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Judaísmo

 

O Judaísmo constitui-se nas doutrinas e ritos dos Judeus, que seguem as leis de Moisés.

O Judaísmo está baseado no Zoroastrismo.

Do Judaísmo surgiram duas grandes religiões do mundo, ou Cristianismo e o Islamismo.

Os muçulmanos admitem que sua religião tem os fundamentos no Judaísmo. O Corão é muito claro neste ponto. A concepção de Zoroastro de Ahura Mazda como sendo o ser Supremo é perfeitamente idêntica com a idéia de Elohim (Deus) Jeová, o qual nos encontramos no Antigo Testamento.

Abraão, o Profeta, foi o primeiro homem que desvelou Deus para toda a humanidade. Ele foi o fundador da raça hebraica. Os Hebreus são descendentes de Jacó, um israelita, um Judeu. Isaac teve dois filhos, Esaú e Jacó, e seus descendentes são cristãos e judeus. Abraão teve dois filhos, um de Sara, e outro de Hagar, uma mulher egípcia, Isaac e Ismael que foram os pais dos Judeus e Muçulmanos respectivamente.

O Antigo Testamento

O Antigo Testamento contém os escritos sagrados no ambiente da raça judaica. A porção nova das Escritura Bíblicas são chamadas de Novo Testamento, os qual iniciaram depois da vinda de Jesus Cristo, cerca de dois mil anos atrás. Durante a época em que Jesus veio ao mundo, os judeus escreveram e estudaram seus livros sagrados. Eles foram escritos na língua hebraica. Os antigos livros hebraicos foram traduzidos para o grego, cerca de duzentos anos depois do início da era cristã. O Novo Testamento não é aceito pelos judeus.

Os livros dos judeus foram arranjados em três divisões principais. A primeira foi chamada de “A Lei”.

Ela lida com as leis do mundo.

Estes livros sao agora a primeira parted a Bíblia, a saber: Gênese, Êxodo, Levíticos, Números, e Deuteronomonio. A segunda parte estão os Profetas.

Neles incluem-se Joshua, Isaías, e Jeremias. Salmos e Provérbios, constituem a terceira classe de leituras. O Antigo Testamento contém 39 livros.

Seitas judaicas

As Leis judaicas foram apresentadas como um sistema completo, pelos quais as pessoas devem viver. Por “lei”, entendemos o sentido especial do Pentateuco.

Cada palavra do Pentateuco é considerada como sendo inspirada, e uma reveleção imediata de Moisies.

a) Há uma necessidade de explanação da Lei. Os Escribas foram os itérpretes da Lei. Eles explicaram e aplicaram as regras do Torah para os casos especiais. Os Escribas foram reconhecidos como os legisladores e juizes de Israel. Suas decisões tinham a forca da Lei. Os primeiros Escrivas foram sacerdotes.
b)
A fraternidade dos Fariseus foram um partido popular ou nacional. Eles acreditavam na doutrina da imortalidade, ressurreição do corpo, na existência dos anjos e espíritos. Como mestres religiosos, eles sustentavam a tradição oral com a mesma validade da lei escrita. Eles eram inclinados ao fatalismo em questão de liberdade e vontade. Os Zelotes representam o lado extremo do movimento Farisaico.
c)
Sadducus foram os sacerdotes aristocráticos. Eles guardaram a carta da revelação Mosaica. Eles negaram a autoridade oral da tradição como interpretavam os Fariseus. Eles ensinaram a completa liberdade da vontade na ação moral. Ele não acreditavam em anjos ou espíritos. eles não aceitavam a doutrina da imortalidade como dedução do Pentateuco.
d)
Os Essênios seguiam o celibato, a isolação, o silêncio, a ablução cerimonial, a abstinência da alimentação de carne. Eles praticavam o asceticismo. Eles faziam adoração para o Sol e para os anjos. Eles acreditavam Ana doutrina dualista do bem e do mal, e no simbolismo da luz. Eles abstinham-se de sacrifícios de animais na adoração do tempo.

O Torah

O profetas de Israel possuíam um grande líder religioso, que trouxe grande progresso no pensamento hebraico. Os rabinos eram a autoridade mestre. Eles trabalharam arduamente no campo do Torah.

Eles produziram uma massiva literatura Talmúdica. Eles foram os representantes dos Fariseus. O Talmude é indispensável para o conhecimento do pensamento Hebraico. O Torah foi dado em dez palavras. Cada palavra tornou-se uma voz. Cada voz foi dividida em 70 vozes, todas as quais brilham e iluminam os olhos de toda a Israel. O Torah denota a divina revelação para Israel no monte Sinai, sendo incorporado nos cinco livros de Moises. O Torah (Lei), que foi dado para Moisés, consiste em 613 mandamentos, os quais são a essência dos mistérios terrestres e divinos. O Torah indica o caminho da vida numa forma particular de crença.

Moisés recebeu o Torah (Lei, direção, instrução), no monte Sinai, e entregou a Joshua, Joshua para os anciãos, e os anciãos aos profetas, e os profetas entregaram para os homens da Grande Sinagoga, um sínodo para o zelo dos homens, criado por Ezra, o Escrita no quinto século antes de Cristo. A função da sinagoga era estudar e ensinar o Torah. A sinagoga era uma igreja, uma escola, e a corte de justiça. Ela era uma casa de instruções. A unidade de Deus, a imaterialidade de Deus, e a santidade de Deus, são os traços principais do Judaísmo.

Os Mandamentos

Eu Sou o Senhor Teu Deus, o qual os trouxe da terra do Egito, para fora do cativeiro.

Não deveis ter outro Deus diante de Mim. Não deveis esculpir ou fazer nenhuma imagem, nem acima nem abaixo na terra, nem sobre a água, etc., não deveis vos curvar para qualquer imagem, nem servi-las; porque Sou o Senhor Teu Deus, que vim visitar a iniqüidade dos pais sobre os filhos para a terceira e quarta geração, daqueles que tem ódio, e demonstrar misericórdia para milhares daqueles que Me amam e seguem Meus mandamentos

Não deveis tomar o nome do Senhor teu Deus em vão; o Senhor não deseja que tomem o Seu Santo Nome em vão. Guarde o dia se Sabbath como dia santo. Seis dias deveis trabalhar, e fazer todo o teu labor, mas no sétimo dia é o Sabbath para o Senhor teu Deus; neste dia não deveis fazer qualquer trabalho, nem vós, nem vosso filho, nem filha, nem o servo, nem a serva, nem teu gado, nem o estrangeiro dentro de teus portões. Em seis dias Deus fez os céus e a Terra, e no sétimo descansou; e Deus abençoou o sétimo dia ou dia do Sabbhath e o santificou.

Honraras teu pai e tua mãe; que teus dias sejam longos sobre a Terra a qual o Senhor teu Deus deu a ti.

Não matarás;

Não cometerás adultério;

Não roubaras;

Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo;

Não cobiçarás a casa do teu próximo, não o invejaras, nem desejarás a esposa dele, nem seu servo ou serva, nem seu rebanho, nem seu cavalo, nem qualquer coisa do teu próximo.

Princípios do Judaísmo

Os Judeus crêem na ressurreição, nos anjos, na existência de dois poderes a saber, Deus e o Demônio ou Satan. Os Judeus acreditam que todas as ações humanas serão medidas no dia do Julgamento numa balança. Os homens terão que passar por sobre a ponte do inferno após a ressurreição.

A unidade de Deus é o ponto principal da religião dos Hebreus. Deus não tem corpo; está é uma doutrina de grande importância. Deus é sempre puro e sagrado; e o terceiro atributo importante de Deus. Ele é o Criador de todo o mundo. Ele é o Pai de todas as Suas crituras. Ele é justo e misericordioso. Ele não possui iniquidade.

Os Judeus santos têm falado muito sobre a eficácia e o poder do arrependimento. "Feliz é o homem que se arrepende", é dito por eles. Os portões do arrependimento jamais se fecham. O arrependimento prolonga a vida das pessoas. As lágrimas do verdadeiro arrependimento não são largadas em vão. Mesmo o mais reto não irão alcançar o elevado local no céu como o verdadeiro arrependido. Arrependa-se sinceramente, com o coração contrito antes de morrer. Após o arrependimento você não deverá repetir o ato maldoso. Mesmo uma hora despendida no arrependimento, com o coração constrito no mundo, é preferível do que toda uma vida no mundo vindouro. O final e meta de toda a sabedoria é o arrependimento.

A unidade de Deus, a incorporeidade de Deus, e a Santidade de Deus, são as principais características do Judaísmo.

Hari Om Tat Sat

Fonte: gita.ddns.com.br

Judaísmo

O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo.

Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida.

Atualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes.

Conhecendo a história do povo judeu

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã ( atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 AC, o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 AC.

A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.

Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi.

Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos: Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.

Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica.

No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

Os livros sagrados dos judeus

A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus.

Fazem parte da Torá: Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio.

O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

Rituais e símbolos judaicos

Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o memorá, candelabro com sete braços.

Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos ( aos 8 anos de idade ) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas ( aos 12 anos de idade ).

Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações.

Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.

As Festas Judaicas

As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar.

As principais são as seguintes:

Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
Páscoa ( Pessach ) -
comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 AC.
Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.
Rosh Hashaná
- é comemorado o Ano-Novo judaico.
Yom Kipur -
considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.
Sucót -
refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.
Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

Fonte: www.ippalmares.org.br

Judaísmo

É reconhecida como a primeira religião da humanidade e cronologicamente a primeira das três religiões oriundas de Abraão, junto com o cristianismo e o islamismo.

O judaísmo acredita em um Deus único, onipotente e onisciente, que criou o mundo e os homens. Esse Deus fez um pacto com os hebreus, tornando-os o seu povo escolhido, e prometeu-lhes uma terra. O judaísmo possui fortes características étnicas, nas quais nação e religião se mesclam.

A HISTÓRIA DOS JUDEUS

Segundo a Bíblia, Abraão recebe uma revelação de Deus, abandona o politeísmo e muda-se para Canaã, atual Palestina, em torno de 1800 a.C. De Abraão descendem Isaque e o filho deste Jacó. Jacó um dia luta com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Seus doze filhos dão origem às doze tribos do povo judeu. Em 1700 a.C., os hebreus vão para o Egito, onde são escravizados por 400 anos. Libertam-se por volta de 1300 a. C., liderados por Moisés, descendente de Abraão, que recebe as tábuas com os Dez Mandamentos no monte Sinai. Por decisão de Deus, peregrinam no deserto por 40 anos, aguardando a indicação da terra prometida, Canaã.

O rei Davi transforma Jerusalém em centro religioso e seu filho, Salomão, constrói um templo em seu reinado. depois de Salomão, as tribos dividem-se em dois Reinos, o de Israel, na Samaria, e o de Judá, com capital em Jerusalém. Com a cisão, surge a crença na vinda de um messias ( o enviado de Deus para restaurar a unidade do povo judeu e a soberania divina sobre o mundo), que persiste até hoje. O Reino de Israel é devastado em 721 a.C. pelos assírios. Em 586 a.C., o imperador babilônico Nabucodonosor II invade o Reino de Judá, destrói o Templo de Jerusalém e deporta a maioria dos habitantes para a Babilônia, iniciando a diáspora judaica.

Os judeus começam a voltar a Palestina templo e vivem breves períodos de invasões estrangeiras. No ano 6, a Em 70, os romanos invadem Jerusalém a cidade é destruída, iniciando o de espalhados por todos os continentes, religiosa. A dispersão só termina em em 539 a.C., onde reconstroem o independência, interrompidos por região torna-se província de Roma. e arruínam o segundo templo.

Em 135, segundo momento da diáspora. Apesar os judeus mantêm a unidade cultural e 1948, com a criação do Estado de Israel.

LIVROS SAGRADOS

O texto da Bíblia judaica é fixado no final do século I.

Divide-se em três livros: Torá, a escritura sagrada, Os Profetas (Neviim) e os Escritos (Ketuvim).

Os judeus acreditam que a Torá, ou Pentateuco, foi revelada pelo próprio Deus. Ela reúne os livros Gênesis, o Êxodo, o Levítico, Os Números e o Deuteronômio.

A Torá e os Profetas são escritos antes do exílio na Babilônia; os textos de Os Escritos, depois.

No inicio da Era Cristã, as tradições orais são registradas no Talmude, dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

SÍMBOLOS E RITUAIS

Os serviços religiosos judaicos são realizados nos templos, chamados sinagogas, e conduzidos por um rabino, sacerdote habilitado a comentar textos sagrados. O símbolo do judaísmo é o menorá, candelabro sagrado com sete braços.

Entre suas práticas estão a circuncisão dos meninos, aos 8 dias de vida, e a iniciação na vida adulta: Bar Mitzvah para os meninos (aos 13 anos) e o Bat Mitzvah para as meninas (aos 12 anos). Quando reza, um homem judeu habitualmente cobre a cabeça com a kippa, peça semelhante a uma pequena touca, em sinal de respeito a Deus. O templo, chamado Sinagoga, é o principal ponto de encontro da comunidade e abriga sempre uma Arca, armário em que são guardados os pergaminhos sagrados da Torá usados nas cerimônias.

FESTAS RELIGIOSAS

Elas são definidas por um calendário lunisolar e, por isso, têm datas móveis.

As principais são: Purim, Pessach, Shavuót, Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucót, Chanucá e Simchat Torá. No Purim comemora-se a salvação de um massacre planejado pelo rei persa Assucro.

A Páscoa (Pessach) celebra a libertação da escravidão egípcia, em 1330 a.C. Shavuót homenageia a revelação da Torá ao povo de Israel, em aproximadamente 1300 a.C. Rosh Hashaná é o Ano-Novo dos judeus.

A partir de Rosh Hashaná, começam os Dias Temerosos, em que se faz um balanço do ano terminado. Eles culminam no Yom Kipur, dia do perdão, quando os judeus jejuam 25 horas para purificar o espírito. Sucót rememora a peregrinação pelo deserto, após a saída do Egito. Chanucá homenageia a vitória contra o domínio assírio e a restauração do Templo de Jerusalém, no século V a.C. O Simchat Torá comemora a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

Fonte: www.crencasecrendices.hpg.ig.com.br

Judaísmo

Judaísmo (em hebraico Yahadút) é o nome dado à religião do povo judeu, a mais antiga das três principais religiões monoteístas (as outras duas são o cristianismo e o islamismo).

Surgido da religião mosaica, o judaísmo, apesar de suas ramificações, defende um conjunto de doutrinas que o distingue de outras religiões: a crença monoteísta em YHWH (às vezes chamado Adonai ("Meu Senhor"), ou ainda HaShem ("O Nome") - ver Nomes de Deus no Judaísmo) como criador e Deus e a eleição de Israel como povo escolhido para receber a revelação da Torá que seriam os mandamentos deste Deus. Dentro da visão judaica do mundo, Deus é um criador ativo no universo e que influencia a sociedade humana, na qual o judeu é aquele que pertence a uma linhagem com um pacto eterno com este Deus.

Há diversas tradições e doutrinas dentro do judaísmo, criadas e desenvolvidas conforme o tempo e os eventos históricos sobre a comunidade judaica, os quais são seguidos em maior ou em menor grau pelas diversas ramificações judaicas conforme sua interpretação do judaísmo. Entre as mais conhecidas encontra-se o uso de objetos religiosos como o quipá, costumes alimentares e culturais como cashrut, brit milá e peiot ou o uso do hebraico como língua litúrgica.

Ao contrário do que possa parecer, um judeu não precisa seguir necessariamente o judaísmo ainda que o judaísmo só possa ser necessariamente praticado por judeus. Hoje o judaísmo é praticado por cerca de quinze milhões de pessoas em todo o mundo (2006).[carece de fontes?] Da mesma forma, o judaísmo não é uma religião de conversão, efetivamente respeita a pluralidade religiosa desde que tal não venha a ferir os mandamentos do judaísmo. Alguns ramos do judaísmo defendem que no período messiânico todos os povos reconhecerão YHWH como único Deus e submeter-se-ão à Torá.

Primórdios do judaísmo

Judaísmo
Abraão e os três Anjos às portas do purgatório, segundo descrição de Dante Alighieri em 1250 gravura de Gustave Doré (1832-1883

Ainda que o judaísmo só vá ser chamado como tal apenas após o retorno do cativeiro dos judeus, na Babilônia, de acordo com a tradição judaico-cristã a origem do judaísmo estaria associada ao chamado de Abraão à promessa de YHWH. Abraão, originário de Ur (atualmente Iraque, antiga Caldéia), teria sido um defensor do monoteísmo em um mundo de idolatria, e pela sua fidelidade à YHWH teria sido recompensado com a promessa de que teria um filho, Isaac do qual levantaria um povo que herdaria a Terra da promessa. Abraão é chamado de primeiro hebreu (do hebraico ???????, transl. ivrit, "aquele que vem do outro lado"), e passa a viver uma vida nômade entre os povos de Canaã.

De acordo com a Bíblia, YHWH não seria apenas o Senhor de Israel, mas sim o Príncipio Uno que criou o mundo, e que já havia se revelado a outros justos antes de Abraão. Mas com Abraão inicia-se um pacto de obediência, que deveria ser seguido por todos os seus descendentes se quisessem usufruir das bençãos de YHWH. Alguns rituais tribais são seguidos pelos membros da família de Abraão que depois serão incorporados à legislação religiosa judaica.

Alguns estudiosos, no entanto, crêem que YHWH trata-se de uma divindade tribal, que apenas posteriormente será elevada ao status de Deus único. A questão é que com a libertação dos descendentes de Israel da terra do Egito pelas mãos de Moisés será organizado pela primeira vez o culto a esta Divindade. Ao contrário de outras religiões antropomórficas, YHWH é tido como uma figura transcendente, toda-poderosa,ilimitada, que influencia a sociedade humana e revela aos israelitas sua Torá, que consistiriam em mandamentos de como ter uma vida justa diante de YHWH.

A religião mosaica pré-judaísmo só atingirá sua maturação com o início da monarquia israelita e sua subsequente divisão em dois reinos: Judá e Israel. Esta divisão marcará uma separação entre os rituais religiosos dos reinos do norte e do sul que permanecem, até hoje, entre o judaísmo e o judaísmo samaritano .

No entanto, a visão histórica e bíblica mostram que esta religião mosaica não era única e exclusiva. Durante todo o período pré-exílio as fontes nos informam que os israelistas serviam diversas outras divindades, dos quais os mais proeminente era Baal. Enquanto a maioria dos religiosos aceita que a mistura entre os israelitas e os cananitas após a conquista de Canaã tenha corrompido a religião israelita, a maioria dos estudiosos prefere aceitar que o mosaismo era apenas mais uma das diversas crenças entre as tribos israelitas, e que só virá a se firmar com os profetas e com o exílio.

A hierarquia e os rituais de culto mosaico serão firmemente estabelecidos com a monarquia, quando serão elaboradas as regras de sacerdócio e estabelecidos os padrões do culto com a construção do Templo de Jerusalém. Este novo local de culto, substituto do antigo Tabernáculo portátil de Moisés,serviu como centro da religião judaica ,ainda que em meio a outros cultos estrangeiros.

Exílio em Babilônia e o ínicio da Diáspora

Um dos elementos fortes da religião pré-judaísmo é o surgimento dos profetas, homens de diversas camadas sociais que pregariam e anunciariam profecias da parte de D´us. Sua pregação anunciando os castigos da desobediência para com D-us encontraram eco com a destruição de Israel em 722 a.C. e com a conquista de Judá pelos babilônios em 586 a.C..

Com a dispersão dos reinos israelitas, muitos judeus assimilaram-se aos povos para o qual foram dispersados. Mas as comunidades israelitas remanescentes desenvolveram sua cultura e religião, criando o que temos hoje como judaísmo. O fortalecimento da comunidade e a descentralização do culto (através da criação das sinagogas), além do estabelecimento de um conjunto de mandamentos que deveria ser aprendidos pelos membros da comunidade e obedecidos em qualquer lugar em que vivessem, aliaram-se à esperança no restabelecimento novamente na Terra Prometida, dando aos judeus uma consciência messiânica. No entanto, com a liberação do retorno dos judeus para a Judéia, poucas comunidades retornaram para a Judéia.

O período do Segundo Templo

Com o retorno de algumas comunidades judaicas para a Judéia, uma renovação religiosa levou a diversos eventos que seriam fundamentais para o surgimento do judaísmo como uma religião mundial. Entre estes eventos podemos mencionar a unificação das doutrinas mosaicas, o estabelecimento de um cânon das Escrituras, a reconstrução do Templo de Jerusalém e a adoção da noção do "povo judeu" como povo escolhido e através do qual seria redimida toda a humanidade.

A comunidade judaica da Judéia cresceu com relativa autonomia sob o domínio persa, mas a história judaica tomará importância com a conquista da Palestina por Alexandre Magno em 332 a.C.. Com a morte de Alexandre, o seu império foi dividido entre seus generais, e a Judéia foi dominada pelos Ptolomeus e depois pelos Selêucidas, contra os quais os judeus moveram revoltas que culminaram em sua independência (ver Macabeus).

Com a independência e o domínio dos Macabeus como reis e sacerdotes, surgem as diversas ramificações do judaísmo da época do Segundo Templo: os fariseus, os saduceus e os essênios. As diversas polémicas entre as várias divisões do judaísmo levaram à conquista da Judéia pelo Império romano (63 a.C.).

O domínio romano sobre a Judéia foi, em todo, um período conturbado. Principalmente em relação aos diversos governadores e reis impostos sobre Roma, o que levou à Revolta judaica que culminou na destruição do Segundo Templo e de Jerusalém em 70 d.C. Muitas revoltas judaicas explodiram em todo o Império romano, que levaram à Segunda revolta judaica sob o comando de Simão Bar-Kokhba e do rabino Akiva que, após seu fracasso, em 135, levou o estado judeu à extinção. Depois disso, ele voltou a existir apenas em 1948.

Judaísmo
Modelo do Templo de Herodes

As seitas da época do Segundo Templo e posterior desenvolvimento do judaísmo

Por volta do primeiro século D.C. havia várias grandes seitas em disputa da liderança entre os judeus e, em geral, todas elas procuravam, de forma diversa, uma salvação messiânica em termos de autonomia nacional dentro do Império Romano: os fariseus, os saduceus, os zelotas e os essênios. Entre estes grupos,os fariseus obtiveram grande influência dentro do judaísmo, já que após a destruição do Templo de Jerusalém, a influência dos saduceus diminuiu, enquanto os fariseus, que controlavam a maior parte das sinagogas, continuaram a promover sua visão de judaísmo, que originará o judaísmo rabínico. Os judeus rabínicos codificaram suas tradições orais nas obras conhecidas como Talmudes. Neste mesmo período surgiram também os Nazarenos.

O ramo dos saduceus dividiu-se em diversos pequenos grupos, que no século VIII adoptaram a rejeição dos saduceus pela lei oral dos fariseus / rabinos registrada na Mishná (e desenvolvida por rabinos mais recentes nos dois Talmudes), pretendendo confiar apenas no Tanakh. Estes judeus criaram o judaísmo caraíta, que ainda existe hoje em dia embora o seu número de seguidores seja muito menor número que o do judaísmo rabínico. Os judeus rabínicos defendem que os caraitas são judeus, mas que a sua religião é uma forma de judaísmo incompleta e errónea. Os caraítas defendem que os rabinitas são idólatras e necessitam retornar às escrituras originais.

Os samaritanos continuaram a professar sua forma de judaísmo, e continuam a existir até os dias de hoje.

Ao longo do tempo, os judeus também foram-se diferenciando em grupos étnicos distintos: os asquenazitas - (da Europa de Leste e da Rússia), os sefarditas (de Espanha, Portugal e do Norte de África), os Judeus do Iêmen, da extremidade sul da península Arábica e diversos outros grupos. Esta divisão é cultural e não se baseia em qualquer disputa doutrinária, mas acabou levando a diferentes peculiaridades na visão de cada comunidade sobre a prática do judaísmo .

O judaísmo na Idade Média

O cristianismo teria surgido como uma ramificação messiânica do judaísmo no século I d.C. Após o cisma que levou à separação entre judaísmo e cristianismo, o cristianismo desenvolveu-se separadamente, e também foi perseguido pelo Império romano. Com a adoção do cristianismo como religião do império no século IV, a tendência a querer erradicar o paganismo e a visão do judaísmo como uma religião que teria desprezado Jesus Cristo, levou a um constante choque entre as duas religiões, onde a política de converter judeus à força levava à expulsão, espoliação e morte, caso não fosse aceita a conversão. Esta visão antijudaica era compartilhada tanto pelo catolicismo, quanto por Protestantismo, protestantes surgidas no século XVI (veja o artigo Anti-semitismo).

Os judeus e diversas minorias tornaram-se vítimas de diversas acusações e perseguições por parte dos cristãos. A conversão ao judaísmo foi proibida pela Igreja, e as comunidades judaicas foram relegadas à marginalidade em diversas nações ou expulsas. O judaísmo tornou-se então uma forma religiosa de resistência à dominação imposta pela Igreja, desenvolvendo algumas das doutrinas exclusivistas de muitas tradições judaicas atuais.

Com o surgimento do islamismo no século VII d.C. e sua rápida ascensão entre diversas nações, inicia-se a relação deste com o judaísmo, caracterizado por períodos de perseguição e outros de paz, no qual deve-se enfatizar a era de ouro no judaísmo na Espanha mulçumana.

Chassidismo

O judaísmo hasídico foi fundado por Israel ben Eliezer (1700-1760), também conhecido por Ba'al Shem Tov, ou Besht. Os seus discípulos atraíram muitos seguidores, e eles próprios estabeleceram numerosas seitas hasídicas na Europa. O judaísmo hasídico acabou por se transformar no modo de vida de muitos judeus na Europa, e chegou aos Estados Unidos durante as grandes vagas de emigração judaica na década de 1880.

Algum tempo antes, tinha havido um sério cisma entre os judeus hassídicos e não-hassídicos. Os judeus europeus que rejeitavam o movimento hasídico eram chamados pelos hasidim de mitnagdim, (literalmente "os contrários", "oponentes"). Alguns dos motivos para a rejeição do judaísmo hasídico radicavam-se na exiberância opressiva da prece hasídica - nas suas imputações não-tradicionais de que os seus líderes eram infalíveis e alegadamente operavam milagres, e na preocupação com a possibilidade de o movimento se transformar numa seita messiânica. Desde então, todas as seitas do judaísmo hasídico foram absorvidas pela corrente principal do judaísmo ortodoxo, e em particular pelo judaísmo ultra-ortodoxo.

O desenvolvimento das seitas modernas em resposta ao Iluminismo

Nos finais do século XVIII, a Europa foi varrida por um conjunto de movimentos intelectuais, sociais e políticos conhecidos pelo nome de Iluminismo.

O judaísmo desenvolveu-se em várias seitas distintas em resposta a este fenómeno sem precedentes: o judaísmo reformista e o judaísmo liberal, muitas formas de judaísmo ortodoxo (ver também Hassidismo) e judaísmo conservador (ver também Judaísmo liberal) e ainda uma certa quantidade de grupos menores.

Judaísmo na atualidade

Na maior parte das nações ocidentais, como os Estados Unidos, o Reino Unido, Israel e a África do Sul, muitos judeus secularizados deixaram de participar nos deveres religiosos. Muitos tiveram avôs religiosos, mas cresceram em lares onde a educação e observância judaicas já não eram uma prioridade. Por um lado, tendem a agarrar-se às suas tradições por razões de identidade, mas por outro lado, a vida cotidiana e pressões sociais tendem a afastá-los do judaísmo. Estudos recentes feitos em judeus americanos indicam que muitas pessoas que se identificam como de herança judaica já não se identificam como adeptos da religião conhecida como judaísmo. As várias ramificações judaicas nos Estados Unidos e no Canadá encaram este fato como uma situação de crise, e têm sérias preocupações com as crescentes taxas de casamentos mistos e assimilação da comunidade judaica. Uma vez que os judeus americanos têm vindo a casar mais tarde do que acontecia antigamente, têm vindo a ter menos filhos, e a taxa de nascimentos entre estes desceu de mais de 2.0 para 1.7 (a taxa de substituição, isto é, a taxa para manter a população estáve, é de 2.1)[1].

Contudo, nos últimos 50 anos todas as principais ramificações judaicas têm assistido a um aumento de jovens judeus que procuram a educação judaica, a aderir às sinagogas e a se tornarem (em graus diversos) mais observantes das tradições. O movimento dos judeus que regressam à observação do judaísmo é denominado Baalei Teshuva.

Ramificações do judaísmo

Nos dois últimos séculos, a comunidade judaica dividiu-se numa série de denominações; cada uma delas tem uma diferente visão sobre que princípios deve um judeu seguir e como deve um judeu viver a sua vida. Apesar das diferenças, existe uma certa unidade nas várias denominações.

O judaísmo rabínico, surgido do movimento dos fariseus após a destruição do Segundo Templo, e que aceita a tradição oral além da Torá escrita, é o único que hoje em dia é reconhecido como judaísmo, e é comumente dividido nos seguintes movimentos:

Nos dois últimos séculos, a comunidade judaica dividiu-se numa série de denominações; cada uma delas tem uma diferente visão sobre que princípios deve um judeu seguir e como deve um judeu viver a sua vida. Apesar das diferenças, existe uma certa unidade nas várias denominações.

O judaísmo rabínico, surgido do movimento dos fariseus após a destruição do Segundo Templo, e que aceita a tradição oral além da Torá escrita, é o único que hoje em dia é reconhecido como judaísmo, e é comumente dividido nos seguintes movimentos:

Judaísmo ortodoxo

Considera que a Torá foi escrita por Deus que a ditou a Moisés, sendo as suas leis imutáveis. Os judeus ortodoxos consideram o Shulkhan Arukh (compilação das leis do Talmude do século XVI, pelo rabino Joseph Caro) como a codificação definitiva da lei judaica. O judaísmo ortodoxo exprime-se informalmente através de dois grupos, o judaísmo moderno ortodoxo e o judaísmo haredi. Esta última forma é mais conhecida como "judaísmo ultraortodoxo", mas o termo é considerado ofensivo pelos seus adeptos. O judaísmo chassídico é um subgrupo do judaísmo haredi.

Judaísmo conservador

Fora dos Estados Unidos é conhecido por judaísmo Masorti. Desenvolveu-se na Europa e nos Estados Unidos no século XIX, em resultado das mudanças introduzidas pelo Iluminismo e a Emancipação dos Judeus. Caracteriza-se por um compromisso em seguir as leis e práticas do judaísmo tradicional, como o Shabat e o cashrut, uma atitude positiva em relação à cultura moderna e uma aceitação dos métodos rabínicos tradicionais de estudo das escrituras, bem como o recurso a modernas práticas de crítica textual. Considera que o judaísmo não é uma fé estática, mas uma religião que se adapta a novas condições. Para o judaísmo conservador, a Torá foi escrita por profetas inspirados por Deus, mas considera não se tratar de um documento da sua autoria.

Judaísmo reformista

Formou-se na Alemanha em resposta ao Iluminismo. Rejeita a visão de que a lei judaica deva ser seguida pelo indíviduo de forma obrigatória, afirmando a soberania individual sobre o que observar. De início este movimento rejeitou práticas como a circuncisão, dando ênfase aos ensinamentos éticos dos profetas; as orações eram realizadas na língua vernácula. Hoje em dia, algumas congregações reformistas voltaram a usar o hebraico como língua das orações; a brit milá é obrigatória e a cashrut, estimulada.

Judaísmo reconstrucionista

Formou-se entre as décadas de 20 e 40 do século XX por Mordecai Kaplan, um rabino inicialmente conservador que mais tarde deu ênfase à reinterpretação do judaísmo em termos contemporâneos. À semelhança do judaísmo reformista não considera que a lei judaica deva ser suprema, mas ao mesmo tempo considera que as práticas individuais devem ser tomadas no contexto do consenso comunal.

Para além destes grupos existem os judeus não praticantes, ou laicos, judeus que não acreditam em Deus mas ainda assim mantêm culturalmente costumes judaicos; e o judaísmo humanístico, que valoriza mais a cultura e história judaica.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Judaísmo

A palavra judeu deriva de Judéia, nome de uma parte do antigo reino de Israel.

Judaísmo reflete essa ligação. A religião é chamada ainda de “mosaica”, já que se considera Moisés um de seus fundadores.

O Estado de Israel define o judeu como “alguém cuja mãe é judia e que não pratica nenhuma outra fé”. Aos poucos essa definição foi ampliada para incluir o cônjuge.

O judaísmo não é apenas uma comunidade religiosa, mas também étnica. Historicamente, o termo judeu tem conotações raciais, porém estas são inexatas.

Existem judeus de todas as cores de pele.

História

A religião judaica iniciou-se com a idéia do Deus Único, no primeiro livro da Bíblia, o Gênesis.

Por volta de 1800 a.C., Abraão deixou a cidade de Ur – atual sul do Iraque e partiu com sua esposa em busca da benção de Deus: terras e descendentes.

Tempos depois, os filhos dos filhos de Abraão, os israelitas, foram escravizados no Egito. E sofreram muito fazendo trabalhos forçados na fabricação de tijolos do faraó.

Aproximadamente no ano 1200 a.C., liderados por Moisés, se libertaram da escravidão no Egito e, depois de peregrinar 40 anos no deserto, conquistaram Canaã, a Terra Prometida. Foi nesta passagem pelo deserto que Moisés recebeu as duas tábuas da Lei, colocadas na Arca da Aliança.

A Arca da Aliança acompanhou os judeus durante toda a travessia do deserto, como sinal “da presença do Deus Único, Vivo e Verdadeiro”, fiel a seu povo e merecedor de toda a fidelidade.

No ano 1000 a.C., a monarquia foi introduzida em Israel pelo rei Saul e atingiu seu ponto mais alto durante os reinados de Davi, que fortaleceu a tradição judaica, e de Salomão, que construiu o primeiro Templo de Jerusalém e nele guardou a Arca da Aliança.

Cerca de 750 a.C., as lideranças no país sofreram decadências religiosas, morais e política. Isso provocou a reação dos profetas, que atacavam a opressão social, valorizando a justiça e os ideais éticos.

O reino foi dividido em dois: Norte (Israel) e Sul (Judá) sendo Jerusalém a capital de Judá.

O reino do norte foi destruído pelos assírios em 722 a.C., e tal destruição enfraqueceu o poder político e religioso daquela região. Pouco depois, em 587 a.C., os babilônios invadiram o reino do sul e destruíram o Templo de Jerusalém. A maior parte da população foi deportada para o exílio na Babilônia, e somente em 539 a.C., puderam retornar à sua terra. Passaram a ser conhecidos como judeus (palavra derivada de Judá e Judéia).

Mais tarde, em 516 a.C., o Templo de Javé foi reerguido e ampliado pelo rei Herodes.

Porém, uma revolta contra os romanos, em 70 d.C., resultou novamente na destruição do Templo. O Judaísmo passou a ser centrado nas sinagogas e os judeus se dispersaram pelo Mediterrâneo.

Nos séculos XII e XIII, o judaísmo teve grande penetração na Espanha. No entanto, durante o século XIV, os judeus foram exilados da Inglaterra e da França e em seguida, no ano de l492, foram perseguidos e expulsos também da Espanha.

A Noruega instituiu uma lei em 1687 que negava aos judeus a permissão de entrar no país sem uma autorização. Somente no ano 1851, esta cláusula foi anulada.

A maior perseguição aos judeus ocorreu entre 1933 a 1945, na Alemanha nazista, onde 6 milhões de judeus foram exterminados. Após a Segunda Guerra Mundial, no ano 1948, foi proclamado o Estado de Israel.

Atualmente o número de judeus no mundo é de 14 milhões. Desse total, quase a metade vive nos Estados Unidos. Em Israel, há 5 milhões de judeus.

As Sagradas escrituras

O livro sagrado dos judeus é a Bíblia, uma coleção de textos de natureza histórica, literária e religiosa. A Bíblia judaica equivale ao Antigo Testamento, porém é organizada de maneira um pouco diferente. O cânoe judaico foi fixado por um concilio em Jabne por volta de 100 d.C.

Compreende 24 livros, divididos em três grupos:

A Lei (Torá) – o Pentateuco, ou os cinco livros de Moisés.
Os Profetas (Neviim) – os livros históricos e proféticos.
Os escritos (Ketuvim) – os demais livros.

Se tomarmos as letras iniciais dessas três partes, veremos que forma o acrônimo Tenakh, que é o nome judaico comum dado para a Bíblia.

A Lei (Torá)

Na época de Cristo, os cinco livros de Moisés eram considerados pelos judeus uma só entidade e chamados de “A Lei”, pois continham as normas judaicas legais e morais, assim como as regras relativas ao culto.

Os cinco livros de Moisés não foram escritos por um único autor do inicio ao fim. A miríade de historias que neles se encontra foi, por muito tempo, transmitida oralmente. Os livros de Moisés compreendem, portanto, um complexo conjunto de textos escritos durante um longo período, num processo que se completou por volta de 400 a.C.

Os Livros Históricos E Proféticos: É típico desses livros considerar os acontecimentos políticos uma expressão das relações entre Deus e os israelitas, sob circunstancias variadas. Toda a história de Israel é apresentada como um exemplo da lei da justa retribuição. O destino de Israel é constantemente interpretado à luz das exigências divinas. Assim, tais livros podem ser lidos como uma justificativa para a destruição do Templo de Jerusalém e para o exílio de grande parte da população na Babilônia.

Trata-se da mais antiga história escrita de há registro no mundo.

No entanto, o objetivo dos livros históricos do Antigo Testamento não era propriamente registrar a historia, e sim dar a ela uma interpretação religiosa.

Dois livros históricos receberam nomes de mulher. Os livros de Rute e de Ester são histórias curtas e belas, com mulheres no papel principal.

Os livros proféticos são Isaías, Ezequiel e os Doze Profetas Menores, assim chamados por causa da brevidade de suas obras; Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Segundo seu próprio testemunho, os profetas foram chamados para proclamar a vontade de Deus. Muitas vezes eles usam a fórmula “Diz a Senhor”.

Ao transitar uma mensagem, por exemplo, vinda de um rei, o mensageiro a iniciava com as palavras “Diz o rei”. Desse modo, deixava claro que não estava falando por si mesmo.

Os profetas acreditavam que tinham sido enviados por Deus para levar a mensagem dele ao povo.

Se as pessoas não vivessem segundo as exigências feitas por esse Deus justo, ele iria, segundo os profetas, distribuir seu julgamento e aplicar seu castigo.

Assim como as profecias prediziam que haveria um julgamento severo sobre Israel, elas previam também a salvação. Essas promessas, palavras de consolação, afirmavam que Deus haveria de salvar do julgamento e da destruição alguns “remanescentes” de seu povo, e enviar um príncipe ou rei da paz, vindo da linhagem de Davi, que faria Israel reviver e o conduziria a um futuro feliz.

Um terceiro tipo de voz profética é a exortação, representando algo intermediário entre os dois outros tipos de profecia. Aqui, o caminho está aberto para que as pessoas se salvem do julgamento divino, desde que se arrependam e vivam de acordo com a vontade de Deus.

Os Escritos Poéticos: Ente os textos poéticos do Antigo testamento, foram os Salmos que tiveram maior significado histórico. A maioria dos 150 salmos foi escrita na época dos reis. Foram compostos, sobretudo para os serviços do Templo e as grandes festas do Templo em Jerusalém.

Com base em seu conteúdo, podemos dividir os salmos em vários tipos. Os três mais importantes são os cânticos de louvor (hinos), de lamentação (orações) e de ação de graças.

O Talmud – Comentários Sobre A Lei: Além da Torá escrita, os judeus também tinham regras e mandamentos transmitidos oralmente. Segundo a tradição judaica, no monte Sinai, Moisés recebeu não apenas a “Lei escrita” de Deus, mas ainda a “Lei falada”. Era proibido escrever a Lei falada, pois esta deveria ser adaptada às condições reais de vida em diferentes lugares e épocas. Porém, depois que os judeus se dispersaram pelo mundo, surgiu o medo de que a Lei falada se perdesse. Assim, decidiu-se registra-la por escrito, o que foi feito nos séculos que se seguiram à destruição de Jerusalém. Esse material se chama Talmud, palavra hebraica que significa “estudo”. O Talmud contém leis, regras, preceitos morais, comentários e opiniões legais, mas também historias e lendas que discutem esse conteúdo. É bem sabido que o Talmud não é, em si, um livro de ensinamentos, e sim um texto usado pelos rabinos em seus ensinamentos, para orientação dos fiéis em situações concretas.

A noção de Deus

O credo judaico é: “Ouve, ó Israel: Iahweb nosso Deus é o único Iahweb!”.

Esse credo, que é repetido pelos judeus devotos todas as manhãs e todas as noites de sua vida, mostra que o judaísmo é uma religião monoteísta. Deus, o Deus único, é criador do mundo e o senhor da historia. Toda vida depende dele, e tudo o que é bom flui dele. É um Deus pessoal, que se preocupa com as coisas que criou.

Quem é Deus – ou o que é Deus – é que não pode ser expresso em palavras. O nome de deus é representado pelas letras IHVH, um acrônimo que em hebraico significa “eu sou quem sou”.

O fato de que Deus é um e apenas um, se reflete também na existência humana. Toda a vida de um homem deve ser consagrada. Não há linha divisória que separe o sagrado do profano. Honra-se ao Senhor também na vida secular. A tarefa mais importante do homem é cumprir todos os seus deveres para com Deus e para com seus semelhantes.

A sinagoga e o Shabat

Numa sinagoga não há imagens religiosas nem objetos no altar, pois as imagens são proibidas. O ponto focal de uma sinagoga judaica é a Arca, uma espécie de armário que fica na parede oriental, na direção de Jerusalém. Ali se guardam os rolos da Torá, escritos em pergaminho. Como sinal de respeito, esses rolos costumam ser envoltos numa capa de seda, veludo ou outro material nobre, e decorados com sinos, uma coroa e um escudo de metal precioso. Mantém-se sempre uma lâmpada ardente diante da Arca.

No serviço da sinagoga das manhãs de sábado, há um grande cerimonial em torno da leitura da Torá. Abre-se a Arca, e os rolos são levados ao redor da sinagoga até o altar. Ali se lê um trecho do texto em hebraico. A leitura da Torá é feita também as segundas e quintas-feiras; desse modo, no decurso de um ano se lê o cânone inteiro.

Além da leitura da Torá, o serviço contém orações, salmos e bênçãos, todos contidos num livro chamado Sidur. A oração mais importante são as dezoito Bênçãos, que tem mais de 2 mil anos.

Os serviços da sinagoga podem ser realizados diariamente, três vezes por dia, contanto que dez homens adultos estejam presentes. As mulheres não desempenham parte ativa no serviço e são segregadas nas congregações ortodoxas, ficando em geral numa galeria separada, juntamente com as crianças.

As três orações diárias também são ditas em casa. A religião ocupa lugar de relevo num lar judaico, e aí as mulheres assumem um papel ativo, particularmente no Shabat (sábado) e nas grandes festas.

O Shabat dura desde o pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol de sábado. A esposa abençoa e ascende as velas do Shabat na mesa já posta. O marido abençoa o vinho e corta o pão especial do Shabat. A participação no jantar de Shabat é sagrada e tem grande importância para a união da família judaica.

Kosher – Regras alimentares estritas

Os judeus têm regras detalhadas para a alimentação. Os alimentos que podem ser comidos são chamados kosher, palavra que originalmente significava “adequado” ou “permitido”.

A carne só pode provir de animais que ruminam e têm o casco partido. Das aves, pode-se comer as não-predatórias. Dos peixes, são kosher apenas os que possuem escamas e barbatanas.

Toda comida feita de sangue também é proibida, já que a vida está no sangue. Assim, é importante que ao abater os animais, seja extraído deles o máximo de sangue possível. Os animais devem ser abatidos por um especialista, sob superintendência rabínica, da maneira mais rápida e indolor. É proibido comer qualquer carne que não tenha sido abatida de um animal abatido segundo as regras.

As frutas e verduras são todas kosher, bem como a maioria das bebidas alcoólicas e não alcoólicas. As exceções são as bebidas feitas de uva, que devem vir de produtores judeus e ser cuidadosamente rotuladas.

Além dessas regras, os judeus têm um costume especial que proíbe comer derivados de leite juntamente com derivados de carne, numa mesma refeição.

Fases da vida

Circuncisão

Oito dias após o nascimento os meninos são circundados, conforme o mandamento da Torá. A circuncisão é feita por um especialista. Os padrinhos levam a criança até o “representante”, que a segura durante a cerimônia. Esta é acompanhada de orações, e a criança recebe formalmente seu nome. Costuma ser seguida por uma refeição festiva.

A menina também recebe seu nome formalmente na sinagoga uma semana depois do nascimento. Seu pai é chamado até a Torá, e se faz uma oração pela mãe e pelo bebê.

Bar Mitsvá E Bat Mitsvá: Aos treze anos o menino judeu se torna um Bar Mitsvá, expressão em hebraico que significa “filho do mandamento”. Isso acontece na sinagoga, no primeiro sábado após seu 13° aniversário. Durante o anão precedente ele deve ter aulas com um rabino ou outra pessoa instruída, para aprender as leis e os costumes judaicos. Deve também aprender o trecho da leitura da Torá que será feita no sábado em questão. Quando chega o dia, ele deve se levantar e ler alto seu texto, cantando-o conforme o costume.

Uma menina se torna automaticamente Bat Mitsvá (filha do mandamento) quando completa doze anos. Costuma-se celebrar esse fato no primeiro sábado após seu 12° aniversário. Para isso ela prepara algumas palavras que deve dizer com a bênção (o kidush) depois do serviço. Por volta do quinze anos as meninas aprendem o principal da história e dos costumes judaicos, particularmente as regras alimentares, que são responsabilidade da mulher.

Casamento

O casamento é considerado o modo de vida ideal, instituído por Deus, e é o único tipo de coabitação permitido.

Alguns dias antes do casamento a mulher deve tomar um banho ritual. No dia do casamento, o noivo e a noiva ficam em jejum até o final da cerimônia. O casamento pode ser celebrado em qualquer lugar, mas normalmente acontece na sinagoga, debaixo de uma espécie de toldo (hupá) que simboliza o céu. Em geral é um rabino que realiza a cerimônia e lê as bênçãos e exortações. Os noivos então compartilham de um mesmo copo de vinho, como sinal de que irão dividir tudo o que a vida lhes trouxer. Em seguida, o noivo põe a aliança no dedo da noiva, dizendo em hebraico: “Eis que tu és consagrada a mim por esta aliança, segundo a Lei de Moisés e de Israel”.

Nesse ponto a ketubá é lida e entregue à noiva. A ketubá consiste no contrato de casamento, que é assinado pelo noivo antes da cerimônia e reúne todos os seus deveres para com a noiva.

O casamento propriamente dito começa com a leitura de sete bênçãos especiais; depois disso o casal toma vinho mais uma vez. O noivo então quebra um copo com o pé, em memória da destruição do Templo. Após o casamento os noivos são levados a um quarto particular, onde podem quebrar o jejum e ficar a sós.

O divórcio é permitido, mas para que seja legitimo, deve ser sancionado por um tribunal rabínico e selado pelo marido, que dá à esposa a carta de divorcio.

Enterro

O enterro deve ocorrer o mais rápido possível depois da morte, em consideração às condições do corpo. O corpo do falecido é lavado, vestido com uma roupa branca simples e colocado num caixão de madeira sem ornamentos. Os homens são enterrados com seu xale de oração.

Não se usam flores nem musica na cerimônia, que é realizada pelo cantor sacro.

Ele joga três pás de terra sobre o caixão enquanto recita: “O Senhor dá e o Senhor tira – bendito seja o nome do Senhor”. O rabino faz um discurso em memória do morto, e os filhos homens, ou parente mais próximo do sexo masculino, recitam uma oração – o Kadish. Após o funeral, a família fica de luto por uma semana. No aniversário da morte, todos os anos, os parentes mais próximos acendem uma vela na sepultura e lêem o Kadish.

Festas anuais

O Ano-Novo (Rosh hs-Shaná) é celebrado em setembro ou outubro. No mês anterior, todos os judeus procuram cuidar especialmente bem de suas obrigações religiosas e praticar atos de caridade. É uma data em que cada um deve se concentrar na auto-análise e no arrependimento, refletindo sobre suas ações e tentando melhorá-las. Mas os festejos do Ano-Novo também comemoram Deus como criador e rei. Os serviços religiosos do Ano-Novo que contém orações em que predomina o arrependimento. Uma parte do ritual consiste em tocar um chifre de carneiro. Este simboliza o carneiro que Abraão sacrificou no lugar de Isaac e lembra, portanto, a compaixão divina. Uma grande refeição festiva é preparada nas casas, com diversos pratos simbólicos. É hábito comer maças mergulhadas no mel, enquanto os convivas fazem votos de que todos tenham “um ano bom, um ano doce”.

O Dia do Perdão, ou Iom Kipur (dia da expiação), termina o período de dez dias de arrependimento iniciado no Ano-Novo. Hoje em dia os pecados são confessados na sinagoga e o individuo pede perdão a Deus depois de ter se reconciliado com seus semelhantes.

O serviço é finalizado com o toque do chifre de carneiro e com os votos: “No ano que vem em Jerusalém”. Essa é a comemoração mais importante e mais pessoal para os judeus.

A Festa dos tabernáculos, ou Sukot (festa das tendas), acontece poucos dias depois do dia do Perdão. Nela se constroem cabanas de folhas, no jardim da casa ou próximo a sinagoga. Isso é feito em memória das tendas onde os judeus moraram durante sua peregrinação no deserto e do cuidado que deus dedicou a eles.

No ultimo dia se conclui o ciclo anual da leitura da Torá, e um novo ciclo se inicia. Os rolos da Torá são tirados de sua arca e levados numa procissão cerimonial.

A Festa da Inauguração (Chanuká) é comemorada em novembro ou dezembro durante um período de oito dias. A cada dia se acende uma vela, num candelabro de oito ramificações típico de Chanuká. Essa festa comemora uma grande vitória dos judeus ocorrida em 165 a.C., quando inauguraram novamente o Templo de Jerusalém, depois que os invasores sírios o haviam profanado e proibido o culto judaico. Essa festa vem adquirindo características semelhantes às do Natal cristão, com troca de presentes e muita atenção às crianças.

A Páscoa em hebraico é chamada Pessach, que significa “passar por cima”. É uma referencia ao relato da Torá sobre o anjo do senhor que, ao levar a décima praga ao Egito, “passou por cima” das casas dos israelitas e, desse modo, só os primogênitos egípcios morreram. O Pessach é celebrado em março ou abril e comemora o êxodo dos judeus da escravidão do Egito. Antes do inicio do Pessach, os judeus devem fazer uma limpeza ritual na casa. Devem usar ainda um serviço especial de pratos para a comida e não podem comer nem beber nada que contenha grãos ou farinha fermentada. Durante os oito dias da Páscoa se come apenas matsá, que é o pão ázimo, ou sem fermento.

Quando a família se senta para fazer as refeições de Pessach, uma criança pergunta: “Por que esta noite é diferente de todas as noites?”. E o pai então explica como os judeus saíram do Egito e se tornaram um povo.

A refeição da Páscoa é chamada seder, palavra hebraica que quer dizer “ordem”, pois segue um ritual fixo, com pratos tradicionais de significado simbólico.

Devem-se mergulhar ramos de salsa numa tigela com água salgada, simbolizando as lágrimas dos judeus no Egito. As ervas amargas lembram a infelicidade da escravidão sob o domínio do faro. Uma mistura de maça ralada, nozes, vinho e mel representam o cimento que os judeus utilizavam para fazer tijolos. Um osso de carneiro assado simboliza o sacrifício pascal. Ovos cozidos recordam os sacrifícios feitos no Templo. Bebe-se também vinho, o símbolo da alegria.

A Festa das Semanas (Shavnot), ou o Pentecostes judaico, cai em maio ou junho e comemoram a ocasião em que a Torá foi dada ao povo no monte Sinai. Na sinagoga são lidos os dez mandamentos e o Livro de Rute.

A refeição é composta, sobretudo de frutas, peixe e alimentos leves feitos de leite: bolos de queijo, panquecas etc. Isso porque quando os judeus receberam a Torá no Sinai, com a proibição de comer carne e leite na mesma refeição, decidiram se afastar da carne.

Fonte: www.cti.furg.br

Judaísmo

A Religião da Estrela

Se você não é judeu, certamente conhece algum, ou já viu um homem com uma espécie de chapéuzinho na cabeça - o solidéu. Pois saiba que essas pessoas seguem uma religião cujas raízes remontam a quase 4.000 anos de história. Muitas outras religiões e seitas têm ligações a suas escrituras. Não estão, proporcionalmente, em grande número no mundo, mas já protagonizaram episódios marcantes e decisivos da história contemporânea.

Uma pessoa de outra religião que queira entrar para a comunidade judaica e procure a Congregação Israelita Paulista (CIP) terá de, antes de qualquer coisa, pagar um curso de um ano sobre as tradições e a ética do povo judeu. Duas vezes na semana, rabinos ministram aulas em português. Os alunos tomarão contato também com as rezas judaicas, que têm de ser feitas em hebraico.

Segundo Sophia Aron, assistente de culto da CIP, o "Judaísmo é uma religião complexa, de muitos detalhes, tradições e costumes, mas aberta a qualquer um".

As pessoas que almejarem a conversão terão um obstáculo a superar: a circuncisão, que, dependendo da idade, poderá ser feita num hospital.

Meninos com idades de 13 anos e um dia participam de mais um ritual judaico essencial: o Bar Mitzvah. Ao pé da letra, significa filho do mandamento. Na prática, quer dizer que o jovem dessa idade já conseguiu sua maturidade religiosa e legal.

Baseado nos trabalhos do Instituto Brasileiro-Judaíco de Cultura e Divulgação

O que é um Judeu?

É muito difícil encontrar uma simples definição do que é um judeu.

Judeu é todo aquêle que aceita a fé judaica. Esta é a definição religiosa.

Judeu é aquêle que, não tendo afiliação religiosa formal, considera os ensinamentos do Judaísmo – sua ética, seus costumes, sua literatura – como propriedade sua. Esta é a definição cultural.

Judeu é aquêle que se considera judeu ou que assim é considerado pela sua comunidade. Esta é a definição prática.

Como parte de inegável importância para qualquer definição válida, deve-se dizer também o que o judeu não é. Os judeus não são raça. A história revela que através de casamentos e conversões o seu número sofreu acréscimos sem número. Há judeus morenos, louros, altos, baixos, de olhos azuis, verdes, castanhos e pretos. E apesar da maioria dos judeus serem de raça branca, há judeus negros falasha na Etiópia, os judeus chineses de Kai-Fung-Fu e um grupo de judeus índios no México, cuja origem, até hoje, ainda é um mistério para antropólogos e arqueólogos.

Para se compreender o Judaísmo, a busca do absoluto no ritual e no dogma deve ser abandonada, para dar lugar a um exame de ampla filosofia à qual subordina a nossa fé. As nossas regras de culto são muito menos severas do que as de conduta. Nossa crença no que se refere à Bíblia, aos milagres, à vida eterna – é secundária em relação à nossa fé nas potencialidades humanas e nas nossas responsabilidades para com o próximo. As modificações introduzidas, no decorrer dos anos, no ritual e nos costumes são de consequência mínima comparadas com os valores eternos que fortaleceram a nossa fé através de incontáveis gerações e mantiveram o Judaísmo vivo, em face de tôdas as adversidades.

O Judaísmo sempre foi uma fé viva, crescendo e modificando constantemente como todas as coisas vivas. Somos um povo cujas raízes foram replantadas com demasiada frequência, cujas ligações com as mais diferentes culturas foram muito intensas para que o nosso pensamento e tradições religiosas permanecessem imutáveis. Sucessivamente, os judeus fizeram parte das civilizações dos assírios, dos babilônios, dos persas, dos gregos, dos romanos e, por fim, do mundo cristão. As paredes do gueto foram mais uma exceção do que propriamente uma regra no curso da história. Tais experiências, inevitavelmente, trouxeram consigo certas modificações e reinterpretações.

De qualquer maneira, a religião judaica conseguiu se desenvolver sem submeter-se ao dogmático ou ao profético. A fé do judeu exige que ele jejue no Dia do Perdão. Mas enquanto jejua, aprende a lição dos profetas que condenam o jejum que não é feito com probidade e benevolência. Ele vem à sinagoga para rezar, e, durante o culto, lê as palavras de Isaías dizendo que a oração é inútil a não ser que ela seja o reflexo de uma vida de justiça e de misericórdia. Assim, o Judaísmo continua sendo uma fé flexível, que vê os valores através de símbolos e ao mesmo tempo se precaveu contra cerimônia superficiais.

Acreditamos em Deus, um Deus pessoal cujos caminhos ultrapassam a nossa compreensão, mas cuja realidade ressalta a diferença que existe entre um mundo com finalidades e outro sem propósitos.

Acreditamos que o homem seja feito à imagem de Deus, que o papel do homem no universo é único e que, apesar da falha de sermos mortais, somos dotados de infinitas potencialidades para tudo o que é bom e grandioso.

São essas as nossas crenças religiosas básicas. Os outros pontos abordados acima podem ser considerados, como diria Hilel, "mero comentário".

Quais são os Princípios Básicos do Judaísmo?

A maneira mais autêntica de adorar Deus é a imitação das virtudes dividas: como Deus é misericordioso, assim também devemos ser compassivos; como Deus é justo, assim devemos tratar com justiça ao próximo; como Deus é tardo em se irritar, assim também devemos ser tolerantes em nossos julgamentos.

O Talmude fala em três princípios básicos da vida: a Torá, ou instrução; o serviço de Deus, e a prática de boas ações, ou caridade.

O amor ao saber domina a fé judaica. Desde o primeiro século da era cristã, têm os judeus um sistema de educação obrigatória. A responsabilidade pela educação dos pobres e dos órfãos cabia à comunidade tanto quanto aos pais. Tampouco se alheavamos antigos rabis à psicologia educativa. No primeiro dia de escola as crianças ganhavam bolos de mel com o feitio das letras do alfabeto, para que associassem o estudo ao prazer !

O segundo princípio básico desta religião é o serviço de Deus. Desde sua mais tenra meninice aprendem os judeus que Êle deve ser adorado, por amor, e nunca por temor.

O terceiro fundamento do Judaísmo é a caridade, a genuína caridade que brota do coração. Não existe outra palavra hebraica para traduzir caridade senão a que significa "dádiva eqüanime".

A filantropia, observou um notável erudito, nasceu de dois elementos da religião judaica: o conhecimento de que tudo quanto possuímos é propriedade do Senhor; e a convicção de que o homem pertence a Deus.

Para o judeu piedoso, a filantropia não conhece fronteiras raciais ou religiosas.

De acordo com o rabis: "Exige-se de nós que alimentemos os pobres dos gentios tanto como nossos irmãos judeus..." Ninguém está isento da prática da caridade. Informa-nos o Talmude que "até quem vive de uma pensão deve dar ao pobre"!

No primeiro século da nossa era, o rabi Johanan perguntou a cinco de seus mais preclaros discípulos o que consideravam o alvo supremo da vida. Cada qual ofereceu a sua fórmula predileta. Depois de ouvir a todos, disse Johanan: "A resposta do rabi Elazar ainda é a melhor – um bom coração".

Outro grupo de estudiosos procurou um único verso da Bíblia que distilasse a essência da fé judaica. E encontraram-no nas palavras do profeta Miquéias: "Que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques justiça e ames a beneficência e andes humildemente com o teu Deus".

Acreditam os Judeus que o Judaísmo é a Única Religião Verdadeira?

Os judeus consideram a sua religião a única para os judeus; jamais condenam, porém, o devoto de qualquer outra fé. Diz-nos o Talmude: "Os justos de todas as nações merecem a imortalidade".

Consideram-se os Judeus "O Povo Eleito"?

As palavras "povo eleito" deram origem a muitas ilações capciosas. A maioria delas provêm da falta de familiaridade com a tradição judaica e de uma incompreensão daquilo que o Judaísmo considera seu papel específico e sua responsabilidade.

Não se acreditam os judeus dotados de quaisquer características, talentos ou capacidades peculiares, nem tampouco que gozem de algum privilégio especial aos olhos de Deus. A Bíblia refere-se à escolha de Israel por Deus, não em termos de preferência divina, mas antes por divina intimação.

Qual é o Conceito Judaico de Pecado?

O conceito judaico de pecado se ampliou e transformou através dos séculos. Para os antigos hebreus, o pecado consistia na violação de um tabu, uma ofensa contra Deus, pela qual deveria ser oferecido um sacrifício expiatório. Gradativamente, com o correr dos anos, esse conceito se dilatou. O pecado passou a significar a nossa inabilidade em nos conformarmos com nossas plenas potencialidades, o nosso malôgro em cumprir nossos deveres e arcar com as nossas responsabilidades como judeus e como povo de Deus.

Acreditam os Judeus no Céu e no Inferno?

Houve tempo em que a idéia do céu e do inferno teve acolhida generalizada na teologia judaica. Embora não contenha qualquer referência direta a um futuro concreto ou físico, o Antigo Testamento faz algumas vagas e poéticas alusões a uma vida posterior. E durante o período da dominação persa sobre Israel, diversos ensinamentos de Zoroastro, entre os quais a noção de um céu e um inferno futuros, tornaram-se populares entre os judeus.

Hoje, estes acreditam na imortalidade da alma – uma imortalidade cuja natureza só é conhecida de Deus – mas não aceitam um conceito literal de céu e do inferno.

Os judeus sempre se preocuparam mais com este mundo do que com o outro e sempre concentraram seus esforços religiosos na criação de um mundo ideal para nele viverem.

Acreditam ainda os Judeus na vinda do Messias?

A crença na vinda do Messias – um descendente da Casa de Davi que redimirá a humanidade e estabelecerá o Reino de Deus na terra – faz parte da tradição judaica desde os dias do profeta Isaias.

Conforme descrevia a lenda, o Messias deveria ser um ente humano dotado de dons muito especiais: sólida capacidade de comando, grande sabedoria e profunda honestidade. Empregaria ele tais faculdades no estímulo da revolução social que ensejaria uma era de perfeita paz. Nunca, porém, houve qualquer alusão a um poder divino que seria gerado. Encarava-se o Messias como um grande chefe, um moderador de homens e da sociedade, mas, com tudo isto um ser humano, e não um Deus.

Contudo, a maioria dos judeus reinterpretou a primitiva crença num Messias não como um Redentor individual, mas como a própria humanidade que, corretivamente pelos seus próprios atos, seria capaz de introduzir entre nós o Reino de Deus. Quando a humanidade alcançar um nível de verdadeira sapiência, bondade e justiça, então será esse o Dia do Messias.

É Verdade que no Judaísmo o Lar é mais Importante que a Sinagoga ?

Sim, decididamente. Se todos os templos israelitas tivessem de fechar, a base religiosa judaica permaneceria intacta, por que o seu centro está no lar.

Os judeus consideram o seu lar um santuário religioso. A família é a fonte principal do seu culto, e seu ritual tanto se destina ao lar quanto à sinagoga. A mãe, acendendo as velas de Sábado – nas noites de sexta-feira, o pai, abençoando os filhos à mesa de sábado, as dúzias de ritos oportunos e significativos que acompanham a observância de todo dia santo judaico. A religião judaica é essencialmente uma religião familiar.

Lei e Ritual Religioso

Um dos traços mais característicos do Judaísmo consiste na sua grande variedade de ritos e cerimônias – rituais que se relacionam com todas as circunstâncias da vida, desde o berço até o túmulo. A religião judaica está repleto de símbolos de toda espécie. E apesar de alguns poucos terem surgido em séculos recentes, a maioria tem origens muito antigas.

Quandos os pais levam o filho à sinagoga para a Bar Mitzvah, reina profunda comoção entre os fiéis, alegres por contemplarem um rapazinho ou uma jovem passar para a idade adulta, enquanto os pais se orgulham por verem o filho ou a filha assumir um papel na vida da sinagoga, e o mancebo ou a donzela se compenetram das primeiras responsabilidades da maioridade. O cerimonial da Bar Mitzvah e da confirmação sublima todas essas emoções.

Dizer que tais cerimônios são supérfluas é pretender que as palavras podem bastar-se sem música. Podem, é claro. Mas a música frequentemente acrescenta-lhes uma nuança que marca a diferença entre fortuito e significativo, entre trivial e solene. Destarte, os ritos e os símbolos, amiúde emprestam poesia à vida e tornam-na digna de ser vivida.

A palavra hebraica que significa santo é Kaddosh e é encontrada sob diversas formas através de todo o ritual judaico.

Aos sábados e nas festas o judeu recita o Kiddush, a Santificação do Vinho. As palavras e a benção em si não têm tanto sentido quanto a própria cerimônia. O pai toma nas mãos a taça de prata e declama as palavras em voz alta; a mãe e os filhos ouvem atentamente e respondem com um "Amém" conclusivo. É um ato simples e no entanto espelha toda a beleza e a serenidade que o Sábado representa.

O ritual de Devoção silenciosa, recitada três vezes por dia, contém uma prece chamada Kedushah, na qual o oficiante repete as palavras do profeta: "Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos, o mundo inteiro está cheio de sua glória".

E, ao fim da vida, há outra forma de santificação, o Kaddish – no qual a pessoa que perdeu um ente querido afirma, apesar de toda a sua aflição, que a vida é sagrada e digna de ser vivida.

Existe um Livro Completo da Lei Judaica?

Nenhum livro incorpoda todas as leis religiosas a que estão sujeitos os judeus.

O máximo que se alcançou na compilação de um código legal único é representado pelo Schulchan Aruch, do século XVI de autoria de José Caro, repositório das leis básicas que hoje em dia guiam a maioria dos judeus ortodoxos no mundo ocidental. Mas embora estes aceitem a maior parte do Schulchan Aruch, ainda assim não o consideram o corpo integral da lei judaica, soma de todos os códigos aceitos, comentários, emendas e responsa (respostas dos rabinos aos problemas suscitados pela experiência prática) contidos numa biblioteca inteira de escritos judaicos.

Outra obra de padrão é o Código de Maimônides, que registra, sistemática e logicamente, as opiniões contraditórias do Talmude.

Por quê Praticam os Judeus a Circuncisão?

Brith Millah, a circunsição da criança do sexo masculino uma semana após seu nascimento é o mais antigo rito da religião judaica. Era praticado pelos patriarcas desde antes da existência das leis de Moisés e se acha tão indelevelmente gravado na tradição que nenhuma transferência é permitida, nem por causa do Sábado nem pelo Dia da Expiação. A cerimônia só pode ser postergada quanto a saúde da criança não a permite.

O Judaísmo considera o rito da circunsição um símbolo externo que liga o menino à sua fé. Não é um sacramento que o introduz no Judaísmo. A circunsição confirma a condição da criança e representa um emblema de lealdade à fé israelita.

Que é "Bar Mitzvah"?

Um menino que completa o seu décimo-terceiro aniversário é um Bar Mitzvar – literalmente, um homem do dever. Desse dia em diante, conforme a tradição judaica, é ele responsável por seus próprios atos e por todos os deveres religiosos de um homem.

Que é o "Talmude"?

O Talmude consiste em sessenta e três livros de assuntos legais, éticos e históricos escritos pelos antigos rabis. Foi publicado no ano de 499 DC, nas academias religiosas de Babilônia, onde vivia a maior parte dos judeus daquela época. É uma compilação de leis e de erudição, e durante séculos foi o mais importante compêndio das escolas judias. O Judaísmo ortodoxo baseia suas leis geralmente nas decisões encontradas no Talmude.

Que Significa o Sábado para os Judeus?

O Sábado é mais do que uma instituição no Judaísmo. É a instituição da religião judaica.

O sábado é um período de repouso espiritual, e para um intervalo na monótona rotina do labor cotidiano. Serve para recordar que a necessidade de ganhar a vida não nos deve tornar cegos ante a necessidade de viver.

O Cristianismo e o Judaísmo concordam em alguma coisa? Em que Pontos Diferem?

Cristãos e judeus partilham a mesma opulenta herança do Antigo Testamento, com suas verdades eternas e seus valores imutáveis. Partilham sua crença na paternidade de um só Deus, onisciente, todo-poderoso e sempre misericordioso. Compartilham sua fé na santidade dos Dez Mandamentos, na sabedoria dos profetas e na fraternidade humana. O núcleo de ambas as religiões é a firma crença no espírito humano; a busca da paz e o ódio à guerra; o ideal democrático como guia de ordem política e social; e, acima de tudo, a natureza imperecível da alma do homem.

Tanto cristãos quanto judeus acreditam que o homem foi posto no mundo para um fim – que a vida é muito mais do que "um brilhante interlúdio entre dois nadas".

O alvo social da Cristandade e do Judaísmo é também um único: um mundo motivado pelo amor, pela compreensão e pela tolerância aos semelhantes.

São esses os pontos básicos de concordância – o vasto campo comum do Judaísmo e do Cristianismo que forma a herança judaico-cristã, porquanto as raízes do Cristianismo se entranham profundamente no solo do Judaísmo, no Velho Testamento e na Lei Moral. E a herança comum de ambas as fés lançou os alicerces de grande parte do que conhecemos por civilização ocidental.

Mas existem, naturalmente, vários pontos distintos entre as duas religiões. Os judeus reconhecem a Jesus como um filho de Deus no sentido de que somos todos filhos de Deus, pois os antigos rabis nos ensinaram que uma das maiores dádivas de Deus ao homem é o conhecimento de sermos feitos à Sua imagem. Mas não aceitam a sua divindade.

Os judeus também rejeitam o princípio da encarnação de Deus feito carne. Constitui dogma cardeal de sua fé que Deus é puramente espiritual e não admite qualquer atributo humano. Ninguém, acreditam eles, pode servir de intermediário entre o homem e Deus, nem mesmo num sentido simbólico. Aproximamo-nos de Deus – cada homem à sua maneira pessoal – sem um mediador.

O Judaísmo difere também do Cristianismo na doutrina do pecado original, não interpretando a história de Adão e Eva como a perda da Graça pelo homem, e não procurando tirar da alegoria do Jardim do Eden quaisquer lições ou regras sobre a natureza humana.

As Cerimônias da Sinagoga são reservadas exclusivamente a Judeus ?

Existe entre os não-judeus uma noção mais ou menos generalizada de que a sinagoga é um lugar de mistério – exclusivo e inacessível a todos que não sejam fiéis.

Tal suposição, na verdade, é completamente insustentável. Qualquer pessoa pode entrar numa sinagoga e a qualquer tempo. Em muitas casas de adoração judias estão inscritas sobre os altares as palavras de Isaias: "A minha Casa será uma Cada para todos os povos".

Fonte: E-Deus.org

Judaísmo

O Judaísmo é uma crença monoteísta que se apóia em três pilares: na Torá, nas Boas Ações e na Adoração. Por ser uma religião que supervaloriza a moralidade, grande parte de seus preceitos baseia-se na recomendação de costumes e comportamentos "retos".

O Deus apresentado pelo Judaísmo é uma entidade viva, vibrante, transcendente, onipotente e justa. Entre os homens, por sua vez, existem laços fraternos, e o dever do ser humano consiste em "praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar humildemente nas sendas divinas".

A prática da religião está presente no dia-a-dia do judeu. Ela se estende até sua alimentação, que deve ser kosher, ou seja, livre de comidas impuras (certas carnes, como a suína, entre outras substâncias, não são permitidas). Outro hábito arraigado é a observação do Shabat, o dia do descanso, que se estende do pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado, e que é celebrado com rezas, leituras e liturgias na Sinagoga, o templo judaico.

Em essência, o Judaísmo ensina que a vida é uma dádiva de Deus e, por isso, devemos nos esforçar para fazer dela o melhor possível, usando todos os talentos que o Criador nos concedeu.

As escrituras sagradas, as leis, as profecias e as tradições judaicas remontam a aproximadamente 3 500 anos de vida espiritual. A Torá, que também é conhecida como Pentateuco, corresponde aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento bíblico (os outros dois são Salmos e Profecias). O Talmud é uma coleção de leis que inclui o Mishná, compilação em hebraico das leis orais, e o Gemará, comentários dessas leis, feitos pelos rabinos, em aramaico.

Subdivisões do Judaísmo

Judaísmo Conservador: Esta corrente defende a idéia de que o Judaísmo resulta do desenvolvimento da cultura de um povo que podia assimilar as influências de outras civilizações, sem, no entanto, perder suas características próprias. Assim, o Judaísmo Conservador não admite modificações profundas na essência de suas liturgias e crenças, mas permite a adaptação de alguns hábitos, conforme a necessidade do fiel.

Judaísmo Ortodoxo: Corrente que se caracteriza pela observação rigorosa dos costumes e rituais em sua forma mais tradicional, segundo as regras estabelecidas pelas leis escritas e na forma oral. É a mais radical das vertentes judaicas.

Judaísmo Reformista: O Movimento Reformista defende a introdução de novos conceitos e idéias nas práticas judaicas, com o objetivo de adaptá-las ao momento atual. Para esta corrente, a missão do judeu é espiritualizar o gênero humano - a partir deste ponto de vista, torna-se obsoleto qualquer preceito que vise separar o judeu de seu próximo, independentemente de crença ou nação.

Fonte: www.casadobruxo.com.br

Judaísmo

É a primeira religião monoteísta da humanidade. Funda-se sobre a revelação dos dez mandamentos de Deus a Moisés no monte Sinai, Egito.

Segundo a tradição, Moisés descende de Isaac, filho de Abraão, patriarca da Mesopotâmia, o primeiro a receber uma revelação de Deus. Na metade do século XIX a.C., Abraão abandona o politeísmo e conduz seu povo para Canaã, atual Palestina. Existem atualmente cerca de 13 milhões de judeus em todo o mundo; 4,5 milhões vivem no Estado de Israel.

Torah

No século XV a.C., quando os israelitas encontram-se escravizados no Egito, Moisés, um judeu, mata um egípcio em defesa de um israelita e foge para o deserto do Sinai. Lá, o deus de Abraão ordena-lhe que conduza os israelitas para o deserto. A Revelação (Torah) no monte Horeb constitui o evento fundador da religião de Israel.

Reinos de Israel e de Judá

Os israelitas conquistam a Palestina no século XIII a.C., sob o comando de Josué. As tribos são governadas por juízes e depois por reis, como Saul, Davi e Salomão. Este último dirige a construção do primeiro templo de Jerusalém, entre 970 e 931 a.C. Depois de Salomão, as tribos dividem-se em dois reinos, o de Israel, na Samaria, e o de Judá, com a capital em Jerusalém. O reino de Israel é destruído em 721 a.C. Em 586 a.C., Nabucodonosor, rei da Babilônia, invade o reino de Judá, destrói o templo e deporta a maioria do povo de Judá. É a partir do exílio na Babilônia que se pode falar propriamente de judaísmo.

Messias

Com a divisão das tribos judaicas em dois reinos, surge a esperança e a fé em um messias (ungido): o enviado de Deus para restaurar a unidade do povo e a soberania divina sobre todo o mundo.

Volta à Palestina

Os judeus começam a voltar à Palestina em 538 a.C. Reconstroem o templo e vivem breves períodos de independência, interrompidos por constantes invasões de potências estrangeiras. Entre os séculos II e IV a.C, migrações voluntárias difundem a religião e a cultura judaica por todo o Oriente Médio.

Em 63 a.C. Jerusalém é conquistada pelos romanos e, no ano 6 d.C., a Judéia torna-se uma província de Roma. Em 70 d.C. os romanos destroem o templo e, em 135, Jerusalém é arrasada.

Diáspora

Com a destruição do segundo templo de Jerusalém e da própria cidade, começa o período da grande dispersão do povo judeu, a Diáspora. Espalhados por todos os continentes, os judeus mantêm sua unidade cultural e religiosa. A Diáspora termina em 1948 com a criação do Estado de Israel.

Livros sagrados

Os cinco livros da Revelação (Torah) e os textos de Os profetas (Nebiim) são escritos antes do exílio na Babilônia. Os livros dos profetas menores, os livros poéticos e outros textos de Os escritos (Ketubim) são redigidos depois de 538 a.C. A Bíblia hebraica é fixada no final do século I d.C. No início da era cristã, as tradições orais do povo judeu são registradas nos livros Mishnah, Targumin e Midrashim. Entre os século III e V as comunidades da Palestina e da Babilônia acrescentam os Comentários (Gemara) à Mishnah e reúnem o conjuntos de textos conhecidos por Talmud (ensinamento). Na Idade Média, as comunidades judaicas produzem textos de grande importância, como Sefer Ha-Mitswot (Livro dos mandamentos), do filósofo e médico Maimônides (1135-1204), ou Sefer Ha-Zohar (Livro do esplendor), atribuído a Shimon ben Yohai, um rabino do século II. O Zohar, assumido pelo movimento místico-esotérico Qabbalah (Tradição), também é chamado de "Bíblia cabalística".

Pentateuco

É o conjunto dos cinco primeiros livros do Antigo Testamento (a Bíblia hebraica): o Gênesis, sobre a origem do mundo e do homem; o Êxodo, que narra a fuga dos judeus escravizados no Egito; o Levítico, que trata das práticas sacerdotais; Números, que traz o recenseamento do povo judeu; e Deuteronômio, com discursos de Moisés e código de leis familiares, civis e militares. A autoria do Pentateuco é atribuída ao próprio Moisés.

Manuscritos do Mar Morto

Entre 1947 e 1956 são descobertos nas cavernas Qumran, no Mar Morto, 800 pergaminhos escritos entre 250 a.C. e 100 d.C. com os mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica. Eles descrevem atividades, regras, cultos e crenças de uma tribo judaica, os essênios, e revelam certos aspectos até então considerados como exclusivos do cristianismo. Apresentam grandes semelhanças com os Evangelhos do Novo Testamento e referem-se a práticas que lembram a Santa Ceia, o Sermão da Montanha e a cerimônia do batismo. Os Manuscritos são considerados um dos mais importantes achados arqueológico já realizados.

Festas judaicas

As mais importantes são as chamadas festas de peregrinação. Páscoa (Pessach) comemora a libertação do Egito, é celebrada no início da primavera, por uma semana, antecedida de quatro sábados de intensa preparação espiritual. Pentecostes (Shavuot), realizada 50 dias após a Páscoa, celebra a revelação da Torah no Sinai. Festa dos Tabernáculos (Sucot) rememora a peregrinação pelo deserto, antes da entrada na Palestina.

Ano novo (Rosh Hashana) e a festa do Perdão (Yom Kippur), em setembro, são separadas por dez dias de penitência e formam uma unidade: o Rosh Hashana recorda o sacrifício de Isaac e evoca o julgamento de Deus, que se realiza no Dia do Perdão.

Calendário judaico

O ano judaico é contado de setembro a setembro, o ano atual (até setembro 1995) é o 5.755o da criação do mundo.

Fonte: Almanaque Abril

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