Breaking News
Home / História Geral / Guerras Púnicas

Guerras Púnicas

PUBLICIDADE

 

As Guerras Púnicas foram uma série de três guerras travadas entre Roma e Cartago a partir de 264 aC a 146 aC.

Na época, eles eram provavelmente as maiores guerras que já haviam ocorrido, bem como de hoje Guerras Mundiais.

O termo púnico vem da palavra latina Punicus (ou Poenicus), que significa “cartaginesa”, com referência à ascendência fenícia os cartagineses.

A principal causa das guerras púnicas foi a luta de interesses entre o império cartaginês existente e a expansão República Romana.

Os romanos foram inicialmente interessado em expansão via Sicília (que na época era um caldeirão cultural), parte do qual estava sob controle cartaginês. No início da primeira Guerra Púnica, Cartago era o poder dominante do Mediterrâneo Ocidental, com um extenso império marítimo, enquanto Roma era o poder rapidamente ascendente na Itália, mas não tinha o poder naval de Cartago.

Até o final da terceira guerra, depois de mais de uma centena de anos, e a perda de muitas centenas de milhares de soldados de ambos os lados, Roma tinha conquistado o império de Cartago e destruiu completamente a cidade, tornando-se o Estado mais poderoso do Mediterrâneo Ocidental. Com o fim das guerras macedónios – que decorreu em simultâneo com as Guerras Púnicas – e a derrota do rei selêucida Antíoco III, o Grande na Guerra Romana síria (Tratado de Apamea, 188 BC) no mar oriental, Roma emergiu como o Mediterrâneo dominante poder e uma das cidades mais poderosas da antiguidade clássica.

As vitórias romanas sobre Cartago nestas guerras deu Roma um status preeminente que manteria até o século 5 dC.

Guerras Púnicas
Guerras Púnicas

O que foi

Três guerras travadas entre Roma e Cartago pela hegemonia do comércio no Mediterrâneo, conflito que se estende por mais de cem anos, de 264 a.C. a 146 a.C.

O termo púnico, do latim punicus, vem da palavra poeni, nome que os romanos davam aos cartagineses, os descendentes dos fenícios (em latim, phoenician).

As guerras terminam com a destruição da cidade fenícia de Cartago e a venda dos sobreviventes como escravos.

No início das guerras, Roma domina a península Itálica, enquanto a cidade fenícia de Cartago domina a rota marítima para a costa ocidental africana, assim como para a Bretanha e a Noruega. Na I Guerra Púnica, que dura de 264 a.C. a 241 a.C., Roma e Cartago são chamadas para ajudar a cidade de Messina, na ilha da Sicília, ameaçada por Hiero II, rei de Siracusa. Os romanos, para expulsar os cartagineses da ilha, provocam a guerra e saem vitoriosos. Sicília, Sardenha e Córsega são anexadas ao domínio de Roma, e os cartagineses têm restringida a influência ao norte da África.

A II Guerra Púnica (218 a.C.-201 a.C.) começa na Espanha, onde Cartago amplia seu poder para compensar a perda da Sicília. Comandadas por Aníbal, as tropas cartaginesas tomam Saguntum, cidade espanhola aliada de Roma: é a declaração de guerra. Com 50 mil homens, 9 mil cavalos e 37 elefantes, Aníbal atravessa os Pireneus e conquista cidades no norte da Itália. Durante essa campanha fica cego de um olho e perde metade dos homens.

Mesmo assim chega às portas de Roma. A falta de reforços e o cerco de Cartago pelas forças romanas sob o comando de Cipião, o Africano (235 a.C.-183 a.C.) obrigam Aníbal a voltar para defendê-la. Vencido, refugia-se na Ásia Menor, onde se envenena para não ser preso pelos romanos.

A paz custa caro aos cartagineses: entregam a Espanha e sua esquadra naval, comprometendo-se ainda a pagar por 50 anos pesada indenização de guerra a Roma.

A III Guerra Púnica tem início em 149 a.C. É fomentada pelo persistente sucesso comercial dos cartagineses, apesar de sua diminuída importância política. Uma pequena violação dos tratados de paz serve de pretexto para a terceira guerra. Roma destrói Cartago em 146 a.C. e vende 40 mil sobreviventes como escravos.

A antiga potência fenícia é reduzida a província romana na África.

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

Guerras Púnicas

A vitória de Roma nos conflitos em que, ao longo de mais de cem anos, se defrontaram as duas grandes potências da antiguidade, foi decisivo para a consolidação do grandioso império cuja marca persiste ainda em nossos dias, passados mais de dois milênios daqueles fatos.

O termo púnica, derivado de poeni, que significa “cartagineses”, é utilizado para denominar as três guerras travadas por Roma e Cartago entre os anos de 264 e 146 a.C. Os cartagineses haviam ampliado o seu domínio até a Córsega, a Sardenha e parte da Sicília, em 264 a.C. Tornou-se inevitável o choque com os romanos, que acabavam de concluir a unificação da península e tinham nas colônias cartaginesas um obstáculo a sua expansão no mar Tirreno.

Primeira guerra púnica (264 a.C.-241 a.C)

No século III antes da era cristã, a tensão entre Cartago e Roma se fazia sentir com mais intensidade na Sicília, onde eram freqüentes os choques entre os habitantes da área púnica — as antigas colônias fenícias da metade ocidental da ilha — e das cidades gregas localizadas na região oriental. O confronto entre as duas potências teve início depois que Messina, então em poder de mercenários da Campânia, pediu socorro a Roma e Cartago ao ser atacada por Siracusa, aliada dos cartagineses.

As tropas de Cartago foram as primeiras a chegar. Seus oficiais tomaram Messina e se reconciliaram com Hiéron, tirano de Siracusa. Pouco depois, entretanto, chegaram à cidade as tropas romanas, que capturaram o almirante cartaginês e o obrigaram a retirar-se. O ataque deflagrou a guerra de Roma contra Siracusa e Cartago. Os aliados lançaram um ataque conjunto contra Messina, mas foram repelidos e, no ano 263 a.C., os romanos invadiram os territórios de Hiéron e o forçaram a assinar uma paz em separado. Em 262, tomaram a fortaleza cartaginesa de Agrigentum e, dois anos mais tarde, inflingiram uma grande derrota naval a Cartago, em Mylae, ao norte da Sicília.

Em 259, os romanos conseguiram expulsar as tropas cartaginesas da Córsega e três anos depois obtiveram nova vitória, ao repelir o avanço de uma esquadra na região do cabo Ecnomus, próxima à área em que seria localizada a atual Licata. Roma estabeleceu então uma cabeça de ponte em Clypea — atual Kelibia, na Tunísia — e Cartago aceitou negociar, mas recuou de sua posição ante as rigorosas condições impostas pelo cônsul A. Atílio Régulo.

Em 255, uma frota cartaginesa, sob o comando do mercenário Xantipo, derrotou Régulo, que foi feito prisioneiro. Depois que uma nova expedição romana combateu a frota cartaginesa no cabo Hermaeum (Bon) e libertou as tropas encurraladas em Clypea, teve início uma guerra de desgaste que se prolongou até 249, quando, em represália a um ataque romano, Cartago atacou Drepanum (Trapani) por mar e destruiu 93 navios do almirante P. Cláudio Pulcher.

Nesse período em que as batalhas foram interrompidas, registravam-se apenas as ações dos guerrilheiros liderados por Amílcar Barca, que tinham seus redutos em Erecte e Eryx, montes quase inexpugnáveis localizados na costa ocidental da Sicília. O impasse foi rompido depois que Roma promoveu uma subscrição pública e construiu uma nova esquadra. Em 242, a frota cartaginesa foi destruída por 200 barcos romanos ao largo das ilhas Aegatas (ou Aegusae). Cartago — que já enfrentava na África a revolta de seus mercenários — capitulou, renunciou à Sicília e se comprometeu a pagar uma indenização de 3.200 talentos, ao longo dos dez anos seguintes. Em 238, Roma aproveitou-se da instabilidade em Cartago para apoderar-se da Córsega e da Sardenha e exigiu uma indenização complementar de 1.200 talentos.

Segunda guerra púnica (218-201 a.C.)

Para compensar a perda de seus territórios no mar Tirreno, os cartagineses decidiram ampliar seus domínios na península. Sob a liderança de Amílcar Barca, conquistaram a Espanha e ocuparam as minas de Sierra Morena, onde obtiveram recursos para saldar as dívidas de guerra. Em 227, Asdrúbal o Belo, genro de Amílcar Barca, assumiu o compromisso de que suas tropas não atravessariam o rio Ebro e fundou a grande base naval de Nova Cartago, que depois tomaria o nome de Cartagena.

Romanos e cartagineses delimitaram suas áreas de influência na região em tratado assinado em 226. No documento, os romanos reconheceram a soberania de Cartago ao sul do rio Ebro, onde estava localizada a cidade de Sagunto, aliada de Roma. Com o assassinato de Asdrúbal, Aníbal, seu cunhado e filho de Amílcar Barca tornou-se comandante supremo dos cartagineses na Espanha e, em 219, conquistou Sagunto. Os romanos exigiram a restituição da cidade e a libertação do comandante militar, mas Cartago preferiu o combate.

Ante a superioridade dos romanos no mar, Aníbal, que decidira levar a guerra até a Itália, conduziu suas tropas por terra, através da Espanha e da Gália. Foi uma travessia épica, que se prolongou por seis meses, pelos Pireneus e pelos Alpes, feita por cinqüenta mil soldados de infantaria, nove mil cavaleiros e 37 elefantes.

Aníbal chegou a Tessino em 218 e logo derrotou o cônsul Cornélio Cipião. No ano seguinte, as tropas cartaginesas obtiveram nova vitória em combate às margens do lago Trasímeno, contra as forças lideradas pelo cônsul C. Flamínio, que perdeu 15.000 homens.

A derrota de Flamínio deixou Roma desprotegida, mas Aníbal hesitou em atacar a capital. Os romanos escolheram então um ditador, Quinto Fábio Máximo, que recrutou às pressas um novo exército e iniciou uma hábil guerra de desgaste contra as tropas de Cartago. Aníbal acabou por conseguir que o cônsul Paulo Emílio o combatesse em campo aberto e em terreno escolhido. Na batalha, travada a 2 de agosto de 216, Roma sofreu a maior derrota da história da república e perdeu cinqüenta mil de seus oitenta mil homens.

Após a vitória, Aníbal estacionou suas tropas e permaneceu imobilizado em Capua, enquanto Roma reagrupava suas forças para atacar a retaguarda cartaginesa.

Com Aníbal isolado de suas bases, os romanos prosseguiram sua ofensiva até Cartagena, onde derrotaram seu irmão Asdrúbal Barca e expulsaram definitivamente os cartagineses da península. Asdrúbal tentou reunir-se ao irmão na Itália, mas foi preso e decapitado. Em 211, Aníbal capitulou em Capua e, depois de chegar à entrada de Roma, foi obrigado a regressar a Cartago, para defender a cidade ante a ameaça de um ataque de Cipião.

A batalha final da segunda guerra púnica foi travada em 202, na região de Zama, a 150km de Cartago. Derrotados, os cartagineses foram obrigados a aceitar as severas condições impostas por Roma, entre as quais a renúncia à Espanha e o pagamento de uma indenização de dez mil talentos. Refugiado na Síria e, depois, na Bitínia, Aníbal preferiu suicidar-se, em 183 a.C., para não ser entregue aos romanos.

Terceira guerra púnica (149-146 a.C.)

As drásticas condições impostas por Roma minaram a economia de Cartago, mas os cartagineses logo se recuperaram. A agricultura e o comércio marítimo voltaram a constituir a base de uma crescente riqueza.

Em Roma, Catão o Censor se tornou porta-voz dos radicais e exigiu, com a frase que se tornaria famosa, que Roma pusesse fim à ameaça: Delenda Carthago (Cartago deve ser destruída). A oportunidade para o ataque foi fornecida pelo rei da Numídia, Massinissa, protegido de Roma e que fustigava com freqüência as tropas de Cartago.

Quando os cartagineses se preparavam para revidar uma das agressões de Massinissa, Roma lançou sua ofensiva e aniquilou as tropas de Cartago. Os vencidos se dispuseram a entregar reféns e a depor as armas, mas Roma exigiu a migração em massa para o interior do continente. Cartago preferiu a luta e resistiu por três anos ao cerco das tropas romanas. Na resistência ao cerco, as mulheres chegaram a cortar as tranças para que se fizessem cordas e quando a cidade foi tomada, em 146 a.C., de seus 250.000 habitantes restavam apenas cinqüenta mil, vendidos como escravos. Nada restou da cidade e o local em que fora localizada foi condenado, em cerimônia solene, à desolação perpétua. O seu próprio nome desapareceu e o antigo território cartaginês passou a constituir a província romana da África.

Fonte: www.lasalle.g12.br

Guerras Púnicas

São desencadeadas pela disputa da hegemonia do comércio no Mediterrâneo.

A primeira guerra começa em 264 a.C. mas o embate só termina depois da terceira guerra em 146 a.C. Nelas se enfrentam Roma e Cartago (parte do domínio fenício).

Segunda Guerra Púnica

Estende-se de 264 a 241 a.C. Roma consegue aniquilar os exércitos cartagineses, estabelecer seu domínio sobre a península Ibérica e a Sicília e restringir a influência de Cartago ao norte da África.

É a mais famosa e vai de 218 a 202 a.C. Nela o general cartaginês Anibal e seu exército atravessam os Alpes montados em elefantes e chegam às portas de Roma. Os romanos decidem então atacar Cartago, e Aníbal volta para defender sua pátria, onde é derrotado.

Guerras Púnicas

Aníbal

247ª.C.-183 a.C., general e estrategista cartaginês famoso por sua genialidade. Aos 9 anos é levado pelo pai para a Espanha e, segundo a lenda, jura ódio eterno aos romanos. Em 221ª.C. torna-se chefe supremo das tropas de Cartago. Em 219 a.C., depois de conquistar a cidade de Sagunto (aliada aos romanos), na Espanha, organiza um grande exército com infantaria, cavaleiros e 37 elefantes e cruza os Alpes em direção a Roma (Segunda Guerra Púnica). Durante a campanha fica cego de um olho e perde metade de seus homens, mas chega às portas de Roma. Vencido pelos exércitos de Roma em Cartago, Aníbal se refugia em Bítinia, na Ásia Menor, e depois se mata, tomando veneno, para não ser preso pelos romanos.

Terceira Guerra Púnica

Em 149 a.C., diante de novo e crescente desenvolvimento comercial de Cartago, Roma cria pretexto para nova guerra na qual destrói Cartago (146 a.C.) e vende seus sobreviventes como escravos. O antigo território cartaginês é transformado na província romana da África.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Guerras Púnicas

Guerras Púnicas (264-146 aC)

Cartago, fundada pelos Fenícios em 814 aC, dominava o comércio no Mediterrâneo e rivalizava com Roma.

1ª Guerra Púnica (264-241aC): Roma toma a Sicília, a Córsega e a Sardenha aos Cartagineses comandados por Amilcar Barca, pai do famoso Aníbal.

2ª Guerra Púnica (218-202aC): Aníbal comandou um exército de mais de 60 mil soldados e aliando-se aos gauleses, macedônicos e gregos derrotou os romanos na Batalha de Canas, onde pereceram 40 mil romanos. Os romanos conseguiram reverter a situação e tendo Cipião , o africano, cercado Cartago, Aníbal teve de regressar.

3ª Guerra Púnica (150-146 aC): Os romanos mandaram 80 mil soldados, tomaram Cartago transformando-a em uma província romana, a província Africana. Os romanos fizeram 40 mil escravos, vendidos no mercado. Os aristocratas romanos ficaram com as terras.

3.1 Os plebeus, a partir das reformas dos reis do período monárquico, tinham participação militar, mas sua participação política era insignificante. Os Plebeus não podiam casar com Patrícios e não podiam ser sacerdotes.

Durante a expansão do período republicano os plebeus participaram ativamente das conquistas, mas as novas terras eram monopolizadas pelos patrícios e como o plebeu saía de sua terra para guerrear, sua produção caía e, endividado, se via obrigado a vender suas terras ou se escravizar para saldar as dívidas.

Pressionados, entre os ano de 494 e 286 aC os Plebeus se retiravam para o Monte Sagrado exigindo mudanças e como essas revoltas implicavam uma diminuição do contingente militar romano.

Os Patrícios se obrigavam a cada revolta (em um total de cinco) a fazer concessões como:

Criação do cargo de Tribuno da Plebe com direito a veto, exceto nas decisões militares (494 aC, 1ª Revolta)
Lei das XII Tábuas, primeiro código de leis escrito da história romana (450 aC, 2ª Revolta)
Fim da escravidão por dívidas, lei Licínia Sextia (367-366 aC, 4ª revolta)
Lei Canuléia = Permissão para o casamento entre Patrícios e Plebeus (445 aC, 3ª Revolta)
Plebiscito (287-286 aC, 5ª Revolta)
Lei Ogúlnia : permitia a plebe assumir cargos sacerdotais

3.2 Reformas dos Irmãos Graco

Tibério: Eleito tribuno da Plebe em 133 aC fixou o limite de posse de terras em 125 hectares, mais 62,5 hectares para cada filho. O que excedesse esse total voltaria para o estado que o redistribuiria aos pobres. Ou seja, Tibério propôs a reforma agrária. Acusado de tirania, pois havia se reeleito como tribuno da plebe (a reeleição não era permitida), os patrícios com medo crescimento do poder popular, massacraram Tibério e seus partidários.

Caio: irmão de Tibério, foi eleito Tribuno da Plebe em 132aC e novamente 123 aC (uma lei posterior a Tibério, permitia a reeleição), Caio retomou as teses do irmão. Concedeu cidadania romana aos latinos e cidadania parcial, sem direito a voto, aos demais povos do domínio romano. Aplicou a lei de reforma agrária em algumas regiões e criou a lei Frumentária (de frumentum, trigo). Reeleito em 122aC, iniciou a construção de uma colônia em Cartago. Os adversários o acusaram de sacrilégio, pois as terras cartaginesas eram consideradas malditas. Caio perdeu uma nova eleição, pois a própria plebe teve medo que a concessão de cidadania geral dividisse demais os benefícios que os estado concedia aos cidadãos (política do pão e circo). Caio tentou, então, um golpe, mas foi cercado no Monte Aventino onde pediu a um escravo que o matasse.

3.3 Cônsul Mário e Ditador Sila

Mário: general romano de origem plebéia. Profissionalizou o exército reorganizando-o. O exército se tornou uma força política nas mãos dos generais. Após sucessivas vitórias, Mário foi reeleito cônsul por seis vezes entre 105 e 100 aC (a reeleição consecutiva era proibida).

Sila: Sila era um patrício empobrecido. Para combater o crescimento do poder de Mário o senado elegera Sila, ditador. Mário morre em 82 aC e Sila torna-se absoluto. Persegue e toma os bens dos aliados de Mário. Sila combateu a anarquia, a violência, o relaxamento moral e revogou os poderes do tribuno da plebe

3.4 1º Triunvirato: Crasso, Pompeu, Júlio Cezar

Crasso derrotou o grupo de escravos liderados por Espártaco em 73 aC e 6 000 escravos foram crucificados na via Ápia.

Pompeu foi aliado de Sila no combate aos amigos de Mário.

Crasso e Pompeu foram eleitos cônsules e restabeleceram o poder do tribuno da plebe e do plebiscito

César, eleito cônsul, fez uma aliança com Crasso e Pompeu a fim de tomar o poder do senado. Nascia o 1º Triunvirato em 60 aC.

César venceu os Gauleses. Crasso morreu em combate e Pompeu foi eleito cônsul único com o objetivo de deter o crescimento do poder de César.

César se revoltou e ao atravessar o Rio Rubicão, em 49 aC, em direção a Roma, pronunciou a famosa frase Alea Jacta est (A Sorte está lançada). César perseguiu seus inimigos até o Egito onde Pompeu se refugiara. Pompeu foi assassinado pelo faraó Ptolomeu que foi deposto por César que colocou Cleópatra em seu lugar.

Em 47 aC César dominou a Ásia e ao vencer Farnaces II, Rei do Ponto, pronunciou outra frase célebre: Veni, Vidi, Vinci (Vim, vi, venci).

César retornou a Roma onde se tornou ditador por 10 anos e em 45 aC derrotou os últimos aliados de Pompeu na Batalha de Munda, na Espanha.

3.5 Ditadura de César

César se tornara Ditador Perpétuo, Censor Vitalício, que lhe dava o direito de fazer a lista de senadores, e Cônsul Vitalício o que lhe dava o direito de exercer o imperium, ou seja, o comando do exército.

César era até honrado como se fosse um deus.

César promoveu inúmeras reformas:

Acabou com a guerra civil (que ressurgiria após sua morte)
Obras públicas
Ordenou as finanças
Diminuiu para 150 mil o número de pessoas com direito a trigo gratuito
Obrigou os proprietários a empregar homens livres
Reformou o calendário

César queria se tornar rei, mas o título era considerado um sinônimo de traição desde que fora abolida a monarquia. Marco Antônio tentou coroar César em público, mas a reação popular foi intensa e César recusou.

Em 44 aC o Senado, sob a liderança de Cássio e Bruto(filho adotivo de Cezar), chamaram César ao Senado e o mataram a punhaladas.

3.6 2º Triunvirato: Marco Antonio, Lépido, Otávio

Com a morte de César, Marco Antônio e Lépido, partidários de César, controlaram as tropas e impediram qualquer golpe do Senado. Eles se uniram a Otávio, sobrinho e filho adotivo de César, formando o 2º triunvirato que governou por 5 anos.

Os três dividiram os domínios romanos e eliminaram os assassinos de César.

Em 37 aC Otávio destituiu Lépido e assumiu suas tropas.

Marco Antônio distribuía províncias romanas aos herdeiros de Cléopatra de quem se tornara amante. Otávio acusou Marco Antônio de traição e, em 31 aC, na Batalha de Actium, na Grécia as forças de Marco Antônio se renderam. Marco Antônio e Cleópatra fugiram para o Egito onde se suicidaram. Em 30 aC o Egito foi tomado por Otávio. Nascia a Roma Imperial.

Otávio retornou a Roma e, em 27aC, recebeu o título de Princeps (primeiro cidadão), imperator (supremo) e augustus (divino). Quando morreu, 14 dC, recebeu a apoteose, isto é, o direito de ter um lugar entre os deuses. Otávio, o Augusto, tornou-se o primeiro Imperador Romano.

Fonte: www.colegioaguia.com.br

Guerras Púnicas

AS GUERRAS PÚNICAS (264 – 146)

Os historiadores consideram uma aventura “fabulosa” essa que impôs Roma como a primeira potência mediterrânica.

Primeira (264 – 241)

CAUSA:

272 a. C. – Rivalidade entre Roma e Cartago por causa da conquista da bacia ocidental do mediterrâneo. Depois da tomada de Tarento, Sul da Itália, Roma era já senhora de toda a península e detinha o comando de numerosas cidades marítimas e mercantis. Entre Roma e a sua aliada Cartago, capital da “África” apenas se interpunha a Sicília, demasiado rica para não despertar as cobiças.

PRETEXTO:

264 – Os Mamertinos, habitantes de Messina, no Norte da Sicília, foram atacados por Hierão (Hiero, onis), rei de Siracusa (Syracusae, arum). Cartago e Roma entraram na defesa e, simultaneamente, na disputa da cidade. Roma toma Messina.

O exército romano obtém a aliança com Hierão em Siracusa e toma Agrigento.

260 – Gaio Duílio ( Duilius, ii), comandante da frota romana, vence em Milas (Mylae, arum), obtendo a primeira vitória marítima de Roma.
256 –
Animados, os romanos organizam, sob o comando de Atílio Régulo (Atilius Regulus), uma expedição a Cartago, mas são derrotados.
249 –
Uma série de derrotas das frotas romanas restitui a Cartago o domínio do mar.

O general Amílcar Barca (Hamilcar, aris), beneficiando da supremacia naval de Cartago, ataca várias vezes a costa italiana.
Os romanos constróem uma frota nova, com Liburnas, com a qual o cônsul Lutácio Catulo (Lutatius Catulus) obtém sobre os Cartagineses a vitória decisiva.
Cartago, esgotada por uma luta de 23 anos, aceita a paz e paga uma pesada indemnização.

241- Roma apodera-se da Sardenha e da Córsega.

Asdrúbal (Hasdrubal, alis), genro de Amílcar, propõe o aumento das possessões na Hispânia. Amílcar conquista Espanha até ao Ebro (morre pouco depois).

Asdrúbal funda a nova Cartago ( Cartagena, na costa Sudeste de Espanha).

Roma obriga Asdrúbal a assinar o tratado de Ebro ( os Cartagineses não podiam atravessar este rio nem atentar contra as cidades gregas da costa.
Roma ocupa a Ilíria e a Gália Cisalpina e penetra ainda mais na Itália do Norte, contra os Gauleses; toma Mediolanum, em 222.

Segunda (219 -201)

Chamada a guerra de Aníbal (Hannibal, alis), filho de Amílcar.

PRETEXTO:

219 – Aníbal quebra o tratado do Ebro e ataca Sagunto ( Costa Sudeste de Espanha). Roma declara guerra.
218 –
Aníbal avança por terra para Roma, atravessando os Alpes. Públio Cornélio Cipião (Cornelius, ii – Scipio, onis) avança pelo mar para a Hispânia. Junto do Ródano descobre que Aníbal já tinha passado perto dali e se dirigia para Roma. Envia o seu irmão Cneu, com o grosso do exército para a hispânia e regressa a Roma.

Aníbal vence e fere Cipião, no norte da Gália Cisalpina. Alia-se aos gauleses.

217 – Surge na Itália Central, na Etrúria. Vence o Cônsul C. Flaminius no lago Trasimeno: a estrada (Via Flamínia) para Roma fica livre. Os romanos destróem as pontes do Tibre. Elege-se um ditador para salvar Roma: Quinto Fábio Máximo, o Contemporizador (Cuntactor).
216 (Agosto) –
Aníbal vence o Cônsul Terêncio na batalha de Canas (Cannae, arum). Morre o cônsul Paulo Emílio.
215 –
Conquistadas Cápua e Siracusa, Aníbal negoceia uma aliança com Filipe V, rei da Macedónia: (os Gregos tomariam o Oriente; os Cartagineses, o Ocidente? Os romanos ficariam confinados ao Centro de Itália ou Aníbal pretendia apenas o equilíbrio entre Cartago e Roma, intermedidado pela Macedónia?).

Roma reage e faz pequenos ataques sucessivos aos Cartagineses. Marcelo, general romano é o comandante romano mais notabilizado nesta altura. Roma ataca Siracusa.

212 – Cartago toma Tarento e destrói o exército romano na Hispânia.
211 –
Roma recupera Siracusa (Arquimedes morre aqui). Ataca depois Cápua. Aníbal acorre em socorro da cidade e, mais tarde, lança-se na direção de Roma.

Os romanos entraram em pânico: o temível “Hannibal ad portas”. Mas Aníbal afastou-se.

Públio e Cneu Cipião morrem no norte do Ebro. Roma recupera Tarento e toma Cartagena, a capital dos cartagineses na Ibéria (sob o comando de P. Cornélio Cipião, o Jovem, filho do anterior, que ganha uma enorme fama).

Asdrúbal atravessa os Alpes com um exército e vem juntar-se a Aníbal.

207- o Cônsul Cláudio Nero junta-se a Lívio Salinator e mata Asdrúbal (em Metauro) antes de este alcançar Aníbal. Alguns dias mais tarde, a sua cabeça (mensagem fúnebre), lançada pelos romanos, rola aos pés de Aníbal, no seu campo.
204 –
Cipião, tendo tomado toda a Hispânia,decide atacar Cartago e parte para África; recebe lá a ajuda do proscrito Masinissa. Aníbal tem de abandonar a Itália para socorrer a sua pátria.
202 –
Aníbal é derrotado em Zama por Cipião, o Africano.
201 –
Tratado de paz: Roma impõe condições humilhantes a Cartago.

Terceira (149-146)

CAUSA: Roma considera Cartago uma cidade, outra vez, demasiado potente.

157 a 153 – O político Catão (Cato, onis) inspecciona, visita Cartago e dá conta da sua recuperação económica.
151 –
Masinissa, rei da Numídia, aliado dos romanos, tenta anexar Cartago.
149 –
Roma declara guerra e ataca a cidade.
146 –
Públio Cornélio Cipião Emiliano, filho de Paulo Emílio e filho adoptivo de Cipião, o Africano, consegue cortar a Cartago todos os seus fornecimentos e é fácil arrasar a cidade e transformá-la em província romana.

Fonte: amartinho.home.sapo.pt

Guerras Púnicas

As Guerras Púnicas foram uma série de três conflitos deflagrados entre romanos e cartagineses pela hegemonia do Mediterrâneo que durou, ao todo, mais de cem anos – entre 264 a 146 a.C. – e teve como desfecho a destruição da cidade de Cartago e a submissão do território cartaginês em província romana.

Mas porque Roma e Cartago chegaram às vias de fato a ponto de iniciar uma guerra? Primeiro vamos falar um pouco sobre a expansão territorial romana e o comércio do Mediterrâneo na época.

Guerras Púnicas
Territórios de Roma e Cartago na época da 2ª Guerra Púnica.

Cartago perdeu a região da Sicília e compensou a derrota conquistando a região da cidade de Sagunto, na Espanha, que era aliada de Roma.

A expansão romana:

Tentando construir uma hegemonia comercial.

Após a revolta dos patrícios romanos[2], que levou à deposição do rei Tarquínio e a fundação da República em 509 a.C., Roma vai gradativamente ampliar seu território até o início do século III a.C., quando começou a esbarrar nos interesses comerciais de Cartago.

Nesta época a cidade de Cartago era a maior controladora do comércio do Mediterrâneo, transportando e comercializando a maioria dos produtos de toda a região. Pelo seu parentesco com as cidades fenícias da costa palestina, Cartago também comercializava os produtos vindos do oriente e do Egito. Enfim, os cartagineses eram os maiores comerciantes da época. Eles tinham entrepostos comerciais – cidades dependentes ou aliadas – espalhados por todo o Mediterrâneo, o que facilitava este domínio comercial.

Os romanos, apesar de já terem uma certa influência e alianças na costa mediterrânea, não estavam satisfeitos com as limitações impostas pelo domínio dos cartagineses na ilha da Sicília, e vão aproveitar um conflito para empreender a Primeira Guerra Púnica com o intuito de tomar o domínio completo na ilha. Mas a guerra em si tem seus desdobramentos, e vamos falar deles agora.

A Primeira Guerra Púnica

Em 288 a.C. os mamertinos, mercenários que anteriormente lutaram ao lado de Siracusa contra Cartago resolveram tomar a cidade de Messina, na Sicília, que na época fazia parte do reino de Siracusa. Para manter uma relativa paz, os mamertinos vão estreitar seus laços comerciais com Roma e Cartago.

Quando o rei Hierão II chegou ao trono de Siracusa, decidiu retomar o controle de Messina e sitiou a cidade. Os mamertinos então pediram ajuda a Roma e a Cartago. Os cartagineses chegaram primeiro, reforçando as defesas de Messina, mas os romanos viram aí uma oportunidade de expulsar os cartagineses – e suas influências comerciais – definitivamente da Sicília.

Deslocando um considerável contingente de tropas a partir de 264 a.C., os romanos vão participar de diversas batalhas navais que vão acabar por forçar submissão de Hierão II, que sem saída estabeleceu uma aliança com Roma. As tropas cartaginesas, agora acuadas, ainda resistiram por um tempo mas não conseguiram manter o controle da Sicília.

Com a vitória os romanos vão exigir uma série de indenizações dos cartagineses, além de passar a controlar as ilhas de Córsega, Sardenha e Sicília. Para não perder muito espaço comercial no Mediterrâneo, os cartagineses vão iniciar um movimento de conquista estratégico e que vai deflagrar a segunda Guerra Púnica.

A Segunda Guerra Púnica

A marcha de Aníbal e a humilhação da Batalha de Canas (Cannae).

Cartago, que já tinha uma certa influência na Península Ibérica, vai invadir a cidade de Sagunto, que na época era aliada de Roma, em 219 a.C.. Além dos interesses comerciais na região, os cartagineses esperavam uma reação romana, que veio quase que imediatamente, com a declaração de guerra por parte de Roma.

Mesmo sabendo que enfrentariam represárias romanas, os cartagineses comandados pelo general Aníbal Barca não ficaram esperando o confronto em Sagunto.

Aníbal reuniu cerca de 50 mil homens, 9 mil cavalos e 37 elefantes e partiu rumo a Roma. Mas ao invés de passar pela via que margeava o Mediterrâneo e que seria o caminho mais fácil e rápido para a Península Itálica, resolveu atravessar os Alpes.

Guerras Púnicas
Aníbal à frente de seu exército na Batalha de Zama

Os elefantes assustavam por onde passavam e mesmo enfrentando o frio, as diversas tribos locais e fugindo da perseguição dos soldados romanos, o exército de Aníbal conseguiu chegar no vale do rio Pó, vencendo batalhas em Trébia e Trasimeno. Quando Quinto Máximo tomou posse como novo Consul, resolveu mudar a tática romana e preferiu esperar os avanços de Aníbal. Só que o povo romano estava interessado em ver suas legiões lutando, já que os cartagineses saqueavam e queimavam as poucas terras que os romanos não haviam queimado anteriormente – sim, já naquela época existia a tática de “terra arrasada”.

Guerras Púnicas
Aníbal

Após uns meses de relativo desinteresse dos romanos em guerrear, o consulado chega nas mãos de Caio Varrão e Lúcio Paulo, que organizam novas legiões e conseguem reunir cerca de 80 mil homens, entre soldados e cavaleiros, mas continuam com as legiões imóveis próximas à Roma. Aníbal toma a iniciativa de um primeiro movimento e desloca suas tropas para Canas, um povoado próximo do rio Áufido.

Apesar de ter a inferioridade numérica no campo de batalha, Aníbal posicionou suas tropas de maneira a garantir uma certa superioriade numérica em alguns pontos, mas principalmente na cavalaria, o que ajudou muito a vencer a batalha. Também colocou soldados teoricamente mais fracos no centro da formação, e as legiões romanas foram lutando e gradativamente caindo na armadilha, entrando cada vez mais no meio da formação cartaginesa. Enquanto isso a cavalaria dava a volta pelas legiões e fechava o caminho para uma possível fuga romana do campo de batalha.

Essa tática de fechar o adversário em uma espécie de “pinça” foi utilizada pelos soviéticos contra as tropas nazistas em Stalingrado. Na verdade este é um movimento de batalha que é estudado nas escolas militares até hoje, tamanha sua genialidade! Aníbal humilhou os romanos, que tiveram milhares de baixas – estima-se que 45 mil soldados e 7 mil cavaleiros romanos morreram e 19 mil foram feitos prisioneiros.

Só que enquanto Aníbal humilhava os romanos, os cartagineses não conseguiram enviar reforços e ainda por cima tiveram que lutar contra o cerco do general Cipião, que atravessou o mar junto com algumas legiões e atacou a cidade de Cartago. Sem muitas defesas, Cartago solicita a volta de Aníbal, que acaba derrotado na Batalha de Zama pelo próprio Cipião, já em 202 a.C.

Com a derrota, Cartago assina um acordo de paz com Roma. Mas mesmo esta relativa paz não tinha sossego dentro do próprio Senado Romano.

A Terceira Guerra Púnica

“Delenda est Carthago!”

As duas cidades estavam em paz e Cartago não podia guerrear nem estabelecer rotas comerciais sem o consentimento de Roma. Mesmo assim os cartagineses não paravam de trabalhar e prosperar. Com as diversas restrições impostas pelos romanos após o fim da Segunda Guerra Púnica, os cartagineses passaram a centralizar suas atividades no campo.

Em pouco mais de meio século os produtos colhidos em Cartago já rivalizavam com os produtos romanos.

Este “renascimento” comercial cartaginês encontrava inimigos no Senado, e o principal crítico e incentivador da destruição de Cartago era Marcus Cato, o Velho, que lutou na Segunda Guerra Púnica e sempre terminava seus discursos com a frase “Delenda est Carthago!”, que quer dizer em tradução livre: “Cartago precisa ser destruída!”.

Os discursos de Cato encontravam simpatizantes entre os patrícios, que viviam em Roma mas tinham latifúndios espalhados pelos territórios romanos e viviam justamente da renda das plantações nestas terras.

Como Cartago não podia guerrear, os romanos vão mandar os numidas – um povo recém-aliado de Roma – atacar territórios cartagineses. Durante três anos Cartago vai pedir junto ao Senado o direito de defesa, e este é negado todas as vezes. Quando Cartago enfim resolve revidar, em 149 a.C., os romanos usam o fato como motivo para atacar.

Cartago é cercada por mais três anos e é completamente destruída em 146 a.C.. O cerco à cidade é tão violento que estima-se que poucas pessoas sobreviveram às investidas das legiões romanas. No fim, apenas 50 mil pessoas são levadas como prisioneiras. A cidade é completamente arrasada, suas construções são destruídas e, dizem, a terra da cidade foi salgada para que nada mais nascesse ali naquele chão.

Os territórios cartagineses ficaram definitivamente sob domínio romano, e após o fim da Terceira Guerra Púnica Roma ganha destaque definitivamente como maior potência da Antiguidade, conquistando cada vez mais territórios e aumentando suas áreas de influência nos dois séculos seguintes.

Fonte: www.historiazine.com

Guerras Púnicas

Os três Guerras Púnicas entre Cartago e Roma ocorreu ao longo de quase um século, a partir de 264 aC e que termina com a destruição de Cartago em 146 aC.

Na época da Primeira Guerra Púnica eclodiu, Roma tornou-se o poder dominante em toda a península italiana, enquanto Cartago-a poderosa cidade-estado no norte da África-tinha-se estabelecido como a potência marítima de liderança no mundo. A Primeira Guerra Púnica eclodiu em 264 aC, quando Roma interferiu em uma disputa na ilha cartaginês-controlada da Sicília; A guerra terminou com Roma no controle de ambos Sicília e Córsega e marcou a emergência do império como naval, bem como um poder terrestre. Na Segunda Guerra Púnica, o grande general cartaginês Aníbal invadiu a Itália e teve grandes vitórias no Lago Trasimeno e Canas antes de sua eventual derrota nas mãos de de Roma Scipio Africanus em 202 aC deixou Roma no controle do Mediterrâneo Ocidental e grande parte de Espanha. Na Terceira Guerra Púnica, os romanos, liderados por Cipião, o Jovem, capturado e destruído a cidade de Cartago, em 146 aC, transformando a África em mais uma província do poderoso Império Romano.

A tradição diz que os colonos fenícios do porto mediterrâneo de Tiro (no que é hoje o Líbano) fundou a cidade-estado de Cartago, na costa norte da África, ao norte da moderna Tunis, em torno de 814 aC (A palavra “Púnica,” mais tarde, o nome para a série de guerras entre Cartago e Roma, foi derivado da palavra latina para fenícia.) por 265 aC, Cartago era a cidade mais rica e mais avançado na região, bem como o seu poder naval líder. Apesar de Cartago colidiu violentamente com várias outras potências da região, nomeadamente a Grécia, as suas relações com Roma eram historicamente amigável, e as cidades tinham assinado vários tratados que definem os direitos de exploração ao longo dos anos.

Em 264 aC, Roma decidiu intervir em uma disputa na costa oeste da ilha da Sicília (então uma província de Cartago), envolvendo um ataque por soldados da cidade de Syracuse contra a cidade de Messina. Enquanto Cartago apoiado Syracuse, Roma apoiado Messina, ea luta logo explodiu em um conflito direto entre as duas potências, com o controle da Sicília em jogo. Ao longo de quase 20 anos, Roma reconstruiu toda a sua frota, a fim de confrontar poderosa marinha de Cartago, marcando sua primeira vitória mar em Mylae em 260 aC, e uma grande vitória na Batalha de Ecnomus em 256 aC Embora a invasão do norte da África que mesmo ano terminou em derrota, Roma se recusou a desistir e, em 241 aC a frota romana era capaz de conseguir uma vitória decisiva contra os cartagineses no mar, quebrando sua superioridade naval lendário. No final da Primeira Guerra Púnica, Sicília tornou-se primeira província ultramarina de Roma.

Ao longo das próximas décadas, Roma assumiu o controle de ambos Córsega e da Sardenha, bem como, mas Cartago foi capaz de estabelecer uma nova base de influência em Espanha a partir de 237 aC, sob a liderança do poderoso general Amílcar Barca e, mais tarde, seu filho -em-lei Hasdrubal. Segundo Políbio e Tito Lívio em suas histórias de Roma, Amílcar Barca, que morreu em 229 aC, fez o seu filho mais novo, Hannibal um juramento de sangue contra a Roma, quando ele era apenas um menino. Após a morte de Hasdrubal em 221 aC, Hannibal assumiu o comando das forças cartagineses na Espanha. Dois anos depois, ele marchou seu exército através do rio Ebro em Sagunto, cidade Ibérica sob a proteção romana, efetivamente declarando guerra à Roma. A Segunda Guerra Púnica viu Hannibal e suas tropas, incluindo-o tanto como como 90.000 de infantaria, 12.000 de cavalaria e um número de elefantes de março de Espanha através dos Alpes e em Itália, onde teve uma série de vitórias sobre tropas romanas em Ticinus, Trebia e Trasimene. Ousando invasão de Roma de Hannibal atingiu seu auge em Canas em 216 aC, onde ele usou a cavalaria superior ao cercar um exército romano duas vezes o tamanho de sua própria e infligir baixas maciças.

Após esta derrota desastrosa, no entanto, os romanos conseguiram se recuperar, e os cartagineses perdeu hold na Itália, como Roma obteve vitórias em Espanha e Norte de África sob o nascer jovem general Publius Cornelius Scipio (mais tarde conhecido como Scipio Africanus). Em 203 aC, as forças de Aníbal foram forçados a abandonar a luta na Itália, a fim de defender o Norte de África, e no ano seguinte o exército de Scipio derrotou os cartagineses em Zama. Perdas de Aníbal na Segunda Guerra Púnica efetivamente pôr fim ao império de Cartago no Mediterrâneo Ocidental, deixando Roma no controle de Espanha e permitindo Cartago para reter apenas o seu território no Norte da África. Cartago também foi forçado a desistir de sua frota e pagar uma grande indenização a Roma em prata.

A Terceira Guerra Púnica, de longe, o mais controverso dos três conflitos entre Roma e Cartago, foi o resultado de esforços por Cato os membros hawkish Elder e outras do Senado romano para convencer seus colegas que Cartago (mesmo em seu estado enfraquecido) foi uma constante ameaça para a supremacia de Roma na região. Em 149 aC, depois de Cartago tecnicamente quebrou o tratado com Roma declarando guerra contra o estado vizinho de Numídia, os romanos enviaram um exército ao norte da África, a começar a Terceira Guerra Púnica.

Cartago resistiu ao cerco romano por dois anos antes de uma mudança de comando Roman colocar o jovem general Cipião Emiliano (mais tarde conhecido como Cipião, o Jovem) no comando da campanha norte da África em 147 aC Depois de apertar as posições romanas ao redor de Cartago, Aemilianus lançou uma vigorosa atacar seu lado do porto, na primavera de 146 aC, empurrando para a cidade e destruir casa em casa enquanto empurra as tropas inimigas para a sua cidadela.

Após sete dias de derramamento de sangue horrível, os cartagineses se rendeu, destruindo uma cidade antiga que tinha sobrevivido por cerca de 700 anos. Os sobreviventes 50.000 cidadãos de Cartago foram vendidos como escravos.

Também em 146 aC, as tropas romanas movido a leste de derrotar o rei Filipe V da Macedónia nas Guerras da Macedônia, e no final do ano Roma reinou supremo sobre um império que se estende desde a costa atlântica de Espanha para a fronteira entre a Grécia e Ásia Menor (atual Turquia) .

Fonte: www.history.com

Veja também

Populista

Populista

PUBLICIDADE Definição Populista, em geral, é uma ideologia ou movimento político que mobiliza a população …

Corrida Espacial

Corrida Espacial

PUBLICIDADE Definição A corrida espacial da Guerra Fria (1957 – 1975) foi uma competição na exploração do …

Caso Watergate

Caso Watergate

PUBLICIDADE Watergate Watergate pode ser a história mais famosa na história americana de jornalismo investigativo. Isso …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.