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Arqueologia: Um saber multidisciplinar

Primeiramente, embora seja uma situação engraçada de se verificar, é que Arqueologia não estuda os dinossauros, a ciência que realiza esses estudos chama-se Paleontologia (área do conhecimento científico que compete geralmente a Biólogos e até mesmo Geólogos estudar a vida na terra por meio do registro fóssil, criando uma série de evidências que segue o caminho da Teoria da Evolução de Charles Darwin), portanto, não se deve confundir Arqueólogos com Paleontólogos (eles podem ficar bravos). Mas o que de fato é a arqueologia, o que ela faz, como faz e por que faz?

A Arqueologia, é uma área do conhecimento científico que está inserida nas ciências humanas, que estuda a sociedade por meio da cultura material criada pelos próprios seres humanos desde o seu surgimento e sua colonização em todo planeta, portanto, possuí estilo e é histórica.

Mas para ser um arqueólogo ou uma arqueóloga, é necessário conhecer outros ramos do conhecimento científico, uma vez que estes vestígios ou resquícios arqueológicos (a cultura material) acabam sendo muito complexos, e para se ter conclusões mais precisas de como era e como se desenvolveu os seres humanos no planeta Terra, deve-se conhecer a ciências biológicas, as ciências da terra, as ciências exatas e claro as ciências humanas. Tornando-se, portanto, um saber multidisciplinar se comparados a ciências mais puras, como a Matemática.

Em geral, a arqueologia procura desvendar as nuances mais complexas da história e pré-história da humanidade, para se refletir sobre situações futuras acerca do caminho que a sociedade procura estabelecer ou que já estabeleceu. Seria, então, o arqueólogo uma espécie de detetive da humanidade.

A arqueologia, por meio das bases teóricas (dentro dos gabinetes e laboratórios), e do trabalho empírico (no campo), explica os porquês das sociedades e grupos humanos passados, realizando escavações em diversos territórios para encontrar artefatos, restos de alimentação, armas, pedras polidas e lascadas, fogueiras, entre outros. Quando se encontra algum registro nessas escavações, os arqueólogos comumente chamam de sítio arqueológico, que devem ser mantidos e protegidos, pois possuem grande valor para a sociedade como um todo.

Então, a arqueologia estabelece duas formas de ocupação e desenvolvimento das sociedades e grupos humanos: A pré-histórica, geralmente identificada antes do surgimento da escrita. E a histórica, pós o surgimento da escrita.

No Brasil, existem poucos cursos de graduação em Arqueologia, mas existem muitos sítios arqueológicos e pós-graduações neste território, além disso, arqueólogos e arqueólogas brasileiros (as) revolucionam a formam como a arqueologia foi construída pelos pesquisadores do hemisfério norte. O clássico exemplo é a Niéde Guiddon, uma arqueóloga muito conhecida nacionalmente e internacionalmente, pois ela através de estudos no Parque Estadual da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato no Piauí, encontrou resquícios que datados por técnicas precisas, mostram que o homem pré-histórico ocupou primeiramente a América do Sul e depois a América do Norte. Mas é claro que muitos arqueólogos norte americanos não ficaram felizes com isso, e acabam não aceitando a ideia de Guiddon.

Em geral, observa-se que geógrafos, geólogos, antropólogos e historiadores procuram especializar-se em Arqueologia, aumentando assim as pesquisas, principalmente no país. E assim, percebe-se que esta área do conhecimento acaba tendo em si próprio várias especializações, ou seja, existem geoarqueólogos, zooarqueólogos, antropoarqueólogos, bioarqueológos, arqueologia histórica, entre outros. O que é comum quando se trata da institucionalização do conhecimento científico.

A arqueologia possibilita uma variedade imensa de serviços, que cresce cada vez mais no Brasil, seja em centros de pesquisas, na prestação de serviços para consultorias ambientais, em museus e outras áreas.

Um dos locais mais fortes influentes em termos de pesquisa e estudo em arqueologia encontra-se no norte do continente africano, com as pirâmides e tumbas dos povos que ali habitavam.

Gean Alef Cardoso

 

 

 

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