Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Imperialismo Na ásia  Voltar

IMPERIALISMO NA ÁSIA

O colonialismo do século XIX (neocolonialismo), incrementado a partir de 1880, tem por base uma nova divisão econômica e política do mundo pelas potências capitalistas em ascensão. Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha experimentam um auge industrial e econômico a partir de 1870, seguidos pela França e Japão. Itália e Rússia ingressam na via da industrialização nesse mesmo período. Os monopólios e o capital financeiro de cada potência competem acirradamente pelo controle das fontes de matérias-primas e pelos mercados situados fora de seus países.

Tipos de colônia

O neocolonialismo desenvolve política que tem por eixo dois tipos de colônia: as colônias comerciais e as colônias de assentamento. As colônias comerciais devem fornecer matérias-primas e, ao mesmo tempo, constituir-se em mercados privilegiados para produtos e investimentos de capitais das metrópoles. As colônias de assentamento servem de áreas de recepção dos excedentes populacionais das metrópoles.

Era Vitoriana

É durante o reinado da rainha Vitória (1837-1901) que a Inglaterra experimenta sua maior expansão colonialista, chegando a conquistar um quinto das terras de todo planeta. O sistema parlamentarista é consolidado sob a liderança de Benjamin Disraeli e William Gladstone. A prosperidade do Estado e da alta burguesia é contrabalançada pela rigidez moral (puritanismo) e pelas péssimas condições de vida e trabalho das classes mais pobres da população.

Rainha Vitória (1819-1901) é como fica conhecida Alexandrina Vitória, rainha do Reino Unido. Nasce no Palácio de Kensington, Londres, filha única de Eduardo, duque de Kent, da casa dos Hanôver. Sucede o tio Guilherme IV em 1837, aos 18 anos. Casa-se com o primo, Alberto de Saxe-Coburgo, e tem nove filhos. Mesmo assessorada por conselheiros e primeiros-ministros, intervém pessoalmente em todos os assuntos de Estado, principalmente no que se refere ao comércio exterior. Durante seu reinado, o mais longo da História inglesa, o país chega ao auge do imperialismo. A Inglaterra participa da Guerra dos Bôeres (1899-1902), no sul da África, da Revolta dos Cipaios (1857-1858), na Ásia, e da Guerra do Ópio (1840-1842), na China. Torna-se famosa também pela rigidez e pelo puritanismo moral. É sucedida por seu filho mais velho, Eduardo VII.

PARTILHA DA ÁFRICA

Ocorre a partir de 1870, quando a Alemanha e a Itália entram em disputa com a Inglaterra e a França pela conquista de territórios que sirvam como fontes de abastecimento de matérias-primas industriais e agrícolas e mercados para seus produtos. Portugal e Espanha conseguem manter alguns de seus antigos territórios coloniais. A Conferência de Berlim, em 1884 e 1885, oficializa e estabelece normas para a partilha. Qualquer posse territorial deve ser comunicada às potências signatárias e toda potência estabelecida na costa tem direito ao interior do território, até defrontar com outra zona de influência ou outro Estado organizado.

França

Conquista territórios no norte da África (Tunísia, Argélia, Marrocos e parte do Saara), na África ocidental (Senegal, Guiné, Costa do Marfim, Daomé - atual Benin -, Gabão e Congo - atual Zaire -, estes últimos denominados África Equatorial Francesa). Domina também territórios na África central (Níger, Chade e Sudão) e na África oriental (Madagascar, trocada com o Reino Unido por Zanzibar, atual Tanzânia), Obok, baía de Tadjurah, os sultanatos de Gobad e Ambado e os territórios dos Afars e Issas, atual Djibuti.

Reino Unido

Estabelece territórios coloniais na África ocidental (Gâmbia, Serra Leoa, Costa do Ouro, atual Gana, Nigéria e as ilhas de Santa Helena e Ascensão), na África oriental (Rodésia, atuais Zâmbia e Zimbábue, Quênia, Somália, ilha Maurício, Uganda e Zanzibar, atual Tanzânia, e Niassalândia, atual Malavi), e na África meridional (União Sul-Africana, incluindo a antiga Colônia do Cabo e as ex-repúblicas bôeres de Natal, Orange e Transvaal - África do Sul -, e os protetorados de Bechuanalândia, atual Botsuana, Basutolândia, atual Lesoto, e Suazilândia).

Alemanha

Conquista Togo e Camarões (África ocidental), Tanganica e Ruanda-Burundi (África oriental) e Namíbia (África do sudoeste).

Portugal

Mantém as colônias instaladas na África ocidental (Cabo Verde, São Tomé, Príncipe, Guiné-Bissau), África do sudoeste (Angola e Cabinda) e África oriental (Moçambique).

Espanha

Continua com suas posses coloniais na África do norte (parte do Marrocos, ilhas Canárias, Ceuta, território de Ifni e Saara Ocidental) e na África ocidental (Guiné Equatorial).

IMPERIALISMO NA ÁSIA

As potências européias, o Japão e os Estados Unidos envolvem-se numa disputa acirrada para redividir os territórios asiáticos.

Índia

A presença britânica na Índia com a Companhia das Índias Orientais supera a concorrência portuguesa e francesa desde o século XVII. Contra essa hegemonia se rebelam, em 1857, as tropas nativas, ou cipaios.

Revolta dos Cipaios

Levante de grupos indianos (cipaios) contra a exploração britânica. Começa em 1857 e é violentamente reprimida pelos britânicos, terminando no ano seguinte. O governo britânico dissolve a Companhia das Índias, reorganiza o exército colonial e converte a Índia em domínio britânico.

Influência britânica

O Reino Unido implanta em território indiano um sistema de ensino inglês, uma rede ferroviária e a modernização dos portos. Com seus produtos industriais mais baratos, destrói a economia rural autárquica e aumenta o desemprego. Os ingleses se expandem e criam Estados intermediários no Nepal e Butão. Entram no Tibete para garantir privilégios comerciais. Anexam a Birmânia (atual Mianmá ) e Ceilão (atual Sri Lanka ) e tentam disputar com os russos o domínio do Afeganistão. O domínio britânico faz surgir um movimento nacionalista entre setores das classes abastadas indianas, europeizadas nos colégios e universidades inglesas, onde tinham livre curso as idéias liberais e democráticas. Em 1885 é fundado o Congresso Nacional Indiano, com o objetivo de obter uma participação ativa na administração do país.

China

Até meados do século XIX os europeus mantêm feitorias no território chinês, por onde realizam o comércio com as metrópoles. A partir daí ocorre uma intensificação nas tentativas de dominar o mercado chinês por meio de guerras e conquistas.

Guerra do Ópio

Uma das principais atividades do Reino Unido na região é o cultivo do ópio (em território indiano), que é depois vendido aos chineses. Em 1840 as autoridades chinesas passam a reprimir a venda ilegal da droga, o que leva o Reino Unido a declarar a chamada Guerra do Ópio. O conflito termina dois anos depois pela Paz de Nanquin, tratado segundo o qual o Reino Unido retoma o comércio de ópio e obtém ainda a cessão de Hong Kong, ponto estratégico para comércio que deve ser devolvido à China em 1997. A partir de 1844, França, Estados Unidos, Inglaterra e Rússia conquistam o controle de áreas do território chinês, como Xangai e Tientsin.

Guerra Sino-Japonesa

Em 1868, após um longo isolamento, o Japão emerge disposto a se tornar uma potência mundial. Seis anos depois, envia tropas contra Formosa (Taiwan), com o objetivo de testar a resistência chinesa. Por pressão diplomática do Reino Unido recolhe as forças militares, recebendo uma "indenização" da China. O expansionismo japonês volta a se manifestar em 1879, com a anexação das ilhas Ryu-kyu. Mas o principal objetivo do Japão é a Coréia, situada em posição estratégica e possuidora de grandes reservas minerais, especialmente carvão e ferro.

Intervenção na Coréia

China e Coréia procuram desenvolver laços estreitos de colaboração por intermédio de acordos comerciais e militares. A China busca consolidar sua influência na região, principalmente modernizando as forças militares coreanas. Essa atitude provoca diversos confrontos armados entre facções pró-China e grupos favoráveis aos interesses do Japão, levando ambos os países a enviarem tropas ao território coreano para conter o conflito interno. Estabelecida a normalidade, o Japão, entretanto, decide não abandonar a Coréia, alegando que a situação ainda exige a presença das tropas japonesas para evitar novas rebeliões.

Conflito entre China e Japão

Tem início em agosto de 1894, com o bombardeamento de barcos japoneses pelas forças navais chinesas. O contra-ataque do Japão é rápido e fulminante, derrotando a China em pouco tempo. No início de 1895, o Japão invade a Mandchúria e a província de Shantung, toma Porto Arthur e controla o acesso marítimo e terrestre a Pequim. Em conseqüência, a China admite a derrota e, pelo Tratado de Shimonoseki, reconhece a independência coreana, abre mão das ilhas de Formosa e Pescadores e da península de Liaotung, na Mandchúria, paga uma indenização ao governo nipônico e abre quatro portos em seu território ao comércio japonês.

Expansão japonesa

É a conseqüência das duras condições de paz impostas à China, preocupando os governos da Rússia, França, Alemanha e Reino Unido. Para os dirigentes russos, a cessão da península de Liaotung ao Japão desequilibra o mapa político do Extremo Oriente. Assim, pedem a imediata modificação do tratado de paz, seguidos pelos governos da França e da Alemanha, temerosos do "perigo amarelo". O Japão cede, exigindo, em contrapartida, um aumento da indenização paga pela China.

Incapacidade militar chinesa

Produz uma corrida entre as potências ocidentais e a Rússia em busca de concessões territoriais na China, além de privilégios comerciais. O resultado é desastroso para o governo de Pequim: a Rússia constrói um trecho da ferrovia transiberiana na Mandchúria; a França consolida as fronteiras do vale do rio Mekong; o Reino Unido alarga as fronteiras da Birmânia, avançando em território chinês; a Alemanha ocupa a região de Tsingtao, enquanto a Rússia toma Porto Arthur, Dairen e parte da província de Liaotung e a França e o Reino Unido arrendam importantes extensões territoriais por 99 anos.

"Reforma dos cem dias"

O risco de esfacelamento territorial provoca na China uma severa reação interna e, durante o período conhecido como "a reforma dos cem dias", o governo inicia a modernização da administração, das Forças Armadas, da Justiça, do comércio e da indústria. Essas reformas produzem fortes contestações na burocracia governamental e levam a rainha-mãe, Tzu-hsi, afastada desde a deflagração da guerra com o Japão, a reassumir o poder com o apoio de um governo conservador. O imperador é mantido como virtual prisioneiro, enquanto parte das reformas administrativas é anulada. Tzu-hsi é radicalmente contra a modernização e ocidentalização da China e sua política nacionalista e xenófoba desemboca na Guerra dos Boxers, em 1900.

Revolta dos Boxers

Como reação à dominação estrangeira, nacionalistas se revoltam contra a dinastia mandchu. A Guerra dos Boxers, nome dado pelos ocidentais aos membros de uma sociedade secreta chinesa que organizam a revolta, se espalha pelas zonas costeiras e ao longo do rio Yang-Tse, em 1900. Exércitos estrangeiros esmagam a rebelião e impõem à China uma abertura à participação econômica ocidental. O capital estrangeiro implanta indústrias, bancos e ferrovias.

Nacionalismo chinês

A partir de 1905 o nacionalismo se organiza com a fundação do Partido Nacional do Povo (Kuomintang) por Sun Yat-sen, que defende a democracia e a reforma econômica. Em 1911 tem início a revolução nacionalista, que proclama a República em 1912.

DEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA

Ao longo do século XIX, França, Reino Unido e Estados Unidos disputam entre si a hegemonia econômica e política sobre a América Latina, que representa fonte de matérias-primas e mercado para seus produtos industriais. Interferem nas disputas políticas internas, nas quais revezam-se ditaduras caudilhescas.

México

Perde quase metade de seu território em 1846, como resultado da guerra contra os Estados Unidos. Califórnia, Arizona, Novo México, Utah, Nevada e parte do Colorado passam ao domínio norte-americano. A suspensão do pagamento da dívida externa mexicana, em 1861, provoca a intervenção da Inglaterra, França e Espanha, resultando no domínio francês até 1867.

Revolução Mexicana

Independente desde 1821, o México só consegue consolidar-se como Estado nacional entre 1876 e 1910 com a ditadura de Porfirio Díaz, o primeiro a ter controle sobre o conjunto do território. Exportador de produtos agrícolas e minerais, o país é dominado por uma aristocracia latifundiária. Os camponeses reivindicam terras e as classes médias urbanas, marginalizadas do poder, se opõem ao regime. Em 1910 o liberal e também latifundiário Francisco Madero capitaliza o descontentamento popular e se lança candidato à sucessão de Díaz. As eleições são fraudadas e Díaz vence. O episódio desencadeia uma guerra civil e o país entra num período de instabilidade política que permanece até 1934, quando Lázaro Cárdenas assume o poder.

Rebelião de 1910

A reeleição de Díaz provoca um levante popular no norte e no sul do país. No norte, os rebeldes liderados por Pancho Villa incorporam-se às tropas do general dissidente Victoriano Huerta. No sul, um exército de camponeses organiza-se sob o comando de Emiliano Zapata e exige uma reforma agrária no país. Díaz é deposto em 1911 e Madero assume o poder. Enfrenta dissidências dentro da própria elite mexicana e também dos camponeses: Zapata recusa-se a depor as armas enquanto o governo não realizar a reforma agrária. Em 1913 Huerta depõe e assassina Madero e tenta reprimir os camponeses. Villa e Zapata retomam as armas apoiados por um movimento constitucionalista liderado por Venustiano Carranza. Huerta é deposto em 1914, Carranza assume o poder e dá início a um processo de reformas sociais, mas a reforma agrária é novamente adiada. Em 1915, Villa e Zapata retomam novamente as armas mas Carranza já domina o país. Em 1917 promulga uma Constituição e consolida sua liderança. Zapata é assassinado em 1919. Villa retira-se da luta em 1920 e é assassinado em 1923.

Pancho Villa (1877-1923), como fica conhecido o político revolucionário mexicano Doroteo Arango. Aos 16 anos teria matado um rico fazendeiro e logo depois se alistado no Exército para fugir às perseguições da Justiça. Em 1910, como chefe de guarnição, toma o partido de Francisco Madero no combate à ditadura da Porfirio Díaz. Em maio de 1911 é exilado. Madero assume o governo no mesmo ano. Em 1912 o general Victoriano Huerta, que mais tarde deporia e substituiria Madero, condena Villa à morte por insubordinação. Auxiliado por Madero, Villa consegue se refugiar nos Estados Unidos. Depois da morte de Madero e da instauração da ditadura de Huerta, Villa volta ao México e integra as forças de Venustiano Carranza, que se opunha ao novo ditador. Contra Huerta combatiam, espalhados por todo país, Pancho Villa, Venustiano Carranza, Álvaro Obregón e Emiliano Zapata. Na guerra civil que se instala, a cavalaria, com mais de 40 mil homens, comandada por Villa tem papel fundamental. Depois da queda de Huerta, Carranza assume o poder mas se desentende com Villa, que acaba voltando à luta e domina o norte do país. Em 1916 uma força expedicionária norte-americana é chamada pelo governo para capturar Villa, mas ele consegue escapar. Quando Carranza é deposto, Villa se instala no interior como fazendeiro. Casa-se várias vezes e tem filhos com pelo menos oito mulheres diferentes. É assassinado numa emboscada.

Emiliano Zapata (1879-1919) revolucionário mexicano e um dois principais líderes da Revolução Mexicana. Filho de índios, logo cedo toma a liderança de camponeses índios pela reforma agrária no país. Forma um exército e conquista todo sul do México, rebelando-se contra Porfirio Díaz e os grandes proprietários de terra. Une-se a Pancho Villa e posteriormente volta-se contra os presidentes Madero, Huerta e Carranza, os quais tomam o poder com a ajuda de Zapata, mas fracassam na execução da reforma agrária. É assassinado por um adepto de Carranza.

Região do Prata

A influência inglesa mantém-se inalterada até a 1a Guerra Mundial (1914-1918), embora sofrendo a concorrência dos Estados Unidos, França e Alemanha. Ao Reino Unido interessam os produtos agrícolas e pecuários, os minérios e a manutenção do rio do Prata como área aberta à sua influência marítima. Em 1828 estimula a Guerra Cisplatina, que leva à independência do Uruguai, e em 1852 toma as ilhas Malvinas da Argentina.

Argentina

A presença de uma burguesia mercantil desenvolvida em Buenos Aires, associada ao capital internacional (principalmente inglês), acirra o conflito interno entre os unitários, partidários de um governo central forte, e os federalistas, favoráveis à autonomia regional. A ascensão de Juan Manuel Rosas ao governo de Buenos Aires marca o início de uma ditadura, de 1829 e 1852, que impõe a defesa da ordem civil e eclesiástica e resiste às pressões estrangeiras - o que não impede a ocupação das ilhas Malvinas pelo Reino Unido, em 1833. Em 1852, a aliança entre o Brasil e o caudilho de Corrientes, Justo José de Urquiza, derruba Rosas. Em 1853 é elaborada uma Constituição de caráter federalista, embora ainda com governo centralizado. Em 1859, a guerra civil entre Buenos Aires, independente desde 1854, e o governo federal termina com a integração, ao resto do país, daquela cidade, que, mais tarde, é declarada a capital. A fase posterior é de desenvolvimento econômico, colonização do interior e predomínio oligárquico.

Uruguai

Sua posição estratégica, junto ao rio do Prata, torna-o palco de disputas que remontam à fase colonial. Em 1821 é anexado ao Brasil, por Portugal, com o nome de Província Cisplatina. A Guerra da Cisplatina, entre Brasil e Argentina, pela posse da região, possibilita sua independência, em 27/8/1828. Mas não encerra as disputas fronteiriças com os latifundiários do Rio Grande do Sul. As intervenções brasileiras na região - em 1851, contra Manuel Oribe, e em 1864, contra Atanasio Aguirre, em apoio ao general Venancio Flores - têm como reação a intervenção paraguaia. É ela que está na origem da guerra entre esse país e a Tríplice Aliança.

Paraguai

Após a independência, em 1814, o caudilho José Gaspar Rodríguez de Francia, que governa ditatorialmente com o título de El Supremo, recusa a anexação à Argentina e isola o país. Em 1840 assume o presidente Carlos Antonio Lopez, que inicia os contatos com o exterior e uma política de desenvolvimento autônomo, que será continuada por seu filho, Francisco Solano López. Seus sonhos expansionistas, de criação do Grande Paraguai, terminam com a derrota para o Brasil, secundado pela Argentina e Uruguai (1870). O país fica numa crise profunda, arrasado social e economicamente.

Região do Pacífico

O capital inglês associa-se às oligarquias locais, estimulando a formação de Estados independentes (Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Chile). O Reino Unido se dedica principalmente à exploração de prata, cobre, salitre e outros minerais.

Chile

O autoritarismo de Bernardo O'Higgins o faz ser derrubado, em 182, por Ramón Freire, ditador até 1826. A desordem que impera durante o governo do general Francisco Pinto leva à guerra civil e à ditadura de Diego Portales (1830-1841). Depois disso, com Manuel Bulnes, o país entra numa fase de estabilidade.

América Central

A hegemonia norte-americana ocorre desde o início do século XIX. Consolida-se com a desagregação da Federação das Províncias Unidas da América Central e com a oficialização da Doutrina Monroe como base da política exterior dos Estados Unidos. Estes intervêm na região para garantir concessões territoriais a monopólios agrícolas norte-americanos. A guerra pela independência de Cuba, iniciada em 1895 por José Martí e Antonio Maceo, serve de pretexto para a intervenção norte-americana e para o desencadeamento da guerra entre os Estados Unidos e a Espanha. Cuba conquista a independência em 1902, sob tutela dos Estados Unidos. Como resultado da derrota espanhola, em 1898, Porto Rico passa ao domínio norte-americano. Em 1903, por imposição da frota naval norte-americana, o Panamá separa-se da Colômbia e concede aos Estados Unidos a soberania sobre a Zona do Canal do Panamá.

DISPUTA PELO IMPÉRIO OTOMANO

A decadência do Império Turco-Otomano começa por causas internas, como administração corrupta, enfraquecimento do Exército e rebeliões das nacionalidades submetidas. O processo é acelerado pelo avanço das potências européias sobre os Bálcãs e pelo domínio dos acessos marítimos ao mar Negro e ao Mediterrâneo oriental.

Guerra da Criméia

Começa com a invasão russa dos principados otomanos do Danúbio, em 1853. A Turquia recebe o apoio do Reino Unido, França e Sardenha, interessados em impedir que a Rússia controle os estreitos de Bósforo e Dardanelos. Em troca, permite a entrada de capitais ocidentais na Turquia. Mas na Conferência de Londres, em

1875, a Rússia obtém o direito de livre trânsito nos estreitos e, em 1877, inicia nova guerra contra a Turquia a pretexto de libertar os cristãos dos Bálcãs. O Congresso de Berlim, em 1878, consagra a independência dos Estados balcânicos e as perdas turcas de Chipre, para o Reino Unido, da Armênia e parte do território asiático para a Rússia e da Bósnia-Herzegóvina para o Império Austro-Húngaro. Em 1895 o Reino Unido apresenta um plano de partilha da Turquia, rechaçado pela Alemanha, que prefere garantir para si concessões ferroviárias.

Guerras balcânicas

A crise começa em 1908, com a anexação da Bósnia-Herzegóvina pelo Império Austro-Húngaro, a anexação de Creta pela Grécia e a independência da Bulgária. Surgem os planos de formação da Grande Sérvia e da Grande Grécia, com base na desintegração do Império Otomano e na redivisão territorial dos Bálcãs. Em 1912 e 1913, em virtude de distúrbios na Albânia, desordens internas na Turquia e expansão italiana no norte da África e no mar Egeu, a crise ganha dimensão regional. Forma-se a Liga Balcânica, integrada pela Sérvia, Bulgária, Grécia e Montenegro, com apoio da Rússia, contra as ameaças de expansão austro-húngaras.

1a Guerra Balcânica - Envolve em 1912, de um lado, os países da Liga Balcânica e, do outro, a Turquia. A Sérvia exige acesso ao Adriático, contra a oposição da Itália, que pretende anexar a Albânia. A Grécia quer expulsar a Itália do Dodecaneso, enquanto a Áustria-Hungria opõe-se à expansão da Itália e da Sérvia e se alia à Bulgária. Como resultado, a Turquia perde os territórios balcânicos.

2a Guerra Balcânica - Em 1913, começa pelo ataque da Bulgária à Sérvia na tentativa de obter maiores territórios na divisão do Império Otomano. Romênia, Grécia, Montenegro e Turquia intervêm a favor da Sérvia. A Áustria-Hungria ameaça intervir a favor da Bulgária, que perde territórios, enquanto a Albânia converte-se em principado autônomo.

Fonte: www.abecitrus.com.br

IMPERIALISMO NA ÁSIA

No final do século XIX a Ásia se mostrava muito mais avançada, em termos de organização social do que o continente africano, que vivia sob uma organização tribal. Isto dificultou, mas em hipótese alguma impediu, o imperialismo europeu naquela região do planeta.

IMPERIALISMO NA ÁSIA

O curso do imperialismo ocidental na Ásia foi consideravelmente diferente e mais complexo.

Em primeiro lugar, alguns Estados europeus tinham ali grandes possessões que datavam da época inicial da colonização.
Os ingleses estavam solidamente instalados na Índia; os holandeses possuíam a maior parte das Índias Orientais; os portugueses e franceses mantinham ainda resto de seus antigos impérios.

Em segundo lugar, a Ásia não era um continente de tribos primitivas, como a maior parte da África; continha muitos povos de culturas antigas e complexas com tradição de unidade e grandeza.
O sentimento nacional do tipo moderno podia ser mais facilmente estimulado na Ásia, e a interferência européia estava em boas condições para provoca-lo.

Em terceiro lugar, uma das grandes potências da Europa , a Rússia , desde muito tempo ocupara a tremenda extensão da Sibéria e, portanto , contava com facilidades especiais para expandir suas fronteiras na Ásia.

Como na África, o imperialismo ocidental na Ásia intensificou as rivalidades das grandes potências e produziu repetidas crises internacionais.

IMPERIALISMO NA ÁSIA

No sudeste da Ásia, os principais disputantes eram a França e a Inglaterra.

Os franceses tinham posto os pés na Conchinchina, sob Napoleão III. O produto do esforço francês foi uma federação complexa , sob a etiqueta de Indochina Francesa. Ao mesmo tempo, os britânicos se expandiram para o leste , da Índia , e absorviam a Birmânia , Cingapura , no sul organizando uma faixa de pequenos protetorados.
No fim do século, a Tailândia era a única a permanecer como Estado independente no sudeste asiático, embora ameaçada de um lado pelos franceses e do outro pelos ingleses.

Felizmente para todos os interessados, a Tailândia achava - se em localização ideal para servir como área - tampão. O acordo franco-britânico de 1904 envolvia a garantia da independência tailandesa e assim eliminou uma fonte de atrito entre as duas potências imperialistas.

Nas fronteiras setentrional e ocidental da Índia, era a Rússia que rivalizava com a Inglaterra.

Por volta de 1880, os russos haviam entrado pelo Turguestão, quase até os limites da Índia.

Por certo tempo houve rumores de guerra entre as duas potências. Os ingleses rapidamente enviaram uma expedição ao Estado limítrofe do Afeganistão e instalaram um novo rei , que se comprometeu a conservar os russos de fora.Quando a pressão russa se virou mais para o leste, os ingleses igualmente cuidaram de impedir a influência russa no Tibet. Ainda mais séria, era a rivalidade anglo-russa no reino da Pérsia (atual Irã).

Desde muito vinha os russos gozando de situação especial na Pérsia do Norte, junto a fronteira russa , e nas últimas décadas do século XIX havia aumentado seu controle através de várias concessões de comércio e investimento.

Os ingleses preocupados com o destino da Índia procuravam formar uma fogueira á retaguarda, buscando ativamente concessões no sul da Pérsia.

As escaramuças russo-britânicas na Pérsia continuaram até 1907, quando os dois rivais se juntaram numa das mais importantes transações comerciais do período.

A Pérsia foi dividida em duas esferas de influência, com uma zona de tampão no meio. Ao mesmo tempo , os russos prometeram não lançar mãos contra o Afeganistão e ambas as partes concordaram em deixar o Tibet sossegado.

Nas duas orlas existentes da Ásia, o Oriente Próximo e o Extremo Oriente, havia dois grandes impérios, ambos em adiantado estado de decadência no final do século XIX.

Esses impérios, China e Turquia, tornaram-se alvos das ambições imperialistas e fonte de sérias rivalidades.

A China fora aberta ao comércio ocidental em resultado de duas grandes guerras em meados do século XIX. Embora os chineses houvessem sido derrotados nas duas vezes, persistia a ilusão de que a China era ainda uma grande potência, capaz de se defender num tempo de crise.

Veio então , em 1894-1895 , a Guerra sino-japonesa. Para espanto do mundo, o pequeno império insular ganhou uma série de vitórias esmagadoras, que mostrava a olho nu a decadência chinesa.

A conseqüência foi uma brava avançada imperialista na China. A maioria das grandes potências forçou o governo chinês a conceder-lhes arrendamentos a longo prazo de portos da China para uso como bases navais. Além disso, asseguraram "esferas de influência" de que esperavam apoderar-se quando e se sobrevivesse a derrocada da China.

O alvo da Rússia era a Mandchúria; o da Inglaterra, o vale do Iangtsé, na China central: o do Japão, a região fronteira a formosa (que o Japão anexara em 1895); o da França , a parte meridional vizinha da Indochina.
Das grandes potências, apenas a Itália deixou de arrancar dos chineses, pelo medo,
concessões de arrendamentos ou direitos especiais , e apenas os Estados Unidos se
recusaram a participar do avanço.

Mas o colapso iminente da China nunca chegou de todo. Embora a Rebelião dos Boxers houvesse sido esmagada por uma expedição internacional , as potências se certificaram de que a China não podia ser esquartejada sem luta. Além disso, a tensão internacional na Europa havia chegado a tal ponto que nenhuma potência se sentia segura em empreender uma ação
intensa no Extremo Oriente.

Outro fator contribuinte era a política abertamente manifestada do governo dos Estados Unidos de preservar a integridade da China. Gradativamente, a idéia da derrocada chinesa se desvaneceu e as esferas de influência perderam sua principal importância. Só a Rússia tentou absorver sua esfera diretamente, com risco de guerra. O exército russo recusou se retirar da mandchúria após a Revolta dos Boxers e os russos começaram também a investir e intrigar na Coréia. O resultado não foi uma guerra com a China , mas com o Japão , que via essa expansão russa ameaçar suas próprias ambições e sua segurança nacional. Em 1904-1905 os russos foram batidos em terra e mar e os japoneses se apoderaram das ferrovias, dos arrendamentos e dos direitos especiais de comercio que os russos tinham na Mandchúria.

Fonte: pt.wikipedia.org

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal