram decapitados , se perdesse eram humilhados.

Além do sacrificio existia um templo para cada deus, existia feiras onde comercializavam comida e objetos, existiam fazes percorridas pelos guerreiros, em si uma civilização muito bem organizada.

ORGANIZAÇÃO POLITICA E SOCIAL

Os Maias parecem ter tido um governo descentralizado, ou seja um território dividido em estados dependentes, ainda que nos ultimos tempos , houveram caciques que governavam vários centros.

Graças fontes de escritas, distantes cargos políticos e sacerdotais , assim como as hierarquias sociais que existiam no final do Pós-clássico: o halach ainic ( homem verdadeiro) era o chefe político supremo, com todas as facilidades e o cargo hereditário.

No período clássico o Halach vinic deveria ser tambem sumo sacerdote, porém depois apareceu a diferença entre a autoridade ável sacerdotal. O chefe supremo era assessorado por um conselho entregado pelos ahcuchcabado. Os chefes das aldeias eram os leotaboob, com funções cívis, religiosas, militares sacerdotais, estes, por sua vez tinham seu conselho. O chefe militar era o "el nacom", unica altoridade eleita, por um príodo de 3 anos.

Quatro funcionários eram os Kruleboob, encarregados das festas e os tupile ou guardiões.

A sociedade Maia estava dividida em classes: a nobreza o almehenoob, a qual pertence o sacerdote, governantes, chefes guerreiros e comerciantes o oh chembal unicoob, contituido de artesãose trabalhadores, os escravos o pentacoob parte reduzido da população destinada principalmente o sacrifício, pois a sociedade Maia não se baseava na escravidão.

O grupo sacerdotal era , em realidade, de maior poder, pois além da autoridade religiosa tinha em suas mãos todo o conhecimento ciêntifíco, que eram o fundamento da vida da comunidade. O sumo sacerdote se chamava ahau tan ( senhor serpente ) e controlava os rituais e a ciências, escrevia os códices, tanto religiosos como históricos, administrava os templos e era conselho de halach uinic.

Os sacerdotes menores eram el ahkin, com várias funções, como pronunciar discursos baseados nos códices o chilan, taumoturgo e profita: o nacom sacrificar, o ahmén hechiciro e curandeiro.

RELIGIÃO

Os Maias tinham uma religião politeista a dizer , rendiam culto a muitos deuses, que podiam ser masculinos e femininos, jovens e velhos benéficos e maléficos tambem um ou 4 não eram seres perfeitos como em outras religiões , nem cuitosuficientes, que para continuarar existindo necessitando de homens e do culto.

Quando eles invocavam poderiam parecer "hambre"(fome) e inclusive enjoriarse.Suas dádivas eram representados como seres que parecia caracteristicas humanas , animais e vegetais.Devido a dificuldade para identificar certas figuras nos códices que aparecem na escrita , eles eram denominados como letras.

Os principais deuses, além dos corespondentes dos números e os lapsos foram entre Yucatecos dos seguintes: Hunab kei deus celeste; Itzamná (deus D) do céu knich, Ahuia( deus G) do Sol ; Chaac ( deus B ) da chuva e Ah puch ( deus A) cenote do inframundo e dos mortos.Ixchel ( deusa I) da lua segundo o pensamento Maia , os deuses criarão o mundo com o fim de que, não poderia habtar um ser que os venerava .

O mundo foi criado , des huido voltou a ordenar várias faces, esta que finalmente foi criado o homem.

A julgar o mundo como uma superfície plana e quadrangular que se divide em quatro setoresdos que se asossiam cores significativas: roxo ao leste, amarelo ao sul,branco ao norte , negro ao oeste verde ao centro , lugar onde se encontra uma grande seiva cuja as raízes penetram no mundo subterrâneo, formado por nove estados e cuja copa toca os níveis do céu.

ECONOMIA E POLÍTICA

A base da economia Maia foi o cultivo do milho pela técnica , pela roça e pelo semeio , que acaba esgotando as terras em 2 ou 3 anos , obrigando a mudar de lugar de plantio, o que resulta num cultivo extensivo e não intensivo.Na plantação se planta tambem outras coisas e se cultivam legumes , frutos, condimentos, algodão, tabaco.Ao lado da agricultura se praticava a caça , a pesca e domesticação de animais .

No aspecto tecnológico , a industria mais importante lítica; produziram armas , objetos de trabalho e tornos em vários tipos de pedras , como a obsidiana, o pedernal e o jade.

Outras industrias foram: a de sal , a textil, la hulera, la cesteiria, la primeira e la alfarreria. A metalurgia aparecem pelo séculos XI ou XII procedenta da América Central, e foi visada quase exclusivamente para produzir adornos.

O comércio foi um dos aspectos importantes da economia Maia: havia rotas terrestres, fluviais e marítimas.Existiam mercados "internacionais" como o de Xicalanço, havia edifícios especiais assim como córtes judicias .Os mercadores , chamados de polom, pertenciam a nobreza e possivelmente estavam organizados em grêmios.O comércio se realizava por meio de troca, ainda que alguns produtos tinham valor de moeda como o cacao o jade e os objetos de cobre.

CIDADE DE TIKAL

O sítio arqueológico de Tikal fica na Guatemala , a história dessa cidade começa no século I, essa cidade possui o mais impressionante conjunto arquitetônico , na verdade um local de cerimonias, no seu centro havia uma piramide maior , que é o templo do Jaguar um primor de arquitetura , que certamente foi o centro da cidade , a maior dos Maias .

Os vestígios arqueológicos demontram que naquela região existia vilas agrícolas.As evidências são de que havia palácios , mercados, templos religiosos e habitações muito grande, porque haviam conjunto de edifícios em torno da pirâmide.

HISTÓRICO DA CIDADE

No século 17 a cidade foi descoberta pelos espanhóis, missionários que queriam converter tribos que viviam às margens do lago Petén-Itzá, passaram aterrorizados por suas reuínas .Apartir deste relato feito pelos religiosos o coronel Modesto Mendez em 1848 foi procurar a cidade , e quando a encontrou ficou maravilhado com a cultura.

Intrigando-nos até hoje, com o tamanho da pirâmide e dos templos feitos daquele tamanho com objetos construtores equivalentes a idade da pedra européia.Além disso a cidade posuia grandes reservatórios de água , e ainda alguns objetos que até hoje não foi possível reprodusi-lo.Mais recentimente os americanos encontraram pirâmides Maias na Guatemala com até 45 metros de altura naregião de Nakbe com objetos com + ou- 400 a.C.

ESCRITA

Dos 4 sistemas de escrita que se desenvolveram na Mezoamérica (zapotéca , mixteca, Maia e asteca), o mais complexo, não é possível agente ler completamente os textos , devido entre outras coisas a que os750 ou 800 signos que se conhecem, alguns sons ideográficos, outros pictográficos e outros mais em partes fonéticas, que funcionaram em forma de figuras.

CALENDÁRIO

Para os Maias a terra repousa sobre um crocodilo que flutua no mar e depois 13 céus, as moradias das estrelas.Há uma árvore sagrada em cada canto do mundo segurando o céu .Há tambem mundos subterrâneos guardados pelos senhores da noite. A noite é perigoso viajar pois os espíritos das sombras saem.

MEDICINA

Os Maias tiveram uma medicina que foi combinação da Ciência e magia , pois conscideravam que as infermidades teriam tantos casos naturais e como sobrenaturais.O médico era o ahmén, quem diagnosticava a partir de sintomas, fundados na idéia de que as infermidades se devia ao frio , ao calor ou a alguma coisa mágica.

Havia médicos especializados,como herbolárias, hueseros e parteras.Entre as curas havia infusões e pomadas feito com ervas , substâncias animais sangrias hantro de vapor e formulas mágicas. Há vários textos médicos , parte dos chilam, balam e copias de antigas escrituras realizadas mais tardiamente, como o livro do judio e no livro, RITUAL DOS BACABES.

Fonte: www.enaol.com

Civilização Maia

A história do povo maia começa há milhares de anos, quando povos provavelmente vindos da Ásia pelo estreito de Bering (estreito que separa a Ásia da América), ocuparam a América do Norte e Central. Estudos realizados na língua maia levam à conclusão de que ao redor de 2 500 a.C., vivia um povo protomaia, na região de Huehuetenango, na Guatemala. Há cerca de duas horas de Cancun, encontram-se as ruínas da antiga cidade cerimonial de Chichén-Itzá, que floresceu no auge da civilização maia-tolteca.

Seu mais importante sacerdote foi Kukulcan (a serpente emplumada), provavelmente vindo do México central onde era conhecido como Quetzalcóatl (ver período maia-tolteca logo abaixo). Ao que tudo indica, Kukulcan foi mesmo um personagem histórico e que morreu e foi enterrado na península de Yucatan.

Acreditava-se que ele encarnava o espírito da serpente emplumada cuja cabeça está representada no quadro ao lado e surge com freqüência nas ruínas maias deste período.

Acima, quadro feito por Frederick Catherwood em meados do século XIX mostrando de El Castillo, a grande pirâmide de Chichén-Itzá, quando o mundo descobriu o fantástico mundo maia. Chichén-Itzá é a mais fantástica cidade maia-tolteca; visita obrigatória a todos que vão a Cancun.

A história da civilização maia é dividida em período pré-clássico ou formativo, período clássico, período de transição, período maia-tolteca e período de absorção mexicana.

Período Pré-clássico (500 a.C. a 325 d.C.) - a cultura maia começa a ser delineada. Estátuas de barro antropomorfas aparecem mostrando os traços típicos de seu povo.

Civilização Maia
El Castillho em Chitzen-Itza

Período Clássico (325 d.C. a 925 d.C.)

Costuma-se subdividir este período em clássico temprano (325 d.C. a 625 d.C.) que corresponde ao período em que cessaram as influências externas e os maias se firmaram como povo. Neste período surgiram formas tipicamente maias na arquitetura como o arco corbelado e o registro de datas históricas com o uso de hierógrifos, em florescente (625 d.C. a 800 d.C.), quando as manifestações culturais chegaram ao seu esplendor cultural. Foi a época dos grandes avanços na matemática, na astronomia, na escrita, nas artes e na arquitetura e o Colapso (800 d.C. a 925 d.C.), época em que misteriosamente a cultura maia se deteriorou e os centros cerimoniais foram abandonados.

Período de Transição (925 d.C. a 975 d.C.)

Este período marca a queda livre da civilização maia e o nível cultural, misteriosamente, caiu quase que ao nível do período pré-clássico.

Período Maia-Tolteca (975 d.C. a 1 200 d.C.)

Época de grande esplendor, mas agora sob forte influência da cultura tolteca, que chegou do centro do México, trazendo consigo o mito de Quetzalcóatl.

Civilização Maia
O alto relevo acima mostra um sacrifício humano onde um homem é dacapitado.
Pode-se observar o sangue espirrando de seu pescoço em jatos fortes.

O povo maia era fundamentalmente um povo guerreiro. Mesmo entre eles, lutavam com crueldade pelo domínio das regiões.

Civilização Maia
O quadro acima mostra momentos de guerra desse povo.

Em Chichén Itzá a influência tolteca é muito forte. A principal pirâmide, chamada El Castillo, que ocupa a região central das ruínas, foi construída pelos toltecas. O observatório El Caracol, também é deste período (foto à direita). Viveu-se nesta época o mito de Quetzalcóatl, chamado pelos maias de Kukulcán, a serpente emplumada, o homem-pássaro, um dos mitos mais interessantes da história da humanidade. Vejam abaixo uma representação artística mostrando El Caracol hoje (esquerda) e em todo o seu esplendor (direita) no auge da cidade.

Nesta época, houve grande avanço nos conhecimentos astronômicos dos maias que construíram o mais preciso calendário existente. Os maias desenvolveram um sistema numérico próprio, sem o qual não seria possível os avanços científicos. Observe o quadro abaixo. Facilmente você poderá entender como os números eram escritos. Reparem que eles descobriram também o número zero. Além deste modo de representar números, eles tinham um outro sistema, mais próximo dos hieróglifos. Cada número era representado por uma cabeça diferente, mas não tão diferente para nó aponto de podermos ler tais números com facilidade.

Período de Absorção Mexicana (1 200 d.C. a 1540 d.C.)

Nesta época surgiram vários conflitos, as alianças entre os vários grupos foram sendo quebradas e houve uma série de enfrentamento bélico que dividiu as populações e empobreceram ainda mais a cultura. Quando os espanhóis chegaram à região maia, as grandes cidades cerimoniais já haviam sido abandonadas, a cultura estava em total decadência. Restava pouco daquela que foi uma das mais fantásticas civilizações que o mundo já teve. O tempo foi implacável. Nos roubou para sempre esse tesouro. Restam as lembranças que as ruínas guardaram para nós.

Civilização Maia

Fonte: ciencias1.locaweb.com.br

Civilização Maia

Civilização Maia
A pirâmide I ou Templo do Jaguar a maior das seis pirâmides de Tikal,
mede 70 metros de altura e era além de templo de homenagem a Itzamna,
túmulo dos governantes.

Centro Cerimonial de Tikal

Em meio à exuberante floresta tropical, densa e úmida, as pirâmides de pedra de Tikal despontam para a surpresa e deleite de quem as vê. Solene, a cidade guarda os vestigios da civilização maia.

Conhecidos como os gregos da américa devido à sua organização em cidades independentes, como na antiga Grécia, os maias jamais constituiaram um império.

Ainda assim, eles criaram a mais antiga civilização pré-colombiana - anterior à chegada dos europeus no séculoXV - e talvez a mais original e misteriosa. Unidos pelo culto aos mesmos deuses e pelo idioma comum, eles viviam espalhados pela selva em pequenas aldeias. Erguida por volta do ano 250, Tikal foi um importante centro sagrado, habitado apenas por nobres e sacerdotes. O restante da população dirigia-se ao local durante as festas religiosas que aconteciam na praça principal, onde se encontram pirâmides que têm função de templos.

Misterioso abandono

Em seus dias áureos, no século IX, Tikal chegou a reunir cerca de 50 mil pessoas. Em parte, tal fato se deve a sua localização no cruzamento de rios que se encontram no caminho entre o Golfo do México e o Mar do Caribe. No ano 900, aproximadamente, o povo abandonou a região, rumo ao norte. Os motivos da partida repentina são um mistério. Acredita-se que o êxodo tenha sido causado por uma epidemia ou pelo aumento da população, gerando escassez de alimentos.

Hoje, as pedras de Tikal despertam reverência não só de visitantes, mas também de estudiosos que decifram a escrita maia e revelam aos poucos os segredos dessa brilhante civilização.

Chichén-Itzá

Os Habitantes da "Boca do poço dos feiticeiros d'água" - Chichén-Itzá - queriam desvendar o caminho dos astros para chegar ao coração dos deuses. Nesse local mágico, os maias ergueram uma civilização sobre os pilares da ciência e da religião

A sombra de Kukulcán, o deus-serpente dos maias, passeia por Chichén-Itzá durante os equinócios de primavera e de outono, quando noite e dia têm a mesma duração.

Seu ponto de partida é a principal escadaria do Castelo, uma grande pirâmide erguida em sua honra com base em conhecimentos astronômicos: os degraus das quatro escadarias e da plataforma superior somam 365, número de dias do ano. Além disso, cada um dos lados alinha-se com um dos pontos cardeais e os 52 painéis esculpidos em suas paredes são uma referência aos 52 anos do ciclo de destruíção e reconstrução do mundo, segundo a tradição maia.

Sacrifícios humanos

Fundada no ano 452, Chichén-Itzá conheceu dias de glória no século X, quando foram construídos o Castelo, o templo dos guerreiros e a quadra de jogo de pelota. Na aridez da região, seu florescimento só foi possível graças aos cenotes, poços de água com função também religiosa. Em tempos de seca, ofereciam-se sacrifícios ao deus da chuva, Chaac, no Cenote Sagrado. Conquistada pelos guerreros de Mayapán no século XII, Chichén-Itzá estava abandonada quando os espanhóis chegaram. Suas grandes obras mantém o vigor da cultura maia.

Civilização Maia
El Caracol
Observatório de Chichen-Itzá

Pacal Votan

Não há dúvidas sobre a magia de Palenque. Aqui foi descoberto o túmulo de Pacal Votan, em 1947 - o único tùmulo em pirâmide, no México, de estilo egípcio.

Não há nada em palenque que não seja maravilhoso. As esculturas em baixo relevo da Cruz Folhada e da Cruz do Sol, eu já os tinha visto.

Civilização Maia
Templo do Sol

Período Pré-Clássico ( 1500 a.C. - 250d.C.)

Eram agricultores, fabricavam cerâmica (ornamentação de cordões0 e usavam pedras de moer- o que supõe a cultura do milho.

Agrupavam-se em aldeias ( Kaminaljuyú, ou nas terras baixas, Altar de sacrifícios e Seibal).

Uaxactún e Tical têm camadas inferiores que remontam ao século V a.C., desde o ano 300 a.C. percebem-se as características fundamentais da civilização Maia: Arquitetura com uma espécie de abóbada em balanço, inscrições hieroglíficas, uso de um calendário "a longo prazo" e ereção de estelas comemorativas.

Civilização Maia
Templo das Inscrições

O período Clássico (250-950d.C)

Corresponde ao florescimento dessa civilização; os grandes centros cerimoniais ( Tikal, Uaxactún e Seibal, na Guatemala; Copán em Honduras, Palenque, Uxmal, Bonampak e Chichén Itzá, No México, Etc.) multiplicavam-se. As grandes metrópoles religiosas compreendiam edifícios típicos, templos construídos sobre uma plataforma piramidal, cobertos por uma espécie de abóbada em balanço e encimados por uma crista com cumeeira; palácios ( residência principesca ou lugar de reunião, dotado de numerosas galerias), cuja disposição - em grupos distintos ligados por calçadas elevadas - em torno de amplas praças atesta certo senso de urbanismo; e conjunto monumental monolítico, composto de um altar com estela ornada de uma decoração esculpida. Nunca reunidos sob hegemonia de um poder central, cada centro conservou um estilo individual. A escrita hieroglífica não foi inteiramente decifrada.

Depois do auto-de-fé dos conquistadores, apenas três manuscritos (Codex) subsistem e são dotados do pós-clássico. O primeiro refere-se a rituais religiosos; o segundo à adivinhação; e o último a à astronomia, que, sem usar nenhum intrumento óptico, era de uma precisão espantosa. Em seu apogeu, essa civilização - que ignorava a roda e o animal de tração, e só conhecia instrumentos de madeira e de pedra - foi por razões obscuras, brutalmente interrompida, por volta do século IX, na zona central, que contudo não foi totalmente abandonada. O pós-clássico ( do século X à conquista espanhola) testemunha certo do renascimento devido aos Toltecas, vindos de Tula.

Quando chegaram por volta do século X, supõe-se que algumas grandes cidades de Iucatán existissem ainda. A associação das duas tradições originou um novo estilo artístico "maia-tolteca", caracterizado por uma arquitetura mais ampla e arejada ( colunatas, grandes jogos de bolas) e pelo apelo amágama dos panteões e dos motivos decorativos ( Chac, o deus maia da chuva, representado alternadamente como Quetzalcoatl, a serpente emplumada, transformada em Kukulkan).

Chichén Itzá foi logo substituída por Mayapán, que foi cercada por uma muralha defensiva. Daí em diante, a influência mexicana dominou uma produção artistica muito decadente.

Civilização Maia
Quetzalcoatl

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Civilização Maia

POVOS MAIAS

As cidades maias

Civilização Maia
Templo das Inscrições

A civilização maia organizou-se como uma federação de cidades-estado e atingiu seu apogeu no século IV. Nesta época, começou a expansão maia, a partir das cidades de Uaxactún e Tikal. Os maias fundaram Palenque, Piedras Negras e Copán. Entre os séculos X e XII, destacou-se a Liga de Mayapán, formada pela aliança entre as cidades de Chichén Itzá, Uxmal e Mayapán. Esta tripla aliança constituiu um império, que teve sob o seu domínio outras doze cidades. O conjunto da cidade era considerado um templo. Os edifícios eram construídos com grandes blocos de pedra adornados com esculturas e altos-relevos, como os de Uaxactún e Copán.

Os ritos

Só podiam subir aos templos os sacerdotes, que formavam a classe mais culta. Os maias acreditavam descender de um totem e eram politeístas. A influência dos toltecas introduziu certas práticas cerimoniais sangrentas, pouco antes da decadência dos maias. Adoravam a natureza, em particular os animais, as plantas e as pedras. Cuidavam de seus mortos, colocando-os em urnas de cerâmica.

O calendário maia e a escrita

Os avançados conhecimentos que os maias possuíam sobre astronomia (eclipses solares e movimentos dos planetas) e matemática lhes permitiram criar um calendário cíclico de notável precisão.

Na realidade, são dois calendários sobrepostos: o tzolkin, de 260 dias, e o haab de 365. O haab era dividido em dezoito meses de vinte dias, mais cinco dias livres. Para datar os acontecimentos utilizavam a "conta curta", de 256 anos, ou então a "conta longa" que principiava no início da era maia. Além disso, determinaram com notável exatidão o ano lunar, a trajetória de Vênus e o ano solar (365, 242 dias).Inventaram um sistema de numeração com base 20 e tinham noção do número zero, ao qual atribuíram um símbolo. Os maias utilizavam uma escrita hieroglífica que ainda não foi totalmente decifrada.

A arte

A arte maia expressa-se, sobretudo, na arquitetura e na escultura. Suas monumentais construções - como a torre de Palenque, o observatório astronômico de El Caracol ou os palácios e pirâmides de Chichén Itzá, Palenque, Copán e Quiriguá - eram adornadas com elegantes esculturas, estuques e relevos. Podemos contemplar sua pintura nos grandes murais coloridos dos palácios. Utilizavam várias cores. As cenas tinham motivos religiosos ou históricos. Destacam-se os afrescos de Bonampak e Chichén Itzá. Também realizavam representações teatrais em que participavam homens e mulheres com máscaras, representando animais.

Resumo

Os maias habitam as florestas tropicais da Guatemala, de Honduras e da península de Yucatán, no sul do México, entre os séculos IV a.C e IX. Durante os séculos IX e X são dominados pelos toltecas. Não formam um império unificado. As cidades constituem a base da organização político-religiosa, na qual o governo é teocrático. Apenas a família real, os governantes e os servidores de Estado, como sacerdotes e cobradores de impostos, habitam a zona urbana. Os agricultores e trabalhadores braçais fazem parte das camadas subalternas.

A agricultura (milho, feijão, tubérculos) é o que sustenta a economia. Desenvolvem avançadas técnicas de irrigação e realizam trocas comerciais. A arquitetura monumental utiliza a pedra na construção de templos, pirâmides e palácios. Praticam com perfeição a fiação, a tintura e a tecelagem do algodão. Politeístas, cultuam deuses da natureza. Criam um complexo calendário que determina com precisão o ano solar (365 dias) e um ano sagrado (260 dias). Adotam a escrita hieroglífica e, na matemática, inventam as casas decimais e o conceito do valor zero.

Fonte: www.appc.ubbi.com.br

Civilização Maia

A civilização Maia, muito provavelmente, foi a mais antiga das civilizações pré-colombianos, embora jamais tenha atingido o nível urbano e imperial dos Astecas e Incas.

Os Maias floresceram no século IV d.C. na Península de Yucatán, onde hoje ficam o México, Beliza e Guatemala. Jamais foram um império, embora possuíssem uma cultura comum.

Sempre se organizaram em cidades-estados, porém, na época da conquista espanhola, encontravam-se quase na decadência total.

Sociedade

Rigidamente dividida em três classes às quais o indivíduo pertencia desde o nascimento. Primeiro, a família real, incluindo ocupantes dos principais posto do governo e os comerciantes; em seguida, servidores do Estado, como dirigentes das cerimônias e responsáveis pela defesa e cobrança de impostos, na camada mais baixa, os braçais e agricultores.

Governo

No período de apogeu da civilização maia, é muito provável que as cidades destas tivessem sido sociedades teocráticas e pacíficas. As guerras que ocorriam na maioria delas tinha o intuito de obterem prisioneiros para serem sacrificados aos deuses.

Religião

A religião dos maias assemelhava-se à de outros povos da região, cultuavam divindades ligados à caça, à agricultura e os astros. Os maias acreditavam que o destino do homem era regido pelos deuses, e para eles ofereciam alimentos, sacrifícios humanos e animais.

Economia

A base econômica dos maias era a agricultura, principalmente do milho, praticada com a ajuda da irrigação, utilizando técnicas rudimentares e itinerantes, o que contribuiu para a destruição de florestas tropicas nas regiões onde habitavam, desenvolveram também atividades comerciais cuja classe dos comerciantes gozavam de grandes privilégios.

Atividades agrícolas e comerciais

Os maias cultivavam o milho (três espécies), algodão, tomate, cacau, batata e frutas. Domesticaram o peru e a abelha que serviam para enriquecer sua dieta, à qual somavam também a caça e a pesca.

É importante observar que por serem os recursos naturais escassos não lhes garantindo o excedente que necessitavam, a tendência foi desenvolverem técnicas agrícolas, como terraços, por exemplo, para vencer a erosão.Os pântanos foram drenados para se obter condições adequadas ao plantio.

Ao lado desses progressos técnicos, observamos que o cultivo de milho se prendia ao uso das queimadas. Durante os meses da seca, limpavam o terreno, deixando apenas as árvores mais frondosas.

Em seguida, ateavam fogo para limpá-lo deixando o campo em condições de ser semeado. Com um bastão faziam buracos onde se colocavam as sementes.

Dada a forma com que era realizado o cultivo a produção se mantinha por apenas dois ou três anos consecutivos. Com o desgaste certo do solo, o agricultor era obrigado a procurar novas terras. Ainda hoje a técnica da queimada, apesar de prejudicar o solo, é utilizada em diversas regiões do continente americano.

As Terras Baixas concentraram uma população densa em áreas pouco férteis. Com produção pequena para as necessidades da população, foi necessário não apenas inovar em termos de técnicas agrícolas, como também importar de outras regiões produtos como o milho, por exemplo.

O comércio era dinamizado com produtos como o jade, plumas, tecidos, cerâmicas, mel, cacau e escravos, através das estradas ou de canoas.

A língua Maia

São inúmeros os dialetos falados na área correspondente ao Yucatàn, Guatemala, El Salvador e Belize.

De qualquer forma, os lingüistas dividem-nos em dois grandes ramos: o huasteca e o maia. Este segundo ramo se subdividiu em outras línguas (como o Chol, Chintal, Mopan, etc).

A língua maia, falada no Yucatãn, sofreu inúmeras transformações com as invasões toltecas e também devido às influência da língua nahuatl falada pelos astecas.

Em seus monumentos deixaram uma série de inscrições que até hoje não foram decifradas. Infelizmente muitos documentos maias foram destruídos chegando até nós apenas três livros. São eles o Códice de Dresde, o Códice de Madri e o Códice de Paris.

Os livros maias eram confeccionados em uma única folha que era dobrada como uma sanfona. O papel era feito com uma fibra vegetal coberta por uma fina camada de cal. O conteúdo desses livros são de natureza calendárica e ritual, servindo para adivinhações.

Um dos cronista que viveu na época da conquista, o Bispo Diego de Landa, refere-se aos livros que os maias utilizavam permitindo-lhes saber o que havia sucedido há muitos anos. Portanto, a escrita representava um elemento importante na preservação de suas tradições culturais.

Mas, infelizmente grande parte deles foram destruídos como se pode constatar na afirmação do próprio bispo: "...Encontramos um grande número de livros escritos nesses caracteres, e como nada tivesse a não ser flagrantes superstições e mentiras do demônio, nós os queimamos a todos".

Cultura

Desenvolveram a escrita hieroglífica, trabalhavam a cerâmica que era variada e de excepcional qualidade. Na arquitetura, construíram pirâmides e sepulcros, além de serem grandes conhecedores da Matemática e da Astronomia.

A Matemática dos Maias

Os Maias foram os inventores do conceito de abstração matemática. Criaram um número equivalente ao zero e nossos calendários são baseados no calendário dos Maias.

Com sua aritmética, os Maias faziam cálculos astronômicos de notável exatidão. Conheciam os movimentos do Sol, da Lua, de Vênus e provavelmente de outros astros.

Criaram também um sistema de numeração de base 20 simbolizado por pontos e barras. Os astrônomos Maias determinaram o ano solar de 365 com o ano bissexto a cada 4 anos. Através de dois calendários sobrepostos (o sagrado com 260 dias e o laico com 365 dias) criaram um calendário circular que situava os acontecimentos em ordem cronológica.

Dentre suas construções de pedra destaca-se o templo de Kukulkan (no México) que foi usado como observatório astronômico. As quatro faces do templo estão voltadas para os pontos cardeais e representam as estações do ano. Nos dias 21 de março e 23 de setembro, quando o dia tem exatamente a mesma duração da noite, o sol (que incide às 17h e 30min sobre o templo em forma de pirâmide) projeta uma sombra nos degraus que forma a imagem de Kukulkan, o deus da serpente emplumada.

Principais Ruínas Maias

Palenque

Amado por muitos que declaram ser a ruína Maya mais bonita, Palenque assentasse orgulhosamente no Parque Nacional de Palenque no Estado de Chiapas.

Palenque caracteriza-se pelos muitos efeitos decorativos não achados em qualquer outro lugar. Alguns destes motivos parecem quase chineses e dão lugar a especulação imaginativa sobre o contato Maya com a Ásia Oriental. Isto é muito improvável, mas há algo em Palenque que dá lugar a vôos da fantasia, mistério e assombro.

Cortez passou a cerca de 30 milhas da cidade, e nunca soube que esteve lá. O primeiro europeu a visitar este lugar foi um monge espanhol em 1773. Escreveu um livro em que reivindica ter descoberto um posto avançado de Atlântida. O próximo europeu a descrever o lugar, um funcionário real espanhol em 1784, escreveu uma descrição que permaneceu perdida nos Arquivos Reais durante um século. O próximo a vir, Capitão Antonia Del Rio em 1786, escreveu um relatório que esteve também perdido, até que inesperadamente uma cópia foi publicada em 1822.

Enquanto isso, uma expedição mexicana esteve lá em 1807. Eles escreveram um relatório, encaminhado ao governo que esteve perdido durante 30 anos. Então em 1831, o Conde de Waldeck, um excêntrico herdeiro de uma família que tinha vivido dias muito melhores, chegou e montou seu Quartel General em cima de uma pirâmide que ainda hoje é chamada o Templo do Conde. Ele passou dois anos desenhando e escrevendo sobre o lugar. Seu trabalho foi fantástico. O conde viveu até os 109 anos, o que talvez, tenha relação, ou não, com os mistérios de Palenque.

O Templo das Inscrições é talvez a mais interessante pirâmide de Palenque, além de ser a mais alta. Alojou a cripta de Pa Kal, poderoso sacerdote maia, descoberto em 1952. A cripta esteve intacta durante um milênio.

O Templo do Sol data de 642. Tem um dos telhados melhor preservados de qualquer local maia. Os telhados foram ricamente decorados com fachadas falsas que dão uma idéia de grandeza aos edifícios maias.

O Templo do Jaguar é talvez o exemplo mais intrigante de semelhanças com a arte Asiática. O templo exibe um motivo tipo "Cruz Folhada" que é quase idêntico ao achado em Angkor Wat em Camboja, e alguns dos baixos relevos têm motivos bem parecidos com os usados pela arte hindu.

Chichen Itza

Chichen Itza significa "boca do poço de Itza". Chichen é a mais conhecida, melhor restaurada e mais impressionante das ruinas Mayas. Chichen foi construída por volta do ano 550 DC.

Chichen teve dois poços principais, ou cenotes: um sagrado e o outro profano. O profano era usado para satisfazer as necessidades cotidianas. O poço sagrado, com 195 pés de largura e 120 pés de profundidade, era usado em rituais religiosos, e oferendas eram feitas continuamente a ele.

Mergulhadores recobraram esqueletos e muitos objetos rituais de suas profundidades.

El Castillo é o "Templo do Tempo", que esclarece o sistema astronômico Maya. Foi construído nos anos 800, pouco antes da invasão Tolteca. Com impressionantes 78 pés de altura, El Castillo era de fato um enorme calendário solar. Se você fizer cálculos, verá que os 91 degraus de cada lado, vezes os 4 lados (cada um representando uma estação), mais 1 degrau para alcançar o topo da plataforma, soma 365, um degrau para cada dia do ano solar. Durante os equinócios, a sombra da pirâmide parece mostrar a uma serpente que escala os degraus em Março, e desce os degraus Setembro.

Declínio

Quando se deu a conquista dos maias a partir de 1523, existiam Estados distintos: os da Pennínsula de Yucatán e os da atual Guatemala, já em decadência. Na região da atual Guatemala, os povos maias foram logo vencidos por Pedro Alvarado, enviado de cortês. Os maias deYucatán resistiram até 1546, porém, foram submetidos ao trabalho forçado, perderam sua identidade cultural e a população primitiva foi praticamente destruída.

A civilização Maia - História

A civilização Maia, muito provavelmente, foi a mais antiga das civilizações pré-colombianas, embora jamais tenha atingido o nível urbano e imperial dos Astecas e Incas. Distingue-se dois grandes períodos na civilização maia, chamada de Antigo Império e Novo Império.

O Antigo Império teve seu centro no norte da Guatemala, mas se estendeu pelo sul do México e também por Honduras. O Novo Império ocupou a metade setentrional da península de Yucatán.

Jamais foram um império, embora possuíssem uma cultura comum, e sim uma reunião de diferentes grupos étnicos e lingüísticos como os huastecas, os tzental-maia e os tzotzil. Provavelmente a primeira civilização a florescer no hemisfério ocidental, ocuparam a América Central por mais de vinte séculos e atingiram alto grau de evolução, no que se refere ao conhecimento de matemática e astronomia, capaz de sobrepujar as culturas européias da mesma época. Os ancestrais do povo maia foram, provavelmente, grupos mongóis que atravessaram uma faixa de terra entre a Sibéria e o Alasca, onde hoje é o estreito de Bering, há cerca de 15.000 anos, no final do pleistoceno. Organizaram-se inicialmente em pequenos núcleos sedentários, baseados no cultivo do milho, feijão e abóbora.

Construíram centros cerimoniais que, por volta do ano 200 da era cristã, evoluíram para cidades com templos, pirâmides, palácios e mercados. Também desenvolveram um sistema de escrita hieroglífica, um calendário e uma astronomia altamente sofisticados.

Sabiam fazer papel a partir da casca de fícus e com ele produziam livros. Extremamente hierarquizada, a sociedade maia contava em cada cidade-estado com uma autoridade máxima, de caráter hereditário, dita halach-uinic ou "homem de verdade", que era assistido por um conselho de notáveis, composto pelos principais chefes e sacerdotes. O halach-uinic designava os chefes de cada aldeia (bataboob), que desempenhavam funções civis, militares e religiosas. A suprema autoridade militar (nacom) era eleita a cada três anos. Outros cargos importantes eram os guardiões (tupiles) e os conselheiros (ah holpopoob).A nobreza maia incluía todos esses dignitários, além dos sacerdotes, guerreiros e comerciantes.

A classe sacerdotal era muito poderosa, pois detinha o saber relativo à evolução das estações e ao movimento dos astros, de importância fundamental para a vida econômica maia, baseada na agricultura, . O sumo sacerdote (ahau kan) dominava os segredos da astronomia, redigia os códices e organizava os templos.

Abaixo do sumo sacerdote havia os ahkim, encarregados dos discursos religiosos, os chilan (adivinhos) e os ahmén (feiticeiros). Os artesãos e camponeses constituíam a classe inferior (ah chembal uinicoob) e, além de se dedicarem ao trabalho agrícola e à construção de obras públicas, pagavam impostos às autoridades civis e religiosas. Na base da pirâmide social estava a classe escrava (pentacoob), integrada por prisioneiros de guerra ou infratores do direito comum, obrigados ao trabalho forçado até expiarem seus crimes.

A base da economia era a agricultura primitiva praticada as milpas, unidades de produção agrária. O trato da terra era comunal, em sistema rotativo de culturas, sem adubagem ou técnica elaborada, o que levava ao rápido esgotamento do solo e seu conseqüente abandono. Praticavam a caça, pesca e criavam animais para a alimentação. Desconheciam no entanto a tração animal, o arado e a roda. Por falta de matéria-prima local não conheceram também a metalurgia, mas desenvolveram importante indústria lítica (de pedra) que lhes fornecia armas, enfeites e instrumentos de trabalho.

Tiveram ainda muita importância na civilização maia a produção de cerâmica (embora não conhecessem a roda de oleiro), a cestaria, a tecelagem e a arte lapidária.A ascendência de sua cultura revela-se no terreno intelectual, historiadores, para quem a Europa é o centro do mundo, chegaram a comparar os maias aos gregos, em termos de importância cultural. Os sacerdotes, detentores do saber, eram responsáveis pela organização do calendário, pela interpretação da vontade dos deuses por meio de seus conhecimentos dos astros e da matemática. Foram seus conhecimentos de aritmética que lhe permitiram fazer cálculos astronômicos de notável exatidão, inventando o conceito de abstração matemática.

Graças a estudos minuciosos do movimento celeste em observatórios construídos para essa finalidade, os astrônomos maias foram capazes de determinar o ano solar de 365 dias. No calendário maia, havia um ano sagrado (de 260 dias) e um laico (de 365 dias), composto de 18 meses de vinte dias, seguidos de cinco dias considerados nefastos para realização de qualquer empreendimento. Também adotavam um dia extra a cada quatro anos, como ocorre no atual ano bissexto. Os dois calendários eram sobrepostos para formar a chamada roda ou calendário circular. Para situar os acontecimentos em ordem cronológica usava-se o método da "conta longa", a partir do ano zero, correspondente a 3114 a.C.. A inscrição da data registrava o número de ciclos -kin (dia), uinal (mês), tun (ano), katun (vinte anos), baktun (400 anos) e alautun (64 milhões de anos) - decorridos até a data considerada.

Acrescentavam-se informações sobre a fase da Lua e aplicava-se uma fórmula de correção de calendário que harmonizava a data convencional com a verdadeira posição do dia no ano solar. No auge da civilização, a arte dos maias era fundamentalmente diferente de todas as outras da região, por ser muito narrativa, barroca e, com freqüência, extremamente exagerada, em comparação com a austeridade de outros estilos. A arquitetura, voltada sobretudo para o culto religioso, lançava mão de grandes blocos de pedra e caracterizava-se por abóbadas falsas e hieróglifos esculpidos ou pintados como motivos de decoração. As construções que mais simbolizam a arquitetura da civilização são os templos decorados com murais e símbolos esculpidos, e construídos sobre pirâmides, com topos terraceados. Uma escadaria central num dos lados da pirâmide conduzia o sacerdote ao interior do santuário, enquanto o povo permanecia no sopé do monumento.

Diante da escadaria, ergue-se, quase sempre, um monólito com a figura de um personagem aparatosamente vestido, rodeado de motivos simbólicos e hieróglifos.

Um dos mais importantes monumentos desse tipo está situado nas ruínas de Chichén Itzá. Os palácios, com várias salas e pátios internos, tinham plantas simples e retangulares. Entre suas construções destaca-se o templo de Kukulkan (no México), que foi usado como observatório astronômico. As quatro faces do templo estão voltadas para os pontos cardeais e representam as estações do ano. Nos dias 21 de março e 23 de setembro,quando o dia tem exatamente a mesma duração da noite, o sol (que incide às 17h e 30min sobre o templo em forma de pirâmide) projeta uma sombra nos degraus que forma a imagem de Kukulkan, o deus da serpente emplumada.

A escultura subordinada à arquitetura como elemento decorativo; em pedra, estuque e madeiradecoravam lápides, dintéis, frisos e escadarias.Na pintura, são importantes os murais multicoloridos, com técnica de afresco, sobre temas religiosos ou históricos,também empregada para decorar a cerâmica e ilustrar os códices.exemplos de pintura mural foram encontrados em Bonampak (onde destaca-se a magnífica indumentária representada) e em Chichén Itzá. Os afrescos do templo de Cit Chac Cah (estado de Chiapas), possivelmente do século VII, foram executados em estilo realista e cores vivas, nas paredes das três salas de cinco metros de altura, com cenas religiosas e profanas.

Já a arte da cerâmica maia pode ser dividida em dois grupos: os utensílios de cozinha não decorados e oferendas fúnebres. Os vasos destinados a acompanhar o corpo reverenciado eram geralmente pintados ou entalhados com cenas naturalistas ou freqüentemente macabras. Em Uaxactún, encontraram-se estatuetas muito primitivas, todas representando mulheres. Do período Chicanel, são outras estatuetas e vasos de formas simples, vermelhos e negros.

Na fase seguinte, dita Tsakol, a cerâmica, mais apurada, apresenta grande diversidade de formas e acentuada estilização (Tikal e Uaxactún). A fase final, conhecida como Tepeu, caracteriza-se pela delicadeza das formas dos vasos, decorados com cenas e inscrições. A pedra mais preciosa para os maias era o jade, bastante trabalhado pelos artesãos e modelado principalmente em forma de placas, relevos ou contas de colar. Dos trabalhos em jade, restam alguns exemplos como a placa de Leyden (Tikal) e a do Museu Britânico, de extraordinária perfeição.

No auge de sua civilização e cultura os maias abandonaram suas cidades, templos, monumentos e tesouros sagrados. Algo incompreensível ocorreu por volta de 600 d.C., para que este povo, de repente e sem motivo, simplesmente desaparecesse! A selva devorou construções e estradas, quebrou os muros e produziu uma imensa paisagem de ruínas. Nenhum habitante jamais retornou àqueles locais. Alguns estudiosos atribuem o abandono dos centros maias à guerra, insurreição, revolta social, invasões bárbaras etc. De fato, os grandes centros foram abandonados, porém não de súbito, as hipóteses mais prováveis apontam para uma exploração intensiva de meios de subsistência inadequados, provocando a exaustão do solo e a deficiência alimentar.

A cultura maia posterior, fundindo-se com a dos toltecas, prolongou-se no Novo Império Maia até a conquista pelos espanhóis, a partir de 1523. A cultura maia só começou a ser explorada durante a primeira metade do séc. XIX, pelo americano John Stephens e o desenhista inglês Frederik Catherwood. Eles descobriram várias cidades, sendo que a que mais chamou a atenção Chichen-Itzá. Publicaram o resultado de suas pesquisas, e foi através destas obras que o povo ficou sabendo que não eram simples índios, mas possuíam uma complexa organização. Ao serem encontrados pelos exploradores, os maias tiveram sua civilização destruída. Os padres espanhóis ao descobrirem que aqueles índios possuíam livros, resolveram destruí-los, alegando serem escritos demoníacos, mas na verdade, queriam evitar que de alguma forma aquela cultura fosse divulgada para futuras gerações.

O bispo de Yucatán, D. Diego de Landa, ordenou a apreensão e a queima de centenas de volumes de livros chamando isso de um ato de fé, além disso determinou que a utilização daquela "escrita demoníaca" seria punida com a morte. Esse mesmo bispo quando retornou Espanha, escreveu um relatório intitulado Relacion de las Cosas de Yucatán, em 1566 para justificar sua ação repressiva. Informou que os livros continham descrições de cerimônias diabólicas e sacrifícios humanos. O relatório ficou esquecido até 1863, até ser descoberto pelo sacerdote Charles Etienne Brassuer, que era interessado nas culturas pré-colombianas. Salvaram-se apenas 4 livros da destruição, 3 conhecidos há muito tempo e um que apareceu após a segunda guerra mundial. No que restou da produção literária, sobressai o Popol Vuh, livro sagrado, que contém numerosas lendas, considerado um dos mais valiosos exemplos da literatura indígena.

Fonte: www.geocities.com

Civilização Maia

O declínio dos Maias

Com sua magnífica arquitetura e sofisticado conhecimento de astronomia e matemática, os maias foram uma das grandes culturas do mundo antigo. Embora não utilizassem a roda nem instrumentos de metal, eles construíram pirâmides, templos e monumentos imensos de pedra talhada.

Grandes cidades e centros cerimoniais pequenos se espalhavam por toda a planície da península de Yucatã, que abrange parte do México e da Guatemala e quase todo Belize. De observatórios astronômicos como o de Chichén Itzá, eles acompanhavam a trajetória dos planetas e desenvolviam calendários precisos (ver "Astronomia maia", SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, edição especial no 14, Etnoastronomia).

Além disso, os maias criaram seu próprio sistema matemático com base numérica 20 e dominavam o conceito de zero (ver "Aritmética maia", SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, edição especial no 11, Etnomatemática). Também desenvolveram uma escrita hieroglífica que empregava centenas de complicados sinais.

A civilização maia atingiu seu ápice durante o chamado período Clássico (250-950). No auge, em 750, a população talvez tenha ultrapassado 13 milhões. Porém, pouco tempo depois, entre 750 e 950, houve rápido declínio. Centros urbanos densamente povoados foram abandonados, e seus impressionantes edifícios viraram ruínas. A extinção dessa civilização (que os arqueólogos chamam de "o colapso terminal do período Clássico") é um dos grandes mistérios antropológicos dos tempos modernos. O que teria acontecido?

Ao longo dos anos, estudiosos propuseram as mais variadas hipóteses para explicar esse declínio: guerras internas, invasão estrangeira, surtos de doenças, dependência da monocultura, degradação ambiental e mudanças climáticas. É provável que a explicação verdadeira seja combinação destes e de outros fatores.

Entretanto, nos últimos anos, acumularam-se os indícios de anomalias climáticas perto do fim do período Clássico, o que dá crédito à idéia de que intensas secas tiveram papel preponderante na queda desta civilização antiga.

Dado o aspecto das ruínas maias, com cidades enterradas sob densa vegetação florestal, surpreende que o Yucatã seja de fato um deserto sazonal. A exuberância da paisagem depende muito das chuvas de verão, que variam consideravelmente de um lado ao outro da península. A precipitação anual vai de 500 mm ao longo da costa setentrional a 4 mil mm em partes do sul. De junho a setembro, a umidade diminui até 90% e dá lugar a um inverno muito seco, entre janeiro e maio. Esse contraste resulta da migração sazonal da umidade associada à zona de convergência intertropical, também conhecida como "equador meteorológico". Nessa zona, ventos alísios do nordeste e sudeste convergem, forçando o ar a subir, produzindo nebulosidade e chuvas abundantes. Durante os meses de inverno, essa zona de convergência se desloca para o sul, e condições secas prevalecem sobre a península do Yucatã e a porção norte da América do Sul. Com o verão, ela migra para o norte, ocasionando chuvas no Yucatã e no sul do Caribe, as quais revigoram a vegetação.

O contraste sazonal obrigava os maias a enfrentar uma longa temporada seca a cada ano. Essa característica do ambiente teve importância especial no Yucatã, onde a água geralmente não flui sobre o solo. Lá, a chuva tende a dissolver as abundantes rochas calcárias, formando cavernas e rios subterrâneos. Por causa disso, não havia povoados ao longo de grandes cursos fluviais, como era comum em outras partes do mundo. Mesmo centros regionais importantes, como Tikal, Caracol e Calakmul desenvolveram-se em locais sem rios ou lagos permanentes. A ausência de água superficial durante quatro ou cinco meses do ano em tais áreas estimulou a construção de sistemas de armazenamento em grande escala.

Várias cidades foram projetadas para coletar a água da chuva e canalizá-la em canteiros, escavações e depressões naturais especialmente preparados para impedir que ela se infiltrasse no solo. Tikal tinha inúmeros reservatórios que, juntos, podiam armazenar o suficiente para atender as necessidades de água potável de cerca de 10 mil pessoas por 18 meses. Os maias construíram também reservatórios no topo das montanhas, aproveitando a gravidade para distribuir a água por canais em complexos sistemas de irrigação. Apesar da sofisticação de sua engenharia hidrológica, eles dependiam em última instância das chuvas sazonais para repor seus reservatórios, pois a água subterrânea natural era inacessível em parte considerável de seus domínios.

No inovador livro The great Maya droughts (As grandes secas maias), o arqueólogo Richardson B. Gill argumenta de forma persuasiva que a escassez de água foi um fator importante no colapso terminal do período Clássico. Gill reúne enorme quantidade de informações sobre o tempo e o clima modernos, recorre ao registro histórico de estiagens e períodos de fome e apóia-se em vestígios arqueológicos e estudos geológicos para desvendar o clima do passado.

Para ilustrar a importância da rocha calcária porosa, por exemplo, ele cita Diego de Landa, bispo de Yucatã, que escreveu em 1566: "A Natureza trabalhou de maneira tão diferente neste país no que diz respeito aos rios e nascentes, que em todo o resto do mundo eles correm sobre o solo, mas aqui eles fluem por passagens secretas subterrâneas".

Quando esse trabalho foi publicado, há alguns anos, as evidências mais eloqüentes a favor da hipótese das secas prolongadas vinham de perfurações no sedimento de lagos do Yucatã feitas por David A. Hodell, Jason H. Curtis, Mark Brenner e outros geólogos da Universidade da Flórida. As medições desses depósitos antigos indicam que o intervalo mais seco dos últimos 7 mil anos caiu entre os anos 800 e 1000 de nossa era - coincidentes com o colapso da civilização maia clássica. Estudos posteriores encontraram indícios de um padrão recorrente de secas, o que parece também explicar outras rupturas menos dramáticas na evolução cultural maia.

A Conexão Venezuelana

Nossa contribuição ao entendimento das condições climáticas durante a época do colapso terminal do período Clássico provém do estudo de um local distante, nunca habitado pelos maias. Junto à costa setentrional da Venezuela situa-se uma notável depressão na plataforma continental, conhecida como bacia de Cariaco.

Com profundidades de cerca de 1 km, cercada por declives e pela plataforma rasa, essa bacia age como armadilha natural para sedimentos. A borda erguida ao norte impede a penetração das águas do oceano aberto, mais profundas, e a baixa circulação de água priva o fundo da bacia de oxigênio dissolvido (isso ocorre desde o fim do último período glacial, há cerca de 14.500 anos). O solo lodoso e sem oxigênio é hostil à presença de organismos marinhos que habitam e reviram o fundo em busca de alimento. A integridade dos sedimentos, que em Cariaco são constituídos de camadas claras e escuras alternantes, cada uma com menos de 1 mm de espessura, fica assim preservada.

Os fatores que originam essas camadas são bem conhecidos: durante o inverno e a primavera do Hemisfério Norte, a zona de convergência intertropical encontra-se ao sul do equador, e chove pouco sobre a bacia de Cariaco. Nessa época do ano, ventos alísios vigorosos sopram sobre o mar que banha a Venezuela, provocando a subida de águas ricas em nutrientes. Isso permite a proliferação do plâncton que vive perto da superfície. Quando esses organismos morrem, seus pequenos esqueletos de carbonato de cálcio se dirigem para o fundo e formam uma camada de cor clara. No verão setentrional, a zona de convergência intertropical se move continuamente para o norte até assumir uma posição próxima à costa norte da América do Sul. Os ventos alísios diminuem e começa a estação chuvosa; esta aumenta o fluxo dos rios locais, que então transportam uma carga considerável de sedimento em suspensão até o mar. Esses materiais derivados do solo acabam se depositando e formam uma camada escura de grãos minerais em cima do acúmulo anterior de microfósseis claros no fundo oceânico.

Embora em outros locais organismos escavadores revolvam tais depósitos sazonais, a anóxica bacia de Cariaco mantém bem definidos esses pares de camadas claro-escuras. Os estratos alternados podem ser contados e na prática representam um relógio de tiques semestrais que os geólogos podem usar para determinar exatamente em que ano os sedimentos foram depositados. Para as pessoas interessadas na história da civilização maia, é uma coincidência feliz que tanto Yucatã quanto o norte da Venezuela passem pelo mesmo padrão geral de precipitação sazonal, com as duas áreas perto do limite norte da zona de convergência intertropical. Portanto, os sedimentos marinhos da bacia de Cariaco guardam muitas informações sobre as mudanças climáticas pelas quais os maias passaram.

Começamos nosso trabalho em 1996, quando o navio-sonda científico Joides Resolution, operado por uma equipe internacional de pesquisa denominada Programa de Perfuração do Oceano, navegou até o centro da bacia de Cariaco. Ali, os técnicos perfuraram o solo e retiraram uma coluna de sedimento com 170 metros de comprimento, com o objetivo específico de sondar as mudanças climáticas tropicais. O estudo desses sedimentos, acumulados em enormes quantidades e conservados sem nenhuma perturbação desde a época de sua deposição, ofereceu a nós e a outros geólogos um raro vislumbre em alta resolução do passado distante. Um aspecto importante de nosso trabalho é a medição da concentração de grãos minerais gerados pela erosão no continente sul-americano adjacente para estimar a quantidade de chuvas que caíram sobre ele.

Seria possível determinar isso através do exame direto dos sedimentos sob o microscópio, mas a caracterização de milhares de pares de camadas sedimentares por esse método é extremamente tediosa. Depois de experimentar vários métodos, concluímos que o mais útil era a medição de titânio e ferro, elementos abundantes na maioria das rochas continentais mas ausentes dos restos de organismos marinhos. Níveis elevados de titânio e ferro indicam, portanto, que grandes quantidades de silte e argila foram carregadas pelas chuvas do continente para a bacia. A descoberta desses elementos em abundância em dada camada de sedimentos implica que a precipitação na região - e, por inferência, sobre o Yucatã - deve ter sido alta na época da deposição. Sua ausência, ao contrário, indica chuvas esparsas.

As Chuvas no Primeiro Milênio

Quantificar a concentração de elementos químicos no material depositado com métodos tradicionais consome muito tempo e ainda tem a desvantagem de destruir a amostra sob estudo. Esses problemas foram superados com a recente introdução da chamada fluorescência de raios X. A técnica consiste na iluminação de uma amostra com raios X e na medição da quantidade de luz emitida em função do comprimento de onda. Uma análise adequada desse espectro de luz (que pode ser inteiramente automatizada) revela a concentração de vários elementos na amostra. No processo, as colunas devem ser partidas ao meio para avaliar a abundância de elementos em seu interior, com escâner apropriado. Esse método produz registros bem mais detalhados que a extração e a quantificação de amostras individuais.

Inicialmente, realizamos medições de fluorescência de raios X com um escâner instalado na Universidade de Bremen, Alemanha, onde o Programa de Perfuração do Oceano mantém um repositório delas. Determinamos a concentração de titânio e ferro em espaçamentos de 2 mm ao longo de uma seção sedimentar de interesse que já tinha sido datada por radiocarbono, mas, depois de encontrar variações quase idênticas nesses dois elementos, optamos por rastrear apenas o titânio.

Nesse intervalo, e com essa resolução de medição, o traço mais óbvio é o nível geralmente baixo de titânio nas camadas depositadas entre cerca de 500 e 200 anos atrás, período que corresponde ao que alguns climatologistas chamam de Pequena Era Glacial. Esses resultados supostamente refletem condições secas e indicam que a zona de convergência intertropical e sua precipitação associada não devem ter chegado tão ao norte como agora. Encontramos vários outros intervalos com concentração baixa de titânio, inclusive nos sedimentos depositados entre cerca de 800 e 1000 d.C., que correspondem ao período de intensa estiagem inferido por Hodell e colegas pela análise dos sedimentos do lago Yucatã.

O trabalho de Hodell dava a impressão de que uma longa "super-seca" havia castigado a terra natal dos maias por um ou dois séculos, com conseqüências devastadoras para a população nativa. Mas tal interpretação incomodava alguns historiadores. Eles sustentavam, baseando-se em indícios arqueológicos, que a cronologia e o padrão regional do colapso variava consideravelmente. Um modelo de "seca que explica tudo" parecia demasiado simplista, dado que o colapso ocorreu aparentemente em diferentes lugares e em diferentes épocas, e até mesmo poupou alguns centros populacionais.

Embora a bacia de Cariaco seja bem distante da península do Yucatã, seus sedimentos oferecem a possibilidade de obter uma cronologia extremamente detalhada das mudanças climáticas antigas. Assim, buscamos tirar o máximo proveito desse registro, de modo a obter conhecimento geral mais detalhado do clima durante o colapso maia. Infelizmente, tínhamos atingido a resolução analítica máxima do escâner de Bremen. Contudo, com a ajuda de Detlef Günther e Beat Aeschlimann, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique, conseguimos resultados muito melhores, usando um sistema especial de microfluorescência de raios X montado em seu laboratório. Esse instrumento foi projetado para amostras pequenas, não sendo apropriado para longos cilindros de sedimento, mas pôde acomodar pedaços curtos de material retirado deles. O dispositivo permitiu a realização de análises de elementos com espaçamento de 50 micrômetros, o que nas colunas sedimentares de Cariaco corresponde a um período de cerca de dois meses - resolução incrivelmente fina para sedimentos marinhos, já que uma única amostra tipicamente abrange centenas de milhares de anos de história geológica.

Com o sistema suíço, medimos dois trechos de sedimento que cobrem, juntos, o intervalo temporal entre 200 e 1000, concentrando-nos nas camadas depositadas durante o colapso terminal do período Clássico. Esse intervalo revelou uma série de quatro mínimos de titânio bem definidos - provavelmente estiagens de vários anos que ocorreram durante um período já mais seco que o normal. Embora a contagem de pares de camadas de sedimento forneça informações precisas sobre a duração dessas secas (de três a nove anos) e sobre o espaçamento entre elas (de 40 a 50 anos), a datação absoluta desses eventos continua imprecisa. As medições de radiocarbono da coluna que usamos, combinadas com a contagem dos pares de camadas sedimentares, parecem indicar que as quatro estiagens ocorreram por volta de 760, 810, 860 e 910, mas na verdade não é possível falar em datas com esse grau de precisão, pois a técnica do radiocarbono tem incerteza de cerca de 30 anos para amostras dessa idade.

Cronologia Complexa

Os arqueólogos geralmente concordam que o colapso terminal do período Clássico ocorreu primeiro na região sul e central das planícies do Yucatã e que certas áreas ao norte entraram em declínio independentemente cerca de um século depois. Esse padrão de abandono é o oposto do que se esperaria com base na precipitação, que é mais alta no sul que no norte.

Alguns historiadores apontaram essa incongruência: para eles o papel do clima no declínio maia não foi importante. Contudo, deve-se levar em conta a facilidade de acesso às fontes de água subterrâneas, que podem sustentar a população durante longos períodos de seca.

Tanto agora como durante o apogeu dos maias, os aqüíferos subterrâneos naturais eram importante fonte de água doce para uso humano. Eles são mais acessíveis no extremo norte da península, e os maias foram capazes de atingir o lençol freático nas várias colinas da região (lugares onde o teto de uma caverna subterrânea desmoronou) e de escavar poços. Entretanto, em direção ao sul, a paisagem se eleva e a profundidade até o lençol freático aumenta, o que torna impossível o acesso à água subterrânea com a tecnologia da época. Portanto, os povoados mais ao sul, totalmente dependentes das chuvas para suprir suas necessidades de água, provavelmente eram também mais suscetíveis aos efeitos de uma seca prolongada que as cidades com acesso direto às fontes subterrâneas. Essa diferença crucial ajuda a explicar por que a seca poderia ter causado maiores problemas no sul normalmente mais úmido.

Embora haja consenso de que o abandono dos principais centros populacionais começou no sul e se espalhou para o norte, Gill propôs um padrão tripartite de colapso, mais controverso. Com base em análise das últimas datas registradas pelos maias, entalhadas em monumentos de pedra conhecidos como estelas, ele concluiu que houve, de fato, três fases de colapso relacionadas às secas ocorridas entre 760 e 910, com peculiar progressão regional.

A primeira fase, segundo ele, ocorreu entre 760 e 810. A segunda estava praticamente encerrada por volta de 860. A terceira e última terminou por volta de 910.

Notando uma coincidência entre as datas finais dessas três fases e a cronologia dos períodos de frio especialmente rigoroso na Europa (como mostra o registro de anéis de crescimento de árvores na Suécia), Gill especulou que os despovoamentos ocorreram um tanto abruptamente no fim de cada fase, que eles foram essencialmente resultado das secas e que estas estavam vinculadas às condições frias nas latitudes maiores.

O modelo de três fases de colapso, e em especial a base arqueológica para a cronologia proposta, têm sido tema de intenso debate. Há consideráveis divergências, por exemplo, sobre a interpretação das últimas inscrições datadas nas estelas como registros exatos do abandono das cidades. Além disso, Gill considerou apenas os maiores sítios maias em sua análise original. Portanto, há certamente espaço para dúvidas. Ainda assim, os episódios de estiagem que inferimos do registro geológico da bacia de Cariaco coincidem notavelmente com as três fases de abandono propostas por ele.

Por exemplo, o início da primeira fase de dispersão do modelo de Gill, por volta de 760, corresponde claramente a uma redução abrupta na precipitação inferida pelos sedimentos de Cariaco. Nos 40 anos subseqüentes, a precipitação parece ter apresentado ligeira tendência a decrescer a longo prazo. Esse período culminou em uma década ou mais de seca intensa, que, dentro dos limites de nossa cronologia, coincide com o fim da primeira fase proposta por Gill. O colapso da sociedade nessa época limitava-se às planícies ocidentais, região com pouca água subterrânea acessível cujos habitantes dependiam quase exclusivamente das chuvas para suprir suas necessidades.

O fim da segunda fase de colapso está marcado no registro de Cariaco por um nítido intervalo de baixas concentrações de titânio, ou seja, uma seca extraordinariamente intensa que durou três ou quatro anos. A evasão das cidades nessa fase ficou basicamente restrita à porção sudeste das planícies, região com lagoas de água doce que devem ter secado durante esse período.

De acordo com Gill, a terceira e última fase do colapso ocorreu por volta do ano 910, afetando centros populacionais nas planícies centrais e setentrionais. Baixos valores de titânio nos sedimentos da bacia de Cariaco indicam mais um período coincidente de estiagem, de cinco ou seis anos.

Embora a correspondência entre o modelo de estiagem de Gill e os nossos achados seja muito boa, admitimos que provavelmente nenhuma causa isolada possa explicar um fenômeno tão complexo quanto o declínio maia.

Em seu recente livro Colapso - Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso, Jared Diamond argumenta que pode ter havido confluência de fatores que condenaram os maias: população em expansão que operava no limite dos recursos disponíveis, degradação ambiental na forma de desmatamento e erosão das encostas, crescimento das guerras internas e liderança focada em preocupações de curto prazo. Ainda assim, Diamond admite que uma alteração climática, na forma de secas prolongadas, pode ter ajudado a desencadear os eventos que desestabilizaram a sociedade maia.

Alguns arqueólogos salientaram que o controle das reservas de água fornecia uma fonte centralizada de autoridade política para as elites maias dominantes.

Portanto, os períodos de seca poderiam ter minado a instituição do governo maia quando as tecnologias e os rituais existentes deixaram de prover água suficiente.

Grandes centros populacionais dependentes desse controle foram abandonados, e as pessoas mudaram primeiramente para o leste e depois para o norte durante as sucessivas secas em busca de fontes mais perenes de água. Entretanto, ao contrário do que aconteceu durante os intervalos anteriores de precipitação baixa, aos quais os maias resistiram, o ambiente durante os estágios finais do colapso encontrava-se no limite da capacidade (por causa do crescimento populacional durante os períodos mais úmidos), e a migração para áreas menos afetadas pela seca não era mais possível. Em suma, acabaram as opções.

Clima na História Humana

A possibilidade de combinar o registro geológico com informações arqueológicas e históricas tradicionais representa um poderoso meio de estudar como uma sociedade reage às mudanças climáticas do passado distante. Embora o impacto socioeconômico dos eventos recentes do El Niño ou da terrível seca que atingiu o centro dos Estados Unidos nos anos 30 - provocando tempestades de poeira que varreram todo o solo para o oceano e causaram a migração de 500 mil pessoas - sejam fáceis de estudar, os climatologistas sabem relativamente pouco sobre as conseqüências de mudanças climáticas mais antigas e longas. Nos últimos anos, contudo, registros de alta resolução de colunas de gelo, anéis de crescimento de árvores, corais e certos sedimentos de mar profundo e de lagos começaram a fornecer uma idéia cada vez melhor da mudança climática nos últimos milênios.

A coincidência da seca com o colapso da civilização maia é apenas um exemplo. No sudoeste americano, indícios de uma redução drástica na umidade do ar entre 1275 e 1300, obtidos pelos anéis de crescimento de árvores, levaram à conclusão de que o clima influiu no desaparecimento do povo anasazi, habitante dos penhascos. E existem sinais de que mudanças climáticas semelhantes podem ter sido responsáveis por outros eventos importantes na história humana. O colapso do império acadiano da Mesopotâmia, o declínio da cultura moche na costa do Peru e o fim da cultura tiwanaku no altiplano bolívio-peruano há aproximadamente 4.200, 1.500 e mil anos, respectivamente, foram todos vinculados a secas persistentes de longa duração nessas regiões. Antes de evidências geológicas dessas secas antigas se tornarem disponíveis, cada um desses colapsos culturais, como o dos maias, foi distribuído unicamente a fatores humanos - guerra, superpopulação ou esgotamento de recursos.

A ascensão e queda da civilização maia clássica representa um modelo típico de evolução social humana. Portanto, é significativo descobrir que a história dos maias estava tão intimamente ligada a questões ambientais. Se a civilização maia pôde entrar em colapso sob o peso de eventos climáticos naturais, é de interesse mais que acadêmico ponderar como a sociedade moderna se sairá diante de mudanças climáticas incertas nos próximos anos. Entender como as culturas antigas reagiram às mudanças climáticas no passado pode render lições importantes para a humanidade no futuro.

Fonte: www2.uol.com.br

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