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História do Papel

 

História

Nos primórdios de sua história, o ser humano registrava suas atividades gravando símbolos, desenhos e palavras em pedras ou em metais. Isso fez com que, ao contrário da tradição oral, a comunicação gráfica dos registros não se extinguisse com o tempo.

O papel também vem sendo utilizado para contar a história da humanidade. Tem como origem mais remota o papiro – planta nativa dos pântanos egípcios, que provavelmente começou a ser utilizada para gravações três milênios antes de Cristo.

Tal como é conhecido hoje, o papel remonta à China do século II. Sua invenção foi anunciada ao Imperador Ho Ti pelo oficial da corte Cai Lun (Ts’ai Lun), no ano 150. Desde então, o invento influencia a vida de bilhões de pessoas desde aquela época.

Por mais de 600 anos, os chineses mantiveram sigilo sobre o primeiro sistema de fabricação de papel, que usava fibras de árvores e trapos de tecidos cozidos e esmagados. A massa resultante era espalhada sobre uma peneira com moldura de bambu e um pano esticado e submetida ao sol para um processo natural de secagem.

O segredo foi desvendado no ano 751, quando o exército árabe atacou a cidade de Samarcanda, dominada pelo império chinês naquela época. Técnicos de uma fábrica de papel foram presos e levados para Bagdá, onde se começou a fabricar papel, também sem se revelar a técnica. Até que, no século XI, a novidade foi introduzida pelos árabes na Espanha e espalhou-se pelo Ocidente.

Salto importante foi dado por Johannes Gutenberg, em 1440, ao inventar a imprensa e tornar os livros acessíveis ao grande público, o que demandou quantidades maiores de papel.

Durante boa parte de sua história, o papel foi fabricado mão. Em meados do século XVII, os holandeses começaram a aplicar a força hidráulica para mover grandes pedras que, movidas umas contra as outras, melhor preparavam as fibras para a produção de papel. Chamados de “holandesas”, esses moinhos são utilizados até hoje.

A primeira máquina para fazer papel foi inventada na França por Nicholas-Louis Robert em 1799. Pouco tempo depois, os irmãos Fourdrinier apresentaram o método de produção contínua de papel, aperfeiçoado na Inglaterra.

A tecnologia foi aprimorada ao longo do tempo. Na segunda metade do século XIX, quando a madeira substituiu trapos na produção de papel, as máquinas “Fourdrinier” ganharam mudanças importantes.

Os avanços na composição química do papel transformaram a sua fabricação, que ganhou escala industrial. As máquinas se modernizaram e atingiram alto grau de automação e produtividade.

No Brasil, o papel começou a ser fabricado em 1809, no Rio de Janeiro. E chegou a São Paulo com o desenvolvimento industrial proporcionado pela vinda de imigrantes europeus para trabalhar na cultura do café. Em sua bagagem, eles trouxeram conhecimento sobre o processo de produção de papel.

Hoje, vários Estados brasileiros produzem diferentes tipos de papel: papelcartão, de embalagens, de imprimir e escrever, de imprensa e para fins sanitários, além dos especiais.

Papel

O papel é um dos produtos mais consumidos no mundo e, há séculos, faz parte do cotidiano da humanidade. Como meio básico de educação, comunicação e informação para a maioria das pessoas, compõe livros, jornais, revistas, documentos e cartas e, assim, contribui para a transmissão do conhecimento.

Serve, também, a um amplo espectro de usos comerciais e residenciais, a exemplo das caixas para transporte de mercadorias, das embalagens que protegem alimentos e centenas de outros produtos, das folhas para impressão por computadores a uma variedade de produtos para higiene e limpeza.

No rastro dos avanços tecnológicos, as aplicações se diversificam para tornar mais fácil, ágil e produtiva a vida dos consumidores e das empresas, governos e instituições.

Para suprir essa necessidade, é primordial a produção e consumo do papel dentro de padrões sustentáveis, um desafio para o qual a indústria está atenta, inova, investe e vem obtendo resultados positivos.

É importante ressaltar que o papel produzido no Brasil tem origem nas florestas plantadas, um recurso renovável. Além disso, o papel é reciclável, ou seja, grande parte retorna ao ciclo produtivo após o consumo. Além dessas vantagens, a indústria avança com melhorias contínuas para uma produção mais limpa e de menor impacto.

O Brasil é um importante produtor mundial de papel e, além de abastecer o mercado doméstico, exporta produtos principalmente para países da América Latina, União Europeia e América do Norte.

Tipos e aplicações

Papéis para imprimir e escrever

Os primeiros papéis que surgiram na história tiveram a finalidade de servir à escrita. Com o desenvolvimento dos métodos de reprodução, passaram a ser úteis para disseminar idéias.

A tecnologia refinou seus usos e, hoje, estão classificados em diferentes categorias: papel imprensa para jornal, papéis revestidos e não-revestidos para livros, revistas e outras publicações; e papel para escrita e reprodução.

Dependendo da aplicação, esses papéis necessitam de determinadas características, como resistência a dobras, água, luz e calor. Ou, então, precisam de rigidez flexão ou de permeabilidade a graxas e vapor d’água, entre outros pontos.

Os principais tipos são:

Papel Offset. Papel de impressão, com ou sem revestimento. Tem boa colagem interna e superficial e gramatura específica para o processo Offset, que exige elevada rigidez e resistência, inclusive à água e à umidade.
Papel couché
. Indicado para trabalhos de alta qualidade gráfica, como rótulos de embalagens, revistas, folhetos e encartes. É produzido, normalmente, a partir do papel de imprimir, mediante a aplicação de tinta, podendo receber acabamento brilhante ou texturizado.
Papel jornal ou papel imprensa
. Destina-se à impressão de jornais, periódicos, revistas, listas telefônicas, suplementos e encartes promocionais.
Papel LWC.
É o mais usado na produção catálogos e revistas.
Papel monolúcido
. Sua principal utilidade é na impressão de sacolas, rótulos, etiquetas e laminados.
Papel apergaminhado
. Indicado para escrever. Opaco e liso por igual na duas faces, é usado normalmente para correspondências e para produzir cadernos escolares, envelopes e folhas almaço.
Papel “super bond”.
Semelhante ao apergaminhado, mas em cores.
Cartolina para impressos.
Usado para impressos, pastas para arquivos e cartões de visita.

Papéis para embalagens

São papéis que protegem e acondicionam produtos. Moldados principalmente como caixas ou sacos, apresentam grande diversidade – tanto para embalagens leves como pesadas. Permitem o uso de fibra reciclada na sua produção e têm a boa resistência como uma de suas características básicas.

Esses papéis compõem embalagens para uma variada gama de produtos, de remédios a gêneros alimentícios, inclusive bebidas e congelados. Servem também para outros usos, como forração de paredes ou produção de envelopes.

A impermeabilidade e outras características exigidas para contato direto com alimentos e outros produtos são definidas pelos processos de tratamento industrial do papel e pela sua combinação com outros materiais, como plásticos e metais.

Os principais tipos são:

Para Papelão Ondulado
Papel de embalagem, usado na fabricação de chapas e caixas.

É classificado em:

Miolo (Fluting) – Papel ondulado, utilizado no miolo da chapa de papelão.
Capa de 1ª (Kraftliner) -
Papel fabricado com grande participação de fibras virgens, atendendo às especificações de resistência necessárias para constituir a capa ou forro das caixas de papelão ondulado.
Capa de 2ª (Testliner) -
Papel semelhante ao Capa de 1ª, porém com propriedades inferiores, conseqüentes da utilização de matérias-primas recicladas em alta proporção.
White Top Liner -
Papel branco fabricado com grande participação de fibras virgens, atendendo as especificações de resistência requeridas para constituir parte das caixas de papelão ondulado.
Papel Kraft -
Papel de embalagem, cuja característica principal é sua resistência mecânica.

É classificado em:

Kraft Natural para Sacos Multifolhados - Papel fabricado essencialmente a partir de fibra longa. Altamente resistente ao rasgo e com boa resistência ao estouro, é usado essencialmente para sacos e embalagens industriais de grande porte.
Kraft Extensível -
Fabricado essencialmente a partir de fibra longa. Altamente resistente ao rasgo e à energia absorvida na tração, é usado para embalagem de sacos de papel.
Kraft Natural ou em Cores para Outros Fins -
Fabricado essencialmente a partir de fibra longa, monolúcido ou alisado, com características de resistência similar ao Kraft Natural para Sacos Multifolhados, é usado para a fabricação de sacos de pequeno porte, sacolas e para embalagens em geral.
Kraft Branco ou em Cores -
Fabricado essencialmente a partir de fibra longa, monolúcido ou alisado, é usado como folha externa em sacos multifolhados, sacos de açúcar e farinha, sacolas e, dependendo da gramatura, para embalagens individuais de balas, bombons, etc.
Tipo Kraft de 1ª -
Papel de embalagem, semelhante ao Kraft Natural ou em Cores, porém com menor resistência que este, monolúcido ou não, é usado geralmente para saquinhos, etc.
Tipo Kraft de 2ª
- Papel semelhante ao Tipo Kraft de 1ª, porém com resistência inferior, é usado para embrulhos e embalagens em geral.

Para embalagens leves

É classificado em:

Estiva e Maculatura - Papel fabricado essencialmente com aparas, em cor natural, acinzentada, é usado para embrulhos que não requerem apresentação, tubetes e conicais.
Seda -
Papel de embalagem, branco ou em cores é usado para embalagens leves, embrulhos de objetos artísticos, intercalação, enfeites, proteção de frutas, etc.
Papel glassine, cristal ou pergaminho -
Tem como principal característica a transparência, obtida mediante elevado grau de refino no processo produtivo. É usado em embalagens de alimentos, como proteção de frutas nas árvores e papel auto-adesivo.
Papel greaseproof -
Translúcido, possui elevada impermeabilidade s gorduras e, por isso, compõe embalagem para produtos gordurosos.

Papel Cartão

Encorpado, rígido, com mais de uma camada e gramatura superior, é muito utilizado na confecção de embalagens.

Os principais tipos são:

Papelcartão duplex. É formado por duas camadas com cores ou composição diferentes. Além da rigidez para compor embalagens e caixas, tem elevada resistência superficial, espessura uniforme e absorção de água e tinta compatíveis com a impressão offset.
Papelcartão triplex.
Tem três ou mais camadas, com características semelhantes ao papelcartão-duplex. É usado em embalagens de chocolates, cosméticos, medicamentos, fast foods e bebidas.
Cartão sólido.
Com diferentes camadas brancas, compõe embalagens de cosméticos, medicamentos, produtos de higiene pessoal, capas de livro, cartões-postais e cigarros.
Cartolina branca e colorida.
Com uma ou mais camadas, têm variados usos: pastas para arquivos, calendário, etiquetas, encartes escolares, cartões de ponto, capas de livros e cadernos, etc.
Papelão.
Tem elevada gramatura e rigidez. Trata-se de um cartão fabricado em várias camadas, com utilidade diversa, das caixas à encadernação de livros.
Polpa moldada.
Obtida a partir da desagregação ou separação das fibras de aparas, principalmente de jornal. As fibras são misturadas com água e produtos químicos para formar uma massa com a qual são fabricados produtos como bandejas para transporte e proteção de hortifrutigranjeiros, ovos, calços para lâmpadas, celulares, geladeiras e fogões.

Papéis para fins sanitários

Também chamados de papéis tissue, compõem folhas ou rolos de baixa gramatura, usados para higiene pessoal e limpeza doméstica, como papel higiênico, lenços, papel-toalha e guardanapos. Além das fibras virgens, eles têm como característica de sua composição o uso de aparas recicladas de boa qualidade.

Os principais tipos são:

Papel higiênico. Usado especificamente em toaletes, pode ter uma ou mais folhas e diferentes graus de maciez.
Guardanapo.
Pode incluir aparas tratadas quimicamente. Textura e absorção são alguns de seus atributos.
Toalhas de mão.
Tem uso normalmente comercial, consumido em rolos ou folhas intercaladas.
Toalhas de cozinha
. Destinadas ao consumo residencial para limpeza em geral, como de pias e fogão.
Lenços
. Podem utilizar aparas de boa qualidade tratadas quimicamente e têm menor gramatura, sendo úteis para limpeza facial.

Papéis especiais

Do papel-moeda aos filtros de café e autocopiativos, são múltiplos os exemplos de papéis com finalidades especiais, presentes na rotina dos consumidores.

Papéis auto-adesivos. Recobertos por adesivo à base de resinas e gomas sintéticas, aderem à superfície com a qual entram em contato. Compõem etiquetas e fitas adesivas para fechar embalagens.
Papéis decorativos.
São úteis para revestimento de chapas de madeira ou compensados, também com aplicação em móveis e pisos.
Papéis metalizados.
Recebem revestimento metálico para fins industriais.
Papel absorvente base para laminados.
Com alta absorção, é utilizado para o manuseio de resinas sintéticas na fabricação de laminados plásticos.
Papel autocopiativo
. Produzem cópias duplicadas em blocos sem a necessidade de papel carbono. A primeira via é revestida no verso com microcápsulas de corantes. A via intermediária contém revelador da face da frente e microcápsulas atrás. Ela registra as letras, transmitindo-as para a próxima folha.
Papéis crepados.
Por ser crepado, tem maior elasticidade e maciez, características importantes para o uso como base para germinação de sementes, fitas adesivas e reforço de costura em sacos multifoliados.
Papel de segurança.
Destina-se à impressão de selos, papel-moeda, tickets, ingressos, passes escolares e documentos que exigem proteção contra fraudes. Os principais recursos de segurança incluem ausência de fluorescência, microcápsulas e fios visíveis a olho nu ou sob luz UV (ultravioleta), proteção química e filigranas que mudam de cor quando reagem com tinha de carimbo ou caneta, além de pigmentos imunes à reprodução por scanners, entre outros.
Papel filtrante.
Fabricado geralmente com pasta química, tem uso em diferentes processos industriais de filtração.
Papel Kraft especial para cabos elétricos
. É confeccionado sem metais e outros materiais condutores de eletricidade, tendo elevada resistência mecânica e elétrica.
Papel Kraft especial para condensadores.
Isento de cloretos solúveis, tem porosidade e pureza química específicas para uso em condensadores.
Papel Kraft especial para fios telefônicos.
Natural ou nas cores verde, azul e vermelho, apresenta elevada resistência mecânica, é usado nos fios condutores de cabos telefônicos.

Processo Produtivo

A matéria-prima básica da indústria papeleira é a celulose, obtida pelo beneficiamento da madeira e, também, de aparas de papel geradas durante o processo industrial ou recuperadas após o consumo dos produtos, além de outros materiais fibrosos.

Conforme o tipo de papel a ser produzido, a celulose é submetida a tratamentos especiais antes de ser processada na fábrica de papel. Quando se destina à escrita, por exemplo, precisa ter um padrão capaz de conferir folha uma característica absorvente e áspera na medida certa para o uso de caneta e lápis. No caso das embalagens, os principais objetivos são rigidez e resistência.

A celulose chega à fábrica de papel em placas. Depois, é misturada à água em equipamentos chamados hidrapulper – semelhantes a liquidificadores gigantes – para a formação de uma massa.

Essa massa, antes de seguir para a máquina de papel, pode sofrer transformações, como tingimento, adição de colas e outros produtos que vão conferir características especiais ao papel. Pode também passar por processos que quebram as fibras em pedaços ainda menores, visando maior aderência, uniformidade e resistência da folha.

Quando chega à máquina de papel, a massa de celulose é submetida a duas etapas: uma úmida e outra seca.

Na primeira delas, é formada a folha de papel: sobre uma tela, as fibras de celulose são separadas da água, resultando em uma espécie de tecido com pequenos fios trançados. Na segunda, a folha percorre um sistema de cilindros altamente aquecidos por vapor, para uma secagem complementar.

No final dessa etapa, o papel recebe tratamentos para atingir determinados padrões, conforme o seu uso. O método mais utilizado é a calandragem, na qual o material é submetido a um sistema de rolos que intensifica as características de lisura e brilho do produto final.

Por fim, o papel é enrolado em bobinas, pronto para ser utilizado em suas diversas aplicações.

Processo limpo – Além do tratamento de efluentes, a maioria das fábricas reutiliza a água e as fibras que sobram após o beneficiamento industrial. Para abastecimento de energia, é crescente o uso de biomassa, como restos de madeira e outros resíduos gerados na produção de celulose.

HISTÓRIA DO PAPEL NO MUNDO

Antes da criação do papel, o material mais utilizado para escrita, foi o pergaminho, feito com peles de animais.

Os antigos egípcios utilizavam, o talo do papiro. Sua fabricação era penosa e rudimentar; a medula do talo era cortada em tiras que eram colocadas transversalmente, umas sobre as outras, formando camadas que eram batidas com pesadas marretas de madeira, resultando numa espessura uniforme e produzindo um suco que impregnava e colava as tiras entre si.

O PAPEL

Oficialmente, o papel foi fabricado pela primeira vez na China, no ano de 105, por Ts'Ai Lun que fragmentou em uma tina com água, cascas de amoreira, pedaços de bambu, rami, redes de pescar, roupas usadas e cal para ajudar no desfibramento.

Na pasta formada, submergiu uma forma de madeira revestida por um fino tecido de seda - a forma manual - como seria conhecida. Esta forma coberta de pasta era retirada da tina e com a água escorrendo, deixava sobre a tela uma fina folha que era removida e estendida sobre uma mesa.

Esta operação era repetida e as novas folhas eram colocadas sobre as anteriores, separadas por algum material; as folhas então eram prensadas para perder mais água e posteriormente colocadas uma a uma, em muros aquecidos para a secagem.

A idéia de Ts'Ai Lun, "A desintegração de fibras vegetais por fracionamento, a formação da folha retirando a pasta da tina por meio de forma manual, procedendo-se ao deságüe e posterior aquecimento para secagem", continua válida até hoje.

SÉCULO VII A XII - A ENTRADA NA EUROPA

A ROTA DO PAPEL

No século VIII (ano 751), os chineses foram derrotados pelos árabes. Dentre os prisioneiros que caíram nas mãos dos árabes, estavam fabricantes de papel, que levados a Samarkanda, a mais velha cidade da Ásia, transmitiram seus conhecimentos aos árabes. A técnica de fabricar papel evoluiu em curto espaço de tempo com o uso de amido derivado da farinha de trigo, para a colagem das fibras no papel e o uso de sobras de linho, cânhamo e outras fibras encontradas com facilidade, para a preparação da pasta.

A entrada na Europa foi feita pelas "caravanas" que transportavam a seda.

Melhoramentos surgidos no século X:

Uso de moinhos de martelos movidos a força hidráulica.
Emprego de cola animal para colagem.
Emprego de filigrana.

A França estabelece seu primeiro moinho de papel em 1338, na localidade de La Pielle. Assim, da Espanha e Itália, a fabricação de papel se espalhou por toda a Europa.

Antes da invenção da imprensa por Gutemberg, em 1440, os livros que eram escritos à mão, tornaram-se acessíveis ao grande público, exigindo quantidades maiores de papel.

Em meados do século XVII, os holandeses haviam conseguido na Europa o progresso mais importante na tecnologia da fabricação de papel.

Diante da falta de força hidráulica na Holanda, os moinhos de papel passaram a ser acionados pela força dos ventos. Desde 1670, no lugar dos Moinhos de Martelos, passaram a ser utilizadas as Máquinas Refinadoras de Cilindros (Holandesa).

Lentamente a Holandesa foi se impondo, complementando os Moinhos de Martelo, que preparava a semipasta para obtenção da pasta refinada e mais tarde como Pila Holandesa Desfibradora que foi utilizada na Alemanha em 1710/1720.

A FABRICAÇÃO DO PAPEL - MÉTODO ANTIGO

A pasta de trapo foi o primeiro material usado para a fabricação do papel.

Os trapos eram classificados, depurados, e depois cortados em pedaços, à mão; mais tarde vieram as máquinas cortadoras simples. Os trapos, exceto os de linho, eram submetidos a um processo de maceração ou de fermentação.

O processo durava, de cinco a trinta dias utilizando-se recipientes de pedra, abrandando os trapos, em água. Para os trapos finos de linho era suficiente deixá-los de molho várias horas em lixívia de potassa empregando-se por cada cem quilos de trapos, uns quatro quilos de potassa bruto. Para a obtenção de um bom papel era imprescindível a fermentação dos trapos.

OS MOINHOS DE MARTELO

Os trapos fermentados eram tratados para serem desfibrados.

Em virtude desse processo ser duro e penoso, a Holandesa começou a ser usada no início do século XVII, para decompor a fibra dos trapos. Esta "máquina refinadora" fazia em quatro ou cinco horas a mesma quantidade de pasta que um antigo moinho de martelo com cinco pedras gastava vinte e quatro horas.

No ano de 1774, o químico alemão Scheele descobriu o efeito branqueador do cloro, conseguindo com isso, não só aumentar a brancura dos papéis como também, empregar como matéria-prima, trapos mais grossos e coloridos.

OS SÉCULOS XVII E XIX

Em 1798 teve êxito a invenção, segundo a qual foi possível fabricar papel em máquina de folha contínua. Inventada pelo francês Nicolas Louis Robert que por dificuldades financeiras e técnicas não conseguiu desenvolvê-la, cedeu sua patente, aos irmãos Fourdrinier, que a obtiveram juntamente com a Maquinaria Hall, de Dartford (Inglaterra) e posteriormente com o Engº Bryan Donkin.

Assim a Máquina de Papel Fourdrinier (Máquinas de Tela Plana) foi a primeira máquina de folha contínua que se tem notícia.

Depois da Máquina Fourdrinier se lançaram no mercado outros tipos de máquinas:

A máquina cilíndrica.
A máquina de partida automática.

EVOLUÇÕES MARCANTES

Em 1806 Moritz Illig substitui a cola animal, pela resina e alúmem.

Quando a fabricação de papel ganhou corpo, o uso de matéria-prima começou a ser um sério problema: os trapos velhos passaram a ser a solução, mas com a pequena quantidade de roupa usada e com o crescente aumento do consumo de papel, os soberanos proibiram as exportações.

Em face disto, os papeleiros tiveram que dedicar suas atenções aos estudos do naturalista Jakob C. Schaeffer que pretendia fazer papel usando os mais variados materiais, tais como: musgo, urtigas, pinho, tábuas de ripa, etc. Em seis volumes Schaeffer editou "Ensaios e Demonstrações para se fazer papel sem trapos ou uma pequena adição dos mesmos". Infelizmente, os papeleiros da época rechaçaram os Ensaios, ao invés de propagá-los.

Na busca para substituir os trapos, Mathias Koops edita um livro em 1800, impresso em papel de palha.

Em 1884, Friedrich G. Keller fabrica pasta de fibras, utilizando madeira pelo processo de desfibramento, mas ainda junta trapos à mistura.

Mais tarde percebeu que a pasta assim obtida era formada por fibras de celulose impregnadas por outras substâncias da madeira (lignina).

Procurando separar as fibras da celulose da lignina, foram sendo descobertos vários processos:

Processo de pasta mecânica
Processo com soda
Processo sulfito
Processo sulfato (Kraft)

A introdução das novas semipastas deram um importante passo na eclosão de novos processos tecnológicos na fabricação de papel. Máquinas correndo a velocidade de 1.200m por minuto, o uso da fibra curta (eucalípto) para obtenção de celulose, a nova máquina Vertform que substituiu com vantagens a tela plana, são alguns fatos importantes.

A FABRICAÇÃO DO PAPEL - MÉTODO ATUAL

A fabricação do papel, tal como foi feita inicialmente por Ts'Ai Lun consiste essencialmente de três etapas principais, partindo-se da matéria-prima que pode ser a celulose, pasta mecânica ou reaproveitamento de papéis usados.

As quatro etapas são:

Preparação da Massa
Formação da folha
Prensagem
Secagem

Dependendo do uso que terá o papel, há uma série de tratamentos especiais antes, durante ou depois de sua fabricação.

Assim, se o papel se destina à escrita ele deve ser um pouco absorvente para que se possa escrever nele com tinta, ou um pouco áspero para o uso de lápis, mas ele não pode ser tão absorvente como um mata-borrão. Para isso, recebe um banho superficial de amido durante a secagem, além de se adicionar breu durante a preparação de massa.

Se o papel deve ser resistente a certos esforços, a celulose deverá sofrer um tratamento de moagem chamada "Refinação".

A primeira etapa da fabricação de papel consta de:

Desfibramento para soltar as fibras numa solução de água
Depuração destinada a manter a pasta livre de impurezas
Refinação que dará as qualidades exigidas ao papel através da moagem das fibras

Na preparação da massa outras operações são levadas a efeito:

Tingimento: são colocados corantes para se obter a cor desejada.
Colagem:
é a adição do breu ou de colas preparadas
Correção do pH:
(acidez ou alcalinidade) normalmente a celulose está em suspensão em água alcalina, cuja alcalinidade deve ser parcial ou totalmente neutralizada com sulfato de alumínio, que também vai ajudar na colagem e tingimento.
Aditivos:
colocação de outros ingredientes para melhorar a qualidade do papel

A segunda etapa da fabricação do papel é a formação da folha, feita através da suspensão das fibras de celulose em água, e que é colocada sobre uma tela metálica. A água escoa através da tela e as fibras são retiradas formando uma espécie de tecido, com os fios muito pequenos e trançados entre si.

A formação da folha poderá ser feita através de várias formas:

Manual: onde a tela é simplesmente uma peneira
Mesas Planas:
a tela metálica apóia-se sobre roletes e é estendida, para formar uma área plana horizontal. Esta tela corre com velocidade constante e recebe na parte inicial do setor plano, a suspensão das fibras, a água escoa através da tela deixando as fibras
Cilíndrica:
a tela metálica recobre um cilindro, que gira a velocidade constante em uma suspensão de fibras, a água atravessa a tela dentro do tambor e é daí retirada; as fibras aderem à tela, formando uma folha que é retirada do tambor por um feltro.

A terceira etapa é a prensagem, na qual a folha é submetida a pressões hidráulicas dos rolos prensas acaba removendo mais uma quantidade de água tornando-se assim mais resistente.

A última etapa é a passagem por cilindros secadores, nos quais a folha é submetida à superfície aquecida dos cilindros e, com isso, a água é evaporada. A folha atinge valores de umidades da ordem de 5%.

Feitas essas operações e o corte no tamanho desejado, o papel está pronto para uso.

HISTÓRIA DO PAPEL NO BRASIL

A primeira presença do papel no Brasil, sem dúvida, é a carta de Pero Vaz de Caminha, escrita logo do descobrimento de nosso país.

Mas a primeira referência à produção nacional consta em um documento escrito em 1809 por Frei José Mariano da Conceição Velozo ao Ministro do Príncipe Regente D. João, Conde de Linhares: "... lhe remeto uma amostra do papel, bem que não alvejado, feito em primeira experiência, da nossa embira. A segunda que já está em obra se dará alvo, e em conclusão pode V.Excia. contar com esta fábrica...".

Este documento cujo trecho extraímos do livro: O Papel - Problemas de Conservação e Restauração de Edson Motta e Maria L.G. Salgado, encontra-se no Museu Imperial.

Na amostra encaminhada com o documento constava: "O primeiro papel, que se fez no Rio de Janeiro, em 16 de novembro de 1809".

É também em 1809 que tem início a construção de uma fábrica no Rio de Janeiro cuja produção, provavelmente iniciou-se entre 1810 e 1811. Ainda no Rio de Janeiro temos notícias de mais três fábricas em 1837, 1841 e, em 1852, nas proximidades de Petrópolis, foi construída pelo Barão de Capanema a Fábrica de Orianda que produziu papel de ótima qualidade para os padrões da época até a decretação de sua falência em 1874.

Ainda em 1850, o desenvolvimento da cultura do café, traz grande progresso para a então Província de São Paulo e, com a chegada dos imigrantes europeus, passa a vivenciar um grande desenvolvimento industrial gerador de vários empreendimentos.

Um deles, idealizado pelo Barão de Piracicaba, na região de Itu, pretendia criar condições para a instalação de indústrias aproveitando a energia hidráulica possível na região em função da existência da cachoeira no rio Tietê e, é neste local que, em 1889 a empresa Melchert & Cia deu início à construção da Fábrica de Papel de Salto que funciona até hoje, devidamente modernizada, produzindo papéis especiais, sendo uma das poucas fábricas do mundo fabricante papéis para a produção de dinheiro.

Fonte: www.bracelpa.org.br

História do Papel

Pedra, madeira, placas de barro. Papiro e pergaminho. Cânhamo, capim e palha. Trapos velhos. Todos foram materiais para escrita usados pela humanidade durante séculos.

Mas somente em meados do século XIX a madeira passou a ser a principal matéria-prima para fabricação de papel e só a partir dos anos 60 a espécie eucalipto tornou-se amplamente utilizada como a principal fonte de fibra para fabricação do papel.

Praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para produzir celulose. Cada espécie produz fibras de celulose com características específicas, o que confere ao papel propriedades especiais.

No hemisfério ocidental, farrapos de pano constituíram o insumo básico para a fabricação do papel desde a Idade Média até meados do século XIX, quando a demanda desse material passou a exceder a oferta em decorrência da Revolução Industrial. O uso subsequente da madeira como matéria-prima representou um divisor de águas na história do papel.

Graças à madeira, a fabricação do papel transformou-o de um artigo de luxo, alta qualidade e baixo volume de produção em um bem produzido em grande escala, a preços acessíveis, mantendo um alto padrão de qualidade.

As primeiras espécies de árvores usadas na fabricação de papel em escala industrial foram o pinheiro e o abeto das florestas de coníferas encontradas nas zonas temperadas frias do norte da Europa e América do Norte. Outras espécies - o vidoeiro, a faia, o choupo preto e o bordo, nos Estados Unidos e Europa central e ocidental, o pinheiro do Chile e Nova Zelândia, o eucalipto no Brasil, Espanha, Portugal, Chile e África do Sul - são hoje empregadas na indústria de papel e celulose.

No decorrer desse século, os técnicos e engenheiros florestais aprenderam a manejar espécies cujos ciclos de crescimento são bastante longos. Por exemplo, os climas frios do hemisfério norte promovem um crescimento lento e ciclos muito longos, enquanto que nas zonas tropicais ocorre o inverso. As coníferas do litoral da América do Norte, por exemplo, levam 80 anos para amadurecer. Até mesmo o choupo leva, no mínimo, 15 anos para atingir sua altura plena.

A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez em escala industrial no início dos anos 60, e ainda era considerada uma "novidade" até a década de 70. Entretanto, dentre todas as espécies de árvores utilizadas no mundo para a produção de celulose, o eucalipto brasileiro é a que tem o menor ciclo de crescimento - somente sete anos.

Isso se traduz em altíssima produtividade florestal. Graças ao intenso programa de pesquisa e desenvolvimento da Companhia, as florestas cultivadas pela Aracruz rendem, em média, 45m³/ha/ano de madeira, enquanto a média para florestas norte-americanas está entre 2m³ e 4m³.

O ciclo de crescimento menor permite redução tanto de investimentos como dos custos de produção da madeira. A área cultivada para fornecer matéria-prima para a fábrica também é menor, o que reduz consideravelmente os custos de transporte. Além disso, a alta produtividade da floresta proporciona uma utilização mais racional dos recursos naturais e mais espaço disponível para outros usos da terra igualmente importantes.

A combinação de ciclo de crescimento menor e técnicas pioneiras de clonagem desenvolvidas pela Aracruz, permite introduzir melhorias genéticas com maior rapidez, promovendo um impacto quantitativo e qualitativo no cultivo e na produção de pasta de celulose. Assim, em menos de 15 anos, a Companhia desenvolveu árvores cada vez mais adaptadas aos solos e condições climáticas dos locais onde são cultivadas.

O eucalipto da Aracruz é altamente resistente a doenças, possui troncos retos e ramos curtos e pode ser selecionado para produzir fibras de características distintas.

A Aracruz aproveita todo o seu potencial, desenvolvendo e produzindo matéria-prima utilizada mundialmente em uma grande variedade de produtos.

O mundo evoluiu muito desde a invenção do papel.

O século XX introduziu práticas de manejo florestal, que garantem a sustentabilidade do fornecimento de matéria-prima.

Os plantios de eucalipto podem ser considerados a grande conquista rumo ao controle total da matéria-prima.

Linha do Tempo

O homem começou a registrar sua história por volta de 6000 a.C., através de entalhes em pedra, madeira ou placas de barro. A escrita surgiu independentemente no Egito, na Mesopotâmia e na China.

Desde então, os materiais utilizados para gravar informações evoluíram de forma extraordinária e culminaram hoje com o aproveitamento de espécies florestais de rápido crescimento que ser transformam em papéis de alta qualidade.

Eis alguns dos mais importantes eventos da história do papel:

105 d.C. - A invenção de papel é atribuída a T'sai Lun na China, fabricado a partir de fibras de cânhamo trituradas e revestidas de uma fina camada de cálcio, alumínio e sílica.
1000 até cerca de 1830 -
Trapos velhos eram o insumo básico da indústria de papel até meados do século XIX (costume interrompido em meados do século XVII, quando acreditava-se que os restos de pano contribuíam para a propagação da peste).
1719 -
O naturalista francês Reaumur sugere o uso da madeira como matéria-prima para o fabrico de papel, ao observar que as vespas mastigavam madeira podre e empregavam a pasta resultante para produzir uma substância semelhante ao papel na confecção de seus ninhos.
Meados Séc. XIX -
surge a demanda de papel para a impressão de livros, jornais e fabricação de outros produtos de consumo, levando à busca de fontes alternativas de fibras a serem transformadas em papel.
1838 -
produção de pasta de palha branqueada.
Anos 1840 -
Na Alemanha, desenvolve-se um processo para trituração de madeira. As fibras são separadas e transformadas no que passou a ser conhecido como "pasta mecânica" de celulose.
1854 -
É patenteado na Inglaterra um processo de produção de pasta celulósica através de tratamento com soda cáustica. A lignina, cimento orgânico que une as fibras, é dissolvida e removida, surgindo a primeira "pasta química".
Anos 1860 -
Invenção do papel couché. Lançamento do papel higiênico em forma de rolo. Surgem na Finlândia as primeiras leis sobre práticas de silvicultura.

Fonte: www.aracruz.com.br

História do Papel

A invenção da imprensa com caracteres móveis de metal (tipos), por volta do ano de 1450, multiplicou a demanda mundial de papel, que a partir de então substituiu definitivamente por esse material outros antigos suportes de escritura, como o pergaminho e o papiro.

Papel é o material obtido por laminação de uma massa pastosa de fibras vegetais de celulose. Utiliza-se para escrever, desenhar, imprimir, embrulhar e limpar, entre outras numerosíssimas aplicações.

História

O primeiro testemunho histórico da existência do papel situa sua invenção na China, por volta do ano de 105 da era cristã.

Durante o século VIII o uso do produto estendeu-se pela Ásia central e no século XIV foi introduzido pelos árabes no continente europeu, onde a partir de então se instalaram fábricas para sua produção em numerosas regiões. O surgimento da imprensa, que permitiu aumentar a produção de cópias de livros, acelerou o desenvolvimento das técnicas de fabricação de papel.

No século XIX, as diversas variedades de tecidos utilizadas como matéria-prima foram substituídas pela madeira e outras pastas vegetais. A primeira máquina de fabricação de papel foi construída na França no final do século XVIII.

Tipos de fibras

Além da madeira, outros materiais são empregados como matéria-prima na produção do papel: o próprio papel e o papelão, cujo aproveitamento depois do primeiro uso, num processo conhecido como reciclagem, se estendeu consideravelmente na segunda metade do século XX; outras substâncias de origem vegetal, como o esparto, o bambu e as plantas lináceas; e fibras sintéticas.

Madeira

A pasta de celulose extraída de troncos de árvores, base das fibras naturais, é a matéria-prima por excelência para a fabricação de papel.

Do ponto de vista das indústrias madeireiras e papeleiras, as espécies arbóreas dos bosques, extremamente variadas, classificam-se em duras e moles. Estas últimas costumam ser mais longas, o que lhes confere maior resistência à fratura, enquanto as madeiras duras proporcionam fibras com menos veios que as primeiras.

O rápido aumento no consumo de madeira para pasta de papel ocasionou uma alteração nos métodos de reflorestamento que afetou tanto a seleção das espécies -- com preferência pelas de crescimento rápido, como o pinho e o eucalipto -- como as formas de cultivo e os terrenos escolhidos.

Tecidos

Algodão e fibras de linho foram utilizados como elementos básicos na preparação do papel na antiguidade.

As características das fibras têxteis conferem ao papel alta durabilidade e dureza, além de excelente textura e vivacidade de cor. A finura e a pureza da fibra têxtil, superiores às da celulose, fazem com que o papel delas derivado seja apto para utilização em impressos oficiais, certificados, documentos legais etc. Outros tipos de papel obtidos com base na fibra têxtil são o carbono, o papel-bíblia -- muito fino, que costuma ser empregado em edições de luxo de grossos volumes-- e o papel de cigarro.

Papelão e papel usado

A crescente demanda de papel multiplica a possibilidade de utilização de papéis usados como fonte de papel virgem. As técnicas de reciclagem, tanto de papel usado como de papelão, evoluíram com rapidez depois da segunda guerra mundial.

São dois os principais sistemas de recuperação: um deles se aplica ao papel impresso e inclui o tratamento da tinta, e o outro para papel de embrulho e papelão, de maior rusticidade e porosidade e sem caracteres impressos.

Outras fibras naturais

As fibras de celulose constituem parte fundamental na composição da maioria das plantas. Algumas delas, por sua morfologia, podem ser utilizadas como matéria-prima na fabricação do papel.

O bagaço da cana-de-açúcar proporciona pastas com alta percentagem de fibras que são aproveitadas para a produção de diferentes tipos de papel usados na América e Ásia. O uso do esparto, que se tornou comum sobretudo na Espanha e no norte da África, declinou notavelmente em outros países europeus a partir de 1950.

Produz-se o papel de esparto em lâminas grossas de superfície rugosa. A abundância de bambu em regiões da China, Índia, Tailândia e Filipinas favoreceu seu uso como fonte de um papel caracterizado pela suavidade ao tato. O cânhamo, o linho e a juta são também fibras naturais muito usadas na produção de papel.

Processos de preparação

Mesmo com a mecanização da indústria, cada etapa da produção do papel manteve seus processos tradicionais, que podem ser assim ordenados:

1) preparação de uma suspensão de fibra de celulose, que é agitada na água até que as fibras se separem e se saturem de líquido
2)
filtragem da pasta de papel numa tela trançada para formar a lâmina de fibra
3)
preparação da lâmina úmida e posterior secagem
4)
eliminação por evaporação da água ainda restante
5)
tratamento final que, em função do tipo de papel que se pretende obter, consiste na compressão da lâmina seca de papel e eventual impregnação com diferentes substâncias e tinturas.

Nas indústrias modernas, a polpa, depois de batida em uma máquina, recebe uma mistura já processada de lã, trapos, linho e papel velho. Um moinho axial encarrega-se de misturar aditivos minerais e remeter o conjunto a um tanque misturador, onde são adicionados aglutinantes, estabilizadores, aditivos e mais água.

A massa homogênea assim obtida é enviada a um cilindro marcador de linha d'água e passa depois por uma sucessão de bobinas de feltro, para eliminação da água, e de cilindros aquecidos, para secagem por evaporação. Finalmente se fazem a calandragem, o corte e a bobinagem.

O processo de fabricação manual do papel é mais simples.

Depois das operações de mistura descritas para o processo industrial, coloca-se a massa sobre telas de arame, num tanque, para eliminação da água. Em seguida é feita a prensagem e secagem por evaporação do papel.

Atualmente, utiliza-se o processo manual apenas para fabricação de papéis especiais, alguns de grande beleza, caracterizados pelas marcas dos fios do tear, ou vergaturas, e pelo esgarçamento das margens em pequenas folhas.

Esse tipo de papel destina-se em geral à impressão de gravuras de buril ou água-forte, ou para execução de outros trabalhos artísticos, como desenhos e aquarelas.

Os processos industriais de produção de papel geralmente têm lugar em fábricas instaladas em países e regiões de tecnologia avançada. Em conseqüência, registra-se um importante comércio internacional de pastas vegetais entre países que possuem amplas reservas florestais e países industrializados. Entre os que tradicionalmente lideram a produção de papel destacam-se Estados Unidos, Japão e Canadá.

Propriedades e usos

Dada a ampla variedade de aplicações do papel, suas propriedades variam consideravelmente de um tipo para outro. Em geral, a dureza depende da classe e do comprimento da fibra que forma a pasta, da qualidade do material interfibrilar e da estrutura e formação das lâminas. Associada à dureza, encontram-se a resistência e a durabilidade, também altamente variáveis. Suas principais propriedades ópticas são o brilho, que depende do acetinado; a cor, obtida nos tratamentos químicos; e a opacidade, que varia de acordo com os processos de fabricação.

A classificação dos tipos de papel pode ser feita segundo diversos critérios, que habitualmente se relacionam a sua aplicação. Assim, catalogam-se os papéis para impressão em folhas que, destinadas à impressão com máquina, como no caso dos jornais e livros, apresentam superfície áspera e imprópria para escrita manual; acetinados, submetidos previamente à operação de calandragem ou passagem por cilindros que os tornam lisos e brilhantes, aptos para emprego na escrita; e as cartolinas, de maior espessura e diversas qualidades que permitem seu uso tanto na escrita como para envoltórios de melhor qualidade.

Entre os diversos tipos úteis de papel cabe citar o papel-moeda, feito de fibras têxteis e destinado à fabricação de dinheiro; o papel-carbono, empregado para cópias diretas por pressão; o papel pintado, usado em decoração para forrar paredes; o papel-filtro, muito poroso, usado para filtrar líquidos e na fabricação de coadores de café descartáveis; o papel crepom, enrugado, usado na confecção de flores artificiais e outros enfeites; o papel fotográfico, que tem uma das superfícies coberta de substância fotossensível, usado para cópias fotográficas; e o papel vegetal, transparente, usado para projetos arquitetônicos.

Fonte: www.cafebandeira.com.br

História do Papel

Os primeiros traços de hominídeos encontrados datam de aproximadamente quatro milhões de anos atrás. Tudo começou com Lucy, um fóssil de aproximadamente um metro de altura que apesar de se parecer mais com um macaco do que com o homem moderno, já caminhava ereto e tinha os polegares das mãos adaptados para segurar objetos.

A evolução do homem prosseguiu, mas é interessante ressaltar que nesses quase quatro milhões de anos que se passaram o homem continuou praticamente igual aos primeiros hominídeos, vivendo primitivamente em bandos nômades, morando em cavernas ou mesmo dormindo ao relento.

Apesar de o homem desenvolver a palavra, não havia registro gráfico do pensamento e dos fatos. Toda a experiência que um homem da pré-história acumulava na vida se perdia quando ele morria.

Há pouco menos de dez mil anos atrás, as primeiras formas de escrita começaram a ser desenvolvidas. Já era possível registrar as experiências e passá-las aos descendentes, fazendo assim, com que o conhecimento não se perdesse e se acumulasse de geração em geração. A trajetória do homem em direção ao conhecimento e à modernidade passou a andar cada vez mais rápido e em apenas dez mil anos o homem progrediu muito mais do que nos quatro milhões de anos passados na escuridão da ignorância. A que se deve este progresso?

À invenção da escrita, e ao livro, receptáculo de todo o conhecimento humano, feito de papel, este material que não se quebra, pouco pesa e é agradável aos olhos e ao manuseio.

Papel, uma simples invenção que mudou o mundo para muito melhor.

A ORIGEM DO PAPEL

A origem do papel data do ano 105 A. C.

Foram encontradas peças em escavações nos arredores da cidade de Hulam, na China. Presume-se que o inventor foi Ts'ai Lun, um alto funcionário da corte do imperador Chien-Ch'u, da dinastia Han (206 A.C. a 202 D.C.) contemporânea do reinado de Trajano em Roma. A transferência da invenção chinesa para os árabes ocorreu com a captura, pelos árabes, de artesãos chineses, e em Bagdá no final do século VIII (795 D.C.) já se conhecia a fabricação de papel.

A manufatura do papel artesanal acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa norte da África até a Península Ibérica. Em Xavita, 1085 D.C., foi instalado o primeiro moinho papeleiro da Europa, ainda na região dominada pelos mouros. Só depois que a fabricação de papel se instalou em Fabriano (Itália), em 1260, é que a produção de papel se disseminou por toda a Europa. Também se deve ao moinho de Fabriano a primeira marca d'água no papel.

A primeira máquina de fabricação de papel foi introduzida por Nicholas-Louis Robert, em 1797. Em 1809 John Dickinson fez a primeira máquina cilíndrica, iniciando o método moderno de fabricação de papel.

CRONOLOGIA DO PAPEL

105 A.C. - Origem do papel na China com Ts'ai Lun.
611 D.C. -
Instalam-se manufaturas do papel na Coréia.
794 -
Instala-se a fabricação de papel para o comércio, primeiro em Damasco, depois em Bagdá.
807 -
Produção de papel em Kioto, no Japão.
877 -
Nota-se a existência do papel sanitário.
900 -
O papel é fabricado no Egito pelos árabes.
950 -
O papel chega pela primeira vez na Espanha através de livros.
998 -
O papel moeda é o meio circulante da China.
1000 -
Dois árabes fazem uma escrita a respeito dos métodos de fabricação do papel.
1150/1151 -
Os árabes chegam à Espanha fixando-se numa região de Valencia (Xavita) sendo instalado o primeiro ponto de fabricação da Europa.
1282 - Introdução da marca d'água por Fabriano
: cruzes e círculos.
1285 -
Marca d'água na França: flor de Liz.
1309
- Início da utilização do papel na Inglaterra.
1320 -
Chegada do papel na Alemanha.
1390 -
Instalação da primeira indústria na Alemanha.
1405 -
Chegada do papel na região de Flandres, levado por um espanhol.
1450 -
Invenção da imprensa -Johannes Guttemberg e consequente procura por papel.
1550 -
Comercialização do papel de parede proveniente da China pelos espanhóis e holandeses em toda a Europa.
1809 -
Começa a fabricação de papel no Brasil, no "Andaraí Pequeno", Rio de Janeiro.
1920/1930 -
Importante década para o desenvolvimento do papel no Brasil.

Fonte: www.filiperson.com.br

História do Papel

Papiro: A planta sagrada dos egípcios

Hoje em dia, praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para produzir a celulose de forma rápida, econômica e sem provocar grandes danos ao meio ambiente.

E a presença do papel no nosso dia-a-dia é tão marcante que seria impossível imaginar a vida sem ele.

Mas nem sempre foi assim.

Antes da invenção do papel, o homem teve que usar de muita criatividade para se expressar por meio da escrita. Na Índia, por exemplo, eram utilizadas folhas de palmeiras. Os esquimós usavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China, os livros eram feitos com conchas e cascos de tartaruga.

Tudo começou a mudar quando os egípcios inventaram o papiro e o pergaminho, por volta de 2200 a.C.

Por sinal, a palavra papel é originária do latim papyrus, nome dado a um vegetal da família Cepareas, uma planta aquática existente no delta do Nilo. O mais interessante é que os egípcios consideravam essa planta sagrada, porque sua flor lembrava os raios do Sol, divindade máxima para esse povo.

Produção artesanal

O processo de produção do papiro é relativamente simples. Primeiro, corta-se o miolo do talo da planta em finas lâminas. Depois de secas em um pano, as lâminas são mergulhadas em água com vinagre, onde permanecem por seis dias para eliminar o açúcar. Novamente secas, elas são colocadas em fileiras horizontais e verticais, umas sobre as outras. Na seqüência, esse material é colocado entre dois pedaços de tecido de algodão e vai para uma prensa por mais seis dias. Com o peso, as finas lâminas se misturam e formam um pedaço de papel amarelado, pronto para ser usado.

Na verdade, o pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra, e tinha um custo muito elevado.

Muito da história do Egito foi transmitida pelos rolos de papiro encontrados nos túmulos dos nobres e faraós. O mais incrível é que, apesar de sua aparente fragilidade, milhares desses documentos chegaram legíveis e em bom estado até os dias de hoje.

Chineses inventam o papel moderno

Provavelmente, o papel já existia na China desde o século II a.C., mas o fato é que, segundo os historiadores, foi um oficial da corte chinesa chamado T’sai Lun quem anunciou oficialmente a invenção, no ano 105 d.C., comunicando sua descoberta ao imperador.

T’sai Lun fragmentou cascas de amoreira, pedaços de bambu, rami, redes de pescar, roupas usadas e cal, para ajudar no desfibramento, em uma tina com água.

Na pasta formada, submergiu uma fôrma de madeira revestida por um fino tecido de seda. Essa fôrma coberta de pasta era retirada da tina. Com a água escorrendo, surgia sobre a tela uma fina folha que era removida e estendida sobre uma mesa.

Essa operação era repetida diversas vezes, e as novas folhas eram colocadas sobre as anteriores, separadas por algum material. As folhas então eram prensadas para perder mais água e posteriormente colocadas uma a uma em muros aquecidos para a secagem. Essa técnica continua válida até hoje.

Apesar da importante descoberta, a técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos.

Nesse período, o uso do papel estendeu-se pelos quatro cantos do Império Chinês, acompanhando as rotas comerciais das grandes caravanas, mas a difusão da fabricação acontecia de forma lenta.

Por volta do século VI a.C. os chineses começaram a produzir um papel de seda branco próprio para pintura e para escrita. A única diferença para a produção original era a matéria-prima utilizada.

Árabes acabam com monopólio chinês

Um pequeno incidente histórico iria acabar definitivamente com o monopólio chinês do papel.

Segundo os historiadores, árabes instalados na antiga cidade de Samarkanda, aos pés das montanhas do Turquistão, aprisionaram dois chineses que sabiam como produzir papel e trocaram o segredo pela liberdade dos prisioneiros, no ano 751 d.C.

A partir daquele momento, a difusão do conhecimento sobre a produção do papel artesanal acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa norte da África até a Península Ibérica, principalmente com o início da produção de papel em Bagdá, em 795 d.C.

A técnica de fabricar papel evoluiu em um curto espaço de tempo com o uso de amido derivado da farinha de trigo para a colagem das fibras no papel e o uso de sobras de linho, cânhamo e outras fibras encontradas com facilidade para a preparação da pasta.

Difusão pela Europa

Os primeiros moinhos papeleiros europeus foram instalados na Espanha, em Xativa e Toledo, em 1085 d.C.

Quase simultaneamente, o papel foi introduzido na Itália. Depois, em 1184, ele chegou à França e então, lentamente, outros países começaram a estabelecer suas manufaturas nacionais. Desde essa época, a produção do papel passou a ser industrial.

Com a descoberta da América, encontrou-se um papel semelhante ao papiro produzido pelos maias e pelos astecas, chamado amatl. O processo de feitura difere do papiro, e o amatl é fabricado ainda hoje na cidade de San Pablito, no México.

Criação da imprensa aumenta demanda

Por volta do ano 1400, os livros, que eram escritos à mão, começaram a ficar cada vez mais acessíveis ao público, aumentando consideravelmente o consumo de papel.

Mas escrever à mão era um processo lento e trabalhoso, tanto para elaborar o original de uma obra como para reproduzi-la. Para isso, os chineses já haviam inventado a xilografia, técnica onde os sinais gráficos eram esculpidos em relevo em pranchas de madeira e aplicados sobre o papel como se fossem um carimbo.

Esse processo chegou à Europa e, em 1455, foi aperfeiçoado pelo alemão Johann Gutenberg (imagem acima), que criou tipos móveis feitos de metal, os quais podiam ser reagrupados para imprimir textos diferentes. Por essa razão, Gutenberg ficou conhecido como o "Pai da Imprensa". Sua descoberta aumentou vertiginosamente o consumo de papel.

Em meados do século XVII, os holandeses conseguiram o progresso mais importante na tecnologia da fabricação de papel.

Para driblar o problema da falta de força hidráulica na Holanda, os moinhos de papel passaram a ser acionados pela força dos ventos. No lugar dos moinhos de martelos, passaram a ser utilizadas as máquinas refinadoras de cilindros, batizadas de "holandesas". Essas máquinas refinadoras faziam, em apenas quatro ou cinco horas, a mesma quantidade de pasta que um antigo moinho de martelo demorava 24 horas para produzir.

Do século XIX até os dias de hoje

Quando a fabricação de papel cresceu em volume, a procura pela matéria-prima passou a ser um sério problema. Na época, eram usados sobretudo trapos velhos, mas as roupas disponíveis não eram suficientes para atender demanda e os soberanos proibiram as exportações.

Na busca de algo para substituir os trapos, Mathias Koops editou um livro em 1800 que foi impresso em papel de palha. Em 1884, Friedrich G. Keller fabricou pasta de fibras, utilizando madeira pelo processo de desfibramento, mas ainda juntando trapos à mistura. Mais tarde percebeu que a pasta obtida era formada por fibras de celulose impregnadas por outras substâncias da madeira, a lignina.

Procurando separar as fibras da celulose da lignina, foram sendo descobertos vários processos: como o processo sulfato (kraft), processo sulfito, processo de pasta mecânica e processo com soda. É importante destacar ainda a invenção do papel couché, em 1860.

Evolução

A introdução das novas semipastas foi um importante passo na eclosão de novos processos tecnológicos na fabricação de papel.

O uso de máquinas mais velozes (1.200 metros por minuto) e o uso do eucalipto (fibra curta) para a obtenção de celulose foram alguns dos aperfeiçoamentos mais importantes desta evolução tecnológica.

A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez em escala industrial no início dos anos 1960, e ainda era considerada uma novidade até a década de 70. Hoje, a madeira de eucalipto é a matéria prima mais utilizada na produção nacional de papel e celulose.

História do papel no Brasil

A primeira fábrica de papel foi instalada no Brasil entre 1809 e 1810 no Andaraí Pequeno, no Rio de Janeiro, por iniciativa dos industriais portugueses Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva. Outra fábrica apareceu no Rio de Janeiro montada por André Gaillard, em 1837, e, logo em seguida, em 1841, teve início a de Zeferino Ferraz, instalada na freguesia do Engenho Velho.

Depois de muita pesquisa em seu laboratório, o português Moreira de Sá anunciou a descoberta do papel de pasta de madeira. O primeiro produto impresso com esse método em sua fábrica foi um soneto de sua autoria, dedicado a D. João VI e Dona Carlota Joaquina.

Durante a Segunda Guerra Mundial, surgiu um grande problema: o Brasil não podia contar com as importações da celulose que vinham todas do exterior. Esse fato acabou por dar um novo impulso à fabricação nacional, que foi obrigada a procurar alternativas para substituir a celulose.

Hoje em dia, praticamente qualquer árvore pode servir como matéria-prima, mas as mais utilizadas são o vidoeiro, a faia, o choupo preto, o bordo e, principalmente, o eucalipto. Entretanto, dentre todas as espécies de árvores utilizadas no mundo para a produção de celulose, o eucalipto brasileiro é a que tem o menor ciclo de crescimento - somente sete anos.

Fonte: www.ksronline.com.br

História do Papel

Antes da invenção do papel, o homem se utilizava de diversas formas para se expressar através da escrita. Na Índia, eram usadas as folhas de palmeiras.

Os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca.

Na China escrevia-se em conchas e em cascos de tartaruga. As matérias primas mais famosas e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho. O primeiro, o papiro, foi inventado pelos egípcios e apesar de sua fragilidade, milhares de documentos em papiro chegaram até nos.

O pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra e tinham um custo muito elevado. Os Maias e os Astecas guardavam seus livros de matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas de "tonalamatl".

A palavra papel é originária do latim "papyrus".

Nome dado a um vegetal da família "Cepareas" (Cyperua papyrus). A medula dos seus caules era empregada, como suporte da escrita, pelos egípcios, há 2 400 anos antes de Cristo. Entretanto foram os chineses os primeiros a fabricarem o papel como o atual, começando a produção de papel a partir de fibras de bambu e da seda.

O surgimento, no Oriente

A invenção do papel feito de fibras vegetais é atribuído aos chineses. A invenção teria sido obra do ministro chinês da agricultura Tsai-Lun, no ano de 123 antes de Cristo.

A folha de papel fabricada na época seria feita pela fibra da Morus papyrifer ou Broussonetia papurifera, Kodzu e da erva chinesa "Boehmeria", além do bambu.

Por volta do ano 610 D.C., os monges coreanos Doncho e Hojo, enviados à China pelo rei da Coréia disseminaram o invento pela Coréia e também pelo Japão. Entre os prisioneiros que chegaram a Samarkand (Ásia Central), havia alguns que aprenderam as técnicas de fabricação.

O papel fabricado pelos samarkandos e coreanos, mais tarde, passaram a ser feitos com restos de tecidos, desprezando-se os demais materiais fibrosos. Por volta de 795 instalou-se em Bagdá (Turquia) uma fábrica de papel. A indústria floresceu na cidade até o século XV. Em Damasco (Síria), no século X, além de objetos de arte, tecidos e tapetes, se fabricava o papel chamado "carta damascena", que se exportava ao Ocidente.

Entrada pela Espanha

A fabricação estendeu-se logo às costas do norte da África, chegando até a Europa pela península Ibérica, onde por volta do ano 1150 os árabes a implantaram em Xativa (Espanha).

Os fabricantes de Játiva produziam papel de algodão no século XI. O material, de frágil consistência, a julgar pelas toscas mostras de épocas posteriores que se conservaram, revelam uma elaboração obtida com escassos elementos à base de algodão cru. Além de Játiva, outra cidade espanhola a dominar a produção do papel foi Toledo, onde era fabricado o papel chamado "toledano".

Os próprios árabes chegaram a importar o papel fabricado na Espanha nos séculos IX e X, mas o uso generalizado do papel espanhol só aconteceu no século XIII. Há registros, ainda que controversos, da produção de papel em Valencia, Gerona e Manresa, no período. No século XIV, a indústria se estende às regiões de Aragão e Catalunha, embora ainda fosse muito utilizado o pergaminho de pele.

O surgimento da imprensa

A partir da invenção da imprensa, o aumento de consumo fez com que aumentassem o número de moinhos papeleiros. Se o aumento da produção tipográfica, por um lado consumia infinitamente mais papel que antes, no tempo dos copistas, a necessidade de importar implicava, para os países consumidores, maior dificuldade em produzir, já que os navios que traziam o papel fabricado em Flandres ou na Itália, levavam restos de tecidos usados para seus países.

Diversos países chegaram a proibir a exportação de trapos, sem o que a indústria nacional do papel não conseguia elevar a produção para atender o consumo, sempre crescente.

Outros países da Europa

Na Alemanha, remonta ao fim do século XII as primeiras iniciativas na produção do papel. As cidades pioneiras foram Kaufheuren, em 1312; Nuremberg, em 1319 e Augsburgo, em 1320. Seguem-se Munich, Leesdorf e Basiléia, que também implantam no mesmo século as suas fábricas, geralmente em decorrência da demanda proporcionada pelas tipografias ligadas à Igreja e às Universidades.

Na França, onde já se fabricava papel artesanalmente desde o ano de 1248, o primeiro moinho surge na cidade de Troyes, em 1350. Na Inglaterra, o papel só começa a ser produzido industrialmente em 1460, na cidade de Steuenage e quase um século depois (1558), em Dartford.

Na Itália já se fabricava papel desde o ano de 1200, em Fabriano, onde fora introduzido por Pace. Há ainda quem afirme que o primeiro fabricante seria Bernardo de Praga, enquanto outros sustentam que a primazia caberia ao mestre Polese, a quem se atribui, também, a inovação da substituição do algodão pela pasta de linho.

As cidades italianas, que importavam o papel no século XIII, passaram a ser abastecidas, já no século XIV, pelos papeleiros de Fabriano, Pádia e Caller, onde a indústria estava bastante desenvolvida. Antes de 1500 já se contavam indústrias em Sabóia, Lombardo, Tosca e Roma.

Até o final do século XVIII, a fabricação do papel era totalmente artesanal. Os moinhos de papel eram oficinas primitivas, e as folhas de papel eram feitas uma a uma, em quantidades bastante reduzidas. A indústria surge apenas quando é possível mecanizar o processo.

O fato que deu o grande impulso à fabricação do papel foi, sem dúvida, a invenção da imprensa e logo a Reforma, com o grande ressurgimento intelectual que desenvolveu-se em todo o período do Renascimento.

A este fator seguiu-se, depois, a máquina de fabricar papel contínuo. Um operário francês Louis Robert obteve, em 1799, patente para uma máquina agitadora quem em 1800 foi vendida para Didot, o diretor da fábrica de Saint-Leger. Juan Gamble a patente para a Inglaterra e a explorou em sociedade com Fourdrinier e Donkin, aperfeiçoando-se muito a máquina.

O papel nas Américas

A primeira fabrica de papel nos Estados Unidos foi estabelecida em 1690 por Guillermo Rittenhousa em Germantown, Pensilvânia, onde a matéria prima essencial era fornecida pela população (trapos de algodão e linho) e a água era abundante. Por volta de 1800, existiam mais de 180 fábricas de papel nos Estados Unidos, e os trapos de tecido tornavam-se escassos (e caros). O primeiro jornal dos Estados Unidos em papel de polpa de madeira foi impresso 1863, em Boston, Massachusets (Boston Weekly Journal).

No Brasil

A primeira fábrica de papel no Brasil surge com a vinda da família real portuguesa. Localizada no Andaraí Pequeno (RJ), foi fundada entre 1808 e 1810 por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva. Em 1837 surge a indústria de André Gaillar e, em 1841, a de Zeferino Ferrez.

O papel é uma das grandes invenções do homem, sendo feito a partir de polpa de madeira, farrapos ou outras substâncias fibrosas. A indústria moderna utiliza basicamente a fibra de celulose, obtida a partir das paredes celulares das plantas, principalmente de árvores de madeira branca. Inicialmente denominado papiro, o predecessor mais antigo do papel foi desenvolvido no Egito, 300 anos antes de Cristo.

A palavra papel vem do grego pápyros, através do latim papyru e do catalão paper. Era feito a partir do entrelaçamento de juncos, que depois eram molhados, batidos e colocados para secar, virando um material sobre o qual se escrevia, e depois se enrolava para guardar .

A invenção do papel com características próximas às que conhecemos, no entanto, é atribuída aos chineses, por volta do ano 105, século 2 da era cristã. A reciclagem de fibras secundárias é tão antiga quanto a própria descoberta do papel. Desde o ano 105, papéis usados podem ser reconvertidos em polpa para gerar produtos de qualidade menos refinada, como, atualmente, os miolos das caixas de papelão, cartões e papéis de embalagens.

A fabricação de papel com uso de aparas gasta 10 a 50 vezes menos água do que no processo tradicional que usa celulose virgem, além de reduzir o consumo de energia pela metade.

Durante séculos, a Europa importou papel do Oriente Médio. Só no século 12 os espanhóis aprenderam a técnica com os árabes. A Inglaterra iniciou a fabricação de papel no final do século 15. Nas Américas, a primeira fábrica começou a funcionar no final do século 17.

ATIVIDADE RENTAVEL

O início da fabricação do papel no Brasil foi incentivado com a vinda de D. João VI para o Rio de Janeiro, em 1808. Em 1809, o frei José da Conceição Veloso, botânico, foi o precursor da produção nacional, utilizando a embira (um arbusto) como matéria-prima. Por volta de 1810, Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva construíram uma fábrica no Andaraí Pequeno (RJ). Seguiram-se outras fábricas, também no Rio de Janeiro, em 1820, 1835 e 1840.

Em 1841, instalou-se uma fábrica em Engenho da Conceição da Bahia, que utilizava troncos de bananeira para fazer papel jornal. No entanto, em função da concorrência do papel importado, que era o grande obstáculo à indústria nacional, as fábricas encerraram suas atividades. Por volta de 1850, surgiram outras fábricas brasileiras, mas todas tiveram dificuldades para sobreviver. O setor só teve um período importante de desenvolvimento entre 1920 e 1930. Apenas após a II Guerra surgiria, das fábricas da família Klabin, o papel de imprensa produzido no Brasil, a partir da utilização de recursos naturais nacionais.

Fonte: Grande Enciclopédia Larousse Cultural

História do Papel

Antes da invenção do papel, o homem se utilizava de diversas formas para se expressar através da escrita. Na Índia, eram usadas as folhas de palmeiras. Os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China escrevia-se em conchas e em cascos de tartaruga. As matérias primas mais famosas e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho.

O primeiro, o papiro, foi inventado pelos egípcios e apesar de sua fragilidade, milhares de documentos em papiro chegaram até nós. O pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra e tinham um custo muito elevado. Os Maias e os Astecas guardavam seus livros de matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas de "tonalamatl".

A palavra papel é originária do latim "papyrus".

Nome dado a um vegetal da família "Cepareas" (Cyperua papyrus). A medula dos seus caules era empregada, como suporte da escrita, pelos egípcios, há 2 400 anos antes de Cristo. Entretanto foram os chineses os primeiros a fabricarem o papel como o atual, começando a produção de papel a partir de fibras de bambu e da seda.

A INVENÇÃO DO PAPEL

A invenção do papel – com fibras vegetais - é atribuído a um oficial do tribunal chinês, Cao Lun, 105 A C.

A primeira fábrica de papel foi instituída em Tsai Lun, China, no mesmo ano. A técnica de produção de papel foi mantido em segredo pelos chineses, por cerca de 500 anos. Os japoneses conheceram-no no século VII, e já em 770 produziram a primeira publicação - uma oração budista impressa em bloco batido - técnica do carimbo, do qual editaram cerca de 1.000.000 de exemplares.

A tecnologia para a fabricação do papel chinês, manual e em pequenas folhas, foi conhecida pelos europeus depois que os árabes venceram os chineses em Samarcanda, 751 da nossa era.

Os árabes, que ali aprenderam a confecção do papel começaram a fabricá-lo e a usá-lo intensivamente, ainda nesse estado de fabricação primitivo. Levaram os segredos da fabricação para a Espanha, quando mouros invadiram a península Ibérica no século IX. Depois que os mouros perderam o domínio territorial na Catalunha, Espanha, o segredo de fabricação disseminou-se pela Europa.

A introdução do papel na administração pública árabe iniciou-se sob o reinado do califa Arun Al Rashid - o das Mil e uma Noites - para evitar falsificações de documentos, porque o pergaminho era mais fácil de ser fabricado que o papel.

História do Papel

Fabricação de papel feita pelos antigos chineses

O papel começou a ser fabricado fora da jurisdição árabe, japonesa e chinesa, na Itália, em Fabriano, em 1276.

O papel começou a substituir paulatinamente o pergaminho. Na França, a fabricação iniciou-se em 1348, na Alemanha em 1390 e na Inglaterra, em 1494. Um bom trabalhador não podia fazer mais de 750 folhas por dia. Isso explica o alto valor de todas as peças literárias da época e seu pouco uso.

O processo de fabricação continuou artesanal e moroso até ao séc. XVIII, quando em dezembro de 1798, o francês Louis-Nicolas Robert, patenteou uma máquina para fazer "papel de grande comprimento" ou "fitas de papel".

Robert, ao inventar a máquina capaz de produzir um papel com 12 a 15 metros de comprimento por cerca de 40 cm de largura, era empregado de um impressor famoso: Didot.

Este comprou-lhe a patente, mas não conseguiu viabilizar inteiramente o invento.

O cunhado de Didot, um inglês, roubou-lhe o desenho da máquina e, de regresso à Inglaterra, comercializou o invento. Dois industriais ingleses, Henry de Fourdriner e seu irmão, aperfeiçoaram o invento transformando-o numa máquina de confecção cilíndrico.

O processo de fabricação foi sendo constantemente aperfeiçoado, sendo que, atualmente, máquinas de papel podem facilmente produzir mais de 1000 metros de papel por minuto e por processos completamente diferentes que aqueles.

A primeira fábrica de papel no Brasil surge com a vinda da família real portuguesa. Localizada no Andaraí Pequeno (RJ), foi fundada entre 1808 e 1810 por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva. Em 1837 surge a indústria de André Gaillar e, em 1841, a de Zeferino Ferrez

A fabricação do papel em rolos contínuos, já numa escala industrial, iniciou a revolução cultural do Ocidente que revolucionou o mundo e ainda o estamos vivenciando.

A invenção dos tablóides na Inglaterra e nos Estados Unidos se deveu à maior facilidade de produzir papel por volta de 1860, não mais em folhas, mas em rolos enormes. Só a partir da industrialização do processo de fabricação de papel é que surgiram livros, jornais e revistas, num processo cada vez mais democratizado em que se difundiu desde então, a cultura generalizada, a ciência, a fé, o terror e a publicidade impressa.

Octávio Eduardo Mourão de Freitas

Fonte: bancasantarosa.com

História do Papel

Papiro: A planta sagrada

Muito da História do Egito nos foi transmitido pelos rolos de papiro encontrados nos túmulos dos nobres e faraós. Foram os egípcios que, por volta de 2200 antes de Cristo, inventaram o papiro, espécie de pergaminho e antepassado do papel.

Papiro é uma planta aquática existente no delta do Nilo. Seu talo em forma piramidal chega a ter de 5 a 6 metros de comprimento. Era considerada sagrada porque sua flor, formada por finas hastes verdes, lembra os raios do Sol, divindade máxima desse povo.

O miolo do talo era transformado em papiros e a casca, bem resistente depois de seca, utilizada na confecção de cestos, camas e até barcos.

Para se fazer o papiro, corta-se o miolo do talo - que é esbranquiçado e poroso - em finas lâminas. Depois de secas em um pano, são mergulhadas em água com vinagre onde permanecem por seis dias para eliminar o açúcar. Novamente secas, as lâminas são dispostas em fileiras horizontais e verticais, umas sobre as outras.

Esse material é colocado entre dois pedaços de tecido de algodão e vai para uma prensa por seis dias. Com o peso, as finas lâminas se misturam e formam um pedaço de papel amarelado, pronto para ser usado.

O Papel na China

No século II, a China começou a produzir papel para escrita com fibras de cânhamo ou de casca de árvore. Segundo os registros da "História do Período Posterior da Dinastia Han" do século V, o marquês TSai Lun (?-125) dos Han do Este (25-220 D.C.) produziu papel a partir de 105 D.C com materiais baratos - casca de árvore, extremidades de cânhamo, farrapos de algodão e redes de pesca rasgadas. O uso do papel vulgarizou-se, a partir de então; e o papel era conhecido entre o povo como "papel TSai Lun".

A partir de então, o papel começou a substituir o bambu, madeira e seda. Nos séculos seguintes, os processos tecnológicos e equipamentos para a produção de papel desenvolveram-se mais ainda.

O papel e métodos de fabricação deste material foram primeiramente introduzidos no Vietnam e Coreia: e depois da Coreia para o Japão.

Os países árabes aprenderam com a China a produzir papel nos meados do século VIII, e dali a técnica expandiu para a Europa e o resto do mundo.

O Papel no Japão

Feitura de papel a mão no Japão

Hoje, como antigamente, fazer papel a mão, no Japão, é frequentemente realizado como uma fonte de renda fora da estação pelos pequenos fazendeiros que vivem em aldeias nas montanhas, onde há pouca terra para cultivo de arroz mas uma abundância de boa água limpa nos riachos.

Quando o fim do ano chega e a colheita do arroz acaba, esses fazendeiros invariavelmente se ocupam com a feitura de papel. Em um certo sentido, o trabalho é hereditário, sendo desempenhado em uma pequena escala, em casa, pelos membros capazes de cada família. Os métodos empregados são antiquíssimos e têm sido passados através de gerações sucessivas com pequenas mudanças.

A estação para fazer papel difere de acordo com as localidades nas quais ele é feito. Ela geralmente começa no fim de novembro ou início de dezembro e termina em abril ou maio do ano seguinte. Nesta época do ano os fazendeiros que fazem papel como trabalho paralelo encontram-se muito ocupados pois eles têm muito o que fazer no transplante de mudas de arroz e na criação de bicho-da-seda.

Matérias-primas para papel japonês

Seja feito a mão ou a máquina muitos papéis japoneses usam fibras vegetais como matéria-prima. Entre essas fibras o gampi, kozo e mitsumata constituem o trio principal de materiais.

Papel de gampi é considerado nobre; o de kozo, forte; e o de mitsumata, delicado.

Para fazer papel japonês é comum usar um material muscilaginoso vegetal que é comumente chamado neri. Há vários tipos de neri, o mais comum é o tororo, uma substância proveniente das raízes do crescimento do primeiro ano da planta tororo, que é um tipo de malvácea.

A função do tororo é fazer com que as fibras flutuem uniformemente na água. Outra função é retardar a velocidade de drenagem resultando assim uma folha de papel melhor formada.

O Papel no Mundo

O papel tem sua história ligada a legitimos e nobres ascendentes. Além das placas de argila, ossos, metais, pedras, peles, o homem escreveu, desenhou, e pintou em papiro, sobre o líber e logo a seguir em pergaminho.

O mais antigo papiro já encontrado data por volta de 2200 a.C., e pertence ao Museu Britânico; o papiro foi o suporte de escrita de uso corrente até os primeiros séculos da era Cristã, em toda Europa, regiões asiáticas, e naturalmente, África, de onde se originou.

O pergaminho tornou-se o principal suporte de escrita durante quase toda a idade Média. Havia ainda o palimpseto, cuja palavra designa o pergaminho já usado e reaproveitado. O fenômeno do reaproveitamento do papiro repetia-se assim, com relação aos pergaminhos.

Com a introdução do papel na Europa, os outros suportes de escrita e desenho desapareceram, restando a lembrança do papiro, na palavra papel, paper, papier. Foi longa e lenta a rota do papel a partir da sua invenção em 105 d.C. por T'sai Lun.

O papel só conseguiu atingir a Europa 10 séculos mais tarde, por caminhos tortuosos e difíceis. Os árabes o produziam, comercializavam-no, e o transportavam da Ásia pelo norte da África, e de Alexandria, Trípoli e Tunísia, faziam-no chegar à Espanha, e em seguida à França.

Outros países que produzem papel artesanal de maneira rudimentar e ancestral são: Índia, Paquistão, Nepal, Tibet, etc.

Com a descoberta da América, encontrou-se um papel semelhante ao papiro produzido pelos Maias e pelos Aztecas chamado Amatl. O processo de feitura difere do papiro, e é fabricado ainda hoje na cidade de San Pablito, México, e constitui fonte de renda para seu povo.

O Liber, palavra latina, é a entre-casca de árvore usada para fazer papel dando origem a palavra Livro. Era uso escrever-se em folhas de plantas na China, daí a origem da expressão 'folha de papel'. A palavra grega Biblos era a designação feita a várias folhas escritas sobre papiro, originando assim a palavra Bíblia.

O Papel no Brasil

Papel artesanal no século XIX

A primeira fábrica de papel no Brasil entre 1809 e 1810 no Andaraí Pequeno (Rio de Janeiro), foi construída por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva, industriais portugueses transferidos para o Brasil. Deve ter começado a funcionar entre 181O e 1811, e pretendia trabalhar com fibra vegetal. Outra fábrica aparece no Rio de Janeiro, montada por André Gaillard em 1837 e logo em seguida em 1841, tem início a de Zeferino Ferraz, instalada na freguesia do Engenho Velho.

O português Moreira de Sá proclama a precedência da descoberta do papel de pasta de madeira como estudo de seu laboratório, e produto de sua fábrica num soneto de sua autoria, dedicado aos príncipes D. João e Dona Carlota Joaquina impresso na primeira amostra assim fabricado.

"A química e os desejos trabalharam
não debalde, senhor, que o fruto é este
outras nações a tanto não chegaram."

A vinda de Moreira de Sá ao Brasil coincide com as experiências de Frei Velozo em 1809 quando produziu o papel de imbira e experimentava seu fabrico com outras plantas.

Fonte: www.comofazerpapel.com.br

História do Papel

O papel é considerado o principal suporte para a difusão da escrita, da informação e de todo o conhecimento humano.

Antes do descobrimento do papel, o homem utilizou os mais diferentes materiais para o registro de sua existência, tais como folhas, cascas de árvores, couro, tecidos, pedras, barro e metais.

O papel surgiu na China no início do século II, inventado por T'Sai Lum, um oficial da Corte que teria fabricado o papel a partir de córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de redes de pesca. Depois dessa invenção, o mundo não seria mais o mesmo.

Curiosamente, o papel levou muito tempo até chegar ao Ocidente: antes foi largamente difundido entre os árabes, que instalaram a primeira fábrica de papéis na Europa, após a invasão da península Ibérica, mais precisamente na cidade de Játiva, na Espanha, em 1150.

Os papéis são fabricados com a polpa de fibras vegetais, procedentes de várias espécies como o eucalipto, algodão e outros. Os papéis mais comuns são feitos de fibras de madeira, enquanto os mais nobres são produzidos com fibras de algodão ou linho.

A madeira é transformada em pasta de celulose por meio de processo mecânico ou químico, sendo esta última de melhor qualidade, também chamada de celulose alfa. Para transformá-la em papel, esta pasta é misturada à água, formando uma mistura líquida e homogênea.

Em alguns tipos de papéis, outros componentes são adicionados à pasta, como cola, pigmentos e agentes conservantes. A qualidade das fibras utilizadas, juntamente com estes componentes, determina a qualidade do papel.

Para passar do estado de pasta, formando a folha de papel, a maior parte da água é retirada através da aplicação de muitos tipos de rolos de pressão e inicia-se a formação da folha ainda úmida.

O processo de secagem da folha se dá a quente, ou ao ar livre, como ocorre com alguns papéis artísticos.

Fonte: www.canson.com.br

História do Papel

Desde os primórdios da humanidade que o Homem desenha as suas memórias visuais.

Antes do fabrico do papel, muitos povos utilizaram formas curiosas de se expressarem através da escrita. Na Índia, usavam-se folhas de palmeiras, os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca, na China os livros eram feitos com conchas e carapaças de tartaruga e posteriormente em bambu e seda. Entre outros povos era comum o uso da pedra, do barro e até mesmo da casca das árvores.

As matérias primas mais famosas e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho.

O papiro foi inventado pelos egípcios e os exemplares mais antigos datam de 3.500 a.C. Até hoje, as técnicas de preparação do papiro permanecem pouco claras, sabendo-se, apenas, que era preparado à base de tiras extraídas de uma planta abundante no Rio Nilo. O pergaminho era muito mais resistente do que o papiro, pois era produzido a partir de peles tratadas de animais, geralmente de ovelha, cabra ou vaca.

Os chineses foram os primeiros a fabricar papel com as características que o atual possui, isto nos últimos séculos antes de Cristo. Por volta do século VI a.C. sabe-se que os chineses começaram a produzir um papel de seda branco, próprio para a pintura e para a escrita.

Em 105 d.C., por ordem do imperador chinês Chien-ch'u, T'sai Lun produziu uma substância feita de fibras da casca da amoreira, restos de roupas e cânhamo, humedecendo e batendo a mistura até formar uma pasta. Usando uma peneira e secando esta pasta ao sol, a fina camada depositada transformava-se numa folha de papel. O princípio básico deste processo é o mesmo usado até hoje. Esta técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos.

Tudo parece indicar que a partir do ano 751, os árabes tomaram contato com a produção deste novo material e começaram a instalar diversas fábricas de produção de papel. A partir daquele momento os conhecimentos da produção do papel expandiram-se ao longo da costa norte de África até a Península Ibérica.

Data de 1094 a primeira fábrica de papel em Xativa, Espanha.

A partir daí, na Europa, começa-se a alastrar a arte de produzir papel. Curiosamente, a ideia de fazer papel a partir de fibras de madeira foi perdida algures neste percurso, pois o algodão e os trapos de linho foram transformados na principal matéria prima utilizada.

Apenas em 1719, o francês Reamur sugeriu o uso da madeira, em vez dos trapos. Mas apenas em 1850 foi desenvolvida uma máquina para moer madeira e transformá-la em fibras. As fibras eram separadas e transformadas no que passou a ser conhecido como "pasta mecânica" de celulose. Em 1854 é descoberto na Inglaterra um processo de produção de pasta celulósica através de tratamento com produtos químicos, surgindo a primeira "pasta química".

As primeiras espécies de árvores usadas na fabricação de papel em escala industrial foram o Pinheiro, o abeto, o vidoeiro, a faia, o choupo preto e o eucalipto.

A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez, em escala industrial, no início dos anos 60, e ainda era considerada uma "novidade" até a década de 70. Entretanto, de entre todas as espécies de árvores utilizadas no mundo para a produção de celulose, o eucalipto é a que tem o ciclo de crescimento mais rápido e por isso tornou-se a principal fonte de fibras para a produção do papel.

Graças à madeira, o papel foi convertido de um artigo de luxo, de alta qualidade e baixa produção, num bem produzido em grande escala, a preços acessíveis, mantendo uma elevada qualidade.

Fonte: opapeldopapel.no.sapo.pt

História do Papel

Das paredes de rocha das cavernas ao atual papel de escrita, percorreu-se um longo caminho no registo das experiências humanas.

Conheça uma história que moldou a história da comunicação.

Desde os primórdios da humanidade que o Homem desenha as suas memórias visuais. São exemplo destas memórias as cenas de caça encontradas nas paredes das cavernas onde o homem primitivo se abrigava.

Antes do fabrico do papel, muitos povos utilizaram formas curiosas de se expressarem através da escrita. Na Índia, usavam-se folhas de palmeiras, os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca, na China os livros eram feitos com conchas e carapaças de tartaruga e posteriormente em bambu e seda.

Entre outros povos era comum o uso da pedra, do barro e até mesmo da casca das árvores. Os Maias, por exemplo, guardavam os seus conhecimentos em matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas de "tonalamatl".

As matérias primas mais famosas e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho. O papiro foi inventado pelos egípcios e os exemplares mais antigos datam de 3.500 a.C. Até hoje, as técnicas de preparação do papiro permanecem pouco claras, sabendo-se, apenas, que era preparado à base de tiras extraídas de uma planta abundante no Rio Nilo.

Essas tiras eram colocadas em ângulos retos, molhadas, marteladas e coladas. Apesar da sua fragilidade, milhares de documentos em papiro chegaram até nós. O pergaminho era muito mais resistente do que o papiro, pois era produzido a partir de peles tratadas de animais, geralmente de ovelha, cabra ou vaca.

Entretanto, foram os chineses os primeiros a fabricar papel com as características que o atual possui. Descobertas recentes de papéis em túmulos chineses muito antigos, mostraram que na China ele foi fabricado desde os últimos séculos antes de Cristo. Por volta do século VI a.C. sabe-se que os chineses começaram a produzir um papel de seda branco, próprio para a pintura e para a escrita.

Em 105 d.C., o imperador chinês Chien-ch'u, irritado por escrever sobre seda e bambu, ordena ao seu oficial da Corte T'sai Lun que inventasse um novo material para a escrita. T'sai Lun produziu uma substância feita de fibras da casca da amoreira, restos de roupas e cânhamo, humedecendo e batendo a mistura até formar uma pasta. Usando uma peneira e secando esta pasta ao sol, a fina camada depositada transformava-se numa folha de papel.

O princípio básico deste processo é o mesmo usado até hoje. Esta técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos.

O uso do papel estendeu-se até aos confins do Império Chinês, acompanhando as rotas comerciais das grandes caravanas. Tudo parece indicar que a partir do ano 751, os árabes, ao expandirem a sua ocupação para o Oriente, tomaram contato com a produção deste novo material e começaram a instalar diversas fábricas de produção de papel.

No entanto, utilizavam quase exclusivamente trapos, pois era-lhes difícil obter outros materiais fibrosos. A partir daquele momento a difusão do conhecimento sobre a produção do papel acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa norte de África até a Península Ibérica.

Data de 1094 a primeira fábrica de papel em Xativa, Espanha, e por volta de 1150 a fábrica de Fabriano, em Itália.

A partir daí, na Europa, começa-se a disseminar a arte de produzir papel: França em 1189, Alemanha em 1291 e Inglaterra em 1330.

Curiosamente, a ideia de fazer papel a partir de fibras de madeira foi perdida algures neste percurso, pois o algodão e os trapos de linho foram transformados na principal matéria prima utilizada.

No fim do século XVI, os holandeses inventaram uma máquina que permitia desfazer trapos, desintegrando-os até ao estado de fibra.

Apenas em 1719, o francês Reamur sugeriu o uso da madeira, em vez dos trapos, pois existia uma forte concorrência entre as fábricas de papel e a indústria têxtil, o que dificultava a obtenção e encarecia a principal matéria prima usada na época: o algodão e o linho.

Ao observar que as vespas mastigavam madeira podre e empregavam a pasta resultante para produzir uma substância semelhante ao papel na contrução dos seus ninhos, Reamur percebeu que a madeira seria uma matéria prima alternativa. Mas apenas em 1850 foi desenvolvida uma máquina para moer madeira e transformá-la em fibras.

As fibras eram separadas e transformadas no que passou a ser conhecido como "pasta mecânica" de celulose. Em 1854 é descoberto na Inglaterra um processo de produção de pasta celulósica através de tratamento com produtos químicos, surgindo a primeira "pasta química".

A partir daqui, a indústria do papel ganhou um grande impulso com a invenção das máquinas de produção contínua e do uso de pastas de madeira.

As primeiras espécies de árvores usadas na fabricação de papel em escala industrial foram o pinheiro e o abeto das florestas das zonas frias do norte da Europa e América do Norte.

Outras espécies - o vidoeiro, a faia e o choupo preto nos Estados Unidos e Europa Central e Ocidental, o pinheiro do Chile e Nova Zelândia, o eucalipto no Brasil, Espanha, Portugal, Chile e África do Sul - são hoje utilizadas na indústria de papel e celulose.

A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez, em escala industrial, no início dos anos 60, e ainda era considerada uma "novidade" até a década de 70. Entretanto, de entre todas as espécies de árvores utilizadas no mundo para a produção de celulose, o eucalipto é a que tem o ciclo de crescimento mais rápido e por isso tornou-se a principal fonte de fibras para a produção do papel.

Graças à madeira, o papel foi convertido de um artigo de luxo, de alta qualidade e baixa produção, num bem produzido em grande escala, a preços acessíveis, mantendo uma elevada qualidade.

Fonte: www.naturlink.pt

História do Papel

História

Os registros pré-históricos de desenhos e sinais nas pedras e cavernas foram o início de uma história contínua que retrata a cultura e os hábitos de cada sociedade.

Na Antiguidade, o povo egípcio desenvolveu uma forma de utilizar o junco ( papiro), ensopando-o com água e sovando até obter uma forma de pergaminho, com espessura semelhante a um tecido.

Mas o papel, tal como o conhecemos hoje, teve origem na China: misturando cascas de árvores e trapos de tecidos. Depois de molhados, eram batidos até formarem uma pasta. Esta pasta, depositada em peneiras para escorrer a água, depois de seca tornava-se uma folha de papel.

Ainda hoje os trapos de algodão e linho são utilizados por alguns países na fabricação de papéis resistentes, como o papel-moeda.

Os árabes assimilaram a técnica e a espalharam na Península Ibérica, quando a conquistaram (isto se iniciou lá por 1300). Os demais países europeus só a conheceram por volta dos séculos XIII e XIV.

Graças ao trabalho de copiar manuscritos, na Idade Média, em formas artesanais de papel, foi possível conservar os mais importantes registros da história da humanidade até então. Com a invenção da "imprensa", permitindo a impressão por linotipos em papel, a disseminação da informação passou a ser muito mais veloz e acessível a todos, e a Revolução Industrial impulsionou ainda mais essas mudanças; hoje o papel talvez seja o produto mais utilizado e corriqueiro.

Composição

O papel é formado por milhões de fiapos que vêm de plantas, que chamamos de FIBRAS. (você pode fazer uma experiência simples, rasgando uma folha de papel e observando a borda). Existem vários tipos de papel. Ele pode variar em peso, espessura, entre outras coisas.

Mas é sua estrutura porosa, semelhante a algumas rochas (como a pedra pome), que lhe dá características especiais, diferenciando-o dos tecidos de algodão.

Tipos de Papel

TIPOS APLICAÇÕES
Cartões perfurados Cartões para computação de dados
Branco Papéis brancos de escritório, manuscritos, impressos, cadernos usados sem capas;
Kraft Sacos de papel para cimento, sacos de papel de pão;
Jornais Jornais;
Cartolina Cartão e cartolina;
Ondulado Caixa de papelão ondulado;
Revistas Revistas;
Misto Papéis usados mistos de escritórios, gráficas, lojas comerciais, residências;
Tipografia Aparas de gráficas e tipografias

Produção

Atualmente, a maior parte dos papéis (cerca de 95%) é feita a partir do tronco de árvores cultivadas; as partes menores, como ramos e folhas, não são aproveitadas, embora as folhas e galhos possam também ser utilizados no processo. No Brasil o eucalipto é a espécie mais utilizada, por seu rápido crescimento, atingindo em torno de 30 m de altura em 7 anos.

Reciclagem

Os papeis usados, juntamente com rebarbas de papéis que sobram das indústrias, são chamados de aparas e são a matéria-prima para a produção de novos artefatos no processo de reciclagem. Alguns produtos podem ser feitos com 100% de papel reciclado, já outros ainda necessitam da adição de fibras virgens.

No processo, as aparas são limpas, descoloridas e alvejadas (em alguns casos). Após esta etapa obtém-se a pasta celulósica que precisa ser refinada e, em alguns casos, adicionada de fibras virgens.

O QUE PODE SER RECICLADO

Caixa de papelão ondulado
Jornais e revistas
Fotocópias
Folhas de caderno
Envelopes
Formulários de computador
Provas
Caixas em geral
Rascunhos
Aparas de papel
Cartazes velhos
Papel de fax

NÃO-RECICLÁVEIS

Papel Engordurado
Carbono
Celofane
Papel Plastificado
Papel Parafinado (fax)
Papel Metalizado
Papel Laminado
Papel Toalha e Higiênico
Guardanapo com Comida
Papel Vegetal
Papel Siliconizado
Papéis sanitários
Etiqueta adesiva
Fita crepe
Guardanapos usados
Tocos de cigarro

Observação importante: os papéis combinados com outros materiais (plastificados, metalizados, papel carbono, etc), ou muito sujos de graxa, gordura, alimentos, e também os papéis higiênicos, não devem ser misturados com os recicláveis, devendo ser descartados como lixo orgânico

PAPELÃO ONDULADO

A caixa de papelão ondulado tornou-se uma das mais importantes e conhecidas embalagens nas últimas décadas. Resistente, leve e de fácil obtenção, tem a maior parte de sua produção - cerca de 80% - advinda da recuperação do papel velho. A produção mundial de 1998 foi de 1 bilhão e 600 milhões de toneladas, com uma taxa de reciclagem de 71,6%, uma das maiores do mundo se comparada a outras embalagens.

Dentre seus maiores consumidores estão as indústrias de produtos alimentícios e bebidas, eletrodomésticos, fruticultura e avicultura.

O papelão é reciclado no Brasil há muitas décadas e tem reaproveitado mais de 1,6 milhão de toneladas de aparas de papel velho por ano.

No entanto, muito se desperdiça: o papelão ainda representa cerca de 5% dos resíduos sólidos urbanos coletados.

Composição Diferente de outras caixas de papelão, a caixa de papelão ondulado é feita de várias combinações de papéis que compõem a capa e o miolo - papel-capa e papel-miolo. São realizados diversos testes físicos, quanto ao desempenho que se deseja da embalagem.

Reciclagem

Para enviar as embalagens de papelão para a reciclagem, é necessário:

1. Desmontar a caixa, obedecendo aos vincos das dobras, a fim de diminuir o volume e facilitar o armazenamento.
2.
Retirar, se possível, quaisquer adesivos, fitas e/ou grampos, para reduzir a quantidade de elementos contaminantes do processo.

Na reciclagem do papelão ondulado, o aparista ou papeleiro tem grande importância; é ele o responsável pela triagem e qualidade do material destinado às indústrias recicladoras.

Reaproveitamento

As fibras de melhor qualidade são utilizadas para o papel-capa, isto é, para as partes externas. As de qualidade inferior servem para produzir o papel-miolo.

Dependendo das características do produto a ser embalado, são utilizados diferentes acessórios, os quais complementam a proteção para estocagem ou transporte; são os separadores, tabuleiros, divisões, reforços de canto, etc.

A reutilização dessas embalagens já é tradicional no Brasil. Os supermercados e atacadistas, que são grandes usuários, formam a rede de reaproveitamento existente. Faz parte da rotina de transporte e distribuição recolhê-las de volta devidamente desmontadas e acondicionadas.

FIQUE POR DENTRO:

O papel é largamente utilizado no mundo inteiro e corresponde a aproximadamente 20% dos resíduos produzidos pelo brasileiro.

Mesmo na era da informática sua produção e consumo para impressão e escrita praticamente dobrou nos últimos dez anos (1993-2003):

Para ficar branquinho o papel sofre um clareamento químico que é um dos processos mais poluentes dessas indústrias. Uma alternativa é o Papel Ecograph, que é clareado a oxigênio e as folhas ficam com coloração creme.
O desperdício de papel pode ser constatado desde a indústria (no caso de excesso de embalagens e embalagens muito volumosas para pequenos produtos) até os escritórios e residências (ex: impressões em apenas um dos lados da folha e/ou desnecessárias). Apenas adotando o uso do papel dos dois lados podemos reduzir em até 50% o uso de papéis para impressão e escrita, e conseqüentemente reduziremos também todos os impactos causados desde a extração até o descarte desse material.
No processo de reciclagem do papel há uma redução considerável no consumo de energia e água, e na poluição da água e do ar, se comparado à fabricação do papel a partir da matéria-prima virgem.

Fonte: www.recicloteca.org.br

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