Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Litosfera  Voltar

Litosfera

 

FORMAÇÃO E ESTRUTURA INTERNA DA TERRA

No início, a Terra era um corpo celeste homogêneo, no qual os materiais se distribuíam uniformemente em todo o globo. Entretanto, devido a violenta colisão sobre a sua superfície de numerosos corpos celestes de diversos tamanhos (meteoritos), compostos de rochas e gelo, que ainda hoje orbitam o Sistema Solar, a Terra aumentou sua temperatura. Um asteróide em movimento contém grande quantidades de energia cinética, e quando ele colide contra alguma estrutura (no caso a Terra primitiva) a maior parte de sua energia de movimento é convertida em calor. Uma outra fonte de calor para o aquecimento do planeta foi provavelmente o decaimento de elementos radioativos (como por exemplo o Urânio). Átomos de elementos radioativos desintegram-se espontaneamente através da emissão de partículas subatômicas. Quando estas partículas são absorvidas pela matéria ao redor, sua energia de movimento é transformada em calor.

Quando essa elevação na temperatura se processou, uma grande parte do planeta fundiu e os constituintes materiais tornaram-se diferenciados, isto é, os materiais mais densos foram separados e concentrados no núcleo e os materiais mais leves foram trazidos para próximo da superfície. Deste modo, a Terra, que era inicialmente um corpo celeste com o mesmo tipo de material em todas as profundidades, foi convertida em um corpo estratificado em camadas concêntricas, com um núcleo constituído pelos elementos mais densos, uma crosta superficial composta de materiais leves, e entre eles, o manto com os materiais de densidade intermediárias.

Litosfera
Estrutura da Terra em camadas concêntricas.
Fonte: National Aeronautics and Space Administration (NASA)

Três séculos atrás, o cientista inglês Isaac Newton calculou, a partir de seus estudos de planetas e da força de gravidade, que a densidade média da Terra é duas vezes maior que aquela das rochas superficiais, e portanto, concluiu que o interior do planeta deveria ser a maior parte composto de materiais muito densos.

Nosso conhecimento da estrutura interna da Terra tem melhorado desde os tempos de Newton, mas sua estimativa da densidade permanece essencialmente correta. Nossas informações atuais baseiam-se em estudos do padrão e características das ondas de terremoto que viajam através do planeta, bem como de estudos experimentais de laboratório em rochas e minerais submetidos a elevadas temperaturas e pressões. Outros importantes dados sobre o interior da Terra chegam até nós a partir do estudo de materiais encontrados entre 50-100 Km de profundidade, trazidos para a superfície por processos vulcânicos e orogênicos, proporcionando uma amostragem do tipo de rochas que existem na crosta e no manto superior, e permitindo fazer inferências em torno das propriedades químicas e físicas da Terra nesses locais. Estudos do movimento da Terra no Sistema Solar, seu campo magnético e gravitacional, e o fluxo de calor interno do planeta também contribuem para o avanço do conhecimento em torno da estrutura interna da Terra.

As camadas internas da Terra são classificadas com base tanto na composição química como nas propriedades físicas que elas apresentam:

Litosfera
Diagrama mostrando a estruturação interna Terra.
Fonte: U.S. Geological Survey

A estrutura interna da Terra baseada na composição química

Quando a Terra primitiva fundiu, os materiais menos densos ascenderam para a superfície formando a camada composicional mais externa da Terra, denominada de crosta. Esta camada contém os materiais relativamente mais leves e com baixas temperaturas de fusão. que constituem diversos compostos de sílica, alumínio, cálcio, magnésio, ferro, sódio e potássio combinados com o oxigênio.

A crosta pode ser subdividida em duas porções bastante diferentes: a crosta continental e a crosta oceânica. A crosta continental é mais espessa (com média em torno de 75 Km); é composta por rochas "graníticas" menos densas (2,7 g/cm3); é fortemente deformada; e, inclui as rochas mais antigas do planeta (com bilhões de anos em idade). Por contraste, a crosta oceânica é menos espessa (com média ao redor de 8 Km); é composta por rochas vulcânicas densas chamadas de basalto (3,0 g/cm3); é comparativamente menos deformada; e, geologicamente mais jovem (200 milhões de anos ou menos em idade). A base da crosta assinala uma mudança na proporção de vários elementos que compõem as rochas, mas não uma variação nas propriedades físicas.

A camada situada abaixo da crosta é chamada de manto. Ele é constituído pelos materiais de densidade intermediária deixados na porção mediana da Terra após os materiais mais pesados terem mergulhados para o centro do planeta e os materiais mais leves terem ascendido para a superfície. Esta zona possui em torno de 2.900 Km de espessura e constitui 82% do volume e 68% da massa da Terra. Os primeiros 700 km são denominados de manto superior, enquanto que os 2.200 km restantes são chamados de manto inferior. O manto é composto por rochas formadas por compostos de oxigênio com ferro, magnésio e sílica. Devido a pressão das rochas sobrepostas, a densidade das rochas mantélicas aumentam com a profundidade desde 3,2 g/cm3 na sua porção mais superior até próximo de 5 g/cm3 próximo do contato com o núcleo.

O núcleo terrestre, composto basicamente por ferro, é a massa central do planeta com aproximadamente 7.000 Km de diâmetro. A sua densidade aumenta com a profundidade, mas a média fica em torno de 10,8 g/cm3. O núcleo compõem somente 16% do volume da Terra, mas, devido a sua elevada densidade, é responsável por 32% da massa do planeta.

A estrutura interna da Terra baseada nas propriedades físicas

As propriedades físicas (ou mecânicas) de um material nos informa como ele responde a aplicação de uma força, se é um material resistente ou frágil, e se o material é um líquido ou um sólido. A camada externa rígida, resistente e sólida da Terra é denominada de litosfera, e inclui a crosta e a porção mais externa do manto superior.

A litosfera terrestre varia grandemente em espessura, desde próximo aos 10 Km em algumas áreas oceânicas até mais de 300 Km em algumas regiões continentais.

Abaixo da litosfera, ainda no manto superior, existe uma grande zona no qual a temperatura e a pressão são muito elevadas, assim que parte do material está parcialmente fundido, ou está muito próximo ao estado de fusão. Nestas condições, as rochas perdem muito da sua resistência e tornam-se plásticas e fluem vagarosamente. Esta zona é conhecida como astenosfera .

O limite entre astenosfera e a litosfera é assim, mecanicamente distinto, isto é, compreende o limite entre materiais sólidos e plásticos, mas não corresponde a mudanças fundamentais na composição química. O fato destas duas zonas possuírem diferentes resistências determina que a litosfera tende a comportar-se como uma camada rígida e frágil, enquanto que a astenosfera flui como um sólido dúctil, quando ambas são sujeitas a ação de forças.

A região entre a astenosfera e o núcleo, incluindo aí a porção basal do manto superior e todo o manto inferior, é conhecida por mesosfera. As rochas situadas nessa região são mais resistentes e mais rígidas. Isto deve-se ao fato que nestas profundidades as elevadas pressões compensam as altas temperaturas, forçando as rochas a serem mais resistentes do que na astenosfera sobreposta.

O núcleo terrestre é subdividido em duas porções distintas com base no comportamento mecânico: um núcleo externo líquido e um núcleo interno sólido.

O núcleo externo tem uma espessura aproximada de 2.270 Km comparado com o muito menor núcleo interno, com um raio de somente 1.200 Km. O núcleo é extremamente quente, e a perda de calor e a rotação da Terra provavelmente promove a circulação do núcleo externo líquido, gerando o campo magnético terrestre.

Fonte: www.vulcanoticias.hpg.ig.com.br

Litosfera

A Dinâmica da Litosfera

A crosta terrestre ( Litosfera ) possui uma espessura que varia de 5 km no fundo dos oceanos (crosta oceânica - SIMA), a 70 km nos continentes (crosta continental ou SIAL).

Apesar de a crosta terrestre ser relativamente fina, foram necessários alguns bilhões de anos para que ela começasse a se consolidar. Na litosfera encontram-se recursos minerais, fontes de energia, águas de superfície e subterrâneas e os solos. A compreensão de determinadas partes deste ambiente, como os solos, as águas correntes, a estrutura e as formas do relevo, são importantes para o planejamento territorial, pois para o crescimento da cidade, a construção de uma hidrelétrica, a abertura de uma estrada e até mesmo para que a edificação de conjuntos residenciais ocorram de maneira favorável, é fundamental que se conheçam os tipos de rochas e a forma como ocorre a sua disposição no subsolo.

A litosfera está em permanente transformação desde o início de sua formação, há bilhões de anos.

Litosfera é a camada da Terra localizada na parte externa, é constituída por rochas e solo de níveis variados e composta por grande quantidade de minerais.

Também denominada crosta terrestre, a litosfera possui espessura de 72 km abaixo dos continentes, o que leva o nome de crosta continental, e espessura de 8 km abaixo dos oceanos, o que leva o nome de crosta oceânica, que é mais densa por causa da grande quantidade de ferro que contém.

As rochas que constituem a litosfera podem ser:

Rochas magmáticas: Também conhecidas como rochas ígneas, são formadas pelo magma localizado abaixo das rochas que se solidificam.
Rochas sedimentares:
São formadas pela falta de detritos provocados por ações erosivas.
Rochas metamórficas:
São formadas por rochas magmáticas e sedimentares que sofreram alterações.

São duas fontes energéticas que conferem uma dinâmica à litosfera: uma de forças internas ou endógenas e outra, de forças externas ou exógenas.

Curiosamente essas forças são contrárias entre si. É como algo que é construído por um conjunto de forças passa a ser imediatamente destruído por outro. A partir do núcleo e do manto, são exercidas fortes pressões que ocasionam alterações na estrutura da litosfera.

Assim, as forças do interior da Terra criam formas estruturais, como, por exemplo: uma montanha. Já as forças externas têm início na energia solar, que, ao penetrar na atmosfera, desencadeia processos, como os ventos, as chuvas ou a neve; responsáveis pelo desagaste e por esculpir as formas estruturais do relevo.

O material constituinte do núcleo e do manto possui características físicas e químicas específicas. O movimento desse material é refletido na litosfera de forma dinâmica e envolve terremotos, vulcanismos , formação de montanhas, dobramentos, entre outros.

A teoria que melhor se aplica ao dinamismo da crosta terrestre é a teoria da tectônica de placas, onde a litosfera é concebida como que formada por uma série de blocos ou placas de diferentes dimensões. As placas não são fixas e movimentam-se sobre o manto, principalmente no sentido horizontal.

A área de contato de uma placa com outra é marcada por uma forte atividade sísmica, pois a grande pressão que uma placa exerce sobre a outra é capaz de gerar uma enorme quantidade de energia, traduzida principalmente pelos terremotos.

Associado aos limites das placas, temos também a presença de cadeias montanhosas e fossas tectônicas, além de dorsais mesoceânicas. A superfície terrestre está em permanente deriva.

Com isso, os continentes se deslocam, ao mesmo tempo que o fundo de certos oceanos se alarga (Atlântico) ou se estreita (Pacífico).

Como a Litosfera esta dividida em várias placas ( tectônicas ), o Brasil esta sobre a Placa Tectônica Sul Americana, que está em movimento, como as demais placas em que se divide a litosfera . O movimento produz tremores de terra, vulcanismo e elevação de montanhas na região andina, além de alterar a estabilidade de terrenos em seu interior, que inclui todo o Brasil.

O homem sempre buscou explicar os fenômenos naturais, para tal criaram as teorias evolutivas, as mais importantes são a Teoria de Gaia, a Teoria da Deriva Continental e a Teoria das Placas Tectônicas.

Teoria de Gaia

Esta teoria consiste em afirmar que o nosso planeta possui uma dinâmica própria como os seres vivos.

Teoria da Deriva Continental

Esta Teoria foi elaborada por Alfred Wegener a partir da observação do planisfério. Wegener observou que as costas da Africa se encaixavam perfeitamente nas costas da América do Sul, a partir daí, Wegener começou a encaixar os outros continentes formando um planeta primitivo com um super continente(pangéia) e um único oceano (panthalasa).

OBS: A Teoria de Wegener não pode ser comprovada na época, já que não havia recursos para datação de rochas.

Teoria das Placas Tectônicas

Esta teoria consiste na ratificação da teoria de Wegener, porém utiliza-se de um método científico, como a graduação ou mensuração do carbono radioativo.

OBS: As regiões de maior atuação das placas tectônicas são as regiões localizadas nas bordas das placas, é ai então que encontramos as cadeias montanhosas, os vulcões e os tremores de terra.

As formas de relevo são resultantes de processos endógenos ( internos ) e exógenos(externos), isto é, que se originam tanto no interior, como na superfície da crosta terrestre, e que estão em constante evolução. Pelo movimento das placas tectônicas, podemos compreender a origem dos vulcões e as zonas mais sujeitas a terremotos, bem como o processo de formação das grandes cadeias de montanhas como os Andes, os Alpes ou o Himalaia.

Para prever o que pode acontecer daqui para a frente, pesquisadores brasileiros( UNESP - Prof. Yociteru Hasui ) estudaram os movimentos da Terra nos últimos 15 milhões de anos no Sudeste brasileiro. Apoiados na teoria das placas tectônicas e da deriva continental, que hoje norteia as Geociências, eles acumularam dados que mostram o passado e o presente, além de delinear o futuro geológico da região.

Esses resultados desta pesquisa ajudam a garantir a estabilidade geológica de obras – especialmente rodovias, túneis, hidrelétricas e usinas nucleares – e a prever fenômenos perturbadores, como os deslizamentos de encostas, além de fornecer pistas para a descoberta de jazidas minerais e de água.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Litosfera

Litosfera
Litosfera

O que é

Camada exterior da Terra, também denominada geosfera, constituída por rocha dura e quebradiça. Incluindo toda a crusta terrestre e uma parte do manto superior, apresenta uma espessura que varia desde menos de 50 a mais de 125 quilómetros, com uma média de cerca de 75 quilómetros.

A litosfera é a camada mais sólida do planeta, possui rochas e solo. No planeta terra chamamos essa confluência de rochas e solo de crosta terrestre. A litosfera faz parte dos três grandes ambientes físicos da terra, está junto com a hidrosfera e a atmosfera. Basicamente podemos definir como um dos suportes da vida.

Por baixo da litosfera encontra-se a astenosfera, uma camada plástica do manto superior.

É importante recordar que a crusta e o manto diferem na resistência das rochas e não na sua composição. A diferença de resistência entre as rochas da litosfera e da astenosfera é função da pressão e da temperatura. A uma temperatura de 1300 oC e a uma pressão a 100 quilómetros de profundidade, as rochas de todas as espécies perdem resistência e tornam-se deformáveis.

Estes valores verificam-se nas zonas oceânicas ou, como é chamada, na litosfera oceânica. Na base da litosfera continental estas alterações verificam-se à profundidade de 200 quilómetros. A causa da diferença entre estes dois comportamentos da litosfera deve-se aos diferentes gradientes geotérmicos.

A litosfera está presente desde o ponto mais alto do planeta até o seu ponto mais profundo. A litosfera é composta de rochas metamórficas, sedimentares e ígneas. Nas partes mais continentais da terra a litosfera é composta rochas graníticas. Essas rochas graníticas são bastante ricas em alumínio e silício. O alumínio e silício compõem a crosta continental que é chamada de sial.

As regiões oceânicas também tem suas características próprias suas rochas são em grande parte basálticas, que por sua vez, também recebe um nome especial crosta oceânica e são compostas pelo silício e magnésio e compõem a sima.

O que é mais legal em relação ao estudo da litosfera é que ela está sempre em mudança, isso por que diversos tipos de ações podem contribuir para essa mudança de características. As ações que mudam a litosfera podem ser causadas por agentes internos ou externos. Os agentes internos como falhas e dobramentos também contribuem para essa mudança.

Para que fique mais claro podemos definir que a litosfera é a camada da terra que fica mais externa, ela é composta pelas rochas e também por níveis de solo diferentes. A litosfera fica localizada sobre a astenosfera.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Litosfera

De tempos em tempos, temos noticias sobre terremotos ou erupção de um vulcão, mostrando com clareza que a crosta terrestre - a camada mais superficial do planeta - não é estática. Ela se movimenta lenta e constantemente, alterando a distribuição dos continentes e dos oceanos.

A Litosfera e sua Dinâmica

A litosfera está em permanente transformação desde o início de sua formação, há bilhões de anos.

São duas fontes energéticas que conferem uma dinâmica à litosfera: uma de forças internas ou endógenas e outra, de forças externas ou exógenas. A manifestação mais visível da ação das forças internas do planeta são registradas na superfície na forma de vulcões e terremotos.

Litosfera - Forças Internas ou Endógenas

A partir do núcleo e do manto, a interação entre substâncias com características químicas e físicas diferentes em condições de altas temperaturas e pressões liberam grande quantidade de energia (forças internas) que é refletido de forma dinâmica na litosfera alterando sua estrutura.

Litosfera - Estrutura

A manifestação da liberação desta energia é visível na superfície na forma de vulcanismo, terremotos, formação de montanhas e tsunames, que são terremotos que ocorrem no solo do oceano provocando o deslocamento de grandes massas de água, como o ocorrido na Ásia em dezembro de 2005.

Litosfera - Forças Externas ou Exógenas

As forças externas ou exógenas atuam na superfície e curiosamente essas forças são contrárias entre si. Têm início na energia solar, que, ao penetrar na atmosfera, desencadeia processos, como os ventos, as chuvas ou a neve; responsáveis pelo desagaste e por esculpir as formas estruturais do relevo.

Litosfera e a Tectônica de Placas

Já vimos que a litosfera não é estática, assim como também não é inteiriça, e sim dividida em uma série de placas assentadas sobre uma parte menos dura (astenosfera), e que, devido a ação das forças internas estão sujeitas a diferentes movimentos. A teoria que melhor se aplicou ao dinamismo da crosta terrestre foi a teoria da Deriva Continental, posteriormente ratificada na Teoria da Tectônica de Placas.

Teoria da Deriva Continental

Esta Teoria foi elaborada pelo geofísico alemão Alfred Wegener (1880-1930) a partir da observação do planisfério. Wegener observou que as costas da Africa se encaixavam perfeitamente nas costas da América do Sul, a partir daí, começou a encaixar os outros continentes formando um planeta primitivo com um super continente (pangéia) e um único oceano (panthalasa). Sua teoria afirmava que os continentes surgiram a partir de um super continente, que foram afastando-se (deriva) até chegarem a conformação atual.

Teoria da Tectônica de Placas

Litosfera
Principais Placas Tectônicas

De acordo com esta teoria a litosfera é concebida como que formada por uma série de blocos ou placas de diferentes dimensões. As placas não são fixas e movimentam-se sobre o manto, principalmente no sentido horizontal. A área de contato de uma placa com outra é marcada por uma forte atividade sísmica, pois a grande pressão que uma placa exerce sobre a outra é capaz de gerar uma enorme quantidade de energia, traduzida principalmente pelos terremotos.

A Tectônica de Placas e o Movimento dos Continentes

Associado aos limites das placas, temos também a presença de cadeias montanhosas e fossas tectônicas, além de dorsais mesoceânicas. A superfície terrestre está em permanente deriva. Com isso, os continentes se deslocam, ao mesmo tempo que o fundo de certos oceanos se alarga, como o oceano Atlântico ou se estreita como o oceano Pacífico. Pelo movimento das placas tectônicas, podemos compreender a origem dos vulcões e as zonas mais sujeitas a terremotos, bem como o processo de formação das grandes cadeias de montanhas como os Andes, os Alpes ou o Himalaia.

A Tectônica de Placas e o Brasil

O Brasil esta sobre a Placa Tectônica Sul Americana, que está em movimento, como as demais placas em que se divide a litosfera . O movimento produz tremores de terra, vulcanismo e elevação de montanhas na região andina, além de alterar a estabilidade de terrenos em seu interior, que inclui todo o Brasil.

Terremotos no Brasil

Estamos acostumados a ouvir falar da estabilidade tectônica do solo brasileiro - é ela que garante a ausência de terremotos, porém pesquisas recentes indicam que algumas regiões do Brasil como planaltos de Goiás e Tocantins ocorrem tremores de baixa magnitude, em média 10 vezes por dia, em epsódios de no máximo 4 segundos, resultante dos movimentos da placa tectônica, refletindo numa região da crosta cuja espessura não ultrapassa 43 quilômetros.

Fonte: br.geocities.com

Litosfera

INTERIOR DA TERRA

A Terra tem uma estrutura interna com diferentes camadas de materiais rochosos compostos de uma grande variedade de minerais. Dentro da Terra, a energia liberada por isótopos radioativos gera um calor interno equivalente à 0,05% do calor gerado pelo Sol, mas é suficiente para produzir a energia que move as placas tectônicas e provoca o surgimento dos vulcões.

As rochas compostas de silício e oxigênio constituem o material básico da Terra.

Existem três tipos de rochas: as ígneas, as sedimentares e as metamórficas. As rochas ígneas são formadas pelas atividades vulcânicas, e são compostas de material incandescente petrificado.

Todas as rochas originalmente têm origem ígnea. As rochas sedimentares são formadas pela acumulação e acomodação de camadas de sedimentos e representam 70 a 75% da superfície total da Terra. O calor e a pressão formam as rochas metamórficas, geralmente localizadas profundamente no interior da Terra.

Núcleo

O núcleo, com cerca de 3400 km de raio, é formado por rochas e por uma liga metálica constituída principalmente de ferro e níquel a uma temperatura por volta de 3500º C. Sua consistência é líquida, mas supõe-se que mais no interior exista um núcleo sólido.

Manto

O manto é uma grossa camada rochosa, com cerca de 2900km de espessura, que envolve o núcleo e que compõe a maior parte da massa terrestre. É formado principalmente por silício e magnésio. Sua consistência é pastosa e está em constante movimentação. A lava que sai dos vulcões é constituída pelo magma (rochas derretidas) proveniente do manto.

Litosfera

O planeta Terra é composto de rochas. Sua estrutura interna é formada de diferentes níveis de materiais rochosos compostos de um enorme número de minerais.

A Crosta Terrestre é a camada mais externa da Terra de 5 e 10 quilômetros de espessura nas áreas oceânicas (Crosta Oceânica) e entre 20 e 60 quilômetros de espessura nas áreas continentais (Crosta Continental). Embaixo de platôs e montanhas pode chegar a 70 km.

Existe uma camada chamada de manto, logo abaixo da crosta, formada de enormes placas, as placas tectônicas. De acordo com conceitos mais recentes, são cerca de 12 placas. A maioria delas contêm um continente e a parte do oceano em sua volta. E existe ainda a placa do Oceano Pacífico. Essa camada de placas junto com a crosta terrestre forma a Litosfera.

As placas tectônicas não estão firmes e paradas, pelo contrário, elas se movem continuamente numa velocidade relativa entre 1 e 10 cm/ano. Sendo assim os continentes em cima dessas placas estão em constante movimento. A 200 milhões de anos atrás eles estavam todos juntos, formando um único continente, chamado Pangea. Agora a Eurásia está seguindo um movimento rotativo no sentido horário, as Américas se movem para o Oeste, a África, Austrália e o subcontinente da Índia movem para o norte. A Antártica parece não se mover.

Quando duas placas se afastam, vales podem se formar no continente. Sendo a crosta oceânica mais fina que a continental, nela podem-se abrir fendas por onde o magma do interior da Terra encontra um caminho para a superfície, e quando esfriado pelo contato com a água fria forma nova crosta. Dessa forma, o solo submarino está sempre sendo repavimentado com uma nova crosta a uma velocidade de 2 quilômetros quadrados por ano. Com essa taxa o pavimento dos oceanos é completamente refeito a cada 150 milhões de anos, ou seja, nenhum solo oceânico é mais velho que a Era Jurássica. Ao contrário dos oceanos os continentes são mais permanentes.

Quando duas placas movem na direção uma da outra, montanhas podem ganhar mais altura ou parte da crosta é empurrada para baixo da placa adjacente sendo consumida pelas altas temperaturas da camada manto. Duas placas podem também mover em direções opostas. Esse movimento resulta em falhas, e é causa comum de terremotos. Um bom exemplo é a falha da San Andreas, que preocupa bastante os habitantes da Califórnia nos Estados Unidos.

A Crosta Terrestre foi também modificada por quedas de asteróides e cometas que formaram crateras. A maioria desses impactos ocorreram a mais de 3.8 bilhões de anos. A freqüência desses impactos tem sido bastante baixa desde então, já que a maioria desses detritos interplanetários foi varrida do sistema solar.

Embora esses impactos tenham ocorrido, suas marcas foram quase totalmente apagadas da face da Terra pelos movimentos das placas tectônicas e pela erosão. Uma exceção é a cratera meteórica no Arizona, Estados Unidos.

A Crosta Terrestre é constituída principalmente por oxigênio 46%, silício 28%, alumínio 8% e ferro 5%. A camada superficial da crosta chama-se solo. O solo tem uma espessura média de 30 cm. Logo abaixo dele está o subsolo.

Placas tectônicas

O conceito das Placas Tectônicas é bastante recente, e revolucionou a ciência do século 20. Acredita-se que a Litosfera é composta pela Crosta Terrestre, e por placas rígidas flutuando sobre o manto (segunda camada da Terra - logo abaixo da Crosta Terrestre) fluido e viscoso.

Foram distinguidas seis placas principais e várias outras menores. As placas principais seriam equivalentes a cada continente, com a parte do oceano em sua volta. O Oceano Pacífico teria a sua própria placa. A área dos Alpes, que se estende de Gibraltar e compreende o Oriente Médio, seria constituída de várias pequenas placas. Elas podem ser somente oceânicas, somente continentais como o do Irã, ou ambos como a da América do Norte.

Embaixo dos Oceanos as placas têm entre 5 a 10 km de espessura. As continentais têm entre 20 e 70 Km de espessura. Essas placas movem-se a velocidades próximas a 1 cm/ano.

Os limites entre as placas são de três tipos: Onde elas se afastam, no meio do oceano, nova crosta se forma com o material expelido do interior da Terra; onde uma placa avança para baixo de outra, parte da placa é consumida pela alta temperatura das camadas inferiores; e onde as placas movem em direções opostas, causando falhas. Acredita-se que os atuais oceanos da Terra foram formados pela geração de crosta nova entre placas que se afastaram. A convergência de placas deu origem a cadeias de montanhas.

Os oceanos da Terra encontram-se em diferentes estágios de formação. O Oceano Pacífico é antigo e já está diminuindo em ambos os lados, o que poderá resultar na colisão da Ásia com as Américas. O Oceano Índico está crescendo no oeste e diminuindo no leste. O Atlântico encontra-se ainda em expansão em ambos os lados e o Mar Vermelho é o embrião de um futuro oceano.

Os Alpes originaram-se da colisão da placa da África com a da Europa. Há restos de crosta oceânica ali, indicando que havia um oceano onde agora há uma cadeia de montanhas. O mesmo acontece na região dos Himalaias, causado pela colisão das placas da Índia e da Ásia.

Os terremotos ocorrem com bastante freqüência nos limites das placas tectônicas. Áreas como o lado oeste da América do Sul estão sobre área de compressão de placas. O lado oeste da África, por exemplo, está sobre o centro de uma placa e os movimentos tectônicos não se manifestam.

Várias razões levaram a formação do conceito das placas tectônicas. No alargamento dos mares, quando o magma esfria e se solidifica no solo submarino, os minerais magnéticos do material novo se solidificam de acordo com a polaridade do campo magnético da Terra na ocasião de seu resfriamento. Quando o campo magnético da Terra reverte sua polaridade, o novo magma se solidifica adquirindo a polaridade inversa. Assim a crosta oceânica possui o registro da própria formação, com a primeira mudança de polaridade registrada próximo ao limite entre as placas, onde a lava atinge a superfície e as mais antigas, próximas dos margens continentais, formadas quando o oceano era jovem em torno de 180 a 200 milhões de anos. Isso demonstra que os continentes devem ter se movido em direções opostas abrindo espaço para o oceano desde a Era Jurássica.

Outra confirmação do conceito veio do estudo da distribuição de estruturas geológicas que passam de um continente para outro. Geólogos da Universidade de Cambridge usaram o computador para colocar todos os continentes e ilhas da Terra juntos como num quebra-cabeças, considerando contornos submarinos. O resultado foi impressionante, apresentando muito poucos buracos e sobreposições. Comparando a estrutura e composição das rochas e solo dos continentes que o modelo indica terem sido um só, confirmamos que o modelo é bem próximo do correto.

Finalmente o estudo da fauna marinha e flora das diferentes áreas durante os anos também apresenta provas do movimento dos continentes.

Dobras

São curvaturas em rochas ou nos estratos que as contêm. As rochas parecem com uma grande quantidade de toalhas amontoadas, como se tivessem muitas pregas ou rugas.

As rugas superiores são chamadas de anticlinicais e têm uma crista e duas ramificações que descem na direção de curvas contíguas, ou sinclinais. As rugas monoclinais têm uma ramificação inclinada e outra horizontal. Já as rugas isoclinais fundem-se na mesma direção e no mesmo ângulo. As rugas periclinais podem ter formas convexas (com inclinação interna) ou côncavas, ou seja, como cúpulas (inclinação externa). As rugas são medidas a partir de critérios de comprimento de onda (de crista a crista ou de seio a seio) e altura (da crista ao seio).

Fonte: orbita.starmedia.com

Litosfera

TERRA: UM PLANETA HETEROGÊNEO E DINÂMICO

O planeta Terra é constituído por diversos setores ou ambientes, alguns dos quais permitem acesso direto, como a atmosfera, a hidrosfera (incluindo rios, lagos, águas subterrâneas e geleiras), a biosfera (conjunto dos seres vivos) e a superfície da parte rochosa. Desta superfície para baixo, o acesso é muito limitado. As escavações e sondagens mais profundas já chegaram a cerca de 13km de profundidade, enquanto o raio da terra é de quase 6.400km.

Por isso, para se obter informações deste interior inacessível, existem métodos indiretos de investigação: a sismologia e a comparação com meteoritos.

A sismologia é o estudo do comportamento das ondas sísmicas ao atravessar as diversas partes internas do planeta. Estas ondas elásticas propagam-se gerando deformações, sendo geradas por explosões artificiais e sobretudo pelos terremotos; as ondas sísmicas mudam de velocidade e de direção de propagação com a variação das características do meio atravessado. A integração das observações das numerosas estações sismográficas espalhadas pelo mundo todo fornece informações sobre como é o interior do planeta, atravessado em todas as direções por ondas sísmicas geradas a cada terremoto e a cada explosão. As Informações sobre a velocidade das ondas sísmicas no interior da Terra permitiram reconhecer três camadas principais (crosta, manto e núcleo), que têm suas próprias características de densidade, estado físico, temperatura, pressão e espessura.

Na diferenciação dos materiais terrestres, ao longo da história do planeta, a água, formando a hidrosfera, bem como a atmosfera, constituída por gases como nitrogênio, oxigênio e outros, por serem menos densos, ficaram principalmente sobre a parte sólida, formada pelos materiais sólidos e mais densos.

Dentre os materiais sólidos, os mais pesados se concentraram no núcleo, os menos pesados na periferia, formando a crosta, e os intermediários no manto.

Pode-se comparar os diferentes tipos de meteoritos com as camadas internas da Terra, pressupondo-se que eles (os meteoritos) tiveram a mesma origem e evolução dos outros corpos do Sistema Solar, formados como corpos homogêneos, a frio, por acresção planitesimal. Aqueles que tinham massa suficientemente grande, desenvolveram um forte calor interno, por causa da energia gravitacional, da energia cinética dos planetesimais quando da acresção e da radioatividade natural. Isto ocasionou uma fusão parcial, seguida de segregação interna, a partir da mobilidade que as altas temperaturas permitiam ao material.

Os meteoritos provenientes da fragmentação de corpos pequenos, que não sofreram esta diferenciação, são os condritos, que representam a composição química média do corpo fragmentado e por inferência, do Sistema Solar como um todo, menos os elementos voláteis. Não existem materiais geológicos, ou seja, terrestres, semelhantes aos condritos. Os meteoritos provenientes da fragmentação de corpos maiores, como a Terra, que sofreram a diferenciação interna, representam a composição química e densidade de cada uma das partes internas diferenciadas do corpo que os originou. São os sideritos, os acondritos e ainda outros tipos. Pela sua densidade, faz-se a correlação com as camadas da Terra determinadas pela sismologia, e supõe-se que sua composição química represente a composição química da camada terrestre de mesma densidade. Assim, com estas duas ferramentas indiretas, a sismologia e a comparação com os meteoritos, foi estabelecido um modelo para a constituição interna do globo terrestre.

Estrutura Interna da Terra

Litosfera
Estrutura Interna da Terra

É importante ressaltar que todo o material no interior da Terra é sólido, com exceção apenas do núcleo externo, onde o material líquido metálico se movimenta, gerando correntes elétricas e o campo magnético da Terra. A uma dada temperatura, o estado físico dos materiais depende da pressão. 'As temperaturas que ocorrem no manto, os silicatos seriam líquidos, não fossem as pressões tão altas que lá ocorrem (milhares de atmosferas).

Assim, o material do manto, ao contrário do que muitos crêem, é sólido, e só se torna líquido se uma ruptura na crosta alivia a pressão a que está submetido.

Somente nesta situação é que o material silicático do manto se liqüefaz, e pode, então, ser chamado de magma. Se o magma fica retido em bolsões dentro da crosta, forma uma câmara magmática, e vai pouco a pouco solidificando-se, formando um corpo de rocha ígnea plutônica ou intrusiva, Se o magma consegue extravasar até a superfície, no contato com a atmosfera e hidrosfera, pode ser chamado lava, enquanto estiver líquido, e seu resfriamento e solidificação vai formar um corpo de rocha ígnea vulcânica ou extrusiva.

As rochas ígneas assim assim formadas, juntamente com as rochas metamórficas e sedimentares, formadas por outros processos geológicos, constituem a crosta, que é a mais fina e a mais importante camada para nós, pois é sobre ela que se desenvolve a vida. A crosta oceânica e a crosta continental apresentam diferenças entre si.

A primeira ocorre sob os oceanos, é menos espessa e é formada por extravasamentos vulcânicos ao longo de imensas faixas no meio dos oceanos (as cadeias meso-oceânicas), que geram rochas basálticas. A segunda é mais espessa, pode emergir até alguns milhares de metros acima do nível do mar, e é formada por vários processos geológicos, tendo uma composição química média mais rica em Si e em AI que as rochas basálticas, que pode ser chamada de composição granítica.

A crosta oceânica e continental, junto com uma parte superior do manto, forma uma camada rígida com 100 a 350km de espessura. Esta camada chama-se LITOSFERA e constitui as placas tectônicas, que formam, na superfície do globo, um mosaico de placas encaixadas entre si como um gigantesco quebra-cabeças; são as placas tectônicas ou placas litosféricas. Abaixo da litosfera, ocorre a ASTENOSFERA, que é parte do manto superior; suas condições de temperatura e pressão permitem uma certa mobilidade, muito lenta, mas sensível numa escala de tempo muito grande, como é a escala do tempo geológico.

A Dinâmica Interna

Os vulcões e terremotos representam as formas mais enérgicas e rápidas de manifestação dinâmica do planeta. Ocorrem tanto em áreas oceânicas como continentais, e são válvulas de escape que permitem o extravasamento repentino de energias acumuladas ao longo de anos, milhares ou milhões de anos. Esses eventos são sinais de que, no interior da Terra, longe dos nossos olhos e instrumentos de pesquisa, ocorrem fenômenos dinâmicos que liberam energia e se refletem na superfície, modificando-a. Por outro lado, também existem formas lentas de manifestação da dinâmica interna terrestre. As placas tectônicas, conforme a teoria da Tectônica de Placas, resumida a seguir, incluem continentes e partes de oceanos, que movem-se em mútua aproximação ou distanciamento, a velocidades medidas de alguns centímetros por ano, assim contribuindo para a incessante evolução do relevo e da distribuição dos continentes e oceanos na superfície terrestre.

A Tectônica de Placas e a formação das grandes cadeias de montanhas e dos oceanos

Existem várias evidências mostrando que as placas tectônicas flutuam sobre o material da astenosfera e movem-se umas em relação às outras; assim, continentes que hoje encontram-se separados já estiveram unidos. Tal é o caso da América do Sul e da África, que se apresentam como duas peças contíguas de um quebra-cabeças, o que é interpretado não apenas pela forma de seus litorais, mas também pelas características geológicas e paleontológicas que mostram continuidade nos dois continentes. América do Sul e África já estiveram unidos e submetidos a uma mesma evolução durante um longo período de sua história, no passado. Os movimentos das placas litosféricas são devidos às correntes de convecção que ocorrem na astenosfera. As correntes de convecção levam os materiais mais quentes para cima, perto da base da litosfera, onde movimentam-se lateralmente pela resistência da litosfera ao seu movimento e perdem calor; tendem então a descer, dando lugar ao material mais quente que está subindo. À medida que o material se desloca lateralmente para depois descer, ele entra em atrito com as placas da litosfera rígida, em sua parte inferior, levando-as ao movimento.

No meio dos Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico existem cordilheiras submarinas, que se elevam a até cerca de 4.000m acima do assoalho oceânico. Estas cordilheiras, denominadas meso-oceânicas, são interrompidas transversalmente pelas falhas transformantes e sublinham imensas rupturas na crosta, ao longo das quais há extravasamentos periódicos de lava basáltica vinda das partes mais internas (astenosfera).

O mesmo mecanismo que força a cordilheira a se abrir periodicamente (correntes de convecção divergentes) para que materiais mais novos possam se colocar ao longo das aberturas, formando e expandindo o domínio oceânico, em outros locais promove colisões de placas (correntes de convecção convergentes). Nestas colisões, a placa que contém crosta oceânica, mais pesada, entra sob a placa continental, que se enruga e deforma (processos incluídos no metamorfismo), gerando as grandes cadeias continentais (Andes, Montanhas Rochosas).

A placa que afundou acaba por se fundir parcialmente ao atingir as grandes temperaturas internas (zona de subducção), gerando magma passível de subir na crosta formando rochas ígneas intrusivas ou extrusivas; se a colisão for entre duas placas continentais, ambas se enrugam (Alpes, Pirineus, Himalaias).

Desta forma, a crosta oceânica é renovada, sendo gerada nas cadeias meso-oceânicas e reabsorvida nas zonas de colisões entre as placas, onde ocorre subducção. Assim, oceanos são formados pela divisão de continentes. Por exemplo, há 180 milhões de anos, um grande continente chamado GONDWANA dividiu-se, formando a África, a América do Sul e o oceano Atlântico.

Outros oceanos podem ser fechados por movimentos convergentes das placas (por exemplo, o Mar Mediterrâneo está sendo fechado pela aproximação entre a África e a Europa).

Os limites entre as placas podem ser divergentes, onde elas separam-se, criando fundo oceânico, ou convergentes, onde elas colidem, formando cadeias montanhosas continentais ou fechando oceanos. Podem ainda ser limites transfomantes, onde uma placa passa ao lado da outra, com atrito, mas sem criar nem consumir material. Todos estes tipos de limites são zonas de instabilidade tectônica, ou seja, sujeitas a terremotos e vulcões.

Assim, as posições dos continentes no globo terrestre são modificadas em relação ao Equador e aos pólos, explicando em parte as mudanças das condições climáticas de cada continente ao longo do tempo geológico.

Vulcões

O material rochoso em profundidade está submetido a pressões e temperaturas altíssimas (astenosfera) e, quando a placa litosférica rígida sofre uma ruptura, aquele material tende a escapar por ela, extravasando na superfície (vulcanismo) ou ficando retido em câmaras magmáticas dentro da crosta, quando não consegue chegar à superfície (plutonismo). O material que extravasa é constituído por gases, lavas e cinzas. A atividade vulcânica pode formar ilhas em meio aos oceanos (Havaí, Açores e etc.) que podem ser destruídas em instantes.

Pode ocorrer nos continentes, formando montanhas (Estromboli e Vesúvio na Itália, Osorno e Vila Rica no Chile, Santa Helena nos EUA). O mais espetacular aspecto construtivo do vulcanismo é o que corre nas cadeias meso-oceânicas, que representam limites divergentes de placas, gerando verdadeiras cordilheiras submarinas, formando assoalho oceânico novo a cada extravasamento e causando, assim, a expansão oceânica. A lslândia representa parte da cadeia meso-oceânica emersa acima do nível das águas, permitindo a observação direta deste tipo de vulcanismo fissural.

Terremotos

Os terremotos são tremores ou abalos causados pela liberação repentina da energia acumulada durante longos intervalos de tempo em que as placas tectônicas sofreram esforços para se movimentar. Quando o atrito entre elas é vencido (subducção ou falha transformante) ou quando partes se rompem (separação de placas), ocorrem os abalos.

Estes abalos têm intensidade, duração e freqüência variáveis, podendo resultar em grandes modificações na superfície, não só pela destruição que causam, mas por estarem associados aos movimentos das placas tectônicas.

Os hipocentros (pontos de origem dos terremotos) e epicentros (projeções verticais dos hipocentros na superfície) estão localizados preferencialmente em zonas limitrofes de placas tectônicas, onde elas se chocam e sofrem subducção e enrugamento, formando, respectivamente, fossas oceânicas e cordilheiras continentais, ou onde elas se separam, nas cadeias dorsais meso-oceânicas.

Ocorrem terremotos também no limites neutros, onde as placas se movem lateralmente em sentidos opostos (falhas transformantes). No mapa mundi, pode-se observar que a distribuição dos terremotos forma faixas contínuas ao longo das fossas oceânicas e cadeias continentais e meso-oceânicas. É famoso o "cinturão de fogo circumpacífico", sujeito a freqüentes e intensos terremotos (exemplo da Falha de San Andreas, EUA), formando uma faixa muito ativa em volta do Oceano Pacífico.

Também existem terremotos que não são devidos aos movimentos das placas, mas a esforços chamados intra-placas. São menos freqüentes, menos intensos, e relacionados à reativação de falhas (rupturas) muito antigas na crosta (exemplos recentes: João Câmara - RN, e Rio de Janeiro).

Fonte: www.igc.usp.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal