Colonização Espanhola

Colonização Espanhola

A viagem de Colombo América em 1492 trouxe à Espanha perspectivas de enriquecimento, pois acreditava o navegador ter encontrado um novo caminho para as Índias. Mesmo nas expedições subsequentes, desde o ano seguinte, Colombo manteve a mesma crença e conforme procurava as riquezas orientais fundou vilas e povoados, iniciando a ocupação da América.

Na Espanha suspeitava-se que as terras descobertas por Colombo fossem um obstáculo entre a Europa e as terras do oriente, e essa suspeita confirmou-se com a descoberta de Vasco Nunez Balboa, que chegou ao Pacífico, atravessando por terra a América Central. Até a década de 20 os espanhóis ainda procuravam uma nova rota par as Índias, modificando essa política a partir das descobertas de Cortez no México.

A estrututa política metropolitana

O processo de exploração da América colonial foi marcado pela pequena participação da Coroa, devido a preocupação espanhola com os problemas europeus, fazendo com que a conquista fosse comandada pela iniciativa particular, mediante o sistema de capitulações.

As >capitulações eram contratos em que a Coroa concedia permissão para explorar, conquistar e povoar terras, fixando direitos e deveres recíprocos. Surgiram assim os adelantados, responsáveis pela colonização e que acabaram representando o poder de fato nas terras colonias, como Cortez e Pizarro que, apesar de incorporarem ao domínio espanhol grandes quantidades de terra, não conseguiram implementar um sistema eficiente de exploração, normalmente pela existência de disputas entre aqueles que participavam do empreendimento. Por isso, à medida que se revelavam as riquezas do Novo Mundo, a Coroa foi centralizando o processo de colonização, anulando as concessões feitas aos particulares.

O primeiro orgão estatal foi a Casa de Contratação, criada em 1503 e sediada em Sevilha, era responsável pelo controle de todo o comércio realizado com as colônias da América e foi responsável pelo estabelecimento do regime de Porto Único. Apenas um porto na metrópole, a princípio Sevilha, poderia realizar o comércio com as colônias, enquanto na América destacou-se o porto de Havana, com permissão para o comércio metropolitano e anos depois os portos de Vera Cruz, Porto Belo e Cartagena. Desenvolveu ainda o sistema de frotas anuais (duas); desde 1526 havia a proibição de navegarem os barcos isoladamente.

O Conselho das Índias foi criado em 1524, por Carlos V, e a ele cabia as decisões políticas em relação às colônias, nomeando Vice-reis e Capitaes gerais, autoridades militares, e judicias.

Foram criados ainda os cargos de Juízes de Residência e de Visitador. O Primeiro, responsável por apurar irregularidades na gestão de algum funcionário da metrópole na colônia; o segundo, responsável por fiscalizar um orgão metropolitano ou mesmo um Vice reino, normalmente para apurar abusos cometidos.

A estrutura

POLÍTICA COLONIAL

Nas colônias o poder dos adelantados foi eliminado com a formação dos Vice-Reinos e posteriormente dos Capitães gerais.

O território colonial foi dividido em quatro Vice-Reinos -- Nova Espanha, Peru, Rio da Prata, e Nova Granada -- e posteriormente foi redividido, surgindo as Capitanias Gerais, áreas consideradas estratégicas ou não colonizadas. Os Vice-Reis eram nomeados pelo Conselho das Índias e possuíam amplos poderes, apesar de estarem sujeitos à fiscalização das Audiências

As Audiências eram formadas pelos ouvidores e possuíam a função judiciária na América. Com o tempo passaram a ter funções administrativas.

Os Cabildos ou ayuntamientos eram equivalentes às câmaras municipais, eram formadas por elementos da elite colonial, subordinados as leis da Espanha, mas com autonomia para promover a adminisrtração local, municipal.

O mapa ilustra a divisão política das colônias da Espanha, porém não é preciso. Note que coloca as dimensões atuais do Brasil.

Fonte: www.historianet.com.br

Colonização Espanhola

A ação dos espanhóis sobre a população indígena.
A ação dos espanhóis sobre a população indígena.

Os espanhóis, logo após empreenderem um sangrento processo de dominação das populações indígenas da América, efetivaram o seu projeto colonial nas terras a oeste do Tratado de Tordesilhas. Para isso montaram um complexo sistema administrativo responsável por gerir os interesses da Coroa espanhola em terras americanas. Todo esse esforço deu-se em um curto período de tempo. Isso porque a ganância pelos metais preciosos motivava os espanhóis.

As regiões exploradas foram divididas em quatro grandes vice-reinados: Rio da Prata, Peru, Nova Granada e Nova Espanha. Além dessas grandes regiões, havia outras quatro capitanias: Chile, Cuba, Guatemala e Venezuela. Dentro de cada uma delas, havia um corpo administrativo comandado por um vice-rei e um capitão-geral designados pela Coroa. No topo da administração colonial havia um órgão dedicado somente às questões coloniais: o Conselho Real e Supremo das Índias.

Todos os colonos que transitavam entre a colônia e a metrópole deviam prestar contas à Casa de Contratação, que recolhia os impostos sob toda riqueza produzida. Além disso, o sistema de porto único também garantia maior controle sobre as embarcações que saiam e chegavam à Espanha e nas Américas. Os únicos portos comerciais encontravam-se em Veracruz (México), Porto Belo (Panamá) e Cartagena (Colômbia). Todas as embarcações que saíam dessas regiões colônias só podiam desembarcar no porto de Cádiz, na região da Andaluzia.

Responsáveis pelo cumprimento dos interesses da Espanha no ambiente colonial, os chapetones eram todos os espanhóis que compunham a elite colonial. Logo em seguida, estavam os criollos. Eles eram os filhos de espanhóis nascidos na América e dedicavam-se a grande agricultura e o comércio colonial. Sua esfera de poder político era limitada à atuação junto às câmaras municipais, mais conhecidas como cabildos.

Na base da sociedade colonial espanhola, estavam os mestiços, índios e escravos. Os primeiros realizavam atividades auxiliares na exploração colonial e, dependendo de sua condição social, exerciam as mesmas tarefas que índios e escravos. Os escravos africanos eram minoria, concentrando-se nas regiões centro-americanas. A população indígena foi responsável por grande parte da mão de obra empregada nas colônias espanholas. Muito se diverge sobre a relação de trabalho estabelecida entre os colonizadores e os índios.

Alguns pesquisadores apontam que a relação de trabalho na América Espanhola era escravista. Para burlar a proibição eclesiástica a respeito da escravização do índio, os espanhóis adotavam a mita e a encomienda. A mita consistia em um trabalho compulsório onde parcelas das populações indígenas eram utilizadas para uma temporada de serviços prestados. Já a encomienda funcionava como uma “troca” onde os índios recebiam em catequese e alimentos por sua mão-de-obra.

No final do século XVIII, com a disseminação do ideário iluminista e a crise da Coroa Espanhola (devido às invasões napoleônicas) houve o processo de independência que daria fim ao pacto colonial, mas não resolveria o problema das populações economicamente subordinadas do continente americano.

Fonte: mundoeducacao.uol.com.br

Colonização Espanhola

A partir de sua primeira expedição em 1492, o genovês Cristóvão Colombo consegue do reino de Fernando e Izabel o financiamento para a tão sonhada viagem para as Índias. Achando este ter chegado no oriente, percebe-se que estava em novas terras totalmente desconhecidas que, entende como um paraíso terrestre a qual não cansa de encantar-se com as belezas existentes da natureza.

Segundo Tzetan Todorov, (1991) outro espanhol se destacou nas navegações. Hernán Cortés a qual podemos discorrer que a principio não queria tomar, mas compreender o reino dos astecas. Por isso sua expedição começa com uma busca de informação, e não de ouro. Prova disso é que sua primeira ação é procurar um interprete, a qual Jerônimo de Aguilar e La Malinche se une à tropa de Cortés tornando-se os tradutores oficiais, tendo La Malinche posteriormente um papel relevante para Cortés. Este detendo a compreensão da língua, não deixa escapar nenhuma oportunidade de reunir informações. Tornou-se um costume muitas vezes após as refeições buscar informações através dos interpretes relacionadas ao seu senhor Montezuma. Cortés não buscava só informação do rei dos astecas, mas também das pessoas mais antigas da região. Como se estivesse estudando as debilidades dos astecas para sua utilidade em caso de guerrilhas. Sobre a descoberta da América podemos discorrer que a conquista do reino tornava-se cada vez mais real na medida em que os espanhóis angariavam informações.

De acordo com análises referentes a Todorov e Bethell podemos discorrer que entre Cortés e Colombo há semelhanças na postura frente aos povos que aqui habitavam. Ambos encontraram dificuldades na comunicação com os nativos, as guerrilhas também foram fatos semelhantes que Cortés e Colombo enfrentaram ao longo da sua colonização. Na medida em que eles ganharam a confiança dos nativos, empregavam aos mesmos terríveis castigos a qualquer ato contrário a suas ordens, deixando-os numa extrema situação de escravos. Algumas diferenças entre Cortés e Colombo são na forma em que ambos apresentavam objetivos nas novas terras espanholas. Cortés apresentava uma consciência política e objetiva ao passo que Colombo revela-se como um aventureiro preocupado apenas em anotar em seu diário as paisagens da natureza, mostrando-se despreocupado na exploração das novas terras.

Quanto à organização social dos povos que aqui habitavam podemos discorrer que os habitantes do novo continente eram desprovidos de qualquer propriedade cultural, caracterizam-se de certo modo pela ausência de costumes, ritos e religião. Uma das primeiras referências aos índios pelos colonizadores é a falta de vestimentas que por sua vez são símbolos de sua cultura. Também despertava a curiosidade dos colonizadores a generosidade apresentada pelos nativos, onde davam tudo o que tinham independente seus valores em troca de qualquer coisa. Os conquistadores da nova Espanha se consideravam como uma raça totalmente superior, e seu comportamento etnocêntrico. Eles não entenderam tamanha generosidade da parte dos nativos. Os europeus concebiam os índios como povos desprovidos de qualquer costume ou religião, sua relação econômica era o processo de troca , que caracterizavam a sua inferioridade. Esta postura de superioridade colocava os espanhóis na condição de pessoas cabíveis para administrar essa parte da América cheia de riquezas.

Segundo Leslie Bethell (1998) na conquista da América, os europeus encontraram adversidades. Apesar da tecnologia superior os espanhóis acabaram ficando em desvantagens em varias situações. Pois, o terreno que os invasores mal conheciam, davam aos índios chances de contra atacarem os espanhóis. Sem contar que os espanhóis estavam debilitados pelos efeitos do calor e da altitude além dos enjôos causados pela alimentação e bebida que não estavam familiarizados. Mesmo os homens de Cortés possuindo um arsenal de guerra que para a época estava razoável, restavam-lhes alguns obstáculos. De acordo com Bethell, os espanhóis chegaram na América com um arsenal de armas simples, que incluía facas até canhões. E para conseguirem adaptar-se o manejo das armas nas novas terras, sofreram enormes dificuldades como a água dos rios que molhavam a pólvora dos canhões.

Nas novas terras da Espanha. Cortés viu que era necessário fixar-se homens senão as terras seriam abandonadas e destruídas como no caso, o México. Esta necessidade vem de encontro à participação da igreja na América através da evangelização dos povos que aqui habitavam. Os soldados evangelizados se tornariam cidadãos, estes se tornando donos de casa criariam raízes nas novas terras. Diante disso podemos adotar a importância pela conquista espiritual da América. É claro que é importante ressaltar que a evangelização da América foi realizada em estágios.

CONSIDERAÇÕES FINAIS.

Podemos concluir que nas novas terras da Espanha existiram nativos que eram místicos, achavam que os espanhóis eram enviados dos deuses. Ao passo que quando percebem que os espanhóis agiam de acordo com a sua conveniência, estando dispostos a preço de milhares de vidas explorarem suas riquezas, já estão sob controle dos mesmos.

Fonte: www.coladaweb.com

Colonização Espanhola

A colonização espanhola das Américas começou com a chegada de Cristóvão Colombo às Américas em 1492. Colombo procurava um novo caminho para as Índias e convenceu-se de que o encontrara. Ele foi feito governador dos novos territórios e fez várias outras viagens através do Oceano Atlântico. Enriqueceu com o trabalho de escravos nativos, que obrigou a minar ouro, e também tentou vender escravos na Espanha. Apesar de ser geralmente visto como um excelente navegador, era fraco como administrador e foi destituído do governo em 1500.

A chegada dos espanhóis à América insere-se no contexto da expansão marítima europeia. A colonização levou a Espanha a fazer incursões no novo continente, dominando e destruindo culturas indígenas, como a dos incas e dos astecas, em busca de metais preciosos encontrados e explorados em grande quantidade pelos conquistadores, que se utilizavam para tanto da mão-de-obra servil indígena.

Descobrimento e Conquista

Em 1492, Cristóvão Colombo "descobriu" a América. As terras encontradas foram disputadas entre Portugal e Espanha. Para controlar a disputa entre esses países, o papa espanhol Alexandre VI propôs a Bula_Inter_Coetera, dividindo o Oceano Atlântico por um meridiano. Mas, com o meridiano, Portugal só teria direito as terras africanas.

A Coroa portuguesa pressionou para mudarem o acordo e foi assinado o Tratado de Tordesilhas, dividindo o continente entre os dois países. Mas os outros países europeus não concordaram com isso e fundaram colônias na América.

A Conquista da América espanhola aconteceu de forma exploratória e eles ocupavam o espaço, apropriando-se de suas riquezas.Os espanhóis dizimaram as populações indígenas, impondo sua cultura, língua e religião.

Colônias Espanholas

As áreas nas Américas sob controle Espanhol incluíam a maior parte da América do Sul, do Norte e Central,

Os primeiros anos viram uma luta entre os Conquistadores e a autoridade real. Os Conquistadores eram geralmente nobres empobrecidos que queriam adquirir terra e trabalhadores (Encomienda) que eles não poderiam ter na Europa. As rebeliões eram freqüentes (Veja Lope de Aguirre).

Caribe

A Espanha reivindicou todas as ilhas nas Caraíbas apesar deles não terem colonizados todas.

Possuíam colônias nas Antilhas de Barlavento e de Soutavento e:

América Central

Esses países tornaram-se independentes da Espanha em 1821 durante a Guerra de Independência do México.

América do Norte

Fonte: pt.wikipedia.org