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Placas Tectônicas

 

A palavra tectônica é de origem grega e significa contruir, portanto tectônica de placas quer dizer que a superfície terrestre é construída por placas.

Algumas dessas placas formam o fundo do oceano, como a placa do pacífico, outras placas são o "assoalho" dos continentes , como a placa Sul Americana onde esta situado o território brasileiro.

Principais Placas Tectônicas da Crosta Terrestre

Placa Sul Americana - onde situa-se o Brasil e quase toda a América do Sul.
Placa de Nazca,
Placa Norte-Americana,
Placa Africana,
Placa Euro-Asiática,
Placa do Pacífico,
Placa Indo-Australiana,
Placa Antártica.

Espessura e Mobilidade

As placas tectônicas tem espessura variável, nas regiões oceânicas são mais finas, as espessuras variam entre 10 km nas dorsais (cordilheira submarina) , até algumas dezenas de quilômetros. Já nas regiões continentais são mais espessas e podem chegar a 250 km de espessura.

É interessante reconhecer que as placas tectônicas estão assentadas sobre o manto que tem um comportamento viscoso, isto é pastoso, fazendo com que as mesmas se movam (escorregam), afastando-se ou chocando-se nas zonas de contato com as outras placas.

Conseqüências

O movimento das placas tectônicas que se deslocam sobre a astenosfera (parte pastosa) interagindo ao longo do tempo entre si em um processo geodinâmico que tem como conseqüência a origem das montanhas e bacias geológicas, provocando terremotos, vulcanismo, magmatismo e outros eventos geológicos todos decorrência desses movimentos das placas.

Terremotos

Os terremotos são tremores ou abalos causados pela liberação repentina da energia acumulada durante longos intervalos de tempo em que as placas tectônicas sofreram esforços para se movimentar.

Os maiores terremotos já registrados no planeta ocorrem em áreas de subducção, onde uma placa afunda abaixo de outra. Entre esses incluem-se o o maior de todos os terremotos, ocorrido no Chile em 1960, que alcançou a marca de 9.5 graus Richter, o terrremoto de 9.2 graus, em Prince William Sound, Alaska, em 1960, o de Andreanof, também no Alaska, em 1957, com 9.1 graus e o de magnitude 9.0 graus, ocorrido na península de Kamchatka, na Rússia, em 1952.

O devastador terremoto do dia 26 de Dezembro de 2004, que alcançou a marca de 9 graus na escala Richter , provocando as ondas gigantes na Ásia, ocorreu na interface entre as placas da Índia e Burma e foi causado pela liberação de energia que se desenvolve na subducção da placa Índica sobre a placa de Burma.

Que Poderosa Energia Moveria Estas Placas ? A principal explicação para o movimento das placas tectônicas é que em função da desintegração radioativa de átomos que ocorre no interior do planeta gerando o calor, que mantém o magma em estado fluido e um processo denominado correntes de convecção tenderia a levar o magma para a superfície, pressionando as placas , explicando também a origem do vulcões.

Tectônia

A adoção da teoria da tectônica de placas para explicar a dinâmica de transformação da crosta terrestre representou, para a tectônica, uma revolução científica análoga, em suas conseqüências, aos modelos atômicos de Rutherford e Bohr, para a física, ou à descoberta do código genético, para a biologia.

Tectônica é o ramo da geologia que estuda os processos mecânicos responsáveis pelas deformações da litosfera, bem como as estruturas resultantes desses movimentos. A crosta e a parte superior do manto, sujeitas às perturbações tectônicas, formam a tectonosfera. Os movimentos que resultam da deformação da crosta terrestre denominam-se movimentos tectônicos.

Os movimentos tectônicos alteram a distribuição das terras, mares, montanhas e vales. Por serem de longa duração, embora em geral muito lentos, esses movimentos podem formar grandes bacias sedimentares ou elevadas cadeias de montanhas. São classificados em verticais ou epirogenéticos e tangenciais ou orogenéticos, os quais originam, respectivamente, falhamentos e dobramentos.

No século XX, novas teorias tectônicas revolucionaram as concepções tradicionais sobre os movimentos da crosta terrestre. Apresentada em 1912, a teoria da deriva continental cedeu terreno ao longo do século à teoria da tectônica de placas. Tida como a teoria fundamental da geologia e da geomorfologia modernas, a tectônica de placas, formulada no fim da década de 1960, surgiu dos estudos dos deslocamentos continentais, terremotos e cinturões vulcânicos, assim como do alargamento dos assoalhos marinhos.

Deriva continental. Foi o alemão Alfred Wegener, astrônomo e meteorologista, quem formulou a teoria da deriva continental. Wegener imaginou que os continentes atuais estiveram anteriormente unidos num único supercontinente ao qual deu o nome de Pangéia (em grego, "tudo terra"). O cientista alemão não tinha, entretanto, provas totalmente convincentes de suas teorias. Os argumentos usados por Wegener para basear sua tese de que os continentes se moviam nos oceanos incluíam a correspondência entre os contornos dos continentes de um e de outro lado do Atlântico, o que permitiria encaixá-los como peças de um quebra-cabeças; a significativa quantidade de indicadores fósseis na África e na América do Sul anteriores ao período terciário; análises das semelhanças entre as estruturas geológicas dos dois continentes; e a reconstituição de antigos climas em diversos lugares do globo.

As teorias de Wegener encontraram poucos seguidores. Faltaram-lhe os avanços científicos do século XX para confirmar a existência inicial de um único continente, dividido depois em vários pedaços, que teriam sido impulsionados pela crosta oceânica recém-formada e deslizado como balsas sobre o manto superior.

Tectônica de placas

O geólogo americano Harry Hammond Hess expôs, em 1960, uma teoria da renovação constante dos assoalhos oceânicos, baseada em fundamentos essencialmente geológicos, que justificaria o afastamento dos continentes. As idéias de Hess partiam da existência de muito poucas rochas com mais de cem milhões de anos no fundo dos oceanos, o que o levou a acreditar que os sedimentos mais antigos foram empurrados para baixo.

A superfície do planeta não é uma placa imóvel, como se supunha no passado. Hoje, acredita-se que a camada superficial da Terra, a litosfera, com 50 a 150km de espessura, seja formada por um conjunto de cerca de vinte placas. A litosfera desliza sobre uma camada de rocha mais plástica, parcialmente derretida, conhecida como astenosfera.

Impulsionadas por forças ainda não inteiramente conhecidas, as placas se movem na superfície da Terra e interagem umas com as outras. Um dos mais importantes princípios da teoria da tectônica de placas é que cada placa se move como uma unidade distinta em relação às outras.

A região interna das placas permanece indeformada, mas suas bordas sofrem vários dos principais processos que modelam a superfície terrestre, como abalos sísmicos, vulcanismo e movimentos orogênicos. De acordo com a teoria da tectônica de placas, as placas da litosfera são constituídas de crosta continental e/ou oceânica, e suas bordas não coincidem normalmente com os limites entre oceanos e continentes. A placa do Pacífico, por exemplo, é totalmente oceânica, mas a maioria das grandes placas contém continentes e oceanos.

O contato entre placas pode ser divergente, convergente ou de transformação. No fundo dos oceanos, entre duas placas divergentes, localizam-se as cristas médio-oceânicas, que formam enormes cadeias de montanhas e vales, epicentros de terremotos submarinos. Ao longo dessas cristas estende-se uma fenda profunda através da qual ascende o magma proveniente do manto. Esse material faz aumentar a superfície do assoalho oceânico graças ao acréscimo de faixas paralelas de rochas magmáticas de ambos os lados das cristas.

A contínua formação de crosta oceânica produz um excesso que deve ser absorvido em outro lugar. Isso ocorre nas bordas de duas placas convergentes, quando uma delas "mergulha" sob a outra, e o excesso se funde com o interior do manto a profundidades de 300 a 700km. Essas regiões, onde a crosta oceânica mergulha para dentro do planeta, são denominadas zonas de subducção. Quando a colisão entre placas ocorre no oceano, produzem-se arqueamentos das bordas das placas, acompanhados de abalos sísmicos e atividade vulcânica. Isso dá origem às chamadas ilhas em arco, dispostas em semicírculo, como as ilhas vulcânicas do Caribe, Japão, Filipinas e Java.

No terceiro tipo de limite entre placas, as falhas de transformação e zonas de fratura, uma placa se move lateralmente com relação à outra, sem criar ou destruir crosta, mas provocando fortes terremotos. Esse é o caso, por exemplo, da falha de San Andreas, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos.

O oceano Atlântico está situado sobre o cruzamento de quatro grandes placas: a norte-americana, a sul-americana, a eurasiana e a africana.

A placa eurasiana mostra simultaneamente um deslocamento para leste e outro para sul. A placa africana apresenta um pequeno movimento em direção ao norte.

Disso resulta que África e Eurásia entram progressivamente em colisão e tendem a comprimir o mar Mediterrâneo.

Os dois subcontinentes americanos se afastam da Eurásia e da África ao deslizarem sobre a crosta oceânica que surge na crista médio-oceânica atlântica. Ao mesmo tempo, no oceano Pacífico, outras placas oceânicas se deslocam em sentidos opostos umas às outras e se chocam com a vertente ocidental da América.

Como conseqüência, ao longo da costa oeste do continente americano, essas placas se fundem numa extensa fossa. Esse movimento de subducção explica a formação das montanhas Rochosas e da cordilheira dos Andes, assim como os fenômenos vulcânicos e sísmicos da costa oeste do continente.

Tectônica de placas

Teoria que estuda os deslocamentos continentais, os terremotos, os cinturões vulcânicos e o alargamento da assoalho marinho, e que permite reconstituir as forças e processos que modelaram a superfície sólida da Terra.

Tectonosfera

Nome dado ao conjunto da crosta terrestre e da parte superior do manto, sujeitas a perturbações tectônicas.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Placas Tectônicas

Para saber mais sobre as placas tectônicas, vamos rever como tudo começou. Há 4,5 bilhões de anos, o planeta Terra era uma mistura de gases hidrogênio, hélio e poeiras cósmicas. Tudo isso era uma bola quente de material derretido. A temperatura foi diminuindo e, há cerca de 3,9 bilhões de anos, a parte de fora da bola começou a endurecer e formar as rochas e a camada externa da Terra chamada crosta terrestre.

A crosta é formada por vários blocos de rochas, conhecidos como placas tectônicas.

As placas se encaixam com um quebra-cabeça sobre o manto, a camada interior da Terra que é formada por uma pasta. O núcleo da Terra ainda é muito quente e aquece o material do manto, que se torna mais leve e sobe.

Ao subir, ele esfria, fica mais pesado e desce. Assim acontece a movimentação do material aquecido no interior do nosso planeta. Elas movimentam as placas tectônicas, que podem se afastar uma das outras ou chocar-se em um jogo interminável de empurra-empurra.

Os terremotos, ou tremores de terra, ocorrem quando há um movimento maior dessas placas, que podem escorregar para os lados, para cima ou para baixo umas das outras. Quando as placas se chocam podem criar também dobras e falhas que dão origem a grandes cadeias de montanhas como os Andes, os Alpes e os Himalaias.

Outro fenômeno causado pelo movimento de placas são os vulcões, que podem começar pela saída de rochas derretidas, o magma, que se encontra no interior da Terra e sai quando as placas se chocam ou se afastam.

Onde estão localizadas as placas tectônicas?

A crosta terrestre é toda recortada e formada por placas tectônicas, sobre as quais se apóia o peso das montanhas, dos vales, dos oceanos e dos mares.

Ao todo, são cerca de 20 placas tectônicas.

Essas placas encontram-se sobre o manto, a camada interior da Terra, que é formada por material gelatinoso.

O núcleo da Terra aquece o material do manto, que se torna mais leve e sobe. Ao subir, ele esfria, fica mais pesado e desce. Assim acontece a movimentação do material aquecido no interior do nosso planeta, as chamadas correntes de convecção.

Elas movimentam as placas tectônicas, que podem se afastar umas das outras ou chocar-se. Como os continentes encontram-se sobre as placas tectônicas, acompanham o movimento.

As placas tectônicas sobre as quais estão localizados Brasil e África, por exemplo, continuam a se afastar com velocidade média de dois centímetros por ano.

Como esse movimento é bastante lento em relação às dimensões da Terra, nós não percebemos a movimentação dos continentes. Mas equipamentos sensíveis comprovam que eles se movem.

Fonte: www.pulganaideia.com.br

Placas Tectônicas

I - INTRODUÇÃO

As mais variadas formas do relevo, constituem objeto de estudo desde os primórdios da humanidade. Neste último século, considerável avanço geológico foi registrado.

Porém , problemas ainda continuam e alguns permanecerão para sempre nos domínios das hipóteses e da especulação. Como origem da terra e do universo.

A existência desse trabalho, tem por objetivo, com significativo e diversificado conteúdo, explanar sobre as forças que soerguem ou que amarrotam vastos trechos da crosta terrestre. Denominados processos geodinâmicos internos. Relaciona-se então a este processo os fenômenos magmáticos vulcânicos, plutônicos, os terremotos, os dobramentos, os falhamentos, a orogênese e a epirogênese, a deriva continental e a tectônica de placas. Objeto deste estudo.

II - DESENVOLVIMENTO

1 - O Planeta Terra e sua Origem

A teoria mais aceita hoje é a teoria do Big Bang (grande explosão), que descreve o surgimento do universo, a partir de uma grande explosão de um ponto superdenso, que deu origem à luz e a matéria, da qual se formaram as nebulosas, estrelas e galáxias.

Com a condensação de uma névoa primitiva de gás e poeira há 4,6 bilhões de anos, surgiu o Sistema Solar. A gravidade fez com que esta névoa sofresse uma contração, num processo que durou dezenas de milhões de anos, até que a parte de sua massa se concentrou no centro do sistema. Devido a turbulência, o núcleo original começou a girar com velocidade cada vez maior, dando ao restante da nuvem a forma de disco. A temperatura do centro da nuvem foi aumentando à medida que ela se comprimia, até se tornar quente o suficiente para que o sol começasse a brilhar, devido à energia liberada do seu núcleo.

Enquanto isso, a periferia do disco foi se resfriando, permitindo que a matéria se solidificasse. À medida que as partículas se colidiam, elas foram se unindo, formando corpos cada vez maiores. Dessa forma, ocorreu a formação dos planetas que atualmente giram em torno do sol, entre eles, o Planeta Terra.

Com a solidificação dessas matérias que se colidiam, formou-se uma bola incandescente que, com o tempo, foi resfriando-se lentamente. À medida que resfriava, alguns gases eram liberados de seu interior como amônia, hidrogênio, metano e, junto com eles, vapor d'água. Esses gases se acumularam ao redor da terra, formando grandes nuvens escuras. Esta foi, possivelmente, a origem da atmosfera primitiva.

Este processo continua acontecendo até hoje com os vulcões. A temperatura da superfície da terra era tão alta que uma gota d'água que caísse da atmosfera sobre ela evaporava imediatamente. A água evaporada, quando encontrava as camadas mais frias da atmosfera, transformava-se em chuvas torrenciais. Foi essa chuva que ajudou a diminuir a temperatura da superfície do planeta. O resfriamento da superfície da terra deu origem à formação de uma camada fina de material sólido que, por sua vez, deu origem à crosta terrestre.

Num dado momento, a água das chuvas não retornava mais à atmosfera em forma de vapor. Em estado líquido, parte escorria pelas elevações formando os rios, e parte acumulava-se nas depressões da crosta terrestre. Foi esta água que formou os lagos, os mares e os oceanos... E assim possivelmente formou-se a hidrosfera primitiva, de constituição diferente da atual.

Com a composição do globo terrestre criou-se um imenso bloco continental denominado Pangéia (o Super Continente), circundado por um imenso oceano denominado Pantalassa.

2 - Estrutura Interna da Terra

A maior parte do conhecimento do interior do planeta é fornecido através de estudo geofísicos, principalmente, com o auxílio da sismologia. São dados obtidos de forma indireta, já que as observações diretas são realizadas a poucos quilômetros da superfície, em minas profundas ou em furos de sondagem.

Através da sismologia, uma região do manto superior, entre 100 e 350 km de profundidade, com características plásticas e capaz de fluir, foi descoberto - a atmosfera, cuja a existência viabilizou a teoria da Deriva Continental e, por extensão, a da Tectônica de Placas. Estabeleceu-se também um novo conceito de litosfera, que é a região rígida acima da atmosfera, e, portanto, incluindo a crista e porção externa do manto superior. A crista não é homogênea, variando em composição e espessura, tendo nos continentes composição granítica de 50 km, em média de espessura. Nos oceanos tem composição basaltica e, aproximadamente, 8 km de espessura. O termo placas litosféricas aparece, então, representando um camada rígida capaz de se movimentar sobre a atmosfera plástica e geradora de fusões magmáticas.

O manto, por sua vez, representa 82% do volume e 68% da massa da terra, e admite-se ser composto, principalmente, por silicatos de ferro e magnésio.

3 - Processos Geodinâmicos Internos

Os processos geológicos que agem no interior da Terra, e, portanto, dependem da energia do seu interior para o desenvolvimento, são denominado processos endogenéticos ou geodinâmicos internos.

A movimentação da matéria do interior para o exterior do planeta e vice versa é contínua e constitui o ciclo das rochas, onde massas rochosas impulsionados para a superfície acentuam o releve e impedem o aplainamento generalizado prduzido pelas forças exógenas.

Os processos geodinâmicos internos, envolvem movimentos e transformações químicas e físicas da matéria existente dentro do planeta.

Relacionam-se então à geodinâmica interna, os fenômenos magmáticos vulcânicos e plutônicos, os terremotos, os dobramentos, os falhamentos, a orogênese e a epirogênese, a deriva continental e a tectônica de placas. Porém, todo esse processo origina-se de uma dinâmica interna denominada correntes de convecção.

4 - Teoria das Correntes de Convecção

Várias idéias relativamente novas procuram explicar os fenômenos orogenéticos pelas supostas correntes de convecção do substrato da crosta terrestre. Tais idéias têm em comum que os movimentos verticais e horizontais da litosfera são originados por correntes e deslocamentos de massas que se substituem mutuamente nas profundidades, situadas abaixo da delgada crosta terrestre. Os blocos siálicos seriam afetados por estas correntes, podendo ser arrastadas pelo fluxo horizontal que se desliza por baixo, o mesmo soerguidos ou abatidos, conforme a direção dessas correntezas.

Muitos autores acreditam que são correntes conveccionais térmicas, sugerindo sua origem proveniente do calor produzido pela radioatividade e da conversão da energia gravitacional em térmica, com a formação do núcleo a mais de 4 bilhões de anos. Alguma energia calorífica, derivada dos processos iniciais de formação da Terra, restou, em parte, porque as temperaturas internas são mantidas pelas transformações radioativas de isótopos instáveis.

Não considerando os radioelementos de vida curta, presente nos primórdios da história do planeta, o calor produzido pela desintegração do urânio 238 e 235, do tório 232 e do potássio 40 é responsável pela manutenção de uma dinâmica interna até os presentes dias. A radioatividade liberta calor que, por sua vez, se transforma em trabalho, gerando forças que movimentam placas litosféricas e erguem imensas cordilheiras.

5 - Teoria da Tectônica de Placas

Como a dinâmica terrestre leva à incidência de tensões de diferentes tipos e ordens de esforços sobre o material rochoso da litosfera, amplas deformações e movimentos são produzidos em larga escala estabelecendo, dessa forma, a configuração arquitetônica do exterior da Terra. Tais estudos denominam-se de tectônica, onde a movimentação de placas , o falhamento, e o dobramento revestem-se da maior importância, bem como a orogênese e a epirogênese.

Estudos evidenciam que o assoalho do Oceano Atlântico tem crescido em área, graças ao acréscimo de faixas paralelas constituídas de rochas magmáticas provindas das profundidades e oriundas das correntes de convecção do manto superior. Estas faixas são reconhecíveis pelas suas anomalias paleo-magnéticas, que se acham dispostas de maneira simétrica em relação às dorsais suboceanicas, por onde se admite que o manto ascenda, forçando lateralmente de lado a lado o assoalho devidamente acrescido de rochas básicas provindas das partes profundas do manto superior, originando a formação de uma cadeia de montanhas no fundo do Oceano Atlântico, denominado Cordilheira Meso-Oceânica.

O que acabamos de mencionar fundamenta-se na chamada teoria das placas rígidas, aventada por H.H. Hess em bases puramente geológicas, sendo mais tarde reforçadas pelos fundamentos geomagnéticos das faixas de rochas magmáticas referidas poucas linhas atrás. O argumento de Hess baseou-se na inexistência de rochas mais antigas que 100 milhões de anos nos fundos oceânicos. Tendo em vista a espessura relativamente pequena de sedimentos oceânicos depositados num tempo geológico tão grande. Hess imaginou que os sedimentos mais antigos foram empurrados por debaixo dos continentes. Além destes argumento, menciona-se também a variação das espessuras dos sedimentos, pequena e junto às dorsais suboceânicas, onde o acréscimo ter-se-ia dado em tempo geologicamente mais recente, e gradativamente maior à medida que aumenta a distância das mencionadas dorsais.

Esses estudos levaram à formulação da teoria da expansão do assoalho oceânico e daí, à proposta de um modelo geral para origem de toda a crosta oceânica e, consequentemente, à base para o desenvolvimento da teoria da tectônica de placas. Essa teoria é o modelo para a Terra, em que a litosfera rígida e fria "flutua" sobre uma astenosfera plástica e quente, assim sendo, a litosfera seria composta de diversas placas rígidas, de espessura variável entre 50 e 200 km e a movimentação provocada pelas correntes de convecção ascendentes do manto determinaria o afastamento entre as placas, que do lado oposto mergulhariam pelo substrato adentro.

6 - Principais Placas e seus Movimentos

São as seguintes as principais placas litosféricas: africana, americana, eurasiana, pacífica, indo-australiana, antártica e nazca, que se movem com velocidade que variam de 1,3 a 18,3 cm por ano. A velocidade absoluta da placa sul-americana é de aproximadamente 4 cm/ ano para oeste. Por outro lado, as placas são geradas junto às dorsais oceânicas, com a formação do assoalho oceânico basáltico, e são destruídas nas fossas oceânicas, ditas como zonas de subducção, onde mergulham no manto. Nessas regiões, somente as partes oceânicas são digeridas, com quanto os continentes, mais leves, não são submergíveis.

6.1) Afastamento

Margem construtiva ou divergentes, quando duas placas estão se movendo separadamente uma da outra e em sentido contrário, a partir da cadeia mesoceânica, onde nova crosta é formada.

6.2) Colisão

A) destrutiva ou convergente, quando duas placas estão se movendo mutuamente uma em direção à outra. Fossas oceânicas são formadas nesses sítios de colisão, originando uma zona de subducção, onde uma placa (mais densa) mergulha sob a outra para ser consumida no manto, como, por exemplo, a placa de nazca subductando sob a placa sul-americana no Pacífico (no decurso desse processo, as partes oceânicas das placas são consumidas, e a cadeia montanhosa é formada).

B) Colisional ou sutura, são também regiões de convergência, porém, sem consumo de placas, como, por exemplo, a cadeia do Himalaia, formada pela colisão da placa indiana com a placa eurasiana.

6.3) Deslocamento/ Deslizamento

Consertativa, formada ao longo de uma transformante, onde o movimento relativo da placa é horizontal e paralelo ao seu limite, como, por exemplo, a falha de Santo André, na Califórnia, onde o lado do Pacífico desloca-se para o norte, com relação ao bloco continental a este.

7 - A Formação das Cordilheiras Continentais

7.1 - Orogênese

Os processos orogenéticos resultam da interação entre a placa descendente e as margens continentais ativas.

Entende-se como orogenia os processos tectônicos pelos quais vastas regiões da crosta são deformadas e elevadas, para formar os grandes cinturões montanhosos, tais como os Andes, os Alpes, o Himalaia e outros. É o termo antigo, usado antes do conhecimento da tectônico de placas, em que o dobramento figurava como uma das principais características e cujas causas eram desconhecidas. O termo também refere-se, até hoje, aos processos de construção de montanhas continentais e envolve também atividades associadas, tais como dobramento e falhamento das rochas, terremotos, erupções vulcânicas, intrusões de plútons e metamorfismo.

Um orógeno ou faixa orogênica é uma longa e relativamente estreita região próxima a uma margem continental ativa (zona de colisão de placas), onde existem muitos ou todos os processos formadores de montanhas. Uma faixa orogênica é uma região alongada da crosta, intensamente dobrada e falhada durante os processos de formação de montanhas. As orogenias diferem em idade, história, tamanho e origem; entretanto, todas foram uma vez terremotos montanhosos. Os Apalaches, foram no paleozóico, uma grande cordilheira, como o Himalaia ou os Alpes de Hoje, embora se apresentem como morrarias destituídas do esplendor das grandes cadeias montanhosas.

7.2 - Epirogênese

Algumas das conseqüências da movimentação epirogenética são: Variação do nível do mar, avanço do mar sobre porções continentais, mudanças na configuração da drenagem, variação do nível de base de erosão, aparecimento de planos de erosão em vários níveis e terraciamento dos vales fluviais. Porém, um produto típico de movimento descendente ou epirogenético negativo é a bacia, uma depressão geralmente de expressão regional, preenchida por sedimentos. Pilhas de rochas sedimentares, muitas vezes totalizando vários quilômetros de espessura, são aí encontradas, como, por exemplo, a bacia de Michigan, nos Estados Unidos, ou a do Parnaíba no Brasil.

Nos movimentos ascendentes encontramos platôs e soerguimentos continentais, como, por exemplo, o platô do Colorado, ou algumas formas marcantes do relevo brasileiro, como a Serra do Mar.

7.3 - Soerguimentos de Montanhas

Grande parte da atividade tectônica terrestre ocorre no limite de placas litosféricas, em contraste com o interior delas, normalmente inativo tectonicamente. Como resultado, praticamente todas as montanhas e as cadeias montanhosas, na Terra, são formadas nos limites de placas.

Os esforços compreensivos, gerados nas zonas de colisão de placas convergentes, associados ao intenso magmatismo que introduz corpos ígneos no material crustal afetado, edificam vulcões na superfície, criam as condições necessárias para o enrugamento da "pele" do planeta por vastas áreas e, em determinados períodos de tempo. Montanhas são, então, formadas pelo envolvimento de uma série de agentes internos. Por isso, as montanhas quase sempre se apresentam como cadeias ou cordilheiras, porque as forças que as criaram operavam por vastas regiões da crosta terrestre, associadas a fenômenos de grande transcendência geodinâmica interna, sejam montanhas vulcânicas, de blocos falhados ou de dobramento e empurrão, como os Alpes e o Himalaia.

7.4 - Montanhas de Origem Vulcânica

Tais elevações são formadas pelo acúmulo de material expulso, provenientes de partes profundas da crosta terrestre. Às vezes predominam larvas, como vulcões havaianos, outras vezes o material piroclástico, como é o caso do Paracutin, célebre por Ter-se formado nos nossos dias, e, finalmente, ambos associados, lava e tufo, como no tipo estrato- vulcão, cujo exemplo clássico é o Vesúvio.

O Chimborazo e o Aconcágua, situados na cordilheira dos Andes, são notórios pelas suas grandes altitudes. Acham-se, contudo, situados em regiões soerguidas, graças a tectonismo recente.

7.5 - Montanhas Produzidas por Dissecação Erosiva de Planalto

Regiões aplainadas ou mesmo originalmente planas, como são as formadas pelo entulhamento de lagos ou mares fechados, podem sofrer a ação de forças epirogenéticas que determinem o seu levantamento sem deformações tectônicas consideráveis. Do desnível resultante, a conseqüência imediata é a erosão estimulada com maior ou menor intensidade. O estágio inicial pode ser exemplificado com o caso clássico do grande canhão do Colorado, que se encontra em ativa fase de erosão num planalto elevado. Passados uns poucos milhões de anos os tributários do Colorado, juntamente com os demais rios que drenam o planalto, terão dissecado parcialmente o planalto, perdurando somente as áreas correspondentes aos divisores das águas e aquelas localizadas nas nascentes dos rios. Formarão, desta maneira, montanhas causadas pela erosão. Como exemplo nacional de montanhas resultantes de processos erosivos, pode ser citada a Serra Geral do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina.

7.6 - Montanhas produzidas por Falhamentos

São várias as possibilidades da formação de elevações e montanhas motivadas por falhas, podendo verificar-se a elevação de blocos numa região baixa, ou abatimento em áreas elevadas formando as fossas tectônicas, ou ainda pode dar-se o levantamento geral dos blocos uns mais do que os outros, como também um abaixamento irregular. As montanhas de falhamento são caracterizadas pelo deslocamento principal no sentido vertical. Podem ocorrer flexuras , mas faltam as deformações plásticas. Porém, em certos lugares ocorrem deslocamentos quase horizontais como falhas de empurrão, podendo gradativamente passar para regiões dobradas.

As montanhas formadas por falhamento podem associar-se às cadeias de dobramento, tanto do ponto de vista geográfico como do sincronismo, significando a ação conjunta dos vários e complexos esforços tectônicos orogenéticos. Regiões já há muito tempo fixas e estáveis podem sofrer um rejuvenescimento tectônico parcial, movimentando massas antigas, como a Serra do Mar.

7.7 - Montanhas Produzidas por Dobramentos

As mais famosas cadeias de montanhas do mundo,pelas suas dimensões, não somente em área, como também pelas altitudes, são encontradas em áreas sujeitas às mais complexas perturbações, entre as quais, grande e complicados dobramentos. Pelo fato de se associarem freqüentemente as falhas, onde se dá o deslizamento de massas rochosas, por vezes até de quilômetros de extensão, distante de suas raízes. Como exemplo clássico desse tipo de estrutura, podem ser citados os Alpes, juntamente com Apininos, Cárpatos, Cáucaso e o Himalaia. No continente americano citaremos os Andes e as montanhas rochosas fazendo parte da área perturbada pelo tectonismo cenozóico, que por sinal perdura até os nossos dias, sendo às vezes altamente desastrosos, pelos abalos sísmicos conseqüentes.

As cadeias de montanhas originadas pelos dobramentos possuem vários caracteres em comum. Assim, grandes massas sedimentares marinhas, às vezes com intercalações magmáticas, ocupam hoje uma área cuja extensão é consideravelmente menor do que originalmente. O aspecto peculiar a estas cadeias orogenéticas é o da sua construção bilateral. Os dobramentos realizam-se em duas direções opostas, mas não necessariamente simétricas na intensidade do grau de dobramento, manifestando ao contrário grande assimetria. A zona central, de onde divergem as dobras, é mais sujeita a ação magmática, motivo pelo qual freqüentemente se encontra afetada por intenso metamorfismo e intrusões magmáticas. Os dobramentos seguem sucessivas fases no tempo, acompanhadas de intensa atividade vulcânica nos processos de formação destas cadeias. Essas cordilheiras ainda formam, normalmente, arcos suaves e sucessivos, apresentando formas suaves.

Devido a estabilidade tectônica do nosso país, não temos exemplos de elevações produzidas por dobramentos recentes. As montanhas de serra do Espinhaço, constituída de rochas metamórficas perturbadas e de estrutura bastante complexa, têm relação com o fenômeno do dobramento, que é, entretanto, muito antigo, pois encontra-se arrasado quase até a raiz. Tais dobramentos, levantados e expostos à erosão, mostram a estrutura já delineada, como acontece com as montanhas dos Apalaches.

III - CONCLUSÃO

Vivemos sobre um território mutante, palco de enfrentamento de forças geológicas de diferentes origens acionadas pela geodinâmica interna e toda gama de fenômenos relacionados. Ao analisarmos a tectônica de placas, bem como, a formação das cordilheiras continentais e das cadeias oceânicas, reconhecemos que a história não termina com os fenômenos derivados dos processos geodinâmicos internos. A erosão e a erostasia continuam, de forma combinada, a modificar o relevo em suas faixas de mobilidade crustal.

Fonte: br.geocities.com

Placas Tectônicas

Tectônica de placas (do grego: relativo à construção) é uma teoria da geologia, desenvolvida para explicar o fenômeno da deriva continental, sendo a teoria atualmente com maior aceitação entre os cientistas que trabalham nesta área.

Na teoria da tectônica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera, que inclui a crosta e a zona solidificada na parte mais externa do manto, e a astenosfera que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a forças repentinas, como os terremotos, comporta-se como um sólido rígido.

A teoria da tectônica de placas surgiu a partir da observação de dois fenômenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do século XX e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na década de 1960. A teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos 60 e desde então tem sido universalmente aceite pelos cientistas, tendo revolucionado as Ciências da Terra (comparável no seu alcance com o desenvolvimento da tabela periódica na Química, a descoberta do código genético na Biologia ou à mecânica quântica na Física).

Princípios chave

A divisão do interior da Terra em litosfera e astenosfera baseia-se nas suas diferenças mecânicas. A litosfera é mais fria e rígida, enquanto que a astenosfera é mais quente e mecanicamente mais fraca.

Esta divisão não deve ser confundida com a subdivisão química da Terra, do interior para a superfície, em: núcleo, manto e crosta.

Placas tectônicas

O princípio chave da tectônica de placas é a existência de uma litosfera constituída por placas tectônicas separadas e distintas, que flutuam sobre a astenosfera.

A relativa fluidez da astenosfera permite que as placas tectônicas se movimentem em diferentes direções.

Abaixo listam-se as principais placas tectônicas, existindo ainda várias numerosas placas menores.

Placas Tectônicas

Placa Africana
Placa da Antártida
Placa Euro-asiática
Placa Norte-americana
Placa Sul-americana
Placa do Pacífico
Placa Australiana

As placas contactam umas com as outras ao longo dos limites de placa, estando estes comumente associados a eventos geológicos como terremotos e a criação de elementos topográficos como cadeias montanhosas, vulcões e fossas oceânicas. A maioria dos vulcões ativos do mundo situa-se ao longo dos limites de placas, sendo a zona do Círculo de Fogo do Pacífico a mais conhecida e ativa. Estes limites são apresentados em detalhe mais adiante.

As placas tectônicas podem incluir crosta continental ou crosta oceânica, sendo que, tipicamente, uma placa contém os dois tipos. Por exemplo, a placa Africana inclui o continente africano e parte dos fundos marinhos do Atlântico e do Índico. A parte das placas tectônicas que é comum a todas elas, é a camada sólida superior do manto que se situa sob as crostas continental e oceânica, constituindo conjuntamente com a crosta a litosfera.

A distinção entre crosta continental e crosta oceânica baseia-se na diferença de densidades dos materiais que constituem cada uma delas; a crosta oceânica é mais densa devido às diferentes proporções dos elementos constituintes, em particular do silício. A crosta oceânica é mais pobre em sílica e mais rica em minerais maciços (geralmente mais densos), enquanto que a crosta continental apresenta maior percentagem de minerais fílmicos (em geral menos densos).

Como conseqüência, a crosta oceânica está geralmente abaixo do nível do mar (como, por exemplo, a maior parte da placa do Pacífico), enquanto que a crosta continental se situa acima daquele nível.

Tipos de limites de placas

São três os tipos de limites de placas, caracterizados pelo modo como as placas se deslocam umas relativamente às outras, aos quais estão associados diferentes tipos de fenômenos de superfície:

Limites transformantes ou conservativos - ocorrem quando as placas deslizam ou mais precisamente roçam uma na outra, ao longo de falhas transformantes. O movimento relativo das duas placas pode ser direito ou esquerdo, consoante se efetue para a direita ou para a esquerda de um observador colocado num dos lados da falha.
Limites divergentes ou construtivos –
ocorrem quando duas placas se afastam uma da outra.
Limites convergentes ou destrutivos –
(também designados por margens ativas) ocorrem quando duas placas se movem uma em direção à outra, formando uma zona de subducção (se uma das placas mergulha sob a outra) ou uma cadeia montanhosa (se as placas simplesmente colidem e se comprimem uma contra a outra).

Há limites de placas cuja situação é mais complexa, nos casos em que três ou mais placas se encontram, ocorrendo então uma mistura dos três tipos de limites anteriores.

Limites transformantes ou conservativos:

O movimento lateral esquerdo ou direito entre duas placas ao longo de uma falha transformante pode produzir efeitos facilmente observáveis à superfície. Devido à fricção, as placas não podem pura e simplesmente deslizar uma pela outra. Em vez disso, a tensão acumula-se em ambas placas e quando atinge um nível tal, em qualquer um dos lados da falha, que excede a força de atrito entre as placas, a energia potencial acumulada é libertada sob a forma de movimento ao longo da falha. As quantidades maciças de energia libertadas neste processo são causa de terremotos, um fenômeno comum ao longo de limites transformantes.

Um bom exemplo deste tipo de limite de placas é o complexo da falha de Santo André, localizado na costa oeste da América do Norte o qual faz parte de um complexo sistema de falhas desta região. Neste local, as placas do Pacífico e norte-americana movem-se relativamente uma à outra, com a placa do Pacífico a mover-se na direção noroeste relativamente à América do Norte. Dentro de aproximadamente 50 milhões de anos, a parte da Califórnia situada a oeste da falha será uma ilha, próxima do Alasca.

Deve salientar-se que a verdadeira direção de movimento das placas que se encontram numa falha transformante como a de Santo André, muitas vezes não coincide com o seu movimento relativo na zona de falha. Por exemplo, segundo os dados obtidos a partir de medições efetuadas por GPS, a placa norte-americana move-se para sudoeste quase perpendicularmente à placa do Pacífico enquanto esta se move mais em direção a oeste relativamente ao movimento para noroeste ao longo da falha de Santo André . As forças compressivas resultantes são dissipadas por soerguimentos na maior zona de falha. Os dobramentos presentes nesta zona, bem como a própria falha de Santo André no sul da Califórnia, são o provavelmente resultado de estiramento crostal na região da Grande Bacia, sobreposto ao movimento global da placa norte-americana. Alguns geólogos especulam sobre o possível desenvolvimento de um rift na Grande Bacia, uma vez que a crosta nesta zona está a adelgaçar-se de forma mensurável.

Limites divergentes ou construtivos

Nos limites divergentes, duas placas afastam-se uma da outra sendo o espaço produzido por este afastamento preenchido com novo material crostal, de origem magmática. A origem de novos limites divergentes é por alguns associada com os chamados pontos quentes. Nestes locais, células de convecção de grandes dimensões transportam grandes quantidades de material astenosférico quente até próximo da superfície e pensa-se que a sua energia cinética poderá ser suficiente para produzir a fraturação da litosfera. O ponto quente que terá dado início à formação da dorsal meso-atlântica situa-se atualmente sob a Islândia; esta dorsal encontra-se em expansão à velocidade de vários centímetros por século.

Na litosfera oceânica, os limites divergentes são típicos da dorsal oceânica, incluindo a dorsal meso-atlântica e a dorsal do Pacífico oriental; na litosfera continental estão tipificados pelas zonas de vale de rift como o Grande Vale do Rift da África Oriental. Os limites divergentes podem criar zonas de falhamento maciço no sistema de dorsais oceânicas. A velocidade de expansão nestas zonas geralmente não é uniforme; em zonas em que blocos adjacentes da dorsal se deslocam com velocidades diferentes, ocorrem grandes falhas transformantes. Estas zonas de fratura, muitas delas designadas por um nome próprio, são uma das principais origens dos terremotos submarinos. Um mapa do fundo oceânico mostra um estranho padrão de estruturas constituídas de blocos separadas por estruturas lineares perpendiculares ao eixo da dorsal. Se olharmos para o fundo oceânico entre estas zonas de fratura como se de uma banda transportadora se tratasse, a qual afasta a crista de cada um dos lados do rift da zona média em expansão, este processo torna-se mais evidente. As cristas dispostas paralelamente ao eixo de rift encontram-se situadas a maior profundidade e mais afastadas do eixo, quanto mais antigas forem (devido em parte à contração térmica e à subsidência).

Foi nas dorsais oceânicas que se encontrou uma das evidências chave que forçou a aceitação da hipótese de expansão dos fundos oceânicos. Levantamentos aeromagnéticos (medições do campo magnético terrestre a partir de um avião), mostraram um estranho padrão de inversões magnéticas em ambos lados das cristas e simétricas em relação aos eixos destas. O padrão era demasiado regular para ser apenas uma coincidência, uma vez que as faixas de cada um dos lados das dorsais tinham larguras idênticas. Havia cientistas que tinham estudado as inversões dos pólos magnéticos na Terra e fez-se então a ligação entre os dois problemas. A alternância de polaridades naquelas faixas tinha correspondência direta com as inversões dos pólos magnéticos da Terra. Isto seria confirmado através da datação de rochas provenientes de cada uma das faixas. Estas faixas fornecem assim um mapa espaço-temporal da velocidade de expansão e das inversões dos pólos magnéticos.

Há pelo menos uma placa que não está associada a qualquer limite divergente, a placa das Caraíbas. Julga-se que terá tido origem numa crista sob o Oceano Pacífico, entretanto desaparecida, e mantém-se ainda assim em movimento, segundo medições feitas com GPS. A complexidade tectônica desta região continua a ser objeto de estudo.

Limites convergentes ou destrutivos

A natureza de um limite convergente depende do tipo de litosfera que constitui as placas em presença. Quando a colisão ocorre entre uma densa placa oceânica e uma placa continental de menor densidade, geralmente a placa oceânica mergulha sob a placa continental, formando uma zona de subducção. À superfície, a expressão topográfica deste tipo de colisão é muitas vezes uma fossa, no lado oceânico e uma cadeia montanhosa do lado continental. Um exemplo deste tipo de colisão entre placas é a área ao longo da costa ocidental da América do Sul onde a placa de Nazca, oceânica, mergulha sob a placa Sul-americana, continental.

À medida que a placa subductada mergulha no manto, a sua temperatura aumenta provocando a libertação dos compostos voláteis presentes (sobretudo vapor de água). À medida que esta água atravessa o manto da placa sobrejacente, a temperatura de fusão desta baixa, resultando na formação de magma com grande quantidade de gases dissolvidos. Este magma pode chegar à superfície na forma de erupções vulcânicas, formando longas cadeias de vulcões para lá da plataforma continental e paralelamente a ela. A cadeia montanhosa dos Andes apresenta vulcões deste tipo em grande número. Na América do Norte, a cadeia de montanhas de Cascade, que se estende para norte a partir da Sierra Nevada na Califórnia, é também deste tipo. Este tipo de vulcões caracteriza-se por apresentar alternância de períodos de dormência com erupções pontuais que se iniciam com a expulsão explosiva de gases e partículas finas de cinzas vulcânicas vítreas, seguida de uma fase de reconstrução com magma quente. A totalidade do limite da placa do Pacífico apresenta-se cercada por longas cadeias de vulcões, conhecidos coletivamente como Círculo de Fogo do Pacífico.

Onde a colisão se dá entre duas placas continentais, ou elas se fragmentam e se comprimem mutuamente ou uma mergulha sob a outra ou (potencialmente) sobrepõe-se à outra. O efeito mais dramático deste tipo de limite pode ser visto na margem norte da placa Indiana. Parte desta placa está a ser empurrada por baixo da placa Euro-asiática, provocando o levantamento desta última, tendo já dado origem à formação dos Himalaia e do planalto do Tibet. Causou ainda a deformação de partes do continente asiático a este e oeste da zona de colisão.

Quando há convergência de duas placa de crosta oceânica, tipicamente ocorre a formação de um arco insular, à medida que uma placa mergulha sob a outra. O arco é formado a partir de vulcões que eruptam através da placa sobrejacente à medida que se dá a fusão da placa mergulhante. A forma de arco aparece devido à esfericidade da superfície terrestre. Ocorre ainda a formação de uma profunda fossa submarina em frente a estes arcos, na zona em que o bloco descendente se inclina para baixo. Bons exemplos deste tipo de convergência de placas são as ilhas do Japão e as Ilhas Aleutas, no Alasca.

Causas do movimento das placas

Conforme foi referido acima, as placas movem-se graças à fraqueza relativa da astenosfera. Pensa-se que a fonte da energia necessária para produzir este movimento seja a dissipação de calor a partir do manto. Imagens tridimensionais do interior da Terra (tomografia sísmica), mostram a ocorrência de fenômenos de convecção no manto. A forma como estes fenômenos de convecção estão relacionados com o movimento das placas é assunto de estudos em curso bem como de discussão. De alguma forma, esta energia tem de ser transferida para a litosfera de forma a que as placas se movam.

Há essencialmente duas forças que o podem conseguir: o atrito e a gravidade.

Atrito

Atrito do manto: As correntes de convecção do manto são transmitidas através da astenosfera; o movimento é provocado pelo atrito entre a astenosfera e a listosfera.
Sucção nas Fossas:
Correntes de convecção locais exercem sobre as placas uma força de arrasto friccional, dirigida para baixo, em zonas de subducção nas fossas oceânicas.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Placas Tectônicas

O conceito das Placas Tectônicas é relativamente recente, e revolucionou a Ciência do século 20. Este conceito propõe que todos os terremotos, atividade vulcânica, e processos de construção de montanha são causados pelo movimento de blocos rígidos chamado placas que compõem a capa da superfície da Terra, ou litosfera (lithosphere).

Em 1912, Alfred Wegner colocou sua teoria que a crosta terrestre era segmenta em doze grandes zonas que denominou de placas tectônicas, que estão em contínua modificação, e que os continentes se haviam formado a partir de um único continente chamado Pangea.

Os movimentos de deriva foi o que deu lugar a formação dos atuais continentes que se formaram a partir do Pangea.

Pela Teoria das Placas Tectônicas, a superfície da Terra está composta de uma dúzia de grandes placas e outras várias de menor tamanho.

Várias razões levaram a formação do conceito das placas tectônicas e da deriva dos continentes:

No alargamento dos mares, quando o magma esfria e se solidifica no solo submarino, os minerais magnéticos do material novo se solidificam de acordo com a polaridade do campo magnético da Terra na ocasião de seu resfriamento.

Quando o campo magnético da Terra reverte sua polaridade, o novo magma se solidifica adquirindo a polaridade inversa.

Assim a crosta oceânica possui o registro da própria formação, com a primeira mudança de polaridade registrada próximo ao limite entre as placas, onde a lava atinge a superfície e as mais antigas, próximas dos margens continentais, formadas quando o oceano era jovem em torno de 180 a 200 milhões de anos.

Isso demonstra que os continentes devem ter se movido em direções opostas abrindo espaço para o oceano desde a Era Jurássica.

Outra confirmação do conceito veio do estudo da distribuição de estruturas geológicas que passam de um continente para outro.

Geologistas da Universidade de Cambridge usaram o computador para colocar todos os continentes e ilhas da Terra juntos como num quebra-cabeças, considerando contornos submarinos. O resultado foi impressionante, apresentando muito poucos buracos e sobreposições.

Comparando a estrutura e composição das rochas e solo dos continentes que o modelo indica terem sido um só, confirmando que o modelo é bem próximo ao correto.

Finalmente o estudo da fauna marinha e flora das diferentes áreas durante os anos também apresenta provas do movimento dos continentes.

Os modelos de Interação entre as Placas Tectônicas são quatro:

Subducção

Ocorre onde duas placas de espessura semelhante entram em contato entre si.

Deslizamento

Se produz quando duas placas oceânicas entram em contato, ou também uma placa continental e uma oceânica.

Extrusão

Este fenômeno ocorre quando se juntam duas delgadas placas tectônicas que deslizam em direções opostas, como é o caso do contato de duas placas do fundo oceânico.

Acrecencia

Acontecem quando há um leve impacto entre uma placa oceânica e uma continental.

McAlester associa os movimentos das placas com a energia calorífica concentrada abaixo da litosfera.

Rikitake indica que o esquema general de desarranjo das placas, está relacionado com os movimentos de convecção das camadas inferiores, as quais estão em estado viscoso devido ao calor.

Nas zonas de extrusão aparece uma ''nova crosta'', enquanto nas zonas de subducção as placas que penetram por baixo se fundem, por efeito do calor liberado na interação entre as placas baixas sob condições de elevada pressão, dando lugar ao magma. O que explicaria a freqüência de vulcões ativos situados nestas zonas de subducção.

Os limites entre as placas são de três tipos:

Onde elas se afastam, no meio do oceano, nova crosta se forma com o material expelido do interior da Terra.
Onde uma placa avança para baixo de outra, parte da placa é consumida pela alta temperatura das camadas inferiores.
Onde as placas se movem em direções opostas, causando falhas.

Acredita-se que os atuais oceanos da Terra foram formados pela geração de nova crosta entre placas que se afastaram; e que a convergência de placas deu origem a cadeias de montanhas.

Os oceanos da Terra encontram-se em diferentes estágios de formação:

O Oceano Pacífico é antigo e já está diminuindo em ambos os lados, o que poderá resultar na colisão da Ásia com as Américas.
O Oceano Índico está crescendo no oeste e diminuindo no leste.
O Atlântico encontra-se ainda em expansão em ambos os lados.
O Mar Vermelho é o embrião de um futuro oceano.

Os Alpes originaram-se da colisão da placa da África com a da Europa. Há restos de crosta oceânica ali, indicando que havia um oceano onde agora há uma cadeia de montanhas. O mesmo acontece na região dos Himalaias, causado pela colisão das placas da Índia e da Ásia.

Os terremotos ocorrem com bastante freqüência nos limites das placas tectônicas.

Áreas como o lado oeste da América do Sul estão sobre área de compressão de placas.

O lado oeste da África, por exemplo, está sobre o centro de uma placa e os movimentos tectônicos não se manifestam.

Fonte: www.coladaweb.com

Placas Tectônicas

Quando os pesquisadores do século 19 e início do século passado observavam as diferentes formas de relevo, perguntavam-se por que alguns lugares possuíam montanhas elevadas com picos pontiagudos, outros eram montanhas arredondadas e outros eram planícies (áreas amplas e planas, geralmente muito baixas).

Para tentar explicar a questão, chegaram a propor que a Terra estava se expandindo (crescendo como um pão de queijo ou um bolo no forno) e conforme se expandia apareciam essas diferenças de altitude e formas da superfície (essas desigualdades são chamadas de relevo).

Outros pesquisadores pensavam que a Terra estaria se encolhendo como uma ameixa que seca e ao encolher apareceriam as montanhas e depressões.

Então o pesquisador Alfred Wegener elaborou a teoria da deriva continental.

A teoria foi confirmada com o surgimento da teoria de movimento das placas tectônicas.

Placas Tectônicas

A teoria da Tectônica de Placas afirma que o planeta Terra é dividido em várias placas tectônicas (como uma bola de capotão, mas com gomos irregulares e de diferentes tamanhos) que se movimentam, pois estão flutuando sobre o magma (como a lava vulcânica derretida que sai dos vulcões). Ao se movimentarem, formam as montanhas mais recentes (dobramentos modernos), fossas oceânicas, atividade vulcânica, terremotos, cordilheiras meso-oceânicas, tsunamis, etc.

A Terra é formada por várias camadas, as três principais são: núcleo, manto e crosta.

Existem várias subdivisões, algumas aparecem na figura abaixo:

Placas Tectônicas

A LITOSFERA ou crosta é a camada superficial da Terra. É formada por áreas emersas, continentais, onde predominam, principalmente, silício e alumínio (por isso ela também é chamada de Sial, abreviação dos dois componentes), e áreas submersas, constituindo o leito oceânico, formado principalmente por silício e magnésio (também chamado de Sima). Logo abaixo da crosta encontra-se uma imensidão de consistência pastosa constituída de rocha derretida, a ASTENOSFERA, também chamada de Manto (ou Magma). A porção inferior do Manto e superior do Núcleo, segundo estudos, possui consistência líquida e é denominada Camada Intermediária. No centro da Terra, encontramos o Núcleo, de consistência sólida, constituída, principalmente, por Ferro e Níquel, daí denominada NIFE.

Flutuando no magma

As placas apresentam uma densidade menor (em média 2,8) que a do magma (em média 3,2) e por isso as placas "flutuam" no magma da astenosfera que é tão quente (geralmente mais de 1.000ºC) que se apresenta derretido, portanto quase líquido, mas muito viscoso.

Como todo líquido quente, o magma gira e ao girar empurra as placas em um certo sentido.

Então, elas podem se chocar:

Placas Tectônicas
Zona de convergência, que resulta na formação de dobramentos modernos e fossas oceânicas.

Ou se afastar:

Placas Tectônicas
Zona divergente no centro da figura, que resulta na formação da crista médio-oceânica.

Os dois processos vão provocar resultados diferentes na superfície terrestre.

Uma grande parte da atividade vulcânica e dos abalos sísmicos mais fortes (terremotos) estão localizados nas bordas das placas tectônicas. Se compararmos os mapas abaixo para relacionar esses fenômenos, perceberemos que os limites das placas tectônicas e a localização dos terremotos e vulcões coincidem e se concentram em volta do oceano Pacífico (por isto esta região é chamada de Círculo de Fogo do Pacífico).

Placas Tectônicas
1) Placa do Pacífico
2) Placa de Cocos
3) Placa de Nazca
4) Placa das Caraíbas
5) Placa Sul-Americana
6) Placa Norte-Americana
7) Placa Africana
8) Placa Arábica
9) Placa Indo-Australiana
10) Placa Antártica
11) Placa Filipina
12) Placa Eurasiana

Alterações no relevo - formação das montanhas

Os movimentos convergente e divergente das placas provoca alterações no relevo. A cada choque, a placa que apresenta menor viscosidade (mais aquecida) afunda sob a mais viscosa (menos aquecida). A parte que penetra tem o nome de zona de subducção.

No oeste da América do Sul, por exemplo, o afundamento da placa de Nazca sob a placa continental originou a cordilheira dos Andes.

As montanhas são formas de relevo da superfície da Terra que, normalmente, se elevam para um topo estreito em forma de cume, originando escarpas. São vastas elevações e depressões. Podem apresentar-se segundo extensos alinhamentos de relevo, ou sob a forma de montanhas isoladas, estas normalmente associadas a fenômenos vulcânicos. Vamos procurar dar algumas explicações, tendo sempre em conta o conhecimento atual, para a formação das montanhas.

Na Terra os extensos alinhamentos de relevo que cruzam oceanos e continentes têm uma origem, direta ou indiretamente, ligados ao movimento das grandes placas litosféricas terrestres. De entre estas estruturas, as cadeias de montanhas são as que melhor se conhecem e as que, com certeza, foram objeto das mais antigas investigações científicas.

As montanhas formam-se através de diversos processos geológicos.

Assim, podemos considerar quatro tipos diferentes de montanhas: vulcânicas, erodidas, falhadas, e dobradas.

Montanhas vulcânicas, também conhecidas como vulcões. Apresentam, na maioria dos casos, uma parte emersa que por sua vez faz parte de uma sucessão de grandes vulcões. Uma região com uma sucessão de vulcões é o Havai. O Mauna Kea (4.205 m) é um exemplo típico de uma montanha vulcânica.

Luiz Carlos Parejo

Fonte: www.geomundo.com.br

Placas Tectônicas

Placas Tectônicas são porções da crosta terrestre (litosfera) limitadas por zonas de convergência ou divergência.

Segundo a Teoria da “Tectônica das Placas”, a litosfera é constituída de placas que se movimentam interagindo entre si, o que ocasiona uma intensa atividade geológica, resultando em terremotos e vulcões nos limites das placas.

Atualmente considera-se a existência de 12 placas principais que podem se subdividir em placas menores.

Elas são: Placa Eurasiática, Placa Indo-Australiana, Placa Filipina, Placa dos Cocos, Placa do Pacífico, Placa Norte-Americana, Placa Arábica, Placa de Nazca, Placa Sul-Americana, Placa Africana, Placa Antártica e Placa Caribeana.

Os movimentos das placas são devidos às “correntes de convecção” que ocorrem na astenosfera (camada logo abaixo da litosfera): as correntes de convecção são causadas pelo movimento ascendente dos materiais mais quentes do manto em direção à litosfera, que, ao chegar à base da litosfera, tende a se movimentar lateralmente e perder calor por causa da resistência desta e depois descer novamente dando lugar à mais material aquecido.

No meio dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico existem cordilheiras que chegam a atingir até 4000 mil metros acima do assoalho oceânico chamadas de Cordilheiras “Meso-oceânicas”. Estas cordilheiras se originam do afastamento das placas tectônicas nas chamadas “zonas de divergência”. São locais onde as correntes de convecção atuam em direções contrárias originando rupturas no assoalho oceânico pelas quais é expelido o magma da astenosfera. Dessa forma, ao esfriar, o magma (ou lava basáltica) causa a renovação do assoalho oceânico.

Outro tipo de movimento das placas tectônicas acontece nas chamadas “zonas de convergência” onde as placas se movimentam uma em direção à outra. Nesse caso, pode acontecer de uma placa afundar por sob a outra nas “zonas de subducção”. Isso acontece entre uma placa oceânica e uma placa continental porque a placa oceânica tende a ser menos densa que a placa continental o que faz com que ela seja “engolida” por esta última. Um exemplo é a zona de subducção da Placa de Nazca em colisão com a Placa continental Sul-Americana e responsável pela formação da Cordilheira Andina.

Quando o movimento de convergência ocorre entre duas placas continentais, ou seja, de igual densidade, ocorre o soerguimento de cadeias montanhosas como o Himalaia, por exemplo, que está na zona de convergência das placas continentais Euroasiática e Arábica.

Fonte: www-ext.lnec.pt

Placas Tectônicas

TERRA EM MOVIMENTO

Um dos assuntos mais interessantes estudados por geólogos é aquele referente à estrutura da Terra e as transformações que ocorrem no planeta. A maior parte dos processos de mudança, principalmente aqueles de abrangência global, são operados tão lentamente que os mesmos não são perceptíveis numa escala de tempo humano. Mas eles ocorrem de forma inexorável transformando a paisagem da Terra.

Forças internas do planeta agindo durante bilhões de anos elevam grandes massas rochosas (Cordilheira Andina e Alpina), dobram duras camadas de rocha e conseguem mesmo separar e mover continentes e abrir oceanos, rearranjando o mapa do mundo.

Periodicamente, o homem se dá conta das forças extraordinárias do planeta, cuja magnitude pode ser avaliada nos grandes eventos dos terremotos, durante os quais grandes fendas se abrem no chão, prédios inteiros são destruídos, pontes e viadutos são levantados, suas estruturas de aço distorcidas, e alterações imponentes ocorrem na superfície dos terrenos num curtíssimo espaço de tempo. Do mesmo modo, erupções vulcânicas modificam rapidamente a paisagem, criando ou destruindo montanhas. Essas forças endógenas do planeta são responsáveis pela dinâmica presente na crosta terrestre. A Figura 1 mostra um perfil esquemático ilustrando os processos derivados do movimento das placas tectônicas na superfície do globo terrestre.

A Teoria das Placas Tectônicas, na qual a superfície da Terra (Litosfera) está dividida em placas relativamente finas (contendo continentes ou não) que se movem e se chocam, provocando terremotos, erupções vulcânicas e formando cadeias montanhosas, é fruto da capacidade imaginativa e científica de figuras importantes do mundo geológico.

A idéia de uma movimentação relativa entre os continentes pode ser inicialmente encontrada nos escritos de Francis Bacon, datados de 1620. Bacon impressionou-se com o fato de que o contorno da costa leste americana casava quase que perfeitamente com o contorno da costa oeste da África e Europa.

A hipótese de uma possível deriva continental (continental drift) foi apresentada ao conhecimento público no começo do século XX pelo meteorologista alemão Alfred Wegener. Ele baseou-se principalmente em estudos e evidências de natureza climatológica para justificar a Teoria da Deriva Continental. Analisando registros paleoclimáticos nos diversos continentes, notou que nos Períodos Geológicos do Carbonífero (345 milhões de anos atrás) e Permiano (280 milhões de anos atrás), a África, a Austrália, a Antártica, a América do Sul e a península da Índia encontravam-se em período glacial. No mesmo Tempo Geológico, os grandes depósitos de carvão mineral estavam sendo formados na América do Norte, Europa e Ásia, e condições desérticas prevaleciam em toda a região norte.

Os depósitos de carvão e os desertos são indicativos de clima quente, que ocorrem hoje em regiões tropicais e equatoriais. Aquelas condições climáticas não poderiam ser explicadas pela atual disposição espacial dos continentes, a não ser que os mesmos estariam sofrendo um movimento de deriva relativa. Wegener tentou demonstrar que ao se agrupar todos os continentes (Figura 2) numa única massa continental (Pangea), no Período Permocarbonífero, com a América do Sul bem próxima ao Pólo Norte, poder-se-ia explicar a condição climática glacial reinante nos continentes anteriormente indicados.

Placas Tectônicas
"Pangea", considerado o supercontinente

Da mesma forma, pelo arranjo proposto, a América do Norte, Europa e Ásia estaria localizados em zonas paleoclimáticas tropicais próximas à linha do Equador. Wegener publicou seus estudos em 1915 "A origem dos continentes e oceanos", mas não conseguindo explicar que forças seriam capazes de mover imensos blocos continentais, e com a sua morte em 1930, a Teoria da Deriva Continental foi posta em esquecimento.

Com os avanços científicos que se seguiram decorrentes do desenvolvimento de novos instrumentos e tecnologias de investigação, a partir da metade do século, pode-se constatar novas evidências geológicas indicativas do movimento das placas terrestres.

A descoberta e os estudos realizados ao longo das Cadeias Meso-oceânicas (oceanic spreading ridge) que constitui um sistema contínuo de elevações do piso oceânico, com forte atividade sísmica e vulcânica, por exemplo a Cadeia Meso-Atlântica, que se extende continuamente quase exatamente no centro do Oceano Atlântico, deu margem ao desenvolvimento da Tese de Expansão do Fundo Oceânico. Pode-se dizer que a Teoria de Placas Tectônica é fruto dos estudos de Deriva Continental e dos estudos da Expansão do Fundo Oceânico.

Fonte: www.cienciaonline.org

Placas Tectônicas

Para Wegener, o Pangéia estava situado próximo do pólo Sul da Terra.

A partir do Jurássico (era Mesozóica), havia duas massas continentais: Laurásia (América do Norte, Europa e Ásia) e Gondwana (África, América do Sul, Austrália e Índia). Esses continentes começaram a se afastar para Oeste e na direção do Equador. Há 65 milhões de anos, a América do Sul iniciou a separação da África. A seguir, a América do Norte separou-se da Europa. Com esses movimentos, o oceano Atlântico surgiu.

No outro extremo, a Índia deslocava-se rumo à Ásia, enquanto que a Austrália e a Antártida permaneciam unidas. No Terciário, ocorreu o rearranjo final dos continentes. As Américas foram unidas, a Índia colidiu com o sul da Ásia, a Antártida e a Austrália separaram-se indo atingir a posição em que estão atualmente.

Por muito tempo Wegener foi desprezado, pois não havia conseguido explicar de maneira convincente o mecanismo de separação dos continentes.

A TEORIA DA TECTÔNICA DE PLACAS

Trata-se de uma teoria recente, mas sua formulação baseia-se em mais de 100 anos de especulações, pesquisas geológicas e debates. Estudos mais modernos que partem do campo da Geofísica, Paleoclimatologia, Geologia Marinha e Paleontologia, entre outras, constituem as bases do modelo admitido da tectônica de placas. Ela procura demonstrar que a superfície semi-rígida da crosta sofre movimentos sobre uma porção inferior, quente e fluida, denominada astenosfera.

Como conseqüência desses movimentos, as rochas superficiais sofrem deformações, produzindo estruturas características, conhecidas como produtos do tectonismo. Assim, com a sondagem acústica, pôde-se fazer um reconhecimento do fundo oceânico. Descobriram-se as dorsais marinhas e chegou-se à conclusão de que as áreas de vulcanismo e de terremotos coincidem com as dorsais oceânicas que acompanham as grandes cadeias montanhosas nos continentes. Grandes falhas geológicas sugerem que a crosta terrestre esteja dividida em grandes placas. Descobriu-se, também, assoalho novo no fundo dos oceanos, formado pelo magma que jorra na zona de contato entre as placas tectônicas.

Esse movimento conhecido como expansão do fundo marinho ou do assoalho oceânico foi recentemente comprovado por satélites e calculado em cerca de dois centímetros por ano. A partir da Teoria da Tectônica de Placas, ficou fácil entender vários fenômenos.

"As forças do interior da Terra fazem que as placas se desloquem, provocando várias deformações e fenômenos em seus limites externos, como o surgimento de falhas, dobramentos, terremotos e erupções vulcânicas. As áreas geologicamente instáveis da crosta terrestre (Andes, Rochosas, Himalaia, etc.) nada mais são do que o resultado de tais colisões e secionamentos das placas. Nesses choques, muitos sedimentos foram incorporados aos continentes." (Coelho, Marcos A.; Terra, Lygia. Geografia Geral. O espaço natural e socioeconômico. Moderna, 2001. p. 80.)

Fonte: www.iped.com.br

Placas Tectônicas

A Dança dos continentes

As deformações visíveis na superfície do terreno, os fenômenos vulcânicos e sísmicos, presentes tanto nos continentes, como no fundo dos oceanos, são provas do dinamismo da Terra. Nosso Planeta não é um corpo estático, pelo contrário, ele esteve e continua sob intensa atividade.

Idéias científicas sobre a evolução da Terra começaram a surgir há 200 anos atrás mas até o início do presente século, acreditava-se que a distribuição dos continentes e oceanos era essencialmente a mesma.

A Deriva Continental

Em 1915, o alemão Alfred Wegener publicou a Teoria da Deriva dos Continentes, propondo que a 200 milhões de anos atrás todos as massas emersas de terra estariam reunidas em um único super-continente, denominado Pangea, envolto por um mar universal, a Panthalassa. Posteriormente, essa massa continental fraturou-se em partes menores que se dispersaram em consequência de movimentos horizontais.

Além da semelhança entre as margens dos continentes, que se encaixam como um grande quebra-cabeça, Wegener buscou evidências geológicas, paleontológicas e climáticas, particularmente nos continentes do hemisfério sul, para fundamentar sua hipótese. Ele acreditava que a força para impulsionar a movimentação dos continentes seria derivada das marés e da própria rotação da Terra. No entanto, existem dificuldades de ordem física e matemática para sustentar esse modelo de movimentação e, por isso, a teoria sofreu forte oposição dos principais cientistas da época, caindo, praticamente, em esquecimento.

Grande revolução científica aconteceu nos Anos 60 com o aporte de inúmeras e novas informações, particularmente no campo da geologia e da geofísica marinha: melhor conhecimento do fundo dos oceanos desenvolvimento do paleomagnetismo, do conceito das falhas transformantes, da localização mais precisa dos terremotos etc. A partir dessas idéias, entre 1967 e 1968 nasce a teoria da Tectônica de Placas com os trabalhos de J. Morgan, X. Le Pichon e D. McKenzie, entre outros autores.

A teoria da Tectônica de Placas

Essa teoria postula que a crosta terrestre, mais precisamente a litosfera - que engloba toda a Crosta e a parte superior do Manto, até cerca de 100 km de profundidade - está quebrada em um determinado número de placas rígidas, que se deslocam com movimentos horizontais, que podem ser representados como rotações com respeito ao eixo que passa pelo centro da Terra.

Essas movimentações ocorrem porque a Litosfera, mais leve e fria, praticamente “flutua” sobre o material mais quente e denso e parcialmente fundido, existente no topo da Astenosfera. É nessa parte viscosa, dos primeiros 200 km da Astenosfera, que são geradas as correntes de convecção, supostamente o mecanismo que proporciona a movimentação das placas tectônicas.

As placas deslizam ou colidem uma contra as outras a uma velocidade variável de 1 a 10 cm/ano. Nas regiões onde elas se chocam ou se atritam, crescem os esforços de deformação nas rochas e, periodicamente nesses pontos, acontecem os grandes terremotos. Justamente nos limites das placas tectônicas, ao longo de faixas estreitras e contínuas, é que se concentra a maior parte da sismicidade de toda a Terra.

É também próximo das bordas das placas que o material fundido (magma), existente no topo da Astenosfera, ascende até a superfície e extravaza-se ao longo de fissuras, ou através de canais para formar os vulcões. Apesar de os terremotos e vulcões normalmente ocorrerem próximo aos limites das placas, exepcionalmente, podem acontecer super terremotos nas regiões internas das placas.

Fundamentalmente existem 3 tipos de contatos entre as placas tectônicas propocionados por movimentações com sentido divergente, convergente, de deslocamento horizontal ou falha transformante:

Movimento entre Placas Divergentes

Ocorre quando as placas se movimentam para direções contrárias entre si. Esse processo acontece principalmente nas áreas ao longo das cadeias meso-oceânicas. Essas cadeias são extensas elevações submarinas, cuja topografia é muito mais acentuada e exuberante do que as tradicionais zonas montanhosas existentes nos continentes - podem alcançar mais de 1.000 km de largura e 20.000 km de extensão e sua crista é marcada por profundas fendas ou fissuras.

Quando as placas se afastam uma da outra, o material em estado de fusão - o magma - existente no topo da astenosfera, sobe através das fendas, situadas na crista das cadeias submarinas, e extravasa-se formando um novo fundo oceânico.

Movimento de Placas Convergentes

Este caso ocorre quando duas placas se chocam. Na maior parte das vezes, uma delas desliza por debaixo da outra, formando profunda trincheira que penetra pelo fundo oceânico. A placa inferior desliza no interior da astenosfera segundo um plano inclinado - entre 40º a 60º com relação a horizontal. Essa região de junção de placas recebe o nome de Zona de Subdução ou Zona de Benioff-Wadati. Mais de 3/4 dos terremotos do mundo ocorrem nesse tipo de limite de placas. É aí também que se encontram os sismos de foco profundo, com 300 a 700 km de profundidade.

Ao subsidir para zonas mais profundas da astenosfera a placa rígida encontra altas temperaturas podendo ser parcialmente fundida. Esse novo magma, que é menos denso que as rochas circunvizinhas, sobe através de zonas de fraqueza da crosta e extravasa-se sob a forma de vulcões. Aproximadamente 2/3 das erupções vulcânicas conhecidas ocorrem nesse tipo de limite de placas.

Exemplo clássico de placas convergentes é a de Nazca e a da América do Sul. A interação do movimento dessas placas possibilitou a formação da Cadeia Andina e a trincheira oceânica Chile-Peru.

Movimento Horizontal ou de Falha Transformante

Separa placas que estão se deslocando lateralmente. O atrito entre as placas é grande de modo que podem ocorrer grandes esforços e deformações nas rochas que, periodicamente, são liberados por meio de grandes terremotos.

Para esse caso, o melhor exemplo é a falha de Santo André, na California, limitando a Placa Americana, com movimento geral na direção SE, da Placa do Pacífico, com movimento geral na direção NW.

Fonte: www.unb.br

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