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Chuvas

 

O que é

Precipitação atmosférica mais comum, a chuva é a principal causa da exuberância de paraísos ecológicos como a selva amazônica, o vale do Congo e o arquipélago indonésio, regiões de maior índice pluviométrico do planeta.

Chuva é uma precipitação atmosférica constituída por gotas de água de dimensões variáveis mas, para efeito de classificação meteorológica, superiores a meio milímetro de diâmetro. Como as demais precipitações, a chuva resulta da condensação, decorrente normalmente da ascensão de massas de ar, de gotículas de vapor d'água que se integram às nuvens e formam núcleos de alta densidade.

Origem e formação

A diferença fundamental entre as partículas das diversas precipitações atmosféricas e as contidas nas nuvens é seu tamanho: a massa de uma gota de chuva pode equivaler a um milhão de vezes a massa relativa a uma partícula aquosa de nuvem. O processo por que passam as partículas de precipitação desenvolve-se pela superposição de vários fenômenos físicos, entre os quais a sublimação, a condensação e a aglomeração de partículas, depois dos quais se dá a precipitação propriamente dita.

Durante a sublimação, formam-se nas nuvens aglomerados de pequenos cristais de gelo denominados núcleos de sublimação e que resultam da conversão direta do vapor de água em gelo. Esses cristais aparecem espontaneamente nas nuvens quando estas são submetidas a temperaturas inferiores a -15o C, embora o ponto exato de sua formação varie de acordo com sua natureza físico-química. Podem atingir temperaturas em torno de -40o C, mediante o sub-resfriamento da nuvem sob a ascensão brusca de massas de ar.

Na fase de condensação, pequenos núcleos formados a partir das soluções de cloreto de sódio evaporado da água do mar e de compostos sulfatados provenientes de reações químicas atmosféricas, favorecem o processo da precipitação.

Na fase seguinte, ocorre a aglomeração de partículas em torno dos núcleos de sublimação, graças a mecanismos de colisão e acumulação de moléculas em movimento no interior das nuvens. Quando se inicia a etapa da precipitação, as partículas da nuvem alcançam um peso tal que as impede de permanecer em solução coloidal pela ação das correntes de ar ascendentes, e caem sob o efeito da gravidade.

Classificação

Em geral, as chuvas se classificam, do ponto de vista técnico, em três grandes grupos, de acordo com a quantidade de líquido ao longo de um determinado intervalo de tempo denominado índice pluviométrico. A unidade de medida utilizada é o milímetro, que representa a altura relativa à quantidade de água precipitada sobre uma proveta graduada. Assim, as chuvas ligeiras são aquelas correspondentes a uma precipitação inferior a 2,5mm por hora; as moderadas, a índices de 2,8 a 7,6mm; e as pesadas, a índices superiores a 7,6mm.

Medições pluviométricas

A quantidade de precipitação pode ser medida pelos pluviômetros e registradores pluviométricos. O pluviômetro mais comum consta de um recipiente cilíndrico com vinte centímetros de diâmetro, de fundo afunilado, que transporta a água precipitada para um tubo também cilíndrico de cinqüenta centímetros de comprimento e cuja seção é de 1/10 da do recipiente. Assim, para cada 2,5cm de chuva, a água terá 25cm de altura no tubo, o que propicia medições de quantidades precipitadas com bastante precisão.

O tubo é ligado a uma escala graduada, e o funil receptor se ajusta a um recipiente externo, de vinte centímetros de diâmetro, que conserva o excesso de água, pois o tubo interno só guarda cinqüenta centímetros de precipitação e, passado esse valor, transborda. No caso de registradores (pluviógrafos), o funil receptor tem, normalmente, 25cm de diâmetro. O peso da água retida num cilindro de vinte centímetros aciona uma mola, que transmite o movimento a um ponteiro, o qual o registra num cilindro giratório submetido a um mecanismo de relógio. À medida que a água se acumula, uma bóia na parte inferior do cilindro sobe, indicando a altura da precipitação dentro do tubo interno.

Distribuição geográfica

As zonas de maior pluviosidade são as que coincidem com as áreas de convergência do ar. Nesse sentido, distinguem-se quatro regiões distintas: equatorial, extratropical, montanhosa e anticiclonal. Na região equatorial, nota-se a convergência do ar tropical dos ventos alísios e do próprio ar equatorial, o que resulta em ascensão constante de ar quente e úmido. À medida que a corrente convectiva se eleva, arrefece e produz-se a condensação de cúmulus-nimbos, responsáveis pelas chuvas torrenciais de curta duração conhecidas como chuvas de convecção.

Já na região extratropical ocorrem zonas de convergência do ar quente de origem tropical e do ar frio polar, marcadas por depressões barométricas.

Produzem-se chuvas ciclônicas provenientes ora do avanço do ar quente sobre o ar frio, ora do ar frio sobre o ar quente. Podem ser incluídas nesse tipo as chuvas da China central, as da monção de verão e as de inverno, resultantes das invasões ciclônicas que se deslocam em direção ao nordeste.

Nas regiões montanhosas, geralmente situadas perto do mar, como encostas em posição paralela ou oblíqua aos ventos úmidos, a precipitação aumenta com a altitude até certo nível, cujo limite varia com a latitude. Daí em diante, outras condições passam a prevalecer. Normalmente, as montanhas das latitudes tropicais e subtropicais, situadas nas costas orientais dos continentes, são bem mais favorecidas pelas chuvas do que as das costas ocidentais, nas mesmas latitudes.

Fato inverso se observa com as montanhas situadas em latitudes elevadas: as mais chuvosas se encontram junto às costas ocidentais, expostas aos ventos de oeste. O ar carregado de umidade, em sua ascensão, esfria-se ao condensar a umidade nele existente e então se precipitam, em aguaceiros persistentes ou em pancadas (conforme a origem do ar que se encontra com a montanha), as chuvas designadas como orográficas. Em contraposição, o ar que desce pela encosta do lado oposto é comprimido e por esse motivo aquecido adiabaticamente. Dessa forma, o tipo de clima da encosta interior se faz inteiramente diverso daquele que reina no outro lado.

Finalmente, consideram-se áreas anticiclonais as zonas de menor pluviosidade no globo, inclusive aquelas em que as chuvas praticamente não existem. O melhor exemplo é o do Saara, situado justamente na faixa tropical e que permanece constantemente sob a influência desse centro de ação atmosférica.

Fonte: www.geocities.com

Chuvas

Chuva - Conhecendo as precipitações

Para que chova é preciso que a água se condense, ou seja, passe do estado gasoso ao liquido, além de o vapor ter de atingir o ponto de saturação.O ponto de saturação varia de acordo com a temperatura maior temperatura = maior o ponto de saturação menor temperatura = menor o ponto de saturação.

As nuvens são constituídas por vapor de água, ou cristais de gelo. Nuvem é o vapor d’ água condensado. Podemos avaliar o grau de umidade do ar em números, dividindo a quantidade do vapor contida em certo volume de ar pelo máximo valor admissível.

A regra utilizada é:

QUANTO MAIOR A TEMPERATURA, MAIS VAPOR.

O valor obtido será uma porcentagem que mede a umidade relativa do ar. No inverno, em Brasília, chega-se a um limite (12%) em que o corpo humano é prejudicado pela falta de umidade. O inverno dá-se quando o ar está saturado, com 100% de umidade.

O ar, então, fica à beira de uma mudança em grande escala, não conseguindo admitir mais vapor.

Acredita-se que, por algum motivo, há uma pequena redução na temperatura: como a umidade já está no máximo, parte do vapor é forçada a passar para o estado líquido, em pequenas partículas que, agrupadas em nuvens, constituem a chuva.

A DISTRIBUIÇÃO DAS CHUVAS NO PLANETA

A distribuição geográfica da chuva depende, basicamente, de quatro fatores: latitude, distância do oceano, ação do relevo, efeito das correntes marítimas

Existe ainda uma relação direta ente:

DISTRIBUIÇÃO DE PRESSÃO X CHUVAS: Quanto à latitude, as chuvas se concentram nas regiões próximas a linha do Equador e nas latitudes médias (45º a 60º norte e sul) = áreas de baixa pressão do planeta. Por outro lado, há dois pontos de chuvas por volta das latitudes 30° norte e sul — zonas de alta pressão onde estão vários desertos, como o Atacama, o Saara, o Kalahari etc — e nos pólos, onde o frio é o responsável pelas altas pressões.

Nas regiões de baixa pressão próximas à linha do Equador, o processo de subida e esfriamento do ar úmido provoca condensação e chuvas a ano inteiro.

Nas regiões tropicais, ao contrário, há movimento descencional do ar já seco, impedindo a formação habitual de nuvens — situação típica de áreas anticiclonais

Por isso mesmo, a maior parte dos desertos do planeta situa-se nas regiões tropicais.

Tipos de chuvas

Chuvas convectivas ou de convecção

Chuvas
Chuvas convectivas

 

Típicas de altas temperaturas: ocorrem na região intertropical; principalmente na zona equatorial e de verão; no interior do continentes.

Como ocorrem:

1) - O calor do sol esquenta o ar que tende a subir e a esfriar enquanto sobe.
2) -
O vapor d’água contido no ar esfria e precipita;
3) -
A evaporação também é intensa, portanto esse ar sobe e carrega muita umidade.
4) -
Aumenta cada vez mais a quantidade de vapor no ar;
5) -
Aumenta-se a instabilidade, isto é, o ar fica a beira de atingir o ponto de saturação.
6) -
A umidade se eleva de forma a atingir níveis muito elevados por volta de 15-16 horas, desencadeando tempestades e aguaceiros.

A chuva se manifesta intensamente e é de curta duração (pode durar apenas 10 mim).
É de fácil identificação, pois decorre de nuvens brancas, densas e algodoadas, os cúmulos - Em caso de muita umidade, o branco torna-se cinza escuro, e a nuvem é chamada de cúmulo-nimbo, que verterá sua carga de modo particularmente intenso, acompanhada de tormenta, raios e granizo.
Chama-se CHUVA DE CONVERGÊNCIA, porque a massa de ar sobe com a ajuda dos ventos alísios, que convergem às áreas equatoriais.

Chuvas frontais

Chuvas
Chuvas frontais

São resultantes do encontro de duas massas de ar com características diferentes de temperatura e umidade.

Do choque, a massa de ar quente sobe e o ar:

esfria
aproxima-se do ponto de saturação
origina nuvens
e precipita (chove)

a) CHUVISCO – quando a frente é quente

b) AGUAÇEIRO – quando a frente é fria

As precipitações são típicas de:

a) áreas de baixa pressão
b)
principalmente nas zonas dos trópicos ou temperadas
c)
onde ocorrem as das massas de ar polares e dos trópicos

Quando a chuva ocorre por conta do ar frio procedente dos pólos, diz-se que vem de uma FRENTE FRIA.

No entanto ela pode ocorrer de uma FRENTE QUENTE E ÚMIDA que atropela massas de ar em região fria.

Chuvas orográficas ou de relevo

Chuvas
Chuvas orográficas

Ocorrem quando há uma subida forçada no ar porque no seu trajeto há uma cadeia de montanhas.

Ao subir:

o ar esfria
o ponto de saturação diminui
a umidade relativa do ar aumenta
ocorre a condensação
conseqüentemente, forma-se nuvens e chove

São chuvas freqüentes nas áreas:

a) de relevo acidentado
b)
ao longo das serras
c)
ao lado de onde sopra ventos úmidos
Ex:
Serra do Mar em São Paulo

Nebulosidade

Chuvas

Coberto pelas nuvens ou por espessos vapores

Insolação

Chuvas

Tempo durante o qual o Sol permanece descoberto, brilhando sem nebulosidade.

Fonte: sites.google.com

Chuvas

Você sabia que a quantidade de água hoje no planeta é a mesma que existia há mais de 5 bilhões de anos?

Há um ciclo responsável por isso. É o Ciclo Hidrológico.

Umidade

A umidade da atmosfera é a quantidade de vapor d'água presente no ar.

O vapor d'água é importante porque a condensação e as precipitações dependem dele; sua quantidade na atmosfera determina a possibilidade de ocorrerem ou não precipitações (chuvas, neve, granizo, nevoeiro...).

Umidade absoluta

É a quantidade de vapor d'água existente na atmosfera num determinado momento. A quantidade de vapor que a atmosfera pode reter é limitada; quando este limite é atingido, dizemos que o ar está saturado.

Ponto de saturação

É a capacidade máxima da atmosfera em conter vapor d'água. Essa capacidade varia diretamente com a temperatura. Com o ar aquecido, a capacidade aumenta; com o ar resfriado, a capacidade diminui.

Umidade relativa

É a relação entre a umidade absoluta do ar e o seu ponto de saturação; por isso é medida em porcentagem. Ou seja, quando a umidade absoluta atingir 100%, o ar atmosférico estará totalmente saturado e com certeza ocorrerá a precipitação!

Nuvens

As nuvens são formadas por grandes quantidades de gotículas de água. Quando elas não conseguem mais sustentar o vapor d'água em excesso, ocorre a condensação e, a seguir, a precipitação.

Os tipos básicos de nuvens são:

Cirros
Estratos
Cúmulos
Nimbos

Cirros

São as mais altas e apresentam aspecto de plumas. Na verdade, como a temperatura da atmosfera nessa altura é muito baixa, os cirros muitas vezes são formados por cristais de gelo.

Estratos

Têm a forma de camadas horizontais.

Cúmulos

Semelhantes a flocos de algodão, os cúmulos são nuvens bonitas e divertidas; são as que geralmente aparecem nos desenhos infantis! Mas, quando associadas a nimbos, podem provocar temporais e chuvas de granizo.

Nimbos

Nuvens mais baixas, geralmente muito densas, que dificultam a passagem da luz do sol, o que torna sua coloração escura! Provocam fortes chuvas.

Esses tipos geralmente aparecem associados, como nos mostra a figura.

Chuvas

Precipitações atmosféricas

É claro que a forma de precipitação atmosférica mais conhecida é a chuva! Porém, não é a única. A geada, a neve e o granizo também são exemplos de precipitação atmosférica.

Geada

Quando a temperatura da superfície atinge o ponto de congelamento, as gotículas presentes no ar se congelam sobre as superfícies de plantas, objetos, carros, casas... Por isso é errado dizer "caiu uma geada", pois, na verdade, a geada se forma sobre a superfície dos objetos.

Neve

É um tipo de precipitação atmosférica que não se forma na superfície. Assim como a chuva e o granizo, a neve resulta da transformação direta do vapor d'água em água sólida - sublimação.

Granizo

É o próprio gelo. Quando fortes correntes de ar carregam as gotículas de água já condensadas para altas e frias camadas da atmosfera, essas gotas se solidificam formando pedacinhos de gelo! É uma forma muito violenta de precipitação e, por isso, capaz de provocar graves danos às pessoas, casas e, principalmente, à agricultura.

Além das precipitações, outros fenômenos naturais podem trazer umidade às superfícies e à camada atmosférica, como, por exemplo, os nevoeiros e o orvalho.

Nevoeiro ou Neblina

É a condensação do vapor d'água presente na atmosfera junto à superfície. O ar quente perde calor para a superfície e se condensa, formando gotículas suspensas no ar.

Orvalho

Como o nevoeiro, o orvalho ocorre quando o ar atmosférico se resfria junto à superfície; porém, no orvalho a formação das gotículas se dá sobre superfícies de plantas, objetos, carros, casas...

Tipos de chuva

Existem três tipos básicos de chuva:

Convectiva
Chuva frontal
Chuva orográfica ou de relevo

Vamos ver a formação de cada um desse tipos:

Chuvas Convectivas

São as famosas chuvas de verão!

Chuvas convectivas ou chuvas de convecção são aquelas que acontecem num dia de excessivo calor, são as chuvas de verão. De repente o céu fica escuro e carregado de nuvens pesadas.

São pancadas fortes, mas, passageiras.

Chuvas Frontais

Quando uma massa de ar frio se encontra com uma massa de ar quente, ocorrem a condensação e a precipitação (o mesmo que a chuva).

Esse tipo de chuva é muito interessante, pois geralmente acontece após um dia muito abafado, quente e sem ventos, porque a massa de ar frio está pressionando a massa de ar quente que se encontra sobre a região. Por isso é chamada de FRENTE FRIA.

Quando a massa de ar quente começa a perder a resistência, fortes rajadas de ventos indicam que a frente fria está "entrando". Ocorre, então, a condensação da umidade do ar, e fortes temporais se formam.

Chuvas Orográficas

O relevo representa uma barreira para ventos e massas de ar.

Ao se deparar com uma serra, uma escarpa, ou até mesmo uma chapada ou um planalto, a massa de ar é obrigada a se elevar para atravessá-lo.

Como a temperatura atmosférica diminui com a altitude, ocorre a condensação da umidade e chove!

Este tipo de chuva costuma ser intermitente (chove um pouquinho, pára, volta a chover...) e fina. É muito comum nas regiões sudeste e nordeste, onde as escarpas e os chapadões dificultam a penetração para o interior das massas de ar provenientes do litoral. Ver o Estudo Interativo sobre "CAATINGA".

A massa de ar proveniente do Oceano Atlântico, rica em umidade, se condensa assim que atravessa o Planalto da Borborema, causando chuvas na zona da mata nordestina. Quando a mTa finalmente vence a chapada e atinge o sertão, já perdeu toda a sua umidade.

Fonte: www.rceonline.com.br

Chuvas

Normalmente, quando cai água, vinda das nuvens, chamamos a isso: chuva.

Mas esta palavra pode ter outros sinónimos.

Assim, em Geografia (e não só) utiliza-se antes as palavras: precipitação, ou pluviosidade.

A chuva, ou melhor, as precipitações, não são iguais em todo o planeta, nem sequer estão distribuídas pelo planeta da mesma maneira....há locais que as precipitações são devido a determinados fatores, e noutros locais são devido a outros....Também há locais do mundo em que há muita precipitação e outros locais em que quase não há precipitações.

A melhor maneira de observarmos estas diferenças na distribuição das precipitações, no nosso planeta, é através de mapas de isoietas (que são linhas que unem locais com o mesmo valor de precipitação)

Convém lembrar que as precipitações podem ser no estado líquido ou sólido. As no estado líquido, é a chuva "normal" ...às no estado sólido, chamamos neve, granizo, saraiva

Chuvas
Figura 1 - Distribuição das precipitações no mundo

A figura 1 mostra a distribuição das precipitações no mundo.

Repare bem na figura: os locais mais escuros indicam as regiões com maiores valores de precipitação, enquanto que os locais mais claros (a amarelo), mostram os locais com poucas precipitações.

Não é por acaso que os locais com mais precipitação se situam ao longo do paralelo do Equador

Também não é por acaso que os locais com menos precipitações se situem (dum modo geral) sobre os paralelos dos trópicos.

Compara o mapa de isoietas com a figura 2, que mostra a circulação geral da atmosfera.

Chuvas
Figura 2- Baixas Pressões ( - ) e Altas Pressões ( + )

Na figura 2, podemos observar:

As baixas pressões, representadas com o sinal -
As altas pressões, representadas com o sinal +

Os principais ventos que sopram SEMPRE das altas para as baixas pressões e que sofrem um desvio para a direita, se estiverem no Hemisfério Norte, e para a esquerda, se estiverem no Hemisfério Sul

Para já, comparando as duas imagens, convém verificar que:

Nas regiões equatoriais, que são as mais pluviosas, existem principalmente baixas pressões e que os ventos alísios vão para o Equador
Nas regiões tropicais, que são as menos pluviosas, existem principalmente altas pressões.

Tipos de Chuvas

Existem quatro principais tipos de chuvas.

Estão representados 3 desses tipos de chuvas:

Assim, na imagem:

Chuvas
Chuvas orográficas

A - corresponde a chuvas orográficas, ou chuvas de relevo.

O ar, enquanto se desloca, é forçado a subir devido a uma grande elevação (por exemplo uma montanha ou uma serra).Enquanto vai subindo pela elevação, vai arrefecendo (porque já sabes que conforme a altitude aumenta, a temperatura diminui). Se continuar a subir, vai-se formar condensação e, se continuar a subir e a arrefecer mais, passsa da condensação para a precipitação

B - corresponde a chuvas convergentes.

Chuvas

Chuvas convergentes

Neste tipo de chuvas, o que obriga o ar a subir é a convergência ventos.Convergência significa aproximação. Ou seja, existem ventos que se aproximam e, em vez de "chocarem" um com o outro, sobem. Experimente colocares as mãos em cima da mesa e aproxima uma da outra até a ponta dos dedos se tocarem.....continua a fazer força. Hás-de reparar que a tendência é a que os dedos se comecem a levantar

Ora o mesmo se passa com os ventos, e quando começam a subir, acontece o tal processo... vão subindo...vão arrefecendo....dá-se a condensação...e depois dá-se a precipitação.

Repara mais uma vez na figura 2. Nas regiões equatoriais, há a convergência dos ventos alísios, vindos das altas pressões subtropicais, para as baixas pressões equatoriais. Eles juntam-se na região equatorial. e não podem passar um pelo outro, porque é sabido que os ventos sopram sempre das altas para as baixas pressões. Ora se eles passassem um pelo outro, já soprariam das baixas para as altas e isso não pode acontecer.

C - correspondem a chuvas frontais.

Chuvas
Chuvas frontais

O ar é forçado a subir por uma superfície frontal. As superfícies frontais, são como que um limite entre duas massas de ar diferentes. Dum lado está ar quente, do outro lado está ar frio. A superfície funciona como se fosse uma cunha. O ar é obrigado a subir pela superfície, conforme vai subindo vai arrefecendo....ao arrefecer, dá-se a condensação e depoisdá-se a precipitação.

Chuvas convectivas

Não estão representadas na figura. Acontecem quando uma masssa de ar passa sobre uma superfície bastante quente. Sabes o que acontece ao ar quente? Pois é, sobe! Já viste de certeza alguns balões de ar quente. Mas o ar quente ao subir, também vai arrefecendo. E o processo é igual aos anteriores....conforme vai subindo, vai arrefecendo, e mais cedo ou mais tarde (se continuar a subir) irá provocar precipitação.

Conclusão

O processo das chuvas é sempre o mesmo:

1º - o ar sobe
2º -
conforme sobe, vai arrefecer
- conforme vai arrefecendo, vai-se dar a condensação
- se continuar a subir e a arrefecer, passa da condensação para a precipitação.

O que é diferente, são as maneiras que "obrigam" o ar a subir: podem ser as elevações (chuvas orográficas), podem ser as baixas pressões (chuvas convergentes), podem ser as superfícies frontais (chuvas frontais), ou podem ser superfícies demasiado quentes (chuvas convectivas).

Fatores que influênciam as precipitações

Além do relevo (altitude) que pode originar as chuvas orográficas, e dos centros de pressão, que podem originar as chuvas convergentes, há outros fatores que podem influenciar as precipitações

A continentalidade, que tem a ver com a proximidade ou afastamento em relação ao litoral, vai influenciar também as precipitações. Pode ver-se facilmente pela figura 1, que são os locais com menor continentalidade (mais próximos do litoral) que são mais sujeitos a precipitações. Isto acontece, porque são as áreas costeiras que são mais afetadas por ventos húmidos, que percorreram um longo trajeto sobre os oceanos e assim ficaram mais "carregados" de humidade.

Portanto é natural que sejam as áreas costeiras umas das mais pluviosas.

A exposição geográfica também afeta as precipitações.

Isto tem a ver com os relevos concordantes ou discordantes. Mas o que é isto de concordantes e discordantes?

Diz-se que o relevo é concordante quando está disposto ("alinhado") com a linha de costa. Isto vai fazer com que os ventos vindos do litoral não o consigam contornar, sendo então obrigados a "subir pelo relevo", originando assim chuvas orográficas.

Esta é uma das razões que as áreas de menor continentalidade sejam mais pluviosas.

Por outro lado, diz-se que o relevo é discordante, quando o relevo (as montanhas) estão dispostas, ou "alinhadas" mais ou menos perpendicularmente, à linha de costa. [ver últimas figuras]. Isto vai fazer com que os ventos húmidos vindos do mar, consigam passar entre as montanhas.

Deste modo, é mais difícil que haja precipitações junto ao litoral, havendo precipitações mais para o interior (provocadas por outros fatores).

Fonte: www.geofredo.educacao.te.pt

Chuvas

 

Chuvas

A energia que faz a chuva vem do sol.

Esquenta e ilumina o planeta provocando evaporação das águas, fotossíntese e evapotranspiração das plantas, etc.

Esta umidade vai sendo acumulada no ar.

A simples existência do calor do sol provoca movimentação das massas de ar formando alguns tipos de ventos, e a radiação solar diferenciada pelo giro da terra forma outros, que se misturam e interagem.

Uma quantidade imensa de água paira invisível sobre nossas cabeças.

Está em toda parte, inclusive entre seus olhos e a tela do seu computador.

Entra e sai de nossas narinas, etc..

Esta água é denominada umidade relativa do ar.

É ela que, sob certas circunstâncias, forma nuvens e depois cai sob a forma de chuva.

A umidade relativa do ar

A umidade do ar é dita relativa, porque se relaciona com a temperatura do ar.

Isto se dá de forma diretamente proporcional, ou seja:

Quanto maior a temperatura do ar, maior sua capacidade de conter umidade

É fácil percebermos se está alta ou baixa, pendurando roupa úmida no varal, à sombra.

Se a roupa secar logo, é porque "coube" facilmente mais umidade no ar, ou seja, o ar estava com baixa umidade relativa

É importante considerar a velocidade do vento, que quanto maior, tanto mais renova o ar que passa imediatamente próxima ao tecido, apressando a evaporação da água.

Um dos aparelhos utilizados para medir a umidade relativa, a que dá-se o nome de psicrômetro, consta simplesmente de dois termômetros iguais, mas um deles tem um cadarço úmido envolvendo o seu bulbo. (A outra ponta do cadarço está num pequeno vaso com água, para que todo o cadarço permaneça úmido).

Seu princípio físico de funcionamento é mais ou menos assim: quando a água vai evaporando do cadarço, passa de estado líquido (do cadarço) para o estado gasoso (para o ar). Nesta passagem de estado, há um consumo de energia térmica.

Este mesmo processo é utilizado por algumas espécies de animais, para que possam perder calor, o que chamamos comumente de suor.

Para se saber então, a umidade relativa do ar naquele momento, basta que se tome a diferença de temperatura entre os dois termômetros, e se confira o resultado em uma tabela pré-estabelecida que relaciona a temperatura com a umidade.

Daí, obtemos a chamada Umidade Relativa do Ar.

A formação das nuvens

As nuvens se formam pela perda da capacidade do ar de conter umidade.

Isto ocorre normalmente, quando massas de ar que estão com alta umidade relativa, sofrem resfriamento.

Na atmosfera, isto se dá normalmente pela elevação destas massa de ar.

Ao subir, o ar vai se expandindo pela diminuição da pressão atmosférica.

Esta expansão, desconcentra calor, resfriando-o.

À medida que o ar vai se resfriando, ele vai perdendo a capacidade de conter umidade, ou seja, sua umidade relativa vai aumentando até chegar a 100% da sua capacidade.

Daí para frente, a umidade começa a aparecer sob a forma de pequenas gotículas de água que pairam no ar, levadas pelos ventos.

Quando o fenômeno ocorre a certa altura, chamamos de nuvem, quando está próximo do chão, chamamos de neblina, serração, névoa, etc..

Se o processo continuar se intensificando, haverá a precipitação da umidade em forma de chuva.

Tipos de chuvas

É muito simples identificar os tipos de chuvas, e prever sua ação e duração.

Veja a seguir:

A elevação das massa de ar, na América do Sul, ocorrem comumente de três formas, as quais originam os três tipos básicos de chuva.

São eles:

Chuva Convectiva

Características

Típica chuva de verão, com grande intensidade e curta duração (é menos comum no inverno). Pode produzir ventos locais e muitos raios. Ocorre pela formação de "corredores" verticais de ar, provocados pela elevação de massas de ar quente.

Como se forma

Quando o sol aquece a terra, formam-se células convectivas. Estas células são imensas massas de ar aquecido na superfície da terra, que iniciam uma subida em algum local.

Esta subida tende a puxar para cima mais ar aquecido da superfície da terra. O ar aquecido que está subindo empurra para cima e para os lados o ar que está acima dele. Acelera-se o processo como numa ampla e gigantesca chaminé.

Por isto, estas nuvens tem um formato típico de cogumelo. São muito grandes, podendo ter dezenas de quilômetros de diâmetro, e vários quilômetros de altura.

Podem ocorrer isoladas (com céu azul em volta), o que é facilmente observado por pessoa que não esteja sob a imensa nuvem.

Quando o processo produz nuvens muito altas e de grande energia cinética, criam ambiente ideal para formação de granizo.

Apresentam grande atividade elétrica interna, com infinidades de raios e violentos ventos verticais e turbulências diversas. São um enorme perigo para aeronaves.

Podem produzir grandes diferenças de potencial elétrico com a terra, possibilitando intensa ocorrência de raios.

É uma nuvem muito sonora e relampagueante.

Chuva Frontal

Características

É uma chuva de menor intensidade, com pingos menores, e de longa duração. Pode ocorrer por vários dias, apresentando pausas e chuviscos entre fases mais intensas.

Na metade sudeste do continente, pode ocorrer em qualquer época do ano, mas tem maior duração nos meses frios, quando os fenômenos atmosféricos são menos intensos.

Pode produzir ventos fortes e grande quantidade de raios. Ocorre em uma imensa área simultaneamente.

Como se forma

Ocorre pelo encontro de duas grandes massa de ar. Uma quente e úmida, estacionária ou vinda do quadrante norte, outra fria, vinda do quadrante sul.

A frente fria, mais densa, entra por baixo, levando para cima a massa de ar quente.

Quando esta massa de ar quente possui elevada umidade relativa, a chuva é iminente.

A intensidade dos fenômenos (chuvas, ventos, raios), depende da intensidade dos elementos envolvidos (velocidade dos deslocamentos, umidade e temperatura das massas de ar). Frentes frias ocorrem comumente a cada 6 a 8 dias, e poderão ou não provocar chuva.

Chuva Orográfica

Características

Ocorre quando uma nuvem encontra um alto obstáculo em seu caminho, como uma grande elevação do terreno, cadeia de morros, serra, etc.

Como se forma

Para a massa de ar transpor o obstáculo, é forçada a subir.

Aí ocorre aquela velha história: ar que sobe é ar que se expande pela menor pressão atmosférica, e ar que se expande é ar que "dilui" calor. Massa de ar que perde calor, perde junto a capacidade de conter umidade, o que gera nuvens e em segmento, chuva. Daí a grande incidência de nebulosidade e chuvas, muitas vezes torrenciais, nas altas encostas dos morros.

Estas nuvens podem provocar tempestades elétricas perigosas, pela proximidade da terra com as nuvens, sobretudo quando ocorre juntamente com outro tipo de chuva (frontal, convectiva).

Fonte: www.cepen.com.br

Chuvas

Ciclo Hidrológico

A chuva éa forma principal pela qual a água retorna da atmosfera para a superfície terrestre, após os processos de evaporação/transpiração e condensação, completando assim o “Ciclo Hidrológico”.

A quantidade e a distribuição das chuvas definem o clima de uma região(seco ou úmido) e, juntamente com a temperatura do ar, define o tipo de vegetação naturalque ocorre nas diferentes regiões do globo e o potencial agrícola.

Condensação da água na Atmosfera

Para que haja condensação na atmosfera, hánecessidade da presença de núcleos de condensação, em torno dos quais se foram os elementos de nuvem.

O principal núcleo de condensação éo NaCl, óxido de enxofre ou fósforo, além do2-metiltreitol(reação do isoprenoemitido pela floresta com a radiação solar, formação das chuvas convectivasna região Amazônica)

Formação das Chuvas

O processo de condensação por si sónão écapaz de promover a ocorrência de precipitação, pois nesse processo são formadas gotículas muito pequenas,denominadas de elementos de nuvem, que permanecem em suspensão na atmosfera, não tendo massa suficiente para vencer a força de flutuação térmica.

Para que haja a precipitação deve haver a formação de gotas maiores, denominadas de elementos de precipitação, resultantes da coalescênciadas gotas menores, que ocorre devido a diferenças de temperatura, tamanho, cargas elétricas e também devido ao próprio movimento turbulento.

Tipos de Chuva

Chuva Frontal

Originada do encontro de massas de arcom diferentes características de temperatura e umidade. As frentes podem ser denominadas basicamente de frias ou quentes. Nesse processo ocorre a“convecção forçada”, com a massa de ar quente e úmida se sobrepondo àmassa fria e seca. Com a massa de ar quente e úmida se elevando, ocorre o processo de resfriamento adiabático, com condensação e posterior precipitação.

Características das chuvas frontais

Distribuição: generalizada na região
Intensidade:
fraca a moderada, dependendo do tipo de frente
Predominância:
sem horário predominante
Duração:
média a longa (horas a dias), dependendo da velocidade de deslocamento da frente.

Chuva Convectiva

Chuvas

Características das chuvas convectivas

Distribuição: localizada, com grande variabilidade espacial
Intensidade:
moderada a forte, dependendo do desenvolvimento vertical da nuvem
Predominância:
no período da tarde/início da noite
Duração:
curta a média (minutos a horas)

Chuva Orográfica

Chuvas

Ocorrem em regiões onde barreiras orográficas forçam a elevação do ar úmido, provocando convecção forçada, resultando em resfriamento adiabático e em chuva na face a barlavento.

Na face a sotavento, ocorre a sombra de chuva, ou seja, ausência de chuvas devido ao efeito orográfico.

Fonte: www.ufpel.edu.br

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