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Previsão do Tempo

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Qual é a diferença entre Tempo e Clima?

O tempo é a combinação de eventos que acontecem todos os dias em nossa atmosfera, incluindo temperatura, precipitação e umidade. O tempo não é o mesmo em todos os lugares. Talvez seja quente, seco e ensolarado hoje, onde você mora, mas em outras partes do mundo, está nublado, chovendo ou nevando mesmo.

Todos os dias, eventos climáticos são registrados e previsto pelos meteorologistas do mundo.

Clima em seu lugar no globo controla o clima onde você mora. Clima é o padrão médio de tempo em um lugar durante muitos anos. Assim, o clima da Antártica é muito diferente do que o clima de uma ilha tropical. Os dias quentes de verão são bastante típico de climas em muitas regiões do mundo, mesmo sem os efeitos do aquecimento global.

Como os meteorologistas prevêem o tempo?

Previsão do tempo é uma previsão de que o tempo vai ser como em uma hora, amanhã, ou na próxima semana.

Previsão do tempo envolve uma combinação de modelos de computador, observações, e um conhecimento de tendências e padrões. Usando esses métodos, previsões precisas razoáveis podem ser feitas até sete dias de antecedência.

O que é uma frente?

A frente é um limite entre duas massas de ar diferentes, resultando em clima de tempestade. A frente é normalmente uma linha de separação entre as massas de ar quentes e frias.

O que é uma frente fria?

Uma frente fria é uma fronteira entre duas massas de ar, uma fria e outra quente, movendo-se para que o ar frio substitui o ar mais quente. Uma frente fria é representada como uma linha azul com os dentes apontando para a direção do movimento.

O que é uma frente quente?

Uma frente quente é um limite entre duas massas de ar, uma fria e quente o outro, que se deslocam de modo a que o ar mais quente substitui o ar mais frio. Uma frente quente é representada como uma linha vermelha com semicírculos que apontam na direção do movimento.

O que é uma frente estacionária?

Uma frente estacionária é uma fronteira entre duas massas de ar que mais ou menos não se move, mas algumas frentes estacionárias pode balançar para trás e para várias centenas de quilômetros por dia. Uma frente estacionária é representada como um símbolo de frente alternando quente e frio.

O que é uma frente oclusa?

Uma frente oclusa é uma combinação de duas frentes que se formam quando uma frente fria alcança e ultrapassa uma frente quente. Uma frente oclusa é representado como uma linha púrpura com dentes e meios círculos.

O que é um satélite meteorológico?

Um satélite de tempo é um tipo de satélite, que é usado principalmente para monitorizar o tempo e do clima do planeta. Os satélites podem ser tanto em órbita polar, vendo a mesma faixa da Terra a cada 12 horas, ou geoestacionária, pairando sobre o mesmo ponto da Terra, em órbita sobre o equador enquanto se move à velocidade da rotação da Terra. Estes satélites meteorológicos ver mais do que as nuvens e os sistemas em nuvem. As luzes da cidade, fogos, efeitos da poluição, as auroras, tempestades de areia e poeira, cobertura de neve, gelo, limites de mapeamento das correntes oceânicas, fluxos de energia, etc, são outros tipos de informações ambientais coletadas utilizando satélites meteorológicos.

Fonte: www.eo.ucar.edu / www.weatherwizkids.com

Previsão do Tempo

Qual é a diferença entre Tempo e Clima?

A diferença entre o tempo e o clima é uma medida de tempo. Tempo é o que as condições da atmosfera são ao longo de um curto período de tempo, e é como o clima atmosfera “comporta” durante períodos relativamente longos de tempo.

Quando falamos sobre a mudança climática, nós falamos sobre as mudanças na média de longo prazo de tempo diária. Hoje, as crianças sempre ouve histórias de seus pais e avós sobre como a neve estava sempre empilhados até a cintura enquanto se arrastava para a escola. As crianças de hoje na maioria das áreas do país ainda não experimentou esses tipos de terríveis invernos neve-embalados, exceto para os EUA do Nordeste em janeiro de 2005. A mudança de neves de inverno recentes indicam que o clima mudou desde que seus pais eram jovens.

Se verões parecem mais quente ultimamente, então o clima recente pode ter mudado. Em várias partes do mundo, algumas pessoas têm notado que a primavera chega mais cedo agora do que há 30 anos. Uma primavera mais cedo é indicativo de uma possível mudança no clima.

Além de mudanças climáticas a longo prazo, há variações climáticas de prazo mais curto. Esta chamada variabilidade climática pode ser representado por mudanças periódicas ou intermitentes relacionadas com El Niño, La Niña, erupções vulcânicas, ou outras mudanças no sistema Terra.

O significado do Tempo

O tempo é, basicamente, a forma como a atmosfera está se comportando, principalmente no que diz respeito aos seus efeitos sobre a vida e as atividades humanas. A diferença entre tempo e clima é que o tempo consiste no curto prazo (minutos para meses) mudanças na atmosfera. A maioria das pessoas acha que de tempo em termos de temperatura, umidade, precipitação, nebulosidade, brilho, visibilidade, vento e pressão atmosférica, como na alta e baixa pressão.

Na maioria dos lugares, o tempo pode mudar de minuto a minuto, hora a hora, dia-a-dia, e tempere-a-temporada. Climáticas, no entanto, é a média do tempo ao longo do tempo e espaço. Uma maneira fácil de lembrar a diferença é que o clima é o que você espera, como um verão muito quente, e tempo é o que você ganha, como um dia quente com trovoadas pop-up.

Coisas que compõem o nosso Tempo

Há realmente uma grande quantidade de componentes a tempo. Tempo inclui sol, chuva, cobertura de nuvens, ventos, granizo, neve, granizo, chuva gelada, inundações, nevascas, tempestades de gelo, tempestades, chuvas constantes de uma frente fria ou frente quente, o calor excessivo, ondas de calor e muito mais.

A fim de ajudar as pessoas a ser preparado para enfrentar tudo isso, a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) National Weather Service (NWS), a tomada de previsão liderança para o clima do país, tem mais de 25 diferentes tipos de avisos, declarações ou relógios que eles emitem.

Alguns dos relatórios NWS questões são: Relógios Inundação e avisos, Relógios Temporal severo e avisos, avisos da Blizzard, avisos neve, tempestade de inverno Relógios e avisos, assessoria denso nevoeiro, Fogo Tempo relógio, relógios Tornado e avisos, relógios Furacão e avisos. Eles também fornecem instruções meteorológicas especiais e Previsões curto e longo prazo.

NWS também emite uma série de avisos sobre clima marinho para os velejadores e outros que moram ou estão a ficar perto costas.

Eles incluem: Relógios de inundação costeiras e avisos, relógios de inundação e avisos, High avisos de vento, avisos de vento, vendaval avisos, avisos DE RESSACA, Pesado avisos pulverizador de congelação, pequenas embarcações Recomendações, Declarações clima marinho, avisos nevoeiro gelado, relógios de inundações costeiras, inundações declarações, Declaração de inundações costeiras.

O que é o Serviço Nacional de Meteorologia?

De acordo com sua declaração de missão: “O Serviço Nacional de Meteorologia prevê clima, hidrológica e previsões climáticas e as advertências para os Estados Unidos, seus territórios, águas adjacentes e áreas oceânicas, para a proteção da vida e da propriedade ea melhoria da economia nacional. dados e produtos NWS formar um banco de dados nacional de informação e infra-estrutura, que pode ser utilizado por outros órgãos governamentais, o setor privado, o público, e com a comunidade global. ”

Para fazer o seu trabalho, o NWS usa radar no solo e imagens de satélites em órbita com um olho constante na Terra. Eles usam os relatórios de uma grande rede nacional de estações meteorológicas de relatórios, e eles lançam balões no ar para medir a temperatura do ar, pressão atmosférica, vento e umidade. Eles colocaram todos esses dados em vários modelos de computador para dar-lhes as previsões meteorológicas.

O significado do Clima

Em suma, o clima é a descrição do padrão de longo prazo de tempo em uma determinada área.

Alguns cientistas definir clima como o tempo médio para uma determinada região e período de tempo, geralmente tomada durante 30 anos. É realmente um padrão médio de tempo para uma determinada região.

Quando os cientistas falam sobre o clima, eles estão olhando para as médias de precipitação, temperatura, umidade, sol, velocidade do vento, fenômenos como a névoa, geada, granizo e tempestades, e outras medidas do clima que ocorrem durante um longo período em um determinado lugar.

Por exemplo, depois de olhar para os dados pluviômetro, os níveis do lago e reservatório e dados de satélites, os cientistas podem dizer se durante o verão, uma área foi mais seco do que a média. Se ele continua a ser mais seca que o normal durante o decurso de muitos verões, do que provavelmente indicam uma mudança no clima.

Por que estudar o Clima?

A razão de estudar o clima e as mudanças climáticas é importante, é que vai afetar as pessoas ao redor do mundo. O aumento das temperaturas globais são esperados para elevar o nível do mar, e mudar precipitação e outras condições climáticas locais. Mudando o clima regional poderiam alterar as florestas, os rendimentos das culturas, e abastecimento de água. Ele também pode afetar a saúde humana, animais, e muitos tipos de ecossistemas. Desertos podem se expandir para pastagens existentes e características de alguns de nossos parques nacionais e florestas nacionais podem ser permanentemente alterada.

A Academia Nacional de Ciências, um organismo científico liderança em os EUA, determinou que a temperatura da superfície da Terra aumentou cerca de 1 grau Fahrenheit no século passado, com o aquecimento acelerado durante as últimas duas décadas. Há evidências novas e mais fortes que a maioria do aquecimento nos últimos 50 anos é atribuível a atividades humanas. No entanto, ainda há algum debate sobre o papel dos ciclos e processos naturais.

As atividades humanas alteraram a composição química da atmosfera por meio da formação de gases de efeito estufa – principalmente dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

A propriedade desses gases é indiscutível, embora as incertezas existentes sobre exatamente como o clima da Terra responde a eles. De acordo com o Programa de Ciência da Mudança Climática dos EUA, fatores como aerossóis, mudanças do uso da terra e outros podem desempenhar um papel importante na mudança climática, mas sua influência é altamente incerto no momento.

Fonte: www.nasa.gov

Previsão do Tempo

Meteorologia é a ciência que estuda as condições atmosféricas.

Tempo e clima não são a mesma coisa. Tempo é quando falamos das condições atmosféricas que acontecem em determinado momento. Clima trata das condições atmosféricas que ocorrem com mais freqüência em determinada região.

Fatores de Interferem na Previsão do Tempo

Alguns fatores podem interferir na previsão do tempo: nuvens, massas de ar, frentes frias e quentes, temperatura, umidade do ar e pressão atmosférica.

Nuvens: são formadas por gotículas de água produzidas da evaporação de rios, lagos, oceanos, etc.

Existem quatro tipos de nuvens, de acordo com a movimentação do ar: estratos, cúmulos, cirros e nimbos.

Estratos são nuvens cinzentas parecidas com o nevoeiro. Forma-se em camadas superpostas (um sobre a outra). A sua presença no céu pode ser sinônimo de chuva.

Cúmulos são nuvens brancas com aspecto de flocos. Sua presença indica tempo bom.

Cirros são nuvens largas, brancas, formada por finos cristais de gelo. Indica tempo bom.

Nimbos são nuvens cinza-escuro e indica mau tempo.

Massas de ar: são grandes blocos de ar que se estendem horizontalmente por alguns milhares de quilômetros e verticalmente por algumas centenas de metros ou quilômetros. Podem durar vários dias ou até semanas. Originam-se nas regiões polares (frias) e tropicais (quentes). As massas de ar não ficam paradas, elas seguem uma trajetória definida, mas podem ficar estacionadas em certa região durante algum tempo. Quando se deslocam, vão levando pela frente o ar que está pelo caminho. Por isso que acontecem os choques entre as massas de ar. E o encontro destas duas massas com temperaturas diferentes chama-se frente, que podem ser frias ou quentes.

Aparelhos de Medida

De acordo com a velocidade dos ventos, é possível dizer quando uma massa de ar chegará num determinado lugar. Para medir essa velocidade usa-se um anemômetro. Neste aparelho há um dispositivo que registra quantas rotações são dadas em determinado tempo, indicando a velocidade do vento.

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Anemômetro

Para saber a direção do vento usa-se um dispositivo chamado biruta. A biruta tem a forma de um saco aberto nas duas extremidades, sendo a extremidade fixa maior que a solta. O fluxo de ar que entra alinha a biruta de acordo com a direção do vento.

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Biruta

Para media a temperatura, utilizamos o termômetro, que é um instrumento que pode ser usado tanto para medir a temperatura do nosso corpo, como para medir a da água, do ar, ou de qualquer outra coisa. Geralmente, os termômetros são feitos de um metal líquido que se expande quando aumenta a temperatura, o mercúrio, de fórmula química Hg.

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Termômetro

A umidade do ar (quantidade de vapor d água na atmosfera) também é um fator importante para fazer a previsão do tempo. Quanto mais úmido o ar, mais possibilidade de chuva. O instrumento que mede a umidade do ar é o higrômetro.

Para medir a quantidade de chuva de um determinado local utiliza-se o pluviômetro. É composto por um funil e um cilindro de vidro graduado.

A pressão atmosférica depende da umidade do ar. O ar seco é mais pesado do que o úmido. Então, quanto mais seco estiver o ar, maior será a pressão atmosférica. Se diminuir a pressão, aumenta a umidade, então é provável que chova neste lugar. Para medir a pressão atmosférica utiliza-se um barômetro, que pode ser aneróide ou de mercúrio.

O barômetro aneróide tem uma câmara cilíndrica de metal, fechada, onde o ar é rarefeito. Esta câmara tem uma tampa móvel que está ligada rigidamente a um ponteiro. Se a pressão muda, a tampa de movimenta. Então, o ponteiro também se movimenta. Junto ao ponteiro, há uma escala graduada que permite a medida do valor da pressão atmosférica.

O barômetro de mercúrio mede a pressão de acordo com a altura da coluna que contém este metal num tubo de vidro.

Como se faz a Previsão do tempo

Existem serviços de meteorologia que são responsáveis pela coleta de dados sobre as condições do tempo.

No Brasil, um órgão é responsável por essa coleta que vem das estações meteorológicas de cada estado, de satélites artificiais que giram ao redor do planeta Terra e também de outros países.

Através destas informações, os meteorologistas fazem suas previsões do tempo.

Os satélites meteorológicos, que ficam em torno da Terra, são capazes de tirar fotografias das massas de ar e das nuvens que estão na atmosfera. Registram ainda a velocidade dos ventos e a sua direção. Estes dados são enviados para a estação de meteorologia.

Fonte: www.soq.com.br

Previsão do Tempo

A rádio, a televisão, os jornais e os sites diariamente anunciam a previsão do tempo. Dentro de certa margem de segurança, ficamos sabendo se vai chover, se vai fazer frio ou calor.

Para facilitar o estudo da atmosfera, os cientistas a dividem em várias camadas:

Troposfera

A troposfera é a camada mais próxima da superfície terrestre. Nela se formam as nuvens e ocorrem as chuvas, os ventos e os relâmpagos.

Na troposfera concentra-se a maior quantidade do gás oxigênio que os seres vivos utilizam na respiração.

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Estratosfera

Nessa camada, a umidade (presença de vapor de água) é quase inexistente. Há baixa concentração de gás oxigênio, e o ar, em geral, apresenta-se rarefeito. Na estratosfera encontra-se o gás ozônio (gás cuja, molécula é formada por 3 átomos de oxigênio, O3). Essa camada filtra os raios ultravioletas do Sol, evitando assim danos aos seres vivos. Na troposfera, porém, o ozônio, quando presente, é considerado um poluente.

Nessa região atmosférica não ocorrem as turbulências provocadas pelos fenômenos meteorológicos, comuns na troposfera; por isso os vôos mais longos e feitos por grandes aviões ocorrem nessa camada.

Mesosfera

É uma camada também rica em gás ozônio. Apresenta baixas temperaturas.

Ionosfera ou termosfera

Nessa camada o ar é muito rarefeito e existem partículas carregadas de eletricidade. Essas partículas possibilitam a transmissão de ondas de rádio e similares a grandes distâncias.

Exosfera

É a ultima camada da atmosfera, isto é, o limite entre nosso planeta e o espaço cósmico. Nessa camada predomina gás hidrogênio. O ar é muito rarefeito e as moléculas de gás “escapam” constantemente para o espaço. É onde costumam ficar os satélites artificiais.

A importância da previsão do tempo

Se sabemos que vai chover, levamos o guarda-chuva quando saímos de casa. Mas uma dica importante sobre o tempo nos ajuda em muitas outras coisas. Entre elas, para avaliar as condições da estrada, quando viajamos, e também para a agricultura.

Os agricultores precisam, muitas vezes, fazer o plantio no início de um período de chuvas, porque as sementes precisam de água para germinar. Por outro lado, a previsão de enchentes, de geadas ou de falta de chuvas pode evitar prejuízos.

A meteorologia é a ciência que estuda as condições atmosféricas e, com isso, auxilia na previsão do tempo.

Os técnicos fazem a previsão do tempo estudando vários aspectos da atmosfera: massas de ar, frentes fria ou quentes, umidade do ar, temperatura do lugar, pressão atmosférica, etc.

Tempo e clima

É comum as pessoas confundirem os termos tempo e clima. Afinal, o que significa cada um deles?

O termo tempo corresponde a uma situação de momento. Indica o estado atmosférico em determinado tempo e lugar. Hoje, onde você mora, pode estar chovendo, mas amanhã poderá estar ensolarado. Pela manhã, pode estar muito calor e à tarde todos serem surpreendidos pela chegada de uma frente fria.

O termo clima corresponde ao conjunto de condições atmosféricas que ocorrem com mais freqüência em uma determinada região. Por exemplo, na caatinga, no Nordeste brasileiro, o clima é quente e seco, podendo ocorrer chuvas. Mesmo quando o tempo está chuvoso, o clima permanece o mesmo (quente e seco).

Fatores relacionados à previsão do tempo

As nuvens

O tipo de nuvem presente na atmosfera é uma pista para a previsão do tempo. Quando olhamos para o céu e vemos nuvens escuras, geralmente cinzentas, logo achamos que vai chover. A nuvem escura possui gotículas de água tão próximas umas das outras que a luz do Sol quase não consegue atravessá-las. E a chuva pode se formar justamente quando as gotículas se juntam e formam gotas maiores, que não ficam mais suspensas na atmosfera, e caem.

As nuvens podem ficar em diferentes altitudes e variar nas suas formas, que dependem de como a nuvem sobe e da temperatura do ar.

São utilizadas palavras que vieram do latim para descrever os vários tipos de nuvens.

Cirros – Nuvens altas e de cor branca. Cirru significa ‘caracol’ em latim. Muitas vezes essas nuvens se parecem com cabelos brancos. Podem ser formadas por cristais de gelo.

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Cúmulos – Nuvens brancas formando grandes grupos, com aspecto de flocos de algodão. Cumulu, em latim significa ‘pilha’, ‘montão’

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Estratos – Formam grandes camadas que cobrem o céu, como se fossem um nevoeiro, e torna o dia nublado. Estratu significa ‘camada’.

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Para descrever as nuvens usamos ainda os termos nimbos e altos. Nimbos são nuvens de cor cinza-escuro. A presença de nimbos no seu é sinal de chuva. Nimbos significa ‘portador de chuva’. E altos são nuvens elevadas.

Esses dois termos podem ser combinados para descrever os vários tipos de nuvens. Cúmulos-nimbos, por exemplo, são nuvens altas que costuma indicar tempestade.

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As Massas de Ar

A massa de ar é um aglomerado de ar em determinadas condições de temperatura umidade e pressão. As massas de ar podem ser quentes ou frias. As quente, em geral, deslocam-se de regiões tropicais e as frias se originam nas regiões polares.

As massas de ar podem ficar estacionadas, em determinado local, por dias e até semanas.

Mas quando se movem, provocam alteração no tempo havendo choques entre massas de ar quente e frio: enquanto uma avança, a outra recua.

O encontro entre duas massas de ar de temperaturas diferentes dá origem a uma frente, ou seja, a uma área de transição entre duas massas de ar. A frente pode ser fria ou quente. Uma frente fria ocorre quando uma massa de ar frio encontra e empurra uma massa de ar quente, ocasionando nevoeiro, chuva e queda de temperatura.

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E uma frente quente ocorre quando uma massa de ar quente encontra uma massa de ar frio que estava estacionada sobre uma região, provocando aumento da temperatura.

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Os Ventos

O ar em movimento se chama vento. Sua direção e velocidade afetam as condições do tempo. Para se prever quando uma massa de ar chegará a uma determinada localidade, é fundamental conhecer a velocidade dos ventos.

O movimento do ar, em relação à superfície da Terra, pode variar desde a calmaria e falta de vento até a formação de furacões que provocam a destruição em razão de ventos a mais de 120 quilômetros por hora.

A velocidade dos ventos é medida com um aparelho denominado anemômetro, que é, basicamente, um tipo de cata-vento, como se pode ver ao lado.

No anemômetro, as pequenas conchas giram quando o vento bate nelas, fazendo toda a peça rodar. Um ponteiro se movimenta em uma escala graduada, em que é registrada a velocidade do vento.

Nos aeroportos, é comum ver instrumentos, como, por exemplo, a biruta, que é muito simples, usada para verificar a direção do vento. Também podemos encontrar birutas na beira de praias, para orientar pescadores, surfistas etc.

Os aeroportos, atualmente têm torres de controle, nas quais as informações sobre velocidade e direção dos ventos obtidas por instrumentos são processadas por computadores, que fornecem dados necessários para o pouso e decolagem.

Agora vamos pensar: Em dias quentes, à beira-mar, algumas horas depois do amanhecer, pode-se sentir uma brisa agradável vinda do mar. Como podemos explicar isso?

O Sol aquece a água do mar e a terra. Mas a terra esquenta mais rápido que o mar. O calor da terra aquece o ar logo acima dela. Esse ar fica mais quente, menos denso e sobe. A pressão atmosférica nessa região se torna menor do que sobre o mar. Por isso, a massa de ar sobre o mar, mais fria, mais densa e com maior pressão, se desloca, ocupando o lugar do ar que subiu. Então esse ar aquece, e o processo se repete.

O movimento horizontal de ar do mar para a terra é chamado brisa marítima e acontece de dia.

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De noite ocorre o contrário: a terra esfria mais rápido que o mar, já que a água ganha e perde calor mais lentamente que a terra. O ar sobre o mar está mais aquecido (o mar está liberando o calor acumulado durante o dia) e sobe. Então, o ar frio da terra se desloca para o mar. É a brisa terrestre.

Temperatura do Ar

A temperatura do ar é medida por meio de termômetros. Os boletins meteorológicos costumam indicar as temperaturas máxima e mínima previstas para um determinado período.

O vapor de água presente no ar ajuda a reter calor. Assim verificamos que, em lugares mais secos, há menor retenção de calor na atmosfera e a diferença entre temperatura máxima e mínima é maior. Simplificando, podemos dizer que nesses locais pode fazer muito calor durante o dia, graças ao Sol, mas frio à noite como, por exemplo, nos desertos e na caatinga.

Roupas típicas de habitantes do deserto costumam ser de lã, um ótimo isolante térmico, que protege tanto do frio quanto do calor excessivo. Além disso, as roupas são bem folgadas no corpo, com espaço suficiente para criar o isolamento térmico.

Umidade do Ar

A umidade do ar diz respeito à quantidade de vapor de água presente na atmosfera – o que caracteriza se o ar é seco ou úmido – e varia de um dia para o outro. A alta quantidade de vapor de água na atmosfera favorece a ocorrência de chuvas. Já com a umidade do ar baixa, é difícil chover.

Quando falamos de umidade relativa, comparamos a umidade real, que é verificada por aparelhos como o higrômetro, e o valor teórico, estimado para aquelas condições. A umidade relativa pode variar de 0% (ausência de vapor de água no ar) a 100% (quantidade máxima de vapor de água que o ar pode dissolver, indicando que o ar está saturado).

Em regiões onde a umidade relativa do ar se mantém muito baixa por longos períodos, as chuvas são escassas. Isso caracteriza uma região de clima seco.

A atmosfera com umidade do ar muito alta é um fator que favorece a ocorrência de chuva. Quem mora, por exemplo em Manaus sabe bem disso. Com clima úmido, na capital amazonense o tempo é freqüentemente chuvoso.

Como já vimos, a umidade do ar muito baixa causa clima seco e escassez de chuvas.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), valores de umidade abaixo de 20% oferecem risco à saúde, sendo recomendável a suspensão de atividades físicas, principalmente das 10 às 15horas. A baixa umidade do ar, entre outros efeitos no nosso organismo pode provocar sangramento nasal, em função do ressecamento das mucosas.

No entanto, também é comum as pessoas não se sentirem bem em dias quentes e em lugares com umidade do ar elevada. Isso acontece porque, com o ar saturado de vapor de água, a evaporação do suor do corpo se torna difícil, inibindo a perda de calor. E nosso corpo se refresca quando o suor que eliminamos evapora, retirando calor da pele.

Nível pluviométrico/ quantidade de chuva

A quantidade de chuva é medida pelo pluviômetro. Nesse aparelho, a chuva é recolhida por um funil no alto de um tambor e medida em um cilindro graduado.

A quantidade de chuva é medida no pluviômetro em milímetros: um milímetro de chuva corresponde a 1 litro de água por metro quadrado. Quando se diz, por exemplo, que ontem o índice pluviométrico, ou da chuva, foi de 5 milímetros na cidade de Porto Alegre, significa que se a água dessa chuva tivesse sido recolhida numa piscina ou em qualquer recipiente fechado, teria se formado uma camada de água com 5 milímetros de altura.

Os meteorologistas dizem que a chuva é leve quando há precipitação de menos de 0,5mm em uma hora; ela é forte quando excede os 4mm.

Pressão atmosférica

A pressão atmosférica está relacionada à umidade do ar. Quanto mais seco estiver o ar, maior será o valor desta pressão.

A diminuição da pressão atmosférica indica aumento da umidade do ar, que, por sua vez, indica a possibilidade de chuva. A pressão atmosférica é medida pelo barômetro.

Estações Meteorológicas

Nas estações meteorológicas são registradas e analisadas as variações das condições atmosféricas por meio de equipamentos dos quais fazem uso, como termômetros, higrômetros, anemômetros, pluviômetros, etc.

Nessas estações trabalham os meteorologistas, profissionais que estudam, entre outras coisas, as condições atmosféricas. Os meteorologistas contam com as informações captadas por satélites meteorológicos e radiossondas.

Os satélites meteorológicos são localizados em vários pontos do espaço, captam imagens da superfície e das camadas atmosféricas da Terra e podem mostrar a formação e o deslocamento das nuvens e das frentes frias ou quentes.

As radiossondas são aparelhos que emitem sinais de rádio. São transportados por balões e sua função é medir a pressão, a umidade, e a temperatura das camadas altas da atmosfera. Há aviões que também coletam e enviam informações sobre as condições do tempo.

Das estações meteorológicas, os técnicos enviam os dados das condições do tempo para os distritos ou institutos meteorológicos a fim de fazer as previsões do tempo para as diversas regiões.

No Brasil há o Inmet – Instituto Nacional de Meteorologia e o Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, onde se fazem previsões que exigem maior precisão de dados.

As informações sobre o tempo nas diversas regiões do Brasil, divulgadas pelos noticiários, são obtidas junto a esses institutos ou de outros similares.

A poluição do ar e a nossa saúde

Como já vimos, a camada de ar que fica em contato com a superfície da Terra recebe o nome de troposfera que tem uma espessura entre 8 e 16 km. Devido aos fatores naturais, tais como as erupções vulcânicas, o relevo, a vegetação, os oceanos, os rios e aos fatores humanos como as indústrias, as cidades, a agricultura e o próprio homem, o ar sofre, até uma altura de 3 km, influências nas suas características básicas.

Todas as camadas que constituem nossa atmosfera possuem características próprias e importantes para a proteção da terra. Acima dos 25 km, por exemplo, existe uma concentração de ozônio (O3) que funciona como um filtro, impedindo a passagem de algumas radiações prejudiciais à vida. Os raios ultravioletas que em grandes quantidades poderiam eliminar a vida são, em boa parte, filtrados por esta camada de ozônio. A parcela dos raios ultravioletas que chegam a terra é benéfica tanto para a eliminação de bactérias como na prevenção de doenças. Nosso ar atmosférico não foi sempre assim como é hoje, apresentou variações através dos tempos. Provavelmente o ar que envolvia a Terra, primitivamente, era formado de gás metano (CH4), amônia (NH3), vapor d’água e hidrogênio (H2). Com o aparecimento dos seres vivos, principalmente os vegetais, a atmosfera foi sendo modificada. Atualmente, como já sabemos, o ar é formado de aproximadamente 78% de nitrogênio (N2), 21% de oxigênio, 0,03% de gás carbônico (CO2) e ainda gases nobres e vapor de água. Esta composição apresenta variações de acordo com a altitude.

Fatores que provocam alterações no ar

A alteração na constituição química do ar através dos tempos indica que o ar continua se modificando na medida em que o homem promove alterações no meio ambiente. Até agora esta mistura gasosa e transparente tem permitido a filtragem dos raios solares e a retenção do calor, fundamentais à vida. Pode-se dizer, no entanto, que a vida na Terra depende da conservação e até da melhoria das características atuais do ar.

Os principais fatores que têm contribuído para provocar alterações no ar são:

A poluição atmosférica pelas indústrias, que em algumas regiões já tem provocado a diminuição da transparência do ar;

O aumento do número de aviões supersônicos que, por voarem em grandes altitudes, alteram a camada de ozônio;

Os desmatamentos, que diminuindo as áreas verdes causam uma diminuição na produção de oxigênio;

As explosões atômicas experimentais, que liberam na atmosfera grande quantidade de gases, de resíduos sólidos e de energia;

Os automóveis e indústrias, que consomem oxigênio e liberam grandes quantidades de monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2).

Todos estes fatores, quando associados, colocam em risco o equilíbrio total do planeta, podendo provocar entre outros fenômenos, o chamado efeito estufa, que pode provocar um sério aumento da temperatura da terra, o que levará a graves conseqüências.

O Efeito Estufa

Graças ao efeito estufa, a temperatura da Terra se mantém, em média, em torno de 15ºC, o que é favorável à vida no planeta. Sem esse aquecimento nosso planeta seria muito frio.

O nome estufa tem origem nas estufas de vidro, em que se cultivam certas plantas, e a luz do Sol atravessa o vidro aquecendo o interior do ambiente. Apenas parte do calor consegue atravessar o vidro, saindo da estufa. De modo semelhante ao vidro da estufa, a atmosfera deixa passar raios de Sol que aquecem a Terra. Uma parte desse calor volta e escapa para o espaço, atravessando a atmosfera, enquanto outra parte é absorvida por gases atmosféricos (como o gás carbônico) e volta para a Terra, mantendo-a aquecida.

No entanto desde o surgimento das primeiras indústrias, no século XVIII, tem aumentado a quantidade de gás carbônico liberado para a atmosfera.

A atmosfera fica saturada com esse tipo de gás, que provoca o agravamento do efeito estufa. Cientistas e ambientalistas têm alertado para esse fenômeno que parece ser a principal causa do aquecimento global.

Observe abaixo um esquema do efeito estufa.

Fonte: jpv2001.webnode.com.br

Previsão do Tempo

Saiba os passos para a elaboração da previsão do tempo

A previsão do tempo está baseada, entre outros, em dados observados de hora em hora nas estações meteorológicas de superfície, convencionais ou automáticas, espalhadas por todo o território nacional.

No Brasil, o INMET administra mais de 400 estações. Possui 10 Distritos Regionais que recebem, processam e enviam estes dados para a Sede, localizada em Brasília-DF. A sede, por sua vez, processa estes dados e os enviam por satélite para todo o mundo.

Após esta coleta de dados (precipitação, ventos, umidade relativa do ar, pressão, etc) com o auxílio de supercomputadores faz-se uma simulação, através de modelos numéricos, de como se comportará o tempo num intervalo de 24, 48, 72 e 96h à frente. Porém, só as informações do modelo numérico não são suficientes para a realização da previsão do tempo, contamos também com o auxílio das imagens de satélites para elaborar a Previsão em curto prazo. Estas imagens podem ser geradas a cada 30mim, de hora em hora ou a cada 3h.

Elas estão disponíveis em 3 canais:

1) infravermelho;
2) visível e;
3) vapor d´água.

Também existe o Radar Meteorológico, que fornece as condições meteorológicas reinantes num espaço de tempo menor e também para uma área menor.

No INMET, há uma seção própria para a recepção e tratamento destas imagens de satélites. Então, os meteorologistas mapeiam e analisam estas informações e, só depois de feitas todas estas análises (cartas de superfície, modelos numéricos, imagens de satélites, etc) tem-se maior segurança em elaborar a previsão do tempo para todo o Brasil.

Quem utiliza estas informações sobre o tempo?

São inúmeras as pessoas, físicas ou jurídicas, que delas se utilizam, por exemplo:

a) Agricultura: garantia de uma boa colheita;
b) Marinha: proteção aos seus marinheiros, navios e passageiros;
c) Aeronáutica: proteção e segurança de seus pilotos, aeronaves e passageiros;
d) Pescadores: condições favoráveis à pesca;
e) Turismo: garantia de um passeio e/ou viagem feliz e tranqüila.

Observação Meteorológica:

Uma observação meteorológica consiste na medição, registro ou determinação de todos os elementos que, em seu conjunto, representam as condições meteorológicas num dado momento e em determinado lugar, utilizando instrumentos adequados e valendo-se da vista. Estas observações realizadas de maneira sistemática, uniforme, ininterrupta e em horas estabelecidas, permitem conhecer as características e variações dos elementos atmosféricos, os quais constituem os dados básicos para confecção de cartas de previsão do tempo, para conhecimento do clima, para a investigação de leis gerais que regem os fenômenos meteorológicos, etc. As observações devem ser feitas, invariavelmente, nas horas indicadas e sua execução terá lugar no menor tempo possível.

É de capital importância prestar atenção a estas duas indicações porque o descuido das mesmas dará lugar, pela constante variação dos elementos, à obtenção de dados que, por serem tomados a distintas horas, não podem ser comparáveis. A definição acima, por si mesma, exclui qualquer possibilidade de informação com caráter de previsão de condições futuras do tempo por parte do observador. Com isso, deve ficar claro que o observador, ao preparar uma observação meteorológica, deverá se retringir a informar as condições de tempo reinantes no momento da observação. Não lhe é facultado informar o tempo que ocorrerá em momento futuro, mesmo que sua experiência e conhecimento profissionais lhe permita prever mudanças importantes no tempo.

Finalidade e Importância

Nos serviços meteorológicos, estas observações têm a finalidade, entre outras, de informar aos meteorologistas nos centros de previsão, a situação e as mudanças de tempo que estão ocorrendo nas diferentes estações meteorológicas; obter dados unitários para fins de estatísticas meteorológicas e climatológicas; fazer observações meteorológicas para cooperação com outros serviços de meteorologia e difusão internacional. Só pelas finalidades acima, notamos a importância de se fazer às observações com o máximo de precisão e de honestidade.

Fonte: www.inmet.gov.br

Previsão do Tempo

A Meteorologia e as Ciências Ambientais

“A fotografia de satélite mostra uma frente fria …”. Esta frase, bem conhecida de todos os brasileiros, normalmente é ouvida quando é apresentada a previsão de tempo nas emissoras de TV e rádio. A Meteorologia, ciência que estuda os fenômenos atmosféricos, vem cada vez mais fazendo parte do dia-a-dia das pessoas. Defesa civil, agricultura, transportes, turismo, recursos hídricos, meio ambiente e muitos outros setores dependem cada vez mais da previsão meteorológica, isto é, previsão de tempo e clima. Por este motivo, a Meteorologia tem grande importância, inclusive estratégica, para a humanidade.

Tempo e Clima

O tempo é o conjunto de condições atmosféricas e fenômenos meteorológicos que afetam a superfície terrestre em um dado momento e em um dado local. A temperatura, chuva, vento, umidade, nevoeiro, nebulosidade, etc. formam o conjunto de parâmetros do tempo vigentes em um dado momento. O clima é o estado médio da atmosfera e o comportamento estatístico da variação dos parâmetros do tempo sobre um período maior que um mês em um dado local. Dessa forma, quando falamos em previsão do tempo, estamos tratando da previsão de condições meteorológicas de curto prazo – horas ou dias em determinado local.

Quando tratamos de previsão do clima, estamos nos referindo às condições meteorológicas médias ao longo de um mês ou a vários meses, em determinado local.

Satélites Meteorológicos na Previsão do Tempo

As previsões de tempo começaram a ter grande importância na II Guerra Mundial, pois se descobriu que esse tipo de informação era indispensável no planejamento dos ataques, principalmente os aéreos. Após o final da guerra, começaram a ser desenvolvidos modelos matemáticos para se fazer previsões meteorológicas. As primeiras previsões que aplicaram modelos matemáticos com o uso de um supercomputador (ENIAC) foram realizadas em 1948-1949 na Universidade de Princeton (EUA). Na época, os computadores disponíveis eram ainda muito lentos. As previsões numéricas de tempo se tornaram operacionais a partir da década de 1950, e eram realizadas pelo antigo NMC (National Meteorological Center) dos Estados Unidos, hoje denominado NCEP (National Center for Environmental Prediction).

Um grande salto ocorreu durante a década de 1960 quando começaram a serem utilizados dados de satélites meteorológicos para auxiliar na previsão do tempo.

O primeiro satélite meteorológico polar do mundo, o TIROS-1 (Television and Infrared Observation Satellite), foi lançado pelos Estados Unidos em 1 de abril de 1960. A partir de então, foi possível receber imagens da cobertura de nuvens sobre a Terra e observar fenômenos meteorológicos, tais como, frentes frias, furacões, ciclones, etc. O uso de satélites para meteorologia, navegação e telecomunicação tornou-se cada vez mais importante e, em 1967 e 1968, começou o planejamento do primeiro satélite especificamente dedicado à observação de recursos terrestres. O primeiro satélite de recursos terrestres foi o ERTS-1, mais tarde denominado LANDSAT. Seu lançamento ocorreu em 23 de julho de 1972. A partir de então, os meteorologistas começaram a acompanhar os sistemas meteorológicos com maior exatidão, de forma seqüencial, do mesmo local, e em uma base repetitiva ao longo de meses e anos. Finalmente estávamos aptos a ver as feições do nosso ambiente mudando.

Quanto ao padrão orbital em relação à Terra, os satélites podem ser de duas grandes categorias: os de órbita baixa e os de órbita alta. Estes últimos são os geoestacionários e têm sua maior aplicação no campo da Meteorologia. Os de órbita baixa englobam a maioria dos satélites de observação da Terra.

Os satélites de órbita alta estão a uma altitude de cerca de 36.000 km. São chamados geoestacionários porque sua órbita acompanha o movimento de rotação da Terra. Possuem uma velocidade de translação em relação à Terra que equivale ao próprio movimento de rotação da Terra, de modo que, em relação a ela, eles estão imóveis. Como ficam dispostos ao longo do equador terrestre, e por causa da grande altitude, podem ter uma visão de todo o disco terrestre compreendido pelo seu campo de visada. Além disso, como estão “fixos” em relação à Terra, permanecem voltados para o mesmo ponto da superfície e, assim, podem fazer um imageamento (observação) muito rápido daquela porção terrestre sob seu campo de visada. É por essa grande abrangência de superfície terrestre coberta em um curto intervalo de tempo que eles são muito úteis para estudos e monitoramento de fenômenos meteorológicos, os quais são bastante dinâmicos. Estes satélites não cobrem as regiões polares.

Os principais Satélites Meteorológicos Geoestacionários são operados pela organização EUMETSAT (Meteosat) e pelo governo norte-americano (GOES).

Outros satélites são administrados pelo Japão (GMS), China (FY-2B), Rússia (GOMS) e Índia (INSAT).

Durante a década de 80, com a evolução dos computadores, vários Centros Meteorológicos puderam gerar as chamadas previsões numéricas de tempo, que consistem em modelos matemáticos que contêm as leis da dinâmica dos fluidos aplicadas à atmosfera, os chamados modelos numéricos de previsão. Um enorme salto foi dado. Estes modelos consideram que o estado da atmosfera é o resultado de complexas interações com todos os outros sistemas terrestres que são, por exemplo, os oceanos, rios e lagos, o relevo e a cobertura de gelo e de vegetação, a emissão de gases de forma natural ou antropogênica (gerada pelo homem), etc. Estes modelos são “alimentados” com informações meteorológicas (vento, temperatura, pressão, umidade, etc.), vindas de toda a Terra, provenientes de estações meteorológicas, navios, bóias oceânicas, aviões, balões atmosféricos e dados obtidos por sensores a bordo de satélites. Informações do sistema terrestre captadas por satélites ajudam na construção e aperfeiçoamento destes modelos numéricos. A partir desse período, foi possível fazer previsões com alguns dias de antecedência.

Na década de 1990, os computadores foram aperfeiçoados ainda mais, juntamente com os modelos numéricos e os sensores a bordo de satélites.

Atualmente as informações obtidas de satélites meteorológicos permitem a geração de produtos, tais como: monitoramento de chuvas, temperatura do ar, temperatura da superfície do mar, radiações solar e terrestre, queimadas, ventos, classificação de nuvens, índice de vegetação, monitoramento de sistemas convectivos e tempestades, etc. Todos estes produtos podem trazer benefícios significativos para a sociedade e, é importante ressaltar, em muitos casos tais informações estão disponíveis sem custos ou burocracia através da Internet.

Previsão de Tempo no Brasil

O Brasil ainda não tem um satélite meteorológico geoestacionário. Para a previsão de tempo são utilizados principalmente os dados do satélite americano GOES e do europeu METEOSAT. Existem planos para o lançamento de um ainda nesta década. Os satélites brasileiros desenvolvidos pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) são de observação da Terra e coleta de dados ambientais, portanto são de órbita baixa.

Um Centro moderno e avançado para previsão numérica de tempo, clima e monitoramento ambiental foi planejado desde o fim da década de 80 e implementado pelo INPE em 1994. Até então, a previsão de tempo no Brasil era feita subjetivamente e tinha utilidade de até no máximo 36 horas. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do INPE, situado em Cachoeira Paulista (SP), operacionalizou modelos matemáticos de grande complexidade para a previsão de tempo (até 15 dias) e previsões climáticas (1 a 6 meses).

Os progressos alcançados pelo CPTEC nas áreas de previsão numérica de tempo e de clima e monitoramento ambiental de várias naturezas aproximaram o Brasil dos países desenvolvidos.

Os dados ambientais e prognósticos numéricos rotineiramente gerados no CPTEC tornaram-se indispensáveis para diversos setores socioeconômicos, tais como: agricultura, defesa civil, geração e distribuição de energia elétrica, transportes, meio ambiente, turismo, lazer, entre outros, e também para milhões de habitantes que os recebem através da mídia.

Além de operacionalmente disponibilizar previsões de tempo, clima e ambientais, o CPTEC recebe e processa dados meteorológicos e ambientais do Brasil e do mundo para monitorar a situação climática e ambiental. O Brasil é um país com dimensões continentais e com vastas regiões esparsamente habitadas ou cobertas por florestas, o que torna grande o desafio de monitoramento ambiental, bem como a instalação e a manutenção de redes observacionais de coleta de dados.

Esta é uma tarefa fundamental, pois a coleta de dados é de suma importância para a caracterização meteorológica, climática, ambiental e hidrológica de determinada região. Ela contribui para o melhor conhecimento de fenômenos meteorológicos atuantes, além de os dados coletados servirem de parâmetros de entrada em modelos numéricos de previsão de tempo, clima e ambientais, entre outras aplicações.

Nesse contexto, foram implantadas, em várias regiões do território nacional, estações meteorológicas automáticas que são denominadas de Plataformas de Coleta de Dados (PCD). Estas plataformas são equipamentos eletrônicos de alto nível de automação, que têm a capacidade de armazenar e transmitir para satélites ou sistema de computadores parâmetros ambientais, hidrológicos, meteorológicos ou agrometeorológicos, captados por sensores específicos para este fim, que estão conectados às plataformas. Um exemplo de satélite de coleta de dados é o SCD-2, desenvolvido pelo INPE.

Mudanças Climáticas

A utilização de satélites e de redes de monitoramento meteorológicas e ambientais é também importante para a detecção de mudanças no clima e, conseqüentemente, no meio ambiente. Sabe-se que mudanças climáticas naturais sempre ocorreram na Terra.

Os principais fatores que induzem as mudanças climáticas naturais são: a deriva dos continentes, as variações da quantidade de radiação solar que chega à Terra, as variações dos parâmetros orbitais da Terra, a quantidade de aerossóis naturais (proveniente de fontes minerais, incêndios florestais de origem natural e o sal marinho), as erupções vulcânicas e os fenômenos climáticos que podem modificar o clima localmente, tais como furacões, tempestades violentas e os fenômenos El Niño e La Niña.

Todavia, são as influências do homem no equilíbrio natural do planeta que preocupam. As mudanças climáticas antropogênicas estão associadas às atividades humanas como, por exemplo, a produção industrial, o desmatamento e as queimadas que provocam o aumento da poluição, a formação de ilhas de calor, etc. A partir do final do século 19 e principalmente no século 20, houve um aumento significativo da produção industrial e um crescente aumento da quantidade de poluentes na atmosfera, sobretudo nos últimos 70 anos, com um aumento da quantidade de CO2 (dióxido de carbono) atmosférico e, portanto, um aumento do chamado efeito estufa. Com isso, há também um crescente aumento da temperatura média global, o que é chamado de aquecimento global.

As mudanças climáticas antropogênicas estão induzindo ao aquecimento global, que está provocando o derretimento das calotas polares, o que, por sua vez, leva ao aumento do nível médio dos oceanos e à inundação de regiões mais baixas. A evaporação nas regiões equatoriais poderá aumentar e, com isto, os sistemas meteorológicos, como furacões e tempestades tropicais, poderão ficar mais ativos. Além disso, poderá haver um aumento da incidência de doenças tropicais, tais como malária, dengue e febre amarela. Os cenários projetados para este século indicam que a temperatura média do planeta continuará subindo, no mínimo mais 1,4ºC e no máximo cerca de 5,8ºC.

Gilvan Sampaio de Oliveira

Teresa Gallotti Florenzano

Bibliografia consultada

EPIPHÂNIO, J.C.N. Satélites de sensoriamento remoto – IV curso de uso de sensoriamento remoto no estudo do meio ambiente. São José dos Campos : Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 2003. Disponível em: www.ltid.inpe.br/vcsr/html/APOSTILA_PDF/CAP2_JCNEpiphanio.pdf. Acesso em: 22 mar. 2006
INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). São José dos Campos, 1999. Disponível em: www.inpe.br/programas/mecb/default.htm . Acesso em: 22 mar. 2006
INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS. CENTRO DE PREVISÃO DO TEMPO E ESTUDOS CLIMÁTICOS (INPE.CPTEC). Meio ambiente e ciências atmosféricas. São José dos Campos, 2002. CD Multimídia sobre meio ambiente e ciências atmosféricas. Disponível em: www3.cptec.inpe.br/~ensinop/ Acesso em: 22 mar. 2006
SAUSEN, T.M. Atlas de ecossistemas da América do Sul e Antártica. São José dos Campos, SP, 2005. (INPE-12258-PUD/166). ISBN 85-17-00021-5. 1CD-ROM
DIAS, N.W.; BATISTA, G.; NOVO, E.M.M.; MAUSEL, P.W.; KRUG, T. Sensoriamento remoto: aplicações para a preservação, conservação e desenvolvimento sustentável da Amazônia. São José dos Campos: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 2003. 1 CD-ROM educacional. Disponível em: www.ltid.inpe.br/cdrom . Acesso em: 22 mar. 2006.
FLORENZANO, T.G. A nave espacial Noé. São Paulo: Oficina de Textos, 2004.
FLORENZANO, T.G. Imagens de satélite para estudos ambientais. São Paulo: Oficina de Textos, 2002.
SANTOS, V.M.N. Escola, cidadania e novas tecnologias: o sensoriamento remoto no ensino. São Paulo: Paulinas, 2002

Fonte: convenio.cursoanglo.com.br

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