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História do perfume

Ao penetrarem pelas narinas, os aromas encontram o sishistoria-do-perfume límbico, responsável pela memória, sentimentos e emoções. A sábia Cleópatra seduziu Marco Antônio e Julio César usando um perfume base de óleos extraídos das flores

Nos tempos mais remotos, os homens invocavam os Deuses por meio da fumaça. Eles queimavam ervas, que liberavam diversos aromas. Foi neste contexto que surgiu a palavra "perfume", em latim "per fumum", que significa "através da fumaça".

Mais tarde, diversas ervas compunham banhos aromáticos, pomadas e perfumes pessoais dos egípcios. Mas foi Cleópatra quem eternizou a arte da perfumaria, ela seduziu Marco Antônio e Julio César usando um perfum base de óleos extraídos das flores de henna, açafrão, menta e zimbro.

No início o perfume era à base de ceras, gorduras, leos vegetais e sabões misturados a ervas. Com a descoberta do vidro, no século I, os perfumes ganharam uma nova cara, reduzindo sua volatilidade e ganhando formas e cores.

Por volta do século X, Avicena, o mais famoso médico árabe, descobriu a destilação dos óleos essenciais das rosas, e assim criou a Água de Rosas. Depois veio a Água de Toilette, feito para a rainha da Hungria. No século XIX o perfume ganha novos usos, como o terapêutico, por exemplo.

Hoje sabemos que o perfume é capaz de revelar a personalidade das pessoas, bem como sua classe social, uma vez que, um pequeno frasco pode atingir valores exorbitantes.

É comum o mesmo perfume apresentar cheiros diferentes quando aplicado em pessoas diferentes. Isso porque, os odores corporais são únicos, sendo resultado da alimentação, das características pessoais, dos lipídeos e ácidos graxos que a pele exala. A temperatura da pele interfere diretamente na vaporização do perfume, e portanto no cheiro que ele exala.

A magia dos cheiros

Mais do que revelar a personalidade de uma pessoa, o perfume influencia o estado de espírito de todos nós. Ao penetrarem pelas narinas, os aromas encontram o sishistoria-do-perfume límbico, responsável pela memória, sentimentos e emoções. Quando uma mensagem aromática penetra neste sishistoria-do-perfume, provoca sensações de euforia, relaxamento, sedação ou estimulações neuroquímicas.

Antigamente, o sishistoria-do-perfume límbico era chamado de cérebro das emoções. Quando estamos muito tensos e nervosos, um aroma de lavanda é capaz de nos relaxar e nos induzir ao sono, ajudando em casos de insônia. Quando estamos apáticos, deprimidos, infelizes, o aroma de bergamota pode ajudar na recuperação. Aromas de limão, vetiver, eucalipto e alecrim melhoram a concentração, enquanto os de alecrim aliviam o cansaço.

Nos tempos mais remotos, os homens invocavam os Deuses por meio da fumaça. Eles queimavam ervas, que liberavam diversos aromas. Foi neste contexto que surgiu a palavra "perfume", em latim "per fumum", que significa "através da fumaça".

Mais tarde, diversas ervas compunham banhos aromáticos, pomadas e perfumes pessoais dos egípcios. Mas foi Cleópatra quem eternizou a arte da perfumaria, ela seduziu Marco Antônio e Julio César usando um perfume à base de óleos extraídos das flores de henna, açafrão, menta e zimbro.

No início o perfume era à base de ceras, gorduras, leos vegetais e sabões misturados a ervas. Com a descoberta do vidro, no século I, os perfumes ganharam uma nova cara, reduzindo sua volatilidade e ganhando formas e cores.

Por volta do século X, Avicena, o mais famoso médico árabe, descobriu a destilação dos óleos essenciais das rosas, e assim criou a Água de Rosas. Depois veio a Água de Toilette, feito para a rainha da Hungria. No século XIX o perfume ganha novos usos, como o terapêutico, por exemplo.

Hoje sabemos que o perfume é capaz de revelar a personalidade das pessoas, bem como sua classe social, uma vez que, um pequeno frasco pode atingir valores exorbitantes.

É comum o mesmo perfume apresentar cheiros diferentes quando aplicado em pessoas diferentes. Isso porque, os odores corporais são únicos, sendo resultado da alimentação, das características pessoais, dos lipídeos e ácidos graxos que a pele exala. A temperatura da pele interfere diretamente na vaporização do perfume, e portanto no cheiro que ele exala.

A magia dos cheiros

Mais do que revelar a personalidade de uma pessoa, o perfume influencia o estado de espírito de todos nós. Ao penetrarem pelas narinas, os aromas encontram o sishistoria-do-perfume límbico, responsável pela memória, sentimentos e emoções. Quando uma mensagem aromática penetra neste sishistoria-do-perfume, provoca sensações de euforia, relaxamento, sedação ou estimulações neuroquímicas.

Antigamente, o sishistoria-do-perfume límbico era chamado de cérebro das emoções. Quando estamos muito tensos e nervosos, um aroma de lavanda é capaz de nos relaxar e nos induzir ao sono, ajudando em casos de insônia.

Quando estamos apáticos, deprimidos, infelizes, o aroma de bergamota pode ajudar na recuperação. Aromas de limão, vetiver, eucalipto e alecrim melhoram a concentração, enquanto os de alecrim aliviam o cansaço.

Fonte: delas.ig.com.br

História do Perfume

A evolução das fragrâncias se deu ao longo da história e das interpretações humanas na descoberta e escolha dos cheiros. Para entender melhor como tudo se passou, siga a linha do tempo que a Americanas.com preparou e descubra que perfumar-se é um ato pra lá de interessante!

História do Perfume

Pré-história

Queimando madeiras e resinas, os homens das cavernas melhoravam o gosto dos alimentos.

Egito Antigo

Os egípcios honravam seus deuses "esfumaçando" os ambientes e produzindo leos perfumados para ritos religiosos.

História do Perfume

Grécia Antiga

Os gregos trouxeram novas fragrâncias de suas expedições e usavam perfumes que tivessem características medicinais.

Império Islâmico

A partir da invenção do alambique foi possível destilar matérias-primas. Um contribuição fundamental para a evolução da perfumaria.

Século XII

Os cristãos usavam fragrâncias para higiene pessoal e para prevenir doenças.

Século XVI

A moda são as luvas perfumadas, usadas pelos nobres da corte européia.

Há a fusão de duas profissões: a de curtir o couro e a de perfumista.

Idade Média

O perfume é muito usado nos ambientes de banhos públicos.

Século XVII

Época do auge de fragrâncias "animálicas". perfumes intensos que usavam civete e musk em sua composição.

Renascimento

A moda são perfumes doces, florais ou frutais.

Século XVIII

Os perfumes são reconhecidos por sua sensualidade, através da proliferação de novas fragrâncias e frascos. Os cristãos passam a perfumar as cinzas na Quarta Feira de Cinzas.

Século XIX

O progresso da química permite a reprodução artificial de cheiros encontrados na natureza. Nascem as matérias-primas sintéticas. A cidade de Grasse, França, se transforma na capital mundial da perfumaria.

Século XX

Nos dias de hoje, a perfumaria já é acessível a todos e não mais um privilégio da nobre burguesia.

perfume continua sendo sinônimo de encanto e sedução.

História do Perfume

Fonte: www.americanas.com.br

História do Perfume

A Magia do perfume

História do Perfume
Adoração dos Magos, de Hans Memling. Mirra, ouro e incenso são oferecidos ao Menino Jesus

A palavra perfume deriva do latim "per fumum", que significa "pela fumaça". Pois foi justamente pela fumaça que os nossos ancestrais primitivos tomaram conhecimento dos perfumes que exalavam das florestas em chamas. Antes mesmo de dominar o fogo, o homem sentiu os cheiros que algumas árvores com troncos odoríficos, como o cedro e o pinheiro, soltavam no ar. Depois, quando o fogo foi dominado, o homem deliberadamente passou a queimar madeiras e folhas para sentir o aroma que lhe agradava, assim como durante as oferendas aos deuses.

história do perfume, que caminha junto com a trajetória do homem desde tempos imemoriais, no início se confunde com a do incenso. O uso de essências aromáticas aparece em relatos bíblicos desde o Velho Testamento. Em sinal de gratidão por ter sido salvo do Dilúvio, Noé teria queimado madeira de cedro e mirra, mesma substância oferecida de presente ao Menino Deus pelos Reis Magos. Conta-se que o Bálsamo da Judéia atraiu o Rei Salomão para a Rainha de Sabá e que a rainha Cleópatra seduziu Marco Antônio atraindo-o para a sua galera cheia de velas perfumadas.

História do Perfume
Festim de Antônio e Cleopátra, de Francesco Trevisani. Velas perfumadas atraíram o Imperador

A invenção dos perfumes também é atribuída aos deuses do Olimpo (mitologia grega), que emanavam aroma de ambrosia quando visitavam os mortais, um sinal de sua natureza divina. Em contrapartida, os simples mortais se utilizavam de perfumes para obter a clemência dos deuses. Ainda de acordo com a mitologia grega, o perfume foi criação de Vênus. "Certa vez, a deusa da beleza teria ferido o dedo e deixado cair uma gota de sangue sobre uma rosa. Cupido, o deus do amor, com um beijo na flor teria selado a alquimia, transformando o sangue em fragrância." Todos os templos da Babilônia, Assíria, Egito, Roma e Grécia tinham seus perfumistas. Os mais antigos frascos de perfume que se tem notícia datam de 5000 a.C., eram fabricados na Mesopotâmia e no Egito com alabastro e pedra, por serem os materiais preferidos, devido a não serem porosos.

História do Perfume
Os laboratórios têm grande importância na indústria de perfumes

Registros históricos afirmam que a Babilônia queimava 26 mil quilos de incenso por ano para acalmar a fúria dos deuses. Acreditando que os aromatizantes garantiam a eternidade do corpo e do espírito, os antigos egípcios usavam essências perfumadas no ritual de embalsamamento. Testemunhos das primeiras profanações dos túmulos dos faraós afirmam que os ladrões procuravam as essências utilizadas na mumificação, fazendo pouco caso das jóias e objetos de ouro.

Também os egípcios preparavam uma mistura de madeira, cujos componentes - o benjoim e o galbano - eram triturados e aglutinados com a mirra e o azeite de oliva. Queimavam esta mistura nos rituais.

Esta mesma composição teria sido usada pelos hebreus e relatada na Bíblia, no livro Êxodo - Cap.30, V. 1 e 7: "Farás também um altar para queimar os perfumes; e Aarão queimará sobre ele um incenso de suave cheiro."

Os gregos foram grandes perfumistas, se valendo das essências de plantas aromáticas tanto para o prazer, como para cuidar de doenças. Com os imperadores romanos o uso dos perfumes cresceu, sendo célebre a história do cavalo de Calígula que se banhava todos os dias com água perfumada. E os sacerdotes romanos reforçavam seus pedidos aos deuses enviando aos céus fumaça odorizada, ou "per fumum". No mesmo lugar onde foram encontrados os Manuscritos do Mar Morto - as grutas de Qumram -, os escavadores encontraram 50 mililitros de um líquido oleoso e avermelhado bem guardado em um frasco de argila da época do Rei Herodes. Trata-se do único vestígio concreto do perfume que encantava os imperadores romanos.

Foi na Índia e na Arabia que surgiram os primeiros mestres perfumistas. Os árabes não só compreendiam e apreciavam os prazeres dos perfumes, mas também tinham conhecimentos avançados de higiene e medicina. Eles produziram elixires partindo de plantas e animais com propósitos cosméticos e terapêuticos. O médico Avicena (980-1073) descobriu, por acaso, os princípios básicos da destilação a vapor. O primeiro desodorante apareceu no Egito, feito com mirra, incenso, alecrim e tomilho. Os gregos deram continuidade à pesquisa do perfume e desenvolveram o processo de destilação de óleos aromáticos.

Um século após o nascimento de Cristo, já estava em expansão o comércio de essências perfumadas, que se iniciou com os árabes. Levavam para os países do Ocidente noz moscada do Tibete, sândalo da Índia e cânfora da China. Os romanos deram destaque a estas essências desenvolvendo a arte dos banhos e massagens eróticas. No Oriente, os perfumes sempre tiveram uma forte relação com as práticas espirituais.

Desse modo, a história do perfume está ligada, inicialmente, a uma sensualidade primitiva; depois Divino e místico e queimado no altar de todas as religiões; de novo profano retorna como sedução e adorno, reservado a uma elite.

Desde a antiguidade, os perfumes estiveram sempre ligados à nobreza e à aristocracia, principalmente devido às dificuldades técnicas para obtê-los. Com o correr dos séculos, o perfume foi perdendo seu caráter religioso e ganhou um cunho profano, fazendo parte dos jogos de sedução nas cortes. Catarina de Médicis, quando partiu de Florença para casar com Henrique de Valois, futuro Rei da França, em 1522, trouxe dois perfumistas incumbidos de procurar durante a viagem uma vegetação similar a de Toscana. Encontraram, no sul da França, na região de Provence, a aldeia de Grasse, com suas colinas, rosas e jasmins.

Foi assim que nasceu a cidade dos perfumes. Logo a reputação dos perfumes de Grasse conquistou Paris e, depois, toda a Europa. Em 1850 a cidade já contava com 50 perfumarias. Ficou rico e famoso o perfumista de Maria de Médicis (1573-1642), René le Florentin, no século XVII. Na corte do Rei Luís XV o protocolo obrigava o uso de um perfume diferente para cada dia da semana. Napoleão Bonaparte despejava, todas as manhãs, um pequeno frasco de colônia em sua cabeça A Imperatriz Josefina, que vivia envolta em uma nuvem de almíscar, reuniu os maiores perfumistas do século XIX. Foi neste século que surgiram os perfumes fortes à base de essências florais. Inicialmente eram baseados em tinturas de benjoim, vétiver, baunilha e patchouli. A mulher de Napoleão III, a Imperatriz Eugênia, fez o perfume entrar definitivamente em moda na França.

Além do segredo guardado a sete chaves das fórmulas dos perfumes, era grande a dificuldade técnica para produzi-los antes da industrialização. Para se ter uma idéia, são necessárias cinco toneladas de rosas para se conseguir um quilo de óleo e é preciso quatro mil quilos de pétalas de jasmim para se conseguir apenas trinta gramas de solução concentrada.

Muitas outras matérias primas usadas na formulação dos perfumes vêm do mundo animal: o castoréum provêm do castor macho da Rússia, Sibéria ou Canadá; o âmbar (não confundir com a resina fóssil), que é uma secreção do cachalote, um cetáceo comum nas costas de Madagascar, e o almíscar, que é uma secreção do cio do gato-de-algália, ou almiscareiro, que vive nas montanhas da Índia, Birmânia, Mongólia, China e no Himalaia. Mas que ninguém pense que ainda se sacrificam esses animais para a obtenção da matéria prima; hoje existem excelentes substitutos sintéticos para essas essências.

A industrialização popularizou o uso do perfume, embora algumas marcas continuem tendo preços proibitivos, o que valoriza o trabalho do perfumista. O equilíbrio das dezenas de componentes da fórmula de um perfume, alguns em doses tão ínfimas que os modernos processos de análises não conseguem determinar, fez com que o perfume entrasse no campo da arte. Artistas especiais, os perfumeurs criam verdadeiras obras primas, tão importantes como as pinturas dos grandes mestres ou a música dos grandes compositores. Só depois que a nova obra de arte é criada, a sua fórmula é fornecida para a fabricação em escala industrial. Os laboratórios são muitos importantes na indústria de perfumes, pois conseguiram sintetizar mais de quatro mil aromas da natureza.

Muito embora o olfato seja o menos explorado dos cinco sentido, vivemos hoje num mundo perfumado, cercado de odores, o perfumeestá longe de ser apenas instrumentos das vaidades humanas.

Nas nossas narinas concentram-se cerca de dez milhões de células olfativas, que enviam para o cérebro os diversos tipos de cheiros que nos cercam, e que são muitos: águas-de-colônia, sabonetes, xampus, variados cremes, desodorantes, detergentes, purificadores de ar, batom, ceras, papel higiênico, incenso, uma infinidade de produtos. E cada vez mais aumenta a importância das sensações produzidas pelos aromas. Os japoneses descobriram que aromas agradáveis melhoram o humor, reduzem a tensão e aumentam o rendimento no trabalho. No metrô de Paris o ar viciado foi encoberto por um suave perfume de violetas. Até na medicina o perfume se faz presente através da nova técnica da aromaterapia.

No marcado de arte e antiguidades, o perfumeiro e o frasco de perfume antigo se tornaram itens de colecionismo, alguns deles alcançando preços inimagináveis. As fábricas de perfumes sempre se preocuparam em criar embalagens e frascos bem requintados. Isso porque eles sempre souberam que a apresentação visual é muito importante, pois assim como a moldura valoriza o quadro e a jóia é valorizada pelo porta-jóias, um perfume é ressaltado pelo frasco e tudo que o envolve. Os colecionadores de frascos de perfumes antigos vivem garimpando pelas feiras de antiguidades e antiquários atrás de peças raras, preferencialmente as que contenham a essência original.

A EVOLUÇÃO DA PERFUMARIA FRANCESA

A grande perfumaria francesa, baseada em composição elaborada de perfumes e extratos, data do final do século XIX, tendo atingido um grau de desenvolvimento magnífico!

Resumindo:

1880 - 1890

As formulações eram preparadas com uma única flor.

1889

Começam as pesquisas para a preparação de sintéticos "mais naturais"

1900 - 1920

A virada do século e a eletricidade marcaram o início de uma nova era.

Madame Curie descobriu o urano, época em que os primeiros Zepelins atravessavam o céus...

É lançado o Chypre com aromas de patcholi e musgo que deram nome a várias famílias futuras, inspirando muitos clássicos nas décadas subseqüentes.

Como as mulheres desta época, os perfumes emanciparam-se. As mulheres começaram a trabalhar, apesar de estarem em funções subordinadas.

ANOS 20

Época do Charleston e das novas notas olfativas para tentar acompanhar a evolução da moda. A década de 20 foi uma das mais criativas na área da perfumaria.

Nasceu Chanel nº 5, o primeiro perfume com materiais sintéticos. Aliás, ao que parece, um assistente do perfumista francês Ernest Beaux teria errado na composição da fórmula da fragrância encomendada pela figurinista Coco Chanel. Em vez de apenas 1% de aldeído undecilênico, a solução recebeu acidentalmente uma dose dez vezes maior. A fragrância resultante foi considerada extraordinária e deu início a um "boom" no uso dos aldeídicos na fabricação de perfumes. Outro mérito deste perfume foi reforçar a associação entre o uso do perfume e o jogo da sedução. A discussão ganhou fôlego na década de 50, quando a atriz Marilyn Monroe declarou que usava apenas uma gotinha de Chanel nº 5 para dormir.

ANOS 30

Notas orientais (misturas com baunilha) são o máximo da época e dá-se o retorno de algumas fragrâncias clássicas.

ANOS 40

Depois da Guerra, a esperança em tempos melhores fez com que surgissem as notas verdes, como que para despertar o aroma agradável e a paz dos campos. Lançam-se perfumes para mulheres sensuais

ANOS 50

Época do rock´n´roll e das fragrâncias mais comportadas.

ANOS 60

Em plena era de Woodstock, as notas florais e aldeídicas são predominantes em quase todas as criações.

ANOS 70

A grande descoberta da época foi a categoria dos orientais para as mulheres que gostavam de provocar.

ANOS 80

Época do consumismo. Surgiram os florientales. Houve um incremento dos perfumes florais doces.

ANOS 90

Características: fragrâncias leves e frescas.

Temas mais importantes: água.

Notas ozônicas: recordam a água, o mar ou o frescor perfumado de um pedaço de melão gelado.

ANOS 2000

Principais características:

Volta ao romantismo, florais

Novos soliflorais

Novos aldeídicos

Novos Chypres

Novos orientais

Fonte: www.areliquia.com.br

História do Perfume

História do Perfume

Todo mundo gosta de estar cheirosinho, né? E os egípcios levavam essa história tão a sério que enterravam os mortos com jarros de óleo perfumado por volta do ano 2900 antes de Cristo!

Claro que nem todos gostavam dessa idéia... Em 361 antes de Cristo, Agesilau, rei de Esparta, visitou o Egito e foi recebido com um belo banquete. O problema é que ele ficou tão enjoado com aquele "cheirão" (os egípcios "tomavam banho" de perfume) que resolveu se retirar sem dar nenhuma satisfação!

Os perfumes eram preparados dentro dos templos egípcios. No templo de Hórus, construído por Ptolomeu 3 em 237 antes de Cristo, existem várias inscrições que mostram como os perfumes e os óleos eram preparados para os rituais... Alguns levavam até 6 meses para ficar "no ponto" e, é claro, era só para "o bico" da nobreza!

"E naquela época já existiam aqueles vidrinhos superchiques para borrifar o perfume?" Que nada! Sabe o que os egípcios faziam para ficarem cheirosos? Colocavam uma massa de gordura perfumada sobre a cabeça (ou peruca) e, durante a noite, a tal gordura se dissolvia, cobrindo os cabelos, as roupas e o corpo com uma camada oleosa perfumada. Imagina a "lambuzeira" que ficava?

O retorno da história do perfume

Os egípcios não foram os únicos a gostar de um cheirinho agradável... No tempo do Império Romano, o perfume era utilizado por todos e não apenas pelos mais ricos.

Claro que tinha um motivo para isso: perfume era uma ótima saída para disfarçar o mau cheiro do corpo!

E inclui-se o "bafo" na lista do mau cheiro: os romanos bebiam o perfume puro ou misturado ao vinho para "esconder" o mau hálito!

Os romanos mais ricos se perfumavam com as mais variadas fragrâncias. Além disso, eles lançavam perfume sobre os convidados durante o banquete, enquanto estes descansavam sobre divãs perfumados. Até os animais de estimação das famílias abastadas entravam nessa dança!

Quais eram essas fragrâncias tão utilizadas? Mirra, almíscar, jacinto, bálsamo temperado, amêndoas e canela eram alguns dos aromas preferidos pelos romanos!

história do perfume - O cheirinho final!

Existiram outros povos, como os árabes e os persas, que ajudaram bastante no desenvolvimento dessa indústria tão "perfumada". A destilação da água de rosas, por exemplo, foi inventada pelos islâmicos no século 9. O álcool só entrou na jogada durante o século 14.

Na Idade Média, o perfume era, para muitos, um artigo de "primeira necessidade"! É que alguns "porquinhos preguiçosos" preferiam usar o perfumar a ter que tomar banho todos os dias.

Tem mais: no século 17, o rei francês Luís 15 chegou a ordenar o uso de um perfume diferente a cada dia, pode?

Já a água de colônia (uma solução à base de álcool e essências de limão, de lavanda e de bergamota - a bergamota é uma espécie de pêra. A palavra vem do turco beg armudi , que significa pêra do príncipe) foi inventada pelo barbeiro italiano Jean-Baptiste Farina em 1709, na cidade de Colônia, na Alemanha. A fragrância fez um baita sucesso em toda a Europa!

perfume é bom, só não vale seguir o exemplo de alguns "porquinhos" da nossa história, que deixavam de tomar banho, pensando que o mau cheiro podia ser eliminado com as essências perfumadas...

Fonte: www.canalkids.com.br

História do Perfume

Uma história com milênios

Desde os primórdios da humanidade que a procura de aromas diferentes e agradáveis, e a consequente utilização de essências de plantas, faz parte da história da civilização.

História do Perfume

Prelúdios

Pensa-se que a arte da perfumaria se terá iniciado ainda na Pré-História, quando o homem primitivo aprendeu a fazer o fogo e descobriu que certas plantas libertavam fragrâncias agradáveis quando queimadas. Os primeiros perfumes terão pois surgido sob a forma de fumo, o que é aliás confirmado pelo próprio étimo "perfume", que deriva do latim "Per fumum" ou "pro fumum", significando "através do fumo".

A queima de plantas raras e resinas aromáticas estava em geral associada a cerimónias religiosas, sobretudo aos sacrifícios rituais de animais, em que serviria para disfarçar os odores incomodativos do animal morto. Com este objetivo eram utilizados o sândalo, a casca de canela, as raízes de cálamo, bem como substâncias resinosas como mirra, incenso, benjoim e cedro do Líbano.

Na civilização mesopotâmica, o ato de perfumar era tido como um ritual de purificação. Por esse motivo, os homens tinham a obrigação de oferecer perfumes s mulheres durante toda a vida.

Os Hebreus também utilizavam o perfume na vida quotidiana e no culto. Uma das suas fórmulas está registada na Bíblia, no livro do Êxodo, capítulo 30.

A composição utilizava quatro ingredientes naturais, muito empregados nos dias de hoje, mas de forma mais refinada: mirra, cinamono, junco odorífero, cássia e óleo de cálamo aromático.

Requintes

Os Egípcios foram o primeiro povo a fazer uma utilização sistemática do perfume. O seu fabrico era considerado uma graça de Deus, sendo por isso confiado aos sacerdotes, que utilizavam os perfumes diariamente no culto ao deus-sol.
Mas começa também a generalizar-se a utilização pessoal do perfume, tendo para isso os Egípcios criado um original sistema, pequenas caixas que se usavam atadas na cabeça e que continham uma fragrância que se dissolvia lentamente perfumando o rosto. Tinha também a função de afastar os insetos.
A rainha Cleópatra, ela própria autora de um tratado de cosmética infelizmente perdido, untava as suas mãos com óleo de rosas, açafrão e violetas - o kiafi - e perfumava os pés com uma loção feita à base de extratos de amêndoa, mel, canela, flor de laranjeira e alfena.
Até os mortos, durante o processo de embalsamamento, eram ungidos com essas misturas. Quando o túmulo do rei Tutankámon foi aberto, encontraram-se no seu interior maravilhosos vasos de alabastro que conservavam ainda a essência perfumada que havia sido colocada neles há cerca de 5 mil anos.

A refinada civilização grega importava perfumes de diferentes partes do mundo, sendo os mais apreciados e caros os oriundos do Egipto. Mas também criaram uma técnica própria de perfumaria, chamada maceração, em que o óleo vegetal ou a gordura animal eram deixados durante algumas semanas em repouso juntamente com flores, para lhe absorver os óleos essenciais.

Há 2400 anos, certos escritos gregos recomendavam hortelã-pimenta para perfumar braços e axilas, canela para o peito, óleo de amêndoa para mãos e pés, e extrato de manjerona para o cabelo e as sobrancelhas.

O uso do perfume foi levado a um tal extremo pelos jovens que o legislador Sólon chegou a proibir a venda de óleos fragrantes.

Tal como os gregos, os Romanos eram grandes apreciadores de perfume, usando-o nas mais diversas situações. Como resultado das suas conquistas militares, os Romanos foram assimilando não só novos territórios, mas também novas fragrâncias, procedentes das suas campanhas em terras distantes e exóticas, aromas desconhecidos até então, como a glicínia, a baunilha, o lilás ou o cravo. Também adoptaram o costume grego de preparar óleos perfumados à base de limão, tangerinas e laranjas.

Esta paixão pelo perfume esteve na origem do aparecimento do poderoso grémio dos perfumistas, os famosos e influentes ungüentarii, que fabricavam três tipos de unguentos: sólidos, cujo aroma contava com um único ingrediente de cada vez, como a amêndoa ou o marmelo; os líquidos, elaborados com flores, especiarias e resinas trituradas, num suporte oleoso; e perfumes em pó, feitos com pétalas de flores que depois se pulverizava e aos quais se juntavam certas especiarias.

Os nobres romanos possuíam inclusivamente escravos para os massajarem e untarem com essências perfumadas e era costume os soldados perfumarem-se antes de entrar em combate.

Conta-se que Nero, no século I d. C., na organização de uma festa, gastou mais de 150 mil euros, em valores atuais, em essências para si mesmo e para os convidados. E, no enterro de sua mulher Pompeia, gastou o perfume que os perfumistas árabes eram capazes de produzir num ano. Chegou ao extremo de perfumar até as suas mulas.

Também a tradição cristã está na sua origem associada ao perfume. Lembremos que uma das oferendas que os reis magos trouxeram ao menino Jesus foi o incenso.

Durante a Alta Idade Média, a utilização do perfume vai cair em desuso, não só pela desorganização económica que então se viveu, mas também pelo estilo de vida mais austero da sociedade ocidental.

Árabes, luvas e peste

As Cruzadas vão reavivar o interesse pelo perfume, com os cavaleiros a trazerem para a Europa os aromas exóticos desenvolvidos pelos Árabes. Os Árabes eram nessa altura possuidores de uma florescente indústria de perfumes, com conhecimentos provavelmente herdados dos Persas. Detinham o monopólio comercial em todo o Próximo e Médio Oriente e foram eles os inventores do alambique, que permitiu uma nova forma de destilação. No século X, o famoso físico árabe Avicena descobriu o processo de destilar o óleo das pétalas de rosas. Esta essência, diluída em água, torna-se a água de rosas, o primeiro perfume moderno.

Também por essa altura, inventa-se o álcool, que irá revolucionar a indústria dos perfumes. O primeiro perfume com álcool, o "Água da Hungria", surge em 1370, e deve o seu nome à rainha Isabel da Hungria.

No final século XII, em França, o rei Filipe Augusto autoriza a constituição da corporação dos luveiros-perfumistas em Grasse. Esta associação das luvas com o perfume faz um certo sentido, pois o processo de curtição das peles não era o mais adequado, e os luveiros eram obrigados a servir-se do perfume para disfarçar o mau cheiro do couro. Durante os próximos séculos, será Grasse a capital europeia do perfume, e ainda hoje conserva essa antiquíssima tradição.

No século XIV, o flagelo da Peste Negra descobre outra utilidade para o perfume, com algumas fragrâncias a prometerem protecção para a epidemia. Os mais ricos sentiam-se assim mais protegidos, mas nem por isso morriam em menor número.

Poupa-se no banho

Com o Renascimento, vulgariza-se de novo a utilização do perfume, que começa a ganhar a dimensão de um produto de grande consumo. Os hábitos de higiene é que são cada vez mais descurados, e o aroma do perfume utiliza-se para disfarçar os maus odores. Na época barroca achava-se inclusivamente desnecessário o banho, uma vez que a existência do perfume permitia dispensá-lo. Para o mau hálito, receitava-se a ingestão de anis, funcho e cominho logo ao pequeno-almoço, e cardamomo e alcaçuz se a intenção fosse seduzir uma jovem. Os cabelos podiam ser aromatizados com a ajuda de almíscar, cravo-da-índia, noz-moscada e cardamomo.

No final século XVIII, o perfume começa a ser associado à sedução e até mesmo ao erotismo, e, já século XIX, a história deste produto passa a caminhar lado a lado com a da moda, numa parceria que se mantém até hoje. A própria literatura reflete a importância social do perfume, e não há donzela que se preze que não deixe ao seu amado um lenço perfumado.

perfumes para todos

No final do século XIX, com o desenvolvimento da indústria química, multiplicam-se as fragrâncias e começam a aparecer os aromas sintéticos, que simulam os naturais e permitem embaratecer o produto, tornando-o acessível a cada vez mais pessoas.

Nos loucos anos 20 do século XX aparece a primeira grande marca de perfumes, o Chanel nº 5, resultado de uma equilibrada combinação de rosas, jasmim e aldeídeos.

O Chanel nº 5 representa igualmente uma ruptura com os anteriores métodos de fabrico e comercialização do perfume: o frasco ganha cada vez mais importância, e a imagem associada ao perfume torna-se tanto ou mais importante que o seu conteúdo.

A partir daqui, uma história de sucesso imparável. Hoje há perfumes para todos os gostos, idades, estados de espírito e condições meteorológicas, numa indústria que movimenta milhões de euros, mas que deixa muitos narizes felizes.

Fonte: www.malhatlantica.pt

História do Perfume

História do Perfume

 

A arte da perfumaria iniciou-se logo que o homem primitivo aprendeu a fazer o fogo e descobriu que certas plantas desprendiam fragrâncias agradáveis quando queimadas.

O nome "perfume" deriva do latim "Per fumum" ou "pro fumum", que significa "através da fumaça". Isso vem demonstrar a mais antiga aplicação da mistura de fragrâncias de plantas aromáticas, que eram utilizadas como oferendas.

Durante séculos, centenas de culturas desenvolveram atos simbólicos e religiosos onde plantas raras e resinas aromáticas, queimadas nos altares dos templos, eram oferecidas como sacrifícios, em busca do favor dos deuses. Com este objetivo eram utilizados o sândalo, a casca de canela, as raízes de cálamo e vetiver, bem como substâncias resinosas como mirra, incenso, benjoim e cedro do Líbano.

História do Perfume

Poucas composições aromáticas da época foram transmitidas por escrito. Entretanto, uma está registrada no livro do Êxodo, capítulo 30.

A composição utilizava quatro ingredientes naturais, muito empregados nos dias de hoje, mas de forma mais refinada: Mirra, Cássia, Cortiça de árvore de canela e Óleo de Cálamo aromático.

Fonte: www.webavista.com.br

História do Perfume

O olfato transporta-nos para um mundo de emoções associadas a memórias de fragâncias. É o sentido que mais rapidamente coloca o cérebro a funcionar e desde a antiguidade que a humanidade usufrui e explora este potencial através dos perfumes.

História do Perfume

É graças aos sentidos que comunicamos com o mundo exterior.

Em relação ao olfato, e apesar de ter sido considerado um dos sentidos de que se poderia prescindir sem alterar a nossa percepção da realidade, ele é o mais rápido a “pôr o cérebro a funcionar”, transportando-nos para um mundo de emoções e sentimentos distintos e mais profundos do que o que nos é sugerido pela visão de uma imagem ou a percepção de um objeto através do tato.

Assumindo o olfato um papel tão importante na interpretação do mundo que nos rodeia, tudo indica que o Homem terá aprendido, desde as suas origens, a distinguir o bom do mau odor. Apesar de só ter começado a realizar experiências com os aromas muito mais tarde, o perfume existe desde que existe o sentido do olfato, confundindo-se a sua história com a própria história da Humanidade.

E é assim que vamos começar “A História do perfume”.

História do Perfume

Tanto a palavra portuguesa “perfume”, como a correspondente francesa parfum, a italiana profumo e a inglesa perfume derivam do latim “fumus”, palavra que nos transporta para um cenário fumegante, numa referência às nuvens de fumaça perfumada que subiam aos céus durante os ritos de homenagem aos deuses. É, pois, quase certo que o perfume nasceu em estreita ligação com a religião, sendo utilizado como purificante das almas e como oferenda aos deuses.

As primeiras referências ao perfume remontam às antigas civilizações do Próximo Oriente, especialmente ao Egipto. Os arqueólogos encontraram vasos de perfume de alabastro que remontam ao terceiro milénio antes de Cristo, e são numerosos os frescos com cenas da vida quotidiana que mostram rituais do perfume.

O culto do perfume no antigo Egipto era tão marcado que chegavam a ser montados autênticos laboratórios nos templos, para a preparação das fragrâncias utilizadas para os mortos e para os deuses. No laboratório do templo de Horus, em Edfo, por exemplo, foi encontrada a receita de velas perfumadas, fabricadas a partir de sebo embebido em drogas aromáticas, que eram queimadas como oferenda às estátuas das divindades. Os egípcios acreditavam que os seus pedidos e orações chegariam mais depressa à morada dos deuses se viajassem nas densas nuvens de fumo aromático que se erguiam dos altares e ascendiam aos céus.

perfume

Mas o papel do perfume na civilização egípcia não se ficou por aqui. Para além de terem adquirido uma função cada vez mais importante nos processos de mumificação dos corpos, os perfumes tiveram um papel na definição da hierarquia social. Os profundos conhecimentos de flores e especiarias, como o açafrão, canela, óleo de cedro, mirra e outras resinas, ajudavam a criarperfumes delicados para os aristocratas da corte egípcia, que os incluíram nos seus rituais quotidianos. Por exemplo, as mulheres usavam brincos ocos cheios de perfume, para além de perfumarem roupas e águas dos banhos e de untarem os seus corpos com uma infinidade de óleos e fragrâncias.

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Já Cleópatra era uma fervorosa utilizadora de perfumes, assim como de outras receitas de cosmética naturais, sendo considerada uma das primeiras mulheres a utilizar o perfume como “arte de sedução”. “perfumes embriagadores flutuavam...”, escreveu Plutarco para descrever o momento em Marco António entrou no barco da rainha em Tarso e imediatamente se apaixonou por ela.

Também os assírios e os babilónicos apreciavam as essências proporcionadas pelas resinas de certas árvores provenientes da Índia e outros países asiáticos, que importavam em grandes quantidades. Dos Himalaias recebiam a alfazema, uma planta herbácea de cujas flores se extraía a fragrância que Plínio, séculos mais tarde, definiu como “o perfume por excelência”.

Na misteriosa Mesopotâmia os perfumes desempenhavam um importante papel na vida conjugal e o marido devia proporcioná-los à esposa, tanto como ato de amor, como para rituais de purificação. Toda a população usava óleos, cuja qualidade dependia da condição social de cada um, sendo que os mais abastados podiam utilizar finos óleos de murta e cedro.

História do Perfume

Já as informações de outras civilizações quanto a hábitos quotidianos de utilização de perfumes não são muito precisas. Por exemplo, da Pérsia existem referências contraditórias, pois enquanto para alguns historiadores a utilização de perfumes relacionava-se com a tentativa de mascarar os odores intensos de corpos a quem se presta poucos cuidados de higiene, outros encontram relatos de uma utilização intensa e refinada. No entanto, este império não marcou esta história e houve que esperar que as civilizações grega e romana florescessem para que a manufatura de perfumes crescesse como forma de arte.

História do Perfume

Os perfumes sempre desempenharam um papel importante na mitologia Grega. No séc. IV a. C. Alexandre, o Grande, trouxe osperfumes para a Grécia, que cedo se tornou uma fervorosa adepta destas substâncias. Nos dias de luxúria grega, os perfumestinham um valor tão elevado que quase igualava o valor dos alimentos e foram usados de formas até então nunca praticadas. Por exemplo, a sua famosa bebida continha mel, vinho, mas também flores doces e perfumadas e até mirra, o que dá uma ideia de quão viciados em perfumes os gregos eram, levando o seu uso a extremos.

A arte da perfumaria floresceu nesta civilização. Foram desenvolvidas fragrâncias específicas para cada parte do corpo e outras para o tratamento de diversas doenças. Teofrasto, nascido a 370 a. C. terá sido o primeiro grego a escrever um tratado sobre perfumaria, a partir dos seus vastos conhecimentos em Botânica. É através deste documento que se sabe que os óleos utilizados nesta época eram produzidos a partir de flores e esta é a primeira referência conhecida a óleos florais na história do perfume.

A perfumaria também se encontra, desde a Antiguidade, ligada à ciência médica. Na Grécia Antiga, Hipócrates, conhecido como o “pai da medicina”, utilizava pequenos concentrados de perfume para combater certas enfermidades.

Contudo, terão sido os romanos, preocupados com o asseio pessoal diário, que lançaram o consumo dos perfumes a todos os escalões da sociedade. Foram pioneiros a desenvolver óleos para a limpeza do corpo e para a preparação de rituais de fertilidade, assim como a desenvolver diferentes consistências nas substâncias aromáticas, como pastas, óleos, incensos e colónias. Utilizavam bálsamos cicatrizantes e utilizavam perfumes nas roupas para espantar as epidemias.

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Quando foram descobertas as ruínas de Pompeia o trabalho dos arqueólogos trouxe à luz uma perfumaria, onde foram encontradas garrafinhas de perfume com resquícios dos seus conteúdos mágicos. Depois de análises diversas, os mistérios dos perfumes com mais de 2000 anos foram revelados. Verifica-se que são todos à base de azeite, no qual as plantas, como pétalas de rosas, lírio ou manjericão, eram maceradas. Como não utilizavam fixadores, depois de meia hora de utilização o que ficava mesmo era o cheiro a azeite!

Com a chegada do Cristianismo e as suas mensagens de humildade e pudor, o perfume caiu em desuso. Terá sido a civilização árabe a “investir” em experiências com perfumes, que pretendiam extrair as propriedades das plantas, a sua essência química. Desta forma, a planta seleccionada era destilada uma infinidade de vezes, até que as suas qualidades passassem a um outro estado. Com a chegada dos árabes à Península Ibérica, a perfumaria expande-se novamente pelo resto da Europa. Os países mediterrânicos, com um clima adequado ao cultivo de plantas aromáticas, principalmente o jasmim, o alfazema e o limão, viram as suas costas ocupadas com plantações, cujas flores e frutos eram aproveitados pelos árabes na produção de perfumes, a sua principal ferramenta de comércio.

Os perfumes foram também introduzidos no Japão, através da China, que já tinha desenvolvido grandes artesãos da jardinagem para perfumaria. Neste país reconhece-se grandes poderes aos perfumes e o sentido do olfato, sempre desprezado em relação aos outros sentidos, é colocado na posição de relevo que lhe pertence.

Voltando à Europa, e apesar de na Idade Média a utilização de perfumes estar condicionada pela pressão da Igreja, ela continuou nas classes mais favorecidas. Com a ausência de cuidados de higiene, as mulheres perfumavam-se com fortes e persistentes aromas, como âmbar. Nos castelos aromatizavam-se alguns compartimentos, nascendo, assim, o primeiro ambientador da história.

Mas o primeiro perfume como fórmula própria, de que se tem conhecimento, surgiu em 1370, criado pela Rainha Elisabeth, da Hungria. Era uma concentração de óleos e essências, conhecido como l’eau de la reine de Hongrie.

Embora a tradição da perfumaria em França venha já do séc. XIII, quando foram criadas as primeiras escolas que formaram os aprendizes e oficiais desta profissão, foi após a Revolução Francesa que se conheceram desenvolvimentos impressionantes.

Tinha chegado ao fim a história do perfume apenas como composições restritas a águas tratadas com flores e começam a aparecer fórmulas que combinam aromas de couro, almíscar e musgos. Nesta época o perfume começou a ser associado sedução e mesmo ao erotismo. Assim, a partir do séc. XIX, a história deste produto começou a caminhar de mãos dadas com a moda. França é reconhecida como o berço da perfumaria e Paris como o centro da indústria do perfume.

História do Perfume

Entretanto o desenvolvimento não pára, especialmente ao nível técnico. Até aqui a maioria dos perfumes era extraída de substâncias aromáticas contidas nas plantas.

Com os avanços científicos, uma pequena revolução nos laboratórios começou a mudar a história dos aromas: compostos sintéticos reconstituíram aromas naturais e criaram-se mesmo novas fragrâncias. Pôs-se fim a um dos maiores problemas da indústria perfumista – a estabilidade. Este é um grande passo, que os ambientalistas agradecem – hoje não é preciso colher ao amanhecer quilos de flores, para extrair uma fragrância exótica.

Por volta de 1920, com o advento da química orgânica, começaram a surgir as fragrâncias como hoje as conhecemos. A partir daqui, a cada revolução na indústria da moda, que ditava novas tendências, a indústria química dava uma resposta e alguns perfumescomeçaram a marcar épocas.

História do Perfume

Para além da evolução técnica, foi igualmente ocorrendo uma evolução nas preferências dos consumidores, e existem épocas marcadas por tendências florais, outras mais cítricas, ou mais exóticas, tendências essas que se vão alternando até chegarmos aos nossos dias.

Relativamente aos processos de fabricação dos perfumes, eles foram evoluindo consideravelmente ao longo da história, e apesar de atualmente a maior parte se centrar na produção sintética de aromas, ainda hoje são utilizadas algumas técnicas antigas que sempre deram bons resultados. É o caso da maceração, em que flores são colocadas dentro de misturas de gorduras animais cozidas e purificadas, para que estas fiquem impregnadas com os seus odores. Para os chamados óleos essenciais, utiliza-se a destilação para arrastar no vapor da água as substâncias odoríficas de materiais naturais (flores, folhas, raízes e madeiras). Para extrair óleos essenciais de citrinos é utilizada a técnica da compressão da casca, que permite a libertação das moléculas voláteis odoríficas. A técnica da exsudação é utilizada com árvores que possuem resinas, posteriormente tratadas com álcoois.

História do Perfume

A partir destas matérias-primas secundárias são fabricados diversos produtos, que vão desde os perfumes enfrascados que utilizamos diariamente, até aos ambientadores para as nossas casas, passando por uma infinidade de produtos, como bálsamos, desodorizantes, óleos e leites corporais, pós de talco, géis de banho, maquilhagem, etc., assim como produtos de “capricho” – papel, velas, tintas e uma infinidade inimaginável de produtos, todos eles perfumados.

É mesmo difícil conceber o nosso dia-a-dia sem o perfume.

Fonte: www.naturlink.pt

História do Perfume

História do Perfume

“O que todo ser humano procura, mais ou menos inconscientemente de um perfume, é o que faz com que se pareça consigo mesmo e, no entanto, o distingue de todas as outras pessoas”

Em 1992, Al Pacino emocionou as platéias com o filme “perfume de Mulher”, em que interpretava um militar reformado cego, capaz de identificar a personalidade e o tipo físico das mulheres de quem se aproximava pelo perfume que estavam usando.

Isto indica, talvez, que nosso sentido do olfato é um sentido muito mais rico e profundo do que pensamos.

De fato, o perfume é muito mais do que um prazer dos sentidos. É também uma mensagem, algo do próprio ser humano, projetando no exterior seu “eu” profundo, seus gostos, suas aspirações secretas.

história do perfume começou quando o homem primitivo aprendeu a fazer o fogo e descobriu que certas plantas desprendiam fragrâncias agradáveis quando eram queimadas. Passaram, pois, a oferecê-las aos deuses como forma de agradecimento.

O nome “perfume” deriva do latim “per fumum” ou “pro fumum”, que significa “através do fumo”.

Todos os templos da Babilônia, Assíria, Egito, Roma e Grécia tinham seus perfumistas exclusivos. Os mais antigos frascos deperfumes de que se tem notícia datam de 5000 A.C. Eram fabricados na Mesopotâmia e no Egito com alabastro e pedra, por serem os materiais preferidos, devido a não serem porosos.

O uso do perfume na antigüidade

Os egípcios preparavam uma mistura de madeira, cujos componentes – o benjoim, o galbano – eram triturados e aglutinados com mirra e azeite de oliva.

Esta mistura era queimada durante os rituais. Relato Bíblico no livro Êxodo cap.30, v.1 e 7: “Farás também um altar para queimar osperfumes; e, Aarão queimará sobre ele um incenso de suave cheiro” (A queima de perfumes era símbolo da oração que sobe a Deus e que é por Ele recebida por partir de um coração fervoroso e devoto).

Foi na Índia e na Arábia que surgiram os primeiros mestres perfumistas.

Os árabes não só compreendiam e apreciavam os prazeres dos perfumes, mas também tinham conhecimentos avançados de higiene e medicina. Eles produziram elixires partindo de plantas e animais com propósitos cosméticos e terapêuticos. Avicena, (980 – 1073), médico árabe, descobriu, por acaso, os princípios básicos da destilação a vapor, enquanto pesquisava poções medicinais com flores e madeiras aromáticas.

Existem várias lendas que envolvem o surgimento do perfume. Uma delas relata que o perfume foi uma criação da Deusa Vênus (mitologia Grega), que certa vez teria ferido o dedo e dele caído uma gota de sangue sobre uma rosa. Cupido (Deus do Amor) por sua vez, beijou a rosa e teria selado a alquimia, transformando o sangue de Vênus em fragrância.

história do perfume remonta há três mil anos e as lendas que envolvem sua criação vão mais longe ainda. Na antigüidade, as fragrâncias florais costumavam ser produzidas na capital mundial dos perfumes, a Babilônia. Ali já havia sido criada a água de colônia, obtida pela maceração (esmagamento) de pétalas de rosas.

Hoje, a indústria se desenvolveu a tal ponto, que esse aroma é obtido sinteticamente. O perfume Chanel no 5 deu início a um boom no uso dos aldeídos na fabricação de perfumes. Outro mérito do Chanel no 5 foi reforçar a associação entre o uso do perfume e o jogo de sedução. A discussão ganhou fôlego na década de 50, quando a atriz Marilyn Monroe declarou que usava apenas uma gotinha desse perfume para dormir. Mas a relação entre aroma agradável e apelo sensual vem de épocas remotas.

São necessários entre 6 a 18 meses para criar um perfume. É um período mágico em que as matérias primas se transformam em odor.

Fonte: www.wmulher.com.br

História do Perfume

Origem do perfume

A palavra perfume é derivada do latim per fumum, que significa por meio da fumaça. Na Antigüidade, um perfumista era considerado um encantador, cujo conhecimento sobre a alquimia era empregado para criar incensos sagrados capazes de elevar o espírito, ligando a psique humana ao poder divino.

À medida que cura e religião estavam interligadas, a defumação de pessoas doentes era uma prática comum para exorcizar os espíritos malignos.

Durante toda a Antigüidade, a resina de olíbano, extraída de árvores que cresciam no sudoeste da Arábia, foi amplamente comercializada. Era considerada uma substância suprema capaz de alterar o humor, o mais sagrado dentre os insensos sagrados. Atualmente, o olíbano é ainda queimado em igrejas católicas. Em 1981, cientistas alemães investigaram registros de que coroinhas estavam ficando viciados nessa substância. Descobriu-se que quando o olíbano era queimado produzia a traidocanabinole, uma substância psicoativa conhecida por provocar estranhos efeitos sobre a imaginação.

perfumes no antigo Egito

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Foi no antigo Egito que o uso dos aromáticos atingiu seu auge. Conta-se que os curandeiros egípcios eram tão reconhecidos por suas habilidades que sábios e médicos de todas as partes do mundo antigo dirigiam-se ao Egito para estudar medicina, perfumaria e os Mistérios.

O incenso mais famoso é o Kyphi, uma mistura inebriante e luxuriosa formada por no mínimo dezesseis ingredientes, sendo que alguns continham substâncias narcóticas e alucinógenas. Quando o túmulo de Tutankamon foi escavado em 1922, um pequeno vidro de ungüento foi encontrado, e, embora tivesse milhares de anos de idade, ainda era possível sentir o cheiro de olíbano e nardo.

perfumes na Europa

Por volta do século 12, os "perfumes das Arábias" eram famosos em toda a Europa, pois os cavaleiros das cruzadas levavam para casa não somente perfumes caros e exóticos, mas também conhecimento necessário para destilá-los.

Na Itália do século 16, uma nobre família romana -Frangipani- criou um perfume que existe ainda hoje e leva seu nome, que é umperfume tenaz, similar ao aroma de uma espécie de flor indiana.

Foi a princesa italiana Catarina de Medici, na segunda metade do século 16, que iniciou a produção de fragrâncias florais em Grasse, no sul da França. No século seguinte, Grasse tornou-se o renomado centro da fabricação de perfumes, um título que possui até hoje. É um fato comprovado que perfumistas freqüentemente se apresentavam imunes à peste, o que levou ao desenvolvimento do infame "Vinagre Quatro Ladrões", uma mistura de alho e essências de plantas aromáticas em uma suspensão de vinagre, assim chamada devido a um quarteto de ladrões que durante a grande peste, em Marselha, em 1722, borrifavam em seus corpos tal mistura antes de saquear os cadáveres vítimas da peste.

Todos os quatro sobreviveram para se gabar da façanha e continuaram a pilhar impunemente!

Os primeiros perfumes feitos utilizando-se a mistura de fragrâncias sintéticas e naturais foram formulados no final de 1880, pelo francês Paul Parquet, que produziu clássicos como Fougère Royale e Parfum Idéal.

Fonte: www.ufsm.br

História do Perfume

História do Perfume

Ao penetrarem pelas narinas, os aromas encontram o sistema límbico, responsável pela memória, sentimentos e emoções. A sábia Cleópatra seduziu Marco Antônio e Julio César usando um perfume à base de óleos extraídos das flores.

Nos tempos mais remotos, os homens invocavam os deuses por meio da fumaça. Eles queimavam ervas, que liberavam diversos aromas. Foi neste contexto que surgiu a palavra "perfume", em latim "per fumum", que significa "através da fumaça".

história do perfume remonta há três mil anos e as lendas que envolvem sua criação vão mais longe ainda. Foi na Índia e na Arábia que surgiram os primeiros mestres da perfumaria. Ali já havia sido criada a água de colônia, obtida pela maceração de pétalas de rosas.

Os árabes não só compreendiam e apreciavam os prazeres dos perfumes, mas também tinham conhecimentos avançados de higiene e medicina.

Eles produziram elixires partindo de plantas e animais com propósitos cosméticos e terapêuticos.

Por volta do século X, Avicena descobriu a destilação dos óleos essenciais das rosas, e assim criou a Água de Rosas.

Depois veio a Eau de Toilette, feito para a rainha da Hungria.

No século XIX o perfume ganha novos usos, como o terapêutico, por exemplo.

O esplendor da perfumaria florescia com a renascença. Foi então, na Europa que o perfume desenvolveu e se popularizou. Mesmo feito ainda de forma artesanal desempenhava sua forma social como parte dos luxos diários e necessários de toda mulher, encantando com suas doces fragrâncias e charmosos frascos, capazes de transformar os perfumes até os dias de hoje, em verdadeiros objetos de desejo.

Foi nessa época que Paris se tornou uma referência mundial em produção de fragrâncias e perfumes, e fez com que os perfumesfranceses conquistassem o mundo. Hoje os perfumes se dividem em alguns tipos.

Tipos de pefumes mais comuns:

Eau de parfum: mais fraco, tem, em sua composição, de 10% a 20% de concentração de essências e seu efeito de fixação chega a 12 horas. Bastam algumas gotas em lugares estratégicos como a nuca, atrás da orelha e atrás do joelho, para você ficar perfumado o dia todo;

Eau de toilette: Com fragrâncias mais discretas são perfeitos para serem usados em climas tropicais com o goiano. Sua fixação não passa de oito horas, e mesmo assim, em dias mais quentes. Sua concentração de essência varia entre 6% e 12%;

Eau de cologne: Excelentes para o nosso clima, também podem ser usados durante o dia. Seu poder de fixação não dura mais do que cinco horas e a concentração fica entre 5% e 8%;

Deo colônia: O mais suave dos perfumes tem o mínimo de concentração de essência, chegando ao máximo de 10%, sendo sua fixação de duas a quatro horas, com algumas exceções que chegam a até 8h.

É comum o mesmo perfume apresentar cheiros diferentes quando aplicado em pessoas diferentes. Isso porque, os odores corporais são únicos, sendo resultado da alimentação, das características pessoais, dos lipídeos e ácidos graxos que a pele exala. A temperatura da pele interfere diretamente na vaporização do perfume, e portanto no cheiro que ele exala.

Hoje sabemos que o perfume é capaz de revelar a personalidade das pessoas, bem como sua classe social. De fato, o perfume é muito mais do que um prazer dos sentidos. É também uma mensagem, algo do próprio ser humano, projetando no exterior seu "eu" profundo, seus gostos, suas aspirações secretas.

Atualmente, a indústria se desenvolveu a tal ponto, que esse aroma é obtido sinteticamente. O perfume Chanel nº 5 deu início a um boom no uso dos aldeídos na fabricação de perfumes. Outro mérito da perfumaria foi reforçar a associação entre o uso do perfume e o jogo de sedução. A discussão ganhou fôlego na década de 50, quando a atriz Marilyn Monroe declarou que usava apenas uma gotinha de perfume para dormir. Mas a relação entre aroma agradável e apelo sensual vem de épocas remotas.
São necessários entre 6 a 18 meses para criar um perfume. É um período mágico em que as matérias primas se transformam em odor.

Evolução da Perfumaria - O perfume através dos tempos!

1900 - A atriz Sarah Bernhardt representa as mulheres pálidas e românticas da época. Martirizadas pela moda vitoriana, buscavam alívio nos aromas refrescantes e suaves das colônias florais.

1910 - O estilista Paul Poiret foi o primeiro a colocar em sua maison uma linha própria de perfumes. A partir de então, a conexão entre moda e perfume jamais seria desfeita. No cinema, Theda Bara idealizava a mulher fatal.

1920 - Gabrielle Chanel seria responsável por uma revolução no mundo da perfumaria e da moda. Ela marcou a década com seu estilo único, apostando na sobriedade e no conforto, e com o lançamento do perfume Chanel nª 5.

1930 - Greta Garbo, Katharine Hepburn e Jean Harlow dominavam as telas de cinema. Contrariando os tempos de crise, o estilista Jean Patou lançou Joy, o perfume mais caro do mundo.

1940 - Paris era a capital do luxo e Nova Iorque ditava o contemporâneo. Hollywood virou a fábrica de sonhos. Os cabelos de Rita Hayworth inspiravam a moda e as curvas de Mae West motivaram a criação do perfume Femme de Rochas

1950 - A sofisticação e a inocência de Audrey Hepburn foram traduzidas no perfume L'Interdit.

Chanel nº5 ganharia a mais célebre das garotas-propaganda, que confessava dormir apenas com algumas gotas doperfume: Marilyn Monroe.

1960 - Os Beatles e os Rolling Stones embalavam o pop dos anos 60. Surgiam as minissaia e a modelo Twiggy, musa da extrema magreza. As grandes mudanças de comportamento eram marcadas por fragrâncias que evocavam a liberdade.

1970 - A quebra de toda a sorte de tabus era prenunciada na década na qual as mulheres clamavam por sua individualidade. A tendência oriental na perfumaria seria imortalizada com o lançamento de Opium.

1980 - Fragrâncias mais densas acopmanhavam o clima de competitividade sem limites. Madonna inspirava o corpo "construído" nas academias e Jean Paul Gaultier chocava nas passarelas com sua moda provocativa.



1990 - A década foi marcada pela globalização e pela interatividade e a perfumaria por dois ícones: o unissex CK One e o saboroso Angel. A moda voltava-se para o minimalismo.

2000 - Os perfumes do Novo Milênio parecem revelar os anseios da nova era com nomes sugestivos e personalidades distintas. Um universo que não tem fim.

Futuro - Não há limites para a imaginação dos criadores. As plantas, as águas e até mesmo o espaço podem ser fonte de inspiração para a perfumaria do futuro.

Oriundos de uma tradição de muitos séculos, os perfumes franceses representam hoje uma boa parte das exportações mundiais, e quatro dos oitos maiores grupos do setor são franceses;

perfume é um produto de luxo em constante democratização e um setor em fase de grandes transformações há alguns anos;

Na França, nove mulheres sobre dez e um homem a cada dois se perfumam

Elaborados por criadores inspirados (os famosos "narizes" que sabem misturar as essências), acompanhando as últimas descobertas da química e a evolução das caras matérias primas naturais, cuidadosamente embalados, batizados com nomes significativos, assinados pelos nomes mais famosos da moda, os perfumes também estão se democratizando, agora presentes nas prateleiras das grandes redes de distribuição.

Em 1992, Al Pacino emocionou as platéias com o filme “perfume de Mulher”, em que interpretava um militar reformado cego, capaz de identificar a personalidade e o tipo físico das mulheres de quem se aproximava pelo perfume que estavam usando.

Existem várias lendas que envolvem o surgimento do perfume. Uma delas relata que o perfume foi uma criação da Deusa Vênus (mitologia Grega), que certa vez teria ferido o dedo e dele caído uma gota de sangue sobre uma rosa. Cupido (Deus do Amor) por sua vez, beijou a rosa e teria selado a alquimia, transformando o sangue de Vênus em fragrância.

Registros históricos afirmam que a Babilônia queimava 26 mil quilos de incenso por ano para acalmar a fúria dos deuses. Acreditando que os aromatizantes garantiam a eternidade do corpo e do espírito, os antigos egípcios usavam essências perfumadas no ritual de embalsamamento. Testemunhos das primeiras profanações dos túmulos dos faraós afirmam que os ladrões procuravam as essências utilizadas na mumificação, fazendo pouco caso das jóias e objetos de ouro.

Com o Renascimento, os hábitos de higiene é que são cada vez mais descurados, e o aroma do perfume utiliza-se para disfarçar os maus odores. Na época barroca achava-se inclusivamente desnecessário o banho, uma vez que a existência do perfume permitia dispensá-lo. Para o mau hálito, receitava-se a ingestão de anis, funcho e cominho logo ao pequeno-almoço, e cardamomo e alcaçuz se a intenção fosse seduzir uma jovem. Os cabelos podiam ser aromatizados com a ajuda de almíscar, cravo-da-índia, noz-moscada e cardamomo.

Na origem dos perfumes estão as flores e algumas essências animais como o almíscar e o âmbar. É graças às flores que a verdadeira capital dos perfumes na França não é Paris, mas Grasse, na Côte d’Azur. Um lugar onde há vários séculos são cultivados as rosas, o jasmim, a lavanda, as íris e a mimosa, assim como as plantas aromáticas das quais se extraem essências.

Apesar das dificuldades e das diferentes localizações, a tradição persiste em Grasse. É lá que a Robertet fabrica, em especial, essências sob medida para a clientela do Oriente Médio, que chega a pagar de 3.000 a 5.000 francos (600 a 1.000 dólares) pelo litro de composições onde são misturadas as essências mais nobres

Para que um perfume venha a nascer, é preciso de fato misturar várias dezenas de essências, e escolher o que os especialistas chamam de "nota de cabeça" - o odor que se percebe imediatamente -, uma "nota de coração", que dá sua característica ao perfume, e uma "nota de fundo", que fixa o conjunto. Da mistura entre noas fruitées (de frutas) ou verdes, de madeira, florais ou animais, nascerá o perfume. Alguns deles estão ligados a uma maison como Jean-Paul Guerlain, criador do Samsara, outros criam para uma marca, como Jacques Cavalier ou Jean Guichard, de Grasse.

“O que todo ser humano procura, mais ou menos inconscientemente de um perfume, é o que faz com que se pareça consigo mesmo e, no entanto, o distingue de todas as outras pessoas”

Fonte: www.unioeste.br

História do Perfume

História do Perfume

História do Perfume

Jean-Jacques Rousseau, no século XIX, afirmou: "O olfato é o sentido da imaginação". De fato, o olfato é um sentido fundamental. Os estímulos aromáticos incitam emoções ou recordações. Um determinado cheiro pode suscitar memórias passadas e levar-nos numa viagem de sensações. O cheiro pode também ser a imagem de marca de uma mulher. Não foi por acaso que a estilista Coco Chanel disse que "o perfume anuncia a chegada de uma mulher e prolonga a sua saída".

perfumes foram utilizados primeiramente pelos egípcios como parte de seus rituais religiosos. Os dois métodos principais de uso nesta época eram a queima de incenso e a aplicação de bálsamos e ungüentos. Óleos perfumados eram aplicados pele para propósitos cosméticos ou medicinais. Durante os Reinos Velhos e Medianos, perfumes eram exclusivamente reservados para rituais religiosos como cerimônias de limpeza. Então durante o Reino Novo (1580-1085 AC) eles também eram usados durante festivais onde mulheres egípcias usavam cremes e óleos perfumados como prelúdio para fazer amor. O uso do perfume espalhou-se então para a Grécia, Roma, e o mundo islâmico. Com a queda do Império Romano, o uso de perfumes declinou. No século XII, com o desenvolvimento do comércio internacional, este declínio foi invertido.

Os perfumes fizeram enorme sucesso durante o século XVII. Luvas perfumadas ficaram populares na França e em 1656, a associação de fabricantes de luvas e perfumes estabeleceu-se. O uso de perfumes na França cresceu continuamente. O tribunal de Louis XV até foi nomeado "O Tribunal Perfumado" devido aos cheiros que diariamente, não só eram aplicados à pele mas também para vestimenta e mobília. O século XVIII assistiu a um revolucionário avanço na perfumaria com a invenção da Água de Colônia ou "Eau de Cologne".

Esta mistura refrescante de alecrim, néroli, bergamota e limão era usada por uma multidão de diferentes modos: diluído em água de banho, misturado com vinho, como líquido para limpeza bucal, entre outros. A variedade de frascos de perfumes no século XVIII era tão larga quanto a de fragrâncias e os seus usos. O vidro tornou-se crescentemente popular, particularmente na França com a abertura da fábrica de Baccarat em 1765.

Assim como na indústria e nas artes, os perfumes sofreriam profundas mudanças no século XIX. Gostos variáveis e o desenvolvimento da química moderna colocaram as fundações de perfumaria como nós as conhecemos hoje. A alquimia abriu novos caminho para a química, e fragrâncias novas foram criadas. De nenhum modo a Revolução Francesa tinha diminuído o gosto pelosperfumes; havia até mesmo uma fragrância chamada "Parfum a la Guillotine". Debaixo do governo pós-revolucionário, pessoas, mais uma vez, ousaram expressar uma propensão para bens de luxo, inclusive perfumes.

Devido a seu jasmim, rosa e o crescente comércio de laranjas, a cidade de Grasse em Provence estabeleceu-se como o maior centro de produção de matérias-primas. Os estatutos de "fabricantes de perfumes de Grasse" foram passados em 1724. Paris se tornou a contraparte comercial para Grasse e o centro mundial de perfumes. Casas de perfumes como Houbigant (produz Quelques Fleurs, ainda muito popular hoje), Lubin, Roger & Gallet, e Guerlain eram todos baseados em Paris.

Logo, envasar tornou-se muito importante. François Coty, fabricante de perfumes, formou uma sociedade com Rene Lalique. Lalique produziu garrafas para Guerlain, D'Orsay, Lubin, Molinard, Roger & Gallet e outros. Baccarat juntou-se então, produzindo frascos para Mitsouko (Guerlain), Shalimar (Guerlain) e outros. A fábrica de vidros Brosse criou a memorável garrafa para o Jeanne Lanvin's Arpege, e o famoso Chanel N° 5.

1921 - Couturier Gabrielle Chanel lança a própria marca de perfumes, criada por Ernest Beaux. Ela o batiza de Chanel N° 5 porque era o quinto em uma linha de fragrâncias que Ernest Beaux a apresentou. Ernest Beaux foi o primeiro perfumista a usar aldeídos regularmente em perfumaria.

Os anos de 1930 viram a chegada da família de fragrâncias de couro. As florais também ficaram bastante populares com o aparecimento do Worth's Je Reviens (1932), Caron's Fleurs de Rocaille (1933) e Jean Patou's Joy (1935). Com a perfumaria francesa no auge nos anos de 1950, outros designers como Christian Dior, Jacques Fath, Nina Ricci, Pierre Balmain, entre outros, começaram a criar suas próprias fragrâncias.

Fonte: www.perfumesimportados.com

História do Perfume

História do Perfume

Queimar algo para liberar perfume é um recurso muito antigo. A própria palavra "perfume" sugere sua origem fumegante. Tanto o português perfume, como o francês parfum, o italiano profumo e o inglês perfume derivam efetivamente do latim fumus, talvez em uma referência à fumaça perfumada que subia ao céu durante os ritos em homenagem aos deuses.

As primeiras referências ao perfume remontam às antigas civilizações do Oriente Próximo, especialmente à do Egito.

Os arqueólogos encontraram numerosos vasos de perfume de alabastro que remontam ao terceiro milênio antes de Cristo, e são muitos os afrescos com cenas da vida cotidiana que mostram rituais do perfume.

Os antigos egípcios reservavam fragrâncias para os mortos e aos deuses, a ponto de instalarem dentro dos templos, os laboratórios destinados à preparação desses perfumes. No laboratório do templo de Hórus, em Edfú, foi encontrada por exemplo, a receita das velas aromáticas que os sacerdotes acendiam na primeira oferenda da manhã às estátuas das divindades.

O sebo, embebido em drogas aromáticas, era primeiro tingido de cor-de-rosa com raízes de alfena e depois, era queimado lentamente.

Mais tarde, queimavam-se resinas de terebinto e a fumaça subia aos céus para expulsar os espíritos malignos. No final da cerimônia, o sacerdote espargia a estátua da divindade com óleos perfumados e a cobria com um véu.

Mas por que o perfume tinha um papel tão importante nos rituais propiciatórios dedicados aos deuses? Com certeza, porque eram infinitamente mais valiosos do que hoje. Assim, só podiam dispor dele os grandes sacerdotes ou reis, que os reservavam aos deuses. No poema de Pen-Ta-Ur podemos ler a oração do faraó Ramsés ao deus Amon para que lhe conceda a vitória na batalha de Qadesh.

Nesse trecho do poema, o rei relembra as oferendas ao deus, entre elas o sacrifício de 3 mil bois, além de ervas aromáticas eperfumes. Os egípcios acreditavam que seus pedidos e orações chegariam mais depressa à morada dos deuses se viajassem nas densas nuvens de fumaça aromática que se erguiam dos altares e ascendiam aos céus.

Cleópatra perfumava-se com essências aromáticas da cabeça aos pés ou deixava que o perfume flutuasse em torno dela. Não há nada escrito e nunca sabe-remos se preferia violeta ou o feno grego ou então, a mirra com mel e resinas.

Pensando nela como a primeira mulher que conseguiu usar os perfumes para seduzir, podemos formular uma hipótese: usava um bouquet com todos esses aromas e, por ser astuta, acrescentava rosa e absinto, às fragrâncias mais apreciadas em Roma naquela época.

O contrário do que acontecia na civilização egípcia, as ruínas encontradas no Oriente Próximo explicam bem pouco os hábitos cotidianos do povo que, a partir do ano de 1.800 A.C. , viveu naquela vasta região. O historiador grego Heródoto cita alguns testemunhos nas suas histórias. Ele comenta que, entre os persas, não se consagravam sacrifícios e nem defumações aos deuses como acontecia no Egito.

Foi apenas depois da reforma religiosa que levou à afirmação do zoroastrismo, no século VI A.C., que se tornou um hábito perfumar os altares cinco vezes por dia e defumar incensos perfumados durante as procissões.O povo não sabia usar perfumes, utilizava-os apenas para afastar os espíritos malignos. O incenso era empregado nos exorcismos, enquanto nas doenças se tentava conquistar os favores do deus do Bem oferecendo-lhe óleos perfumados, para amansar o deus do Mal; também eram feitas oferendas de óleos.

Heródoto também contava que o poderoso rei dos persas, apenas teve seus cabelos lavados no momento do seu nascimento. Mas o rei era um grande apaixonado por perfumes, que os usava em excesso para ocultar os maus odores do corpo. Plutarco, que viveu no século I, conta que, quando Alexandre magno entrou na tenda do rei, espantou-se ao descobrir que era "um lugar perfumado com fragrâncias de aromas e ungüentos" e, anos mais tarde, ao regressar à sua pátria, quis imitá-lo borrifando o chão do seu palácio com água perfumada e rodeando-se de incensários cheios de incenso e mirra.

Na misteriosa Mesopotâmia, os perfumes desempenhavam um papel importante na vida de um casal e o marido devia proporcioná-los à esposa, tanto como ato de amor como para rito de purificação. Toda a população utilizava óleos purificadores, os pobres deviam se contentar em se purificar com óleo de gergelim, enquanto os ricos podiam fazê-lo com finos óleos de murta e cedro.

As essências perfumadas que os egípcios e outros povos do Oriente utilizavam para obter ungüentos vinham de Punt, país da África, de onde vinham todas as flores e plantas empregadas na perfumaria. Mas, como plantas e flores tão diferentes podiam ser cultivadas em Punt? Na realidade, não eram cultivadas ali, mas chegavam de países longínquos, convergindo para aquelas terras graças s poderosas corporações de comerciantes que organizavam caravanas que iam comprar, em viagens que duravam meses, as essências nos países de origem, principalmente na Índia.

No livro do francês J. Vercountier sobre o comércio na antiguidade, cita-se um fragmento de uma carta interessante que um importador da Mesopotâmia escrevia a um enviado: "Procure tabuinhas de cedro [...] trinta quilos de murta de boa qualidade, trinta de cálamo aromático e grandes troncos de madeira de pinho e, depois entregue todo esse material para mim na Babilônia...". Os assírios, e os babilônios gostavam muito de essências embriagadoras proporcionadas pelas resinas de certas árvores gigantescas que cresciam na Índia e em outros países asiáticos e importavam grandes quantidades delas. Das regiões meridionais da Índia chegava uma resina balsâmica extraída da planta do espinheiro, utilizada tanto para ungüentos como para aromatizar vinhos.

No extremo sul do país e no Ceilão deixava-se secar as folhas do cinamomo, que depois eram enroladas para obter uma canela muito fragrante com a qual se aromatizavam alimentos. Outro tipo de cinamomo, denominado camphora (servia para ungüentos empregados em vetiver), os espinhos e os ramos (pinheiro e cipreste), as ervas aromáticas (estragão e tomilho), as resinas e os bálsamos (mirra e incenso), as madeiras (sândalo e cedro) e as cascas (canela). As colheitas realizam-se no mundo inteiro e dependem das estações e da qualidade das plantas.

Fonte: www.mundialnet.org

História do Perfume

DEFINIÇÃO

perfume é uma mistura de óleos essenciais aromáticos, álcool e água, utilizado para proporcionar um agradavel e duradouro aroma, a diferentes objetos e principalmente ao corpo.

Os óleos essenciais são obtidos por destilação de flores, plantas e ervas, (lavanda(alfazema), rosas, jasmim, sândalo, frutas cítricas, bergamota .

Também são utilizados compostos químicos aromáticos.

Os fixadores que aglutinam as diversas fragrâncias incluem bálsamos, âmbar cinzento e secreções glandulares de civetas e cervos almiscarados. Esta secreção sem diluir tem um odor desagradável, porém em solução alcoólica atuam como conservantes.

Os viverrídeos constituem uma família de mamíferos carnívoros que inclui as civetas. São animais pequenos e leves, geralmente arborícolas (Vivem preferencialmente em arvores). O habitat mais comum é a floresta tropical, mas vivem também em savanas.

HISTÓRIA DO PERFUME

A arte da elaboração do perfume nasceu na França e Espanha,e transpuseram os limites dos tempos e das pirâmides, e se transformaram em um acessório apreciado pelos ricos mortais, ao invés de ser privilégio unicamente dos deuses e dos mortos; assim, os sacerdotes aos poucos transformaram seus templos em autênticos laboratórios de perfumaria (abertos ao público). Por volta de 2000 a.C., os primeiros clientes foram os faraós e os membros importantes da corte; logo, o uso do perfume se difundiu; trazendo um agradável toque de frescor ao clima quente e árido do Egito.

A necessidade de contar com essências refrescantes tornou-se fundamental na da história da humanidade Tanto que pouco depois (1300 a.C.), coube ao faraó Ramsés II enfrentar uma revolta de peões em Tebas, que estavam indignados com a escassez de rações de comida e de ungüentos. Os egípcios cuidavam muito de sua higiene pessoal, tinham hábito de lavar-se ao acordar, e também antes e depois das principais refeições; além de água, usavam uma pasta de argila e cinzas, a suabu, que era uma espécie precursora do atual sabonete; a seguir, friccionavam o corpo com incenso perfumado.

Atravéz dos Séculos

Pré- história

Queimando madeiras e resinas, os homens na das cavernas melhoravam o gostos dos alimentos.

Egito Antigo

Os egípcios honravam seus deuses“esfumaçando” os ambiente e produzido leos perfumados para ritos religiosos.

Grécia Antiga

Os gregos trouxeram novas fragrâncias de suas expedições e usavam perfu-mes que tivessem características medicinais

Império Islâmico

A partir da invenção do alambique foi possível destilar matérias primas. Uma contribuição fundamental para evolução da perfumaria. 

Século XII

Os cristãos usavam fragrâncias para a higiene pessoal e para prevenir doenças.  

Século XIV: Foi na França, , onde se cultivavam flores, que ocorreu o grande desenvolvimento da perfumaria, permanecendo desde então como o centro europeu de pesquisas e comércio de perfumes.  

Século XVI: a moda são as luvas perfumadas,usadas pelos nobres da corte européia.

OBS: A fusão de duas profissões: a de curtir o couro e a perfumaria.

Século XIX

Nascem as matérias-primas sintéticas.

A cidade de Grasse, França, se transforma na Capital mundial da perfumaria.

Século XX

A perfumaria já é acessível a todos.

Classificação pela concentração

A concentração de uma fragrância pode ser classificada de acordo com a quantidade de óleos aromáticos diluídos em um solvente (mais comumente etanol e agua):

Parfum (extrato de perfume): a forma mais concentrada, entre 20%-35% de compostos aromáticos (essência). Fixação de 12 horas.

Eau de parfum (deo perfume): varia de 12-18% de compostos aromáticos (essência). Fixação de até 8 horas.

Eau de toilette: 08-10% de compostos aromáticos. (essência).  Fixação de 5 horas.

Eau de cologne (deo colônia): 3-5%, baixa concentração de essências.Fixação de 2 a 4 horas

Fórmulas básicas

Parfum

Álcool de cereais: 66%

Propilenoglicol: 3%
Água deionizada: 8%
Essência: 20 a 30%

Eau de parfum

Álcool de cereais: 79% 
Propilenoglicol: 
2% 
Água deionizada: 
8% a 12%
Essência: 10 a 15%

Eau de toilette

Álcool de cereais: 84% 
Propilenoglicol: 2%
Água deionizada: 8% a 12%
Essência: 5% a 10%

Eau de cologne

Álcool de cereais: 85% 
Propilenoglicol: 2% 
Água deionizada: 8% a 12% 
Essência: 3 a 5%

Principais famílias olfativas

As fragrâncias classificam-se em:

Cítricos Florais

Quando utilizam matérias-primas extraídas de cascas de frutas tais como lima, limão, laranja, pomelo, tangerina, mandarina, entre outras. Também denominam-se "frutados".

Florais Aldeídos

A matéria prima é extraída das flores naturais ou desenvolvida sintetisado em laboratórios. As notas tem caráter delicado, sutil e discreto.

Chipre Florais

Fabricados com matérias-primas advindas de musgos, normalmente do carvalho. São os perfumes mais clássicos e sofisticados.

Orientais Florais

Misturas são constituídas das tuberosas , baunilha, patchouly,ylang Ylang. Inspiram sofisticação, são marcantes, misteriosos e super sensuais.

Couros Secos: fragrâncias extremamente secas, com características dominantes. Suas matérias primas são extraídas do tabaco, de madeiras, couros, musgos etc.

Aldeídos Florais

Geralmente são misturas sintéticas, também usadas nos perfumes muito clássicos e sofisticados. Possuem um certo frescor inicial característico e picante.

Aromáticos Secos e Frutados: são misturas de secos e frutados, que criam uma fragrância híbrida. Geralmente usam condimentos como cominho, estragão e manjericão, além de especiarias como o cravo, canela, noz-moscada e até mesmo a pimenta.

Matérias-primas leves e frescas, normalmente como madeirados,por serem extraídas de madeira, são conhecidos como Fougère:elaborado a partir de juntam a mistura de álcoois, tubérculos e raízes. São muito utilizados em fragrâncias masculinas

Notas olfativas

Devido as diferentes volatilidades e pressão de vapor as fragrâncias apresentam três notas:

NOTAS DE FUNDO – são aquelas da base da composição para onde vão os aromas mais fortes, consistentes, pesados. São os que têm maior poder de fixação (de duração). depois de um bom tempo são eles que se evidenciam.

NOTAS DE CORPO OU CORAÇÃO – são as do meio da composição para onde vão aromas mais "gentis", mais equilibrados. Essas notas duram menos que as notas de fundo,depois de um certo tempo elas desaparecem.

NOTAS DE CABEÇA – são as do topo da pirâmide, as que, quando você abre o frasco, sente na hora. É o momento em que a gente diz gosto ou não gosto. Por isso é interessante deixar passar um tempinho após a aplicação para sentir o perfume.

Classificação das fragrâncias

Depende da composição das notas predominantes.

FEMININAS MASCULINAS
cítrico cítrico
florais madeira
chipre orientais
fougère floriental

A magia do cheiro

Antigamente, o sistema límbico era chamado de cérebro das emoções.

Quando estamos muito tensos e nervosos, um aroma de lavanda é capaz de nos relaxar e nos induzir ao sono, ajudando em casos de insônia.

Quando estamos apáticos, deprimidos, infelizes, o aroma de bergamota pode ajudar na recuperação.

Aromas de limão, vetiver, eucalipto e alecrim melhoram a concentração, sendo que o de alecrim alivia também o cansaço.

Fragrância ou composição aromática

É o conjunto equilibrado, macerado e homogêneo de uma atividade olfativa desenvolvida, a partir da associação de numerosos componentes aromáticos.   efeito psicológico

Permite a característica final do produto

Mascara o odor de ingredientes químicos.

Mecanismo da olfação

Os mecanismos de ação de um perfume para ele transmitir tantas sensações emoções vivenciadas e tornar-se um dos mais cobiçados objetos de desejo, de todos os tempos é um processo emocional que se inicia pelo nariz.

Início do mecanismo de Ação

Acionando múltiplos receptores:

Moléculas odoríferas reagem com a proteína receptora do odor;

Formando o modelo do odor:

Reação envia um sinal para a proteína Go onde é amplificada e enviada para os glomérulos;

Decodificando o odor no cérebro: o modelo de ativação dos glomérulos amplifica e enviado ao cérebro.

A memória afetiva, é capaz de armazenar milhares de aromas.

Perfumista

São avaliadores de fragrâncias

Formulam as fragrâncias baseadas em:

Conhecimento técnico (biologia, química e física)

Olfato aguçado

Conhecer as mais de 3000 matérias-primas aromáticas

Performance do produto

Estabilidade

Custo

Segurança.

Matérias-primas para fragrâncias

Naturais Sintéticas
Alecrim, óleo essencial, almecega, resinóide, etc;
Fixadores: gomas e bálsamos;
Acetadeído, acetileugenol, acetanisol, etc;
Não chegam a 150; Além de 3.000;
Caras; São baratas;
Tendência a diminuir em variedade e volume; Tendência a aumentar em variedade .
Volume produzido limitada; Volume produzido grande;
Qualidade irregular; Qualidade regular;
Influencia climática sérias. Influencia climática quase inexistente. Lab., climatizado

Química das fragrâncias

São derivadas de três classes químicas:

Terpenóides;

Alifáticas;

Benzenóides.

Extração dos compostos aromáticos

Destilação

Expressão

Extração por solventes volátil (jasmim e óleo de rosa)

Fragância

As fragrância são quase que personalizadas

Devem ser de intensidade adequada de acordo com a faixa etária.

Idosos jovens e crianças. (Ex. Chanel nº5, Calandre, para idosos.)

Substâncias aromáticas com propriedades relaxantes e calmantes

Aromaterapia: utiliza as propriedades curativas dos óleos essenciais

Aromacologia: é a ciência dos aromas.

Aplicação no corpo

Ao aplicar-se o perfume sobre a pele, o calor do corpo evapora o álcool rapidamente deixando as substâncias aromáticas, que se dissipam gradualmente durante várias horas. Por isso, o perfume é aplicado nas partes mais quentes do corpo como pulso, nuca e atrás das orelhas

perfumes nos dias de hoje

  Hoje é impossível enumerar, quantidade de fabricantes e nomes de produtos, pois temos linhas diversas, desde infantis, até idoso.   O Brasil é a quarte economia de cosméticos do mundo, e São Paulo é a primeira no Brasil.

Julga-se que 100 bilhões de US$/ano, é o montante de movimentação no mundo, e é considerado um mercado emergente.

Marcas mais vendidas

História do Perfume

Chanel, Joy de Patou,Clive Christian, Vita Verde, Azzaro, Calvin Klein, Carolina Herrera, Dolce&Gabanna, Giorgio Armani, Hugo Boss, Ralph Lauren, Yves Saint Laurent, Dior, Givenchy.

No Brasil os perfumes Tarsila, de O Boticário; Breeze Violeta, da Avon; Pur Blanca Noite, da Avon; Sr. N, da Natura, são os mais comercializados.

“Nº 1 - IMPERIAL MAJESTY“

Clive Christian.

É o perfume mais caro do mundo.

Trata-se de uma jóia, seu frasco é de ouro puro ornamentado com pedras preciosas. Para criar o citado perfume foram necessários 200 ingredientes preciosos obtendo-se com eles uma gota desta essência.

Custo: 190.000 euros

ORIGEM

Antigamente, em rituais religiosos, os perfumes eram queimados como forma de oferenda aos deuses

Transição do incenso à perfume 6.000 ac 3.000ac Egípcios usavam óleos e álcoois de plantas

Colônia surgiu em 1709 pelo italiano Gean Bapitiste Farina A deo- colônia surgiu através da diluição da colônia

CRIAÇÃO DE perfumes E COLÔNIAS

Vai além da inspiração e da criatividade do compositor Necessário pesquisa e paciência até chegar à formula definitiva.

Qualidades técnicas do bom perfume: ser forte, persistente e deixar rastros.

Apresentam três notas de evolução: notas da cabeça são as que trazem o primeiro efeito que sentimos do ferfume, composto basicamente de notas frutais. As notas do coração são as que demonstram a personalidade do perfume, composto basicamente de notas florais e flores brancas. Por fim, as notas do fundo dão sustentabilidade às fragrâncias.

APLICAÇÃO

Os produtos devem ser fixados nas partes quentes do corpo como a nuca, atrás da orelha e no pulso, lembrando sempre não friccionar para não aumentar a temperatura da região que pode alterar a fragrância.

TIPOS

Há perfumes apropriados para o dia e outros pra a noite.

Durante o dia: perfumes frescos, mais leves com composições florais e frutais e durante a noite pode-se usar os mais sensuais, mais quentes e os mais marcantes como os orientais e chipres.

DIFERENÇAS ENTRE DEO-COLÔNIAS, ÁGUAS DE TOILETES E perfumes

Deo-colônias: composições aromáticas contendo de 5-10% de fragrância

Águas de Toiletes: possuem de 10-18% de fragrância

perfumes: possuem maior concentração podendo variar de 20-30% da fragrância

TIPOS DE CHEIRO

As fragrâncias femininas são divididas em três famílias:

Chipre: nesta categoria encontram-se as harmonias contraditórias entre as notas cítricas e tons de musgo de carvalho. Ex: Paloma Picasso

Floral: são notas de flores diversas como florais frutadas e muito interessantes usar durante o dia, na primavera e no verão. Ex: Chanel 5 ePolo Sport women

Oriental: são fragrâncias associadas às notas do oriente como mirra, insenso, sândalo e baunilha. Devem ser usados à noite e em dias mais frios. Ex: Angel, Samsara

QUANTO SE DEVE USAR?

perfume deve ser usado em regiões do corpo que não ficam expostas ao sol, passe nos punhos, peito e braços em doses mínimas.

CATEGORIAS DE PERFUME

Existem 2 categorias de materiais para formulações de perfumenatural e sintéticos

Natural extraído de plantas através da destilação,expressão e extração.

Sintética é a mais utilizada, menor custo.

COMPOSIÇÃO USUAL

Água, que deve ser submetida a tratamentos especiais, que asseguram a ausência de partículas, íons (deve ser deionizada) e também de minerais (sódio, potássio etc).

Álcool, que deve ser o álcool etílico, de máxima pureza e transparência total e submetido a filtros que asseguram a ausência de qualquer partícula (corpo estranho). Constitui o suporte do perfume. Devido a sua neutralidade, é o veículo condutor da fragrância.

Essência ou Absoluto, que é a concentração mais pura da matéria-prima, ou seja, da flor, da madeira, etc.

DEO COLÔNIA

Ingredientes Quant.
1. Álcool de cereais 700 mL
2. Essência 50 mL
3. Irgasan DP 300 1 g
4. Fixador 20 mL
5. Propileno glicol 30 mL
6. Água destilada 200 mL
7. Corante para água a gosto

Modo de fazer

Colocar o álcool num recipiente de vidro e adicionar os componentes 2, 3, 4 e 5, dissolvendo-os bem à medida que introduzi-los no álcool. Em seguida, acrescentar a água destilada e agitar bem. Deixar macerar durante oito a dez dias com resfriamento alternado (1 dia no congelador ou freezer e outro fora, temperatura ambiente). Colocar o corante na cor desejada, evitando excessos. Evitar exposição do produto à luz solar direta ou refletida.

EXTRATO FINO

Ingredientes Quant.
1. Álcool de cereais 760 mL
2. Essência 100 mL
3. Fixador 20 mL
4. Propileno Glicol 100 mL
5. Água destilada 100 mL

Modo de fazer

Colocar 1 em um copo de vidro graduado, adicionar 2, 3 e 4, dissolvendo-os bem; adicionar 5 e agitar bem. Deixar macerar (descansar) durante 10 dias com resfriamento alternado (um dia no congelador ou freezer e outro dia fora da geladeira), manter em local escuro. Embalar.

PERFUME INFANTIS

Ingredientes Quant.
1. Álcool de cereais 100 mL
2. Essência 50 mL
3. Tween 20 50 mL
3. Di-Propileno Glicol 30 mL
4. Água destilada 820 mL

Modo de fazer

Misturar bem 1 e 2, adicionar 3, 4 e 5, agitar bem.  Manter em local escuro. Embalar.

ÁGUA DE COLÔNIA

Ingredientes Quant.
1. Álcool de cereais 780 mL
2. Essência 50 mL
3. Fixador 20 mL
4. Propileno Glicol 20 mL
5. Água destilada 130 mL

Modo de fazer

Colocar 1 em um copo de vidro graduado, adicionar 2, 3 e 4, dissolvendo-os bem; adicionar 5 e agitar bem. Deixar macerar (descansar) durante 10 dias com resfriamento alternado (um dia no congelador ou freezer e outro dia fora da geladeira), manter em local escuro. Embalar.

Fonte: www.fes.br

História do Perfume

O PODER MÁGICO DO PERFUME

Acerte na compra

Você entra na loja e depara com centenas de nichos de todas as cores e tamanhos. As últimas novidades são apresentadas, confundindo seu olfato com os aromas mais diversos.

E você já nem sabe o que experimentou. Para comprar melhor siga alguns conselhos:

Teste a fragrância diretamente sobre sua pele, Não se esqueça de que o cheiro muda de pessoa para pessoa;

Aplique só algumas gotinhas ou uma microdose de spray no pulso ou no dorso da mão e deixe evaporar. Assim, o cheiro não fica tão intenso e você pode avaliar o aroma com mais precisão;

Nunca experimente mais de três fragrâncias simultaneamente. Com certeza, você se confundirá;

Se você se sentir inseguro, não se precipite. Tome sua decisão com calma.

Resultado da mistura equilibrada de substâncias aromáticas, algumas fragrâncias são envolventes e secas, intensas e marcantes. Outras, delicadas e românticas, leves e sutis.

Cada uma reage de maneira particular sobre sua pele, criando um efeito único, absolutamente individual, que se torna uma espécie de marca registrada da pessoa.

Saiba mais sobre as famílias olfativas e qual delas mais se identifica com você:

Florais - românticas / delicadas 
Verdes - frescas / folhas
Orientais - sensuais
Cítricas - esportivas / são mais voláteis, não tem a mesma duração que um perfume oriental por exemplo. 
Chyprées - elegantes / fruta cítrica com flor, musgo, carvalho e âmbar 
Aldeídos - elegantes / composição sintética 
Especiarias
Marinhas 
- exóticas / algas, melão, melancia 
Aquáticas - flores que nascem em lagos e rios
Balsâmicas - afrodisíaca / menta, aniz, hortelã 
Frutais - exóticas / arrojadas - manga, abacaxi, algas

Capturar os segredos perfumados da natureza e transformá-los em preciosas essências é uma arte que o homem conhece desde de a antiguidade. Das pétalas de flores até requintados frascos, os perfumes estimulam o olfato - o mais misterioso e primitivo dos cinco sentidos - evocando lembranças, despertando sentimentos, acendendo o desejo.

Quando usamos um perfume, usamos mais do que fluidos com fragrâncias, usamos aquilo que as fragrâncias farão pelas pessoas que as usam.

Você Sabia ...???

As fragrâncias devem manter suas características originais por até quatro anos. Mas o excesso de luz, calor e umidade pode afetar a integridade de seu perfume. Para protegê-lo, mantenha o frasco bem fechado num local escuro e arejado.

Para se fazer 1 Kg de essência é necessário aproximadamente 600 Kg de flores.

Que o nariz (nome dado para a pessoa que cria as fragrâncias) tem uma memória olfativa de 3.500 odores

Que a palavra perfume vem do latim - Per Femmun - que quer dizer "através da fumaça"

Que a fixação do seu perfume pode variar de acordo com a sua concentração:

Parfum - aroma intenso, com alta concentração de essência, de 15 a 30%. Seu efeito se prolonga por até 8 horas.

Eau de Parfum - intenso, porém mais suave do que o parfum, tem de 8 a 15% de concentração

Eau de Toilette - fragrância mais discreta, concentração dica entre 4 e 8%, sendo seu efeito por mais ou menos quatro horas

Eau de Cologne - perfeita para o nosso clima, concentração baixa de 3 a 5%

Deo - Colonia - usada pela perfumaria nacional - 2 a 6% de concentração

Fonte: www.ajoia.com.br

História do Perfume

A Evolução das Fragrâncias se deu ao longo da História e das interpretações humanas na descoberta e escolha dos cheiros.

A Historia o que se sabe a respeito da historia do nascimento da perfumaria é que ela nasceu por volta do ano 176 A.C. no oriente, mais especificamente no Egito, Para homenagear os deuses queimavam os incensos e resinas e esta fumaça que subia aos céus era considerada por eles de sagrada. Acreditavam que seus pedidos e orações chegariam mais rápido à morada dos deuses se viajassem nas densas nuvens de fumaça aromáticas.

Os Egípcios tinham por costume instalarem laboratórios dentro dos templos destinados a fabricação de perfumes. Foi encontrada no laboratório do templo “Horus” A receita de velas aromáticas que os sacerdotes acendiam na primeira manhã aos deuses e em homenagem a HATOR- deusa do amor. Encontrada no templo de EDFU. Seu formato e finalidade eram bem diferentes dos que conhecemos hoje. Na verdade “perfumar” era uma pratica medicinal pela queima de ervas, madeiras e raízes que segundo a crença dos povos antigos , tinham efeitos terapêuticos que traziam bem estar ao enfermo .Este costume era difundido na China, Pérsia, e índia, e aos poucos foi se espalhando em outros continentes.

Primeira Versão do uso de perfumes a base de álcool: 

Na França no ano de 1390 e foi criado para atender a Rainha Elizabeht da Hungria.

“Água de Colônia”: foi criada no século XVIII na França em homenagem a cidade de COLOGNE, e era uma mistura de óleos de frutas cítricas e álcool

O Significado perfume é uma palavra originada do Latin “Perfumuun” que significa “através da fumaça”

Pré-história: Queimando madeiras e resinas, os homens das cavernas melhoravam o gosto dos alimentos. Extraiam os óleos sob pressão, utilizavam pedras para prensar os vegetais

Egito Antigo: os egípcios honravam seus deuses “ enfumaçando os ambientes e produzindo óleos perfumados para os ritos religiosos”.

Grécia Antiga: os gregos trouxeram novas Fragrâncias de suas expedições e usavam perfumes que tivessem características medicinais.

Império Islâmico: a partir da invenção do alambique foi possível destilar matérias-primas, uma contribuição fundamental para a evolução da Perfumaria.

Século XII: Os Cristãos usam Fragrâncias para higiene Pessoal para prevenir doenças.

Século XVI: A Moda são as luvas perfumadas, usada pelos nobres da corte européia.

Há fusão de duas profissões: a de curtir o couro e a de perfumista.

Idade Média: perfume era muito usado nos ambientes de banhos públicos.

Século XVII: Época do Auge das Fragrâncias “ ANIMATICAS”, o musk extraído dos testículos de um tipo de veado do Himalaia e o Civette eram perfumes intensos.

Renascimento: A moda é perfumes Doces, Florais e Frutais.

Século XVIII: Os perfumes são Reconhecidos pela sua Sensualidade, através da proliferação de novas fragrâncias e frascos. Os cristãos passam a perfumar as cinzas na Quarta–feira de cinzas.

Século XIX: O progresso da Química permite reprodução artificial de cheiros encontrados na natureza. Nascem às matérias primas sintéticas. A cidade de Grasse, na França, se transforma na capital mundial da perfumaria.

Século XX: Nos dias de hoje, a perfumaria já é acessível a todos e não mais um privilegio da nobre burguesia. O perfumecontinua sendo o sinônimo de encanto e sedução.

O QUE É UM PERFUMISTA?

É uma pessoa cheirosa, pois o nariz é o seu maior instrumento de trabalho;

Nez: Vindo do francês que significa nariz (alta capacidade de gravar cheiros na mente e identifica-los para a criação do perfume . O Nez cria as notas olfativas assim como o compositor cria as notas musicais).

É uma pessoa que não exige diploma. Não basta conhecer todas as essências se não souber monta-las para a criação de umperfume, pois existe de 2 a 3 mil matérias primas sintéticas e naturais.

Esta profissão exige, amor e um dom para odores, além de um longo aprendizado.

Ao criar o perfume, o perfumista tem que ter em mente que o perfume esteja de acordo com a imagem que irá representar com, Luxo, juventude, sensualidade, mistério, originalidade...

A coerência deve ser total entre o perfume, seu frasco e imagem que veicula.

O QUE É O PERFUME ?

Na composição Química é formado por substancias químicas orgânicas como: Álcoois, acetados, éteres, ésteres, ácidos carboxílicos, resinas, as quais formam as essências que são oleosas, as quais dão origem aos perfumes.

PARA COMPREENDER MELHOR ESTE GRANDE SEDUTOR

O uso de um perfume exige sobretudo sensualidade, atenção de quem usa e de quem cheira. Perfumar se vai além do gosto. Trata se de um potente aliado de seres com desejo de explorar a memória olfativa alheia em proveito Pessoal.

ALIADO NA ARTE DE SEDUÇÃO, OS perfumes FAZEM A DIFERENCIAÇÃO QUANDO O DESEJO É MARCAR PRESENÇA

Um cheiro para mulheres de vida agitadas, que mal tem tempo para se mesma.

Outro para as audaciosas, ardente e apaixonado.

A fragrância comprometida com a modernidade ou romantismo

A Busca de uma essência que diferencia homens e mulheres, marcando o roteiro da paixão.

O seu uso traduz indivíduos, cuja maioria certamente não tem consciência sobre os efeitos, provocados por uma determinada fragrância.

AS FASES DO PERFUME

Todo perfume é composto de três fases :

Pirâmide Olfativa

História do Perfume

1) Nota de cabeça ou saída: são as primeiras sensações que temos ao passar o perfume, são extremamente voláteis e via de regra muito leve. São essências a base de Limão, Laranja Bergamota, lavanda, pinho, eucalipto e folha de chá dentre outros. Quando o perfume é muito fresco, suas notas são quase todas voláteis, daí porque seus aromas duram menos tempo.

2) Nota de coração ou de corpo: É uma alma, a personalidade do perfume.Normalmente são fortes e fixam por um tempo maior do que as notas de cabeça.

São utilizadas essências menos voláteis e mais pesadas dentre elas: O tomilho, o cravo, aldeídos, cominho, pimenta e outras especiarias.Ou seja nota do coração ou de corpo é o tempero de um bom perfume.

3) Notas de fundo ou fixação: O fixador gorduroso que adere pele. O preço dos melhores fixadores é muito alto em geral. É o responsável pela fixação da fragrância na pele. Como fixadores são usados resinas e extratos amadeirados e de origem animal, como Musk, o castor, Almíscar e o Civette.

FAMILIAS OLFATIVAS

Conhecendo as notas!!!

As Famílias olfativas, Classificam “ as diferenças de Fragrâncias” , ou ainda, as super composições.

Assim, os perfumes subdividem se em:

01 CITRÍCOS FLORAIS: (Cítrus ou Hesperídeos) pertencem a esta família a maioria dos perfumes masculinos, utilizam matérias primas extraídas de cascas de frutas como: Lima, Limão, Laranja, pomelo, tangerina, mandarina, entre outras 

Também denominam se “ FRUTADOS”.

02- FLORAIS ALDEÍDOS: a matéria prima é extraída das flores naturais ou desenvolvida sinteticamente em laboratórios. A nota tem caráter delicado, sutil e discreto.

03- FOUGÈRE: Elaborado a partir de matérias primas leves e frescas, normalmente extraído de madeiras, por isso são conhecidos como amadeirados e a ela se juntam a mistura de álcoois, tubérculos e raízes São muito utilizados em Fragrâncias masculinos.

04-CHYPRE-FLORAIS: fabricados com matérias primas advindas de musgos, normalmente de carvalho, são perfumes mais clássicos e sofisticados.

05-ORIENTAIS FLORAIS: suas misturas são constituídas normalmente das tuberosas, baunilha, Patchouli, ylang ylang.Inspiram sofisticação. São misteriosos marcantes, e super sensuais.

06 COUROS SECOS: Fragrâncias extremamente secas com características dominantes. suas matérias primas são extraídas do tabaco, de madeira, couros, musgos etc...

07 ALDEÍDOS FLORAIS: Geralmente são misturas sintéticas, também usados nos perfumes muito Clássicos e sofisticados. Possuem em certo frescor inicial característico e picante

08 AROMATICOS SECOS E FRUTADOS: São misturas de secos e frutados, que criam uma fragrância híbrida. Geralmente usam condimentos com cominho, estragão e manjericão, além das especiarias como cravo, canela, noz-moscada até mesmo pimenta.

09 MADEIRA (Woody ou Boisée): é a família dos perfumes à base de Vetiver, Patchouli, sândalo e cedro

10 FLORAL (Flower): Pode ser a fragrância de uma só flor ou ter aromas de varias flores, tais como: Rosas, muget, Jasmim, Cravo, ylang-ylang, flor-de-laranjeira, etc... Nos Florais masculinos costuma-se acrescentar alguns toques de especiarias.

11 VERDE: é uma das mais novas famílias pois a moda das essências de ervas e folhas nasceu há pouco tempo, lembra muito o cheiro de folhagem ou relva.

AROMATICO

Criado a partir de ervas como a menta, alecrim, anis e tomilho, esta família tema versatilidade de agrupar diversos elementos olfativos de outras famílias:

CHYPRE: Agrupa o frescor da Bergamota com base floral (jasmim, rosa, ylang ylang) em harmonia com um fundo de musgo de carvalho, patchouli, e Âmbar, outras madeiras do mediterrâneo.

SPICY (Especiarias): reúne as principais Fragrâncias de especiarias como: canela, manjerona, cravo-da-índia e pimenta

COURO (cuir): Notas secas que tentam reproduzir o aroma de couro, usa- se muito a casta da bétula (arvore)

Oriental

Fazem parte desta família, que uma das mais antigas, muitas Fragrâncias de origem asiática, como resinas e certos produtos animais.

Fonte: www.faithcom.com.br

História do Perfume

História do Perfume

Uma derivação do latim “per fumus” a palavra “perfume” significa “através do fumo”, numa clara alusão à arte de confeccionar aromas irresistíveis, uma arte que existe há milhares de anos.

Ao longo da sua história, o perfume já desempenhou vários papéis: uma substância sagrada, terapêutica, uma forma de embelezamento do corpo e uma arma de sedução.

perfume primitivo

Depois do homem ter descoberto o fogo, depressa aprendeu que a queima de algumas madeiras, resinas e ervas, libertavam aromas agradáveis e tudo o que era agradável os povos primitivos utilizavam para agradar aos deuses. Esta prática foi adoptada pelos Egípcios que, através de rituais específicos, queimavam substâncias aromáticas diferentes a horas distintas do dia. O papel doperfume nos rituais religiosos foi dominante até ao século XVI a.C.

A partir dessa altura, ou seja entre os anos 1580 e 1085 a.C., os perfumes eram utilizados de duas maneiras: ou queimados na forma de incenso ou aplicados no corpo através de bálsamos e óleos perfumados com intuitos médicos, mas também cosméticos, aos quais as mulheres egípcias começaram a recorrer com frequência, utilizando-os como armas de sedução.

Diz-se que Cleópatra era perita nesta arte, mas também na arte de confeccionar os seus próprios perfumes. Aliás, os egípcios começaram a utilizar os seus vastos conhecimentos na área para criar os óleos necessários para embalsamar os seus mortos, prática que dominaram como mais ninguém. Da sua contribuição para a história do perfume ficaram ainda alguns dos primeiros frascos de perfume em vidro.

Um aroma que ficou

As fragrâncias perfumadas seguiram depois para todo o mundo. Na Índia, e depois de uma utilização inicial estritamente religiosa, tornaram-se num dos maiores prazeres das mulheres indianas, que passavam horas a fio submersas em banhos perfumados ou a untarem o corpo com óleos divinais. Nessa altura, uma mulher que não estivesse perfumada, era uma mulher que não estava bem! Na China e no Japão, os perfumes não eram diretamente aplicados no corpo, mas eram utilizados para pulverizar os kimonos ou usados num saquinho ao pescoço.

A Grécia faz história

Seguiu-se uma paragem na Grécia, onde o perfume viveu um dos primeiros de três marcos muito importantes da sua história. Os gregos aperfeiçoaram a técnica dos egípcios, ao juntarem óleos perfumados com flores, às especiarias, bálsamos e gomas.Na realidade, introduziram a técnica de maceração, que implicava a imersão de substâncias orgânicas (neste caso utilizavam principalmente rosas, lírios e violetas) em óleos quentes. Na Grécia, os heróis falecidos em combate eram homenageados com a queima de perfumes e Hipócrates utilizou-os na prática medicinal, no entanto, estes aromas continuaram a ser fonte de muitos prazeres.

Roma perfumada

Centro de todos os luxos e excessos, não é difícil de imaginar o sucesso do perfume aquando da sua chegada ao Império Romano. Desde pulverizar as solas das suas sandálias e as cabeças dos convidados de qualquer banquete, às soleiras das portas e as bandeiras militares para trazer sorte, a vida romana era afogada em perfumes inebriantes! Reza a história que quando Cleópatra deixava Marco António, ordenava que as velas do seu navio fossem embebidas em perfume, para que o vento deixasse um rasto para o seu amante. Acima de tudo, os romanos destacaram-se pela forma como desenvolveram e melhoraram a arte de confeccionarperfumes, nomeadamente as técnicas de maceração e de enfleurage (saturação de uma gordura através de pétalas perfumadas). No entanto, as invasões bárbaras, a queda do Império Romano e os tempos que se seguiram, depressa fizeram esquecer o sumptuoso perfume.

Um perfume das Arábias

Especialistas em especiarias e pós odoríferos, é aos árabes que se deve o segundo marco mais importante da história doperfume: a invenção do método de destilação e dos instrumentos utilizados para o fazer – a serpentina e o alambique. O que torna esta descoberta tão especial? A experimentação e posterior uso do álcool como base de todo o perfume, tal como o conhecemos hoje! Mas os árabes não ficaram por aí, inventaram ainda a técnica da purificação de gomas e resinas, com recurso a água de chuva destilada. Os perfumes teriam voltado, e desta vez, para ficar!

Idade Média e Renascimento: a consagração

O gosto europeu pelo perfume é inegável durante a Idade Média e o Renascimento onde, para além de ser utilizado em inúmeros tratamentos terapêuticos e medicinais (sem esquecer a utilização de alecrim nas fumigações contra a peste!), o perfume ganha um novo estatuto ao ser aplicado em colarinhos perfumados, rosários e “almofadas” aromáticas, estas últimas para trazer ao pescoço ou em forma de pulseira. A famosa “água de Hungria” – talvez o primeiro perfume pessoal – concebido em 1370 à base de rosa, hortelã, erva-cidreira, limão, alecrim e flor de laranjeira, liderou o mercado da perfumaria durante vários séculos.

Séculos XVI a XVIII

Os italianos, espanhóis e franceses encarregaram-se de divulgar esta preciosidade fragrante à restante Europa, o que veio mesmo a calhar, sendo que, nos séculos XVI e XVII os perfumes fortes substituíram, literalmente, a higiene pessoal! Nesta altura, estar “limpo” não era tomar banho e lavar o cabelo, mas sim perfumar todo o corpo (cabelo e hálito incluídos!) com pós, pomadas, leos e águas aromáticas.

Uma loucura total que passou para outros gestos do quotidiano onde tudo era perfumado: desde cartas e almofadas, a perucas, leques e objetos religiosos!

Com o lançamento das luvas perfumadas em França, no século XVII, os franceses tomaram-lhe o gosto e a indústria da perfumaria estabeleceu-se rapidamente, sendo Paris o seu quartel-general. Os produtores de perfumes ficaram ainda conhecidos por criarem venenos disfarçados como perfumes, um dos quais matou uma duquesa francesa que morreu depois de calçar um par de luvas “perfumadas”, que permitiu a infiltração do veneno na sua pele. A corte de Louis XV foi até baptizada de “corte perfumada”, devida à quantidade de perfume que era pulverizado nas roupas, leques e mobília do palácio.

O século XVIII trouxe perfumes mais doces e suaves, lançou grandes nomes da perfumaria mundial (Fargeon, Lubin, Houbigant…), introduziu a primeira água-de-colónia e uma variedade de frascos que apelavam tanto quanto os perfumes que continham. Nem a Revolução Francesa travou o gosto pela perfumaria, tendo existido, inclusive, o "Parfum a la Guillotine." As preferências de Napoleão (que gastava 60 frascos de jasmim todos os meses!) também se fizeram saber e como apenas tolerava a água-de-colónia, osperfumes masculinos e os femininos passaram a ser diferenciados. A sua esposa, Josefina, preferia as fragrâncias intensas, à base de almíscar, tanto até que sessenta anos após a sua morte, ainda se sentia o perfume no seu boudoir.

Século XIX, século aromático

Com a viragem de um novo século, também o mundo da perfumaria assistiu a muitas novidades! Às casas de perfume francesas, juntaram-se as inglesas, entre muitas outras, e utilizar perfumes desta ou daquela casa tornou-se um símbolo de estatuto. A alquimia – que até agora privilegiava o uso de substâncias naturais, animas e vegetais através de técnicas de enflourage, destilação e espremedura – deu lugar à química dos produtos odoríferos de síntese, o que abriu os horizontes da perfumaria, introduzindo uma combinação de aromas possíveis quase infinita! Foi este o terceiro marco histórico do perfume…que não obstante continuou a apelar a todos os sentidos, até ao olhar, com a crescente importância dos frascos e da apresentação visual do perfume. Depois do lançamento do famoso Chanel No. 5 em 1921, designers e estilistas de todo o mundo aperceberam-se do sucesso inigualável desta indústria e lançaram-se na busca do perfume perfeito… e encontraram-no!

Séculos XX e XXI, perfume indispensável

Hoje, a indústria dos perfumes continua de vento em polpa, com mais de 30 mil fragrâncias conceituadas no mercado. Assinado por um estilista, ator ou estrela rock, o perfume tornou-se um acessório indispensável para homem e para mulher, está acessível a qualquer pessoa e é uma das prendas mais oferecidas no mundo.

É claro que muito mudou em termos de técnicas de produção, matérias-primas utilizadas, formas de apresentação e divulgação, mas uma coisa mantém-se: a aura de mistério e romance em torno de cada novo perfume lançado.

Fonte: perfumeperfeito.com

História do Perfume

O nome "perfume" deriva do latim "Per fumum" ou "pro fumum", que significa "através do fumo".Os mais antigos frascos de perfumesde que se tem noticia datam de 5000 a.C. Pensa-se que a arte da perfumaria se terá iniciado ainda na Pré-História, quando o homem primitivo aprendeu a fazer o fogo e descobriu que certas plantas libertavam fragrâncias agradáveis quando queimadas. A queima de plantas raras estava associada a cerimónias religiosas.

Eles também acreditavam que a fumaça que ascendia aos céus podia atrair a atenção dos deuses. Eram utilizados o sândalo, canela, cálamo, bem como mirra, incenso, e cedro do Líbano.Os Egípcios foram o primeiro povo a fazer utilização do perfume. A fabricação artesanal dos perfumes, era confiada aos sacerdotes, que utilizavam os perfumes diariamente nos seus cultos diários.

A rainha Cleópatra, untava as suas mãos com óleo de rosas e violetas e perfumava os pés com uma loção feita de extratos de amêndoa, mel, canela, e flor de laranjeira. Os mortos durante o processo de embalsamamento, também eram ungidos com misturas de ervas aromáticas.

A civilização grega também criou uma técnica própria de perfumaria.Mergulhando flores e ervas em óleo e vinho, os gregos descobriram a arte de macerar para extrair aromas. Também os Romanos eram grandes apreciadores de perfume, usando-o nas mais diversas situações. Os nobres romanos possuíam escravos para os massajarem e untarem com essências perfumadas. Também a tradição cristã está na sua origem associada ao perfume, uma das oferendas que os reis magos trouxeram a Jesus foi o incenso.

Na Europa, na era renascentista, fragrâncias, bálsamos e loções, já eram produtos indispensáveis para as pessoas mais ricas; e na era medieval o perfume era usado para disfarçar odores do corpo. No final século XVIII, o perfume começa a ser associado à sedução e no século XIX, a história do perfume passa a caminhar lado a lado com a da moda, numa parceria que se mantém até hoje.

perfume e Olfato

O olfato desde os primórdios tem sido um dos principais sentidos, na manutenção da sobrevivencia humana. Quando algo "não cheira bem", surge uma inquietação que nos faz pensar, que algo está mal, seja com a comida, seja com nosso corpo, ou alguém que se aproxima.

Era através do olfato que os homens da caverna também se defendiam, ao sentir o cheiro de um animal selvagem a se aproximar. Esse é o único sentido diretamente ligado às emoções e ao depósito de memórias. É um sentido bastante sensível, basta pequenas quantidades de moléculas para estimulá-lo, mas só consegue perceber um cheiro a cada vez.

Por ser extremamente sensivel, e estar intimamente ligado ao cerebro e as sensações, sentir um cheiro muito forte de perfume, pode ocasionar outras reações no organismo, como enjoos, dores de cabeça e até mesmo vómitos. Um simples aroma pode nos fazer viajar no tempo.Dizem que o nariz humano pode registrar até mais de 4 mil cheiros diferentes.

As fragrâncias classificam-se em:

Cítricos Florais: utilizam matérias-primas extraídas de cascas de frutas tais como lima, limão, laranja, entre outras.

Florais: a matéria prima é extraída das flores naturais ou desenvolvida sinteticamente em laboratórios.

Fougère: utilizam matérias-primas leves e frescas, normalmente extraídas de madeira, e a elas se juntam a mistura de álcool e raízes. São muito utilizados em fragrâncias masculinas.

Chipre Florais: Utiliza matérias-primas oriundas de musgos, normalmente do carvalho.

Orientais Florais: suas misturas são constituídas de baunilha, patchouly, ylang ylang.

Couros Secos: Suas matérias primas são extraídas do tabaco, de madeiras, couros, musgos etc.

Aldeídos Florais: são misturas sintéticas. Possuem um certo frescor inicial picante.

Aromáticos Secos e Frutados: Geralmente usam condimentos como estragão e manjericão, e especiarias como o cravo, canela, noz-moscada, etc.

A concentração de uma fragrância é classificada de acordo com a quantidade de óleos aromáticos diluídos em um solvente:

Parfum (extrato de perfume): forma muito concentrada, entre 20%-35% de compostos aromáticos (essência).

Eau de parfum (deo perfume): em torno de 12-18% de compostos aromáticos (essência).

Eau de toilette: 08-10% de compostos aromáticos (essência).

Eau de cologne: (deo colônia): 3-5%, baixa concentração de essências (essência).

Fonte: www.sobre.com.pt

História do Perfume

O Olfato e a História do perfume

Além de dependemos da respiração para viver, o olfato é nosso guia de sobrevivência: quando algo “não cheira bem”, surge um alerta interno, da mesma maneira que aromas agradáveis podem ser estimulantes, relaxantes e até mesmo abrir o apetite.

O olfato também é o único entre os cinco sentidos capaz de registrar memória. Quem não se lembra do cheiro do pão quentinho ou da chuva molhando a terra? Um simples aroma pode nos fazer viajar no tempo e reencontrar o cheiro inebriante de alguém ou de uma situação especial. Dizem que o nariz humano pode registrar até mais de 4 mil cheiros diferentes. Pelo caminho do olfato chegamos ao perfume.

A história da humanidade poderia ser contada através da história do perfume. Quer saber um pouco dessa história?

Cortina de fumaça

O homem primitivo logo descobriu que a queima de madeiras e ervas produzia uma fumaça que melhorava o sabor de certos alimentos. Eles também acreditavam que a fumaça que ascendia aos céus podia atrair a atenção dos deuses. Então, o perfume se torna sagrado. Indianos e chineses criam o incenso, usado em rituais religiosos.

Sedução perfumada

Mergulhando flores e ervas em óleo e vinho, os egípcios descobrem a arte de macerar para extrair aromas.

A rainha Cleópatra encontrou uma nova utilização para tudo aquilo e transformou o perfume em arma de sedução: sempre cheirosa, usava finas fragrâncias para se perfumar, e cobria a cama com pétalas de rosas para seduzir seus amantes. Os egípcios levaram seus conhecimentos sobre a perfumaria a outros povos, que desenvolveram inúmeras técnicas. Assim como os impérios, a arte da perfumaria se espalhou pelo oriente e pelo ocidente.

Alquimia

Na idade média os perfumes foram usados para ocultar odores do corpo e também para combater doenças (aromaterapia).

perfume e personalidade

História do Perfume

Na Europa, durante o período conhecido como Renascimento, fragrâncias, bálsamos, sabonetes e loções já eram produtos indispensáveis para as pessoas mais ricas. Mas foi só no século XVII, Época Clássica, que as primeiras fábricas de perfumecomeçaram a surgir no sul da França, especialmente na cidade de Grasse, conhecida até hoje pelos seus campos floridos e perfumados.

O reinado de Luís XV foi conhecido como a “corte perfumada”, tamanho era o consumo de perfumes. Foi a partir daí que moda eperfume começaram a fazer história juntos.

Moda e perfume traduzem atitude e personalidade. Napoleão adorava uma água de colónia que, como o próprio nome diz, era uma água perfumada vinda da Alemanha. A moda da Kolnisch Wasser já havia sido introduzida na França por Madame de Pompadour, conhecida por ditar as tendências da corte.

Marcas perfumadas

Os tempos modernos obrigaram o comércio e a indústria de fragrâncias a se organizar. Surgem as Maisons de perfumes, os perfumistas e perfumes inesquecíveis, que marcaram época e criaram ícones de beleza, elegância e atitude.

Gerações foram marcadas por fragrâncias. Na década de 50, Marilyn Monroe declara que para dormir usava apenas duas gotas de Chanel n. 5.

No Brasil, fim dos anos 70, festas de aniversário e natal tinham algo de novo no ar: Acqua Fresca, o perfume criado por O Boticário que marcou o mercado brasileiro e a vida de muitas consumidoras!

Questão de Pele

Ao escolher um perfume, escolhemos uma fragrância que nos agrade.

Um perfume pode ser composto por várias matérias-primas e por elas são distribuídas nas chamadas “famílias olfativas”:

Cítricos 
Lavanda 
Musk 
Floral Bouquet 
Floral Frutal 
Floral Verde Fresco 
Floriental Amadeirado 
Floriental Ambarado 
Floriental Frutal 
Floriental Gurmand
Chypre Amadeirado
Chypre Ambarado 
Chypre Fresco 
Fougère Amadeirado 
Fougère Ambarado
Fougère Aromático
Fougère Fresco 
Amadeirado Amadeirado 
Amadeirado Fresco 
Amadeirado Especiado 
Oriental Ambarado 
Oriental Especiado 
Oriental Frutal

Dicas

Os melhores pontos do corpo para se aplicar o perfume são as partes mais vascularizadas, ou seja, por onde passam mais veias. Entre os seios, atrás dos joelhos e entre os pulsos.

Pode-se passar um pouco também na nuca. Mas nunca nas mãos. Ninguém gosta de cumprimentar alguém e ficar impregnado com o perfume da pessoa.

Reserve os perfumes mais densos para a noite. Para trabalhar prefira as fragrâncias mais leves. Aromas fortes e adocicados logo pela manhã podem desencadear enjoo no seu chefe, e uma consequente dor de cabeça para você.

A fórmula das “águas de cheiro” foi criada na Faculdade de Medicina de Colónia, na Alemanha, daí o nome “água de colônia”. Inicialmente ela não se destinavam a perfumar, mas eram consideradas medicinais.

A química e a oleosidade natural da pele reagem com as fragrâncias. Por isso uma fragrância pode “cheirar diferente” de pessoa para pessoa.

O melhor lugar para guardar seu perfume favorito é dentro da embalagem (cartucho). Quanto mais longe da luz e do calor, melhor para a conservação do produto.

Enfleurage

Beleza, magia e delicadeza. O processo da Enfleurage é um modo artesanal de retirar as essências das flores para obter o óleo que será usado na criação de um perfume. Há vários processos para extrair estes óleos.

A Enfleurage data da antiguidade. Sabe-se que esta técnica foi usada pelos egípcios. Mais tarde, foi aperfeiçoada na França e bastante empregada nas maisons de parfum. Foi extinta em todo o mundo em 2002 por ser um método caro e delicado. As indústrias optaram, então, por processos que garantiam maior produtividade.

Em 2006 a magia da perfumaria voltou! O Boticário resgatou e modernizou o processo da Enfleurage, mas sem deixar de lado sua delicadeza, sua característica artesanal e a possibilidade de retirar a essência mais pura de uma flor. Assim foi produzido o eau de parfum Lily Essence, um marco na perfumaria devido extração do óleo essencial do lírio de forma tão rica e artesanal. A vantagem deste processo é justamente obter a qualidade olfativa da flor na sua maior pureza, como na natureza. A Enfleurage reproduz com perfeição o mesmo odor da flor colhida no campo.

Na prática – Na fábrica do Boticário, em São José dos Pinhais (Pr), foi construído um laboratório exclusivo para a Enfleurage. Tudo começa com o cultivo das flores no interior de São Paulo, um processo cercado de muitos cuidados – o plantio, a colheita, a limpeza a e zelosa embalagem. Depois, as flores são transportadas em caminhões climatizados até a fábrica. Na estrutura criada especialmente para esta técnica, as flores são colocadas, uma a uma, em tanques de hidratação. Dias depois os botões se abrem e começa o processo artesanal para extrair a essência.

As pétalas são retiradas e expostas a uma camada de gordura vegetal. Antigamente era usada gordura animal. A gordura absorve operfume da flor e, depois, é processada com álcool. Finalmente o álcool é destilado e obtém-se o absoluto da flor, seu óleo essencial mais puro.

Assim, O Boticário tornou-se uma das raras empresas no mundo que domina o ciclo completo de produção de um perfume, desde a extração do óleo essencial, passando pela criação da fragrância, até a sua fabricação.

Fonte: internet.boticario.com.br

História do Perfume

Desde tempos imemoriais, os óleos aromáticos usados nas pessoas ajudavam s pessoas e tinham o poder de atrair anjos ou reservas beneficientes da natureza, além de repelir espíritos malignos. A origem da palavra "perfume" deriva do latim "Per" (através) e "fumus" (fumo) - indicando claramente que foi, em princípio, exalado por resinas queimadas no incenso.

Desde tempos imemoriais, perfumes e o incenso têm sido usados em festas religiosas de coroação de druidesas com verbena e outras ervas sagradas, ungindo os sacerdotes com óleo sagrado perfumado e estimulando a criação de uma atmosfera devocional nos santuários.

Sabia-se que os óleos usados nas pessoas ajudavam ao indivíduo, e que o incenso quando queimado tinha o poder de atrair anjos ou reservas beneficientes da natureza. Além disso, possuía o poder de repelir espíritos malignos. Consequentemente, os antigos, em sua sabedoria, fizeram dele uso abundante nos seus rituais - tanto para atrair boas influências, quanto para exorcizar as más.

A história revela uma relação perpétua entre o incenso e as observâncias religiosas de todas as épocas. Dos povos mais primitivos aos altamente cultos de cada país e civilização, alguma forma de incensamento ritualístico, simbolizando um sacrifício espiritual e uma oferenda de aspirações dos devotos aos seus deuses, tem sido incluída nas práticas religiosas.

Felizmente, alguns dos papiros de uma das mais antigas civilizações - o Egito - sobreviveram aos séculos e elucidaram muitas das práticas espirituais e rituais religiosos daqueles tempos.

O incenso era aparentemente uma parte vital dos seus rituais e era preparado com o máximo cuidado e precisão foi do Egito que, pela primeira vez, nos chegou a ciência do incensamento.

O incenso sacro egípcio, chamado "kyphi", era feito de uma fórmula especial. Preces e encantamentos eram utilizados durante a mistura dos ingredientes para impregnar o material com os poderosos pensamentos dos sacerdotes, sendo uma tarefa de particular importância - os sacerdotes escolhidos para cultivar as árvores e plantas sagradas (das quais se fazia o incenso) viviam uma vida de pureza e austeridade para cumprir sua, tarefa espiritual com perfeição.

Seu cuidado, carinho e reverência eram imensos, pois acreditavam que as plantas vivas se beneficiavam das atenções e radiações dos seres humanos - um fato que hoje está sendo provado por cientistas e botânicos modernos (vide Máquina de Kirlian).

Os árabes por sua vez, extraíram seus conhecimentos sobre os efeitos do incenso, do Antigo Egito e rapidamente desenvolveram o uso de perfumes e óleos em uma arte altamente evoluída até hoje conhecida e cultuada.

Resinas, gomas e especiarias eram utilizadas no embalsamamento, fumigação e medicina na Pérsia, Iraque e Arábia, onde eram queimadas nas piras funerárias, em casamentos e em outras celebrações (batismos, funerais e festas religiosas). Era um costume enraizado na vida diária do povo.

O incenso cumpriu um papel importante nas práticas religiosas e rituais místicos da antiga Babilônia, Pérsia, Turquia, Síria e Arábia - e parece ter sido deste último país que o seu conhecimento chegou à Europa, onde caravanas de incenso tornaram-se cada vez mais populares.

O uso abundante do incenso na Corte e na Igreja tornou-se um símbolo de poder e riqueza e gradativamente os perfumes tornaram-se conhecidos e utilizados por todas as culturas clássicas da Europa.

Hipócrates, Críton e outros médicos-filósofos consideraram os perfumes como uma ajuda vital nas terapias de cura e classificaram-nos como medicamentos, receitando-os para tratamento, especificamente nos casos de problemas nervosos de vários tipos. A "História Natural" de Plínio cita numerosos perfumes florais para serem usados como remédios naturais.

O filósofo grego Theofrasto acreditava que algumas doenças tornavam-se mais agudas pelo uso da inalação de perfumes estranhos à natureza da pessoa, sendo então necessário um perfume equilibrante para a cura.

Diz ele que naquela época 200 A.C. - o perfume da rosa foi elaborado mergulhando-se as flores em vinho doce, indicando que havia uma experimentação na arte da destilação e um interesse vital em óleos essenciais.

No pensamento grego, os perfumes eram associados com os imortais, e acreditava-se que o seu conhecimento chegou ao homem através da indiscreção de Aeone (na mitologia, uma das ninfas de Afrodite).

Os romanos representavam mais o aspecto positivo ou masculino da cultura de seu tempo, não tendo se utilizado muito dos aromáticos, até que seus hábitos e gostos foram eventualmente influenciados pelo contato com os gregos.

Os hebreus eram familiarizados com o uso do incenso e óleo de ungimento sacro, que se dizia serem compostos de mirra, canela doce, cálamo, cássia e óleo de oliva. Seu incenso foi introduzido por Ordem Divina "Deveis construir um altar para queimar incenso sobre ele... e Aarão deverá queimar ali incenso todas as manhãs". Queimar incenso nas rezas permaneceu um costume através dos séculos.

Velas perfumadas foram usadas na época de Constantino e sem dúvida, o incenso também, mas não, de modo algum, na Igreja Cristã antes do século IV. Daí então sua popularidade no ritual da igreja cresceu regularmente até que - aproximadamente no século XVI - óleos aromáticos e resinas foram aceitos como necessários para o uso no incenso, nas igrejas e nas capelas privativas dos soberanos.

As rotas comerciais entre a Europa e o Oriente traziam tanto do precioso incenso, essencialmente o sândalo, que se tornaram conhecidas como as "trilhas de sândalo".

O incenso era conhecido e empregado pelo povo das antigas dinastias chinesas para exorcizar maus espíritos de pessoas possuídas por entidades demoníacas - pessoas em dificuldades mentais similares àquelas muitas que se encontram hoje em casas de saúde, clínicas psicoterapêuticas e hospitais.

O incenso era queimado para purificar a atmosfera e livrar o ambiente de qualquer espírito que estivesse assombrando ou perturbando uma casa particular. Além desses propósitos, os chineses eram tão conhecedores quanto os egípcios no seu uso do incenso nas cerimônias religiosas e deliciavam-se com o uso de outras fragrâncias exóticas existentes no Oriente.

Parecem ter utilizado como ingredientes de seu incenso, o sândalo, o almíscar (musk) e flores como o jasmim. Sabe-se que Confúcio teria elogiado o incenso e recomendado o seu uso.

O uso do incenso na Índia é encontrado em todos os antigos registros daquele país, e a origem e os propósitos do incensamento foram transmitidos desde os mais remotos tempos do começo da cultura indiana até os nossos dias - ainda hoje é o primeiro pais do mundo na sua produção.

São muito utilizados os incensos feitos com óleos de rosa, jasmim, pandang, champac, patchouli, sândalo, cipreste e outros, cada um criando um efeito distinto para o ritual religioso e para o uso pessoal caseiro.

A poesia indiana, é generosamente salpicada de descrições das divinas nuvens de exóticos perfumes, que eram sempre associados a seus deuses. O costume da queima de incenso era comum em todos os templos da maior parte das religiões e seitas da índia.

Os adoradores do fogo, os Zoroastrianos, são representados na índia pelos Parais, que cuidam ritualisticamente de seu fogo sagrado e queimam incenso em forma de sacrifício, regularmente durante o dia.

Os aztecas usavam incenso nos ritos processionais e em sacrifícios, festivais e festas. Seu deus Quetzalcoatl teria se deliciado nosperfumes aromáticos e incensos onde eles usavam a resina copal, juntamente com uma planta rara, que se supõe induzia nos devotos estados de consciência semelhantes a um transe.

Parece que o incenso foi usado também pelos anglo-saxões - é certo que muitos ingredientes perfumados foram utilizados em muitos dos ritos pagãos e festivais de adoração da natureza.

O incenso foi gradualmente incorporado no ritual eclesiástico em todos os lugares, tendo permanecido até os dias de hoje na maioria das igrejas onde antigas cerimônias são ainda celebradas. Aqueles que são sensíveis à atmosfera podem sentir o aumento do poder espiritual trazido até nós com a ajuda do ritual de incensamento.

Podemos concluir que nos tempos antigos o uso de perfumes era uma arte cultivada, usada para realçar seu deleite e apreciação da própria vida.

Ele foi também usado na santificação dos locais espirituais de adoração, para tornar cientes a todos da presença dos deuses e para lembrá-los das grandes forças naturais que aqueles deuses simbolizavam.

Os incensários estavam continuamente acesos nas casas e prédios, assim como nos jardins e arvoredos e aos pés das estátuas - servindo para lembrarnos constantemente da eterna presença das Deidades.

Fonte: www.necesidadbasica.jex.com.br

História do Perfume

História do Perfume

A origem do perfume se funde e se perde na noite dos tempos. O perfume é tão antigo quanto o homem, e sua múltipla utilização quase sempre acompanharam o desenvolvimento das civilizações.

No início era utilizado tão somente em rituais religiosos, quando eram queimados em oferenda aos deuses. Sua utilização se tornou profana, sob a influência das mulheres, sobretudo do antigo Egito, que profanavam os vasos sagrados para obter as fragrâncias. A tão propalada rainha egípcia Cleópatra foi uma das mais ardorosas fãs do uso de perfumes ao seu tempo. A palavra perfume vem de "per fumum", ou através do fumo, de onde eram obtidas as primeiras fragrâncias aromáticas.

Os perfumes eram elaborados a partir de ervas, raízes e madeiras aromáticas queimadas. Dessa maneira surgiu o termo perfumeem português, parfum em francês, profumo em italiano e perfume em inglês. Todos derivados do latim iaper fumumli, que significa através da fumaçala. Talvez em uma referência às volutas de fumaça perfumadas que subiam aos céus durante os rituais em homenagem aos deuses.

Assim, só podiam dispor deles os grandes sacerdotes ou os reis que os reservavam para as suas oferendas. Entretanto, com o passar do tempo, os egípcios foram percebendo que poderiam conseguir bons lucros preparando perfumes também para os homens, em vez de deixá-los exclusivamente para privilégio dos deuses.

Dessa forma, por volta do ano 2000 AC, os sacerdotes transformaram seus templos em autênticos laboratórios de perfumaria abertos ao público. Para se ter uma idéia, a essência se tornou tão fundamental que a primeira greve da história da humanidade, por volta de 1330 a.C., foi protagonizada pelos soldados de um faraó, que pararam de fornecer essências aromáticas para a fabricação das fragrâncias. Um dos perfumes mais antigos que se tem notícia foi encontrado no templo de Edfu, no Egito, tem data de 176 a.C., e era uma homenagem a uma das deusas do Amor, Hator.

Fonte: www.lapetisquera.com.br

História do Perfume

Qual a diferença de eau de parfum, eau de toilette e eau de cologne? Todos são perfumes?

1. Eau de Parfum - Em francês um perfume mais suave, com essência menos concentrada que a dos perfumes e a dos extratos. Própira para o dia a dia das mulheres e homens. Sua semelhança está mais para as seivas de alfazema que conhecemos no país.
O percentual aplicado a esses perfumes é de cerca de 30% apropriado para a climatologia européia.

2. Eau de Toilette - é o mais referescante, possui menos densidade que o eau de perfum, é apropirado para o após banho, leve e refrescante produz na pele o efeito de um ar refrigerado, de quem acabou de sair do banho.
O percentural aplicado a essa composição é de cerca 15%.
Segundo especialistas é o ideal para a climatologia brasileira.

3. Eau de Cologne - é mais sutil que busca não agredir ao ambiente com um perfume mais denso. Sua concentração é de aproximadamente 3%, seu uso é social e indicado para ambientes mais fechados e pessoas ou homens que convivem em ambientes sociais constantes, onde se exige a presença discreta de um perfume menos consistente, como o aroma dos antiperspirantes.

É comum o mesmo perfume apresentar cheiros diferentes?

É comum apresentar cheiros diferentes quando aplicado em pessoas diferentes. Isso porque, os odores corporais são únicos, sendo resultado da alimentação, das características pessoais, dos lipídeos e ácidos graxos que a pele exala. A temperatura da pele interfere diretamente na vaporização ...

Como ter certeza que aquela é a melhor fragrância?

Cada pessoa tem uma característica e por isso existem tantos perfumes. É importante no momento da escolha de uma fragrância que você não deixa outros aromas influenciarem a sua decisão. Se ainda não conhece o perfume ou está pesquisando por novos aromas, peça ao vendedor um “potinho de grãos de café”, que aguçará suas glândulas olfativas, promovendo mais sensibilidade ao sentir os aromas. Para cada experimento, passe pelos grãos de café para um aroma não influenciar o outro. Outra dica é de embebedar um pedaço de papelão com o perfume para você sentir o aroma após a evaporação da fragrância inicial do perfume.

História do Perfume

Como escolher o melhor perfume?

Já aconteceu de na loja você achar um perfume divino e com o uso o cheiro ficar completamente diferente? Isso ocorre porque logo que o perfume é aplicado é preciso alguns minutos para as notas de cabeça evaporarem e as notas de coração (o verdadeiro cheiro) se sobressaírem. Uma tima dica para a escolha do perfume é não comprar uma fragrância porque gosta dela em algum conhecido. A química e oleosidade natural da pele reagem com as essências do perfume, fazendo com que ele nunca fique igual de pessoa para a pessoa. Faça uma pré-seleção de, no máximo, seis perfumes para depois prová-los. Aromas de tipos diferentes são mais fáceis de distinguir do que cheiros parecidos. Num curto espaço de tempo, podemos reconhecer cinco ou seis fragrâncias diferentes e só três aromas similares. Outro ponto interessante a ser avaliado é como o perfume se comporta em sua pele ao longo do dia, muitas vezes gostamos apenas da nota de saída do mesmo (que é a essência liberada ao passar o perfume) e acabamos por não gostar da nota de fundo. Para não cair nesse erro, é essencial experimentar o perfume no começo do dia e verificar como a pele reage ao mesmo. Siga essas dicas para escolher perfumes e encontre o perfume que mais combina com você.

O que são notas?

UmeUm prfume é resultado da mistura de 75 a 200 essências, por isso a emissão dos seus odores são divididos em três etapas, as chamadas notas, cada qual com seu tempo de duração:
Notas de cabeça – é a primeira impressão do perfume. Demora cerca de três minutos para evaporar; Notas de coração – é o verdadeiO que são notas? ro cheiro do perfume e se mantêm na pele de cinco a oito horas; Notas de fundo – são as notas que dão corpo ao perfume. Podem durar até 24 horas.
Vale a pena questionar com o vendedor sobre a nota de coração do perfume que você deseja para ter certeza se aquela fragrância realmente o satisfará.

Quais são as características por pele?

Cada pessoa tem a sua própria química baseada nos genes, tipo de pele, cor de cabelo e até mesmo no estilo de vida que leva e no ambiente em que convive. Experimente o perfume em sua própria pele para ver como ele reage com a química do seu corpo. O tipo de pele é uma característica relevante para a escolha de um perfume.

Destaquemos a cor do cabelo que, quando natural, caracteriza a cor da pele, por isso podemos dizer que:

Morenas e Negras: a pele é geralmente mais oleosa e nela as fragrâncias duram mais. Essências orientais costumam ser as favoritas;

Loiras: peles claras preferem criações multi-florais de longa duração. Geralmente têm a pele seca e nela as fragrâncias evaporam facilmente;

Ruivas: têm a pele muito clara e delicada, incompatíveis com fragrâncias que contenham muitas notas verdes.

Quais são as principais matérias-primas?

Matérias-primas de perfumes são encontradas em diversas partes do mundo e muitas vezes são raras e difíceis de encontrar. Quanto mais difícil encontrar a matéria-prima, quanto mais específica, maior o valor do produto.

Como a diversidade e muito grande, provavelmente a lista a seguir não relacionará todos os produtos existentes, porém, segue a lista:

Flores Jasmim: a mais popular entre as matérias. São necessários 600kg de flores de jasmim, mais ou menos 5 milhões de flores, colhidas uma a uma ao amanhecer para obter 1kg de essência de jasmim. Local: Grasse (França) e África do Norte;
Rosa: é necessário saber distinguir a Rosa da Bulgária e Rosa de Maio (cultivada em Grasse). Da combinação de ambas se obtém a fragrância mais suave da rosa;
Flor de Laranjeira: cuja essência se chama Neroli, de Provence (França), Itália e Egito;
Tuberosa: fragrância que faz lembrar a flor do lírio; Ylang-Ylang: da Índia, cujo nome significa “flor das flores”; Lavanda: de Haute Provence (França);
Grãos Fava Tonka: da Venezuela; Coentro: dos países mediterrâneos; Ambrete: (do âmbar) da Índia e Antilhas; proveniente das folhas da laranja azeda (Itália); Madeiras e cascas de troncos Sândalos de Misore: Itália; Cedro do Quênia e do Atlas: Marrocos; Casca de canela: do Ceilão e Madagascar; Casca da Betula: da Rússia e Canadá - utilizada para a nota “cuir” (couro);
Folhas Patchouli: da Indonésia Musgos Musgo de Carvalho: da Iugoslávia e que é a base de todas as composições Chyprees; Ervas aromáticas Tomilho; Menta

Raízes Vetiver de Java Produtos de origem incomum Âmbar Gris: âmbar, secreção rejeitada pelo cachalote e recolhidas nas águas do Oceano Índico e ao longo da Costa do Peru; Musk (almíscar): proveniente de uma glândula da cabra do Tibete, Himalaia; Civete: extraído do gato selvagem da Abissínia.

Fonte: www.mmbrindespersonalizados.com

História do Perfume

História do Perfume

Desde a noite dos tempos, “perfume” sempre foi sinónimo de riqueza, cultura e civilização e o ofício do perfumista era sempre associado quele do médico, curandeiro ou sacerdote; de fato, as matérias aromáticas manipuladas pelo antigo perfumista muitas vezes possuíam poderes curativos; tanto é assim que os perfumistas árabes, judeus e egípcios não só compunham perfumes, como também experimentavam outras coisas: os incensos, banhos, unguentos, bálsamos e cosméticos eram concebidos como remédios aptos a propiciarem prazeres requintados e a restabelecerem a saúde. 

Em qualquer livro de farmacopeia tradicional, encontram-se referências diretas sobre os poderes curativos das substâncias aromáticas. 

O hábito de se tratar o corpo com óleos aromáticos remonta a mais de dois mil anos antes de Cristo. A Bíblia também traz citações acerca do uso de óleos essenciais para fins tanto terapêuticos como rituais. Tão antiga quanto conhecida, a prática de fumigação de incenso nas igrejas (simbologia ligada à purificação) induz ao relaxamento e à meditação, favorecendo assim o contato com o Divino através da oração.

História do Perfume

Os verdadeiros pais da Aromaterapia são considerados os antigos Egípcios, os quais empregavam uma vastíssima variedade de substâncias aromáticas tanto durante os ritos religioso-ocultistas como nas práticas terapêuticas mais comuns, como banhos, massagens, etc. Em testemunho disto, saiba-se que a mais antiga fórmula conhecida para a composição de um perfume, consta de uma inscrição hieroglífica de quatro mil anos atrás.
Famosa é também a cosmética aromática dos Egípcios atinente às complexas técnicas de embalsamação. A “cultura dos aromas” foi por eles transmitida aos Gregos, junto aos quais floresceu a primeira indústria de perfumaria de que se tenha notícia.
Em Itália, os primeiros testemunhos relativos ao uso de perfumes e derivados têm-se com a civilização etrusca; considera-se que a verdadeira difusão do uso de essências e perfumes ao longo da Península Itálica tenha ocorrido após o encontro da civilização helénica com aquela romana.

História do Perfume

Os antigos Romanos de época republicana já usavam amplamente o perfume, considerando-o, por exemplo, irrenunciável não só nos célebres banhos públicos, mas também na preparação de alimentos e bebidas. Narra-se que, em época imperial, se chegou a usar o perfume em maneira desmedida, cujo abuso se tornou muito comum. Naturalmente, é aos Romanos que se deve a difusão, em toda a Europa, do uso das substâncias aromáticas (óleos essenciais, unguentos etc.); disto foi encontrado um preciso testemunho escrito em Grã-Bretanha.

Por sua vez, o Cristianismo foi contrário ao uso pessoal dos perfumes durante muito tempo.

No século XII, ao regressarem à Europa, os Cruzados trouxeram consigo não só as essências, mas também a antiga arte da perfumaria oriental, incluindo-se o precioso “segredo de destilação”, técnica requintada (mais tarde aperfeiçoada pela Alquimia com a destilação alcoólica) apta a extrair e conservar o princípio aromático de uma planta.
Dessa forma, após séculos de esquecimento, o perfume recomeçou a aparecer na sociedade, como instrumento de prazer e elegância, mesmo se terá que esperar a Renascença para readquirir as mesmas “honras” da época romana; foi exatamente no período renascentista que os perfumistas italianos se tornaram universalmente famosos; naquele período, Leonardo da Vinci escrevia o tratado " Sobre as modernas técnicas da absorção e das infusões ".
Em França, a grande moda dos perfumes foi introduzida por Catarina de Médicis; mais tarde, ao tempo de Napoleão I, aquele País tornou-se a terra clássica da indústria da perfumaria moderna e, em modo especial, Grasse, que ficou conhecida como " a cidade dosperfumes ".

Florença e Veneza continuaram a ser os pólos de produção de perfume mais importantes da Europa até ao final do século XVIII, quando " a arte do perfume " sofreu um rápido declínio em Itália.

No início do século XIX, em Alemanha começou a ser afirmar com grande sucesso a água de Colónia , ideada por um italiano e fabricada com matérias primas de importação italiana.

História do Perfume

Os Árabes, à época das antigas incursões no Extremo Oriente, saqueavam conspícuas quantidades de especiarias como a Cássia, o Sândalo, a Noz Moscada, a Mirra, o Cravinho etc., para as utilizar também na perfumaria e na medicina (na qual foram reconhecidos como verdadeiros mestres). De entre eles, deve-se recordar Avicena, um médico e filósofo iraniano que viveu na passagem do Ano Mil, o qual, para além de nos deixar um livro inteiramente dedicado à Rosa (a flor mais apreciada do Islão), inventou a serpentina refrigerante, peça fundamental para se realizar a destilação.

História do Perfume

Na China, há milénios e até hoje, os óleos essenciais representam um alívio para os distúrbios psíquicos e como remédio para muitos tipos de inflamações, sendo usados frequentemente junto com a acupuntura.

Nesta breve história do perfume, ao chegarmos à Idade Contemporânea, devemos inicialmente constatar que hoje a humanidade consuma quantidades de matérias odorosas como nunca o fizera no passado; na maior parte fabricadas artificialmente, as suas utilizações atuais conhecem uma variedade tal que não se as pode comparar a nenhuma outra época.

Essa gigantesca expansão do perfume, que se acentuou no século XX, tornou-se possível graças ao extraordinário desenvolvimento da química orgânica.

Não por acaso, foi nas últimas décadas que se difundiram notavelmente o uso e o conhecimento dos óleos essenciais; a grande redescoberta da Aromaterapia é uma irrefutável demonstração dessa tendência.

Fonte: www.taliaessenze.com

História do Perfume

A história do perfume da antiguidade até 1900

A busca pelo divino marca a história do homem. Os mais antigos cheiros conhecidos são os da fumaça que exalava da queima de madeiras, especiarias, ervas e incensos.

Essa prática explica a origem latina da palavra perfume: per (através) e fumum (fumaça), através da fumaça. A origem do perfumese deu a partir de 3.000 a.C., no esplendor da civilização egípcia. Os egípcios eram politeístas, ou seja, adoravam vários deuses, e os homenageavam em ricos rituais. Acreditavam que seus pedidos e orações chegariam mais rápido aos deuses se viajassem nas nuvens de fumaça aromática que subiam aos céus. Acreditavam na reencarnação, e reservavam as fragrâncias também aos mortos. Grande quantidade de aromas acompanhava a passagem desta para outra vida, ao encontro com os deuses, e o corpo do morto devia ser conservado tão inalterado – e perfumado – quanto possível. Mirra, musgo de carvalho, resina de pinho, entre outros ingredientes com propriedades anti-microbianas, eram utilizados no ritual de mumificação, cujos incríveis resultados são admirados até hoje.

História do Perfume

Abalastros, 3100 a 1785 a.C
Frascos usados para preparação de ungüentos

Grécia

A mitologia ilustra a importância do perfume na cultura grega, e a história confirma esse fato.

Por volta de 800 a.C., as cidades de Atenas e Corinto já exportavam óleos de flores e plantas maceradas: rosa, lírio, íris, sálvia, tomilho, manjerona, menta e anis.

Desde então, os aromas eram populares entre os gregos, que cultivavam a arte de utilizar óleos perfumados. Usados pelos atletas e amados pelos poetas, esses preparados tornavam ainda mais atraentes as mulheres de Atenas. Os gregos apreciavam incensos e fórmulas aromáticas, e acreditavam atrair a atenção dos deuses ao usá-los.

Eles usavam perfumes até mesmo na comida: pétalas de rosas moídas eram ingredientes de receitas sofisticadas e o vinho era aromatizado com mirra, essências de flores e mel perfumado.

Uma lenda cita o buquê favorito de Baco, deus do vinho: violetas, rosas e jacintos adicionados à bebida.

Babilônia

Por volta de 650 a.C a cidade da Babilônia, na Mesopotâmia, tornou-se o centro comercial de especiarias e perfumes da época. Conquistado dois séculos mais tarde por Alexandre, o grande, rei dos persas, o império caldeu tornou-se parte da civilização helênica. A influência persa na vida grega incentivou a apreciação de plantas exóticas e o uso de perfumes e incensos. Alexandre entregou sementes e mudas de plantas da Pérsia ao seu professor em Atenas, Teofrasto, que criou um jardim botânico e foi autor do primeiro tratado sobre cheiros. Esse livro detalhava receitas de preparados aromáticos e perfumes, descrevendo prazos de validade e indicando usos terapêuticos. O texto diz que os perfumes deviam ser protegidos do sol, pois a luz e o calor alteravam seu odor. Essa lição é válida até hoje. Após sua morte aos 33 anos, Alexandre foi cremado em uma pira carregada de olíbano e mirra. Graças à riqueza de alguns manuscritos, resgatados pelo historiador Heródoto, conhecemos as primeiras experiências na extração de cheiros de pétalas e folhas, e de seus usos e funções no preparo de ungüentos, loções e perfumes.

Cleópatra

Cleópatra, última rainha do Egito, representa o símbolo da sedução com seus rituais perfumados. Além de conquistar o coração do general romano Marco Antônio, conseguiu dele a promessa de uma aliança com Roma. Ao que parece, ela era muito mais atraente do que propriamente bonita, e sabia, acima de tudo, como perfumar-se. Untava-se com essências aromáticas dos pés à cabeça, criava em torno de si uma aura perfumada e recebia Marco Antônio em uma cama repleta de pétalas de rosas.

Seus requintes eram incríveis: ela impregnava de odor de rosas até as velas de seu barco, e viajou ao encontro do amante inteiramente untada de óleos perfumados, como uma deusa em forma humana, deslizando sobre as águas. Deixava-se admirar recostada no trono de seu barco, que era envolto em nuvens de incenso. Em sua célebre visita a Roma, a rainha do Egito deixou um rastro de rosas por onde passou, e em sua última noite no mundo dos mortais, antes de envenenar-se, banhou-se e perfumou-se da cabeça aos pés com as mais finas fragrâncias. Quando os soldados romanos a encontraram morta em seus aposentos, ainda puderam sentir seu perfume inebriante, feito sob encomenda para seu status real.

História do Perfume

Cleópatra untava-se de essências aromáticas dos pés à cabeça

Império Romano

O vasto império conquistado pelos romanos contribuiu muito para a expansão da perfumaria, pois eles consumiam aromas de maneira intensa. O comércio de matérias primas perfumadas foi estimulado pela criação de rotas comerciais para a Arábia, Índia e China. No período imperial, o gosto dos romanos por incensos e perfumes passou dos limites imagináveis, e criou um desequilíbrio na balança de pagamentos do império. Aproximadamente 500 toneladas de mirra e 250 toneladas de olíbano chegavam a Roma pelo mar. Até os cavalos eram perfumados! No século III, Roma se tornou a capital mundial do banho, luxuoso ritual jamais visto em qualquer outra cultura. O banho incluía poções aromáticas variadas. Os cidadãos mais ricos tinham até as solas dos pés perfumadas por escravos. Na cidade podiam ser encontradas mais de 100 casas de banho públicas e privadas, freqüentadas por todas as classes sociais.

Mercadores de cultura

Os árabes foram muito celebrados por suas maravilhosas descobertas, como a bússola e a álgebra. Eles ofereceram à humanidade o primeiro alambique, graças ao alquimista Avicenna, que criou a serpentina de resfriamento. Ele descobriu o método da destilação e preparou a primeira água de rosas do mundo, isolando o perfume das pétalas em forma de óleo (o attar, produzido na Síria). Esse conhecimento, que foi sendo transferido de geração em geração, representou um grande passo na história da perfumaria. Seu apogeu foi na Idade Média, quando os árabes desenvolveram técnicas de destilação de plantas em larga escala. Logo depois, os chineses conseguiram extrair álcool etílico do vinho. O aperfeiçoamento da destilação aconteceu na Itália em 1320, e permitiu a produção regular de álcool a partir da Renascença. Os Cruzados difundiram pelo ocidente as fragrâncias originárias do mundo árabe, resgatando sua influência nos hábitos da população.

Eles voltavam das batalhas com preciosidades exóticas na bagagem: especiarias, ungüentos perfumados e essências variadas.

Idade Média

Durante a Idade Média, a perfumaria ficou adormecida. Havia apenas vestígios de medicina e farmácia praticadas com ervas aromáticas nos mosteiros. Neles, os jardins tiveram grande importância para o estudo e a descoberta das propriedades terapêuticas das plantas. A descoberta do álcool foi especialmente útil para fins terapêuticos e de higiene, pois muitos dos extratos alcoólicos vegetais eram usados na luta contra as epidemias, como a peste negra — que assolou a Europa durante séculos, a partir de 1347. Os extratos alcoólicos, contendo alecrim e resinas, eram administrados por via oral com fins medicinais. Pelas crenças da época, o banho devia ser evitado a qualquer custo, pois a água era considerada uma fonte de contaminação. Hoje se sabe que os agentes transmissores da peste eram as pulgas dos ratos. As pesquisas prosseguiram nas destilarias, e levaram aos processos de extração de diversos óleos essenciais.

Renascença

O acúmulo de riquezas vindas do comércio feito durante os séculos XIV e XV levou a prosperidade às cidades italianas, como Florença, o que estimulou grandes investimentos nas artes. A Officina Profumo di Santa Maria Novella, fundada oficialmente em 1612 em Florença data de 1221, quando os frades dominicanos iniciaram as atividades da farmácia que produzia essências, pomadas, bálsamos e outras preparações medicinais. Muitas dessas fórmulas, produzidas até os dias de hoje, foram estudadas durante a corte de Catarina de Médicis, nobre florentina que se mudou para a França em 1533, para se casar com o Rei Henrique II. Na caravana que acompanhou Catarina estava seu perfumista pessoal, Renato Bianco, conhecido como René Blanc, le florentin. René Blanc deu à França as primeiras lições na arte da perfumaria, e fundou a primeira boutique de perfumes em Paris, dando um impulso decisivo para a produção e comercialização de produtos aromáticos. A opulência, o esplendor, a extravagância e o refinamento surgiam nas famílias aristocratas e tomavam conta da corte européia. Nascia assim a Renascença. O interesse pela medicina e pela saúde cresceram, estimulando novos hábitos de higiene.

Grasse

Os perfumes de Catarina de Médici eram feitos em Grasse, pequena cidade no sul da França, aos pés dos Alpes mediterrâneos. Grasse era então um centro da indústria de couro, e até aquele momento, não existia nenhum produto para limpar e perfumar o couro, especialmente o das delicadas luvas das senhoras. Desenvolveu-se então uma arte refinada, tarefa dos maîtres gantier parfumeurs (mestres perfumistas de luvas), que prosperaram em torno de Grasse. Aos poucos, a era das águas perfumadas com flores foi cedendo espaço a composições à base de almíscar. A preocupação com a higiene e os cuidados com o corpo permanecia. Também considerava-se importante o cultivo de jardins, capazes de repelir os odores pestilentos comuns na época. Luis XIV, o “Rei Sol”, que era muito sensível a odores, tinha um perfume para cada dia da semana. Em sua corte, rosas e flores de laranjeira eram usadas para perfumar luvas, e os sabonetes de óleo de oliva faziam parte da higiene diária. As fragrâncias apreciadas por Luís XIV eram produzidas no sul da França.

Grasse era a cidade do perfume, e tinha muitas vantagens geográficas para isso: a Provença tinha jardins em que as plantas do Oriente e da península ibérica cresciam maravilhosamente — especialmente as frutas cítricas e as flores, como rosa, cravo, tuberosas e jasmim.

A corte perfumada

Os centros culturais dessa época estimularam a difusão do perfume por toda a Europa. Na França, esse conceito foi intimamente associado ao rei Luis XV e à sua amante, Madame de Pompadour. Sua “corte perfumada" ditava a moda, a beleza e a arte da época, e era fiel ao estilo rococó. Com seu generoso estímulo, a realeza encorajou a prosperidade de Grasse, e a cidade passou então da fase artesanal para a de indústria da perfumaria. Com a descoberta de novas técnicas de extração de matérias primas perfumadas, muitas fábricas se desenvolveram nessa região. Mme. de Pompadour usou seu poder para influenciar a corte de Versailles, e estimulou a popularização do banho. Ela gastava horas no toalete; banhava-se com sabonetes de lavanda, outras flores e ervas. Usava adstringente e incrementava o penteado com pomadas perfumadas. Ela sempre tinha um vaso de jacinto ao seu redor. Incensários e recipientes de porcelana para potpourri encontravam-se espalhados pelos seus aposentos. A rosa era o elemento principal da maioria das fragrâncias, misturada à lavanda, ao cravo, noz-moscada, musgo de carvalho e íris. Violetas também eram muito apreciadas. As luvas tinham perfume de neróli, o óleo da flor de laranjeira.

Napoleão

No início do século XVIII foram lançados diversos livros sobre plantas, abordando inclusive o uso medicinal dos perfumes. O sueco Carl von Lineu foi um dos primeiros a desenvolver um sistema de classificações de odores. Em 1714, o italiano Giovanni Maria Farina, conhecido depois como Jean-Marie Farina, registrou na cidade de Colônia, na Alemanha, um produto batizado com o nome de Kölnisch Wasser (Água de Colônia).

A Água de Colônia era feita com essências naturais da Itália: neroli, bergamota, lavanda e alecrim diluídos em álcool neutro.

Começava então a jornada mundial da água de colônia, que é comercializada até hoje pela Roger Gallet. Mais tarde, em 1790, surgiu a célebre Kölnisch Wasser N* 4711, criada por Mülhens.

Com a Guerra dos Sete Anos, a cidade de Colônia tinha um grande movimento: as tropas francesas estacionaram lá e a “água” de Farina ganhou um excelente "garoto propaganda": Napoleão Bonaparte. De acordo com a história, Napoleão despejava todas as manhãs um frasco inteiro de Água de Colônia sobre a cabeça.

História do Perfume

Produzido em 1794, foi desenvolvido especialmente para ser levado

dentro da bota de Napoleão Bonaparte, mesmo quando ele estava em batalha

Despertar perfumado

A França ganhou fama mundial pelas essências e matérias-primas produzidas em Grasse, o que motivou a formação de empresas produtoras de fragrâncias sólidas e tradicionais.

O mercado foi crescendo e levou ao surgimento das primeiras grandes marcas da perfumaria francesa: Guerlain, Pinaud, e Roger Gallet. Destaca-se, também, a Hermès, famosa na época por suas luvas perfumadas, e Molinard. Antes, em Londres, surgiram Yardley e Atkinsons. Na França, Luís Bonaparte, sobrinho de Napoleão, proclamou-se imperador como o tio, e assumiu o título de Napoleão III, em 1851. Esposa de Napoleão III, a requintada espanhola Eugênia provocou um retorno triunfal da moda. Ela apresentou um novo modelo para o vestir, com os ombros de fora e saiotes. Seu estilo se deve ao inglês Charles Worth, o primeiro grande criador de moda moderno, que havia emigrado para Paris. No campo das fragrâncias, a eleita de Eugênia era a casa Guerlain. Os espartilhos utilizados na época eram tão apertados que chegavam a provocar desmaios nas mulheres. Elas eram reanimadas com a inalação de sais, misturas de fragrâncias e vapores de amônia levados em charmosos frascos de cheirar, as famosas smelling bottles.

A imperatriz veio socorrer as mulheres, lançando um novo estilo de perfume: Eau Impériale, uma mistura de notas cítricas e lavanda, fragrância reanimadora criada em 1861 por Guerlain.

A Eau Impériale foi apresentada em embalagem de vidro decorado com o brasão dos Bonaparte: abelhas pintadas à mão em ouro. O amor de Eugênia pelas artes estimulou o desenvolvimento da perfumaria francesa.

História do Perfume

Miss dior, 1947
Edição em cristal Baccarat reresentando o obelisco de Paris

Nasce a indústria do perfume

Nessa época, as fronteiras da perfumaria estavam para ser ultrapassadas nos laboratórios, com a descoberta das estruturas das moléculas perfumadas, e sua posterior síntese química. As mulheres estavam mudando, celebravam a arte de viver. A Belle Époque agitou a arte, a moda e a perfumaria de 1870 até a I Guerra Mundial (1914-1918). Surgiram a luz elétrica, o telefone, o automóvel, o cinema, e a moderna arquitetura — a Torre Eiffel era erguida em Paris. Em 1900, perfumes e artigos de toalete ganharam espaço pela primeira vez na Exposição Internacional de Artes Decorativas, evento que agitou a cidade. Vieram visitantes de todos os cantos da Europa. As francesas saíram às ruas. Mulheres elegantes lotavam os cafés parisienses exalando os mais variados perfumes. Fragrâncias contendo patchuli, heliotrópio, almíscar e baunilha criavam uma atmosfera sensual. Com a chegada do século XX, Paris era a mais chique das cidades. Em cada esquina havia cabeleireiro, loja de luvas perfumadas, butiques de lingerie da mais fina qualidade. Todos os objetos de desejo estavam disponíveis para atender a uma demanda crescente, que permaneceria assim até a década de 50. A indústria do perfume se tornou sinônimo de sofisticação, e os frascos mais requintados eram feitos em cristal Lalique. Na famosa Exposição Internacional das Artes Decorativas e das Indústrias Modernas, realizada em Paris em 1925, a perfumaria francesa, já definitivamente ligada à moda, se consagrou como um rico universo a ser continuamente explorado.

Renata Ashcar

Fonte: www.sebrae.com.br

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