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História da Moeda

Muito cedo, na história da humanidade, surgiu a necessidade de um instrumento monetário que servisse como intermediário nas trocas, como medida e reserva de valor.

Segundo diferentes épocas e regiões esse instrumetno teve diversos suportes materiais: plumas, conchas, grãos de cacau, ouro ou prata.

Suas funções também se diversificaram: a moeda permitiu contar, pagar e poupar, mas também expressar o preço dos bens e o valor dos serviços, além de saldas dívidas.

Finalmente, terminou por traduzir o grau de confiança que se depositiva na organização social da comunidade.

Mas a moeda, se resolve alguns problemas, também cria outros.

Gera seus próprios paradoxos. Instaura um espaço social homogêneo e coerente - o mercado - mas cria dentro desse espaço desigualdades, ou seja, uma hierarquia econômica.

Definea riqueza e, de forma indissociável, a pobreza.

Converte-se em atributo do poder, mas também num meio para impugná-lo. Estabelece as fronteiras de um território monetário, para abri-lo imediatamente aos mercados internacionais...

Vilipendiada pelos moralistas, rejeitada pelos utopistas, às vezes ignorada até pelos economistas, a moeda está, porém, onipresente em nossa realidade cotidiana.

Ao facilitar o intercâmbio e liberar a economia, ela contribuiu para alguns decisivios avanços da civilização.

Nosso propósito é expor algumas das grandes etapas que demarcaram seu passado, a fim de que se compreenda com maior clareza sua função no presente.

Fonte: www.abic.com.br

História da Moeda

Necessidade de Trocas

Devido à especialização da produção, os homens utilizavam o escambo, já que não possuíam ou não produziam a variedade de bens que atendessem as suas necessidades.

Esse processo exigia que as partes desejassem exatamente o que a outra parte poderia oferecer e ainda que os seus valores fossem equivalentes. Em função dessa necessidade, originou-se a utilização de um instrumento facilitador de trocas, de valor padronizado, a moeda. Inicialmente, foram utilizados objetos, que por possuírem valor intrínseco, tornaram-se aceitos na obtenção de bens por todos da comunidade.

A escolha desses instrumentos monetários se dava em decorrência da sua utilidade e /ou escassez, como também em função da divisibilidade, homogeneidade e facilidade de manuseio e transporte.

Fases da moeda

Atualmente, a moeda é definida como “um bem instrumental que facilita as trocas e permite a medida ou comparação de valores” . O seu desenvolvimento passou pelas seguintes fases:

História da Moeda

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Moeda-Mercadoria

Consistia na utilização de bens, tais como o sal, o gado, as conchas dentre outros, por vários povos para a obtenção de outras mercadorias.

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Moeda Metálica

Nesse período, os metais mais utilizados foram o ouro e a prata, embora inicialmente, tenha sido usado o ferro, o bronze e o cobre abandonados por não possuírem estabilidade de valor como os primeiros (ouro e prata).

Passos (2003, p. 450) afirma que “os metais foram as mercadorias cujas características mais se aproximam das características que se exigem dos instrumentos monetários”, no entanto, possuíam os inconvenientes da dificuldade de transporte e do risco dos assaltos.

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Moeda-papel

Foi a solução criada para reduzir as dificuldades de comercialização por meio da moeda metálica.

Consistia na utilização de certificados de depósito nas praticas comerciais. Esses certificados eram emitidos pelas casas de custódia e possuíam a garantia de conversão em ouro a qualquer momento.

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Papel-moeda

A partir de meados do século XIX, o Estado assumiu a emissão e o controle da moeda nacional. Atualmente, o Papel-moeda ou Moeda Fiduciária (baseada na confiança da sociedade) “é constituída por moedas metálicas e notas que circulam livremente no país” .

Ela não possui lastro metálico e é inconversível em ouro, cabendo ao Estado a responsabilidade de garantir o seu valor por meio da quantidade de moeda liberada.

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Moeda Escritural

Também conhecida como moeda bancária, surgiu pelo desenvolvimento do sistema bancário. Ela é representada pelos depósitos à vista e a curto prazo nos bancos, movimentados por cheques e ordens de pagamentos.

O quadro 01 mostra a variedade de bens e os povos que os utilizaram como moeda ao longo da História

História da Moeda

Importância da moeda no desenvolvimento das nações

No exercício simultâneo das suas funções, a moeda é instrumento de troca, medida e reserva de valor e padrão de pagamento. Logo, a relevância histórica da moeda ocorre por meio da sua grande utilidade e facilidade de adaptação às necessidades humanas de adquirir bens e utilizar serviços.

Portanto, a moeda representou um papel ativo no que tange ao desenvolvimento da economia das nações e das suas instituições bancárias.

CONCLUSÃO


Observou-se que a necessidade de adquirir outros bens e as dificuldades do escambo direto, provocaram o desenvolvimento da moeda – instrumento que facilitou substancialmente as práticas comerciais.

A utilização da moeda passou por varias fases, apresentando para cada momento histórico, uma alternativa para atender a demanda de facilitar o processo de troca de mercadorias ou bens.

Percebeu-se ainda, que essas necessidades – de adquirir outros bens possibilitaram que a moeda exercesse suas funções, contribuindo assim, para o desenvolvimento comercial, para a criação das instituições bancárias e para o crescimento econômico e social de cada nação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PASSOS, Carlos Roberto Martins; NOGAMI, Otto. Princípios de Economia. São Paulo: Pioneira Thonsom Learning, 2003.
RATTI, Bruno. Comércio Internacional e Câmbio. 10 ed., São Paulo: Aduaneiras, 2001.
VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez; NEVES, Silvério das. Introdução à Economia. 5 ed., São Paulo: Fase Editora, 2002.

Fonte: www.professormedeiros.com

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