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Mesopotâmia

 

O país

A Mesopotâmia é uma estreita faixa de terra situada na Ásia Ocidental, entre as mesetas do Irã, a Armênia, os desertos da Síria e da Arábia e o Golfo Pérsico.

Seu clima é extremado com rigorosos invernos e ardentes verões. A parte sul, mais fértil, chamava-se Caldéia. Ao norte, numa região montanhosa, desolada, com escassas pastagens, encontrava-se a Assíria. A fertilidade do seu solo deve-se aos rios Tigre e Eufrates, que nascem nas montanhas da Armênia e deságuam no golfo Pérsico.

Os povos

A Mesopotâmia, durante muito tempo, foi o centro do mundo antigo, importante passagem entre o Golfo Pérsico e o Mar Mediterrâneo. Sempre esteve exposta à infiltração de nômades do deserto, montanheses rudes e povos indo-europeus. Sua história é uma sucessão de guerras, de invasões, de massacres, de dominações diferentes. Sucederam-se no domínio da ''terra entre rios'' sumérios, acádios, amoritas, cassitas, assírios e caldeus. Comecemos com os sumérios.

HISTÓRIA POLÍTICA

Sumérios

As realizações Sumerianas - Os sumérios, de origem desconhecida, ocuparam o Sul do vale no início do terceiro milênio antes de Cristo. Pacíficos, desempenharam relevante sistema de escrita chamada ''cuneiforme''. Elaboram leis. Construíram casas de tijolos cozidos ao sol, aplicando o princípio do arco. Fundaram bibliotecas, escolas, cidades-estados. Dedicaram-se à agricultura, à indústria e ao comércio. Eram baixos, atarracados, com barba e cabelo raspados.
As cidades-estados -
As mais notáveis cidades-estados fundadas pelos súmerios foram: Ur, Uruk e Lagash. Estas cidades, grandes centros mercantis, eram governadas por déspotas locais denominados ''patésis''. Estavam em freqüentes lutas pela imposição da supremacia. A mais importante de todas era Ur, opulenta e orgulhosa com seu poderio econômico. Com o declínio de Ur, Lagash tornou-se a cidade hegemônica. O progresso das cidades sumerianas foi interrompido pelas invasões de tribos seminômades, procedentes do deserto da Síria, entre as quais destaca-se a dos acádios.

Acádios

Sagrão (2772 a 2717 a.C.) - Os acádios, semitas, estabeleceram-se ao Norte da Caldéia. Fundaram as cidades de Agadê, Sippar e, mais tarde, Babilônia. Dividiu-se a Mesopotâmia: ao Norte, o país de Acad, ao Sul, o país de Sumer. Lutam pela hegemonia as cidades sumérias e acádias, principalmente Ur e Agadê. Triunfou esta última.
O grande rei acádio guerreiro e conquistador, Sargão I, ''soberano dos quatro cantos da terra'', o primeiro monarca da história da Mesopotâmia, impôs o seu domínio. O poderio de Agadê é obra sua. depois da sua morte, novas invasões ocorreram.
Novas invasões Semitas -
As cidades sumérias revoltaram-se. Lagash, sob o comando de Gudea, reconquistou o poder. Outros povos semitas atacaram a região: os guti. Semitas e sumérios se confundem. Dungi restaurou o poderio dos sumérios, que durou pouco tempo. A Mesopotâmia caiu sob o domínio dos amoritas, também semitas, fundadores do Primeiro Império Babilônico.

PRIMEIRO IMPÉRIO BABILÔNICO

Babilônia - Capital dos amoritas, era, até então uma pequena cidade do Eufrates. Tornou-se sede de poderoso império e grande centro comercial.
Hamurábi (1792 a 1750 a.C.) -
O mais famoso soberano de Babilônia, foi o verdadeiro fundador do Império. Fortificou a capital, cercando-a com muralhas. Estendeu suas conquistas e realizou grandes obras públicas. Sua mais célebre realização é o ''Código de Leis'', o mais antigo código completo escrito que a História registra.
O Domínio Cassita -
No começo do II milênio, o poderio babilônico foi sacudido por invasões de povos indo-europeus, provenientes da Ásia Central. Essas tribos bárbaras possuíam o cavalo e usavam o ferro. Destacaram-se os hititas, cassitas e militanos. Os cassitas estabeleceram-se nos flancos do Tigre. O cavalo por eles introduzido na região era chamado pelo povo ''animal das montanhas''. Babilônia caiu em seu poder e entrou em declínio. Com a decadência de Babilônia, um povo começou a erguer-se nos arredores de Assur: os assírios.

IMPÉRIO ASSÍRIO

Origens - Os assírios, semitas, rudes, nômades, pastores e caçadores, foram vassalos dos babilônios por muito tempo. As lutas contra os indo-europeus favoreceram a sua ascensão. Formaram um pequeno reino com sede em Assur transferida, mais tarde, para Nínive. A belicosidade do povo, a arides do solo e a explosão demográfica contribuíram para as conquistas assírias e a formação de um poderoso império.
Os soberanos assírios que mais se destacaram na luta pela expansão foram:
Teglatfalazar, conquistador de Babilônia, A Sagrão II, fundador da dinastia dos sargônidas, Senaqueribe e Assurbanipal.
Sagrão II (722 a 705 a.C.) -
Apoderou-se do trono pela violência. Destruiu Samaria, capital do Reino de Israel. Conquistou a Síria e fez do exército assírio notável instrumento de conquista. Seu filho, Senaqueribe, estabeleceu a capital em Nínive e continuou as conquistas militares.
Assurbanipal (669 a 626 a.C.) -
Grande guerreiro e administrador. Organizou a Biblioteca de Nínive.
Causas do Declínio -
Muitos foram os fatores que contribuíram para o declínio do Império Assírio, destacando-se: o tratamento cruel e sangüinário aos vencidos, que eram cegados e esfolados vivos; pouco interesse pelas atividades econômicas; revoltas dos povos dominados; expedições militares dispendiosas; intrigas palacianas. Nabopolassar, de Babilônia, aliado aos medos, sitiou a odiada Nínive que caiu em 612 a.C. Surgiu o Segundo Império Babilônico.

SEGUNDO IMPÉRIO BABILÔNICO

Babilônia, Metrópole do Oriente - Com a queda de Nínive, o poder retornou a Babilônia, que se tornou a mais notável cidade do Oriente. O extraordinário progresso econômico permitiu o seu embelezamento: templos, palácios, muralhas e os famosos ''Jardins Suspensos''. No centro da cidade, erguia-se o ''Zigurat'', a grande torre do templo, onde os sacerdotes caldeus observavam os astros.
Nabucodonosor (604 a 561 a.C.) -
Foi o mais célebre soberano dos caldeus. Estendeu as fronteiras do Império até o Egito. Aniquilou os fenícios. Subjugou os hebreus, levando-os como cativos para Babilônia. No seu reinado, Babilônia recebeu o título de ''Rainha da Ásia''. Depois da sua morte o Império Caldeu declinou.
O domínio Estrangeiro -
Os sucessores de Nabucodonosor, déspotas sangüinários, viviam no luxo e no esplendor. Freqüentes eram as lutas internas. Estavam abertas as portas ao domínio estrangeiro. O Império Caldeu foi conquistado por Ciro, o Grande, rei persa, em 539 a.C. Mais tarde, chegaram os gregos, os romanos e os árabes.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA

O governo - A forma de governo dos assírios e caldeus era monarquia absoluta. O poder centralizava-se nas mãos do rei, chefe militar, administrador, legislador supremo, sacerdote máximo e supervisor das atividades comerciais. Não era considerado um ser divino, como no Egito. Mas um cerimonial minuciosos o separava dos mortais comuns.

ORGANIZAÇÃO SOCIAL

As classes sociais - A sociedade estava dividida em classes: nobres, sacerdotes versados em ciências e respeitados, comerciantes, pequenos proprietários e escravos.

RELIGIÃO

Mitos sumerianos - Os sumerianos eram politeísta e não acreditavam em recompensas após a morte. Visavam apenas a obter, através da religião, dádivas materiais e imediatas. Acreditavam que Marduk, depois de lutar contra os deuses invejosos, criou o mundo e o homem de barro com sangue de dragão. Conheciam o mito do dilúvio, mandado pelos deuses para castigar a humanidade. Guigamesh, orientado por Marduk, salvou-se recolhendo-se numa arca a sua família.
Os deuses - A religião dos babilônios tinha as seguintes características:
politeísmo, desprezo pela vida além-túmulo, crença em gênios, demônios, heróis, adivinhações e magia. Seus deuses eram numerosos com qualidades e defeitos, sentimentos e paixões, imortais, despóticos e sangüinários. Anu, deus do céu; Enlil, deus do ar, Ea, deusa das águas, Sin, deusa da lua, Shamash, deus do sol e da justiça, Istar, deusa do amor e da guerra. Os sacerdotes se esforçam por agrupar os deuses em famílias ou ''tríades''. Cada divindade era uma força da natureza e do dono da sua cidade. Marduk, deus de Babilônia, o cabeça de todos, tornou-se deus do Império, durante o reinado de Hamurábi. Foi substituído por Assur, durante o domínio dos assírios. Voltou ao posto com Nabucodonosor.
Os gênios e a adivinhação -
Os gênios bons ajudavam os deuses a defender-se contra os demônios, contra as divindades perversas, contra as enfermidades, contra a morte. Os homens procuravam conhecer a vontade dos deuses manifestada em sonhos, eclipses, movimento doas astros. Essas observações feitas pelos sacerdotes deram origem à astrologia.

ECONOMIA

A agricultura - Era a base econômica dos babilônios. A construção de canais era controlada pelo Estado. Cultivavam trigo, cevada, árvores frutíferas, legumes.
Usavam o arado semeador, a grade e carros de rodas.
A indústrias -
Era bem desenvolvida. Os artesãos fabricavam tecidos, ferramentas, armas, jóias, brinquedos, cerâmica.
O comércio -
A situação geográfica, a pobreza de matérias-primas favoreceram os empreendimentos mercantis. As caravanas de mercadores iam vender seus produtos e buscar o marfim da Índia, o cobre de Chipre e o estanho do Cáucaso. As transações comerciais eram feitas na base de troca, usando-se também barras de ouro e de prata. Usavam recibos, escritas, cartas de crédito.

ARTES

A arquitetura - A mais desenvolvida das artes, porém não era tão notável quanto a egípcia. Caracterizou-se pelo exibicionismo e luxo. Construíam templos e palácios de tijolos, por ser escassa a pedra na região.
A Escultura e a Pintura -
A escultura era pobre, representada pelo baixo-relevo. A pintura mural existia em função da Arquitetura.

CIÊNCIAS

A astronomia - Foi a principal ciência entre os babilônios. Notáveis eram os conhecimentos dos sacerdotes no campo do Astronomia. A torres dos templos serviam de observatórios. Previram eclipses. Distinguiram os movimentos dos planetas. Dividiram o ano em meses, os meses em semanas e as semanas em sete dias, os dias em doze horas, as horas em sessenta minutos e os minutos em sessenta segundos.
A matemática -
Alcançou grande progresso entre os caldeus. São considerados os inventores da álgebra. Elaboraram tábuas correspondentes às tábuas de logaritmos atuais. Calcularam a hipotenusa. Inventaram medidas de comprimento, superfícies e capacidade de peso.

LETRAS

A literatura - Era pobre. Destacam-se apenas o ''Mito da Criação'' e a ''Epopéia de Guilgamesh''.
A escrita ''cuneiforme'', grande realização sumeriana, usada pelos sírios, hebreus e persas mais tarde, foi decifrada por vários investigadores, destacando-se Grotefend e Rawlison.
O código de Hamurábi -
Não é original. É uma compilação de leis sumerianas mescladas com tradições semitas. Contém 282 leis, abrangendo os mais variados assuntos. Suas principais características são: pena de talião, isto é, ''olho por olho, dente por dente'', desigualdade perante a lei, divisão da sociedade em classes, igualdade de filiação na distribuição da herança.

Fonte: consulteme.com.br

Mesopotâmia

A Mesopotâmia, "terra entre rios", é a região da Ásia banhada pelos rios Tigre e Eufrates, que correm no sentido norte-sul, formando uma extensa planície de 140 000 quilômetros quadrados, com solos favoráveis à agricultura e à fixação do homem.

O sul da Mesopotâmia, onde os rios desaguam no Golfo Pérsico, era conhecido como Suméria e suas principais cidades foram: Ur, Larsa, Eridu e Lagash. O centro, correspondendo ao curso médio dos rios, era chamado de Acádia, sobressaindo as cidades de Babilônia, Uruc, Nipur, Sipar e Acad. O norte era denominado Assíria, destacando-se as cidades de Nínive, Nimrud e Assur.

A REVOLUÇÃO URBANA: DA ALDEIA À CIDADE

Os primitivos habitantes da Mesopotâmia viviam em aldeias isoladas de agricultores e pastores. Faziam instrumentos de pedra e vasos de argila; suas edificações eram moradias e templo de adobe, devido à escassez de pedra na região. Aproveitando os diques naturais, formados pelo Eufrates ao sul, praticavam uma agricultura rudimentar, favorecida pela fertilidade trazida pelas inundações periódicas do rio.

Por volta de 3 500 a.C., vindos provavelmente da Ásia Central, os sumérios fixaram-se na Baixa Mesopotâmia, fundindo-se étnica e culturalmente com a população local. Com a sua chegada, deu-se o aperfeiçoamento dos métodos de cultivo e de irrigação. A agricultura, além de abastecer regularmente a população, passou a gerar excedentes para o comércio. Desenvolveram-se o artesanato especializado, o uso de metais e surgiram inovações técnicas como a roda.

A população expandiu-se, dando origem a novos grupos sociais como sacerdotes, funcionários, mercadores, artesãos e soldados. Assim, as aldeias transformaram-se em cidades, como Ur, Uruk, Lagash, com governo próprio e profissões variadas. Estabeleceu-se ativo comércio entre as cidades de Suméria e seus vizinhos. Caravanas de mercadores levavam cargas de cevada e tecidos para a Ásia Menor e para o Irã, retornando com madeira, pedra e metais, que eram transformados em instrumentos, armas e jóias.

A revolução urbana fez surgir na Suméria e posteriormente em Acade, cerca de 15 ou 20 cidades-Estado politicamente independentes, mas com língua, religião, organização social e sistema econômico semelhantes.

O TEMPLO E OS SACERDOTES

O centro de cada cidade da Mesopotâmia era dominado pelo "temenos", conjunto de templos, destacando-se o "zigurat" ou torre de degraus com um pequeno santuário no alto da elevação.

O templo era dedicado ao culto e às oferendas ao deus, geralmente uma personificação de forças mágicas que permitiam o nascimento da vegetação, a semeadura, a colheita e a sobrevivência do homem. Embora cada cidade possuísse seu próprio deus, havia entre os sumérios algumas divindades aceitas por todos, como Anu, deus do céu; Enlil, da terra; Ea, do oceano e várias divindades menores.

O deus encontrava representantes e intérpretes terrestre - os sacerdotes - cuja origem ligava-se aos mágicos e aos feiticeiros das aldeias neolíticas. Os sacerdotes, a serviço do deus e intérprete da vontade divina para o povo, estavam livres dos trabalhos nos campos e encarregavam-se de administrar e ampliar o tesouro do deus.

Aos sacerdotes do templo cabia também a tarefa de controlar as terras circunvizinhas e dirigir os trabalhos de construção de canais de irrigação, reservatórios e diques. Tinha a seu serviço artesãos especializados, como construtores, pintores, ourives, escultores, carpinteiros e escribas.

O templo era o centro da vida religiosa da cidade e o centro da acumulação de riqueza. O deus, através dos sacerdotes, emprestava aos camponeses animais, sementes, arados e arrendava os campos. Ao pagar o "empréstimo", o devedor acrescentava a ele uma "oferenda" de agradecimento.

Da necessidade de registrar os bens doados aos deuses e prestar contas da administração das riquezas do templo teve início o sistema de contagem e a escrita cuneiforme, visto que os sacerdotes já não podiam, para as suas transações, confiar apenas na memória ou recorrer ao simples expediente de contar fazendo nós em um lenço.

O TEMPLO E OS SACERDOTES

As cidades-Estado da Baixa Mesopotâmia necessitavam do controle das águas dos rios Tigre e Eufrates e da importação de madeira, cobre, estanho e pedras preciosas para sobreviver. Por isso, surgiram disputas entre elas pela demarcação dos limites, pelo direito às águas e pelo acesso às fontes de matérias primas.

Essas disputas tornaram-se constantes, transformando-se muitas vezes em guerras. Nesses períodos, havia a necessidade de se escolher um cidadão capaz e destemido, para guiar os habitantes da cidade à vitória. Sim, por volta de 3 000 a.C., passou a existir o rei, denominado "grande homem" ou "lugal", com função basicamente militar. Com a continuidade das guerras, a função de rei deixou de ser temporária, tornando-se vitalícia, hereditária e despótica.

A guerra tinha incentivos econômicos, como a conquista de campos cultivados, despojos em alimentos, armas, matérias primas e suprimento de mão-de-obra escrava. Formaram-se bem treinados exércitos, com soldados protegendo a cidade, seus canais e áreas agrícolas contra os ataques de vizinhos e tribos nômades das estepes próximas. Aos poucos, as cidades começaram a disputar entre si a hegemonia da região, dando origem a vários impérios.

Fonte: hystoria.hpg.ig.com.br

Mesopotâmia

Mesopotâmia é uma palavra de origem grega que significa "entre rios"

Por volta de 3000 Antes da Nossa Era, no começo da história, as primeiras grandes civilizações tiveram sua origem nas bacias dos grandes rios da Mesopotâmia, ou seja, ao longo das bacias dos grandes rios da Mesopotâmia, ao longo do Nilo no Egito e do Ganges na Índia. A Mesopotâmia é uma estreita faixa de terra situada na Ásia Ocidental, entre as mesetas do Irã, a Armênia, os desertos da Síria e da Arábia e o Golfo Pérsico. Seu clima é extremado com rigorosos invernos e ardentes verões. A parte sul, mais fértil, chamava-se Caldéia. Ao norte, numa região montanhosa, desolada, com escassas pastagens, encontrava-se a Assíria. A fertilidade do seu solo deve-se aos rios Tigre e Eufrates, que nascem nas montanhas da Armênia e deságuam no golfo Pérsico.

Neste relato, veremos de forma breve como estas civilizações começaram.

Civilização aqui deve ser entendido no seu sentido literal, do latim civitas ou cidade: dentro do desenvolvimento de cidades-estado, que pode ser chamado de revolução urbana.

O Paleolítico é um período cultural bem definido, que coincide com o período geológico Pleistoceno, cobrindo os períodos desde a Era Glacial que durou desde cerca de 500000 até 8500 ANTES DA NOSSA ERA. Por volta do Médio Paleolítico (cerca de 40000 ANTES DA NOSSA ERA), ao Paleolítico Posterior (até ~15000 ANTES DA NOSSA ERA), são encontrados habitats humanos em acampamentos e cavernas, com uma economia baseada em forragens, espécies selvagens e caça de pequenos animais. No período Epi-Paleolítico (até ~8500 ANTES DA NOSSA ERA) já são vistos os primeiros sinais de vilas, mostrando indícios de seleção de espécies e algum controle de animais e rebanhos selvagens.

O período Neolítico (Nova Idade da Pedra) coincide com uma nova era geológica. Nesta fase, temos os períodos culturais da Idade do Bronze e Idade do Ferro. Estas eras são caracterizadas pelo uso de certos implementos e minerais. A linha de transição difusa entre o Paleolítico e o Neolítico é algumas vezes chamada de Mesolítico.

Neolítico (Nova Idade da Pedra)

Começa uma lenta, mas irreversível mudança nos métodos de coleta de alimentos pela caça, pesca e coleta de plantas/frutas. Estes foram gradualmente sendo substituídos pela criação de animais domésticos e pela agricultura. Esta mudança ocorre juntamente com a alteração do modo de vida nômade para uma vida sedentária. O Neolítico é visto como uma época relativamente pacífica, pois não existem fortificações ao redor das vilas e habitações.

Povoações isoladas a partir de 9000 ANTES DA NOSSA ERA: O Neolítico na Mesopotâmia é caracterizado por uma mudança na localização, distribuição e tamanho das povoações: de acampamentos espalhados em áreas na qual a caça e pesca era abundantes, passam a ser ocupados os grandes vales.

As primeiras provas para a domesticação de plantas e animais vêm dos acampamentos datados desta época, e já são vistos em locais esporádicos a partir de 9000 ANTES DA NOSSA ERA; por exemplo, a distribuição de ossos de machos e fêmeas não pode apenas ser explicada apenas pela caça.

O princípio da agricultura

Plantar e colher passa a ocorrer em muitos lugares e em vários períodos. Os primeiros tipos de grãos foram provavelmente a cevada e uma variedade do trigo (espelta). A seleção de grãos também deve Ter sido descoberta de início, de forma quase automática, pois grãos soltos caem na terra quando da colheita. Apesar do desperdício, aqueles grãos que eram levados para casa e que eram plantados novamente davam origem a grãos mais fortes do que os perdidos, e este fato não deve Ter passado desapercebido pelos mesopotâmicos. Plantar também em terra fértil estimula novas e melhores variedades, e todos estes fatos passaram a ser levados em conta pelos primeiros agricultores.

O problema de estocar alimentos

Apesar de seguir princípios simples, uma boa colheita exige a solução de muitos problemas de ordem prática. Um dos grandes problemas com relação ao sedentarismo refere-se a onde estocar os alimentos para preservá-los. A torração de grãos era algo feito com freqüência de acordo com achados em escavações, pois impede a germinação prematura e facilita o processo de peneiragem dos grãos. Uma inovação técnica, o uso da cerâmica, surgiu, para proteger os alimentos de ratos e outros animais. Da cerâmica, eram feitos recipientes para guardar alimentos. Temos evidência deste fato, porque as primeiras construções que podem ser descritas como celeiros eram pequenas ou baixas demais para serem classificadas como moradias.

Cerâmica

Origem: Não se sabe ao certo quando foram feitas as primeiras cerâmicas, mas provavelmente isto se deu ao redor de 6000 ANTES DA NOSSA ERA. Por cerca de 5000 ANTES DA NOSSA ERA o uso da cerâmica era bastante difundido. O tipo de argila ou lama, o uso de elementos decorativos e acabamento são sinais usados por arqueólogos para datar estes artefatos e identificar suas distribuições geográficas. A distribuição também indica sinais de comércio por distâncias maiores, mesmo nos tempos iniciais.

Cerâmica de Halaf

Encontrada em Tell Halaf, ou Tell Halif, no Norte da Síria é uma das primeiras a ser identificada.

O período de Halaf ocorre a cerca de 4000 ANTES DA NOSSA ERA. É uma cerâmica delicada e indica o começo da especialização dos artesãos. O número pequeno destas cerâmicas indica que eram também consideradas artigos de luxo.

O Período de Ubaid-(4000-3500 ANTES DA NOSSA ERA): Período chamado assim pela cerâmica encontrada no local chamado de Tell el-Ubaid no sul do Iraque. As características desta cerâmica são formas concêntricas e onduladas.

O uso deste modelo por outras regiões indica uma economia semelhante e alto grau de profissionalismo. A roda do oleiro (introduzida na transição do Período de Uruk) passa a ser encontrada apenas nas regiões mais desenvolvidas. A roda do oleiro exigia uma argila melhor de ser trabalhada, que é obtida com a adição de elmentos especiais, ou seja, como por exemplo, óxido de ferro, que confere uma cor marrom-avermelhada típica ao produto.

Comunidades de vilarejos (6000-3000 ANTES DA NOSSA ERA)

Os primeiros povoamentos isolados são encontrados nos vales de pequenos rios nas montanhas de Zagros e nas pequenas planícies também de vales. Novas povoações parecem-se com comunidades de vilarejos, próximas umas às outras, em locais onde os rios correm para vales maiores e onde os rios são mais fáceis de serem controlados. O clima mais seco (começando em cerca 3500 ANTES DA NOSSA ERA) faz com a irrigação comece a desempenhar seu papel na agricultura.

Melhor controle sobre a colheita e a criação de animais domésticos, bem como o uso intensivo da agricultura aumentou a produção de alimentos, fazendo com que maiores comunidades passassem a existir. A proximidade dos vilarejos tornava mais fácil a comunicação e a interação entre as mesmas. Isto estimulou o intercâmbio cultural e econômico, mas também trouxe a possibilidade de conflitos. O surgimento de regras e acordos para evitar ou resolver conflitos surge como um fator importante no processo da civilização, sendo considerados mais importantes do que a necessidade administrativa de maior cooperação nos trabalhos de irrigação.

O povoamento das planícies do extremo sul da Mesopotâmia ocorre mais tarde. A irrigação destas planícies, como o sabemos segundo textos babilônicos posteriores, com seus longos canis e falta de água suficiente, exige um sistema de administração de recursos eficiente, o que ocorreu em épocas mais avançadas no tempo.

Cidades Neolíticas de exceção

Há exceções ao modelo padrão recém descrito para a Mesopotâmia. Houveram excepcionais cidades neolíticas datadas do sexto e do quinto milênio antes da nossa era, como Jericó (vale da Jordânia) e Catal Höyük na Turquia, que mostram grande diversidade nas formas de habitação. Mas estas cidades não são a regra para o desenvolvimento da região, tendo em vista o grande período de tempo transcorrido entre o desenvolvimento das construções e a época áurea de desenvolvimento das cidades-estado mesopotâmicas, que deu-se por volta de 3000 ANTES DA NOSSA ERA.

Uso de metais

Metais e minérios de metais já são usados e colecionados no período Neolítico, principalmente como uma curiosidade, por ser esteticamente simples e atraente: eles são raros e bonitos. Como outras pedras preciosas, tem sido encontrados metais no período Neolítico em locais bem afastados dos ambientes no qual ocorrem normalmente, também como presentes funerários. Eles eram objetos atraentes, conferindo status ao seu possuidor.

Apreciados em especial eram a prata e o ouro.

Indústria de mineração: É conhecida desde o final do Paleolítico e uma indústria bem desenvolvida no período Neolítico.

O cobre, fácil de ser trabalhado, começa a ser usado, e se descobre que o calor pode recuperar as propriedades do metal, em caso de quebras ou lascas.

Simples artefatos de cobre foram encontrados em vilas da Turquia, trabalhados com o uso do martelo, a cerca de 7000 Antes da Nossa Era.

Metalurgia

Os principais metais trabalhados são o cobre, o chumbo, a prata e o bronze.

Povos Mesopotâmicos

Sumérios

Os criadores da primeira grande civilização mesopotâmica foram os sumérios. Provavelmente originaram a Ásia central, os sumérios, por volta do ano 3500 a.C., fixaram-se ao sul da Mesopotâmia, na região em que os rios Tigres e Eufrades desembocam no Golfo Pérsico. Aí estabelecidos, desenvolveram técnicas hidráulicas para armazenar a água que seria usada nos períodos de seca e para controlar as cheias dos dois grandes rios, evitando a destruição das plantações.

Os sumérios desenvolveram um sistema de leis baseados nos costumes, foram habilíssimos nas práticas comerciais e criaram o sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha.

Os sumérios organizavam-se politicamente em cidades-Estados como Ur, Nipur e Lagash. Cidade-Estado é a comunidade urbana soberana, ou seja, uma unidade política com características de Estado soberano.

Cada uma dessas cidades era independente e governada por um patesi, que exercia as funções de primeiro-sacerdote do deus local, governador, chefe militar e supervisor das obras hidráulicas.

Depois de longo tempo de autonomia, as cidades sumerianas se enfraqueceram, devido às lutas pela gemonia política. O enfraquecimento possibilitou as invasões de vários povos semitas.

Amoritas

O Primeiro Império Babilônico

Entre os invasores estavam os amoritas, que se estabeleceram na cidade de Babilônia, Na Média Mesopotâmia. Hamurábi, omais importante rei da Babilônia, tornou-se famoso por ter elaborado o primeiro código de leis escritas de que se tem notícia. As punições previstas pelos Código de Hamurábi variarvam de acordo com condição social da vítima e do infrator.

Dele se extraiu a Lei de Talião: "Olho por olho, dente por dente..."

Sob o comando de Hamurábi os babilônios conquistaram toda a Mesopotâmia e criaram um Estado unificado. Nascia então o primeiro Império Babilônico. Cada cidade passava a ser governada por homensescolhidos pelo imperador.

Assírios

Depois da morte de Hamurábi, o esplendor da Babilônia não durou muito. Anos mais tarde toda a Mesopotâmia foi conquistada pelos assírios, povo que vivia nas regiões áridas e inférteis do norte mesopotâmico, em cidades como Nínive e Assur.

A crueldade era uma das principais características dos querreiros assírios. Para eles a guerra era essencial, pois viviam do saque, da escravidão e dos impostos e tributos pagos pelos povos que submetiam.

O império assírio foi destruído em 612 a.C. pelos caldeus.

Caldeus

O Novo Império Babilônico

Com os caldeus, A Babilônia recuperou seu resplendor. No reinado de Nabucodonosor, o Novo Império Babilônico atingiuseu apogeu. Suas terras se estendiam por quase todo o Oriente Médio, limitando-se com o Egito.

A Babilônia enriqueceu-se e embelezou-se com grandes obras publicas, como os até hoje famosos jardins suspensos construídos por Nabucodonosor, tornando-se a mais notável cidade do Oriente .

Em 539 a.C. a Babilônia foi conquistado pelos exércitos dos persas. A vitória foi facilitada pelo apoio dos sacerdotes e comerciantes babilônicos, que se aliaram aos invasores em troca da manutenção de seus privilégios.

Sociedade e Economia: Independentemente dos povos que ocuparam a Mesopotâmia, podemos generalizar e dividir a sociedade, nos diferentes, em: classes privilegiadas (sacerdotes, nobres, militares e comerciantes) e não-privilegiadas (artesãos, camponeses e escravos).

No topo dessa organização socialestava o rei, considerado como representante de um determinado deus na Terra.

As classes privilegiadas os altos cargos públicos e monopolizavam o poder, a riqueza e o saber. Viviam ricamente da exploração do trabalho das massas não-privilegiadas.

Na Mesopotâmia as terras cultiváveis pertenciam aos deuses; por isso a maior parte delas era propriedade dos templos e dos governantes.

Essas terras eram entregue aos camponeses para o cultivo de cevada, trigo, legumes, árvores frutíferas como a macieira, o pessegueiro, a ameixeira, a pereira e, principalmente, a tamareira. Pelo direito de cultivar o solo os camponeses eram obrigados a entregar aos sacerdotes parte do que produziam.

Como grandes proprietários e grandes exploradores do trabalho dos camponeses, artesãos e escravos, os sacerdotes acumulavam grandes fortunas.

Além de serem explorados em sua mão-de-obra pela elite latifundiária, os camponeses e os escravos eram obrigados a trabalhar coletivamente na construção de obras hidráulicas e de obras públicas.

Religião

A religião mesopotâmica era politeísta e antropomórfica. Cada cidade tinha seu deus, cultuando como todo poderoso e imortal.

Os principais deuses eram: Anu, deus do céu; Shamash, deus do Sol e da justiça; Ishtar, deusa do amor; e Marduk, criador do céu, da Terra, dos rios e dos homens.

Além de politeístas, os mesopotâmicos acreditavam e gênios, demônios, advinhações e magias. Procuravam viver intensamente, pois achavam que os mortos permaneciam num mundo subterrâneo e sem esperanças de uma nova vida. Para eles a vida cotidiana e o futuro das pessoas podiam ser determinados pela posição dos astros no céu. Os sacerdotes se aproveitaram das crendices para divulgar a astrologia, elaborar os horóscopos e monopolizar as previsões diárias através da leitura dos astros.

Artes, Escrita e Ciências

A principal arte da antiga Mesopotâmia foi, sem dúvida, a arquitetura, principalmente voltada para a construção de templos e palácios.

Os templos, chamados zigurates, possuiam na parte superior uma torre piramidal de base retangular, composta de vários pisos superiores. Provavelmente só os sacerdotes tinham acesso à torre, que tanto podia ser um santuário como um local de observação de astros.

A pintura e a escultura eram artes decorativas. Retratavam principalmente temas religiosos e guerreiros e embelezavam o interior dos templos e palácios, com destaque para baixos-relevos para assírios.

Os mesopotâmicos utilizavam a escrita cuneiforme criada pelos sumérios. Essa escrita, como as demais, é uma extraordinária fonte histórica, pois, através da leitura das plaquetas que chegaram até nós, podemos conhecer parte das leis, da literatura, das criações científicas, das práticas comerciais e religiosas e do comportamento social dos povos que viveram entre os rios Tigre e Eufrades.

Os babilônicos acreditavam na existência de uma relação entre os astros e o destino dos homens, e, por isso mesmo, a astronomia era sua ciência predileta. Eles foram os primeiros a fazer a distição entre planetas e estrelas, a observar várias fases da Lua, os eclipses e etc. Criaram os sígnos do zodíaco, dividiram o ano em 12 meses, a semana em 7 dias e o dia em 12 horas duplas.

Foram também os principais responsáveis pelo desenvolvimento da matemática.

Fonte: eureka.iqsc.sc.usp.br

Mesopotâmia

Localização

Entre a Ásia, a África e Europa, uma região fertilizada pelas inundações periódicas de dois grandes rios atraiu muitos povos e os obrigou a desenvolver obras de engenharia. Para coordenar sua realização surgiu o Estado. Essa região foi chamada Mesopotâmia e dominada, sucessivamente pelos sumérios, acádios, amoritas, assírios e caldeus.

Os sumérios fixaram-se no sul da Mesopotâmia em 3500 a.C. Agricultores e criadores de gado desenvolveram a escrita cuneiforme e os veículos sobre rodas.

Em 2300 a.C., os acádios dominaram os sumérios graças ao uso do arco e flecha, mas trezentos anos depois foram dominados pelos amoritas (antigos babilônicos), cuja principal criação foi os primeiros códigos de leis escritos da História ---- o Código de Hamurabi.

No século VIII a.C., os amoritas foram dominados pelos assírios, que haviam desenvolvido um poderoso exército usando armas de ferro, carros de combate e aríetes. Além da Mesopotâmia, dominaram a Síria, Fenícia, Palestina e Egito. Em 612 a.C., foram vencidos por uma aliança de caldeus e medos.

Os caldeus (novos babilônicos) reconstruíram a Babilônia, mas sua dominação durou pouco: em 539 a.C. foram vencidos pelos persas de Ciro, o Grande, que libertou os judeus do cativeiro da Babilônia.

Economia

A economia da Mesopotâmia baseava-se principalmente da agricultura, mas os povos da região desenvolveram também a criação de gado, o artesanato , a mineração e um ativo comércio à base de trocas que se estendia à Ásia menor, ao Egito e à Índia.

Organização social

Sua organização social formava uma pirâmide que tinha no topo os membros da família real, nobres, sacerdotes e militares. A base era composta por artesões, camponeses e escravos.

Religião

A religião era politeísta e os deuses antropomórficos. Destaca-se o deus do Sol, Shamach; Enlil, a deus do vento e das chuvas; e Ishtar, a deusa do amor e da fecundidade.

Não acreditavam na vida após morte e não se preocupavam com os mortos, mas acreditavam em demônios, gênios, espíritos bons, magias e adivinhações. A importância que atribuíam aos astros levou-os a criar o zodíaco e os primeiros horóscopos.

A Mesopotâmia

A Mesopotâmia - nome grego que significa "entre rios" (meso - pótamos) - é uma região de interesse histórico e geográfico mundial, trata-se de um platô de origem vulcanica localizado no Oriente Médio, delimitada entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupada pelo atual território do Iraque e terras próximas. Os rios desembocam no Golfo Pérsico e a região toda é rodeada por desertos.
Inserida na área do Crescente Fértil -
de Lua crescente, exatamente ela ter o formato de uma Lua crescente e de ter um solo fértil -, uma região do Oriente Médio excelente para a agricultura, exatamente num local onde a maior parte das terras vizinhas era muito árida para qualquer cultivo. A Mesopotâmia tem duas regiões geográficas distintas: ao Norte a Alta Mesopotâmia ou Assíria, uma região bastante montanhosa, desértica, desolada, com escassas pastagens, e ao Sul a Baixa Mesopotâmia ou Caldéia, muito fértil em função do regime dos rios, que nascem nas montanhas da Armênia e deságuam separadamente no Golfo Pérsico.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Mesopotâmia

As civilizações antigas da Mesopotâmia são comumente chamadas de babilônicas, apesar de que a cidade de Babilônia não foi o centro de cultura do vale Mesopotâmico.

A região sofreu diversas invasões de outros povos, mas que ao invés de interferirem negativamente em sua cultura, ao contrário aprenderam e adotaram muitos conhecimentos dos mesopotâmicos.

A escrita era a cuneiforme, que talvez tenha surgido até mesmo antes da hieroglífica dos egípcios. O fato é que as cerâmicas, tabuletas, com escrita cuneiforme fornecem muito mais informação dos que os papiros egípcios devido a sua conservação.

Ao contrário da maioria das civilizações o sistema numérico mesopotâmico tinha como base o valor sessenta. Acredita-se que o sistema de base sessenta tenha sido usado por ser possível sua subdivisão em metades, quartos, quintos, sextos, décimos, etc...até dez divisões são possíveis.

Até hoje, o sucesso desse sistema se reflete em nossas unidades de tempo e medida de ângulos.

Aos babilônios se deve a invenção do sistema posicional. Com apenas seus símbolos para unidades e dezenas, podiam representar qualquer número, por maior que fosse, por repetição e mudança de posição. Este é o mesmo princípio de nosso sistema numeral.

Nosso número 222 usa o mesmo algarismo três vezes, com significado diferente de cada vez: uma vez vale duas unidades, outra vale duas dezenas e a última duas centenas (duas vezes o quadrado da base dez).

Quando escreviam ¡ ¡ ¡ ¡ ¡ ¡ , separando claramente grupos de dois símbolos, entendiam que o primeiro grupo a direita representava duas unidades, o segundo o dobro de suas base (60) e o terceiro, o dobro do quadrado de sua base. Portanto esse numeral indicava 2(60)2 + 2(60) + 2 = 7322 (em nossa notação).

Os babilônios, a principio parecem não ter tido um modo de representar o vazio (zero). Não havia notação para zero, embora às vezes deixassem um espaço em branco para indicar zero. Isso confundia as formas escritas para alguns números como 22 e 202. Criou-se, mais tarde, um símbolo para zero, mas que só era usado em posições intermediárias.

A superioridade matemática dos mesopotâmicos sobre os egípcios está em que aqueles estenderam a notação posicional às frações.

O que significa que a notação decimal das frações que conhecemos já era por eles conhecida, sendo que foram capazes de calcular a raiz quadrada de dois com até três casas sexagesimais.

Já manipulavam bem, equações usando palavras como incógnitas, num sentido abstrato. Conheciam bem o processo de fatoração.

A resolução de equações quadráticas e cúbicas também os coloca em destaque com relação a matemática dos egípcios. Este tipo de resolução é um feito notável, admirável não tanto pelo alto nível de habilidade técnica quanto pela maturidade e flexibilidade dos conceitos algébricos envolvidos. E por que se espantar com seu alto nível e amadurecimento, se foi deles que aprendemos o que sabemos e que nos autoriza a elogiá-los?

O que certamente nos dá essa autorização é o nosso simbolismo algébrico, sem o qual não podemos ter certeza de entender o raciocínio da matemática primitiva.

Assim, para nós, é fácil ver que (ax)3 + (ax)2 = b é essencialmente o mesmo tipo de equação que y3 + y2 = b, mas reconhecer isso sem nossa notação é uma realização de significado muito maior para o desenvolvimento da matemática que até mesmo o princípio posicional na aritmética.

Algum desenvolvimento geométrico pode ser constatado com tabuletas que indicavam relações entre os lados de um triângulo. Apesar de não se poder ter certeza, acredita-se que os Mesopotâmicos conheciam também as fórmulas gerais de progressão geométrica e a soma dos n primeiros quadrados perfeitos. No entanto, como nos papiros egípcios, as tabuletas Mesopotâmicas não descreviam os procedimentos mas apenas davam as questões e os resultados.

O Teorema de Pitágoras não se encontra expresso em nenhuma tabuleta ou lista, mas certamente era conhecido e usado e não só em triângulos isósceles. Foi encontrado um problema em que uma escada ou prancha de comprimento 0;30 (1/2 na nossa notação) está apoiada a uma parede; a questão é de quanto a extremidade inferior se afastará da parede se a superior escorregar para baixo de uma distância de 0;6 unidades? A resposta é encontrada corretamente usando o teorema de Pitágoras.

Toda a matemática desenvolvida por babilonios e egípcios dá a entender que se originava de questões concretas, imediatas. Mas, mesmo assim, há alguns indícios de abstração e de matemática por recreação.

Fonte: educar.sc.usp.br

Mesopotâmia

A arquitetura da Mesopotâmia empregou nos seus estágios iniciais tijolos de barro cozido, maleáveis, mas pouco resistentes, o que explica o alto grau de desgaste das construções encontradas.

As obras mais representativas da construção na Mesopotâmia - os zigurates ou templos em forma de torre - são da época dos primeiros povos sumérios e sua forma foi mantida sem alterações pelos assírios.

Na realidade, os zigurates (pirâmides com degraus e rampas laterais coroada por um templo), tratavam-se de edificações superpostas que formavam um tipo de torre de faces escalonadas, dividida em várias câmaras.


Vista do zigurate de Ur - Mesopotâmia


Detalhe da escadaria do zigurate de Ur


Ruínas do zigurate de Aquarqui

O zigurate da cidade de Ur é um dos que se conservam em melhor estado, graças a Nabucodonosor II, que ordenou sua reconstrução depois que os acádios o destruíram. O templo consistia em sete pavimentos e o santuário ficava no terraço. Acredita-se que na reconstrução tentou-se copiar a famosa Torre de Babel, hoje destruída. O acesso ao último pavimento era feito por escadarias intermináveis e estreitas que rodeavam os muros. O templo era dedicado ao deus Nannar e à esposa do rei Nabucodonosor, Ningal.

Totalmente construído com tijolos cozidos e palha, o grande zigurate de Ur ainda mantém de pé sua magnifícia escalinata. Sua imponente figura em meio à planície da cidade o transforma no centro social e religioso.

A arquitetura monumental aquemênida retomou as formas babilônicas e assírias com a monumentalidade egípcia e o dinamismo grego.

Os primeiros palácios de Passárgada, de Ciro, o Grande (559 a.C. - 530 a.C.), possuíam salas de fileira dupla de colunas acaneladas com capitéis em forma de cabeça de touro, de influência jônica. Para centralizar o poder, Dario (522 a.C. - 486 a.C.) transformou Susa e Persépolis respectivamente em capitais administrativa e religiosa. Seus palácios, obras do renascimento oriental, foram as últimas testemunhas da arquitetura oriental antiga.


Ruínas do palácio de Dario - Persépolis - Arte Persa


Ruínas da apadana ou sala de audiências - Persépolis

O palácio de Dario, em Persépolis, é uma mistura de todos os estilos produzidos pela arquitetura antiga. Com isso, os reis aquemênidas pretendiam aparentar uma imagem de universalidade e grandeza.

Ao conquistar a capital Persa, Alexandre Magno destruiu seu palácio, mas a influência dessa cultura antiga chegou a suplantar a helênica em várias épocas de seu reinado.

No que se refere às tumbas, os monarcas aquemênidas, que não seguiram a tradição zoroástica de expor seus cadáveres às aves de rapina, mandavam escavar suntuosos monumentos funerários nas rochas de montanhas sagradas. Uma das tumbas mais conhecidas é a de Dario I, na encosta do monte Husseim-Kuh.

Sua fachada imita o portal de um palácio e é coroada com o disco do deus Ahura Mazda. Este foi o modelo seguido posteriormente nas necrópolis.


Fachada da tumba de Ataxerxes II - arte Persa


Tumba de Ciro II - Parságada

As esplêndidas tumbas dos reis aquemênidas no deserto ainda hoje despertam a admiração de todo mundo.

Entalhadas na rocha, combinam também elementos arquitetônicos das diversas culturas do mundo antigo.

Fonte: www.pegue.com

Mesopotâmia

Mesopotâmia e seus Povos

No mesmo milênio em que ia sendo formada a civilização egípcia, desenvolvimento semelhante se verificava ao longo das margens dos RIOS TIGRE E EUFRATES, apenas a poucos centenas de quilômetros de distância.

Ali como no Egito, o progresso técnico ocorria muito mais rapidamente do que na Europa. Antes que todos os povos europeus houvessem adotado o uso do metal, haviam os povos orientais passado pela ERA DO COBRE E DO BRONZE e ingressado na IDADE DO FERROEe seus primitivos centros no Egito e na terra entre os RIOS TIGRE E EUFRATES, a civilização logo se espalhou por todo o FERTÌL CRESCENTE - a área de terrenos produtivos em forma de ferradura -- que se estende no rumo norte de BABILÔNIA para o planalto do EUFRATES, e depois se curva no rumo sul, outra vez, passando pela SÍRIA e pela PALESTINA.

Gradualmente, a civilização ainda mais se difundiu: na direção leste para a terra dos medos e dos persas; na do oeste pela Ásia Menor, até as ilhas e península de Grécia e da Itália, até as costas distantes do MEDITERRÂNEO.

Por conveniência, os historiadores se referem a essa civilização como "MESOPOTÂMICA", embora seja às vezez o termo MESOPOTÂMIA restringido à parte norte da terra que fica entre os dois rios.

A civilização mesopotâmica era completamente diferente da egípcia. Sua história política á assinalada por interrupçoes bruscas; sua composição racial era menos homogênea e sua estrutura social e econômica oferecia campo mais longo à iniciativa individual.

A cultura egípcia era predominantemente ética; a mesopotâmica jurídica. O desprezo dos egípcios pela vida, excetuando-se o período do Médio Império era geralmente uma atitude de alegre resignação relativamente liberta de superstições grosseiras. A atitude mesopotâmica, ao contrário era melancólica, pessimista e inquietada por terrores mórbidos. Enquanto o nativo do Egito acreditava na imortalidade da alma e debicava grande parte de seus esforços a preparação da vida futura, seu contemporâneo mesopotâmico vivia no presente, olhava com indiferença seu destino após a morte. Finalmente a civilização do Vale do Nilo compreendia conceitos de monoteísmo uma religião de amor e iqualdade social, a do Tigre - Eufrates era egoísta.Uma religião raramente ultrapassava o estágio de um politeísmo primitivo e seus ideais de justiça se limitavam em grande parte à observância literal dos termos de um contrato.

Hoje em dia não se considera a Mesopotâmia uma região muito especial a não ser pelo petróleo que possui . Na antiguidade porém era um lugar privilegiado para a sociedade humana. Na época das cheias os Rios Tigre e Eufrates transbordavam e provocavam enchentes em sua planície. Quando as águas retornavam ao leito normal, uma rica camada de " húmus" (matéria orgânica que se origina da decomposição de restos de animais e vegetais) ficava depositada sobre a terra tornando-a fértil e própria para o cultivo. Irrigado e fertilizado pelas enchentes, o solo mesopotâmico possibilitada a produção de grande parte dos legumes, grãos. Além disso, os rios cheios de cardumes favoreciam a pesca. Havia ainda, a caça abundantes nas margens dos rios e condições para criação de animais.

O bom aproveitamento dessas vantagens naturais dependia, entretanto do trabalho e do planejamento dos homens, com o esforço coletivo dos membros da comunidade.

O trabalho do controle das cheias do Tigre e Eufrates e de construção de sistemas de irrigação era fundamental para a sobrevivência das populações da região e gerado essa necessidade de uma organização coletiva.

Essas atividades eram exercidas por homens livres e por escravos que tinham alguns direitos definidos em leis.

Todo este esforço coletivo para o abastecimento de água visava ao desenvolvimento da agricultura ( cevada, trigo, legumes, árvores frutíferas ) principal atividade econômica da região.

Para o desenvolvimento da agricultura e das cidades, foi necessário a construção de diques ( construção sólida utilizada para represar águas correntes ) para conter as violentas enchentes, além de canais de irrigação para levar a água dos rios às terras distantes.

A exploração da terra na Mesopotâmia baseava-se em um complexo sistema de propriedade, segundo a qual a posse privada ainda não ser exercida na plenitude. De modo geral a propriedade da maioria das terras era dos templos e do Estado que as distribuíram para rendeiros, colonos e funcionários públicos.

Para realizar todas as tarefas, exigiu esforços de todos e com o tempo sentiu-se a necessidade de um poder centralizado que dirigisse essa sociedade. Desse processo surgiu o ESTADO. O poder do Estado justificava-se inicialmente porque um governo centralizado poderia coordenar melhor o trabalho da população na construção de grandes obras de interesses comum

Houve, no entanto um desvio de funções que se esperavam do Estado. O pequeno grupo de pessoas controlavam o governo passou a usar o poder que detinham para explorar o restante da sociedade. Os governantes aumentavam suas riquezas e privilégios. A maioria do povo era vítima da pobreza e da exploração, desta forma acentuam-se a distancia entre governantes e governados

Assim o nascimento da civilização na MESOPOTÂMIA foi marcada não só pela formação do Estado, mas também pelo início da desigualdade e da exploração social entre homens, que passaram de uma sociedade comunitária para uma sociedade dividida em classes.

O controle político era exercido por uma elite que obrigatoriamente também era o chefe religioso ( patesi) e responsável pelo templo (zigurate).

Diferente do Egito, onde o chefe do Estado era visto como um deus, na MESOPOTÂMIA ele era apenas um dos representantes dos deuses na Terra. Ele mantinha um grupo de sacerdotes para ajuda-lo a administrar as cidades.

Estabeleceram assim uma íntima relação, muito presente e forte nesse período da história entre o poder político e o religioso; um não existia sem o outro.

Pode-se perceber que a organização da sociedade mesopotâmica dividida de forma geral entre os chefes religiosos e sacerdotes (no comando) os ricos comerciantes e proprietários, a população livre e escravos.

As atividades administrativas das cidades (arrecadação de impostos e obras públicas) o trabalho coletivo e o intenso comércio foram importantes para o gradativo desenvolvimento da escrita, da matemática, do calendário, das leis, dos padrões monetários de pesos e medidas.

Toda essas normas eram registradas por meio de escrita cuneiforme, os símbolos eram registrados em pedaços de barro úmido e mole, que depois secavam e endureciam ao sol. Esse processo de registro alterou radicalmente as formas de transição de conhecimento, causando uma verdadeira "revolução cultural".

Era muito instável o quadro político na MESOPOTÂMIA, em razão dos confrontos, disputas entre os povos e as cidades da região.

Por ser área muito fértil ao meio de um deserto, atraia invasores nômades a região. Com o passar dos tempos, alguns povos e cidades destacaram-se, assumiram um relativo poder durante um determinado período.

A VIDA DOS MESOPOTÂMICOS

Escravos e homens de condições humildes levavam o mesmo tipo de vida.

A alimentação era muito simples: pão de cevada, um punhado de tâmara, um pouco de cerveja leve. Isso era essencial no cardápio diário. Às vezes comiam legumes, lentilhas, feijão, pepinos ou ainda algum peixe ´pescado nos rios ou nos canais; a carne era um alimento muito raro.

Na habitação era a mesma simplicidade. Às vezes a casa era um simples cubo de tijolos crus revestidos de barro. O telhado era plano e feito com troncos de palmeiras e argila comprimida. Esse tipo de telhado tinha a desvantagem de deixar passar a água nas chuvas mais torrenciais, mas em tempos secos eram usados como terraços.

As casas não tinham, janelas e à noite eram ilumindadas por lampiões de óleo de gergelim. Os insetos eram abundantes nessas moradias.

Embora os ricos se alimentassem melhor, e morassem em casas mais confortáveis que os pobres, suas condições de higiene não eram mais adequadas. Quando as epidemias se abatiam sobre as cidades a mortalidade era a mesma em todos as classes

OS POVOS DA MESOPOTÂMIA

A história da mesopotâmica é marcada por uma sucessão de guerras e conquistas de um povo sobre o outro. Povos que de modo geral disputavam as melhores terras junto a rica planície dos RIOS TIGRE E EUFRATES além disso seus exércitos realizaram expedições de roubo fazendo guerras para conquistar as riquezas dos adversários e submete-los à escravidão.

Entre os principais povos que estabeleceram na MESOPOTÂMIA destacaram: os sumerianos, os acádios, os amorritas, (antigos babilônios) os assírios, os caldeus (novos babilônios), os hebreus, hititas, fenícios, arameus, dentre outros.

OS SUMÉRIOS

Entre os montes ZAGROS e o DESERTO DA ARÁBIA correm dois rios caudalosos que desembocam no Golfo Pérsico: o Eufrates e o Tigre.

O vale que eles fertilizam é conhecido como MESOPOTÂMIA, designando-se Assíria a sua parte norte, e Caldeia a sua parte sul. Na zona mais meridional da MESOPOTÂMIA onde antes desembocavam separados os dois rios foi que os sumérios se estabeleceram no quarto milênio antes de Cristo. Sua origem é desconhecida, mas parece que vieram do planalto da Ásia Central. Fundaram cidades como UR, NIPPUR, LAGASH, cada uma constituindo um pequeno estado, regido por um chefe religioso e civil chamado de patesi.

Os sumérios tinham rebanhos bovinos, ovinos e praticavam agricultura para a qual haviam ideado um arado e uma semeadora puxados por bois. Em seu novo lar apreenderam como aumentar a produtividade natural do vale fluvial construindo canais de irrigação.

Aprenderam a construir suas aldeias em outeiros naturais ou artificiais, de modo a ficarem a salvo das águas de enchentes e terem maior segurança contra ataques. Por volta de 3.500 a .C., como sabemos por escavações feitas em UR, os sumerianos haviam atingido uma brilhante civilização. Provavelmente sua cultura continuou a dominar a BAIXA MESOPOTÂMIA por mais de 1500 anos enquanto em BABILÔNIA reinava a dinastia de HAMURABI.

Uma acentuada evolução técnica chegou a caracterizar a vida das cidades sumerianas. Para edificar sus moradias tiveram que recorrer ao tijolo, material cujas as possibilidades souberam aproveitar ao máximo e que deu uma fisionomia singular à arquitetura mesopotâmica; a pedra porém costumava utiliza-la para esculpir estátuas de deuses e de reis dos quais algumas eram de notável expressão

Os sumérios desenvolveram um sistema de escrita que inicialmente se destinava ao registro de contabilidade dos templos. Os registros escritos eram necessários para a administração do rico patrimônio acumulado pelos templos através de oferendas religiosas, como escravos, rebanhos, terras.

A administração desses bens exigia que os sacerdotes mantivessem um console preciso de operações como empréstimos de animais ou sementes, pagamentos a construtores de barcos ou a comerciantes estrangeiros, relação de mercadorias vendidas, emprestadas e estocadas. Para manter esse controle a solução foi registrar por escrito as operações realizadas.

A escrita sumeriana foi desenvolvendo com o tempo e, por volta de 3000 a .C., passou a ser utilizada também no registro de textos religiosos, literários e de algumas normas jurídicas.

Originalmente, essa escrita feita na argila mole, com um estilete em "forma de cunha", o que determinou o formato dos sinais.

Por isso a escrita sumeriana ficou conhecida como "cuneiforme" ( em forma de cunha )

SISTEMA POLÍTICO

Através da maior parte de sua história os sumerianos viveram numa frouxa confederação de cidades-estados, unidas unicamente para fins militares. À frente de cada uma estava um patesi, que acumulava as funções de primeiro sacerdote, comandante do exército e superintendente do sistema de irrigação. Ocasionalmente um desses governadores mais ambiciosos teria estendido seu poder sobre certo número de cidades a assumindo o título de rei. No entanto foi só na época de DUNGI, mais ou menos 2300 a .C., que todos os sumerianos se uniram sob a autoridade única de um chefe de sua nacionalidade.

O enfraquecimento político dos sumerianos, decorrentes da desunião, permitiu que povos semitas vindos do norte da cidade de ACAD, invadissem a região.

ECONOMIA

Os sumerianos possuíam um sistema econômico muito simples, e dava importância aos empreendimentos individuais do que geralmente se concebiam no Egito.

A terra não era propriedade cimente do rei, nem a atividade comercial, nem industrial era monopólio governamental. As massas populares não tinham quase nenhum patrimônio como também propriedades.

A escravidão não era uma instituição importante, muitos dos que eram considerados escravos não passavam na realidade de servos que haviam hipotecado sua pessoa por dívida.

A agricultura era o principal interesse econômico da maior parte da população, sendo os sumerianos excelentes lavradores. Devido ao seu conhecimento de irrigação, conseguiram farta colheita de flutues e também de cereais. Sendo a terra divididas em grandes latifúndios que achavam nas mãos dois governadores, dos padres e dos oficiais do exército, o cidadão médio ou era rendeiros ou um servo. No comércio estava a segunda parte da riqueza sumeriana. Em todas as transações comerciais maiores, serviam como dinheiro, barras ou lingote de ouro e de prata, sendo a unidade-padrão de trocas um círculo de prata de valor de aproximadamente de dois dólares ao câmbio moderno.

Os sumerianos eram muito religiosos Consideravam o culto a seus deuses a principal função a desempenhar na vida. Quando interrompiam as orações, deixavam estatuetas de pedras que os representavam diante dos altares para rezarem em seu nome.

Dentro dos templos havia oficinas para artesãos, cujos produtos contribuíram par a prosperidade da SUMÉRIA. Os sumerianos acreditavam num dado número de deuses, tendo cada um deles uma personalidade distinta com atributos humanos.

Podemos citar alguns deuses: ISTAR, a deusa do princípio feminino da natureza, SHAMASH, era o deus do sol, dava o calor, luz em beneficio do homem, mas também podia mandar seus raios abrasadores para secar o solo e as plantas. O dualismo religiosos, envolvendo a crença em divindades inteiramente separadas do bem e do mal, só aparecem na civilização muito depois.

Os sumerianos destinavam sua religião exclusivamente a este mundo e não ofereciam qualquer esperança à outra vida, não partejavam a mumificação e nem construíram túmulos complicados. Os mortos eram enterrados sob o piso da casa sem caixão.

Os sumerianos não realizavam grades coisas nas atividades intelectuais. Sua grande realização no entanto, foi a escrita que esta destinada a ser ossada durante milhares de anos depois ao desaparecimento de nação. Na matemática, descobriram o processo de multiplicação e divisão a até a raiz quadrada e cúbica. Seu sistema de numeração, pesos e medidas, era duodecimal, com o número sessenta como unidade mais comum. A astronomia era pouco mais que astrologia e a medicina, um curiosos misto de ervaria e magia. O receituário dos médicos consistia principalmente em feitiços para exorcizar os epítetos maus e acreditavam serem causas das doenças.

Como artistas os sumerianos, destacaram-se nos trabalhos com metal, na lapidação de pedras preciosas e esculturas. Os edifícios característicos da arquitetura sumeriana é o ZIGURATE, depois de muito copiado pelos povos que se sucederam na região,era uma construção em forma de torre composta por sucessivos terraços e encimada por pequeno templo.

A educação estava nas mãos dos sacerdotes e assim sua influência era culminante sobre e a vida intelectual total da nação. Nas escolas dos templos, ensinavam aos estudantes o complicado sistema de escrita. Também se ensinava a matemática e ainda a língua sumeriana e semítica.

Os estudantes que desejassem podia continuar em estudos mais especializados, visando a profissão como medicina, o sacerdócio e a arquitetura.

OS ACÁDIOS

As cidades sumerianas ocupavam as melhores terras da MESOPOTÂMIA. Por esse motivo atraíram a atenção dos acádios povos que habitavam a cidade de ACAD, esses povos estabeleceram ao norte dos sumérios, fundando algumas cidades, vindo ACADÉ a ser a mais importante.

Ali reinaram pouco depois o Rei SARGÃO, e seu neto NARAM- SIN, conquistaram um vasto império englobando todos os povos da CALDEIA, o ELÃ - no extremo ocidental da meseta do IRÃ - seria a Alta Mesopotâmia, até chegar à Ásia Menor.

Por volta de 2.500 a .C., os acádios dominaram as cidades dos sumérios. Nas batalha os acádios utilizaram o arco e a flecha, mostrando-se mais rápidos e eficientes que a infantaria (tropa que luta a pé) armada com pesadas lanças e escudos. Comandados por SARGÃO I, os acadianos conquistaram e unificaram as cidades sumerianas, fundaram o primeiro império mesopotâmico que expandiu desde o Golfo Pérsico até as regiões de AMORRU e da ASSÍRIA

Sargão foi um homem notável que se ergueu da humilde posição de copeiro para tornar-se o primeiro dos construtores de império semita. Estendeu seus domínios sobre os assírios, invadiu as Montanhas Zagros para leste e chegou mesmo a alcançara a Ásia Menor, a Síria, assim como a conquistar terras da Suméria e tornar a influência semítica, ali mais forte do que nunca. Por suas conquistas Sargão obteve o controle de regiões de grande riqueza mineral re comercial que pretendiam organizar como partes de seu império.

A unidade do Império Acádio porém durou pouco. Revoltas porém interferiram nos planos de Sargão I e seus sucessores não foram capazes de manter o império.

O sistema político acadiano era centralismo na pessoa do rei, a ponto de tornar-se divinizado. Com a morte de Sargão seguiu uma nova dinastia que estabeleceu na cidade de UR unificando acádios e sumérios. Nesta época - 2050 a l950 a C., - a região começou a sofrer a invasões e apesar dos sistemas de fortificações construídos ao longo do Rio Eufrates, não foi possível evitar a penetração dos cananeus e o desmembramento do Império Acádio.

OS CASSITAS

Os cassitas eram, segundo parece de raça indo-européia, embora seja possível que, como os hicsos, constituíssem um conglomerado heterogêneo em que os indo-europeus seriam apenas os donos da situação

O certo é que, pouco depois do reinado de HAMURABI os cassitas - unidos talvéz aos hititas - apareceram na Mesopotâmia e a percorreram em rápidas conquistas. Muitos deles permaneceram ali, tais como soldados mercenários; mas por volta de 1769 a .C., um grupo de cassitas se apoderou do poder e fundou uma dinastia que se radicou na Babilônia e dominou a região durante quase dois séculos. A história desse período é pouco significativa e não se conhece muito bem. Os cassitas assimilaram prontamente a civilização babilônica e não introduziram nela alterações importantes, motivos por que os aspectos do país pouco mudou durante o tempo de sua dominação. Não foi uma brilhante era, mas o comércio continuou a ter importância e são conhecidos as relações que a Babilônia teve naquela altura com todos os estados da época. Finalmente, ante a violência da agressão dos assírios, a Mesopotâmia Meridional caiu em poder deste povo que estava destinado a impor sua hegemonia sobre uma vasta extensão do Mundo Antigo

AMORRITAS OU BABILÔNICOS

Vindo do deserto Arábico por volta de 2000 a .C. o povo amorrita, também conhecido como babilônico, chegou a Mesopotâmia e estabeleceran-se na babilônia.Por isso os Amorritas ficaram conhecidos como babilônicos.

Dali governaram um vasto império que ultrapassou os limites do que tinham logrado formar Sargão e Naran-sin: organizaram com prudência e firmeza.

A características mais importante dos dominadores da Babilônia consistiu em saberem assimilar prontamente a civilização cuja as bases tinham sido lançados pelos sumérios. Sua técnica arquitetônica, suas invenções para o controle das inundações, sua escrita, suas industrias, tudo foi aproveitado pelos babilônios e desenvolvidos até em grau notável de progresso.

A cidade cuja, a divindade protetora chamava-se MARDUC. e possuía notáveis templos, cobriu-se de construções belíssimas e se tornou centros importantes de atividades de toda a sorte. Ali reinou entre 2133 a 2081 a .C. um rei chamado HAMURABI que passou a história como um dos grandes codificadores da Antiguidade.

Hamurabi decidiu ampliar seus poderes políticos e econômicos na região e chefiando os amorritas, venceu os povos vizinhos e expandiu os domínios babilônicos por toda a Mesopotâmia desde o Golfo Pérsico até o norte da Assíria. Com efeito, Hamurabi mandou recopilar os diversos dispositivos que regiam a vida civil e ordenou que fossem gravados em pedra para que tosos os povos submetidos a sua autoridade os conhecessem.

Esses dispositivos foi na realidade o primeiro códigos jurídico, com leis escritas que se conhece: O CÓDIGO DE HAMURABI

CÓDIGO DE HAMURABI

O PRIMEIRO CÓDIGO JURÍDICO

Vejamos algumas normas que mostram o rigor das punições

Se um filho bater com as mãos em seu pai, terá suas mãos cortadas.
Se um homem furar o olho de um homem livre, terá o seu olho também furado.
Se furar o olho de um escravo pagará metade do seu valor.
Se um médico tratou a ferida grave de um homem com faca de bronze e ele morrer, o médico terá suas
mãos cortadas, se um homem arrancar os dentes de outro homem livre, seus próprios dentes serão também arrancados.
Se um arquiteto construir uma casa e ela cair matando o dono, o arquiteto poderá ser morto.
Se o filho do dono da casa morrer, o filho do arquiteto também será morto.
Se um homem roubar uma casa, será morto no local onde praticou o roubo.

Ali podemos estudar qual era a organização da família, a variada condição dos indivíduos, o regime da propriedade, o sistema penal. Para as punições, esse código adotava a "lei de talião", que determinava que a pena aplicada ao criminoso fosse igual ao crime por ele cometido ou seja " olho por olho, dente por dente".

Ficamos sabendo ao estudar essas leis, que as leis que regiam o Império Babilônico eram muito semelhante às que Moisés outorgou ao hebreu e conhecedor pormenores da vida cotidiana de tão remotos tempos.

Hamurabi também empreendeu uma ampla reforma religiosa, transformando o deus MARDUC da Babilônia no principal deus da Mesopotâmia, mesmo mantendo as antigas divindades. A Marduc foi levantando um templo, junto ao qual foi erguido o zigurate da BABEL, citado pelo LIVRO GÊNESIS (Bíblia) como uma torre para se chegar aos céus.


A influência da arquitetura sumeriana pode ser vista atualmente no minarete (torre) da Mesquita de Samara, no Iraque.
Construido em 848, o minarete tem uma rampa exterior em forma de um caracol que termina em um pequeno templo
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OS HITITAS

Os hititas eram de origem indo-européia e haviam chegado à Ásia Ocidental no princípio do segundo milênio. Percorreram durante algum tempo extensas regiões, estabelecendo transitoriamente na Mesopotâmia; mas acabaram preferindo radicar-se no centro da meseta da Anatólia, no país que depois chamou Capadócia.

Ali fundaram sua capital HATI, onde começaram a se estender em diversos sentidos; não tardou que se chocassem com os egípcios, iniciando-se uma série de lutas em que estes últimos levaram a melhor, devido a sua aliança com os mitanianos, os assírios, e os babilônicos. Contudo no século XIV os hititas conseguiram algumas vantagens por causa da crise interna que debilitou o poderio egípcio; de modo que as forças chegaram a contrabalançar-se. Em tais circunstancia eis que irrompeu um novo povo que lhes invadiu os territórios, ameaçando a ambos que, então resolveram se unir.

O domínio hitita trouxe consigo duas invenções de importância fundamental para o progresso da humanidade: a utilização do ferro e o uso do cavalo. Esse animal era muito ágil para o transporte veloz de carros de guerra, construídos não mais com rodas cheias já conhecidas pelos sumérios, mas rodas com raios mais leves e de fácil manejo.

O rei hitita era chefe do exército, juiz supremo e sacerdote.As rainhas dispunham de um certo poder. Apesar da decadência o Império Hitita durou em torno de 1200 a .C., certos elementos do mundo hitita sobreviveram três séculos nos pequenos reinos situados no sudeste da Anatólia e no norte da Síria.

A importância desta civilização reside no fato de ter sido ela que nos legou os mais antigos documentos escritos numa língua indo-européia (língua que deu origem a maior parte das línguas faladas na Europa) até hoje descobertos. A maior parte dos textos que tratavam de história, de política, de legislação, de literatura e de religião, eram gravados em cuneiforme sobre tabelinhas de argila.

OS FENÍCIOS

Os fenícios também eram de origem semita e estavam estabelecidos na costa do Mediterrâneo desde épocas remotas. Ficaram submetidos a diferentes senhores que dominaram aquelas regiões mas, sem prejuízos disso, realizaram intensa atividade comercial em suas cidades entre as quais foram de maior importância naquela época SIDON e BIBLOS.

Biblos foi a primeira cidade fenícia que alcançou certo esplendor. Esteve em estreita relação comercial com o Egito e caiu sob sua dependência aumentando-lhe então as possibilidades mercantis porque muitos produtos egípcio se vendiam quase que exclusivamente por seu intermédio. Biblos, não pode manter sua hegemonia na fenícia; outra cidade Sidon principiou a desenvolver-se e obscureceu a sua rival.

Sidon foi uma das principais posições egípcia na época das guerras da Síria, porém o seu verdadeiro esplendor foi atingido quando começou a explorar o comércio marítimo que antes era realizado pelos cretenses. Com efeito, após 1400 quando Creta caiu ante os ataques dos aqueus, os fenícios de Sidon aproveitaram as circunstâncias favoráveis para dominar as regiões do cobre e para açambarcar o intercambio comercial das ilhas do Mar Egeu e essencialmente a de Creta e das cidades das costas da Síria e da África.

Construida por Nabucodonosor, a Porta de Ishtar(deusa da amor e da guerra na mitologia mesopotâmica) era a mais grandiosa das oito portas que permitiam entrar na cidade de Babilônia.

Os fenícios eram antigos colonos de parte Ocidental do Fértil Crescente. Fazendo parte embora dos povos semíticos, eram de ancestrais mesclados, assim como os canaanitas. E, do mesmo modo que os hebreus e filisteus, os fenícios nunca se organizaram fortemente como nação. As cidades que fundaram compartilhavam de uma cultura comum mas não tinham elos políticos mútuos,nem se agrupavam na aventuras mercantis. Foram capazes de manter sua independência enquanto nenhum grande império as ameaçou.Mas, no século IX a .C., os assírios os subjugaram.

No período de sua independência porém, os fenícios desenvolveram extenso e lucrativo comércio, e especialmente por mar, através do Mediterrâneo, levando mercadorias - e idéias - das terras civilizadas do Oriente para os povos atrasados da Europa e do Ocidente. Entre as suas mais velhas estações comerciais e coloniais havia GADES (CADIS) na costa atlântica da Espanha, ÚTICA no litoral mediterrâneo da África e próxima de Cartago, que se tornou sua maior colônia.

A religião dos fenícios estava longe de ser admirável. Abrangia superstições cruéis, ritos licenciosos em honra da deusa ASTARTE e o sacrifício de crianças, que eram queimadas vivas. Alguns desses costumes chegaram até aos judeus de Israel. Por exemplo, AHAB construiu um templo ao BAAL de TIRO para JEZEBEL, uma de suas esposas que era fenícia.

Felizmente, os fenícios tinham algo melhor do que sua religião para oferecer à civilização.Sua maior realização foi o alfabeto, que começaram a usar por volta de 1500 a .C., provavelmente como um aprimoramento dos símbolos egípcios. Entre os povos a que os fenícios ensinaram seu alfabeto estavam os gregos do Egeu, que o aperfeiçoaram acrescentando-lhe vogais - os próprios fenícios só usavam consoantes.

Juntamente com a nova escrita veio o uso do papiro e da tinta que lhes haviam ensinado os egípcios e que se mostrou um sistema muito menos incômodo do que a escrita em pedras ou tabuinha de barro.

Os fenícios eram hábeis na navegação, tinham adquiridos conhecimentos astronômicos dos babilônicos e usavam as estrelas, especialmente a estrela POLAR, para a orientação nas viagens a noite

Ficaram muito conhecidos na engenharia e na produção da jóias. Entre as obras de engenharia, destacam-se a famosa canalização de água para abastecer a população das cidades como por exemplo TIRO e a construção do templo de JERUSALÉM, na época de SALOMÃO;além disso muitos dos principais artífices e técnicos especializados eram fenícios. Os produtos comercializados pelos fenícios iam desde os navios, tecidos, madeiras, azeite, jóias, vidro (transparente ou colorido),até os mais diversos artigos que conseguiam com outros povos como escravos. Ficaram famosos os tecidos tingidos na Fenícia com um molusco o múrice de cor viva, conhecido como "púrpura de TIRO", usado especialmente pelas altas camadas sociais dos grandes impérios da Antiguidade.O próprio nome fenício, da palavra grega phoinix, significa púrpura.

OS ARAMEUS

Os arameus semíticos, valeram-se da queda dos antigos impérios a fim de mudar-se do deserto para o norte da Síria. Embora facilmente dominassem ou expulsassem os nativos dos locais em que se estabeleceram, tiveram depois dificuldades com os hebreus, que eram vizinhos. Conquistados e incorporados ao Império Hebreu pelo rei Davi, mais tarde recuperaram a independência. No século VIII a .C., foram conquistado pelos assírios e daí por diante não recobraram a liberdade. A civilização aramaica contudo, não desapareceu, mas continuou sob dominação alheia.

A carreira cultural dos arameus nos séculos após a sua derrota foi parecida à dos fenícios, com exceção de que, em vez de se voltarem no rumo do oeste, pelo mar, desenvolveram um comércio terrestre para o Oriente.

Adotaram o alfabeto fenício e transmitiram aos povos orientais: assírios, persas e indianos, assim como os vizinhos hebreus. Sua escrita simplificada e seu amplo e valiosos comércio tornaram-nos e a sua lingua, conhecidos em toda a parte do Oriente Próximo


Baixo relevo Persa

OS ASSÍRIOS

Assíria é uam palavra derivada de assur, que significa lugar de passagem. A criação do Império assírio no século IX a .C. pós termo à era dos pequenos Estados da Síria e Palestina. Dali por diante os assírios ocuparam o centro do malco da Ásia Ocidental, até a sua queda no fim do século VII a .C..

A assíria ficava na Alta mesopotâmia e na região a leste. A parte ocidental do apís era antiplano ondulado, ao passo que a área a leste do Rio Tigre, estendendo-se até as Montanhas do Zagros era terra de colinas, matos e grandes rios. Ali haviam estabelecidos os semíticos assírios antes dos meados do terceiro milênio A .C, e haviam avançado ainda mais longe, enquanto seu domínio se ia estendendo de Élan até as fronteiras do Egito.

O Império Assírio chegou ao ápice sob SARGÃO II ( 722-705 a . C ) . Derrotou ele os israelitas e todos os outros inimigos, incluindo os egípcios, mas quando revoltas irromperam em ELÃ e BABILÔNIA os egípcios se valeram da oportunidade para recobrar sua independência

A Assíria estava localizada em um lugar de fácil acesso e possuir muitos atrativos, por isso sofreu ataques de muitos invasores.

Foi talvez o perigo constante de invasões que despertou no povo assírio um feroz espírito de guerra.

Os assírios organizaram um dos primeiros exércitos permanentes do mundo. Comandados por reis como Sargão II, Senequerib, Assurbanipal, os assírios fizeram grandes conquistas militares e construíram um dos maiores impérios da antiquidade.

Do século VIII ao século VI a .C. dominaram uma extensa região que incluía toda a Mesopotâmia, o Egito e a Síria.

As conquistas sem precedentes dos assírios foram devidas ao seu exército que foi o mais altamente organizado da história do Oriente Antigo. Nos primeiros tempos, o exército baseava-se no recrutamento dos camponeses porém mais tarde tornou-se uma força permanente constituída de soldados que se engajavam por longo tempo

Posteriormente estrangeiros tiveram que ser alistados, assim como os assírios.

O exército compendia vários ramos: engenheiros, cujos os serviços eram usados em operações de sitio como nas marchas, cavalaria, corpo de carretas, infantaria em que se incluíam ladeiros e arqueiros. Os soldados eram providos de malhas protetoras, escudos de metal ou vime. Utilizavam muitos espiões e a topografia da região a ser invadida era cuidadosamente estudada antes de ser iniciada uma campanha.

Em suas campanhas, os assírios deliberadamente recorriam a uma política de aterrorização. Não só matavam ou escravizavam seus inimigos e devastavam-lhes as terras, como se vangloriavam com o maior sangue-frio de suas atrocidades. Cidades eram arrasadas ou destruídas por meio do fogo e inundações. As cabeças dos cadáveres eram cortadas e amontoadas em pirâmide, oi fincadas em seteiros.Vítimas eram esfoladas vivas, cegadas, empaladas ou sepultadas vivas. Outras eram mutiladas e deixadas ao sol para morrer lentamente. Faziam-se holocausto de jovens virgens e para culminar, os reis registravam seu prazer em face do sofrimento e do temor que causavam.

AGRICULTURA

Era o elemento mais importante da vida econômica dos Assírios.

Muita terra era de propriedade do rei, dos nobres e sacerdotes, mas algumas estavam nas mãos de indivíduos, livre de posição inferior. Contudo,a maioria dos camponeses eram de servos. Produziam tâmaras, uvas, legumes e temperos; o carneiro e a cabra eram criados pelos donos dos grandes terrenos

COMÉRCIO E INDÚSTRIA

Nunca foram tão importantes para a economia assíria. Essas fontes de riqueza eram deixadas a escravos e estrangeiros, como os arameus, que obtinham muitos lucros comerciando. A mineração porém, era fonte de riqueza que interessava aos reis do mesmo modo que a guerra, que também na Assíria era quase negócio.

SOCIEDADE

O grupo mais privilegiado da sociedade assíria compreendia a família real, os nobres e os sacerdotes. A seguir vinham os ricos mercadores, os proprietários de terra e os artesãos, em baixo ficavam os servos, os escravos cuja a sorte era dura.

A integridade da família era moita respeitada pelos assírios.Por essa razão, os escravos raramente eram separados de seus parentes próximos.As mulheres todavia, ficavam sob absoluto controle de seus maridos, considerados proprietários legais das esposas.

O mundo dos assírios, como o de outros povos antigos era um mundo masculino.


O rei prepara-se para abater o leão, simbolo da luta entre o Bem e o Mal

RELIGIÃO

A religião assíria era uma crença sombria, baseada na ignorância e no medo das forças de natureza, entretecida de magia e adivinhações e quase nada oferecendo no sentido de inspiração étnica e de esperança para o futuro. O deus principal era ASUR, originalmente o deus solar, que fora proclamado o rei dos deuses e o senhor de toda a criação. Em certa época foi exaltado a tão elevada posição que a religião assíria esteve a beira do monoteísmo, mas nunca chegou inteiramente a isso.

ISTAR, também era adorada, tanto como uma deusa-mãe da fertilidade quanto como uma severa senhora da caça. Outras divindades eram MARDUK, NABU, de origem babilônica e SHAMASH que se tornou deus-sol quando ASUR subiu a uma categoria superior como rei dos deuses.

A vida futura era concebida como tediosa e fantasmal exigência como também era por outões semitas. Grande grupo de sacerdotes existia para a realização dos ritos de adoração nos templos. Outros sacerdotes serviam como interpretes da vontade divina, oráculos do futuro e senhores de encantamento mágico que afastariam as forças maléficas.

REIS ASSÍRIOS

Tiglath-Pileser I......(aprox) lll5-ll02 A.C.
Assurnasirpall III.......(aprox) 884-860
Salmaneser II............morto em 825
Tiglath-Pileser III......745-728
Salmaneser IV..........728-722
Sargão II..............722-705
Senaqueribe..........705-687
Esar-Haddon..........681-668
Assurbanipal.........(aprox) 669-626

ARTES

A arquitetura era imponentes e ornamentada. Vastos palácios foram construídos de tijolos e madeira sobre alicerce de pedra e decorados com relevos, estátuas de metal, pintura nas paredes e trabalhos coloridos de esmalte. Intrincados arranjos de pátios, salas, escadarias, corredores e jardins, davam-lhes grandes qualidades de grandeza. As abobadas e portas arqueadas aparecem assim como colunas.

CIÊNCIAS

Os assírios praticamente nada acrescentaram de próprio, foram celebres em adotar dos babilônios a medicina, a astronomia e a matemática e realizaram esplêndido trabalho e esclarecer detalhes, neste fundo de conhecimento. A vasta biblioteca da Assurbanipal em Nínive é uam indicação dessa capacidade dos assírios.nela os eruditas da corte reuniram tudo quanto puderam encontrar da herança cultural babilônica, muita da qual de outra forma já teria desaparecido.

Por volta de 612 a C ., os caldeus aliaram-se aos medos e conseguiram destruir as principais cidades assírias entre elas ASSUR, JARRAN e a capital NÍNIVE.

O fim do Império assírio foi comemorado com entusiasmo pelos povos que sofreram as brutalidades de sua dominação

A VIOLÊNCIA ASSÍRIA CONTRA OS POVOS VENCIDOS

Numa inscrição de 884 a . C .,o rei assírio ASSURBANIPAL, relatou o modo cruel com que trata os vencidos. Ao fazer esse relato, seu objetivo era provocar medo nos povos vizinhos.

"A cidade de TÉLA era protegida por três fortalezas. Seu povo confiava nessas fortes muralhas e nas suas tropas. Por isso não se atirou aos meus pés, em súplica. Por meio de violentas batalhas, conquistei a cidade de TÉLA. Matei três mil guerreiros, lancei muitos outros,ao fogo, fiz grande número de prisioneiros vivos. De uns cortei as mãos e os dedos; de outros, cortei o nariz as orelhas ou furei os olhos, seus filhos e filhas, afoguei nas águas"


Ruínas de Persépolis, cidade constuida por Dario I; no relevo da escadaria,cortejo de nobres, entre eles os medos

CALDEUS OU NEOBABILÔNICOS

Com o fim do Império Assírio, a cidade da Babilônia ficou independente, logo depois foi novamente dominada agora pelos caldeus.

Com a morte de Assurbanipal, Nabopolossar, governante da Babilônia, estabeleceu a independência babilônica e aliando-se a medos e persas, ajudou a levar a cabo a tomada de Nínive e a queda dos assírios. Embora a poderosa força da Babilônia durasse menos de cem anos, sua influência foi imediatamente sentida e o Império que Nabopolossar criou é conhecido tanto como Império Caldeu quanto Império Neobabilônico

Dominando seguramente a área do Fértil Crescente, Nabopolassar empenhou-se em reprimir os intentos egípcios de restabelecer seu império no Oriente Próximo e após uma série de lutas, seu filho, Nabucodonosor, derrotou totalmente os egípcios na Batalha de Carchemish em 605 a . C. Daí para diante, a Síria passou para o domínio caldeu e, quando o Reino de Judá se rebelou em 597 a . C., Nabucodonosor tomou Jerusalém. Onze anos depois verificada nova rebelião, ele saqueou Jerusalém e deixou-a em ruínas, aprisionando em Babilônia o rei e muitos nobres; este foi o chamado "cativeiro da Babilônia " dos judeus.

Sob Nabucodonosor, o Império Caldeu chegou ao auge e babilônia tornou-se breve a cidade que historiador grego Heródoto descreveu. As grandes muralhas foram reconstruídas, erigiram-se templos e imensos palácios; e os famosos jardins em terraços - Jardins Suspensos, que eram uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo - foram restaurados.


Leão alado, edscultura de marfim de aproximadamente 1000 a.C., período do rei Salomão

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO SÃO

Pirâmides do Egito
Jardins Suspensos da Babilônia
Estátua de Júpiter Olímpico
Colosso de Rodes
Templo de Diana
Túmulo do Rei Mausolo
Farol de Alexandria

O número 7, tem tido grande influência na vida da humanidade: 7 são aos dias da semana; 7 são as notas musicai; 7 são as cores do arco-iris; 7 foram as maravilhas do mundo; 7 foram os sábios da Grécia; 7 são os sacramentos; 7 são os pecados mortais; 7 são os eclipses; 7 é conta de mentiroso.

Se os caldeus, cujo o nome só aparece na história pouco antes da ascensão do Império, eram exilados de retorno a babilônia ou um povo semítico aparentando, é coisa sem importância. Seus governantes, de qualquer modo eram antigórios por excelência e cuidaram de restaurar muitos aspectos da antiga civilização de Hamurabi no governo, nas leis, na literatura, e na industrias.

Quando verificaram ter pobre sucesso e tentativa de reviver a velha religião babilônica, os caldeus removeram dos deuses todas as qualidades humanas e identificara-se com os planetas. Mais tarde essa religião "celeste" deveria influenciar os romanos e, sob eles MARDUK tornou-se JUPITER; NABU, Mercúrio; Istar, Vênus. Elevados os deuses a tais altitudes, os caldeus, a fim de aprenderem o futuro que as divindades lhes preparavam, começaram a estudar intensamente as estrelas, numa mistura de astronomia e astrologia.

REIS CALDEUS

Nabopolassar............aprox. 625-695 a . C
Nabucodonosor.........aprox. 605-562 a . C
Nabonid.....................morto em 538 a . C.

É bastante curioso não ter ao que parece o pessimismo dos caldeus afetado gravemente sua moral. Tanto quanto se sabe, eles não se abandonaram aos rigores do ascetismo. Não modificaram a carne, nem mesmo praticavam o abandono de si mesmo. Aparentemente tinham como certo que o homem não podia evitar o pecado, por mais que tentasse. Mostram-se tão presos aos interesses materiais da vida e à busca de prazeres dos sentidos quanto os povos que precederam.

Parece mesmo que foram ainda mais cobiçosos e sensuais. Referências ocasionais a reverências, à benevolência e à pureza do coração como virtudes, à opressão, a calunia e a ira como vícios aparecem em seus hinos e preces, mas de mistura com concepções ritualista de limpeza ou falta de limpeza e com expressões do desejo de satisfação física. Quanto os caldeus oravam, nem sempre era por poderes aos deuses torna-los bons, mas com maior freqüência porque eles lhes poderiam conceder longos anos, descendência numerosa e uma vida de prazeres.

Ao lado da religião, a cultura caldaica diferia da dos sumerianos, babilônio e assírios principalmente no que diz respeito às realizações científicas. Os caldeus foram, sem dúvida os mais capazes cientistas de toda história mesopotâmica, apesar de se limitarem suas conquistas principalmente à adstronomia. Criaram o mais perfeito sistema de registro cronológico até então imaginado, inventando a semana de sete dias e a divisão do dia em doze horas duplas de 120minutos cada uma. Guardaram assentamento minuciosos de suas observações dos eclipses e de outros fenômenos celeste durante mais de 350 anos, até muito depois da queda do império.

Duas de suas notáveis realizações foram efetuadas por astrônomos cujos os nomes chegaram até nós. No século VI a .C. NABU-RIMANNU calculou a duração do ano com uma aproximação de vinte seis minutos e mais ou menos uma centena de anos depoois KIDINNU descobriu e provou a variação anual da inclinação do eixo da Terra.

A força investigadora a astronomia caldaica era a religião. O principal objetivo dos mapas celestes e da coleção de dados astronômicos era descobrir o futuro que os deuses tinham preparado a raça humana ,sendo os próprios planetas deuses, podia-se melhor adivinhar o futuro pelo movimento dos corpos celestes.

Por esta razão a astronomia era principalmente astrologia ,outras ciências que não as astrologia continuavam em situação inferior por não se relacionar intimamente com a religião. Em particular a medicina mostrou pequeno adiantamento, além do alcançado pelos assírios. A mesma coisa quanto aos restantes aspectos da cultura caldaica. A arte distinque-se apenas por sua maior magnificência. A literatura dominada pelo gosto das antiguidades, revelava uma monótona falta de originalidade. Os escritos dos antigos babilônios foram extensamente copiados, mas ganharam pouca coisa de novo.

Até muito depois da queda do Império, permaneceram os caldeus como os cientistas mais capazes do Antigo Oriente Médio. Foram eles que fizeram mapas de todo o céu e durante séculos observaram e registraram todos os acontecimentods do firmamento.

Mas a construção de templos, a religião e a ciência não bastaram. NABONID, o último rei - na Bíblia, o último rei é chamado de BELCHAZAR- estava em tais disputas com os sacerdotes e era tão detestado pelo povo, que Babilônia facilmente caiu nas mãos de CIRO em 538 a . C., passando a tornar-se parte insignificante do Império Persa.


Jarros Fenícios

CIVILIZAÇÃO HEBRAICA

Os hebreus, povo de pastores nômades, viviam na cidade de UR no sul da Mesopotâmia. Partiram de UR, subindo o Rio Eufrates, e fixaram em HARAN, ao norte de Assíria. Posteriormente, chefiados por ABRAÃO segundo a Bíblia, Abraão foi escolhido por deus para ser o pai de um povo bastante numerosos; ele deveria fixar-se no lugar que um dia seria de seus filhos e netos, a TERRA PROMETIDA onde se estabeleceram por volta do ano de 2000 a .C.

A Palestina, uma estreita faixa de terra que se estende pelo Vale do rio Jordão, naquela época tinham limites, ao norte a FENÍCIA (região onde se desenvolveu uma civilização marítima mercantil) ao sul o deserto do SINAÍ, leste o deserto da SÍRIA, a oeste o Mar Mediterrâneo.

A história política dos hebreus (também chamados israelitas ou judeus) pode ser dividida em três períodos caracterizados pelo governo dos patriarcas, dos juizes e dos reis.

Nenhum dos povos do Antigo oriente, com exceção, talvez dos egípcios, teve maior importância para o mundo moderno do que os hebreus. Foram eles, já se sabe, que nos deram grande parte do substrato da religião cristã, como os mandamentos, as histórias da criação e do dilúvio, o conceito de Deus como legislador e juiz, e ainda mais dois terços da Bíblia. As concepções hebraicas da moral e da teoria política influenciaram profundamente as nações modernas, em especial aquelas em que a fé calvinista foi particularmente vigorosa.

Por outro lado é necessário lembrar que os próprios hebreus não desenvolveram sua cultura no vácuo. Não foram capazes que qualquer outro povo de fugir à influência das nações circunvizinhas. A religião hebraica em conseqüência disso, continha numerosos elementos cuja a origem egípcia ou mesopotâmica é evidente. A despeito de todos os esforços de profetas para expurgar a fé hebraica de corrupções estrangeiras, muitas permaneceram e outras foram adicionadas depois.

Com um breve descobrimento, a lei hebraica baseou-se largamente em fontes de antigas culturas babilônias, ainda que certamente com modificações. A filosofia hebraica era parte egípcia e em parte grega; muito antes mesmo de ser escrito o LIVRO DE JÓ, existia já um antigo drama babilônio de caráter semelhante.

Ninguém pode negar por certo que os hebreus fossem capazes de realizações originais; mais inda assim não podemos passar por alto o fato de terem sido eles grandemente influenciados pelas civilizações mais antigas que os rodeavam.

A origem do povo hebreu constitui um problema ainda confuso. Certamente não constituíram uma raça à parte, nem possuíam qualquer caráter físico capaz de despenque-los nitidamente dos povos vizinhos. A origem de seu nome é devidos, segundo alguns ele deriva de KLABIRU ou HABIRU, apelativo dado pelos seus inimigos e significando "estrangeiros ou nômades". De acordo com outras autoridades se relacionam com a palavra EVER, ou EBER a qual designava os que procediam do outro lado do EUFRATES. Seja qual for sua origem o nome parece ter sido aplicado originalmente a vários povos imigrantes, restringindo-se mais tarde os israelitas.

A maioria dos historiadores, admitem, que o berço primitivo dos hebreus foi o DESERTO DA ARÁBIA. A primeira vez que os fundadores da nação de Israel apareceram na história, é contudo no noroeste da MESOPOTÂMIA. Já em l800 a . C, segundo todas as possibilidades, um grupo de hebreus, sob a chefia de ABRAÃO, se estabeleceram ali. Mais tarde o neto de ABRAÃO, JACÓ conduziu uma emigração para o poente e iniciou a cupação da PALESTINA.

Foi com JACÓ, subseqüentemente chamado ISRAEL, que os israelitas derivaram seu nome. Em época incerta, mas posteriormente a 1700 a . C., algumas tribos israelitas em companhia de outros hebreus desceram ao Egito para escapar às conseqüências da fome. Segundo parece, instalaram-se nas vizinhanças do Delta e foram escravizados pelo governo do faraó. Por volta de 1300-1250 a . C., os seus descendentes encontraram um novo líder no indômito MOISÉS, que os libertou da escravidão, conduzindo-os à PENÍNSULA DO SINAÍ e os converteu-o ao culto da IAVÉ. Até então IAVÉ tinha sido a divindade dos povos pastores hebreus que habitavam o SINAÍ. Utilizando como núcleo, o culto iavista, MOISÉS uniu as várias tribos de seus seguidores numa confederação por vezes chamada Anfictionia de Iavé. Foi essa confederação que desempenhou o papel dominante na conquista da PALESTINA OU TERRA DE CANAÃ.


Estatueta de ouro que exibe um modelo dos carros persas.
Por todos os caminhos do império, veículos como este facilitavam a comunicação

Em seus dias primitivos as tribos de Israel eram um povo pastoril e algumas sempre permaneceram assim, especialmente as que viviam no sul. Após a conquista da Canaã, porém também se dedicaram á agricultora a às profissões simples, que aprenderam dos cananeus, mais adiantados. No tempo de SALOMÃO, haviam também organizado extenso comércio, cujos os lucros ajudaram a sustentar o dispendiosos esplender da corte salomõnica, com seu grande templo e palácio.

Especialmente no norte da região de Israel, floresce a vida citadina, o que significava que o comércio e a indústria estavam em explosão.

Enquanto os demais povos ganhavam destaque por conquistas militares ou por realizações no campo da arte e das ciências, o povo hebreu destacou-se por sido o primeiro a afirmar sua fé num único deus. Os hebreus acreditavam na vinda de um Salvador, o Messias. Os israelitas, porém nunca reconheceram Jesus como salvador esperado por eles. O deus único do judaísmo, a religião dos hebreus, é Jeová. A imagem do Deus judaico não podia ser reproduzida em pintura ou estátua.

Os hebreus deixaram um documento muito importante para a compreensão de sua história: Bíblia (da palavra grega biblion, que significa conjunto de livros).

Este livro sagrado é dividido em duas partes: o Antigo Testamento (que conta a história do povo hebreu) e o Novo Testamento ( que foi escrito por seguidores da doutrina de Jesus).

No tempo de MOISES - 1200 A . C.,-a organização social dos hebreus era de um simples povo de pastores. Com o começo da vida em cidades entretanto e mais tarde com a criação do Reino de Davi, mudaram as condições. Os anciãos das tribos que outrora haviam exercido a autoridade, foram substituídos por uma nova aristocracia que compreendia os parentes e os servidores do rei. Outro elemento novo foi à classe média, composta dos ricos mercadores das cidades, cuja posição social ficava entre os nobres e a dos criadores de gado, mais pobres. Como nas antigas sociedade, os escravos formavam a classe mais baixa.

As leis dos hebreus revelam considerável preocupação pela justiça e uam séria tentativa de manter alto padrão de moralidade.As mulheres, embora não igualadas aos homens na sociedade judia, gozavam de uma posição de respeito. Contudo os judeus do tempo de DAVI eram quase tão cruéis e sanguissedentos como seus vizinhos, embora suas leis fossem superiores às do CÓDIGO DE HAMURABI, que data de talvez mil anos antes.

Não se distinguiram os judeus nem nas ciências, nem nas artes embora aprendessem a executar simples beldade e indústrias, eram tão fracos na perícia que SALOMÃO teve que importar artesãos fenícios para planejar e decorar seu grande palácio em JERUZALÉM.


Selo da época do rei Salomão.
O original desapareceu em Istambul, era esculpido em jaspe

Com a literatura foi diferente. Neste setor, os antigos hebreus sabiam como expressar-se de modo admirável. Em suas lendas, tradições históricas e poesia, tinham como registradas no Velho testamento, criaram um dos maiores monumentos literários de todos os tempos. A história de suas peregrinações de suas guerras, seus crimes, suas tragédias e seus sucessos foi inspirada e embelezadas pelo motivo magnífico, que percorre toda a sua literatura, do desenvolvimento de sua poderosa religião, a qual foi realmente, a sua mais significativa contribuição à civilização.

É na literatura religiosa que encontramos uma dos grandes brihos da cultura hebraica. O melhor exemplo são os livros bíblicos do Antigo testamento, dentre os quais se destacam os SALMOS, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, LIVRO DE JÓ, e PROVÉRBIOS.

O estilo vibrante dessa literatura e sua bela vigorosos imagens poéticas inspiraram grande parte da produção artística o Ocidente cristão.

Politicamente os hebreus conheceram três tipos de governo: o patriarcado, o juizado e a monarquia.

O PATRIARCADO

Os patriarcas eram ao mesmo tempo, sacerdotes, juizes e chefes militares. O primeiro patriarca, ABRAÃO, foi substituído pelo seu filho ISAAC, e este por JACÓ, que teve seu nome mudado para ISRAEL que significava 'forte com deus". Essa é a razão de o povo hebreu ser conhecido como israelita ou povo de Israel.

Por volta de 1700 a .C, a PALESTINA enfrentou uma grande crise de fome, causada pela seca assolou a região. Sob o comando de JACÓ UMA PARTE DAS TRIBOS HEBRAICA MIGROU PARA O EGITO, ONDE HAVIA ALIMENTOS, ESTABELECENDO-SE NUMA DELTA DO RIO NILO.

Permaneceram neste país cerca de quatrocentos anos. Alguns hebreus chegaram a ocupar altos cargos no governo. A presença dos hebreus no Egito coincidiu com a invasão dos hicsos.


Davi é sagrado pelo profeta Samuel

O relato bíblico nos informa que JOSÉ era filho predileto de JACÓ e, por isso seus irmãos o invejavam. Um dia, quando estavam no campo cuidando dos rebanhos, os irmãos de José planejaram mata-lo. Entretanto, graças a um deles, RUBEM, acabaram desistindo ,mas venderam-no a uma caravana de mercadores que se dirigiam ao Egito.

No país do Nilo, JOSÉ FOI VENDIDO COMO ESCRAVO, MAS GRAÇAS À SUA INTELIGÊNCIA, ATINGIU ALTOS POSTOS. Ganhou fama pelas interpretações que fazia dos sonhos.

Certa vez, foi chamado para interpretar dois sonhos do faraó.No primeiro, o faraó havia visto, perto do Rio Nilo, sete vacas gordas e belas serem devoradas por sete vacas magras e feias.No segundo, vira sete espigas grossas serem comidas por sete espigas finas.

A interpretação que José deu foi a que haveria no Egito sete anos de fartura seguidos por sete anos de miséria e fome.

Então, sugeriu ao faraó que armazenassem os alimentos produzidos nos anos de fartura, para suprir as necessidades do povo nos sete anos de miséria. Satisfeito, o faraó escolheu JOSÉ para administra o palácio.

Durante longo tempo, os hebreus gozavam de liberdade no Egito. Viviam unidos, preservando seus costumes e tradições. Contudo. Essa situação mudou após a expulsão dos hicsos. Os hebreus passaram a ser perseguidos, perderam seus bens e foram escravizados.

Por volta de 1250 a .C., sob o comando de MOISÉS, conseguiram sair do país, acontecimento concedo como ÊXODO.

Ainda segundo a bíblia, após a saída do Egito, MOISÉS, recebeu de Deus, no alto do MONTE SINAÍ, as Tábuas da Lei. Eram os mandamentos que deveriam nortear o comportamento do povo em relação a DEUS e à comunidade. Os hebreus vagaram quarenta anos pelo deserto.
Moisés morreu antes de chegar à PALESTINA e foi substituído por JOSUÉ.

A Bíblia nos informa que um Faraó teve medo de que o povo de Israel tornasse numeroso e dominasse o Egito.Por isso ordenou que todos os recém-nascidos judeus do sexo masculino fossem mortos. Para salvar seu filho, uma judia colocou-o num cesto e lançou-o no Rio Nilo. O menino foi encontrado e criado por uma filha do faraó,foi chamado de Moisés que significa "salvo das águas".
Durante a juventude Moisés viveu na corte do faraó. Descobrindo sua origem, revoltou-se contra a opressão ao seu povo e o conduziu de volta a Canaã.

O JUIZADO

Josué liderou a luta de seu povo pela reconquista da Palestina que estava ocupada por vários povos. Essa luta levou o fortalecimento dos chefes militares, que assumiram o comando político e religiosos e são conhecidos como juizes.

Dentre eles destacaram-se: GEDEÃO, SANSÃO, SAMUEL.

Após a reconquista da Palestina, o território foi dividido entre doze tribos de Israel. Com o objetivo de manter a unidade do povo e garantir a defesa do território, Samuel, o último juiz por volta de ano 1000 a . C.., instituiu a monarquia.


Festa religiosa reunindo família judaica

MONARQUIA

A monarquia durou um século. O rei centralizava todo o poder, sendo ao mesmo tempo chefe religioso, político e militar. O primeiro rei foi SAUL. Em sue governo, os filisteus atacaram e derrotaram os hebreus. \para não cair em mãos inimigas, o rei suicidou.Seu sucessor foi DAVI, que unificou as tribos e estabeleceu em Jerusalém. Fez inúmeras campanhas expandindo o território da \Palestina. Os SALMOS, pomas contidos na BÍBLIA são atribuídos a DAVI.

Em 966 a .C.,foi sucedido por seu filho SALOMÃO, que herdou uma monarquia consolidada. Em seu governo houve grande desenvolvimento do comércio, do artesanato e das construções públicas.

Nessa época foi construído o TEMPLO DE JERUZALÉM, um santuário onde deveria ficar a ARCA DA ALIANÇA, uma urna com as TÁBUAS DA LEI. Para cobrir os gatos com a realização dessa obra, houve significativo aumento dos impostos, o que descontentou o povo.


Bracelete em ouro que pertenceu ao filho do rei Salomão

 

Foram instituídas várias festas religiosas como:

SABBAT: comemoração do sétimo dia da criação
PÁSCOA: comemoração do Êxodo
PENTECOSTE: comemoração do recebimento das Tábuas da Lei
TABERNÁCULOS: comemoração da permanência no deserto

Com a morte de SALOMÃO, seu sucessor não foi aceito pelos hebreus. Ocorreu o CISMA, que representou o rompimento da unidade política do povo hebreu.

As tribos formaram dois reinos:

ISRAEL: ao norte com a capital em SAMARIA formado por dez tribos
JUDÁ: ao sul com a capital em Jerusalém, formado por duas tribos

SALMO 2

DEUS, PASTOR DO HOMEM

O Senhor é meu pastor, nada me falta.
Em verdes prados ele me faz deitar
Conduz-me junto às águas refrescantes,
Refaz a minha alma.
Pelos caminhos retos ele me leva,
Por amor do seu nome.
Ainda que eu atravesse o vale escuro,
Nada temerei, pois estás comigo.
Vosso bordão e vosso báculo
São o meu amparo.
Preparais para mim a mesa
À vista de meus inimigos.
Ungis de óleo a minha cabeça,
Transborda a minha taça.
Graças à misericórdia hão de seguir-me
Por todos os dias da minha vida.
E habitarei na casa do Senhor
Na amplidão dos tempos.

A separação enfraqueceu o povo hebreu, que acabou sendo dominado pelos povos conquistadores do oriente Próximo. E, 722 a . C., o Reino de Israel, foi dominado pelos assírios, chefiados por SARGÃO II, em 586 a . c., o Reino de Judá caiu nas mãos dos caldeus comandados por NABUCODONOSOR.Muitos habitantes foram aprisionados e levados a BABILÔNIA ( CATIVEIRO DA BABILÔNIA)

Em 539 a .C., quando o Rei CIRO da PERSIA, dominou a MESOPOTÂMIA, libertou os hebreus e permitiu que voltassem a Palestina. Posteriormente, a Palestina foi conquistada por ALEXANDRE MAGNO da MACEDÔNIA -333 a . C.,- e pelos romanos - 63 a C. Em 70 d. C. os romanos destruíram o TEMPLO DE JERUSALÉM, provocando a revolta dos hebreus. A cidade de Jerusalém foi arrasada pelos invasores.

Mais tarde, em l3l d. C., o Imperador Romano Adriano empreendeu violenta repressão aos hebreus, levando-os a dispersar pelo mundo;esse episódio é conhecido como DIÁSPORA.

Durante muitos anos os judeus viveram em diferentes países, mas conseguiram manter a sua unidade cultural. Isso se deve a principalmente à religião, que os une. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos judeus conseguiram retornar à Palestina. Em 1948 foi criado e reconhecido o ESTADO DE ISRAEL.

IMPÉRIO PERSA

Durante séculos antes da criação do vasto Império Persa do sexto século a .c , uma série de povos de além do MAR CÁSPIO, estiveram movimentar-se no rumo do OCIDENTE. Alguns passaram para a Europa sul-oriental, enquanto outros se espalharam pela Ásia menor destruindo o IMPÉRIO HITITA,assolando a SÍRIA e a PALESTINA e mesmo atacando o Egito,os mais poderosos desses invasores foram os últimos a aparecer os MEDOS do Irã noroeste de nosso dias, que varreram a Assíria e se mudaram para a Ásia Menor.

Mas os medos não deveriam ser conquistadores de todas as antigas civilizações, pois em 550 a . C., seu rei foi derrubado por CIRO, o governante dos persas que eram estreitamente aparentados com os medos. Esses herdeiros dos séculos, que iriam edificar o último e macero dos impérios do Antigo oriente Médio, haviam vivido por desconhecido espaço de tempo na parte mais meridional do que á atualmente o Irã. Além de dar início a suas mais amplas conquistas, seu grande Rei Ciro, derrotou o rei dos medos e começou a movimentar-se para oeste. Em pouco tempo Ciro conquistou o reino LÍDIO de CRESO na Ásia menor e as cidades gregas da costa. A sequir aniquilou o IMPÉRIO CALDEU. Por volta de 538 a . C ., quando caiu BABILÔNIA, o domínio persa chegava as fronteiras do Egito, incluindo todas as outras terras.

Assim em onze anos Ciro bem merecera ser chamado de CIRO O GRANDE, pois transformara num dos grandes e principais lideres militares da história. Infelizmente pouco se conhece a respeito além da simples menção de suas vitórias. Merece nota especial, entretanto, a libertação dos judeus concedida por Ciro. Embora permaneça vago como personalidade, Ciro o grande é famoso como fundador de um Império que durou mais de dois séculos - até que outro gênio Alexandre Magno lhe pôs fim-.

CAMBISSES, o cruel filho de Ciro, arredondou as vitórias de seu pai com a tomada do Egito em 525 a . C.. só três anos depois o rei, que sofria de epilepsia, perdeu a cabeça e suicidou. Já irrompera uma revolução no Império, mas logo dominada pelos nobres que em 521 a . C., elevaram Dario ao trono.


A pintura tinha função decorativas, com temas religioosos ou cenas de guerras

Dario I o grande, como é chamado, dominou a Império de 521 a 486 a . C. Ocupou os primeiros anos de seu reinado em reprimir revoltas de povos submetidos em reforçar a organização administrativa do estado. Em ambas tarefas conseguiu êxito considerava, mas suas ambições de poder levar longe demais. A pretexto de reprimir as incursões dos citas, atravessou o Helesponto, conquistou uma grande parte da costa da Trácia e dessa forma provocou a hostilidade dos atenienses. Além disso, aumentou a opressão sobre as cidades jônicas da costa da Ásia Menor, que tinham caído sob o domínio persa com a conquista da Lídia.Interferiu em seu comércio, impôs-lhes tributos mais pesados e forçou os seus cidadãos a servir nos exércitos imperiais. O resultado imediato foi a revolta das cidades jônicas com o apoio de Atenas. Quando Dario tentou punir os atenienses pela participação na rebelião, encontrou-se envolvido numa guerra com quase todos os estados da Grécia.

REIS PERSAS

Ciro, o Grande = 550-529 a .C.
Cambisses =
529-521 a . C
Dario I =
521-485 a . C
Xerxes I =
485-465 a . C.
Artaxerxes =
465-425 a . C
Xerxes II =
-424 a . C.
Dario II =
423-404 a . C
Artaxerxes II =
404-358 a . C
Artaxerxes III =
358-338 a . C
Dario III = 3
36-330 a .C.

Em teoria o rei persa era um monarca que governava pela graça do deus da luz. Nenh8uma constituição ou princípio da justiça limitava a sua autoridade soberana. Na ética porém, devia deferência aos principais nobres do reino, e dispersar alguma consideração aos costumes antigos e as leis tradicionais dos medos e depois persas.

Para efeito da administração local o império era dividido em vinte e uma sátrapa ou governador civil. Apesar de absoluto em todos os assuntos de jurisdição civil, o sátrapa não tinha autoridade militar. As forças militares eram confiadas ao comandante das guarnições em toda a província, como uma salvaguarda adicional, designava-se um secretário para cada província a fim de examinar a correspondência do sátrapa e denunciar quaisquer provas de deslealdade. E finalmente para maior segurança, o rei enviava inspetores especiais uma vez por ano, com uma poderosa guarda, afim de visitar cada província e investigar a conduta do governo.

Esses funcionários eram conhecidos como "olhos e ouvidos do rei" eram geralmente membros da família real ou outras pessoas em que o monarca poderia depositar toda a sua confiança.

RELACIONAMENTO DOS PERSAS COM OS POVOS VENCIDOS

Ao contrário do modo extremamente cruel dos Assírios, os persas tratavam os povos submetidos de maneira mias tolerante, respeitando sua religião e seus costumes, desde que não se revoltassem.

O rei persa, porém, não deixava de ser tirano com os povos conquistados, impondo-lhes elevados tributos e obrigando-lhes ao serviço militar sob o comando de oficiais persas. Aqueles que desobedecessem às ordens do governo persa podiam ser esfolados vivos, ter seus corpos mutilados ou mesmo sofrer decapitação

Apesar de trabalhoso e caro o sistema funcionou tão eficientemente que as revoltas dos sátrapas figuraram entre as causas principais da queda da Pérsia.

Quase toda a atividade do governo imperial visavam a fins de eficiência militar e segurança política. Dario I principalmente enviou esforços para adestrar os jovens de nacionalidade persas em hábitos que os tornassem aptos a vida militar. Procurou incutir nas classes superiores as virtudes de austeridade, de lealdade e da honra e impedir que sucumbissem ao luxo e ao vício. Todos os seus esforços foram afinal em vão pois os persas não colocaram remitência mais do que os assírios, as tentações de um poder e de uma riqueza inesperada.Outro trabalho importante do governo foi a construção de uma esplêndida rede de estradas, a melhor que se conheceu da época dos romanos. A mais famosa era a ESTRADA REAL de cerca de 2.500 Km de extensão que ligava SUSA A SARDIS.

Tão bem conservada era esta estrada real que os mensageiros do rei, viajando noite e dia, podiam cobrir sua extensão total em menos de uma semana.

Quase todas as províncias eram ligadas a uma ou outra das quatro capitais persas: SUSA, PÉRSEPOLIS, BABILÔNIA, ÉCBATONA

Ainda que contribuindo naturalmente para o desenvolvimento do comércio, essas estradas foram construídas com o objetivo principal de facilitar o controle sobre as partes remotas do Império.

A boa condição das estradas possibilitou o desenvolvimento de um eficiente serviço de correios, com diversos postos espalhados pelo caminho. A adoção da língua aramaica em todos os documentos oficiais foi mais uma das medidas adotadas que visava a unidade do Império.

A economia persa era baseada na agricultura ( centeio, trigo, cevada ) e na criação do gado. Com a expansão do Império, cada região ainda exercia suas atividades costumeiras. Entretanto, a unidade política imposta e a construção de estradas que facilitou a comunicação entre as satrapias, incentivaram o crescimento das atividades artesanais e do comércio.

Para facilitar as trocas mercantis, Dario mandou cunhar moedas de ouro - daricos - ( importantes sociedades do mundo antigo, egípcios, babilônios, desenvolveram-se sem a utilização da moeda - dinheiro. As transações comerciais faziam-se pela troca direta de um produto por outro.Mais tarde em algumas regiões, estabeleceu-se o uso da certos objetos como unidades de valor para facilitar as trocas.

Exemplos: anzóis, bois, alimentos. Segundo o historiador JEAN PIERRE VERMANT, a moeda no sentido atual (cunhada) e garantida pelos Estado é uma invenção grega do século VI a . c ) mas a quantidade foi insuficiente.

Posteriormente, permitiu-se a cunhagem de moedas de prata cuja a quantidade ainda não atendia às necessidades do comércio.

Na verdade, os reis persas em vez de cunhar moedas, preferiram acumular tesouros em metais preciosos, obtidos dos tributos arrecadados dos súditos.

A ampla atividade comercial era efetuada pela população dominada pelo Império Persa que estava submetida ao pagamento de pesados tributos e prestação de serviços públicos, seja nas grandes obras urbanas e construção de estradas, seja no exército constituindo a servidões coletiva, típica do Oriente Antigo. Boa parte da atividade comercial que contava com a rede de estradas e garantias imperiais era realizada pelos babilônios, fenícios e judeus, enquanto as atividades agrícolas, pelo restante da população subjugada.

Embora a outros respeitos, muito devessem a seus vizinhos mais civilizados, não precisaram os persas de obter empréstimos no campo da religião. A sua própria religião o ZOROASTRISMO, foi das maiores entre todas as religiões do Antigo Oriente, só rivalizada pelo dos hebreus, no seu melhor estágio, e pela dos hindus do Pendjab, que Dario conquistou.

O grande mestre religioso dos persas foi um homem conhecido como ZOROASTRO OU ZARATRUSTRA,que viveu provavelmente na última metade do século VII e na primeira parte do século VI a . C.. Antes dessa época, os persas tinham uma religião primitiva baseada na adoração de muitos deuses representativos das forças da natureza. Os rituais de adoração eram dirigidos por sacerdotes chamados magos. Como os profetas hebreus, Zoroastro procurou expurgar essa religião da superstição e da mesquinharia para ergue-la a um plano ético mais elevado. Teve sucesso nisso, apesar da oposição do velho clero e seus conceitos religiosos foram depois aceitos pela corte no século VI a . C.

A reforma religiosa que Zoroastro inspirou estabeleceu a adoração de um deus AHURA-MAZDA ou ORMUZD. Era um deus de retidão e verdade que revezava seus preceitos e a seu profeta Zoroastro. A ele impunha um mal espírito, ANGRA-MAINYU ou ARIMÃ, que representava a mentira, isto é a negação da verdade. O mundo do homem era concebido como um gigante campo de batalha, em que lutavam as forças do bem e do mal. Cada homem devia escolher o lado de um ou de outro desses deuses em guerra a quem serviria.Podia se quicé servir a Arimã e naturalmente esse deus do mal o tentaria faze-lo. Mas se em vez disso, preferisse servir o deus da bondade, devia tomar papel ativo como soldado da causa do bem, sem mostrar complacência ou piedade com o outro lado.

O próprio Zoroastro pretendia que a sua religião fosse monoteísta. Considerava Ahura-Mazda um poder supremo que permitia aos homens escolhessem entre o bem e o mal, mas punia os que fizessem esta última escolha. Alguns de seus discípulos, porém modificaram esse monoteísmo ao ensinarem que o mal era obra de um segundo deus, Arimã. Posteriormente, ainda outras divindades, foram reconhecidas. Assim, MITRA, um dos antigos deuses persas, reapareceu como ajudante de Ormuzd, e Anahita, uma deusa semítica da fertilidade foi adotada.Mais tarde, os antigos sacerdotes, os Magos, recuperaram o poder e mais uma vez o ritualismo se tornou importante.

Zoroastro acredita na imortalidade e seu ensinamento a esse respeito é de crucial significação.O deus do mal estava fadado a ser por fim derrotado, embora ele e suas cortes o ignoravam. Essa derrota final do mal viria no dia do último grande julgamento, quando os mortos retornariam a vida. Nesse meio tempo, as almas dos mortos sobreviveriam em outro mundo, onde receberiam o tratamento que houvessem merecido por sua vida na terra. Três dias após a morte, cada alma era levada a uma grande ponte, que atravessava as profundezas do inferno. Se o bem que o homem houvesse praticado na terra não ultrapassasse o mal, sua alma atravessaria a ponte para um mundo de celestes felicidades, mas se os feitos do homem o revelasse como um servo do mal sobre a aterra, a ponte se estreitaria e sua alma seria precipitada no refino da pesada escuridão. Contudo, mesmo essas almas não permaneciam no inferno para sempre, pois isso deixaria muitas criaturas de ORMUZD em mãos dos inimigos. Mais tarde no dia do ajuste final, o mal seria purificado em metal derretido, que para o bem, é tão agradável como leite quente. Assim o próprio inferno seria purificado e a vitória pertenceria à verdade e à bondade.

O ZOROASTRISMO ATUALMENTE

A maior contribuição da civilização persa foi no campo da religião. Zoroastro, que viveu de 628-55l a . c., fundou o zoroastrismo a religião dos persas. Esta doutrina pregava o JUIZO FINAL e a vida eterna no paraíso para os bons. Este princípio religioso influenciou o judaísmo e o cristianismo, que também concebiam o julgmento final.

O zoroastrismo se tornou a força religiosa dominante no IRÃ; seu culto ainda é praticado atualmente naquele país. Com a chegada do islamismo, a religião quase desapareceu, embora existam muitos praticantes na Ásia e nos Estados Unidos da América do Norte. Porém o grupo mais numeroso se encontra na Índia. Os adeptos da religião são chamados de parses. Eles deixaram o Irã no fim do século XIX e foram para a Índia. Estabeleceran-se na região de BOMBAIN.

A religião dos persas, tal como ensinada por Zoroastro, não permaneceu por muito tempo em seu estado original. Foi corrompida principalmente pela persistência de superstições primitivas, pela magia e pela ambição do clero. Quanto mais a religião se estendia, tanto mais nela se enxertavam essas relíquias do barbarismo. Com o passar dos anos a influência da crença de outras terras, particularmente as dos caldeus, determinou novas modificações. O resultado final foi o desenvolvimento de uma poderosa síntese na qual o primitivo sacerdotalismo, o messianismo e o dualismo dos persas e combinavam como pessimismo e o fatalismo dos neobabilõnicos.

Desta síntese emergiu aos poucos uma produção de cultos, semelhantes em seus dogmas, básicos, mas concedendo a eles valores diferentes.O mais antigo dos cultos era o mitraísmo nome que se deriva de MITRA, o principal lugar-tenente deA MAZD na luta contra as forças do mal.

Mitra a principio, era apenas uma divindade menor da religião zoroástrica, encontrou finalmente agasalho no coração de muitos persas, como Deus mais merecedor de orações. A razão desta mudança foi, provavelmente, a auréola emocional que cercava os acidentes da vida. Acreditava-se que nascera num rochedo, em presença de um pequeno grupo de pastores, que lhes trouxeram presentes em sinal de reverência pela sua grande missão na terra. Passou então a sujeitar os seres vivos que encontrava, conquistando e tornando úteis ao homem muitos deles. Para melhor desempenhar essa missão, fez um pacto com o sol, obtendo calor e luz para que as plantações pudessem florescer. O mais importante de seus feitos, contudo, foi a captura do touro divino. Agarrando o animal pelos chifres, lutou desesperadamente até força-lo a entrar numa caverna, onde em obediência a uma ordem do sol, o matou. Da carne e do sangue do touro proveriam todas as espécies de ervas, grãos e outras plantas valiosas para o homem. Mal esses feitos foram realizados, Ahriman provocou uma seca na terra, mas Mitra enfiou a sua lança numa rocha e as águas dela borbulharam. Em seguida o Deus do mal mandou um dilúvio, mas Mitra mandou construir uma arca para permitir a salvação de um homem com seu rebanho. Depois de terminado os seus trabalhos, Mitra, participou de um festim sagrado com o sol e subiu aos céus.

No devido tempo voltará e dará a todos os crentes a imortalidade.

A herança deixada pelos persas, ainda que não tenha sido exclusivamente religiosa, continham muitos elementos da natureza secular. A forma de governo característica desse povo foi adotada pelos monarcas romanos de época avançada, não no seu aspecto puramente político mas no seu caráter de despotismo de direitos divino. Quando os imperadores como Diocleciano, Constantino I invocaram a autoridade divina como base de seu absolutismo e exigiram que os súditos se prostrassem na sua presença, estavam na realidade identificando o estado com a religião como os persas tinham feito na época de Dario. São também discerníveis traços da influência persa em certos filósofos helenistas, mas ainda aqui essa influência foi essencialmente religiosa, pois se limitou quase inteiramente às teorias místicas dos neoplatônicos e dos seus aliados filosóficos.

Fonte: paginas.terra.com.br

Mesopotâmia

Berço de algumas das mais ricas civilizações humanas, a Mesopotâmia viu surgir os primeiros impérios, as primeiras cidades da antiguidade e algumas importantes invenções do homem, como a escrita e a legislação. A Mesopotâmia (em grego, região entre rios) está situada na região delimitada pelos rios Tigre e Eufrates, no sudoeste da Ásia.

Embora seus limites variassem em diferentes períodos de sua história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na antiguidade, o território do atual Iraque, ficando ao norte a cordilheira dos Taurus, que a separa da Armênia, ao sul o golfo Pérsico, a oeste a Assíria e a leste a Síria.

O limite entre as regiões norte, montanhosa, e a sul, plana, era a zona de Bagdá, onde mais se aproximam os rios Tigre e Eufrates.

Os romanos as denominaram, respectivamente, Mesopotâmia e Babilônia.


Gênio alado - 883/859 a.C. - Palácio de Assurnasirpal II, Calach.

Muitos grupos étnicos tentaram fixar-se na região, e esses movimentos migratórios acabaram por fazer surgir importantes civilizações, como a dos assírios, que ocuparam a área montanhosa, e a dos sumérios e babilônios, instalados nas planícies do sul. A essência da cultura Suméria se manteve mesmo após a desintegração do estado sumério e por isso pode-se, apesar da grande diversidade dos grupos étnicos, falar de uma civilização mesopotâmica.

Os primeiros imigrantes chegaram à Mesopotâmia no quarto milênio a.C.

Fixaram-se no sul e ali criaram o que teria sido, segundo a tradição suméria, seu primeiro núcleo urbano, Eridu. O povoamento tornou-se mais intenso no milênio seguinte, com um novo movimento migratório, procedente do leste. Ao mesmo tempo, no norte, grupos de origem semítica formavam uma nova cultura, que assumiria gradativamente papel preponderante na região.

A Mesopotâmia era, de todo modo, povoada por dois povos de origens distintas, o que explica as denominações de terra de Sumer (sul) e Acad (norte).

Do ponto de vista cultural, os grupos que habitavam a área no chamado período Obeid I eram atrasados em relação aos povos do sul, mas alguns centros, como Nínive, já se assemelhavam mais a cidades do que a aldeias.

Os habitantes do norte expandiram-se para o sul, no século XXIV a.C., e fundaram um reino unificado sob o governo de Sargão, criador de uma dinastia semítica, cuja capital era a cidade de Acad. Os invasores não possuíam cultura própria, motivo pelo qual absorveram a cultura e as técnicas de guerra do sul.

Assim, a transferência do centro do poder político, de início instalado na cidade de Acad, para Nínive ou Babilônia, não teve influência na evolução cultural da região. Com a terceira dinastia de Ur, cujos domínios incluíam a Assíria, praticamente completou-se a unificação da Mesopotâmia. O norte preservava apenas seu idioma semita, escrito, porém, em caracteres cuneiformes sumérios.

Por volta de 2000 a.C., invasores elamitas e amorritas derrubaram essa terceira dinastia de Ur. Após um período de destruições, o sul voltou a prosperar, enquanto, no norte, Assur tornou-se independente e na Babilônia surgiu uma dinastia local, amorrita, apoiada pelos semitas acadianos. O mais poderoso soberano da Babilônia foi Hamurabi, responsável por uma nova unificação da Mesopotâmia. Seu império se estendeu do golfo Pérsico até o norte de Nínive, e das montanhas elamitas até a Síria.

A região logo voltaria a ser dividida, entretanto, entre o sul e o norte, depois que os reis cassitas derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa e a adoção do sistema feudal.

A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção literária. Algumas das obras do período configuraram um padrão para épocas posteriores, até mesmo para a redação da epopéia de Gilgamesh. Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo em que o poderio dos assírios cresceu consideravelmente.

Nesse período, invasores indo-europeus criaram diversos estados na região, entre os quais o reino de Mitani. No século XII a.C., o poderio assírio chegou ao apogeu sob o reinado de Tukulti-Ninurta I. A Assíria dominava então toda a região localizada a leste do Eufrates. Os sucessores do soberano não conseguiram manter o território, cuja desintegração política foi motivada também pela chegada à região de diversas tribos de arameus, que aí fundaram vários reinos independentes. Nos séculos seguintes, os reinos arameus começaram a ser incorporados ao império da Assíria, a que a Mesopotâmia voltou a ficar subordinada.

Nesse período, a ascensão de uma das tribos dos arameus, os caldeus, contribuiu de maneira significativa para a queda do poderio da Assíria e para o estabelecimento, no sul da região, do reino neobabilônico de Nabopolassar.

Esse soberano firmou com Ciaxares, da Média, uma aliança que dividiu a Mesopotâmia entre medos e babilônicos, situação que se manteve até 539 a.C., quando a região foi transformada numa satrapia do império persa durante o reinado de Ciro. No período, registrou-se um florescimento cultural, em que a literatura, a religião e as tradições sumérias e babilônicas eram preservadas nas escolas dos templos. Em 331 a.C., a vitória de Alexandre o Grande sobre Dario III marcou o início da colonização macedônica.

A Babilônia tornou-se então importante centro cultural, verdadeiro ponto de encontro entre as culturas grega e oriental. Com a morte de Alexandre, instalou-se uma Dinastia Selêucida que governou por pouco mais de um século. Por volta de 140 a.C., a Mesopotâmia foi incorporada ao império parta.

No ano 115 da era cristã, o imperador romano Trajanus submeteu a região até Singara. Sob o domínio de Roma, foi gradativa a difusão do cristianismo, por intermédio dos cristãos da Síria, que fundaram o bispado de Edessa.

Esse bispado converteu-se depois à heresia nestorianista, cujos integrantes se congregaram em Nísibis, em meio a uma complicada situação religiosa, na qual as decisões do Concílio de Calcedônia contra o monofisismo acabaram por provocar a divisão dos cristãos em três grupos: nestorianos, jacobitas e melquitas.

A partir do século III, a luta de Roma dirigiu-se contra as pretensões sassânidas na Mesopotâmia. Em meio à desordem política generalizada, a Mesopotâmia converteu-se, por dez anos, em porção do reino de Palmira, até a expedição do imperador Aurelianus.

A luta contra os persas, porém, prosseguiu até o ano 298, quando Diocletianus submeteu a Mesopotâmia, até o Tigre, ao poder de Roma. Todavia, a luta continuou e, em 363, os romanos conseguiram uma trégua, mas tiveram que ceder Singara e Nísibis. Depois de recuperar suas antigas fronteiras, perdidas durante o avanço de Khosro I, por volta de 530, a Mesopotâmia bizantina foi obrigada a enfrentar o agravamento do conflito com os persas, com a perda de diversas cidades e o exílio de grande número de cristãos.

Fonte: nomismatike.hpg.ig.com.br

Mesopotâmia

As primeiras civilizações surgiram na Mesopotâmia (3 500 a.C.), entre os rios Tigre e Eufrates.

A localização era propícia para a agricultura, pois, como fica entre dois rios, as terras eram muito férteis, provocando o aparecimento de tribos com moradias fixas. Praticando a agricultura, eles eram obrigados a permanecer por um período relativamente longo à espera da colheita. Estes povos já não viviam apenas da caça, pesca e frutos encontrados na natureza; eles cultivavam a terra, plantavam e colhiam para o seu sustento.Com a prática da agricultura, conseguiam uma produção acima do mínimo necessário para a sobrevivência.

Foram os Sumérios, um dos povos da Mesopotâmia, que inventaram a escrita. Eles escreviam numa placa de argila com a ajuda de bastonetes, deixando marcas de cunha, daí o nome "escrita cuneiforme".

Os mesopotâmios já contavam muito com a colheita, mesmo não conseguindo uma boa caça, eles tinham como se alimentar.

E, para que tivessem sucesso na agricultura, eles tiveram que aprender a construir açudes e controlar as enchentes. Regular o comércio, determinar a área de um terreno ou construir grandes edifícios eram outros desafios para aqueles povos. Sentiram então a necessidade de desenvolver a Matemática.

Foram os babilônicos, outro povo da Mesopotâmia, que nos deixaram os seguintes conhecimentos:

O ano de 365 dias;
O ano dividido em 12 meses;
A semana de 7 dias;
O dia de 24 horas;
A hora de 60 minutos;
O minuto de 60 segundos;
A divisão do círculo em 360 partes;
O processo da multiplicação;
O horóscopo e os doze signos zodíacos;
A previsão dos eclipses.

Os agricultores observavam o Sol, que aquecia e iluminava a terra. Aprenderam que para cada época do ano era mais produtivo um determinado tipo de trabalho no campo; épocas mais quentes, mais frias, secas, chuvosas etc. Notaram que o ponto onde o Sol surgia no horizonte repetia-se a cada 365 dias, chamando esse período de ano.

Os pastores levavam as ovelhas para pastar durante a noite, para fugir do forte calor. Assim, observavam a Lua, noite após noite. Notaram que a cada 7 dias o "formato" da Lua mudava e que, a cada 28 dias, repetia a forma primitiva da Lua. Aos 7 dias que duravam cada "formato" da Lua, chamaram de semana e aos 28 dias que duravam os quatro diferentes "formatos" da Lua, mês.

O mês lunar era de 28 dias.

Considerando-se 12 meses: 12 x 28 = 336 dias. Para fazer concordar o calendário solar com o lunar, resolveram aumentar alguns dias a cada mês fazendo com que somando-se os doze meses resulte em 365 dias.

Com o surgimento do comércio, sentiram a necessidade de números, representando quantidades. Os números também eram representados por figuras na forma de cunha.

Assim:



Mesopotâmia 1

Mesopotâmia 4
Mesopotâmia7


Mesopotâmia 2

Mesopotâmia 5
Mesopotâmia8



Mesopotâmia 3

Mesopotâmia 6
Mesopotâmia9

O símbolo Mesopotâmia( na horizontal ) representava o dez. Assim, escreviam o dez, seguidos de símbolos que representavam as unidades.

Mesopotâmia                10 Mesopotâmia            20
Mesopotâmia        11 Mesopotâmia30
Mesopotâmia     12 Mesopotâmia   40
Mesopotâmia13 Mesopotâmia 50

O número 62 era representado comoMesopotâmia difere do número 3 pelo espaço deixado entre o primeiro símbolo , que representa o 60. e os símbolos representando o 2 . Observe:

Mesopotâmia63 Mesopotâmia65
Mesopotâmia64 Mesopotâmia66
Mesopotâmia68

Como 70 = 60 + 10, representava-se Mesopotâmia

Mesopotâmia71 Mesopotâmia85
Mesopotâmia72 Mesopotâmia89
Mesopotâmia73 Mesopotâmia 92
Mesopotâmia90 Mesopotâmia110
Mesopotâmia100  

O número 120 era representadoMesopotâmia ( 2 x 60 ) , facilmente confundido com o número 2.

E assim, existiam outros números representados pelos mesmos símbolos, diferenciando apenas com os espaços deixados entre eles.

O símboloMesopotâmia podia representar o número 1 ou o número 60 . Na época criava-se muita confusão, pois, o zero (o símbolo para representar o nada ainda não era conhecido).

O símbolo para representar o nada, só surgiu depois do desaparecimento da civilização mesopotâmia. Com o desaparecimento da civilização mesopotâmica, desapareceu também o sistema de numeração.

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

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