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Zona da Mata

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A Zona da Mata nordestina configura uma das sub-regiões do Nordeste brasileiro, e também é conhecida como litoral oriental do Nordeste e Costa do Descobrimento, isso porque o histórico de ocupação e exploração dos recursos naturais ocorre desde o período da colonização.

Sua extensão compreende os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

Clima

Nesta região é predominante o clima tropical litorâneo úmido, e segundo o geógrafo Aziz Ab’Sáber as precipitações anuais na Zona da Mata estão entre 1800 a 2200 mm em determinadas áreas, e ocorrem entre os meses de abril e julho. A temperatura média ao longo do ano varia entre 24 º C e 26 º C. 

Zona da Mata

Relevo e Vegetação

O relevo na Zona da Mata é caracterizado pela presença de planícies, que segundo a classificação de Jurandyr Ross, são áreas fundamentalmente planas e que foram formadas pela deposição de sedimentos de origem marinha, lacustre (lagos) ou fluvial (rios), do período Quaternário (1,6 milhões de anos), sendo os depósitos mais recentes da época do Holoceno (10 mil anos).

Há também a presença de praias, que são formadas pela variação do nível do mar, e tabuleiros que são podem ser entendidos como uma forma muito parecida com o planalto, com altitude variando entre 20 e 50 metros, porém o seu limite termina de forma repentina. Estas feições são formadas pela ação da erosão de águas marinhas.

No passado a Mata Atlântica era a principal forma de vegetação encontrada nessa área, entretanto as atividades de extração, ocupação humana, expansão do cultivo de cana-de-açúcar e a produção do açúcar, foram responsáveis pelo desmatamento de praticamente toda esta forma de vegetação, o que representa uma perda significativa para a biodiversidade do local.

Economia

Se no passado a principal atividade de extração era a madeira do pau-brasil, atualmente, a cana-de-açúcar é a atividade econômica predominante, caracterizada pela presença de latifúndios, que são grandes propriedades onde se cultiva apenas uma variedade agrícola, e por isso são monoculturas. Há a presença de usinas para a produção de açúcar e álcool.

No Recôncavo Baiano há a produção de tabaco, cacau, criação de gado, extração de lenha e exploração de petróleo.

Flavia Tognolo

Referências Bibliográficas

AB’SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. 4ª ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2007. 159p.

ADAS, Melhem; ADAS, Sergio. Expedições Geográficas. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2011. 280p.

ROSS, Jurandyr L. Sanches. Geografia do Brasil. 5ª ed. São Paulo: Edusp, 2008. 552p.

 

 

 

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