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Glaciações e Extinção de Grandes Mamíferos nas Américas

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Eventos no Quaternério são aqueles que ocorreram nos últimos 1,7 a 2 milhões de anos ou, como chamado por outros autores, “a grande idade do gelo”. Esta pode ser dividida em no mínimo 2 períodos: o Pleistoceno e o Holoceno. Esse passao recente é especial por dois motivos: primeiro, por ter ocorrido há pouco tempo (tempo geológico), é um período bem documentado; segundo, durante este intervalo de tempo as condições de vida no mundo sofreram dramáticas e violentas mudanças causadas pelas grandes glaciações, referidas como a primeira “idade do gelo” desde que o Gondwana foi coberto por espessa camada de gelo no final da era Paleozóica, há 250 milhões de anos.

Estes eventos tiveram profundos efeitos na distribuição de plantas e animais dentro dos continentes, causando a diminuição ou mesmo extinção em muitos grupos, enquanto que ouros moveram para estes novos habitats abertos.

No Holoceno, os últimos 10000 anos, a atividade humana tem grandemente interferido, algumas vezes destruindo tipos completos de vegetação. Nos locais que possuem longa história de populações humanas habitando e intensa agricultura, as alterações foram tão grandes que a maioria das informações podem ser retiradas apenas de registros fósseis.

Glaciação no Pleistoceno

Qualquer discussão do Quaternário começa com a glaciação no Pleistoceno, apesar dessas glaciações terem ocorrido numerosas vezes em períodos anteriores. Entretanto, as glaciações no Quaternário estão tão bem documentadas que podemos entender suas causas e efeitos no clima do mundo, assim como seus efeitos na distribuição passada e presente dos organismos.

Desde o Mioceno até o começo do Quaternário, a temperatura global geralmente diminuiu, e no Pleistoceno seguiram-se alternantes períodos de climas frios e quentes.

Os pesquisadores podem estimar variações de temperatura na superfície do mar através de vários métodos qualitativos ou por métodos quantitativos, como pelo exame dos isótopos de oxigênio encontrados em fósseis marinhos:

A maioria dos exoesqueletos dos animais marinhos é formada por carbonato de cálcio, cristais formados pela combinação de água com dióxido de carbono. Na água, os dois isótopos mais comuns de oxigênio são O-16 e o mais pesado O-18. Existe variação na concentração destes isótopos de acordo com a variação de temperatura, e deste modo pode-se estimar as variações de temperatura da água durante um determinado tempo a partir dos fósseis.

Em sentido geral, existem vários indícios mostrando que existiram quatro períodos de muito frio no Hemisfério Norte no Pleistoceno, com início há 600000 anos. Em todas estas épocas, as geleiras do Ártico se expandiram para as regiões de latitudes mais baixas da Eurásia e América do Norte, e nas épocas mais quentes as geleiras retraíram para o Norte.

A maioria dos autores discute os episódios de glaciações no Norte porque cerca de 80% do gelo ocorre nesta região (o Hemisfério Norte reflete maiores mudanças de temperatura porque no Sul, como predominam as massas de água, a temperatura é mais estável).

Os pesquisadores possuem dpois tipos de evidência primária para reconstruir mapas de vegetação do Pleistoceno: a análise do pólen da flora das regiões e a ocorrência, hoje em dia, de populações disjuntas de espécies árticas.

No Hemisfério Sul, exceto na Antártida, onde as geleiras começaram a se formar no Mioceno, a glaciação foi muito mais limitada e na maioria das vezes, confinada às altas elevações. Nenhuma das áreas glaciais do Hemisfério Sul mostra as evidências das quatro glaciações máximas das latitudes Norte.

Mudanças no Nível do Mar

As glaciações no Pleistoceno tiveram grandes efeitos nos níveis do mar. Na época máxima de glaciação no Hemisfério Norte, quase 30% de toda a superfície dos continentes estava coberta por uma forte camada de gelo, e ocorria gelo no mar em ambas regiões polares. Como conseqüência desta grande remoção de quantidade de água do mar, houve uma queda acentuada do nível do mar. Os biogeógrafos e geólogos divergem em quanto o nível do mar diminuiu no Pleistoceno.

Alguns biogeógrafos têm utilizado valores altos, como 200m, porque isto seria suficiente para conectar todas as maiores ilhas do sudeste da Ásia na linha de Wallace. Em contraste, o gsólogos quaternários têm encontrados valores que variam de 80 a 110m, baseando seus cálculos no volume do gelo estimado e nas várias estruturas geológicas submergidas, como terraços, deltas e animais mamíferos terrestres fossilizados, localizados dentro dos 100m da superfície do mar. Ainda, o abaixamento da superfície do mar em 100m permite pontes oceânicas entre grandes áreas, como entre Austrália, Nova Guiné (Estreito Torres) e Tasmânia (Estreito Bass); entre Sibéria e Alasca (boa parte do Estreito de Behring); e entre Ásia e muitas ilhas oceânicas.

Entretanto, é interessante salientar que evidências biológicas freqüentemente oferecem evidências mais confiáveis que estimativas cruas geológicas.

A Dinâmica da Mudança da Fauna e Flora e a Invasão dos Placentários

Os museus de história natural americanos possuem esqueletos e modelos de grandes mamíferos que dominaram as faunas americanas no Pleistoceno e atualmente encontram-se extintas. Vindos da América do Norte estão a maioria dos grandes herbívoros, tais como mastodontes, lhamas, tapir, ursos, como também artiodáctilos relacionados aos atuais (cervo, bison e outros). Vieram também grandes predadores que caçavam estes herbívoros, incluindo hienas, lobos e outros canídeos, tigres dente-de-sabre e ainda leões. Extinções em outros continentes foram mais limitadas talvez com exceção da Austrália. Aparentemente na África não ocorreram estas extinções em massa.

Entretanto, estas extinções não têm uma explicação universal. As extinções foram súbitas ou graduais? Pequenos animais e plantas tornaram-se extintas ao mesmo tempo? As extinções foram causadas por mudanças climáticas e/ou geológicas ou foi a intensiva atuação de caçadores humanos que resultou na extinção destes animais?

Hipótese da Atividade dos Humanos Pré-Históricos

Esta hipótese coloca que foram os humanos os responsáveis pela extinção massiva de grandes herbívoros mamíferos (acima de 50kg). Esta é uma hipótese antiga que coloca que populações de agressivos caçadores entraram na América do Norte pela Ásia, atravessando o Estreito de Behring (cera de 11500 anos atrás). Estes caçadores colonizaram a América e se dispersaram para o Sul e Leste através da América do Norte para a América do Sul.

Os animais nativos não possuíam adequados comportamentos defensivos contra estes novos predadores. Abundantes suprimentos de alimento obtidos por estes caçadores permitiam que as populações humanas se mantivessem altas e em constante necessidade de novas atividades de procura por alimento.

As evidências que favorecem este cenário são de vários tipos. Primeiro, a evidência fóssil mostra que humanos pré-históricos e os grandes mamíferos coexistiram nas Américas e que estes eram caçados por seres humanos. Segundo, as estinções desta época não foram ao acaso e muitos dos maiores animais e não os menores tornaram-se extintos durant o período de 12000-10000 anos A.C. Terceiro, parece que as extinções dos grandes mamíferos começaram no Norte e prosseguiram rapidamente e sistematicamente para o Sul. Finalmente, existe uma correlação de dados, através de simulações de computador, quando as datas das últimas ocorências das espécies são comparadas com a migração humana para o Sul (assumindo alta densidade da população).

Este modelo de extinção pode ser falseado ou posto em dúvida com vários argumentos, como porque muitos diferentes tipos de animais e plantas tornaram-se extintos ao mesmo tempo; ou porque as extinções já estavam em curso quando os caçadores chegaram à região; que agressivos caçadores coexistiram com grandes mamíferos durante longos períodos; que as populações humanas nunca tiveram grandes densidades; ou que comparáveis extinções nos outros continentes não são impostas aos caçadores.

Explicações Alternativas para a Extinção dos Mamíferos no Pleitoceno

Como qualquer assunto controverso em biogeografia, existem muitas explicações alternativas para a extinção dos mamíferos no Pleistoceno. Alguns autores colocam que os caçadores foram instrumentos em reduzir as populações em tamanho, mas a extinção já estava ocorrendo em resposta a mudanças climáticas no final da época do gelo. Eles salientam que outros grupos de organismos, como aves, também tiveram alto grau de extinção nesta mesma época.

Diversos autores sugerem que com a elevação dos Andes, foi criada uma barreira contra a chuva, transformando savanas e bosques em florestas secas, pampas e regiões áridas. As formas do Hemisfério Norte se adaptaram melhor a estes novos ambientes, enquanto as sulamericanas continuaram em decílio, à medida que os habitats eram modificados. Esta explicação constitui-se em uma das razões para não defendermos casos supostamnte clássicos de extinção, como a devida à inferioridade competitiva por seleção natural (segundo a qual os representantes do Norte se sobrepuseram aos do Sul).

Fonte: www.fortunecity.com

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