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Biosfera

 

BIOSFERA E ECOSSISTEMAS

Cerca de 1 milhão de anos após ter se formado, a Terra era rochosa e quente, com alguma água acumulada na superfície. Sua atmosfera era provavelmente constituída por metano, amônia, gás hidrogênio e vapor d'água, entre outros compostos. À medida que o planeta foi se esfriando, acumulou-se água nas depressões da crosta, e assim se originaram os primeiros lagos e mares da Terra.

Com o aparecimento dos seres vivos, uma nova camada passou a fazer parte da constituição da Terra: além da litosfera (constituída pelas rochas e pelo solo), da hidrosfera (constituída pelas águas) e da atmosfera (constituída pelo ar), passou a existir a biosfera, representada pelos seres vivos e pelo ambiente em que vivem.

O conceito de biosfera

Biosfera, em sua definição mais simples, é o conjunto de regiões da Terra onde existe vida. O termo "biosfera" foi introduzido em 1875 pelo geólogo austríaco Eduard Suess (1831-1914), durante uma discussão sobre os vários envoltórios da Terra. Em 1926 e 1929, o mineralogista russo Vladimir Vernandsky (1863-1945) consagrou definitivamente o termo, utilizando-o em duas conferências de sucesso. Embora a palavra "biosfera" nos leve a pensar em uma camada contínua de regiões propícias à vida em torno da Terra, isso não é exatamente verdade. A espessura da biosfera é um tanto irregular, devido ao fato de haver locais onde a vida é escassa ou mesmo inexistente. Por exemplo, em mares, lagos, florestas, pântanos e campos ,a vida é abundante e variada. Há, porém, áreas tão secas ou tão frias que dificultam, ou até impedem, o desenvolvimento da maioria dos seres vivos.

É o caso das regiões quentes e desertas localizadas na faixa equatorial e das regiões geladas situadas junto aos pólos, onde poucas espécies conseguem viver.

A maioria dos seres terrestres vivem em regiões situadas até 5 mil metros acima do nível do mar. Entretanto, no Monte Everest, foi encontrada uma aranha vivendo a quase 7 mil metros de altitude, e já se observou aves migradoras voando a 8,8 mil metros de altitude. No mar, a maioria dos seres vivos habita a faixa que vai da superfície até 150 metros de profundidade, embora algumas espécies de animais e de bactérias vivam a mais de 9 mil metros de profundidade .De acordo com essas considerações, a biosfera teria espessura máxima de aproximadamente 17 ou 18 Km, formando uma película finíssima quando comparada aos 13.000 Km de diâmetro da Terra. Se o planeta fosse comparado a uma laranja, a biosfera não passaria de um fino papel de seda sobre sua superfície.

Biocenose, Biótopo, Habitat e Ecossistema

Biocenose ou comunidade biológica

As diversas espécies que vivem em uma mesma região constituem uma comunidade biológica, também chamada biota ou biocenose. O termo "biocenose" (do grego bios, vida, e koinos, comum, público) foi criado pelo zoólogo alemão K.A. Möbius, em 1877, para ressaltar a relação de vida em comum dos seres que habitam determinada região. A biocenose de uma floresta, por exemplo, compões-se de populações de arbustos, árvores, pássaros, formigas, microorganismos etc., que convivem e se inter-relacionam.

Biótopo

Para viver, a biocenose depende de fatores componentes físicos e químicos do ambiente. Em seu conjunto, esses componentes formam o biótopo (do grego bios, vida, e topos, lugar), que significa "o local onde vive a biocenose". No exemplo da floresta, o biótopo é a área que contém o solo (com seus minerais e água) e a atmosfera (com seus gases, umidade, temperatura, grau de luminosidade etc.). Os fatores abióticos do biótopo afetam diretamente a biocenose, e também são por ela influenciados. O desenvolvimento de uma floresta, por exemplo, modifica a umidade do ar e a temperatura de uma região.

Habitat

Habitat significa "o local onde vive determinada espécie". Tem sentido mais restrito de que biótopo, que se refere ao local onde vive toda a biocenose. Se quisermos falar do local onde vivem as girafas, devemos usar o termo habitat. Mas se quisermos nos referir ao local onde vive a biocenose da savana, falamos em biótopo.

Ecossistema

O conjunto vivo formado pela biocenose e pelo biótopo em interação é chamado ecossistema. Uma floresta, considerada em sua totalidade, isto é, com seus fatores abióticos e comunidades de seres vivos em interação, constitui um ecossistema.

A destruição das Espécies e dos Ecossistemas Na Europa , 400 anos atrás, havia cerca de 9 milhões de quilometros quadrados de florestas, hoje existem menos de 2 milhões. Do século XVII até hoje, foram exterminadas centenas de espécies de aves e mamíferos e outras tantas estão ameaçadas de extinção. Também alguns Ecossistemas são destruídos e ameaçados, juntamente com as especies de animais que vivem neles. Exemplo disso, é a eliminação sistemática dos pântanos nas regiões temperadas.

Isso é um erro, porque os pântanos funcionam como esponjas, regulando os níveis dos lençois de água subterrânea: alimentam esses lençois no verão e recolhem a água nas estações chuvosas, evitando inundações. Outros Ecossistemas que correm grave risco são as florestas tropicais.

Elas são destruídas para dar lugar a lavouras, estradas, instalações industriais, e, para extração de madeira. Com o desmatamento, elimina-se a cobertura vegetal que protege o solo da erosão provocada pelas águas correntes e isso facilita as inundações. O desmatamento de grandes extensões provoca mudanças no clima, que se torna mais árido. A ECOLOGIA nos ensina que que a manutenção das espécies e dos Ecossistemas, é um dos aspectos mais importantes da conservação da natureza. Pântanos e florestas, e também todos os outros ecossistemas devem ser respeitados, porque constituem um elemento fundamental do grandioso mecanismo da vida na natureza.

Exemplos de Ecossitemas no fundo do mar: Mesmo onde a água é muito rasa, o fundo do mar abriga uma grande variedade de animais que, em sua maioria, vivem fixados às pedras ou se deslocam muito lentamente.

Os mais típicos e numerosos habitantes do fundo, pertencem ao grupo dos Equinodermos( do grego, pele espinhosa), entre eles estão o ouriço-do-mar, as estrelas do mar e os Holuturióides, também chamados de pepino-do -mar.

Num costão rochoso: Nesse ambiente agitado, só conseguem viver animais capazes de permanecer firmemente aderidos às rochas, senão seriam varridos pelas ondas. Nesse ambiente vivem também outros animais, como cracas, crustáceos fixos de aparência curiosa e pequenos caranguejos que se movimentam agilmente entre as irregularidades das rochas.

Debaixo das pedras: Levantando-se uma pedra, no campo, em qualquer jardim, é quase certo que encontraremos numerosos animaizinhos, geralmente tatuzinho, lacraias, centopéias, besouro, carrapatos.

Em uma fonte: Qualquer fonte de jardim, pode constituir um pequeno ambiente muito rico em formas de vida. Nos tanques, se a água estiver limpa, pode-se observar no fundo, uma espécie de algodão verde, formado por muitos filamentos, são as algas verdes.

Nos parques e jardins: localizados no interior das cidades, estes parques e jardins são tranquilas ilhas de vegetação, abrigando uma fauna muito rica em pardais, sabiás, pombas, esquilos, serelepes e uma infinidade de outras aves e animais. Mas nestes parques, os animais são tratados e alimentados pelo homem, o que já não acontece na periferia urbana, sobretudo nos campos e terrenos baldios, colonizados por uma flora muito especial. Aí, sem a interferência humana, criou-se um habitat natural para uma enorme quantidade de pequenos animais. "Mesmo entre prédios, ruas, carros, enfim, no ambiente artificial de uma cidade, os animais e plantas são capazes de invadir e até de conquistar pequenos ambientes, onde sobrevivem e se reproduzem".

COMPONENTES DOS ECOSSISTEMAS

Componentes bióticos

Seres autótrofos e heterótrofos

Os seres vivos de um ecossistema podem ser divididos em autótrofos e heterótrofos. A maioria dos seres autótrofos (algas, plantas e certas bactérias) faz fotossíntese, captando energia luminosa do Sol e utilizando-a na fabricação de matéria orgânica. Existem, ainda, alguns poucos seres autótrofos que fazem quimiossíntese, como, por exemplo, certas bactérias, e obtêm energia para a vida através de reações químicas inorgânicas. Os animais, fungos, protozoários e a maioria das bactérias são heterótrofos, isto é, necessitam obter substâncias orgânicas (alimento) a partir de outros seres vivos ou de seus produtos. Os seres autótrofos fotossintetizantes, além de produzirem praticamente todo o alimento consumido pelos heterótrofos, liberam oxigênio (O2) no ambiente. Esse gás é utilizado na respiração pelos animais, pelas próprias plantas e por muitos microorganismos.

Componentes abióticos

Os componentes abióticos de um ecossistema são representados por fatores físicos, como luminosidade, temperatura, ventos, umidade etc., e por fatores químicos, como a quantidade relativa dos diversos elementos químicos presente na água e no solo.

Fatores físicos

Clima

Os fatores físicos que atuam em determinada região da superfície terrestre constituem o clima, resultado da ação combinada de luminosidade, temperatura, pressão, ventos, umidade e regime de chuvas. A radiação solar que atinge a Terra é um dos principais determinantes do clima. Além das radiações visíveis (luz) utilizadas pelos seres autótrofos na fotossíntese, as emanações solares contém raios infravermelhos, responsáveis pelo aquecimento da atmosfera e do solo, o que faz as temperaturas na superfície terrestre serem favoráveis à vida.

A temperatura ambiental é uma condição ecológica decisiva na distribuição dos seres vivos pelo planeta. Lugares muito quentes ou muito frios somente podem ser habitados por espécies altamente adaptadas a essas condições. A temperatura afeta outros fatores climáticos, tais como os ventos, a umidade relativa do ar e a pluviosidade (índice de chuvas) de uma região.

Fatores químicos

Certos elementos químicos devem estar presentes na água e no solo para garantir a sobrevivência dos seres vivos. A presença de fósforo na forma de fosfatos, por exemplo, é muito importante, uma vez que os fosfatos são constituintes fundamentais da matéria viva. Os elementos e sais essenciais aos seres vivos são chamados, genericamente, nutrientes minerais.

A Destruição dos Recursos Naturais

Água, madeira, solo, plantas, minerais, são recursos que existem na Terra, para melhorar a vida do Homem. Mas tem havido um exagero nesse aproveitamento e, como as riquezas na Terra não são inesgotáveis, está havendo uma devastação generalizada desses recursos. A prática da monocultura, torna as terras improdutivas, que logo são abandonadas. A destruição da cobertura vegetal protetora, os cultivos errados, o excesso de pastagens, acabam com a vegetação. A erosão, que provoca uma desertificação, a aridez, enfim, tudo isso torna os ambientes inabitáveis.

DESERTIFICAÇÃO

Desertificação é o empobrecimento dos ecossistemas áridos, semi-áridos e subúmidos em virtude de atividades humanas predatórias e, em menor grau, de mudanças naturais. Atualmente, 34% (49.384.500 km²) das terras emersas do planeta são propensas à desertificação. As áreas mais afetadas são o oeste da América do Sul, o Nordeste do Brasil, o norte e o sul da África, o Oriente Médio, a Ásia Central, a Austrália e o sudoeste dos Estados Unidos.

Desde a primeira Conferência Mundial sobre Desertificação, no Quênia, em 1977, os cientistas têm mostrado que o aumento das regiões áridas do mundo não decorre somente da progressão natural dos desertos , em geral resultado de alterações climáticas e fenômenos tectônicos ao longo de milhares de anos. Esse alastramento vem sendo provocado principalmente pelo homem, por meio do desmatamento de extensas áreas de floresta; da agropecuária predatória, que emprega técnicas inadequadas de cultivo e pastoreio; e de alguns tipos de mineração, como a extração dos cristais de rocha, que removem a camada superficial do solo. Essas atividades levam à diminuição da cobertura vegetal, ao surgimento de dunas, ao esgotamento dos solos, à perda de água do subsolo, à erosão e ao assoreamento dos rios e lagos. E o problema é agravado pelo efeito estufa , pela chuva ácida e pelo buraco na camada de ozônio.

Quando o solo se desertifica, as populações buscam outras terras, onde repetem os mesmos erros cometidos anteriormente. Com isso criam novas áreas desertificadas, num ciclo contínuo. A conseqüência é a migração, que acaba formando cinturões de pobreza ao redor dos centros urbanos. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem atualmente 500 milhões de refugiados ecológicos em todo o mundo, número que deve dobrar até o final da década. Esses refugiados foram obrigados a abandonar suas terras devido à degradação ambiental. A desertificação, a longo prazo, poderá causar uma diminuição drástica das terras férteis, o que, aliado ao aumento da demanda por alimentos, pode levar a um aumento da fome no mundo. Para evitar que isso ocorra, é necessário conter o avanço dos desertos com medidas como o reflorestamento, o controle do movimento das dunas e a rotação de culturas. É possível também controlar a erosão com o plantio em terraços e curvas de nível nos terrenos inclinados e o cultivo direto sobre os restos da cultura anterior, evitando a exposição do solo ao sol, à chuva e ao vento.

Aquecimento Global

Na medida em que o gelo derrete das calotas polares, o nível do mar se eleva, provocando a inundação de terras mais baixas e, talvez, a submersão de países inteiros no Oceano Pacífico. O derretimento das geleiras das montanhas poderá provocar avalanches, erosão dos solos e mudanças no fluxo dos rios, aumentando o risco de enchentes. Alterações bruscas na composição da Atmosfera poderão desencadear mudanças dramáticas no clima. Furacões, tormentas e enchentes, de um lado, secas graves, de outro, poderão se tornar mais frequentes. Tudo isso vai repercutir negativamente na produção dos alimentos, levando à extinção de várias espécies. Se a temperatura do planeta aumenta, aumentam também as ocorrências de epidemias, a proliferação de bactérias e outros organismos prejudiciais à saúde humana.

Fonte: br.geocities.com

Biosfera

BIOSFERA: a ”teia da vida”

A biosfera é o espaço da vida que envolve o planeta Terra. Seu limite superior é a camada de ozônio, situada a 14 km de altura no equador e aproximadamente a 7 km dos pólos; camada essa que protege os seres vivos da radiação ultravioleta do sol. Seu limite inferior varia desde os primeiros centímetros de profundidade do solo, junto à sua superfície, até o fundo do oceano (aproximadamente 10 km). A Biosfera como espaço de vida do planeta é muito pequeno, e pode ser considerado como uma lâmina bastante estreita que envolve a Terra, como se tratasse de uma folha de papel se compararmos sua espessura com o volume total do planeta.

Principais constituintes

Embora seja uma película bastante estreita, a Biosfera apresenta uma estrutura bastante complexa e dinâmica: sua composição varia continuamente pois é o resultado da atividade biológica que nela se realiza permanentemente há milhares de anos. Entre as quais as atividades antrópicas (do homem) que de forma bastante rápida, especialmente nestes últimos 50 anos, muito lhe tem influenciado.

Fisicamente a Biosfera está composta de três partes: a hidrosfera (água, ambiente líquido: rios, lagos, mares), a litosfera (parte sólida da terra acima do nível das águas: rochas, solo) e a atmosfera (camada de gás que envolve a terra: ar e seus componentes). Seus elementos fundamentais (água, solo e ar), junto com a energia do sol (energia radiante) constituem a vida no planeta tal como a conhecemos, manifestada tanto na forma animal como vegetal.

A posição do nosso planeta com relação ao sol fornece condições únicas propícias para a existência da vida, pelo menos da forma como nós a conhecemos e percebemos. A biosfera fornece as condições de uma verdadeira estufa (daí o nome do fenômeno efeito estufa), uma vez que permite a união ideal entre temperatura e água de forma constante e em quantidade ideal para a manifestação das diversas formas de vida animal e vegetal.

De um lado, a atmosfera com seus elementos – incluindo a camada de ozônio – nos protege da entrada da parte nociva da radiação solar (radiações ultravioletas) e não deixa escapar o calor que é desprendido do solo depois que o sol se põe (atua como um manto protetor). De outro, o vapor que é desprendido da hidrosfera (mares, lagos, rios, etc) também é aprisionado debaixo deste manto e diariamente é transformado novamente em água pelo processo de condensação (quando este vapor de água sobre e encontra o frio das camadas superiores da atmosfera) transformando-se em chuva que, deste modo, enchem novamente os mananciais de água, num ciclo continuo e interminável que conhecemos como ciclo hidrológico. Estas características permitem afirmar que nossa Biosfera é única no Universo, pois este conjunto de fenômenos é exclusivo do nosso planeta. Isto não significa que não exista vida em outros planetas, outras biosferas, mas dificilmente serão similares as formas de vida que aqui dispomos.

A formação da terra e da biosfera

A história da biosfera, portanto, se confunde com a história do nosso planeta e com a própria história do Universo, cuja teoria de formação mais aceita é do Big Bang - a Grande Explosão. Há 15 bilhões de anos atrás uma quantidade formidável de matéria, até então concentrada num ponto imaginário, explodiu e a partir de então, em processos contínuos de expansão e condensação, por 11 bilhões de anos passou a formar as galáxias (conjunto de estrelas). Ao redor destas estrelas, processou-se a formação de planetas, a exemplo do nosso – planeta Terra – que se formou ao redor da estrela que conhecemos como sol, formando junto com os demais nove planetas o nosso Sistema Solar, pertencentes a galáxia chamada Via Láctea. Estima-se em 4,6 bilhões de anos o início da formação de nosso planeta, e a Biosfera um pouco depois (3,5 bilhões de anos) atingindo as características que permitiu o aparecimento de todas as espécies que conhecemos somente há um bilhão de anos atrás com a formação da camada de ozônio.

A Biosfera e os Ecossistemas

A Biosfera como o espaço total de vida da Terra, poder ser considerado o maior sistema que representa o planeta. Este termo foi utilizado pela primeira no séc. XIX pelo geólogo austríaco Eduard Suess. Um sistema é um conjunto de partes que interagem entre si.

Em 1934, um pesquisador inglês – Tansley – propôs o conceito de Ecossistema para designar um determinado ambiente povoado por seres vivos e ao mesmo tempo o conjunto de seres vivos que povoam este mesmo ambiente. Desta forma os ecossistemas podem ser considerados as unidades funcionais básicas da Biosfera. Resultam de um conjunto de fatores bióticos (seres vivos) e de fatores abióticos (meio físico/químico) que interagem de forma inseparável, num dado local, promovendo uma ciclagem de materiais entre componentes vivos e não vivos. Assim, cada local do planeta, em função de suas características próprias oriundas das interações entre solo, água, ar e energia do sol, apresenta manifestações peculiares de vida, que constituem por sua vez distintos ecossistemas. Com este entendimento considera-se, portanto, a Biosfera como o resultado da interação entre todos os ecossistemas do planeta.

Os agrupamentos sociais e o conjunto das atividades humanas conferem características adicionais aos ecossistemas naturais, com inúmeras outras interações fruto dos aglomerados e atividades econômicas sejam nas cidades (ecossistemas urbanos) ou no campo (agroecossistemas).

A teia da vida

Ao apresentar o conceito de Ecossistema Tansley deixou também o entendimento de que nenhuma espécie vive sozinha: O ecossistema é um conjunto de seres vivos mutuamente dependentes uns dos outros e do meio ambiente no qual eles vivem. Este conceito evidencia a interdependência dos seres vivos, uma vez que todas as formas de vida, das mais simples às mais complexas, não existem isoladamente na natureza.

Na natureza todos os seres vivos interagem permanentemente entre si, constituindo um sistema onde cada um contribui à vida dos demais e destes se nutrem.

Cada ser fornece e recebe matéria prima para os outros, tornando-se assim a vida possível para todos. É a idéia da teia da vida, retomada mais recentemente por vários autores. A partir desta metáfora, do símbolo da teia, tecido ou rede, se pode entender a vida como resultado de uma trama resultante da interação de partes (fios) que se unem para construir um todo diferente e novo.

Os sistemas vivos – os ecossistemas – resultam de um processo similar ao ato de tecer, como se fora uma rede, cujas uniões (relações) entre os nós são mais importantes que estes.

Os nós da rede são importantes, mas sempre serão resultantes das conexões estabelecidas entre si: o fortalecimento da rede será o resultado da qualidade das relações entre os nós.

Por isso, dize-se que a biosfera é um sistema complexo (do latim – complexus: o que é tecido junto) e que para entender os sistemas vivos é necessário o pensamento complexo, de modo a se enxergar o conjunto, o todo, o sistema completo, a biosfera, a teia da vida.

Fonte: www.danieljs.prof.ufsc.br

Biosfera

Reserva da Biosfera

Biosfera é a porção da Terra onde a vida se faz presente. Envolve a crosta terrestre, as águas, a atmosfera e, hoje, sofre alterações significativas, rápidas e desastrosas, com a destruição sistemática de seus habitats e recursos naturais de que depende a comunidade planetária.

As Reservas da Biosfera são áreas de ecossistemas terrestres ou costeiros internacionalmente reconhecidas pelo programa “O Homem e a Biosfera” (“Man and Biosphere”) desenvolvido pela Unesco, desde 1972, juntamente com o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – a UICN – U NIÃO Internacional para a Conservação da Natureza, além de agencias internacionais de desenvolvimento de relações equilibradas entre as ações humanas e o meio ambiente.

Estas reservas possuem três importantes funções: conservação, desenvolvimento e apoio logístico às áreas protegidas. Atualmente, existem 411 Reservas da Biosfera em 94 países, cobrindo uma área superior a 250 milhões de hectares.

Cada Reserva da Biosfera é uma coleção representativa dos ecossistemas característicos da região em que esta se estabelece. Seu conjunto de reservas forma uma rede mundial que fomenta a troca de informações, experiências e pessoal - em particular entre Reservas da Biosfera com tipos de ecossistemas semelhantes, como também que possuam experiência em resolução de problemas similares. Sendo um instrumento de conservação, as reservas favorecem a descoberta de soluções para problemas como desmatamento, desertificação, poluição atmosférica, efeito estufa, etc.

As Reservas da Biosfera privilegia o uso sustentável dos recursos naturais em suas áreas de proteção. Seus objetivos são de promover o conhecimento e a prática de atividades auto-sustentáveis, alem de desenvolver valores humanos para implementar relações de equilíbrio entre as populações humanas e o meio ambiente em todo o planeta.

Nas Reservas da Biosfera, existe monitoramento, gerenciamento, pesquisas e programas de educação ambiental. Há o trabalho de desenvolvimento profissional e de trocas de informações com os técnicos de manejo. Assim como o gerenciamento das atividades locais pelo conjunto formado por instituições governamentais, não governamentais e centros de pesquisa. Este conjunto de ações visa o atendimento ás necessidades das comunidades locais e seu relacionamento com o meio que os rodeiam.

Funções das Reservas da Biosfera

Conservação das paisagens, ecossistemas, espécies e variações genéticas.

Desenvolvimento econômico e humano de forma sócio-cultural e ecologicamente sustentável.

Apoio logístico de projetos de educação ambiental, treinamento, pesquisa e monitoramento para promover a conservação e o desenvolvimento sustentável, visando agir no local e pensando em suas conseqüências regional, nacional e global.

Zoneamento

O zoneamento das Reservas da Biosfera visa ao melhor gerenciamento de suas regiões atuantes.

Com essa finalidade, o zoneamento consiste em três áreas: zona núcleo ou zona principal, zona tampão ou zona intermediária e zona de transição

Zona núcleo ou zona principal

Essa zona é constituída por áreas legalmente protegidas (unidades de conservação), definidas como área de proteção máxima.

Abrange a região mais preservada do ecossistema representativo, favorecendo ao habitat o desenvolvimento equilibrado da flora e fauna, uma vez que o controle das espécies é proporcionado por seus predadores naturais. Além desse aspecto, registra-se a ocorrência de endemismos, espécimes raros e espécies tipos promovendo um importante valor genético e local de interesse científico.

Não são permitidas atividades humanas dentro dessas zonas e em sua periferia é permitido, apenas, atividades que não prejudiquem os processos ecológicos internos.

Zona tampão ou zona intermediária

É formada por áreas com limites claramente definidos, situadas no entorno da zona de núcleo. Nesta região é promovido o desenvolvimento sustentável, alem de permitir atividades compatíveis com os objetivos de conservação das zonas de núcleo.

Zona de transição

Essa zona encontra-se na periferia da zona tampão. Está voltada para o monitoramento do uso da terra e de seus recursos naturais e para a educação ambiental.

Seus limites geográficos não são bem definidos porque sua demarcação é realizada periodicamente, ditados pelos conhecimentos conservacionistas adquiridos pela ralação de planejamento-execução das atividades econômicas características da região.

Zoneamento das reservas da Biosfera

O zoneamento de uma Reserva da Biosfera contempla, nas zonas de tampão e de Transição, as Áreas Experimentais de Pesquisa e Áreas de Uso Tradicional.

As Áreas Experimentais de Pesquisa têm por finalidade a realização de experimentos que visem à obtenção de melhores formas de manejo da flora, da fauna, ou seja dos recursos naturais, bem como o incremento e a recuperação da diversidade biológica e dos processos de conservação.

As Áreas de Uso Tradicional são as que apresentam uma exploração econômica com base em práticas tradicionais, onde são procurados manejos mais eficientes economicamente.

Fonte: www.biosferadacaatinga.org.br

Biosfera

Biosfera é a porção da Terra onde a vida se faz presente. Envolve a crosta terrestre, as águas, a atmosfera e, hoje, sofre alterações significativas, rápidas e desastrosas, com a destruição sistemática de seus habitats e recursos naturais de que depende a comunidade planetária.

Reserva da Biosfera é um instrumento de conservação que favorece a descoberta de soluções para problemas como o desmatamento das florestas tropicais, a desertificação, a poluição atmosférica, o efeito estufa etc.

A Reserva privilegia o uso sustentável dos recursos naturais nas áreas assim protegidas. A UNESCO mantém um sistema de informações que assegura o equacionamento de seus problemas, segundo a melhor tecnologia disponível.

Cada Reserva da Biosfera é uma coleção representativa dos ecossistemas característicos da região onde se estabelece.

Terrestre ou marinha, busca otimizar a convivência homem-natureza em projetos que se norteiam pela preservação dos ambientes significativos, pela convivência com áreas que lhe são vizinhas, pelo uso sustentável de seus recursos.

A Reserva é um centro de monitoramento, pesquisas, educação ambiental e gerenciamento de ecossistemas, bem como centro de informação e desenvolvimento profissional dos técnicos em seu manejo.

Seu gerenciamento é o trabalho conjunto de instituições governamentais, não governamentais e centros de pesquisa. Esta integração busca o atendimento às necessidades da comunidade local e o melhor relacionamento entre os seres humanos e o meio ambiente.

Esse gerenciamento se dá através do zoneamento de sua área em três categorias de uso que se interrelacionam:

1ª) zona núcleo ou zona principal, que abrange a região mais preservada de um ecossistema representativo, habitat favorável ao desenvolvimento de numerosas espécies de plantas, animais e seu cenário de convivência com seus predadores naturais.
Registra-se, aí, a ocorrência de endemismos, espécimes raros de importante valor genético e lugares de excepcional interesse científico.
Amparada sempre em proteção legal segura, só se permitirá em seus limites atividades que não prejudiquem ou alterem os processos naturais e a vida selvagem. Exemplo: a zona inatingível de um Parque ou de uma Estação Ecológica, uma Reserva Biológica ou áreas de preservação permanente;
2ª)
zonas tampão ou zonas intermediárias são as que envolvem as zonas núcleos. Nelas, as atividades econômicas e o uso da terra devem garantir a integridade das zonas núcleos.
3ª)
zonas de transição são as mais externas da Reserva. Nelas, incentiva-se o uso sustentado da terra e atividades de pesquisa que serão úteis à região no entorno da Reserva da Biosfera.

Seus limites não têm definição geográfica precisa porque sua demarcação se faz em conseqüência de ajustes periódicos ditados pelos conhecimentos conservacionistas, sendo conquistados na dinâmica da relação planejamento-execução das atividades econômicas características da região.

Além dessas, o zoneamento de uma Reserva da Biosfera contempla também a definição de Áreas Experimentais de Pesquisa e Áreas de Uso Tradicional, tanto nas Zonas Tampão quanto na de Transição.

As Áreas Experimentais de Pesquisa têm por finalidade a realização de experimentos que visem a obtenção das melhores formas de manejo da flora, da fauna, das áreas de produção e dos recursos naturais, bem como o incremento e a recuperação da diversidade biológica e dos processos de conservação.

As Áreas de Uso Tradicional são as que apresentam uma exploração econômica baseada em práticas tradicionais, onde são procurados manejos mais eficientes sem, contudo, adulterar seus procedimentos básicos.

Numa Reserva da Biosfera, as áreas de agricultura de subsistência permanecem como tal, buscando-se que suas práticas se adeqüem ao plano de manejo definido para todo o conjunto.

Os requisitos básicos para que uma área seja declarada Reserva da Biosfera são:

Ter uma efetiva proteção legal;
Conter na sua zona núcleo valores naturais que justifiquem sua conservação e características ideais à preservação;
Incluir áreas convencionais à pesquisa e à adoção de métodos de manejo sustentável dos recursos naturais;
Ser representativa de uma unidade biogeográfica, com extensão suficiente para sustentar todos os níveis de espécies representativas do ecossistema que se quer preservar.

Fonte: www.unesco.org.br

Biosfera

Há na terra uma faixa de acerca de 20 Km, vai das mais altas montanhas aos mais profundos oceanos, que se pode chamar de moradia da natureza.

Essa faixa, a biosfera, é ocupada pelos mais diversos ecossistemas terrestres (florestas, campos, desertos, etc.), marinhos e de água doce.

Ecossistemas, você já sabe, são constituídos por fatores não-vivos, como água, ar, solo, luz e temperatura; e por uma parte viva, composta pelas diferentes populações de seres vivos.

Tanto a parte viva como a não-viva mostram uma enorme diversidade de formas, tamanhos, cores e associações. Assim, cada ambiente tem suas próprias características quanto aos tipos de rochas, de solos, de plantas, de animais e de microorganismos.

Fonte: www.polmil.sp.gov.br

Biosfera

A biosfera é a parte da Terra onde se encontram os seres vivos. Ela compreende a superfície terrestre e a porção inferior da atmosfera e prolonga-se até o fundo dos oceanos. O estado da biosfera é fundamentalmente o estudo do seres vivos e sua distribuição pela superfície terrestre. A biosfera contém inúmeros ecossistemas (conjunto formado pelos animais e vegetais em harmonia com os outros elementos naturais).

O hábitat é o "lar" das plantas e dos animais. Nicho é a função de uma planta ou de um animal no ecossistema. Os seres que vivem na superfície terrestre dependem uns dos outros e mantêm relação com as condições do ambiente. Com exceção do homem que consegue se fixar e viver em quase todos os lugares do planeta devido ao alto grau de adaptabilidade que lhe é natural, cada ser vivo tem um ambiente em que se adapta melhor quando à temperatura, à umidade, às condições do solo, etc. Esse ambiente ideal para cada ser vivo constitui o seu habitat.

A degradação da biosfera

Com o avanço da ocupação humana sobre os mais diversos ecossistemas, vários têm sido as formas de impacto sobre o equilíbrio ecológico. Os seres vivos e o meio ambiente estabelecem uma integração dinâmica, porém frágil. O grande dilema das sociedades modernas é conciliar o desenvolvimento tecnológico e a carência cada vez maior de recursos naturais com o equilíbrio da natureza.

A tentativa de conciliação ou harmonização começou a ser intensificada na década de 1980, quando se tornaram muito mais visíveis e preocupantes várias conseqüências da profunda interferência do homem na paisagem: o efeito estufa, as chuvas ácidas, as ilhas de calor na cidades, o buraco de ozônio, a poluição dos oceanos, a grande extensão dos desmatamentos e extinção de espécies animais, o rápido esgotamento dos recursos não-renováveis, etc.

O desenvolvimento sustentável proposto desde então define-se pela continuidade das investimentos econômicos, das pesquisas tecnológicas e da exploração de matéria-prima, de tal forma que se leve em consideração não só o presente, mas também as gerações futuras. As diferentes nações têm procurado encontrar os meios de atingir a formula, como explorar sem destruir ou, pelo menos, diminuir os impactos ambientais.

A degradação ambiental pode ser das formações vegetais, como a destruição das florestas. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, 61% das terras que hoje pertencem ao nosso país eram cobertos por matas. No Brasil, a preservação ambiental ocupa um espaço cada vez maior nos meios de comunicação que veiculam quase diariamente materiais de esclarecimento, alerta e denúncia sobre o assunto. Vários movimentos organizados, como o S.O.S Mata Atlântica trabalham em prol da defesa das florestas brasileiras. Quando a o rompimento do equilíbrio natural (o desmatamento das florestas) rompem-se a relação vegetação/solo que possibilita o desenvolvimento da vida vegetal e animal.

A degradação dos ecossistemas marinhos correm risco, dos 71 grupos de formas de vida de todo o mundo, 43 são espécies marinhas e somente 28 compreendem espécies terrestres. Além de reunir ecossistemas riquíssimos, os oceanos funcionam como fonte de alimento para milhares de pessoas em todo o mundo. Um dos principais problemas que atinge os ecossistemas próximas ao litoral, como mangues e os pântanos, é a grande concentração populacional ao longo da costa em vários países.

No caso dos recifes, sua destruição provocada pela exploração de mergulhadores, que retiram material para colecionar e vender, mas, principalmente, pela poluição das águas dos próprios oceanos.

Mais de 80% da poluição oceânicas vem do continente, trazida pelos rios, chuvas e ventos.

Entre os principais poluentes, estão: produtos agrotóxicos utilizados em plantações; materiais plásticos, latas, metais, madeiras e materiais de pesca, resíduos industriais como metais pesados (chumbo, mercúrio, cobre, estanho), esgotos lançados sem tratamento, principalmente em países mais pobres e povoados do Terceiro Mundo, como Índia, o Paquistão, a Indonésia ,etc., óleo e petróleo derramado devido a acidentes com navios-tanques, rompimentos de dutos e emissários submarinos, lixo radiativo depositado por alguns países no fundo do mar.

Muitos desses poluentes trazem conseqüências devastadores para a cadeia alimentar marinha. Peixes e outros animais contaminam-se com pesticidas, resíduos industriais, o que é repassado a diante para outros animais da cadeia, de maneira que o próprio homem acaba ingerindo peixes e mariscos contaminados.

O esgoto e o escoamento da áreas cultivada levam às águas oceânicas grande quantidades de nitrogênio e fósforo presente em detergentes e fertilizantes. Esses elementos aumentam a quantidade de algas principalmente nas regiões costeiras. Seu grande crescimento diminui o nível de oxigênio da água, sufocando as demais espécies, formando-se algas vermelhas e marrons que resulta na "Maré Vermelha".

As águas que apresentam baixo nível de oxigênio são conhecidas como "Zonas Mortas". Como no Golfo do México, no Mar Adriático e no Golfo Pérsico.

Biosfera

BIODIVERSIDADE

Patrimônio da Humanidade

Numa pesquisa realizada recentemente por cientistas em nenhum outro lugar do planeta a biodiversidade é tão grandiosa quanto a Amazônia, o Pantanal e a Caatinga, três regiões que são tesouros naturais da Terra.

Nem mesmo a África, o berço da humanidade, cuja dimensões continentais arregimentam paisagens tão distintas quando o deserto do Saara, as verdadeiras florestas do Congo a as pradarias africanas onde reinam os mais diversos animais. Entre os grandes blocos tropicais de vida selvagem, a Amazônia abriga o maior números de plantas e animais exclusivos em seus seis milhões de quilômetros quadrados espalhados por nove paises. Com menor dimensão, mas igualmente ricas, as florestas do Congo cobrem sete países da África Central, e na ilha de Papua-Nova Guiné, Um raro cenário tropical no oceano Pacífico, ao norte da Austrália, vivem animais exóticos.

A exploração e a ocupação humana já faz suas vítimas nesses locais a algum tempo e algumas espécies correm o risco de desaparecer. O cerrado restam somente 10% e a Mata Atlântica, reduzida a menos de 8% do tamanho original.

As ameaças ao maior tesouro do mundo continuam as mesmas: o fogo que destrói 17 mil quilômetros quadrados de terra ao ano, o desmatamento que ameaça os 750 mil índios da Amazônia Legal e a destruição dos recursos naturais dos quais dependem os 21 milhões de amazônidas. Por oito estados do semi-árido nordeste, a caatinga só perde em extensão territorial para o cerrado, a Mata atlântica e a própria Amazônia. Os 735 mil quilômetros quadrados de sertão já foram mar, há 65 milhões de anos. Ali vivem em um cima imprevisível, 27 milhões de brasileiros, e uma fauna e flora praticamente desconhecidas da ciência.

A região abriga ainda duas espécies-símbolos em risco.

A ararinha-azul, que foi considerada extinta, vista pela última vez em 2000, na Bahia. Sua parente próxima, a rara-de lear também corre perigo. As araras da caatinga são parentes das araras-azuis, as aves que voam aos pares e se tornaram um símbolo do Pantanal. O esforço de preservação conseguiu melhorar sua situação e hoje a epécie está apenas na categoria de animais vulneráveis. Sobre os 210 mil quilômetros quadrados do pantanal, a maior área alagada do mundo, dividida entre Brasil, Bolívia e Paraguai, não se sabe ao certo se voam 325 ou 650 espécies de aves, mas é certo que em suas águas nadam pelo menos 325 tipos de peixes.

A espécie mais famosa da região é a temida onça-pintada, cujas 200 quilos a tornam o maior felino, depois do tigre e do leão.Entre os 37 tesouros naturais da Terra há ainda vastos corredores de desertos, onde proliferam vegetações exclusivas, sem contar as florestas geladas que abrangem a Rússia, o Canadá, o Alasca e a Groelândia.(Dados-2003)

Fonte: paginas.terra.com.br

Biosfera

A distribuição da vida na biosfera

A fina camada de solo, água e ar que abriga a vida em nosso planeta é chamada biosfera.

Na biosfera encontramos ambientes muito diferentes, que vão desde os oceanos com profundidades que atingem nove mil metros até as montanhas com mais de oito mil metros de altitude. Em todos esses locais existem formas de vida.

É claro que cada tipo de ambiente da biosfera apresenta condições abióticas específicas, propiciando a vida de comunidades diferentes e formando, assim, ecossistemas diferenciados.

A salinidade, a temperatura e a luminosidade são fatores importantes para a distribuição da vida no ambiente marinho.

Nas águas dos mares, que cobrem mais de 70% da superfície do globo terrestre, encontramos várias substâncias químicas dissolvidas. A principal delas é o cloreto de sódio ou sal comum.

O conteúdo de sais dissolvidos na água do mar determina sua salinidade, que pode variar muito, dependendo da quantidade de água doce proveniente dos rios que ali desembocam e do grau de evaporação da água.

As radiações solares que chegam até o planeta produzem efeitos de luz e calor sobre os mares.

Esses efeitos variam com a profundidade: quanto mais profundas forem as regiões do mar, menos luz e calor elas recebem. Por causa disso, surgem regiões muito diferentes, que tornam possível a existência de uma grande variedade de seres vivos.

Podemos assim observar três regiões distintas: eufótica, disfótica e afótica.

Zona eufótica

Região de grande luminosidade, que vai até aproximadamente oitenta metros de profundidade. Aí a luz penetra com grande intensidade, possibilitando um ambiente favorável à vida de organismos fotossintetizantes, como as algas, e muitos animais que se alimentam delas.

Zona disfótica

Região em que a luz apresenta dificuldade de penetrar, tornando-se difusa. Esta região vai até cerca de duzentos metros de profundidade e também abriga organismos fotossintetizantes, embora em proporção menor que a da zona eufótica.

Zona afótica

Região totalmente escura, que vai além dos duzentos metros de profundidade. Aí não é possível a existência de animais herbívoros.

As comunidades dos seres vivos marinhos

Dependendo do modo como se locomovem, os seres vivos marinhos são classificados em três grupos distintos: plâncton, nécton e bentos.

Plâncton

O plâncton representa o conjunto de todos os seres vivos flutuantes que são levados pelas correntezas marinhas. Eles não possuem órgãos de locomoção e, quando os têm, são rudimentares.

Existem duas categorias de seres planctônicos: o fitoplâncton e o zooplâncton.

Fitoplâncton

É constituído pelos produtores, ou seja, os seres autotróficos, que desempenham um grande papel nas cadeias alimentares marinhas. As algas são os principais representantes dessa categoria.

Zooplâncton

É constituído por organismos heterotróficos, como microcrustáceos, larvas de peixes, protozoários, insetos, pequenos anelídeos e até caravelas.

Nécton

Compreende o conjunto dos seres que nadam livremente, deslocando-se por atividade própria, vencendo a correnteza. O nécton abrange peixes (tubarões, robalos, tainhas, sardinhas, etc.), répteis, como a tartaruga, e inúmeros mamíferos (baleia, focas, golfinhos, etc.), entre outros animais.

Bentos

São o conjunto de seres que vivem fixos ou se arrastam no fundo do mar. Enfim, são os seres que pouco se afastam do fundo. Muitas algas, esponjas, ouriços-do-mar, estrelas-do-amor são exemplos de representantes de seres bentônicos.

Fonte: www.portalbrasil.net

Biosfera

RESERVA DA BIOSFERA DA MATA ATLÂNTICA

A Mata Atlântica, quando aqui chegaram os navegadores europeus, em 1500, cobria uma área de aproximadamente 1 milhão de km2 do território brasileiro. Esta área corresponde a 12% do País. Ela formava, com a floresta amazônica, o conjunto das duas maiores e mais importantes florestas do continente. A partir dela foi alavancada a colonização do País e a conquista de outros territórios que hoje compõem a nação brasileira. Abrigou os ciclos do pau-brasil, que deu seu nome à nação, e os da cana-de-açúcar, do ouro e do café, entre outros. Sua madeira serviu à construção das naus e foi usada em tudo o que se edificou nessa mesma região, no Brasil, assim como na reconstrução de Lisboa, depois do terremoto que destruiu esta cidade quase que completamente, no século XVIII.

Depois de 500 anos de utilização contínua, restam da Mata Atlântica apenas cerca de 4% de sua área original de matas primitivas e outros 4% em florestas secundárias. Apesar de toda essa devastação, ela ainda abriga um dos mais importantes conjuntos de plantas e animais de todo o planeta. As florestas tropicais, por suas condições de umidade e calor, são os ecossistemas terrestres que dispõem da maior diversidade de seres vivos.

Entre elas, a Mata Atlântica é, segundo estudos realizados por pesquisadores do estado da Bahia juntamente com o Jardim Botânico de Nova York, a floresta que apresentou, até o momento, a maior quantidade de espécies arbóreas. Nela, foram localizadas mais de 450 diferentes espécies de árvores em um único hectare de mata no sul da Bahia. Numa comparação simplificada, existe mais diversidade de plantas e animais em um hectare de Mata Atlântica do que em toda a Alemanha. Essa condição é resultado, entre outras razões, da distribuição Norte-Sul dessa floresta e da existência de consideráveis diferenças de altitude nas serranias costeiras cobertas por essa mata. Com isso, há maior possibilidade de variação de climas, nichos, solos, temperaturas e insolação, o que aumenta a tendência à evolução e diversificação de espécies.

Associados à Mata Atlântica existe uma série de ecossistemas, como as florestas de restinga das baixadas litorâneas e o jundu da beira das praias e campos de altitude, que mantém com a primeira uma grande relação de afinidade e complementaridade, e que é também fundamental preservar.

Depois dos 500 anos de ocupação, o que restou da Mata Atlântica está confinado aos poucos corredores ainda existentes ao longo das encostas onde era mais difícil cortar, em especial nas regiões Sul e Sudeste, ao longo das Serras do Mar, Geral e da Mantiqueira. Além desses remanescentes, o que ficou são ilhas isoladas no planalto e na região Nordeste. Muitas dessas ilhas de mata hoje abrigam espécies importantíssimas e não dispõem de área suficiente para conservá-las. Para salvar esse precioso patrimônio é necessário ampliar sua área ou unir duas ilhas próximas através da recomposição de corredores biológicos.

A razão principal para se lutar pela proteção da biodiversidade é a importância desta para o desenvolvimento de remédios e de nossa alimentação. Além disso, a floresta é o melhor protetor de mananciais de água, é importante para a estabilidade de encostas contra deslizamentos e serve também como amparo a culturas tradicionais. Ela é, ainda, com suas belas paisagens, elemento de suporte ao turismo, que é a indústria que mais cresce hoje no mundo.

Para garantir a proteção da Mata Atlântica em tempos mais recentes, o governo brasileiro criou, a partir da década de 30, um sistema de unidades de conservação, tendo o primeiro parque nacional, o Parque Nacional do Itatiaia, sido criado na Serra da Mantiqueira, no domínio dessa floresta. Também nessa época ocorre a decretação do Código Florestal, que passa a proteger as encostas de maior declividade, os topos de morro, as nascentes, as beiras de rio e os manguezais, formulando, assim, a figura das áreas de preservação permanente.

Nos anos 80, ocorre em São Paulo o escorregamento da Serra do Mar em Cubatão, cidade onde se instalara um amplo complexo industrial. A forte poluição despejada incessantemente pelas fábricas sobre a floresta matou a vegetação e enfraqueceu a proteção das encostas. Numa chuva mais forte, em janeiro de 1985, a Serra desabou, ameaçando as indústrias e trazendo pânico para a população da Baixada Santista. Para prevenir novas situações como esta, o governo resolveu declarar como patrimônio natural e cultural do estado de São Paulo, através do tombamento, toda a Serra do Mar, da divisa do Rio de Janeiro à do Paraná.

Os paranaenses gostaram da idéia e fizeram o tombamento de sua porção da Serra, em 1986. As iniciativas ensejaram a criação de um grupo de trabalho pela proteção da Serra do Mar, envolvendo os estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Unidos, resolveram formalizar o Consórcio Mata Atlântica, o que ocorreu em 1988. Em 89, aderiram a esse Consórcio, mediante convite, os estados da Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. E, em 92, o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Para viabilizar seus projetos, esses estados foram em busca de financiamento. Os cinco primeiros formadores do Consórcio conseguiram recursos da ordem de US$ 25 milhões junto ao Programa Nacional para o Meio Ambiente (PNMA), do governo brasileiro e do Banco Mundial, com a colaboração da KFW, agência de financiamento alemã. Isto, com o compromisso de oficializar o tombamento da Mata Atlântica em seus territórios e de buscar, com visão ampla, o reconhecimento dos remanescentes dessa floresta como uma abrangente Reserva da Biosfera, do programa O Homem e a Biosfera - Programa MAB, do inglês Man and Biosphere, da Unesco.

O Sistema de Reservas da Biosfera do MAB-Unesco foi consolidado na década de 70, sob a influência da Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente.

As Reservas da Biosfera têm três prioridades como base de todos os trabalhos a serem nelas desenvolvidos: a conservação da natureza e de sua biodiversidade, o desenvolvimento social sustentado das populações que vivem na Reserva, com ênfase para as comunidades tradicionais, e o aprofundamento da educação ambiental e do conhecimento científico. Para viabilizar esses objetivos, elas devem obedecer a um zoneamento que está centrado em três áreas principais.

Essa organização espacial na sua forma mais simples se assemelha a um ovo frito:

A zona núcleo, que seria a gema do ovo, deve ser completamente preservada. Corresponde a um Parque Nacional, uma Estação Ecológica ou outra área protegida legalmente como uma área de preservação permanente. Para nossa Reserva é muito importante o decreto federal 750/93, de proteção da Mata Atlântica, que dá abrigo legal a inúmeras de nossas zonas núcleo.
A zona de amortecimento, que seria a clara do ovo e circunda completamente a zona núcleo. Sua função principal é protegê-la. Aí podem ser desenvolvidas, entre outras, atividades econômicas sustentadas e experimentos científicos. Nelas devem se localizar, preferencialmente, as comunidades de cultura tradicional.
A zona de transição está ao redor da zona de amortecimento e corresponde ao prato onde o ovo está. Nela são feitas, com flexibilidade, as atividades que acomodam a Reserva da Biosfera com as suas áreas de entorno.

Numa outra imagem culinária, a Reserva da Biosfera corresponde a uma cebola cujas áreas mais restritivas ao uso estão no centro e cada camada de dentro para fora tem menos condicionantes. No nosso caso, dada a complexidade de localização dos remanescentes de Mata Atlântica, temos uma reserva de múltiplos núcleos que corresponderia a uma fritada de ovos de diversos tamanhos.

Além disso, as Reservas da Biosfera participam de redes de cooperação e comparação onde as experiências de uma ajudam o desenvolvimento de outra. Assim, foi formada uma rede íbero-americana de Reservas da Biosfera, que serve de apoio e inspiração a todo o Sistema. A Unesco também promove, de tempos em tempos, encontros internacionais para avaliar a situação de suas reservas, proporcionando, nessas ocasiões, contatos de grande interesse.

A razão pela qual o Brasil aderiu ao Sistema de Reservas da Biosfera é que este é o mais alto reconhecimento internacional que se pode almejar para a proteção de um ecossistema. A declaração da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica endossa a sua situação de floresta tropical mais ameaçada do mundo, sendo, em conseqüência, a primeira prioridade planetária para a conservação da biodiversidade.

Esta Reserva da Biosfera, que abriga os principais remanescentes de Mata Atlântica e ecossistemas associados do Ceará ao Rio Grande do Sul, foi reconhecida pela Unesco em várias fases consecutivas, entre 1991 e 1992. Contribuiu positivamente para esse reconhecimento a Conferência Rio-92. Apesar desse trabalho resultar de um grande esforço coletivo, ainda não foi possível incluir a Mata Atlântica existente no oeste de São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e em áreas dos estados de Goiás e do Mato Grosso do Sul como parte desta Reserva.

Está também integrada à Reserva da Biosfera da Mata Atlântica - e, portanto, é reconhecida pela Unesco - uma área que nasceu de um processo independente e hoje é conhecida como a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Mais recentemente, foi também reconhecida pela Unesco a Reserva da Biosfera do Cerrado. O comitê brasileiro do Programa MAB, que é liderado pelo Itamaraty, está para analisar a proposta de uma Reserva da Biosfera da Amazônia Central e a fase II da Reserva do Cerrado.

Sob o aspecto da biodiversidade, os principais problemas da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica são garantir a implantação das mais de 200 áreas protegidas por ela abrangidas, reverter o quadro de devastação dos remanescentes dessa floresta e buscar a recuperação de áreas degradadas, recompondo corredores biológicos. Para a primeira tarefa já tivemos recursos do PNMA, porém ela precisará ainda de muito esforço conjunto. Para a recomposição de áreas degradadas, o Governo Federal lançou recentemente um programa que está sendo apoiado pelo Conselho desta Reserva da Biosfera. Como colaboração internacional Sul-Sul, tem-se desenvolvido uma crescente cooperação com nossos vizinhos uruguaios e argentinos. Falta ainda aprofundar trabalhos de desenvolvimento sustentado.

Em resumo, a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica nada mais é que um instrumento de planejamento. Sua principal conquista está na aceitação de sua metodologia de princípios e de trabalho por todos os 14 estados que a ela aderiram. Ela também alcançou o zoneamento em escala 1:250.000 da maior parte dos remanescentes desse bioma. Para isso, muito contribuíram os governos estaduais, o Governo Federal, ONGs e cientistas que voluntariamente trabalham há anos pela sua consolidação.

Para gerir esta Reserva, o MAB-Unesco preconiza a necessidade de participação da população. Com a aprovação do comitê brasileiro do programa MAB, foi criado um Conselho de Gestão formado por 36 membros, sendo a metade governamental e outra metade da sociedade civil. Entre os governamentais estão um representante de cada um dos 14 estados que aderiram a esse programa e quatro do Governo Federal. Entre os da sociedade civil há seis em cada região (Nordeste, Sudeste e Sul). Em cada uma destas há dois ambientalistas, dois representantes da comunidade residente e dois cientistas. Além do Conselho estão sendo constituídos Comitês Estaduais com a tarefa de objetivar a implantação da Reserva em seus territórios. Já foram definidas uma série de áreas piloto em cada estado. O Conselho trabalha também com seminários nacionais, regionais e temáticos e tem feito um esforço constante para buscar, através da divulgação, a maior consolidação dessa Reserva.

Fonte: www.mre.gov.br

Biosfera

Equilíbrio da Biosfera

Conceito e Evolução da Biosfera

Conceito

É a região do planeta que encerra os seres vivos e na qual a vida é possível de uma maneira permanente.

Entretanto, considerando-se a totalidade do globo terrestre, esta região não excede a uma fina camada de alguns poucos quilômetros, englobando parte da litosfera, parte da hidrosfera e parte da atmosfera.

OBS.: São chamadas de regiões parabiosféricas aquelas nas quais a vida não é permanente, mas sim esporádica. Ex.: regiões polares e, a partir de 1969, a lua.

A biosfera, por apresentar componentes bióticos (seres vivos) e abióticos (seres inanimados) trocando matéria e energia, pode ser considerada um enorme ecossistema. A rigor, a biosfera deve ser encarada como tal, mas, devido as suas proporções gigantescas, costuma ser dividida em ecossistemas menores, conforme a situação que ocupam em relação aos três grandes substratos de nosso planeta. Assim, a litosfera é o substrato sólido do epinociclo (biociclo do meio terrestre) e a hidrosfera o substrato líquido de dois biociclos importantes; o talassociclo (meio marinho) e o limnociclo (meio dulcícola). A atmosfera interfere diretamente no epinociclo e indiretamente, pela difusão dos gases nela existentes, no talassociclo e no limnociclo.

Evolução da Biosfera

A biosfera formou-se no curso de uma longa evolução, sendo seqüência de longos processos de adaptação entre as espécies e o meio ambiente. Como ecossistema, a biosfera é um conjunto altamente dinâmico que tende auto-regulação e capaz de resistir, pelo menos dentro de certos limites, às modificações do meio ambiente e às bruscas variações de densidade das populações causadas por agentes naturais.

Considerando-se a evolução da biosfera, podemos considerá-la como resultado da ação de dois grupos de agentes: os físicos e os biológicos.

São dois os principais agentes físicos que interferem na evolução da biosfera: a água e a luz. A água por ser condição essencial para existência da vida, a luz por ser a fonte primária de energia de todos os componentes bióticos.

É sabido que a ação dos agentes biológicos sobre a biosfera depende das condições gerais (físicas, químicas, etc.) impostas pelo meio ambiente. Assim, por seleção natural, os componentes bióticos da biosfera vão se adaptando às condições determinadas pelos agentes abióticos somadas às exigências impostas pela comunidade da qual fazem parte.

Subdivisões da Biosfera Quanto ao Substrato

Podemos descrever fisicamente nosso planeta, como uma bola rochosa (a litosfera), parcialmente recoberta de águas (a hidrosfera), dentro de uma capa gasosa (a atmosfera).

Litosfera

É a camada sólida externa da Terra. É formada por uma grande variedade de rochas e a sua superfície está geralmente coberta por uma camada de solo e outros depósitos de sedimentação. A profundidade em média é de 50 Km de profundidade.

Hidrosfera

Abrange todas as águas naturais da Terra. Os oceanos, mares, lagos e rios cobrem, aproximadamente, 3/4 de sua superfície. Abaixo do solo, em profundidade que varia de poucos a milhares de metros, encontramos água subterrânea (lençóis freáticos). Assim, existe um manto de água, quase contínuo, ao redor da Terra.

Se ela fosse distribuída uniformemente sobre a superfície de nosso planeta, a qual consideraríamos plana, formaria um único oceano com, em torno de, 2.700 m de profundidade.

Atmosfera

É a capa de gases e vapor d’água que envolve a Terra. Está constituída essencialmente por uma mistura de nitrogênio (78%) e oxigênio (21%), com quantidades menores de gás carbônico (0,03%), gases nobres (argônio = 0,93%; outros gases = 0,04%) e vapor d’água.

OBS.: Alguns dados numéricos sobre o nosso planeta:

Dimensões Km

Diâmetro equatorial....................... 12.757
Diâmetro polar............................ 12.714
Circunferência equad. .................... 40.077
Circunferência do meridiano............... 40.000

Superfície Milhões em Km2

Fundo oceânico (70,78%)................... 361
Terras emersas (29,22%)................... 149
Superfície total da Terra................. 510

Relevo

Maior altura conhecida (Monte Everest) .... 8.840 m sobre o nível/mar
Altura média da Terra ..................... 825 m sobre o nível/mar
Nível médio da superfície (terra e mar) ... 250 m sobre o nível/mar
Nível médio da litosfera .................. 2.450 m abaixo do nível/mar
Profundidade média do mar ................. 3.800 m abaixo do nível/mar

Segundo Arthur Holmes (1951)

Biociclos

A biosfera é o resultado da soma dos chamados biociclos: o talassociclo, limnociclo e epinociclo que são, respectivamente, o meio marinho, o meio das águas doces e o meio terrestre. Cada biociclo representa um ecossistema em equilíbrio e, por este fato, necessita-se saber os fatores que condicionam o mesmo.

Talassociclo (meio marinho)

O oceano é, não só o berço da vida, como o maior reservatório, que da própria vida, quer dos elementos que lhe são essenciais. O mar é assim a maior força para moldar as condições de vida, tanto na terra como na água doce.

As características do mar que apresentam maior interesse ecológico podem ser apontadas como segue:

O mar é grande; cobre 70 por cento da superfície da terra (361 milhões de Km2).
O mar é fundo e a vida estende-se a todas as suas profundidades.
O mar é contínuo; não está separado, ao contrário do que se verifica com os "habitats" da terra e das águas doces.

Todos os oceanos se comunicam entre si. A temperatura, a salinidade e a profundidade são as principais barreiras que se opõem à livre deslocação dos organismos marítimos. Mas com pouca importância se comparadas com as barreiras do outros dois biociclos.

O mar está em contínua circulação; as diferenças de temperatura do ar entre os pólos e o equador provocam ventos fortes, como os alísios (que sopram constantemente na mesma direção durante o ano), os quais, combinados com a rotação da Terra, originam correntes definidas.
O mar é dominado por ondas de vários tipos e marés causadas pela atração da Lua e do Sol. As marés são especialmente importantes nas zonas costeiras, onde a vida marítima costuma ser particularmente variada e densa.
O mar é salgado. A salinidade, ou o teor em sais, é em média 35 partes de sais, em peso, por 1000 partes de H2O ou seja, 3,5 por cento. Cerca de 2,7% é de cloreto de sódio e o restante é constituído principalmente por sais de magnésio, cálcio e potássio.

Fatores Abióticos

Os principais são:

A pressão hidrostática aumenta aproximadamente de 1 atmosfera a cada 10 metros de profundidade. As variações de pressão são, pois, bem mais importantes no meio marinho que no meio terrestre.
A iluminação diminui muito rapidamente, o que permite diferenciar uma zona eufótica (até 100 m), uma zona disfótica (até 200m) e uma zona afótica (+ de 200 m).
A temperatura é caracterizada pela estratificação térmica, com existência de um termoclínio estacional na superfície e de um termoclínio permanente na profundidade (a 4 graus a temperatura da água tem maior densidade e menor volume).
O teor da água em sais dissolvidos, oxigênio e em gás carbônico constitui um fator ecológico muito importante.

Principais Grupos Ecológicos Marinhos

O bênton

Compreende organismos fixados no fundo (bênton séssil) e organismos móveis (bênton vagante) que só se desloca nas vizinhanças imediatas. O bênton séssil é constituído por vegetais (algas principalmente) e por animais muito diversos, tais como os cnidários, briozoários e protocordados. O bênton vagante contém crustáceos, peixes, equinodermas. Incluem-se também no bênton os animais escavadores que se instalam no lodo.

O plâncton

Compreende o conjunto dos organismo flutuantes que se deixam transportar pelas correntes às quais são incapazes de resistir. O fitoplâncton compreende vegetais (algas) e o zooplâncon os animais. Entre estes distingue-se o plâncton temporário ou meroplâncton, constituído pelos ovos e as larvas de espécies bênticas ou nectônicas (larvas de poliquetas, de moluscos, de equinodermas) e o plâncton permanente ou holoplâncton rico em foraminíferos, celenterados, rotíferos, crustáceos, etc.

O nécton

É o conjunto das espécies capazes de viver em plena água e de se deslocar ativamente contra as correntes marinhas. Compreende a maioria dos peixes pelágicos, os mamíferos marinhos, ou cefalópodos e diversos crustáceos.

As Grandes Subdivisões do Meio Marinho

Deve-se distinguir primeiramente o domínio pelágico de águas plenas e o domínio bêntico. Cada um destes domínios subdivide-se no sentido vertical, conforme a profundidade, em diversas zonas.

No que se refere ao relevo do fundo dos mares, distingue-se:

Plataforma Continental (0 - 200 m)
Talude Continental (200 - 2.000 m)
Planície Abissal (2.000 - 6.000 m)
Zona Hadal ou Ultra-abissal (mais de 6.000 m)

Limnociclo (meio dulcícola)

Os habitantes de água doce podem considerar-se convenientemente divididos em duas séries, como segue:

Habitats de água parada, ou lênticos: lago - lagoa - charco ou pântano.
Habitats de água corrente, ou lóticos: nascente - curto de água (regato - ribeiro) - rio.

Os "habitats" aquáticos transformam-se por vezes muito rapidamente, como no caso duma lagoa repleta de vegetação transformando-se num pântano. Por outro lado, os grandes lagos e os cursos de água sofrem alterações mais lentas, e podem apresentar-se relativamente estáveis ao longo de várias gerações humanas.

Os fatores limitantes, que são provavelmente de especial importância na água doce e que por isso conviria medir em qualquer estudo minucioso dum ecossistema aquático, são os seguintes: temperatura; transparência; corrente, concentração de gases respiratório; concentração de sais bio-gênicos.

Classificação Ecológica dos Organismos de Água Doce

Primeiro, os organismo podem ser classificados quanto aos principais nichos, relativamente à sua posição na cadeia alimentar ou energética do seguinte modo: produtores, consumidores e decompositores.

Em segundo lugar, os organismo aquáticos podem ser classificados com base no seu tipo fisionômico ou nos seus hábitos de vida, de acordo com o modo de vida que possuam, da seguinte maneira:

Bênton: organismos que permanecem fixados ou que vivem nos sedimentos do fundo;
Plâncton:
organismos flutuantes cujos movimentos estão mais ou menos dependentes das correntes;
Nécton:
organismos capazes de nadar e de navegar livremente;
Nêuston
: organismos capazes de permanecer ou nadar à superfície.

Epinociclo (Meio Terrestre)

É o biociclo onde as influências do meio físico ou fatores ecológicos, luz, temperatura e umidade, variam intensamente, impondo assim maiores variações climáticas, influenciando a dispersão dos organismos de modo mais acentuado e característico.

Considerando a biomassa, a flora predomina sobre a fauna.

A variedade de formas é enorme e superior dos dois outros biociclos.

Os biótipos, ou seja, os indivíduos de uma população homogênea e de mesmo equipamento hereditário, caracterizam áreas restritas de dispersão, como nas comunidades das ilhas, florestas, montanhas, etc.

Ao comparar-se o "habitat" terrestre com o aquático, deve se ter em conta os seguintes pontos:

A umidade constitui um fator limitante principal na terra. Os organismos terrestres tem de se defrontar constantemente com o problema da desidratação.
Sem o lençol de água moderador, as variações térmicas e as temperaturas extremas no meio aéreo são pronunciadas.
Por outro lado, da rápida circulação de ar sobre o globo resulta uma fácil mistura do oxigênio e anidrido carbônico, bem como uma concentração notavelmente constante desses gases.
Embora o solo ofereça um suporte sólido, o ar não o oferece. Tanto nas plantas como nos animais terrestres desenvolveram-se esqueletos fortes, e também meios especiais de locomoção.
A terra, ao contrário do oceano, não é contínua; existem barreiras geográficas importantes que se opõem à deslocação livre.
A natureza do substrato, embora seja importante na água, é particularmente vital em meios ambientes terrestres.

O solo, e não o ar, é a fonte de nutrientes muito variados (nitratos, fosfatos, etc.); constitui também por si só um ecossistema altamente desenvolvido.

O Biota Terrestre

A evolução no meio terrestre fez sobressair o desenvolvimento das categorias taxonômicas superiores, tanto no reino animal como vegetal. Deste modo, os organismo mais complexos e especializados, notadamente as plantas superiores, os insetos e os vertebrados de sangue quente, são presentemente os dominantes na terra. Os últimos incluem uma população humana crescente que, de ano para ano, exerce maior influência no funcionamento dos ecossistemas. Isto não quer dizer que muitas formas mais pequenas estejam ausentes ou tenham pouca importância; as bactérias, por exemplo, desempenham funções vitais nos ecossistemas terrestres.

Embora o homem e seus associados mais próximos apresentem uma vasta distribuição por todo o globo, cada área continental tende a possuir a sua flora e fauna próprias.

As ilhas diferem muitas vezes grandemente do continente.

Situação de Equilíbrio atualmente alcançado pela Biosfera

A biosfera alcançou, através do tempo, um equilíbrio dinâmico que se caracteriza por uma elevada funcionalidade e uma grande estabilidade. Como resultado verifica-se um perfeito equilíbrio, tanto no n0 de indivíduos como no n0 de espécies.

A manutenção desse equilíbrio de numerosos fatores dentre os quais citamos:

Densidade populacional; competição intraespecífica e interespecífica;
Mortalidade devido ao predatismo e outras doenças;
Valor adaptativo das populações (fundo genético);
Modificações do meio ambiente;
etc.

As populações que integram as comunidades da biosfera, no início de seu desenvolvimento, possuem uma taxa de natalidade maior que a taxa de mortalidade e crescem quase em progressão geométrica. Entretanto, este crescimento retarda, quando a população, ao atingir um determinado tamanho, começa a sentir as influências dos fatores limitantes. A partir desse momento, o seu tamanho passa a oscilar, aumentando ou diminuindo, mas sempre flutuando ao redor de um valor médio. Neste caso, a população atingiu um equilíbrio que é mantido pela equivalência de suas taxas de natalidade e mortalidade. Se um dos fatores limitantes aumentar de intensidade, ele poderá tirar a população de seu equilíbrio. Supondo-se, por exemplo, que sobrevenha sobre a população uma grave doença epidêmica, tornando a taxa da mortalidade maior que a de natalidade.

Esta doença terá um caráter seletivo; no caso da população apresentar uma variabilidade genética capaz de resistir a esta pressão seletiva, a população poderá se recuperar e, depois de algum tempo, voltar ao seu equilíbrio. A sobrevivência da população será mantida, porque os indivíduos com o genótipo que confere a resistência à doença vão continuar a se reproduzir e garantir a natalidade; seus filhos herdarão a resistência e poderão, também, se reproduzir e, assim, a população se manterá.

A instabilidade ambiental apresenta desafios aos indivíduos de uma espécie, a uma comunidade ou mesmo ao ecossistema todo. Para se manterem em harmonia com um ambiente em processo de mudança (provocada por agentes bióticos ou abióticos), os organismos não só precisam ser adaptados, mas adaptáveis. As espécies, além de possuírem variabilidade genética, apresentam também a capacidade de produzir variedades genéticas por mutação. Alguns variantes genéticos podem tornar-se menos freqüentes ou serem eliminados; outros podem tornar-se mais freqüentes e serem fixados como uma nova norma para a [população de uma espécie que, por sua vez, provocará uma reação em cadeia nas comunidades das quais venha a participar, selecionando aqueles mais adaptados e conferindo ao ecossistema e a biosfera um novo equilíbrio dinâmico (climax).

Concluindo, podemos dizer que as populações naturais, através de suas múltiplas interações com outras populações e com as condições físicas do ambiente, mantêm-se estáveis e, consequentemente, a biosfera também.

Fonte: www.photographia.com.br

Biosfera

RESERVA DA BIOSFERA DA CAATINGA

Caatinga ocupa uma área de 734.478km² e é o único bioma tipicamente brasileiro. Sua biodiversidade também é única no mundo e sua vegetação diversificada inclui pelo menos 932 espécies, sendo 380 endêmicas, ou seja, exclusivas da Caatinga.

O termo Caatinga é originário do tupi-guarani e significa mata branca. Localizada em área de clima semi-árido, apresenta temperaturas médias anuais que oscilam entre 25ºC e 29ºC.

A fauna é rica, com 148 espécies de mamíferos, das quais dez são endêmicas. Entre as 348 espécies de aves, quinze são endêmicas e 20 encontram-se ameaçadas de extinção.

Em razão da semi-aridez e do predomínio de rios temporários, era de se esperar que a biota aquática da Caatinga fosse pouco diversificada. Mas já foram identificadas pelo menos 185 espécies de peixes, distribuídas em mais de cem gêneros. A maioria delas (57,3%) é endêmica.

Cerca de 100 mil hectares da chamada mata branca apresentam mostras significativas de degradação pela ação do homem na luta pela sobrevivência. As principais ações de desmatamento são as queimadas para produção de lenha e carvão e para agropecuária. A identificação de áreas e ações prioritárias para a conservação da Caatinga é um importante instrumento para a proteção de sua biodiversidade.

Fonte: www.rbma.org.br

Biosfera

Os seres vivos encontram-se disseminados pelas três partes fundamentais da Terra: a atmosfera; a litosfera, integrada pela crosta terrestre e pelo manto que a recobre; e a hidrosfera, conjunto das águas superficiais do planeta.

A biosfera, portanto, compreende as porções de terra, mar e águas continentais habitadas pelos seres vivos. Não coincide com a atmosfera, a litosfera ou a hidrosfera isoladamente, pois abrange as três.

Conceito e estrutura. A vida não existiu sempre sobre a Terra. Em circunstâncias favoráveis, os seres vivos apareceram na água, evoluíram, diferenciaram-se e distribuíram-se na atmosfera e em terra firme.

Os seres vivos se organizam em ordem crescente de complexidade. Sabe-se, assim, que as moléculas se associam para formar orgânulos; estes se agrupam em células, que se associam em tecidos, e estes, por sua vez, em órgãos, que participam de sistemas conjugados em organismos que se agrupam em comunidades.

Estas, em conjunto e na inter-relação com o meio físico, constituem um ecossistema, e estes, interagindo, formam um superecossistema que se estende por toda a superfície da Terra e constitui a biosfera. Esta última significa, portanto, mais ordem, maior complexidade, mais necessidade de energia e maior instabilidade. A maior demanda de energia é compensada pelas vantagens que oferecem os níveis mais evoluídos ou organizados. Assim, um indivíduo deve empregar mais energia para atender a suas necessidades e colaborar com seus vizinhos ao invés de ocupar-se unicamente de si, mas fazer parte de uma comunidade pressupõe maiores vantagens do que viver isolado. O maior dispêndio energético se compensa por uma melhor qualidade de vida. Isso ocorre em todos os níveis da biosfera.

Tomando como referência a superfície da Terra, a camada de vida ocupa cerca de dez quilômetros em profundidade (abismos submarinos) e aproximadamente sete quilômetros em altitude (ponto máximo em que se encontram aves e esporos e até onde certos microrganismos são transportados pelo vento).

Seres vivos e biosfera

Os organismos que integram a biosfera podem ser classificados em dois grandes grupos: o primeiro é formado pelos organismos chamados produtores; o segundo, pelos denominados consumidores. Os primeiros são capazes de construir seus próprios tecidos, mediante o aproveitamento da energia solar, a partir de compostos inorgânicos simples (nitrito, água, dióxido de carbono).

Fazem parte dessa categoria todas as plantas, as algas e algumas bactérias, que sintetizam os compostos orgânicos imprescindíveis para edificar, desenvolver e manter as estruturas vivas: ácidos nucléicos, proteínas, glicídios (ou açúcares) e lipídios (ou gorduras). Os organismos produtores liberam oxigênio, que se transforma em ozônio na estratosfera, formando uma tela protetora contra as radiações ultravioleta procedentes do Sol.

Os organismos consumidores não são capazes de sintetizar as substâncias orgânicas que lhes servem de alimento e devem retirar elementos nutritivos dos seres aptos a essa síntese. Alimentam-se, portanto, dos produtores, de maneira direta (herbívoros) ou indireta (carnívoros). Existe ainda na biosfera uma terceira categoria de consumidores, formada pelos denominados decomponedores. Esses seres, que habitam principalmente o solo e a água, são microrganismos que se nutrem dos restos de plantas e animais. Em seu processo de nutrição, reconvertem as substâncias orgânicas em elementos simples que retornam à natureza, de onde são retirados por outros seres.

A interação dos três grupos -- produtores, consumidores e decomponedores -- mantém em circulação e intercâmbio, através da biosfera, os elementos químicos fundamentais para a vida, como carbono, oxigênio, nitrogênio, enxofre, fósforo e outros menos abundantes (cádmio, magnésio, lítio). A ação conjunta de todos os organismos faz com que a biosfera desempenhe um papel regulador de numerosos fenômenos relacionados com a superfície da Terra. Entre os principais contam-se a composição da atmosfera, a evaporação da água, a erosão geológica e a natureza do solo.

Modificação da biosfera. As mudanças bruscas nos componentes da biosfera causam desequilíbrios que afetam toda a estruturação da matéria viva. A evolução tecnológica provocou, paralelamente ao aumento dos recursos favoráveis à vida, graves perturbações da biosfera. A combustão de hidrocarbonetos para a obtenção de energia tem sido responsável, em grande medida, pela poluição da biosfera, e o transporte marítimo desses combustíveis, por grandes petroleiros, tem provocado acidentes que causam a morte imediata de milhões de seres vivos. Com a combustão do petróleo, alterou-se a composição química da atmosfera e destruiu-se parte da camada de ozônio, o que poderá ocasionar no futuro a desertificação da superfície terrestre.

A utilização de fertilizantes à base de nitratos é outro exemplo de interferência no equilíbrio da biosfera. As bactérias existentes no aparelho digestivo dos animais transformam o nitrato em nitrito, que se combina com a hemoglobina, provocando a redução do afluxo de oxigênio às células. Esse processo pode dar origem a uma anemia, às vezes fatal, chamada meta-hemoglobinemia. Todos esses processos modificadores do equilíbrio devem ser controlados, portanto, de modo a conservar a estrutura da biosfera dentro de limites que evitem a constante deterioração da natureza.

Fonte: biomania.com

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