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Dinâmica Populacional

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Com o crescimento da população mundial a partir do século XX, muitas pesquisas desenvolveram-se objetivando entender as causas, as consequências e a variabilidade dessa dinâmica ao longo do tempo.

Entre elas, destacam-se a Antropologia, a Geografia da População, a Economia, a História, as Ciências Biológicas (Medicina, Biologia, Genética), entre outras. O resultado foi um arcabouço de hipóteses e teorias que ainda são discutidas dentro e fora das universidades, principalmente ligadas a diversos órgãos governamentais.

No âmbito da Geografia da População, entende-se por dinâmica populacional os estudos da diversidade de pessoas, sujeitos ou indivíduos de uma determinada população. Seja numa perspectiva nacional ou internacional, levando em consideração a evolução da população mundial, as taxas demográficas, os modelos de crescimento demográfico, a estrutura e composição da demografia, a distribuição da população mundial, os movimentos migratórios, os efeitos da migração, as políticas e conferências para controle de uma população e pôr fim a diversidade da população mundial.

Registros históricos nos mostram que a população mundial cresceu de forma lenta até o século XIX, devido principalmente pela alta mortalidade decorrente da falta de recursos sanitários e acelerada por períodos de fome, guerras e epidemias. A título de exemplificação, durante a Idade Média, as guerras, epidemias e fome frearam o crescimento da população, a peste negra que assolou a Europa devastou-se mais de 40% da população. Estima-se que por volta de 1750, havia 800 milhões de habitantes no planeta, atualmente os números chegam a 7 bilhões.

Devido a revolução demográfica (melhorias das técnicas agrícolas e avanços da medicina), no início do século XX a população do planeta saltou para 1,7 bilhão de pessoas, uma mudança dita radical pelos estudiosos. Depois da Segunda Guerra Mundial, houve uma explosão demográfica, sendo que em 1960 havia 3 bilhões de pessoas.

Dinâmica Populacional

Na virada para o século XXI o número duplicou para 6 bilhões. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estima que em 2050 a população mundial aproxime-se de 9,3 bilhões, isso porque houve uma diminuição a partir dos anos 2000.

Ao longo da história diversas fontes propiciaram informações para os estudos da dinâmica populacional, mesmo que antigamente as estimativas fossem pouco confiáveis, como os registros paroquiais.

Atualmente o censo e a contagem da população permitem conhecer dados demográficos, culturais e econômicos dos habitantes de um país. No Brasil, tem-se o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em escala mundial a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) são excelentes exemplos.

Essas instituições aliadas aos governos são capazes, em escala nacional e internacional, de saber o número de nascimento (Natalidade), a tendência de crescimento (Fecundidade), o número de mortes (Mortalidade), onde levam em consideração o desenvolvimento econômico, a estrutura social, os fatores biológicos, políticos de um Estado, uma nação, um país ou de uma região.

Além disso, pautam-se em estudos como o de Thomas Robert Malthus (1766-1834) que disse que população tende a crescer em progressão geométrica, enquanto que a produção de alimentos só aumenta em progressão aritmética, consagrando a corrente de pensamento chamada de malthusianismo, que hoje em dia é bem criticada.

Cabe-se lembrar que muitos demógrafos estabeleceram modelos que se referem aos processos de transição demográfica, como, o crescimento desigual da população mundial, o crescimento lento nos países desenvolvidos e rápidos nos em desenvolvimento.

Os governos podem planejar melhor suas políticas se conhecerem a idade da população, o desequilíbrio entre a população masculina e feminina, bem como saber da sua estrutura econômica (população ativa e população inativa). A desigualdade do povoamento, os fatores da distribuição da população, as causas e os efeitos das migrações.

Não menos importante, é necessário saber das diferenças culturais (religião e idiomas), socioeconômicas, traçando diversas discussões que permeiam vários campos do conhecimento científico.

Gean Alef Cardoso

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