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História do Papel

Sua História

Os registros pré-históricos de desenhos e sinais nas pedras e cavernas foram o início de uma história contínua que retrata a cultura e os hábitos de cada sociedade.

Na Antiguidade, o povo egípcio desenvolveu uma forma de utilizar o junco ( papiro), ensopando-o com água e sovando até obter uma forma de pergaminho, com espessura semelhante a um tecido.

Mas o papel, tal como o conhecemos hoje, teve origem na China: misturando cascas de árvores e trapos de tecidos. Depois de molhados, eram batidos até formarem uma pasta. Esta pasta, depositada em peneiras para escorrer a água, depois de seca tornava-se uma folha de papel.

Ainda hoje os trapos de algodão e linho são utilizados por alguns países na fabricação de papéis resistentes, como o papel-moeda.

Os árabes assimilaram a técnica e a espalharam na Península Ibérica, quando a conquistaram (isto se iniciou lá por 1300). Os demais países europeus só a conheceram por volta dos séculos XIII e XIV.

Graças ao trabalho de copiar manuscritos, na Idade Média, em formas artesanais de papel, foi possível conservar os mais importantes registros da história da humanidade até então. Com a invenção da "imprensa", permitindo a impressão por linotipos em papel, a disseminação da informação passou a ser muito mais veloz e acessível a todos, e a Revolução Industrial impulsionou ainda mais essas mudanças; hoje o papel talvez seja o produto mais utilizado e corriqueiro.

História do Papel

Composição

O papel é formado por milhões de fiapos que vêm de plantas, que chamamos de FIBRAS. (você pode fazer uma experiência simples, rasgando uma folha de papel e observando a borda). Existem vários tipos de papel. Ele pode variar em peso, espessura, entre outras coisas.

Mas é sua estrutura porosa, semelhante a algumas rochas (como a pedra pome), que lhe dá características especiais, diferenciando-o dos tecidos de algodão.

TIPOS
APLICAÇÕES
Cartões perfurados Cartões para computação de dados
Branco Papéis brancos de escritório, manuscritos, impressos, cadernos usados sem capas;
Kraft Sacos de papel para cimento, sacos de papel de pão;
Jornais Jornais;
Cartolina Cartão e cartolina;
Ondulado Caixa de papelão ondulado;
Revistas Revistas;
Misto Papéis usados mistos de escritórios, gráficas, lojas comerciais, residências;
Tipografia Aparas de gráficas e tipografias

FIQUE POR DENTRO:

O papel é largamente utilizado no mundo inteiro e corresponde a aproximadamente 20% dos resíduos produzidos pelo brasileiro.

Mesmo na era da informática sua produção e consumo para impressão e escrita praticamente dobrou nos últimos dez anos (1993-2003):

Para ficar branquinho o papel sofre um clareamento químico que é um dos processos mais poluentes dessas indústrias. Uma alternativa é o Papel Ecograph, que é clareado a oxigênio e as folhas ficam com coloração creme.

O desperdício de papel pode ser constatado desde a indústria (no caso de excesso de embalagens e embalagens muito volumosas para pequenos produtos) até os escritórios e residências (ex: impressões em apenas um dos lados da folha e/ou desnecessárias). Apenas adotando o uso do papel dos dois lados podemos reduzir em até 50% o uso de papéis para impressão e escrita, e conseqüentemente reduziremos também todos os impactos causados desde a extração até o descarte desse material.

No processo de reciclagem do papel há uma redução considerável no consumo de energia e água, e na poluição da água e do ar, se comparado à fabricação do papel a partir da matéria-prima virgem.

Produção

Atualmente, a maior parte dos papéis (cerca de 95%) é feita a partir do tronco de árvores cultivadas; as partes menores, como ramos e folhas, não são aproveitadas, embora as folhas e galhos possam também ser utilizados no processo. No Brasil o eucalipto é a espécie mais utilizada, por seu rápido crescimento, atingindo em torno de 30 m de altura em 7 anos.

História do Papel

1 - Os troncos são descascados 2 - Picados 3 - Digestores: cozimento em soda cáustica 4 - Celulose e água 5 - Prensagem e secagem 6 - Bobina

Reciclagem

Os papeis usados, juntamente com rebarbas de papéis que sobram das indústrias, são chamados de aparas e são a matéria-prima para a produção de novos artefatos no processo de reciclagem. Alguns produtos podem ser feitos com 100% de papel reciclado, já outros ainda necessitam da adição de fibras virgens.

No processo, as aparas são limpas, descoloridas e alvejadas (em alguns casos). Após esta etapa obtém-se a pasta celulósica que precisa ser refinada e, em alguns casos, adicionada de fibras virgens.

O QUE PODE SER RECICLADO

Saco de Papel Papel de Escritório Impresso Papel Branco Papel Misto Papelão Embalagem Longa Vida Jornais e revistas Aparas de papel Papelão Fotocópias Embalagens de ovo Envelopes Folhas de cadernos Rascunhos Formulários de computador Cartazes velhos Caixas em geral Papel de FAX (sem parafina) Cartões e cartolina

NÃO-RECICLÁVEIS

Papel Engordurado Carbono Celofane Papel Plastificado Papel Parafinado (fax) Papel Metalizado Papel Laminado Papel Toalha e Higiênico Papel Vegetal Papel Siliconizado Etiqueta adesiva Fita crepe Papéis sanitários ou sujos Guardanapos usados Tocos de cigarro

Observação importante: os papéis combinados com outros materiais (plastificados, metalizados, papel carbono, etc), ou muito sujos de graxa, gordura, alimentos, e também os papéis higiênicos, não devem ser misturados com os recicláveis, devendo ser descartados como lixo orgânico

PAPELÃO ONDULADO

A caixa de papelão ondulado tornou-se uma das mais importantes e conhecidas embalagens nas últimas décadas. Resistente, leve e de fácil obtenção, tem a maior parte de sua produção - cerca de 80% - advinda da recuperação do papel velho. A produção mundial de 1998 foi de 1 bilhão e 600 milhões de toneladas, com uma taxa de reciclagem de 71,6%, uma das maiores do mundo se comparada a outras embalagens.

Dentre seus maiores consumidores estão as indústrias de produtos alimentícios e bebidas, eletrodomésticos, fruticultura e avicultura.

O papelão é reciclado no Brasil há muitas décadas e tem reaproveitado mais de 1,6 milhão de toneladas de aparas de papel velho por ano.

No entanto, muito se desperdiça: o papelão ainda representa cerca de 5% dos resíduos sólidos urbanos coletados.

Composição Diferente de outras caixas de papelão, a caixa de papelão ondulado é feita de várias combinações de papéis que compõem a capa e o miolo - papel-capa e papel-miolo. São realizados diversos testes físicos, quanto ao desempenho que se deseja da embalagem.

Reciclagem

Para enviar as embalagens de papelão para a reciclagem, é necessário:

1. Desmontar a caixa, obedecendo aos vincos das dobras, a fim de diminuir o volume e facilitar o armazenamento.

2. Retirar, se possível, quaisquer adesivos, fitas e/ou grampos, para reduzir a quantidade de elementos contaminantes do processo.

Na reciclagem do papelão ondulado, o aparista ou papeleiro tem grande importância; é ele o responsável pela triagem e qualidade do material destinado às indústrias recicladoras.

Reaproveitamento As fibras de melhor qualidade são utilizadas para o papel-capa, isto é, para as partes externas. As de qualidade inferior servem para produzir o papel-miolo.

Dependendo das características do produto a ser embalado, são utilizados diferentes acessórios, os quais complementam a proteção para estocagem ou transporte; são os separadores, tabuleiros, divisões, reforços de canto, etc.

A reutilização dessas embalagens já é tradicional no Brasil. Os supermercados e atacadistas, que são grandes usuários, formam a rede de reaproveitamento existente. Faz parte da rotina de transporte e distribuição recolhê-las de volta devidamente desmontadas e acondicionadas.

Fonte: www.recicloteca.org.br

História do Papel

HISTÓRIA DO PAPEL NO MUNDO

Antes da criação do papel, o material mais utilizado para escrita, foi o pergaminho, feito com peles de animais.

Os antigos egípcios utilizavam, o talo do papiro. Sua fabricação era penosa e rudimentar; a medula do talo era cortada em tiras que eram colocadas transversalmente, umas sobre as outras, formando camadas que eram batidas com pesadas marretas de madeira, resultando numa espessura uniforme e produzindo um suco que impregnava e colava as tiras entre si.

O PAPEL

Oficialmente, foi fabricado pela primeira vez na China, no ano de 105, por Ts'Ai Lun que fragmentou em uma tina com água, cascas de amoreira, pedaços de bambu, rami, redes de pescar, roupas usadas e cal para ajudar no desfibramento.

Na pasta formada, submergiu uma forma de madeira revestida por um fino tecido de seda - a forma manual - como seria conhecida. Esta forma coberta de pasta era retirada da tina e com a água escorrendo, deixava sobre a tela uma fina folha que era removida e estendida sobre uma mesa.

Esta operação era repetida e as novas folhas eram colocadas sobre as anteriores, separadas por algum material; as folhas então eram prensadas para perder mais água e posteriormente colocadas uma a uma, em muros aquecidos para a secagem.

A idéia de Ts'Ai Lun, "A desintegração de fibras vegetais por fracionamento, a formação da folha retirando a pasta da tina por meio de forma manual, procedendo-se ao deságüe e posterior aquecimento para secagem", continua válida até hoje.

SÉCULO VII A XII - A ENTRADA NA EUROPA

A ROTA DO PAPEL:

No século VIII (ano 751), os chineses foram derrotados pelos árabes. Dentre os prisioneiros que caíram nas mãos dos árabes, estavam fabricantes de papel, que levados a Samarkanda, a mais velha cidade da Ásia, transmitiram seus conhecimentos aos árabes. A técnica de fabricar papel evoluiu em curto espaço de tempo com o uso de amido derivado da farinha de trigo, para a colagem das fibras no papel e o uso de sobras de linho, cânhamo e outras fibras encontradas com facilidade, para a preparação da pasta.
A entrada na Europa foi feita pelas "caravanas" que transportavam a seda.

Melhoramentos surgidos no século X:

Uso de moinhos de martelos movidos a força hidráulica.
Emprego de cola animal para colagem.
Emprego de filigrana.

A França estabelece seu primeiro moinho de papel em 1338, na localidade de La Pielle. Assim, da Espanha e Itália, a fabricação de papel se espalhou por toda a Europa.

Antes da invenção da imprensa por Gutemberg, em 1440, os livros que eram escritos à mão, tornaram-se acessíveis ao grande público, exigindo quantidades maiores de papel.

Em meados do século XVII, os holandeses haviam conseguido na Europa o progresso mais importante na tecnologia da fabricação de papel.

Diante da falta de força hidráulica na Holanda, os moinhos de papel passaram a ser acionados pela força dos ventos. Desde 1670, no lugar dos Moinhos de Martelos, passaram a ser utilizadas as Máquinas Refinadoras de Cilindros (Holandesa).
Lentamente a Holandesa foi se impondo, complementando os Moinhos de Martelo, que preparava a semipasta para obtenção da pasta refinada e mais tarde como Pila Holandesa Desfibradora que foi utilizada na Alemanha em 1710/1720.

A FABRICAÇÃO DO PAPEL - MÉTODO ANTIGO

A pasta de trapo foi o primeiro material usado para a fabricação do papel.
Os trapos eram classificados, depurados, e depois cortados em pedaços, à mão; mais tarde vieram as máquinas cortadoras simples. Os trapos, exceto os de linho, eram submetidos a um processo de maceração ou de fermentação.

O processo durava, de cinco a trinta dias utilizando-se recipientes de pedra, abrandando os trapos, em água. Para os trapos finos de linho era suficiente deixá-los de molho várias horas em lixívia de potassa empregando-se por cada cem quilos de trapos, uns quatro quilos de potassa bruto. Para a obtenção de um bom papel era imprescindível a fermentação dos trapos.

OS MOINHOS DE MARTELO

Os trapos fermentados eram tratados para serem desfibrados.

Em virtude desse processo ser duro e penoso, a Holandesa começou a ser usada no início do século XVII, para decompor a fibra dos trapos. Esta "máquina refinadora" fazia em quatro ou cinco horas a mesma quantidade de pasta que um antigo moinho de martelo com cinco pedras gastava vinte e quatro horas.

No ano de 1774, o químico alemão Scheele descobriu o efeito branqueador do cloro, conseguindo com isso, não só aumentar a brancura dos papéis como também, empregar como matéria-prima, trapos mais grossos e coloridos.

OS SÉCULOS XVII E XIX:

Em 1798 teve êxito a invenção, segundo a qual foi possível fabricar papel em máquina de folha contínua. Inventada pelo francês Nicolas Louis Robert que por dificuldades financeiras e técnicas não conseguiu desenvolvê-la, cedeu sua patente, aos irmãos Fourdrinier, que a obtiveram juntamente com a Maquinaria Hall, de Dartford (Inglaterra) e posteriormente com o Engº Bryan Donkin.
Assim a Máquina de Papel Fourdrinier (Máquinas de Tela Plana) foi a primeira máquina de folha contínua que se tem notícia.

Depois da Máquina Fourdrinier se lançaram no mercado outros tipos de máquinas:

A máquina cilíndrica.
A máquina de partida automática.

EVOLUÇÕES MARCANTES:

Em 1806 Moritz Illig substitui a cola animal, pela resina e alúmem.

Quando a fabricação de papel ganhou corpo, o uso de matéria-prima começou a ser um sério problema: os trapos velhos passaram a ser a solução, mas com a pequena quantidade de roupa usada e com o crescente aumento do consumo de papel, os soberanos proibiram as exportações.

Em face disto, os papeleiros tiveram que dedicar suas atenções aos estudos do naturalista Jakob C. Schaeffer que pretendia fazer papel usando os mais variados materiais, tais como: musgo, urtigas, pinho, tábuas de ripa, etc. Em seis volumes Schaeffer editou "Ensaios e Demonstrações para se fazer papel sem trapos ou uma pequena adição dos mesmos". Infelizmente, os papeleiros da época rechaçaram os Ensaios, ao invés de propagá-los.

Na busca para substituir os trapos, Mathias Koops edita um livro em 1800, impresso em papel de palha.
Em 1884, Friedrich G. Keller fabrica pasta de fibras, utilizando madeira pelo processo de desfibramento, mas ainda junta trapos à mistura.
Mais tarde percebeu que a pasta assim obtida era formada por fibras de celulose impregnadas por outras substâncias da madeira (lignina).

Procurando separar as fibras da celulose da lignina, foram sendo descobertos vários processos:

Processo de pasta mecânica

Processo com soda

Processo sulfito

Processo sulfato (Kraft)

A introdução das novas semipastas deram um importante passo na eclosão de novos processos tecnológicos na fabricação de papel. Máquinas correndo a velocidade de 1.200m por minuto, o uso da fibra curta (eucalípto) para obtenção de celulose, a nova máquina Vertform que substituiu com vantagens a tela plana, são alguns fatos importantes.

A FABRICAÇÃO DO PAPEL - MÉTODO ATUAL

A fabricação do papel, tal como foi feita inicialmente por Ts'Ai Lun consiste essencialmente de três etapas principais, partindo-se da matéria-prima que pode ser a celulose, pasta mecânica ou reaproveitamento de papéis usados.

As três etapas são:

Preparação da Massa

Formação da folha

Secagem

Dependendo do uso que terá o papel, há uma série de tratamentos especiais antes, durante ou depois de sua fabricação.

Assim, se o papel se destina à escrita ele deve ser um pouco absorvente para que se possa escrever nele com tinta, ou um pouco áspero para o uso de lápis, mas ele não pode ser tão absorvente como um mata-borrão. Para isso, recebe um banho superficial de amido durante a secagem, além de se adicionar breu durante a preparação de massa.

Se o papel deve ser resistente a certos esforços, a celulose deverá sofrer um tratamento de moagem chamada "Refinação".

A primeira etapa da fabricação de papel consta de:

Desfibramento para soltar as fibras numa solução de água

Depuração destinada a manter a pasta livre de impurezas

Refinação que dará as qualidades exigidas ao papel através da moagem das fibras

Na preparação da massa outras operações são levadas a efeito:

Tingimento: são colocados corantes para se obter a cor desejada.

Colagem: é a adição do breu ou de colas preparadas

Correção do pH: (acidez ou alcalinidade) normalmente a celulose está em suspensão em água alcalina, cuja alcalinidade deve ser parcial ou totalmente neutralizada com sulfato de alumínio, que também vai ajudar na colagem e tingimento.

Aditivos: colocação de outros ingredientes para melhorar a qualidade do papel


A segunda etapa da fabricação do papel é a formação da folha, feita através da suspensão das fibras de celulose em água, e que é colocada sobre uma tela metálica. A água escoa através da tela e as fibras são retiradas formando uma espécie de tecido, com os fios muito pequenos e trançados entre si.

A formação da folha poderá ser feita através de várias formas:

Manual: onde a tela é simplesmente uma peneira

Mesas Planas: a tela metálica apóia-se sobre roletes e é estendida, para formar uma área plana horizontal. Esta tela corre com velocidade constante e recebe na parte inicial do setor plano, a suspensão das fibras, a água escoa através da tela deixando as fibras

Cilíndrica: a tela metálica recobre um cilindro, que gira a velocidade constante em uma suspensão de fibras, a água atravessa a tela dentro do tambor e é daí retirada; as fibras aderem à tela, formando uma folha que é retirada do tambor por um feltro.

A terceira e última etapa é a secagem que é conseguida inicialmente prensando-se a folha, para retirar toda a água possível, e depois, passando a folha por cilindros de ferro aquecidos, que provocam a evaporação da água.

Feitas estas operações, o papel está pronto para uso, podendo ser cortado no formato desejado por quem for usá-lo.

HISTÓRIA DO PAPEL NO BRASIL

A primeira presença do papel no Brasil, sem dúvida, é a carta de Pero Vaz de Caminha, escrita logo do descobrimento de nosso país.

História do Papel

Mas a primeira referência à produção nacional consta em um documento escrito em 1809 por Frei José Mariano da Conceição Velozo ao Ministro do Príncipe Regente D. João, Conde de Linhares: "... lhe remeto uma amostra do papel, bem que não alvejado, feito em primeira experiência, da nossa embira. A segunda que já está em obra se dará alvo, e em conclusão pode V.Excia. contar com esta fábrica...".

Este documento cujo trecho extraímos do livro: O Papel - Problemas de Conservação e Restauração de Edson Motta e Maria L.G. Salgado, encontra-se no Museu Imperial.

Na amostra encaminhada com o documento constava: "O primeiro papel, que se fez no Rio de Janeiro, em 16 de novembro de 1809".

É também em 1809 que tem início a construção de uma fábrica no Rio de Janeiro cuja produção, provavelmente iniciou-se entre 1810 e 1811. Ainda no Rio de Janeiro temos notícias de mais três fábricas em 1837, 1841 e, em 1852, nas proximidades de Petrópolis, foi construída pelo Barão de Capanema a Fábrica de Orianda que produziu papel de ótima qualidade para os padrões da época até a decretação de sua falência em 1874.

Ainda em 1850, o desenvolvimento da cultura do café, traz grande progresso para a então
Província de São Paulo e, com a chegada dos imigrantes europeus, passa a vivenciar um grande desenvolvimento industrial gerador de vários empreendimentos.

Um deles, idealizado pelo Barão de Piracicaba, na região de Itu, pretendia criar condições para a instalação de indústrias aproveitando a energia hidráulica possível na região em função da existência da cachoeira no rio Tietê e, é neste local que, em 1889 a empresa Melchert & Cia deu início à construção da Fábrica de Papel de Salto que funciona até hoje, devidamente modernizada, produzindo papéis especiais, sendo uma das poucas fábricas do mundo fabricante papéis para a produção de dinheiro.

Fonte: www.bracelpa.org.br

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