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Protestantismo

O termo "evangélico" na América Latina, designa as religiões cristãs originadas ou descendentes da Reforma Protestante Européia do século XVI. Está dividido em duas grandes vertentes: o protestantismo tradicional ou histórico, e o pentecostalismo. Os evangélicos que hoje representam 13% dos brasileiros, ou mais de 23 milhões de pessoas, vem tendo um crescimento notável (no Censo de 1991 eram apenas 9% da população - 13,1 milhões). As denominação pentecostais são as responsáveis por esse aumento.

Protestantismo histórico - Esse grupo surge no Brasil de duas formas: uma decorre da imigração e a outra, do trabalho missionário. O protestantismo de imigração, forma-se na primeira metade do século XIX, com a chegada de imigrantes alemães ao Brasil, em especial à Região Sul, onde fundam, em 1824, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil. As igrejas do protestantismo de missão são instituídas no país na segunda metade do século XIX, por missionários norte-americanos vindos principalmente do sul dos Estados Unidos e por europeus. Em 1855, o escocês Robert Reid Kelley funda, no Rio de Janeiro, a Igreja Congregacional do Brasil. Segundo o Censo de 1991, os protestantes tradicionais são 3% da população brasileira e estão concentrados, em sua maioria, no sul do país. Nas últimas décadas, com exceção da Batista, as igrejas protestantes brasileiras ou estão estagnadas, apenas em crescimento vegetativo, ou em declínio. Seus integrantes têm, em média, renda e grau de escolaridade maiores que os dos pentecostais.

Luteranos - As primeiras comunidades luteranas de imigrantes alemães se estabelecem no Brasil a partir de 1824, nas cidades de São Leopoldo (RS), Nova Friburgo (RJ), Três Forquilhas (RS) e Rio de Janeiro (RJ). O primeiro templo é construído em 1829, em Campo Bom (RS), e os pastores europeus chegam depois de 1860. Em 1991, há 1 milhão de membros, localizados principalmente no Rio Grande do Sul, e 1,1 milhão em 1995. Até 2000, o número de luteranos, bem como dos demais protestantes históricos, não sofre alteração significativa. Os luteranos, como os anglicanos, estão mais próximos da teologia professada pela Igreja Católica. Em 1999 chegam a assinar um documento histórico em que colocam fim às suas divergências sobre a salvação pela fé. Das correntes luteranas, a maior e mais antiga no Brasil é a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, com 410 paróquias espalhadas por todos os estados brasileiros, segundo dados da própria igreja. Posteriormente, surgem outras correntes luteranas, como a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, vinda dos Estados Unidos no início do século XX.

Metodistas - Primeiro grupo de missionários protestantes a chegar ao Brasil, os metodistas tentam fixar-se no Rio de Janeiro em 1835. A missão fracassa, mas é retomada por Junnius Newman em 1867, que começa a pregar no oeste do estado de São Paulo. A primeira igreja metodista brasileira é fundada em 1876, por John James Ranson, no Rio de Janeiro. Concentrados sobretudo na Região Sudeste, os metodistas reúnem 138 mil fiéis e 600 igrejas em 1991, conforme censo do IBGE. De acordo com o livro Panorama da Educação Metodista no Brasil, publicado pelo Conselho Geral das Instituições Metodistas de Ensino (Cogeime), atualmente são 120 mil membros, distribuídos em 1,1 mil igrejas. Entre os ramos da igreja metodista, o maior e o mais antigo é a Igreja Metodista do Brasil. Sobressaem também a Igreja Metodista Livre, introduzida com a imigração japonesa, e a Igreja Metodista Wesleyana, de influência pentecostal, estabelecida no Brasil em 1967. Os metodistas participam ativamente de cultos ecumênicos. Na educação têm atuação de destaque no ensino superior, com 23 mil alunos matriculados em 2000.

Presbiterianos - A Igreja Presbiteriana do Brasil é fundada em 1863, no Rio de Janeiro, pelo missionário norte-americano Ashbel Simonton. Maior ramo da igreja presbiteriana do país, possui 150 mil membros, 600 pastores e 700 igrejas. Em 1903 surge a Igreja Presbiteriana Independente, com cerca de 50 mil membros. Há ainda outros grupos, como a Igreja Presbiteriana Conservadora (1940) e a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1966), que somam 5 mil membros. Esta última é a igreja protestante brasileira mais aberta ao ecumenismo. Um de seus fundadores, o reverendo Jaime Wright (1927-1999), foi um dos religiosos que se destacaram na luta contra a tortura durante o regime militar de 1964. Na década de 70 surgem grupos com características pentecostais, como a Igreja Cristã Presbiteriana, a Igreja Presbiteriana Renovada e a Igreja Cristã Reformada. Pelo censo de 1991, têm 498 mil membros. Os presbiterianos mantêm na capital paulista uma das mais importantes universidades do Brasil, a Mackenzie.

Adventistas - Os primeiros adeptos da Igreja Adventista surgem em 1879, em Santa Catarina. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, a maior desse ramo no país, é organizada em Gaspar Alto (SC), em 1896. Em 2000, a instituição estimava ter quase 1 milhão de membros e 3.696 igrejas. Entre os outros ramos que aqui se desenvolvem estão a Igreja Adventista da Promessa e a Igreja Adventista da Reforma. Os adventistas mantêm uma extensa rede hospitalar e estão em todos os estados brasileiros.

Batistas - Os batistas chegam ao Brasil após a Guerra Civil Americana e se estabelecem no interior de São Paulo. Um dos grupos instala-se em Santa Bárbara d'Oeste (SP) e funda, em 1871, a Igreja Batista de Santa Bárbara d'Oeste, de língua inglesa. Os primeiros missionários desembarcam no Brasil em 1881 e criam no ano seguinte, em Salvador, a primeira Igreja Batista brasileira. Em 1907 lançam a Convenção Batista Brasileira. Em meados do século, surgem os batistas nacionais, os batistas bíblicos e os batistas regulares, que somam 233 mil membros. Em 1991, o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, registra 1,5 milhão de membros em todo o país.

Fonte: www.portalbrasil.net

Protestantismo

No século 16, um padre alemão chamado Martinho Lutero iniciou um movimento de reforma religiosa que culminaria num cisma, ou seja, numa divisão no seio da Igreja Católica. Foi assim que surgiram outras igrejas, igualmente cristãs, mas não ligadas ao Papado.

Lutero e os outros reformistas desejavam que a Igreja Cristã voltasse ao que eles chamavam de "pureza primitiva". Tais idéias foram detalhadas em 95 teses, elaboradas por Lutero, porém resultantes de uma série de discussões que envolveu boa parte do clero alemão. Entre outras propostas, sugeria-se a supressão das indulgências - que consistiam na remissão das penas referentes a um pecado, a partir de certos atos de devoção e piedade e até mesmo da compra do perdão por meio das autoridades eclesiásticas. A mediação da Igreja e dos Santos também deixaria de existir, prevalecendo então a ligação direta entre Deus e a humanidade. É por isso que, nas igrejas protestantes, não vemos imagens de santos e nem temos o culto à Virgem Maria, mãe de Jesus.

Originalmente, Lutero e seus pares não pretendiam provocar um cisma na Igreja, mas apenas rediscutir algumas diretrizes e efetuar mudanças. Porém, em 1530, Lutero foi excomungado pelo Papa. Essa medida alterou radicalmente os rumos da fé cristã na Europa e no mundo.

O primeiro país a aderir ao luteranismo foi a Alemanha, berço de Lutero. Depois, a Reforma irradiou-se pela Europa. Em 1537, a Dinamarca, a Suécia, a Noruega e a Islândia já tinham aderido aos princípios luteranos. Na Suíça, foi um ex-padre, Huldreich Zwingli, quem difundiu o protestantismo e, na França, o propagador foi João Calvino (1509-1564). A Reforma Protestante também triunfou na Escócia e nos Países Baixos.

Igrejas Protestantes

O Calvinismo

A corrente protestante iniciada na França por João Calvino apóia-se em três pilares principais: a supremacia da palavra de Deus, exposta na Bíblia; a exaltação da fé; e a predestinação.

A predestinação ensina que Deus escolhe previamente aqueles que serão "salvos" - ou seja, os "eleitos". A busca da realização material (no setor profissional e nas finanças, por exemplo) também é valorizada por essa doutrina, que enaltece a importância do trabalho do homem, no sentido de "aperfeiçoar" a criação divina. Além disso, a prosperidade material pode ser entendida como um sinal de salvação, isto é, de predestinação positiva. Nesse ponto, o calvinismo apresentou uma abordagem muito mais confortável para a burguesia que florescia na Europa daquele período, em contraposição à idéia da pobreza como sinônimo de virtude, defendida por algumas correntes do catolicismo.

Hoje, o protestantismo ocorre em várias partes do mundo, sob diferentes formas de apresentação. Temos os cultos sóbrios e bem-comportados, como o Luterano, o Batista e o Presbiteriano, e também os rituais exuberantes e extáticos das mais recentes igrejas pentecostais.

Conheça algumas especificações sobre diferentes doutrinas cristãs não-católicas. Ressaltamos que não enumeramos aqui todas as igrejas cristãs protestantes, mas somente algumas delas.

Culto Batista

A proclamação do Evangelho é a essência da fé batista. Nas celebrações religiosas, os cânticos de louvor a Deus se alternam com as orações e leituras bíblicas. Os membros da igreja são incentivados a convidar outras pessoas a participarem das celebrações. Os fiéis também têm o dever de contribuir com o dízimo, de orar diariamente e de participar de algum trabalho dentro da Igreja.

Mensalmente, os batistas participam da "Santa Ceia", compartilhando pão e suco de uva (que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo). O Batismo é feito por submersão, ou seja, o fiel mergulha de corpo inteiro nas águas, diferentemente do uso católico.

Culto Luterano

Os luteranos defendem a idéia de que todas as igrejas que pregam o Evangelho são dignas e devem ser reconhecidas pelos demais cristãos. Isso os torna mais abertos e progressistas do que os adeptos de algumas outras denominações protestantes.

Em essência, o luteranismo ensina que a Igreja é uma espécie de "materialização" do próprio Cristo. Em suas celebrações, costuma-se proceder à leitura bíblica, às orações (de agradecimento, louvor e súplica), à meditação e à entoação de salmos e hinos.

Culto Metodista

A exemplo de outras correntes protestantes, a Igreja Metodista tem no culto dominical sua mais importante cerimônia periódica. Mas, no decorrer da semana, os fiéis costumam participar de outros encontros, formando grupos de oração, de estudos bíblicos, de trocas de informações e testemunhos etc. Eventualmente, são realizadas as chamadas "Festas de Amor", ou "Ágapes", em que os irmãos se reúnem para compartilhar o pão e a água e para discorrer sobre suas experiências na vida cristã.

A doutrina metodista estimula principalmente a prática devocional cotidiana, da qual fazem parte a meditação, a oração no lar, a leitura diária das Escrituras Sagradas e os cultos domésticos.

O principal ensinamento metodista é o de que Deus mostra os nossos pecados e nos perdoa, na proporção do nosso arrependimento. Em resposta, Ele espera receber a nossa gratidão, o nosso amor, a nossa obediência e, acima de tudo, a nossa fé.

Culto Presbiteriano

Para os presbiterianos, nada acontece sem a Vontade de Deus. Assim, é Ele quem busca aqueles que vão servi-Lo e lhes concede a oportunidade do arrependimento, do perdão e da redenção. Em Jesus Cristo, Deus expressa seu amor infinito pelos homens; o objetivo de todo fiel deve ser igualar-se a Jesus, para alcançar a plena comunhão com o Criador.

Além de participar dos cultos dominicais, dos estudos bíblicos e de outras reuniões semanais, o fiel é exortado a praticar outras atividades cristãs cotidianas: ele deve orar, ler a Bíblia e manter-se continuamente em sintonia com Deus.

As festividades presbiterianas mais importantes são: o Advento (em que é relembrada a vinda de Jesus, com ênfase no seu próximo retorno); o Natal; a Epifania (comemoração da manifestação de Cristo a todos os povos); a Quaresma, que culmina na Páscoa (em que são relembradas a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo); a Ascensão (celebração da elevação física de Jesus ao Reino de Deus); e o Pentecostes (que é a manifestação do Espírito Santo de Deus entre os homens).

As ofertas doadas pelos fiéis no decorrer dos cultos, bem como a entrega do dízimo, simbolizam a alegria da comunidade com as benesses concedidas pelo Criador.

As festividades presbiterianas mais importantes são: o Advento (em que é relembrada a vinda de Jesus, com ênfase no seu próximo retorno); o Natal; a Epifania (comemoração da manifestação de Cristo a todos os povos); a Quaresma, que culmina na Páscoa (em que são relembradas a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo); a Ascensão (celebração da elevação física de Jesus ao Reino de Deus); e o Pentecostes (que é a manifestação do Espírito Santo de Deus entre os homens).

As ofertas doadas pelos fiéis no decorrer dos cultos, bem como a entrega do dízimo, simbolizam a alegria da comunidade com as benesses concedidas pelo Criador.

Culto Pentecostal

A aproximação entre Deus e o fiel é o pilar sobre o qual se apóiam os cultos pentecostais de um modo geral. Aliás, cabe ressaltar que esse ramo do protestantismo é o que mais cresce nos dias de hoje, não somente no Brasil, mas também em outros países.

A exaltação, a fé proclamada em altos brados e a crença no Batismo pelo Espírito Santo (Pentecostes) são as características principais das cerimônias realizadas por essas igrejas. O roteiro seguido no decorrer dos cultos é praticamente o mesmo adotado nas igrejas batistas, com a diferença de que as orações e os hinos são entoados com um entusiasmo e um fervor ainda maiores. Além disso, boa parte do culto é dedicada aos "testemunhos", em que os fiéis sobem ao púlpito para falar de alguma graça alcançada ou para dar um exemplo da manifestação de Deus em suas vidas.

O Batismo pelo Espírito Santo é identificado quando algum fiel se põe a falar em "línguas estranhas", o que normalmente ocorre durante as orações. Os rituais de exorcismo costumam ser mais freqüentes nestas do que em outras igrejas cristãs, e deles participam todos os fiéis, orando em uníssono, sob a liderança do oficiante do culto.

Os membros da Igreja participam da vida comunitária de muitas formas: pregando o Evangelho (todo fiel tem o dever de tentar ganhar novas almas para Jesus), participando de atividades internas (no coral, nos estudos bíblicos, nos grupos de jovens, na escola dominical etc.) e contribuindo com o dízimo.

Fonte: www.casadobruxo.com.br

Protestantismo

A Igreja católica foi a religião oficial no Brasil entre 1500 e 1889, quando a República a separou do Estado. Esta garantia de exclusividade provocou uma certa acomodação na Igreja, pois todos eram católicos.

A Inquisição garantia a homogeneidade católica da nação. A falta de melhor trabalho de evangelização, de catequese... transformou o catolicismo mais numa herança cultural, sociológica, do que numa convicção de vida. A situação mudou, no século 19, por dois motivos:

· primeiro: na esfera política, os liberais achavam que o protestantismo era a religião da democracia e do progresso;

· segundo: as grandes imigrações alemãs e os comerciantes ingleses, que colocaram o catolicismo face a face com um interlocutor diferente: o protestante.

CALVINISTAS

1555: Villegaignon, calvinista francês, conquistou a baía da Guanabara e realizou o primeiro culto calvinista no Brasil. Entusiasmado, Calvino enviou para o Brasil o pastor Jean de Lery, que realizou cultos e atos religiosos calvinistas durante os cinco anos de ocupação francesa.

1630: Os holandeses conquistam Pernambuco, dominando, por 24 anos, 14 capitanias no nordeste brasileiro. Eram calvinistas e, com a chegada de Maurício de Nassau, implantam a estrutura religiosa calvinista. Até 1654 foram organizadas 24 igrejas e congregações. Foram relativamente tolerantes com os católicos e acabaram também por adotar a escravatura. A experiência terminou com a derrota holandesa.

PROTESTANTES e IMIGRAÇÃO ALEMÃ

Em 1824, teve início a imigração alemã e, com ela, chegou ao Brasil a Igreja Evangélica de Confissão Luterana. A missão alemã procurou logo enviar pastores para seu atendimento e, ao mesmo tempo, fundar escolas onde pudessem cultivar a língua alemã e o aprendizado da Sagrada Escritura.

A Igreja luterana se considerava uma Igreja étnica, isto é, voltada apenas para os imigrantes e seus descendentes. Sua expansão, até hoje, se identifica com a presença do imigrante de origem alemã.

Como o catolicismo era a única religião permitida no Brasil, aos evangélicos era permitida a construção de lugares de culto, mas sem sinais exteriores, isto é, sem torres nem sinos.

O único matrimônio reconhecido era o católico. Deste modo, os filhos permaneciam ilegítimos e os casais amasiados. Só com o Decreto 1144, de 1863, concedeu-se aos ministros evangélicos o direito de celebrar o matrimônio com efeitos legais.

O mérito da Igreja luterana, sobretudo no atendimento aos imigrantes, foi grande. Seus pastores foram conselheiros, juízes, professores, médicos. Ao redor da igreja e da casa do pastor, a comunidade encontrava rumo para sua vida.

A SEDUÇÃO PROTESTANTE

Depois da Independência (1822), os políticos liberais, fascinados pelos Estados Unidos, achavam que o progresso viria só com o protestantismo. Mas, percebendo a vantagem de controlar a Igreja Católica, preferiram o caminho da reforma do catolicismo por dentro.

O projeto tornou-se claro com a lei de 1855 que fechou todos os noviciados e proibiu às Ordens religiosas de receberem novos vocacionados até uma nova lei que nunca saiu, causando o esvaziamento dos conventos e mosteiros.

Quando foi proclamada a República, em 1889, não chegavam a 10 velhinhos os membros da Ordem franciscana.

O mesmo Estado que fazia questão de ser oficialmente católico, empenhava-se em privar a Igreja de seus quadros. Isso revela uma face permanente das elites brasileiras, de ontem e de hoje: o desprezo pelo povo, por seus costumes e fé.

METODISTAS e PRESBITERIANOS

Em 1835 chegou ao Brasil o jovem pastor F. Pitts, enviado pela Conferência Geral da Igreja Metodista Episcopal dos EUA. Iniciou assim a propaganda explícita do protestantismo no Brasil. Destacou-se, entre outros, o pastor Daniel Kidder que, preocupado com o alcoolismo reinante, promoveu a fundação de Sociedades de Temperança.

Um dos projetos dos metodistas era a propagação da Bíblia. Isso recebeu inclusive a colaboração de sacerdotes.

A missão protestante teve continuidade em 1859, com a chegada de pastores da Igreja Presbiteriana. Dentre eles, cita-se A. Simonton e A. Blackford. Grande colaborador foi o ex-padre paulista José Manuel da Conceição, primeiro pastor presbiteriano brasileiro. Conceição retornou às paróquias onde tinha trabalhado, nelas instalando comunidades evangélicas.

A ação protestante dirigiu-se sobretudo aos imigrantes evangélicos e aos trabalhadores da indústria e dos cafezais. Foi para eles que, a partir de 1920, entraram a Assembléia de Deus e a Congregação Cristã, das quais praticamente derivam todos os pentecostalismos, especialmente a "Brasil para Cristo" e a "Igreja do Evangelho Quadrangular".

Embora desprezados, tanto pelo catolicismo como pelo protestantismo histórico, seu estilo popular conquistou as massas marginalizadas e migratórias do Brasil.

Os evangélicos, num primeiro momento, achavam que não deveriam vir para a América Latina, pois, de certo modo, era cristã pelo catolicismo. Mas chegaram à conclusão de que o catolicismo, com suas devoções e imagens, era pagão. Explica-se assim seu esforço em "cristianizar" o continente católico.

O FERVOR PENTECOSTAL

Se no século 19 e início do 20, o protestantismo foi identificado com progresso, democracia, cultura, liberdade..., na segunda metade do século 20 percebeu-se um enfraquecimento dos evangélicos, devido também à difusão do pentecostalismo, vindo dos Estados Unidos, cujos adeptos cultivam uma viva experiência do Espírito Santo.

O sentimento religioso daí advindo, a paz adquirida, os rígidos princípios morais que prega..., lembram, a muitos pobres e migrantes das periferias, a antiga vida rural. A cidade é grande e as pessoas se confundem, se perdem... Nesse contexto, as igrejas pentecostais - os crentes - obtêm muitos resultados.

Sua estrutura simples, a facilidade de ser pastor, o espírito familiar, a expansão dos sentimentos..., tornam a vida mais leve, pois "Jesus me salvou". Possuem uma linguagem e estrutura muito cativantes para as periferias e favelas, onde sua pregação moralizante consegue diminuir a violência. Impressionante é como de uma igreja sai outra, como se criam novas denominações.

O USO POLÍTICO da FÉ

A partir de 1969, o governo americano de Richard Nixon, preocupado com o trabalho de transformação social da Igreja católica, viu no catolicismo uma ameaça ao capitalismo liberal, e procurou, com apoio de recursos e pessoas, difundir um pentecostalismo que se contentasse mais com a salvação da alma e deixasse o resto ao encargo do governo.

O regime militar brasileiro (1964-1984) restringiu a entrada de missionários católicos estrangeiros e facilitou a de pastores evangélicos americanos. Deste modo, as Comunidades Eclesiais de Base das periferias e dos interiores pobres se defrontaram com um concorrente que oferecia uma salvação mais rápida e superior: o pastor crente.

O mesmo desafio encontram as Igrejas protestantes históricas (luterana, presbiteriana...), pois há uma preferência pelas igrejas que oferecem conforto espiritual e humano e possuem um mínimo de organização: basta a Bíblia ou alguns textos dela. Mas, muitos crentes, motivados pelo vizinho militante e católico, também estão se empenhando nos movimentos populares.

No dia da posse do governador do Rio, Anthony Garotinho, presbiteriano, não houve uma Missa solene com o Cardeal, mas um animado culto evangélico na praça. Há pouco tempo ninguém imaginaria isso no Brasil católico.

A RELIGIOSIDADE da PROSPERIDADE, da TERAPIA e do BEM-ESTAR

No final do século 20, o Brasil assistiu à formação de denominações religiosas cristãs cujo centro de pregação é o sucesso e o bem-estar: "Crê em Deus e teus problemas serão resolvidos".

Numa sociedade em desagregação, pobre, marginalizada..., este tipo de anúncio cria muito impacto e esperança. De um lado, todo o mal assume a forma do demônio e, de outro, a fé assume a forma de vitória material: "Se você crê e paga seu dízimo, Deus tem obrigação de atendê-lo".

É a negação do núcleo central do cristianismo, onde tudo é graça, também a cruz. A Igreja Universal do Reino de Deus, um verdadeiro império financeiro, é o exemplo mais conhecido dessa pregação.

Para atrair a juventude e as classes urbanas, surgiu, em São Paulo, a Igreja Evangélica Apostólica Renascer em Cristo, caracterizada pelo uso de ritmos musicais modernos e do gospel norte-americano.

Há denominações religiosas que surgem com a finalidade da cura física, social ou psicológica, correndo o risco de achar que a religião traz a superação do mundo injusto que provoca esses males.

A tradição evangélica não está nas igrejas do conformismo e nem do sucesso, mas no esforço sincero de seguir o Evangelho de Jesus, o Salvador enviado por Deus. Isso favorece o processo ecumênico.

Fonte: www.pime.org.br

Protestantismo

PROTESTANTISMO E REFORMA PROTESTANTE

O desejo de reconduzir o cristianismo à pureza primitiva e de livrar a igreja cristã da corrupção e do excessivo poder de Roma, deu origem, ao longo do século XVI, à Reforma Protestante.

Os protestantes, também chamados de evangélicos, dividem-se atualmente em três grupos de afinidade teológica. O do protestantismo histórico, criado a partir da reforma; o pentecostal, surgido no começo do século XX, e o neopentecostal, mais recente. No Brasil, o protestantismo começa a se estabelecer no início do século XIX e hoje reúne o maior número de adeptos da América do Sul.

O termo "protestante" tem origem no protesto de seis príncipes luteranos e 14 cidades alemãs em 19 de abril de 1529, quando a segunda dieta de Speyer, convocada pelo imperador Carlos V, revogou uma autorização concedida três anos antes para que cada príncipe determinasse a religião de seu próprio território. O termo foi logo adotado, de início pelos católicos e logo a seguir pelos próprios partidários da Reforma, pois seu protesto, entendido como uma rejeição à autoridade de Roma, constituiu um claro sinal às diversas igrejas que se declaravam reformadas.

A disparidade e a progressiva subdivisão das igrejas protestantes (luteranos, calvinistas, anglicanos etc.) decorreram de seu próprio princípio original: a interpretação pessoal das Sagradas Escrituras sob a luz do Espírito Santo.

O fundamento da doutrina protestante gira em torno da idéia da salvação unicamente pela fé. Martinho Lutero e os demais reformadores baseavam esta exclusividade na natureza corrupta do homem por causa do pecado original e, por conseguinte, em sua incapacidade para realizar boas obras aceitáveis por Deus.

Dessa maneira, a salvação seria uma graça que envolve a natureza humana, sem penetrá-la, e que a apresenta como justa ante Deus. Essa concepção difere da católica, segundo a qual a graça é conferida pelos sacramentos, entendidos não como novos intermediários entre Deus e os homens, mas como prolongamento da ação de Cristo que transforma internamente a natureza humana. Os protestantes sempre recusaram qualquer pretexto de mediação da igreja, até mesmo por meio dos sacramentos.

A única autoridade reconhecida pelos protestantes em matéria de fé e de costumes é a palavra de Deus, constante das Sagradas Escrituras. A palavra atua por seu contato pessoal mediante a ação do Espírito Santo, engendrando a fé, e com ela a salvação. Daí a importância da pregação da palavra de Deus, assim como da tradução da Bíblia para as línguas vernáculas, iniciada por Lutero, e da interpretação pessoal ou livre exame dos textos bíblicos.

A propagação do protestantismo pela Europa e América, assim como a multiplicidade de interpretações doutrinárias surgidas ao longo de sua evolução histórica, deu origem, já no século XVI, à progressiva divisão das primeiras igrejas protestantes.

Ao contrário do que ocorrera na Inglaterra, onde de início o calvinismo se chocou com a igreja oficial, na Escócia ele não tardou em transformar-se na religião principal, graças aos esforços de John Knox, no século XVI, que contribuiu ativamente para a instauração do presbiterianismo.

O movimento pietista exerceu considerável influência sobre o metodismo, fundado no século XVIII pelo teólogo inglês John Wesley, que, com seu irmão Charles e seu amigo George Whitefield difundiu entre os estudantes da Universidade de Oxford uma série de métodos de vida cristã para reativar o sentimento religioso. Embora os fundadores do grupo divergissem doutrinariamente quanto à idéia da predestinação, defendiam em comum a necessidade não apenas da fé, mas também da prática de boas ações.

A difusão das doutrinas metodistas pela Europa, e sobretudo pelos Estados Unidos, deu origem no século XIX a um redespertar do protestantismo, caracterizado pela associação à teologia tradicional de uma espiritualidade sentimental e por uma profunda preocupação com os problemas morais e sociais.

A teologia liberal conduziu também a um enorme desenvolvimento da pesquisa bíblica, com uma orientação historicista. Os estudos críticos dos livros do Antigo e do Novo Testamento feitos por Ferdinand Christian Baur, Joseph Barber Lightfoot e Adolf von Harnack lançaram nova luz sobre as interpretações tradicionais da Bíblia.

Movimento ecumênico protestante: O trabalho missionário e assistencial decorrente da propagação do protestantismo na Ásia e na África e a necessidade de atender às numerosas denominações que proliferam nos Estados Unidos, levaram à busca da unidade e da ação conjunta das diversas igrejas protestantes. A Conferência Missionária Mundial, realizada na cidade de Edimburgo em 1910, marcou o início desse movimento ecumênico e foi o germe de novos congressos e conferências - Estocolmo, em 1925 e Oxford em 1939 - que conduziram à constituição do Conselho Mundial de Igrejas, cuja primeira reunião ocorreu em Amsterdam em 1948. A partir de então, o desenvolvimento do movimento protestante foi muito grande.

Protestantismo no Brasil: Afora a efêmera tentativa, por parte de huguenotes franceses, para fundar uma colônia no Rio de Janeiro no século XVI, a única manifestação do protestantismo no Brasil, até inícios do século XIX, se deu durante a ocupação holandesa de Pernambuco, no período 1630-1654. Data de 1824 o surgimento das primeiras igrejas luteranas no Brasil. Na década de 1850 instalaram-se no país igrejas congregacionais e presbiterianas, fundadas por missionários americanos. A esses grupos seguiram-se metodistas, batistas e episcopais. Na segunda metade do século XX difundiram-se sobretudo grupos de caráter pentecostal.

Fonte: www.renascebrasil.com.br

Protestantismo

O Protestantismo é um dos grandes ramos do Cristianismo, originário da Reforma ocorrida na Europa no século XVI. Devido à sua própria natureza, é diverso em sua composição, doutrinas, práticas e culto.

Definição

No sentido estrito da palavra, o protestantismo siginifica o grupo de príncipes e cidades imperiais que, na dieta de Speyer, em 1529, assinaram um protesto contra o Édito de Worms que proibiu os ensinamentos Luteranos no Sacro Império Romano. A partir daí, a palavra "protestante" em áreas de língua alemã ainda se refere às Igrejas luteranas, enquanto que a designação comum para todas as igrejas originadas da Reforma é Reformado, no Brasil usa-se o termo Evangélico para dizer protestante.

No sentido lato, a palavra designa todos os grupos religiosos cristãos de origem européia ocidental, que romperam com a Igreja Católica Romana como resultado da influência de Martinho Lutero, fundador das igrejas luteranas, e de João Calvino, fundador do movimento Calvinista. Um terceiro ramo principal da Reforma, que entrou em conflito tanto com os Católicos como com os outros Protestantes é conhecido como Reforma Radical ou Anabaptista. Lutero e Calvino distanciaram-se destes movimentos mais radicais, que eles viram como uma semente de insubordinação social e fanatismo religioso.

Alguns grupos cristãos ocidentais não-católicos são chamados Protestantes, ainda que os respectivos grupos não reconheçam quaisquer ligações a Lutero, Calvino ou aos Anabaptistas.

Origens do Protestantismo

Os protestantes situam normalmente a sua separação da igreja católica romana por volta do ano 1500, chamando-lhe a reforma magistral porque propunha inicialmente numerosas revisões radicais dos padrões da doutrina da Igreja Católica Romana (o chamado magisterium). Os protestos irromperam repentinamente e em vários locais ao mesmo tempo, de acordo com a região em que surgiu. De certa forma, esta explosão de protestos pode ser explicada por dois eventos de dois séculos anteriores na Europa ocidental.

Efervescência na igreja e no império ocidental, que culminaram no Papado de Avignon (1308 - 1378), e no Cisma papal (1378 - 1416), levaram a guerras entre príncipes, revoltas entre os camponeses e a uma preocupação generalizada perante a corrupção do sistema dos conventos.

Protestantismo
Jan Hus

Adicionalmente, o Renascimento humanista estimulava o efervescer da actividade académica, sem precedentes durante a Idade Média, que pela sua natureza implica a busca da liberdade de pensamento. Sérios debates teóricos decorriam agora nas universidades sobre a natureza da Igreja e a fonte e extensão da autoridade papal, dos concílios e dos príncipes. Uma das perspectivas novas e mais radicais teve origem em John Wyclif, em Oxford e posteriormente Jan Hus na Universidade de Praga.

Dentro da igreja católica romana, este debate foi oficialmente concluído pelo Concílio de Constança (1414 - 1418), que executou Jan Hus e baniu postumamente Wyclif como um herético. No entanto, enquanto Constança confirmou e fortaleceu as concepções medievais da Igreja e do império, não poderia ter resolvido as tensões nacionais ou as tensões teológicas que tinham surgido no século anterior. Entre outras coisa, o concílio não conseguiu evitar o Cisma nem as Guerras Hussíticas da Boémia.

Protestantismo
Martinho Lutero

Em certa forma, o protesto iniciado por Martinho Lutero, um monge agostiniano e professor na Universidade de Wittenberg, provocou a reabertura do debate sobre a venda de indulgências. Teve um ímpeto de uma força renovada e irresistível do descontentamento que tinha sido oprimido mas não resolvido.

O Protestantismo chegou ao Brasil com viajantes e tentativas de colonização do Brasil por huguenotes (nome dado aos Reformados franceses) e Reformados holandeses e flamengos durante o período colonial. Esta tentativa não deixou frutos persistentes.

Com a vinda da família real portuguesa ao Brasil e abertura dos portos a nações amigas, através do Tratado de Comércio e Navegação comerciantes ingleses estabeleceram a Igreja Anglicana, em 1811. Seguiram a implantação de Igrejas de Imigração: Alemães trouxeram o Luteranismo em 1824, imigrantes Americanos as Igreja Batista e Metodista. Mais tarde missionários fundaram as igrejas Congregacional e a Presbiteriana, voltadas ao público brasileiro.

Em 1910 o Brasil receberia o Pentecostalismo, com a chegada da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus. Esta, em particular, foi trazida ao Brasil por dois missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, e estabeleceu-se inicialmente no norte, no Pará. Em 1922 chega ao país o Exército de Salvação, igreja reformada de origem inglesa, pelas mãos de David Miche e esposa, um casal de missionários suíços.

Nos anos 1950 o pentecostalismo mudou-se com a influência de movimentos de suposta cura divina, que geraram diferentes denominações tais como: Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo fundada pelo já falecido missionário Manoel de Mello. Em 1962 surge a Igreja Pentecostal Deus é Amor, fundada pelo missionário David Miranda.

Também desta época surgiram outras igrejas, que mantiveram muitas características do protestantismo histórico mas adicionaram o fervor pentecostal, como exemplo, a Igreja Presbiteriana Renovada e a Convenção Batista Nacional.

A década de 1970 viu nascer o movimento neopentecostal, com igrejas que enfatizam a prosperidade, como a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por Edir Macedo, em 1978; a Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada por Romildo Ribeiro Soares, entre muitas outras. É também nessa década que mesmo a Igreja Católica Romana no Brasil começa a sofrer influência dos movimentos pentecostais através da Renovação Carismática Católica, um movimento originário dos EUA, algo que também fora iniciado após a necessária aprovação papal, que deu inicio com o Concílio Vaticano II e seu conduto o Papa João XXIII, e mais tarde, novamente apoiada pelo Papa João Paulo II. É de se frisar que tal, não foi um aquiescência da Igreja de Roma frente aos movimentos pentecostais protestantes, e foi sim, dado como uma necessidade de se redescobrir o valor do Espirito Santo na Igreja.

Recentemente cresceram as chamadas igrejas neopentecostais com foco nas classes média e alta, com um discurso mais liberado quanto aos costumes e menos ênfase nas manifestações pentecostais. Entre elas podemos citar a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, fundada por Estevam e Sonia Hernandez, e a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, fundada por Robson Rodovalho.

Fonte: pt.wikipedia.org

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