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Cavernas

FORMAÇÃO DE CAVERNAS

Em certas regiões, o sub-solo compõe-se de rochas calcárias, podendo ocorrer infiltrações da água das chuvas, que penetra nos corpos rochosos, causando a sua dissolução na forma de bicarbonato de cálcio. Ao se introduzir por juntas e poros dessas rochas, a água vai alargando os vazios, abrindo canais e, às vezes, cavando grandes espaços ocos (cavernas).

Tais cavernas apersentam-se sob a forma de corredores e salões subterrâneos, alguns de grande extensão. No caso de o teto dessas cavernas desabar, há o afundamento do terreno sobrejacente e a formação de depressões afuniladas que são chamadas "dolinas".

Eventualmente as depressões acumulam água, dando origem a lagoas mais ou menos circulares. Já os desabamentos em áreas habitadas provocam a destruição de edifícios de vias públicas, como já aconteceu, na década de 80, em cidade da Grande São Paulo.

Cavernas

Nas cavernas calcárias, ocorre a infiltração das águas superficiais ou de lençóis de água subterrânea, carregadas de bicarbonato de cálcio, que afloram no teto, de onde gotejam. Tais gotas, ao serem expostas ao ar, perdem o gás carbônico dissolvido; assim, o bicarbonato de cálcio volta a forma de carbonato, que por ser insolúvel, precipita-se, formando cristais de calcita. No decorrer dos tempos, esses cristais fundem-se em grandes massas pendentes do teto das cavernas; trata-se das estalacitas, que assumem as mais variadas formas ( colunas, cortinas, tubas de órgão, figuras de animais, etc.). Por processo semelhante, as gotas de água carregadas de bicarbonato que caem no solo formam as estalagmitas. São essas formações que dão extraordinária beleza às grutas calcárias, transformando-as em atrações turísticas. Em condições especiais, os cristais de calcita precipitam-se dentro de poças d'água, originando espetaculares estruturas globulares chamadas "pérolas das cavernas".

As águas de infiltração que geram as cavernas calcárias podem ser drenadas por cursos d'água subterrâneos, que eventualmente afloram nas proximidades dessas formações geológicas. É de se esperar que o interior das cavernas contenha ar com um alto teor de gás carbônico, que se acumula nas partes baixas ( o CO2 é mais denso que o ar), especialmente junto ao solo. Esse fato representa um perigo para os exploradores de cavernas e, em alguns casos, chega a impedir a entrada de pequenos animais, que são sufocados por estarem com as narinas mergulhadas no gás carbônico acumulado próximo ao solo.

Um exemplo desse tipo de fenômeno é a Gruta do Cão, localizada na Itália.

Há cavernas calcárias em muitas regiões do Brasil, sendo mais famosas as da região da Lagoa Santa, em Minas Gerais: Lapinha, Maquiné, Lapa Nova, Lapa Vermelha e São João del Rei ( a Lagoa Santa, por sua vez, que tem forma circular, resultou do desabamento do teto de uma caverna, formando uma dolina que foi preenchida por águas subterrâneas). Também bastante conhecidas, as formações do Vale do Ribeira de Iguape, em São Paulo, constituem o maior conjunto decavernas calcárias no país; entre elas destaca-se a Caverna do Diabo, ponto turístico da região. Existem cavernas deste tipo em outras regiões do Brasil, como a que abriga o Santuário do Bom Jesus da Lapa, na Bahia, e as do vale do Rio Salitre, no estado do Ceará. No âmbito mundial, as mais famosas são as enormes Cavernas de Carlsbad, localizadas no sudoeste do estado do Novo México, nos Estados Unidos.

Fonte: educar.sc.usp.br

Cavernas

O que são e onde ocorrem

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São cavidades formadas no interior da Terra, em maciços rochosos. Podem ocorrer em várias rochas, mas a maioria se dá nas do tipo carbonática, conhecidas genericamente como calcárias. Também são nestas rochas que aparecem as mais desenvolvidas, mais ornamentadas e com fauna mais rica. No Brasil existem cinco regiões onde ocorrem grandes corpos de carbonáticas, com grupamentos de cavernas. Estas regiões são conhecidas como províncias espeleológicas. O Vale do Ribeira possui o maior número de cavernas em rochas carbonáticas do País.

Elas só se formam se a região reunir condicionantes geológicas, geomorfológicas e climáticas adequadas:

Geológica

É preciso que a rocha seja solúvel pela água acidulada e que o pacote rochoso seja espesso e fraturado para que a água possa circular por dentro dele.

Geomorfológica

Esse pacote rochoso deve estar acima do nível do mar, formando um relevo, e grande parte dele acima do nível freático.

Climática

É preciso que chova e o solo seja rico em matéria orgânica.

Nestas condições, a caverna nada mais é que o resultado da ação e da circulação da água sobre rochas solúveis.

Como se formam

Rochas carbonáticas contêm calcita (carbonato de cálcio - CaCO3), mineral que se dissolve em contato com a água acidulada. A atmosfera e o solo rico em húmus contêm dióxido de carbono (CO2) em abundância.

Quando a água da chuva passa por eles, se enriquece Ambiente de respeito deste dióxido, torna-se bastante ácida e dá origem ao ácido carbônico (H2CO3). A água acidulada penetra pelas fendas da rocha calcária, dissolve o carbonato de cálcio e produz bicarbonato de cálcio (Ca(HCO3)2), solúvel e facilmente transportado pela água.

Conforme o carbonato é dissolvido pela água, as fendas se alargam e criam vazios e condutos que se ampliam no interior do maciço rochoso, originando as cavernas. Por estes vazios e condutos, a água circula e, à medida que o processo avança, as aberturas ficam cada vez maiores. Uma drenagem subterrânea se instala e surgem variadas e complexas formas de espeleotemas ou ornamentações, como genericamente são conhecidos. São eles, com suas formas estranhas, que dão extraordinária beleza às cavernas e fascinam os visitantes.

Formação de espeleotemas

A água que goteja do teto das cavernas é rica em bicarbonato de cálcio. Essas gotas, expostas ao ar, perdem o gás carbônico, voltando à forma de carbonato que se precipita dando origem aos cristais de calcita. Os espeleotemas são formados por minerais como a calcita, originária do processo de dissolução do calcário. Com o passar do tempo esses cristais fundem-se em grandes massas pendentes dos tetos (estalagtites) das cavernas ou por processo semelhante vão crescendo no solo (estalagmites). Estas são as formas mais frequentes, mas existem outras como pérolas, cortinas, helicites etc.

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Cortina

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Coluna

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Ambiente de respeito

A formação de uma caverna está intimamente ligada a condições especiais do meio ambiente e também com o meio externo que a circunda.

Qualquer alteração externa, como poluição das águas, desmatamento, afetará o seu ambiente interior, suas formas de vida e a própria formação dos espeleotemas.

Igualmente grave é a poluição interna das cavernas tanto por dejetos, como por construções para comodidade dos turistas, ou retirada de pedaços de ornamentos para lembranças ou inscrições de nomes nas paredes e tantos outros atos de desrespeito.

Fonte: www.ige.unicamp.br

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