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Energia da Biomassa

 

Bioenergia

O mercado da bioenergia está crecendo rápido em todo o mundo. Bioenergia é a energia gerada apartir de material vegetal (biomassa).

Podemos pensar então em:

Biomass arborícola
Sobra de madeira da indústria (serragem por exemplo)
Vegetais e frutas
Resíduos agrículas, como o bagaço da cana
Certos tipos de esgotos industriais e residenciais

Lixo de natureza biológica

A Biomassa pode ser transformada em energia através de combustão, gaseificação, fermentação, ou produção de substâncias líquidas.

Energia durável e renovável

A energia advinda da biomass é considerada durável a partir do momento que em que pode-se através do manejo correto garantir seu ciclo, por exemplo garantindo o reflorestamento ou replantio. E é renovável no sentido de que toda a energia obtida da biomassa veio de processos biológicos que aproveitaram a energia solar, essa energia se não aproveitada pelos humanos acaba retornando ao ambiente através da digestão e da putrefação das plantas.

A Importância da bioenergia

Garantir a disponibilidade de energia nos próximos séculos
A bioenergia pode contribuir para a redução do CO2 na atmosfera e consequentemente a redução do efeito estufa.
O lixo que é inevitável, pode se tornar útil;
Do ponto de vista econômico, a bioenergia se revela mais interessante do que outra fontes renováveis de energia;
A bioenergia pode se tornar prática muito rapidamente por poder gerar combustíveis tanto sólidos quanto líquidos, e por poder usar parte da tecnologia criada para os combustíveis fósseis;
Redução da importação de energia já que a biomassa geralmente é local.

Técnicas de conversão

Dependendo da tácnica de conversão, a bionergia pode ser transformada nos seguintes produtos: eletricidade, calor e combustíveis.

As técnicas são as seguintes:

Combustão
Gaseificação
Fermentação

Produção de substâncias líquidas

O emprego da biomassa e do lixo para gerar energia está passando por várias modificações.

Atualmente está focada principalmente no aproveitamento de sobras de produção e lixo, na tentativa de recuperar o máximo de energia possível. Pensa-se que num futuro próximo a usinas de carvão começarão a operar também com biomassa, para que gradualmente possa ir substituindo o carvão como produto principal.

E mais para frente com o avanço das tecnologias usinas de biomassa com alto rendimento e geração de energia e gas, deixarão de ser um sonho.

Combustão

Combustão da biomassa libera calor que pode gerar eletricidade.

Então podemos ter:

Coprodução de de eletricidade através de combustão de biomassa em usinas de carvão;

Combustão de restos de madeira para geração simultânea de de eletricidade e calor, ambos aproveitáveis nas indústrias de madeira;

Combustão é a técnica mais desenvolvida, a biomassa já é co-consumida em muitas usinas de carvão no EUA, onde as usinas de calor tamém estão partindo para a biomassa.

Gaseificação

Gaseificação é a conversão de biomassa em combustível gasoso. Os principais produtos são hidrogênio e monóxido de carbono. São usados tanto na geração de energia quanto na indústria química. A maioria das técnicas ainda está em estágio de desenvolvimento.

Fermentação

Fermentação é a desintegração da biomassa po uma bactéria anaeróbica para formar uma mistura de metano e dióxido de carbono.

Esse biogás é usado para a geração de eletricidade A fermentação é muito útil em indústrias, elas aplicam esse processo no seu lixo e esgoto para purifica-lo.

Pode se conseguir que esse gás atinja a qualidade do gás natural, podendo então ser usado numa infinidade de outras coisas.

Produção de substâncias líquidas

Há muitas maneiras de produzir substâncias líquidas a partir de matéria vegetal.

Conversão Biológica

Açucares de cana e de beterraba são convertidos em etanol pela ação de bactérias.
Extração pressionando sementes, pode se obter produtos com muita energia, como o biodiesel

Conversão térmica

O material vegetal é decomposto na alsencia de oxigênio e cdom temperatura elevada. Dependendo das condições do processo, uma mistura de combustíveis líquidos e gasosos são produzidos.

Fonte: www.geocities.com

Energia da Biomassa

A energia de biomassa no mundo

Bio-energia tem sido uma importante opção para mitigação das emissões de gases de efeito estufa e substituição de combustíveis fósseis. A utilização de energia renovável na União Européia tem sido uma estratégia chave para atendimento de objetivos ambientais e de segurança de suprimento. Na Polônia, ela tem sido identificada como a mais importante e promissora fonte de energia renovável. Dentre as formas de energia renovável, a oriunda da biomassa é uma das mais utilizadas no mundo. Estima-se que seu consumo atual esteja entre 10% e 14%. Para 2020, há estimativas de que ela atinja 11%.

Nos paises em desenvolvimento o consumo é bem superior.São pequenas as variações em relação aos dados apresentados sobre consumo atual nesses países.

Estima-se um consumo de 38 e 34% para os paises em desenvolvimento e de 58 e 60% para a África, em particular. No Sudão, por exemplo, de 87% a 85% da necessidade de energia é provida pela biomassa sendo que destes, cerca de 45% na forma de lenha e 30% na forma de carvão.

Algo muito parecido ocorre em Camarões, onde 64% da energia usada provém da biomassa, em particular da biomassa florestal.

Por seu lado, os paises industrializados, apesar de terem um consumo médio atual de energia de biomassa em relação ao consumo total de energia por volta de 3% os mesmos já entendem a importância desse tipo de energia como resultado do visível dano para o meio ambiente ocasionado com o uso de combustíveis fósseis, do limite das fontes desse tipo de combustível e da dependência que o mesmo causa para a economia de alguns países, mesmo os industrializados.

Portugal, por exemplo, tem muito pouca ou quase nenhuma reserva de energia fóssil de boa qualidade, sendo dependente de importação de energia e tendo, portanto, bastante interesse em fontes de energia alternativa

Nos Estados Unidos, 2,82% da energia utilizada é oriunda de biomassa, correspondendo a um total de 187 milhões de toneladas secas por ano, sendo que desse total 166 milhões são de recursos florestais. No sortimento desse material temos que 35 milhões são oriundos de lenha, 44 milhões de resíduos de madeira, 35 milhões de resíduos urbanos de madeira e 52 milhões de licor negro. Ainda nos Estados Unidos existe uma previsão de que 4% da energia elétrica a ser produzida em 2010 seja oriunda de bioenergia, sendo que este valor deve ser de 5% em 2030. Ao mesmo tempo, o consumo de biocombustíveis aumentará dos 0,5% registrados em 2001 para cerca de 20% em 2030.

Na Finlândia e Suécia o uso de energia de biomassa chega a 19,4% e 15,3% do suprimento total de energia sendo quase que totalmente proveniente da biomassa florestal.Na América Latina, 12% da energia consumida, cerca de US$ 12 bilhões, é oriunda de lenha.

A energia proveniente de biomassa tem uma relação direta com os objetivos do milênio principalmente, com o primeiro (erradicar a pobreza extrema e a fome) e o sétimo (assegurar o desenvolvimento sustentável).

No World Summit on Sustainable Development (WSSD), em 2002, fez-se explícita referência ao fato de que a energia, desde que proveniente de processos sustentáveis, deve ser considerada uma necessidade básica humana como qualquer outra: água limpa, sanidade, alimento seguro, biodiversidade, sanidade e moradia. Ficou claro também que há uma estreita inter-relação entre pobreza, acesso à energia e sustentabilidade. Coincidentemente, o numero de pessoas que vivem com menos de um dólar americano por dia (dois milhões) é o mesmo daquelas pessoas que não dispõem de energia comercial.

A energia de biomassa no Brasil

Na condição de exportador de aço, alumínio, ferroligas, celulose, açúcar e outros produtos de baixo valor agregado, o Brasil apresenta estrutura produtiva intensiva em energia e capital.

De acordo com informações obtidas através do Ministério de Minas e Energia - MME, a Oferta Interna de Energia – OIE brasileira em 2003, foi de 201,7 milhões de toneladas equivalentes de petróleo – tep, superior em 201% á de 1970 e cerca de 2% da demanda mundial; cerca de 43,8% dessa OIE proveio de fontes renováveis. Neste particular, conforme o MME , a contribuição da biomassa no cômputo das fontes renováveis é de 29,2%. Assim, o Brasil supera a média mundial de participação da energia de biomassa na OIE, que gira em torno de 13,6%, e ultrapassa em muito aos paises desenvolvidos onde essa participação está em torno de apenas 6%. O Consumo Final de Energia – CFE, no mesmo ano, foi de 180,8 milhões de tep, cerca de 89,6% da OIE e 2,9 vezes superior ao de 1970. A indústria com 37%, o transporte com 26% e o residencial com 12%, responderam por 75% desse consumo. Desse consumo, apenas 11% adveio de importação.

Em função da recente ocorrência de um apagão energético no Brasil, atualmente, é grande a preocupação e o debate sobre a possibilidade da ocorrência de outros que pode ser evitada a partir de várias ações governamentais incluindo o aproveitamento da biomassa (lenha e resíduos de atividades florestais, agrícolas e pecuárias) em regime de co-geração.

A utilização de biomassa no Brasil para fins energéticos tem uma grande importância em relação à diminuição da taxa de emissão de CO². Atualmente, juntamente com a participação da energia hidráulica, a taxa brasileira já é de 1,69 tCO²/tep bem menor que a média mundial que é de 2,36 tCO²/tep.

A energia de biomassa florestal no Brasil

No mundo, e em especial nos países em desenvolvimento, a contribuição da biomassa florestal na energia de biomassa é bastante significativo. No Sudão, por exemplo, cerca de 45% da energia de biomassa é ofertada na forma de lenha e 30% na de carvão. Algo muito parecido ocorre nos Camarões onde a maior parte da oferta de energia de biomassa também tem base florestal No Brasil, em 2003, a lenha e carvão vegetal representaram 12,9% da Matriz Energética, resultado um ponto percentual acima de 2002.

A lenha e o carvão, apesar de serem produtos dependentes do preço das fontes de energia não renováveis e das modificações de padrões de consumo têm, atualmente, e continuarão a ter no futuro, uma grande importância em nossa matriz energética.

As respostas às variações de preços de combustíveis oriundos de fontes não renováveis são normais e continuarão a ocorrer como respostas às variações de oferta de combustíveis de fontes não renováveis.

No que tange aos efeitos da modernização e da globalização, as mudanças serão menos drásticas, mas, em nosso entendimento, mais duradouras. Assim, o aumento das vendas de fogões a GLP tem diminuído o consumo de energia de biomassa florestal na área urbana, enquanto que o êxodo rural e a transferência de muitas atividades ao setor industrial têm sido responsáveis pela diminuição de consumo na área rural.

Um aspecto relevante que também tem sido bastante considerado é a baixa eficiência da energia de biomassa, cuja melhoria tem sido creditada à melhoria da eficiência de equipamentos e motores e à substituição de fontes menos eficientes, dentre elas a lenha, nos setores de geração residencial, comercial, agropecuário e industrial.

A baixa eficiência da lenha deve-se a vários aspectos destacando-se entre eles: a heterogeneidade do material utilizado; o uso de materiais não selecionados para produção de energia; o uso de material in natura; o pouco uso de “pellets”, briquetes, dentre outras formas mais adequadas.

Mesmo assim a lenha ainda tem no mundo e no Brasil, uma grande importância como fonte de produção de energia. Em 2003, por exemplo o setor residencial e a produção de carvão consumiram 25,7 e 34 milhões de toneladas de lenha, equivalentes a 31% e 41% da produção de lenha brasileira. O carvão vegetal teve em 2003 um crescimento de 17,7%, em relação a 2002, em função da demanda de “guseiros” independentes e da produção de silício metálico.

A produção de lenha e carvão no Brasil tem em nossas condições edafoclimáticas, em nossa silvicultura do eucalipto e em nossa biodiversidade, aliados importantíssimos. As plantações florestais comerciais de eucalipto no Brasil, com a tecnologia hoje em uso permitem produções de 45 metros cúbicos por hectare ano sem muito problema. Existem informações de até 70 metros cúbicos em algumas empresas nacionais. Sem contar que apesar dessa produção nossos sistemas de colheita e de beneficiamento de madeira ainda deixam muitos resíduos que poderão ser aproveitados para queima.

O eucalipto será sem dúvida uma importante ferramenta para o desenvolvimento de um Programa Nacional de Energia no Brasil. Em um comparativo do custo para a geração de um Gcal a partir de diferentes fontes, temos que a partir de carvão mineral são necessários R$ 188,88, a partir de óleo combustível são necessários R$ 81,66, a partir de gás natural são necessários R$ 70,95 e a partir de eucalipto são necessários R$ 35,63.

O uso do eucalipto como carro-chefe do programa não inviabiliza a utilização de inúmeras outras espécies reconhecidamente potenciais para produção de energia e nativas de diversas regiões brasileiras, como táxi – branco bracatinga,pau-jacar, angico-branco angico-cascudo,angico-vermelho, timbó, maricacanudo-de-pito,sabiá farinha-secafaveira,e pau-darco-cabeludo.

A partir dessas importantes possibilidades da produção de energia de biomassa florestal é que o Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, recém lançou o Pólo Nacional de Biocombustíveis na USP/Esalq visando a criação de um programa de estudos e pesquisas na área de biocombustíveis. A ESALQ, a partir do Instituto de Pesquisa Florestais-IPEF, já na década de 1970, desenvolvia pesquisas sobre a produção de energia a partir da biomassa florestal.

Também contribuiu para a tomada de posição do ministro o fato do Brasil possuir a melhor tecnologia no mundo para a implantação, manejo e exploração de florestas de eucaliptos. Nossa produtividade média de eucalipto, que em 2000 era de 36 m³/ha ano para 3 ciclos de 6 anos, atingiu 44,8 m³/ha ano em São Paulo, embora já existam informações que dão conta de produtividades de até 50 m³/ha ano. Isto permitiria em São Paulo, segundo trabalhos do MME considerando valores em R$ para 2000, custos de US$ 1,16/GJ para a produtividade atual e de US$ 1,03 para a produtividade alta em distâncias de 21,4 km em média.

Conclusões

O uso da bioenergia não pode ser considerado como uma panacéia para todos os problemas energéticos.

Ela deve ser considerada junto com outras opções considerando a sua combinação com outros fatores como: existência de fontes de matéria prima, empresas produtoras interessadas, padrões de consumo que lhe sustente e características técnicas de produção.

Fonte: www.sbs.org.br

Energia da Biomassa

Introdução

A palavra biomassa explica quase imediatamente o seu significado: massa biológica.

E do que falamos quando nos referimos a biomassa: “todos os materiais orgânicos não fósseis que contém energia química intrínseca”. Porquê energia química?

Todos nos lembramos de aprender na escola o que significa a fotosíntese:

CO2 + H2O + luz + clorofila = CH2O + O2

As plantas ao receberem luz, água e dióxido de carbono produzem conjuntamente com a clorofila (substância vegetal) hidratos de carbono e oxigénio (durante a noite, na ausência de luz passa-se um processo inverso, em que as plantas consomem oxigénio e libertam dióxido de carbono).

Sendo assim os materiais orgânicos não fósseis que contenham carbono no seu interior são considerados biomassa: vegetação terrestre e marinha, árvores, resíduos florestais e agrícolas, resíduos urbanos e alguns industriais, esgotos sólidos e dejetos animais (estrume).

Energia renovável?

Antes de responder a esta pergunta, necessitamos de perceber qual a quantidade de energia que existe na biomassa. Seguindo o raciocínio anterior, a quantidade de carbono dará essa quantificação. Por cada mole (grama) de carbono fixado, cerca de 470 KJ são absorvidos.

Que parte dessa energia provém do Sol? No máximo cerca de 8 a 15%, no entanto na maioria dos casos não passa de 1%. Se está a começar a ter dúvidas que a biomassa seja um recurso energético interessante, pense na quantidade de lixo que faz por ano, bem como na quantidade de resíduos florestais, na quantidade de estrume produzido pela criação de animais para abate e por último nas extensões dos campos agrícolas. É bastante!

Estima-se que o recurso biomassa passível de ser utilizado seja cerca de 100 vezes maior que as necessidades energéticas mundiais!

Respondendo então à questão: a biomassa é um recurso renovável se o seu consumo não for superior à sua reposição. Pense numa floresta e vá retirando árvores a um ritmo maior do que as repõe, o recurso não é renovável. Se por outro lado o consumo da matéria florestal, que liberta CO2 for acompanhado de replantação de nova matéria florestal, o CO2 libertado vai ser absorvido no crescimento da árvore, encerrando o ciclo do CO2, sem aumentar a sua concentração na atmosfera.

Este raciocínio aplicado aos resíduos urbanos, esgotos sólidos, estrume e alguns resíduos industriais não é válido, a não ser que a utilização dessa biomassa seja feita em conjunto com a florestação, o que não é o caso nas cidades, mas pode ser numa quinta. Qual a solução utilizada? A digestão anaeróbia, sem oxigénio, dos resíduos orgânicos liberta um gás – biogás – rico em metano, que pode ser convertido em metanol ou usado nessa forma. Neste caso temos um gás proveniente de um recurso não reutilizável e com potencial energético de substituir gases provenientes de compostos fósseis (em algumas aplicações) como o gás natural. No caso do estrume, o biogás é libertado imediatamente para a atmosfera, sendo aconselhável o seu armazenamento, evitando assim o aumento de GEE (gases de efeito estufa) na atmosfera.

Para acabar este tema, deve-se falar no etanol, que pode ser obtido a partir da fermentação de algumas culturas agrícolas como o milho e nos bio-diesel, provenientes do girassol – óleo de girassol, beterraba – óleo de colza e outros, que podem funcionar como aditivos à gasolina normal, sem prejudicar o motor e contribuindo para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis.

Tecnologias energéticas

Sem querer repetir o que apresentamos no nosso site referente à biomassa e às suas aplicações, abordaremos muito sucintamente o que existe já como passível de ser utilizado:

Recursos vegetais para aquecimento e produção de energia em regime combinado como lenha e resíduos florestais como as pinhas. Os peletes são pequenos concentrados de madeira, altamente energéticos, que podem ser usados a nível residencial para aquecimento central e de água sanitárias, como apoio ao solar, por exemplo. Esta solução é já comercializada na Alemanha, Suíça e Áustria (pelo menos).

Centrais de compostagem (digestão anaeróbia) – instaladas em aterros para a produção de biogás, podendo este ser usado na produção de eletricidade por um processo semelhante ao da cogeração com gás natural. O aterro tem de ser tapado, devidamente isolado e com pequenas “chaminés” onde o biogás é recolhido.

Em Portugal estava projetada uma central deste tipo como projeto piloto na Valorsul.

Biodigestores associados a locais de criação de animais para abate para aproveitamento de biogás, sendo este transformado na sua forma líquida, passível de ser usado como combustível. Este caso é de excepcional utilidade, porque os dejetos animais não precisam de sofrer digestões anaeróbias para produzir biogás. A libertação deste gás diretamente para a atmosfera implica a libertação de metano, o que é ainda pior que o CO2.

Culturas energéticas como complemento agrícola – (óleo de) girassol, colza (beterraba), soja, milho (etanol) entre outras. Esta possibilidade garante ao agricultor um segundo retorno financeiro para além do agrícola e pode mesmo salvar o ano quando em termos agrícolas a colheita for de fraco rendimento. Foi bastante utilizado no Brasil, levando mesmo à inversão deste conceito com péssimas consequências. O equilíbrio é sempre a chave do sucesso!

Panorama nacional

Não temos boas notícias, infelizmente! Pouco ou nada tem sido feito a nível local e regional para implementar soluções integradas com base nos recursos e necessidades próprias de cada região. A questão dos resíduos urbanos tem sido muito discutida nos meios de comunicação, mas ouviu-se apenas falar na co-incineração, tendo sido referido a reciclagem muito marginalmente. A co-incineração deve ser vista como último passo, depois da reciclagem e da eventual produção de biogás. Lembremo-nos que não temos nenhum recurso fóssil endógeno, mas produzimos toneladas de lixo por ano. A co-incineração é útil, mas deve ser encarada como parte de uma estratégia e não como a estratégia.
Possivelmente o único aparente avanço foi o concurso de 15 centrais de produção de energia eléctrica com base na Biomassa.

A nível das suiniculturas, vacarias, aviários e outras explorações de animais para abate, existem um grande número de biodigestores, mas ainda com pouco ou nenhum enquadramento geral dentro da política energética nacional. Refira-se ainda que os efluentes provenientes de um biodigestor são estrume de muito melhor qualidade que o estrume inicial.

A lenha, que representa cerca de 6% do total de fontes de energia primária a nível nacional, pensa-se ter na realidade um peso de 12%, já que muito do abate florestal é feito fora dos circuitos comerciais. Os peletes circulam no nosso mercado, mas a solução híbrida peletes/solar ou peletes/gás não é usada e mais uma vez tratam-se ainda de tecnologias marginais e mal conhecidas pelo comum cidadão português.

Estamos a falar de um recurso abundante no nosso país, que se devidamente utilizado, geraria empregos, resolveria parte do problema dos resíduos urbanos, valorizando-os, e diminuiria a nossa dependência de combustíveis fósseis.

Bibliografia

www.bera1.org (Biomass Energy Research Assiciation)
www.energyquest.ca.gov
Collares Pereira, Manuel – 1998, Energias renováveis, a opção inadiável. SPES – Sociedade Portuguesa de Energia Solar.

Fonte: www.energiasportal.com

Energia da Biomassa

BIOMASSA - A ENERGIA DO CICLO DA VIDA

Energia da Biomassa

A matéria orgânica produzida pelas plantas através da fotossíntese - processo que utiliza a radiação solar como fonte energética - é fonte energética de quase todos os seres vivos. Graças a grande cadeia alimentar, onde a base primária são os vegetais, essa energia é repassada para os animais, diretamente para os herbívoros e destes para os carnívoros primários e secundários.

Plantas, animais e seus derivados são biomassa. Sua utilização como combustível pode ser feita na sua forma bruta ou através de seus derivados. Madeira, produtos e resíduos agrícolas, resíduos florestais, excrementos animais, carvão vegetal, álcool, óleos animais, óleos vegetais, gás pobre, biogás são formas de biomassa utilizadas como combustível.

A renovação na biomassa se dá através do chamado ciclo do carbono. A decomposição ou a queima da matéria orgânica ou de seus derivados provoca a liberação de CO2 na atmosfera. As plantas, através da fotossíntese, transformam o CO2 e água nos hidratos de carbono, que compõe sua massa viva, liberando oxigênio.

Desta forma a utilização da biomassa, desde que não seja de maneira predatória, não altera a composição média da atmosfera ao longo do tempo.

UTILIZAÇÃO DA BIOMASSA COMO COMBUSTÍVEL

Uma das primeiras utilizações da biomassa pelo homem para obtenção de energia se iniciou com a utilização do fogo para cozimento e iluminação. O domínio do fogo permitiu ao homem a exploração dos metais, marcando novo período antropológico. A madeira foi por muito tempo a principal fonte energética para a cocção, siderurgia e cerâmica. Óleos vegetais e animais também eram usados em menor escala.

O grande salto no consumo da biomassa deu-se com a lenha na siderurgia, no período da revolução industrial.

Com o aparecimento da máquina a vapor, a biomassa passou a ter aplicação também para obtenção de energia mecânica com aplicações na industria e nos transportes. Mesmo com o início da exploração dos combustíveis fósseis - carvão mineral e petróleo - a lenha continuou desempenhando importante papel energético, principalmente nos países tropicais.

Nas crises de abastecimento de petróleo essa importância se evidenciou pela utilização de derivados da biomassa como álcool, gás de madeira, biogás e leos vegetais nos motores de combustão. Aliás, os motores de combustão interna na sua fase inicial de desenvolvimento foram testados com derivados de biomassa.

Sendo uma afirmação praticamente unânime de que os derivados do petróleo conquistaram a primazia como combustível desses motores por fatores como preço e oferta e não por questões de adequação técnica.

A biomassa pode ser utilizada em diversas formas e estado para obtenção das mais variadas formas de energia seja por conversão direta ou indireta. Como vantagens da utilização da biomassa em substituição aos combustíveis fósseis podemos citar a menor poluição atmosférica global e localizada, estabilidade do ciclo de carbono e maior emprego de mão de obra.

Em relação a outros tipos de energias renováveis, a biomassa, sendo energia química, se destaca pela alta densidade energética e pelas facilidades de armazenamento, conversão e transporte.

Outra vantagem é a semelhança entre os motores e sistemas de produção de energia com utilização de biomassa e os que utilizam energias fósseis.

De forma que a substituição não teria impacto tão grande na indústria de produção de equipamentos, nem nas bases instaladas de transporte e produção de energia elétrica.

Principais formas aproveitáveis da biomassa no estado bruto:

Madeira
Produtos e resíduos agrícolas
Resíduos florestais
Resíduos pecuários
Lixo

Algumas formas de obtenção de derivados:

Prensagem de resíduos: produção de briquetes
Pirólise parcial:
produção de carvão vegetal
Gaseificação por pirólise:
produção de gás pobre
Fermentação anaeróbica:
produção de biogás
Fermentação enzimática e destilação:
produção de álcool
Processos compostos:
produção de óleos vegetais

EMPREENDIMENTOS DE DESTAQUE NO BRASIL

No Brasil alguns grandes empreendimentos em biomassa merecem destaque, principalmente no setor de transportes. A USGA, a Azulina e a Motorina compostos de álcool, éter etílico e óleo de mamona, foram produzidos como substituto da gasolina com relativo sucesso, dos anos de 1920 até os primeiros da década seguinte - período da crise decorrente da primeira guerra mundial.

A mistura do álcool na gasolina, iniciada por decreto em 1931, permitiu ao país melhorar o rendimento dos motores a explosão de forma segura e limpa, evitando o uso dos perigosos aditivos tóxicos como o chumbo tetraetílico, utilizados similarmente em outros países para aumentar as propriedades antidetonantes da gasolina. Tal elevação é de grande importância, pois permite a utilização de maior taxa de compressão nos motores a explosão, com isso se obtém maior rendimento térmico e conseqüente economia de combustível.

O Proálcool, implantado na década de 70, firmou a opção do álcool carburante como alternativa a gasolina. Apesar dos problemas enfrentados como queda no preço internacional do petróleo e variações no preço internacional do álcool e do açúcar - que afetaram por diversas vezes a oferta interna do álcool combustível - os resultados do programa governamental sobrevivem em seus desdobramentos. Nossa gasolina é uma mistura contendo 25% de álcool e a tecnologia de produção de carro a álcool atingiu níveis de excelência. Os problemas de desabastecimento de álcool enfrentados nos anos 90 e que provocaram a queda na procura do carro a álcool deixaram de ser ameaça ao consumidor graças a recente oferta dos carros bi-combustível.

O programa do biodiesel está sendo implantado para inserir o óleo vegetal como complemento ao óleo diesel. Inicialmente a mistura será de até 2% do derivado da biomassa no diesel devendo aumentar gradativamente até 20%, num período de 10 anos.

A experiência nacional não se limita apenas ao setor dos transportes. O setor de energia elétrica tem sido beneficiado com a injeção de energia proveniente das usinas de álcool e açúcar, gerada a partir da queima do bagaço e palha da cana. Outros resíduos como palha de arroz ou serragem de madeira também alimentam algumas termoelétricas país afora.
Na siderurgia a experiência da Acesita, nas décadas de 1970/1980, em Minas Gerais, de produção de aço com utilização de carvão vegetal de madeira plantada em mais de 150 mil hectares de terra, apesar de ter sido descontinuada, mostrou que é possível a utilização de florestas energéticas sustentáveis.

IMPACTOS AMBIENTAIS E CAUTELAS NECESSÁRIAS

Apesar das vantagens citadas, a utilização da biomassa em larga escala também requer alguns cuidados que devem ser lembrados, nas décadas de 1980 e 1990 a expansão explosiva da indústria do álcool no Brasil evidenciou isto. Empreendimentos para utilização de biomassa em larga escala podem ter impactos ambientais preocupantes.

O resultado pode ser destruição de faunas e floras com extinção de espécies, contaminação do solo e mananciais de água por uso de adubos e defensivos e manejo inadequado. O respeito à diversidade e a preocupação ambiental deve reger todo e qualquer projeto de utilização de biomassa.

Fonte: www.aondevamos.eng.br

Energia da Biomassa

Elevada potencialidade no Brasil, em função de sua diversidade territorial, climática, econômica e social:

Lenha/carvão vegetal
Ampliação da utilização da cana-de-açúcar
Outras plantações energéticas (mandioca, sorgo, babaçu, etc.)
Resíduos agrícolas em geral
Lixo orgânico e esgoto

Podemos considerar várias fontes energéticas de origem natural:

Biomassa sólida
Biocombustíveis gasosos
Biocombustíveis líquidos

A biomassa sólida

Tem como fonte os produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), os resíduos da floresta e das indústrias conexas e a fração biodegradável dos resíduos industriais e urbanos.

Obtida no processo de conversão ou aproveitamento de energia, ela passa primeiro pela recolha dos vários resíduos de que é composta, seguido do transporte para os locais de consumo, onde se faz o aproveitamento energético por combustão direta.

As tecnologias de aproveitamento do potencial da biomassa sólida passam essencialmente pela queima em centrais térmicas com tecnologias como: de grelha fixa, móvel ou inclinada e de leito fluidizado, ou centrais de cogeração para a produção de energia elétrica e de água quente, ou ainda a queima direta em lareiras (lenha) para a produção direta de calor.

O biogás

Tem origem nos efluentes agro-pecuários, da agroindústria e urbanos (lamas das estações de tratamento dos efluentes domésticos) e ainda nos aterros de resíduos sólidos urbanos.

Este resulta da degradação biológica anaeróbia da matéria orgânica contida nos resíduos anteriormente referidos e é constituído por uma mistura de metano (Ch2) em percentagens que variam entre os 50% e os 70% sendo o restante essencialmente CO2.

Obtido a partir da degradação biológica anaeróbia da matéria orgânica contida nos resíduos como efluentes agro-pecuários, da agroindústria e urbanos, obtendo-se uma mistura gasosa de metano e dióxido de carbono (biogás), aproveitando o seu potencial energético através da queima para obtenção de energia térmica ou elétrica.

Para o aproveitamento do biogás, dependendo da sua fonte (suinoculturas, RSU, lamas) são aplicadas diversas tecnologias de aproveitamento deste potencial energético, finalizando quase todos na queima do biogás para obtenção de calor ou para transformação em energia elétrica.

Os biocombustíveis líquidos (biodisel, etanol, metanol)

Existe uma série de biocombustíveis líquidos com potencial de utilização, todos com origem em "culturas energéticas":

Biodiesel: Obtido a partir de óleos de soja ou girassol
Etanol:
Produzido a partir da fermentação de hidratos de carbono (açúcar, amido, celulose)
Metanol:
Pode ser produzido a partir da biomassa, é tradicionalmente um produto fóssil.

Obtidos a partir de "culturas energéticas", podem ser utilizados na substituição total ou parcial como combustíveis para veículos motorizados. No caso do biodisel a sua utilização, com uma percentagem até 30%, é possível em motores de Diesel convencionais, sem alterações ao motor.

Nos biocombustíveis líquidos as tecnologias para conversão em energia final são essencialmente as convencionais da industria automóveis: motores de ciclo de Otto ou diesel.

Fonte: www.cpfl.com.br

Energia da Biomassa

BIOMASSA é um material constituído principalmente de substâncias de origem orgânica,(vegetal, animal, microorganismos).

A utilização da energia da BIOMASSA é considerada estratégica para o futuro, pois é uma fonte renovável de energia.

No Brasil a lenha ocupa a terceira posição em fonte de energia utilizada, sendo extraída das poucas reservas que restam no país. Dois bilhões de pessoas dependem da lenha como fonte de energia, e o consumo mundial é de 1,1 bilhão de metros cúbicos ( a maior parte nos países em desenvolvimento).

A lenha é aproveitada de duas maneiras diferentes:

a)- combustão é o processo mais antigo para produção de calor doméstico e industrial , sendo que 94% do seu valor calórico é perdido no uso doméstico, o uso ineficiente representa um encargo de 30% no balanço energético do país.
b)-
pirólise é o processo de queima da madeira a temperaturas l60 a 430 grau C, na ausência de ar. Essa queima produz gases e ácido pirolígneo ( que pode sofrer mais uma reação para a extração metanol, acetona e ácido acético}.

O consumo de carvão no Estado de Minas está na ordem de 25 milhões de m3 , sendo 40 % extraídos do cerrado, e de acordo com a legislação Estadual o suprimento dos altos fornos está limitado desde de 1996 a 30%, 1997 a 20%, 1998 a 10% do carvão consumido pelas usinas deverão ser extraídos de áreas replantadas ou remanejadas .

Com a determinação da lei, apenas 6 milhões de m3, estão sendo extraídas ou 25%, o restante oriundos de estados vizinhos. De 1987 a 1992, foram devastadas 2,8 milhões de há, dos quais 60% de cobertura nativa. Minas produz 80% do carvão e consome 84% da produção Nacional.

Problemas ambientais: formação de desertos pelo corte não planejado ou incontrolado de arvores; destruição do solo pela erosão; a poluição da própria queima da biomassa , como a emissão de gases tóxicos e desprendimento de consideráveis quantidades de calor.

O Brasil ocupa o primeiro lugar em emissão de gases oriundos do desmatamento : Petróleo 58%; Lenha 16% ; Carvão Vegetal 10% Carvão Mineral 12% e Gás Natural 4%. O reflorestamento é uma saída para a diminuição de CO2, pois florestas plantadas fixam CO2 durante o período de crescimento.

Estima-se haver necessidade de reflorestar 20 milhões de hectares em um período de 30 anos, envolvendo um investimento de 22,5 bilhões de dólares.

A implantação desse projeto seria capas de absorver 5 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera .Este programa de reflorestamento Nacional é capas de fixar 4% do excedente de carbono acumulado na atmosfera( 115 bilhões de toneladas ). O reflorestamento através do eucalipto, inibe o crescimento das plantas cultivadas em solos retiradas de eucaliptais e a inibição das bactérias responsáveis pela fixação do nitrogênio; pois são sensíveis á ação de substâncias do eucalipto, como o cineol e o pineno, de alto poder antibiótico. Isso significa que o eucalipto exerce uma pressão seletiva sobre a população bacteriana, espécies não tolerantes desaparecem, o solo fica mais pobre. Portanto existem pesquisas que o reflorestamento deva se fazer plantio consorciado de eucalipto com árvores nativas adaptadas

Riscos ocupacionais estão ligados aos possíveis acidentes de corte da madeira, transporte e processamento. A rotina do carvoeiro o obriga a enfrentar o calor 70 graus na boca dos fornos no frio noturno , do cerrado e pôr um período de 12 horas . O metanol é bastante tóxico e deve ser manipulado com critério. No Brasil as termoelétricas de Samuel (RO) e Balbina (AM) são dois exemplos de aproveitamento de lenha com a tecnologia adequada para produção de energia elétrica.

Resíduos ( agrícolas, pecuários e urbanos). Os resíduos orgânicos, devem ser transformações por intermédio da digestão anaeróbica ( processo de degradação da matéria orgânica por determinado grupo de microorganismos), para resultar em gás combustível com teores de metano em torno de 60 a 70 %, e dióxido de carbono, de 20 a 30%, além de outros gases. A borra do digestor pode ser utilizada como fertilizante.

O biogás possibilita diversas aplicações: cocção de alimentos, geração de energia em lampiões, geladeiras, chocadeiras, fornos industriais e também geração de energia elétrica.

A China e a Índia, já utilizam biodigestores para produção de gás desde o inicio do século, como matéria prima dejetos de origem humana, animal e vegetal. No Sul do Brasil estima-se que existam 10 mil biodigestores rurais em funcionamento .

Em Minas Gerais, uma experiência comercial com a utilização do biogás para resfriamento de leite apresentou 60% de economia em relação a energia elétrica convencional.

Riscos ambientais e ocupacionais da decomposição da biomassa e sua digestão estão ligados á possibilidade de explosões, contaminação do ar doméstico por vazamento ( gás sulfídrico, resultante da digestão da matéria orgânica), contaminação da água, pelo descarte residual. Na Cidade de São Paulo são produzidas 8000 toneladas de lixo por dia. Esse lixo vem sofrendo incineração, compostagem e, finalmente, desova em aterros sanitários Entretanto a otimização desse processo é essencial para o futuro, produção de energia e reciclagem do lixo humano, que se avoluma nas grandes cidades.

CANA-DE-AÇÚCAR

Diversas usinas de açúcar e destilarias estão produzindo metano a partir da vinhaça. O gás resultante está sendo utilizado como combustível para o funcionamento de motores estacionários das usinas e de seus caminhões e o bagaço como combustível etc. O equipamento onde se processa a queima ou a digestão da biomassa é chamado de biodigestor . Numa destilaria com produção diária de 100.000 litros de álcool e 1500 m3 de vinhaça, possibilita a obtenção de 24 000 m3 de biogás, equivalente a 247,5 bilhões de calorias. O biogás obtido poderia ser utilizado diretamente nas caldeiras, liberando maior quantidade de bagaço para geração de energia elétrica através de termoelétricas, ou gerar 2 916 KW de energia, suficiente para suprir o consumo doméstico de 25 000 famílias

Fonte: www.cepa.if.usp.br

Energia da Biomassa

Mais de um quarto da energia usada no Brasil tem origem vegetal. O Balanço Energético Nacional de 2004 registra que de um uso total de 213 Mtep (milhões de toneladas equivalentes de petróleo), 58 Mtep eram de biomassa vegetal, distribuídos em partes mais ou menos iguais entre a lenha e a cana de açúcar.

Na maioria dos países, esta forte dependência é um sinal de subdesenvolvimento, pois é a fonte de energia mais simples e antiga usada pelo homem, ainda hoje, de forma primitiva.

No Brasil, porém, grande parte da biomassa energética é produzida comercialmente: a lenha, que transformada em carvão vegetal (CV) é usada na siderurgia e a cana de açúcar usada na produção de açúcar, álcool combustível e energia elétrica.

As transformações da energia da biomassa em energia útil, no entanto, são feitas, técnica e economicamente, com eficiência muito abaixo do possível. O INEE estima que pelo menos 25 Mtep hoje desperdiçados poderiam ser transformados em energia útil a partir de um trabalho sistemático que envolve mais mudanças culturais do que avanços tecnológicos.

Na verdade, as energias com esta origem nunca foram tratadas pelas autoridades como as fontes mais "nobres", tais como a hidráulica, petróleo, gás natural, carvão mineral e nuclear, para as quais existem políticas energéticas específicas. Antes de comentar a atuação do INEE para ajudar a reverter este quadro vale a pena uma breve descrição sobre cada uma das fontes.

Cana de Açucar

No passado, todas as necessidades de energia das usinas de cana eram supridas por terceiros. Para produzir o calor, inicialmente, era usada a madeira das florestas (lenha), prática que ao longo de séculos foi a principal causa de destruição da mata atlântica nordestina e do norte do Rio de Janeiro. Mais tarde esta indústria passou a consumir também óleo combustível. Enquanto isso, eram queimados, nos campos ou em grandes piras, os resíduos combustíveis da agroindústria, que contêm 2/3 da energia da cana (a energia restante está no caldo da cana que é transformado em álcool ou açúcar).

Aos poucos, a tecnologia da queima do bagaço foi dominada e a crise do petróleo trouxe uma modernização tal que as usinas conseguiram chegar ao final dos anos 90 auto-suficientes em energia. No início deste século, começaram a exportar energia para o setor elétrico, processo ainda em estágio inicial, mas que deve crescer com a queda de barreiras institucionais do setor elétrico a partir do Marco Regulatório (2004) que reconhece a Geração Distribuída. O crescimento da demanda pelo álcool deve aumentar a produtividade e em uma dezena de anos os desperdícios observados devem ser reduzidos substancialmente e suprir, de 10 a 15%, a energia elétrica do país.

Lenha

O uso do CV na redução do minério de ferro foi substituído pelo carvão mineral quando as florestas da Inglaterra acabaram no século XVIII. No Brasil, a prática se manteve pela ausência do carvão mineral de boa qualidade e pela sensação de que as reservas de madeira nativa são infinitas. Isto explica a destruição de partes importantes da floresta atlântica na região sudeste do país.

Embora algumas florestas tenham sido plantadas para suprir a biomassa das carvoarias, a madeira nativa ainda continuou importante com a conseqüente degradação ambiental. Sua queima, é hoje das grandes causadoras da "morte" de diversos rios e do acelerado assoreamento do São Francisco. Na região de Carajás a produção de gusa, quintuplicada em dez anos, causa uma contínua pressão sobre a floresta amazônica.

A produção artesanal do CV é feita com baixíssima eficiência porque no carvoejamento tradicional, a energia original é perdida para a atmosfera sob a forma de gases e voláteis. A produção do CV com tecnologias mais eficientes e usando biomassa produzida para esta finalidade pode significar um importante salto para aumento da eficiência energética e para criar as condições econômicas para substituir a produção de origem extrativa.

Fonte: www.inee.org.br

Energia da Biomassa

Em todo o mundo, a produção de energia a partir da biomassa é restrita. Ao longo dos anos, os sistemas elétricos os sistemas elétricos tornaram-se cada vez mais centralizados, especialmente no que se diz respeito à geração.

Grandes centrais de produção de produção de eletricidade justificavam por:

a) O caráter determinante, sobre os custos de geração, do fator de escala.
b) A inexistência de restrições maiores com relação aos impactos ambientais
c) Em função, também do próprio modelo de organização empresarial que imperou no setor durante anos.

Entretanto, a partir do final da segunda metade dos anos 70, o setor elétrico entrou em uma nova fase em vários países. A elevação dos custos de geração segundo tecnologias convencionais e o processo recessivo nos países industrializados, causados pelo segundo choque na crise do petróleo, aceleraram as reformas institucionais do setor.

Essas reformas, eminentemente de caráter descentralizador, levaram à definição de um maior espaço para a cogeração, à produção elétrica em pequena escala, ao uso mais intensivo de fontes energéticas renováveis e à produção independente.

As principais características desse novo padrão de expansão do setor elétrico estão nas pressões sociais para com a minimização dos impactos ambientais, na necessidade de uso mais racional dos insumos energéticos e no crescente questionamento do papel exercido pelos Estados no aprovisionamento da infra estrutura.

Dentro do contexto de reformas, a iniciativa mais marcante foi a criação do Public Utility Regulatory Policy Act – PURPA, em 1978, nos EUA. O PURPA que vigorou até 1983 na forma como foi realmente concebido, criou o espaço institucional para a expansão da cogeração e para o crescimento de geração elétrica a partir de fontes energéticas renováveis. Com o mesmo espírito e, inclusive, usando a experiência norte-americana como principal referência, vários outros programas do gênero foram definidos em países europeus e no Japão em anos subsequentes .

Mais recentemente a produção de energia elétrica a partir da biomassa tem sido defendida como uma importante opção para os países em desenvolvimento e mesmo para os países europeus. A questão ambiental, com a necessidade de minimização das emissões globais de CO2 , é o ponto comum de ambas propostas.

No caso dos países em desenvolvimento, a crise econômico-financeira do setor elétrico e a necessidade de empréstimos internacionais par viabilizar a construção de novas obras, sào colocadas como razões particulares. Para o caso europeu, a particularidade é destacada pela dependência de alguns países quanto ao abastecimento de fontes energéticas fósseis.

Dentre as opcões que exostem para aumentar a oferta de energia elétrica a curto prazo, encontram-se duas que certamente podem causar impacto ambiental maior ou menor dependendo dos cuidados que forem tomados. Porém, sempre haverá algum risco pra a ecologia. A termoelétrica movida a combustível fóssil ( carvão, gás natural ou derivados de petróleo ) e a energia nuclear.

A crescente preocupação da sociedade com questões ambientais deve influir as decisões dos dirigentes quanto as possibilidades de utilização das fontes energéticas. Dentro deste aspecto, os combustíveis fósseis são os mais criticados, devido à produção de uma quantidade de CO2 que o planeta não tem condições de assimilar a longo prazo, causando o chamado efeito estufa, e também pela possibilidade de emissão de oxidos de enxofre. A energia nuclear também tem se mostrado insegura nos níveis de tecnologia existente nas usinas, pois os acidentes com vazamentos de material radioativo vêm acontecendo periodicamente, além de outros problemas com a operação e a disposição do chamado lixo atômico.

Nesse contexto, as fontes de energias não poluentes e renováveis são as que melhor atendem as necessidades sociais. Ao se utilizar a queima de um combustível fóssil, inevitavelmente produzem-se gases com grande concentração de CO2 e com presenças de SOx . Esses podem ser removidos dos gases, mas tal processo requer certo custo e eficiência.

A utilização da biomassa para geração de energia também irá gerar CO2. Mas, esta biomassa é oriunda de plantas que consumiram, durante seu crescimento, exatamente a mesma quantidade desse gás que será devolvida à atmosfera após seu uso final. Como esta opção só se faz sentido se considerar uma área cultivada onde estão crescendo continuamente plantas que virão a produzir a energia de que a sociedade necessita, o balanço de CO2 é continuamente nulo, não afetando o efeito estufa.

Por outro lado, deve-se considerar que todo petróleo e o carvão disponível será certamente um dia utilizado. Suas aplicações podem produzir energia ou produzir materiais plásticos. Estes podem ser reciclados, o que não acarretaria grande impacto ambiental. Mas a queima para a transformação de energia inevitavelmente transforma o carbono em CO2 . Este carbono proveniente dos combustíveis fósseis também já foi biomassa soterrada há milhões de anos atrás.

Se em poucas décadas for devolvido todo carbono à atmosfera, provavelmente acarretará um desequilíbrio causador de males citados.

Como alternativa limpa e renovável de energia aparece a gaseificação da biomassa, com grande possibilidade de aplicação em países com grandes áreas cultiváveis, em climas tropicais, onde a taixas de crescimento dos vegetais é alta. Há sem dúvida outras fontes energéticas limpas e renováveis que igualmente devem ser desenvolvidas, como a eólica e a solar.

Futuramente, todas essas formas alternativas de energia deverão conviver em parceria, pois a sociedade não deverá desprezar qualquer forma de geração de energia que seja renovável e não poluente.

Experiências e Perpecstivas Mundiais

A capacidade de produção elétrica a partir da biomassa que estava instalada nos EUA no início dos anos 90 foi avaliada por Williams & Larso (1992) em 8,4 GW. Grande parte desse paeque foi viabilizado em poucos anos em função das medidas de incentivo definidas pelo PURPA. A título de comparação deve-se notar, por exemplo, que a potência instalada em 1979 era de apenas 200 Mwe, Da potência total, quase 6 GW corespondiam a 367mplantas de cogeração e pouco menos que 2,5 GW a 149 produtores independentes.

Esses sistemas eram fundamentalmente instalações a vapor, com porte entre 5 a 50 Mwe. As eficiências termodinâmicas eram relativamente baixas – entre 18 e 26 %. Os custos de investimentos foram avaliados entre 1300 e 1500 U$$/KW e o custo da eletricidade gerada foi calculado entre 65 e 80 U$$/MWh. Quase 90% da capacidade era suprida com queima de madeira, restando 8% para sistemas que operavam com gás de aterro, 3% para rejeitos agrícolas diversos e apenas 1% para gás de biodigestão.

A Finlândia é um outro caso digno de destaque quanto ao emprego da biomassa na produção de eletricidade. É importante notar que, em termos relativos, o caso finlandês é mais relevante do que o norte americano, dendo o mais importante em todo mundo.

Dois fatores devem ser considerados: a importância da biomassa na matriz energética e na própria economia; e a tradição existente em produção descentralizada, especialmente em cogeração.

Cerca de 30% de toda eletricidade gerada na Finlândia é produzida em sistemas de cogeração. A importância dos sistemas de produção é tão grande que a eficiência do uso de energia em Helsinki, por exemplo, é avaliada em 70%, mesmo considerado o consumo em sistemas de transportes.

A biomassa, por sua vez, atende pouco menos de 20% do consumo global de energia no país, com participação especial no setor industrial e principalmente no segmento de papel e celulose.

A Finlândia desenvolveu tecnologia própria para a conversão eficiente da madeira, dos resíduos da produção de celulose e da turfa. Os sistemas industriais são, em geral, sistemas de cogeração a vapor com geradores adequados à queima de vários combustíveis, com a capacidade na faixa de 20 a 150 Mwe.

Na Suécia e Dinamarca, o papel da biomassa na matriz energética destaca-se como combustíveis industriais. No caso sueco sabe-se que os resíduos florestais e os resíduos industriais de biomassa já contribuem de forma significativa para com a produção de eletricidade, basicamente em unidades de cogeração em fábricas de celulose e papel. A longo prazo, a biomassa pode contribuir com 25 a 40% da produção elétrica.

O governo das Filipinas optou, nos anos 80, por um programa de pequenas usinas termoelétricas – UTEs – à lenha, de forma a minimizar os problemas de abastecimento e reduzir os custos da eletrificação rural. O programa definiu como meta a construção de 3 Mwe integradas a módulos de 3300 ha de área plantada com florestas energéticas homogêneas. No in;icio dos anos 90, aproximadamente um terço do programa já estava viabilizado.

Em função do sucesso da experiência filipina, o governo da Tailândia propôs há poucos anos um programa similar para a construção de 2 Gwe de capacidade de produção elétrica a partir da lenha. De acordo com o programa, deverão ser construídas 86 plantas a vapor, com 3,2 , 10 ou 100 Mwe de capacidade, integradas a módulos de florestas homogêneas. É interessante notar que a TailÂndia tem uma certa tradição no uso da biomassa para a produção de eletricidade já que as fábricas de extração de óleos vegetais, de beneficiamento de arroz e as usinas de açúcar geram 15% da potência elétrica, ou 1 GW, consumida no país.

Cabe notar que nas indústrias de celulose em todo mundo, principalmente nas que fazem extração da matéria pelo processo sulfato, existe já uma tradição na produção de eletricidade em sistemas de cogeração. O combustível utilizado é a lixívia negra, efluente do processo de digestão da madeira, que precisa ser necessariamente queimado para permitir a recuperação das soluções inorgânicas que viabilizam a obtenção da celulose.

O segmento sucro-alcooleiro também tem larga tradição na produção elétrica em sistemas de cogeração a partir do bagaço de cana. Embora tal tecnologia seja usual em todos os países produtores, as principais referências, dada a importância relativa desses sistemas em relação ao sistema elétrico do país, são Havaí e as Ilhas Maurício e Reunião. Em alguns outros países a cogeração a partir do bagaço também contribui de forma significativa para com o abastecimento global ou regional, como, por exemplo, Cuba.

Outra forma de produção de eletricidade a partir da biomassa está associada incineração do lixo urbano com aproveitamento do calor na alimentação de um ciclo de potência a vapor. Existem instalações com tal princípio em alguns países europeus, tais como Holanda, Alemanha e França, no Japão e, em menor escala, na América do Norte. Estritamente do ponto de vista econômico a produção de eletricidade não é justificada em função do baixo poder calorífico do lixo e do alto teor de umidade. A lógica desta opção está na eliminação dos resíduos urbanos dado que as demais alternativas de controle são inviáveis do ponto de vista ambiental e / ou demográfico. Assim, a eletricidade torna-se um sub-produto do sistema de depuração do lixo.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DA BIOMASSA

A partir da crise do petróleo de 1973, passou-se a prestar maior atenção a importância da biomassa como fonte energética e no mundo todo, programas nacionais começaram a ser desenvolvidos visando o incremento da eficiência de sistemas para a combustão, gaseificação e pirólise da biomassa.

Segundo dados levantados pelo pesquisador D. O. Hall, atualmente a biomassa representa cerca de 14% da energia consumida no mundo, constituindo para os países em desenvolvimento a maior fonte energética, equivalente a cerca de 35 %.

Segundo o mesmo autor, os programas nacionais considerados mais bem sucedidos são:

O PROÁLCOOL no Brasil
Aproveitamento do Biogás na China Continental
Coque vegetal no Brasil
Aproveitamento de madeira para fins energéticos na Suécia
Aproveitamento de resíduos agrícolas na Grã – Bretanha
Plantações de eucaliptos na Etiópia
Aproveitamento do bagaço de cana nas Ilhas Maurício

Segundo o Boletim do Balanço Energético Nacional ( 1993 ), no Brasil a biomassa representa 15,6% do consumo de energia no país, o que equivale a 27 milhões de toneladas de petróleo. Desta fração, a lenha, que já representou 26% do consumo total de energia do país em 1977, representa 13,8%, enquanto que os produtos da cana-de-açúcar, que representavam apenas 5,5 % em 1977, hoje representam 10% do consumo total de energia.

Combustíveis gerados a partir da biomassa podem ser classificados, como qualquer outro combustível, em combustíveis sólidos, líquidos e gasosos. Como os combustíveis sólidos são produzidos por atividades primárias, eles são classificados por origem. Os combustíveis líquidos e gasosos, sendo resultado de processos de transformação da biomassa, são classificados pelos processos que lhes deram origem.

Classificação de combustíveis gerados a partir de biomassa:

Produtos primários – madeira e outros
Combustíveis Sólidos - materiais ligno-celulósicos
Sub-Produtos - Agricultura
Silvicultura
Atividades Urbanas
Fermentação ( etanol, metanol,etc.)

Combustíveis Líquidos - Pirólise:

Liquefação
Processo Biológico (digestão anaeróbia-biogás)

Combustíveis Gasosos - Gaseificação

Serão abordados nesse texto fundamentalmente os processos relacionados com a conversão termoquímica da biomassa, ou seja, queima direta e gaseificação.

Nestes processos, utiliazam-se combustíveis sólidos gerando calor e/ou combustíveis gasosos.

Como mostra a figura abaixo, combustíveis da biomassa podem ser processados através de diferentes processos; Combustão ( ou queima direta ), Gaseificação, Pirólise, Liquefação, Fermentação e Digestão Anaeróbia.

Resumidamente, esses processos são:

Combustão ou queima direta

Transformação da energia química do combustível em calor por meio das reações dos elementos constituintes dos combustíveis com oxigênio ( o ar ou o oxigênio são fornecidos além da quantidade estequiométrica ).

Gaseificação

Aquecimento da biomassa em presença de oxidante ( ar ou O2 ) em quantidades menores do que a estequiométrica, obtendo-se um gás combustível composto de CO, H2 ,CH4 e outros. Deste gás, utilizando-se catalizadores, pode-se obter adicionalmente metano, metanol, hidrogênio e amônia.

Pirólise

Aquecimento da biomassa em ausência de oxidante ( oxigênio ). Obtém-se como resultado um gás combustível, produtos líquidos ( alcatrão e ácido piro-lenhoso ) e uma substância carbonosa que pode ser convertido em carvão ativado. É o processo usado na fabricação do carvão vegetal.

Liquefação

Processo de produção de combustíveis líquidos por meio da reação da biomassa triturada em um meio líquido com monóxido de carbono em presença de um catalizador alcalino. (P=150-250 atm, T=300-350 oC , t=10-30 min ; obtém-se um líquido viscoso que pode ser utilizado como combustível em fornos).

Fermentação

Conversão anaeróbia de compostos orgânicos pela ação de microorganismos, em grande parte dos casos, da levedura Saccharonyos cereviscae.

No caso da fermentação alcoólica o substrato orgânico é a sacarose e os produtos são fundamentalmente o etanol e o gás carbônico.

Digestão Anaeróbia-biogás

Conversão anaeróbia de compostos orgânicos pela ação de microorganismos. Para a produção de biogás ( metano e gás carbônico ) serve-se de microorganismos acidogênicos e etanogênicos.

Disponibilidade de biomassa no Brasil

O Brasil é um grande produtor de produtos agrícolas, os quais geram uma grande quantidade de resíduos. Estes resíduos podem, e muitas vezes são, utilizados como fonte energética. Deve-se levar em conta que em virtude de não existirem tecnologias desenvolvidas para o aproveitamento de certas culturas, grandes potenciais são deixados de lado. Por outro lado, alguns resíduos encontram outras aplicações como por exemplo ração animal , este é o caso dos resíduos da mandioca e do milho.

Outra maneira de demonstrar o potencial do uso de resíduos de biomassa para fins energéticos é estimar-se a quantidade de terra necessária para ser cultivada para prover toda necessidade energética de um país.

No Brasil, algumas indústrias importantes utilizam biomassa para fins energéticos, estas são:

Usinas de açúcar e destilarias de álcool: que queimam o bagaço gerado no processamento da cana para a produção de vapor e eletricidade, inclusive gerando excedentes que algumas vezes são vendidos;
Cerâmicas e Olaria:
utilizam lenha ( eucalipto, e outros ) para a secagem e cozimento dos produtos;
Fundições e siderúrgicas:
utilizam-se de coque de carvão vegetal produzido pela pirólise da lenha;
Fábricas de papel e celulose:
complementam os seus requerimentos energéticos com resíduos de processo;
Fábricas de suco concentrado de laranja:
compram bagaço de cana-de-açúcar para a produção de vapor;
Fábricas que geram vapor de processo ( têxtil, indústrias de alimentos ) e Instituições de Serviços (hospitais):
poderiam utilizar biomassa para a produção de vapor;
Padarias, restaurantes ( pizzarias ):
utilizam-se de lenhas para cocção;
No uso doméstico:
a biomassa constitui-se principalmente de lenha, coletada ou comercial e utilizada fundamentalmente para cocção, com uma pequena fração utilizada para aquecimento;
Transporte:
alguma biomassa na forma de lenha pode ser utilizada em veículos a vapor tais como locomotivas e barcaças para navegação fluvial ou em gasogênios para motores de combustão interna.

Classificação dos residuos da Biomassa

Pode-se classificar os resíduos da biomassa segundo a sua origem :

Resíduos Sólidos Urbanos
Resíduos Animais
Resíduos Vegetais
Resíduos Industriais
Resíduos Florestais

Resíduos Sólidos Urbanos

Os resíduos sólidos urbanos podem ser utilizados como combustível por queima direta após a separação dos componentes metálicos e trituração da matéria orgânica. Esta aplicação já é comumente utilizada em países desenvolvidos.

Considera-se também o aproveitamento dos resíduos urbanos através da pirólise e do tratamento biológico. A composição do resíduo urbano varia de acordo com o poder aquisitivo, a cultura e o tamanho de cada comunidade. Considera-se como tamanho mínimo para viabilizar economicamente o aproveitamento energético do resíduo, uma população de 300 mil habitantes. Pode-se observar que entre matéria orgânica, papel e papelão, trapo, couro e borracha, plásticos e madeira, o lixo constitui-se em mais de 705 de materiais com potencial uso energético, após devidamente tratados.

Resíduos Animais

O método mais efetivo para a utilização dos resíduos animais, bem como dos resíduos humanos, é a digestão anaeróbia. Isto se deve principalmente ao alto teor de umidade que varia em média de 60 a 85 %.

Como regra geral pode-se considerar que o rendimento da digestão anaeróbia varia de 0,26 a 0,30 m3 de metano por Kg de substância orgânica.

Resíduos Vegetais

Os resíduos vegetais, ou agrícolas, são compostos fundamentalmente de celulose e podem ser preparados de forma relativamente fácil para a obtenção de energia devido a pouca umidade e a facilidade de serem pré-processados. Devido a essa facilidade em serem preparados, os resíduos vegetais prestam-se a outros usos, os quais competem com o uso energético.

Alguns desses usos são: matéria-prima para obtenção de papel; fertilizante (melhora características físicas do solo e a capacidade de retenção de umidade); aglomerados para compensados; complemento para a ração de animais;

Para aplicações energéticas, onde se requer a disponibilidade contínua da biomassa é preciso levar-se em conta que os resíduos vegetais se caracterizam por sua disponibilidade sazonal e precisariam de armazenamento por longos períodos. Isso pode torná-los onerosos e alterar suas características devido a processos de fermentação que normalmente ocorrem devido a estocagem.

Fonte: www.fem.unicamp.br

Energia da Biomassa

Energia da Biomassa

A biomassa é uma fonte de energia, derivada dos produtos e sub - produtos da floresta, resíduos da indústria da madeira, resíduos de culturas agrícolas, efluentes domésticos e de instalações de agro-pecuária, de indústrias agro- alimentares (como por exemplo lacticíneos,matadouros,etc.), culturas energéticas (biocombustíveis) e resíduos sólidos urbanos.

Os processos que permitem fazer transformação da biomassa com vista ao seu aproveitamento para fins energéticos são; a combustão direta; a gaseificação;a fermentação; a pirólise; e a digestão anaeróbica.

Embora este recurso seja abundante nos Açores, a produção de energia eléctrica não tem sido muito contemplada, existindo uma única instalação com uma potência instalada de 165 KW, que utiliza gás metano como combustível. O gás utilizado, é produzido num digestor alimentado com os efluentes provenientes duma instalação de criação de porcos. A produção anual de eléctricidade daquela instalação, chegou a atingir cerca de 20.000 KWH.

Por outro lado, a utilização de produtos lenhosos, tem tido utilização na indústria, para a produção de vapor, panificação, para além da utilização doméstica que nas últimas décadas tem vindo a decrescer, em virtude da penetração do gás butano no mercado.
Em algumas indústrias existentes nos Açores, uma parte do vapor proveniente da queima de produtos lenhosos (lenha), é utilizada na produção de eléctricidade.

É de salientar que a biomassa, em termos de oferta de energia primária, poderá representar uma das maiores participações das renováveis, e em termos de impacto social (criação de emprego), poderá ser o recurso com maiores virtudes.

Fonte: www.arena.com.pt

Energia da Biomassa

Através da fotossíntese, as plantas capturam energia do sol e transformam em energia química. Esta energia pode ser convertida em eletricidade, combustível ou calor. As fontes orgânicas que são usadas para produzir energias usando este processo são chamadas de biomassa.

Os combustíveis mais comuns da biomassa são os resíduos agrícolas, madeira e plantas como a cana-de-açúcar, que são colhidos com o objetivo de produzir energia. O lixo municipal pode ser convertido em combustível para o transporte, indústrias e mesmo residências.

Os recursos renováveis representam cerca de 20% do suprimento total de energia no mundo, sendo 14% proveniente de biomassa e 6% de fonte hídrica. No Brasil, a proporção da energia total consumida é cerca de 35% de origem hídrica e 25% de origem em biomassa, significando que os recursos renováveis suprem algo em torno de 2/3 dos requisitos energéticos do País.

Em condições favoráveis a biomassa pode contribuir de maneira significante para com a produção de energia elétrica. O pesquisador Hall, através de seus trabalhos, estima que com a recuperação de um terço dos resíduos disponíveis seria possível o atendimento de 10% do consumo elétrico mundial e que com um programa de plantio de 100 milhões de hectares de culturas especialmente para esta atividade seria possível atender 30% do consumo.

produção de energia elétrica a partir da biomassa, atualmente, é muito defendida como uma alternativa importante para países em desenvolvimento e também outros países.

Programas nacionais começaram a ser desenvolvidos visando o incremento da eficiência de sistemas para a combustão, gaseificação e pirólise da biomassa.

Segundo pesquisadores, entre os programas nacionais bem sucedidos no mundo citam-se:

O PROÁLCOOl, Brasil
Aproveitamento de biogás na China
Aproveitamento de resíduos agrícolas na Grã - Bretanha
Aproveitamento do bagaço de cana nas Ilhas Maurício
Coque vegetal no Brasil

No Brasil cerca de 30% das necessidades energéticas são supridas pela biomassa sob a forma de:

Lenha para queima direta nas padarias e cerâmicas.
Carvão vegetal para redução de ferro gusa em fornos siderúrgicos e combustível alternativo nas fábricas de cimento do norte e do nordeste.
No sul do país queimam carvão mineral, álcool etílico ou álcool metílico para fins carburantes e para industria química.
O bagaço de cana e outros resíduos combustíveis são utilizados para geração de vapor para produzir eletricidade, como nas usinas de açúcar e álcool, que não necessitam de outro combustível, pelo contrário ainda sobra bagaço para indústria de celulose.

Outra forma de aproveitamento da biomassa é o Biogás que é uma fonte abundante, não poluidora e barata de energia.

BIOMASSA E ELETRICIDADE

A tabela abaixo demonstra a situação de empreendimentos termelétricos no Brasil, classificando por fonte e situação. O bagaço de cana e o licor negro estão entre as fontes mais importantes, nos setores sucro-alcooleiro e de papel e celulose, respectivamente, além de diversos tipos de sistemas híbridos com combustíveis fósseis. O Plano Decenal de Expansão 2000/2009 estima o potencial técnico de co-geração nestes dois setores em 5.750 MW, com um potencial de mercado de pouco mais de 2.800 MW, em 2009.

SISTEMAS DE CO-GERAÇÃO DA BIOMASSA

Os sistemas de co-geração, que permitem produzir simultaneamente energia elétrica e calor útil, configuram a tecnologia mais racional para a utilização de combustíveis. Este é o caso das indústrias sucro-alcooleira e de papel e celulose, que além de demandar potência elétrica e térmica, dispõem de combustíveis residuais que se integram de modo favorável ao processo de cogeração. A co-geração é usada em grande escala no mundo, inclusive com incentivos de governos e distribuidoras de energia.

USINAS DE AÇÚCAR A ÁLCOOL

A produção elétrica nas usinas de açúcar e álcool, em sistemas de co-geração que usam o bagaço de cana como combustível, é uma prática tradicional deste segmento, em todo o Mundo. O que diferencia seu uso, é a eficiência com que o potencial do bagaço é aproveitado.

No Brasil, maior produtor mundial de cana-de-açúcar, a co-geração nas usinas de açúcar e álcool também é uma prática tradicional, produzindo-se entre 20 a 30 kWh por tonelada de cana moída, como energia elétrica e mecânica, esta última usada no acionamento direto das moendas.

A co-geração com bagaço irá certamente melhorar a economicidade da produção sucroalcooleira, aumentando a competitividade do álcool carburante. O bagaço volumoso é de difícil transporte, implicando em gasto adicional, tornando a geração de eletricidade na própria região da usina mais barata. A forma mais econômica é gerar eletricidade associada à geração de calor de processo para uso na usina, conservando-se energia.

A disponibilidade de combustíveis derivados do petróleo é superior a de bagaço de cana, pois existe uma rede de distribuição de combustíveis em todo o país. Trata-se de substituir o óleo combustível pelo bagaço da cana apenas em regiões onde há viabilidade. O conteúdo de energia do álcool produzido chega a 6,23 unidades para cada unidade de energia utilizada em sua fabricação.

A forma mais eficiente e limpa de gerar energia elétrica com bagaço é através de tecnologias modernas, como a Integrated Gasification Combined Cicle (IGCC). O processo gaseifica o bagaço e o gás produzido alimenta a câmara de combustão de uma turbina a gás. Esta tecnologia possibilita o aproveitamento integral da cana-de-açúcar.

INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE

Do mesmo modo que na indústria sucro-alcooleira, a produção de papel e celulose apresenta interessantes perspectivas para a produção combinada de energia elétrica e calor útil, tendo em vista suas relações de demanda de eletricidade e vapor de baixa/média pressão e a disponibilidade de combustíveis residuais de processo, como o licor negro e as cascas e resíduos de biomassa.

A tecnologia de produção de celulose mais difundida no Brasil é o processo Kraft, que emprega uma solução de hidróxido de sódio/sulfito de sódio, o licor branco, para separar a celulose da matéria prima lenhosa, na etapa denominada digestão.

OUTRAS INDÚSTRIAS

Ainda podem ser citadas as agroindústrias que empregam este combustível em sistemas de co-geração, como é o caso de diversas unidades de processamento de suco de laranja no Estado de São Paulo, que adotam tecnologias bastante similares às usinas de açúcar e álcool, utilizando turbinas a vapor de contrapressão com tipicamente 21 bar e 280 °C como condições para o vapor vivo.

Pode-se ainda citar neste contexto o aproveitamento de resíduos sólidos urbanos gerados à taxa média diária de 1 kg per capita – cada vez mais problemáticos quanto à sua disposição final.

Estes resíduos contém:

Material reciclável (vidro, metais, papel limpo, alguns plásticos, etc.)
Compostos biodegradáveis passíveis de serem convertidos em adubo orgânico
Outros materiais, em sua maior parte celulósicos, de difícil reciclagem e de razoável poder calorífico

GASEIFICAÇÃO INDUSTRIAL

A energia química da biomassa pode ser convertida em calor e daí em outras formas de energia:

Direta: Através da combustão na fase sólida, sempre foi a mais utilizada
Indireta:
Quando através da pirólise, são produzidos gases e/ou líquidos combustíveis.

O processo de produção de um gás combustível a partir da biomassa é composta por três etapas:

Secagem

A secagem ou retirada da umidade pode ser feita quando a madeira é introduzida no gaseificador, aproveitando-se a temperatura ali existente, contudo a operação com madeira seca é mais eficiente.

Pirólise ou carbonização

Durante a etapa de pirólise formam-se gases vapor d'água, vapor de alcatrão e carvão

Gaseificação

É liberada a energia necessária ao processo, pela combustão parcial dos produtos da pirólise.

Assim, o processo de gaseificação da biomassa, como da madeira, consiste na sua transformação em um gás combustível, contendo proporções variáveis de monóxido de carbono, dióxido de carbono, hidrogênio, metano, vapor d'água e alcatrões. Esta composição do gás combustível depende de diversos fatores, tais como, tipo de gaseificador, introdução ou não de vapor d'água, e principalmente do conteúdo de umidade da madeira a ser gaseificada.

Vantagens da gaseificação da biomassa:

As cinzas e o carbono residual permanecem no gaseificador, diminuindo assim a emissão de particulados.
O combustível resultante é mais limpo e, na maioria dos casos não há necessidade de controle de poluição.
Associada a catalizadores, como alumínio e zinco, a gaseificação aumenta a produção de hidrogênio e de monóxido de carbono e diminui a produção de dióxido de carbono.

Fonte: www.fcmc.es.gov.br

Energia da Biomassa

A abundante vida vegetal do nosso planeta é armazenadora da energia solar e de substâncias químicas, sendo um recurso renovável que chamamos de BIOMASSA.

Assim, todos os organismos biológicos que podem ser aproveitados como fontes de energia, são chamados de Biomassa: a cana-de-açúcar, o eucalipto, a beterraba (dos quais se extrai álcool), o biogás (produzido pela biodegradação anaeróbica existente no lixo e dejetos orgânicos), lenha e carvão vegetal, alguns óleos vegetais (amendoim, soja, dendê), etc.

A Biomassa é formada pela combinação de dióxido de carbono da atmosfera e água na fotossíntese clorofiliana, que produz os hidratos de carbono - a energia solar é armazenada nas ligações químicas dos componentes estruturais da biomassa.

Se a biomassa for queimada de modo eficiente, há produção de dióxido de carbono e água. Portanto, o processo é cíclico e dizemos que a biomassa é um recurso renovável.

A composição química da biomassa é:

Energia da Biomassa
Composição da biomassa

As principais fontes de energia do século XXI provavelmente serão de origem biológica, produzidas a partir da biotecnologia. Atualmente, responde por 1% da energia elétrica mundial, mas calcula-se que daqui a vinte anos cerca de 30% do total de energia consumido pela humanidade será proveniente da biomassa. Além de agrupar várias opções como queima de madeira, carvão vegetal e o processamento industrial de celulose e bagaço de cana-de-açúcar, inclui o uso do álcool como combustível.

PRÓ: Aproveita restos, reduzindo o desperdício. O álcool tem eficiência equivalente à da gasolina como combustível para automóveis.

CONTRA: o uso em larga escala na geração de energia da biomassa esbarra nos limites da sazonalidade. A produção de energia cai no período de entressafra.

Dependendo de como se queima, pode ser muito poluente.

Fonte: www.soaresoliveira.br

Energia da Biomassa

A biomassa é um material orgânico feito a partir de plantas e animais. Contém energia armazenada obtida a partir do Sol. As plantas absorvem a energia do Sol num processo denominado fotossíntese.

A energia química das plantas é transferida para os animais e para as pessoas que as comem.

A biomassa é uma fonte de energia renovável porque é possível sempre plantar mais árvores e obter colheitas, e os resíduos existiram sempre. Alguns exemplos de combustíveis de biomassa são a madeira, colheitas, estrume e algum lixo.

Quando queimada, a energia química da biomassa é libertada como calor. A madeira queimada através de uma lareira é um combustível de biomassa. Resíduos de madeira ou lixo podem ser queimados para fazer vapor para produzir eletricidade, ou para produzir calor para a indústria ou para o setor doméstico.

Queimar a biomassa não é a única forma de libertar a sua energia.

A biomassa pode ser convertida noutras formas de energia utilizável como o gás metano ou combustíveis de transporte como o bioetanol e o biodiesel. O gás metano é o principal componente do gás natural. Produtos mal cheirosos, como o lixo em decomposição e os resíduos agrícolas e humanos, libertam gás metano – também chamado gás de aterro ou biogás. Colheitas como as de milho ou cana-de-açúcar podem ser fermentadas para produzir combustível de transporte – o etanol. O biodiesel, outro combustível de transporte, pode ser produzido a partir de produtos alimentares usados, como óleos vegetais e gorduras animais.

Inicialmente, a biomassa não pode ser utilizada para produzir energia. Tornam-se necessários, assim, alguns processos intermédios para adequar a biomassa à sua posterior conversão em energia.

Esses processos estão incluídos em 4 grupos:

Físicos: são processos que atuam fisicamente sobre toda a biomassa e estão associados com as fases primárias da transformação (preparação, corte, compactação, secagem, etc.)
Químicos:
são os processos relacionados com s digestão química, geralmente através de hidrólise, pirólise ou gasificação.
Biológicos:
são implementados através de uma atuação direta de microrganismos ou as suas enzimas (fermentação)

Quando a biomassa passou pela primeira transformação, pode ser utilizada para produção de energia. As utilizações dessa biomassa são as seguintes:

Geração de energia eléctrica: utilizar biomassa para gerar eletricidade em centrais de vapor de ciclo simples ou através de gasificação ou um processo de bio-digestão. Podem ser combinadas com outras formas de energia renováveis ou tradicionais.
Utilização térmica final:
a biomassa pode ser utilizada como combustível para gerar um fluído térmico que pode ser usado nalguns processos industriais, na produção de água quente ou calor.
Produção de biofuel:
a biomassa é utilizada na produção de combustíveis alternativos à gasolina (bioetanol) ou gasóleo (biodiesel).
Produção de biogás:
a biomassa é usada como um substituto do gás natural.

Fonte: www.greenlodges.net

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