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Tragédia de Mariana

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Ao longo da história do país, Minas Gerais foi um território muito requisitado quando o assunto se referia a mineração, pois possuía e ainda possui grandes reservas minerais de interesse econômico para empresas de capital nacional e internacionais, o próprio nome do estado é em decorrência desta abundância. Que é afetada diretamente pelas atividades de extração desde o período de descobrimento.

Visando obter lucros em cima disto, estas empresas a cada ano exploram mais este vasto território, destruindo em certa medida muitas de suas reservas naturais, sem ao menos repararem os danos. Nesta perspectiva, tem-se a desastre de Mariana.

A tragédia de Mariana configura-se como o exemplo clássico daquilo que foi dito anteriormente, apontado pelos especialistas como maior desastre ambiental ocasionado pelo homem na história do Brasil, que ganhou destaque em toda mídia nacional e até mesmo internacional. Mas aliás, o que de fato aconteceu? Foi um acidente, tragédia ou crime?

Tragédia de Mariana

No dia cinco de novembro de 2015, há aproximadamente 35 km de Mariana, a barragem de rejeitos de mineração conhecida como Fundão, pertencente a mina Germano, rompeu no subdistrito de Bento Rodrigues, pertencente ao município de Camargo. Tal barragem era controlada pelas empresas brasileiras Samarco Mineração S.A e Vale S.A e pela empresa anglo-australiana BHP Billiton.

O ministério público brasileiro ainda apontou que o rompimento foi por causa de erros de operação e negligência das empresas que controlavam a mina Germano.

A princípio, os rejeitos que se encontravam nessa barragem concentraram-se no vale do córrego de Santarém, onde se encontrava a barragem de Santarém e em seguida afetou o Rio Gualaxo e o Rio Carmo. Estima-se que 62 milhões de metros cúbicos de minério de ferro, água e lama desceram rapidamente como fluxo de massa, destruindo o município de Bento Rodrigues, ocasionando a morte de 19 pessoas, além de deixar muitas outras sem terem onde morar, pois suas casas foram destruídas.

O volume desse fluxo de massa foi tão grande e capaz de contaminar a bacia hidrográfica do Rio Doce, onde a lama com rejeitos de mineiro fluiu por 500 km chegando ao mar no estado do Espírito Santo no dia 22 de novembro de 2015, local onde este rio deságua. Além disso, estima-se que resquícios dessa lama continuarão chegando nas próximas décadas.

Pesquisadores ainda indicam que para a natureza se recompor desse desastre, muito tempo será necessário, uma vez que atingiu em larga escala, a água, o solo, a flora e a fauna, alterando o PH, causando a morte de diversos organismos, ocasionando o assoreamento e a diminuição do nível de oxigênio encontrado na água. No mar, os biólogos temem a destruição da vida marinha encontrada no recife de corais de Abrolhos, onde encontra-se mais de 500 espécies de seres vivos, localizado próximo ao município de Linhares (ES).Associados a isso, tem-se os problemas sociais, pois muitas pessoas sofreram danos graves decorrentes dessa destruição em massa.

Essas empresas foram multadas pelos governos dos estados de Minas Gerais, Espirito Santo, além do IBAMA, totalizando 552 milhões de reais, mas segundo o Jornal El Pais Brasil, a Samarco pagou apenas 1% das 68 multas, as mineradoras ainda recorrem à Justiça para diminuição das sanções e penalidades, o que faz muitos ambientalistas afirmarem que foi mais um crime contra o meio ambiente e a sociedade.

Gean Alef Cardoso

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