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História do Relógio

Relógio

É o nome que se dá a todo e qualquer instrumento destinado à medição do tempo.

Primórdios

Acredita-se que o homem começou a medir o tempo há cerca de 5000 anos; provavelmente em bastão fincado na terra ou tronco de árvore iluminados pelo sol, projetando suas sombras no solo permitiu-lhe constatar que o movimento dessas sombras era o próprio transcorrer do tempo; tendo sido esse o primeiro medidor de tempo de que o homem lançou mão.

O Sol

O tempo foi, pela primeira vez medido com o auxílio do sol. O seu percurso pela abóboda celeste proporcionou ao homem a noção do tempo em relação ao espaço, estando, portanto, a Relojoaria, diretamente ligada à mecânica celeste, com os seus fenômenos naturais repetindo-se em ciclos constantes.

Gnômom

Primitivamente, conforme nos diz a História, os primeiros relógios construídos e usados pelo homem foram os gnômons.

Consistia este instrumento de um obelisco que, iluminado pelo sol ou pela lua, projetava sua sombra, que se movia com o passar das horas e entre o seu ponto inicial e seu ponto término havia um espaço que o homem fracionou, criando a divisão dos tempo.

Relógio Solar

Embora seja certo que o relógio solar tenha existido em época bem nais distantes, a História registra o seu aparecimento na Judéia, pelo ano 600 a.C., quano o Rei Acaz mostrou a seus súditos um desses relógios; duzentos anos após (400 a.C.) é conhecido no Egito o primeiro relógio solar.

Quadrante Solar

Com o aperfeiçoamento dos relógios de sol, chegamos ao quadrante solar, inventado por Anaximandro de Mileto (380 a.C.), constituído geralmente de uma placa com um marco em uma lateral que, iluminado pelo sol, projeta sua sombra sobre o quadrante convenientemente dividido; com esse relógio tornou-se possível, então, a medição relativamente certa do tempo, porém a contagem de pequenas frações era praticamente impossível.

Clepsidra

A necessidade de possuir um meio de medir o tempo em intervalos menores e independente das condições atmosféricas, o que o relógio de sol não permitia, levou o homem a idear a Clepsidra, também chamado de relógio d´água, sendo considerado como o seu inventor, Platão, discípulo de Sócrates. A Clepsidra se baseava no princípio do escoamento do líquido de um recipiente, gota a gota, por um orifício situado em sua base. Entre o ponto em que o vaso estava cheio, até ficar completamente vazio, o homem calculou uma escala e dividiu o tempo.

Este foi o primeiro relógio criado pelo homem, de maneira a lhe permitir a medição do tempo a qualquer hora do dia ou da noite, sem depender da luz dos astros. A contagem do tempo, neste relógios, também era relativa um vez que estava diretamente condicionada à influência de diversos fatores, como: pressão atmosférica, temperatura, limpidez da água empregada, etc.. A Clepsidra chegou a ser muito difundida, sofrendo sua construção muitos aperfeiçoamentos, sendo que, na sua fase mais avançada foi conjugada a um sistema de engrenagens.

Rodas Dentadas

A História dá a primazia da construção das rodas dentadas a Arquimedes de Siracusa (250 a.C.). A marcação do tempo, na Clepsidra de rodas dentadas, apresentadas pela primeira vez por Ctesibio de Alexandria (100 a.C.), era feita por intermédio de uma bóia, que acompanhando a subida do nível da água no recipiente, elevava consigo uma barra dentanda; esta, por sua vez, movia uma engrenagem em cujo eixo situava-se o ponteiro indicador; é curioso notar-se que o mostrador desse relógio já possuía uma grande semelhança com os mostradores atuais. A Clepsidra, também chamada relógio hidráulico, evoluiu de maneira notável, permitindo mesmo a medição do tempo com uma exatidão razoável; sendo que, no ano 721 da era atual, Y. Hang, astrônomo chinês, inventava um relógio deste tipo que, conjugado a um sistema de rodas, indicava os movimentos dos planetas.

Ampulheta

A ampulheta, ou relógio de areia, surgiu na mesma época da Clepsidra, tendo com esta certa analogia, sendo que, ao invés de água, era areia fina que se escoava de um recipiente. Constitui-se a ampulheta em dois bojos cônicos de vidro ligados pelos vérices, havendo entre ambos um pequeno orifício de comunicação, pelo qual a areia escoa devido à ação da força da gravidade, do recipiente superior para o inferior; uma vez transferida toda a areia para o bojo inferior, termina a medição do tempo; a ampulheta então é virada, iniciando-se novo ciclo de medição.

A ampulheta, durante certa época, foi o relógio mais difundido, pois era simples de transportar e oferecia grande facilidade no seu uso; era porém destinada principalmente à contagem de períodos curtos de tempo.

O relógio de areia passou por grandes aperfeiçoamentos. Seus fabricantes se esmeraram na sua apresentação, criando verdadeiras obras de arte. O principal trabalho eras executado nos suportes dos bojos de vidro, os quais eram meticulosamente trabalhados e fabricados com os mais variados metais, inclusive metais nobres, como o ouro e a prata, havendo também muitos coom suportes feitos de madeira entalhada.

Relógios de Fogo

Outro fenômeno que o homem lançou mão foi a combustão. Com efeito, o fogo leva um tempo para consumir um material combustível. Assim, surgiram diversos relógios de fogo.

Relógio de Corda com Nós

Uma corda com nós à distância determinadas que ia se comsumindo, até chegar ao primeiro nó, depois ao segundo, etc.. Foi usado nas antigas cidades medievais para determinar o tempo da mudança da guarda.

Relógio de Fogo Despertador

Chinês, consistia de uma vareta colocada horizontalmente em cima de fios de arame. Sua extremidade era acesa e em certo ponto de seu comprimento passava-se por cima da vareta um fio de seda com duas esferas metálicas. O suporte do conjunto, geralmente em feitio de um barco com cabeça de dragão, era colocado sobre um prato também metálico. Com o transcorrer das horas, o fogo avançava pela vareta lentamente, até alcançar o fio de seda, queimava-o, soltando as duas esferas que caíam sobre o prato metálico produzindo um ruído suficientemente forte para acordar uma pessoa. Como se vê era um relógio engenhoso, embora como se pode imaginar, não despertava tão precisamente como estamos hoje habituados.

Relógio de Azeite

Funcionava sob o princípio parecido com o da Clepsidra, pois era constituído fe um recipiente de vidro com uma escala horária, o qual era cheio de de azeite e possuía um bico em sua parte inferior; este, uma vez aceso, ia consumindo o óleo, e o seu nível, ao descer, marcava as horas. Era um relógio que servia para marcar as horas, e ao mesmo tempo, iluminar ambientes. Tinha, portanto, duas utilidades. Foi muito usado na Europa, principalmente na Alemanha.

Relógio de Vela

Compreendia uma vela normal, demarcada com uma escala horária, servindo também para iluminação. Foi bastante usado nas cortes européias.

Primitivo Relógio Mecânico

Durante muitos e muitos anos o homem utilizou-se como principais medidores de tempo os relógios de sol, Clepsidra, ampulheta e relógios de fogo. Somente pelo ano 850 de nosso era, foi construído por Pacífico, arcebispo de Verona, um relógio puramente mecânico, que consistia de um conjunto de engrenagens movido por peso. Apesar da invenção desse relógio mecânico, ainda por muitos e muitos anos o homem se serviu dos antigos relógios, os quais só aos poucos é que foram cedendo terreno aos relógios mecânicos.

Nesses primitivos relógios mecânicos, não se sabe qual foi o sistema de escape usado.
Sobre a prioridade da construção do primeiro relógio mecânico, há algumas controvérsias entre os historiadores. alguns consideram Gerberto (ano 990), monge francês, que foi Papa sob o nome de Silvestre II, o inventor desse relógio.

O Foliot

Com a descoberta do Foliot, o primeiro escapamento relativamente confiável aplicado nos relógios mecânicos - época e autor desconhecidos - os aperfeiçoamentos na construção dos relógios sucederam-se de maneira notável, passando os grandes relógios monumentais a serem diminuídos, chegando aos relógios de parede, posteriormente aos de mesa; em 1510 surge o primeiro relógio de bolso, inventado por Peter Henlein, de Nuremberg.

O Pêndulo

No ano de 1595, quando Galileu Galilei observando o movimento de oscilação de um lustre na Catedral de Pisa, descobre e aplica a Lei do Pêndulo, a relojoaria recebe uma das mais importantes contribuições que lhe permitiram penetrar no terreno da medição precisa do tempo.

Evolução

Pelo registro da História, observamos que o homem necessitou de cerca de 2200 anos para chegar a construir um relógio que funcionasse com precisão (600 a.C. a 1600 d.C.). No entanto, em pouco mais de 300 anos, dá um passo gigantesco nesse setor, chegando a construir relógios que, pelo seu trabalho mecânico e por sua elevada precisão, nos deixaram extasiados, como os relógios que recebem corda pela variação da temperatura; os que se movimentam pela energia acumulada, ao receberem luz natural ou artificial em uma fotocélula; os finíssimos de pulso ou os microscópicos relógios de anéis; os modernos relógios automáticos de pulso e os relógios elétricos de pulso a quartzo que permitem a medição do tempo com precisão até então desconhecida para essa classe de relógios. São sem dúvida inúmeros os aperfeiçoamentos que se podem esperar neste ramo da ciência, uma vez a relojoaria se libertou do artesanato e na atualidade já nem sempre é exclusivamente mecânica. Cremos mesmo que a sua evolução seguirá uma linha, cuja tendência é afastar-se progressivamente da mecânica e mergulhar-se em outros ramos da física, notadamente a eletrônica.

Relógios Mestre-Secundários

Até certa época a relojoaria teve na mecânica a sua base extraordinária de desenvolvimento. Em princípios do século passado, começou a ligar-se em alguns setores à eletricidade iniciando-se então, por voltta de 1820, a construção dos primeiros relógios elétricos chamandos mestres e secundários, que consistem em um relógio central de funcionamento autônomo, cuja função é comandar por meio de impulsos elétricos enviados por fios, geralmente cada 1/2 ou 1 minuto, outros relógios denominados secundários, constituídos de um sistema eletromagnético, que transforma o impulso elétrico em movimento mecânico, fazendo os ponteiros dos relógio avançar. Os relógios mestre como os demais sofreram grandes aperfeiçoamentos, e podem comandar muitas centenas de relógios secundários sendo especialmente destinaddos a locais onde se torna importante a hora unificada, como estações, escritórios, indústrias, edifícios, escolas, etc.

Corda Elétrica

Algum tempo após a invenção dos relógios mestre-secundários, ou seja, por meados do século passado, surgiram os relógios cujas cordas se encarregam automaticamente pela eletricidade.

Relógios Síncronos

Só em princípios de nosso século, com a evolução da distribuição da eletricidade e redes públicas, é que apareceram os relógios elétricos síncronos, para serem ligados diretamente à corrente elétrica de cuja frequência dependem para funcionar com precisão. Estes relógios nada mais são, em sua essência, que pequenos motores elétricos que giram rigorosamente sincronizados com os geradores de energia elétrica às cidades.

Relógios a Quartzo

A evolução da humanidadeexige constantemente maior precisão no controle de tempo, no entanto, ainda hoje é muito comum ser necessário acertarem-se os relógios uma ou mais vezes por mês. Por este motivo, nos anos mais recentes a indústria relojeira tem mostrado profundo interesse na obtenção de novos meios de melhorar a precisão na marcação do tempo, e encontrou no cristal de quartzo um padrão excepcional para esse fim.

O cristal de quartzo começou então ser adotado também na produção de relógios de pulso. Pelos progressos tecnológicos alcançados neste campo, os relógios com cristais de quartzo dominariam uma parte considerável do mercado.

Relógio Atômico

Mais preciso que o relógio a cristal de quartzo é o relógio atômico, que, entretanto, é bastante caro e de produção extremamente limitada, sendo especialmente destinado a observatórios, com a finalidade de marcação de tempo de extrema precisão. A evolução do relógio atômico, no futuro, é ainda, de alguma forma especulativa, embora não seja ousadia prever-se a possibilidade de que venha a tornar-se, com o tempo, um relógio também de uso geral.

Algarismo Romano IV ou IIII?

Porque os relógios com números romanos usam IIII ao invés de IV para representar o número 4?

Esta é uma das mais populares perguntas sobre relógios e até hoje não se tem uma resposta definitiva.

O formato IV é uma forma relativamente moderna de se representar o numeral 4. O formato IIII foi usado até o período que chamamos de 'tempos modernos'.

Existem diversos sites que têm dispendido tempo para analisar este caso. Alguns comentam que esta forma de representar o numeral 4 deve-se a herança da realeza inglesa ou francesa. Outros entretanto, baseiam seus comentários sobre o assunto na simetria aplicada nos mostradores.

O Big-Ben, um dos mais famosos 'cartões postais' de Londres, usa a forma IV ao invés da tradicional forma encontrada na grande maioria dos relógios, que é o IIII.

Fonte: www.relogioantigo.com.br

História do Relógio

Cartier criou um relógio de pulso especialmente para Santos Dumont no sentido de facilitar o registro das performances do pioneiro da aviação.

Uma "gama Santos" da marca é sinônimo de prestígio. Foi elaborada há 25 anos.

A amizade entre o pioneiro da aviação e Louis Cartier data de 1900. O industrial admirava "a desenvoltura" e o que Gilbert Gauthier, historiógrafo da empresa, descreve como "um total desprezo pelas convenções".

Quando da comemoração da vitória de Santos Dumont com seu dirigível n° 6, em outubro de 1901, Alberto falou a Cartier das dificuldades de registrar seu desempenho no comando de um avião com um relógio de bolso.

Foi então criado especialmente para Alberto um relógio de pulso, muito mais prático que um relógio de algibeira, ou seja, o antigo cebolão de nossos avós ou bisavós.

Moderno e elegante

Segundo informa o serviço de imprensa Cartier, em Zurique, é difícil determinar a data da criação desse protótipo porque "ele jamais foi inscrito no registro de venda" da empresa. Mas estima que isso ocorreu entre 1904 e 1908.

Louis Cartier mostrou verdadeiro faro comercial, "pressentindo um desenvolvimento certo do relógio de pulso", afirma um porta-voz da empresa.

Observa também que « o primeiro relógio (da linha) Santos vendido em Paris figura nos registros de venda de 1911 ».

Na gama de luxo

E até hoje surpreende que o modelo utilizado por Santos Dumont para controlar suas performances nada tenha perdido de sua modernidade.

Tanto que em 1978, inspirando-se desse elegante modelo, a empresa relançou a gama Santos, descrita como "francamente contemporânea" pela publicidade da marca.

Pelo preço não é, porém, acessível a qualquer um. O modelo mais barato custa, na Suíça, 3.300 francos, cerca de 2.400 dólares.

Fonte: www.swissinfo.org

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RELÓGIO DE SOL

Acredita-se que a primeira forma de medir o tempo tenha surgido a partir da observação de fenômenos da natureza, como a movimentação dos corpos celestes, que se repete em ciclos constantes. Por esse motivo, a Astronomia é considerada uma das ciências pioneiras na criação de medidores de tempo.

Inicialmente, houve a divisão natural em períodos iluminados pelo Sol e períodos não iluminados, ou seja, dias e noites. A seguir, fracionou-se o período diurno em partes de igual duração, à semelhança da divisão atual em horas. Para que a marcação dessas frações fosse possível, era necessário criar-se um instrumento que funcionasse regularmente, indicando a passagem de cada uma das frações e mostrando quantas delas já haviam se passado.

Surge, então, o Relógio de Sol, provavelmente entre 5000 e 3500 a.C., no Egito e/ou na Mesopotâmia. Consistia, originalmente, de uma vareta fincada no solo em local iluminado pela luz solar durante todo o dia.

A sombra da vareta no chão ia mudando sua posição conforme a movimentação do Sol no decorrer do dia – a sombra, longa e inclinada para oeste no amanhecer, atingia seu tamanho mínimo ao meio-dia e voltava a alongar-se no entardecer, inclinada, agora, para leste. As frações que formavam o período diurno eram, então, demarcadas estudadamente no solo, de modo que, ao serem atingidas pela sombra, indicavam a passagem do tempo durante o dia.

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História do Relógio

A pequena haste deu origem a monumentos megalíticos e a grandes obeliscos. No passar dos anos, esses relógios foram aperfeiçoados, sendo talhados de formas, tamanhos e materiais diversificados. Na antiga Mesopotâmia, alguém, num momento de rara inspiração, teve a idéia de inclinar a pequena haste em direção ao pólo celeste, adequando-a à latitude e longitude local, o que melhorou consideravelmente a precisão do Relógio de Sol, pois permitia que a medida das horas permanecesse razoavelmente igual durante o ano todo.

Um famoso Relógio de Sol foi o Relógio de Berossus, um astrônomo do terceiro século antes de Cristo. Consistia em um bloco de pedra ou madeira no qual foi cortada uma abertura hemisférica com uma haste no centro. A sombra desta percorria, no decorrer do dia, cerca de um arco de círculo; porém, o comprimento e a posição do arco variavam com as estações do ano.

RELÓGIO DE ÁGUA

O Relógio de Sol apresentava desvantagens: só funcionava no período diurno e em dias ensolarados. Essa dificuldade fez com que se procurasse novas formas de medir o tempo.

Observou-se que um líquido em um reservatório, ao vazar por um pequeno orifício, mantinha uma certa regularidade. A partir desta idéia, criou-se, então, o Relógio de Água ou Clepsidra (do grego: kleptein – roubar; hydor – água). Esses relógios constituíam-se por dois recipientes, marcados com escalas uniformes de tempo, dispostos de forma que a água pudesse escoar, por gotejamento, de um para o outro. Um flutuador (bóia) auxiliava as leituras temporais. Esses relógios não eram muito precisos, devido à variação da temperatura que alterava a viscosidade da água, tornando o fluxo irregular.

História do Relógio

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História do Relógio

A Clepsidra foi muito usada nos tribunais greco-romanos para limitar o tempo de fala dos advogados, donde provêm as expressões latinas “Aquam dare”, que indica ao advogado o tempo de falar, e “Aquam perdere”, que denota o tempo perdido. Nos tribunais gregos, a Clepsidra era dividida em três partes iguais: a primeira, destinada à acusação, a segunda, à defesa e a terceira, ao juiz. A Clepsidra permanecia “parada” durante o depoimento das testemunhas.

Sabe-se que, por volta de 1400 a.C., os egípcios já utilizavam Relógios de Água.

No entanto, documentos da época do reinado do Imperador Hoang-Ti, cerca de 2679 a.C., dão indícios de que os chineses já conheciam e usavam a Clepsidra. Platão, na Grécia, por volta de 400 a.C., cita a Clepsidra em seus escritos: “Estes são escravos de uma miserável clepsidra, ao passo que aqueles são livres e estendem seus discursos tanto quanto quiserem”, referindo-se a filósofos serem bem mais felizes que oradores.

Uma Clepsidra muito famosa foi a de Ctesíbio de Alexandria (cerca de 270 a.C.), considerada a precursora do “relógio cuco”, pois possuía mecanismos movidos a água que operavam alavancas e peças automáticas, como sinos, pássaros canoros e bonecos movediços.

A Clepsidra teve grande uso também na Astronomia e na Medicina. Herófilo (325-270 a.C.), grande anatômico da Antigüidade, após ter comprovado o sincronismo do pulso com os batimentos cardíacos, usou a Clepsidra para medir as pulsações. Herófilo e Erasistrato (neto de Aristóteles) fundaram a Escola de Medicina de Alexandria, na qual desenvolveu-se Clepsidras de grande precisão.

Ao ser levada para Roma no ano 157 a.C., por Scipião Násica, a Clepsidra tornou-se conhecida e usada pelos principais núcleos da civilização pré-cristã.

RELÓGIO DE AREIA

Provavelmente, as Ampulhetas ou Relógios de Areia surgiram da necessidade de se haver medidores de tempo transportáveis. O princípio de sua construção era o mesmo do Relógio de Água; porém, no lugar do líquido, vamos encontrar a areia, escoando de um reservatório superior para um inferior por um pequeno orifício.

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Esses reservatórios eram, inicialmente, forjados em cerâmica, que foi substituída pelo vidro após a descoberta deste. Eles eram posicionados um sobre o outro, unidos por um disco de metal com um furo, formando um conjunto totalmente fechado.

Esses relógios eram empregados em medidas de tempo de curta duração e possuíam precisão relativa. Foram muito utilizados no mar, durante o século XIV, e nas Igrejas, durante os séculos XVI e XVII, para limitar o tempo dos sermões. Não há exageros em afirmar-se que a Ampulheta foi o medidor de tempo mais usado na Antigüidade.

RELÓGIO DE FOGO

A exemplo da luz solar, da água e da areia, também o fogo foi usado para medir o tempo. Há diversos tipos de Relógios de Fogo. Um deles era o Relógio de Azeite, tipo candeeiro, que também recebia o nome de Lâmpada-relógio ou Silencioso.

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Este relógio constituía-se de uma lamparina feita de estanho, com um reservatório feito de vidro, cristal ou porcelana translúcida, no qual colocava-se o azeite que, pela queima de um pavio nele imerso, ia se consumindo contínua e regularmente. Havia, na parte externa do reservatório, uma faixa vertical que ia, geralmente, das oito horas da noite às sete horas da manhã, na qual verificava-se a passagem do tempo pelo abaixamento do nível do azeite.

Este relógio foi usado principalmente à noite, devido à sua dupla função – iluminação e marcação do tempo. Não se sabe ao certo se surgiu no Oriente ou na Europa, durante a Idade Média. Porém, seu uso foi muito significativo nos século XVII e XVIII em todo o continente europeu, mais especificamente no norte da Alemanha.

Despertador Chinês

Um outro exemplo de Relógio de Fogo foi o Despertador Chinês, que era composto por um recipiente oblongo, em forma de barca, com divisões formadas por pequenos arames dobrados, dispostos calculadamente de maneira que uma vareta combustível (feita de serragem ou resina), queimando sobre eles, demarcava a passagem das horas.

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Para que servisse de despertador, pendurava-se sobre ele dois pesos metálicos unidos por um fio, este colocado sobre a marcação da hora em se desejava acordar. O fogo, ao propagar-se pela vareta combustível, atingia o fio, rompendo-o, e os dois pesos metálicos caíam sobre uma tigela, causando um grande ruído.

Supõe-se terem sido os chineses os responsáveis por essa curiosa invenção; daí o nome “Despertador Chinês”.

A idéia do relógio surgiu desde o início da humanidade. Era dia, era noite, e isso indicava a hora de caçar ou proteger-se. Olhava-se o sol e isso ficava definido.

Com a evolução o homem precisou organizar as suas tarefas ao longo do dia. O primeiro relógio, uma simples vara fincada no chão e cuja sombra se deslocava ao comando do sol, não marcava as horas: apenas dividia o dia e era extremamente impreciso. Servia para o gasto, porque naquela época não precisávamos da exatidão de hoje.

Com a necessidade de medidas mais seguras, surgiram a clepsidra (o relógio a base de água) e a ampulheta (a base de areia).

Tinham o mesmo princípio: a constância do tempo para escoar uma substância de um local para outro, através de um orifício.

Surgiram porque o relógio de sol não funcionava durante a noite ou em dias nublados. As horas ainda não eram marcadas: somente intervalos de tempo. Isso foi mais ou menos em 400 a.C. e começou a existir também formas sofisticadas e artísticas de construir clepsidras e ampulhetas.

Como em tudo o mais em que se mete, o homem colocou arte. Ainda no tempo do relógio de sol, alguns deles são de construção rebuscada e verdadeiras jóias.

História do Relógio

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Relógio de sol - a primeira forma de dividir o dia em partes

Os primeiros relógios mecânicos, muito rudimentares, surgiram por volta de 1200 no norte da Europa, na região da atual Alemanha. A divisão do dia em horas só aconteceu quando o astrofísico Galileu Galilei definiu as regras do movimento pendular e sua impressionante regularidade. Isso foi por volta de 1600 e somente uns 100 anos depois é que surgiriam os ponteiros indicadores de minutos. Por essa ocasião, os relógios já eram olhados como jóias e caracterizavam-se pela beleza e riqueza.

Como jóias, tinham a característica do artesão e freqüentavam a corte embelezando senhoras e senhores da nobreza, assim como o ambiente dos castelos. Nessa luta para tornar-se senhor do tempo, o homem acabou também por criar uma máquina que o escravizaria. Somos, quase todos, hoje, escravos do relógio.

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Relógios de mesa do século XIX - verdadeiras jóias com mecanismos já sofisticados

Superado o problema de tecnologia de criar um mecanismo medidor do tempo, o homem sempre partiu para a sofisticação e criação de novas necessidades. Horas precisas não eram mais suficientes; minutos exatos não satisfaziam mais; segundos regulares de pouco valiam.

Criamos mecanismos para os décimos, centésimos e milésimos de segundo e frações de tempo tão pequenas que só os cientistas se preocupam com isso. Sem desmerecer a validade desse esforço, prefiro ficar com a beleza e a história dessa maquininha.

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Relógios de bolso no século XIX - depois de dominar o tempo, o homem passou a ser dominado por ele

Durante muitos séculos, os relógios rivalizaram com os sinos na demarcação das tarefas da comunidade. Entre os mouros, o muazim anunciava a hora do sol nascer e da primeira oração. Assim se chamavam os homens que subiam na mesquita para avisar a todos com sua voz sagrada.

No mundo cristão essa tarefa cabia ao sineiro, que se pendurava na corda para fazer soar enormes sinos nas catedrais.

O sino avisava dos incêndios, lamentava a morte, acompanhava os enterros, alegrava as festas da comunidade, os casamentos, nascimento e morte dos reis e príncipes, as festas dos senhores e do Senhor.

O som dos sinos alertava a todos nas comunidades e espalhava-se pelos campos levantando as orelhas dos animais. Quando surgiu o relógio, o sino começou paulatinamente a perder essas funções. Hoje, não tem mais a importância que tinha para a comunidade, até porque as comunidades tornaram-se tão grandes que ultrapassaram o limite do seu alcance; permanece como um símbolo medieval.

História do Relógio

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O Big Ben em Londres e sinos de uma catedral - serviços para toda uma comunidade

Os famosos relógios suíços tiveram origem em Genebra, por volta do século XVI e um nome é registrado como o iniciador de tudo: Daniel Jeanrichard. A indústria relojoeira evoluiu rapidamente e tornou-se um marco naquele pais, tanto pelo designer como pela tecnologia de precisão.

Com o advento dos relógios de quartzo, os suíços perderam a hegemonia mundial e nunca mais a recuperaram. Os relógios de quartzo são muito mais baratos e precisos do que os relógios mecânicos.

No entanto, alguns relógios desse tipo são altamente valorizados pelos amantes da arte e da relojoaria. Mecanismos extremamente complexos com mais de setecentas peças e um custo de aproximadamente um quarto de milhão de dólares não podem competir em precisão e praticidade com os modernos relógios, mas continuam sendo motivo de orgulho para os fabricantes e para os raros proprietários, encarados como jóias exclusivas.

História do Relógio

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Um anel com aproximadamente 150 anos e o moderno designer de hoje - jóias

Medir o tempo com precisão foi um desafio, por longos séculos, que sempre fascinou a humanidade. Quando os pêndulos pareciam haver resolvido o problema de se medir horas exatas, novos desafios surgiram.

Considerando que vivíamos então uma época de navegação imprecisa, como medir o tempo a bordo dos navios, onde o movimento pendular era fundamentalmente comprometido com o balanço dos navios? Isso pode parecer simples hoje para qualquer criança com um relógio com a figurinha do Pato Donald no pulso mas, as academias de ciência e os governos ofereciam prêmios a quem resolvesse esse problema.

Enfim, essa coisinha corriqueira, que é um relógio, é o resultado e enormes desafios vencidos ao longo da história do homem.

História do Relógio

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Medindo o tempo com jóias sofisticadas - tecnologia superada, mas uma arte que se perpetua

Filipe III da Espanha e Filipe II de Portugal (que eram a mesma pessoa), assim como Luis XIV, da França, ofereceram verdadeiras fortunas a quem apresentasse uma fórmula de medir o tempo com exatidão a bordo dos navios. Isso era extremamente importante para se calcular a exata posição dos navios e evitar perigos e mesmo chegar onde se pretendia.

Em 1714, a Inglaterra perdeu uma esquadra inteira por um erro de cálculo da longitude devido a tempos avaliados erradamente. O parlamento inglês ofereceu 20000 libras de prêmio a quem resolvesse o problema.

O vencedor foi um carinha chamado John Harrison (1693-1776), que inventou um mecanismo que, sinceramente, acho difícil de explicar aqui e creio que não interessa muito ao assunto de arte. Em uma viagem pelo mar, de nove semanas, o relógio de Harrison atrasou cinco segundos. Na época, isso foi fenomenal.

Ao final, indicarei alguns endereços onde isso pode ser visto com mais detalhes técnicos - andei lendo um livro sobre esse desafio de construir um relógio que funcionasse a bordo dos navios e confesso que parei no meio porque não consegui compreender sequer qual era exatamente o problema e muito menos a solução. É interessante para quem gosta de física, astronomia... dessas coisas!

História do Relógio

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Medir o tempo e exercer a arte - atividades muito antigas, mas a arte chegou primeiro

Como jóia, o relógio tem uma posição de destaque. Freqüentemente, o mecanismo e a função de marcar o tempo tem se tornado secundária.

Desejava-se o adorno, a jóia, como uma coroa ou gargantilha - o relógio era só a desculpa. Relógios, tanto os de mesa como os de uso pessoal, foram fabricados das mais diferentes maneiras para adorno dos ricos e das suas casas. Até mesmo de cidades, como é o caso do Big Ben em Londres.

Esse relógio, com quatro faces, começou a funcionar desde 31 de maio de 1859: o ponteiro dos minutos tem 4 metros de comprimento.

História do Relógio

História do Relógio
Sofisticado relógio com 700 peças e alto custo e modernos relógios de quartzo, precisos e baratos

A divisão das horas em 60 minutos de 60 segundos pode ter resultado do sistema sexagesimal usado na antiga Babilônia e que depois foi usado no Egito. Eles dividiam o círculo em 360 graus e tudo girava em torno dessa forma de medir, acabando por interferir na nossa medida de horas.

História do Relógio

História do Relógio
O antigo e o moderno - o tempo não pára!

O relógio de pulso tem uma história bastante interessante que envolve um brasileiro famoso: Santos Dumont vivia sujando a roupa ao tirar o relógio do bolso, com as mãos manchadas de óleo enquanto trabalhava nos seus modelos de aviões.

Para evitar esse contratempo, pediu a seu amigo Cartier que fabricasse um relógio que pudesse ser acomodado no pulso, e esse foi o primeiro relógio de pulso fabricado na França e chegou a ser chamado de Santos Watch.

relógio de pulso já era conhecido, mas raramente usado: o exército inglês havia encomendado 1500 relógios a um fabricante suíço para colocar no pulso de militares, considerando que seriam mais úteis assim, durante a batalha. Mas foi depois do episódio com Santos Dumont que Cartier passou a fabricar relógios de pulso, criou fama como fabricante de relógios e difusor da nova moda por todo o mundo.

Fonte: www.cyberartes.com.br

História do Relógio

Acredita-se que o tempo começou a ser medido há cerca de 5000 anos. Os primeiros relógios construídos e usados foram os gnômons e consistiam em um obelisco que, iluminado pelo sol ou pela lua, projetava uma sombra, que se movia com o passar das horas e entre o seu ponto inicial e seu ponto final, havia um espaço que o homem fracionou criando a divisão do tempo.

Foram os egípcios e parte dos povos da Ásia ocidental quem primeiro dividiram o dia em 24 horas. O mais antigo instrumento de marcar as horas foi o "relógio do sol" que foi inventado pelos babilônios e tinha um funcionamento simples: uma haste vertical se projetava do centro de uma superfície circular, projetando uma sombra do sol para indicar a hora. O mais antigo relógio de sol 
está exposto no Museu de Berlim.

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Relógio de Sol, de bolso, fabricado na 
França, século XVIII

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Quadrante solar construído em 1890 na Holanda

Anaximandro de Mileto, em 380 a.C., aperfeiçoou este relógio criando o “quadrante solar”.

Outro tipo de relógio muito utilizado foi o de areia, ou ampulheta, inventado também pelos egípcios. Seu funcionamento é simples, dois cones de vidro ligados por um pequeno orifício que regulava a passagem de areia colocada em uma das partes, marcavam determinado período de tempo. Depois era só virar o instrumento e repetir o processo. A ampulheta aparece no século VIII, e evoluiu com o fabrico do vidro que a tornou hermética, garantindo a fluidez da areia.

Nos castelos e palácios da Europa antiga, usava-se o “relógio de fogo” , que consistia em uma corda com nós que queimavam a intervalos regulares. Como todas as formas de marcar as horas não eram confiáveis, o homem continuou a fazer novos experimentos. Foi assim que surgiu no Egito o "relógio de água", o Clepsidra , que consistia em um recipiente cheio de água com as paredes graduadas e um pequeno orifício para a água sair. Cada descida de duas graduações correspondia à passagem de l hora

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Modelo de ampulheta

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Já no século XIV apareceram os primeiros relógios de torre. Os primeiros lugares onde foram instalados foram em catedrais da Inglaterra e França. Posteriormente vieram nos edifícios públicos e igrejas.

O Astrario de Giovanni Dondi, na segunda metade do século XIV, em uma de suas obras maestrias da relojoaria italiana.

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Um dos primeiros exemplares de relógio de bolso, contendo o ponteiro das horas. Alemanha, 1535

Os relógios mecânicos não mostravam o tempo. No início eram máquinas movidas por pesos que tocavam uma campainha com intervalos regulares. Estes relógios eram calibrados para acompanharem a variação dos dias ao longo do ano e as diferentes horas do nascer e do pôr do sol. As técnicas mecânicas de fabricação do relógio foram aparecendo, até que se chegou a uma máquina de medição das horas de luz e de escuridão num único dia de 24 horas iguais. Foi um processo gradual baseado nos avanços introduzidos no "relógio de soar" , e do aproveitamento do "escape" da máquina: dispositivo que interrompe regularmente a queda dos pesos, como um interruptor que alternadamente contem e solta a força da máquina, produzindo o "tique-taque" que se tornou a voz do tempo. A transição deu-se no século XIV, e a hora tomou um sentido universal e preciso, abandonando-se a "Hora Sazonal" em favor da "Hora Igual".

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Raro e revolucionário relógio de ormolu com base de mármore. França, 1795. Ass. “Duval a Paris”

O primeiro relógio mecânico (que marcava o tempo) conhecido e que hoje se encontra no Museu de Ciência, em Londres, foi fabricado em 1386 por Henry de Vicky e instalado na Catedral de Salisbury, na Inglaterra. Era formado por duas engrenagens movidas por cordas e pesava cerca de 200 quilos. A partir dos grandes relógios mecânicos foram criados os menores para uso doméstico. As torres e vigias das igrejas tornaram-se torres de relógio, de onde soavam horas iguais para os serviços religiosos. A subida dos relógios às torres dos mosteiros e das igrejas tornou-os máquinas públicas e símbolos da prosperidade das comunidades.

O tempo portátil

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O primeiro mostrador tinha 6 divisões, que um único ponteiro percorria 4 vezes cada dia de 24 horas, e foi criado em 1344 por Jacopo de Dondi na cidade de Chioggia, na Itália. O ponteiro de minuto só apareceria mais tarde com o uso do pêndulo.

A aplicação do pêndulo nos relógios fez reduzir o erro diário de 15 minutos para cerca de 10 segundos. Este mecanismo foi aperfeiçoado por Peter Heinlein, de Nuremberg, que substituiu o peso por uma cinta de aço que tinha a mesma função, o que permitiu a redução do tamanho das máquinas até chegar ao relógio de bolso. A peça que permitiu movimentar o ponteiro dos minutos foi chamada de "balancin", responsável pelo tique-taque dos relógios. A patente do relógio de bolso só foi registrada por Louis Recordon em 1780, em Londres.

Mas em 1582, o cientista Galileu Galilei (1564-1642), ao observar a oscilação de um candeeiro na Catedral de Pisa, descobriu a aplicação do movimento pendular na fabricação do relógio, do que se aproveitou o holandês Christian Huygens para fabricar o primeiro relógio de pêndulo. Os relógios foram transformados em obras de arte nos séculos XVII e XVIII, os palácios e ricas residências da Europa ostentavam ricos relógios de parede, de coluna e de mesa, que além de marcar as horas serviam como objetos decorativos.

Os primeiros relógios de pulso

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No Museu da relojoaria Chateau dês Monts, em Lê Locle (Suíça), se conserva um precioso exemplar de relógio jóia aparecido em 1813. Trata-se de um pequeno relógio de bolso montado em um bracelete de ouro e esmalte com forma de serpente. É considerado como um dos primeiros relógios de pulseira.

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Em 1880, Girad-Perregaux criou um relógio de pulseira particularmente robusto para os oficiais da marina alemã. Foi a primeira coleção de relógios de pulseira fabricados em série. O modelo ao lado, é uma réplica dos principais do século XX.

Patek-Fellipe

No século XIX um conde polonês de nome Antoine Patek juntou-se ao relojoeiro francês Adrien Phillipe, criando uma marca de relógios que ficou famosa em todo o mundo: Patek-Phillipe. Considerado uma verdadeira inovação, em 1842 a fábrica do Patek-Fellipe criou o mecanismo sem chave para dar corda. Entre os finais do século XIX e o início do século XX tem lugar o nascimento do relógio de pulseira.

Os primeiros relógios automáticos

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Em 1923, John Hardwood, um relojoeiro inglês, registrou na Suíça a patente de um relógio automático, obtendo o reconhecimento um ano depois. O documento oficial foi expedido pela Oficina Federal da propriedade intelectual da Confederação Helvética de Berna, capital da Suíça..

O relógio de pulso só foi criado e patenteado no século XX, e logo o novo modelo superou o relógio de bolso. Um pouco antes, em 1920, a aplicação de cristais na fabricação de relógios, surgia como uma nova tecnologia. Em 1928, dois americanos, J.W. Horton e W.A. Morrison criaram o primeiro relógio a quartzo do mundo, reduzindo a margem de erro na medição de tempo para um segundo a cada dez anos. E as novidades não pararam, surgiu o cronômetro, o relógio a prova de água, com altímetro e fundímetro, barômetro e os modelos digitais.

Seiko

Em 1960, no Japão, a Seiko decidiu abrir uma filial em Nova Iorque, diversificando sua produção. A empresa conclui os estudos sobre um relógio de quartzo, que foi utilizado exclusivamente nos Jogos Olímpicos de Tókio, em 1964.

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O “Astron” foi o primeiro relógio de pulseira com movimento de quartzo realizado por Seiko

Criações Suíças

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O Flatine fabricado por Ebauches S.A. em 1976 tem uma espessura de 3,70 mm. Foi o primeiro relógio suíço eletrônico extraplano com indicação analógica.

Anos 80

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A empresa Rolex apresenta modelos elegantes nascidos na década anterior com partes mecânicas de 19 rubis. Alguns Rolex Cellini tem a pulseira de ouro com malha Milanesa.

Swach

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Um relógio de plástico, mas com inovações tecnológicas, comove o mundo dos relógios. Nasce a Swach, nome derivado de “Second Watch”. As características do novo relógio eram excelentes, movimentos de quartzo analógico, impermeabilidade a 30 m, grande resistência às quedas e completa confiabilidade.

Omega

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O primeiro relógio de pulseira fabricado industrialmente por Omega em 1990 incorporava um mecanismo chamado Lepine. A caixa de prata com dupla articulação e a esfera esmaltada.

Clock

A palavra inglesa "clock" (relógio não portátil), deriva do holandês "clojk" que quer dizer sino, que por sua vez em alemão se denomina “glocke".

A idéia do relógio surgiu pela necessidade do homem em dividir o tempo para organizar suas tarefas. Com a constante procura por divisões de tempo mais ágeis, a medição do tempo passou a ter importância e controlar tarefas e competições.


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Coleção de relógios de bolso das marcas Rigonaud (1790), John Le Roux (1770), Perrin Freres (1810), Eardley Norton (1790), Vacheron&Constantin (1840), Ilbery (1810) e Antoine Allier (1790). 

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Coleção de relógios de pulso das marcas Patek Phiippe, Movado, Vacheron & Constantin e Cartier de meados do século XIX.

Fonte: www.timevision.com.br

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Marcas de Relógios

A. Langue & Söhne

A A. Langue & Söhne é um exemplo de amor e dedicação ao fabrico de relógios...

Em 1975, exatamente cem anos após a sua fundação, a fábrica da empresa, situada na cidade alemã de Glashütte foi destruída pelos bombardeamentos dos aliados no final da II Guerra Mundial. Três anos depois, após a sua reconstrução da fábrica foi expropriada pelo Governo da Alemanha Oriental. Enfim, com o colapso do mundo comunista a partir do final de 1980, a marca voltaria aos seus anos de glória e distinção.

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Após, Walter Langue, bisneto do fundador Adolph Lang, assumir o controlo da marca em 1990, quatro anos foram os necessários, para fazer chegar ao mercado os novos modelos da empresa.

Este foi o ponto de partida para o “re-crescimento” da marca, que continua a inovar e surpreender com relógios fabricados com apuro por mais de 250 artesãos.

Apesar de história tão atribulada, a paixão pela arte relojoeira de excelência superou todos os obstáculos e a marca renasceu das cinzas!

Audemars Piguet

Peças sofisticadas e elegantes resultam na combinação de diversos estilos, o que confere uma personalidade muito própria à marca.

A qualidade, requinte e bom gosto está patente nas várias colecções da marca, sendo a colecção MIllenary de 2006 um júbilo para apreciadores de relojoaria de grande qualidade.

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Desde a sua fundação em 1875, a empresa mantêm-se na família, agora controlada pelos bisnetos de Jules Audemars Tourbillon e Edward-Auguste Piguet, os excelentíssimos fundadores.

Com uma visão de negócio ampla, a marca patrocina desde 2004 o Trofeo Maserati Europa.

Baume & Mercier

A marca Suiça, representada em mais de 70 países, soube como desenhar o caminho para o sucesso.

Fundada em 1830 pelos irmãos Victor e Pierre-Joseph Célestin Baume, na fábrica de Baume Frères começam a ser fabricados os relógios que conquistaram fãs nos quatro cantos do mundo. Em 1918 é estabelecida a parceria com Paul Mercier e surge em Genebra a Baume & Mercier. Esta parceria combinou o apuro técnico da produção de relógios e estratégias bem sucedidas de conquista de novos mercados.

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Com uma produção anual de mais de 200 mil relógios, a marca não descura a associação a eventos de grande visibilidade, transparentes do seu sucesso.

Baume & Mercier é o exemplo de perfeita combinação entre Marketing e excelente qualidade de produção.

Elegantes, luxuosos e carismáticos os relógios da marca são o símbolo de sucesso.

Bell & Ross

“O Essencial não deve ser comprometido pelo supérfluo”

O lema da marca é escrupulosamente cumprido. Relógios concebidos para atividades que envolvem temperaturas extremas, velocidade furiosa ou pressões de água proibitivas.

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Astronautas, pilotos, mergulhadores e bombeiros, são apenas alguns dos profissionais que encontram na marca uma oferta de notável qualidade, acompanhada por um design elegante e atraente, evocativo do espírito de aventura.

Os relógios Bell & Ross evocam o paradigma simplicidade e funcionalidade, primam não só pela tecnologia de topo mas também pela facilidade de leitura.

BlancPain

As peças da marca são uma verdadeira ovação à grande tradição relojoeira. Feitas com Paixão e Técnica, a marca orgulha-se de produzir apenas relógios mecânicos. Desde 1735, que a marca, pelo comando de Jehan-Jacques Blancpain, assumiu um compromisso com o desenvolvimento de mecanismos complexos e sofisticados.

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Agora numa fase de maior expansão, associada ao Grupo Swatch, há cerca de 7 sete anos, a Blancpain, chegou a encerrar as portas da sua fábrica na década de 70, devido à “moda” do Quartz.

Em 1983 a marca volta a renascer, apresentando ao mundo em 1991 a sua “obra prima”, 0 1735, um relógio com 744 peças que incorpora sete funcionalidades diferentes e sofisticadas. Fiel à sua filosofia, a marca é um hino ao bom gosto, qualidade e fiabilidade.

Breguet

O que dizer de uma marca, cuja primeira criação foi um presente para a soberana Maria Antonieta?

Apesar de não ter sido terminado a tempo, uma vez que a Revolução condenou a família real francesa à Guilhotina, o relógio, de tal modo complexo, tornou-se uma das peças de eleição para os amantes de relojoaria.

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A capacidade de inovação, comprovada pela criação de mecanismos como o turbilhão, consagrou Abraham-Louis Breguet como o pai da relojoaria.

As peças de tal forma associadas à elegância serviram de deleite a escritores como Victor Hugo, Alexandre Dumas e Balzac, entre outros.
Uma das empresas do grupo Swatch, desde 1999, Breguet é a escolha de elição de Nobres, Políticos e Artistas

Breitling

O que tem John Travolta a ver com a Breitling?

Tudo! O famoso ator de Hollywood, cuja fortuna permite que se dedique ao seu favorito hobby: A Aviação, é o rosto da marca.

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Desde a sua origem em 1884, que a marca honra a sua assinatura “Instrumentos para profissionais”. Sempre ligadas à aviação e inclusive ao Espaço, os relógios da marca são os favoritos dos pilotos de todo o mundo. Não é de estranhar que a marca, envolvida nesta “relação de amor” com a aviação, seja a fornecedora oficial da Royal Air Force britânica e da Força Aérea americana.

Mesmo após Leon Breitling ter vendido a empresa a Ernest Schneider em 1970, a marca nunca corrompeu esta sua ligação à aviação, sendo concebida com grande qualidade para dançar nos céus...

Bulgari

A experiência da marca Bulgari, desde a sua gênsese em 1884, associada à ostentação e requinte das peças criadas, apresentou-se como uma mais valia com o decorrer dos anos...

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Durante mais de 100 anos, a marca italiana de Sotirio Bulgari, dedicou-se ao fabrico de jóias, o que lhe conferiu um enorme prestigio não só em Itália, mas também no resto do mundo.

Em 1977, a marca começou a sua penetração no mundo dos relógios, cuja beleza e requinte ilustra uma correta adaptação da arte de construir jóias aos relógios.

Cartier

Fundada em 1847 em Paris, a marca produz relógios de tão grande esplendor e qualidade, que estes são considerados, autênticas obras-primas.

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Ao longo dos seus 160 anos de existência a marca tornou-se sinónimo de distinção e requinte, mas esteve sempre também associada a grandes causas, como por exemplo, o fato do general Charles de Gaulle ter feito alguns dos seus discursos radiofónicos no escritório da marca. Atualmente, a Fundação Cartier destaca-se como mecenas no mundo das Artes.

Chopard

Datade de 1860 a fábrica de Louis-Ulysse Chopard, inicialmente destinava-se exclusivamente à produção de cronómetros. Com o passar dos anos, com o afinco de grandes mestres da relojoaria, a empresa começa a produzir relógios deveras impactantes, de tal modo, que qualquer amante de relojoaria não fica indiferente às iniciais L.U.C.

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Em 1963, a empresa sofre uma grande viragem. O já octogenário fundador não via o interesse de nenhum dos seus netos em dar continuidade ao relógio e o empresário Karl Scheufele, assumiu o controlo da marca, garantindo a sua continuidade com todo o seu dinamismo.

O inteligente empresário investe não só na excelente produção dos relógios da marca, mas também na participação de eventos, conferindo uma grande notoriedade à marca ao associá-la ao Festival de Cannes.

Inovadores, os relógios Chopard são elegantes e sólidos, um verdadeiro exemplo da excelência Suiça.

ChronoSwiss

Peças de um veraddeiro génio: Gerd-Rüdiger Lang, mestre relojoeiro que postula que para se ser bom na arte dos relógios é mesmo necessário “ter um parafuso a menos na cabeça”.

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Fundada em 1982, a Chronoswiss alia Inovação e Irreverência na produção de relógios com mecanismos tradicionais.

A mais conhecida “assinatura” da marca em termos estéticos é a coroa em forma de cebola, que facilita o seu manuseamento com luvas.

Cuervo Y Sobrinos

A cubana marca prestigiada em todo o mundo! Fundada em 1882 em Havana, a Cuervo Y Sobrinos, lança-se como uma empresa familiar, que rapidamente ultrapassou fronteiras. A loja principal, situava-se no centro de em Havana, sendo conhecida como “La Casa”, e foram estabelecidas filiais em Nova Iorque e na Europa, onde a marca era conhecida como a “Pérola das Caraíbas”.

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O sucesso da manufatura metódica de relógios elegantes e refinados, não parou de aumentar, e nos anos 40 a “la Casa” recebia clientes como Einstein, Churchill e Hemingway, entre outros.

Embora, a sede da marca seja atualmente na Suiça, a Cuervo Y Sobrinos mantêm-se fiel aos ritmos e tradições temporais, veiculando a ideia de que “o tempo passa devagar”. Os relógios devem ser apreciados, “degustados” com tranquilidade.

As peças são de extrema qualidade e invocam o imaginário em torno de Cuba.

Ebel

“Arquitetos do Tempo”, um lema ao qual a marca faz jus.

O cuidado com o arranjo geométrico das formas resulta de uma relação íntima com a Arquitetura. Desde a sua fundação em 1911, pelo casal Eugène Blum e Alice Lévy, que conquistou um lugar de destaque no setor da Alta Relojoaria.

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Os Relógios caracterizam-se caracterizam-se pela e elegância e simplicidade das suas linhas, combinando um apleo ao clássico com a ousadia do moderno.

Eberhard

Fundada na cidade suiça de La Chaux-de-Fonds em 1887, sob o lema “Inovação e Tradição”, que desde o inicio tem caracterizado as peças da marca.

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A marca é uma das favoritas dos coleccionadores de relógios, apostando na vanguarda e em simultâneo mantêm o respeito pela tradição.

Eberhard foi a primeira marca a lançar um cronógrafo com movimento automático na década de 1930.

Ferrari

A consagrada Marca italiana de carros de luxo, mantêm-se colada aos seu valores enquanto fabricante relojoeira. Um relógio com o logótipo da Ferrari no mostrador reflete uma experiência única.

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O projecto relojoeiro da Ferrari foi desenvolvido através de um estudo aprofundado da escuderia, da sua cultura e dos seus carros, com o intuito de desenvolver um relógio único, que traduza o espírito inconfundível dos carros da marca. 

Os materiais que compõem as peças Ferrari transparecem a performance tecnológica da marca, destacando-se o aço hipoalérgico ou o titânio

Fortis

A Fortis tem-se destacado pela sua vocação em conceber instrumentos de aeronáutica destinados a profissionais. O talento e os vários anos de dedicação têm como resultado peças robustas e de elevada precisão.

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Depois de ter conquistado as nuvens, celebrando diversos protocolos com cosmonautas, a Fortis investiu no Mar, associando-se à Marinha Portuguesa, numa homenagem à fragata Corte Real.

A marca Suiça distingue-se também pela elegância, conjugando bom gosto com robustez. O Resultado: Fiabilidade.

Franck Müller

Fundada pelo mestre suíço Franck Müller, a marca revolucionou o mundo dos relógios, apostando em novos padrões, formatos e cores. Surgiu com a Franck Müller uma nova Era na arte relojoeira.

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O conceito da marca incide sobre a ideia “fazer relógios excepcionais para pessoas excepcionais”. Como?

Apostando em formas tão característica da marca como o formato Cintrée Curvex ou a linha retangular Long Island.

O inconformismo estético é visível nos mostradores que traduzem fielmente os moviemntos mecânicos que palpitam por baixo deles.

Girard-Perregaux

Criada em 1791, a marca gerida por J.F.Bautte, passou a denominar-se por Girard-Perregaux em 1856, quando o relojoeiro mestre Constant Girard casou com Marie Perregaux.

Dotado de um espírito criativo e inovador, o mestre relojoeiro vislumbrou as potencialidades dos relógios de pulso. Foi uma aposta certeira.

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Em termos tecnológicos basta apenas mencionar que os tourbillons da marca são tidos como os melhores da Alta Relojoaria Suiça.

Em termos de design, descortina-se uma espécie de simbiose entre o tradicional e o moderno.

A marca criou em 1999, um museu onde se pode apreciar a evolução da produção da marca.

Glashütte Original

É inquestionável a qualidade e rigor da engenharia alemã, que não fica de todo indiferente à produção de relógios. Após a queda do Muro de Berlim, a Glashütte Original renasceu da repressão comunista e apostou num círculo exclusivo de manufaturas relojoeiras, reposicionando-se assim a marca no segmento da Alta Relojoaria.

História do Relógio

Segundo a marca, a arte de fazer relógios segundo as tradições dos velhos mestres é a chave para o sucesso.

A Glashütte Original apresenta uma colecção completa que cobre diversos estilos e complicações mecânicas.

Graham

A Graham é uma marca inglesa que renasceu na Suiça para recuperar o seu merecido lugar no mundo da relojoaria.

Carisma... É este o adjetivo que melhor caracteriza a marca, que tem o poder de transformar os instrumentos do tempo em verdadeiros objetos de culto.

História do Relógio

Carismáticos, poderosos e inovadores, cada nova colecção é um ex-libris da arte de produzir relógios.

Cada relógios possui pormenores que surpreendem, como no caso do modelo Swordfish que surpreende pelos dois óculos, dotados de lupa que realça os totalizadores das horas e minutos.

Graham, com mais de três séculos, continua a fazer história.

Greubel Forsey

A Greubel Forsey, projeto de dois mestres relojoerios, o francês Greubel e o inglês Forsey, disitngue-se no mundo da Alta Relojoaria pelas suas espantosas invenções.

História do Relógio

As novidades mais recentes são o Double Tourbillon 30º e o Quadraple Differential Tourbillon, que se traduzem em inovadores avanços na produção destes mecanismos.

A irreverência caracteriza as colecções da marca, que manipula e “brinca” com todo o sistema mecânico de um relógio.

Hautlence

Inspirada na Inovação Técnica e no Bom Gosto, a Hautlence assume o seu estilo Jovem e ousado.

Hautlence, enquanto nome de marca, é uma referência à palavra Neuchâtel, nome da cidade que há três séculos era a capital dos relógios. De facto, o nome da marca é uma ovação à tradição do fabrico dos relógios, mas as suas peças não poderiam ser mais modernas.

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Os modelos Hautlence são inconfundíveis, graças a uma caixa rectangular disposta horizontalmente e vertente mecânica visível através do mostrador.

A forma e funcionalidade aliam-se numa fusão entre o velho e o nome, o clássico e o retro.

Hublot

Em 1967, Carlo Crocco, um talentoso designer italiano, desenhou o primeiro Hublot, que rapidamente conquistou vários fãs pela sua simplicidade e elegância. Linhas puras, de apurado Bom-Gosto, desafiam colecção, após colecção as convenções.

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Passados 40, desde a primeira criação, Hublot conquistou um espaço próprio entre o público que preza a elegância, apostando na borracha ao invés do couro. A aposta foi ganha.

IWC

A luxuosa marca suiça IWC lançou a sua mais recente e espantosa colecção “O Nova Portuguesa Calendário”. Peças que são verdadeiras máquinas de tempo, com indicador das fases da lua e indicação da posição do Satélite da Terra segundo um observador do Hemisfério Norte ou Sul.

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O mecanismo destas peças de culto é de tal forma preciso que, o Calendário Perpétuo da Portuguesa, tem um desvio de apenas 12 segundos por mês.

De leitura fácil e apelativa, os relógios desta linha acentuam o carácter de exclusividade da IWC.

Jaquet Drout

Um inspirado criador iluminista, Jaquet Droz, deixa ainda hoje rendidos aos seus talentos vários amantes de alta relojoaria, que podem ver as criações do designer francês no Museu de Arte e História em Neuchâtel, Suiça.

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Com criações ousadas e tecnologicamente complexas, Jaquet Droz começou a desenhar o sucesso das suas peças em 1738 com a inauguração da sua oficina.

Adquirida em 2000, pelo grupo Swatch, a marca ganhou um novo fôlego para os desafios do século XXI, mantendo o mesmo requinte, beleza e design inovador.

A aposta na tecnologia continua a ser um desafio.

Jager - Lecoultre

Fundada em 1833, pelo criador Charles leCoutre, que posteriormente se junta a Edmond Jager, a Jaeger – Lecoultre rapidamente se tornou numa marca incontornável na história da medição do tempo.

A marca é actualmente uma das poucas manufacturas relojoeiras na verdadeira acepção da palavra, integrando na sua fábrica todas as fases de produção de um relógio.

História do Relógio

Com variantes clássicas, casuais e até mesmo desportivas, as peças Jaeger – Lecoultre, destacam-se pelo seu design e por um verdadeiro detalhe tecnológico.

Jean Richard

A marca surgiu em 1980, sobre o controlo do dinâmico empreendedor Luigi Macaluso, mas o seu nome, remonta ao século XVII, numa homenagem ao grande mestre relojoeiro Daniel Jean Richard.

História do Relógio

Focada em desenvolver e produzir os seus próprios equipamentos, a marca teve durante quatro anos, a trabalhar numa avançada pesquisa, que resultou em 2004 no seu primeiro movimento de manufactura próprio. A marca reafirma assim a sua condição de independência.

Junkers

Ligados à aviação, os relógios Junkers estão entre as peças favoritas dos coleccionadores.

História do Relógio

O design das peças é totalmente inspirado na paixão da família Junkers, os aviões. Hugo Junkers, percursor da companhia, esteve envolvido nas pesquisas de desenvolvimento de aeronaves nos primeiros anos do século XX, utilizadas posteriormente na guerra. Findo o conflito mundial, a Junkers pode finalmente dedicar-se ao transporte de passageiros, tornando-se numa empresa de aviação sobejamente reconhecida a nível internacional.

Passados poucos anos, o regime nazi apoderou-se da empresa, o que levou à morte do criador da marca por desgosto.

Anos mais tarde, a família volta a apoderar-se da empresa e aposta no fabrico de relógios.

Longiness

Longiness é a marca que está oficialmente associada à elegância em todas as ocasiões, produzindo peças de luxo a desportivas. Até porque para a marca “a elegância é uma atitude”!

História do Relógio

E essa atitude transparece em todos os quadrantes, da funcionalidade de um relógio.

Criada em 1832, a marca preserva desde a sua génese a preocupação em produzir peças com um design emblemático, com acabamentos únicos e formas delicadas.

Louis Vuitton

Uma das empresas favoritas, de todos os que apreciam o requinte, não se destaca apenas no mercado das malas e carteiras. A partir de 2002 a marca, cujo know-how no mercado do luxo é inquestionável, lançou-se no mercado dos relógios, conquistando um espaço especial, com produtos que se destacam pela sua sofisticação e inovação.

História do Relógio

Os relógios são uma das mais recentes apostas da marca, criada em 1985 em Paris, que pelo que se vê, têm tudo para ganhar.

Martin Braun

Criada no ano 2006, a Martin Braun já conquistou uma posição de grande prestígio, graças aos seus mecanismos e design inovadores.

História do Relógio

Desde o lançamento da sua primeira peça EOS, que se tornaram clássicos instantâneos e um cartão de visita da marca, que a Martin Braun surpreende colecção após colecção.

Consagrado Mestre Relojoeiro em 1991 aos 27 anos, Martin Braun que trabalhava com o seu pai, começou a trabalhar em novos mecanismos mecânicos, com o intuito de surpreender o mercado.

Nove anos depois, foi lançada a marca, que encontra no génio criativo e inovador do seu criador, a sua fonte de sucesso.

Maurice Lacroix

Fundada em 1975, a Maurice Lacroix cria peças com uma personalidade muito própria. A escolha dos materiais, o design e a tecnologia das peças da marca desafiam convenções e apelam a um bom-gosto apurado.

História do Relógio

A marca conquistou a sua independência em 2006, ao lançar o seu primeiro calibre de manufatura própria, o ML 106, resultado de uma feliz junção entre elementos tradicionais e mecanismos mais avançados.

Nomos

A marca alemã segue a tradição relojoeira, criando peças sóbrias, funcionais e esteticamente atraentes que teimam em resistir ao passar do tempo.

História do Relógio

A inspiração da Nomos assenta nos princípios estéticos da escola de arquitetura Bahaus, que floresceu no período entre as duas grandes guerras mundiais, e que segue o lema “A forma segue a função”.

O Bom-gosto minimalista da marca é uma garantia de que os seus relógios são imunes ao passar do tempo.

Oficine Panerai

Em 1980 na cidade de Florença surge a Oficine Panerai, cujo desafio era estar à altura das exigências estéticas de uma cidade de artes. Não há dúvidas, que a marca venceu o desafio. Rapidamente passou a ser a marca favorita da Marinha Italiana, que valorizava o cuidado com a precisão da marca, e em 1933 a Oficine Panerai passou a produzir relógios para o grande púbico.

História do Relógio

Completamente segmentada no setor de luxo, as peças da marca continuam a manter o seu fascínio original.

Omega

A marca que se consagra pela sua precisão e fiabilidade.

Com um know-how incomparável em termos de mecânica e tecnologia relojoeira, a Omega orgulha-se de produzir relógios para todas as ocasiões, desde as mais diversas atividades do dia-a-dia a mergulhos profundos ou até mesmo viagens ao espaço. Aliás, a marca pode dizer que já chegou à Lua pelo pulso de Neil Amstrong.

História do Relógio

A marca de Louis Brandt manteu o seu rigor e esmero no fabrico de relógios, geração após geração, sendo mundialmente consagrada como uma referência no fabrico minucioso de relógios.

Oris

A Oris é acima de tudo uma marca polivalente, uma marca que soube destacar-se em vários mundos. De fato, com uma profunda criatividade e bastante minúcia, a marca está presente no desporto, aviação, moda e cultura.

História do Relógio

A já centenária Oris faz jus à relojoaria Suiça, conquistando um espaço próprio entre os amantes da qualidade, tecnologia e moda. A combinação destas três vertentes garantiu à marca firmar-se no universo relojoeiro.

Patek Philippe

Uma das marcas mais conceituadas do mundo.

Com mais de 70 patentes registadas em pouco mais de meio século, a Patek Philippe pode orgulhar-se de ter o primeiro movimento para cronógrafo totalmente concebido, desenhado, desenvolvido e fabricado por si.

História do Relógio

A receita do sucesso da marca incide sobre a união entre a estética e a inovação. O Resultado? Peças sofisticadas e funcionais.

Piaget

O agricultor Piaget estava longe de calcular que, em 1874 quando começou a produzir relógios para equilibrar os investimentos da sua quinta, a marca a que deu nome iria tornar-se um ícone no mercado relojoeiro, produzindo peças de beleza ímpar... autênticas obras de arte.

História do Relógio

Peças de grande sensibilidade artística, criatividade e exuberância, os relógios Piaget dão um toque especial a qualquer pulso.

Raymond Weil

Raymond Weil fundador da marca, um apaixonado pelas artes, idealizou uma marca que primasse pela perfeição das formas e nobreza dos materiais, aliados à alta tecnologia. Tal concretizou-se.

História do Relógio

A marca genebrina orgulha-se de manter a independência em relação aos grandes grupos relojoeiros, mantendo ainda uma grande proximidade ao mundo das artes, não fosse a filha do fundador pianista.

Esta ligação à música e às tradições tem sido a chave do sucesso da Raymond Well, que se inspira em várias homenagens a géneros musicais e músicos de elevada qualidade. O Fado não foi excepção, tendo já sido tema de uma colecção.

Richard Mille

A Richard Mille é inigualável em termos de perfeição no design e inovação tecnológica. A marca aposta na mudança e inovação e tem explorado o recurso a materiais, até então utilizados na indústria automobilística e aeronáutica, como o silício e as nanofibras de carbono.

História do Relógio

O processo de produção da empresa segue uma abordagem “holística”, em que cada detalhe, por mais ínfimo que possa parecer é totalmente subordinado a cada projecto específico.

Esta minuciosidade faz com que a marca esteja à frente do seu tempo...

Rolex

A Rolex é, para muitos, a marca que associam de imediato aos relógios de prestígio.

O que não é de estranhar, uma vez que, são várias as caras que dão rosto, “pulso” à marca. A marca é de fato, o exemplo por excelência de um casamento muito feliz entre a tecnologia, a beleza e a funcionalidade.

História do Relógio

Ao contrário do que se julga, a marca não é Suiça mas sim londrina, fundada em 1905 por hans wilsdorf, alemão, e William Davis, britânico.

Três anos mais tarde, a Wilsdorf & Davis passou a ser conhecida como Rolex. Uma marca global, A Rolex produz peças de apurado bom-gosto que colecção, após colecção continuam a fascinar os amantes de relojoaria.

Sector

Os Sector são relógios desportivos de tradição e design italianos e concebidos para durar muito, mas muito tempo.

O lema da marca “No Limits” corresponde precisamente ao Estilo de Vida promovido pela marca, pautado por dinamismo.

História do Relógio

A gama variada de relógios de alta performance resulta da conjugação ideal entre a perfeição estética e a qualidade intrínseca do produto.

Testados por atletas de alta competição, todos os relógios Sector são acompanhados de uma garantia de alta performance e de fiabilidade nas condições mais exigentes.

Tag Heur

As iniciais TAG de Tag Heur significam Techniques d’ Avant Garde, um compromisso assumido pela marca em todas as suas novas concretizações relojoeiras.

A marca tem vindo a desafiar os padrões tradicionais da relojoaria na procura constante de novas definições da arte de medir o tempo. De fato, a marca encontra-se na vanguarda dos instrumentos de medição do tempo, apresentados sob a designação de “concept watch”.

História do Relógio

Arrojada na produção de peças vanguardistas, a Tag Heur consolida a reputação de marca inovadora. Com embaixadores como Brad Pitt, Tiger Woods e Maria Sharapova, a marca encontrou um posicionamento mais glamouroso, mantendo o espírito desportivo.

Tissot

Com mais de 150 anos a inovar, a Tissot tem estado na vanguarda tecnológica no mundo da relojoaria, com peças realmente inovadoras e originais, cuja única limitação é a imaginação.

As criações da marca não se tratam apenas de inovações excêntricas, como relógios de madeira, mas sim de novas funcionalidades, sem nunca comprometer a qualidade e rigor.

História do Relógio

Parte do grupo Swatch desde 1985, a Tissot está presente em vários países, onde o seu prestígio é sobejamente reconhecido.

A marca continua a desafiar os limites...

Ulysse Nardin

Com mais de 160 anos a oficina Ulysse Nardin foi já consagrada com vários prémios internacionais e uma reputação de qualidade em todo o mundo.

História do Relógio

Ao longo destes anos, a marca tem-se pautado pela fidelidade à tradição dos relógios mecânicos, que incorporam no seu fabrico o melhor do trabalho tradicional e uma meticulosa pesquisa de inovações técnicas.

A mais recente colecção da marca volta a surpreender com uma linha de relógios feita em palio, um metal extremamente raro da família da platina.

Vacheron Constantin

A mais antiga manufatura relojoeira do mundo comemorou em 2005, 2050 anos de existência. Em 1755, Jean Marc Vacheron instala a sua oficina em genebra, sendo que anos mais tarde, em 1819 o seu neto, Jacques-Barthélemy iniciou uma parceria com François Constantin, surgindo assi, a Vacheron Constantin.

História do Relógio

O peculiar lema da empresa “Fazer melhor se possível, e isto é sempre possível” tem mantido-se com o passar do tempo, sendo a qualidade, perfeccionismo e aposta tecnológica da marca inquestionável.

Vostok Europe

Os relógios Vostok inicialmente desenvolvidos para as Forças Armadas da Antiga União Soviética, renascem após a guerra, com modelos com forte impato no segmento mais jovem.

História do Relógio

Tecnologicamente avançados e submetidos a um rigoroso critério de qualidade, estes relógios são das peças favoritas entre coleccionadores de todo o mundo. De fato, a robustez e resistência, bem como todo o design e cores fortes bem vincadas, são um apelo.

Zenith

A “Marca da Estrela” desperta sentimentos fortes com as suas peças elaboradas que desafiam as convenções.

História do Relógio

Paixão, Imaginação e Tecnologia são apenas alguns dos ingredientes utilizados pela Zenith para desenvolver os seus relógios.

A marca com mais de 140 anos aposta numa renovação constante, por forma a manter o brilho da sua "estrela”, símbolo da marca, que deu origem a uma constelação.

Fonte: www.relogios.name

História do Relógio

O primeiro aparelho medidor do tempo de que temos conhecimento está datado de 3500 a.c.

Falamos de obeliscos que eram utilizados como relógios de sol rudimentares.

Este é apenas um dos muitos métodos que foram utilizados no passado para medir o tempo, outros métodos são: a observação das estrelas, os relógios de água e areia e outros engenhos que com maior ou menor acerto fazem parte de um percurso que continuou até aos nossos dias.

Todos os relógios funcionam seguindo um princípio semelhante, que consiste em contar um ciclo regular que nos permite medir o tempo. Dito de outra forma, a medição do tempo consiste na comparação de um evento fixo com outros que usualmente desconhecemos.

História do Relógio
Relógio de Água

Na antiguidade usavam-se como pontos de referência para a medição do tempo os acontecimentos naturais como, por exemplo, a duração do dia ou a observação dos astros. Por vezes a medição não era destinada a determinar a hora do dia mas mostrava determinados eventos que interessavam aos nossos ancestrais como por exemplo os solstícios (Stonehenge).

Outros relógios, em vez de se fixarem num acontecimento externo usam um mecanismo próprio com uma duração constante; um dos primeiros aparelhos deste tipo foi criado pelos egípcios cerca de 1400 anos a.c., e denomina-se clepsidra ou relógio de água; o seu princípio consiste no fato de uma determinada quantidade de água necessitar sempre do mesmo tempo para passar gota a gota de um recipiente para outro.

Este mecanismo foi posteriormente aperfeiçoado por outras culturas, como por exemplo a chinesa ou a hindu. Estes relógios continuaram a ser utilizados com formas cada vez mais elaboradas durante séculos.

História do Relógio
Stonehenge

Os egípcios além de clepsidras utilizaram relógios de sol para a medição do tempo, um destes relógios, datado do século VIII a.c., ainda se conserva no Egipto.

Outras civilizações utilizaram objetos simples de forma engenhosa como, por exemplo, na civilização chinesa queimava-se uma corda com nós regulares e observavam o intervalo de tempo necessário para que o fogo passasse de um nó ao seguinte.

Os relógios mecânicos apareceram no século XIII, sendo bastante inexatos e em muitos casos aparatosos. As primeiras referências aparecem em livros de Alfonso X o sábio, mas posteriormente grandes personagens como Leonardo da Vinci contribuíram de uma ou de outra forma para o desenvolvimento de engenhos mais precisos para medir o tempo. Posteriormente apareceram os primeiros relógios de motor que se baseavam na utilização de pesos. Os relógios portáteis apareceram no século XV com a invenção do motor de mola.

O passo seguinte foi dado com a criação do relógio pendular, cujo princípio foi concebido por Galileo, embora tenha sido Huygens, um cientista holandês, que o materializou em 1656. Este relógio representava um grande avanço relativamente aos anteriores, dado que só se desfasava cerca de dez segundos por dia.

Durante este mesmo século apareceram os primeiros relógios de bolso. O relógio de pêndulo aperfeiçoou-se durante quase três séculos, até que em 1929 um cientista Americano, Warren A. Marrison, inventou o relógio de cristal de quartzo, cujo funcionamento se baseia na vibração que o cristal experimenta quando é submetido a uma voltagem eléctrica.

Um relógio de quartzo atual de extrema qualidade desfasa-se um milissegundo por mês, se tivermos um aparelho de qualidade inferior, este desfasamento, ou até mesmo um maior verificar-se-á em poucos dias. Estas são estimativas em condições ideais; no entanto, o envelhecimento do vidro, a sujidade e outros agentes podem muitas vezes prejudicar a precisão destes aparelhos.

Em meados do século passado, 1948, foi criado o primeiro relógio atómico, baseado na frequência de uma vibração atómica. A sua precisão não era muito superior à dos relógios de quartzo da altura; no entanto, seguindo o mesmo princípio, desenvolveram-se posteriormente relógios atómicos que obtêm uma precisão extraordinária, dependendo fundamentalmente do átomo utilizado.

Os exemplos mais comuns são o relógio atómico de césio, com uma exatidão extraordinária (desfasar-se-ia aproximadamente um milissegundo em 1400 anos) ou o de rubídio que se utiliza mais frequentemente devido ao seu custo inferior e pelo fato de se desfasar cerca de um milissegundo em vários meses.

Fonte: www.horadomundo.com

História do Relógio

RELÓGIO - A NECESSIDADE DE MEDIR O TEMPO

A História da Técnica

A história das artes pode dedicar-se a enumerações das invenções, ao progresso e ao curso habitual de uma arte ou de um trabalho manual, mas é a tecnologia que explica de maneira completa, clara e ordenada, todos os trabalhos assim como seus fundamentos e suas consequencias (Beckmann).

Em quanto tempo o mundo foi criado, quanto tempo pode durar a vida, quanto tempo deve durar um plantio, quanto tempo é necessário para ganhar uma competição, em quanto tempo a luz do sol chega à Terra? Medir o tempo sempre foi preocupação e necessidade na vida do homem. A medida do tempo, pois está intrinsecamente ligada á vida humana, daí o interesse em criar formas para medida. O percurso no tempo que se desenhou pela história da técnica e da tecnologia do relógio, permite também que se compreenda o desenvolvimento da humanidade, pois, como bem afirma Beckmann (1739-1811), o pai da tecnologia.

Relógio é todo e qualquer instrumento que se destina à medição do tempo. A história dos relógios acompanha a história da humanidade. Partindo-se do Sol como referência natural em função dos dias e das noites, os relógios de Sol foram acompanhados por outros que utilizavam o escoar de líquidos, areia ou a queima de fluidos, até se chegar aos dispositivos mecânicos que originaram os pêndulos. Com a eletrônica e a descoberta do efeito piezelétrico, os relógios de quartzo passaram a servir como padrões, evoluindo posteriormente até os atuais padrões de Césio e Maser de Hidrogênio.

Acredita-se que o homem começou a medir o tempo há cerca de 5000 anos antes de Cristo. Os registros históricos apontam o aparecimento do relógio na Judéia,

em torno de 600 a.C., quando o Rei Acaz mostrou  a seus súditos um relógio solar. 

style='mso-bidi-font-weight:normal'>1- O que conta a História

O tempo foi medido pela primeira vez com o auxilio do sol. Para orientação aos afazeres do dia a dia, olhava-se o sol. Naqueles primeiros momentos da civilização, as exigências eram poucas. Só o imediato valia: o comer, o beber, o dormir, o ir e vir, a melhor ocasião para a pesca, o momento em que os animais desciam aos bebedouros. Assim, o homem tendo o claro e o escuro, verificou que entre os dois períodos de escuridão, havia um período claro, que era dedicado ao trabalho, à caça e entre dois períodos claros, havia o escuro que era dedicado ao sono, sustos e medo. Os primeiros relógios construídos pelo homem foram chamados de gnômons, o Relógio do Sol (ver figura 1).

O gnômom deve ter sido o mais antigo instrumento astronômico construído pelo homem. Em sua forma mais simples, consistia apenas de uma vara fincada, geralmente na vertical, no chão, que iluminados pelo sol ou pela lua, projetava sua sombra, que se movia com o passar das horas. Não marcava as horas, apenas dividia o tempo. Observando a sombra do gnômon ao longo de um dia, os antigos astrônomos puderam perceber que ela era muito longa ao amanhecer e que ia mudando tanto de direção como de comprimento ao longo do dia. Verificaram que o instante em que a sombra era a mais curta do dia, correspondia ao instante que dividia a parte clara do dia em duas metades. A esse instante deram o nome de meio-dia.

No século X aC. (950 a.C.), Homero menciona em suas obras os períodos do dia  e do ano solar. No século VII aC. 600 a.C. há referência a um relógio de sol, chamado "pedra horári, construído na Babilônia, por Beroso.

No século style='color:black;mso-bidi-font-style:italic'>I aC (27 a.C. )- é erigido no Campo de Marte, em Roma, um obelisco com a função de Gnômon.

História do Relógio

Relógio do Sol  em Roma, imperador Augusto, 27 a.C.

História do Relógio
Relógio de sol - a primeira forma de dividir o dia em partes

História do Relógio

Samrat Yantra, o maior relógio de sol do mundo

O Samrat Yantra foi construído, juntamente com mais 4 observatórios astronômicos, pelo marajá Jai Shing I, no início do século XVIII na Índia. Este na figura ainda subsiste nos dias de hoje. Consiste numa ramap de alvenaria de pedra

em forma de triângulo retângulo com cerca de 25 metros de altura e de um arco virado para cima que atingia os 13 metros.

História do Relógio
Relógio de Sol e Tiradentes, construído em 1785

O filósofo Anaximandro de Mileto (380 a.C.) aperfeiçoou o relógio

de sol, criando o quadrante solar, ver Figura 5  abaixo, que consistia numa placa com um marco em uma lateral que, iluminado pelo sol, projeta sua sombra sobre o quadrante dividido.

História do Relógio 
Figura 5 – Relógio solar utilizando o quadrante solar

Com a necessidade de se medir o tempo de forma mais segura, pois o relógio

do sol só funcionava no período diurno e em dias ensolarados, o homem entretanto, vai criando novas tecnologias. Assim, surgiu a clepsidra, relógio a base de água. 

2- Como funciona a clepsidra

A clepsidra é formada por dois recipientes, colocados em níveis diferentes, um na parte superior contendo o líquido, e outro, na parte inferior, com uma escala de níveis interna, inicialmente vazio. Através de uma abertura parcialmente controlada no recipiente superior, o líquido passava de um recipiente para outro, com uma certa regularidade.

A clepsidra foi o primeiro relógio criado pelo homem de forma a permitir a medição do tempo a qualquer hora do dia ou da noite, sem depender da luz dos astros. Mas ainda não era preciso, pois a variação da temperatura alterava a viscosidade da água, o que tornava o fluxo irregular.

A Clepsidra foi muito usada nos tribunais greco-romanos para limitar o tempo de fala dos advogados, donde provêm as expressões latinas “Aquam dare”, que indica ao advogado o tempo de falar, e “Aquam perdere”, que denota o tempo perdido.

Sabe-se que, por volta de 1400 a.C., os egípcios já utilizavam Relógios de Água. No entanto, documentos da época do reinado do Imperador Hoang-Ti, cerca de 2679 a.C., dão indícios de que os chineses já conheciam e usavam a Clepsidra. Há historiadores que apresentam Platão como o inventor da clepsidra. De qualquer forma, Platão, por volta de 400 a.C., cita a Clepsidra em seus escritos: “Estes são escravos de uma miserável clepsidra, ao passo que aqueles são livres e estendem seus discursos tanto quanto quiserem”, referindo-se a filósofos serem bem mais felizes que oradores.

 A Clepsidra teve grande uso também na Astronomia e na Medicina. Herófilo (325-270 a.C.), após ter comprovado o sincronismo do pulso com os batimentos cardíacos, usou a Clepsidra para medir as pulsações. Herófilo e Erasistrato (neto de Aristóteles) fundaram a Escola de Medicina de Alexandria, na qual desenvolveram-se Clepsidras de grande precisão.

A clepsidra chegou a ser muito difundida, e foi muito aperfeiçoada, sendo que, na sua fase mais avançada foi conjugada a um sistema de engrenagens.

Em 287 a.C. Arquimedes de Siracusa inventou as rodas dentadas, em que a marcação do tempo era feita por uma bóia, que acompanhando a subida do nível da água no recipiente, elevava consigo uma barra dentada, que por sua vez, movia uma engrenagem em cujo eixo situava-se o ponteiro indicador. 

Na mesma época da clepsidra, surgiu a ampulheta, o relógio de areia, que segue o mesmo principio do relógio de água: a passagem de um recipiente para outro, através de um orifício estreito, só que com areia, ver figura 7 abaixo.

História do Relógio 
Ampulheta, relógio de areia

A criação da ampulheta foi uma decorrência natural da necessidade que o homem teve de possuir um aparelho transportável para a medição do tempo, podendo ser usada em qualquer lugar. A sua invenção é atribuída a um monge de Chartres, de nome Luitprand que viveu no século VIII. No entanto as primeiras referências deste tipo de objeto aparecem apenas no século XIV. Para proteger o conjunto era usada uma armação de madeira ou latão. Mais tarde as ampulhetas foram feitas de uma só peça de vidro com um orifício para passagem da areia.

A areia usada nas ampulhetas podia ser branca ou vermelha, desde que fosse fina, seca e homogênea. Além de areia podia-se também utilizar cascas de ovo moídas, pó de mármore, pó de prata e pó de estanho misturado com um pouco de chumbo. Este último, aconselhado para as ampulhetas de 24 horas. A vida a bordo era regulada por este instrumento. Existiam ampulhetas para tempos de uma, duas ou mais horas, mas as mais usadas eram as de meia hora, também conhecidas por relógio. Ao virar a ampulheta, o marinheiro tocava o sino: uma badalada às meias horas e pares de badalada correspondentes a cada quatro horas.

O fogo também foi muito usado para medir o tempo desde a Antiguidade, Há diversos tipos de relógios de fogo, um deles era o relógio de Azeite, como na figura 8. Como funcionava? Era uma lamparina feita de estanho, com um reservatório feito de vidro, cristal ou porcelana translúcida, no qual se colocava o azeite que, pela queima de um pavio nele imerso, ia se consumindo contínua e regularmente. Na parte externa do reservatório, havia uma faixa vertical que ia, geralmente, das oito horas da noite às sete horas da manhã, na qual verificava-se a passagem do tempo pelo abaixamento do nível do azeite.

Este relógio foi usado principalmente à noite, devido à sua dupla função – iluminação e marcação do tempo. Não se sabe ao certo se surgiu no Oriente ou na Europa, durante a Idade Média. Porém, seu uso foi muito significativo nos século XVII e XVIII em todo o continente europeu, mais especificamente no norte da Alemanha. Os relógios de azeite apresentavam uma relativa precisão de funcionamento, considerada razoavelmente boa para a época.

Um outro exemplo de Relógio de Fogo foi o Despertador Chinês (denominado assim pois supõe-se terem sido os chineses os responsáveis por essa invenção), como mostra a Figura 9. Era composto por um recipiente oblongo, em forma de barca, com divisões formadas por pequenos arames dobrados, dispostos calculadamente de maneira que uma vareta combustível (feita de serragem ou resina), queimando sobre eles, demarcava a passagem das horas. Para que servisse de despertador, pendurava-se sobre ele dois pesos metálicos unidos por um fio, este colocado sobre a marcação da hora em se desejava acordar. O fogo, ao propagar-se pela vareta combustível, atingia o fio, rompendo-o, e os dois pesos metálicos caíam sobre uma tigela, causando um grande ruído.

História do Relógio  
Despertador Chinês

Nas antigas cidades medievais uma corda com nós foi usada para determinar o tempo. Era constituído por uma corda com nós em intervalos aproximadamente regulares. Pendurava-se verticalmente esta corda e ateava-se fogo a ela, marcando-se o tempo pela queima de cada nó. O relógio de Corda com Nós, figura 10 abaixo, apresentava uma imprecisão, pois uma corda queimando não apresenta regularidade na combustão por diversos motivos, entre eles, o grau de umidade e a variação da intensidade da circulação do ar no ambiente.

História do Relógio

Relógio de Corda com Nós

Era, portanto, utilizada apenas para medições de tempo que não exigiam precisão, como as trocas de sentinelas nos quartéis.

Muito utilizado no período noturno, o Relógio de Vela (Figura 11) consistia-se em uma vela normal, com riscos circulares em todo o seu comprimento, traçados de maneira que, a cada círculo consumido durante a queima, houvesse passado um período de tempo pré-determinado. A divisão mínima para a disposição dos círculos costumava ser de um quarto de hora, ou seja, quinze minutos. 

História do Relógio 
Relógio-vela

Durante a Idade Média, o Relógio de Vela foi muito menos usado que o Relógio de Azeite, visto que este último poderia ser reutilizado bastando que se lhe enchesse novamente o reservatório de azeite, enquanto que a vela, uma vez acabada, exigia outra calibrada para medir o mesmo registro de tempo.

Durante muitos anos, o homem utilizou como principais instrumentos para medir o tempo, os relógios de sol, de água, de areia, de fogo, de vela. Por volta de 1200, no norte da Europa, surgiram os primeiros relógios mecânicos. que consistia em um conjunto de engrenagens movido por peso. Nos primórdios, não se sabe qual foi o sistema de escape usado. Há controvérsias sobre a autoria da construção do primeiro relógio mecânico. Mas do material pesquisado cita

como responsável pela invenção do relógio mecânico, o holandês chamado de  Cristhian Huygens.

História do Relógio

Relógio mecânico

A figura acima é de um relógio mecânico feito por um relojoeiro italiano chamado Giovanni di Dondi, o seu pai, Jacopo di Dondi construiu o primeiro relógio de torre na cidade Pádua no ano de 1344 (ver figura 13). As engrenagens servem para contar e movimentar o ponteiro do relógio. Os pesos servem para movimentar o relógio.

História do Relógio
Relógio da Torre em Pádua (Itália), construída em 1344.

 O relógio de peso (figura 14) foi o primeiro dos relógios mecânicos. Eram muito altos, e estavam encerrados numa caixa com uma janela por onde se via oscilar o pêndulo. Não tinha máquina, mas apenas um peso ligado a uma corrente, enrolada em volta de um cilindro. Pela força da gravidade, o peso ia fazendo girar lentamente o cilindro, que transmitia seu movimento aos ponteiros. Como nos atuais relógios de pêndulo, esse movimento era sincronizado por um regulador.

História do Relógio
Relógio de pesos

Nos relógios mecânicos (também chamados relógios de corda), é necessário levantar o peso ou rodar a mola seguidamente. Esse tipo de relógio registra a passagem do tempo com agulhas que giram em uma esfera ou com rodas numeradas.

História do Relógio
Relógio mecânico

O relógio mecânico de pesos deriva da clepsidra, com mecanismos de engrenagens, que, provavelmente, sejam dotadas de algum elemento regulador que contenha o movimento do sistema, mantendo sua rotação dentro de um ritmo simétrico.

A partir do século XIV surgem novidades na história dos relógios mecânicos.

1330 - O abade Ricardo de Walingfard constrói o relógio astronômico de Santo Albano.

1380 - Surgem na península itálica os primeiros relógios domésticos.

1459  - A  fita de aço é pela primeira  vez  aplicada  nos relógios como elemento motor, a mola.

1500 - Pedro Henlein, de Nuremberd inventa um relógio portátil.

No entanto, verificou-se que para construir um relógio essencialmente mecânico, precisava-se contar um elemento regulável que contivesse o andamento das suas engrenagens, mantendo-as dentro de uma rotação tal, que permitisse fazer girar a última roda do trem de engrenagens, tão vagarosa e regularmente, que propiciasse, com segurança, a contagem de um razoável espaço de tempo.

Foi então que em 1582 (ou 1595), Galileu, observando o movimento de oscilação de um lustre na Catedral de Pisa, descobre o isosincronismo das oscilações do pêndulo.

Galileu aplica a Lei do Pêndulo, permitindo com isso a medição precisa do tempo, e com essa descoberta, os minutos e segundos começaram a ser marcados mecanicamente.

1587 - Começa em Genebra, Suíça, a fabricação de relógios.

1600 - Generaliza-se a produção e uso de relógios portáteis, que tomam as mais variadas formas.

1640 - Galileu Galilei, com 76 anos e cego, dita a seu filho e a seu aluno Viviani todos os detalhes que permitiram a estes desenhar o célebre relógio de Galileu, provido de um pêndulo e um escapamento livre.

Em 1657, Huygens adapta aos relógios o pêndulo vertical, cujas leis Galileu definira. O pêndulo passou a funcionar como um balancim, que sincronizava o movimento do relógio. O pêndulo tinha na extremidade um peso, que podia ser levantado ou abaixado por meio de um parafuso. Com isso, diminuía ou aumentava o comprimento do pêndulo, e por conseqüência, acelerava ou retardava o tempo de cada oscilação. Os relógios pequenos não têm pêndulo, mas uma mola em espiral, chamada roda de balanço, também inventada por Huygens.


   Esquema de um relógio de pêndulo com seus elementos construtivos

História do Relógio
Relógio astronômico da Catedral de Nossa Senhora de Estrasburgo, construída em 1547, por relojoeiros suíços da época.

1670 - O ponteiro de minutos começa a ser aplicado.

1675 - Christian Huygens inventa a espiral de aço, cabelo, para relógios de bolso, substituindo a cerda de porco.

Os relógios mecânicos não mostravam o tempo. No início eram máquinas movidas por pesos que tocavam uma campainha com intervalos regulares. Estes relógios eram calibrados para acompanharem a variação dos dias ao longo do ano e as diferentes horas do nascer e do pôr do sol. As técnicas mecânicas de fabricação do relógio foram aparecendo, até que se chegou a uma máquina de medição das horas de luz e de escuridão num único dia de 24 horas iguais. Foi um processo gradual baseado nos avanços introduzidos no "relógio de soar", e do aproveitamento do "escape" da máquina: dispositivo que interrompe regularmente a queda dos pesos, como um interruptor que alternadamente contem e solta a força da máquina, produzindo o "tique-taque" que se tornou a voz do tempo. A transição deu-se no século XIV, e a hora tomou um sentido universal e preciso, abandonando-se a "Hora Sazonal" em favor da "Hora Igual".

A aplicação do pêndulo nos relógios fez reduzir o erro diário de 15 minutos para cerca de 10 segundos. Este mecanismo foi aperfeiçoado por Peter Heinlein, da cidade de Nuremberg, que substituiu o peso por uma cinta de aço que tinha a mesma função dos pêndulos. Este aprimoramento permitiu que diminuísse o tamanho das máquinas até chegar ao relógio de bolso.

Por volta de 1500, Henlein fabrica o primeiro relógio de bolso, cognominado pela forma, tamanho e procedência, de "Ovo de Nuremberg". Era todo de ferro, com corda para quarenta horas e precursor da "Mola Espiral", utilizando-se do pelo de porco; constituía-se de um Indicador e de um complexo mecanismo para badalar.

O relógio de bolso era considerado símbolo da alta aristrocracia. Eles eram raros e tidos como verdadeiras jóias. Um modelo mostrado na figura abaixo está em exposição no Museu da relojoaria Chateau dês Monts, na Suíça. Trata-se de um relógio de bolso montado em um bracelete de ouro e esmalte com forma de serpente.

História

Medir o tempo com precisão foi um desafio, por longos séculos, que sempre fascinou a humanidade. Quando os pêndulos pareciam haver resolvido o problema de se medir horas exatas, novos desafios surgiram. Considerando a importância que a navegação, no passado, representava, um desafio estava posto, que era a necessidade de se medir o tempo a bordo dos navios, onde o movimento pendular era fundamentalmente comprometido com o balanço dos navios. Era fundamental, naquela época, que se descobrisse um relógio que medisse o tempo com mais

precisão. Para se ter uma idéia, em 1714, a

Inglaterra perdeu uma esquadra inteira por um erro de cálculo da longitude devido a tempos avaliados erradamente. Filipe III da Espanha e Luis XIV da França ofereceram fortunas a quem apresentassem uma fórmula de medir o tempo com exatidão a bordo dos navios.

A descoberta veio, durante o século XVIII, por John Harrison, em 1761Relojoeiro inglês responsável pela invenção e construção do primeiro relógio marítimo de alta precisão que permitiria determinar a longitude durante viagens de longa distância.

História do Relógio
Relógio marítimo

A eletricidade e o relógio

A ciência da medição do tempo, sempre presente durante toda a evolução humana, é talvez uma das que mais cedo se ligaram à eletricidade. A eletricidade foi aplicada com resultados positivos à relojoaria, pela primeira vez, no ano de 1830, pelo físico Zamboni, de Verona, que comunicou sua invenção em 1832. Nessa época, um pêndulo, em experiência, foi posto a funcionar pela eletricidade, que se tornou desde então, mais um elemento motor com que a relojoaria passaria a contar.

A principal vantagem do relógio elétrico é que não há necessidade de lhe dar corda. As alternâncias da corrente elétrica substituem os pêndulos ou os balancins. É constituído por uma roda de balanço, acionada por um eletroímã, alimentado por pilhas ou por corrente alternada. A corrente é interrompida periodicamente, a cada oscilação, por um contato que liga a roda de balanço. Em vez da roda de balanço ser impulsionada pela máquina do relógio, ocorre o contrário: a roda de balanço é que faz mover as engrenagens. Há diversos tipos de relógios elétricos: alguns têm corda, como os relógios comuns, que é enrolada eletricamente e outros funcionam, simultaneamente, com corrente alternada e com pilhas.

Os relógios a pilha representaram um avanço formidável. A pequena tensão da pilha funciona, juntamente com outros mecanismos, para deixar a mola principal sempre tensa, mantendo assim, a fonte de energia. Existem pilhas, por exemplo, as alcalinas, que duram vários anos, deixando o usuário até esquecer que um dia terá de substituí-las. Em relógios transistorizados, também temos que fornecer energia através das pilhas; o transistor gerência o sistema como um interruptor.

Na orientação geográfica, em 1884, o meridiano de Greenwich é aceito internacionalmente como o ponto inicial na escala dos meridianos para o cálculo das longitudes.

No século XIX um conde polonês de nome Antoine Patek juntou-se ao relojoeiro francês Adrien Phillipe, criando uma marca de relógios que ficou famosa em todo o mundo: Patek-Phillipe. Considerado uma verdadeira inovação, em 1842 a fábrica do Patek-Fellipe criou o mecanismo sem chave para dar corda. Entre os finais do século XIX e o início do século XX tem lugar o nascimento do relógio de pulseira.

Os relógios na era da eletrônica

Com o avanço da eletrônica e o surgimento dos circuitos integrados (CI), a construção de um relógio totalmente eletrônico foi um desdobramento. Não é constituído por partes móveis, fator esse que o torna imune aos problemas resultantes de vibrações ou outras distorções que afetam um relógio, digamos semi-mecanico, apresentando como conseqüência, uma maior precisão e uma vida útil mais longa.

Não necessita de corda, pois é totalmente mantido numa operação constante por um oscilador de cristal, incomensuravelmente estável. Todo o circuito de mensuração de tempo esta reunido em um só circuito integrado. Nesse tipo de relógio, influências externas como a temperatura, por exemplo, são praticamente nulas.

A estrutura funcional dos relógios eletrônicos ocorre em quatro componentes fundamentais que são: circuito de alimentação; um oscilador de cristal; um circuito integrado (que é praticamente o relógio); um "display"ou mostrador.

Em 1923, John Hardwood, um relojoeiro inglês, registrou na Suíça a patente de um relógio automático, obtendo o reconhecimento um ano depois.

O relógio de pulso foi criado e patenteado no século XX, e logo o novo modelo superou o relógio de bolso. Um pouco antes, em 1920, a aplicação de cristais na fabricação de relógios, surgia como uma nova tecnologia.

Em 1928 - A IAU recomenda a designação "Universal Time" para o dia solar médio em Greenwich contado a partir de meia-noite.

Em 1933, em Berlim, no Instituto Físico-Técnico, nasceu o primeiro relógio de quartzo. O quartzo é uma espécie cristalina de silício. Esse cristal dispõe os seus átomos de tal forma que geram um efeito ou propriedades especiais denominadas de piezelétricas; resumidamente, o efeito piezelétrico manifesta-se como segue: Contração física (contraindo-se um cristal piezelétrico, gera-se uma carga elétrica em suas faces opostas ou antípodas); Dilatação física (Em oposição, dilatando-se o cristal temos cargas contrárias ao efeito da contração). Dessa forma, efetuando-se compressões e dilatações sistematicamente, obtemos diferenças de potência, ou tensão, alternadamente.

Para os relógios, esses cristais são especialmente fabricados para produzirem vibrações cuja freqüência, gira em torno de 100.000 ciclos por segundo. Os cristais estão ligados a circuitos eletrônicos denominados de "Circuitos Oscilantes", calibrados à freqüências idênticas. Em outras palavras, quando o circuito oscilante recebe uma corrente alternada de certa freqüência, o cristal, pelas suas propriedades, oscilará na mesma freqüência.

Paralelamente ao circuito oscilante, um condensador, pela sua propriedade, mantém sistematicamente o nível das oscilações geradas pela fonte de alimentação. Em síntese, a freqüência permanente e invariável do cristal permanece, mesmo existindo oscilações na corrente alternada da fonte.

Circuitos eletrônicos ligados ao circuito oscilante, transformam a alta freqüência (100.000 ciclos p/segundo) em freqüência possível à alimentação do motor síncrono que acionará o mecanismo do relógio.

Com a aplicação do quartzo, a variação diária da aferição do tempo chegou ao fator aproximado de precisão de 1/1.000 milissegundos.

Com o advento dos relógios de quartzo, os suíços perderam a hegemonia mundial. Os relógios de quartzo são muito mais baratos e precisos do que os relógios mecânicos.

Dentre as inovações tecnológicas do século XX, o relógio Swatch, um relógio de plástico que traz avanços como: movimentos de quartzo analógico, impermeabilidade a 30m, grande resistência às quedas e completa confiabilidade (ver Figura 24) .

No entanto, nem tudo no quartzo é perfeito; necessitam e devem ser mantidos em temperaturas constantes; a depreciação do quartzo é progressiva, influenciando bastante a sua capacidade e que logicamente afeta a sua precisão.

Em 1949, o Dr. Haroldo Lyons, cientista norte-americano, apresentou o relógio atômico. O coração do relógio atômico, também é um cristal de quartzo. Entretanto, o que gerência a sua freqüência não é mais um oscilador acoplado com um condensador, alimentado por um circuito de corrente alternada, mas sim, as vibrações de partículas minúsculas das moléculas ou dos átomos.

Esses relógios, pela sua precisão, servem de calibradores para os aparelhos utilizados na navegação, tanto fluvial, marítima e aérea.

O Brasil possui, até o momento, dois relógios de átomos de Césio 133, instalados no Observatório Nacional do Rio de Janeiro. O Padrão Primário apresentado na figura 25 está instalado dentro de uma cabine blindada no Observatório Nacional. Serve de referência para os demais padrões existentes no Brasil. Ele é o primeiro elo de uma corrente metrológica que passa por laboratórios de centros de pesquisa, de indústrias até chegar ao dia a dia da população, pois o tempo e freqüência estão presentes nos: taxímetros, medidores de consumo de energia elétrica, fornos de microondas, relógios de pulso, relógios de ponto, relógios de estacionamento de autos, velocímetros de autos, radares que monitoram velocidade de autos, cronômetros utilizados em competições esportivas, etc.

Fonte: metodologiasufrjmar-files-wordpress.com

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