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História da Fotografia

 

Todo o processo evolutivo sobre a história da fotografia está aqui.

Também as biografias dos personagens mais relevantes da época, a origem da fotografia, a camera escura, a primeira foto, a primeira fotografia analogica, xilografía, a evolução da fotografia preto e branco, tudo sobre a camera fotográfica está neste site de fotografia com dicas de fotografia para o fotógrafo. Desfrute!

A evolução da fotografia é a contribuição de numerosos pesquisadores através de suas intuições a grandes descobertas. Os princípios óticos e químicos em que se baseia o processo fotográfico já eram conhecidos na antiguidade, mas foi somente no século XIX que se desvendou uma síntese, que permitiu revelar e fixar a primeira imagem sobre uma placa de peltre coberta com uma suspensão betuminosa de cloreto de prata. A fotografia é como a arte de fixar e reproduzir por meio de reações químicas em superfícies preparadas as imagens obtidas da câmera escura (J. Casares).

A Arte Gráfica, segundo Juan Carretel em Gravura e Criação Gráfica, define a arte gráfica (e não as artes gráficas) como um conceito geral que abraça às diversas técnicas e procedimentos para a realização de estampas e por extensão qualquer sistema de retrografia para aplicar a criação artística.

Aqui aparecem novos conceitos: estampa e criação artística.

Introdução

A crise de 1929 e dos anos subsequentes teve sua origem no grande aumento da produção industrial e agrícola nos EUA durante a Primeira Guerra Mundial, uma vez que o mercado consumidor, principalmente o externo, representado pelos países em guerra na Europa e pelos da América Latina, tradicionais consumidores dos produtos europeus, conheceu ampliação significativa.

A partir de 1925, apesar de toda euforia reinante, a economia norte-americana começou a enfrentar sérios problemas:

Enquanto a produção industrial e agrícola cresceu num ritmo acelerado, o aumento dos salários foi muito lento. A consequência progressiva da mecanização da indústria e da agricultura foi o desemprego que aumentou de modo preocupante;

Os países europeus recuperando-se dos prejuízos de guerra os levou a comprar cada vez menos dos EUA e a concorrer com eles nos mercados internacionais.

Por falta de consumidores internos e externos, começaram a sobrar grandes quantidades de produtos no mercado norte-americano, configurando-se, assim, uma crise de superprodução. Diante disso, os agricultores viram-se obrigados a armazenar cereal. Para tanto, tiveram que pedir empréstimos bancários, oferecendo suas terras como garantia de pagamento, o que muitas vezes os levou a perdê-las. Os industriais, por sua vez, foram forçados a diminuir o ritmo da produção e, consequentemente, a despedir milhares de trabalhadores, aprofundando a crise.

A pesar da crise galopante, os pequenos, médios e grandes investidores continuaram especulando com ações. Comercializavam esses papéis por preços que não condiziam com a real situação das empresas. Enfim, agiam como se a economia do país estivesse saudável. Entretanto, como era de se esperar, chegou o momento em que a crise atingiu a Bolsa de Nova Iorque, um dos importantes centros do capitalismo mundial. Refletindo a real situação das empresas, os preços das ações começaram a baixar. Os acionistas correram para tentar vendê-las, mas não havia quem quisesse comprá-las. Em 29 de outubro de 1929, havia 13 milhões de ações à venda, mas faltavam compradores. O resultado foi que os preços das ações despencaram, ocorrendo o crash (quebra) da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Com isso, milhares de bancos, indústrias e empresas rurais foram à falência e pelo menos 12 milhões de norte-americanos perderam o emprego.

Abalados pela crise, os EUA reduziram drasticamente a compra de produtos estrangeiros e suspenderam totalmente os empréstimos a outros países. Assim, a crise propagou-se rapidamente por todo o mundo capitalista. Os Estados Unidos retomam a sua estabilidade econômica, durante a Segunda Grande Guerra Mundial.

A crise de 1929 fez com que os futuros investidores refletissem melhor, sobre o que fazer nas próximas décadas. Novos institutos de pesquisas econômicas foram criados para projetar e avaliar a conjuntura econômica mundial do próximo milênio. A corrida espacial norte-americana e os investimos na tecnologia digital são exemplos concretos disto.

Os Estados Unidos, durante segunda grande guerra mundial já havia testado exaustivamente a digitalização nas comunicações por meios de mensagens criptografadas para táticas bélicas e serviços de contra espionagem.

DIGITAL, MERCADO ESTÁVEL

A fotografia digital, como todas as novas tecnologias, é embrionária da Guerra Fria, mais especificamente no programa espacial norte-americano. As primeiras imagens sem filme registraram a superfície de Marte e foram capturadas por uma câmera de televisão a bordo da sonda Mariner 4, em 1965. Eram 22 imagens em preto e branco de apenas 0,04 megapixels, mas que levaram quatro dias para chegar à Terra.

Ainda não eram “puramente digitais”, já que os sensores daquela época capturavam imagens por princípios analógicos televisivos.

A necessidade dessa nova invenção se justificava da seguinte forma: ao contrário das tradicionais missões tripuladas, onde os astronautas retornavam à Terra para revelar os filmes (as famosas fotos da Lua, por exemplo), as sondas que sumiriam para sempre no espaço precisavam de uma forma eficaz de transmitir suas descobertas eletronicamente.

O propósito da época era investir em bem de consumo estável para o próximo milênio, justificando a nova demanda pela estabilidade política capitalista.

As primeiras fotos são de 1965, mas a Mariner 4 foi lançada ainda em 1964. Neste mesmo ano, os laboratórios da RCA criavam o primeiro circuito CMOS, sem ter a menor idéia de que um dia este seria a base das primeiras câmeras digitais. Já o CCD, primeiro tipo de sensor usado na fotografia digital, foi inventado em 1969, nos laboratórios Bell. A primeira versão comercial chegaria ao mercado em 1973, obra da Fairchild Imaging. Batizado de 201ADC capturava imagens de 0,01 megapixels.

Em 1975, a Kodak apresentaria o primeiro protótipo de uma câmera sem filme baseada no sensor CCD da Fairchild. O equipamento pesava quatro quilos e gravava as imagens de 0,01 megapixels em fita cassete – uma a cada 23 segundos! No ano seguinte, a própria Fairchild, por sua vez, colocaria no mercado sua câmera de CCD, a MV-101 – o primeiro modelo comercial da história.

A primeira câmera digital seria a Fairchild All-Sky Camera, um experimento construído na Universidade de Calgary, no Canadá, a partir do sensor 201ADC mencionado acima. Diferente de todos os outros projetos de astrofotografia da época, quase todos baseados nesse mesmo sensor, a All-Sky tinha um microcomputador Zilog Mcz1/25 para processar as imagens acopladas, o que lhe renderia o título de “digital”.

Apesar do pioneirismo da Kodak e da Fairchild, quem daria às câmeras sem filme (ainda não digitais) o status de produto de consumo seria a Sony, que em 1981 anunciaria sua primeira Mavica, com preço estimado em US$ 12 mil. O protótipo, de 0,3 megapixels, armazenava até 50 fotos coloridas nos inovadores Mavipaks, disquetes de 2 polegadas precursores dos de 3½ atuais, também inventados pela Sony. Suas imagens, entretanto, eram similares às imagens televisivas estáticas.

Mas a segunda revolução, ainda segundo a PMA, (Phorography Marketing Association, Estados Unidos) aconteceu durante o ano de 2003, quando, pela primeira vez, a penetração das câmeras digitais superou os 22% das residências americanas (patamar a partir do qual um produto é considerado “de massa”), chegando a 28%. No ano passado, atingiu 41%, o que leva a crer que, neste momento, há uma câmera digital em mais da metade dos lares norte-americanos.

No mesmo ano, as câmeras digitais também fizeram uma outra conquista significativa: passaram a ser mais usadas pelas mulheres do que pelos homens – o que terá um grande impacto no mercado de revelação. Entre 1999 a 2003, houve um salto de 46 para 53% de usuárias femininas de câmeras digitais.

Ao mesmo tempo em que crescem as vendas, cresce a resolução dos modelos mais populares. Em agosto de 2005, a fatia mais disputada do mercado foi a das câmeras de 5 megapixels, responsável por 39% das unidades vendidas e 38% da receita. A segunda faixa mais popular, constituída pelos modelos de 4 megapixels, respondeu por 30% das câmeras vendidas, mas apenas 19% do faturamento – quase o oposto do segmento de 7 ou mais megapixels, com 14% das unidades e 29% da receita.

Para efeito de comparação, a PMA revela que no início de 2005, os modelos mais populares eram os de 4 megapixels, posição que um ano antes, era ocupada pelas câmeras de 3 megapixels.

Em compensação (e provavelmente por causa disso), os preços vêm caindo rapidamente: as câmeras de 5 megapixels queridinhas dos consumidores, por exemplo, devem ficar 12% mais baratas até o fim do ano (em relação aos preços de agosto, nos Estados Unidos).

Aqui no Brasil, conforme a Revista Info Exame, edição de abril 2005, o crescimento da fotografia digital foi de 160% em 2004, atingindo um milhão de unidades vendidas, com uma penetração ainda irrisória, de apenas 3%, segundo o IDC. Não se sabe se esses números consideram o mercado informal e as câmeras trazidas legalmente por viajantes internacionais, mas o fato é que ainda há muito espaço para crescer.

As consequências do aumento do número de câmeras, mudanças ainda mais radicais vêm acontecendo no mercado de filmes (em franca desaceleração) e revelação (em processo de adaptação), onde sempre se concentraram os maiores lucros do setor. Não é à toa que mega-empresas como a Kodak estão tendo que se reinventar e outras, como a tradicional Agfa, estão fechando as portas em dezembro de 2005.

CONCLUSÃO

As novas tecnologias não foram desenvolvidas pensando em preservar. O que existe é apenas uma corrida tecnológica, tendo o lucro como objetivo principal. O reflexo disto são os constantes recalls feitos pelos fabricantes para substituição de chips, atualização de firmwares e demais componentes.

Por enquanto, a imagem digital veio para ficar. Não para substituir o que já foi conquistado, mas para facilitar a nossa vida, agregando novos valores. Portanto, é mais uma técnica, um recurso de linguagem que devemos aprender e usufruir em todos os seus aspectos. A despeito de toda esta tecnologia, podemos prenunciar que a "fronteira final da fotografia" ainda não foi atingida e a boa imagem fotográfica, independente da ferramenta ou mídia utilizada, ainda demanda luz, sensibilidade e intelecto criativo do fotógrafo.

Mas, muito em breve essas formas de representação bidimensional serão gradativamente substituídas pela próxima revolução: holografia e hologramas.

CRONOGRAMA

1920 - início da transmissão de imagens Londres/Nova York pelo cabo submarino - 3 horas.
1957
- Russel Kirsch, NBS - “escaneou” a primeira imagem e introduziu em um computador.
1964 -
NASA-Jet Propulsion Lab.
Receberam as primeiras imagens enviadas pelas câmeras da Mariner 4.
1981
- Sony introduz no mercado mundial a Mavica.
1981
- IBM apresenta sistema operacional MS-DOS.
1984 -
Apple introduz os computadores Macintosh.
1985 -
Thunderscan e MacVision - scanners de baixa resolução e baixo custo.
1986
- placas TrueVision /Targa -imagens coloridas.
1987
- Macintosh II - 16,7 milhões de cores no monitor.
1988
- novos periféricos para Mac: slides printer, scanners para cromos 35 mm, impressoras coloridas, ImageStudio-soft para manipulação de imagens P&B, etc. 1989 - arquivos JPEG são adotados com padrão. Microsoft inicia o Windows 3.0.
1990, 29
de novembro. Guerra do Golfo.
1991 até hoje. Aparecimentos de diversos modelos avançados de câmeras digitais:
SinarScitex - PhaseOne - Dicomed - Kodak / Nikon, Canon, Epson, etc.

A Primeira Foto do mundo

A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1825 por Nicéphore Niépce numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo chamado betume da Judeia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835 Jacques Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreotipo. Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor.

O daguerreotipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. Esta demanda, que não podia ser suprida em volume nem em custo pela pintura a óleo, deve ter dado o impulso para o desenvolvimento da fotografia. Nenhuma das técnicas envolvidas (a câmara escura e a fotossensibilidade de sais de prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotossensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724.

Recentemente, os processos fotográficos modernos sofreram uma série de refinamentos e melhoramentos sobre os fundamentos de William Fox Talbot.

A fotografia tornou-se para o mercado em massa em 1901 com a introdução da câmera Brownie-Kodak e, em especial, com a industrialização da produção e revelação do filme. Muito pouco foi alterado nos princípios desde então, além de o filme colorido tornar-se padrão, o foco automático e a exposição automática.

A gravação digital de imagens está crescentemente dominante, pois sensores eletrônicos ficam cada vez mais sensíveis e capazes de prover definição em comparação com métodos químicos.

Para o fotógrafo amante da fotografia em preto e branco, pouco mudou desde a introdução da câmera Leica de filme de 35mm em 1925.

História da Fotografia/ Niepce/ Câmera Fotográfica

A história da fotografia pode ser contada a partir das experiências executadas por químicos e alquimistas desde a mais remota antiguidade. Já em torno de 350 a.C., aproximadamente na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício. Alhazen em torno do século X, descreveu um método de observação dos eclipses solares através da utilização de uma câmara escura. A câmara escura na época, consistia de um quarto com um pequeno orifício aberto para o exterior.

História da Fotografia
Máquina fotográfica Slomexa

Em 1525 já se conhecia o escurecimento dos sais de prata, no ano de 1604, o físico-químico italiano Ângelo Sala estudou o escurecimento de alguns compostos de prata pela exposição à luz do Sol. Até então, se conhecia o processo de escurecimento e de formação da imagens efêmeras sobre uma película dos referidos sais, porém havia o problema da interrupção do processo.

Em 1725, Johann Henrich Schulze, professor de medicina na Universidade de Aldorf, na Alemanha, conseguiu uma projeção e uma imagem com uma duração de tempo maior, porém não conseguiu detectar o porquê do aumento do tempo. Continuando suas experiências, Schulze colocou à exposição da luz do sol um frasco contendo nitrato de prata, examinando-o algum tempo depois, percebeu que a parte da solução atingida pela luz do solar tornou-se de coloração violeta escura. Notou também, que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original. Sacudindo a garrafa, observou o desaparecimento do violeta.

Continuando, colocou papel carbono no frasco e o expôs ao sol, depois de certo tempo, ao remover os carbonos, observou delineados pelos sedimentos escurecidos padrões esbranquiçados, que eram as silhuetas em negativo das tiras opacas do papel. Schulze estava em dúvida se a alteração era devida à luz do sol, ou ao calor. Para confirmar se era pelo calor, refez a mesma experiência dentro de um forno, percebendo que não houve alteração. Concluiu então, que era a presença da luz que provocava a mudança. Continuando suas experiências, acabou por constatar que a luz de seu quarto era suficientemente forte para escurecer as silhuetas no mesmo tom dos sedimentos que as delineavam. O químico suíço Carl Wilhelm Scheele, em 1777, também comprovou o enegrecimento dos sais devida à ação da luz.

Thomas Wedgwood realizou no início do século XIX experimentos semelhantes. Colocou expostos à luz do sol algumas folhas de árvores e asas de insetos sobre papel e couro branco sensibilizados com prata. Conseguiu silhuetas em negativo e tentou de diversas maneiras torná-las permanentes. Porém, não tinha como interromper o processo, e a luz continuava a enegrecer as imagens.

Schulze, Scheele, e Wedgewood descobriram o processo onde os átomos de prata possuem a propriedade de possibilitar a formação de compostos e cristais que reagem de forma delicada e controlável à energia das ondas de luz. Porém, o francês Joseph-Nicéphore Niépce o fisionotraço e a litografia. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judéia, este fica insolúvel sob a ação da luz, e as sombras na base metálica. A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce, encontra-se preservada até hoje. Esta descoberta se deu quando o francês pesquisava um método automático para copiar desenho e traço nas pedras de litografia. Ele sabia que alguns tipos de asfalto entre eles o betume da judéia endurecem quando expostos à luz. Para realizar seu experimento, dissolveu em óleo de lavanda o asfalto, cobrindo com esta mistura uma placa de peltre (liga de antimônio, estanho, cobre e chumbo). Colocou em cima da superfície preparada uma ilustração a traço banhada em óleo com a finalidade de ficar translúcida. Expôs ao sol este endureceu o asfalto em todas as áreas transparentes do desenho que permitiram à luz atingir a chapa, porém nas partes protegidas, o revestimento continuou solúvel. Niépce lavou a chapa com óleo de lavanda removendo o betume. Depois imergiu a chapa em ácido, este penetrou nas áreas em que o betume foi removido e as corroeu. Formando desta forma uma imagem que poderia ser usada para reprodução de outras cópias.

Niepce e Louis-Jacques Mandé Daguerre iniciaram suas pesquisas em 1829. Dez anos depois, foi lançado o processo chamado daguerreótipo.

Este consistia numa placa de cobre polida e prateada, exposta em vapores de iodo, desta maneira, formava uma camada de iodeto de prata sobre si. Quando numa câmara escura e exposta à luz, a placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, este aderia onde havia a incidência da luz mostrando as imagens.

Estas, eram fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio. O daguerreótipo não permitia cópias, apesar disso, o sistema de Daguerre se difundiu. Inicialmente muito longos, os tempos de exposição encurtaram devido às pesquisas de Friedrich Voigtländer e "John F. Goddard" e John F. Goddard em 1840, estes criaram lentes com abertura maior e ressensibilizavam a placa com bromo.

William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura, a imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio. Resultando num negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.

O o calótipo foi a primeira fase na linha de desenvolvimento da fotografia moderna, o daguerreótipo conduziria à fotogravura, processo utilizado para reprodução de fotografias em revistas e jornais.

Frederick Scott Archer inventou em 1851 a emulsão de colódio úmida. Era uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionava um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio. Em 1864, o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio. Em 1871, Richard Leach Maddox fabricou as primeiras placas secas com gelatina em lugar de colódio. Em 1874, as emulsões passaram a ser lavadas em água corrente, para eliminar sais residuais e preservar as placas.

O Advento

História da Fotografia
Pequena caixa de madeira, criada por Louis Mande Daguerre

A pequena caixa de madeira, criada por Louis Mande Daguerre (foto à esq.) em 1839, conseguiu realizar um sonho desejado há milênios.

O homem conquistou um novo passo para a eternidade. Seu registro, após séculos de tentativas, adquiriu a dinâmica da reprodução do real.

De todas as manifestações artísticas, a fotografia foi a primeira a surgir dentro do sistema industrial. Seu nascimento só imaginável frente à possibilidade da reprodução. Pode-se afirmar que a fotografia não poderia existir como a conhecemos, sem o advento da indústria. Buscando atingir a todos. Por meio de novos produtos culturais, ela possibilitou a maior democratização do saber.

A Renascença traria embutidas as condições sócio-políticas muito especiais na futura contingência fotográfica. Na verdade, havia abundância de capital, de moeda circulante, em parte pelo florescimento do comércio, das grandes navegações e pelo fluxo de mercadorias trazidas do oriente e de outros pontos mais distantes; todos estes fatores contribuíram para que literalmente sobrasse dinheiro nas mãos das pessoas de bom senso e, principalmente, de verdadeira paixão pelo conhecimento, ostensivamente oprimido pelo período anterior.

A câmera escura e, mais tarde, a própria fotografia, constituía a cristalização da percepção renascentista: uma pequena fenda na escuridão medieval que produzia nova concepção de imagem para o velho mundo europeu. A nova invenção veio para ficar. A Europa se viu aos poucos, substituída por sua imagem fotográfica.

O mundo tornou-se, assim portátil e ilustrado.

A invenção de Daguerre teve também seu cunho político. A França sempre sentiu-se ameaçada pela Inglaterra devido as grandes transformações econômicas e técnicas ocorridas nas Ilhas Britânicas entre os séculos XVIII e XIX. Antecipou-se lançando a Fotografia oficialmente na Academia de Ciências de Paris em 18 de Agosto de 1839. O impacto e a repercussão na imprensa européia foi tão grande que os ingleses passaram a reivindicar que já tinha usado processos semelhantes anos atrás. O que ninguém realmente sabia era que o Brasil já havia inventado a fotografia há dez anos atrás...

A chegada da fotografia no Brasil

Enquanto toda a Europa no período do século XIX passava por profundas revoluções no universo artístico, cultural, intelectual implodidos pelo advento da fotografia, no Brasil o invento de Daguerre era recebido com outra conotação.

Poucos meses se passaram da tarde de 19 de agosto de 1839, quando a invenção foi consagrada em Paris, para que a fotografia chegasse ao Rio de Janeiro em 16.01.1840, trazida pelo Abade Louis Compte, de posse de todo o material necessário para a tomada de vários daguerreótipos, conforme ilustra o Jornal do Comércio deste período:

"É preciso ter visto a cousa com os seus próprios olhos para se fazer idéia da rapidez e do resultado da operação. Em menos de 9 minutos, o chafariz do Largo do Paço, a Praça. do Peixe e todos os objetos circunstantes se achavam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela mão da natureza, e quase sem a intervenção do artista." (Jornal do Comércio, 17.01.1840, p.2)

Afastados geograficamente das metrópoles, o estágio de desenvolvimento do país era bem inferior àqueles das metrópoles européias. As novidades aqui eram muito bem recebidas, tornando- se moda num prazo bem curto de tempo. Os debates na Europa em relação a validade ou não da fotografia enquanto manifestação artística, comparada à pintura, não encontrariam espaço no Brasil durante as primeiras décadas. A sociedade brasileira do período do Império estava mais preocupada em usufruir a nova técnica, conhecida até então teoricamente, em se deixar fotografar do que em refletir sobre os aspectos artísticos e culturais do novo invento.

O Brasil desta época, agrário e escravocrata, tinha a sua economia voltada para a cultura do café , visando exclusivamente o mercado externo e dependendo dele para importações de outros produtos. A sociedade dominante ainda cultuava padrões e valores estéticos arcaicos, puramente acadêmicos, já ultrapassados em seus respectivos países de origem, que só seriam questionados e combatidos com a Semana de Arte Moderna de 1922. Os Senhores do Café e a sociedade como um todo, tinham uma visão de mundo infinitamente estreita e só poderiam conceber a fotografia como mágica divertida, mais uma invenção européia maluca!

História da Fotografia
A Fotografia Brasileira, de D. Pedro II a Santos Dumont

Em 21 de Janeiro do mesmo ano, Compte dava uma demonstração especial para o Imperador D .Pedro II, registrando alguns aspectos da fachada do Paço e algumas vistas ao seu redor. Estes e muitos outros originais se perderam e já em novembro, surgem os primeiros classificados da venda de equipamentos fotográficos na Rua do Ouvidor, 90-A ...

Desde o dia que Compte registrou as primeiras imagens no Rio de Janeiro, D Pedro II se interessou profundamente pela fotografia, sendo o primeiro fotografo brasileiro com menos que 15 anos de idade. Tornou-se praticante, colecionador e mecenas da nova arte. Trouxe os melhores fotógrafos da Europa, patrocinou grande exposições, promoveu a arte fotográfica brasileira e difundiu a nova técnica por todo o Brasil.

Apesar de todos os seus esforços a febre da fotografia no Brasil não poderia ser comparada aos Estados Unidos daquela época, devido as diferenças econômicas...

Os profissionais liberais, grandes comerciantes e outros, donos de uma situação financeira abastada, já podiam se dedicar á fotografia em suas horas vagas. Para essa nova classe urbana em ascensão, carente de símbolos que a identificassem socialmente, a fotografia veio bem a calhar criando-lhe uma forte identidade cultural. O grande exemplo disso foi o jovem Santos Dumont.

Em suas constantes idas á Paris, Dumont apaixona-se por fotografia e compra seu primeiro equipamento fotográfico. De volta ao Brasil, monta seu laboratório e aos poucos vai demonstrando interesse em registrar o vôo dos pássaros, até conceber os primeiros princípios da aviação.

Daí para chegar ao 14 Bis e ao Relógio de Pulso foi um pequeno passo...

A Descoberta Isolada no Brasil

História da Fotografia
Hércules Romuald Florence

Por mais paradoxal que seja, foi justamente dentro desse cenário que o Brasil, do outro lado do Atlântico, disparava na frente das grandes metrópoles européias, descobrindo a fotografia no interior do Estado de São Paulo, em 15 de agosto de 1832.

A quase inexistência de recursos para impressão gráfica daquela época, levou Hércules Romuald Florence, desenhista francês, radicado no Brasil, a realizar pesquisas para encontrar fórmulas alternativas de impressão por meio da luz solar.

Francês, natural de Nice, Florence chegou ao Brasil em 1824 e durante os 55 anos que aqui viveu até a sua morte, na antiga Vila de São Carlos – Atual Campinas/SP, dedicou-se a uma série de invenções. Entre 1825 e 1829, participou como desenhista de uma expedição científica, para registrar a Fauna e Flora Brasileira, chefiada pelo Barão Georg Heirich von Langsdorff, cônsul geral da Rússia no Brasil. De volta da expedição, Florence casou-se com Maria Angélica Alvares Machado e Vasconcelos, em 1830.

Durante a década de 30, Florence deu sentido prático á sua descoberta que ele próprio denominou de "Photographie": imprimia fotograficamente diplomas maçônicos, rótulos de medicamentos, bem como fotografara desde 1832 alguns aspectos de sua Vila, isto é, cinco anos antes do Inglês John Herschel, a quem a história sempre atribuiu o mérito de ter criado o vocábulo.

Em 1833 Florence aprimora seu invento, e passa a fotografar com chapa de vidro e papel pré-sensibilizado para contato. Foi o primeiro a usar a técnica "Negativo/Positivo" empregado até hoje. Enfim, totalmente isolado, contando apenas com os seus conhecimentos e habilidade, e sem saber as conquistas de seus contemporâneos europeus, Niépce, Daguerre e Talbot, Florence obteve em terras brasileiras o primeiro resultado fotográfico da história.

O Nitrato de Prata, agente sensibilizante e princípio ativo da invenção de Florence, tinha um pequeno inconveniente: a imagem após revelada, passava por uma solução "fixadora" que removia os sais não revelados, mantendo a durabilidade da imagem. Constatou que a amônia além de ter essa função, também reagia com os sais oxidados durante a revelação, rebaixando o contraste da imagem final. Conforme seu diário, passou a usar a urina, rico em amônia como fixador "fiz isso por acaso"!

De fato, um dia enquanto revelava, esqueceu e preparar o Fixador tradicional. Como a vontade e urina apareceu de repente, não poderia abrir a porta de seu laboratório, com risco de velar seus filmes. Acabou urinando em uma banheira e na confusão, acidentalmente passou suas chapas para lá. Além de descobrir a própria fotografia, descobriu também o processo mais adequado para a fixação da imagem, que atualmente foi substituído pelo "Tiossulfato de Amônia" ou FIXADOR RÁPIDO utilizado atualmente na fotografia Preto & Branco, Colorida, Cinema, Artes Gráficas e Radiologia.

Enfim, totalmente isolado, contando apenas com os seus conhecimentos, criatividade e habilidade, e sem saber as conquistas de seus contemporâneos europeus, Niépce, Daguerre e Talbot, Florence obteve em terras brasileiras o primeiro resultado fotográfico da história.

Alguns exemplares de Florence existem até hoje, e podem ser vistos no Museu da Imagem e do Som, SP. Sua contribuição, entretanto, só ficou sendo conhecida pelos habitantes de sua cidade, e por algumas pessoas na Capital de São Paulo e Rio de Janeiro, não surtindo, na época, qualquer outro tipo de efeito.

Primeiro desenho da câmera escura

A idéia da fotografia nasce em síntese de duas experiências muito antigas. A primeira é a descoberta de que algumas substâncias são sensíveis à luz. A segunda foi a descoberta da câmera escura.

A máquina escura da qual deriva a câmera fotográfica, foi realizada muito tempo antes de que se encontrasse o procedimento para fixar com meios químicos a imagem ótica produzida por ela.

Aristóteles, filósofo grego que viveu em Atenas entre 384 e 322 a. C, afirmava que se se praticasse um pequeno orifício sobre a parede de uma habitação escura, um feixe luminoso desenharia sobre a parede oposta a imagem invertida do exterior.

A primeira descrição completa e ilustrada sobre o funcionamento da câmera escura

A primeira descrição completa e ilustrada sobre o funcionamento da câmera escura, aparece nos manuscritos de Leonardo da Vinci (1.452-1.519).

Na antiguidade os artistas dispunham de uma habitação escura na qual entravam para fotografar uma paisagem circundante, mas estas montagens e instrumentos, tinham um grande inconveniente, eram muito pouco manejáveis.

História da Fotografia
A primeira descrição completa e ilustrada sobre o funcionamento da câmera escura, aparece nos manuscritos de Leonardo da Vinci (1.452-1.519).

Mesa de desenho

Por volta da segunda metade do século XVII se inventou uma mesa de desenho portátil seguindo o princípio da câmera escura.

Era uma grande caixa de madeira, cujo lado dianteiro estava fechado por uma lente, o artista dirigia esta caixa para onde queria e copiava a imagem fotografada sobre uma cartolina semi transparente, apoiando-a num cristal situado na parte superior.

Este artifício, foi utilizado durante vários séculos por artistas pintores, incluindo entre eles duas personalidades famosas, como; Canaletto e Durero que o utilizavam para angariar anotações com bastante precisão na perspectiva.

A câmera escura

A camera obscura (Lat. câmara escura ou câmera escura) foi uma invenção no campo da óptica e um dos passos mais importante que conduziram à fotografia; ainda hoje os dispositivos de fotografia são conhecidos como "câmeras".

Algumas câmeras escuras foram construidas como atrações turísticas, embora poucas existam ainda hoje. Exemplos podem ser encontrados em Grahamstown na África do Sul, Bristol na Inglaterra, Kirriemuir, Dumfries e Edinburgh, Escócia, e Santa Monica e São Francisco, Califórnia. Existe uma grande e bem montada câmera escura no Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro.

Uma versão pequena de mão usando papel fotográfico para registrar a imagem é conhecida como camêra pinhole.

O Material Fotosensível

1727 - O alemão, Johann Heirich Schulze, professor de anatomia de Altdorf, descobre e comprova que o fenômeno do engrecimento da prata se deve a incidência da luz. O primeiro passo para fixar a imagem reproduzida na caixa escura sem ter que chegar a copiá-la ou colar a mão, ocorreu realizando uma demonstração da investigação experimental sobre a sensibilidade à luz do nitrato de prata.

Joseph Nicéphore Niépce

O mérito da obtenção da primeira imagem duradoura, fixa e inalterável à luz pertence ao francês Joseph Nicéphore Niépce. (1765-1833).

As primeiras imagens positivas diretas as conseguiu utilizando placas de peltre (liga de metais de zinco, estanho e chumbo) cobrindo-as de graxa da Judéia e fixadas com azeite de lavanda. Nicéphore utilizou uma câmera escura modificada e impressionou em 1827 com a vista do pátio de sua casa captando a primeira fotografia permanente da História. A este procedimento lhe chamou heliografia Não obstante Nicéphore, não conseguiu um método para revestir as imagens, e preferiu começar a pesquisar um sistema para obter positivos diretos. Também tropeçou com o problema das extensíssimas exposições.

Amostra da fotografia fixada por Josep Nicéphore Niépce

Louis Jacques Mande Daguerre, vinte anos mais jovem que Niépce e famoso pintor, estava interessado na forma de fixar a luz com sua câmera escura e ao inteirar-se dos trabalhos de Niépce lhe escreveu para conhecer seus métodos, mas este se negava com evasivas; depois de visitar-lhe várias vezes e tentar convencê-lo para associar-se, deu por inúteis suas tentativas e se lançou a pesquisar tenazmente.

Em 1835 Jacques Daguerre publicou seus primeiros resultados do seu experimento, processo que chamou Daguerrotipo, consistente em lâminas de cobre plateadas e tratadas com vapores de Iodo. Reduziu ademais os tempos de exposição para 15 ou 30 minutos, conseguindo uma imagem mal visível, que posteriormente revelava em vapores quentes de mercúrio e fixava lavando com água quente com sal. O verdadeiro fixador não o conseguiu até dois anos mais tarde. Alguns dos daguerrotipos que produziu se conservam ainda na atualidade.

O Daguerreótipo

História da Fotografia
Daguerreótipo. Ilustração do livro Elementos de física y nociones de meteorología, 1895, Bernardo Rodríguez Largo

Daguerre e Niepce trocaram correspondência e se tornaram sócios nos conhecimentos a respeito da nova invenção que compartilharam: o daguerreótipo.

Niepce era velho e morreu antes que pudesse apresentar o seu invento. Assim Daguerre pode ter a glória da invenção da fotografia e até mesmo vendê-la ao governo francês em troca de uma pensão vitalícia.

O daguerreótipo utiliza-se de uma propriedade da prata de tornar-se enegrecida quando é exposta a luz e assim formar uma imagem. Que é negra nos locais onde a prata recebe intensa quantidade de luz, cinzenta onde recebe média intensidade e branca (ou inalterada) onde nenhuma luz a atinge. Apesar desta técnica fotográfica basear-se na prata, ela nada tem a ver com a fotografia como a conhecemos atualmente.

A técnica do daguerreótipo consistia de usar como material sensível a luz uma placa revestida de prata e sensibilizada com o iodeto de prata, que depois de exposta era revelada com vapor de mercúrio aquecido. E finalmente fixada com tiossulfato de sódio, conhecido como o hipossulfito dos fotógrafos.

Vários foram os motivos que fizeram com que o daguerreótipo não sobrevivesse por mais do que algumas décadas: apesar da alta qualidade das imagens, a mesma era invertida lateralmente e produzia imagens que eram as vezes vistas de um ângulo em positivo e em outro negativo ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Não era possível ter cópias ou mesmo ampliá-las, sem contar que o processo utilizava-se de vapor de mercúrio que é extremamente tóxico.

A invenção de uma lente dupla (acromática) muito luminosa, com abertura de f 3.6 pelo Húngaro Josef Petzval trouxe uma contribuição importante para a popularização do daguerreótipo, pois diminuiu em 30 vezes os tempos de exposição que eram em torno de 15 a 30 minutos naquela época.

Daguerre e o daguerreótipo

História da Fotografia
Robert Cornelius - fotógrafo - 1809-1893, Daguerreótipo feito pelo próprio Roberto Cornelius

No final de 1829 Daguerre e Niépce formaram uma sociedade na qual se reconhecia a este último como inventor.

Morto Niépce em 1833, passa as mãos de Daguerre o invento de forma quase completa.

O filho de Niépce herdou os direitos do pai em seu contrato, mas depois de várias modificações; aproveitando a maltrecha economia do herdeiro, o nome de Daguerre seria o único que apareceria como criador do invento.

Aperfeiçoou-o com a ação do vapor de mercúrio sobre o yoduro de prata e depois com a possibilidade de dissolver o yoduro residual numa solução quente a base de sal comum.

O lançamento se produziu de 1838 a 1839

Daguerre se converte numa iminência reconhecida e premiada. Imediatamente começa a fabricar uma série de material fotográfico fazendo demonstrações em público; em uma delas ficou refletida num livreto de doze páginas de grande rigor, publicando o descobrimento do segredo que encerrava. Sem contribuir com nenhuma nova melhora importante morre em 1851.

Daguerre ao invés de Niépce contribuiu do lado mercantilista e espetacular com um procedimento cuja originalidade lhe era própria. Ainda que se tratava de algo custoso e de difícil manipulação, que tão só produzia uma prova única não multiplicável. Pese a seus defeitos se propagou por todo mundo, abrindo definitivamente o caminho à fotografia.

A Época do Daguerreótipo

O Daguerreótipo teve uma muito boa acolhida e cedo começou a difundir-se pela Alemanha, Estados Unidos, Itália, Inglaterra, etc. Ademais se começaram a vender câmeras que não levavam a assinatura de Daguerre.

Estes vendedores e os aficionados que as compravam, foram os responsáveis da evolução das câmeras, aliviando-as de importância, construindo-as com materiais baratos e lentes simples; e também reduzindo pouco a pouco o tempo de exposição (em 1842 já estava reduzido a 30 ou 40 segundos).

O segundo estúdio oficial foi criado na Inglaterra por Antonie Claudet, que chegou a ser nomeado retratista ordinário da rainha Victoria. A primeira revista fotográfica do mundo foi fundada em Nova York em 1850 ( The Daguerreian Journal)

A grande popularidade do retrato forçou de certa maneira a aparição dos até agora chamados, Estúdios Fotográficos. Naquela época ainda não existiam a luz elétrica nas cidades, os estúdios fotográficos eram grandes naves de armação metálica onde as cúpulas de cristal faziam como se estas estivessem dotadas de luz natural. Ademais, é de se mencionar, a decoração destes estúdios, onde o primordial era fazer cômoda a longa exposição à que era submetido o modelo. Um bom exemplo desta decoração era o estúdio de Luther Holman Holle em Boston, onde não faltavam um piano, uma caixa de música, jaulas de pássaros, longas cortinas, esculturas, pinturas, estampas, etc, que ajudavam, além do anteriormente mencionado, a apaziguar os nervos e à obtenção de uma boa foto.

Seria curioso mencionar que em certo tempo foram de uso aparelhos e artigos que, em forma de cabideiros, aguentavam as cabeças e punham as costas retas, de maneira que o modelo não pudesse mover-se, isto foi muito caricaturizado na época.

O retrato não foi tudo, já que se algo tinha a paisagem era a luz e a não mobilidade necessária nos princípios da fotografia. Estas paisagens foram denominadas mortas já que, ao ser as fotos de longa exposição, não era possível captar nenhum movimento animal ou humano. Se num daguerreótipo se encontrava um elemento animado resultava desnecessário ou não mais nítido do que uma mancha. Mesmo assim se encontraram primitivos daguerrotipo's feitos por aficionados tanto em cidades européias como nos Estados Unidos

Entre 1840 e 1844 se publicou a primeira coleção de álbuns de mãos do óptico Lerebours, “Excursões daguerriennes”. Esta estava composta por daguerreótipos copiados em gravuras, e realçados com personagens, barcos, carruagens e animais adicionados pelo gravador; feitos todos eles por fotógrafos de todo mundo contratados por Lerebours.

Em 1842 o fotógrafo Carl F. Stelzner lança com o daguerreótipo aquela que seria a primeira fotografia de um acontecimento, um bairro de sua cidade, Hamburgo, desolado por um incêndio.

Entre 1840 e 1844 se publicou a primeira coleção de álbuns de mãos do óptico Lerebours, “Excursões daguerriennes”. Esta estava composta por daguerreótipos copiados em gravuras, e realçados com personagens, barcos, carruagens e animais adicionados pelo gravador; feitos todos eles por fotógrafos de todo mundo contratados por Lerebours.

Em 1842 o fotógrafo Carl F. Stelzner lança com o daguerreótipo aquela que seria a primeira fotografia de um acontecimento, um bairro de sua cidade, Hamburgo, desolado por um incêndio.

Além de tudo isto seria conveniente mencionar que o daguerreótipo se utilizou com fins científicos. Já em 1839 o óptico Soleil construiu um microscópio-daguerreótipo; e em 1840 John Wiliam Draper lançou uma fotografia da Lua, cinco anos mais tarde, Fizeau e Foucault, faziam o mesmo com seu astro gêmeo, o Sol.

Como vemos o daguerreótipo foi muito expandido, mas por causa de sua difícil manipulação estava destinado a desaparecer. A isto ajudou esse trabalho investigativo dos aficionados que, como mencionamos anteriormente, melhoraram em grande parte o daguerreótipo.

História da Fotografia
1839 - Daguerreótipo Mini-formato

Linha do Tempo da era Daguerriana, Timeline

1839

A invenção do daguerreótipo por Louis-Jacques-Mandé Daguerre é anunciada formalmente em Paris, França.
William Henry Fox Talbot patenteia e anuncia um processo de câmeras fotográficas, chamado desenho fotogênico, que cria imagens de formulários de plantas, e outros objetos colocados diretamente em um folha de papel sensível-leve.
Em setembro, os primeiros daguerreótipos americanos são feitos na cidade de New York.
Robert Cornelius faz um auto-retrato com o daguerreótipo.

1840

William Henry Harrison é eleito presidente dos Estados Unidos.

1841

William Henry Fox Talbot patenteia o calótipo, ou processo do negativo no papel.
O presidente William Henry Harrison morre e é sucedido por John Tyler.
P.T. Barnum abre o museu americano em New York City.
Horace Greeley começa a publicar o New York Tribune.

1844

Mathew Brady abre um estúdio de daguerreótipo em New York City.
Samuel F.B. Morse emite a primeira mensagem bem sucedida do telégrafo entre Baltimore e Washington.
James Knox Polk é eleito presidente dos Estados Unidos.

1846

Começa a guerra Mexicana-Americana.
A máquina de costurar é patenteada por Elias Howe.

1847

A Liberia torna-se uma república independente na África. (Liberia foi encontrada pela American Colonization Society.)
O ouro é descoberto na Califórnia.

1848

Os Mexicanos-Americanos terminam a Guerra.
Zachary Taylor é eleito presidente dos Estados Unidos.

1849

William e Frederick Langenheim adquirem os direitos americanos ao processo do calótipo de Talbot.

1850

Mathew Brady começa a publicação da Gallery of Illustrious Americans (Galeria de Americanos Ilustres).
Dois jornais americanos da fotografia começam, o jornal Daguerreian Art Journal e o Photographic Art Journal.
Henry Clay questiona resoluções de escravidão sendo postas diante do Senado U.S. (Henry Clay's compromise slavery resolutions are laid before U.S. Senate. )Presidente Zachary Taylor dies ; Millard Fillmore torna-se Presidente. (President Zachary Taylor dies; Millard Fillmore becomes President. )
Jenny Lind excursiona pelos Estados Unidos.

1851

Louis-Jacques-Mandé Daguerre, inventor do daguerreotype, morre.
Daguerreotypes são exibido na Great Exhibition of the Industry of All Nations com apoio do London's Crystal Palace.

1852

Franklin Pierce é eleito presidente dos Estados Unidos.

1854

James Ambrose Cutting patenteia o processo do ambrotype. (Número 1850s atualizado, o ambrotype substituiria o daguerreotype.)
George Eastman, o pai de Kodak, nasce.

1856

James Buchanan é eleito presidente dos Estados Unidos.
O tintype é patenteado.
William e Frederick Langenheim copyright as primeiras fotografias do papel, stereographs de locais orientais dos Estados Unidos.

1860

Abraham Lincoln é eleito presidente dos Estados Unidos.

Daguerre ou Talbot?

Quem inventou o avião? Pergunte a um brasileiro e ele dirá que foi Santos Dumont. Pergunte a um norte-americano e ele dirá que foram os irmãos Wright.

Com a fotografia, existe uma polêmica do mesmo gênero. Enquanto os franceses celebram Daguerre como o pai da fotografia, os ingleses garantem que quem inventou a fotografia como a conhecemos hoje foi Talbot.

Na verdade, os princípios técnicos que permitem a obtenção de uma fotografia já são conhecidos há muito tempo. A produção de imagens pela passagem da luz através de um orifício é um fenômeno relatado desde Aristóteles (384 AC -322 AC), na Grécia Clássica, e que se tornou popular na Renascença Italiana (século XVI), quando foi batizado de camera obscura (em latim, câmara escura). Numa sala (ou numa caixa) mantida na escuridão, uma pequena abertura que permita a passagem de luz formará na parede oposta uma imagem invertida dos objetos do exterior. Uma lente no orifício proporcionará melhor qualidade à imagem.

Basicamente, é um processo semelhante ao que ocorre com o olho humano.

História da Fotografia
Boulevard du Temple, Paris, daguerreótipo feito pelo próprio
Louis Daguerre em 1838

Fixar a imagem fotográfica sobre uma superfície, porém, foi um problema que levou mais tempo a ser resolvido. Desde o século XVII, é conhecida a propriedade de certos compostos de prata de escurecerem quando expostos à luz. Mas uma imagem capturada desta maneira desaparecia em seguida. Foi somente no século passado que métodos de conservar uma imagem foram aperfeiçoados.

O francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) é o autor da imagem fotográfica mais antiga que conhecemos, feita em 1826 ou 1827 sobre uma placa de estanho sensibilizada com sais de prata. Obter uma imagem daquelas era um processo lento e trabalhoso, e Niépce morreu antes de poder aperfeiçoá-lo. Coube a Louis Jacques Mandé Daguerre (1789-1851), que há alguns anos mantinha correspondência com Niépce e com ele compartilhava a pesquisa fotográfica, dar os passos seguintes. Foi Daguerre que, em 1835, descobriu como reduzir o tempo de exposição de várias horas para cerca de meia hora (aparentemente, a descoberta foi fruto de um acidente no qual uma chapa foi deixada perto dos restos de um termômetro quebrado). Dois anos depois, Daguerre resolveu o problema da fixação da imagem e batizou então o processo de daguerreotipia. Basicamente, era uma imagem positiva em chapa de cobre coberta por uma fina camada de prata polida e sensibilizada com vapores de iodo.

Daguerre inicialmente tentou vender a invenção para a iniciativa privada, mas quando ficou claro que o empresariado francês não se interessava pela idéia voltou-se para os políticos e conseguiu o que queria: dinheiro e fama.

Ele e o filho de Niépce foram premiados com pensões vitalícias do governo francês. Até hoje, Louis Daguerre é considerado herói nacional.

Boulevard du Temple, Paris, daguerreótipo feito pelo próprio Louis Daguerre em 1838

Boulevard du Temple, Paris, daguerreótipo feito pelo próprio Louis Daguerre em 1838

A daguerreotipia gerava fotos únicas, já em positivo e sem cópias. Coube ao inglês William Henry Fox Talbot (1800-1877) desenvolver o sistema de negativo e positivo que nos permite hoje fazer inúmeras cópias da mesma foto. Desde 1833 Talbot se interessava por capturar imagens em superfícies sensíveis à luz, e já havia feito várias experiências do gênero mas com pouco sucesso. Quando soube do lançamento oficial da daguerreotipia na França, intensificou seus estudos e em 1841 apresentou à Royal Society o seu novo processo, chamado calotipia ou talbotipia. O calótipo era um negativo fotográfico obtido sobre papel normal de escrita sensibilizado com iodeto de potássio e nitrato de prata. Depois de exposto era normalmente encerado para aumentar a translucidez. A partir de então passou a ser possível reproduzir uma imagem fotográfica quantas vezes fosse necessário.

E então, quem inventou a fotografia?

A Calotipia

O inglês Willian Henry Fox Talbot no mesmo ano da invenção do daguerreótipo (1839) mostrou o sua importante invenção do primeiro processo fotográfico que possibilitava através do negativo original em papel produzir quantas cópias positivas se quisesse também em papel.

Estas cópias eram feitas por contato. O inconveniente era que o papel não permitia a passagem de toda a luz que formaria a imagem fotográfica positiva e assim a mesma tinha como característica ser esmaecida. Este processo criado por Talbot foi chamado de Calotipia.

Calótipo, fotografia sobre papel

O desenvolvimento da imagem sobre papel começou em 1937 com pequenas idéias por Bayard e Talbot.

William Henry Fox Talbot, pôs no ponto um procedimento fotográfico que consistia em utilizar papel negativo, no qual se podia reproduzir um número ilimitado de cópias, partindo de um único negativo.

Em janeiro de 1839 Faraday apresentou umas imagens obtidas, por Talbot, por simples exposição ao sol de objetos aplicados sobre um papel sensibilizado. Talbot depois do conhecimento do hiposulfito através de Herschel, obteve imagens negativas.

Talbot descobriu que o papel coberto com yoduro de prata, era mais sensível à luz, se antes de sua exposição se submergir numa dissolução de nitrato de prata e ácido gálico. Dissolução que podia ser utilizada para a revelação do papel depois da exposição. Uma vez finalizado o processo de revelação, a imagem negativa se submergia em tiosulfato sódico ou hiposulfito sódico para fixá-la, para fazê-la permanente. A este método Talbot lhe denominou Calótipo, requeria umas exposições de 30 segundos para conseguir a imagem no negativo.

Talbot chegou a conseguir, com câmeras muito reduzidas e com objetivas de grande diâmetro, imagens muito perfeitas mas extremamente pequenas. No final de 1840 ensinaria sua nova modificação do processo, o Calótipo. Com uma segunda operação Talbot conseguia uma imagem positiva. Este método fazia possível a obtenção de quantos positivos se quisessem de um só negativo.

A câmera seguiu evoluindo. Em 1854 aparece através de Petzval, a objetiva grande angular que alcançava 92 graus, e em 1860 por Harrison e Schnitzer adaptam a este um diafragma íris.

Depois do desaparecimento do daguerrotipo ao redor dos 50 o Calótipo cede rapidamente seu lugar ao Colidión. A possibilidade da imagem instantânea numa época onde o retrato era a finalidade da fotografia, faz com que comece a aparecer a imagem do fotógrafo de rua.

Calótipo

O calótipo é um método fotográfico, baseado num papel sensibilizado com nitrato de prata e ácido gálico que após ser exposto à luz era posteriormente revelado com ambas substâncias químicas e fixado com hiposulfito.

Processo

Criado por William Fox Talbot,este procedimento é muito parecido ao da revelação fotográfica regular, dado que produzia uma imagem em negativo que podia ser posteriormente positivada tantas vezes como necessário.

A primeira fotografia que podia ser copiada de um negativo, tinha suas qualidades próprias: um aspecto atraente, macio e rico, parcialmente resultante das fibras de papel do qual o negativo era feito. As linhas, no entanto, não eram bem definidas, o que tornava os detalhes apagados e enevoados. O aspecto do calótipo lembra um desenho artístico a carvão e muitos fotógrafos usaram-no deliberadamente para obter um resultado pictórico, em particular em cenas de arquitetura, paisagens e naturezas-mortas. O inventor, William Henry Fox Talbot, deve ter percebido que o calótipo se prestava a esse tipo de fotografias, pois seus melhores trabalhos reproduzem aqueles motivos.

A Chapa Úmida (Colódion úmido)

O processo que veio a seguir foi o do colódio úmido inventado por Frederick S. Archer em 1851. Que utilizava uma chapa de vidro preparada com nitrato de celulose e um iodeto solúvel sensibilizado com nitrato de prata.

Este processo acabou por suplantar o daguerreótipo devido aos bons resultados conseguidos, principalmente no tocante a facilidade na obtenção de cópias.

O colódion úmido

O escultor e fotógrafo, Sir Frederick Scott Archer, propôs à revista inglesa The Chemist, em março de 1851, o método do colódion perfeitamente experimentado. O colódion, conhecido também como algodão-pólvora, é uma classe de explosivo cuja base é a celulose nítrica.

Frederick Scott Archer, pôs uns ferros de cristal úmido ao utilizar colódion em lugar de albumina como material de recobrimento, para aglutinar os compostos sensíveis à luz. Estes negativos deviam ser expostos e revelados enquanto estavam úmidos. Os fotógrafos precisavam de um quarto escuro próximo, para poder dispor dos ferros antes da exposição e revelá-los de imediato.

Esta grande descoberta, representava um passo importante e decisivo no desenvolvimento da fotografia, ao cercar-se à imagem instantânea com uma exposição 15 vezes inferior à do daguerrotipo mais aperfeiçoado. Mas o mais relevante, foi sua aplicação sobre diversos suportes além do vidro, como o couro, o papel, o férro, outros plásticos e cerâmicas.

A Emulsão de Gelatina Seca

Em 1871 outro processo suplantou o anterior, deixando-se de usar as delicadas chapas de vidro. O seu autor foi o médico Richard L. Maddox. E usava uma emulsão de gelatina seca de alta sensibilidade.

Também já era possível ter os filmes em rolos. Com isto pôde-se fabricar as câmaras em tamanho menores do que as encontradas até então. Estas máquinas passaram a dominar o mercado fotográfico.

Exposição do negativo fotográfico a seco

Depois da dificuldade que apresentava a manipulação nos exteriores do colódion, para aperfeiçoar um tipo de negativo que se pudesse expor a seco, sem que se precisasse revelar imediatamente depois de sua exposição, leva a um novo estudo em investigação da placa seca.

Depois de muitas tentativas sem sucesso se propôs a gelatina de bromuro, ficando desbancado o colódion (1882). A placa seca com gelatina de bromuro.

Foi o fotógrafo britânico Charles E. Bennett em 1878, quem inventou um ferro a seco recoberto com uma emulsão de gelatina e de bromuro de prata, similar às modernas. Em 1879, Swan patenteou o papel seco de bromuro.

O afã de procurar um suporte mais prático do que o cristal, faz o colódion e outros similares a nos levar para 1886 onde aparece a celulose como superfície fotográfica e com alguns excelentes resultados.

Mais adiante, o acetato de celulose substituirá ao celulóide. As emulsões se relacionam segundo os diferentes tipos de sensibilidade e a exposição à luz e o suporte da emulsão. Estes tipos de sensibilidade se denominam de forma bem escalonada em Din ou em Asa/Iso.

Enquanto se iam pesquisando e fazendo experimentos para aumentar a eficácia da fotografia em branco e preto, levaram-se a cabo grandes esforços para conseguir imagens dos objetos em cor natural. Para isso se utilizavam ferros recobertos de emulsões.

Em 1861, o físico britânico James Clerk Maxwell obteve a primeira fotografia em cor, com o procedimento aditivo de cor.

A Kodak

A partir daí um homem chamado George Eastman escreveu o seu nome na história da fotografia ao criar a emulsão de gelatina e brometo de prata em forma de rolos.

Juntou a estes a fabricação de câmaras pequenas, leves, fáceis de usar e com preço baixo o suficiente para que qualquer um pudesse adquirir uma delas. A produção em massa destas câmaras foi responsável pela enorme popularização da fotografia desde então.

Para os usuários destas máquinas bastava tirar as fotos e entregá-las a “Eastman’s American Film” que processava-os e entregava as câmaras já com filmes prontos para novas fotos. Em 1888 foi lançada a câmara Kodak Brownie, uma das mais populares produzidas em larga escala pela industria de George Eastman.

Passados mais de cem anos esta técnica fotográfica que utiliza filmes em rolos ainda permanece como a mais utilizada por profissionais e amadores. Os filmes se aprimoraram, mas o processo continua praticamente inalterado.

Primeiro filme fotográfico em carretel

Em 1884 o americano George Eastman fabricou o primeiro filme em carretel de 24 exposições.

Em 1888 lançou ao mercado outro aparelho revolucionário de pequenas dimensões (18cm de comprimento) que estava provisto de um carregador de 100 exposições. Dotado de um foco fixo e uma velocidade de obturação de 1/25 segundos. Depois de realizar o último disparo, enviava-se à casa, que revelava as 100 fotos e recarregava de novo a máquina com outro carretel.

Custava ao redor de 25 dólares e se publicou com o slogan "Você aperta o botão, nós faremos o resto".

Este novo invento recebeu um nome que se faria famoso na história da fotografia: Kodak.

Eastman ao criar a primeira câmera fotográfica, fundou também em (1854-1932) a casa Kodak.

Eastman incluiu em 1891 o primeiro filme intercambiavel à luz do dia.

Do filme sobre o papel passou em 1889 para filme à celulóide, sistema que continuamos empregando até hoje em dia.

Cinematógrafo. Primeiro aparelho cinematográfico

Os irmãos Lumière, Auguste Marie Louis Nicholas Lumière (19 de Outubro de 1862–10 de Abril de 1954) e Louis Jean Lumière (5 de Outubro de 1864–6 de Junho de 1948) nasceram em Besançon, na França. Foram os inventores do projector cinematográfico e considerados, por muitos, como os pais do cinema.

Eram filhos de um fotógrafo e dono de empresa de papéis fotográficos. Foram os criadores do projetor cinematográfico, a partir do qual se desenvolveu a Sétima Arte. Louis viria mais tarde a dedicar por completo a sua vida ao cinema, realizando documentários curtos, e Auguste, mais tarde, seguiu carreira na medicina. Casaram-se com duas irmãs e moravam todos na mesma mansão.

O primeiro espectáculo pago dos Irmãos Lumière ocorreu em Paris, no Grand Café no Boulevard des Capucines. Fizeram um digressão com o cinematógrafo, em 1896, visitando Mumbai, Londres e Nova Iorque. As imagens em movimento rapidamente tiveram uma forte influência na cultura popular, com L'Arrivée d'un train en gare de la Ciotat (pt: Chegada de um comboio) e com os filmes de actualidades, muitas vezes citados como os primeiros documentários - ainda que o tema seja algo polémico - tal como La Sortie des ouvriers de l'usine Lumière (pt: Saída dos operários das Fábricas Lumière) ou Le Déjeuner de Bébé (O almoço do bebé), incluindo algumas das primeiras tentativas cómicas, incluindo o humor pastelão de L'Arroseur Arrosé (O regador regado).

Cinematógrafo

De cinemat(o) + grafo. Nome dado ao aparelho inventado pelos Irmãos Lumière - um aperfeiçoamento do cinetoscópio de Thomas Edison - e que constitui um marco na História do Cinema. Na descrição dos próprios inventores, tal aparelho permite armazenar, previamente, por uma série de instantâneos (fotogramas), os movimentos que durante um certo tempo, sucedem diante de uma lente fotográfica e depois reproduzir estes movimentos projetando estas imagens sobre um anteparo.

Fotografia Colorida

A fotografia colorida foi explorada durante os anos de 1800.

História

Os experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia nem prevenir a cor de enfraquecimento.

A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell.

O primeiro filme colorido, o Autocromo, não chegou ao mercado antes de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata.

O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936.

O filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em 1963.

Técnica

A fotografia colorida pode formar imagens como uma transparência positiva, planejada para uso em projetor de diapositivos ou em negativos coloridos, planejado para uso de ampliações coloridas positivas em papel de revestimento especial.

A Última é atualmente a forma mais comum de filme fotográfico colorido (não digital), devido a introdução do equipamento de fotoimpressão automático.

Autocromo Lumiére

Em 1907 se puseram a disposição do público em geral os primeiros materiais comerciais de filmes em cores.

Consistiam numas placas de cristal chamadas Autocromo Lumiére (cromo, elemento químico-metal) em honra a seus criadores, os franceses Auguste e Louis Lumiére. Nesta época as fotografias em cores se realizavam com câmeras de três exposições.

Mais tarde se começou a utilizar a fotografia na tipografia para a ilustração de textos e revistas, o que gerou uma grande demanda de fotógrafos para as ilustrações publicitárias.

Também chegou a proliferação desta arte, ofício e profissão, já que foi requerido por personagens da política, a cultura etc., que valorizavam na fotografia a possibilidade de permanecer para a posteridade, refletindo a sua imagem o mais próximo da realidade, e assim perpetuar-se na recordação de seus descendentes.

História da Fotografia
Imagem de Louis Lumiére, Autocromo 1907

Fotografia a cores por Charles Cros e Louis Ducos

Já Niépce e Daguerrere se lamentaram de não poder reproduzir as cores na superfície sensível.

Tanto Abel Niépce, como Alphonse Poitevin e Edmond Becquerel obtiveram resultados de suas investigações, mas nenhuma concludente.

Charles Cros e Louis Ducos du Hauron coincidiram em enviar, no mesmo dia 2 de maio de 1869, à Sociedade francesa de Fotografia métodos similares sobre a reprodução das cores em fotografia. Ducos (1837-1920) obtinha sucessivamente três negativos do mesmo tema através de um filtro colocado entre a placa e a objetiva. Um seletor apropriado interceptava uma das cores primárias para cada negativo.

O positivo transparente se obtinha com a utilização de corante correspondente à cor que representava cada negativo. A tricromía é o princípio de todos os métodos de fotografia em cor, sejam subtrativos ou aditivos. Depois dos procedimentos que precisam três negativos, os sistemas de reticulados ou de mosaicos simplificaram muito o processo, já que obtinham a seleção das cores primárias numa só superfície.

Imagem tomada por Louis Ducos Du Haron 1872 França

O procedimento Autochrome, lançado pelos irmãos Lumiére em 1908, utilizaram-se durante alguns anos e mais tarde se abandonou seu uso, pelo alto custo. Uma fotografia auto cromada observada com uma lupa ou ampliada, dá-nos a mesma impressão visual que de um quadro pintado.

História da Fotografia
Imagem tomada por Louis Ducos Du Haron

Polaroid Land, de Edwin Herbert Land

Alguns pesquisadores se dedicaram a experimentar o método da fotografia instantânea, isto é, com a possibilidade de revelar o filme no interior do aparelho, em lugar da câmera escura.

A fotografia instantânea se fez realidade em 1947, com a câmera Polaroid Land, baseada no sistema fotográfico descoberto pelo físico estadounidense Edwin Herbert Land.

História da Fotografia
Máquina fotográfica Polaroid Land mod. Pathfinder 110

Adicionou à fotografia de aficionados o atrativo de conseguir fotos totalmente reveladas poucos minutos depois de tê-las tomado.

Primeiras objetivas por Zeiss

Os avanços nas prestações das objetivas, chegaram a partir do ano 1903 com as objetivas fabricados por Zeiss. Outros progressos foram contribuídos pelo sistema reflex em 1828. A primeira câmera reflex binocular com uma objetiva para a tomada, outra para o enquadre e o enfoque, foi construída por H.Cook em 1865.

O Advento da Fotografia em Cores

Embora o advento da fotografia tenha causado forte impacto em todo o universo cultural, artístico e intelectual de sua época, as primeiras fotos eram todas em preto e branco.

Mediante um “trabalho adicional”, os primeiros daguerreóticos poderiam ser pintados à mão, abrindo novo mercado para pintores de “miniaturas”. Mas, pouco tempo depois a fotografia em cores passou a ser realidade.

Em 1861, o matemático, físico e filósofo natural escocês James Clerk Maxwell, iniciou as mais importantes investigações relativas à percepção da cor.

Demonstrou as bases importantes da fotografia em cores. Seu método consistia em fotografar um elemento colorido três vezes, mantendo a máquina imóvel, utilizando cada filtro de cor fundamental (vermelho, verde e azul).

Através deste processo, conseguia-se três negativos monocromáticos - em preto e branco -distintos, porem cada um com diferentes gradações de cinza. Estes três negativos eram convertidos em slides, sendo projetados cada um dos seus respectivos filtros sobre uma tela branca, de modo que coincidisse exatamente um sobre o outro, reproduzindo-se assim as cores de elemento original. As cores neutras, como o branco, apareciam onde as três cores (vermelho, verde, azul), se misturavam e o preto aonde a luz não chegava.

Este método, apesar dos resultados, teve que ser abandonado em pouco tempo, pois não permita fotos de objetos em movimento, além de fornecer alguns inconvenientes, pois a fotografia em cores positivas originava grande perda de luz, devido a cada filtro permitir a passagem de 1/3 dela.

Em 1873, o químico alemão Hermann Vogel descobriu o processo de sensibilização por corantes, por meio de placas de colódio estabelecendo as bases da fotografia ortocromática, pancromática (utilizadas nos filmes P&B atuais) e a fotografia tricolor.

Em 1876 alguns fotógrafos alemães, utilizando “baixa tecnologia”, conseguiram suas primeiras imagens impressas em papel, conforme ilustração ao lado.

Em 1869 Louis Ducos du Hauron publicava seu livro apresentando outro método: o Subtrativo, pelo meio do qual as cores poderiam ser recriadas. Uma de suas sugestões era, ao contrário de misturar as cores “aditivas”, vermelhas, verdes e azuis, poderíamos utilizar suas cores contrarias ou “subtrativas”, cian, magenta e amarelo.

Este processo resume-se em fotografar o objeto três vezes sendo em que cada uma delas utiliza-se em fotografar o objeto três vezes sendo em que cada uma delas utiliza-se um filtro positivo diferente: Azul, Verde, Vermelho. Em cada negativo, como o processo empregado anteriormente, as cores eram representadas pôr diferentes tons e densidade de cinza.

Esses três negativos eram tingidos com a cor complementar do filme na hora de fotografar. Finalmente, por meio de um branqueador eliminava-se a prata de modo que ficasse só a cor. Em seguida, estes slides eram superpostos e projetados de uma só vez no mesmo aparelho sem a utilização de qualquer filtro adicional. Quando as cores subtrativas se misturavam sobre a tela, obtinha-se as cores originais do objeto fotográfico.

Mas até então todos os métodos pesquisados eram artesanais e relativamente onerosos, não permitindo sua “eventual” industrialização. Com o último solucionou-se o problema dos três projetores, filtros de proteção e da prata, mas a questão do movimento ainda permanência em pauta.

Pensou-se então em reunir as três fotos em uma só e o único meio viável seria um material sensível com três camadas diferentes - três emulsões sendo que cada um seria sensível a uma só e a única cor, evitando assim o problema dos filtros na hora de fotografar.

A emulsão sensível ao azul não apresentou nenhum problema na sua construção, pois até então todos os materiais sensíveis impressionavam esta cor. Isso constituía porem, a maior dificuldades para que as outras camadas fossem sensíveis somente ao verde e vermelho, devido ao fato de serem compostas pôr partes de brometo de prata, eram também sensíveis ao azul.

O único meio encontrado foi de introduzir entre a primeira emulsão sensível ao azul e as duas outras sensíveis ao verde e ao vermelho respectivamente, um filtro amarelo. Este filtro tem pôr função básica absorver o azul, deixando passar somente as cores verdes e vermelhas.

E assim aos poucos se chegou a construção do filme em cores usado nos dias de hoje, os quais são revestidas de três camadas de emulsão cada uma delas sensível a uma unida cor. Devemos contudo salientar que estas possuem latitude do que os filmes em branco e preto. Devido a essa baixa latitude, a exposição dos filmes em cores, deve ser a mais correta possível.

Em meados de 1930, a Kodak passou a produzir filmes baseados no principio de Maxwell, lançando os primeiros “Kodakchrome”

Quando em 1906, os filmes “Pretos & Branco” Pancromáticos, sensível a todas as cores, começaram a ser industrializados, alguns fotógrafos começaram a aplicar a técnica de separação de cores, de Hauron.

Em 1903 os irmãos franceses Auguste e Louis Lumiere desenvolveram novas chapas denominadas “Auto Chrome”, passando a ser comercializada em 1907. foram os primeiros a trabalharem com filme perfurado 35mm e câmeras cinematográficas, introduzindo no mercado o cinema em cores.

Fotografia, Invenção do Diabo!

De todas as manifestações artísticas, a fotografia foi a primeira a surgir dentro do sistema industrial.

Seu nascimento só imaginável frente à possibilidade da reprodução. Pode-se afirmar que a fotografia não poderia existir como a conhecemos, sem o advento da indústria. Buscando atingir a todos. Por meio de novos produtos culturais, ela possibilitou a maior democratização do saber.

A nova invenção veio para ficar. A Europa se viu aos poucos, substituída por sua imagem fotográfica. O mundo tornou-se, assim portátil e ilustrado.

História da Fotografia
1839 - Foto de Baudelaire

O homem moderno diante desse novo cenário, não tinha mais tempo para ler. Tinha que ver para crer! Não podia mais contar com a lentidão e imperfeição das imagens produzidas artesanalmente por desenhistas e pintores de sua época.

A sociedade européia levou muito tempo para compreender o real valor da produção fotográfica.

Em 19 de agosto de 1939, a Academia Francesa mal anunciava publicamente a invenção do Daguerreótipo e o pintor Paul Delaroche já declarava enfaticamente: "De hoje em diante, a pintura está morta".

Nos círculos mais conservadores e nos meios religiosos da sociedade, "a invenção foi chamada de blasfêmia, e Daguerre (foto acima) era condecorado com o título de "Idiota dos Idiotas'".

O pintor Ingres, ainda que utilizasse os daguerreótipos de Nadar para executar seus retratos, menosprezava a fotografia, como sendo apenas um produto industrial, e confidenciava: "a fotografia é melhor do que o desenho, mas não é preciso dizê-lo".

Baudelaire, um dos mais expressivos representantes da cultura francesa, negava publicamente a fotografia como forma de expressão artística, alegando que "a fotografia não passa de refúgio de todos os pintores frustrados", e, sarcasticamente, celebrava a fotografia "como uma arte absoluta, um Deus vingativo que realiza o desejo do povo... e Daguerre foi seu Messias... Uma loucura, um fanatismo se apoderou destes novos adoradores do sol!".

Com estas declarações, Baudelaire refletia o impacto causado pela fotografia na intelectualidade européia da época.

Um artigo publicado no jornal alemão Leipziger Stadtanzeiger, ainda na última semana de agosto de 1839, ajuda a compreender melhor este confronto:

"Deus criou o homem à sua imagem e a máquina construída pelo homem não pode fixar a imagem de Deus. É impossível que Deus tenha abandonado seus princípios e permitido a um francês dar ao mundo uma invenção do Diabo".(Leipziger Stadtanzeiger, 26.08.1839, p.1).

A nova concepção da realidade conturbou o mundo cultural e artístico europeu. Como entender que a fotografia viesse para ficar, a não ser em substituição das tradicionais formas de representação?

Já se haviam gasto vãs sutilezas em decidir se a fotografia era ou não arte, mas preliminarmente, ainda não se perguntara se esta descoberta não transformava a natureza geral da arte.

Numa época em que as artes plásticas, o teatro e a literatura passavam por uma série de mudanças com proclamações e manifestos de diferentes "ismos", nasceram novas perspectivas na linguagem fotográfica. Influenciado em uma parte, pelas tomadas de posição, e em outra parte por estar a fotografia passando por um hiato, com a maioria dos profissionais se repetindo dentro dos mesmos moldes, sobretudo de ordem estética. E, por outro lado, também para conquistar determinado prestígio social, já que a sua presença na época não era vista com bons olhos.

Também outros fotógrafos não se conformavam em ver a fotografia "apenas como mero instrumento" para registrar a realidade.

Como não se poderia obter os resultados desejados pela simples aplicação dos processos tradicionais, começam a se desenvolver, novas técnicas baseadas numa grande variedade de recursos, principalmente químicos, novas técnicas de enquadramento e iluminação. A fotografia vai aos poucos perdendo seu poder de "cópia do real" para ser mais subjetiva, intimista, interpretativa, valorizando o discurso de seu próprio autor. As objetivas, por outro lado, foram reestudadas, com o intuito de se obter uma melhor qualidade de imagem e uma focalização mais suave.

A fotografia trouxe consigo a aura da veracidade e seu surgimento contribuiu diretamente para que todos os segmentos artísticos, literários e intelectuais passassem por uma profunda reflexão, evidenciando um dado importante que até aquele momento permanecera intacto: "A concepção que o homem tinha de si próprio".

Fotograma - A Fotografia sem Câmera

O fotograma, ou o registro sem câmera de formas produzidas pela luz, incorpora à natureza do processo fotográfico a chave real para a fotografia, e nos permite capturar o entrelaçamento dos padrões da luz em uma folha de papel.

O fotograma abre perspectivas de uma morfose totalmente desconhecida, governada pôr leis ópticas absolutamente peculiares.

Um fotograma é, em um primeiro momento, algo muito simples. Consiste no registro de formas gravadas pela ação da luz sobre um papel sensível, sem a ação de maquina fotográfica, lentes ou filme.

A origem do fotograma remonta as origens da fotografia, ou da foto química, quando em 1727, o alemão Johan Heinrich Schulze descobriu a sensibilidade dos sais de prata a luz.

Schulze, Professor de Medicina, Arqueologia e Retórica, dedicava grande parte do seu tempo aos experimentos químicos. Em um desses experimentos, ele diluiu, pôr um acaso, acido nítrico contendo nitrato de prata em uma solução para dissolver giz branco. A surpresa veio quando o lado do sedimento de giz voltado para a luz começou a escurecer, enquanto o lado voltado para a sombra permanecia branco e inalterado. Ele prosseguiu nessas experiências o suficiente para concluir que essa reação era causada pela luz e não pelo calor, e foi dessa forma que descobriu a sensibilidade dos sais de prata a luz.

Schulze produziu imagens (fotogramas) com fios, letras e desenhos que, colocados nos vidros contendo soluções de giz com nitrato de prata, produziram imagens, delineando suas formas em negativo. Essa experiência foi pouco divulgada na época e somente em 1802 Thomas Wedwood e Sir Humphry Davy retomaram o trabalho com sais de prata, na produção de imagens para evitar que continuassem escurecendo quando examinadas sob a luz. Em 1839, o inglês Willian Henry Talbot cunhou a palavra "desenho fotogênico", que consistia em produzir imagens de objetos colocados sobre folhas de papel sensibilizadas com sais de prata. Essas foram as primeiras imagens de fotogramas, que ainda se mantiveram até hoje.

Com a evolução das câmeras fotográficas e o aparecimento dos filmes de maior sensibilidade, o "fotograma" sumiu pôr completo. As experiências que descrevemos anteriormente representam o principio do fotograma principalmente como manipulação foto-química e descoberta dos princípios da ação da luz sobre materiais fotos sensíveis.

Porem o surgimento do fotograma como expressão criativa do processo fotográfico deve-se principalmente a dois fotógrafos de grande importância na arte e estética do século XX. São eles Man Ray e Laszlo Maholy-Naqy, que descobriram (ou pôr outro lado redescobriram) o fotograma pôr acidente, tal como acontecera a Schulze. Curiosamente, os dois começaram a trabalhar com o processo na mesma época, mas isoladamente, sem tomarem conhecimento do trabalho do outro.

A descoberta acidental deu-se quando uma folha de papel fotográfico não exposta a luz foi esquecida às químicas de processamento. Ao se acender a luz, o papel foi lentamente escurecendo nas regiões expostas à luminosidade, enquanto permanecia mais claro nas áreas onde se projetavam as sombras de banheiras, pinças e vidros. A imagem formada foi o inicio de um vasto trabalho, em que ambos se empenharam em pesquisas serias na exploração do potencial desse meio de expressão.

A Era Fotográfica

A fotografia corresponde a uma fase particular da evolução social para o modernismo. A ascensão de novas camadas da sociedade representava um maior significado político e social.

Os precursores do retrato fotográfico, nasceram da estreita relação com esta evolução. A ascensão dessas camadas sociais, em busca da sua individualidade e projeção social, provocou a necessidade da produção em larga escala de novos produtos de consumo, e particularmente da fotografia.

"Mandar fazer o retrato", era um ato simbólico, por meio do qual o público da classe social ascendente manifestava a sua mobilidade social, tanto para si mesmo, como para os demais, e se situava dentro daquele privilegiado grupo que tinha grande consideração social. Este processo transformava, ao mesmo tempo, a produção artesanal do retrato em meios cada vez mais mecanizados e, portanto, mais rápidos.

O retrato fotográfico, desta forma, representa a fase final dessa evolução. Desde 1750, em Paris, desponta, por impulsos sucessivos, a subida das classes médias no interior de uma sociedade cujas bases eram delimitadas pela aristocracia. Com o surgimento do público burguês e o desenvolvimento de seu bem estar material, aumenta também a sua necessidade de projeção social.

A independência econômica dessa nova classe gera também a necessidade de conquista do seu espaço político. O indivíduo ousa individualizar-se. Esse ousado indivíduo precisa, mais do que nunca, de um conjunto de leis próprias, precisa de habilidade e astúcia, necessárias a autopreservação, à auto-imposição, à auto-afirmação e à sua autoliberação. Aprofunda-se a necessidade de encontrar a sua característica manifestação, que esteja em função direta com a sua personalidade de afirmação, e a tomar consciência de si mesmo.

O retrato pintado, que na França era, há muitos séculos, privilégio de alguns círculos aristocráticos, com o advento da fotografia se democratiza. E, mesmo antes da Revolução Francesa, a moda do retrato já começa a ter grande aceitação pelos primeiros pequenos burgueses. Á medida em que afirmava a necessidade de representar-se, essa moda criava novas formas e técnicas de resultado satisfatório. Era a maneira encontrada pela nova classe para expressar seu culto pela individualidade.

Tivemos, assim, o surgimento da “silhouette,” que se constituía em um passatempo, ou seja, recortar, em papel cartão preto, o perfil dos amigos, ou ainda o retrato miniatura, executado por pintores miniaturistas, a "preços módicos". Em 1786 aparecia a técnica da gravação mecanizada do fisiotraço, que se baseava no mesmo princípio do pantógrafo. Era uma nova técnica de gravação de pequenos retratos em relevo, que copiava o perfil humano com escala e exatidão matemáticas.

Estes primeiros procedimentos de transcrição da imagem nada tinham que ver com o descobrimento técnico da fotografia, mas podem ser considerados como seus precursores ideológicos.

Dois meses antes de Daguerre apresentar publicamente a sua descoberta, um grupo parisiense de deputados já havia proposto à câmera que o Estado francês comprasse o invento e oferecesse a ambos, Daguerre e Isidore Niépce - filho de Joseph Nicephore Niépce (1765-1833), que fora na realidade o precursor da fotografia na França e sócio de Daguerre. Em troca, ambos receberiam uma pensão vitalícia e a "França orgulhosamente poderia doar a descoberta para todo o mundo".

Diante da concretização desse acordo, cinco dias antes, mais precisamente em 14 de agosto de 1839, “Daguerre já estava coberto com patentes de sua invenção na Inglaterra, País de Gales e Colônias Britânicas...”.

Não é difícil detectar quais os partidos políticos, ou mesmo grupos sociais, que passaram a tutelar e defender a fotografia neste período, sob todos os aspectos. O seu advento, como já vimos, retratou o período de transição já consumado pela decomposição do mundo feudal e pelo efeito dos novos modos de produção e da avalanche de reviravoltas políticas.

Dentro desse cenário, a classe ascendente traçava sua trilha, sem contudo encontrar seu próprio meio de expressão artística. Procuravam, então, ir se adequando ao padrão aristocrático. Se essa velha classe já não tinha mais nenhuma função política ou mesmo econômica, ainda tinha um ponto a seu favor - era o termômetro do bom gosto da sociedade. Assim, as novas classes emergentes não tiveram outra alternativa senão adaptar os velhos conceitos artísticos da nobreza e suas formas de representação, modificando-as sempre conforme suas necessidades.

Neste contexto, veremos por um novo ângulo as relações que unem a evolução da fotografia com a evolução da própria sociedade. As revoluções do século XIX na França estimularam as transformações sociais que acabaram por provocar o crescimento do capitalismo. A Revolução Liberal de 1830 cortou definitivamente as últimas raízes com a dinastia aristocrática legítima e, consequentemente, as últimas esperanças de uma possível restauração, e contribuiu, com todos os seus esforços, para que a sociedade burguesa pudesse definitivamente se estabelecer com seu poder natural. A França se encontrava na fase econômica aonde a produção artesanal vinha aos poucos cedendo espaço ao empreendimento industrial.

Essas duas realidades econômicas coexistiram durante as duas primeiras décadas do século passado, apesar da primeira se encontrar em declínio e a segunda em amplo desenvolvimento. As máquinas vinham paulatinamente substituindo o trabalho manual. A greve dos gráficos de Paris, em 1830, refletiu claramente este novo estágio de desenvolvimento, provocado pela instalação de máquinas mais sofisticadas, que deixaram sem emprego grande número de trabalhadores, ou reduziram seus salários pela metade.

Este é apenas um dos inúmeros exemplos da nova ordem econômica que foi se instalando aos poucos e produzindo profundas modificações na constituição da sociedade. Grande parte do mercado de trabalho artesanal se proletarizou, suas condições de vida se caracterizavam por uma miséria extrema, e seu papel político ainda era muito insignificante.

Por outro lado, bastou que a indústria e o comércio prosperassem, para que a pequena e média burguesia ganhasse espaço e se convertessem nos pilares da ordem social. "Já não existe nenhuma diferença entre Luís Felipe e eu; ele é rei-cidadão, eu sou cidadão-rei". Esta era a palavra de ordem da época, deixava transparecer a nova consciência que a pequena burguesia tinha de si mesma; suas idéias e sentimentos já eram profundamente democráticos.

Relojoeiros, farmacêuticos, comerciantes de chapéus, alfaiates e todo o público, que possuíam um pequeno capital e instrução primária suficiente para fazer a sua própria contabilidade, mercadores enterrados no horizonte do seu próprio negócio, foram os elementos da camada da média burguesia que encontraram na fotografia a nova forma de auto-representação, dentro de seus limites econômicos e ideológicos. Sua situação econômica iria determinar o caráter e a evolução da fotografia. Sem dúvida, foi este público que pela primeira vez desenvolveu as condições econômicas para que a arte do retrato pudesse ter acesso popular.

Como todas as novas propostas, a fotografia também foi descendo até as camadas mais profundas da média e pequena burguesia, a medida em que também se fazia sentir a importância dessas formações sociais. O novo invento, sem dúvida, havia despertado o interesse de quase todas as camadas sociais. No entanto, sua imperfeição técnica e os grandes custos exigidos para as primeiras tomadas só eram acessíveis naquele momento à burguesia acomodada. Somente alguns aficionados muito ricos podiam se permitir a este luxo.

O processamento fotográfico introduzido por Daguerre era bastante incômodo. A placa metálica deveria ser preparada com a solução de sensibilizantes momentos antes de sua tomada, e ser revelada logo em seguida com vapor de iodo. Os primeiros preparativos levavam de trinta a quarenta e cinco minutos. Para fotografar paisagens, o ritual era mais complexo, porque era necessário transportar grandes barracas, laboratórios ambulantes com todas as soluções químicas.

Quando se tratava de retratos, o prolongado tempo de tomada era um martírio para a "vítima", sendo o fotógrafo obrigado a utilizar "acessórios especiais" para manter o modelo inerte, sem nenhum movimento, enquanto fotografava.

Além de tudo isto, a daguerreotipia apresentava inconveniente fundamental: seu processo não permitia cópias da mesma imagem; sua câmera era muito grande, pesando em média cinquenta quilos; seu preço, na época, era muito alto e pouco atrativo, o que acabou impossibilitando essa conversão em uma indústria importante.

Mas, em todos os países da Europa, a daguerreotipia teve êxito considerável, e mais especificamente nos Estados Unidos sua receptividade foi imensurável. Já no final de 1839, Daguerre enviava seu representante aos Estados Unidos, François Gouraud, com o objetivo de promover exposições e dar conferências sobre o novo processo, para estimular a venda de seus produtos. Nessa época, a sociedade norte-americana ainda não se encontrava totalmente estratificada.

As possibilidades de crescimento ainda dependiam da iniciativa individual. O período seguinte, de 1840 a 1860, não só foi caracterizado pelo florescimento da daguerreotipia, como também da transformação da sociedade norte- americana, do seu estágio agrícola para a fase industrial. Presenciamos, nessa época, o surgimento de uma infinidade de novos inventos como a geladeira, máquinas secadoras, novos sistemas de produção em série, aumento da rede ferroviária e dos telégrafos, entre outras coisas. As cidades cresciam. Era também a época do ouro, e da definitiva colonização do Oeste norte-americano.

Diante de todos estes acontecimentos, a jovem nação se sentia orgulhosa de suas conquistas, e encontrou na fotografia o meio ideal para se eternizar. Os norte-americanos mais ativos e inteligentes estabeleceram inúmeros estúdios fotográficos, ou percorriam os campos e fazendas em grandes carroças transformadas em verdadeiros estádios de daguerreotipia. "Para a jovem democracia norte-americana este novo meio de auto-representação correspondia plenamente ao entusiasmo dos pioneiros, orgulhosos de seu êxito". As tendências embrionárias do signo "fotográfico" desabrocham mais depressa e na sua amplitude quando esse novo meio de representação visual levado à distância.

Uma vez transplantada, a fotografia perde as raízes da sociedade parisiense que a concebeu e as influências às quais ela é submetida nos outros países transformam-na rapidamente. A evolução da fotografia, nestes termos, vai estar em estreita dependência do contexto histórico da sociedade que a adotou. A inexistência de um passado feudal nos Estados Unidos possibilitou maior identificação entre a fotografia e a burguesia industrial emergente.

O momento era ideal e propício para que a sociedade norte-americana também pesquisasse outras possibilidades da tecnologia fotográfica e fizesse com que George Eastman, já em 1880, desenvolvesse os primeiros filmes em rolo de celulóide, e lançasse a primeira câmera portátil Kodak, em escala industrial, democratizando definitivamente a fotografia. Isto também explica porque o jornal nova-iorquino Daily Herald foi o primeiro veículo do mundo moderno a imprimir a fotografia por meios totalmente mecânicos, em 1880, e porque o fotojornalismo norte-americano iria apresentar um amplo avanço, um tratamento totalmente diferenciado e uma grande aceitação por parte dos leitores, incomparável com as demais metrópoles européias.

A fotografia é filha do capitalismo moderno. Sua semente brotou dentro das convulsões sociais geradas pela emergência do modernismo, já no final do século XVIII, e passa a tomar forma nas primeiras décadas do século XIX. Seu discurso visual é o próprio discurso da ideologia racional burguesa. Portanto, a história da fotografia é a própria história da modernidade.

Fonte: www.fotodicas.com

História da Fotografia

Introdução

Definição

Processo que permite fixar uma imagem sobre uma superfície fotossensível por meio da exposição à luz durante determinado tempo.

Surge em plena industrialização, como uma "máquina de pintar". Seu marco inicial é 1822, quando o físico francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) consegue fixar a primeira imagem fotográfica numa placa sensibilizada quimicamente colocada numa câmara escura com orifício para exposição à da luz. Essa exposição demorava horas. Em 1826, ele aprimora a sua técnica e faz a foto A Mesa Posta. Mas é em 1839 que o também francês Louis Daguerre (1787-1851) anuncia a criação de um aparelho capaz de fixar a imagem com um tempo menor de exposição, o que possibilitava fotografias mais rápidas, popularizando o processo. Mas cada foto ainda é um exemplar único do qual não é possível fazer cópias. O governo francês divulga rapidamente o processo para o mundo. No ano seguinte, o primeiro Daguerreótico chega ao Brasil.

A fotografia, nascida como simples divertimento, desempenha papel preponderante na industria, no comércio, na medicina e em outras ciências.

Qual a base da fotografia?

Uma das bases da fotografia surgiu no século XIII, quando o filosofo e cientista inglês Roger Baccon descobriu o fenômeno da câmara escura. Ele fez um orifício na parede de uma sala escura; do lado de fora, usou uma sombra para projetar figuras e formatos sobre essa parede; a luz entrou no orifício e projetou na parede oposta uma imagem invertida dos objetos exteriores.

Outra base veio dos alquimistas, que haviam descoberto que a luz modifica o aspecto de uma placa de cloreto de prata fundido.

A associação desses dois fenômenos resultou na fotografia: a imagem invertida da câmara escura foi gravada numa placa de cloreto da prata.

A máquina fotográfica

Uma máquina ou câmera fotográfica reproduz a câmara escura descoberta por Roger Baccon. No que corresponderia ao orifício, coloca-se uma lente para aumentar a luminosidade da imagem, e, no fundo uma película sensível aos raios luminosos (o filme) que capta a imagem invertida dos objetos externos. Para ser visível ao olho humano, a imagem precisa ser "revelada".

Na Revelação, o filme é mergulhado em produtos químicos, como o nitrato de prata ou o sulfito de sódio, obtendo-se uma imagem permanente, porem negativa imagem original. As zonas mais escuras aparecem mais claras ou vice-versa. A partir desse negativo obten-se as cópias positivas, isso é, as fotografias em papel ou em diapositivos.

História

Em 1901, o cartão postal é introduzido no pais por Castro Moura. Paralelamente, o fotógrafo Válerio Vieira (1862-1941) realiza pesquisa em montagens fotográficas com vários negativos. Em 1904, seu alto retrato. Os trinta Valérios recebe medalhas de prata na feira internacional de Saint Louis (EUA). Em 1922, Vieira ganha medalha de ouro na mesma feira pela maior impressão fotográfica do mundo, uma panorâmica da cidade de São Paulo de 16m x 1,4m.

A difusão da fotografia no pais entre as décadas de 30 e 50 deve-se a Conrado Wessel (1891-1941), engenheiro químico formado em Viena. Em 1928 funda, em São Paulo, a primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, comprada mais tarde pela Eastman Kodak, quando a empresa se instalou no Brasil.

No final do ano 30, fotógrafos de origens alemã imigram para o Brasil trazendo influencias do movimento Bauhaus. Nos anos 40 e 50 Geraldo de Barros (1923) impulsiona a fotografia de autor que deixa de se preocupar-se com o retrato da realidade e busca novas formas de expressão.

FOTO JORNALISMO

As primeiras fotos da imprensa brasileira aparece na revista da semana em 1900. Mas o grande impulso para o fotojornalismo no pais é dado na década de 50 pela revista O Cruzeiro e pelo jornal do Brasil, do Rio. A fotoreportagem atinge o auge nos anos 60, com o surgimento da revista realidade e do jornal da tarde, de são Paulo. Fotógrafos como Maureem Bisilliat (1931) e David Drew Zingg (1923) fazem fotos informativas e de grande qualidade estética.

Entre 1970 e 1975, Cláudia Andujar e Jeorge Love (1937-1995) desenvolvem o workshop de fotografia no museu de arte de São Paulo (Masp), que influencia a produção de dezenas de fotógrafos paulistas nas décadas seguintes.

Nos anos 80, a imprensa intensifica o uso de fotos com a introdução do sistema digital de transmissão de imagens, que permite o envio por telefone. Atualmente, os principais nomes do fotojornalismo brasileiro são Sebastião Salgado (1944). Mário Cravo Neto (1947). Walter Firmo (1937) e Pedro Martinelli (1950).

Radicado na França, Salgado é reconhecido mundialmente como um dos grandes mestres da fotografia contemporânea.

Desde o inicio da século IV a.C., os gregos antigos já conheciam os princípios da câmara escura - um quarto escuro no qual a imagem invertida do mundo exterior é projetada através de uma pequena abertura sobre uma superfície plana em seu interior.

Desenvolvimento

Estrutura

A fotografia é um processo mediante o qual se consegue registrar de modo permanente sobre o papel ou sobre uma chapa transparente as imagens fornecidas por uma objetivo apropriada.

O princípio básico da técnica fotográfica é a propriedade de alguns sais de prata se reduzirem em presença da luz, isto é, formarem-se pequenos grãos de prata metálica nos pontos atingidos pela luz. Quanto maior é a intensidade da luz, tanto maior é a quantidade de grãos formados. O descobrimento da fotografia foi dado em (1765).

Em 1839, seu sócio Louis Daguerre (1789-1851) passou o comercializar o Daguerreótico, que utilizava uma placa de cobre coberta com cloreto de prata fotosenssível que exigia exposição por meia hora.

A máquina fotográfica

De certo modo, a máquina fotográfica é uma câmara escura de orifício incrementada com lentes e filme fotográfico. A lente convergente chamada objetiva, é responsável pela formação da imagem no fundo da máquina onde fica o filme fotográfico que registra a imagem.

A máquina fotográfica funciona do mesmo modo que o olho humano. O globo ocular tem a função da câmara escura de orifício, que é fixar a imagem externa no fundo do olho. O cristalino faz a função da lente convergente, e o lugar onde a imagem é fixada se chama retina.

Pintura e fotografia

Desde o seu surgimento existe a polemica em relação ao caráter artístico da fotografia. Os primeiros fotógrafos tentam aproxima-la da pintura. Para isto costumavam retocar suas fotos ou embaçam a imagem. Seus temas em geral são paisagens, naturezas mortas, e retratos, muito apreciados pela burguesia em ascensão. Entre os grandes fotógrafos desta fase está o francês Felix Nadar ( l820-1910). Apesar do preconceito dos pintores em geral com a fotografia, vários se basearam em fotos para pintar como é o caso dos franceses Ingres (1780-1867) e Delacroix (1798-1863), e de muitos impressionistas.

A fotografia nasceu a muito tempo atrás, mas foi se modificando e melhorando cada vez mais, com a tecnologia que o mundo vem adquirindo ao passar do tempo.

Antes a fotografia era bem precária, preto e branca, as pessoas colocavam roupas especiais parar tirar fotos, e só quem era rico conseguia fazer.

Agora é bem mais sofisticado, colorida perfeitamente, agora as pessoas tiram fotos em qualquer ocasião e de qualquer jeito, e qualquer um pode tirar fotos.

Evolução

Evolução da Fotografia

Essa fase de subordinação da fotografia à pintura entra em crise na virada do século, quando o norte-americano Alfred Stieglitz (1864-1946) funda movimento conhecido com fotosseceão. Pessoas em situações quotidianas passam a ser o tema das fotos. As técnicas de impressão sofisticam-se. Um importante seguidor dessa linha é o francês Henri Cartier-Bresson (1980). A nova concepção torna a fotografia mais espontânea e a aproxima do jornalismo.

As imagens obtidas no inicio eram em preto e branco. Embora a primeira fotografia colorida seja de 1861, apenas em 1935 passa a haver amplo uso comercial. Câmeras, filmes, lentes, flashes, fotômetros eletrónicos e processos de revelação e ampliação vivem em constante evolução.

A fotografia colorida

A luz direta contêm três cores primarias vermelho, azul e amarelo. As combinações dessas cores criam as cores que podemos perceber.

Fotografia no Brasil

A história da fotografia no Brasil começa em 1833 quando Hércules Florence (1804-1879), um Francês residente em Campinas SP consegue as primeiras imagens fotográficas. Niepce fixou a primeira fotografia, Florence pesquisou a gravação de imagens pela ação da luz. No ano seguinte, são feitas as primeiras fotos da família real e do Palácio de São Cristóvão.

As primeiras fotos da imprensa brasileira apareceram na revista da semana de 1900, mas o grande impulso para o fotojornalismo no pais é dado na década de 50 pela revista o cruzeiro e pelo jornal do Brasil, no Rio.

Na frança Salgado é conhecido mundialmente com um dos grandes mestres da fotografia contemporânea.

No final dos anos 30 fotógrafos de origem alemã imigraram para o Brasil. Nos anos 40 e 50 Geraldo de Barros impulsionou a fotografia de autor, que deixa de se preocupar com o retrato da realidade e busca novas formas de expressão.

Curiosidades

Origens do Processo fotográfico

Para que possamos compreender este fenômeno da câmara escura, é necessário conhecer alguns propriedades da luz. A luz é uma forma de energia eletromagnética que se propaga em linha reta a partir de uma fonte luminosa. Quando um desses raios luminosos incide sobre um objeto que possui superfície irregular ou opaca, é refletido de um modo de fuso, isto é, em todas as direções.

O orifício da câmara escura, quando diante desse objeto, deixara passar para o interior alguns desses raios que irão se projetar na parede branca.

Como cada ponto do objeto corresponde a um disco luminoso, a imagem formada possui pouca nitidez, e a partir do momento em que se substitui a parede branca pelo pergaminho do desenho, essa falta de definição passou a ser um grande problema aos artistas que pretendiam usar a câmara escura na pintura.

Holografia

Método de fotografia que fornece imagens em três dimensões. Inventado pelo físico húngaro Dennis Gabor em 1948. Não se usa lente e sim raio laser para captar a imagem.

Consiste na divisão do laser em dois feixes: o primeiro é fletido pelo objeto antes de atingir o filme fotográfico; o outro, incide diretamente sobre o filme. No percurso, os dois feixes se cruzam e as ondas de luz interferem umas nas outras. Onde as cristas das ondas se encontram, forma-se luz mais intensa; onde uma crista de um feixe encontra o intervalo de onda de outro, forma-se uma região escura. Esta sobreposição é possível porque o laser se propaga através de ondas paralelas e igualmente espaçadas. O filme revelado ainda não mostra a imagem. Aplica-se novamente o laser sobre a chapa fotográfica e o resultado é o holograma, uma imagem que pode ser vista de vários ângulos como se fosse de fato tridimensional.

A holografia é usada na pesquisa científica (localiza deformações em objetos sólidos), na industria (identifica objetos para evitar falsificações) e nas artes plásticas. Ainda uma novidade como forma de expressão artística, já destacou alguns artistas plásticos, como a inglesa Margaret Benyon, os norte-americanos Harriet Casdin e Ruddie Berkhout, os brasileiros Haroldo e Augusto de Campos e a japonesa Setsuko Ishii.

Kodak

Já em 1841 o físico inglês William Talbot (1800-1877) cria uma base de papel emulsionada com sais de prata que registra uma matriz em negativo por o qual se fazem cópias positivas. Esse processo, mais barato do que o Daguerreótico, torna a fotografia mais acessível é, portanto, mais presente vida das pessoas. A partir de 1880, as chapas já podem ser compradas sensibilizadas. Em 1888, a fotografia populariza-se com a primeira câmara fotográfica portátil com filme em rolo, a Kodak lança pelo norte-americano George Eastman (1845-1932).

Bibliografia

Pesquisa na internet no site www.olhar.com.br/museu/
Enciclopédia Conhecer vol.: XI Pg.: 2.769 até 2771
Enciclopédia Conhecer vol.: IX Pg.: 2.124 até 2.125
Enciclopédia Delta Universal vol.: VI Pg.: 3.348 a 3.474

Fonte: www.manygames.com.br

História da Fotografia

A Origem do Processo fotografico (A história da fotografia)

1. A CÂMARA ESCURA: O PRINCÍPIO DA FOTOGRAFIA

A fotografia não tem um único inventor, ela é uma síntese de várias observações e inventos em momentos distintos. A primeira descoberta importante para a fotografia foi a Câmara Escura. O conhecimento do seu princípio ótico é atribuido, por alguns historiadores, ao chines Mo Tzu no século V a.C., outros indicam o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) como o responsável pelos primeiros comentários esquemáticos da Camera Obscura.

Sentado sob uma árvore, Aristóteles observou a imagem do sol, em uma eclipse parcial, projetando-se no solo em forma de meia lua ao passar seus raios por um pequeno orifício entre as folhas de um plátano. Observou também que quanto menor fosse o orifício, mais nítida era a imagem.

2. A LUZ - ONDE TUDO COMEÇA

Para que possamos compreender esse fenômeno da câmara escura, é necessário conhecer algumas propriedades físicas da luz. A luz é uma forma de energia eletromagnética que se propaga em linha reta apartir de uma fonte luminosa. Quando um desses raios luminosos incide sobre um objeto, que possui superfície irregular ou opaca, é refletido de um modo difuso, isto é, em todas as direções.

O orifício da câmera escura, quando diante desse objeto, deixara passar para o interior alguns desses raios que irão se projetar na parede branca. E como cada ponto iluminado do objeto reflete os raios de luz desse modo, temos então uma projeção da sua imagem, só que de forma invertida e de cabeça para baixo.

Como cada ponto do objeto corresponde a um disco luminoso, a imagem formada possui pouca nitidez, e a partir do momento em que se substitui a parede branca pelo pergaminho de desenho, essa falta de definição passou a ser um grande problema aos artistas que pretendiam usar a câmera escura na pintura.

Séculos de ignorância e superstição ocuparam a Europa, sendo os conhecimentos gregos resguardados no oriente. Um erudito árabe, Ibn al Haitam (965-1038), o Alhazem, observa um eclipse solar com a câmara escura, na Corte de Constantinopla, em princípios do século XI.

Nos séculos seguintes a Câmara Escura se torna comum entre os sábios europeus, para a observação de eclipses soloares, sem prejudicar os olhos. Entre eles o ingles Roger Bacon (1214-1294) e o erudito hebreu Levi ben Gershon (1288-1344). Em 1521, Cesare Cesariano, discípulo de Leonardo da Vinci, descreve a Câmara Escura em uma anotação e em 1545, surge a primeira ilustração da Câmara Escura, na obra de Reiner Gemma Frisius, físico e matemático holandês.

No século XIV já se aconselhava o uso da câmara escura como auxílio ao desenho e à pintura. Leonardo da Vinci (1452-1519) fez uma descrição da câmara escura em seu livro de notas sobre os espelhos, mas não foi publicado até 1797. Giovanni Baptista della Porta (1541-1615), cientista napolitano, em 1558 publicou uma descrição detalhada sobre a câmera e seus usos no livro Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalium. Esta câmara era um quarto estanque à luz, possuía um orifício de um lado e a parede à sua frente pintada de branco. Quando um objeto era posto diante do orifício, do lado de fora do compartimento, a sua imagem era projetada invertida sobre a parede branca.

Em 1620, o astrônomo Johannes Kepler utilizou uma Câmara Escura para desenhos topográficos. O jesuita Athanasius Kircher, erudito professor de Roma, descreveu e ilustrou uma Câmara Escura em 1646, que possibilitava ao artista desenhar em vários locais, transportada como uma liteira e em 1685, Johan Zahn descreve a utilização de um espelho, para redirecionar a imagem ao plano horizontal, facilitando assim o desenho nas câmaras portáteis.

3. QUANTO MENOR O ORIFÍCIO MELHOR A NITIDEZ DA IMAGEM MAS...

Alguns, na tentativa de melhorar a qualidade da imagem, diminuíam o tamanho do orifício, mas a imagem escurecia proporcionalmente, tornando-se quase impossível ao artista identificá-la. Este problema foi resolvido em 1550 pelo físico milanês Girolano Cardano, que sugeriu o uso da lente biconvexa junto ao orifício, permitindo desse modo aumentá-lo, para se obter uma imagem clara sem perder sua nitidez. Isto foi possível, graças à capacidade de refração do vidro, que torna convergentes os raios luminosos refletidos pelo objeto; assim, alente fazia com que para cada ponto luminoso do objeto correspondesse a um ponto na imagem, formando-se ponto por ponto da luz refletida do objeto uma imagem puntiforme.

Desse modo o uso da câmera escura se difundiu entre os artistas e intelectuais da época, que logo perceberam a impossibilidade de se obter nitidamente a imagem quando os objetos captados pelo visor estivessem a diferentes distâncias da lente. Ou se focalizava o objeto mais próximo, variando a distância lente/visor (foco), deixando o mais distante desfocado ou vice versa. O veneziano Danielo Barbaro, em 1568, no seu livro "A prática da Perspectiva" mencionava que variando o diâmetro do orifício, era possível melhorar a nitidez da imagem.

Assim outro aprimoramento na câmera escura apareceu: foi instalado um sistema junto com a lente que permitia aumentar e diminuir o orifício. Este foi o primeiro diafragma. Quanto mais fechado o orifício, maior era a possibilidade de focalizar dois objetos à distâncias diferentes da lente.

Em 1573, o astrônomo e matemático florentino Egnatio Danti, em La perspecttiva di Euclide, sugere outro aperfeiçoamento: a utilização de um espelho concavo para reinverter a imagem. Em 1580, Friedrich Risner descreve uma câmara escura portátil mas a publicação só foi feita após a sua morte, na obra Optics de 1606. A tenda utilizada por Johann Kepler, para seus desenhos topográficos, utilizada em sua viagem de inspeção pela Alta Austria, uilizava uma lente biconvexa e um espelho, para obter uma imagem no tabuleiro de desenho no interior da tenda, em 1620.

Em 1636, o professor de matemática da Universidade de Altdorf, Daniel Schwenter, em sua obra Deliciae physico-mathematicae, descreve um elaborado sistema de lentes que combinavam tres distancias focais diferentes. Este sistema foi usado por Hans Hauer em sua panorâmica de Nuremberg. Athanasius Kircher em 1646, descreve sua câmara escura em forma de liteira, ilustradamente no Ars Magna lucis et umbrae e seu discípulo Kaspar Schott, professor de matemática em Wuzburgo, nota que não era necessário o artista se introduzir dentro da câmara escura; na obra Magia Optica de 1657, Schott menciona que um viajante vindo da Espanha descrevera uma câmara escura que podia ser levada sob seu braço.

Em 1665, Antonio Canaletto (1697 - 1768) utiliza uma câmara escura dotada de um sistema de lentes intercambiáveis como meio auxiliar de desenhos de vistas panorâmicas.

Em 1676, Johann Christoph Sturm, professor de matemática de Altdorf, em sua obra Collegium Experimentale sive curiosum, descreve e ilustra uma câmara escura que utilizava interiormente um espelho a 45 graus, que refletia a luz vinda da lente para um pergaminho azeitado colocado horizontalmente e uma carapuça de pano preto exterior funcionando como um parasol para melhorar a qualidade da visualização da imagem. Johann Zhan, monge de Wuzburgo, ilustrou em sua obra Oculos Artificialis teledioptricus (1685-1686), vários tipos de câmaras portáteis como o tipo reflex que possuia 23 cm de altura e 60 cm de largura.

Nesta altura já tínhamos condições de formar uma imagem satisfatoriamente controlável na câmera escura, mas gravar essa imagem diretamente sobre o papel sem intermédio do desenhista foi a nova meta, só alcançada com o desenvolvimento da química. Shulze não tinha certeza quanto à utilidade prática de sua invensão, mas observou "Não tenho qualquer dúvida de que esta experiência poderá revelar ainda outras utilidades de aplicações aos naturalistas" profetizou o pai da fotoquímica.

Em 1790, o físico Charles realizou impressões de silhuetas em folhas impregnadas de cloreto de prata.

4. A QUÍMICA EM AUXÍLIO À FOTOGRAFIA

Em 1604, o cientista italiano Ângelo Sala, observa que um certo composto de prata se escurecia quando exposto ao sol. Acreditava-se que o calor era o responsável. Anos antes, o alquimista Fabrício tinha feito as mesmas observações com o cloreto de prata.

Em 1727, o professor de anatomia Johann Heirich Schulze, da universidade alemã de Altdorf, notou que um vidro que continha ácido nítrico, prata e gesso se escurecia quando exposto à luz proveniente da janela. Por eliminação, ele demonstrou que os cristais de prata halógena ao receberem luz, e não o calor como se supunha, se transformavam em prata metálica negra. Sua intenção com essas pesquisas era a fabricação artificial de pedras luminosas de fósforo, como ele as deniminava. Como suas observações foram acidentais e não tinham utilidade prática na época, schulze cedeu suas descobertas à Academia Imperial de Aldorf, em Nurenberg, na apresentação intiutlada "De como descobri o portador da Escuridão ao tentar descobrir o portador da Luz".

5. GRAVANDO IMAGENS COM A CÂMARA ESCURA

As experiências de Wedgwood

Em 1802, Sir Humphrey Davy publicou no Journal of the Royal Instiution uma descrição do êxito de Thomas Wedgwood, na impressão de silhuetas de folhas e vegetais sobre couro. Thomas, filho mais moço de Josiah Wedgwood, o famoso cientista amador e ceramista inglês, estando familiarizado com o processo de Schulze, obteve essas imagens mediante a ação da luz sobre o couro branco impregnado de nitrato de prata. Mas Wedgwood não conseguiu "fixar" as imagens, isto é, eliminar o nitrato de prata que não havia sido transformado em prata metálica, pois apesar de bem lavadas e envernizadas, elas se escureciam totalmente quando expostas a luz. Tom Wedgwood aprendera com o pai Josiah, a utilizar a câmara escura para auxiliar seus desenhos de grandes casas de campo que decorava as cerâmicas da Etruria, mas o conhecimento da sensibilidade do nitrato de prata veio através do seu tutor Alexander Chisholm, que tinha sido ajudante do químico Dr. Willian Lewis, primeiro a publicar em 1763, as investigações de Schulze. No entanto, Thomas não chegou a obter imagens impressas com auxílio da Câmera escura devido à sua prematura morte aos 34 anos.

Em 1777, o químico Karl Wilhelm Scheele descobre que o amoníaco atua satisfatoriamente como fixador.

A heliografia de Niépce

Em 1793, junto com o seu irmão Claude, oficial da marinha francesa, Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari. Aos 40 anos, Niépce se retirou do exército francês para dedicar-se a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família havia realizado com a revolução. Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico. Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas.

Após alguns anos, Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judéia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como "a primeira fotografia permanente do mundo". Esse processo foi batizado por Niépce como Heliografia, gravura com a luz solar.

Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d'Amboise e da primeira fotografia de 1826.

Em 1929 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz. Niépce morreu em 1833 deixando sua obra nas mãos de Daguerre.

6. DAGUERREOTIPIA - A FOTOGRAFIA COMEÇA A CAMINHAR NO TEMPO

Foi através dos irmãos Chevalier, famosos óticos de paris, que Niépce entrou em contato com outro entusiasta , que procurava obter imagens impressionadas quimicamente: Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Este, durante alguns anos, causara sensação em Paris com o seu "diorama", um espetáculo composto de enormes painéis translúcidos, pintados por intermédio da câmera escura, que produziam efeitos visuais (fusão, tridimensionalidade) através de iluminação controlada no verso destes painéis.

Niépce e Daguerre durante algum tempo mantiveram correspondência sobre seus trabalhos. Em 1829 firmaram uma sociedade com o propósito de aperfeiçoar a heliografia, compartilhando seus conhecimentos secretos.

A sociedade não deu certo. Daguerre, ao perceber as grandes limitações do betume da Judéia, decidiu prosseguir sozinho nas pesquisas com a prata halógena. Suas experiências consistiam em expor, na câmera escura, placas de cobre recobertas com prata polida e sensibilizadas sobre o vapor de iodo, formando uma capa de iodeto de prata sensível à luz.

Dois anos após a morte de Niépce, Daguerre descobriu que uma imagem quase invisível, latente, podia-se revelar com o vapor de mercúrio, reduzindo-se, assim, de horas para minutos o tempo de exposição. Conta a história que uma noite Daguerre guardou uma placa sub-exposta dentro de um armário, onde havia um termômetro de mercúrio que havia se quebrado. Ao amanhecer, abrindo o armário, Daguerre constatou que a placa havia adquirido uma imagem de densidade bastante satisfatória, tornara-se visível. Em todas as áreas atingidas pela luz, o mercúrio criara um amálgama de grande brilho, formando as áreas claras da imagem. Após a revelação, agora controlada, Daguerre submetia a placa com a imagem a um banho fixador, para dissolver os halogenetos de prata não revelados, formando as áreas escuras da imagem. Inicialmente foi usado o sal de cozinha, o cloreto de sódio, como elemento fixador, sendo substituído posteriormente por tiossulfato de sódio (hypo) que garantia maior durabilidade à imagem. Este processo foi batizado com o nome de Daguerreotipia.

Em 7 de janeiro de 1839 Daguerre divulgou o seu processo e em 19 de agosto do mesmo ano, na Academia de Ciencias de Paris, tornou o processo acessível ao público. Daguerre também era pintor decorador, e inventou o DIORAMA, um teatro de efeitos de luz de velas.

7. A DAGUERREOTIPIA SE DIFUNDE PONDO MEDO NOS PINTORES!

Através do amigo Arago, que era então membro da Câmara de Deputados da França, Daguerre, em 1839, na Academia de Ciências e Belas Artes, descreve minuciosamente seu processo ao mundo em troca de uma pensão estatal. Mas dias antes, por intermédio de um agente, Daguerre requer a patente de seu invento na Inglaterra.

Rapidamente, os grandes centros urbanos da época ficaram repletos de daguerreótipos, a ponto de vários pintores figurativos como Dellaroche, exclamarem com desespero: "a pintura morreu"!

Como sabemos, foi nessa efervescência cultural que foi gerado o Impressionismo.

Apesar do êxito da Daguerreotipia, que se popularizou por mais de 20 anos, sua fragilidade, a dificuldade de ser vista a cena devido a reflexão do fundo polido do cobre e a impossibilidade de se fazer várias cópias partindo-se do mesmo original, motivou novas tentativas com a utilização da fotografia sobre o papel.

8. HÉRCULES FLORENCE - A DESCOBERTA ISOLADA DA FOTOGRAFIA NO BRASIL

O francês de Nice, Antoine Hercules Romuald Florence, chegou ao Brasil em 1824, e durante quase 50 anos viveu na Vila de São Carlos. Morreu em 27de março de 1879, na então já chamada Campinas, e aplicou-se a uma série de invenções.

Entre 1825 e 1829, participou como 2o desenhista de uma expedição científica chefiada pelo Barão Georg Heirich von Langsdorff, cônsul geral da Rússia no Brasil. De volta da expedição, Florense casou-se com Maria Angélica Alvares Machado e Vasconcelos, em 1830.

Em 1830, diante da necessidade de uma oficina impressora, inventou seu próprio meio de impressão, a Polygraphie, como chamou. Seguindo a meta de um sistema de reprodução, pesquisou a possibilidade de se reproduzir pela luz do sol e descobriu um processo fotográfico que chamou de Photographie, em 1832, como descreveu em seus diários da época anos antes da Daguerre.

Em 1833, Florence fotografou através da câmera escura com uma chapa de vidro e usou um papel sensibilizado para a impressão por contato.

Enfim, totalmente isolado e sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus, Niépce, Daguerre e Talbot, Florence obteve o resultado fotográfico.

9. FOX-TALBOT - UM NOBRE APERFEIÇOANDO A FOTOGRAFIA

Na Inglaterra, descendente de nobre família, membro do parlamento britânico, escritor e cientista aficionado, Willian Henry Fox-Talbot (1800 - 1877) usava a câmera escura para desenhos em suas viagens. Na intenção de fugir da patente do daguerreótipo em seu pais e solucionar suas limitações técnicas, pesquisava uma fórmula de impressionar quimicamente o papel.

Talbot iniciou suas pesquisas fotográficas, tentando obter cópias por contato de silhuetas de folhas, plumas, rendas e outros objetos.

O papel era mergulhado em nitrato e cloreto de prata e depois de seco, fazia seu contato com os objetos, obtendo-se uma silhueta escura. Finalmente o papel era fixado sem perfeição com amoníaco ou com uma solução concentrada de sal. Às vezes, também era usado o iodeto de potássio.

No ano de 1835, Talbot construiu uma pequena câmera de madeira, com somente 6,30 cm2, que sua esposa chamava de "ratoeiras". A câmera foi carregada com papel de cloreto de prata, e de acordo com a objetiva utilizada, era necessário de meia a uma hora de exposição. A imagem negativa era fixada em sal de cozinha e submetida a um contato com outro papel sensível. Desse modo a cópia apresentava-se positiva sem a inversão lateral. A mais conhecida mostra a janela da biblioteca da abadia de Locock Abbey, considerada a primeira fotografia obtida pelo processo negativo/positivo.

As imagens de Talbot eram bastante pobres, devido ao seu reduzido tamanho de 2,50 cm2, se comparadas com a heliografia de Niépce, com cerca de 25X55 cm, obtida nove anos antes. Sua lentidão, seu tamanho e sua incapacidade de registrar detalhes não causava interesse ao público, quando comparados aos daguerreótipos.

Em 1839, quando chegam na Inglaterra os rumores do invento de Daguerre, Talbot aprimorado suas pesquisas, e precipitadamente publicou seu trabalho e apresentou à Royal Institution e à Royal Socity.

Sir Herchel logo concluiu que o tiossulfato de sódio seria um fixador eficaz e sugeriu os termos: fotografia, positivo e negativo.

Um ano após, o material sensível foi substituído por iodeto de prata, sendo submetido, após a exposição, a uma revelação com ácido gálico. Mas para as cópias continuou a usar o papel de cloreto de prata.

O processo que inicialmente foi batizado de Calotipia, ficou conhecido como Talbotipia e foi patenteado na Inglaterra em 1841. Talbot comprou uma casa em Reading, contratou uma equipe para produzir cópias, fotografou várias paisagens turísticas e comercializava as cópias em quiosques e tendas artísticas em toda a Grã Bretanha.

"The pencil of Nature", o primeiro livro do mundo ilustrado com fotografia, foi publicado por Talbot em 1844. O livro foi editado em seis grandes volumes com um total de 24 talbotipos originais, e continha a explicação detalhada de seus trabalhos, estabelecendo certos padrões de qualidade para a imagem.

Como o negativo da talbotipia era constituído de um papel de boa qualidade como base de sensibilização, na passagem para o positivo se perdiam muitos detalhes devido a fibrosidade do papel. Muitos fotógrafos pensavam em melhorar a qualidade da cópia utilizando como base o vidro.

10. ASCHER E SUAS PLACAS ÚMIDAS

A dificuldade em usar o vidro como base no negativo, era de se encontrar algo que contivesse, numa massa uniforme, os sais de prata sensíveis à luz, para que não se dissolvessem durante a revelação.

Abel Niépce da Saint-Victor, primo de Nicéphore Niépce (1805-1870), descobriu em 1847 que a clara de ovo, ou a albumina, era uma solução adequada, no caso do iodeto de prata. Uma placa de vidro era coberta com clara de ovo, sensibilizada com iodeto de potássio, submetida a uma solução ácida de nitrato de prata, revelada com ácido gálico e finalmente fixadas com tiossulfato de sódio.

O método da albumina, proporcionava uma grande precisão de detalhes, mas requeriam uma exposição de 15 minutos aproximadamente. Sua preparação era bastante complexa e as placas podiam ser guardadas durante 15 dias.

O ano de 1851 foi muito significativo para a fotografia. Na França morre Daguerre. Na Grã Bretanha, como fruto da revolução industrial, é organizada a "Grande Exposição", apresentando os últimos modelos produzidos. Um invento que em pouco tempo chegou a suplantar todos os métodos existentes, foi o processo do "colódio úmido", de Frederick Scott Archer, publicado no "The Chemist" em seu número de março. Este obscuro escultor londrino, com grande interesse pela fotografia, não estava satisfeito com a qualidade das imagens, deterioradas pela textura fibrosa dos papéis negativos, e sugeriu uma mistura de algodão de pólvora com alcool e éter, chamada colódio, como meio de unir os sais de prata nas placas de vidro.

O processo se consistia em:

Espalhar cuidadosamente o colódio com iodeto de potássio sobre o vidro, escorrendo o excesso, até formar uma superfície uniforme.

No quarto escuro, com somente uma fraca luz alaranjada, a placa era submetida a um banho de nitrato de prata.

A placa era exposta na câmera escura ainda úmida, porque a sensibilidade diminuia rapidamente à medida que o colódio secava. O tempo médio de exposição à luz do sol era de 30 segundos.

Antes que o éter, que se evapora rapidamente secasse, tornando-se impermeável, revelava-se com ácido pirogálico ou com sulfato ferroso.

A fixagem era feita com tiossulfato de sódio ou com cianeto de potássio (venenoso), para finalmente lavar bem o negativo.

O colódio, além de muito transparente, permitia uma concentração maior de sais de prata, fazendo com que as placas fossem 10 vezes mais sensíveis que as de albumina. Seu único inconveniente era a necessidade de sensibilizar, expor e revelar a chapa num curto espaço de tempo. Como Ascher não teve interesse em patentear o seu processo, morreu na miséria e quase desconhecido; os fotógrafos ingleses podiam praticar livremente, pela primeira vez, a fotografia.

Talbot acreditando que sua patente cobria o processo colódio, levou ao juiz um fotografo que utilizava o processo de placa úmida em Oxford Street. O juiz pôs em dúvida o direito de Talbot reclamar a invenção do colódio e os jurados decidiram que este não infringia sua patente. Então a fotografia estava livre, além de que a patente de Daguerre havia expirado em 1853.

A fotografia agora tinha condições de crescer em popularidade e em quantidade de aplicações do colódio, que durou 30 anos. O número de retratistas aumentou consideravelmente, pessoas de todas as classes sociais desejavam retratos e, se estendeu o uso de uma adaptação barata do processo colódio chamada Ambrotipo.

11. AS VARIAÇÕES DO COLÓDIO: O AMBROTIPO E O FERROTIPO

A variante Ambrotipia, elaborada por Ascher com a colaboração de Peter Wickens Fry, consistia em um positivo direto, obtido com a chapa de colódio.

Branqueava-se um negativo sub-exposto de colódio, escurecia-se o dorso com um tecido preto ou um verniz escuro, dando assim a impressão de um positivo.

Quando um negativo é colocado sobre um fundo escuro com o lado da emulsão para cima, surge uma imagem positiva graças à grande reflexão de luz da prata metálica. Dessa maneira o negativo não podia mais ser copiado, mas representava uma economia de tempo e dinheiro, pois se eliminava a etapa de obtenção da cópia. O nome Ambrotipo foi sugerido por Marcos A. Root, um daguerreotipista da Filadélfia, sendo também usado este nome na Inglaterra. Na Europa era geralmente chamado de Melainotipo. Os retratos pequenos, feitos através deste processo, foram difundidos nos anos 50 até serem superados pela moda das fotografias tipo "carte-de-visite".

Outra variação do processo colódio, o chamado Ferrótipo ou Tintipo, produzia uma fotografia acabada em menos tempo que o Ambrotipo. Há divergências entre os autores quanto ao criador do processo; para uns, o ferrótipo foi elaborado por Adolphe Alexandre Martin, um mestre francês em 1853, para outros foi Hannibal L. Smith, um professor de química da Universidade de Kenyon, quem introduziu o processo. Este processo era constituído por um negativo de chapa úmida de colódio com um fundo escuro para a formação do positivo; mas ao invés de usar verniz ou pano escuro, era utilizada uma filha de metal esmaltada de preto ou marrom escuro, como suporte do colódio. O baixo custo era devido aos materiais empregados e sua rapidez decorria das novas soluções de processamento químico.

O ferrótipo desfrutou de grande popularidade entre os fotógrafos nos Estados Unidos a partir de 1860, quando começaram a aparecer os especialistas fazendo fotos de crianças em praças públicas, famílias em piqueniques e recém casados em porta de igrejas.

O inconveniente de todos os processos por colódio era a utilização obrigatória de placas úmidas.

Idealizou-se várias maneiras de conservar o colódio em estado pegajoso e sensível durante dias e semanas, de forma que toda a manipulação química pudesse ser realizada no laboratório do fotógrafo em sua casa, mas logo apareceu o processo seco que substituiu o colódio rapidamente: a gelatina.

12. MADDOX E SUA EMULSÃO DE GELATINA COM BROMETO DE PRATA

Em setembro de 1871, um médico e microscopista inglês, Richard Leach Maddox, publicou no British Journal of Photograph, suas experiências com uma emulsão de gelatina e brometo de prata como substituto para o colódio. O resultado era uma chapa 180 vezes mais lenta que o processo úmido, mas aperfeiçoado e acelerado por John Burgess, Richard Kennett e Charles Bennett, a placa seca de gelatina estabelecia a era moderna do material fotográfico fabricado comercialmente, liberando o fotógrafo da necessidade de preparar as suas placas. Rapidamente várias firmas passaram a fabricar placas de gelatina seca em quantidades industriais.

Burgess comercializou a emulsão de brometo de prata e gelatina engarrafada, mas os resultados não foram satisfatórios devido a presença de sub-produtos tais como nitrato de potássio. Em 1873, Kennett vendia emulsões secas e placas preparadas com bastante sensibilidade à luz. Em 1878, Bennett publicou que conservando a emulsão a 32o centígrados por quatro a sete dias, se produzia uma maturação que aumentava a sensibilidade.

Em 1873, o professor de fotoquímica em Berlin Hermann Wilhelm Voguel, descobriu que podia aumentar a sensibilidade, a uma gama maior das radiações actínicas, quando banhava a emulsão com certos corantes de anilina. Estas emulsões, chamadas ortocromáticas, passaram a ser, além do azul, sensíveis à cor verde. Em 1906 já era comercializada as emulsões pancromáticas, sensíveis ao também à luz laranja e vermelha.

Fabricantes britânicos como Wratten & Wainwrigth e The Liverpool Dry Plate Co., em 1880, monopolizaram a fabricação de placas secas. Logo as fábricas de todos os países passaram a imita-los, até que em 1883 quase nenhum fotógrafo usava material de colódio. Na Alemanha, Otto Perutz, de Munich em 1882, e a Agfa AG, de Berlin, em 1883 fabricavam chapas secas de qualidade.

13. "VOCÊ APERTA O BOTÃO E NÓS FAZEMOS O RESTO!"

As placas secas de gelatina, apesar de serem muito mais cômodas que o colódio, tinham o inconveniente de serem pesadas, frágeis e se perdia muito tempo para substituir a placa na câmera. Assim as novas tentativas visavam substituir o vidro por um suporte menos pesado, frágil e trabalhoso. Em 1861, Alexander Parkes inventando o celulóide solucionava de certa forma o problema pois John Carbutt, um fotógrafo inglês que havia imigrado para a América, convenceu em 1888 a um fabricante de celulóide a produzir folhas suficientemente finas para receber uma emulsão de gelatina. No ano seguinte a Eastman Co. começou a produzir uma película emulsionada em rolo, feita com nitrato de celulose muito mais fina e transparente e, em 1902 já era responsável por 85% da produção mundial.

Eastman, em 1888, já produzia uma câmera, a Kodak n.1, quando introduziu a base maleável de nitrato de celulose em rolo. Colocava-se o rolo na máquina, a cada foto ia se enrolando em outro carretel e findo o filme mandava-se para a fábrica em Rochester. Lá o filme era cortado em tiras, revelado e copiado por contato. O slogam da Eastman "Você aperta o botão e nós fazemos o resto" correu o mundo, dando oportunidade para a fotografia estar ao alcance de milhões de pessoas.

O processo fotográfico atual, pouco varia do processo do início do século. O filme é comprado em rolos emulsionados com base de celulose, as fotos são batidas, reveladas e positivadas. Por isso se atribui ao século XIX a invenção e aperfeiçoamento da fotografia como usamos hoje; ao século XX é atribuído a evolução das aplicações e controles da fotografia no aparecimento da fotografia em cores, cinema, televisão, holografia e todos os usos científicos hoje utilizados. O Processo químico da fotografia esta com seus dias contados, devido o aparecimento da fotografia digital, no século XXI, esse processo está cada mais mais avaçado e aperfeiçoado tornando-se padrão para a captura de imagens.

Fonte: www.colormais.com.br

História da Fotografia

Durante muito tempo, alguns escritos reverenciaram o francês Louis Daguerre como o "inventor" ou descobridor da fotografia, ou seja, aquele que primeiro produziu uma imagem fixa pela ação direta da luz. Diz a história que, em 1835, ao fazer pesquisa em seu laboratório, Daguerre estava manipulando uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, que não apresentava nenhum vestígio de imagem.

No dia seguinte, a chapa, misteriosamente, revelava formas difusas.

Estava criada uma lenda: o vapor de mercúrio proveniente de um termômetro quebrado teria sido o misterioso agente revelador.

Rapidamente, Daguerre aprimorou o processo, passando a utilizar chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo. O revelador era o mesmo mercúrio aquecido e o fixador, uma solução de sal de cozinha. Já em 1839, sua invenção, batizada de daguerreótipo - nome pelo qual a fotografia foi conhecida durante décadas - foi vendida ao governo francês em troca de uma polpuda pensão vitalícia.

Daguerre, mais do que um competente pesquisador, era um hábil comerciante. Provavelmente, a lenda do acaso na descoberta do revelador foi apenas uma jogada de marketing.

Sem dúvida, Daguerre vinha trabalhando na idéia há muito tempo, acompanhando de perto, desde 1829, seu sócio na pesquisa da heliografia (gravação através da luz): Joseph Nicéphore Niépce, este sim o primeiro a obter uma verdadeira fotografia.

Ao contrário de seu colega, Niépce era arredio, de poucas falas, compenetrado na invenção de aparelhos técnicos e na idéia de produzir imagens por processos mecânicos através da ação da luz. O apego à produção de imagens começou com a litografia em 1813, curiosamente uma atividade ligada às artes, outra das áreas dominadas por Daguerre, talentoso pintor e desenhista de cenários.

Em 1816, Niépce iniciou os estudos com a heliografia.

Só dez anos depois conseguiu chegar à primeira imagem inalterável: uma vista descortinada da janela do sótão de sua casa. Os resultados, porém, não foram nada auspiciosos. Utilizando verniz de asfalto sobre vidro e uma mistura de óleos fixadores, o processo não era muito prático para se popularizar. Daí os méritos inegáveis de Daguerre. Seus experimentos podiam ser repetidos sem grandes dificuldades por qualquer pessoa e o resultado era melhor. O primeiro daguerreótipo foi obtido dois anos após a morte de Niépce, mas, sem suas descobertas, talvez não tivesse acontecido.

Talbot, o Princípio do Negativo

Outros dois nomes devem ser lembrados na história daquilo que se entende hoje por fotografia. Daguerre e outros continuaram a aperfeiçoar as chapas sensíveis, os materiais de revelação e fixação e até mesmo as objetivas.

Mas foi uma invenção de Josej Petzval, matemático húngaro, que libertou os primeiros fotógrafos dos absurdos tempos de exposição, que chegavam à 30 minutos nos primórdios: uma lente dupla, formada por componentes distintos, com abertura f 3.6, trinta vezes mais rápida do que as tradicionais lentes Chevalier, adotadas até então.

Mesmo assim, o invento não resolvia o problema final para a total popularização da fotografia: a reprodução, pois todos os processos produziam um só positivo.

Foi o inglês Fox Talbot que resolveu a pendenga, ao criar o sistema para reprodução infindável de uma imagem fotográfica a partir da chapa exposta, o negativo. Isto ocorreu na década de 40 do Século XIX. De lá para cá, todas as demais invenções foram aperfeiçoamentos de um mesmo sistema. Outra revolução igual só aconteceria com o advento da câmara digital.

O Brasil na Rota dos Pioneiros

Se não em todas as áreas, com certeza na das invenções e descobertas, a história não tem sido justa com muita gente. A França, sem dúvida, foi a mãe da fotografia. Mas não se pode definir precisamente o pai.

Hoje, graças ao trabalho incansável e obstinado do jornalista e professor Boris Kossoy, um terceiro nome disputa a paternidade da fotografia: Antoine Hercule Romuald Florence, francês de nascimento, mas brasileiro de mulher (duas), filhos (20), netos, bisnetos e tataranetos. Kossoy investiu, de 1972 a 1976, numa das mais ardorosas pesquisas e reconstituições de métodos, técnicas e processos já realizadas no Brasil para levar uma pessoa do anonimato ao pódio dahistória.

Hercules Florence, como ficou internacionalmente conhecido a partir da publicação do livro de Kossoy, "1833: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil" (editora Duas Cidades, 1980), nasceu em 1804, em Nice, e, com a ajuda do pai, pintor autodidata, estudou artes plásticas. Aos 20 anos, sua natureza inquieta e uma insistente falta de emprego o conduzem a um desconhecido Rio de Janeiro, onde passa um ano como modesto caixeiro de uma casa comercial e, depois, vendedor de livros. Pelos jornais descobre a vinda do famoso naturalista russo Langsdorff e é aceito como segundo desenhista daquela que viria a ser uma das maiores e mais profícuas expedições científicas realizadas no Brasil dos séculos passados.

A contribuição de Florence à ciência, às artes e à história estava apenas começando. Em 1829, com o fim da expedição, ruma para São Paulo, e, em 1830, inventa seu próprio meio de impressão, a Polygrafie, já que não dispunha de um prelo. Gosta da idéia de procurar novos meios de reprodução e descobre isoladamente um processo de gravação através da luz, que batizou de Photografie, em 1832, três anos antes de Daguerre. A ironia histórica, oculta por 140 anos, é que o processo era mais eficiente do que o de Daguerre. Já em 1833 utilizou uma chapa de vidro em uma câmara escura, cuja imagem era passada por contato para um papel sensibilizado.

O livro e o trabalho de Kossoy, incluindo a reprodução dos métodos registrados por Florence nos laboratórios do Rochester Institute of Technology, levaram ao reconhecimento internacional do pesquisador franco-brasileiro, e até a França assimilou que a fotografia tem múltiplas paternidades.

Fonte: www.fujifilm.com.br

História da Fotografia

A primeira pessoa no mundo a tirar uma verdadeira fotografia - se a definirmos como uma imagem inalterável, produzida pela ação direta da luz - foi Joseph Nicéphore Niepce, em 1826. Ele conseguiu reproduzir, após dez anos de experiências, a vista descortinada da janela do sótão de sua casa, em Chalons-sur-Saône.

Por volta de 1822, Niepce já trabalhara com um verniz de alfalto (betume da Judéia), aplicado sobre vidro, além de uma mistura de óleos destinada a fixar a imagem. Com esses materiais, obteve a fotografia das construções vistas da janela de sua sala de trabalho - após uma exposição de oito horas.

Contudo aquele, aquele sistema heliográfico era inadequado para a fotografia comum, e a descoberta decisiva seria feita por um cavalheiro muito mais cosmopolita: Louis Daguerre.

Ela ocorreu em 1835, quando Daguerre apanhou uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, e que apesar de exposta não apresentara sequer vestígios de uma imagem, e guardou-a, displicentemente, em um armário. Ao abri-lo, no dia seguinte, porém, encontrou sobre ela uma imagem revelada.

Criou-se uma lenda em torno da origem do misterioso agente revelador - o vapor de mercúrio -, sendo atribuído a um termômetro quebrado. Entretanto, é mais provável que Daguerre tenha despendido algum tempo na busca daquele elemento vital, recorrendo a um sistema de eliminação. Em 1837, ele fá havia padronizado esse processo, no qual usava chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo e revelava a imagem latente, expondo-a à ação do mercúrio aquecido. Para tornar a imagem inalterável, bastava simplesmente submergi-la em uma solução de aquecida de sal de cozinha.

Pode-se perceber que a fotografia não é descoberta de um único homem. Muitas experiências de alquimistas, físicos e químicos sobre a ação da luz, foram de extrema relevância no contexto da fixação de imagens. As descobertas se entrelaçam no mundo de domínio da fotoquímica.

A história da fotografia está, portanto, diretamente ligada ao estudo da luz e dos fenômenos óticos.

Ainda na Grécia antiga, o filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) constata que raios de luz solar, durante um eclipse parcial, atravessando um pequeno orifício, projetam na parede de um quarto escuro, a imagem do exterior. Este método primitivo de produzir imagens recebe o nome de câmara escura, usada pela primeira vez com utilidade prática pelos árabes, no século XI, para observar os eclipses.

Nesta primitiva câmara, encontram-se os princípios básicos da câmera fotográfica.

1100 - 1600

1100 - Abu-Ali al Hasan (965-1034), astrônomo e óptico árabe, em obra que publica, descreve a idéia da formação de imagens, através da utilização dos primitivos conceitos de câmara escura (muito próximo do que seus sucessores, séculos a frente, chamariam de correto).
1267 - Roger Bacon (1214-1294), filósofo inglês, utiliza o método da câmara escura para observar eclipses solares, sem danificar os olhos. 1500 - Robert Boyle observa que o cloreto de prata fica preto quando exposto à luz, mas interpreta que este fato acontece pela ação do ar (ao invés da ação da luz).
1520 - Leonardo da Vinci (1452-1519), italiano, deixa a descrição mais completa do período pré-industrial do processo de aparecimento de uma imagem invertida em uma "câmara escura", em seu livro de notas sobre os espelhos, que é publicado em 1797.
"A imagem de um objeto iluminado pelo sol penetra num compartimento escuro através de um orifício. Se colocarmos um papel branco do lado de dentro do compartimento, a uma certa distância do orifício, veremos sobre o papel a imagem com suas próprias cores, porém invertida, devido à interseção dos raios solares".
A câmara escura, na época, passou a ser importante método auxiliar utilizada por pintores e projetistas. Uma folha de papel ficava presa a parede onde a imagem era projetada ao contrário e o artista a "fixava" desenhando seus contornos.
1526 - Fabrício, alquimista da idade média, relata que o composto cloreto de prata enegrecia quando exposto à luz.
1545 - Reiner Gemma Frisius, físico e matemático holandês, faz a primeira ilustração do processo da câmara escura.
1553 - Giambatista Baptista della Porta (1541-1615), físico italiano, mesmo indo contra os interesses da igreja, aperfeiçoou o desenho da câmara escura, em seu livro Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalim.
1558 - Geronomo (Girolano) Cardano, físico italiano, soluciona o problema de nitidez da imagem ao sugerir o uso de lentes biconvexas junto ao orifício da câmara escura.
1558 - Danielo Barbaro, também, menciona em seu livro "A pratica da Perspectiva", que variando o diâmetro do orifício, é possível melhorar a imagem.
1580 - Friedrich Risner descreve uma câmara portátil, mas a publicação só é feita após sua morte na obra Optics de 1606.

1600 - 1800

1604 - Ângelo Sala, cientista italiano, observa que um composto químico a base de prata escurecia quando exposto ao Sol.
1620 - Johann Kepler, durante sua viagem pela Alta Áustria, utiliza uma tenda para desenhos topográficos, utilizando uma lente e um espelho, para obter uma imagem sobre um tabuleiro de desenho no interior da câmara.
1676 - Johann Chirstph, professor de matemática da Universidade alemã de Altdorf, em sua obra Collegium Experimentale sive curiosum, descreve e ilustra uma câmara escura que utiliza interiormente um espelho a 45° que reflete a luz, vinda da lente, para um pergaminho azeitado, colocado horizontalmente. Desta forma, cria o primeiro aparelho portátil de câmara escura. O grande quarto, com espaço para um homem trabalhar tranforma-se em uma pequena caixa. Quase duzentos anos depois de Fabrício, o alquimista, ainda se acreditava que a prata ficava preta por estar velha.
1727 - Johann Heirich Schulze, professor de anatomia de Altdorf, descobre e comprova que o fenômeno do engrecimento da prata se deve a incidência da luz.
1777 - Karl Wilhem Scheele, químico sueco, estudou a reação do Cloreto de Prata as diversas radiações do espectro e sugere o uso de amoníaco como fixador.
1780 - Charles, físico francês, com base nas experiências anteriores, projetava objetos sobre uma folha de papel impregnada de cloreto de prata (algo muito semelhante a uma técnica básica utilizada até hoje em trabalhos artísticos - FOTOGRAMA).
1790 - Thomas Wedgood, obtém grande sucesso na captação de imagens, sobre um pedaço de couro branco, mas os traços não sobrevivem. Nesta época, ele não conhece uma técnica eficiente para fixar a imagem.

1800 - 1900

1826 - Joseph Nicéphore Niépce, no início do século XIX, trabalha com litografia. Pesquisa por dez anos substâncias que captem uma imagem em uma placa metálica (cobre polido).
O negro betume branqueava quando exposto à ação da luz solar - por aproximadamente 8 horas. A parte do betume agora branco não era mais solúvel em essência de Alfazema. Sabendo disto, cobria a placa com betume da Judéia, expunha-na à luz de uma projeção da câmara escura e submetia esta placa a um banho de essência de alfazema. Na sequêcia, espalhava ácido sobre a placa, o qual corroí os lugares desprotegidos. Finalmente, removia o restante do betume e tinha uma imagem gravada em baixo relevo na placa metálica. Niépce havia criado o que hoje se chama de Heliografia.
Com uma câmera escura construída pelo ótico francês Chevalier e uma dessas placas, Niépce, conseguiu a imagem dos telhados, vistos pela janela do sótão de sua casa de campo, na França. Através dos irmãos Chevalier, famosos óticos em Paris, Niépce conhece outro entusiasta da procura por obter imagens através de um processo químico, Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), pintor francês, inventor do diograma, um tetro de efeitos a base de luz de velas. Espetáculo de enormes painéis translúcidos e coloridos, com fusão e tridimensionalidade. Parecido com o milenar teatro de sombras chinês.
Em 1829, após contatos por correspondência, firmam uma sociedade com propósito de aperfeiçoar a heliografia. A sociedade não prospera e após a morte de Niépce, em 1833, Daguerre continua o trabalho, substituindo o betume da Judéia por prata halógena.
Em 1853, Daguerre descobre que uma imagem quase invisível, latente, pode ser revelada com vapor de mercúrio, reduzindo assim de horas para minutos o tempo de exposição - diz a lenda que Daguerre guardou uma placa sub exposta dentro de um armário, onde havia guardado um termômetro de mercúrio quebrado. Ao amanhecer, Daguerre constatou que havia uma imagem visível e de intensidade satisfatória na placa. Nas áreas atingidas pela luz havia o amálgama criado pelo mercúrio, formando as áreas claras da imagem.
1839 -
, sete de janeiro - Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), divulga o processo de Daguerreotipia e, em 19 de agosto , a Academia de Ciências de Paris, divulga ao público. Surge a primeira forma popular de fotografia. O tempo de exposição é em torno de 4 mil segundos.
Daguerre vende sua idéia ao governo Francês por uma pensão vitalícia de 6 mil francos. Dias antes, Daguerre, requer a patente de seu invento na Inglaterra. O invento toma conta dos centros urbanos, vários pintores acusam a fotografia de matar a pintura. Mas foi através dessa adaptação cultural, que nasce o impressionismo e o dadaísmo ( a arte pela arte).
1840 -
Sir Charles Wheatstone, inglês, cria uma engenhoca denominada visor estereoscópio, para visualizar fotografias em 3D. Neste mesmo ano, Daguerre aprimora seu invento e lança o Daguerrótipo brometizado, reduzindo o tempo de exposição para aproximadamente 80 segundos. Willian Henry Fox Talbot, na Inglaterra, lança um processo denominado Calótipo. Um processo semelhante aos anteriores mas, quando exposta a luz, produz um negativo e através da técnica de contato obtém-se o positivo. Com base em uma folha de papel impregnada de nitrato e cloreto de prata (algumas vezes é usado o iodeto de potássio), depois de seca, é feito o contato com objetos e obtém um silhueta escura. Fixada, posteriormente, com amoníaco ou solução concentrada de sal. É tido como o primeiro processo prático para a produção de um número indeterminado de cópias a partir do negativo original.
1844 -
O primeiro livro ilustrado com fotografias, The Pencil of Nature, é publicado por Talbot e editado em seis volumes, com vinte e quatro talbotipos contendo a explicação de seu trabalho e estabelecendo padrões de qualidade. O problema da técnica é que o suporte do negativo é papel e na passagem para o positivo perdiam-se detalhes.
1847 -
Abel Niépce, primo de Nicéphore Niépce, desenvolve o processo da albumina que utilza uma placa de vidro coberta com clara de ovo, sensibilizada com iodeto de potássio e nitrato de prata. Revelada com ácido gálico e fixada a base de tiosulfato de sódio. A albumina, é mais preciosa em detalhes e o tempo de exposição é de 15 minutos.
1850 -
Nesta época, era moda, sinônimo de status, ter uma imagem gravada em portraits ou em miniaturas, como colares, anéis, relógios, etc.
1851 -
Morre Daguerre. Frederick Scott Archer, escultor inglês, inventa o processo de colódio úmido (uma mistura de algodão, pólvora, álcool e éter - usado como veículo para unir sais de prata as placas de vidro) menos dispendioso que os anteriores e o resultado era de ótima qualidade. A placa é exposta ainda úmida na câmera escura e o tempo de exposição é de 30 segundos. Este processo é dez vezes mais sensível que a albumina.
Neste período, com a simplificação do processo fotográfico, algumas pessoas começam a questionar a única função da fotografia: retratista. A partir desta fase, aparecem os trabalhos mais criativos.
1855 -
Roger Fenton (1819-1869) faz as primeiras fotos de guerra, quando cobriu a guerra da Criméia para um jornal inglês.
1855 -
Aparecem algumas fotografias pintadas a mão, o que dá um toque de realismo e tenta comparar a fotografia às pinturas.
1858 -
Gaspard Félix Tournachon (1820-1910) ele mesmo se chamava de NADAR, foi um dos primeiros fotógrafos a usar a câmera criativamente, ou seja, como algo diferente da função retratista. Acentuava as poses e os gestos das pessoas que fotografava querendo mostrar o caráter da pessoa. Em paris, tirou as primeiras fotografias aéreas, abordo de um balão, em 1858 e foi responsável, também, pelas primeiras fotografias subterrâneas, nas catacumbas de Paris, utilizando pela primeira vez a luz elétrica e manequins substituindo as pessoas, devido a excessivo tempo de exposição.
1865 -
Julia M. Cameron (1815-1879) a mais notável ratratista inglesa do século passado. Utilizava de maneira muito criativa a luz. Fotografou pessoas famosas, como: Charles Darwin, Sir John Herschel cientista amigo de Talbot, responsável pelos termos positivo e negativo; na Europa é também conhecido como o criador do termo "fotografia".
1871 -
Richard Leach Maddox, médico inglês, fixa o brometo de prata em uma suspensão gelatinosa, criando assim o processo de chapas secas. O processo que substitui o colódio úmido é publicado no British Journal of Photograph, em setembro. De início o processo tem a desvantagem de ser mais lento, mas logo é aperfeiçoado e cria-se a placa seca de gelatina e com produção industrial. A partir de então foi possível fotografar o movimento (tempo de exposição: 1/2 segundo) e o design das câmeras é aprimorado, ou seja, ficam menores, mais leves e mais próximas ainda das pessoas.
1873 -
Surgem os banhos coloridos com uso de corantes (tipo banho sépia ou azul) e aumenta-se a sensibilidade às cores, banhando-se a emulsão fotossensível em anilina, criando o filme ortocromático.
1884 -
George Eastman, lança o filme em rolo com vinte e quatro chapas, com base de papel e gelatina. Em 1886, a Eastman Dry Plate Company, passa chamar-se Kodak. Em 1888, a grande novidade: a câmera Kidak, com sistema de "bate-pronto", com o slogan: Você aperta o botão e nós fazemos o resto. O cliente compra a câmera, por 25 dólares, com 100 chapas, mais tarde devolve à fábrica que então revela as fotografias e retorna o filme revelado, a câmera e mais um rolo de 100 chapas.
1889 -
Henry M. Reichenbach químico da Kodak, produz o negativo a base de selulóide e gelatina. Graças à febre da função retratista, muitos retratos de pessoas célebres são legados ao futuro, como foi o caso de Baudelaire e da menina Alice Liddell, que inspirou o reverendo Lewis Carrol a escrever "Alice no país das maravilhas". Nesta época, o tempo de exposição já alcançava a fração de 1/10 segundos.

1900 - 1965

1900 - Willian Henry Jackson (1843-1942), norte-americano, no fim do século XIX e início do século XX, faz algo mais do que gravar um acontecimento, usa suas fotos para persuadir e convencer. Fotos do oeste americano, da área de YELLOWSTONE ajudam a persuadir o Congresso a estabelecer o Parque Nacional de Yellowstone. Nesta época, o tempo de exposição é de 1/50 segundos.
1904 -
LONDON DAILY MIRROR é o primeiro jornal a ser ilustrado exclusivamente com fotos.
1906 -
É comercializado o filme pancromático, sensível à luz laranja.
1906 -
Os irmãos August e Louis Lumière, apresentam os primeiros filmes para revelação a cores (autochrome), que já não precisavam de uma tripla exposição (não era necessário se bater 3 diferentes chapas da mesma fotografia) através de uma câmera especial.
1920 -
Paul Martin, inglês, esconde uma câmera (graças aos avanços tecnológicos dos filmes e das Cãmeras) em uma maleta, e pela primeira vez tira fotos de pessoas sem que percebam. O resultado é uma naturalidade desconhecida, pois antes as pessoas eram formais.
1925 -
Usam-se partículas de magnésio para a iluminação artificial. O resultado deste primitivo Flash é um raio de luz brilhante e uma fumaça ácida.
Surge também a famosa Leica, máquina excelente e precursora de todas as câmaras de 35mm.
1928 - Stefan Lorant, através do jornal alemão Berliner Ilustrierte Zeitung, cria o fotojornalismo moderno, sem poses formais.
Surge também a famosa Rolleiflex TLR (reflex de objetivas gêmeas), projetada por Franke e Heidecke.
1930 - Stefan Lorant, quando redator chefe do Munchener Ilustrierte Presse, cria o "enunciado", "tratado" de que a câmera deve ser usada como um caderno de notas de um repórter, registrando os acontecimentos onde eles ocorram, sem detê-los para arrumar a foto, sem fazer as conhecidas "poses".
1930 - Dois norte-americanos, fazem fotografias para expor problemas sociais:

a) Jacob Riis (1849-1914), jornalista, usa fotos para ilustrar histórias sobre as favelas da cidade de Nova Iorque;
b) Lewis Hine (1874-1940),
sociólogo, fotografa a chegada de imigrantes, o trabalho infantil em fabricas mal iluminadas e em minas de carvão. Este trabalho levou à aprovação de leis proibindo o trabalho de menores. Veicular notícias por meio de fotografias, usualmente com a ajuda de uma explicação escrita ou oral, constitui, a partir desta época, um dos mais importantes meios de comunicação ao alcance do homem. Os assuntos que predomina nas manchetes dos periódicos são os assassinatos e os escândalos.

1930 - Henry Cartier-Bresson (1908 - ) foi fotógrafo que obteve maior sucesso. Cartier utiliza uma câmera em miniatura para captar "momentos decisivos" na vida das pessoas. Seu sucesso no registro de acontecimentos e emoções fugazes influenciou enormemente não só o fotojornalismo, como também introduziu um novo conceito na fotografia artística. A partir de 1930, na Europa e nos Estados Unidos, os críticos especializados consideram três as tendências em fotografia:

1) utilização de grandes câmeras e amplos negativos, com obtenção de cópias ricas em gradações tonais, interpretando de modo mais vivido a realidade;
2)
exploração de novos aperfeiçoamentos tecnológicos para fixar o instante mais fugaz e os aspectos mais inusitados e insuspeitados da realidade;
3)
invenção de formas abstratas com a existência estática própria.

"Para mim a fotografia consiste num reconhecimento imediato no curso de uma fração de segundo, tanto o sentido do acontecimento quanto da exata organização dos volumes que comporão, expressivamente, o significado da cena. Creio que seja no movimento da vida que a descoberta de si mesmo se efetua, ao passo que se dá a abertura para este mundo envolvente que pode nos modelar, mas que pode igualmente ser influenciado por nossa personalidade. Trata-se de estabelecer o equilíbrio entre estes dois mundos. É nessa constante interação que esses mundos acabam por se fundir num mundo novo. É nesse mundo que devemos comunicar" Henry Cartier-Bresson

1930 - Aparecem os primeiros flashes fotográficos. Nesta época, as câmeras alcançavam a velocidade de 1/100 seg.
1935 -
A Kodak lança o primeiro cromo colorido - Kodachrome.
1936 -
A Agfa lança o Agfacolor - um distinto sistema de cores para um cromo colorido.
1941 -
A Kodak lança o primeiro negativo colorido - Kodacolor.
1939 a 1945 -
A Segunda Guerra Mundial, muitos são os avanços na área da fotografia, desde o desenho de novas lentes até o intercâmbio de lentes.
1947 -
Surge a câmera de fotos instantânea, A Polaroid, baseada em um processo desenvolvido pelo físico americano Edwin H. Land.
1949 -
Surge o Polaroid em preto e branco.
1963 -
Surgem o Polaroid em cores e a "Instamatic" de cartucho 126.

Desde o início deste século, a história passou a caracterizar-se mais pelo refinamento e aperfeiçoamento do que por inovações e invençoes. Prova disso é que, apesar do advento de modernas tecnologias que levam máquinas a velocidades extraordinárias de disparo, há máquinas que jamais se tornam obsoletas, fixando imagens com rara precisão.

2000 - As máquinas digitais também começam a ocupar espaço, em especial no fotojornalismo, onde a rapidez de circulação e edição de imagens justificam a pequena perda na qualidade de impressão. Contudo, nada, absolutamente nada substitui o olhar artístico e atento do fotógrafo.
2005 -
as máquinas digitais ganham força em todo o mundo, resoluções e pixels avançados fazem da foto digital o diferencial para fotoreportagens . As máquina digitais amadoras viraram "febre" entre os adolescentes e os apaixonados por fotografia.Em todo lugar que se aglomeram pessoas, registra-se a preseñça de inúmeras câmeras digtais de diversas resoluções, megas e modelos... registrando tudo o que acontece ao redor,produzindo fotos descontraídas e irreverentes muitas com o ituito apenas de serem descarrregadas em um micro para a divulgação na internet e divertimento.

O digital também chega a fotografia social , inúmeros eventos são hoje fotografados com câmeras digitais com alta tecnologia, produzindo belíssimos álbuns e books de festas de 15 anos, casamentos e outros, com muito realismo, retratando realmente os fatos acontecidos no evento.

"As coisas das quais nos ocupamos, na fotografia, estão em constante deseparecimento, e, uma vez desparecidas, não dispomos de qualquer recurso capaz de fazê-las retornar. Não podemos revelar e copiar uma lembrança." Henri Cartier-Bresson

Fonte: www.fotoreal.com.br

História da Fotografia

Luz, Sombra, Imaginação. Nasce a Fotografia

A fotografia nasceu das tentativas de aperfeiçoamento dos métodos de impressão sobre papel, dominados pelos chineses no século VI e difundidos na Europa seiscentos anos depois.

Tanto Joseph Nicéphore Nièpce, o inventor da fotografia na França em torno de 1826, quanto nosso precursor brasileiro Hercule Florence trabalhavam no aprimoramento de sistemas de impressão quando tiveram a idéia literalmente luminosa de unir dois fenômenos previamente conhecidos, um de ordem física e outro de ordem química: a "câmera obscura", empregada pelos artistas desde o século XVI, e a característica fotossensível dos sais de prata, comprovada pelo físico alemão Johann Heinrich desde 1727.

História da Fotografia
Niêpice foi pioneiro, mas não ficou com a glória imediata.
Hoje ele é reconhecido como inventor

Nièpce morreu antes de ver sua invenção mundialmente aclamada em 1839. Quem ficou com a glória foi o associado, Jean Jacques Mandé Daguerre, que rebatizou a héliographie (nome imaginado por Nièpce) de daguerreotypie, para ter certeza de que a humanidade não o esqueceria.

Menos astuto do que Daguerre, Hippolyte Bayard, o primeiro a fazer uma exposição de fotografias, em 24 de junho de 1839, foi quase totalmente esquecido. Ele anunciou seu processo pelo menos dois meses antes do lançamento oficial da daguerreotipia. Amargando o ostracismo, Bayard revidou com uma sarcástica auto-denúncia afirmando que "o governo, que tanto havia dado ao Sr. Daguerre, alegou nada poder fazer pelo Sr. Bayard e o infeliz se afogou..."

História da Fotografia
O francês Florense foi um percursos que viveu no Brasi. Longe da Europa não teve seu nome incluido entre o dos inventores

Como muitas outras grandes invenções, a fotografia teve muitos precursores espalhados por diversos países. William Henry Fox Talbot foi um deles. Inglês, ele foi o inventor do " desenho fotogênico", em 1835, comercializado com o nome de calotipia. A diferença básica entre a calotipia e a daguerreotipia é que a primeira produzia um número ilimitado de cópias sobre papel, a partir de um negativo igualmente de papel, enquanto a segunda gerava uma imagem única sobre uma placa de cobre revestida de prata polida.

A calotipia obedecia, portanto, à natureza intrínseca da fotografia: a reprodutibilidade; a daguerreotipia aparentava-se conceitualmente à pintura por seu caráter de imaginação única e , consequentemente, rara. Não é de estranhar, pois que a daguerreotipia tenha obtido sucesso fulgurante junto à burguesia emergente, a vida por símbolos de status capazes de ter seus perfis eternizados pelos pintores.

História da Fotografia
Daguerre

Mas a daguerreotipia dificultava a fixação da imagem humana, porque exigia longo tempo de pose para a exposição da placa. Por isso, os estúdios dos retratistas só começaram a proliferar em 1842, depois que o aumento da sensibilidade das placas e a introdução da objetiva desenvolvida por Joseph Petzval (dezesseis vezes mais luminosa do que as utilizadas até então) rebaixaram o tempo de pose a um ponto suportável - os quinze minutos de exposição ao sol necessários em 1839 caíram, então, para somente vinte ou quarenta segundos.

A partir daí foi a explosão: somente na semana da morte do príncipe Albert, da Inglaterra, foram vendidos 70 mil retratos seus!

Geniais pioneiros da fotografia continuaram lutando para expandir os limites de sua aplicação com ousadia e criatividade.

Ironicamente, um desses homens foi dos maiores retratistas de todos os tempos, o célebre Nadar (Gaspard-Félix Tournachon), amigo e companheiro do escritor Júlio Verne, responsável por duas proezas aparentemente antagônicas: a primeira fotografia subterrânea, em 1858 e 1861, respectivamente. Igualmente pioneiro da conquista do espaço, Nadar fotografou Paris de 520 metros de altura a bordo de seu balão Le Géant, o maior jamais construído até hoje. Para tirar as primeiras fotografias subterrâneas nas catacumbas de Paris, ele inovou duplamente, pois esta também foi a primeira vez em que se usou a luz elétrica para iluminar a tomada de uma foto. Como o tempo de exposição das lentas placas de colódio úmido chegava a dezoito minutos nas catacumbas, impossibilitando o uso de modelos vivos, Nadar apelou astuciosamente para manequins, para simular a presença humana.

Quando examinamos retrospectivamente a história da fotografia, não podemos deixar de nos impressionar com a inventividade demonstrada por alguns pioneiros na superação das limitações técnicas dos precários processos fotográficos do século XIX. Caso não existissem provas concretas, seria difícil acreditar, por exemplo, que John Benjamin Dancer tivesse sido capaz de fotografar um documento através de um microscópio em 1839, desbravando uma senda que o fez pioneiro da microfotografia e da microfilmagem.

Subiu ao céu, mergulhou no mar, desceu ao fundo da terra

Outras proezas inacreditáveis são o registro perfeito de um relâmpago em 1847, por Thomas Easterly, americano de Saint Louis, e a primeira fotografia da lua, obtida por John Adams Whipple, de Boston, em março de 1851 - 118 anos antes que os astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin pisassem no solo lunar e tirassem as primeiras fotografias na lua. Outro desafio vencido foi o da primeira fotografia submarina, realizada pelo professor Louis Boutan em 1893. Entretanto, convém não perder de vista o fato de que a evolução tecnológica da fotografia não visou apenas proezas pitorescas desse tipo. Procurou-se axiliar o desenvolvimento de virtualmente todas as áreas do conhecimento. Basta lembrar que o cientista James Watson e Francis Crick perceberam a configuração em forma de hélice do ácido desoxirribonucleico (DNA) ao examinar uma fotografia de raios X realizada por Rosalind Franklin no King's College de Londres em 1953. Essa informação contribui enormemente para as pesquisas que lhes permitam provar que o DNA armazenava informações genéticas que o capacitavam a reproduzir a si mesmo - um passo gigantesco no avanço da Engenharia Genética.

A exaltação do valor prático da fotografia no entanto, não deve obscurecer seu valor como instrumento de criaçãoartística dotado de uma sintaxe própria. Com a fotografia nasceu uma nova maneira de ver o mundo tanto do ponto de vista estético, como seus inusitados ângulos de visão com o close, desfoque, a imagem tremida e o registro do movimento, quanto pela precisão absoluta que reproduzia a natureza.

Isso a transformou no veículo ideal para documentação, e os álbuns de imagens e nográfricas, mostrando aspectos topográficos ou urbanos de países longínquos, começaram a surgir já em 1840. O primeiro deles "Les excursions daguerrienes", foi editado na França até 1844, com o total de 114 vistas da Europa, África e América. Os Daguerreótipos originais eram copiados por gravadores que adicionavam passantes às vistas para atender ao gosto da época que não admitia as paisagens desérticas dos primeiros daguerreótipos, incapazes de registrar a vigidia figura humana. Em 1844, Fox Talbot lançava "Pencil of nature" (Lápis da natureza), o primeiro livro ilustrado com fotografias originais, sistema que seria levado à perfeição industrial por Desiré Blanquart-Evrard. Este seria editor de magníficos livros de fotografias, como "Égypte, Nubie, Palestine Syrie", um volume com 125 imagens de Maxime Du Camp, realizadas na viagem de três anos (1849-51) que empreendeu pelo Oriente Médio em companhia do escritor Gustavo Flaubert.

História da Fotografia
A primeira foto colorida feita no século passado

Essas arrojadas expedições fotográficas eram extremamente complicadas, pois o processo de colódio úmido empregado na época exigia o emulsionamento da placa instantes antes da tomada da foto, o que obrigava transporte de dezenas de quilos de equipamentos. Roger Fenton, o decano dos fotógrafos de guerra, relatou que ao fotografar o Conflito da Criméia, entre a Rússia e a Turquia, em 1855, o calor às vezes secava suas chapas antes que pudesse usá-las, atrapalhando bastante seu trabalho. Tais dificuldades não impediram, no entanto, que Matthew Brady, Alexander Gardner e Timothy O'Sullivan documentassem pormenorizadamente a Guerra Civil nos Estados Unidos (1861-1865), consolidando o papel da fotografia como documento histórico de valor inquestionável.

Ao mesmo tempo que permitia descortinar o inacessível, a fotografia avançava na revelação do invisível. Por volta de1870, Eadweard Muybridge iniciou os experimentos que o conduziram a fotografar todas as etapas do galope de um cavalo (em 1877) com a ajuda de doze câmeras (mais tarde ele chegaria a usar até 36 câmeras sincronizadas). Isso serviu para comprovar que o animal realmente levantava as quatro patas do solo simultaneamente, contrariando os moldes clássicos de representação do galope na pintura. Essa célebre sequência marcaria o início da cronofotografia, amplamente aperfeiçoada pelo francês Etienne-Jules Marey, o inventor do fuzil fotográfico em 1882.

Nessa época já estava bem delineada a oposição que iria cindir a fotografia em dois blocos: o realista e o criativo. Alguns autores acreditavam que a fotografia deveria ser apenas um documento, o mais fidedigno possível; outros lutavam para vê-la reconhecida como uma disciplina artística tão respeitável quanto a pintura.

Muitos se equivocaram nessa batalha, tentando empregar as próprias armas da pintura para igualá-la, numa estratégia ingênua que os conduziu ao desatino de achar que a boa fotografia era justamente aquela que não se parecesse em nada com uma fotografia, mimetizando o desenho ou a gravura.

O fotógrafo passou a penetrar na intimidade das cenas

A redução do formato das câmeras foi um dos objetivos mais ardentemente procurados pelos fabricantes. Em 1888, surgia a Kodak com o tentador convite "aperte o botão, nós faremos o resto". Em 1924 seria a vez da Ermanox, com negativos de vidro de pequeno formato, e da Leica, empregando filme flexível de cinema de 35 milímetros. Com a Ermanox, Erich Salomon pôde captar aspectos reservados das reuniões de cúpula dos dirigentes europeus, inaugurando um novo estilo de comentário político na imprensa. A Leica permitiu que Henri Cartier-Bresson criasse uma nova escola fotográfica, baseada na habilidade em prever antecipadamente o desdobramento de uma ação e de registrar rapidamente este desdobramento no momento em que todos os elementos constitutivos da imagem estivessem em sua configuração mais expressiva. Este sistema, conhecido como "instante decisivo", ainda é hoje o de maior penetração e influência entre os fotógrafos de todo o mundo.

A reprodução das cores foi aspiração simultânea ao aparecimento da fotografia, levando muitos a colorir daguerreótipos, numa tentativa de remediar a ausência sentida. O primeiro pesquisador bem-sucedido neste setor foi Nièpce de Saint-Victor, sobrinho de Nicéphore Nièpce, responsável pela obtenção de daguerreótipos com tênue coloração. Foi somente em 1869 que Louis Ducos du Hauron e Charles Cros chegaram simultaneamente, e sem conhecimento prévio das pesquisas um do outro, a resultado idêntico para a produção de imagens coloridas.

A foto instantânea é uma volta aos princípios de Daguerre

Eles reuniram três clichês monocromáticos de um mesmo assunto. Em 1907 surgiu o primeiro processo industrial de produção de fotografias coloridas, o Autochrome Lumière. Esse sistema usava féculas de batata previamente tingidas (1/3 de vermelho, 1/3 de azul e 1/3 de verde) e cuidadosamente distribuídas sobre a placa de vidro, sendo amplamente difundido até 1932. Três anos depois surgia o Kodachrome, precursor dos modernos filmes coloridos, concebido por Leopold Manner e Leopold Godowsky. O Kodachrome tem três emulsões independentes (a primeira sensível apenas ao azul, a segunda ao verde e a terceira ao vermelho), superpostas sobre a mesma base, produzindo slides de alta qualidade. Em 1941, a Kodak introduziria o processo negativo-positivo na fotografia em cores com o Kodacolor. Esse processo permite fazer muitas cópias coloridas, em, papel de uma mesma fotografia seis anos depois seria a vez do Ektacolor filme que podia ser processado pelo próprio fotógrafo, colocando finalmente a fotografia colorida ao alcance de qualquer pessoa.

O ano de 1947 seria marcado pelo aparecimento de uma invenção totalmente revolucionária: a fotografia instantânea, a Polaroid, criada por Edwin Land. Ao possibilitar a contemplação imediata da fotografia feita, a Polaroid fechava um cíclo importante, restando com a daguerreotipia, que também tinha revelação imediata, permitindo a correção rápida de erros ou imperfeições, vantagem ausente da fotografia durante quase um século. Em 1963, Land surpreenderia novamente o mundo ao lançar o filme instantâneo colorido. Parecia impossível querer mais...

Fonte: www.fotosombra.com.br

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