Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Modalidades De Mercantilismo  Voltar

Modalidades de Mercantilismo

"Os três tipos mais importantes de mercantilismo foram o bulionismo, o comercialismo e o industrialismo. O bulionismo (metalismo) desenvolveu-se na Espanha, para onde fluíam o ouro do México e a prata do Alto Peru. Esse gigantesco fluxo de metais preciosos trouxe para a Espanha duas graves conseqüências: por um lado, Levou ao desinteresse pelas atividades industriais e agrárias, ocasionando queda na produção; por outro, desencadeou uma inflação generalizada no país resultante da alta vertiginosa do preço das mercadorias então em escassez, conhecida como Revolução dos Preços. Os efeitos dessa crise econômica, que atingiu sobretudo as camadas populares, chegaram a provocar o decréscimo da população espanhola: a Espanha era obrigada a adquirir no exterior os gêneros necessários à sua sobrevivência, sem nada exportar em contrapartida,

não conseguindo assim re­ter os metais preciosos, que acabaram escoando para outros países europeus.


Barra de ouro retirado de Minas Gerais

O comercialismo originou-se na Inglaterra, cujo desenvolvimento manufatureiro e poderio naval impulsionaram, sobretudo no século XVII, a expansão do comércio exterior. Os navios da marinha mercante distribuíam no mercado mundial os tecidos produzidos pelas manufaturas inglesas, possibilitando ao país o acúmulo de metais preciosos através da manutenção de uma balança comercial favorável. Reproduzimos o trecho de um documento do século XVI que sintetiza a concepção do comercialismo inglês: ‘A única maneira de fazer com que muito ouro seja trazido de outros remos para o tesouro real é conseguir que grande quantidade de nossos produtos seja levada além dos mares, e menor quantidade de seus produtos seja para cá transportada...”.

O industrialismo chegou ao apogeu na França com o mercantilismo de Colbert, ministro de Luís XIV. De acordo com as concepções de sua época, Colbert buscou fazer a riqueza da França com a acumulação de metais preciosos obtidos através de uma balança comercial favorável. Para isso, procurou tornar o país economicamente auto-suficiente, proibindo as importações e incentivando as exportações. Sua política econômica consistia em acelerar o desenvolvimento industrial da França através da criação das manufaturas reais, da concessão de monopólios estatais, da subvenção à produção de artigos de luxo, da criação de grandes companhias comerciais, da conquista de colônias e do fomento ao crescimento da marinha mercante. O mercantilismo francês ficou conhecido também como colbertismo.

A principal conseqüência do mercantilismo para a história da Europa foi o processo denominado acumulação primitiva de capital, realizado através da pilhagem das riquezas coloniais, em escala mundial. Esse processo se deu da seguinte maneira: a conquista dos novos continentes resultou na destruição das civilizações pré-colombianas (astecas, maias e incas), na subjugação das populações nativas e na instauração do lucrativo tráfico de escravos africanos; as riquezas das colônias foram saqueadas e transferidas para as metrópoles européias. Para o Velho Mundo foram drenados os metais preciosos da América espanhola, o açúcar e o ouro do Brasil, os produtos tropicais da África e da América e as especiarias do Oriente. A acumulação de capital foi, assim, duplamente primitiva: por ter sido a primeira grande acumulação de riqueza realizada por um continente em toda a história da humanidade, e pelos métodos brutais empregados pelos europeus para realizá-la.

O poderio naval e o desenvolvimento manufatureiro fizeram da Inglaterra o país que maiores lucros obteve na Revolução Comercial e que mais ouro e prata acumulou com o mercantilismo. Esses capitais acumulados fizeram da Inglaterra a fábrica do mundo” e lhe conferiram um papel pioneiro na Revolução Industrial. Com o processo de industrialização, sobreveio a crise do mercantilismo e a sua substituição pelo liberalismo econômico. Com o advento do capitalismo industrial no século XVIII, o controle da economia pelo Estado cedeu lugar ao Iaissez-faire, Iaissez-passer, ou seja, à mais ampla liberdade de comércio e de produção. "

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal