Breaking News
Home / Geografia / Pecuária Brasileira

Pecuária Brasileira

PUBLICIDADE

 

O Brasil é o quinto maior país do mundo em território, com 8,5 milhões de km2 de extensão, com cerca de 20% da sua área (174 milhões de hectares) ocupada por pastagens. Apesar de ser um país predominantemente tropical, possui uma grande variabilidade climática, refletindo nos regimes pluviométricos e conseqüentemente nos sistemas de produção pecuários.

Como a maior parte do rebanho de 209 milhões de cabeças é criada a pasto (estima-se que somente 3% do rebanho são terminados em sistema intensivo), as chuvas interferem diretamente na qualidade das pastagens e, portanto, na oferta e preço do gado de região para região.

A grande variedade de sistemas produtivos em um território tão vasto também reflete na diversificação dos produtos. O Brasil hoje pode atender qualquer mercado no mundo, sejam nichos específicos, com carnes mais nobres (carne gourmet ou culinária) até cortes de menor valor (carne ingrediente), sejam mais magras ou com maior teor de gordura, sob qualquer demanda de volume.

A década de 2000 foi marcada pela consolidação do Brasil como potência na produção e exportação de carne bovina, sendo que o Brasil assumiu a primeira colocação dentre os exportadores em 2004.

A tecnologia aplicada à pecuária está cada dia mais presente no rebanho brasileiro. Aliada ao desenvolvimento de pesquisa nacional e de técnicas específicas aos sistemas produtivos, ela está impulsionando os índices de produtividade dos animais e colaborando para uma pecuária cada dia mais eficiente e sustentável. Os avanços são bastante visíveis, de forma que, ocupando exatamente a mesma área, o rebanho bovino brasileiro poderia facilmente dobrar, com a implementação de ferramentas simples de manejo e tecnologia.

Neste contexto de sustentabilidade, é importante ressaltar que o Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, mantendo 68% da área do seu território com florestas preservadas.

Grandes avanços já foram obtidos e, certamente não irão parar por aqui. O potencial da pecuária brasileira é enorme.

Fonte: www.abiec.com.br

Pecuária Brasileira

A pecuária brasileira é formada por rebanhos de animais de grande porte (bovino, búfalos, equino, asinino e muar), médio porte (suíno, caprino e ovino) e animais de pequeno porte (galos, frangas, frangos e pintos, galinhas, codornas e coelhos).

Segundo dados do Ministério da Fazenda, a pecuária brasileira é hoje uma das mais modernas do planeta, fazendo com que o país lidere o ranking dos maiores exportadores de carne bovina e de frangos do mundo. A carne bovina tem entre os principais destinos o Chile, Países Baixos, Egito, Reino Unido, Itália, Arábia Saudita e Alemanha. As exportações brasileiras de frango in natura e industrializado destinam-se, em grande parte, à Arábia Saudita, Japão, Países Baixos, Alemanha, Rússia e Hong Kong. Relevante também são as exportações brasileiras de carne suína, as quais têm na Rússia, Hong Kong, Argentina, Cingapura e Uruguai os principais consumidores.

Pecuária Brasileira

Segundo dados do relatório “Produção da Pecuária Municipal 2007” do IBGE, os estados brasileiros com maior efetivo bovino são o Mato Grosso, com 12% do total nacional e Minas Gerais, com 11,3%. Na Amazônia Legal encontra-se 35% do rebanho bovino nacional, abrigados principalmente no sul do Pará, norte de Mato Grosso e Rondônia. No âmbito municipal, os maiores efetivos de bois estão em Corumbá (MS), São Félix do Xingu (PA) e Ribas do Rio Pardo (MS). Se analisada a participação sobre o valor total dos produtos da agropecuária, esse mercado é liderado por Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, sucessivamente.

Pecuária Brasileira

O sul do país abriga a maior concentração de suínos e coelhos do Brasil. Na atividade suína o estado de Santa Catarina é o destaque da região, possuindo sozinho 19,9% do efetivo nacional. O Sul responde ainda pelo maior efetivo brasileiro de galináceos (galos, frangas, frangos, pintos e galinhas). Os três estados dessa região então entre os maiores produtores do Brasil. A galinha, no entanto, tem a maior concentração no sudeste do país, região que detém também o maior efetivo de codorna.

Já a região Norte abriga a maior quantidade de búfalos do Brasil. Por sua vez, o Nordeste possui em suas terras os maiores efetivos de asnos, mulas, cabras, bodes e ovelhas.

Quanto à produção de derivados animais, o Brasil tem nos municípios de Castro (PR), Pompeu (MG) e Marechal Cândido Rondon (PR), respectivamente, os maiores produtores de leite. A região Sudeste é a maior produtora de ovos de galinha do Brasil. Nela destaca-se o estado de São Paulo, que sozinho produz mais do que toda a região Sul, segunda colocada do ranking nacional.

Pecuária Brasileira

A região Sul responde quase que sozinha (96,9% do total) pela criação de ovinos para a tosquia, destinada à produção de lã. O Rio Grande do Sul tem o maior efetivo com essa finalidade, e o município gaúcho de Santana do Livramento é o maior produtor nacional de lã.

O Rio Grande do Sul e Paraná são, respectivamente, os maiores produtores de mel. No entanto, os maiores municípios produtores estão no Nordeste: Picos (PI), Limoeiro do Norte (CE) e Santana do Cariri (CE).

Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Pecuária Brasileira

Há 30 anos, a boiada ficava no pasto até seis anos para atingir o peso de abate. Em 2002, bastavam 24 meses ou menos. A produção brasileira de carne bovina em 1970 era de 20 quilos por hectare ao ano; em 2000, este valor subiu para 34 quilos. Atualmente, o Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do planeta, correspondendo a 15% do total mundial e é o segundo maior produtor de carne bovina, com 6,9 milhões de toneladas equivalente-carcaça produzida a baixo custo de produção, tornando-se o país mais competitivo em nível internacional. Números como esses revelam os avanços da pesquisa agropecuária no setor, deixando o Brasil numa confortável posição de produtividade e qualidade do produto. O nosso “boi verde”, de alimentação vegetariana, consagrou-se como o melhor para consumo humano, livre de males como o da vaca louca e febre aftosa – que recentemente atingiu países da América do Sul, Europa e Japão.

Produção Agrícola Brasileira

O desenvolvimento do agronegócio no Brasil acompanhou o crescimento da produção de grãos, iniciado em larga escala a partir de meados da década de sessenta. Antes, a economia agrícola brasileira era caracterizada pelo predomínio do café e do açúcar. Pouca importância que se dava ao projeto de se utilizar a imensa base territorial brasileira na produção de grãos. A produção de alimentos básicos, como milho, arroz e feijão era voltado para a subsistência, e os poucos excedentes dirigidos ao mercado eram insuficientes para formar uma forte cadeia do agronegócio dentro dos moldes hoje conhecidos.

O notável crescimento da produção de grãos (principalmente da soja) foi a força motriz no processo de transformação do agronegócio brasileiro e seus efeitos dinâmicos foram logo sentidos em toda a economia. Inicialmente surgiu um imenso parque industrial para a extração do óleo e do farelo da soja e outros grãos. A disponibilidade de grande quantidade de farelo de soja e milho permitiu o desenvolvimento de uma moderna e sofisticada estrutura para a produção de suínos, aves e leite, bem como a instalação de grandes frigoríficos e fábricas para a sua industrialização. Foi criado também um sistema eficiente de suprimento de insumos modernos (fertilizantes, defensivos, maquinários agrícolas etc) e uma rede de distribuição que inclui desde as grandes cadeias de supermercados até os pequenos varejistas locais.

Inicialmente calcado na expansão da área plantada, principalmente nas regiões de fronteira, a partir da década de noventa o crescimento da produção, em bases competitivas, passou a depender cada vez mais da adoção de novas tecnologias no processo produtivo.

A política agrícola a partir de 1995 foi a de combinar, de forma eficiente, a utilização de instrumentos econômicos como o crédito rural e os programas de suporte à comercialização com instrumentos estruturais como a pesquisa agropecuária.

O crédito rural oficial foi reformulado para estimular uma participação maior do setor privado. As dívidas anteriores foram securitizadas e a estrutura governamental de apoio à comercialização passou por profundas mudanças com a criação de instrumentos mais modernos e menos intervencionistas. Na pesquisa agropecuária foram adotadas várias medidas para torná-la mais afinada com o mercado e portanto mais objetiva em termos de áreas a serem pesquisadas e de produtos a serem desenvolvidos.

Tal esforço foi decisivo para que o Brasil elevasse sua safra de grãos de 73,5 milhões de toneladas, em 1995, para 98,3 milhões de toneladas, em 2001.A produção brasileira de grãos aumentou de 32%, no período, enquanto que o crescimento da área plantada foi de apenas 2,9%.

O algodão, que com a abertura comercial muitos acreditavam ser um produto com cultivo em extinção, foi o de melhor desempenho quanto a produtividade, passando de 1.230 Kg/ha, em 1995/96, para 2.659 Kg/ha, em 2000/01, com um incremento de 116% no período. Os ganhos no Norte/Nordeste foram ainda mais surpreendentes, chegando a 140% no período. O lançamento da Cultivar BR 200 Marrom, algodão de fibra colorida, cuja cotação da pluma é cerca de 30% superior à do algodão de pluma de coloração normal, traz grandes perspectivas para a agricultura familiar no Nordeste. Além disso, esta variedade de ciclo trienal poderá ser de grande importância estratégica para a convivência do pequeno produtor com a seca. A Embrapa está fomentando a formação de consórcios de indústrias de confecção e de artesanatos, que estão exportando para a Europa coleções de moda e artesanato usando o algodão colorido como matéria-prima, com benefícios para todos os componentes da cadeia produtiva.

O arroz logrou um incremento de 24%, com um ganho ainda mais notável na Região Centro–Sul, da ordem de 28%. Apenas com o ecossistema de várzea, a Embrapa lançou 53 variedades de arroz. São grãos de alta produtividade, resistentes às principais doenças e de excelente qualidade industrial e culinária.

A soja teve um ganho de produtividade de 21% no período, alcançando 35% na Região Norte/Nordeste, graças às cultivares de soja adaptadas às várias regiões do Brasil, principalmente aos Cerrados.

O feijão registrou um ganho de 20%, alcançando um incremento de 37% na Região Centro-Sul. A produtividade nas lavouras gaúchas aumentou 43% graças as variedades criadas pela Embrapa. As atividades desenvolvidas beneficiaram 850 mil famílias gaúchas. Tecnologias desenvolvidas em parceria com outras instituições públicas de pesquisa se consolidaram em sistemas de produção, aumentando em 68% a área de cultura do feijão irrigado no Brasil.

Finalmente, o trigo logrou um incremento médio de 8%, no período. Outrossim, 28 variedades obtidas pela Embrapa estão plantadas em 55% da área tritícola nacional, garantindo inclusive que a qualidade do produto atenda às exigências do mercado.

Na pecuária, a contribuição desse setor tem sido crucial para o sucesso do plano de estabilização da economia e para a melhoria nos padrões alimentares das camadas mais pobres da população, em termos do consumo de proteína animal. Nos planos de estabilização anteriores a falta de carnes nas prateleiras dos supermercados foi a causa mais evidente do fracasso popular desses planos.

O setor avícola, pela estabilidade no fornecimento da carne de frango e ovos e pela manutenção dos preços, mesmo com o impacto do rápido crescimento da demanda (ocorrido em função da eliminação do imposto inflacionário), foi uma peça-chave para o sucesso do Plano Real.

Isso não ocorreu à toa. Intimamente ligado à expansão da produção de grãos, o desenvolvimento da avicultura, pode ser considerado como a síntese e o símbolo do crescimento e modernização do agronegócio no Brasil. A atividade avícola reúne em sua estrutura funcional os três elementos mais importantes no cálculo econômico do capitalismo em sua configuração atual: tecnologia de ponta, eficiência na produção e diversificação no consumo. Entre 1995 e 2001, a produção de carne de frango cresceu mais de 2,2 milhões de toneladas (54,6%). O Quadro I mostra a evolução a produção das principais carnes.

Fonte: CONAB

Pecuária Brasileira

Clonagem para Pecuária

Pecuária Brasileira

Fonte: correiobraziliense.com.br

Veja também

Planejamento Urbano

PUBLICIDADE Planejamento Urbano é o estudo ou profissão que lida com o crescimento e funcionamento …

Aborígenes Australianos

Aborígenes Australianos

PUBLICIDADE Definição Aborígenes é considerada uma pessoa, animal ou planta que tenha estado em um país …

Gêiser

Gêiser

PUBLICIDADE Definição Gêiser uma fonte termal em que a água ferve intermitentemente, enviando uma alta coluna …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.