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Hidrografia do Brasil

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O Brasil tem uma das maiores redes hidrográficas do mundo, com rios que apresentam grande extensão, largura e profundidade.

A maior parte nasce em regiões pouco elevadas, com exceção do Amazonas e de alguns afluentes, que têm origem na cordilheira dos Andes. O predomínio de rios de planalto permite bom aproveitamento hidrelétrico. Já os rios de planície, em menor número, são muito utilizados para a navegação.

O transporte hidroviário passa a ser utilizado em maior escala no Brasil nos anos 90. Até então estava relegado a segundo plano, já que o rodoviário é mais flexível e mais rápido. Para que um rio se torne uma hidrovia são necessárias algumas obras de engenharia, que permitem ou ampliam sua navegabilidade, como a dragagem (retirada de terra do fundo), o balizamento (demarcação de canais de navegação) e a sinalização para as embarcações. Alguns dos projetos hidroviários, no entanto, causam impacto no meio ambiente quando necessitam de obras de drenagem e retificação de rios em áreas como parques, reservas, pantanais, mangues e florestas.

Para gerenciar os recursos hídricos do país é instituída a Política Nacional de Recursos Hídricos, pela Lei Federal 9.433, de 1997. A lei estabelece a cobrança de taxas das indústrias, empresas agropecuárias e mineradoras que usem diretamente a água proveniente dos rios. Os recursos devem ser gerenciados pelos Comitês de Bacias Hidrográficas.

As principais bacias hidrográficas brasileiras são: a Amazônica, do São Francisco, Tocantins-Araguaia, do Prata e do Atlântico Sul.

Bacia Amazônica – A maior bacia hidrográfica do mundo é a Amazônica, com 7.050.000 quilômetros quadrados, dos quais 3.904.392,8 estão em terras brasileiras. Seu rio principal nasce no Peru, no lago Lauricocha, com o nome de Vilcanota, e recebe posteriormente as denominações de Ucaiali, Urubamba e Marañón. Quando entra no Brasil passa a se chamar Solimões, até o encontro com o rio Negro, próximo de Manaus. Desse ponto até a foz recebe o nome de Amazonas. Atravessando os vales andinos e a floresta Amazônica até desembocar no oceano Atlântico, percorre 6.868 quilômetros, sendo o maior em extensão e também em vazão de água (100 mil metros cúbicos por segundo) do planeta. Sua largura média é de 5 quilômetros, alcançando 50 quilômetros em alguns trechos. Com cerca de 7 mil afluentes, conta ainda com grande número de cursos d’água menores e canais fluviais criados pelos processos de cheia e vazante – igarapés, paraná-mirins e furos.

Localizada em uma região de planície, a bacia Amazônica tem cerca de 23 mil quilômetros de rios navegáveis, que possibilitam o desenvolvimento do transporte hidroviário. A navegação é especialmente importante nos grandes afluentes do Amazonas, como o Madeira, o Xingu, o Tapajós, o Negro, o Trombetas e o Jari, entre outros.

Bacia do São Francisco – Possui uma área de 645.067,2 quilômetros quadrados de extensão e seu principal rio é o São Francisco. O Velho Chico, como é conhecido, nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra. Percorre Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe até a foz, na divisa destes dois últimos estados, totalizando 3.160 quilômetros de percurso. É o maior rio totalmente brasileiro. Atravessa o semi-árido nordestino e torna-se fundamental na economia da região ao permitir a atividade agrícola em suas margens e oferecer condições para a irrigação artificial de áreas mais distantes. Tem afluentes permanentes, como os rios Cariranha, Pardo, Grande e Velhas, e afluentes temporários, como os rios das Rãs, Paramirim e Jacaré. Seu maior trecho navegável se encontra entre as cidades de Pirapora (MG) e Juazeiro (BA), com extensão de 1.371 quilômetros. O potencial hidrelétrico do São Francisco é aproveitado, principalmente, pelas usinas de Xingó e Paulo Afonso.

Bacia do Tocantins-Araguaia – É a maior bacia localizada inteiramente em território brasileiro, com 813.674,1 quilômetros quadrados. O rio Tocantins nasce em Goiás, no encontro dos rios Alma e Maranhão, e percorre 2.640 quilômetros até desembocar na foz do Amazonas. Seu trecho navegável, de 1,9 mil quilômetros, se encontra entre Belém (PA) e Peixe (GO), e parte de seu potencial hidrelétrico é aproveitado pela Hidrelétrica de Tucuruí. O rio Araguaia nasce em Mato Grosso, na fronteira com Goiás, e une-se ao Tocantins no extremo norte desse estado.

Bacia do Prata – O rio da Prata tem origem no encontro dos rios Paraná, Uruguai e Paraguai, na fronteira entre a Argentina e o Uruguai. Esses rios são os principais formadores dessa bacia, que possui 1.397.905,5 quilômetros quadrados – a segunda maior do país – e se estende por Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina.

O Paraná, com 2.940 quilômetros, nasce na junção dos rios Paranaíba e Grande, na divisa entre Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Apresenta o maior aproveitamento hidrelétrico do Brasil, abrigando, por exemplo, a Usina de Itaipu. Seus afluentes, como o Tietê e o Paranapanema, também têm grande potencial para geração de energia.

Utilizado em larga escala para a navegação, o rio Paraguai tem origem na serra do Araporé, a 100 quilômetros de Cuiabá (MT), atravessa o pantanal mato-grossense, cruza o território paraguaio e deságua no rio Paraná, já na Argentina. Sua extensão é de 2.078 quilômetros, dos quais 1,4 mil estão no Brasil.

O rio Uruguai, que nasce na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, na confluência dos rios Canoas e Pelotas, possui cerca de 1,5 mil quilômetros de extensão, dos quais 625 correspondem ao trecho navegável, entre São Borja e Uruguaiana (RS). Em outros trechos tem potencial hidrelétrico.

Bacia do Atlântico Sul – É composta de várias pequenas e médias bacias costeiras formadas por rios que deságuam no oceano Atlântico.

O trecho Norte–Nordeste engloba rios localizados ao norte da bacia Amazônica e aqueles situados entre a foz do rio Tocantins e a do rio São Francisco.

Entre eles está o Parnaíba, que, ao desembocar na divisa do Piauí com o Maranhão, forma o único delta oceânico das Américas. Entre a foz do São Francisco e a divisa de Rio de Janeiro e São Paulo estão as bacias do trecho Leste, no qual se destaca o rio Paraíba do Sul. A partir dessa área começam as bacias do Sudeste-Sul. Seu rio mais importante é o Itajaí, no estado de Santa Catarina.

Hidrografia – O que é

Hidrografia é a ciência que pesquisa e mapeia todas as águas do planeta Terra.

Conhecer a hidrografia de uma região significa estudar o ciclo da água que provém da atmosfera ou do subsolo. O vapor de água da atmosfera precipita-se ao se condensar.

Ao entrar em contato com a superfície, a água pode seguir três caminhos: escorrer, infiltrar-se no solo ou evaporar. Na evaporação, ela retorna à atmosfera na forma de vapor. A água que se infiltra no solo e a que escorre, pela lei da gravidade, dirigem-se às depressões ou partes mais baixas do terreno, formando rios, lagos e mares.

O volume global de água da Terra é estimado em 1,42 milhões de metros cúbicos e abrange oceanos, mares, geleiras, águas do subsolo, lagos, água da atmosfera e rios. A água é formada por um átomo de oxigênio e dois átomos de hidrogênio. A água possui a forma angular e, em seu estado natural mais comum, é um líquido transparente, sem sabor e sem cheiro, mas que assume a cor azul-esverdeada em lugares profundos.

Os pontos mais altos do terreno cumprem o papel de divisores de águas entre dois rios (interflúvio). Entre os divisores, forma-se uma rede de captação na qual toda a água converge para o mesmo ponto, a chamada vertente (não confundir com nascente). Nela se encontram as bacias hidrográficas com seus rios principais, seus afluentes e subafluentes. Se a drenagem dirige-se ao oceano, é denominada exorréica; se a água fica retida no interior do continente, por exemplo, num lago ou num deserto, a drenagem é endorréica (em grego exo significa ‘fora’ e endo, ‘dentro’).

Rios: São cursos naturais de água que se deslocam de níveis mais altos (nascentes) até níveis mais baixos( a foz ou desembocadura). A foz pode ser em delta ou estuário. Os rios podem ser perenes quando desembocam, escoam o ano todo, ou temporários, quando escoam nas estações de chuva e secam no período de estiagem. Em seu curso, as águas dos rios transportam quase sempre uma grande quantidade de detritos.Se as águas correm calmas, os detritos depositam-se no fundo do rio, mas, quando as águas se lançam em um mar de águas impetuosas, os detritos se acumulam perto da foz e se espalham em todas as direções.

Há um grande relacionamento entre os seres que vivem nos rios e os que vivem nas margens ou proximidades dos cursos de água. As folhas das plantas e os insetos que caem na água servem de alimentação para muitos animais. Tudo isso representa uma incessante entrada e saída de matéria orgânica do curso de água.

A densidade de rios de uma bacia relaciona-se ao clima da região. Na Amazônia, onde os índices pluviométricos são muito altos, existem muitos rios perenes e caudalosos, ou seja, que nunca secam e possuem um grande volume de água em seus leitos. Em áreas de clima árido ou semi-árido, os rios muitas vezes são temporários, secando no período em que não chove. Se um rio atravessa um deserto árido e é perene isso significa que ele nasce em uma área chuvosa e a captação da água ocorre fora do deserto. O rio Nilo, por exemplo, nasce no lago Vitória, na região equatorial africana, por isso consegue atravessar o deserto do Saara.

As nascentes dos rios são os locais em que o nível hidrostático ou lençol freático atinge a superfície. Em períodos de estiagem prolongada, elas chegam a secar, enquanto em épocas chuvosas o volume da água aumenta, o que demonstra que a água das nascentes é água da chuva que se infiltra no solo. Essa variação na quantidade de água no leito do rio ao longo do ano recebe o nome de regime. Se as cheias dependem exclusivamente da chuva, o regime é pluvial; caso dependam do derretimento da neve, é nival; e se dependem de geleiras é glacial. Muitos rios apresentam um regime misto ou complexo, como no Japão, onde os rios são alimentados pela chuva e pelo derretimento da neve das montanhas.

Você já notou que os rios ou riachos que descem serras possuem um curso retilíneo? Isso acontece porque eles têm uma grande velocidade de escoamento, cujo limite máximo é encontrado nas cachoeiras. Em áreas de declive acentuado, os rios tendem a transpor ou erodir rapidamente os obstáculos. Já os rios de topografia plana, devido à baixa velocidade de escoamento são meândricos. Os meandros, portanto, são as curvas de rios que correm em áreas planas, desviando-se dos obstáculos que aparecem em seu curso.

Lagos: São depressões do solo cheias de água e podem ou não possuir ligação com o mar. Alguns ficam no interior de bacias fechadas. Outros, por sua grande extensão e água salgada, são chamados de mares. Os LAGOS, por influírem sobre a umidade do ar, têm ação reguladora do clima, assim como os mares. Na vizinhança dos lagos, o clima é sempre mais ameno e temperado que nas outras regiões. A maioria dos lagos não tem área maior de 300 km quadrados, quase todos se situam acima do nível do mar.

Em regiões de estrutura geológica antiga, como no território brasileiro, elas já foram preenchidas por sedimentos e tornaram-se bacias sedimentares. As depressões podem ter origem no movimento das placas tectônicas, no vulcanismo ou no movimento das geleiras. Ao fim de um período de glaciação, as depressões cavadas pelas geleiras são preenchidas pelas águas da chuva e dos rios que a ela se dirigem, formando lagos, como no Canadá e na Escandinávia.

A rede de drenagem, constituída por rios e lagos, sempre é muito importante para a prática da irrigação na agricultura. Os rios que apresentam desnível ao longo de seu curso possuem energia potencial que pode ser aproveitada para a produção de hidroeletricidade, mas a navegação depende da construção de eclusas.

Os lagos e os rios que correm em áreas planas são facilmente navegáveis, desde que não se formem bancos de areia em seu leito (fato comum em regiões onde o solo fica exposto à ação da erosão) e não ocorra grande diminuição do nível das águas, o que pode impedir a navegação de embarcações com maior calado (parte da embarcação que fica abaixo do nível da água).

Os oceanos e mares ocupam 71% da área do globo. As águas continentais possuem um volume total de 38 milhões de km cúbicos, cerca de 2,7% da água do planeta. A água doce congelada ( geleiras e calotas polares ) corresponde a 77,2% das águas continentais; a água doce armazenada no subsolo ( lençois freáticos e poços ), 22,4%; a água dos pântanos e lagos, 0,35%; a água da atmosfera, 0,04% e a água dos rios, 0,01% . A água dos mares e oceanos, em comparação com a água doce, possui grande quantidade de sais. A maior salinidade é a do Mar Vermelho.Em se tratando de densidade, a da água do mar é maior que a da água pura. Quanto à água doce,cuja principal fonte é a chuva, é quase pura, pois contém um pequena quantidade de oxigênio e de dióxido de carbono.

Oceano: Vasta extensão de água salgada que cobre a maior parte da Terra e envolve os continentes. O oceano Pacífico é o maior deles, seguido do Atlântico e do Índico.

Os oceanos são importantes fontes de recursos para a humanidade. Eles apresentam reservas de minerais, além de petróleo, gás natural, enxofre e potássio no interior das rochas.

Entre os minerais, são encontrados diamantes, areia, conchas de ostras, cascalho e fosforita.

Mares: São diferentes dos oceanos pela dimensão e posição geográfica. São considerados partes dos oceanos, localizando-se entre limites continentais.

Também são menos profundos, variam a salinidade, densidade, temperatura e transparência das águas. O mar é salgado porque em suas águas há predomínio de cloreto de sódio, o sal de cozinha e também de cloreto de magnésio. A salinidade é calculada em gramas por litro de água e varia de 30 a 40 gramas por litro. A salinidade é mais elevada nos mares de zonas quentes, tropicais e equatoriais, onde o calor provoca maior evaporação e concentração de minerais. A cor do mar varia entre azul e outras cores, como o verde e o cinza escuro. As causas dessas variações se devem ao reflexo do céu, à temperatura das águas, ou ainda, à presença de sedimentos coloridos ou substâncias no fundo do mar. As ondas do mar são causadas pelo vento e a velocidade delas varia muito, dependendo sempre da velocidade e intensidade dos ventos.

Importância da água dos rios

É um dos principais agentes modeladores do relevo terrestre
É um recurso natural básico na alimentação das populações
Abastecimento de água
Produção de hidroeletricidade
Navegação fluvial

Bacias hidrográficas do Brasil

Principais:

Amazônica
Tocantins Araguaia
São Francisco
Platina ( formada pelas bacias Paraguaia, Paranáica e Uruguaia).

Secundárias:

Norte-Nordeste
Do Leste
Sul-Sudeste.

Bacia Amazônica

Maior bacia do planeta
Países – Brasil, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru e Suriname
Denominações do Amazônas- Apurimac, Ucayali, Solimões e Amazônas.
Escoamento de 108 m³/s.
Trecho de 20.000 km para navegação.

Rio Amazonas

Características do rio Amazônas1.807.199

Maior rio do mundo
Rio perene
Possui regime misto ( pluvial e nival)
Possui foz mista ( em Delta e em Estuário ).

Principais afluentes do rio Amazonas:

Margem esquerda:

Xingú
Madeira
Tapajós

Margem direita:

Trombetas
Negro
Jupurá

Principais hidroelétricas

Balbina – rio Uatumã (AM)
Samuel – rio Jameri (RO)
Curuá-Uma – rio Curuá-Uma (PA).

Usina de Balbina

Bacia do Tocantins-Araguaia

Característica da bacia do Tocantins-Araguaia:

Possui 1.900 km
Apresenta o escoamento de grãos ( com destaque para soja).
Abastecimento hidroelétrico de Grande Carajás
Destaque para a usina de Tucuruí.
Possui a maior ilha fluvial do mundo – Ilha do Bananal ( rio Araguaia ).

Desvantagens da construção de Tucuruí

Deslocamento do povo a Gavião para a reserva Mãe Maria.
Comprometimento da flora e fauna aquática.
Elevados custos de manutenção.
Grande endividamento econômico.

Bacia platina

É formada pelas Bacias do Paraná, do Paraguai e do Uruguai.

Bacia do Paraná

Formada pela junção dos rios Grande e Paranaíba.
É aproveitada tanto para a navegação quanto para a produção de energia hidroelétrica.
Principais eclusas – Jupiá e Três Irmãos.
Destaque para a hidrovia – Tietê-Paraná.

Hidrovia Tietê-Paraná

Integração dos estados MG, SP, MS, PR, SC e GO
Liga a região de Anhebi ( Sorocaba SP), até Foz do Iguaçu.
Possibilita maior integração do Brasil com os países do Mercosul.

Principais usinas hidroelétricas

Itaipú
Porto Primavera
Marimbondo
Furnas

Bacia do Paraguai

Drena uma grande área de planície
Países – Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil.
O rio Paraguai nasce na chapada dos Perecis (MT).
Principais afluentes – rio Cuiabá, rio Taquarí e rio Miranda.
Principais atividades econômicas – pecuária bovina, expansão da soja e escoamento do manganês.

Bacia do Uruguai

O rio Uruguai é formado pela junção dos rios Canoas (SC) e Pelotas (RS)
Deságua no estuário da Prata
Alto curso – pequena produção de hidroeletricidade. (16% do seu potencial)
Baixo curso – rizicultura de inundação.

Fonte: geocities.com/www.joel.pro.br/files.humanidades.net.br

 

 

 

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