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Terremotos

 

Terremotos

O terremoto é uma oscilação rápida e freqüentemente violenta da superfície da Terra (do solo ou do fundo do oceano) provocada pela fricção interna das partes móveis da crosta terrestre. Enquanto os tremores suaves podem ocorrer em qualquer região do globo, os grandes terremotos geralmente ocorrem perto das bordas das principais placas que constituem a crosta e ao longo das elevações no meio do oceano, onde uma nova crosta está em formação.

O alcance e o impacto dos terremotos depende da energia que liberam; seu ponto de origem está geralmente localizado em uma profundidade não superior a 30 km, sendo denominado foco. O epicentro é o ponto da superfície terrestre localizado verticalmente acima do foco; as ondas de choque deslocam-se para o exterior do epicentro com velocidades distintas em diferentes camadas da crosta terrestre.

São vários os tipos de ondas que resultam de um terremoto. O primeiro é o das ondas superficiais, muito fortes perto do epicentro e responsáveis pelos maiores danos de um terremoto. Como sua intensidade se reduz muito rapidamente, torna-se impossível detectá-las, em regra, a uns 320 quilômetros do epicentro, embora as ondas longas, muito mais fracas, possam percorrer grandes distâncias.

Mas, a uma certa distância do epicentro, as ondas observadas geralmente percorrem o próprio interior da Terra, recebendo a denominação de ondas primárias e ondas secundárias. Por se deslocarem com maior velocidade, as ondas primárias chegam antes ao observatório. Além disso, as ondas secundárias praticamente não conseguem atravessar as massas líquidas.

A escala Richter

Os abalos sísmicos são classificados de acordo com a energia mecânica, ou onda de choque, que liberam. A convenção usada para medí-la segundo uma simples pontuação é a escala Richter, introduzida em 1935 pelo sismólogo americano Charles Francis Richter (1900 - 1985). Ele pretendia empregá-la apenas para avaliar a intensidade de terremotos no sul da Califórnia, detectados por um sismógrafo.

A partir dessas primeiras experiências de Richter, os abalos mais fracos receberam valores próximos de zero e a escala foi construída de forma que o acréscimo de cada ponto ou unidade representasse um aumento equivalente a 10 vezes na magnitude do terremoto. Pela convenção, o zero eqüivale aproximadamente ao choque produzido no chão por um homem que salta de uma cadeira.

Devido a seu método objetivo de avaliação, a escala Richter foi adotada como padrão universal.

Sismógrafos

Os aparelhos destinados ao registro dos terremotos, denominados sismógrafos, se baseiam na obtenção de um ponto relativamente fixo, o qual, enquanto a Terra se move conserva, por assim dizer a mesma posição no espaço. Para registrar os movimentos verticais, utiliza-se uma massa suspensa de uma mola em espiral que está presa a um suporte.

Essa massa é provida de um estilete cuja extremidade roça suavemente um cilindro arrastado por um movimento de relojoaria e no qual está fixado um papel recoberto de negro de fuligem.

Enquanto a crosta se encontra em repouso, o estilete marca no cilindro uma linha horizontal, porém, ao se produzir uma sacudidela vertical, a massa oscila e o estilete vai traçando uma linha mais ou menos ondulada, segundo a intensidade do movimento.

Os sismógrafos para o registro dos movimentos horizontais têm a massa colocada no extremo de uma vareta horizontal, suspensa por um fio cujo extremo se encontra na mesma vertical. O estilete da massa vai marcando sobre o cilindro a linha sinuosa das oscilações a que está submetido a massa do aparelho como resultado dos movimentos horizontais do solo.

Os sismógrafos mais modernos são eletromagnéticos, feitos de material eletricamente indutivos e dotados de uma bobina, com que se produz uma corrente elétrica ao se mover o pêndulo. O amortecimento também é eletromagnético. De alta sensibilidade, o aparelho possui uma saída para o computador, para análise da informação.

Fonte: br.geocities.com

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Sismos

Os sismos, tremores de terra ou terremotos (sismos catastróficos) constituem um fenómeno geológico que sempre aterrorizou as populações que vivem em determinadas zonas da Terra.

Vamos fazer apelo, uma vez mais, à teoria da Tectónica de Placas, isto porque ela é o atual modelo da mecânica planetária terrestre que permite compreender, de um modo Global, os grandes fenómenos geológicos.

O modelo tem sido testado através do estudo dos mais variados fenómenos geológicos, pequenos e grandes, e tem validado as observações bem como o rigor das interpretações.

Assim sendo, é de toda a conveniência ler o Tema Tectônica de Placas, para melhor compreender os sismos.

No Tema Estrutura da Terra, ao tentarmos dar uma ideia do contributo da Sismologia para o conhecimento do interior da Terra, abordamos alguns conceitos básicos de sismologia. Deste modo convém rever aqueles conceitos.

Sismos, dissemos nós, são abalos naturais da crosta terrestre que ocorrem num período de tempo restrito, em determinado local, e que se propagam em todas as direcções ( Ondas Sísmicas ), dentro e à superfície da crosta terrestre, sempre que a energia elástica ( movimento ao longo do plano de Falha ) se liberta bruscamente nalgum ponto ( Foco ou Hipocentro ).

Ao ponto que, na mesma vertical do hipocentro, se encontra à superfície terrestre dá-se o nome de Epicentro, quase sempre rodeado pela região macrossísmica, que abrange todos os pontos onde o abalo possa ser sentido pelo Homem.

Terremotos
Bloco-diagrama mostrando uma representação esquemática do foco ou hipocentro, plano de falha e epicentro

Vamos acrescentar um pouco mais ao desenvolvimento do fenómeno sísmico.Qualquer material rígido, de acordo com as leis físicas, quando submetido à ação de forças (pressões e tensões) deforma-se até atingir o seu limite de elasticidade. Caso a ação da força prossiga o material entra em ruptura, libertando instantaneamente toda a energia que havia acumulado durante a deformação elástica. Em termos gerais, é aquilo que se passa quando a litosfera fica submetida a tensões. Sob o efeito das tensões causadas, a maior parte das vezes, pelo movimento das Placas Tectônicas, a litosfera acumula energia.

Logo que, em certas regiões, o limite de elasticidade é atingido, dá-se uma ou várias rupturas que se traduzem por falhas. A energia bruscamente libertada ao longo destas falhas origina os sismos. Se as tensões prosseguem, na mesma região, a energia continua a acumular-se e a ruptura consequente far-se-á ao longo dos planos de falha já existentes. As forças de fricção entre os dois blocos de uma falha, bem como os deslocamentos dos blocos ao longo do plano de falha, não atuam nem se fazem sentir de maneira contínua e uniforme, mas por "impulsos" sucessivos, originando cada "impulso" um sismo, as chamadas réplicas.

Numa dada região, os sismos repetem-se ao longo do plano de falha, que por sua vez é um plano de fraqueza na litosfera.

Compreende-se então porque é que os sismos se manifestam geralmente pelo abalo principal, logo no seu início. Só no momento em que as tensões levaram as rochas rígidas e dotadas de certa elasticidade ao "potencial de ruptura" é que esta se produziu, oferecendo um duplo carácter de violência e instantaneidade. Mas depois da ruptura inicial, verifica-se uma série de rupturas secundárias, as quais correspondem ao reajustamento progressivo das rochas fraturadas, originando sismos de fraca intensidade as já referidas réplicas. Acontece que, por vezes, antes do abalo principal observam-se sismos de fraca intensidade denominados por abalos premonitórios.

De notar que os sismos só se produzem em material rígido. Por consequência, os sismos produzem-se sempre na litosfera, jamais na astenosfera que é constituída por material plástico.

As ondas sísmicas propagam-se através dos corpos por intermédio de movimentos ondulatórios, como qualquer onda, dependendo a sua propagação das características físico-químicas dos corpos atravessados.

Dissemos que as ondas sísmicas classificam-se em dois tipos principais: as ondas que se geram nos focos sísmicos e se propagam no interior do globo, designadas ondas interiores, volumétricas ou profundas (ondas P e S), e as que são geradas com a chegada das ondas interiores à superfície terrestre, designadas por ondas superficiais (ondas L e R). No mesmo contexto referimos as ondas primárias, longitudinais, de compressão ou simplesmente ondas P, ondas transversais, de cisalhamento ou simplesmente ondas S, ondas de Love ou ondas L e ondas de Rayleigh ou ondas R.

As ondas sísmicas são detectadas e registadas nas estações sismográficas por aparelhos chamados sismógrafos. Os sismógrafos mais antigos eram, essencialmente, constituídos por um pêndulo (vertical ou horizontal) ao qual eram acoplados diversos mecanismos de amplificação, de amortecimento e de registo. Alguns destes sismógrafos ainda se encontram em pleno funcionamento.

Os sismógrafos mais modernos são do tipo eletromagnético. Os registos efetuados por estes aparelhos são os sismogramas, cuja interpretação, reservada a especialistas, consiste no reconhecimento e na leitura dos tempos de chegada das ondas sísmicas, permitindo calcular a que distância se encontra o epicentro de um determinado sismo, a chamada distância epicentral. Deste modo, com os dados fornecidos por três estações sismográficas é possível determinar a localização exata do epicentro de um sismo.

Os sismos não apresentam uma distribuição aleatória à superfície do planeta Terra, mas estão repartidos de acordo com um padrão bem definido. Esta repartição ordenada encaixa perfeitamente na Tectônica de Placas, particularmente, no que concerne aos limites das zonas de subducção (fossas).

As regiões sísmicas encontram-se sobretudo nas fronteiras das placas litosféricas. Existe uma sismicidade (termo que traduz a frequência dos sismos numa dada região) difusa fora daqueles limites denominada sismicidade intraplacas. Já dissemos que a maioria dos sismos observam-se nas fronteiras das placas, bem como a maior parte da atividade vulcânica. Estes sismos são denominados sismos tectônicos.

Podemos dizer, sem cometer um erro grosseiro, que os alinhamentos dos sismos indicam os limites das placas tectônicas.

Senão vejamos a distribuição geográfica das principais zonas sísmicas:

1) Zona do Círculo Circum-Pacífico

Esta zona rodeia o oceano Pacífico, abrangendo as costas do México e da Califórnia, Golfo do Alasca, Arquipélago das Aleutas, Península de Camechátca, as Curilhas e a costa oriental do Japão, dividindo-se a partir daqui em dois ramos:

a) um que atravessa a Formosa e Filipinas;
b)
o outro seguindo as Ilhas Polinésias ( Marianas e Carolinas Ocidentais ).

Os dois ramos unem-se na Nova Guiné, costeando, seguidamente, o bloco firme da Austrália, seguindo até às ilhas Fiji e Kermadec, Nova Zelândia até ao continente Antárctico. Prossegue pela Cordilheira dos Andes, ao longo do litoral ocidental da América do Sul, passando pelas ilhas de Páscoa e Galápagos. O círculo fecha-se com um pequeno anel que passa pelo Arquipélago das Caraíbas.

2) Zona de ondulação alpina da Europa e da Ásia

Tem início na África do Norte e na Espanha e estende-se, depois, com largura crescente, até aos altos planaltos do Pamir ( NW dos Himalaias no Tajiquistão ), descendo, em seguida, pela Cordilheira Birman ( SE dos Himalaias ), passando à costa ocidental da Indonésia, onde vai encontrar-se com o Círculo Circum-Pacífico.

3) Zona da Dorsal Meso-Atlântica

Zona sísmica que segue a cadeia de montanhas submarinas ao longo de toda a dorsal meso-oceânica Atlântica. Passa pela Islândia e os Açores, bifurcando-se a oeste de Portugal para alcançar a região mediterrânica.

4) Zona compreendida entre a costa meridional da Arábia e a ilha de Bouvet, no oceano Antárctico

Zona sísmica análoga à do Atlântico ( placas divergentes ), está relacionada com a cadeia dos altos fundos que separa o oceano Índico em duas partes. Para completar este inventário de geografia sísmica, assinalamos a sismicidade do Grande Rift Africano, marcado pela sucessão dos Grandes Lagos e das regiões vizinhas de fratura do Mar Vermelho.

Nas dorsais meso-oceânicas (médio-oceânicas), bem como nas falhas transformantes, originam-se numerosos sismos de intensidade moderada. Estes produzem-se a uma profundidade, abaixo do fundo oceânico, entre 1.000 a 2.000 metros e, praticamente, não afetam o homem.

Nas zonas de subducção têm origem sismos superficiais (profundidade do foco até 80 Km), muito embora, os sismos superficiais ocorram particularmente ao longo das dorsais meso-oceânicas ( limites divergentes ), intermédios (profundidade do foco entre 80 e 300 Km, concentrando-se, particularmente, nos limites convergentes ) e profundos (profundidade do foco entre 300 e 700 Km, encontrando-se unicamente nos limites convergentes).

É aqui que se originam os terremotos mais violentos e também os mais mortíferos, por causa da sua situação geográfica, frequentemente, localizada em regiões de forte densidade populacional (Chile, Japão, México).

Uma boa ilustração da sismicidade, bem como a sua relação direta com a Tectônica de Placas, são os mapas históricos, representados em baixo, dos sismos de África e da América do Sul. Eles mostram a repartição dos sismos função da profundidade do foco. Procure identificar as placas tectônicas envolvidas, bem como as relações entre as profundidades e o tipo de limites das placas tectônicas envolvidas.

Alguns sismos são acompanhados de fenómenos secundários, tais como ruídos sísmicos, alteração do caudal ou nível em fontes, poços e águas subterrâneas, surgimento de fumarolas vulcânicas...e formação de tsunamis ou maremotos.

Tsunami é uma palavra japonesa representada por dois caracteres. O do topo lê-se "tsu" que significa "porto" e o da base "nami" que significa "onda".

Os tsunamis são enormes vagas oceânicas que, quando se abatem sobre as regiões costeiras, têm efeitos catastróficos. Estas vagas chegam a atingir alturas superiores a 15 metros e, contrariamente às ondas causadas pelo vento, envolvem toda a massa de água, isto é, desde o fundo marinho à crista da onda.

Constituem, pois, verdadeiras "montanhas de água" deslocando-se a velocidades que chegam a atingir 700 Km por hora. Frequentemente avançam e recuam repetidamente sobre as regiões mais baixas com um enorme poder destruidor, dando origem ao que é designado por raz de maré. Os tsunamis podem ser provocados por deslizamentos de terras nos fundos oceânicos, erupções vulcânicas, explosões, queda de meteoritos e sismos.

Normalmente são provocados por abalos sísmicos com epicentro no oceano, os quais causam variações bruscas dos fundos oceânicos.

Os tsunamis podem percorrer grandes distâncias a partir do epicentro do sismo causador. Em 1960, um tsunami do Pacífico (ver fotografia acima) com origem a sul do Chile, após 7 horas atingiu a costa do Havai, onde matou 61 pessoas; 22 horas após o sismo, o tsunami já tinha percorrido 17.000 Km, atingindo a costa do Japão em Hocaido, onde matou 180 pessoas.

O Japão é uma das regiões do Pacífico mais afetadas pelos tsunamis. Em 1896, um tsunami "engoliu" aldeias inteiras ao longo de Sanriku, no Japão, tendo matado cerca de 26.000 pessoas.

Os efeitos dos tremores de terra, da maneira como se manifestam aos sentidos do homem, têm sido classificados por ordem de importância. As primeiras tentativas para a avaliação da intensidade dos sismos foram feitas no século XVII, decorrentes da necessidade de avaliar os abalos sísmicos no Sul de Itália. A escala era rudimentar.

Os sismos eram classificados em ligeiros, moderados, fortes e muito fortes. Mais tarde desenvolveram-se escalas mais pormenorizadas com 12 graus, como a Escala Modificada de Intensidades de Mercalli, constituída por 12 graus de intensidades estabelecidos de acordo com um questionário-padrão, segundo a intensidade crescente do sismo.

O recurso à utilização das intensidades tem a vantagem de não necessitar de medições realizadas com instrumentos, baseando-se apenas na descrição dos efeitos produzidos. Tem ainda a vantagem de se aplicar quer aos sismos atuais, quer também aos sismos ocorridos no passado (sismicidade histórica).

Contudo, tem vários inconvenientes importantes, sendo, talvez, o mais importante aquele que resulta da sua subjetividade. Face a esta limitação, era natural que se procurasse criar uma nova grandeza que fosse independente do fator subjetividade. Esta nova grandeza é a magnitude.

A magnitude está relacionada com a quantidade de energia libertada durante um sismo. Em 1931, Wadati, cientista japonês concebeu uma escala para esta grandeza, que foi posteriormente aperfeiçoada nos Estados Unidos por Richter, pelo que ficou conhecida pela designação de escala de Richter. O modo como se pretende determinar a energia libertada pelo sismo assenta na medição da amplitude máxima das ondas registadas nos sismogramas. Foram definidos nove graus para a escala de Richter.

O valor da magnitude correspondente a cada grau, é dez vezes superior ao valor anterior. Assim, por exemplo, a diferença entre a quantidade de energia libertada mum sismo de magnitude 4 e um outro de magnitude 7, é de 30X30X30=27.000 vezes. Um determinado sismo possui apenas uma só magnitude, mas é sentido com intensidade diferente conforme a distância do local ao epicentro.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Terremotos

 

Terremotos

Terremotos: como prevê-los?

Terremotos são fenômenos naturais que impressionam tanto pela capacidade de destruição como pela dificuldade de prevê-los, dada a complexidade dos processos físicos envolvidos. Desde a Antigüidade – o primeiro instrumento para detecção sísmica foi inventado pelos chineses no século II –, buscamos compreender os terremotos e aperfeiçoar nossos métodos de predição.

Nos últimos 15 anos, têm-se acumulado evidências de que os terremotos exibem características comuns a vários outros sistemas físicos, tais como os sistemas caóticos e os fractais. O estudo desses novos aspectos da física de terremotos transcende o interesse meramente acadêmico e pode ser de grande importância prática, como argumentaremos abaixo.

A moderna teoria da origem dos terremotos assenta-se sobre dois pilares: a teoria tectônica de placas e a teoria do rebote elástico. Segundo a teoria tectônica, a crosta terrestre está fragmentada em diversos segmentos (placas) que se movem lentamente uns em relação aos outros. Por exemplo, a placa da América do Sul, que se estende até o meio do Oceano Atlântico, está se afastando da placa africana a uma taxa de aproximadamente três centímetros ao ano. Em uma falha geológica, que corresponde à região de contato entre duas placas tectônicas, o atrito se opõe ao deslizamento relativo das placas, tentando mantê-las “coladas” entre si. Impedida de se mover ao longo da falha, a crosta terrestre vai se deformando lentamente em virtude de suas propriedades elásticas.

Um terremoto acontece quando a força elástica em algum ponto da falha supera a força de atrito, provocando então um deslizamento brusco, o chamado rebote elástico. (Os tremores sentidos na superfície da terra são causados por ondas sísmicas, ou seja, vibrações da crosta terrestre originadas durante o terremoto e que podem se propagar por milhares de quilômetros.)

A origem tectônica dos terremotos é confirmada pela observação experimental de que a grande maioria dos abalos sísmicos acontece, de fato, nas fronteiras entre placas.

Isso explica, por exemplo, por que o Brasil, que se encontra no centro da placa da América do Sul, está relativamente livre de terremotos, enquanto o Chile, por se situar próximo à borda ocidental da nossa placa, está em uma zona de risco. Terremotos podem acontecer também em falhas existentes no interior de uma placa, mas esses são, em geral, de pequena intensidade. É o caso, por exemplo, dos tremores sentidos em Caruaru recentemente e em João Câmara (RN), em 1986.

Embora os aspectos gerais da origem dos terremotos sejam bem compreendidos, os detalhes de como se dão esses deslizamentos ainda precisam ser mais bem elucidados, e nessa empreitada o estudo de modelos físicos simples é uma ferramenta bastante útil.

Um modelo simplificado para terremotos consiste de dois blocos de rocha apoiados um sobre o outro, com o bloco inferior fixo e o superior ligado por meio de uma mola a um suporte horizontal que se move lentamente. À medida que o suporte avança, alonga-se a mola e aumenta, portanto, a força elástica sobre o bloco superior, até chegarmos a uma situação em que a força elástica supera a força de atrito e o bloco começa a deslizar.

Dependendo do tipo de atrito cinético entre as rochas, o deslizamento resultante pode ser rápido (terremoto) ou apenas gradativo (creep). Assim, se conhecêssemos o atrito atuando numa dada falha, poderíamos determinar, a priori, se essa falha apresentaria atividade sísmica ou se seria inativa. Infelizmente, determinar o atrito em condições geológicas não é fácil, de modo que nesse aspecto nosso modelo é mais de interesse teórico do que prático.

Recentemente, estudamos uma versão mais sofisticada do modelo acima, em que o bloco superior está ligado ao suporte móvel através de duas molas dispostas perpendicularmente entre si. Nesse caso, a dinâmica do sistema é muito mais complexa, apresentando um comportamento caótico em que terremotos acontecem de maneira imprevisível. Concluindo, a existência de caos em modelos simples de terremotos deve ser vista como uma forte evidência de que terremotos reais são, muito provavelmente, fenômenos caóticos. Esse fato, por si só, tem sérias implicações práticas, pois limita consideravelmente nossa capacidade de predição.

Giovani Vasconcelos

Fonte: www.ufpe.br

Terremotos

Na Antiguidade, eles eram considerados castigos divinos, e ainda hoje muita gente os vê como caprichos do planeta. No entanto, os terremotos constituem um fenômeno absolutamente natural e frequente. Enquanto você lê este texto, provavelmente vários deles estão ocorrendo em diferentes lugares do planeta. São 150 por hora, 3.600 por dia e 1.300.000 por ano.

Mas o que é exatamente um terremoto? Em poucas palavras, trata-se de um movimento brusco da Terra que libera certa energia acumulada.

Tendemos a pensar que nosso planeta é uma como uma esfera compacta e uniforme. Na verdade, a crosta terrestre é formada por várias camadas sobrepostas, denominadas placas tectônicas. A espessura de cada uma é de cerca de 70 quilômetros.

Estas camadas vão se “acomodando” ao longo de um processo que dura milhões de anos.

Seus movimentos lentos, imperceptíveis ao homem, nunca param. As placas, que flutuam como icebergs sobre um mar de magma, estão constantemente deslizando e colidindo umas contra as outras. Quando elas “travam”, geram uma tensão que vai acumulando energia. A liberação abrupta desta energia no momento em que a placa atinge seu limite de resistência produz o que chamamos de terremoto.

QUE SABEMOS?

A Sismologia é a ciência que estuda os terremotos, mas os estudos sobre estes eventos são relativamente recentes.

Até o final do século XVIII, pouco se sabia sobre estes fenômenos naturais, apesar da grande ocorrência de terremotos ao longo da história. O mais antigo de que se tem conhecimento ocorreu na China, 1.177 anos antes de Cristo. Não se sabe a quantidade de vítimas, nem há como precisar sua magnitude.

A medição dos terremotos atuais começou a ser feita com a invenção do sismógrafo. Trata-se de um aparelho simples, que registra em um papel as vibrações horizontais e verticais do solo, determinando a magnitude e a duração de um tremor.

O sismógrafo detecta dois tipos de ondas: as “superficiais”, que se expandem mais ou menos horizontalmente sobre a superfície da Terra; e as “centrais”, provenientes de camadas mais profundas.

Estas, por sua vez, subdividem-se em “primárias” (P), que viajam através do magma e chegam mais rapidamente à superfície; e “secundárias” (S), que deslocam a matéria de forma transversal.

A sequência típica de um terremoto é a seguinte:

1. Ruído surdo provocado pelas ondas P
2.
Chegada à superfície das ondas S.
3.
Tremor de terra pelas ondas superficiais.

BENEFICIOS DOS TERREMOTOS

Apesar de suas conseqüências trágicas, os terremotos também geram benefícios. Eles podem produzir mananciais e represas naturais, úteis para conservar ou conduzir água, petróleo e gás. Podem acumular ou expor valiosos recursos minerais, incluindo metais preciosos. E inclusive reduzem o risco de terremotos futuros. De fato, acredita-se que uma série de terremotos pequenos e inofensivos liberem energia suficiente para evitar a ocorrência de um sismo muito maior e devastador.

HOMEN TAMBÉM CONTRIBUI?

Certamente, algumas atividades humanas aumentam o risco de terremotos, ou diretamente os desencadeiam. As barragens e diques artificiais, por exemplo, geram uma pressão importante sobre a crosta terrestre. O mesmo ocorre com os depósitos de resíduos, já que injetar líquidos no interior da Terra gera pressões adicionais. Para não falar das explosões nucleares subterrâneas...

COMO SÃO MEDIDOS?

A medição dos terremotos merece um capítulo à parte. Há duas escalas muito famosas, a de Ritcher e a de Mercalli. Ambas têm poucas similaridades.

A escala de Ritcher, desenvolvida em 1935, indica a quantidade de energia liberada.

Não cresce de forma linear: um grau a mais pode significar uma liberação de energia quinze vezes maior que a anterior, por exemplo. Tampouco é uma escala “fechada”, já que não há um limite estabelecido. Pode ocorrer um terremoto que exceda o ponto máximo da escala, gerando um novo nível.

Apesar de sua utilidade, a escala de Ritcher foi substituída por outra muito mais precisa, denominada Magnitude Momento. Seus critérios de medição não são os mesmos, mas coincidem em boa parte com os da escala de Ritcher.

Um enfoque muito diferente é o da escala criada pelo italiano Giuseppe Mercalli em 1902, e que foi modificada por outros sismólogos em 1931.

Ela não se baseia nos registros sismográficos, mas nos efeitos do terremoto: danos às estruturas e sensações percebidas pelas pessoas.

É formada por doze níveis, expressos em números romanos, que vão desde o nível I, “tremor sentido por poucas pessoas”, até o nível XII, que implica na “destruição total, ondas visíveis sobre o terreno, objetos lançados no ar e perturbação no nível dos rios, lagos e mares”.

É admirável a precisão e o dramatismo com que alguns graus da escala descrevem o fenômeno.

O grau VIII, por exemplo, determina: “Danos leves em estruturas bem projetadas; consideráveis em edifícios comuns, com desabamento parcial; grandes em estruturas debilmente construídas. As paredes saem do vigamento.

Desmoronam chaminés, colunas, monumentos, muros e as pilhas dos produtos nos depósitos das fábricas. Os móveis pesados tombam. Areia e lodo são projetados em pequenas quantidades. Há alteração no nível de água dos poços. E as pessoas perdem o controle ao dirigir veículos motorizados”.

QUAIS FORAM OS PIORES?

Existe um consenso sobre o mais potente terremoto registrado no mundo, já que ele atingiu o ponto máximo em ambas as escalas. O fenômeno se abateu sobre Valdivia, no Chile, em 22 de maio de 1960.

Durou 10 minutos. Mais de cinco mil pessoas morreram. Cidades inteiras foram destruídas e rios mudaram de curso. Nasceram novos lagos e algumas montanhas se deslocaram. Até o eixo terrestre se moveu três centímetros!

O tremor foi percebido em todo o cone sul do continente, e o tsunami resultante assolou as costas do Japão, Havaí, Filipinas e Estados Unidos. Este sismo alterou para sempre a geografia, a economia e a alma da república chilena.

Antes e depois, outros terremotos produziram um número de vítimas muito superior. Em 1976, por exemplo, a China sofreu um terremoto que deixou ao menos 275.000 mortos, mas alguns cálculos chegam a duplicar este número. No Irã, em 1990, foram 70.000 vítimas fatais. Mais recentemente, em 12 de maio de 2008, um tremor provocou quase 100.000 mortos em Wenchuan, na China.

Estes números parecem pequenos se comparados com sismos mais antigos. O recorde de vítimas é disputado pelo terremoto de 23 de janeiro de 1556 em Shansi, China, com 830.000 vítimas fatais; e pelo chamado terremoto do Oriente Médio, ocorrido em 1201, que deixou mais de um milhão de mortos no Egito e no Mediterrâneo Oriental.

O efeito devastador de um terremoto depende de um conjunto de fatores:

Sua magnitude.
Sua profundidade.
A distância de centros povoados.
O tipo de terreno.
O tipo de construções (não só habitações, mas também estradas, ferrovias, tubulações, represas, etc.).
A duração.
A quantidade de réplicas, ou seja, os movimentos de menor magnitude que se seguem após o principal.

ANTES DEL TERREMOTO

Pensar na possibilidade de um terremoto. E no que ocorrerá, dependendo do lugar em que você se encontra e dos riscos que oferece.
Manter os edifícios em bom estado, especialmente as partes que poderiam rachar ou desabar.
Saber onde e como cortar os serviços básicos:
gás, eletricidade e água.
Estar vacinado.
Armazenar água potável e alimentos duráveis.
Ter à mão lanternas, pilhas, rádio portátil, cobertura para a cabeça, mantas e dinheiro vivo.

DURANTE O TERREMOTO

Manter a calma.
Afastar-se das janelas, lâmpadas e objetos que possam cair.
Agachar-se e se proteger debaixo de uma cama ou mesa.
Não usar elevadores, pois a energia pode ser cortada.
Se estiver ao ar livre, procurar lugares abertos, longe de edifícios altos, postes e objetos que possam cair.
Se estiver dentro de um carro, parar e permanecer em seu interior, mas longe de edifícios, pontes, postes e zonas de deslizamento.

DEPOIS DO TERREMOTO

Fechar registros, se houver vazamento de água e gás.
Não acender fósforos nem produzir nenhum tipo de chama.
Limpar derramamentos de combustíveis, medicamentos, pintura, elementos tóxicos, etc.
Ter cuidado com vidros, cabos e objetos metálicos, que podem estar eletrificados.
Evitar as praias e áreas próximas, pela possibilidade de tsunamis.
Não usar o telefone sem necessidade, para não congestionar as linhas.
Obedecer às indicações da defesa civil, polícia e bombeiros.

Fonte: www.discoverybrasil.com

Terremotos

Terremoto ou abalo sísmico é um movimento brusco e repentino do terreno resultante de um falhamento.

Portanto, a ruptura de uma rocha é o mecanismo pelo qual o terremoto é produzido. Essa ruptura causa a liberação de uma grande quantidade de energia, a qual gera ondas elásticas que se propagam pela Terra em todas as direções.

As rochas comportam-se como corpos elásticos e podem acumular deformações quando submetidas a esforços de compressão ou de tração. Quando esse esforço excede o limite de resistência da rocha esta se rompe ao longo de um plano, novo ou pré-existente de fratura, chamado falha.

Normalmente não é o deslocamento na fratura que causa maior estrago, mas sim as vibrações (ondas elásticas) que se propagam a partir da fratura. Na maior parte das vezes a fratura nem atinge a superfície, mas as vibrações podem ser fortes o suficiente para causar danos consideráveis.

As forças tectônicas que causam os sismos são devidas aos processos dinâmicos que ocorrem no interior da Terra, principalmente os lentos movimentos de convecção no manto, responsáveis pela deriva dos continentes.

MAGNITUDE

Magnitude é uma medida quantitativa do tamanho do terremoto. Ela está relacionada com a energia sísmica liberada no foco e também com a amplitude das ondas registradas pelos sismógrafos.

Para cobrir todos os tamanhos de terremotos, desde os microtremores de magnitude negativas até os grandes terremotos com magnitudes superiores a 8.0, foi idealizada uma escala logarítmica, sem limites. No entanto, a própria natureza impõem um limite superior a esta escala já que ela está condicionada ao próprio limite de resistência das rochas da crosta terrestre.

Magnitude e energia podem ser relacionadas pela fórmula descrita por Gutenberg e Richter em 1935:

log E = 11,8 + 1,5M

onde:

E= energia liberada em erg
M=magnitude do terremoto.

INTENSIDADE

A intensidade sísmica é uma medida qualitativa que descreve os efeitos produzidos pelos terremotos em locais da superfície terrestre. A classificação da intensidade sísmica é feita a partir da observação "in loco" dos danos ocasionados nas construções, pessoas ou meio ambiente. Esses efeitos são denominados macrossísmicos.

Existem diferentes escalas de intensidade. A mais utilizada, particularmente no ocidente, foi proposta por G. Mercalli em 1902, posteriormente alterada em 1931 (Mercalli Modificada, 1931). Ela possui 12 graus indicados por algarismos romanos de I até XII. Veja, abaixo, a descrição simplificada da Escala de Mercalli Modificada -1931.

É no epicentro do terremoto que normalmente o grau de intensidade é mais elevado e seus efeitos vão diminuindo a medida que se se afasta dessa área. Não existe correlação direta entre magnitude e intensidade de um sismo.

Um terremoto forte pode produzir intensidade baixa ou vice-versa. Fatores como a profundidade de foco, distância epicentral, geologia da área afetada e qualidade das construções civís são parâmetros que acabam por determinar o grau de severidade do sismo.

ESCALA DE INTENSIDADE MERCALLI MODIFICADA (ABREVIADA)

Terremotos
G. Mercalli

I. Não sentido
II.
Sentido por pessoas em repouso ou em andares superiores
III.
Objetos pendurados são balançados um pouco. Vibração leve
IV.
Vibração como a causada pela passagem de caminhões pesados. Chacoalhar de janelas e louças. Carros parados são balançados
V.
Sentido fora de casa. Acorda gente. Objetos pequenos tombados. Quadros são movidos
VI.
Sentido por todos. Deslocamento de mobília. Danos: louça e vidraria quebradas, queda de mercadorias. Rachadura no reboco
VII.
Percebido por motoristas dirigindo. Dificuldade em manter-se em pé. Sinos tocam ( igrejas, capelas, etc.).Danos: quebra de chaminés e ornamentos arquitetônicos, queda de reboco, quebra de mobília, rachaduras consideráveis em reboco e alvenaria, algumas casas de adobe tombadas/desabadas
VIII.
Pessoas dirigindo automóveis são perturbadas. Galhos e troncos quebrados. Rachaduras em solo molhado. Destruição: torres d água elevadas, monumentos, casas de adobes. Danos severos a moderados: estruturas de tijolo, casas de madeira (quando não estão firmes com fundação), obras de irrigação, diques
IX.
Solo conspicuamente rachado ("crateras de areia"). Desabamentos. Destruição: alvenaria de tijolo não armado. Danos severos a moderados: estruturas inadequadas de concreto armado, tubulações subterrâneas. Desabamentos e solo rachado muito espalhados. Destruição: pontes, túneis, algumas estruturas de concreto armado.Danos severos a moderados: maioria das alvenarias, barragens, estradas de ferro
XI.
Distúrbios permanentes no solo
XII.
Danos quase totais.

TIPOS DE ONDAS

Existem diversos tipos de ondas elásticas que são liberadas quando ocorre um terremoto. Os tipos mais importantes são:

Ondas P (ou primárias)

Movimentam as partículas do solo comprimindo-as e dilatando-as. A direção do movimento das partículas é paralela à direção de propagação da onda;

Ondas S (ou secundárias)

Movimentam as partículas do solo perpendicularmente à direção da propagação da onda.

As ondas P propagam-se pela crosta terrestre com velocidade típica de 6 a 8 km/s em rochas consolidadas; a velocidade das ondas S é tipicamente 0% a 70% da velocidade da onda P no material.

Apesar da velocidade das ondas variar com as propriedades das rochas (densidade, rigidez, compressibilidade), a razão entre a velocidade das ondas P e S é praticamente constante. Isto permite que, observando o tempo de chegada destas ondas, possamos estimar a distância do local onde ocorreu o sismo (basta multiplicar o tempo S-P, em segundos, pela velocidade de 8 km/s para uma estimativa grosseira da distância entre o foco e a estação).

As ondas sísmicas são registradas por sismógrafos, equipamentos sensíveis que detectam e registram o movimento das partículas do solo em uma determinada direção.

A diferença no tempo de chegada das ondas S e P pode fornecer a localização do epicentro do terremoto, se ele for adequadamente registrado por no mínimo três estações.

Fonte: www.iag.usp.br

Terremotos

Os tremores de terra, chamados de terremotos, são resultado de um conjunto de fatores que proporcionam o movimento das placas tectônicas. Em razão dos efeitos produzidos pelas forças que interagem no planeta, que defino como princípios agentes para o movimento dos continentes, temos a sua atividade exercida pela ação da força do MAGNETISMO, ROTAÇÃO e EQUILÍBRIO.

A força do Magnetismo, atua com maior atividade para as regiões mais próximas ao Círculo Polar Norte magnético e menor para as regiões do perímetro magnético da Terra. Outras áreas com maior concentração de elementos magnéticos acabam exercendo atividade superior à de outras que estejam na mesma latitude do planeta (Índia por exemplo, que se desloca em direção ao Norte à razão de 5 cm anuais, em detrimento de outras áreas como a Península Arábica por exemplo que não atua da mesma maneira).

A força de Rotação tem valor expressivo quando da atividade exercida pela inércia física, que promove seu movimento constante e ritmado de Oeste para Leste na maior parte das placas tectônicas da Terra.

A força de Equilíbrio, atua severamente sobre o planeta em condições de instabilidade ou desequilíbrio evidente, exercendo sua força descomunal quando desta condição, fazendo com que blocos continentais se separem ou se desloquem à uma velocidade muito superior ao que se poderia presumir. Inicialmente o movimento de um bloco continental é sempre superior ao que pode ser percebido nas medições quando de sua estabilidade aparente, ou seja, seu movimento inicial segue uma projeção geométrica e não aritmética como convencionalmente é assumido.

Estas forças interagem entre si e quando qualquer dos seus fatores estiverem mais favorecidos, promoverá o movimento das placas tectônicas, causando os abalos.

O elevado índice dos tremores a cada ano, evidencia a força exercida pelas suas forças. Se o planeta perde o seu estado permanente de equilíbrio adquirido quando da separação dos blocos continentais, ele promove efeitos que venham a conduzí-lo novamente à antiga condição. Deste modo, podemos compreender melhor o motivo pelo qual temos também percebido os efeitos da oscilação do eixo magnético terrestre, que também ocasiona o movimento de placas em sentido diferente à cada variação.

O encontro entre uma placa contra outra é o maior causador dos fenômenos sísmicos.

Dentre os processos que trazem abalos sísmicos à determinadas regiões do planeta, temos como mais destacado a famosa Falha de Santo André (San Andreas), que existe pelo deslocamento dos blocos do Pacífico e da América do Norte, movendo-se como segue na figura ao lado. Este movimento é decorrente da ação primeira da atividade promovida pela inércia física em razão do movimento de rotação do globo em torno de seu próprio eixo, e possui atividades secundárias exercidas pela ação magnética e força de equilíbrio, sendo esta última, acionada cada vez mais à medida em que a distribuição proporcional de massa na superfície terrestre estiver mais evidenciada (nivelamento oceânico).

A Falha de Santo André foi identificada pelas observações realizadas quando do terremoto ocorrido em São Francisco nos EUA em 18/04/1906 às 05:12 hs, quando foram constatados a separação dos blocos em sentido oposto, seguindo cerca de 5 cm cada um de seu ponto de origem, causando 10 cm de deslocamento.

Os fenômenos sísmicos possuem os registros mais antigos na China, datando do ano de 1.177 a.C. em diante. Na Europa eles são mencionados à partir do ano de 580 a.C., mas as descrições só vieram a ocorrer com melhor detalhe no séc. XVII em diante.

O terremoto de 1471 no Peru por exemplo, não é muito bem documentado.

Um terremoto ocorrido na manhã de 16 de Dezembro de 1811 no Estado Norte americano de Missouri, próximo à New Madrid, da ordem de 8 graus na escala Richter, teve efeitos secundários que ocasionaram tremores em 23 de Janeiro de 1812 e 07 de Fevereiro do mesmo ano. Trouxe prejuízos materiais e perdas humanas nas proximidades de Boston e Denver em torno de 700 pessoas.

Em 1935, Charles Francis Richter (1900-1985) sismólogo do Instituto de Tecnologia da Califórnia, desenvolveu uma escala matemática de comparação estudando os sismos do sul da Califórnia, ele introduziu o conceito de magnitude, tomando esta referência da astronomia que a utiliza para classificar o brilho das estrelas. Richter criou sua tabela para medir a energia liberada pelo fenômeno. Isso foi relacionado com o campo da astronomia, à que se deveu a denominação de magnitude para os índices que ele estabeleceu.

A magnitude está associada a uma função logarítimica calculada a partir da amplitude registrada pelo equipamento sismográfico (ML, Ms, mb) ou à partir de sua duração (MD) sobre o sismograma.

O cálculo de magnitude de um terremoto deve ser corrigido dependendo do tipo de sismógrafo utilizado, ditância epicentral, profundidade do foco e os demais tipos de solo de onde está focada na estação de registro.

Esta escala por sua natureza, permite obter medidas negativas de tamanho de um terremoto e em princípio não tem limites para medir magnitudes enormes. Na realidade, seu valor mínimo dependerá da sensibilidade e seu valor máximo da longitude máxima da falha suscetiva a se romper com um só golpe.

Existem diferentes escalas de magnitude que dependem do tipo de sonda sísmica que se utiliza para medir o tamanho de um terremoto, sendo as mais importantes as seguintes:

Magnitude Local (ML) -- A definição de ML é realizada em função do registro de um terremoto e um sismógrafo do tipo WA:

Terremotos

Onde A é a amplitude do desplacamento do solo em micros e a distância epicentral em graus. A fórmula anterior é válida para distâncias compreendidas entre 20o. << 90 o. e para terremotos com focos localizados à profundidades menores que 70 km.

Magnitude de ondas de volume Mb -- Magnitude calculada à partir da relação (A/T) da componente vertical para uma onda P. Esta magnitude é válida para terremotos ocorridos em diferentes profundidades e distâncias compreendidas entre 5o. e 90o..

A relação que permite calcular mb é conhecida como a fórmula de Gutemberg:

Terremotos

Onde A é a amplitude de uma serial sísmica medida sobre o componente vertical de um registro de período curto (micros), T é o período (s) e Q expressado em função de uma distância epicentral () e a profundidade do foco (h) segundo as tabelas de Gutenberg e Richter (1956).

Magnitude de duração (MD) - Magnitude válida para os sismos de magnitude menor que 5 ocorridos à distâncias menores que 200 km. Esta magnitude se baseia em medir a duração de uma serial de registro do terremoto (t), depois de subir a onda P até quando a amplitude da serial se confunde com o ruído de fundo.

Esta magnitude é definida com a seguinte relação:

Terremotos

Observe os valores e seus exemplos para ter idéia do que representa cada medição:

Magnitude: o que observamos no epicentro índice anual
1.0 a 1.9 Detectável somente em sismógrafos milhões
2.0 a 2.9 Percebido por poucas pessoas 800.000
3.0 a 3.9 Percebido pela maioria das pessoas 20.000
4.0 a 4.9 Vidros se partem 2.8 a 3 mil
5.0 a 5.9 Quebra de mobílias, danos em edifícios cerca de mil
6.0 a 6.9 Fendas no solo e queda de prédios 185
7.0 a 7.9 Queda e quebra de pontes e barragens 14
acima de 8 Desastre inumerável 0.4

Em 1902 o sismólogo italiano Giusseppe Mercalli baseou-se em danos sentidos e percebidos em estruturas e objetos no solo e por pessoas que testificam os tremores de terra, a ele se deve a observação da destruição da área afetada, denominada intensidade sísmica. Para establecer a Intensidade, ele recorreu a uma revisão dos registros históricos e entrevistas testemunhais, noticiários públicos, jornais, personalidades, etc.

A intensidade pode ser diferente nos locais identificados para o mesmo sismo e dependerá de:

a) a energia do terremoto,
b)
a distância da falha de onde se produz o abalo,
c)
a forma como as ondas sísmicas atingem os locais em que são percebidos (oblíqua, perpendicular, etc.)
d)
as características geológicas do material subjacente do local onde se registra a intensidade e o mais importante,
e)
como a população sentiu e registrou o terremoto.

As graduações não se equivalem com a escala Richter. A escala Mercalli expressa em números romanos e é proporcional de maneira que uma intensidade IV é o dobro de uma intensidade II por exemplo.

Intensidade Resultado
I Abalo sentido por poucas pessoas em condições muito favoráveis.
II Abalo sentido por poucas pessoas em estado de repouso, especialmente as que estiverem no alto de edifícios. Objetos suspensos podem oscilar.
III Abalo sentido no interior de construções, mais agravante para o alto de edifícios, muitas pessoas não atribuem a um terremoto. Veículos motorizados podem se mover ligeiramente mesmo estacionados. Vibração lembra a passagem de um veículo extremamente pesado.
IV Abalo sentido por muitas pessoas no interior de construções poucas percebem se estiverem ao ar livre. Se ocorrer durante a noite algumas pessoas despertam. Vibração de janelas, portas e muros. Sensação equivalente à de o choque entre um caminhão contra um edifício. os veículos estacionados balançam claramente.
V Abalo sentido por quase todos, muitos que estiverem dormindo despertam. Algumas peças de vaso, vidro e similares quebram. Objetos instáveis caem. Percebe-se a perturbação nas árvores, postes e outros objetos elevados. Alteração em relógios de pêndulo.
VI Abalo sentido por todos, pessoas se aterrorizam e saem de suas casas. Alguns móveis pesados caem. Danos ligeiros em estruturas e maior para objetos pessoais.
VII Abalo percebido por todos inevitávelmente. As pessoas fogem para fora de suas casas, Danos sem importância em edifícios de bom desenho e boa estrutura. Danos ligeiros para estruturas mais frágeis porém bem construídas, consideráveis para obras mau planejadas, quebra de alguma chaminés. É percebido também por pessoas que estiverem com seus veículos em movimento.
VIII Danos ligeiros em estruturas bem desenhadas, considerável para edifícios menos estruturados com a queda parcial, maior para estruturas muito frágeis. Queda de algumas chaminés, pilhas de procutos em armazéns, queda de colunas, monumentos e muros. Móveis pesados se movem. Areia e lodo são prjetados em pequenas quantidades. Oscilação do nível da água em poços. Perca do controle para pessoas que esteja com seus veículos em movimento (falta de aderência ao solo).
IX Danos consideráveis nas estruturas de boa estrutura, armações estruturais se desmontam e quebram. Grandes danos nos edifícios mais sólidos com queda parcial. Os edifícios saem de sua base. O terreno se agita consideravelmente. Tubulações subterrâneas são rompidas.
X Construções de madeira bem construídas são destruídas. a maior parte das estruturas se desmontam e destroem , agito considerável do terreno. Vias férreas se torcem. Deslizamentos consideráveis de estradas à margem dos rios e grandes pontes. Invasão de água dos rios sobre suas margens.
XI Quase nenhuma estrutura permanece de pé. Pontes destruídas, fendas abertas no terreno, Tubulações subterrâneas rompidas e serviços rompidos. Torção expressiva para linhas férreas.
XII Destruição total. Ondas visíveis sobre o terreno dos litorais afetados. Perturbações numerosas nas margens de rios, lagos e mares. Objetos lançados ao ar. Tsunamis inevitáveis.

Fonte: ilhadeatlantida.vilabol.uol.com.br

Terremotos

Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre a 300m abaixo do solo. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas.

Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos.

As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a atmosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.

Na maioria dos casos, as vibrações são muito fracas, sendo percebidas somente com o auxílio de aparelhos especiais. Mas alguns terremotos podem causar efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc

Mas como os terremotos acontecem?

Pense nesta comparação: se você curvar um pouco um a régua de plástico com as mãos, vai sentir uma força (uma tensão) desse objetivo contra suas mãos. Se você soltar uma das pontas, a tensão fará a régua vibrar.

A maioria dos terremotos ocorre quando certa tensão na fronteira entre duas placas tectônicas é liberada. Duas placas em movimento podem se encostar, exercer pressão uma contra a outra e ficar presas entre si.

Em determinado momento, a força acumulada entre elas pode vencer o atrito, provocando um deslizamento rápido: uma placa escorrega ao longo da outra, o que libera a energia acumulada. Essa energia desencadeia "ondas de choque", chamadas ondas sísmicas, que se espalham pelas rochas e provocam tremores de terra.

Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica (realizados pelo homem). Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos.

As conseqüências de um terremoto são:

Vibração do solo
Abertura de falhas
Deslizamento de terra
Tsunamis
Mudanças na rotação da Terra.

Foi a partir de 1900 que surgiram as principais escalas de medição que conhecemos. A mais conhecida é a escala Richter, desenvolvida pelo americano Charles Richter (1900-1985).

A escala Richter varia de 0 a 9,5 ou mais pontos.

O último nível pode variar: ele vai depender da força do maior terremoto ocorrido até o momento.

O abalo de maior intensidade já registrado no século XX alcançou 9,5 pontos na escala Richter e ocorreu no Chile, em 1860. O da Turquia, em 1999, atingiu cerca de 7,4 pontos na escala Richter.

O terremoto que provocou o maior número de mortes ocorreu na China, em 1556 - 830 mil mortos.

As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos.

Só nos Estados Unidos acontecem cerca de 13 mil terremotos por ano que variam de aproximadamente 18 grandes terremotos e um terremoto gigante sendo que os demais são leves ou até mesmo despercebidos.

A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.

No Brasil Existe Terremoto

Durante muito tempo acreditava-se que no Brasil não ocorria terremotos, no entanto, essa afirmação é um tanto quanto precipitada. Se comparar os abalos sísmicos ocorridos nos Andes com os ocorridos no Brasil, os do Brasil podem ser classificados como modestos, embora a quantidade de abalos sejam muitas e com escalas acima de 5,0 graus, não ignorando a possibilidade de tremores mais intensos, uma vez que o planeta é dinâmico e está em constante transformação.

Foram muitos os terremotos ocorridos no Brasil no decorrer da história, com destaque para o Ceará, em 1980 / mb=5,2, João Câmara (RN) 1986 / mb=5,1.

Em outros casos os tremores tiveram proporções maiores como no Mato Grosso 1955/mb=6,6, Espírito Santo 1955/mb=6,3 e Amazonas 1983/mb=5,5, essas regiões não eram habitadas.

Os abalos sísmicos podem emergir a qualquer instante e lugar, dessa forma não se deve descartar a possibilidade de ocorrer tremores com grandes conseqüências em algum centro urbano brasileiro.

A pouca incidência de terremotos no Brasil é proveniente de sua localização no centro da placa Sul-americana.

No fim de 2007, mais precisamente em 9 de dezembro desse ano, na cidade mineira de Itacarambi ocorreu um terremoto, o abalo derrubou 76 casas, condenou várias outras, e levou a óbito uma criança.

Esse abalo foi um dos maiores ocorridos no Brasil e o primeiro com vítima fatal. O tremor teve intensidade de 4,9 graus na escala Richter, segundo o Professor Lucas Vieira Barros da Universidade de Brasília, os tremores ocorriam desde maio.

A explicação não é definitiva, mas é provável que o agente causador seja uma falha geológica, localizada a 5 quilômetros abaixo da superfície.

Terremotos
Pior terremoto do Brasil derrubou 4 mil casas em João Câmara (RN), em 1996.

Fonte: www.sobiologia.com.br

Terremotos

Escala Richter e Mercalli

Terremotos
Richter

A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos no Sul da Califórnia.

Representa a energia sísmica liberada durante o terremoto e se baseia em registros sismográficos.

A escala Richter aumenta de forma logarítimica, de maneira que cada ponto de aumento sigifica um aumento 10 vezes maior. Dessa forma, um sismo de magnitude 4 é 100 vezes maior que um de 2. No entanto, é importante salientar que o que aumenta é a amplitude das ondas sismográficas e não a energia liberada.

Em termos gerais a energia de um terremoto aumentaria um fator 33 para cada grau de magnitude, ou aproximadamente 1000 vezes a cada duas unidades.

Mag

Escala Richter e efeitos associados

1 Não é sentido pelas pessoas. Só os sismógrafos registram
2 É sentido nos andares mais altos dos edifícios
3 Lustres podem balançar. A vibração é igual à de um caminhão passando
3.5 Carros parados balançam, peças feitas em louça vibram e fazem barulho
4.5 Pode acordar as pessoas que estão dormindo, abrir portas, parar relógios de pêndulos e cair reboco de paredes
5 É percebido por todos. As pessoas caminham com dificuldades, livros caem de estantes; os móveis podem ficar virados
5.5 As pessoas têm dificuldades de caminhar, as paredes racham, louças quebram
6.5 Difícil dirigir automóveis, forros desabam, casas de madeira são arrancadas de fundações. Algumas paredes caem
7 Pânico geral, danos nas fundações dos prédios, encanamentos se rompem, fendas no chão, danos em represas e queda de pontes.
7.5 Maioria dos prédios desaba, grandes deslizamentos de terra, rios transbordam, represas e diques são destruídos
8.5 Trilhos retorcidos nas estradas de ferro, tubulações de água e esgoto totalmente destruídas
9 Destruição total. Grandes pedaços de rocha são deslocados, objetos são lançados no ar

A escala Richter é uma escala infinita ou aberta, podendo inclusive apresentar números negativos. No entanto, as forças naturais envolvidas limitam o topo da escala em aproximadamente 10. Teoricamente não existe energia em um terremoto capaz de superar esta marca.

ENERGIA DOS TERREMOTOS

Abaixo podemos ver uma tabela comparativa entre a energia liberada por um terremoto e a quantidade de toneladas de TNT que seriam necessárias para liberar a mesma quantidade de energia

Pela tabela, o terremoto de magnitude 6.9 graus Richter ocorrido em Kobe no Japão, em 1995, liberou a mesma energia de uma explosão de 23 milhões de toneladas de TNT.

MAG TNT EXEMPLO
2.0 1 Explosivo detonado em minas de carvão
4.0 1000 Arma nuclear de pequeno porte
4.5 5100 Energia total em um tornado médio
5.5 80000 Terremoto em Nevada, EUA, 1992
6.0 1 milhão Terremoto em Nevada, EUA, 1994
6.5 5 milhões Terremoto en Northridge, Califórnia em 1992
6.9 23 milhões Terremoto de Kobe, Japão, em 1995
7.0 32 milhões Terremoto de Hyogo-Ken Nanbu, Japão, em 1995.
Equivalente à maior explosão termonuclear já realizada.
8.0 1 bilhão Terremoto de São Francisco em 1906.
9.2 64 bilhões Terremoto em Anchorage, Alaska em 1964.
Segundo maior terremoto registrado por instrumentos
9.5 180 bilhões Maior terremoto já registrado por instrumentos: Chile, em 1960
12 160 trilhões Quantidade de energia que a Terra recebe do sol diariamente

Escala Mercalli

A escala de Richter não permite avaliar a intensidade sísmica em um local determinado e em particular em zonas urbanas. Para tal, utilizam-se escalas de intensidade, tais como a escala de Mercalli , criada em 1902 pelo sismólogo italiano Giusseppe Mercalli. Essa escala, ao contrário da escala de Richter não se baseia em registros sismográficos e sim nos efeitos ou danos produzidos nas estruturas e percebido pelas pessoas nas imediações do abalo. Para um mesmo sismo, a intensidade pode ser diferente em diversas localidades reportadas.

A escala de Mercalli tem uma importância apenas qualitativa e não deve ser interpretada em termos absolutos, uma vez que depende de observação humana. Por exemplo, um sismo com 8 na escala de Richter num deserto inabitado é classificado como 1 na escala de Mercalli, enquanto que um sismo de menor magnitude sísmica, por exemplo 5, numa zona onde as construções são débeis e pouco preparadas para resistir a terramotos pode causar efeitos devastadores e ser classificado com intensidade IX.

M Escala Mercalli e os efeitos percebidos
1 Nenhum movimento é percebido
2 Algumas pessoas podem sentir o movimento se elas estão em repouso e/ou em andares elevados de edifícios
3 Diversas pessoas sentem um movimento leve no interior de prédios. Os objetos suspensos se mexem. No exterior, no entanto, nada se sente
4 No interior de prédios, a maior parte das pessoas sentem o movimento. Os objetos suspensos se mexem, e também as janelas, pratos, armação de portas
5 A maior parte das pessoas sente o movimento. As pessoas adormecidas se acordam. As portas fazem barulho, os pratos se quebram, os quadros se mexem, os objetos pequenos se deslocam, as árvores oscilam, os líquidos podem transbordar de recipientes abertos
6 Todo mundo sente o terremoto. As pessoas caminham comA dificuldade, os objetos e quadros caem, o revestimento dos muros pode rachar, árvores e os arbustos são sacudidos. Danos leves podem acontecer em imáveis mal construídos, mas nehum dano estrutural
7 As pessoas têm dificuldade de se manter em pé, os condutores sentem seus carros sacudirem, alguns prédios podem desmoronar. Tijolos podem se desprender dos imóveis. Os danos são moderados em prédios bem construídos, mas podem ser importantes no resto
8 Os condutores têm dificuldade em dirigir, casas com fundações fracas tremem, grandes estruturas, como chaminés e prédios podem se torcer e quebrar. Prédios bem construídos sofrem danos leves, contrariamente aos outros, que sofrem severos danos. Os galhos das árvores se quebram, colinas podem ter fissuras se a terra está úmida e o nível d'água nos poços artesianos pode se modificar
9 Todos os prédios sofrem grandes danos. As casas sem alicerces se deslocam. Algumas canalizações subterrânes se quebram, a terra se fissura
10 A maior parte dos prédios e suas fundações são destruídos, assim como algumas pontes. As barragens são significativamente danificadas. A água é desviada de seu leito, largas fissuras aparecem no solo, os trilhos das ferrovias entortam
11 Grande parte das construções desabam, as pontes e as canalizações subterrâneas são destruídas
12 Quase tudo é destruído. O solo ondula. Rochas podem se deslocar

Fonte: www.apolo11.com

Terremotos

Como Acontece os Terremotos

Um terremoto é um tremor de terra que pode durar segundos ou minutos. Ele é provocado por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes placas de rocha (as placas tectônicas). O tremor de terra ocasionado por esses movimentos é tamém chamado de "abalo sísmico".

Essas placas se movimentam lenta e continuamente sobre uma camada de rocha parcialmente derretida, ocasionando um contínuo processo de pressão e deformação nas grandes massas de rocha.Quando duas placas se chocam ou se raspam, elas geram um acúmulo de pressão que provoca um movimento brusco.

Há três tipos de movimentos: convergente (quando duas se chocam), divergente (quando se movimentam em direções contrárias) e transformante (separa placas que estão se deslocando lateralmente).

Alterações no relevo

Os movimentos convergente e divergente das placas provoca alterações no relevo. A cada choque, a placa que apresenta menor viscosidade (mais aquecida) afunda sob a mais viscosa (menos aquecida). A parte que penetra tem o nome de zona de subducção.

No oeste da América do Sul, por exemplo, o afundamento da placa de Nazca sob a placa continental originou a cordilheira dos Andes.

Medição

Os sismógrafos são instrumentos utilizados para registrar a hora, a duração e a amplitude de vibrações dentro da Terra e do solo.

Eles são formados por um corpo pesado pendente a uma mola, que é presa a um braço de um suporte preso num leito de rocha. Se a crosta terrestre é abalada por um terremoto, o cilindro se move e o pêndulo, pela inércia, se mantém imóvel e registra em um papel fotográfico as vibrações do solo.

Os terremotos são classificados principalmente pela escala de Richter, fórmula matemática que determina a largura das ondas.

A escala de Richter não tem limite máximo. De forma geral, terremotos com magnitudes de 3.5 ou mais são raramente percebidos; de 3.5 a 6.0 são sentidos e causam poucos danos; entre 6.1 e 6.9, podem ser destrutivos e causar danos em um raio de cem quilômetros do epicentro; entre 7.0 e 7.9, causam danos sérios em áreas maiores; e de 8 em diante são destrutivos por um raio de centenas de quilômetros.

Há também a escala Mercalli, menos usada, com valores que vão de zero a 12 pontos. Menos precisa, a escala classifica os terremotos de acordo com o seu efeito sobre construções e estruturas.

No Brasil

O Brasil fica em cima de uma grande e única placa tectônica, ao contrário de outros países como os Estados Unidos e Japão. Nesses locais, existe o encontro de duas ou mais placas. As falhas entre elas são, normalmente, os locais onde acontecem os terremotos maiores.

No Brasil, as falhas são apenas pequenas rachaduras causadas pelo desgaste na placa tectônica, que levam a pequenos tremores, como os que aconteceram em Brasília (DF), em 2000, em Porto dos Gaúchos (MT), o mais recente, em 1998, e em João Câmara (RN), em 1986 e em 1989.

Além disso, em alguns Estados brasileiros são registrados tremores de terra. Os abalos são reflexos de terremotos com epicentro em outros países da América Latina.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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