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Pérolas

 

Pérolas, em cores fascinantes, do branco-prata ao amarelo, azul e preto iridescente, sempre enfeitaram e enfeitiçaram as mulheres. A cultura em água doce ou salgada produz anualmente grandes quantidades de pérolas, para deleite de muitos.

Pérolas

As pérolas são dos materiais de gema que mais cedo foram utilizados para adorno pessoal. Os escritos mais antigos que mencionam pérolas datam de cerca de 2000 anos a.C..

A exagerada procura de pérolas e a poluição levou ao quase esgotamento deste recurso por todo o mundo. Embora atualmente o mercado das pérolas esteja baseado quase exclusivamente em pérolas de cultura, “(…) nalguns países ainda há procura de pérolas naturais, como por exemplo em Bahrein, Dubai, Tailândia, Myanmar (antiga Birmânia) e Sri-Lanka.” (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)

A atual palavra pérola vem do latim pirla, diminutivo de pira, em alusão à forma alongada das pérolas dos pendentes. Para os Romanos a pérola era um símbolo do amor e chamavam-lhe margarita.

Pérolas

As pérolas são produzidas por organismos (moluscos), que vivem tanto em águas salgadas como em águas doces. Os moluscos produtores de pérolas mais importantes são as ostras em águas salgadas e os mexilhões em águas doces. Estes organismos pertencem a um subgrupo de moluscos constituídos por uma concha formada por duas partes, sendo por isso denominados de bivalves.

As pérolas, ao contrário da maioria dos minerais, não necessitam de lapidação ou polimento para revelarem a sua beleza e poderem ser utilizadas em joalharia.

CONSTITUIÇÃO

Segundo alguns autores, o processo natural de formação da pérola tem início quando uma substância estranha – um grão de areia, por exemplo – se deposita no interior do bivalve, causando-lhe uma irritação, que desencadeia uma reação para tentar isolar o "invasor", que inclui a produção de uma secreção que recobre o corpo estranho.

Esta secreção é constituída por nácar, composto quase exclusivamente por carbonato de cálcio (sob a forma de cristais de aragonite) e por uma substância proteica denominada conchina.

Os cristais de aragonite dispõem-se em camadas finas e concêntricas sobrepostas com a conchina e é esta estrutura que produz o brilho especial das pérolas dito de nacarado. No entanto, alguns investigadores sugerem outras causas para a formação das pérolas, nomeadamente alterações fisiológicas que conduzem à produção do nácar.

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CULTURA

Vários japoneses, no fim do sec. XIX, levaram a cabo uma série de experiências que conduziram à moderna técnica de cultivo de pérolas. Entre eles estava Kokichi Mikimoto, que embora não tenha sido o primeiro a desenvolver o método de produção de pérolas esféricas, foi sem dúvida um dos seus pioneiros e o líder na produção de pérolas de água salgada, bem como no seu marketing. Kokichi Mikimoto ajudou a desenvolver uma indústria que permite a compra de pérolas por muitas gentes em todo o mundo.

Nas pérolas de cultura de água salgada é introduzido dentro de cada ostra um (ou mais) núcleo redondo (geralmente de madrepérola), juntamente com um excerto de tecido de uma ostra semelhante. É o pedaço de tecido que vai desencadear o processo de produção de nácar, por parte da ostra hospedeira, para envolver o núcleo e desta forma produzir uma pérola. As ostras são depois inseridas dentro de uma espécie de cestos, que são mergulhados nas águas do meio ambiente natural, a determinadas profundidades.

Os núcleos de madrepérola são esferas feitas a partir da concha de bivalves provenientes do rio Mississipy, nos E.U.A. Os excertos de tecido são obtidos a partir da morte de ostras perlíferas locais.

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Neste processo de cultura de pérolas uma grande parte das ostras rejeitam o núcleo, muitas morrem e só uma pequena parte produz pérolas. A quantidade de nácar de cada pérola vai depender do tempo que o molusco teve para o produzir; cada camada corresponde à produção durante uma estação do ano. Quanto mais tempo as ostras tiverem para produzir nácar, de maior qualidade serão as pérolas. É a espessura do nácar que ajuda a preservar a cor natural, o brilho e a beleza da pérola, para além do que uma camada muito fina de nácar pode facilmente descamar com o uso, deixando à vista o núcleo, ficando a pérola muito danificada.

As ostras mais importantes na produção de pérolas pertencem ao género Pinctada, que tendem a viver em zonas bem definidas.

Geralmente podemos agrupar as pérolas em 3 grupos, de acordo com a sua proveniência:

As chamadas pérolas japonesas ou pérolas de cultura Akoya, provêm da ostra Akoya cujo nome científico é Pinctada imbricata; estas ostras também vivem em águas da Coreia, China, Hong Kong e Sri-Lanka;

As pérolas australianas ou pérolas de cultura dos mares do Sul provêm de espécies maiores, de lábio branco, como a Pinctada maxima;

As pérolas negras do Tahiti e das Ilhas Cook são produzidas pelas ostras de lábio negro ou Pinctada margaritifera.

As pérolas dos mares do Sul provêem de vários países: Austrália, Indonésia e Filipinas. Também estão incluídos neste grupo a Malásia, o Vietname e Myanmar, mas ainda têm pouca expressão em termos de volume de produção.

As ostras Akoya têm entre 7 e 8 cm de diâmetro e produzem pérolas entre os 2 e os 9 mm, raramente com 10 mm. Até à década de 60 eram deixadas debaixo de água durante cerca de dois anos e meio mas, devido às exigências do mercado, o tempo de cultivo foi diminuindo e atualmente ronda os 5 a 7 meses. São geralmente cremes, amareladas e esverdeadas. São frequentemente branqueadas para melhorar a sua cor (tratamento aceitável) e, por vezes, tingidas para a modificar (tratamento não aceitável). A percentagem de pérolas redondas obtida com estas ostras é substancialmente maior do que com as ostras dos mares do Sul.

Pérolas

As pérolas dos mares do Sul são facilmente identificáveis pelo seu tamanho maior, entre os 9 e os 17mm (cada ostra tem entre 25 a 35 cm e pode chegar a pesar 5Kg). O tempo de cultivo varia entre dois e três anos. Podem ter várias cores, como branco, prateado, rosado, creme, champanhe, amarelo, verde e azul. Só uma percentagem muito reduzida da produção total tem forma redonda; as restantes formas são: quase redonda, oval, gota, botão e barrocas (irregulares).

Nas ostras Akoya são muitas vezes inseridos mais do que um núcleo e as mesmas ostras nunca voltam a ser nucleadas. Nas ostras dos mares do Sul apenas um núcleo é introduzido de cada vez, mas o processo pode repetir-se até um máximo de 3 vezes, se a saúde e idade da ostra assim o permitir.

As ostras que dão pérolas negras, i.e., de cores escuras, também se encontram noutras águas tropicais, como na Indonésia e nas Filipinas, mas é no Tahiti que se produzem os melhores exemplares. Com uma dimensão entre os 12 a 15 cm, estas ostras produzem pérolas com um diâmetro que varia entre os 8 e os 16 mm.

Permanecem cerca de 22 a 26 meses submersas e a percentagem de ostras que, após ter sido inserido o núcleo, produz pérolas com qualidade é muito reduzida

. Não obstante, o mercado destas pérolas tem-se vindo a desenvolver muito, devido ao intenso marketing que tem sido feito.

Pérolas

A cultura de pérolas produz, por vezes, juntamente com as pérolas cultivadas, um subproduto sob a forma de uma pequenina pérola sem núcleo e com uma forma irregular. São as chamadas pérolas Keshi, que devido ao seu tamanho reduzido são difíceis de furar e são, por isso, frequentemente enviadas para países de mão-de-obra barata para as furarem, de forma a poderem constituir colares e braceletes.

As pérolas de cultura de água doce provêm quase todas do mexilhão da espécie Hyriopsis schlegeli, que com 15 anos pode atingir os 30 cm de comprimento e os 20 cm de largura. Na China a taxa de crescimento destes mexilhões é muito rápida; em 5 ou 6 meses atingem os 7 a 9 cm e estão prontos a serem “cultivados”.

O processo de cultura, embora semelhante ao de água salgada, é feito geralmente sem a introdução de um núcleo rijo; 95 a 98% das pérolas de água doce não são nucleadas. Dependendo do tamanho do mexilhão podem ser inseridos 20 a 60 pedaços de tecido (de outros moluscos), em cada um. Posteriormente, e tal como acontece com as ostras, são introduzidos na água, no seu meio ambiente natural e é só esperar. Ao fim de três anos cerca de 30% das pérolas atingiram os 7mm e ao fim de quatro anos perto de 80% das pérolas têm 7mm ou mais.

Tal como com as pérolas dos mares do Sul, também os mexilhões podem voltar a ser “cultivados” até um máximo de três vezes. Estas pérolas são muito variadas na forma, na cor e no tamanho que apresentam; são raras as formas perfeitamente redondas e o tamanho médio ronda os 4 a 5 mm.

Pérolas

Os Chineses foram os primeiros a descobrir, há muitos séculos atrás, que as pérolas podiam ser cultivadas utilizando para isso mexilhões de água doce. Mas os produtos resultantes não eram verdadeiras pérolas e só muito mais tarde (nos anos 20) os japoneses experimentaram a cultura de pérolas de água doce no lago Biwa. Após várias tentativas, em 1946, obtêm sucesso e estas pérolas invadem o mercado.

Em 1960 a China volta à produção, mas o produto continuava a ser de qualidade inferior ao produto japonês. Só na década de 80 e 90 é que os chineses começam a produzir pérolas de água doce de boa qualidade, mais redondas e maiores que as dos japoneses.

Atualmente a China lidera o mercado das pérolas de água doce, produzindo anualmente um quantitativo que ronda as 800 toneladas. É um país muito competitivo em termos de ritmo de produção e custos finais, pois possui muita mão-de-obra barata. Graves problemas de poluição no lago Biwa levou a uma drástica diminuição da produção japonesa.

É também por volta desta altura que a China começa a produzir grandes quantidades de pérolas de água salgada, akoya, ameaçando a tradicional cultura japonesa. Problemas de poluição na água do mar e maiores custos de produção japoneses levaram ao decréscimo da sua produção; “recentemente os japoneses têm vindo a deslocar as suas quintas para os mares do Vietname e da Tailândia”. (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)

Pérolas

O preço das pérolas é baseado na quantidade disponível no mercado, no tamanho e na qualidade das mesmas. A qualidade por sua vez depende da forma, cor, brilho e textura da superfície. Como já foi referido, é a espessura de nácar que condiciona a cor e o brilho da pérola, bem como a sua durabilidade. Uma pérola com uma espessura de nácar razoável apresenta um bom lustro ou brilho e uma cor que vai ser mais persistente Desta forma, pode ser preferível comprar uma pérola menos redonda ou até com algumas irregularidades naturais na sua superfície, mas com uma espessura razoável de nácar, do que uma pérola mais redonda e lisa, mas com uma camada muito fina desta substância.

Ana Pestana Bastos

BIBLIOGRAFIA

Gemmological Association and Gem Testing Laboratory of Great Britain (GAGTL), (1991). Gem Testing Course notes, London.

Muller, A. (1997). Cultered Pearls – The first hundred years. Golay Buchel Holding S.A., Lausanne.

Minerais e Pedras Preciosas, Guia Prático Para os Descobrir e Coleccionar (1993). RBA Editores, Lisboa.

Newman, R. (1994). The Pearl Buying Guide. 2nd edition, International Jewelry Publications, Los Angeles.

Fonte: www.naturlink.pt

Pérolas

Como as Pérolas se formam

As Pérolas são produzidas por moluscos (ostras) marinhos ou de água doce e podem ser classificadas como naturais ou cultivadas. As Pérolas naturais se formam quando um corpo estranho (um grão de areia, um ovo de peixe, ou fragmento de concha) entra numa ostra causando-lhe tamanha irritação que a faz produzir uma substância chamada nácar para cobrir o corpo estranho isolando-o. Este processo ocorre naturalmente sem a intervenção humana.

As Pérolas cultivadas são produzidas pelos moluscos da mesma forma que as naturais, porém com uma diferença: o corpo estranho é inserido na ostra pelo homem denominando-se este processo de cultivo.

Como conservar Pérolas

Pérolas

Como todas as Pérolas, independente de serem cultivadas ou naturais, são de origem orgânica, parte de sua composição (cálcio, proteína e água) pode sofrer ressecamento, rachaduras e arranhões se alguns cuidados básicos não forem adotados para preservar seu brilho e tempo de vida.

Evitar limpá-las com escova de dente, detergentes, sabão, sabonete, solução para limpeza de jóias, bicarbonato de sódio, etc.
Evitar que entrem em contato com cosméticos, poeira, suor e produtos químicos.
Evitar tomar banho com as pérolas, pois o cloro e sabão irão danificá-las.
Não deixá-las em ambiente seco ou quente demais para que não fiquem ressecadas.
Pérolas intercaladas com fio de ouro (exceto as do tipo Mabe e meia Pérola) podem ser periodicamente mergulhadas em água morna e sabão neutro. Limpá-las com pincel macio para eliminar gorduras e enxaguar bem.
Como possuem dureza baixa, devem ser guardadas individualmente para que outras jóias não lhe causem arranhões na superfície.
Pessoas que transpiram muito podem usar as pérolas sobre a roupa para evitar seu contato com o suor.
Sempre após utilizar uma jóia com pérolas é conveniente limpá-la com o uso de uma flanela ou toalha macia umedecida com água antes de guardá-la.
Para jóias que utilizam fios de linha, periodicamente reenfie as contas numa nova linha para preservar o interior da perfuração.

Fonte: pedramistica.com.br

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Pérola, a rainha das gemas

Pérolas

De todas as gemas, a pérola é considerada a mais perfeita. Ao contrário de qualquer outra gema, ela não necessita de lapidação ou polimento, pois já nasce bela, pronta para ser usada. Todo o seu esplendor já pode ser visto no mesmo instante em que ela é extraída da ostra.

Como você já deve saber, a pérola é uma gema orgânica, ou seja, sua produção está ligada a um ser vivo. Basicamente ela pode ser classificada como natural ou natural cultivada.

A natural é formada pr um mecanismo de defesa da ostra conta um organismo estranho que entra dentro dela, que tanto pode ser um grão de areia, uma larva ou um parasita. Para se proteger desse intruso, ela passa a secretar uma substância particular, produzindo camadas e camadas de nácar, envolvendo por completo o ser estranho, gerando a pérola.’

Ao contrário do que pensam os leigos a pérola natural cultivada é tão valiosa quanto a natural, pois elas passam por exatamente os mesmo processos. A única diferença que existe entre elas é que no caso da cultivada o homem insere o corpo estranho que formará a pérola, não esperando o acaso ou a natureza aja por conta própria.

Formação Natural

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Parasita perfurando a concha

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Parasita invasor em contato com o manto, tecido de defesa da ostra

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O manto parte para a defesa, dobrando-se sobre o parasita

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O nócar é depositado sobre o invasor, formando uma capa protetora

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Isolado o parasita continua crescendo, pois a ostra não pára de secretar o nócar

Conheça o processo de Formação de Pérolas.

Para induzir a formação de pérolas, dá-se o seguinte processo: são produzidas pequenas esferas de madrepérolas torneadas, a partir de moluscos de água doce.

Essas esferas são recobertas com uma camada de epitélio de uma ostra perlífera sadia. São esses núcleos que vão gerar as pérolas. Entretanto, para que esse processo se concretize, o molusco deve ter de três a quatro anos de vida, pois se for muito jovem, ele não suportará a inserção do núcleo.

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Os moluscos preparados são mantidos em cestos ou gaiolas plásticas e mantidos em baias presas a balsas, a uma profundidade de 2 a 6 metros.

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Essas gaiolas são periodicamente retiradas da água e limpas, a fim de controlar seus inimigos naturais, como peixes, pólipos e parasitas. Mas, o seu pior inimigo é mesmo o zooplancton, que quando aparece em grandes quantidades põe em risco culturas inteiras, pois consome grande quantidade de oxigênio da água.

A temperatura da água também é importante para o cultivo das pérolas. Em uma temperatura inferior a onze graus centígrados, os moluscos podem morrer. É por esta razão que no período do inverno as colônias são transportadas para águas mais quentes.

Como você notou, o processo de formação da pérolas requer muito esforço, dedicação e tempo.
Todo esse processo leva, no mínimo, três a quatro anos, tempo necessário para que o núcleo possa ter se desenvolvido.

Cultivos

Introdução do núcleo:

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Corta-se o tecido no lado da ostra

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Faz-se um bolso com uma agulha

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Coloca-se o núcleo dentro da bolsa

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Coloca-se o núcleo na posição própria dentro da bolsa

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Coloca-se um pequeno pedaço de tecido dentro do bolso com o núcleo

Pérolas
Cortando pedaços da ostra que produz a pérola

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Os núcleos são preparados com pedaços de concha de ostras

Pérolas
A instalação do núcleo faz a diferença na qualidade da pérola, mesmo 1mm pode fazer a diferença

Pérolas
Operação de coleta das bolsas

Tipos de pérolas

Existem vários tipos de pérolas desde de a mais tradicional, redonda, até as que se assemelham com um grão de arroz.

Conheça abaixo as principais denominações:

Pérola South Sea
A pérola South Sea é um dos tipos mais cobiçados pelas mulheres, pois são as maiores e mais valiosas que as demais. Cultivadas na Austrália, Indonésia e Filipinas, geralmente elas tem acima de 10mm.

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Pérola Barroca
A ostra envolve o animal ou vegetal com matéria que neutraliza a irritação. Quando o material perlífero é depositado no corpo estranho, ele é inflado na sua forma líquida pelos vários gases expelidos pelo animal ou vegetal em decomposição. O material perlífero ‘distribuído muito irregularmente e de forma desordenada.

O material perlífero desloca-se, deixando o material orgânico já decomposto ficando em seu lugar uma cavidade. Quando as pérolas barrocas são retiradas das ostras elas passam por um processo de preenchimento das cavidades, com um cemento especial, antes de serem montadas em peças de joalheria.

Pérolas

Pérola Blister
Durante o processo de formação da pérola, eventualmente certos movimentos podem expelir a gema depois de estar praticamente formada. Algumas podem cair fora da concha e se perderam para sempre, já outras, até mesmo pelo peso, acabam deslizando para baixo do manto. Quando isso acontece e a gema é gradualmente recoberta por camadas de madrepérola, forma-se a pérola Blister.

Pérolas

Pérola Fresh Water
Muito conhecidas no Brasil, as pérolas Fresh Water são aquelas de formato “arroz”. Em geral as mulheres gostam de usá-las como torses, com vários fios retorcidos, que geram volume e brilho extra.

Pérolas

Pérolas Negras - Naturalmente Perfeitas
Se existe a perfeição, pode ser dizer que esse conceito está representado na pérola negra. Considera a “Rainha das Pérolas”e a “Pérola das Rainhas”, sua tonalidade é tão fascinante que chega a ser hipnotizadora: atrai, encanta, enfeitiça. Mágica e misteriosa, inspira designers e joalheiros do mundo inteiro, que não se cansam de render-lhe tributos.

Pérolas

As pérolas negras vem dos Mares do Sul, das lagunas da Polinésia Francesa. A ostra que produz a pérola é chamada de “Te Ufi”. A denominação “pérola negra” também é usada como sinônimo para “Pérola o Tahiti”, embora existam outras tonalidades, que variam do cinza claro ao negro acinzentado. A de tonalidade negro profundo, encontrada nesse arquipélago, no entanto, é o mais cobiçado.

Fonte: www.ajoia.com.br

Pérolas

HISTÓRIA DAS PÉROLAS

As pérolas possuem uma história de fascinação e riqueza. Antigamente, muito mais do que hoje, as pérolas eram consideradas tesouros com valor inestimável.

Isto porque a produção de pérolas cultivadas começou apenas no início deste século, o que tornou a pérola muito mais acessível. Antes da criação das pérolas cultivadas, as pérolas naturais eram tão raras e tão caras que ficava reservada apenas para membros da nobreza e pessoas muito ricas.

Existem registros de que no apogeu do império Romano, quando a febre de pérolas estava no auge, o general romano Vitellius financiou um exército militar vendendo apenas um dos brincos de pérola de sua mãe.

Ninguém sabe quem iniciou a coleta e uso das pérolas. Acredita-se que tribos antigas, que viviam da pesca, provavelmente no sul da Índia, já utilizavam as pérolas descobertas quando as ostras eram abertas para a alimentação.

De qualquer forma, a reverência pelas pérolas aumentou através do mundo. O livro sagrado da India, cheio de épicos, faz muitas referências às pérolas.Uma das lendas é de que o deus Hindu Krishna descobriu as pérolas quando ele arrancou a primeira do oceano e presenteou sua filha Pandaia no dia de seu casamento.

Pérolas
Jóia renascentista caracterizada pelo uso da pérola barroca.
Jóia de Canning, onde todo o tronco é constituído de uma única pérola barroca, feito em cerca de 1580.

Os romanos e os egípcios valorizavam as pérolas mais do que qualquer outra gema. Para convencer Roma que o Egito possuía uma herança e prosperidade acima de qualquer conquista, Cleopatra apostou com Marco Antônio que ela poderia dar o jantar mais caro da história. Assim, Cleopatra apareceu com um prato vazio e um jarro de vinho ou vinagre. Ela esmagou uma grande pérola de um par de brincos, dissolveu no líquido e tomou. Atônito, Marco Antônio admitiu que ela havia ganhado.

Pérolas
Coroa imperial contruída por Rodolfo II , Sacro Império Romano, 1576.

Os Árabes têm demonstrado enorme fascínio pelas pérolas. A origem de sua afeição por pérolas está no Koran, especialmente com a descrição do Paraíso, que diz: "As pedras são pérolas e jacintos; as frutas das árvores são pérolas e esmeraldas e cada pessoa admitida nas maravilhas do reino dos céus é provido com uma tenda de pérolas, jacintos e esmerald1as, coroado com pérolas de incomparável lustro e é atendido por lindas jovens como pérolas escondidas.

TIPOS DE PÉROLAS

As pérolas podem apresentar-se de diversas cores, formas e tamanhos. Pérolas cultivadas de água doce vem de moluscos exclusivos destas águas e são produzidas no Japão, China e Estados Unidos. As cores destas pérolas são ditados pelo molusco. Branca é a mais comum, seguida da rosa. Outras cores dependem diretamente do tipo de molusco. Pode-se ter colorações mais rosas, azul esverdeada e salmão.

As pérolas de água doce chinesas melhoraram muito a qualidade nos últimos 5 anos e estas pérolas cultivadas são rivais em qualidade das mais caras pérolas naturais que já foram encontradas.

Além destes tipos de pérolas existem as pérolas do mar do sul, conhecidas como South Sea Pearls, produzidas no norte da Austrália e sudeste da Ásia incluindo Mayanmar e Indonésia. A cor destas pérolas varia do prateado ao dourado.

As pérolas do Taiti, também conhecidas como as pérolas negras, crescem nas águas da Polinésia francesa. Sua cor pode variar do cinza ao preto com reflexos vermelhos, verdes ou azuis. A ostra que produz este tipo de pérola pode ser encontrada nas ilhas Cook, Fiji, Tonga, Samoa, Nova Caledônia, Filipinas, Panamá e Golfo do México.

PÉROLAS CULTIVADAS

As pérolas cultivadas representam, hoje em dia, 90% das do comércio total de pérolas. A crescente demanda de pérolas levou o homem a cultivá-la em grandes quantidades.

A origem das pérolas começa quando um grão, como um grão de areia, por exemplo, vai para dentro do corpo da ostra e causa irritação. A ostra então, como defesa, libera uma substância, chamada nácar que se deposita ao redor do grão. As camadas de nacre depositadas no grão formam uma substância lisa e compacta. Após muitos meses ou anos deste processo, a pérola é formada.

Pérolas

As pérolas cultivadas são produzidas da mesma forma que as naturais, porém utilizando uma técnica, que consiste na colocação de um corpo estranho na ostra. Como o processo deixaria de ser produtivo porque a formação de uma pérola grande poderia demorar muito, um "núcleo fabricado" é utilizado, feito com a concha de outro molusco. O inventor desta técnica foi Kokichi Mikimoto, no início do século XX.

Muitas pessoas ainda acreditam, erroneamente, que as pérolas cultivadas são imitações ou pérolas falsas. Na verdade, a pérola cultivada é uma pérola natural que recebe uma "ajudinha" do homem para começar a se formar.

Propriedades físicas das Pérolas

Grupo

Composição

Densidade(g/cm
3)

Dureza (Mohs)

Transparência

Cor

Origem

Índice de refração
PÉROLA

carbonato de cálcio,mat.orgânica

e água (84-92%,4-13% e 3-4%)

2,60 - 2,78

3 - 4

Translúcido a opaco

Creme, dourada, verde, azul, negra

Índia e Sri-Lanka, Austrália

1,52 - 1,66

A origem da palavra pérola vem do latim e seu significado talvez venha de um molusco "perna" ou devido a sua forma esférica "sphaerula". As pérolas são produzidas por moluscos e seu tamanho varia do de uma cabeça de alfinete e o de um ovo de pomba. A maior pérola encontrada pesa 450 quilates.

A pérola se origina de uma reação do molusco a corpos estranhos que penetram no seu interior.

As pérolas cultivadas não são uma imitação, mas sim uma forma do homem colaborar para sua formação natural. A produção das pérolas cultivadas é causada pela introdução de corpos estranhos nos moluscos.

Jazidas

As pérolas de melhor qualidade encontram-se no Golfo Pérsico (pérola do oriente). Existe também extração na Índia e Sri Lanka, na Austrália e na América Central. As pérolas cultivadas são produzidas em larga escala no Japão.

CUIDADOS COM AS PÉROLAS

As pérolas são frágeis e precisam de cuidados especiais para não perderem suas características. Um dos primeiros cuidados é não colocar a sua jóia com pérolas junto com outras jóias, para que não sejam danificadas. É preferível colocá-las em um saquinho, separadas.

A pele de algumas pessoas são mais ácidas do que de outras e, se uma peça é utilizada regularmente, algumas pérolas estarão em constante contrato com a pele, principalmente em colares, na parte de trás do pescoço. As pérolas irão absorvendo a acidez da pele e podem acabar descamando, diminuindo muito de tamanho, além de perder o brilho. Você pode frear este processo limpando as pérolas com um pano macio após usá-las.

Além de frágeis em sua constituição, as pérolas são muito sensíveis a produtos químicos como perfumes, cosméticos, produtos de limpeza, vinagre, limão, etc. O calor e o ar seco também podem estragar as pérolas, tornando-as mais escuras, secas e quebradiças.

Sendo assim, delicada por natureza, deve-se ter um cuidado especial na limpeza:

Nunca use ou exponha as pérolas a detergentes para louça ou limpeza, alvejantes, produtos para limpeza em pó, produtos para fogão ou a base de amônia;

Não utilize escova de dentes ou de polimento e nenhum material abraviso para limpar as pérolas;

Evite expor as pérolas a ambientes secos e nunca coloque-as perto de calor (fogão, fogo, sol);

Tire as suas pérolas quando utilizar cosméticos, produtos para os cabelos, perfumes e quando for tomar banho ou nadar;

Verifique o cordão do seu colar de pérolas periodicamente;

Nunca utilize ultrasom ou limpadorem com vapor;

Prefira utilizar a sua jóia, principalmente colares, com tecidos que não sejam muito ásperos.

Limpando as pérolas

Após utilizar as pérolas, passe um tecido macio, seco ou úmido, para prevenir a acumulação de sujeira e manter a pérola livre do suor, prevenindo a corrosão do nacre. Pode-se utilizar também um pouco de azeite de oliva ou óleo de amendoas de boa qualidade no pano para ajudar a manter o brilho da pérola.

Curiosidades

A pérola é a gema dos amantes. Dizem que foi usada em "poções "do amor por séculos e se usada enquanto estiver dormindo, terá sonhos de romances verdadeiros. Protege a inocência e simboliza a pureza.

mês ............................................ junho
simboliza.................................... amor 
aniversário de casamento........... terceiro aniversário

Fonte: www.escolabellarte.com.br

Pérolas

Considerada a "Rainha das Gemas", a pérola é um verdadeiro presente da natureza: toda a sua beleza aparece no instante em que é extraída da ostra. Ela é a única gema que não necessita lapidação nem polimento, já nasce pronta para ser usada na joalheria. Mas como a sua produção é muito lenta (é preciso esperar que um ser estranho entre no molusco, até este gerar, lentamente, camadas e camadas de nácar, até formar a pérola), o homem resolveu "dar uma mãozinha" à natureza, e passou a cultivá-las. Chamada de pérola natural cultivada, essa gema tem sua formação induzida pelo homem.

Para isso, dá-se o seguinte processo: pequenas esferas de madrepérola são inseridas no interior do molusco, que leva de três a quatro anos para formar uma pérola de bom tamanho. É importante saber que a pérola cultivada é tão natural quanto a original, pois as duas são formadas num processo natural.

Tipos de Pérolas

Akoya

Akoya é a clássica pérola japonesa cultivada, que recebe o nome da ostra que a produz ( Akoya gai ). São propriamente estas as conchas usadas para os primeiros experimentos de cultivo de pérolas mais brilhantes e mais belas do mundo. Pérolas similares, mas não

do mesmo nível de qualidade, são produzidas hoje também na China e Coréia.

Pérola South Seas

A pérola South Seas é um dos tipos mais cobiçados pelas mulheres, pois são maiores e mais valiosas que as demais. Cultivadas na Austrália, Indonésia e Filipinas, geralmente elas têm acima de 8mm.

Pérola Barroca

São chamadas Pérolas Barrocas todas aquelas de formato irregular. Essa forma diferenciada é fruto do mecanismo de defesa da pérola, que expele vários gases que decompõem o seu núcleo, deixando-o oco e irregular. Para que a pérola barroca possa ser transformada em jóia, suas cavidades são preenchidas com um

cemento especial, capaz de garantir uma maior resistência da gema.

Pérola Blister

Durante o processo de formação da pérola, eventualmente certos movimentos podem expelir a gema depois que ela já está praticamente formada. Algumas podem cair fora da concha e se perderem para sempre, já outras, até mesmo pelo peso, acabam deslizando para baixo do manto.

Quando isso acontece, e a gema é gradualmente recoberta por camadas de madrepérola, forma-se a pérola blister.

Mabes ou pérolas cultivadas compostas

A produção de mabe, terminologia japonesa, é baseada no princípio de formação da blister. Mabe é uma pérola blister cultivada sólida. A primeira operação consiste da separação do manto da ostra, para depois fixar um núcleo com formato especial (semi-esférico, coração, gota, oval e outros) na concha.

Este tipo de operação termina em poucos minutos, durante o qual cada ostra pode receber até seis núcleos, três em cada valva. Depois a ostra é recolocada nos cestos e novamente imersa no mar, onde o manto, gradualmente, recupera sua posição para secretar material perlífero nestes corpos estranhos. Após um ano, quando a principal colheita termina, a segunda parte do processo de composição da mabe inicia-se de novo.

Pérolas de Água Doce

As melhores pérolas de água doce são cultivadas no Japão, no Lago de Biwa, e em grande escala na China. Apenas uma ostra pode receber até 10 núcleos de uma só vez, porém o núcleo neste caso é um fragmento do tecido epitelial de uma ostra sadia.

Fonte: www.relojoariauniversal.com.br

Pérolas

As pérolas perfeitas são muito raras e por estarem ocultas no interior das conchas, tornaram-se o símbolo do conhecimento velado e da sabedoria esotérica. São mencionadas, ao longo de milênios, na mística, na religião, na arte, folclore e literatura dos mais diferentes povos.

A cosmogonia dos Ahl-i Haqq, os Fiéis da Verdade no Irã, prega que no início não havia na Existência nenhuma criatura além da Verdade Suprema, única, viva e adorável. Ela morava na pérola onde ocultava sua essência. As ondas do mar a tudo guardavam

Num célebre escrito gnóstico há uma passagem que compara a busca da pérola à da salvação do homem, o seu drama espiritual. Ao encontrar a pérola, o gnóstico completa a tarefa de sua vida. É necessário grande esforço para o conseguir, assim como à verdade e ao conhecimento, pois a pérola se esconde na concha, a concha está no fundo do mar e o mar coberto por ondas.

No texto paleocristão "Physiologus" encontramos um trecho belíssimo que diz: "Há uma concha no mar que leva o nome de concha purpúrea. Ela emerge do fundo do mar . . . abre sua boca e bebe o orvalho do céu e o raio do sol, da lua e das estrelas, e por intermédio dessas luzes superiores produz a pérola".
Escritos cristãos antigos retratam o Cristo como "a grande pérola que Maria carrega".

A pérola é pura e preciosa, porque é retirada de uma água lodosa, de uma concha grosseira, e surge tão bela, tão límpida. Há uma certa aura de magia que a cerca.

A origem mítica mais comum menciona conchas fecundadas através de temporais, pelo trovão, o dragão celestial, e sendo alimentadas pela luz da lua, gerando então a pérola.

Os celtas usavam-nas para energizar um recipiente, conhecido como Vasilha Mãe, que mais tarde foi chamado Cálice Sagrado, fonte da imortalidade.

Poemas épicos indianos como o Ramayana e Mahabarata contém interessantes lendas sobre pérolas: "Após a criação do mundo os quatro elementos honraram o Criador, cada um com um presente. O Ar ofereceu-lhe um arco-iris; o Fogo uma estrela cadente; a Terra um precioso rubi e a Água uma pérola".

Na Índia acreditava-se que as pérolas nasciam na testa, cérebro e estômago dos elefantes (animais sagrados), também nas nuvens, conchas, peixes, serpentes, bambus e ostras. Sendo propriedade exclusiva dos deuses, as pérolas das nuvens irradiavam boa sorte. As pérolas das serpentes possuíam um halo azul e descendiam de Va’Suki, soberano das serpentes. Os mortais muito raramente viam essas pérolas: somente os de grande mérito gozavam de tal privilégio.

Na Malásia acreditava-se que elas nasciam nos coqueiros, enquanto que na China supunha-se que elas cresciam num peixe parecido com a enguia, ou no cérebro do dragão.

Lendas também falavam da pérola que crescia na cabeça do sapo. Shakespeare mencionaria essa crença milhares de anos após, em sua obra As You Like It: "Doce pode ser a adversidade da vida, que como o sapo, feio e peçonhento, na cabeça traz, todavia, uma jóia cingida".

Em sua simbologia a pérola está inegavelmente ligada à lua, à água e à mulher. Nascida das águas, numa concha, representa o princípio Yin, a feminilidade criativa. A semelhança entre a pérola e o feto lhe confere propriedades genésicas e obstétricas. Desse triplo simbolismo (Lua - Água - Mulher) derivam suas propriedades mágicas, medicinais, ginecológicas.

Na Pérsia antiga a pérola intacta era o símbolo da virgindade. O termo "furar a pérola da virgindade" está associado à consumação do matrimônio.

No Oriente é considerada afrodisíaca, fecundante, um talismã.

Na Grécia antiga era sinônimo de amor e casamento.

Na China e Índia é o símbolo da imortalidade, daí o fato de colocarem uma grande pérola na boca do morto, para regenerá-lo e inseri-lo num ritmo cósmico, cíclico, que, à imagem das fases da lua, pressupõe nascimento, vida, morte e renascimento.

Simbolismo forte também é o das pérolas enfiadas em um cordão. É o rosário, o sutratma, a cadeia dos mundos, penetrados e unidos por Atma, o Espírito Universal.

Assim, o colar de pérolas simboliza a unidade cósmica do múltiplo, a integração dos elementos dissociados de um ser na unidade da pessoa, o relacionamento espiritual de universo desequilibrado, da unidade rompida.

Já esteve associada às lágrimas, mas como símbolo da virtude que fortifica os espíritos vitais que nascem do coração. Há um dito muito conhecido por joalheiros da Europa oriental que diz: "As pérolas em que acreditamos nos trazem lágrimas prateadas como a lua, mas são lágrimas de alegria".

Pérolas na medicina popular: A pérola já foi empregada para tratamentos de saúde por diversas culturas, ocupando lugar de destaque na antiga farmacologia. Foram usadas como afrodisíaco e moídas serviam de cosméticos aos antigos egípcios e chineses; aplicadas à pele, mantinham-lhe o resplendor e o brilho sedutor e iridescente da pérola.

Esta serve, na Índia, de panacéia; é boa contra as hemorragias, a icterícia, a loucura, o envenenamento, as doenças dos olhos, a tuberculose etc. Na Europa era utilizada para tratar melancolia, a epilepsia, a demência. A terapêutica hindu moderna utiliza o pó das pérolas por suas propriedades revigorantes e afrodisíacas. Na China, a medicina utilizava unicamente a pérola virgem, não perfurada, que tinha a atribuição de curar todas as doenças dos olhos.

A medicina árabe reconhece na pérola virtudes idênticas. As pérolas queimadas eram usadas nas doenças do coração, dificuldades digestivas, doenças mentais e mau hálito. No tratamento contra enxaquecas, úlceras, cataratas e problemas oculares, os pacientes inalavam pó queimado. Aplicado à pele curava a lepra; aplicado sobre os dentes, como pasta, fortalecia esmalte e gengivas. Julgava-se ainda que era eficiente contra gota, varíola, doenças pulmonares e malária; mas os únicos poderes medicinais cientificamente comprovados da pérola são os de antiácido e adstringente.

Atualmente estão destituídas da área da Saúde no Ocidente, no entanto curandeiros indianos ainda as utilizam em antigos métodos. Na China pode-se encontrar o pó de pérolas. Os comprimidos de pérolas moídas são vendidos em farmácias do Japão como fonte de energia e cálcio.

Fonte: www.joia-e-arte.com.br

Pérolas

Pérolas Japonesas

A Rainha das Gemas

Do subsolo do Brasil extraem-se enormes fortunas em pedras, mas o mesmo não ocorre no Japão, cuja formação geológica vulcânica e relativamente recente resulta num subsolo pobre em cristais e rochas de valor comercial. Entretanto, essa desvantagem natural não impediu que o país também obtivesse riqueza e fama internacional com uma preciosidade: a pérola cultivada.

Curiosamente, apesar de preciosas, as pérolas não são pedras propriamente ditas, já que são resultado de um processo orgânico vivo. Também chamada de a “Rainha das Gemas”, a pérola é a mais antiga pedra preciosa conhecida e já foi tida como a jóia mais cara do mundo devido à raridade com que ela se encontra.

Afinal, antes da criação da pérola cultivada, não se sabia ao certo como a pérola se formava dentro da ostra, e apenas uma em um milhão de ostras tinha uma das tão cobiçadas pérolas. Tida como um misterioso capricho da natureza, uma pérola redonda, grande e brilhante, era tão rara que achar uma significava uma fortuna que mudaria a vida de quem a encontrasse. Por isso, durante milhares de anos, as pérolas foram símbolos da aristocracia e da realeza do mundo. Essa situação só mudaria no século XX, com o advento das pérolas cultivadas.

O Pioneiro Kokichi Mikimoto

Conhecido como “Rei das Pérolas”, Kokicho Mikimoto nasceu na cidade de Toba, na atual província de Mie. Sua família possuía um pequeno negócio de udon (macarrão com caldo japonês) e sendo o filho mais velho, ele estava destinado a continuar com a atividade de seus antepassados. Foi apenas na casa dos 30 anos, já casado e com filhos, que Mikimoto se interessou por pérolas – mais especificamente pelos experimentos para a criação de pérolas cultivadas.

Contemporâneos de Mikimoto, o biólogo Tokichi Nishikawa e o carpinteiro Tatsuhei Mise descobriram, um independente do outro, a base da cultura de pérolas, que era a inserção cirúrgica de um núcleo de metal dentro de uma ostra, para que ela forme uma pérola com a lenta liberação de uma secreção nacarada que cobrirá o núcleo. Nessa época (final do século XIX), embora se conhecesse a base do processo que forma a pérola dentro de uma ostra, não havia um processo que efetivamente permitisse o cultivo de pérolas de qualidade em escala.

Determinado a criar o processo de cultivo propriamente dito, Mikimoto fez experimentos durante anos, para encontrar desde o material mais adequado para o núcleo até o local mais adequado para as ostras ficarem no mar. Na base da tentativa e erro, ele usou de tudo: areia, barro, madeira, vidro e metais como núcleos. Ele perdeu anos de trabalho com a praga da maré vermelha, uma doença que mata ostras aos milhões. Endividado, Mikimoto chegou a ter de ir trabalhar em Hokkaido para levantar dinheiro.

Tanta obstinação gerou frutos. Mikimoto acabou obtendo os melhores resultados com ostras enxertadas com núcleos feitos de conchas de mariscos americanos, e na costa de Toba encontrou o melhor local para o longo repouso das ostras, que precisam estar vivas para produzir pérolas. A primeira “colheita” de Mikimoto foi de meras cinco pérolas de boa qualidade para 800 mil ostras enxertadas – ainda assim uma média mais alta que a natural, de uma pérola para cada milhão de ostras.

Mikimoto abriu sua empresa em 1893. além de aperfeiçoar o cultivo de pérolas, ele investiu no ramo joalheiro, enviando funcionários à Europa para aprender confecção e design de jóias. Em 1907, Mikimoto abriu sua primeira joalheria em Tokyo, e em 1911, a primeira filial no exterior, em Londres. Hábil homem de marketing, Mikimoto promoveu as pérolas japonesas no exterior expondo grandes estruturas, como a réplica do Sino da Liberdade dos Estados Unidos, e representando personalidades com suas criações, como o inventor Thomas Edson. Mikimoto cunhou a frase “meu sonho é colocar um colar de pérolas no pescoço de cada mulher deste mundo”.

Antes da Segunda Guerra, Mikimoto possuía filiais em Londres, Nova York, Los Angeles, Xangai, Bombaim e Paris. Com a Guerra, ele foi obrigado a fechar as filiais e nos duros tempos de reconstrução, mesmo com idade avançada, ele voltou a enxertar e cuidar das ostras com as próprias mãos. Em 1954, Mikimoto faleceu aos 96 anos, tendo reerguido a indústria das pérolas que ele mesmo criou. Sua esposa, Ume Mikimoto, sua principal colaboradora e mãe de seus cinco filhos, faleceu antes de ver o sucesso do marido. Além de trabalhar, cuidar da casa e da família, Ume participou ativamente do longo e complexo cultivo de ostras, fato este que Mikimoto fez questão de lembrar re divulgar durante toda sua vida.

Mikimoto é um divisor de águas no que se refere a pérolas. Com ele, criou-se efetivamente a pérola cultivada, o que tornou uma jóia rara acessível no mundo inteiro, embora pérolas continuem sendo caras e belas. Atualmente, todas as jóias adornadas com pérolas são do tipo cultivado e embora haja hoje pérolas cultivadas de outras partes do mundo, Mikimoto tornou a pérola um sinônimo de Japão.

As Sereias de Toba

Muito antes de Mikimoto criar suas pérolas cultivadas, as águas da região de Toba já eram dominadas pelas ama-san (em ideogramas kanji, escreve-se umionna – mulher do mar). As ama-san são mulheres mergulhadoras treinadas desde pequenas para pegar ostras, equipadas apenas com coragem e fôlego.

Vestidas com uma folgada combinação branca, um lenço branco na cabeça e uma máscara de mergulho, elas coletam ostras no fundo do mar e as colocam em tinas de madeira que ficam boiando na superfície.

Curiosamente, trata-se de uma atividade tradicional, que é feita da mesma maneira há séculos, tanto que as ama-san são partes importantes de um festival em julho: o Shirongo Matsuri, ocasião em que elas competem para pegar a primeira ostra da temporada, que será ofertada ao templo Shirongo, numa cerimônia para que os pescadores tenham segurança no mar e que a pesca seja farta durante o ano. Ainda hoje, existem cerca de mil ama-san em atividade no Japão.

Pérolas de Todos os Tipos

Todas as pérolas são resultantes de uma reação natural da ostra de um corpo estranho que entrou em sua membrana epitelial. O corpo estranho causa irritação à ostra, que passa a liberar uma secreção calcificante que visa isolar o corpo estranho de seu organismo. Essa secreção é nacarada, e vai gerar uma calcificação similar a parte interna da concha da ostra (assim, se a parte interna for rosada, a pérola ficará rosada; se for cinza, a pérola ficará acinzentada, etc.). o formato e o tamanho da pérola varia de acordo com a forma do corpo estranho, o tempo que ele permanece na ostra, além de outras condições do meio ambiente.

Hoje existem basicamente dois grandes tipos de pérolas: as naturais e as cultivadas. A diferença básica é que a primeira é produzida pelo acaso, ou seja, um corpo estranho entrou numa ostra e, após alguns anos, a calcificação desse corpo estranho gerou uma pérola. Via de regra, as jóias antigas (feitas até o fim do século XIX) possuem pérolas naturais.

É comum que elas não sejam perfeitamente redondas, nem tenham o mesmo tamanho ou sejam até tortas (caso em que são chamadas de “pérolas barrocas”). As pérolas cultivadas são as geradas pela interferência do homem, ou seja, aquelas em que o corpo estranho que chamamos de núcleo foi deliberadamente colocado na ostra. Esse núcleo, que geralmente é uma bolinha feita da concha de outra ostra ou molusco (madrepérola), é inserido na ostra com uma rápida cirurgia. Em seguida, a ostra enxertada é recolocada no mar, onde ficará de 3 a 20 anos para produzir uma pérola.

Praticamente quase todas as jóias feitas não séc. XX e atualmente são de pérolas cultivadas. As pérolas cultivadas são divididas em dois tipos: as de água doce e as de água salgada, dependendo de que tipo de ostra se trata. No Japão, as ostras de água salgada são tipo Akoya, que produz belas pérolas brancas, mas são muito frágeis. Metade das ostras Akoya não sobrevive ao processo de implante do núcleo, e das que sobrevivem cerca de 40% vão produzir pérolas comercializáveis, sendo menos de 5% delas de alta qualidade. As ostras de água doce Biwa são originárias da China e são também usadas no Japão no cultivo de pérolas.

Outros grandes centros de produção perlífera atuais são o Pacífico Sul (Austrália e Sudeste Asiático), China e o Taiti, onde a ostra de águas salgadas tropicais Pinctada Margaritafera produz pérolas negras.

Simbologia e Curiosidades

Refinamento, elegância, romantismo, riqueza e poder são idéias ligadas às pérolas ao longo dos séculos e nas mais diferentes civilizações.

Muitos registros escritos descrevem o apreço da humanidade pelas pérolas desde a antiguidade. Um dos mais famosos é o célebre banquete dado por Cleópatra a Marco Antônio, para convencer Roma de que o Egito tinha tradição e riqueza imbatível pela simples conquista militar. Durante o jantar que foi considerado o mais caro da história, Cleópatra esmagou duas grandes pérolas que usava como brinco, dissolveu-as numa taça de vinagre e as bebeu diante do impressionado general. O historiador e escritor romano Plínio estimou as pérolas em 60 milhões de sestércios (cerca de 9 milhões e 375 mil dólares atuais).

Na Europa, durante a Idade Média, em especial nos séculos XIII e XIV, muitos países proibiam por lei que pessoas comuns usassem pérolas, reservando-as somente à aristocracia. Quando as leis discriminatórias foram abolidas após a Revolução Francesa, as pérolas passaram a ser consideradas perfeitos presentes de noivado e casamento, por inspirar beleza e inocência. Essa mesma idéia romântica fez com que modernamente as pérolas se tornassem o presente ideal para as mães.

Uma das grandes personalidades do séc. XX, cuja vida foi marcada por glorias, tragédias, riqueza e política, fez das pérolas sua marca registrada. Jacqueline Kennedy Onassis, um ícone de elegância moderna, usava quase sempre o famoso colar de três voltas e um par de brincos solitários de... pérolas, obviamente.

Fonte: www.culturajaponesa.com.br

Pérolas

As pérolas são as gemas orgânicas mais importantes da atualidade.

São produzidas por moluscos de água doce ou salgada, são compostas por nácar e se originam do resultado de uma reação contra corpos estranhos que penetram nas conchas.Estes moluscos liberam secreções de nácar para se protegerem e desta reação se forma a pérola.

A crescente demanda por pérolas levou o homem a cultivá-las em grandes quantidades chegando na atualidade, a mais de 90 % do comércio total de pérolas.Tal técnica moderna de cultivo de pérolas data de 1893 quando o japonês K.Mikimoto conseguiu pérolas semi- esféricas, pois desde o século XIII produzia-se imagens de Buda no interior de conchas através da liberação de nácar sobre imagens de chumbo.

Juntamente com os diamantes as pérolas são altamente comercializadas e usadas em grande escala na indústria joalheira e o homem as utiliza como adorno há 6000 anos.

Nas fazendas de cultivos de pérolas há vários fatores que influenciam a formação das pérolas, desde a temperatura da água, profundidade, alcalinidade da água,estação do ano, dentre outros.

O tamanho e a qualidade de uma pérola depende do núcleo que penetrou na concha naturalmente ou artificialmente ( perola cultivada), da temperatura da água, da localização do núcleo no molusco, do tempo que a pérola permaneceu no interior da concha e do tipo de pérola que recebeu o núcleo.

Uma boa pérola fica no interior de uma concha até se formar com qualidade por volta de 2 à 3 anos.

Identificar uma pérola natural ou cultivada é muito difícil pois a aparência é a mesma, somente testes específicos podem atestar a origem da pérola.

O Japão e principalmente a China são na atualidade os maiores produtores de pérolas.

Os tipos mais comuns de pérolas são:

1. Pérolas dos Mares do Sul (South Sea) - muito procuradas, de ótima qualidade e preço elevado.Seu tamanho inicial é 10 mm sendo que sua média é de 11 à 14 mm. São encontradas nas cores branca, dourada, marrom ou preta.

2. Pérolas do Tahiti - pelo fato do Tahiti ser um grande produtor de pérolas negras cultivadas, elas são conhecidas com esta denominação. Uma outra cor de pérola não deve ser chamada de “pérola do Tahiti”.As pérolas negras são aceitas em tons que vão de cinza escuro, verde escuro, marrom escuro ao negro.

3. Pérolas Barrocas - são pérolas de forma irregular podendo provir de água doce ou salgada

4. Pérolas Arroz - são pérolas de formato alongado e irregular com tamanho que se assemelha a um grão de arroz. São cultivadas em água doce e muito utilizadas no mercado de adornos devido ao seu baixo preço.

5. Pérolas de Água Doce - Muito comuns, possuem diversos formatos e cores, não existem na cor negra e se encontradas, estas são tingidas ou irradiadas.

O mercado produtor de pérolas melhora a qualidade das pérolas através de:

1. branqueamento das cores pois quanto mais “brancas”as pérolas forem, mais valiosas elas são.

2. tintura - mudar a cor da pérola, pode ser feito na superfície ou no núcleo antes
deste ser nucleado no molusco.Se bem feito é uma técnica estável para se obter
a cor na pérola mas pode desbotar se irresponsavelmente utilizado.

3. irradiação - certos tipos de pérola podem se tornar negras se expostas a
raios gama.

Fonte: www.kdujoias.com.br

Pérolas

Designa-se por pérola, qualquer concreção nacarada ou de outra natureza que se encontra em diversas espécies de moluscos bivalves, univalves, marinhos ou de água doce. A pérola é uma gema de origem orgânica e produzida no fundo das águas. Foi sem dúvida das primeiras a ser usada pelo homem como ornamento e adorno, ao encontrá-la dentro dos moluscos de que se alimentava (Pré-História). Embora muitos moluscos produzam pérolas, somente as ostras perlíferas que pertencem ao género Pinctada e que vivem em águas marinhas, são apreciadas em joalharia e têm verdadeiro valor.

A ostra perlífera é um molusco da classe dos Lamelibrânquios ou bivalves, sendo das mais procuradas a Pinctada Margaritífera, a Pinctada Martensi e a Pinctada Fucata, estas formam grandes bancos naturais em zonas de águas tropicais onde se pescam por diversos procedimentos.

A Pinctada Fucata atinge os 12cm de diâmetro e encontra-se em importantíssimos bancos no Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Sri-Lanka proporcionando pérolas de inegualável qualidade. A Pinctada Margatífera, ostra de grandes dimensões, pode medir até 20 cm de diâmetro, também se encontram no Golfo Pérsico, Austrália, México, etc.

A Pinctada Martensi é uma ostra de pequeno tamanho, cerca de 7cm, e encontra-se no Japão. É nos mares da Austrália e Birmânia que se desenvolve a Pinctada Máxima, ostra que alcança os 30cm de diâmetro e produz das maiores pérolas do mundo, em lindíssimos tons de cor dourada e prateada.

A vida de uma ostra perlífera começa com o depósito dos óvulos e espermatozóides no mar sendo animais gregários, óvulos e espermatozóides caem em zonas muito definidas e a possibilidade de fertilização é muito elevada. Depois de 24h o ovo fertilizado começa a desenvolver uma pequena concha bivalve que continua a ser livre e flutua arrastada pelas correntes marinhas. Uma semana depois já está em condições de se fixar a alguma "rocha".

O seu crescimento nos primeiros dois anos é muito rápido e a partir daí tem de encetar autênticas batalhas com os inimigos de sempre - Estrelas do mar, raias, esponjas, etc.

Biologicamente, o processo de formação de uma pérola é semelhante ao de formação da capa interna da concha e surge por reação defensiva, ao isolar parasitas (Ácaro etc.) e também todo e qualquer corpo estranho animado ou inanimado, introduzido dentro dos seus tecidos ou ainda por alteração metabólica, funcional ou acidental da própria ostra.

O material que envolve o intruso e que é segregado pelo animal constitui o "nácar" (conquiolina e carbonato de cálcio) que forma a pérola mais ou menos esférica.

As pérolas barrocas são também originadas num saco perlífero mas apresentam formas irregulares ; as chamadas "Aljofras" são pérolas muito pequenas que pesam sempre menos de 1/4 de grão, medida de peso atualmente muito pouco utilizada mas que na Antiguidade se baseava no peso de 1 grão de trigo (0,0125 g).

Os moluscos bivalves são animais de corpo mole, protegidos por duas válvulas articuladas por uma charneira com uns potentes músculos que as mantêm unidas possuem um pé que por contração muscular auxilia a sua locomoção pelos fundos do mar e uma glândula que segrega uma substância denominada " Biso " que lhes permite fixar-se nas rochas.

É no "manto", que se encontra no interior da concha que se produz uma substância orgânica conhecida por conquiolina (C H O) e carbonato de cálcio que são juntamente com a água os constituintes da pérola, 85% de carbonato de cálcio em forma de aragonito, 12% de conquiolina e cerca de 3% de água.

Muitas são as teorias que explicam a cor das pérolas. A primeira e mais conhecida define a relação entre reflexão e refracção da luz sobre as capas de Nácar, outra pela existência de pigmentos contidos na concha, também a frequente afinidade com a cor do molusco, a natureza das águas e dos fundos onde vive o animal e sobretudo pela classe de fitoplacton de que se alimenta.

De cor geralmente branca, apresenta-se em tons de creme, verdes, amarelados, azuis, rosas, negro intenso e prateado, porém a sua cor dourada bem definida é a mais apreciada e dispendiosa.

A sua dureza é relativamente baixa 2,5 a 4,5 na escala de Mohs. O seu peso específico, também variável , depende das proporções dos seus constituintes evoluindo entre 2,40 a 2,85. São necessários alguns cuidados ao manusear esta gema preciosa, pois pode envelhecer, tomando um aspecto lenhoso devido a rugas ou fissuras na sua superfície ou inclusive morrer escurecendo a sua cor e perdendo toda a sua beleza (brilho ou oriente).

Atmosferas muito secas, perfumes e lacas muito fortes, a própria acidez do suor e o roçar contra materiais mais duros podem ser fatais para a Nossa Pérola.

Está sujeita a tratamentos e operações que melhoram o seu aspecto e propriedades os mais frequentes são os tingimentos ou o branqueamento que lhes modifica a cor ou lhes retira tons desagradáveis. Também são expostas a radiações gama obtidas a partir de cobalto 60 (Co).

O branqueamento realiza-se com água oxigenada de 10 volumes durante 15 dias a uma temperatura de 40º a que se segue uma exposição à luz do sol ou luz ultra-violeta (este tratamento não pode ser identificado).

As pérolas do género Pinctada Martensi são apanhadas no Golfo Pérsico desde o Ano 300 Antes de Cristo; a melhor época para o mergulho vai desde Maio a finais de Setembro. Nos anos 30 deste século existiam nesta zona 600 barcos chamados “Dhows“ que davam trabalho a 60 000 homens com idades entre os20 e os 70 anos. Depois da 2ª Guerra Mundial a dimensão das pescarias diminuiu e após a Guerra do Golfo o impacto da queima do petróleo comprometeu seriamente o trabalho de ainda umas largas centenas de pessoas. O material e a técnica empregues por estes mergulhadores não se modificou muito dos anteriores.

Levando um saco de rede à cintura, fixam os pés numa pedra com o peso de cerca de 22Kg que é devidamente atada numa das extremidades duma corda e iniciam a descida a uma profundidade entre 9 a 27m. Não demoram mais de 90 segundos , então puxam energicamente uma 2ª corda que os traz de volta à embarcação e isto repete - se para cada um deles cerca de 30 vezes por dia .

Mergulhadores e marinheiros recebem uma percentagem das pescas , embora os marinheiros recebam metade dos mergulhadores .Podemos ainda hoje assistir às famosas pescarias no Golfo de Manaar (entre o Sri-Lanka e a parte sul da Índia ) conhecidas há mais de 2 500 anos . Curioso de ver é o processo de recuperação das pérolas contidas nas ostras através do apodrecimento destas e das lavagens de limpeza posteriores .

Depois das gemas recuperadas , são vendidas em leilão em lotes muito apreciados por numerosos compradores .Devido à sua extraordinária beleza e popularidade , não é estranho que se tenham levado a cabo algumas experiências para estimular os moluscos a produzir pérolas ; estas tentativas contam com vários séculos de História , pois a inserção de objetos entre a concha e o manto nos moluscos produtores de pérolas , é uma prática muito antiga e tem as suas origens num chinês que viveu em Hou - Tchen - Fou no século XIII .

Durante séculos os chineses colocaram especialmente figuras metálicas de Budas num molusco de água doce ( Cristaria Plicata ) .Mais tarde , na última década do século passado , um vendedor ambulante chamado Kokichi Mikimoto apaixonou - se tanto por pérolas que iniciou experiências com o cultivo de pérolas semi - esféricas do tipo Blister .

Em 1916 Mikimoto conseguiu uma patente para o seu método de fabricação de pérolas esféricas ; falecendo em 1955 com a idade de 96 anos , era o Presidente de uma poderosa organização unifamiliar fruto de uma política disciplinada e inteligente , baseada na união das principais famílias produtoras de pérolas cultivadas .Hoje em dia os maiores centros de cultivo de pérolas são o Japão e a Austrália ; sem dúvida uma Arte que representa uma importante fatia económica para estes 2 países e também um bom investimento para os apaixonados desta excelente gema.

JOSÉ BAPTISTA

Fonte: www.apgemologia.org

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