Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Colonização Espanhola  Voltar

Colonização Espanhola

COLONIZAÇÃO ESPANHOLA E INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA

Na colonização espanhola da América, a estruturação político-administrativa era basicamente a mesma do reino. A Casa de Contratación, em Sevilha, era a responsável pela gestão dos negócios coloniais, nomeando os funcionários para as colônias, funcionários estes que comumente lesavam a coroa por meio de corrupção sempre protegida pela impunidade. Constituía-se, também, na mais alta corte espanhola o Supremo Tribunal de Justiça, estância máxima de apelação para questões relacionadas ao processo de colonização.

O transporte e a distribuição adotados pelos espanhóis era composto por dois sistemas que se interligavam e se completavam. O sistema de Porto Único, instituído em 1503, determinando que a frota sairia e chegaria na Espanha somente através do porto de Sevilha (mais tarde este monopólio é quebrado ao incluir também o porto de Cádiz).

A idéia era centralizar a entrada e saída de mercadorias para facilitar a fiscalização e impedir o contrabando, coisas muito difíceis de se fazer até os dias de hoje. O outro sistema utilizado era o de Frota Anual, surgido em 1540, estabelecia que as viagens de transporte marítimo deveriam acontecer em comboios de galeões que eram escoltados pela “invencível armada” espanhola. O intuito era impedir a ação de piratas protegidos pelos interesses ingleses. Estas frotas atravessariam o Atlântico no mínimo duas vezes ao ano.

O início da exploração se deu através da distribuição de adelantados, cargos de nobreza que advinham da posse de terras a serem conquistadas em regiões fronteiriças pelo senhor-guerreiro. Os poderes eram teoricamente ilimitados e a exploração econômica era por conta do senhor que pagava um quinto de imposto ao estado. Também era responsabilidade do adelantado a cristianização do índio.

Conforme se desenvolvia uma estrutura produtiva e consumidora na América espanhola, a corte teve que melhorar sua estrutura burocráticoadministrativa. Para tanto dividiu as suas posses americanas em Vice-reinos, que eram administrados pela Audiência, órgão deliberativo composto pela alta nobreza espanhola e presidida pelo vice-rei que, além de incentivar a colonização, era também responsável pela justiça e pela catequese.

Além dos Vice-reinos, a estrutura administrativa colonial ainda dividiu a América espanhola em cinco Capitanias Gerais, quais foram: Cuba, Venezuela, Guatemala (Nicarágua, Honduras e Costa Rica), Chile e Flórida. O poder local nos Vice-reinos e nas Capitanias Gerais era exercido pelos Cabildos, espécies de Câmaras Municipais que os portugueses introduziram no Brasil. Os Cabildos possuíam uma certa autonomia política e econômica. Neles, os altos cargos ficavam por conta dos Chapetones - elite espanhola de nascimento (primogênito) que se dedicava exclusivamente à mineração e às atividades agro-pecuárias.

Os cargos mais baixos da administração eram preenchidos com membros da elite criolla - de origem espanhola, porém nascidos na América e que se dedicavam mais às atividades comerciais do que a mineração e a agro-pecuária.

A sociedade colonial da América espanhola, além das duas classes sociais acima citadas, possuía também as demais classes em ordem de importância social:

Mestiços - vaqueiros, artesãos, capatazes de minas e fazendas, vagabundos etc.

Índios - obrigados aos serviços pesados em minas e fazendas, trabalho este justificado pela maioria dos padres católicos (o serviço forçado ajudava a expiar a culpa dos nativos e os aproximava do perdão de suas almas) com exceção dos jesuítas brasileiros e paraguaios.

Negros - mão de obra utilizada em menor quantidade, principalmente após o declínio da mineração nas plantations, que se espalharam por entre as terras espanholas na América.

O trabalho utilizado nas regiões coloniais espanholas obedecia à seguinte divisão:

Mita: comum nas regiões dos países andinos e no México (com o nome de cuatéquil), era um serviço obrigatório, insalubre, temporário e gratuito (embora recebam um pouco de dinheiro para a compra de fumo e álcool), no qual o indígena era superexplorado até a morte, que não tardava a chegar.

Encomienda: comum na extração de metais e na agricultura nas haciendas (plantations para o mercado intercolonial e metropolitano ou subsistência do próprio mercado local); também era um trabalho, servil porém o fazendeiro ou minerador era obrigado a promover o processo de catequese, sendo também obrigado a pagar imposto pelo número de indígenas utilizados.

Escravo: no Caribe (Cuba e Porto Rico), nas plantations de produtos tropicais e nos serviços domésticos. No restante da América espanhola, em pequena escala. O tráfico negreiro era realizado por holandeses, ingleses, portugueses e italianos.

Uma das conseqüências mais importantes para a economia européia foi a entrada de ouro e prata em grandes quantidades na Espanha, espalhando-se por quase toda a Europa e desvalorizando as moedas dos outros países e produzindo uma elevação generalizada dos preços no século XVI e XVII em toda a Europa. Este período inflacionário ficou conhecido como revolução dos preços.

INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA

“Os movimentos de rebeldia do século XVIII não reivindicavam a ruptura com o sistema colonial. Foram mobilizações de protesto contra as autoridades da corte. Reivindicavam o afastamento de funcionários e a reparação de injustiças, principalmente no setor econômico. A manutenção deste espírito de rebelião atingiu seu ápice no século XIX, quando a elite criolla assume definitivamente as rédeas do processo de independência”.

Os Movimentos de Libertação Colonial

A elite criolla, proprietária de latifúndios, de minerações e detentora da atividade comercial, impossibilitada de desfrutar dos avanços do capitalismo industrial, foi diretamente influenciada pelas idéias iluministas e pelo liberalismo econômico propagados pelas lideranças criollas (que eram membros da maçonaria como Simon Bolívar, San Martin e Bernardo O’Higgins) puderam se espelhar nos movimentos da independência dos EUA e na própria Revolução Francesa, para detonarem as revoltas emancipacionistas. Os interesses ingleses e norte-americanos estavam no fim do monopólio e no livre cambismo, fato que propiciou o total apoio destas duas potências industriais.

A consolidação do poder político na América Latina para os criollos estava diretamente ligada à autonomia política, sem a ruptura com a ordem vigente, mantendo-se os plantations. A causa imediata da independência foi o aumento das medidas restritivas com a diminuição das liberdades conseguidas no campo político e econômico. Esta reação colonizadora da Espanha se deve ao processo de decadência econômica da coroa espanhola.

Outro fato importantíssimo que auxilia nas independências da América espanhola foi, assim como na colônia portuguesa, a ocupação, por parte de Napoleão Bonaparte, da península Ibérica e a prisão dos reis da dinastia Bourbon. Não reconhecendo a intervenção francesa, os Vice-reinos organizam suas juntas governativas, embriões dos futuros governos independentes.

A difusão do sentimento nacional em diversos seguimentos sociais, de forma particularizada, demonstrava que cada elite regional via suas vantagens próprias no separatismo. Esta visão regional iria dificultar bastante a unidade latino americana pósindependência. Os movimentos emancipacionistas tiveram um caráter urbano espalhando-se pelo interior. Os Cabildos se transformaram em veículos de expressão das elites locais.

A elite criolla, vinculada ao capital externo, vai assumir a função de fornecedora de matérias-primas, alimentos e minérios, além de permanecer consumindo produtos industrializados. Percebemos, então, que a independência da América Ibérica significou a passagem do domínio externo da Espanha para a Inglaterra e, mais tarde, para os EUA.

Os generais dos exércitos das elites coloniais foram importantíssimos nas guerras de independência. San Martin liderava o exército do sul, promovendo a libertação da Argentina, em 1816, e do Chile, em 1818. Simon Bolívar era responsável pelo exército do norte que libertou, por sua vez, a Colômbia (1819) e a Venezuela (1821). Já o Peru foi libertado em 1824 pelas forças de San Martin e Simon Bolívar, enquanto o Equador (1822) e a Bolívia (1825) foram libertados por Simon Bolívar e Sucre.

Fonte: www.ahistoria.com.br

Colonização Espanhola

1. COLONIZAÇÃO ESPANHOLA

Na colonização espanhola da América, a estruturação político-administrativa era basicamente a mesma do reino. A Casa de Contratación, em Svilha, era a responsável pela gestão dos negócios coloniais, nomeando os funcionários para as colônias, funcionários estes que comumente lesavam a coroa por meio de corrupção sempre protegida pela impunidade. Constituía-se, também, na mais alta corte espanhola o Supremo Tribunal de Justiça, estância máxima de apelação para questões relacionadas ao
processo de colonização.

O transporte e a distribuição adotados pelos espanhóis era composto por dois sistemas que se inerligavam e se completavam. O sistema de Porto Único, instituído em 1503, determinando que a frota sairia e chegaria na Espanha somente através do porto de Sevilha (mais tarde este monopólio é quebrado ao incluir também o porto de Cádiz). A idéia era centralizar a entrada e saída de mercadorias para facilitar a fiscalização e impedir o contrabando, coisas muito difíceis de se fazer até os dias de hoje. O outro sistema utilizado era o de Frota Anual, surgido em 1540, estabelecia que as viagens de transporte marítimo deveriam acontecer em comboios de galeões que eram escoltados pela “invencível armada” espanhola. O intuito era impedir a ação de piratas protegidos pelos interesses ingleses. Estas frotas atravessariam o Atlântico no mínimo duas vezes ao ano.

O início da exploração se deu através da distribuição de adelantados, cargos de nobreza que advinham da posse de terras a serem conquistadas em regiões fronteiriças pelo senhor-guerreiro.

s poderes eram teoricamente ilimitados e a exploração econômica era por conta do senhor que pagava um quinto de imposto ao estado. Também era responsabilidade do adelantado a cristianização do índio.

Conforme se desenvolvia uma estrutura produtiva e consumidora na América espanhola, a corte teve que melhorar sua estrutura burocráticoadministrativa. Para tanto dividiu as suas posses americanas em Vice-reinos, que eram administrados pela Audiência, órgão deliberativo composto pela alta nobreza espanhola e presidida pelo vice-rei que, além de incentivar a colonização, era também responsável pela justiça e pela catequese.

Além dos Vice-reinos, a estrutura administrativa colonial ainda dividiu a América espanhola em cinco Capitanias Gerais, quais foram: Cuba, Venezuela, Guatemala (Nicarágua, Honduras e Costa Rica), Chile e Flórida.

O poder local nos Vice-reinos e nas Capitanias Gerais era exercido pelos Cabildos, espécies de Câmaras Municipais que os portugueses introduziram no Brasil. Os Cabildos possuíam uma certa autonomia política e econômica. Neles, os altos cargos ficavam por conta dos Chapetones - elite espanhola de nascimento (primogênito) que se dedicava exclusivamente à mineração e às atividades agro-pecuárias.

Os cargos mais baixos da administração eram preenchidos com membros da elite criolla - de origem espanhola, porém nascidos na América e que se dedicavam mais às atividades comerciais do que a mineração e a agro-pecuária.

A sociedade colonial da América espanhola, além das duas classes sociais acima citadas, possuía também as demais classes em ordem de importância social:

Mestiços - vaqueiros, artesãos, capatazes de minas e fazendas, vagabundos etc  Índios - obrigados aos serviços pesados em minas e fazendas, trabalho este justificado pela maioria dos padres católicos (o serviço forçado ajudava a expiar a culpa dos nativos e os aproximava do perdão de suas almas) com exceção dos jesuítas brasileiros e paraguaios.

Negros - mão de obra utilizada em menor quantidade, principalmente após o declínio da mineração nas plantations, que se espalharam por entre as terras espanholas na América.

O trabalho utilizado nas regiões coloniais espanholas obedecia à seguinte divisão:

mita: comum nas regiões dos países andinos e no México (com o nome de cuatéquil), era um serviço obrigatório, insalubre, temporário e gratuito (embora recebam um pouco de dinheiro para a compra de fumo e álcool), no qual o indígena era superexplorado até a morte, que não tardava a chegar.

encomienda: comum na extração de metais e na agricultura nas haciendas (plantations para o mercado intercolonial e metropolitano ou subsistência do próprio mercado local); também era um trabalho, servil porém o fazendeiro ou minerador era obrigado a promover o processo de catequese, sendo também obrigado a pagar imposto pelo número de indígenas utilizados.

escravo: no Caribe (Cuba e Porto Rico), nas plantations de produtos tropicais e nos serviços domésticos. No restante da América espanhola, em pequena escala. O tráfico negreiro era realizado por holandeses, ingleses, portugueses e italianos.

Uma das conseqüências mais importantes para a economia européia foi a entrada de ouro e prata em grandes quantidades na Espanha, espalhando-se por quase toda a Europa e desvalorizando as moedas dos outros países e produzindo uma elevação generalizada dos preços no século XVI e XVII em toda a Europa. Este período inflacionário ficou conhecido como revolução dos preços.

2. INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA

“Os movimentos de rebeldia do século XVIII não reivindicavam a ruptura com o sistema colonial. Foram mobilizações de protesto contra as autoridades da corte. Reivindicavam o afastamento de funcionários e a reparação de injustiças, principalmente no setor econômico. A manutenção deste espírito de rebelião atingiu seu ápice no século XIX, quando a elite criolla assume definitivamente as rédeas do processo de independência”.

Os Movimentos de Libertação Colonial

A elite criolla, proprietária de latifúndios, de minerações e detentora da atividade comercial, impossibilitada de desfrutar dos avanços do capitalismo industrial, foi diretamente influenciada pelas idéias iluministas e pelo liberalismo econômico propagados pelas lideranças criollas (que eram membros da maçonaria como Simon Bolívar, San Martin e Bernardo O’Higgins) puderam se espelhar nos movimentos da independência dos EUA e na própria Revolução Francesa, para detonarem as revoltas emancipacionistas.

Os interesses ingleses e norte-americanos estavam no fim do monopólio e no livre cambismo, fato que propiciou o total apoio destas duas potências industriais.

A consolidação do poder político na América Latina para os criollos estava diretamente ligada à autonomia política, sem a ruptura com a ordem vigente, mantendo-se os plantations. A causa imediata da independência foi o aumento das medidas restritivas com a diminuição das liberdades conseguidas no campo político e econômico. Esta reação colonizadora da Espanha se deve ao processo de decadência econômica da coroa espanhola.

Outro fato importantíssimo que auxilia nas independências da América espanhola foi, assim como na colônia portuguesa, a ocupação, por parte de Napoleão Bonaparte, da península Ibérica e a prisão dos reis da dinastia Bourbon. Não reconhecendo a intervenção francesa, os Vice-reinos organizam suas juntas governativas, embriões dos futuros governos independentes.

A difusão do sentimento nacional em diversos seguimentos sociais, de forma particularizada, demonstrava que cada elite regional via suas vantagens próprias no separatismo. Esta visão regional iria dificultar bastante a unidade latino americana pósindependência.

Os movimentos emancipacionistas tiveram um caráter urbano espalhando-se pelo interior.

Os Cabildos se transformaram em veículos de expressão das elites locais.

A elite criolla, vinculada ao capital externo, vai assumir a função de fornecedora de matérias-primas, alimentos e minérios, além de permanecer consumindo produtos industrializados. Percebemos, então, que a independência da América Ibérica significou a passagem do domínio externo da Espanha para a Inglaterra e, mais tarde, para os EUA.

Os generais dos exércitos das elites coloniais foram importantíssimos nas guerras de independência.

San Martin liderava o exército do sul, promovendo a libertação da Argentina, em 1816, e do Chile, em 1818. Simon Bolívar era responsável pelo exército do norte que libertou, por sua vez, a Colômbia (1819) e a Venezuela (1821). Já o Peru foi libertado em 1824 pelas forças de San Martin e Simon Bolívar, enquanto o Equador (1822) e a Bolívia (1825) foram libertados por Simon Bolívar e Sucre.

Fonte: www.supletivounicanto.com.br

voltar 1234567avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal