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Anglicanismo

"Na Inglaterra, a difusão da Reforma foi facilitada pela disputa pessoal entre o soberano, Henrique VIII, e o papa. Henrique VIII era católico, mas rompeu com o papa quando este se recusou a dissolver seu casamento com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado um filho homem. Ignorando a decisão papal, Henrique VIII casou-se, em 1533, com Ana Bolena, sendo excomungado pelo papa Clemente VII.

O soberano encontrava assim uma justificativa para impedir que o poder da Igreja ofuscasse a autoridade de um rei absolutista. Além do mais, os bens da Igreja passaram para as mãos da nobreza, que apoiava o rei. Desta forma, as propriedades da nobreza aumentaram, facilitando a nova atividade econômica de produção de lã, que era pro­curada pelas manufaturas de tecidos. A oficialização do rompimento entre Henrique VIII e o papado deu-se quando o Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, que, em 1534, colocou a Igreja sob a autoridade real: nascia a igreja anglicana.

"Rei é o chefe supremo da Igreja da Inglaterra (...) Nesta qualidade, o Rei tem todo o poder de reprimir, corrigir erros, heresias, abusos (...) que sejam ou possam ser eformados legalmente por autoridade espiritual" (Ato de Supremacia, 1534)

Abertura do Parlamento pela rainha Elizabeth I
Abertura do Parlamento pela rainha Elizabeth I

Pelo Ato dos Seis Artigos, assinado em 1539, Henrique VIII mantinha todos os dogmas católicos, exceto o da autoridade papal. Esta dubiedade foi atacada tanto por protestantes como por católicos: os protestantes reprovavam a fidelidade aos dogmas católicos, e os católicos reprovavam o cisma.

Eduardo VI, filho e sucessor de Henrique VIII, impôs ao país a obrigatoriedade do culto calvinista. Maria Tudor, sua sucessora, tentou, sem sucesso, restaurar o catolicismo. Com a morte de Maria Tudor, subiu ao trono Elizabeth 1 (1558-1603), que instituiu oficialmente a religião anglicana, através de dois atos famosos: o Bill da Uniformidade, que criava a liturgia anglicana, e o Rui dos 39 Artigos, que fundamentava a fé anglicana. "

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

Anglicanismo

O cristianismo chegou às ilhas britânicas no final do primeiro século, levado por cristãos que fugiam das perseguições. Ali, a Igreja Cristã foi estabelecida inicialmente entre os celtas que enviaram três bispos ao Concílio de Arless, em 314 d.C. Em 596, o bispo de Roma, São Gregório Magno, enviou missionários para evangelizar o sudeste da Grã-Bretanha, região conhecida por Kent, onde habitavam os anglo-saxões.

Essa missão foi liderada pelo bispo Agostinho, que estabeleceu em Cantuária as primeiras comunidades subordinadas ao bispo de Roma.

A partir de então houve um gradativo processo de avanço da Igreja de Roma nos territórios celtas até que em 664 a Igreja Celta submeteu-se ao governo da Igreja Romana, adotando parcialmente seus ritos, mas mantendo diversas tradições celtas e britânicas. O povo britânico, porém, nunca concordou com a submissão ao poder romano. Assim , em 1534, a Igreja Anglicana voltou a separar-se da Igreja Romana por decisão do Parlamento após iniciativa do Rei Henrique VIII.

A partir de então, o Anglicanismo deixou-se influenciar positivamente pelo movimento da Reforma, sem deixar de preservar as mais puras e sadias tradições católicas antigas, expressas na liturgia contida no Livro de Oração Comum.

No Brasil o Anglicanismo chegou em duas etapas no século XIX: através dos imigrantes ingleses que aqui se estabeleceram a partir de 1810 e através do trabalho de missionários norte-americanos a partir de 1889.

Princípios essenciais do Anglicanismo

Bíblia Sagrada - Acreditamos que as Sagradas Escrituras contêm toda revelação necessária para que a humanidade alcance vida plena. Toda nossa doutrina e liturgia sustentam-se na Bíblia Sagrada.

Os Credos Apostólicos e Niceno - Escritos no tempo da igreja indivisa, constituem a confissão normativa da fé católica que preservamos ainda hoje.

Os Sacramentos - A Igreja Anglicana é uma igreja sacramental. Professamos o Santo Batismo e a Santa Eucaristia como legítimos sacramentos diretamente ordenados por Cristo e instrumentos da graça salvífica de Deus.

Episcopado histórico - Professamos que a autoridade transmitida por Cristo aos apóstolos e esses aos seus sucessores (incluindo nossos bispos) é, ao mesmo tempo, garantia e expressão da catolicidade e apostolicidade da Igreja.

Uma Igreja Sacramental

Os Sacramentos são sinais externos e visíveis de graças internas e espirituais. Para nós, o Batismo e a Eucaristia são sacramentos indispensáveis à vida cristã.

Santo Batismo: A filiação à Igreja se dá pelo batismo com água e em nome da Santíssima Trindade. Em nossa Igreja há liberdade para celebrá-lo por aspersão ou por imersão, de acordo com os usos e costumes de cada paróquia. Pessoas de qualquer idade podem ser batizadas em alguma Igreja cristã. A Igreja Anglicana em hipótese alguma pratica o "rebatismo". Crianças podem ser batizadas independente da situação matrimonial dos pais. Qualquer pessoa, uma vez batizada, tem direito a participar da Santa Eucaristia e receber regularmente a Comunhão, inclusive as crianças.

Santa Eucaristia: Também chamada "Santa Comunhão" ou "Missa", é o alimento espiritual dos cristãos e principal reunião pública de culto e adoração. Seus sinais externos e visíveis são o pão e vinho consagrados por um(a) sacerdote devidamente autorizado(a) pela sucessão apostólica. A Igreja Anglicana proclama a presença real de Cristo na Eucaristia, mas não procura explicar dogmaticamente como se dá esse santo e profundo mistério. O culto eucarístico é aberto a todas as pessoas que dele queiram participar. É também momento de ouvir o Evangelho e a homilia dominical.

Outros ritos de caráter Sacramental

Confirmação ou Crisma: Ministrada pelo(a) bispo(a), representa a maioridade na fé e confere a todo confirmado a dignidade do ministério leigo e a plenitude dos dons do Espírito Santo. Para ser confirmada, a pessoa precisa ser batizada, ter aceito Jesus Cristo de forma pessoal e consciente como seu Senhor e receber instrução catequética apropriada.

Matrimônio: A Igreja Anglicana celebra o matrimônio de acordo com as leis do país e desde que um dos nubentes seja batizado. Os divorciados podem casar-se novamente, cumpridas as determinações canônicas da Igreja.

Unção e benção da Saúde: Ministrada pelo sacerdote mediante a imposição das mãos a todos que se sentem abatidos física, mental ou espiritualmente. O sacerdote, se julgar conveniente, pode administrar a benção com óleo consagrado pelo(a) bispo(a).

Penitência: Também conhecida como "Confissão e Absolvição". Ministrada por um sacerdote coletivamente (durante a liturgia) ou individualmente, assegura o perdão de Deus a todas as pessoas que se arrependerem de suas más ações e desejam reiniciar uma nova vida. "Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, esses serão perdoados" (Jesus em João 20.23).

Ordenação: A Igreja ordena ao sagrado ministério pessoas que tenham recebido elevada preparação teológica para corresponder à dignidade do ministério. As ordens de diácono, presbítero e bispo são cumulativas, vitalícias e abertas a homens e mulheres solteiros(as) ou cadados(as). Nossa Igreja não exige aos sacerdotes o sacrifício do celibato.

O jeito Anglicano de viver a vida Cristã

A Igreja Anglicana busca equilibrar a tradição católica com as influências benéficas da Reforma protestante. Por isso ela é essencialmente católica e também reformada. A liturgia preserva a mais antiga estrutura de culto cristão, com grande ênfase na proclamação da Palavra de Deus. Damos grande valor à Liturgia, definindo nossas crenças e doutrinas no próprio manual litúrgico (o Livro de Oração Comum).

O LOC orienta as diferentes celebrações cúlticas não segundo uma opinião individual, mas do consenso da Igreja como um todo.

Para glorificação de Deus, além do LOC, a Igreja também dá grande valor à arte sacra, ao altar, arquitetura dos templos e tudo que possa contribuir para expressar nossa fé em Deus: as flores do altar, as cores litúrgicas, velas, incenso, música e a atmosfera de reverência diante de Deus. A Igreja dedica grande respeito aos seus Templos, a ponto de algumas pessoas interpretarem como sinal de frieza o que para nós é expressão de reverência pelo espaço consagrado à oração e culto a Deus.

Os anglicanos encontram muita alegria em sua Igreja, nutrindo por ela grande afeição. Em qualquer parte do mundo encontram no LOC a maneira familiar de adorar e compreenderem-se participantes de uma grande família cristã espalhada em 165 diferentes países e que tem como símbolo de unidade e comunhão a Sé de Cantuária, ocupada atualmente por Sua Santidade, o Reverendíssimo Arcebispo George Carey, entronizado em abril de 1991.

No Brasil, a Igreja Anglicana tem sete dioceses e aproximadamente 100 mil membros.

Fonte: www.igrejaanglicana.org.br

Anglicanismo

Nasceu de um movimento de idéias, não do estadismo religioso de Henrique VIII, cujos episódios do cotidiano conjugal incitaram um sério desentendimento com o papado. Religião oficial da Grã Bretanha. Apesar de influenciado pela Reforma e pelo Humanismo, o Anglicanismo foi instituído na Inglaterra principalmente por razões de Estado e marcara a ruptura, em 1534, do rei Henrique VIII com o clero cristão. Henrique VIII teve como pretexto para essa dissociação a recusa do Papa Clemente VII. Este, pra variar, não concedera o divórcio ao soberano-mor inglês, que, por ironia, instituiu-se caudilho supremo da Igreja, separando o templo romano do católico, do qual lhe confiscou alguns bens. A cisão de Henrique VIII com o prelado romano acabou por favorecer o debuxo luterano cuja influência se concretizara através do Book of Common Prayer.

Este livro, mais tarde, isentou-se das influições calvinistas. Foi quando facções pró-católicas e pró-protestantes alternaram-se no domínio da sé, gerando, com isso, conflitos que culminaram na Guerra Civil (1642) e na execução do arcebispo William Laud e do Rei Carlos I, que professavam cultos cristãos. Na verdade, a Reforma Anglicana apareceu na História como uma via, como um canal intermediário entre o catolicismo, que conservava determinadas graduações e mesclava diversas formas de liturgia, e o protestantismo, criado por Lutero, cujos princípios doutrinais se mantém fixos até hoje. Com esta dupla ambigüidade de valores o Anglicanismo se sustenta e tenta aproximar alcatoriamente as clerezias. Relatos históricos dão conta que a Revolução Gloriosa (1688) estabelecera o predomínio da facção pró-protestante sobre as posições pró-católicas – mas sem se atrelar diretamente ao catolicismo – e perduram até o século XIX. No decorrer da História, o Anglicanismo desdobrou-se em inúmeros motins. Aí, um tal de John Wesley fundou (1738) a Igreja Metodista, e, a seguir, com o perdão da redundância, foram fundadas outras secções de Igrejas, como, por exemplo, a Episcopal americana.

A oposição ao evangelismo de John Wesley levou a sua instituição (1791), a se desunir do clero romano ortodoxo. A catolização das capelas britânicas exacerbou a antipatia dos bispos e dos puritanos, e a crença religiosa foi um dos fatores cruciais de conflagrações no século XVII. Apesar do Anglicanismo ser banido durante anos do Protetorado e da Commonwealth, a República Inglesa (1649), ele tornou a vigorar com a Restauração (1660). O Código de Clarendon e os Atos de Teste levaram as basílicas inglesas a um rompimento entre o Anglicanismo institucionalizado e os não-conformistas. As causas do Rei Jaime II tiveram ínclita relevância em insurreições. O Ato de Tolerância garantia uma condescendência limitada aos não-conformistas, a despeito destes se recusarem a jurar compromissos ao episcopado. Isso fez com que Guilherme III fosse despojado das suas funções.

E a emancipação católica se dera, mas somente (1829). O século XVIII testemunhou disputas entre os High Anglicans, que escoravam o conservadorismo de Laud, e os Low Anglicans, ou latitudinários, que davam menos importância às formas dos ritos. Outra coisa: a formulação dos preceitos anglicanos data do reinado de Elizabeth I. O Segundo Livro de Oração Comum do reinado de Eduardo VI foi revisado e modificado (1559) e sua adoção se tornou obrigatória pelo Ato da Uniformidade. Os Trinta e Nove Artigos (1563) foram debatidos na Convocação, a mais elevada tertúlia da Igreja, como uma declaração de fé e prática. O objetivo era instituir uma clerezia episcopal nacional. Essa clerezia teria como morubixaba o monarca - uma espécie de governante. As pessoas que se recusassem a participar dos serviços eram multadas. Os puritanos, por exemplo, ficaram descontentes com as normas pré-estabelecidas e a Rainha se opôs aos seus tentâmens de alterar o clero anglicano. Não logrou êxito neste desígnio. Dentro do próprio Anglicanismo britânico existem duas correntes, a saber: a dos modernistas, que defendem a vulgocracia e o subjetivismo religioso, e a dos não-conformistas, que se opõem aos ideários anglicanos de fusão entre Estado e Fé.

O Anglicanismo contava com mais de 3 milhões (1970) de adeptos na Grã Bretanha. E capelas anglicanas se espalhavam pelo Canadá, Nova Zelândia, África do Sul, Austrália, etc. Essa religião chegou ao Brasil no início do século (1810) e na segunda metade do século passado (em 1970) contava com aproximadamente 2 mil membros, distribuídos em 12 sés.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Anglicanismo

Anglicanismo

O cristianismo chegou às ilhas britânicas no final do primeiro século, levado por cristãos que fugiam das perseguições. Ali, a Igreja Cristã foi estabelecida inicialmente entre os celtas que enviaram três bispos ao Concílio de Arless, em 314 d.C. Em 596, o bispo de Roma, São Gregório Magno, enviou missionários para evangelizar o sudeste da Grã-Bretanha, região conhecida por Kent, onde habitavam os anglo-saxões.

Essa missão foi liderada pelo bispo Agostinho, que estabeleceu em Cantuária as primeiras comunidades subordinadas ao bispo de Roma.

A partir de então houve um gradativo processo de avanço da Igreja de Roma nos territórios celtas até que em 664 a Igreja Celta submeteu-se ao governo da Igreja Romana, adotando parcialmente seus ritos, mas mantendo diversas tradições celtas e britânicas. O povo britânico, porém, nunca concordou com a submissão ao poder romano. Assim , em 1534, a Igreja Anglicana voltou a separar-se da Igreja Romana por decisão do Parlamento após iniciativa do Rei Henrique VIII.

A partir de então, o Anglicanismo deixou-se influenciar positivamente pelo movimento da Reforma, sem deixar de preservar as mais puras e sadias tradições católicas antigas, expressas na liturgia contida no Livro de Oração Comum.

No Brasil o Anglicanismo chegou em duas etapas no século XIX: através dos imigrantes ingleses que aqui se estabeleceram a partir de 1810 e através do trabalho de missionários norte-americanos a partir de 1889.

Princípios essenciais do Anglicanismo

Bíblia Sagrada

Acreditamos que as Sagradas Escrituras contêm toda revelação necessária para que a humanidade alcance vida plena. Toda nossa doutrina e liturgia sustentam-se na Bíblia Sagrada.
Os Credos Apostólicos e Niceno -Escritos no tempo da igreja indivisa, constituem a confissão normativa da fé católica que preservamos ainda hoje.

Os Sacramentos

A Igreja Anglicana é uma igreja sacramental. Professamos o Santo Batismo e a Santa Eucaristia como legítimos sacramentos diretamente ordenados por Cristo e instrumentos da graça salvífica de Deus.

Episcopado histórico

Professamos que a autoridade transmitida por Cristo aos apóstolos e esses aos seus sucessores (incluindo nossos bispos) é, ao mesmo tempo, garantia e expressão da catolicidade e apostolicidade da Igreja.

Uma Igreja Sacramental

Os Sacramentos são sinais externos e visíveis de graças internas e espirituais. Para nós, o Batismo e a Eucaristia são sacramentos indispensáveis à vida cristã.

Santo Batismo

A filiação à Igreja se dá pelo batismo com água e em nome da Santíssima Trindade. Em nossa Igreja há liberdade para celebrá-lo por aspersão ou por imersão, de acordo com os usos e costumes de cada paróquia. Pessoas de qualquer idade podem ser batizadas em alguma Igreja cristã. A Igreja Anglicana em hipótese alguma pratica o "rebatismo". Crianças podem ser batizadas independente da situação matrimonial dos pais. Qualquer pessoa, uma vez batizada, tem direito a participar da Santa Eucaristia e receber regularmente a Comunhão, inclusive as crianças.

Santa Eucaristia

Também chamada "Santa Comunhão" ou "Missa", é o alimento espiritual dos cristãos e principal reunião pública de culto e adoração. Seus sinais externos e visíveis são o pão e vinho consagrados por um(a) sacerdote devidamente autorizado(a) pela sucessão apostólica. A Igreja Anglicana proclama a presença real de Cristo na Eucaristia, mas não procura explicar dogmaticamente como se dá esse santo e profundo mistério. O culto eucarístico é aberto a todas as pessoas que dele queiram participar. É também momento de ouvir o Evangelho e a homilia dominical.

Outros ritos de caráter Sacramental

Confirmação ou Crisma

Ministrada pelo(a) bispo(a), representa a maioridade na fé e confere a todo confirmado a dignidade do ministério leigo e a plenitude dos dons do Espírito Santo. Para ser confirmada, a pessoa precisa ser batizada, ter aceito Jesus Cristo de forma pessoal e consciente como seu Senhor e receber instrução catequética apropriada.

Matrimônio

A Igreja Anglicana celebra o matrimônio de acordo com as leis do país e desde que um dos nubentes seja batizado. Os divorciados podem casar-se novamente, cumpridas as determinações canônicas da Igreja.

Unção e benção da Saúde

Ministrada pelo sacerdote mediante a imposição das mãos a todos que se sentem abatidos física, mental ou espiritualmente. O sacerdote, se julgar conveniente, pode administrar a benção com óleo consagrado pelo(a) bispo(a).

Penitência

Também conhecida como "Confissão e Absolvição". Ministrada por um sacerdote coletivamente (durante a liturgia) ou individualmente, assegura o perdão de Deus a todas as pessoas que se arrependerem de suas más ações e desejam reiniciar uma nova vida. "Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, esses serão perdoados" (Jesus em João 20.23).

Ordenação

A Igreja ordena ao sagrado ministério pessoas que tenham recebido elevada preparação teológica para corresponder à dignidade do ministério. As ordens de diácono, presbítero e bispo são cumulativas, vitalícias e abertas a homens e mulheres solteiros(as) ou cadados(as). Nossa Igreja não exige aos sacerdotes o sacrifício do celibato.

O jeito Anglicano de viver a vida Cristã

A Igreja Anglicana busca equilibrar a tradição católica com as influências benéficas da Reforma protestante. Por isso ela é essencialmente católica e também reformada. A liturgia preserva a mais antiga estrutura de culto cristão, com grande ênfase na proclamação da Palavra de Deus. Damos grande valor à Liturgia, definindo nossas crenças e doutrinas no próprio manual litúrgico (o Livro de Oração Comum).

O LOC orienta as diferentes celebrações cúlticas não segundo uma opinião individual, mas do consenso da Igreja como um todo.

Para glorificação de Deus, além do LOC, a Igreja também dá grande valor à arte sacra, ao altar, arquitetura dos templos e tudo que possa contribuir para expressar nossa fé em Deus: as flores do altar, as cores litúrgicas, velas, incenso, música e a atmosfera de reverência diante de Deus. A Igreja dedica grande respeito aos seus Templos, a ponto de algumas pessoas interpretarem como sinal de frieza o que para nós é expressão de reverência pelo espaço consagrado à oração e culto a Deus.

Os anglicanos encontram muita alegria em sua Igreja, nutrindo por ela grande afeição. Em qualquer parte do mundo encontram no LOC a maneira familiar de adorar e compreenderem-se participantes de uma grande família cristã espalhada em 165 diferentes países e que tem como símbolo de unidade e comunhão a Sé de Cantuária, ocupada atualmente por Sua Santidade, o Reverendíssimo Arcebispo George Carey, entronizado em abril de 1991.

No Brasil, a Igreja Anglicana tem sete dioceses e aproximadamente 100 mil membros.

Fonte: www.catedral-anglicana.org.br

Anglicanismo

O cristianismo chegou às ilhas britânicas no final do primeiro século, levado por cristãos que fugiam das perseguições. Ali, a Igreja Cristã foi estabelecida inicialmente entre os celtas que enviaram três bispos ao Concílio de Arless, em 314 d.C. Em 596, o bispo de Roma, São Gregório Magno, enviou missionários para evangelizar o sudeste da Grã-Bretanha, região conhecida por Kent, onde habitavam os anglo-saxões.

Essa missão foi liderada pelo bispo Agostinho, que estabeleceu em Cantuária as primeiras comunidades subordinadas ao bispo de Roma.

A partir de então houve um gradativo processo de avanço da Igreja de Romanos territórios celtas até que em 664 a Igreja Celta submeteu-se ao governo da Igreja Romana, adotando parcialmente seus ritos, mas mantendo diversas tradições celtas e britânicas. O povo britânico, porém, nunca concordou com a submissão ao poder romano. Assim , em 1534, a Igreja Anglicana voltou a separar-se da Igreja Romana por decisão do Parlamento após iniciativa doRei Henrique VIII.

A partir de então, o Anglicanismo deixou-se influenciar positivamente pelo movimento da Reforma, sem deixar de preservar as mais puras e sadias tradições católicas antigas, expressas na liturgia contida no Livro de Oração Comum.

No Brasil o Anglicanismo chegou em duas etapas no século XIX: através dos imigrantes ingleses que aqui se estabeleceram a partir de 1810 e através do trabalho de missionários norte-americanos a partir de 1889.

Princípios essenciais do Anglicanismo

Bíblia Sagrada

Acreditamos que as Sagradas Escrituras contêm toda revelação necessária para que a humanidade alcance vida plena. Toda nossa doutrina e liturgia sustentam-se na Bíblia Sagrada.

Os Credos Apostólicos e Niceno

Escritos no tempo da igreja indivisa, constituem a confissão normativa da fé católica que preservamos ainda hoje.

Os Sacramentos

A Igreja Anglicana é uma igreja sacramental. Professamos o Santo Batismo e a Santa Eucaristia como legítimos sacramentos diretamente ordenados por Cristo e instrumentos da graça salvífica de Deus.

Episcopado histórico

Professamos que a autoridade transmitida por Cristo aos apóstolos e esses aos seus sucessores (incluindo nossos bispos) é, ao mesmo tempo, garantia e expressão da catolicidade e apostolicidade da Igreja.

Uma Igreja Sacramental

Os Sacramentos são sinais externos e visíveis de graças internas e espirituais. Para nós, o Batismo e a Eucaristia são sacramentos indispensáveis à vida cristã.

Santo Batismo

A filiação à Igreja se dá pelo batismo com água e em nome da Santíssima Trindade. Em nossa Igreja há liberdade para celebrá-lo por aspersão ou por imersão, de acordo com os usos e costumes de cada paróquia. Pessoas de qualquer idade podem ser batizadas em alguma Igreja cristã. A Igreja Anglicana em hipótese alguma pratica o "rebatismo". Crianças podem ser batizadas independente da situação matrimonial dos pais. Qualquer pessoa, uma vez batizada, tem direito a participar da Santa Eucaristia e receber regularmente a Comunhão, inclusive as crianças.

Santa Eucaristia

Também chamada "Santa Comunhão" ou "Missa", é o alimento espiritual dos cristãos e principal reunião pública de culto e adoração. Seus sinais externos e visíveis são o pão e vinho consagrados por um(a) sacerdote devidamente autorizado(a) pela sucessão apostólica. A Igreja Anglicana proclama a presença real de Cristo na Eucaristia, mas não procura explicar dogmaticamente como se dá esse santo e profundo mistério. O culto eucarístico é aberto a todas as pessoas que dele queiram participar. É também momento de ouvir o Evangelho e a homilia dominical.

Outros ritos de caráter Sacramental

Confirmação ou Crisma: Ministrada pelo(a) bispo(a), representa a maioridade na fé e confere a todo confirmado a dignidade do ministério leigo e a plenitude dos dons do Espírito Santo. Para ser confirmada, a pessoa precisa ser batizada, ter aceito Jesus Cristo de forma pessoal e consciente como seu Senhor e receber instrução catequética apropriada.

Matrimônio

A Igreja Anglicana celebra o matrimônio de acordo com as leis do país e desde que um dos nubentes seja batizado. Os divorciados podem casar-se novamente, cumpridas as determinações canônicas da Igreja.

Unção e benção da Saúde: Ministrada pelo sacerdote mediante a imposição das mãos a todos que se sentem abatidos física, mental ou espiritualmente. O sacerdote, se julgar conveniente, pode administrar a benção com óleo consagrado pelo(a) bispo(a).

Penitência

Também conhecida como "Confissão e Absolvição". Ministrada por um sacerdote coletivamente (durante a liturgia) ou individualmente, assegura o perdão de Deus a todas as pessoas que se arrependerem de suas más ações e desejam reiniciar uma nova vida. "Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, esses serão perdoados" (Jesus em João 20.23).

Ordenação

A Igreja ordena ao sagrado ministério pessoas que tenham recebido elevada preparação teológica para corresponder à dignidade do ministério. As ordens de diácono, presbítero e bispo são cumulativas, vitalícias e abertas a homens e mulheres solteiros(as) ou cadados(as). Nossa Igreja não exige aos sacerdotes o sacrifício do celibato.

O jeito Anglicano de viver a vida Cristã

A Igreja Anglicana busca equilibrar a tradição católica com as influências benéficas da Reforma protestante. Por isso ela é essencialmente católica e também reformada. A liturgia preserva a mais antiga estrutura de culto cristão, com grande ênfase na proclamação da Palavra de Deus. Damos grande valor à Liturgia, definindo nossas crenças e doutrinas no próprio manual litúrgico (o Livro de Oração Comum).

O LOC orienta as diferentes celebrações cúlticas não segundo uma opinião individual, mas do consenso da Igreja como um todo.

Para glorificação de Deus, além do LOC, a Igreja também dá grande valor à arte sacra, ao altar, arquitetura dos templos e tudo que possa contribuir para expressar nossa fé em Deus: as flores do altar, as cores litúrgicas, velas, incenso, música e a atmosfera de reverência diante de Deus. A Igreja dedica grande respeito aos seus Templos, a ponto de algumas pessoas interpretarem como sinal de frieza o que para nós é expressão de reverência pelo espaço consagrado à oração e culto a Deus.

Os anglicanos encontram muita alegria em sua Igreja, nutrindo por ela grande afeição. Em qualquer parte do mundo encontram no LOC a maneira familiar de adorar e compreenderem-se participantes de uma grande família cristã espalhada em 165 diferentes países e que tem como símbolo de unidade e comunhão a Sé de Cantuária, ocupada atualmente por Sua Santidade, o Reverendíssimo Arcebispo George Carey, entronizado em abril de 1991.

Fonte: www.mundoanglicano.com.br

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