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Bioma

 

Os lugares estão agrupados em continentes, tanto por sua geografia como por sua história. As diferentes paisagens que diferenciam os lugares não são apenas o resultado das condições naturais, mas também do trabalho acumulado por gerações e gerações. Continentes são um exemplo dos diversos conjuntos espaciais existentes na superfície da Terra.

Que é um conjunto espacial?

É uma maneira de reunir, pelo conhecimento, fatos geográficos que possuem características próprias, as quais estamos interessados em conhecer. Um conjunto é formado por elementos que têm uma relação entre si, isto é, uma característica comum a todos eles.

Existem vários conjuntos espaciais que podem ser definidos na superfície da Terra. Os continentes, os países desenvolvidos, as zonas climáticas são exemplos de conjuntos delimitados no espaço geográfico, e que podem ser representados em um mapa. Delimitar um conjunto significa traçar o contorno que abrange todos os lugares que apresentam uma característica comum, de acordo com as informações de que dispomos.

É possível formar vários tipos de conjuntos espaciais em função dos muitos aspectos que identificamos na realidade, tais como o relevo, o clima, os solos, a vegetação, uma bacia hidrográfica, um campo arado ou uma cidade.

Certos conjuntos não são difíceis de delimitar. Uma ilha, uma grande floresta ou uma cidade, por exemplo. Esses conjuntos podem ser observados a partir de um ponto mais elevado - de um avião ou por fotografias aéreas ou imagens de satélite. Em uma vista aérea, uma cidade aparece com seus contornos claros. Mas, quando viajamos de automóvel, trem ou ônibus, não conseguimos perceber claramente onde a cidade acaba e onde se inicia o campo que a circunda.

Isso é explicado pela escala de observação: quanto mais nos aproximamos de uma paisagem, mais ricos serão os detalhes e mais complexas suas nuanças.

Existem conjuntos formados por interações complexas de diversos fatores. A paisagem geográfica não é a simples adição de elementos desordenados, e sim o resultado da combinação dinâmica - portanto, instável - de elementos físicos, biológicos e humanos que, interagindo uns sobre os outros, fazem da paisagem um conjunto único e indissolúvel em perpétua evolução.

Para delimitar os contornos das diversas paisagens que existem na superfície da Terra é necessário definir uma classificação em ordens de grandeza, na qual estejam presentes níveis superiores e inferiores.

Um ponto de partida para essa classificação, normalmente empregado pelos biólogos que fazem levantamento sistemático das espécies vivas, são os biomas, que constituem grandes conjuntos para se classificar e ordenar os sistemas de vida existentes na biosfera.

Um bioma inclui todas as plantas e animais adaptados a um clima comum. As características ecológicas da vegetação do bioma dependem das variações sazonais de temperatura e precipitação, ou seja, as variações de acordo com as estações do ano. Por isso, esses sistemas de vida são - quando considerados biomas terrestres - grandes formações vegetais, em que os animais mostram-se condicionados pela estrutura física do sistema vegetal. Assim, animais arbóreos precisam de árvores, como ruminantes necessitam de ervas. Nesse sentido, bioma é uma comunidade em que os seres vivos oferecem soluções para problemas comuns e, portanto, estão ambientalmente ligados.

Para entender a lógica de classificação dos biomas, poderíamos construir um continente imaginário que se estendesse desde as altas latitudes do Hemisfério Norte até o Cone Sul e procurasse sintetizar alguns dos processos básicos de formação das paisagens diferenciadas existentes na superfície da Terra.

Esse continente seria mais largo no norte do que no sul para refletir a situação diferenciada na distribuição de terras e mares. Correntes quentes partiriam do Equador e seriam dominantes na fachada leste ou oriental. Por sua vez, as correntes frias dominariam a porção oeste ou ocidental, por causa do movimento de rotação da Terra de oeste para leste.

Nesse continente imaginário, teríamos no extremo norte: a tundra, que é um bioma marcado pela presença de vegetação rasteira, com líquens e musgos, e animais adaptados ao clima, como o urso polar. Segue-se a grande floresta boreal, também chamada de taiga, em que predominam os pinheiros, que é um vegetal de folhas acicufoliadas, isto é, em forma de agulhas, para reduzir a transpiração e suportar os longos invernos. As folhas do pinheiro, de difícil decomposição, são um dos responsáveis pela formação dos solos podzólicos nesse bioma.

A distância até o litoral explica a presença das estepes temperadas, propícias para uma vegetação rasteira que desaparece durante o inverno, quando o interior do continente fica coberto de neve. O desenvolvimento cíclico dessas grandes extensões de ervas é o grande responsável pela grande quantidade de húmus, que dá coloração escura aos solos das estepes e pradarias.

A floresta temperada, de folhas decíduas (isto é, que caem durante o inverno ou na estação seca), marca a fachada ocidental do continente, enquanto a presença de correntes quentes confere caráter subtropical às florestas que ocorrem na fachada oriental, cujo clima está em grande parte condicionado pelos mecanismos ligados à circulação atmosférica entre continente e oceano.

As correntes marinhas frias também explicam a presença de desertos e biomas semi-áridos na fachada ocidental, tanto no Hemisfério Norte quanto no Hemisfério Sul de nosso continente imaginário. Os desertos e as estepes semi-áridas são áreas em que as formas de vida estão adaptadas à escassez de água, a exemplo do cacto americano, cujos caules são capazes de reter água por longos períodos. Também se formam desertos nas áreas próximas às latitudes em torno de 30 graus, principalmente no Hemisfério Norte, já que os centros de alta pressão formadores dos alíseos - ventos permanentes que circulam entre as latitudes próximas aos Trópicos e ao Equador - estão sobre o continente, retirando a pequena umidade disponível nessas áreas e produzindo um efeito ressecante.

Na área cortada pelo Equador, o encontro dos alíseos formando a Convergência Intertropical (CIT) resulta em uma zona de instabilidade que provoca chuvas regulares, durante praticamente o ano todo. Nessas áreas, surge a floresta tropical pluvial, latifoliada (isto é, de folhas largas para facilitar a transpiração, e perenes). Os limites dessa floresta são prolongados na porção oriental do continente, por causa da presença de correntes marinhas quentes e de ventos alíseos úmidos, como ocorre com a Mata Atlântica, no Brasil.

A floresta pluvial decídua marca a passagem para o clima tropical, com estação seca bem marcada. A vegetação mais representativa do clima tropical com estação seca bem marcada é a savana ou o cerrado, que é uma formação arbustiva-herbácea que se desenvolve sobre solos lateríticos.

Uma vegetação de clima mediterrâneo, isto é, aquela situada nas latitudes subtropicais - nas quais os efeitos do mar são contrabalançados pela presença de grandes montanhas -, caracteriza-se pela estação seca no verão e pela presença da vegetação de maqui, que é formada por arbustos espinhentos de difícil penetração em seu interior.

A idéia de uma vegetação que oferece resistência à penetração de um invasor foi lembrada pela Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial, cujos militantes se autodenominavam maquis.

Realizada em nosso continente hipotético, essa classificação em biomas permite compreender os mecanismos básicos que interagem na formação dos grandes conjuntos vivos, e serve como guia para interpretar o mapa das formações vegetais.

Os biomas são grandes conjuntos de classificação da paisagem, que procuram sintetizar os mecanismos fundamentais de sua formação. Enquanto classificação, eles são produtos do conhecimento e, portanto, constituem uma abstração dos geógrafo e biólogos para compreender os mecanismos básicos dos sistemas de vida existentes no planeta.

Hoje, no entanto, com as propostas de desenvolvimento sustentável, os órgãos internacionais estão adotando os biomas como unidades de gestão ambiental, isto é, destinadas à avaliação e ao planejamento dos recursos ecológicos em escala planetária.

Fonte: www.geocities.com

Bioma

Tundra

A tundra é o limite norte da taiga. Esse bioma é caracterizado por longos invernos escuros e os verões muito curtas, com duração inferior a três meses. A temperatura média do período mais quente não superior a 10 ° Celsius. Além disso, não é incomum para receber neve no meio de Julho. Devido a estas condições, o solo não descongelar completamente no território. A camada superior de descongela cerca de um metro do solo, enquanto que a camada de fundo permanece congelado, o permafrost (vários metros). A precipitação é variável de 200 a 600 mm. O clima é mais seco e frio. (1, 2, 3)

As condições climáticas tornam a vegetação cresce muito lentamente e permanece muito baixa, em parte para escapar do ressecamento causado pelo vento e frio. Sul do bioma pode ser encontrado arbustos, mas mais ao norte há qu'herbacées reunião, líquens e musgos. (1, 2, 3) O crescimento é lento, mas a vida pode ser muito longo, alguns líquenes podem ter mais de 100 anos. (1)

O crescimento das plantas é concentrada no curto verão, quando a luz solar é praticamente contínua. Esta cultura intensa atrai muitos pássaros que vêm para procriar como Canadá gansos, gansos neve e eider . Entre as aves residentes, há a coruja nevado e perdiz. Tundra é um biomas terrestres raros para ver evoluir grandes rebanhos , caribu sendo renomeado por causa de seus enormes bandos e seu comportamento migratório. Muskox, os ursos polares e mamíferos menores, como lobos, raposas árticas e lemmings também habitam a tundra. Em insetos, mosquitos e moscas pretas são facilmente notar a sua presença. (1, 2, 3)

Muitos acreditam que a tundra permaneceu intocada pelo homem. No entanto, há um aumento do óleo com o seu impacto sobre o ambiente. Além disso, existe um fenômeno sneaky, a chegada das partículas químicas poluentes transportados pelo vento. De fato, as cidades de poluentes na América do Norte e Europa são, invariavelmente, para o norte. (3) Isso mostra que o nosso modo de vida, não só influencia o nosso ambiente imediato, mas todo o planeta.

O Ártico

O termo "polar" refere-se a uma região geográfica. Também referido calotas. No entanto, ao contrário dos biomas, essas áreas estão desertas. A vida não pode sobreviver. Com alguns navegadores, ou outros animais cruzando a biodiversidade dessas áreas continua sendo zero.

Floresta boreal (taiga)

A floresta boreal é caracterizado por invernos longos e frios (pelo menos 6 meses abaixo de 0 ° C) e verões curtos podem ser bastante quente em alguns lugares.

A temperatura média no verão é de 10 º Celsius. Apesar de os verões curtos, o crescimento das plantas pode ser importante devido ao sol de até 18 horas, sob determinadas latitudes. A precipitação é moderada, 200 a 600 mm e, em especial, na forma de neve.

O aspecto físico da floresta boreal se assemelha a um mosaico de florestas, lagos, rios e áreas úmidas, como pântanos. Espécies de árvores são menores e florestas são dominadas por espécies como o pinheiro, abeto, larício e pinheiro. As madeiras raras de ser encontradas estão localizados em zonas húmidas (lagos, rios, pântanos) ou em áreas perturbadas por fogo ou humano (amieiro, vidoeiro, choupo, salgueiro). Fogo ocorre durante períodos de seca e é um elemento chave para a renovação da floresta. As gramíneas são muito raras na floresta densa. Como arbustos, eles são em sua maioria da família Ericaceae , como cranberries ou chá Labrador Gronelândia. (1, 2, 3)

O piso deste bioma é ácida (coníferas devido), magro e pobre em nutrientes. No entanto, as árvores são bem adaptadas a essas condições através de milhares de anos de evolução. Primeiro, eles têm uma extensa rede de Racine, que corre superficialmente na fina camada de solo para absorver e essencial para a sua sobrevivência. Em segundo lugar, as árvores têm uma relação mutualística entre as raízes e fungos (como cogumelos) para formar o que é chamado de micorrizas . Ambas as partes se beneficiam desta associação, os fungos absorvem material produzido por árvores e, em contrapartida, aumentam as raízes de absorção de superfície que permite que árvores para otimizar sua capacidade de absorver água e minerais. (2, 3)

Esse bioma pode ser menos complexo se considerarmos apenas a variedade de plantas encontradas lá, mas se você olhar de perto, você descobre um mundo fascinante, que revela muitas surpresas. Vida Selvagem, entretanto, é muito diversificada e inclui muitos invertebrados, aves e mamíferos. O mais "famoso" invertebrados que representam, sem dúvida, é morder insetos. (1) Algumas espécies de aves como perdiz, vivem na taiga permanentemente, mas a maioria das espécies são apenas escala durante a migração ou venham a se reproduzir. Hare, urso preto, urso grizzly, alces, alces, lobos e Wolverine são alguns exemplos de mamíferos que vivem neste lugar. (2, 3)

Até bem recentemente, a floresta boreal sofreu menos do que outros biomas de influência humana. Ela agora sofre uma maior exploração dos recursos vegetais e animais selvagens. As árvores são derrubadas para madeira e papel e celulose. E aberturas criadas por estradas madeireiras permitir que o homem a penetrar mais profundamente na floresta para caçar e prender, o que aumenta a pressão sobre as populações animais. (2, 3) Felizmente, a gestão de recursos também faz parte dos costumes humanos e diariamente se inclinar mais sobre estas questões, a fim de garantir a sustentabilidade do bioma.

A montanha

Montanhas bioma é encontrado nas montanhas e não em uma fronteira norte-sul. Montanha, biomas terrestres são organizadas em um ambiente contínuo, dependendo da altitude. Se a altitude permite, vamos encontrar no topo da vegetação condições climáticas típicas da tundra é a tundra alpina. Em geral, encontramos a madeira ao pé de montanhas que gradualmente dá lugar a coníferas, seguido por arbustos, e assim até o cume. Estes podem ser congelados como a neve e altitude alcançada. Biomas montanha são pessoas que moldaram a evolução destas "ilhas" variedades únicas de plantas e animais. (3) As cabras e ovelhas bighorn estão entre estes.

Floresta mista

Floresta mista, ou floresta temperada consiste principalmente de folhosas, um ciclo anual, perdem suas folhas no outono, vão dormentes no inverno, primavera brotamento para finalmente ser folhas e flores no verão. Espécies encontradas de árvores como a bétula, carvalho, bordo, faia, cinza, limão e muitos outros.

Dependendo da região, a presença de coníferas será mais ou menos, a chuva ea temperatura tem um papel a desempenhar a este respeito. Exemplos de coníferas encontrado há pinho, abeto, cicuta, cedro, etc. (1, 2, 3)

Esse bioma é caracterizado por temperaturas quentes no verão e frio no inverno, com uma média anual de 8 a 10 ° Celsius. Precipitação substancial 700-1700 mm por ano (ou mais) e são distribuídos de forma bastante equilibrada ao longo do ano. Áreas com invernos mais frios e menos precipitação são compostas de coníferas em abundância. (1, 2, 3)

O solo floresta temperada é rico em matéria orgânica, que é alimentado a cada outono as folhas das árvores de folha caduca, para não mencionar as agulhas de coníferas. No entanto, a decomposição da matéria orgânica é relativamente lenta e ainda mais lenta se a floresta é composta principalmente de coníferas. (2, 3) A floresta é estratificada verticalmente. Strata encontrado há gramíneas, arbustos, árvores que crescem na sombra e árvores finalmente maduros. Nos Estados Unidos, esses níveis de vegetação habitada por muitos mamíferos como esquilos, guaxinins, ursos negros, veados, para citar alguns.

No entanto, organizações maiores são aquelas que passam despercebidas, isto é, as bactérias e os fungos. Estas organizações desempenham um papel fundamental, ao participar na reciclagem de matéria orgânica, e no solo, de modo a garantir a saúde de toda a floresta. O que é uma Parceria Verde para os participantes. (2, 3)

Floresta mista tem sido muito afetado pela presença humana. Velha madura florestas, há apenas alguns bolsos, aqui e ali. A chegada dos europeus marcaram este bioma para sempre. As árvores foram utilizados para a construção e abatidos para a agricultura. De fato, os grandes centros urbanos da América do Norte estão localizadas ali. O que resta da floresta original é agora a atenção de ambientalistas que querem que você para protegê-los. (2, 3)

Pradaria

O bioma pastagens é um importante Boréalie porque ocupa um vasto território na América do Norte. Globalmente, as pastagens ocupam 24% da superfície dos continentes. (1) Este bioma é caracterizado por invernos frios e seca durante o verão, acompanhadas ocasionalmente pelo fogo. Gramados são entre 300 e 1000 mm de chuva por ano. Na América do Norte, há a pradaria tallgrass que recebem 700-1000 mm de precipitação anual e curto-grama de pradarias que recebem apenas 300 mm por ano. (1, 2, 3)

Representantes fauna deste bioma são herbívoros de grande porte (American Bison, pronghorn), grandes populações de roedores, como os cães da pradaria e seus predadores (raposas, aves de rapina). (1, 2, 3).

Não esqueça os insetos, que são em grande número e, principalmente, representada por gafanhotos ( Orthoptera ) (gafanhotos, grilos). (1, 3).

Diversos fatores contribuem para os prados são e impedir o estabelecimento de árvores e arbustos: os incêndios, grandes herbívoros (2) e a densa rede de sistema de Racine. (3)

Este último ponto também contribui para a riqueza do solo da pastagem. Com efeito, o solo contém grandes quantidades de orgânica. (2, 3)

O homem, infelizmente, mudou muito neste bioma quase eliminar completamente herbívoros de grande porte e cultivo de terras férteis vasto. Os campos das Américas produziram e ainda produzem grandes quantidades de grãos. Mas por quanto tempo? Ao longo dos últimos 40 anos de operação, pastagens perderam 35-40% de sua matéria orgânica. Forçando os agricultores a usar mais fertilizantes. Esses fatos deixam questões sem resposta sobre os impactos da decomposição da matéria orgânica do solo e uso de produtos químicos no ambiente. As perguntas são feitas e responde desconhecido. (3)

Referências

1. Borcard, Daniel. Departamento de Ciências Biológicas. Universidade de Montreal. Retirado 16 de abril de 2003. Seguinte referência: Dajoz, R. 1996. Ecologia específica. 6 ª edição. Wiley. Paris.
2. Campbell, Neil A. 1995. Capítulo 46: Ecologia: Distribuição e adaptação dos organismos. Em Biologia. Renovação Educacional Publishing Inc.. Quebec. Canada.
3. Molles, Manuel C. Jr. 1999. Capítulo 2: A vida na terra. Em Ecologia: Conceitos e Aplicações. McGraw-Hill. Toronto. Canada.

Fonte: www.zoosauvage.org

Bioma

Biomas são as grandes formações vegetais encontradas nos diferentes continentes e devidas principalmente aos fatores climáticos (temperatura e umidade) relacionados à latitude. Veja na tabela abaixo as características gerais dos principais biomas da Terra. As variações da vegetação encontradas dentro do mesmo bioma, devidas principalmente ao solo, topografia, disponibilidade de água e ação humana recebem o nome de biótopos.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS DOS PRINCIPAIS BIOMAS

CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS, PRODUÇÃO PRIMÁRIA E BIOMASSA DOS PRINCIPAIS BIOMAS.

Bioma

Precipitação (mm)

Temperatura (oC)

Produção Primária (Líq.) 105 g C

Biomassa t/ha

Tundra

10 a 1.000

-15 a -5

0,4 a 0,6

6

Taiga (Flor. Boreais)

10 a 1.700

-5 a 3

1,1 a 2,9

200

Florestas Temperadas

300 a 3.000

3 a 18

2,2 a 3,3

300

Campos de Gramíneas

30 a 1.000

-5 a 18

1,0 a 1,2

-

Florestas Tropicais

1.000 a >5.000

18 a 30

18,0

450 t/ha

Savanas Tropicais

500 a >1.000

15 a 30

5,3

370

Desertos

0 a 300

-5 a 30

0,6

7

Tundra

Entre linha de árvores (taiga) e linha de neve eterna, acima do círculo polar; temperaturas muito baixas quase o ano todo; estação de crescimento curta (verão) Altas latitudes (especialmente hemisfério norte) e altitudes; solo congelado o ano todo ou a maior parte do ano Sem árvores - só ervas, líquens e musgos.

Maioria dos animais (aves insetívoras, lebres, caribus, lobos, raposas) hiberna ou migra

Taiga (ou floresta boreal ou floresta de coníferas)

Latitudes altas (especialmente hemisfério norte), abaixo da tundra
Maioria das árvores perenes com folhas em forma de agulha, poucas com folhas largas (caducifólias)
Inverno muito frio, verão curto, porém mais longo que na tundra
Muitos insetos, aproveitados por aves migratórias para alimentar filhotes
Aves insetívoras ou predadoras, cervos, ursos, lobo, raposas, gatos

Floresta Temperada

Zonas temperadas com invernos frios e verões mais longos
Maioria das árvores caducifólias (tons vermelhos e amarelos no outono)
Fauna semelhante à da taiga, mas com porcos, esquilos e outros, além de algumas aves granívoras e frugívoras

Campo de gramíneas (pradaria e estepe)

Climas temperados secos e/ou sazonais
Fogo é freqüente
Predominam gramíneas; alguns arbustos e nenhuma árvore
Fauna de ungulados pastadores, carnívoros grandes, lebres e aves terrestres

Floresta Tropical

Climas úmidos e quentes, com estações chuvosas longas
Vegetação perenifólia, complexa, com grande estratificação (emergentes, dossel, sub-bosque)
Fauna muito diversificada em espécies e hábitos; grandes mamíferos são raros

Savana Tropical

Climas quentes, mas com estação seca longa (chuvas muito concentradas no tempo)

Muitas gramíneas, muitos arbustos e poucas árvores (baixas e com troncos retorcidos no cerrado)

Fogo é freqüente

Na África, muitos mamíferos grandes pastadores, vários carnívoros; na América do Sul, são raros mamíferos pastadores, ao passo que formigas e cupins têm grande importância

Desertos

Climas quentes e secos, chuvas extremamente raras;

grandes variações diárias de temperatura

Arbustos caducifólios, cactos e suculentas fauna com muitos répteis e poucos mamíferos e aves (maioria escavadora)

Diversidade

Como foi comentado em aula, os termos "diversidade" e "biodiversidade" são usados com freqüência como um indicador do número de espécies que ocorre num determinado local. Por exemplo, pode-se dizer que o Brasil possui a maior diversidade de mamíferos do planeta (ou seja, possui mais espécies diferentes de mamíferos do que qualquer outro país).

Em Ecologia, o termo diversidade tem um significado um pouco mais complexo: a diversidade de um local é determinada não só pelo número de espécies que ocorrem no mesmo (o que chamamos de riqueza de espécies), mas também pelas abundâncias relativas (número de indivíduos de uma espécie em relação ao número total de indivíduos que ocorre na área) das espécies presentes no local. Complicado?

A figura abaixo vai ajudar a entender isso tudo um pouco melhor.

Bioma

A figura mostra de forma bem simplificada a "diversidade" de mariposas em quatro locais (note que há apenas quatro espécies de mariposas na figura).

Podemos ordenar estes locais pela riqueza de espécies: os locais mais ricos são C e D (cada um com quatro espécies de mariposas), o local A vem em seguida (com três espécies) e o local B é o que tem menor riqueza (apenas uma espécie).

E qual é a diferença entre os locais C e D? Embora ambos possuam o mesmo número de espécies (ou seja, a mesma riqueza), no local C, todas as espécies possuem abundâncias semelhantes (cada uma com três indivíduos, ou seja, cada uma contribui com 25% dos 12 indivíduos do local). Já no local D, uma espécie é muito abundante (com nove indivíduos, ou 75% do total de indivíduos do local), enquanto outras três são pouco abundantes (cada uma com apenas 8,3% do total de indivíduos do local).

Portanto, fica claro que a riqueza (o número de espécies) de uma área não descreve muito bem sua diversidade, já que as abundâncias relativas podem ser muito diferentes entre as áreas. Nas disciplinas de Ecologia você verá que existem fórmulas para calcular a diversidade de uma área, levando em conta tanto a riqueza quanto as abundâncias relativas. Se estiver muito curioso e não quiser esperar até lá, leia sobre diversidade em quaquer livro texto de Ecologia (por exemplo, Ricklefs, R. E. 1996. A Economia da Natureza. Terceira edição. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan).

O mais importante em Fauna, Flora e Ambiente é que, embora o termo diversidade seja usado com muita freqüência para descrever apenas a riqueza de espécies (como na continuação deste texto), você perceba que, em Ecologia, não é só a riqueza que descreve a diversidade de um local.

É importante notar, também, que esta combinação entre riqueza e abundância relativa pode fazer com que uma pessoa tire uma conclusão equivocada sobre a riqueza de espécies de um local. Por exemplo, qual ambiente possui maior riqueza de aves, o Pantanal ou a Mata Atlântica?

Se você for ao Pantanal, verá uma infinidade de aves por toda parte, principalmente aves aquáticas como garças e jaburus (uma dica: visite o Pantanal na época da vazante). Por outro lado, durante um agradável passeio por uma trilha na Mata Atlântica (na Serra do Mar, no caminho para o litoral, por exemplo), você verá poucas aves, a maioria delas passarinhos que são dificilmente observados entre as copas das árvores.

Depois desses dois deliciosos passeios, você vai concluir que o Pantanal possui maior riqueza de aves que a Mata Atlântica. Certo? Não!!! Erradíssimo! Um hectare (100x100 m) de Mata Atlântica possui, em média, muito mais espécies de aves que um hectare do Pantanal. Por que? Boa pergunta! Vamos explorar esta questão em várias ocasiões ao longo do curso. Por enquanto, dê uma olhada nas tabelas 1 e 2 acima e veja quais os fatores que mais se relacionam com a diversidade (preste atenção especialmente na produção primária).

Vale lembrar, também, que a diversidade diz respeito não somente ao nível de espécies, mas também ao nível genético (dentro de uma mesma população), ao nível de habitats e também ao nível de paisagens, quando se considera uma escala de maior abrangência.

Para finalizar, atente para os seguintes fatos:

Vivemos em um país tropical de dimensões continentais

A diversidade de ambientes é enorme no Brasil

A maior parte do território brasileiro é coberta por ambientes altamente produtivos (especialmente a Amazônia, a Mata Atlântica e os cerrados)

Por isso tudo, o Brasil é o país com a maior diversidade (riqueza) de vertebrados e plantas do planeta.

Fonte: www.ib.usp.br

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