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Colonização Espanhola

Quatro décadas após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o conquistador espanhol veio ao lugar que chamou de Novo Mundo, procurando ouro e riquezas para a Coroa. Para os habitantes do Chile a imagem de homens montados a cavalo foi estranha além de invasora.

Colonização Espanhola

Para os europeus, provavelmente influenciados pelo espírito renascentista, o Chile representava o fim do mundo, o final da terra, e ao mesmo tempo um novo mundo.

O primeiro europeu que chegou ao Chile foi Fernão de Magalhães, quem liderou a primeira circunavegação ao globo enviado pela Coroa Espanhola. O marinheiro de origem portuguesa se internou nos mares austrais e descobriu, em 1520, o estreito que depois levaria seu nome e que une os oceanos Atlântico e Pacifico.

Quinze anos depois, o espanhol Diego de Almagro –motivado pela busca de ouro- aventurou-se por terra desde o então vice-reinado do Peru com 500 homens.

O difícil cruzamento dos Andes na altura do deserto do Atacama, a ausência de ouro e cidades como as edificadas pelos incas, além da belicosidade dos aborígenes, acabaram frustrando a tarefa. Após avançar 400 quilômetros ao sul de Santiago, Diego de Almagro decidiu voltar ao Peru.

Em 1540, uma nova expedição comandada por seu compatriota Pedro de Valdivia voltou ao Chile com o objetivo de conquistar o território. Originalmente, foi um grupo de homens e mil serventes indígenas que caminharam para o sul e um ano mais tarde participaram da fundação de Santiago no pico do Cerro Santa Lucía.

Confrontação militar

Não muito tempo depois, a resistência mapuche se manifestou na Guerra de Arauco, um dos conflitos mais longos do mundo. Foi provocado com a chegada de Almagro e não acabou senão três séculos mais tarde. Essa disputa estabeleceu a fronteira sul do território no rio Bío Bío, aproximadamente a 500 quilômetros da capital.

Com o objetivo de contrabalançar a tenacidade indígena, o conquistador decidiu fundar cidades na zona, como Concepción, La Imperial ou Valdivia. No entanto, perderia a vida em 1553 após ser vencido pelos mapuche na batalha de Tucapel.

O poema épico La Araucana testemunha a guerra e o espírito indomável dos mapuche. Foi escrito pelo soldado e cronista espanhol Alonso de Ercilla.

Diferentes episódios bélicos mostram a coragem e a inteligência estratégica desses indígenas, seus triunfos contra o conquistador e as derrotas que significaram a morte de seus principais líderes, Caupolicán, Galvarino e Lautaro. Precisamente um destes embates, a batalha de Curalaba (1598), marcou o fim da conquista e o princípio da Colônia para a história local.

O domínio dos espanhóis nunca foi total, os grupos indígenas se mantiveram ativos e se levantavam uma e outra vez contra o invasor.

A atividade agropecuária e a mineralogia de ouro, prata e cobre, em menor medida, deram impulso à economia. A troca com outras possessões espanholas em ultramar foi favorecida pela abertura dos portos de Valparaíso e Talcahuano.

A partir do século XVII, nasceu a sociedade chilena, cujos principais cargos militares e públicos eram ocupados pelos espanhóis. Muitos deles tiveram descendência na América (os chamados crioulos), ao mesmo tempo em que aumentava a mestiçagem, fato observado até os dias de hoje.

Fonte: www.thisischile.cl

Colonização Espanhola

COLONIZAÇÃO ESPANHOLA E INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA

Na colonização espanhola da América, a estruturação político-administrativa era basicamente a mesma do reino. A Casa de Contratación, em Sevilha, era a responsável pela gestão dos negócios coloniais, nomeando os funcionários para as colônias, funcionários estes que comumente lesavam a coroa por meio de corrupção sempre protegida pela impunidade. Constituía-se, também, na mais alta corte espanhola o Supremo Tribunal de Justiça, estância máxima de apelação para questões relacionadas ao processo de colonização.

O transporte e a distribuição adotados pelos espanhóis era composto por dois sistemas que se interligavam e se completavam. O sistema de Porto Único, instituído em 1503, determinando que a frota sairia e chegaria na Espanha somente através do porto de Sevilha (mais tarde este monopólio é quebrado ao incluir também o porto de Cádiz).

A idéia era centralizar a entrada e saída de mercadorias para facilitar a fiscalização e impedir o contrabando, coisas muito difíceis de se fazer até os dias de hoje.

O outro sistema utilizado era o de Frota Anual, surgido em 1540, estabelecia que as viagens de transporte marítimo deveriam acontecer em comboios de galeões que eram escoltados pela “invencível armada” espanhola. O intuito era impedir a ação de piratas protegidos pelos interesses ingleses. Estas frotas atravessariam o Atlântico no mínimo duas vezes ao ano.

O início da exploração se deu através da distribuição de adelantados, cargos de nobreza que advinham da posse de terras a serem conquistadas em regiões fronteiriças pelo senhor-guerreiro. Os poderes eram teoricamente ilimitados e a exploração econômica era por conta do senhor que pagava um quinto de imposto ao estado. Também era responsabilidade do adelantado a cristianização do índio.

Conforme se desenvolvia uma estrutura produtiva e consumidora na América espanhola, a corte teve que melhorar sua estrutura burocráticoadministrativa. Para tanto dividiu as suas posses americanas em Vice-reinos, que eram administrados pela Audiência, órgão deliberativo composto pela alta nobreza espanhola e presidida pelo vice-rei que, além de incentivar a colonização, era também responsável pela justiça e pela catequese.

Além dos Vice-reinos, a estrutura administrativa colonial ainda dividiu a América espanhola em cinco Capitanias Gerais, quais foram: Cuba, Venezuela, Guatemala (Nicarágua, Honduras e Costa Rica), Chile e Flórida. O poder local nos Vice-reinos e nas Capitanias Gerais era exercido pelos Cabildos, espécies de Câmaras Municipais que os portugueses introduziram no Brasil. Os Cabildos possuíam uma certa autonomia política e econômica. Neles, os altos cargos ficavam por conta dos Chapetones - elite espanhola de nascimento (primogênito) que se dedicava exclusivamente à mineração e às atividades agro-pecuárias.

Os cargos mais baixos da administração eram preenchidos com membros da elite criolla - de origem espanhola, porém nascidos na América e que se dedicavam mais às atividades comerciais do que a mineração e a agro-pecuária.

A sociedade colonial da América espanhola, além das duas classes sociais acima citadas, possuía também as demais classes em ordem de importância social:

Mestiços - vaqueiros, artesãos, capatazes de minas e fazendas, vagabundos etc.

Índios - obrigados aos serviços pesados em minas e fazendas, trabalho este justificado pela maioria dos padres católicos (o serviço forçado ajudava a expiar a culpa dos nativos e os aproximava do perdão de suas almas) com exceção dos jesuítas brasileiros e paraguaios.

Negros - mão de obra utilizada em menor quantidade, principalmente após o declínio da mineração nas plantations, que se espalharam por entre as terras espanholas na América.

O trabalho utilizado nas regiões coloniais espanholas obedecia à seguinte divisão:

Mita: comum nas regiões dos países andinos e no México (com o nome de cuatéquil), era um serviço obrigatório, insalubre, temporário e gratuito (embora recebam um pouco de dinheiro para a compra de fumo e álcool), no qual o indígena era superexplorado até a morte, que não tardava a chegar.

Encomienda: comum na extração de metais e na agricultura nas haciendas (plantations para o mercado intercolonial e metropolitano ou subsistência do próprio mercado local); também era um trabalho, servil porém o fazendeiro ou minerador era obrigado a promover o processo de catequese, sendo também obrigado a pagar imposto pelo número de indígenas utilizados.

Escravo: no Caribe (Cuba e Porto Rico), nas plantations de produtos tropicais e nos serviços domésticos. No restante da América espanhola, em pequena escala. O tráfico negreiro era realizado por holandeses, ingleses, portugueses e italianos.

Uma das conseqüências mais importantes para a economia européia foi a entrada de ouro e prata em grandes quantidades na Espanha, espalhando-se por quase toda a Europa e desvalorizando as moedas dos outros países e produzindo uma elevação generalizada dos preços no século XVI e XVII em toda a Europa. Este período inflacionário ficou conhecido como revolução dos preços.

INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA

“Os movimentos de rebeldia do século XVIII não reivindicavam a ruptura com o sistema colonial. Foram mobilizações de protesto contra as autoridades da corte. Reivindicavam o afastamento de funcionários e a reparação de injustiças, principalmente no setor econômico. A manutenção deste espírito de rebelião atingiu seu ápice no século XIX, quando a elite criolla assume definitivamente as rédeas do processo de independência”.

Os Movimentos de Libertação Colonial

A elite criolla, proprietária de latifúndios, de minerações e detentora da atividade comercial, impossibilitada de desfrutar dos avanços do capitalismo industrial, foi diretamente influenciada pelas idéias iluministas e pelo liberalismo econômico propagados pelas lideranças criollas (que eram membros da maçonaria como Simon Bolívar, San Martin e Bernardo O’Higgins) puderam se espelhar nos movimentos da independência dos EUA e na própria Revolução Francesa, para detonarem as revoltas emancipacionistas. Os interesses ingleses e norte-americanos estavam no fim do monopólio e no livre cambismo, fato que propiciou o total apoio destas duas potências industriais.

A consolidação do poder político na América Latina para os criollos estava diretamente ligada à autonomia política, sem a ruptura com a ordem vigente, mantendo-se os plantations. A causa imediata da independência foi o aumento das medidas restritivas com a diminuição das liberdades conseguidas no campo político e econômico. Esta reação colonizadora da Espanha se deve ao processo de decadência econômica da coroa espanhola.

Outro fato importantíssimo que auxilia nas independências da América espanhola foi, assim como na colônia portuguesa, a ocupação, por parte de Napoleão Bonaparte, da península Ibérica e a prisão dos reis da dinastia Bourbon. Não reconhecendo a intervenção francesa, os Vice-reinos organizam suas juntas governativas, embriões dos futuros governos independentes.

A difusão do sentimento nacional em diversos seguimentos sociais, de forma particularizada, demonstrava que cada elite regional via suas vantagens próprias no separatismo. Esta visão regional iria dificultar bastante a unidade latino americana pósindependência. Os movimentos emancipacionistas tiveram um caráter urbano espalhando-se pelo interior. Os Cabildos se transformaram em veículos de expressão das elites locais.

A elite criolla, vinculada ao capital externo, vai assumir a função de fornecedora de matérias-primas, alimentos e minérios, além de permanecer consumindo produtos industrializados. Percebemos, então, que a independência da América Ibérica significou a passagem do domínio externo da Espanha para a Inglaterra e, mais tarde, para os EUA.

Os generais dos exércitos das elites coloniais foram importantíssimos nas guerras de independência.

San Martin liderava o exército do sul, promovendo a libertação da Argentina, em 1816, e do Chile, em 1818. Simon Bolívar era responsável pelo exército do norte que libertou, por sua vez, a Colômbia (1819) e a Venezuela (1821). Já o Peru foi libertado em 1824 pelas forças de San Martin e Simon Bolívar, enquanto o Equador (1822) e a Bolívia (1825) foram libertados por Simon Bolívar e Sucre.

Fonte: www.ahistoria.com.br

Colonização Espanhola

A Espanha utilizou como pretexto para colonizar a América Latina a necessidade de civilizar os povos americanos, através da cultura e da fé cristã. Ao contrário do que aconteceu na colonização do Brasil, na América Latina os metais preciosos foram achados logo de imediato e sua extração foi o eixo econômico da colonização espanhola e, portanto, se teve colônias de exploração.

A sociedade colonial tinha como elite os chapetones (espanhóis da metrópole que iam para as colônias), que ocupavam altos cargos militares e civis, juntamente com o clero, também no “topo” da sociedade colonial.

Em seguida vinham os criollos (filhos de espanhóis nascidos na américa), que eram grandes proprietários de terra e comerciantes, constituíam a nobreza da colônia. No mais baixo nível da hierarquia social estavam os mestiços (filhos de espanhóis com indígenas) e os escravos negros e indígenas.

O Conselho Real e Supremo das Índias era o órgão controlador da colonização, centralizado na Espanha e representado, na América espanhola, pelos Chapetones. As Casas de Contratação era o órgão responsável pelas negociações e pela arrecadação de impostos tanto na metrópole (Espanha) quanto nas colônias.

Os Cabildos ou Câmaras Municipais, tinham como função a decretação de prisões, a criação de impostos e eram a principal fonte de poder, na medida em que as decisões eram tomadas nessas Câmaras. Os Criollos constituiam os Cabildos.

O pacto colonial, ou seja, as relações entre metrópole e colônia, na colonização espanhola foi bastante rígido, fazendo com que a extração de metais preciosos fosse destinada, quase que totalmente, para a exportação, resultando em uma não formação de um mercado interno fortalecido e sólido na América espanhola.

A mão-de-obra indígena foi mais intensamente utilizada que a dos negros. Os nativos eram submetidos à mita, no qual eles eram retirados de suas tribos e obrigados a trabalhar nas minas, recebendo um pagamento irrisório.

A encomienda, outra atividade implementada para a utilização de escravos indígenas, consistia na encomenda feita pela Coroa espanhola ao encomendero, para que ele capturasse os autóctones (nativos) e os distribuísse entre os colonos.

Na encomienda os indígenas não recebiam, se caracterizando como um trabalho escravo.

A América espanhola era dividida em vice-reinados e Capitanias Gerais

Fonte: portaldoestudante.wordpress.com

Colonização Espanhola

RESUMO: Neste artigo temos com objetivo destacar o processo de conquista da América a partir do século XV, visto que os nativos da nova Espanha viviam em uma comunidade onde tudo era colocado em comum. Porém, quando começaram a chegar os espanhóis são obrigados a desfazer-se de seus costumes em virtudes das paixões, que moviam esses colonizadores.

A partir de sua primeira expedição em 1492, o genovês Cristóvão Colombo consegue do reino de Fernando e Izabel o financiamento para a tão sonhada viagem para as Índias. Achando este ter chegado no oriente, percebe-se que estava em novas terras totalmente desconhecidas que, entende como um paraíso terrestre a qual não cansa de encantar-se com as belezas existentes da natureza.

Segundo Tzetan Todorov, (1991) outro espanhol se destacou nas navegações. Hernán Cortés a qual podemos discorrer que a principio não queria tomar, mas compreender o reino dos astecas. Por isso sua expedição começa com uma busca de informação, e não de ouro. Prova disso é que sua primeira ação é procurar um interprete, a qual Jerônimo de Aguilar e La Malinche se une à tropa de Cortés tornando-se os tradutores oficiais, tendo La Malinche posteriormente um papel relevante para Cortés. Este detendo a compreensão da língua, não deixa escapar nenhuma oportunidade de reunir informações. Tornou-se um costume muitas vezes após as refeições buscar informações através dos interpretes relacionadas ao seu senhor Montezuma. Cortés não buscava só informação do rei dos astecas, mas também das pessoas mais antigas da região. Como se estivesse estudando as debilidades dos astecas para sua utilidade em caso de guerrilhas.

Sobre a descoberta da América podemos discorrer que a conquista do reino tornava-se cada vez mais real na medida em que os espanhóis angariavam informações.

De acordo com análises referentes a Todorov e Bethell podemos discorrer que entre Cortés e Colombo há semelhanças na postura frente aos povos que aqui habitavam. Ambos encontraram dificuldades na comunicação com os nativos, as guerrilhas também foram fatos semelhantes que Cortés e Colombo enfrentaram ao longo da sua colonização. Na medida em que eles ganharam a confiança dos nativos, empregavam aos mesmos terríveis castigos a qualquer ato contrário a suas ordens, deixando-os numa extrema situação de escravos. Algumas diferenças entre Cortés e Colombo são na forma em que ambos apresentavam objetivos nas novas terras espanholas. Cortés apresentava uma consciência política e objetiva ao passo que Colombo revela-se como um aventureiro preocupado apenas em anotar em seu diário as paisagens da natureza, mostrando-se despreocupado na exploração das novas terras.

Quanto à organização social dos povos que aqui habitavam podemos discorrer que os habitantes do novo continente eram desprovidos de qualquer propriedade cultural, caracterizam-se de certo modo pela ausência de costumes, ritos e religião. Uma das primeiras referências aos índios pelos colonizadores é a falta de vestimentas que por sua vez são símbolos de sua cultura. Também despertava a curiosidade dos colonizadores a generosidade apresentada pelos nativos, onde davam tudo o que tinham independente seus valores em troca de qualquer coisa. Os conquistadores da nova Espanha se consideravam como uma raça totalmente superior, e seu comportamento etnocêntrico. Eles não entenderam tamanha generosidade da parte dos nativos. Os europeus concebiam os índios como povos desprovidos de qualquer costume ou religião, sua relação econômica era o processo de troca , que caracterizavam a sua inferioridade. Esta postura de superioridade colocava os espanhóis na condição de pessoas cabíveis para administrar essa parte da América cheia de riquezas.

Segundo Leslie Bethell (1998) na conquista da América, os europeus encontraram adversidades. Apesar da tecnologia superior os espanhóis acabaram ficando em desvantagens em varias situações. Pois, o terreno que os invasores mal conheciam, davam aos índios chances de contra atacarem os espanhóis. Sem contar que os espanhóis estavam debilitados pelos efeitos do calor e da altitude além dos enjôos causados pela alimentação e bebida que não estavam familiarizados.

Mesmo os homens de Cortés possuindo um arsenal de guerra que para a época estava razoável, restavam-lhes alguns obstáculos. De acordo com Bethell, os espanhóis chegaram na América com um arsenal de armas simples, que incluía facas até canhões. E para conseguirem adaptar-se o manejo das armas nas novas terras, sofreram enormes dificuldades como a água dos rios que molhavam a pólvora dos canhões.

Nas novas terras da Espanha. Cortés viu que era necessário fixar-se homens senão as terras seriam abandonadas e destruídas como no caso, o México. Esta necessidade vem de encontro à participação da igreja na América através da evangelização dos povos que aqui habitavam. Os soldados evangelizados se tornariam cidadãos, estes se tornando donos de casa criariam raízes nas novas terras. Diante disso podemos adotar a importância pela conquista espiritual da América. É claro que é importante ressaltar que a evangelização da América foi realizada em estágios.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Podemos concluir que nas novas terras da Espanha existiram nativos que eram místicos, achavam que os espanhóis eram enviados dos deuses. Ao passo que quando percebem que os espanhóis agiam de acordo com a sua conveniência, estando dispostos a preço de milhares de vidas explorarem suas riquezas, já estão sob controle dos mesmos.

TODOROV, Tzvetan. A conquista da América: a questão do outro. 3º ed. Trad. Beatriz Perrone Moisés. São Paulo: Martins Fontes, 1991. p. 2 - 179.
BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: A América Colonial. V. 1. Trad. Maria Clara Cescato. 2º ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Brasília, DF: Fundação Alexandre Gusmão, 1998. p. 136 – 194

Fonte: amigonerd.net

Colonização Espanhola

A viagem de Colombo América em 1492 trouxe à Espanha perspectivas de enriquecimento, pois acreditava o navegador ter encontrado um novo caminho para as Índias. Mesmo nas expedições subsequentes, desde o ano seguinte, Colombo manteve a mesma crença e conforme procurava as riquezas orientais fundou vilas e povoados, iniciando a ocupação da América.

Na Espanha suspeitava-se que as terras descobertas por Colombo fossem um obstáculo entre a Europa e as terras do oriente, e essa suspeita confirmou-se com a descoberta de Vasco Nunez Balboa, que chegou ao Pacífico, atravessando por terra a América Central. Até a década de 20 os espanhóis ainda procuravam uma nova rota par as Índias, modificando essa política a partir das descobertas de Cortez no México.

A estrututa política metropolitana

O processo de exploração da América colonial foi marcado pela pequena participação da Coroa, devido a preocupação espanhola com os problemas europeus, fazendo com que a conquista fosse comandada pela iniciativa particular, mediante o sistema de capitulações.

As >capitulações eram contratos em que a Coroa concedia permissão para explorar, conquistar e povoar terras, fixando direitos e deveres recíprocos. Surgiram assim os adelantados, responsáveis pela colonização e que acabaram representando o poder de fato nas terras colonias, como Cortez e Pizarro que, apesar de incorporarem ao domínio espanhol grandes quantidades de terra, não conseguiram implementar um sistema eficiente de exploração, normalmente pela existência de disputas entre aqueles que participavam do empreendimento. Por isso, à medida que se revelavam as riquezas do Novo Mundo, a Coroa foi centralizando o processo de colonização, anulando as concessões feitas aos particulares.

O primeiro orgão estatal foi a Casa de Contratação, criada em 1503 e sediada em Sevilha, era responsável pelo controle de todo o comércio realizado com as colônias da América e foi responsável pelo estabelecimento do regime de Porto Único. Apenas um porto na metrópole, a princípio Sevilha, poderia realizar o comércio com as colônias, enquanto na América destacou-se o porto de Havana, com permissão para o comércio metropolitano e anos depois os portos de Vera Cruz, Porto Belo e Cartagena. Desenvolveu ainda o sistema de frotas anuais (duas); desde 1526 havia a proibição de navegarem os barcos isoladamente.

O Conselho das Índias foi criado em 1524, por Carlos V, e a ele cabia as decisões políticas em relação às colônias, nomeando Vice-reis e Capitaes gerais, autoridades militares, e judicias.

Foram criados ainda os cargos de Juízes de Residência e de Visitador. O Primeiro, responsável por apurar irregularidades na gestão de algum funcionário da metrópole na colônia; o segundo, responsável por fiscalizar um orgão metropolitano ou mesmo um Vice reino, normalmente para apurar abusos cometidos.

A estrutura

POLÍTICA COLONIAL

Nas colônias o poder dos adelantados foi eliminado com a formação dos Vice-Reinos e posteriormente dos Capitães gerais.

O território colonial foi dividido em quatro Vice-Reinos -- Nova Espanha, Peru, Rio da Prata, e Nova Granada -- e posteriormente foi redividido, surgindo as Capitanias Gerais, áreas consideradas estratégicas ou não colonizadas. Os Vice-Reis eram nomeados pelo Conselho das Índias e possuíam amplos poderes, apesar de estarem sujeitos à fiscalização das Audiências

As Audiências eram formadas pelos ouvidores e possuíam a função judiciária na América. Com o tempo passaram a ter funções administrativas.

Os Cabildos ou ayuntamientos eram equivalentes às câmaras municipais, eram formadas por elementos da elite colonial, subordinados as leis da Espanha, mas com autonomia para promover a adminisrtração local, municipal.

O mapa ilustra a divisão política das colônias da Espanha, porém não é preciso. Note que coloca as dimensões atuais do Brasil.

Fonte: www.historianet.com.br

Colonização Espanhola

No século XI pequenos reinos cristãos de origem visigótica formados no norte da península ibérica iniciaram processo de reconquista , apoiados por europeus, principalmente franceses. Na Batalha de Las Navas de Tolosa, em 1212, cristãos comandados pelo rei Pedro II de Aragão, derrotaram os muçulmanos.

Formaram-se vários estados cristãos independentes: Aragão, Castela, Navarra e Leão. Portugal constituiu-se desde 1139. A Espanha surgiu em 1469 com o herdeiro do trono de Aragão – Fernando casando-se com Isabel ,irmã do rei de Castela e Leão. A consolidação veio em 1492 com a expulsão dos mouros de Granada, em 6 de janeiro..

Mero acaso levou os espanhóis ao domínio dos mares . Cristóvão Colombo, por 14 anos tentou convencer os portugueses a patrocinar suas idéias , mas o rei português já tinha optado por alcançar as Índias contornando a costa Ocidental da África e não lhe interessava a opção formulada por Colombo

Colombo , recusado pelos portugueses é aceito por Isabel e acreditando chegar às Índias pelo Ocidente, alcança em 1492 Cuba e em outras 3 viagens as Antilhas e a América Central. Por isso chamou os habitantes de índios, nome que conservou-se até hoje. Colombo caiu no esquecimento devido a intrigas políticas. Américo Vespúcio é que descobrirá em 1504 que Colombo chegara a novo continente que acabará levando o seu nome.

Em 1513 Vasco Nunes Balboa cruza a América Central e vê o Pacífico. Em 1519/22 Fernão de Magalhães, português, que morre em 27.4.1521 durante o percurso, nas Filipinas, abatido pelos indígenas rebeldes de Mactan e Sebastião del Cano dão a primeira volta ao mundo provando a esfericidade da terra, saindo e chegando a Cádiz.

No relato do italiano Antonio Pigafetta , nobre toscano que acompanhou a viagem , os pinguins são chamados de gansos . “São pretos e parecem ter o corpo coberto de minúsculas plumas , sem ter nas asas as plumas necessárias para voar” . Pigafetta diz que havia tantos desses animais e eram tão mansos que serviram para uma abundante provisão destinada aos marinheiros dos cinco navios. Porém com uma ponta de arrependimento pois “são tão graciosos que sentíamos pesar e não podíamos olhá-los quando tivemos que arrancar suas plumas “(F.S.P. 10.11.97, p. 7-4).

Enquanto os portugueses permaneceram no litoral, os espanhóis penetraram no território e descobriram riquezas e civilizações. A descoberta de metais possibilitou a hegemonia na Europa.

Os espanhóis começaram a colonizar Hispaniola(Haiti) em 1493. Seu objetivo era achar ouro e formar bases para o comércio com a China que julgavam próxima. A descoberta da costa continental revelou outras oportunidades como o tráfico de escravos e aquisição de pérolas e adornos de ouro pelo comércio ou por saques e pilhagens.

O povoamento começou no continente em 1509/10, nas praias do Golfo de Urabá e na costa do istmo, O Panamá, primeiro povoamento no Pacífico, data de 1519.

PUC SP 1992 – “ O que ocorreu 500 anos atrás não foi um descobrimento, mas um ato europeu de violência”. Revista Veja, 11/09/91 . A afirmação acima, expressa a visão de um filósofo alemão sobre o processo de descoberta e conquista da América. A partir da interpretação do texto e de seus conhecimentos sobre este processo histórico: a) Comente a visão da conquista expressa no texto; b) Indique e caracterize um dos grupos indígenas que habitavam o continente no momento do descobrimento.

Os espanhóis ao chegarem na América, encontraram um continente densamente povoado , mas ignoraram completamente as culturas locais dizimando a população indígena e destruindo as estruturas agrárias anteriores à conquista

Os europeus vinham em busca de riquezas , e os que aqui estavam, ignorando por completo a civilização européia , não sabiam se se tratavam de homens ou deuses , o que facilitou em muito a conquista e a dominação, pois a superioridade numérica dos indígenas era imensa, mas isto de nada adiantou .Os espanhóis logo perceberam a ingenuidade dos indígenas e manipulando-a descaracterizaram a cultura indígena e sua economia , permitindo a conquista graças à sua superioridade militar .

" O ouro e a prata e outras coisas de valor não eram tributos , mas presentes ( ...) O ouro , a prata e as pedras preciosas que os reis incas tiveram em tanta quantidade , como é notório, não era tributo obrigatório que fossem os indígenas obrigados a lhes entregar (...) tudo isso não avaliavam como fazenda , nem tesouro , porque, como se sabe , não vendiam nem compravam coisa alguma por prata , nem por ouro , nem por ele pagava a gente de guerra , nem o gastavam em socorro de alguma necessidade que lhes oferecesse e, por isso , o tinham como supérfluo , porque não era de comer e somente o estimavam pela sua formosura e resplendor , para ornamento e serviço das casas reais , templo do sol e casa das virgens " ( Garcilaso de La Veja , Comentarios Reales ) .

Do ponto de vista dos espanhóis o que havia nas Américas eram matas, feras e gente brava, devendo poisser des-bravados. A relação dos colonizadores com o mundo natural era agressiva, brutal, sádica, não contemplativa. O louvor á sua majestade da selva tropical é um mito literário do Romantismo. Os espanhóis achavam mais rápido liquidar os índios americanos do que convertê-los .

Exemplo dos procedimentos foi a ocupação das ilhas canárias. Os invasores primeiro exterminaram até o último de seus habitantes. Os canarinos, povo original em todos os aspectos, desapareceram e de sua existência não restaram os mais remotos indícios. A vegetação local que era descrita como paradisíaca, foi ignorada pela decisão de plantar cana. Toda a vegetação foi queimada em um único e gigantesco incêndio. Diante do deserto calcinado , os espanhóis passaram a importar escravos para plantar os canaviais.

Em Hispaniola onde chegou Colombo, os 5 milhões de nativos desapareceram em um século . No mesmo período os 25 milhões de habitantes do planalto mexicano foram reduzidos a 2 milhões.

Outros exemplos semelhantes podem ser citados. 68% dos Maias pereceram nas mãos dos espanhóis.

No Peru a população diminuiu de 10 milhões em 1530 para 2,5 milhões em 1560.Bartolomeu de Las Casas, um padre espanhol que viajou com Colombo , escreveu mais tarde: “De 1494 A 1508 mais de 3 milhões de pessoas morreram por causa da guerra , escravidão e minas . Quem , no futuro ,vai acreditar nisso? Os historiadores demográficos pioneiros Woodrow Borah e Sherbourne Cook afirmaram que seis sétimos da população total havia sidoe xtinta entre 1519 e 1605, de modo que por volta de 1620-25, a população indígena era de 3% do que havia sido em 1519 . ( Maxwlll, Kenneth . Morte e Sobrevivência . F S P , Mais 11.08.2002 , p. 7) .

Jared Diamond em livro (Guns, Germs and Steel; W.W. Norton, 1997), “ilustra a enorme vantagem competitiva desfrutada pelas sociedades que dispunham de cavalos e armas de fogo, relatando como o conquistador espanhol Francisco Pizarro usou 62 cavaleiros e 106 soldados de infantaria para derrotar milhares de guerreiros incas, no dia 16 de novembro de 1532. Em questão de horas, o pequeno bando liderado por Pizarro capturou o imperador Inca Atyahualpa, líder do estado mais adiantado das Américas, semeando o pânico entre os 80.000 guardas do imperador.

As doenças desempenharam um papel ainda mais importante do que cavalos e armas de fogo na subjugação das Américas e do resto do mundo pelos europeus.

Diamond estima que doenças trazidas pelos europeus tenham exterminado 95% da população pré-colombiana das Américas. As epidemias se espalhavam de uma tribo para outra, muitas vezes bem antes da chegada dos próprios europeus. “Dentre as doenças que maior mortandade causaram nos ameríndios estão as ‘bexigas’, isto é, a varíola, a varicela e a rubéola (vindas da Europa) , a febre amarela ( da África) e os tipos mais letais de malária ( da Europa Mediterrânea e da África) . O cólera, o sarampo, a difteria, o tracoma, o tifo, a peste bubônica, a escarlatina, a desinteria amebiana , gripes, entre outros males, também foram aqui introduzidos pelos europeus”(F.S.Paulo, 12.10.1991,p. 7 Especial).

"Deus castigou esta terra com dez pragas muito cruéis, por causa da dureza e obstinação de seus moradores [...] A primeira dessas pragas foi que, num dos navios , veio um negro atacado de varíola , uma doença que nunca tinha sido vista nesta terra " . Motolínia . Memórias das coisas da Nova Espanha.

O dominicano Bartolomeu de Las Casas , testemunha ocular da conquista do Peru , afirma que os companheiros de Pizarro , praticavam uma guerra bacteriológica deliberada contra algumas populações incaicas.

Pierre Chanu chamou esta mortalidade de "unificação microbiana do mundo " .

Por que a coisa não se deu em sentido contrário? Ou seja, por que as doenças epidêmicas indígenas não exterminaram os europeus? As doenças epidêmicas tiveram suas origens nos animais domesticados. O sarampo, a varíola e a tuberculose passaram do gado para os humanos. A gripe veio dos porcos e patos, enquanto a tosse comprida veio de porcos e cães. Os índios não tinham doenças epidêmicas, nem imunidade a elas porque não tinham os animais domesticados que deram origem a essas doenças”(Gates, Bill , in F.S.P. , Caderno Informática,19.11.97, p. 5-2).

Na Eurásia , de 72 grandes mamíferos que poderiam ser domesticados , 13 o foram . Na América Central domesticou-se só um, o cachorro , na África Subsaariana , nenhum.

A única doença que foi exportada para a Europa foi a sífilis venérea. “Nos portos europeus onde desembarcavam os conquistadores, a sífilis, sexualmente transmitida, se propagava, gerando um pânico semelhante ao que a AIDS suscita hoje entre nós.”(F.S.Paulo, 12.10.1991, p. 7 especial).

FUVEST 90 – “A terra queimará e haverá grandes círculos brancos no céu. A amargura surgirá e a abundância desaparecerá... Será o tempo da dor, lágrimas e da miséria. È o que está por vir.”(Profecia maia). Quais as formas de dominação impostas pelos conquistadores espanhóis aos povos indígenas da América que mostraram o cumprimento da profecia?

Os conflitos com os padres da Igreja eram frequentes devido aos maus tratos praticados pelos espanhóis , sendo que os missionários condenavam o uso da força e propunham a conversão dos povos indígenas , também neste caso, sem qualquer respeito pelos valores da cultura original.

(...) desde o começo até hoje a hora presente , os espanhóis nunca tiveram o mínimo cuidado em fazer com que a essas gentes fosse pregada a fé de Jesus Cristo, como se os índios fossem cães ou outros animais; e o pior ainda é que o proibiram expressamente aos religiosos, causando-lhes inúmeras aflições e perseguições, a fim de que não pregassem , porque acreditavam que isso os impediria de adquirir o ouro e as riquezas que a avareza lhes prometia” (Frei Bartolomeu de Las Casas . Brevíssima relação da destruição das Índias, 1552) .

“Com que direito haveis desencadeado uma guerra atroz contra essas gentes, que viviam pacificamente em sua própria terra? Por que os deixais em semelhante estado de extenuação? Por que os matais e exigis que tragam diariamente seu ouro? Não é vossa obrigação amá-los como a vós próprios? “ . pregação de Frei Antonio de Montesinos , em 1512 no Caribe .

UFGO – Leia o seguinte texto: Tem alma os índios e os negros ? Onde foram parar os terríveis monstros marinhos e a zona tórrida do Equador, capaz de tudo queimar? Cadê o caos ? Por que povos tão bárbaros e infiéis conseguiram acumular tantas riquezas ? Como pessoas tão simples e ingênuas conseguem aparentar tanta felicidade ? Como essa gente pode viver sem o verdadeiro Deus ? Quem explica esta indiferença, esse desprezo pelo ouro, enquanto nós matamos e morremos por ele ? Afinal – quem tem razão – esses povos ou nós ? Que sei eu ? Essas foram perguntas que europeus do século XVI se fizeram . ...( Amado J e Garcia L.F. Navegar é preciso . São Paulo . Atual , 1987, p. 62)

Os nativos foram dominados pela sua inocência e manifestavam sua perplexidade diante da crueldade espanhola

UFRJ – “!O cacique Harthuey da atual ilha de Cuba ... foi preso com toda a sua gente e queimado vivo . E como estava atado a um tronco , um religioso de S. Francisco ( homem santo) lhe disse algumas coisas de Deus e de nossa Fé , que lhe pudessem ser úteis , no pequeno espaço de tempo que os carrascos lhe davam . Se ele quisesse crer no que lhes dizia, iria para o céu onde está a glória e o repouso eterno e se não acreditasse iria para o inferno, a fim de ser perpetuamente atormentado. Esse cacique , após ter pensado algum tempo , perguntou ao religioso se os espanhóis iriam para o céu , e o religioso disse que sim , desde que fossem bons. O cacique disse incontinenti, sem nada pensar que não queria absolutamente ir para o céu , queria ir para o inferno, a fim de não se encontrar no lugar em que tal gente se encontrasse (...)” . (Las Casas , Frei Bartolomeu de . Brevíssima relação da destruição das Índias . L & PM , Porto Alegre , 1984, p. 41).

Todavia , os espanhóis partiam do pressuposto de que tudo o que estavam fazendo era correto

“Homens embebidos de valores aristocráticos e hierárquicos que compartilhavam a mística superioridade do sangue espanhol . portadores da única e verdadeira fé, e por isso mesmo intolerantes com qualquer outra manifestação religiosa que não fosse a católica; certos da legitimidade da guerra santa contra o infiel, cuja vitória lhes dava o direito de se apropriarem de suas terras e de suas riquezas, com a expectativa de fazer da América o meio mais rápido e eficaz para a sua ascensão social, obtenção do prestígio e enriquecimento rápido.”

“Como duvidaremos que povos tão incultos, tão bárbaros , tão facínoras, contaminados de todos os crimes e ímpias religiões foram justamente conquistados pelo ótimo, piedoso e justíssimo rei como foi Fernando , o Católico, e é agora o César Carlos, e por uma nação humaníssima e excelente em todo o gênero de virtudes ? (...) 1547 . In SUESS, Paulo (org) . A conquista espiritual da América Latina, Petrópolis , Vozes , 1992, p. 534) .

UF UBERLÂNDIA 1998 – “(...) Assim, não pense ninguém que foram tirados o poder, os bens e a liberdade ( dos indígenas): e sim que Deus lhes concedeu a graça de pertencerem aos espanhóis , que os tornaram cristãos e que os tratam e consideram exatamente como digo (...) Ensinaram-lhes o uso do ferro e da candeia (...) Deram-lhes moedas para que saibam o que compram e o que vendem , o que devem e possuem . Ensinaram-lhes latim e ciências, que valem mais que toda a prata e todo o ouro que eles tomaram . Porque, com conhecimentos , são verdadeiramente homens , e da prata , nem todos tiravam muito proveito (...) “ GOMARA , Francisco Lopez de. Historia General .

Las Casas propôs ao imperador Carlos V a importação de negros , mas depois retratou-se condenando também a escravidão africana.

A batata e o milho, cultivadas pelos incas e astecas foram levados para a Europa e a batata passou a se constituir na base da alimentação da classe operária européia , permitindo o processo de urbanização dos séculos XVIII e XIX . Outra substância local levada para a Europa foi o tabaco . Um de seus maiores divulgadores foi Jean Nicot, embaixador da França em Portugal que o introduziu na corte de Catarina de Médicis , daí o termo nicotina .

Já em 1604 , o rei Jaime I , escreveu um opúsculo intitulado "Reação contra o Tabaco" , atacando a novidade americana , afirmando: " O hábito de fumar é desagradável á visão , repulsivo ao olfato , perigoso ao cérebro , nocivo ao pulmão , propagando suas emanações ao redor do fumante , tão fétidas quanto as que provém do inferno" .

Por sua vez o gado do Velho Mundo , trazido pelos espanhóis também competiu com a população indígena por alimento e espaço , danificando as plantações de milho e feijão .

CULTURAS PRÉ-COLOMBIANAS

ESTÁGIOS:

Os indígenas que viviam nas Américas, podem ser genericamente enquadrados em três estágios de nível de desenvolvimento de suas culturas:

1. cultura primitiva:

Botocudos, gês, timbiras e xavantes no Brasil; charruas no Uruguai e Esquimós na América do Norte. Viviam da caça, pesca e coleta.

2. estágio intermediário:

Pueblos na América do Norte; chibchas, caribes e aruaques na América Central e do Sul; tupis-guaranis no Brasil. Praticavam a agricultura e eram sedentários.

3. estágio avançado:

Incas nos Andes; Astecas planalto mexicano e Maias na Guatemala e México. Apesar da colonização ter destruído todas estas culturas é importante assinalar que estes povos não eram santos. Estes povos mais avançados subjugaram militarmente os diversos povos vizinhos, tributaram-nos pesadamente e submeteram muitos a cerimônias que terminavam com a morte das vítimas. É importante salientar que o ritual de sacrifício fazia parte da religião destes povos , sendo visto com naturalidade do ponto de vista cultural , constituindo para muitos nativos até uma honra ser sacrificado ao deus. A morte nestes rituais , exceto para os inimigos, não pode ser comparada aos assassinatos modernos.

INCAS 1438 a 1532

A lenda afirma que os incas tiveram sua origem na ilha do Sal, no lago Titicaca , nos Andes a 3812 m de altitude . Os primeiros oito incas, por volta de 1200 não foram imperadores, mas senhores de Cuzco , a capital de um pequeno Estado agrícola nos Andes. Cuzco em quíchua, a língua inca significa umbigo do mundo, local onde se iniciou a criação.

Auge do império

Em 1438 o nono inca Pachacuti (1438-1471) “o reformador” ampliou o domínio incaico, seguido por seu filho Tupa Inca , estendendo seu domínio, leis , idioma e religião sobre cerca de aproximadamente 100 povos.

O império se estendeu na faixa litorânea do Equador até o Chile Central e no interior incluindo a Bolívia e a Argentina setentrional.

Organizou um sistema totalitário controlado pelo inca de Cuzco. A religião era uma forma de culto do Sul, professado em grandes e riquíssimos templos, misturada com os cultos indígenas pré-existentes. Os chefes das comunidades conquistadas eram levados a Cuzco , sendo pisoteados pelo inca até a morte .

O governo local era feito através de rapazes e moças enviados a Cuzco onde eram educados .A área agrícola foi tomada pelo Estado que exigia o cultivo de grandes quantidades de arroz e produtos têxteis para serem queimados em oferendas aos deuses. O que não era sacrificado , devia ser entregue ao governo que acumulava os produtos em depósitos para os tempos de guerra e carência. Admitiam sacerdotisas do tipo das vestais de Roma .

O trabalho era feito em regime de servidão coletiva e já existia a mita , como trabalho compulsório em obras públicas .

A organização social baseada em clãs , que eram divididos em grupos decimais para a divisão dos trabalhos agrícolas . Além do arroz , plantavam milho, algodão, batata , mandioca e tabaco . Trabalhavam metais nobres – ouro e prata, desenvolveram conhecimentos de cerâmica de ornamentação e de tecelagem . Domesticaram animais como a vicunha e o guanaco.

As informações de cada região eram anotadas em quipus, feitos de fios com nós . Os incas mantinham uma estrada imperial com 5800 km , na qual milhares de chasquis, correios , transmitiam as notícias, verbalmente ou por meio dos quipus.

Tupa Inca morreu em 1493 e foi sucedido por Huayna Capac(1493-1525) , “o rei jovem”, um de seus 62 filhos. Em 1515, com um exército de 200.000 homens invadiu o Equador , onde fundou Quito e não conseguindo penetrar na Colômbia, estabeleceu a fronteira setentrional do Império e fixou-se no palácio de Tomabamba , nova sede imperial, a 2000 km de Cuzco.

Por volta de 1525 adoeceu e morreu provavelmente de varíola . Seguiu-se uma guerra civil pelo poder entre o filho legítimo Huascar e o filho natural Atahualpa que custou 15000 vidas, vencida por Atahualpa que deixou o Equador e se estabeleceu em Cajamarca, 1.000 km a noroeste de Cuzco. Esta guerra enfraqueceu os Incas e facilitou o domínio dos espanhóis que estavam chegando.

Em 15 nov 1532 Francisco Pizarro e Diogo Almagro , com 62 soldados de cavalaria, 105 de infantaria e 1 sacerdote chegou ao vale de Cajamarca.

Armou uma emboscada para o imperador ( que tinha um exército de 80.000 homens ) e convidou-o para jantar e este aceitou indo a seu encontro com 5 a 6 mil súditos . Os incas foram vencidos sem que nenhuma espanhol sofresse qualquer ferimento grave.

Atahualpa continuou governando como prisioneiro em Cajamarca por mais 8 meses . Os imensos tesouros de ouro e prata foram saqueados pelos espanhóis. Depois Atahualpa , o 13o Inca foi garroteado e os espanhóis marcharam para Cuzco, dominando-a com pouca resistência.

Em 1536 Maco inca , filho de Huayna Capac rebelou-se contra os espanhóis, mas não conseguindo dominar Cuzco , fundou uma nova capital, Vilcabamba, na Amazônia, local quase inacessível que resistiu por 30 anos.

Em 1545 foram descobertas as minas de prata de Potosi, consideradas as maiores do mundo.

Em 1572 os espanhóis conseguiram capturar o último soberano inca Tupac Amaru , decapitando-o , pondo fim ao império .

ASTECAS

O Império Asteca foi a mais grandiosa das civilizações da Meso-América, constituindo um Império que abrangeu o Oeste Mexicano até o sul da Guatemala, com uma população de até 12 milhões de habitantes .

O Império Asteca , foi conquistado por Fernão Cortez . Ele partiu para o México com 600 homens16 cavalos, 10 canhões e 13 arcabuzes em busca de ouro.

Queimou os navios e incentivou os ódios locais contra os astecas por matarem prisioneiros em sacrifícios humanos. Cortez submeteu os astecas. Derrotado em 1519, retornou em 1521 e venceu arrasando a cidade de Tenochtitlan (hoje Cidade do México) Seguiram-se roubos e saques, ocorrendo em 1520 uma revolta dos astecas que foram dominados e o imperador Montezuma assassinado. O império asteca , que tinha 20 milhões de súditos , foi totalmente dizimado em três décadas de convívio com os invasores espanhóis .

“Quando entramos naquela parte da cidade, não havia outra coisa para colocar os pés que não fosse o corpo de um morto” Fernão Cortez, 1522 .

“Quando foi destruída pelos espanhóis , (com 1.000.000 de habitantes, incluindo os subúrbios ) , TENOCHTITLAN ocupava uma superfície de uns mil hectares . .. Os espanhóis ficaram perplexos quando a contemplaram . Templos , palácios, trincheiras, ruas bem traçadas, canais ( a cidade estava construída sobre um lago) , mercados, praças, monumentos artísticos deixaram boquiabertos homens que haviam conhecido Roma e Constantinopla. O cronista Bernal Diaz, relatou assim a sua surpresa ‘Nunca vi nada igual, nem em sonho’” (Leon Polmer . História da América Hispano Indígena . São Paulo . Global, 1983 , p. 15 )

Em Tenochtitlan a Pirâmide do Sol tinha 64 m tendo sido construída em 25 ªC e a Pirâmide da Lua com 45 m , construída em 1300 d. C. Enquanto as pirâmides egípcias são tumbas, as astecas são apenas escadas para se chegar ao templo construído no topo . Elas não apresentam câmaras ou escadarias internas , sendo sólidas e cresceram com o tempo , pois era costume dos governantes astecas mandar construir uma pirâmide em cima de outras .

Os astecas eram famosos pela crueldade com que tratavam suas vítimas nos rituais religiosos que terminavam com a morte da oferta , mesmo que fosse humana .

Após escalarem os degraus altos e íngremes da pirâmide as vítimas viam-se agarradas, arremessadas sobre a pedra filosofal . “quatro sacerdotes pressionando para baixo cada membro a fim de permitir que o tórax permanecesse tensamente arqueado, enquanto um quinto enterrava a larga lâmina de pederneira em seu peito e arrancava o coração ainda palpitante” elevado como oferenda ao Sol. Homens, mulheres e crianças aprisionados nas guerras com os vizinhos eram submetidos a este ritual na capital asteca. (Clendinnen, Inga . Aztecs – An Interpretation . Cambridge Universit Press .

Este tipo de crueldade com os inimigos também ocorreu em algumas tribos indígenas na América do Norte . Os índios da Confederação Iroquesa torturavam os prisioneiros para ver até onde agüentavam o tratamento. No Canadá , os chipewyans matavam os velhos para não ter de carregá-los em suas migrações.”(Revista Veja; 16.10.1991;p.80).

A religião asteca previa uma destruição inevitável. Os deuses estavam voltando , fechando-se um ciclo com a destruição inevitável de um tempo e o início de outro. Isso teria levado o último imperador Montezuma a um imobilismo fatalista , deixando entrar os espanhóis na capital e tornando-se um prisioneiro quase voluntariamente.

A vitória militar de Cortês foi favorecida pelo conhecimento prévio das atitudes e comportamentos militares dos astecas que repetiam sempre o mesmo ritual, mostrando suas armas, o número de seus homens, seu posicionamento no campo de batalha , tentando persuadir o inimigo a se render sem lutar. Para os Astecas, o derramamento de sangue era a última opção em uma conquista.

Bibliografia: Peregalli, Enrique. A América que os Europeus encontraram. Atual Editora.

"Nos caminhos jazem lanças quebradas , Os cabelos estão espalhados. Destelhadas estão as casas . Ensanguentados têm seus muros ..." ( Canto Asteca . In Mocellin, R. História dos povos americanos . Editora do Brasil , 1990, p. 34) .

MAIAS

Os maias , foram a mais avançada cultura pré-colombiana. Ocuparam parte da América Central (Honduras e Guatemala ) e toda a península de Yucatan , hoje abrangendo o México e Belize . Quando os espanhóis chegaram sua civilização já tinha se desestruturado.

Diferentemente dos impérios astexa e inca , os maias tinham uma civilização baseada em cidades Estado autônomas que viviam isoladas em permanente estado de guerra uma com as outras . No seu apogeu entre 250 e 900 d.C , havia mais de 40 cidades , cada qual com uma população que podia ultrapassar os 50.000 habitantes .

A principal cidade Teotihuacán , no século VI chegou a ter 250.000 habitantes, destacando-se ainda Xichicalco, Tulun , Uxmal, Chichen Itzá , Palenque .

A civilização maia é conhecida por seus palácios e pirâmides . A pirâmide do Sol em Teotihuacán tem 225 m de lado na sua base e 65 m de altura, enquanto a pirâmide de Quéops tem 230 m de lado e 147 de altura . Porém , diferentemente das egípcias eram templos com escadarias e não tumbas.

Em sua religião sacrifícios humanos e autoflagelações eram comuns . Até mesmo o rei fazia pequenas incisões no pênis, para oferecer seu sangue aos deuses . O destino dos prisioneiros de guerra era invariavelmente o altar de sacrifícios.

Os maias conheciam bem a matemática. Elaboraram um sistema de numeração vigesimal e tinham o conceito de zero. Sua astronomia permitiu medir o tempo com razoável exatidão . Demonstrando esse conhecimento , construíram uma pirâmide na cidade de Chichén Itzá com 364 degraus e uma plataforma em um ângulo tal que no Solstício, o dia mais longo de cada ano, o Sol se punha exatamente de frente para a porta do salão onde o sacerdote maior celebrava seus rituais .

Foram a única civilização nativa da América a utilizar a escrita antes da chegada dos europeus . Os caracteres eram baseados em um sistema hieroglífico altamente complexo. Desconheciam o arado e a roda . A agricultura era a base da economia , principalmente o milho do qual se fabricavam tortillas e o feijão. O comércio era feito nas grandes cidades , não existindo moeda.

Os maias praticavam um jogo de bola, parecido com o basquete moderno. Com uma bola de borracha maciça , marcava-se ponto quando a bola passasse por uma argola vertical , situada a uns 3 metros de altura . O inusitado é que ao final do jogo , os perdedores eram sacrificados. O maior campo deste jogo encontra-se em Chichen Itzá. Portanto também não eram um povo pacífico , pois também nos rituais religiosos havia sacrifícios humanos.

Habitavam cidades Estado , organizadas de forma independente como na Grécia clássica, unidas apenas pela religião e língua, mas com enormes rivalidades.

Em setembro de 2000 arqueólogos encontraram em meio à floresta de Petén , na Guatemala um dos maiores e mais belos palácios maias . Com 170 cômodos e três andares , a gigantesca construção , que ocupa uma área de seis campos de futebol , foi durante o século VIII , a moradia dos reis da cidade de Cancuén . Porém, ao contrário de outras cidades maias , Cancuén não tem templos , nem indícios de guerras . os hieroglifos no local mostram que a cidade viveu por mais de 800 anos do comércio de jóias e alimentos com as regiões vizinhas , mostrando que havia outra atividade além da guerra e da religião . ( Veja, 20.09.2000 , p. 114).

Em março de 2002 Willian Saturno , da Universidade de New Hampshire descobriu um mural maia de 1.900 anos de idade no norte das florestas equatoriais da Guatemala . ( F S P 15.03.2002 , p. A-14).

Tiveram seu auge por volta de 250 d . C . Os estudos arqueológicos demonstram que as práticas agrícolas da época provocaram enormes taxas de erosão do solo, que combinados com outros desastres naturais geraram escassez de alimentos e puseram fim às cerimônias de fartura onde se queimavam alimentos . A religião com isso perdeu seu poder de apaziguamento e os maias passaram a guerrear entre si.

Houve uma erupção vulcânica , uma grande enchente ou uma insurreição ou guerra civil contra as classes dominantes de nobres e sacerdotes que levou ao fim a civilização.

A partir do século IX d. C . começaram a internar-se nas matas e regrediram quase à Idade da Pedra . Este é um grande mistério . Como é possível que povos dotados de uma cultura tão desenvolvida, puderam regredir a um estágio primitivo, quase selvagem .

Por volta de 1.000 d. C os toltecas, provenientes de regiões mais ao norte do México, misturaram-se com os maias , criando uma nova cultura conhecida como “Novo império” , que atingiu seu apogeu entre 1200 e 1440.

Em, 1441 , uma outra tribo os Itzaes, invadiram a região e iniciaram uma época de tirania e uma cultura guerreira que levou à desintegração social, e a luta das cidades entre si, tarefa que foi completada pelos espanhóis que liquidaram o que restou da civilização maia, destruindo seus códigos, templos e matando quase todos os sacerdotes.

Centenas de livros escritos pelos índios foram queimados pelo bispo Diego de Landa com o objetivo de destruir a identidade do povo e facilitar sua subjugação . Com isso a principal fonte de informação destas civilizações foi perdida .

O historiador americano Arthur Schlesinger Jr, montou modelos teóricos sobre o que seria da América se não tivesse sido descoberta e chegou à conclusão de que no século 20, os astecas e incas poderiam ter aprendido a ler e escrever e abandonado práticas como tortura e escravidão. “Mas eles teriam provavelmente preservado suas culturas coletivistas e sua convicção de que o indivíduo não tinha nenhuma legitimação fora do Estado teocrático . O resultado teria sido um fundamentalismo repressivo, comparável talvez ao do aiatolá Khomeini no Irã”(Folha de S. Paulo; 11.10.92, p. 6-5).

MOCHES 50-700 d.C.

Escavações no norte do Peru resultaram na descoberta de sítios arqueológicos próximos da cidade de Trujillo , revelam a existência de uma quarta civilização , os moches , tão evoluída como as demais . Durante 850 anos eles formaram uma comunidade teocrática , cujo poder estava baseado na hierarquia religiosa . O apogeu ocorreu entre os anos 300 e 600 , dez séculos antes da civilização inca .

Era um povo de pescadores , artesãos e fazendeiros , com grande conhecimento de técnicas agrícolas e do uso da irrigação com aquedutos , conhecimentos que foram deixados aos povos da região de modo equivalente ao dos gregos no Mediterrâneo.

No topo da hierarquia social estavam os sacerdotes , alguns chefes tendo chegado a serem considerados divindades como no Egito . Os sacerdotes celebravam cerimônias onde amputavam a cabeça da vítima oferecida aos deuses . Depois o sangue era bebido . A vítima era escolhida numa disputa arranjada entre dois guerreiros onde o perdedor era sacrificado e o vencedor ganhava o direito de usar um espetacular manto feito de pelo de animal, adornado com penas , placas de ouro e pedras preciosas , que foi encontrado pelos arqueólogos nas ruínas de Huaca de la Luna . ( Veja, 12.09.2001 , p. 82-83).

Construíram pirâmides de adobe, foram pioneiros no uso de moldes para vasos de barro e na produção de representações realistas de figuras humanas . Tinham uma ourivesaria desenvolvida.

O declínio desta cultura também é um mistério . O mais provável é que uma sucessão de El Niños tenha alterado fortemente o clima da região com alternância de secas prolongadas e chuvas torrenciais o que levou á ruína da agricultura e desestabilização do poder dos lordes ou senhores mochicas.

A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL ESPANHOLA

O México e o Peru tornaram-se o foco da colonização espanhola no novo mundo. Uma administração vice-real foi formalizada no México em 1535. No Peru conflitos entre os conquistadores retardaram o mesmo para 1550.

O império espanhol na América era um estado moderno burocrático e expurgado das influências feudais. O poder prático da coroa era maior que em regimes de colonizadores de outros países.

Pode-se dizer que a burocracia foi inventada pelos espanhóis . Por volta de 1750 as colônias do Novo Mundo eram reguladas por mais de 420 mil normas . O Peru chegou a ter antes da independência , uma Constituição com mais de 7.200 artigos . O México colonial teve 24.312 leis . Os ingleses produziram menos de meia centena de leis . Leis que todos conheciam para respeitar ou protestar .

Na América do Norte a Espanha adotou política mais dinâmica. À medida que mineradores, soldados e padres se deslocavam para o interior das terras semidesertas do sudoeste americano, governos militares eram organizados no Texas(1718), Sinaloa ((1734) , Nova Santander ( 1746) e Califórnia (1767). O controle espanhol estendeu-se a leste para o Mississipi e no norte até Monterrey e São Francisco. No Tratado de Paris de 1763 , a Espanha ficou com a Lousiana.

A exploração das minas de ouro e de prata

A mineração foi a atividade econômica mais importante da América Espanhola durante o período colonial. A exploração era feita em dois locais . Na Nova Espanha (México) e no Peru , nas minas de Potosi.

Em 1545 foram descobertas as minas de Potosi , consideradas as maiores do mundo. Perto de 1560 a prata era o principal produto de exportação para a Espanha, superando o comércio de cochinilha, peles, sebo e tabaco. Os espanhóis não tiveram acesso direto às regiões de origem dos escravos, mas podiam pagar em ouro e de 1580 a 1640 Portugal e Espanha estiveram unidos sob uma mesma coroa o que facilitou o acesso à mão de obra escrava.

Entre 1550 e 1650 saíram das minas de Potosi no Peru , até 60% da prata do mundo .Devido ao excesso de metal, por volta de 1640, o preço da prata despencou na China, onde tinha o dobro do valor de outros lugares, apressando o fim da dinastia Ming e o declínio do Império Espanhol .

A exploração das minas pelos espanhóis pode se organizar rapidamente graças à alta densidade populacional indígena das zonas de mineração , o que propiciava uma elevada oferta de mão de obra .

Revolução de preços – Inflação

A chegada , em grande quantidade , de prata e ouro da América Espanhola , produziram na Europa , durante o século XVI , um fenômeno econômico , novo e desconhecido, a inflação , conhecida como “revolução dos preços” , que provocou uma acentuada transferência de renda entre grupos sociais e, até mesmo , entre países.

A ocupação espanhola foi tardia em relação aos portugueses.

A Espanha instalou uma administração sob seu controle direto com 4 Vice-Reinados:

1. Vice Reinado de Nova Espanha – foi o primeiro, fundado em 1535 . Capital México, abrangendo o oeste EUA, México e parte da América Central , Antilhas e Venezuela ;

2. Vice Reinado de Peru, capital Lima, criado em 1543, abrangendo América do Sul, exceto Venezuela e parte da América Central ;

3. Vice Reinado Nova Granada, capital Bogotá criado em 1717 e recriado em 1739 abrangendo a Colômbia, Equador e Panamá ;

4. Vice Reinado do Rio da Prata – capital Buenos Aires, criado em 1776 , abrangendo a Bacia do Prata - Argentina, Uruguai e parte da Bolívia e Paraguai.,

Existiam ainda as capitanias mais importantes: Guatemala, Flórida, Cuba, Chile, cujo regime administrativo as mantinha ligadas aos vice-reinos. A principal autoridade era o vice-rei e a administração de cada vice-reinado só se ligava à metrópole.

Ao contrário do Brasil, logo no começo a América espanhola apresentou um considerável desenvolvimento urbano. Até as ruas eram planejadas por urbanistas da metrópole, que se inspirava nos modelos do renascimento. Existiam artesãos fornecendo produtos para o mercado interno (açougueiros, sapateiros, ferreiros, alfaiates, coureiros), fazendo até mesmo tecidos e roupas. As atividades eram limitadas dada a restrição imposta pela Metrópole ao aparecimento de manufaturas.

GRUPOS SOCIAIS:

A sociedade formada pelos espanhóis se caracterizou pela rígida hierarquia , praticamente sem mobilidade social ascendente , com privilégios para os espanhóis e brancos nascidos na América e exclusão das demais camadas sociais. A divisão em classes , coincidiu com a diferenciação étnica.

"Na América do Sul , o que impressiona é a diferença essencial que existe entre a colonização espanhola e a portuguesa . Desde o início a Coroa de Castela encoraja a imigração de mulheres que, com suas criadas , contribuem para a expansão da civilização espanhola na América . As leis de sucessão dão-lhes direito á herança , o que aumenta a sua autoridade quando são filhas únicas . Os casamentos inter-raciais são raros e a preocupação com a "limpeza de sangue" é fundamental , inclusive para o acesso aos cargos mais altos " ( Adaptado de Marc Ferro, História das Civilizações : das conquistas às independências - séculos XVIII a XX . SP , Cia das Letras , 1996 , p. 135.

CHAPETONES - brancos privilegiados. Espanhóis que monopolizavam as funções administrativas e militares, constituindo a classe dominante

CRIOLLOS – descendentes dos espanhóis , brancos nascidos na América , donos de propriedades e minas, constituíam a classe dominante colonial, mas não tinham acesso à administração pública, com exceção dos cabildos.

Conforme assinala o historiador Fernando Novais aí está uma diferença fundamental entre a colonização portuguesa e a espanhola. “Não há no Brasil palavra equivalente .Havia no Nordeste a palavra ‘reinol’ para designar os portugueses nascidos em Portugal. Logo , diferentemente dos hispano-americanos que se identificavam por aquilo que julgavam ser (‘nosotros somos criollos’ ), os luso-americanos identificavam-se negativamente por aquilo que sabiam não ser (‘nós não somos reinóis’ ) . Isso é importante para compreendermos porque na América Espanhola o processo foi muito mais revolucionário . Por aqui foi uma transição dinástica” ( F.S.P. 24.4.2000, p. 1-6).

MESTIÇOS – nascidos da união entre espanhóis e nativos , representavam o setor intermediário da mão de obra, trabalhando como capatazes, administradores e artesãos

ÍNDIOS – eram a maioria da população, utilizada como mão de obra em formas de servidão , através da mita e da encominenda, trabalhando nas minas e nas fazendas

ESCRAVOS – trazidos da África , localizaram-se mais nas Antilhas , litoral peruano, Golfo do México e Nova Granada.

ADMINISTRAÇÃO COLONIAL CONTROLE

A exploração espanhola foi no tempo opostaà portuguesa. Os primeiros 150 anos dos espanhóis forma marcados por grandes êxitos econômicos , e os segundos 150 anos foram de declínio pela queda da produção mineira . Na América Portuguesa ocorreu o inverso , pois a produção mineira somente iniciou-se no século XVII contribuindo para acelerar a colonização do interior e dinamizando a economia.

A Espanha controlava as colônias através de dois organismos mais importantes em uma rígida administração:

CASA DE CONTRATAÇÃO – instalada em Sevilha. Organizava o comércio. Era corte de justiça e fiscalizava o recolhimento do quinto, que eqüivalia a 20% da produção. Fiscalizava a entrada e saída de riquezas, combatendo o contrabando.

CONSELHO DAS ÍNDIAS - funcionava como supremo tribunal de Justiça. Nomeava funcionários e regulamentava a administração, fazendo leis e comandando os funcionários.

A administração colonial espanhola era altamente centralizada , controlada pelos chapetones , não dando chances de participação aos criollos , mestiços e índios , sem autonomia e democratização portanto.

Na área colonial foram criados alguns orgãos:

AUDIÊNCIAS – Criadas em 1511 , eram orgãos com ampla competência administrativa e judiciária . Como tribunais subordinavam-se diretamente ao Conselho das Índias . Podiam substituir os vice reis em caso de morte destes . Zelavam pelo interesse da Coroa , funcionando nos centros mais importante .

CABILDOS – Eras as Câmaras Municipais . Seus membros eram selecionados entre os criollos mais ricos de cada localidade. Gozando de grande autonomia, tornaram-se praticamente nas principais autoridades em vigor na colônia . Com a centralização administrativa da Coroa seu poder depois foi diminuindo.

Para desestimular o contrabando foi instituído o regime de portos únicos, responsáveis por todas as transações comerciais legais . O navio que comerciasse com a colônia só poderia partir de um único porto na Espanha (Sevilha e depois Cádiz) e apenas de um dos 3 portos autorizados na América – VeraCruz (México), Porto Belo ( Panamá) e Cartagena ( Colômbia). Os navios que vinham das minas peruanas chegavam por mar ao Panamá e daí por terra até Porto Belo . NO caminho de volta para a Espanha os galeões passavam por Cartagena. Os que saiam do porto de Vera Cruz no México, passavam por Havan em Cuba. Mesmo assim o contrabando era intenso, principalmente com navios ingleses.

O controle estatal não excluía os capitais particulares que eram beneficiados com os monopólios, pois a coroa não tinha condições de sozinha arcar com os custos da colonização.

ESCRAVIDÃO NEGRA E SERVIDÃO INDÍGENA FORMAS:

As formas disfarçadas de escravidão foram importantes no esquema de exploração colonial por que resolveram a questão do fornecimento de mão de obra tanto para a exploração das minas como para as grandes fazendas.

A mão de obra predominante foi a indígena submetida ao trabalho compulsório, através de estratagemas.

Seu uso foi facilitado pela elevada densidade populacional nas áreas de mineração:

REPARTIMIENTO – funcionários reais recebiam uma quota de nativos, de 200 a 800 , sem qualquer obrigação.

ENCOMIENDAS – colonizadores espanhóis , proprietário das “haciendas” - os encomenderos - tinham direito de receber pagamento em trabalho dos índios, com obrigação de cristianizá-los; podemos afirmar que o sistema de encomiendas era uma escravidão disfarçada.

"O título da terra era obtido pelos espanhóis por concessão direta ("merced") de terras "desocupadas" ou por meio da aquisição do cacique ou da comunidade indígena .Quando a terra era ilegalmente usurpada , a coroa mais tarde regularizava as invasões através de um pagamento , pelo qual os espanhóis obtinham o título legal ( " composición") . Em 1620 , um terço do vale do México tinha passado á propriedade de espanhóis , representando mais da metade da terra agrícola utilizável na região " ( Maxwell , Kenneth , Morte e Sobrevivência , FSP Mais 11.08.2002 , p. 7-9) . A disponibilidade de terras resultou mais da ruptura e contração da população indígena.

MITA - era o trabalho índio na mineração quatro meses por ano. Os índios eram escolhidos por sorteio e forçados a trabalhar em condições precárias. Recebiam salário muito baixo, acabavam endividados e podiam ser deslocados para longe.

As aldeias de índios eram forçadas a entregar certa quantidade de seus membros aptos para realizar os trabalhos durante um prazo determinado .

A exploração do trabalho indígena difere da escravidão porque o índio não era uma mercadoria que podia ser comprada e vendida livremente e o índio não era forçado a trabalhar durante a vida inteira, mas apenas em alguns períodos. Neste aspecto a servidão indígena difere da servidão feudal que compreendia toda a vida, além dos índios trabalharem fora de suas aldeias e produzirem para o mercado externo.

O século XVI marcou o imperialismo espanhol na Europa. Em 1565 os espanhóis conquistaram as Filipinas , marcando a rivalidade luso-espanhola também no Oriente .

Em 1554 o casamento do rei espanhol com Maria Tudor (rainha da Inglaterra) levou à revolta inglesa. Elisabeth I em 1588 apoiou os Países Baixos e os piratas ingleses contra a Espanha e derrotou sua invencível armada , dando início ao predomínio marítimo inglês no Atlântico e no Mar do Norte.

O rei Filipe II com uma política absolutista e de intolerância religiosa levou os protestantes a se revoltarem nos Países Baixos. Em 1579 as províncias do Sul (Bélgica) reconciliaram-se com a Espanha . A rebelião holandesa, ao contrário da americana, não se propôs a constituir um Estado independente desde o início.

Foi no curso da guerra contra a centralização imposta pelos espanhóis, que os holandeses começaram a se ver como uma comunidade e em 1581 as províncias do Norte (Holanda), proclamaram sua independência como províncias unidas, lideradas por Guilherme Orange e apoiadas pela Inglaterra. A guerra de independência perdurará por vários anos, com ataques às colônias espanholas e portuguesas.

Em 1580 o trono português fica vago sem herdeiros. Filipe II filho de princesa portuguesa unificou os dois reinos.

Para os espanhóis, o século XVII será um período de declínio industrial, comercial, financeiro, de ineficácia governamental e de seguidas derrotas militares.

Nas décadas de 1620 e 1630 ofensiva no Caribe feita pela Companhia Holandesa das índias Ocidentais, interrompeu o fluxo de prata para a Espanha e permitiu a criação de povoamentos ingleses e franceses em ilhas desocupadas das pequenas Antilhas, que se tornaram em poucas décadas ricas plantações de açúcar, com métodos brasileiros e mão de obra escrava.

De 1650 em diante, ataques de bucaneiros com conivência de muitos dos governadores coloniais franceses e ingleses, danificaram pequenos portos espanhóis e ilhas espanholas foram perdidas.

No final do século XVII uma cadeia de colônias inglesas, francesas e holandesas, pequenas, mas prósperas, estendia-se pela costa americana, de Barbados a Quebec.

Em 1680 , Portugal, já sob a influência inglesa , interviu na região do Prata, fundando a Colônia de Sacramento, em uma expedição comandada por Manuel Lobo.

As principais colônias espanholas, apesar do contrabando estrangeiro generalizado e de eventuais interrupções na comunicação, nunca estiveram seriamente ameaçadas. Deviam sua segurança em parte ao fato de estarem em locais inacessíveis, em parte à própria capacidade de resistência e ao crescente temor da dominação francesa.

Ao contrário da exploração portuguesa onde não houve desenvolvimento cultural significativo, na América Espanhola , já no século XVI foram fundadas as universidades de S. Marcos de Lima e a do México.

A religião teve nas colônias espanholas um grande destaque “Em fins do século XVII havia na cidade do México (...) 29 conventos de freis e 22 de freiras . A população da cidade era de uns 20 mil espanhóis e criollos e uns 8 mil índios , mestiços e mulatos. Não se deve estranhar o número de religiosos (...)para a maioria dos freis e freiras, o claustro era uma carreira, uma profissão (...) o século era religioso como o nosso é científico e técnico” (Soror Juana Inês de la Cruz – As Armadilhas da Fé).

RAZÕES DA DECADÊNCIA ESPANHOLA:

Ouro e prata foram em grande parte gastos no luxo da corte e nas guerras contra França e Inglaterra

A agricultura e as manufaturas foram desintegradas com a expulsão dos judeus, cristãos novos e mouros

A esquadra espanhola “A invencível armada” praticamente desapareceu depois de 1588 na luta naval contra a Inglaterra

Em 1700 morre o rei Carlos II da Espanha

O rei morreu sem deixar herdeiros, encerrando a dinastia dos Habsburgos espanhóis. Legou sua coroa e império à França. Devido à imensa concentração de poder e imenso império colonial que resultaria desta união, Inglaterra , Holanda e Áustria se aliaram em uma guerra de sucessão que durou uma década e terminou com a promessa de que o novo rei da Espanha, da dinastia dos Borbon, nunca colocaria sobre sua cabeça a coroa da França , compromisso firmado pela Paz de Utrecht de 1713.

A subida de Felipe V (Bourbon) ao trono da Espanha colocou a França em posição de superioridade, permitindo aos franceses introduzir manufaturas nas colônias hispano-americanas, e os franceses tiveram o direito de asiento concedido pela coroa espanhola , ficando em vantagem com relação aos ingleses .

Alguns conceitos sobre a colonização espanhola que merecem ser ainda citados:

ADELANTADO – título conferido aos conquistadores que lhes dava grandes poderes sobre os territórios e a população dominada

ASIENTO – Contrato entre a Coroa espanhola e um indivíduo, uma companhia ou um Estado, concedendo-lhe um monopólio comercial

REDUÇÃO – povoação na qual os jesuítas do Paraguai reuniram os índios nos séculos XVII e XVIII , para assegurar influência duradoura na sua evangelização.

CRISTOVÃO COLOMBO

Colombo inicialmente tentou convencer os portugueses para suas empreitadas: “aportei em Portugal , onde o rei dali entendia no descobrir ouro ,mais do que qualquer outro [mas] em catorze anos não pude fazê-lo entender o que eu dizia “ . (carta de Colombo aos reis da Espanha, maio de 1505) .

Colombo que foi recusado pelos rei português, conseguiu convencer os reis espanhóis a financiar a sua empreitada. Ele todavia não se propunha a viajar por mero diletantismo mas como um atraente negócio. “ Ele exigiu as títulos de Almirante do Mar Oceano, vice-rei e governador perpétuo das Índias, o grau de cavalheiro ( para que seus descendentes fossem nobres e herdassem seus títulos e terras ), 10% da renda auferida nas Índias e 12,5% dos lucros das expedições que ele patrocinasse pessoalmente. .. O dinheiro para montar a expedição foi tirado dos moradores da cidade de Palos, que tinha dívidas com a Coroa, e não da venda das jóias de Isabel”. (Revista Veja; 16.10.1991,p.78).

Colombo calculou mal o comprimento da rota ocidental para a Ásia e foi esse erro de cálculo que o lançou na aventura que resultou no encontro da América.

Para ele, a distância entre as ilhas canárias e Cipango no Japão seria de 4.400 km, quando na verdade a distância é de 22.000 km. “Da qual opinião inferia Cristóvão Colombo que, sendo pequena toda a esfera (terrestre) , forçosamente havia de ser pequeno aquele espaço [entre Europa e Ásia] “ (Frei Bartolomeu da Las Casas . História das Índias ).

A esfericidade do mundo não era novidade, sendo afirmada desde a Grécia Antiga, embora a teoria predominante na época medieval fosse a ptolomaica que colocava a terra como plana e como centro do universo.

Ele seguiu o rumo Oeste, com 3 navios e 90 homens . “ Se tivesse continuado esta rota, teria provavelmente parado direto no continente americano, onde hoje está a Flórida. No dia 7 de outubro, a tripulação , com o apoio de Martin Pinzón , exigiu uma mudança de rota para sudoeste, para onde se dirigiam as aves. Colombo concordou. Com isso a expedição foi parar nas ilhas Bahamas”(F.S.Paulo, 12.10.1991, Especial, p. 5).

Ninguém havia ainda conseguido chegar ao Oriente pelo Ocidente porque toda navegação era costeira e a distância supunha-se que era enorme. Todavia Colombo era um navegador extremamente competente que conseguia determinar a posição no mar apenas observando a posição dos astros no céu. “Tinha tanta confiança nas suas habilidades de marinheiro que se valia de um único instrumento de direção, o quadrante, desprezando a bússola e o astrolábio, comumente utilizados na época” (Revista Veja, 16.10.1991,p.71).

Colombo escreve, depois da descoberta , um “Livro das profecias”, situando o encontro da Ásia no contexto do juízo final que julgava próximo. Até o final de sua vida em 1506, permaneceu convencido de que tinha chegado à Índia ou à China. Ao encontrar o Orenoco, imaginou que se tratava de um dos rios que saia do paraíso terrestre.

Para a historiadora francesa Marianne Mahn-Lot , Colombo queria dinheiro, mas antes disso a honra e era acima de tudo um iluminado, quase um profeta, que em suas viagens perscrutava os “sinais” da vontade e da presença de Deus, julgando-se um enviado de Deus. .
Colombo, impregnado de um universo imaginário, acreditava que encontraria os tesouros miríficos do oriente, descritos por Marco polo, se viajasse em direção ao Ocidente. Suas descrições do novo mundo eram feitas em uma linguagem exaltada, cheia de alusões à tradição das lendas medievais.

Trecho de seu diário deixa bem claro em que ele estava interessado logo ao chegar na América: “Eu estava atento e me esforcei para saber se havia algum ouro, e vi que alguns deles usavam uma pequena peça pendurada de algo parecido com um buraco de agulha que têm no nariz; por meio de sinais, consegui entender que, indo para o sul ou contornando a ilha nessa direção, havia um rei que possuía vasos de ouro, e em grande quantidade.”(Diários da Descoberta, 5. Ed. Porto Alegre ; L & PM, 1991 , p. 46).

UNESP – “O ouro é o tesouro e aquele que o possui tem tudo o de que necessita no mundo: com ele tem , também, o meio de resgatar as almas do purgatório e de as chamar ao paraíso “ ( Cristóvão Colombo, Jamaica, 1503) .

A partir deste texto, onde está clara a avidez e a demasiada importância atribuída ao ouro no despertar da época moderna :

a) discorra sobre os objetivos da empresa de Colombo;

b) explique porque ele foi alijado do empreendimento .

Colombo depois da primeira viagem voltou à América três vezes. ”Na segunda viagem , de 1493 a 1496, comandou uma frota de dezessete navios, e mais de 1000 homens, com o propósito de iniciar a colonização a partir de Hispaniola. De lá saiu para diversas expedições exploratórias nas ilhas de Guadalupe, Porto Rico, Jamaica e sobretudo Cuba, que ele mesmo imaginou ser a extremidade do continente asiático. Na terceira viagem , de 1498 a 1500, chegou a avistar realmente a América do Sul, junto á foz do rio Orenoco, região hoje pertencente à Venezuela...”

“Colombo foi um dos administradores mais desastrados de que se tem notícia. Os próprios espanhóis da colônia de Hispaniola viviam num permanente estado de falta de víveres, divididos em grupos amotinados, que o governador mais irritava que apaziguava. A situação chegou a tal ponto que, em 1500, os reis perderam a paciência e mandaram Francisco de Bobadilha, como interventor. Colombo que acabara de mandar enforcar sete colonos, e se preparava para enforcar mais cinco, foi preso e mandado de volta para a Espanha, com algemas nos pulsos.

Em 1495 , Colombo decidiu obrigar todos os maiores de 14 anos a entregar uma certa quantidade de ouro a cada três meses; quem não conseguisse teria as mãos amputadas a machado, para sangrar até morrer.” (Revista Superinteressante, novembro de 1991, pp.82-84).

No aniversário de 500 anos de descoberta da América ,os índios de Honduras condenaram Colombo por genocídio, sentenciando-o à morte . (F.S.P. 13.10.98, p. 1-16).

A Quarta viagem de Colombo , de 1502 a 1503 foi a mais desastrosa . Ainda procurava uma passagem para o Oriente . Saiu de Sevilha com 4 caravelas em mau estado, e perdeu duas na viagem.

Nesta época já mostrava o seu desalento pessoal:

“Comecei a servir com vinte e oito anos e hoje não existe em mim cabelo que não esteja grisalho ; sinto o corpo doente , nada me resta do que ganhei , eu e meus irmãos nos vimos privados de tudo o que possuímos , até do meu próprio saio (roupa guerreira) , sem que ninguém viesse escutar ou ver , com grande desonra para mim... Estou tão perdido quanto disse . Até agora chorei na frente dos outros : que o céu seja misericordioso e chore por mim a terra . No plano secular não disponho sequer de uma branca ( moeda) para oferecer; no espiritual fiquei reduzido aqui nas Índias ao estado que expliquei .” ( Carta de Colombo aos reis de Espanha , julho de 1503).

Colombo voltou à Espanha em novembro de 1504 e morreu em Valladolid em 20 de maio de 1506, velho, doente e esquecido e sem saber que tinha chegado á América , continente que nem levou o seu nome.

Edson Pereira Bueno Leal

Bibliografia

Mahn-Lot, Marianne . Retrato histórico de Cristóvão Colombo ; Jorge Zahar Editores.
Koning, Hans; Colombo o Mito desvendado. Jorge Zahar Editores.
Colombo, Cristóvão, Diário da descoberta da América; LP & M , Porto Alegre, 1986.
Marlowe, Stephen; As memórias de Cristóvão Colombo; Best Seller ,SP.
Távora, Luiz de Lancastre; Colombo, a Cabala e o Delírio; Quetzal Editores, Lisboa, 1991.
Filmes : Aguirre , a Cólera dos Deuses . A Missão .

Fonte: www.usinadeletras.com.br

Colonização Espanhola

Após a chegada de Colombo a um território até então ignorado pelos europeus, o interesse espanhol se manifestou em mais uma série de viagens, das quais resultou a notícia da existência de minerais preciosos. Tal situação levou à conquista do território americano e das nações que nele habitavam. Os soldados de Cortéz venceram os astecas; Pedro de Alvarado e seus homens dominaram a região da Guatemala; Francisco Pizarro e seus comandados destruíram o poderoso Império Inca. A Colômbia dos Chibchas foi arrasada pelas tropas de Jimenez de Quesada; Pedro de Vadivia e Diego de Almagro conquistaram o Chile aos araucanos e Pedro de Mendonza com suas tropas aniquilou os Charruas, dominando a vasta região do Rio da Prata.

Terminada a conquista, a Coroa espanhola peocupu-se com a afetiva posse e domínio de seu vasto império americano.

Organização político-administrativa.

Ao contrário das demais nações que colonizaram outras partes da América, a Espanha conseguiu localizar e dominar vastas áreas mineratórias, onde a população já trabalhava na extração de metais preciosos. Era necessário ampliar esta capacidade de extração, com a finalidade de abastecer a metrópole. Tomaram-se, então, algumas medidas que engendraram uma poderosa máquina burocrática. No entanto, na maioria das vezes, esta máquina emperrava, devido às distâncias e à cobiça dos funcionários.

Durante a fase da conquista, a Coroa não dispendeu recursos maiores. Os " adelantados " eram pessoas que ficaram encarregadas de conquistar vários territórios, apropriando-se de suas riquezas e de sua população, podendo utilizá-las como bem o aproivessem, desde que estavam obrigados a pagar determinados impostos à Coroa.

Para fazer frente aos desmandos e à cobiça dos " adelantados ", a Coroa, já na metade do século XVI, procurou substituí-los por funcionários nos quais pudesse confiar um pouco mais. Foram então criados os Vice-Reinados e as Capitanias Gerais. A "audiência ", que primitivamente era um tribunal, passou a acumular funções ao lado das judiciárias.

A " auduência " era formada pelo Vice-Rei ( quando sua sede era a mesma sede do Vice-Reinado ) e vários ouvidores, isso é, juizes. Suas funções podem ser resumidas numa palavra: fiscalização e vigilância sobre todos os funcionários.

As cidades eram administradas pelos cabildos, que poderíamos definir como sendo uma câmara municipal, formada pelos elementos da classe dominante. Era presidida por um alcaide e composta por um número variável de regidores.

Na metrópole ficavam os departamentos encarregados das decisões finais: a Casa de Contratação e o Real Supremo Conselho das Índias.

A Casa de Contratação foi criada em 1503, para ter todo o controle da exploração colonial. Teve sua sede em Sevilha, um dos portos privilegiados pela Coroa para receber, com exclusividade, os navios que chegassem da América. Outro porto também privilegiado foi o de Cádiz, para onde se transferiu a Casa de Contratação posteriormente.

Criado em 1511, o Real e Supremo Conselho das Índias tinha sede em Sevilha e sua função era administração das colônias, cabendo-lhe nomear os funcionários coloniais, exercer tutela sobre os índios e fazer leis para a América.

Não se pode esquecer de mencionar a Igreja Católica, no que se refere aos aspectos político-administrativos, visto que ela desempenhou papel relevante também nesse setor, atuando de forma a equilibrar e garantir o domínio metropolitano.

A economia colonial girava em torno dos princípios mercantilistas. Tais princípios, expressos no " Pacto Colonial " imposto pela metrópole às colônias, priorizava acima de qualquer outro interesse, o fortalecimento do Estado Espanhol, em detrimento de uma possível acumulação de capitais nas áreas americanas.

Assim, a estruturação imposta visava essencialmente o envio dos metais preciosos à Espanha, sob a forma de tributos ou de simples pagamento das utilidades necessárias aos colonos e que estes eram obrigados a adquirir através dos ccomerciantes metropolitanos.

Mas não se deve pensar que todo império espanhol se limitava a fornecer ouro e prata para a Espanha.

De fato, pode-se verificar três grandes momentos ao longo da evolução econômica colonial:

a) O saque inicial, ocorrido principalmente na região do México e Peru

b) A agricultura, com a instalação de numerosas fazendas, produtoras de gêneros alimentícios ou matérias-primas. Tais propriedades tiveram início em função das necessidades das áreas mineradoras, mas quanto estas se esgotavam, passavam a ter vida própria.

c) Das grandes unidades produtoras de artigo para o mercado externo, principalmente na região do Rio da Prata e no Caribe.

Cobravam-se impostos variados dos colonos, o mais importante dos quais era o quinto, incidente sobre a extração metálica. Mas havia também impostos de importação e exportação, além de " contribuições " forçadas que, periodicamente, o governo metropolitano impunha.

Aspecto de capital importância é o da organização da mão-de-obra, onde se destacaram os sistemas da " encomienda " e " mita ".

Com o sistema de " encomienda ", os encomendores recebiam da Coroa direitos sobre vastas áreas. Podiam cobrar tributos em dinheiro ou em trabalho dos índios, mas eram obrigados a ampará-los e protegê-los, instuindo-os na fé católica. Isto dizia a lei, mas a realidade normalmente era bastante diferente.

A " mita " era uma forma de escravidão ligeiramente dissimulada, empregava sobretudo nas áreas de mineração As tribos indígenas eram obrigadas a fornecer um determinado número de pessoas para trabalhar nas minas. Os " mytaios " eram obrigados, constantemente,a fazer deslocamentos de centenas de quilômetros, desgastando-se fisicamente e trabalhando arduamente na extração mineral.

Analisando as manifestações do comércio colonial, evidencia-se o papel do monopólio. O comércio das colônias com a metrópole realizava-se em ocasiões pré-determinadas, ligando dois ou três portos americanos ao porto de Sevilha. Os comboios eram fortemente policiados, para evitar a presença dos corsários, principalmente ingleses.

A sociedade das colônias em muito se assemelha á da Espanha, no que se refere ao seu caráter fechado e aristocratizante.Nas áreas coloniais, além dos convencionados critérios econômicos de diferenciação de classes, temos também o caráter racial ou étnico.

A base da pirâmide social era formada pelos escravos africanos, aqui introduzidos desde o primeiro quartel do século XVI. Ao longo do período colonial entraram cerca de 1,5 milhões de africanos , principalmente para as áreas da grande lavoura de exportação. Na mineração foram empregados preferencialmente os indígenas.

A seguir vinha uma enorme massa de ìndios, sobreviventes do massacre inicial, e um pouco acima, os mestiços, na sua maioria artesãos ou vagabundos.

Os " criollos " eram os brancos nascidos na América, grandes proprietários de terras e de minas, profissionais liberais, intelectuais. Havia restrições a esse grupo, pelo fato de serem nascidos na América.

No vértice da pirâmide, os " chapetones ", espanhois que vinham para colônias, normalmente como altos funcionários ou comerciantes privilegiados.

Fonte: variasvariaveis.sites.uol.com.br

Colonização Espanhola

Os espanhóis, logo após empreenderem um sangrento processo de dominação das populações indígenas da América, efetivaram o seu projeto colonial nas terras a oeste do Tratado de Tordesilhas. Para isso montaram um complexo sistema administrativo responsável por gerir os interesses da Coroa espanhola em terras americanas. Todo esse esforço deu-se em um curto período de tempo. Isso porque a ganância pelos metais preciosos motivava os espanhóis.

Colonização Espanhola
A ação dos espanhóis sobre a população indígena

As regiões exploradas foram divididas em quatro grandes vice-reinados: Rio da Prata, Peru, Nova Granada e Nova Espanha.

Além dessas grandes regiões, havia outras quatro capitanias: Chile, Cuba, Guatemala e Venezuela. Dentro de cada uma delas, havia um corpo administrativo comandado por um vice-rei e um capitão-geral designados pela Coroa.

No topo da administração colonial havia um órgão dedicado somente às questões coloniais: o Conselho Real e Supremo das Índias.

Todos os colonos que transitavam entre a colônia e a metrópole deviam prestar contas à Casa de Contratação, que recolhia os impostos sob toda riqueza produzida. Além disso, o sistema de porto único também garantia maior controle sobre as embarcações que saiam e chegavam à Espanha e nas Américas. Os únicos portos comerciais encontravam-se em Veracruz (México), Porto Belo (Panamá) e Cartagena (Colômbia). Todas as embarcações que saíam dessas regiões colônias só podiam desembarcar no porto de Cádiz, na região da Andaluzia.

Responsáveis pelo cumprimento dos interesses da Espanha no ambiente colonial, os chapetones eram todos os espanhóis que compunham a elite colonial. Logo em seguida, estavam os criollos. Eles eram os filhos de espanhóis nascidos na América e dedicavam-se a grande agricultura e o comércio colonial. Sua esfera de poder político era limitada à atuação junto às câmaras municipais, mais conhecidas como cabildos.

Na base da sociedade colonial espanhola, estavam os mestiços, índios e escravos. Os primeiros realizavam atividades auxiliares na exploração colonial e, dependendo de sua condição social, exerciam as mesmas tarefas que índios e escravos. Os escravos africanos eram minoria, concentrando-se nas regiões centro-americanas. A população indígena foi responsável por grande parte da mão de obra empregada nas colônias espanholas. Muito se diverge sobre a relação de trabalho estabelecida entre os colonizadores e os índios.

Alguns pesquisadores apontam que a relação de trabalho na América Espanhola era escravista. Para burlar a proibição eclesiástica a respeito da escravização do índio, os espanhóis adotavam a mita e a encomienda. A mita consistia em um trabalho compulsório onde parcelas das populações indígenas eram utilizadas para uma temporada de serviços prestados. Já a encomienda funcionava como uma “troca” onde os índios recebiam em catequese e alimentos por sua mão-de-obra.

No final do século XVIII, com a disseminação do ideário iluminista e a crise da Coroa Espanhola (devido às invasões napoleônicas) houve o processo de independência que daria fim ao pacto colonial, mas não resolveria o problema das populações economicamente subordinadas do continente americano.

Fonte: mundoeducacao.uol.com.br

Colonização Espanhola

A partir do século 15, as terras do continente americano foram ocupadas e administradas por espanhóis, portugueses, ingleses, franceses, holandeses... A vasta colonização espanhola teve características próprias.

Na colonização espanhola da América, o Conselho das Índias era o órgão que tinha poderes comerciais, militares e religiosos sobre as colônias.

A América Latina foi dividida em grandes blocos: os vice-reinados e capitanias gerais. O Vice-Reinado do Rio da Prata compreendia as regiões da Argentina, Uruguai, Paraguai e partes de Bolívia e Peru.

Para enviar ouro e prata à Europa, os indígenas eram submetidos a um trabalho compulsório. Mita era o nome dessa atividade nas minas .

No Vice-Reinado do Peru,a civilização pré-colombiana Inca foi explorada pelos colonizadores.

Em relação à colonização portuguesa, pode-se afirmar que a colonização espanhola era menos centralizadora na política, confiando a ocupação do território a expedicionários.

A mando dos espanhóis, Cristóvão Colombo descobriu a América em 1492. O Tratado de Tordesilhas, que partilhou o Novo Mundo entre Portugal e Espanha é do ano de 1494.

Fonte: pt.shvoong.com

Colonização Espanhola

A colonização espanhola das Américas começou com a chegada de Cristóvão Colombo às Américas em 1492. Colombo procurava um novo caminho para as Índias e convenceu-se de que o encontrara. Ele foi feito governador dos novos territórios e fez várias outras viagens através do Oceano Atlântico. Enriqueceu com o trabalho de escravos nativos, que obrigou a minar ouro, e também tentou vender escravos na Espanha. Apesar de ser geralmente visto como um excelente navegador, era fraco como administrador e foi destituído do governo em 1500.

A chegada dos espanhóis à América insere-se no contexto da expansão marítima europeia. A colonização levou a Espanha a fazer incursões no novo continente, dominando e destruindo culturas indígenas, como a dos incas e dos astecas, em busca de metais preciosos encontrados e explorados em grande quantidade pelos conquistadores, que se utilizavam para tanto da mão-de-obra servil indígena.

Descobrimento e Conquista

Em 1492, Cristóvão Colombo "descobriu" a América. As terras encontradas foram disputadas entre Portugal e Espanha. Para controlar a disputa entre esses países, o papa espanhol Alexandre VI propôs a Bula_Inter_Coetera, dividindo o Oceano Atlântico por um meridiano. Mas, com o meridiano, Portugal só teria direito as terras africanas.

A Coroa portuguesa pressionou para mudarem o acordo e foi assinado o Tratado de Tordesilhas, dividindo o continente entre os dois países. Mas os outros países europeus não concordaram com isso e fundaram colônias na América.

A Conquista da América espanhola aconteceu de forma exploratória e eles ocupavam o espaço, apropriando-se de suas riquezas.Os espanhóis dizimaram as populações indígenas, impondo sua cultura, língua e religião.

Colônias Espanholas

As áreas nas Américas sob controle Espanhol incluíam a maior parte da América do Sul, do Norte e Central,

Os primeiros anos viram uma luta entre os Conquistadores e a autoridade real. Os Conquistadores eram geralmente nobres empobrecidos que queriam adquirir terra e trabalhadores (Encomienda) que eles não poderiam ter na Europa. As rebeliões eram freqüentes (Veja Lope de Aguirre).

Caribe

A Espanha reivindicou todas as ilhas nas Caraíbas apesar deles não terem colonizados todas.

Possuíam colônias nas Antilhas de Barlavento e de Soutavento e:

Antígua e Barbuda

Cuba

Hispaniola, hoje dividida entre República Dominicana e Haiti

Jamaica

Porto Rico

Butão

América Central

Costa Rica

El Salvador

Guatemala - Fundada pelos espanhóis em 1523

Honduras

Nicarágua - Fundada em 1524 por Hernandez de Cordoba

Esses países tornaram-se independentes da Espanha em 1821 durante a Guerra de Independência do México.

Panamá - Como parte da Colômbia, tornou-se independente em 1819.

América do Norte

México

Flórida incluindo partes dos dias atuais Alabama e Mississippi

Califórnia e Novo México - no oeste das colónias espanholas, formados em 1819 pelo Tratado Adam-Onis para substituir as indefinidas e confusas fronteiras. Grande parte do interior não era conhecido nem ocupado por Espanha. Esta zona incluía partes dos atuais estados da Califórnia, Novo México, Arizona, Texas, Colorado, Nevada, Utah, Oklahoma, Kansas e Wyoming.

Território da Luisiana - Espanha controlou o território entre 1762 e 1803. O norte e interior não eram ocupados por Espanha. Os colonos franceses eram a maior parte dos imigrantes no sul. Inclui os atuais estados de Luisiana, Arkansas, Oklahoma, Missouri, Kansas, Iowa, Nebraska, Minnesota, Dakota do Norte, Dakota do sul, Wyoming, Montana, Colorado, Idaho, e, no Canadá, as províncias de Alberta e Saskatchewan.

Fonte: pt.wikipedia.org

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